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PREVENÇÃO DE PATOLOGIAS EM ESTRUTURA METÁLICA

PREVENTION OF PATHOLOGIES IN METALLIC STRUCTURE

Jonathan Henrique Gomes 1 – UniToledo


Victor Hugo de Brito2 – UniToledo
Carlos Adriano Rufino da Silva3 – UniToledo

RESUMO
Este artigo apresenta um estudo sobre as manifestações patológicas em estruturas
metálicas, mostrando o real significado da palavra “patologia” na construção civil. Conforme o
passar do tempo as estruturas tendem a manifestar falhas, problemas e causas mecânicas
prejudicando sua vida útil e estética, trazendo consigo prejuízos ou até mesmo riscos as
estruturas. Nas estruturas metálicas existem diversos tipos de patologias e na grande maioria
das vezes essas manifestações ocorrem devido a erros de projetos, porém na construção civil
existe fatores importantes para prevenir tais causas e até mesmo recuperação para tal situação,
fazendo com que prolongue a vida útil e evitando que sua estética seja afetada.

Palavras-chave: Patologias; Estruturas Metálicas; Prevenção.

ABSTRACT
This paper presents a study on pathological manifestations in metallic structures,
showing the real meaning of the word "pathology" in civil construction. As time passes,
structures tend to manifest flaws, problems and mechanical causes, impairing their useful and
aesthetic life, bringing with them losses or even risks to structures. In metal structures there are
several types of pathologies and in the vast majority of times these manifestations occur due to
design errors, but in civil construction there are important factors to prevent such causes and
even recovery for such a situation, causing it to prolong the useful life and preventing its
aesthetics from being affected.

Key-words: Pathologies; Metallic Structures; Prevention.

1
Graduando em Engenharia Civil pelo Centro Universitário Toledo (2018). Jonyhg.5@hotmail.com
2
Graduando em Engenharia Civil pelo Centro Universitário Toledo (2018). victorhugodebritto@gmail.com
3
Mestre em Estruturas pela Universidade Estadual Paulista (2004), e docente no Centro Universitário Toledo
Araçatuba. engecars@engecars.com
1
1. INTRODUÇÃO

O sistema construtivo em aço, é um dos métodos mais amplos e diversificadores que se


projetou nos últimos tempos, pois apresenta características variadas, tornando seu uso vantajoso
quando comparado a os outros métodos (CORTEZ et al., 2017).
Segundo o próprio Cortez et al. (2017), é algo relativamente recente a utilização de
estruturas metálicas, isso quando se realiza a comparação com diversos outros países, que há
décadas utiliza estruturas de aço em edificações de múltiplos andares, entre outros tipos de
estruturas. Embora atrasado, o Brasil vem avançando para o grande mercado da construção civil
industrializada.
Enquanto as estruturas convencionais ainda impõem uma limitação criativa, o aço
permite construir estruturas com maior precisão, qualidade, possuindo a inovação, praticidade,
e ganho de tempo. Por essas, entre outras vantagens, que há muito tempo se utiliza a estrutura
metálica como um dos principais elementos para vários tipos de estrutura (CORTEZ et al.,
2017; MANGIAPELO et al., 2014).

1.1. Contexto Histórico do Aço

O homem, desde a antiguidade, faz do uso de artefatos de ferro. Após ter feito a
descoberta do cobre e evidenciando que se mostrava um material relativamente dúctil - capaz
de deformar-se sob a ação de cargas-, o homem com sua capacidade pensar e realizar, teria que
aprimorar suas próprias realizações. Após ter dominado os princípios na metalurgia, as técnicas
de modelagem e de fusão vão se sofisticando, começou-se as diversas descobertas para o
aprimoramento desse material. Um exemplo é o bronze, que nada mais é que a adição ao cobre
de apenas pequena proporção de estanho, formava uma liga muito mais dura e muito mais útil
do que o cobre puro (NETO, 2008).
Neto (2008) compreende que essas descobertas possibilitaram ao homem modelar uma
variedade de novos e melhores utensílios e uma grande descoberta conduz a outra e, dessa
maneira, logo também o ferro passou a ser fabricado com melhores métodos e com larga escala
e também utilizado de maneira que elevou a humanidade a novas eras.
Em 1779, foi realizada a “primeira obra importante de ferro, foi a ponte sobre o SEVERN
em COALBROOKDALE, na Inglaterra, projetada por Abraham Darby, ela contém um vão de
30 metros ”(Nagahama, ?, p.4). A ponte foi construída com o ferro da fundição de Abraham

2
Darcy e pelo seu contributo único para o advento da era industrial, foi classificada pela
UNESCO, em 1986, com patrimônio da Humanidade.

Figura 1 - Ponte de coalbrookdale


Fonte: (HISGETT, 2011)

De acordo com Neto (2008), quando se intensificou o desenvolvimento da siderurgia


ocorreu com o surgimento das ferrovias. Gradativamente, as descobertas científicas, iam
melhorando o processo de produção industrial, fato que a utilização do carvão de pedra para a
redução do minério de ferro ajudou a contribuir, que resultou na localização das siderurgias. E,
por questões geológicas, a Grã-Bretanha foi a maior beneficiada dessa conquista científica, por
possuir, em próximos territórios, jazidas de minério de ferro e de carvão de pedra. Pode-se
dizer, que o domínio do mercado internacional de ferro eram deles, pois foi o primeiro a
produzir em escala comercial, assim os tornando de longe uma das maiores potencias como
nação.
A atividade metalúrgica no Brasil, a matéria prima sempre foi importada e cara. Por essa
razão, em meados de 1946 data que foi construída a primeira siderúrgica no Brasil, a produção
de aço do país era insignificante. As poucas construções em Estruturas metálicas podiam ser
resumidas em pontes ferrovias, maioria das grandes obras feitas pelos ingleses (GASPAR,
2008).
O Gaspar (2008) relata que, com o tempo o Brasil realizava poucas obras em estruturas
metálicas, isso acontecia com muita dificuldade. Entretanto, no período da segunda guerra
mundial, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi construída com a assistência técnica da

3
“United States Steel” e juntas iniciaram um programa que visava à fabricação de diversos
produtos siderúrgicos, em especial os perfis metálicos. Assim foi introduzido o “padrão
americano” de perfis no Brasil, a partir daí o uso de estruturas metálicas começou a ganhar um
novo impulso no país.

2. PROPRIEDADES DO AÇO

São requeridas propriedades de boa ductilidade para os aços estruturas, por exemplo,
homogeneidade e soldabilidade, além de elevada relação entre a tensão resistente e a de
escoamento (GASPAR, 2008; CORTEZ et al., 2017).
Segundo próprio Cortez et al. (2017), à ASTM (American Society for Testing and
Materials) dividi os aços utilizados em estruturas em dois grupos, são elas:

Aços-Carbono: os aços-carbono são os tipos mais usados, nos quais o aumento de


resistência em relação ao ferro puro é produzido pelo carbono e, em menor escala,
pelo manganês. Eles contêm as seguintes porcentagens máximas de elementos
adicionais. Em função do teor de carbono, distinguem-se três categorias: Baixo
carbono; Médio Carbono; Alto Carbono.
Aços de Baixa Liga: os aços de baixa liga são aqueles acrescidos de elementos de liga
(cromo colômbio, cobre, manganês, molibdênio, níquel, fósforo, vanádio, zircônio),
os quais melhoram algumas propriedades mecânicas. Alguns elementos de liga
produzem aumento de resistência do aço por meio da modificação da microestrutura
para grãos finos.

A elevada resistência de alguns aços estruturais é obtida por processos de conformação


ou tratamentos térmicos. Portanto, assim como compreende Cortez et al. (2017), é valido
lembrar outras propriedades de grande importância em relação as patologias:

Ductilidade - Nessa propriedade os aços dúcteis, quando sujeitos a tensões locais


elevadas, sofrem deformações plásticas capazes de redistribuir as tensões.
Fragilidade - Os aços podem se tornar frágeis pela ação de diversos agentes: baixas
temperaturas ambientes, efeitos térmicos locais causados, por exemplo, por solda
elétrica, etc.

2.1 Estruturas em Aço

Estruturas metálicas são elementos cuja a seção é produzida principalmente em aço, ou


outros materiais metálicos, assim é constituído por carbono e ferro e o que irá determinar a sua
resistência será a quantidade de carbono utilizado (GARPAR, 2008; NETO, 2008).

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Como relata a Mangiopelo et al. (2014), são compostas por elementos metálicos, que
possuem ligações de perfis e chapas através de componente como soldas e/ou parafusos, onde
o que determina a qualidade final dessas estruturas é a correta aplicação de procedimentos e
métodos, em todas as fases que envolva a estrutura pronta.
O visual estético moderno e marcante é apenas um dos inúmeros motivos para que a
construção civil seja o maior mercado para os produtores mundiais de aço. Dentre as inúmeras
vantagens na utilização desse material em sistemas construtivos, estão a racionalização da mão
de obra e dos materiais, a redução do tempo de construção e o aumento da produtividade. Desse
modo, os processos de fabricação de estruturas metálicas têm se aperfeiçoado e a sua qualidade
é garantida por meio das certificações ISO 9001 (Gestão de qualidade) e ISO 14001. (CORTEZ
et al., 2017).

2.2 Vantagens

Como principais vantagens da utilização do aço estrutural, segundo Neto (2008),


podemos citar:

A)Alta resistência do material nos diversos estados de solicitação – tração,


compressão, flexão, etc., o que permite aos elementos estruturais suportarem grandes
esforços apesar das dimensões relativamente pequenas dos perfis que os compõem.
B) Apesar da alta massa específica do aço, na ordem de 78,50 KN/m3, as estruturas
metálicas são mais leves do que, por exemplo, as estruturas de concreto armado,
proporcionado, assim, fundações menos onerosas.
C) As propriedades dos materiais oferecem grande margem de segurança, em vista do
seu processo de fabricação que proporciona material único e homogêneo, com limites
de escoamento, ruptura e módulo de elasticidade bem definidos.
D) As dimensões dos elementos estruturais oferecem grande margem de segurança,
pois por terem sido fabricados em oficinas, são seriados e sua montagem é
mecanizada, permitindo prazos mais curtos de execução de obras.
E) Apresenta possibilidade de desmontagem da estrutura e seu posterior
reaproveitamento em outro local.
F) Apresenta possibilidade de substituição de perfis componentes da estrutura com
facilidade, o que permite a realização de eventuais reforços de ordem estrutural, caso
se necessite estruturas com maior capacidade de suporte de cargas.
G) Apresenta possibilidade de maior reaproveitamento de material em estoque, ou
mesmo, sobras de obra, permitindo emendas devidamente dimensionadas, que
diminuem as perdas de materiais, em geral corrente em obras.

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2.3 Desvantagens

Como principais desvantagens da utilização do aço estrutural, segundo Neto (2008),


podemos citar:
A) Limitação de fabricação em função do transporte até o local da montagem final,
assim como custo desse mesmo transporte, em geral bastante oneroso.
B) Necessidade de tratamento superficial das peças estruturais contra oxidação devido
ao contato com o ar, sendo que esse ponto tem sido minorado através da utilização de
perfis de alta resistência à corrosão atmosférica, cuja capacidade está na ordem de
quatro vezes superior aos perfis de aço carbono convencionais
C) Necessidade de mão-de-obra e equipamentos especializados para a fabricação e
montagem.
D) Limitação, em algumas ocasiões, na disponibilidade de perfis estruturais, sendo
sempre aconselhável antes do início de projetos estruturais, verificar junto ao mercado
fornecedor, os perfis que possam estar em falta nesse mercado.

2.4 Aplicações

Assim como descreve o Gaspar (2008), as aplicações para estruturas metálicas são
muitas como: telhados, reservatórios, edifícios comerciais, torres, edifícios industriais,
guindastes, residências, postes, hangares, passarelas, pontes e viadutos, indústria naval, pontes
rolantes, escadas e mezaninos.
Porém, por maior que seja as aplicações para as estruturas metálicas, o principal modelo
estrutural, adotado na maioria das construções brasileiras, é o concreto armado. São muito os
fatores que influenciam, o concreto armado, para ser o sistema estrutural de maior preferência
entre os demais como: de fácil aprendizagem, é amplamente conhecido e principalmente, de
fácil aquisição, entre outros. Sem dúvidas, as qualidades e benefícios do concreto são inegáveis,
mesmo as edificações em aço usualmente, possuem vários elementos executados em concreto
(CASTRO, 1999).
Esses fatores segundo o próprio Castro (1999), decisivamente, contribuíram para que
se formasse uma cultura muito forte sobre o uso do concreto, tão forte que hoje a construção
em aço possui uma parcela menos expressiva nas construções.
Por essa razão, em relação a sua aplicação, muitas são as suposições que acabam
impedindo que se invista neste método construtivo, motivos esses que não são necessariamente
a questão de seu custo elevado (em algumas regiões), e sim pelo o fato, da ausência de
conhecimento desse sistema construtivo, pois quanto mais informação obtida, menor será o pré-
conceito sobre o assunto.

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3 OBJETIVO
Este artigo irá abordar as características das estruturas metálicas, destacando suas
particularidades em relação a suas manifestações patológicas mais comuns, estabelecendo suas
origens, causas e propor algumas prevenções para se evitar tais problemas.
Assim, de uma forma indireta, esse artigo pode contribuir para o esclarecimento desse
sistema construtivo e para todos que possuem curiosidade sobre o assunto, de alguma forma,
impulsionando a utilização das estruturas metálicas.

4 PATOLOGIA

Patologia vem de origem grega “phátos – Doença”, “Logos – estudos” representando


estudos de doenças, essa palavra é empregada frequentemente na Engenharia em geral,
principalmente em construções devido a muitos engenheiros fazer a comparação do esqueleto
humano com a estrutura do edifício, patologia em si tem o objetivo de definir as falhas,
problemas e origem dos defeitos que afetam as edificações e estruturas que implicam e
prejudicam o desempenho e a vida útil (DA SILVA, 2011).
Patologia das Estruturas é definido como o “campo da Engenharia das Construções que
se faz estudos das origens, encontrando as formas de manifestação, consequências e
mecanismos de ocorrência das falhas e dos sistemas de degradação das estruturas". Este ramo
de engenharia tem sua grande importância devido à necessidade e objetivo de prorrogar a vida
útil das estruturas. (LAUREN,2010 apud SOUZA e RIPPER, 1998)

A esse respeito, Do Carmo (2003) apud Zuchetti P (2015) declara:

O conhecimento da causa que gerou o problema é importante para que se possa


prescrever a terapêutica adequada para o problema em questão, uma vez que se
tratarmos os sintomas sem eliminar a causa, o problema tende a se manifestar
novamente.

Segundo a Helene (2003) apud Zuchetti P (2015) as patologias das edificações não tem
acontecimento de forma só “unitária” e sem motivo, geralmente tem origens relacionada a
alguns tipos de erros cometido em uma das fases e etapas do processo de concepção da
edificação, sendo de necessária importância o conhecimento da origem de falha e problema,
tendo em vista também o conhecimento do histórico da construção para que se possa respaldar
em que fase e etapa do processo aconteceu o erro que veio gerar determinado problema e causa
patológica .
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De acordo com HENRIQUES (2001), as principais origens de manifestações
patológicas na construção civil em geral está conforme a figura 2:

6%
10% Projeto
Execução
14% 42%
Materiais
Uso
Outros
28%

Figura 2 –Manifestações Patológicas.


Fonte: HENRIQUES, F. M. A. Noção de Qualidade em Edifícios. Comunicação ao Congresso Nacional da
Construção. Lisboa, 2001.

5 PATOLOGIAS EM ESTRUTURAS METALICAS

Segundo Sacchi e Souza (2016) de maneira geral, os agentes responsável pela


degradação da estruturas e os agentes agressivos que afetam o comportamento das construções
entre o seu tempo de vida útil são: “Ações ambientais” como os grande índices de umidade,
respingos das marés e etc; “Agentes externos agressivos” como terrenos com solos
contaminados, águas contaminadas, produtos químicos, gases nocivos e etc; “Causas Naturais”
como envelhecimento dos materiais das estruturas (como por exemplo a própria corrosão).
De acordo com as etapas de falhas relatadas em patologias, aqui estão alguns exemplos
de falhas decorrentes em estruturas metálicas:

5.1 Falhas em Projetos

As falhas em projetos podem causar muitos danos e ter até deterioração das estruturas,
comprometendo precocemente o grave risco de colapso ou até trazer um colapso da estrutura,

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não só como isso mais também pode causar danos a estética estrutural (CASTRO, 1999;
SACCHI e SOUZA, 2016; NETO, 2008)
De acordo com Sacchi e Souza (2016), sem o projeto não existe a vida útil, pois a vida
útil é gerada e iniciada no projeto e se fortalece na execução, mais os conceitos do projeto
devem chegar até o fim da execução. Em cada uma das linhas gerais há muitos desafios a serem
rompidos, como o de conhecer que projetar é executar a gestão do cumprimento de desempenho
da estrutura ao longo dos anos, controlando os seguimentos de perdas do desempenho das
estruturas e prevenindo falhas durante um período que corresponde aos recursos investidos
(SACCHI E SOUZA, 2016)
Sacchi e Souza (2016), entendem que os problemas patológicos nas estruturas de aço
dentro do projeto são; a má concepção dos projetos, erros de cálculos, má compatibilidade dos
projetos, no sistema de montagem, na escolha inadequada dos perfilados, uso de tipos de aço
com resistências diferente das do projeto e definição equivocada das espessuras das chapas
metálicas. A figura 3 exemplifica uma falha na união do projeto de estruturas metálicas com o
projeto de concreto armado:

Figura 3 – Falha em compatibilidade de projetos


(SACCHI E SOUZA, 2016)

Descrito por Daldegan (2016), quando estudamos patologia o objetivo central é


encontrar modos de prevenir as falhas e trazer a recuperação para a estrutura. Sempre é bom
lembrar que existem 10 cuidados essenciais na etapa de montagem para evitar patologias nas
estruturas, que são:
1-Cuidados com o transporte
2-Armazenamento da estrutura metálica

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3- Escolha dos equipamentos necessários
4- Utilização de técnicas de içamento adequadas
5- Cuidados com as ligações soldadas
6- Cuidados com as ligações parafusadas
7- Observar os limites de tolerância da estrutura
8- Cuidado com a estabilidade estrutural durante a montagem
9- Utilização de profissionais especializados:
10- Utilização de equipamentos de segurança

5.2 Erro no Gabarito

Uma outra falha comum nesse sistema construtivo, segundo Sacchi e Souza (2016) e
também relatado por Castro (1999), é o erro no gabarito que são normalmente causados por
erros de cálculo ou inexperiência na execução. A figura 4 apresenta a falta de um parafuso no
lado de uma ligação coluna/viga. De acordo com este caso foi conferido as furações conforme
as plantas, essa análise foi diagnosticada que houve um erro de projeto, constatando que os
gabaritos de furação na chapa, coincidia com as dimensões do pilar.

Figura 4 – Erro no gabarito


Fonte: (PRAVIA; BETINELLI, 1998)
Uma especialização na mão-de-obra e a realização de revisão dos projetos antes de se
executar o detalhamento da peça estrutural são fatores que evitam tal patologia (CASTRO,
1999; SACCHI e SOUZA, 2016).

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5.3 Dificuldade de Aperto

De acordo com a imagem 5, Neto (2008) observa que em obras de estruturas metálicas
acontece muitos casos de dificuldade para o aperto dos parafusos, também locais com difícil
acesso para as montagens, dificultando as movimentações para manuseio das arruelas, porcas
e parafusos.
No projeto deve obter-se ter uma visão ampla sobre tal causa e problema, pois pode
trazer danos a estruturas quando falamos de dificuldade de realização do aperto de parafusos,
em tais situações podem se optar por uma ligação soldada estrutural (CASTRO, 1999; SACCHI
e SOUZA, 2016; NETO, 2008)

Figura 5- Dificuldades no Aperto


Fonte: (NETTO, 2008).

5.4 Flambagem

Flambagem é o fenômeno que ocorre, normalmente em peças que a área de secção


transversal é menor em relação ao seu comprimento, isso sempre quando é exposta a um esforço
de compreensão. (SORIANO, 2011)

Pode ocorrer quando há o uso de modelos estruturais incorretos para averiguação da


estabilidade, deficiências no enrijecimento local das chapas ou implicações de
imperfeições geométricas (MANGIAPELO et al, 2014)

De acordo com Castro (1999), as causas das deformações excessivas são problemas de
dimensionamento inadequado dos elementos estruturais, mesmo que não haja risco de
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instabilidade. Deve-se analisar cada caso e decidir por reforçar ou substituir os elementos
estruturais com problemas, para só então procurar reparar.
A figura 6, mostra uma estrutura metálica que foi projetada para a cobertura de um
shopping center, porém foi manifestada o problema na estrutura causando a flambagem, devido
ao erro em seu projeto.

Figura 6 – Flambagem.
Fonte: (CASTRO, 1999)

A figura 7 ilustra a flambagem de uma diagonal composta de uma treliça, em seu


dimensionamento não foi atribuída todas as possibilidades de carregamento.

Figura 7- Perda de Estabilidade


Fonte: (CASTRO, 1999)
Os métodos mais eficazes seriam realizar conferências na etapa de cálculos e projetos,
para evitar tais falhas. Porém caso tal falha já tenha acontecido, é possível o fabricante da
estrutura conseguir reforçar a estrutura, fazendo a substituição de todas as diagonais nas treliças
da cobertura (DAI’ BÓ e SARTORTI, 2012).

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5.5 Corrosão

Quando se fala em processos corrosivos e sobre a palavra corrosão, trata-se de


reações químicas heterogêneas ou de reações eletroquímicas que ocorrem normalmente na
superfície ou na interface de separação entre o meio corrosivo e o metal.
Conforme Dean (1993) apud Dal’Bó e Sartorti (2012)o uso do aço na construção é
necessário um cuidado especial essencialmente no projeto, na escolha dos materiais e de
proteção, pois correrá riscos de surgir graves problemas de corrosão. E8

Segundo GENTIL29, RAMANATHAN57 e PANOSSIAN52 corrosão é um


processo de deterioração dos materiais produzindo alterações prejudiciais
indesejáveis nestes. Este fenômeno, ao entrar em ação, faz com que os materiais
percam suas qualidades essenciais, tais como resistência mecânica, elasticidade,
ductilidade, estética, etc., já que o produto da corrosão é um elemento que não possui
as características do material original.

De acordo com Dal’Bó e Sartorti (2012), a corrosão traz perda de resistência e afeta a
estética da estrutura.
Um exemplo de corrosão é a da figura 8, corrosão localizada no pilar treliça da estrutura:

Figura 8 – Corrosão
Fonte: (DAL’B e SARTORTI, 2012).
Nas Estruturas metálicas deve-se ter em vista a ideia de prevenir as corrosões, pois
Pravia e Betinelli (2016) relata que são uma das patologias mais comuns em estruturas de aço.
De acordo com Sacchi e Souza (2016), uma das técnicas usadas contra a corrosão é a
pintura de proteção anticorrosiva existente, ela tem o objetivo aplicação de revestimentos

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anticorrosivos que vem através da pintura, e na maioria das vezes é a técnica mais utilizadas
para proteger o aço.
Segundo Neto, Nascimento e Lima (?), deve se utilizar zarcão para revestimentos das
peças metálicas. O zarcão tem função simples, porém fundamental que é impedir o contato do
ferro com o oxigênio do ar. Se essa película protetora for danificado ou sofrer desgaste com o
passar do tempo, o ferro irá se oxidar, por isso existe a necessidade de manutenção constante.

5.6 Defeitos na Soldagem

Mesmo com o avanço tecnológico é muito comum, hoje em dia, deparar-se com
velhos e antigos defeitos de soldagem, tal processo é apresentado na fase de execução da
estrutura. Muitas são as consequências em relação aos defeitos na soldagem como: trincas,
atraso na produção, perda de matéria prima, entre outros. (INSPBRASIL, 2018)
São muitos as patologias oriundas da solda existente em estruturas metálicas, e
segundo a InspBrasil (2018), abaixo estão algumas dessas descontinuidades que podem ser
encontradas no processo executivo de desse sistema estrutural:

5.6.1 Mordedura

Conforme InspBrasil (2018), são cortes contínuos ou intermitentes, localizada na região


de fusão entre o cordão de solda e o metal de base, sem ocorrer o enchimento desta área.

Figura 9- Presença de Mordeduras em Solda


Fonte: (BESSA, ?)

Abaixo está a descrição segundo InspBrasil (2018), sobre causas e prevenções:


Causas:
-Tensão e/ou Corrente muito elevada
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-Movimento inadequado da tocha
-Peças Superaquecidas
Prevenções:
-Reduzir a tensão
-Evitar o arco aceso sobre as quinas do chanfro
-Reduzir a velocidade de alimentação
-Deixar a peça esfriar entre passes

5.6.2 Porosidade

A InspBrasil (2018), define porosidade como cavidades encontradas no interior do


cordão de solda, causadas por gases que foram aprisionados durante o processo de solidificação
do metal fundido.

Figura 10 - Radiografia de uma solda porosa


Fonte: (CASTRO, 1999)

Abaixo está a descrição segundo InspBrasil (2018), sobre causas e prevenções:

Causas mais comuns:


-Óleo, oxidação grosseira, carepa, etc.
-Problema de proteção: Vento, bocal obstruído ou pequeno, mangueira de gás
danificada, vazão de gás insuficiente ou excessiva.

Prevenções:
-Conferir a polaridade do retificador
-Realizar ações corretivas anteriormente citadas

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-Revisar sistemas da máquina de solda.
-Qualificação da mão-de-obra

5.7 Falhas de Fechamento

Fechamentos são sistemas de peças inclinadas ou verticais, que compartilham, definem


e limitam os espaços de um edifício. Dentre outros tipos de patologia que acontece
especificamente na parte construtiva de edifícios realizados em estruturas metálicas, os
fechamentos não exercem nenhuma função estrutural. Com o fato das estruturas metálicas
serem mais flexíveis, obterem pouca rugosidade e de serem mais complexas, isso faz com que
a dificuldade em se realizar um fechamento impermeável e resistente seja grande. (CASTRO,
1999)
Assim segundo Castro (1999) existem muitos problemas em relação ao fechamento nas
edificações em estruturas metálicas, aqui iremos abordar as duas mais comuns que possui causa
vinculada a estrutura.

5.7.1 Fissuras devido à movimentação

Nas construções de estruturas metálicas é comum haver movimentos de dilatação e


contração, isso quando submetida aos diversos tipos de carregamento, onde o principal deles é
o vento. Essa deformação deve ser previamente calculada, obedecendo a um limite pré-
estabelecido. E fatores como: deformação excessiva, excesso de sobrecarga, mau
dimencionamento ou detalhamento, pode ocorrer a formação de fissuras (Castro, 1999).
E a prevenção melhor indicada pelo Castro, (1999), seria as juntas telescópias (arranjo
que se faz com perfil ‘U’ isolando o fechamento da estrutura), outro método seria as télas
metálicas, assim como mostra a figura 11:

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Figura 11 - Junta Telescópia na viga
Fonte: (CASTRO, 1999)

5.7.2 Infiltrações
A existência de frestas é uma das causas de infiltrações para quase todos os sistemas, o
que difere da estrutura metálica é que nas frestas desses fechamentos possuem um grande
número de detalhes em suas ligações. Por essa razão que, tais ligações, tem que obter um
cuidado diferenciado, para não ocasionar em grandes problemas devido a infiltração.

Figura 12 - Pontos Críticos, para haver infiltração


Fonte: (CASTRO, 1999)

Segundo o próprio Castro 1999, a solução para evitar o problema é a utilização de


produtos à base de silicone, pingadeira, calhas, rufos, entre outros isolantes. “Estes devem ser
aplicados em todos os locais onde haja a possibilidade de ocorrência de infiltração” (CASTRO
1999, pag 162)

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6 CONCLUSÃO

O papel das estruturas metálicas é muito importante na construção civil, pois trouxe
mudanças no ramo da engenharia, podendo ser aplicado de diversas maneiras.
Sendo de extrema importância os estudos sobre patologias que ocorrem nesse meio
construtivo, que são falhas e os problemas que ocorrem nas estruturas metálicas, podendo assim
constatar que o índice de manifestações que ocorrem por conta de falhas em projetos e nas
montagens são grandes, por essa razão deve-se ter cuidados especiais principalmente nessas
etapas e com isso utilizar meios de prevenções para evitar tais falhas, para assim bloquear
consequências má e a degradação da estrutura.
Ficou evidenciado que devesse ter ampla visão em uma construção de estruturas
metálicas pois podem ocorrer problemas e falhas tanto do início até o após a obra, e o estudos
das patologias faz entender quem são elas para ter alto controle e evitar quaisquer tipos de
imprevistos, visando sempre a garantia da vida útil da estrutura.

7 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

BESSA, Paulo Cesar; 10 Defeitos Mais Comuns na Soldagem, 4° Defeito: Mordedura. Disponível em:
http://www.alusolda.com.br/conteudo/10-defeitos-mais-comuns-na-soldagem-migmag.html. Acesso em: 10
Outubro de 2018.

CASTRO, Eduardo Mariano Cavalcante de. Patologia dos edifícios em estrutura metálica. 1999.

DAI’ BÓ, Tânia Cristina Machado; SARTORTI,Artur lens; Falhas e Patologias nas Estruturas Metálicas.
Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), 2012. p 11.

DALDEGAN, Eduardo. Montagem de estruturas metálicas: 10 cuidados exenciais. Engenharia Concreta,


2016. Disponível em:https://www.engenhariaconcreta.com/montagem-de-estruturas-metálicas-10-cuidados-
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DA ROCHA CORTEZ, Lucas Azevedo et al. Uso Das Estruturas de Aço no Brasil. Caderno de Graduação-
Ciências Exatas e Tecnológicas-UNIT-ALAGOAS, v. 4, n. 2, p. 217, 2018.

DA SILVA, Fernando Benigno. Patologia das construções: uma especialidade na engenharia civil.
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