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W 2 8 ENGENHA RIA

Transformando Vidas e Negócios Através da Energia

1 9 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 8 P O R W I L L I A M VA L E N T E

O que é Custo de Disponibilidade?


Você sabe o que é custo de disponibilidade do sistema elétrico? E quando e quanto é
cobrado em sua fatura de energia elétrica? Deve ou não descontar o equivalente
energético deste custo no projeto do seu sistema de energia solar fotovoltaica?

Estas são algumas das dúvidas frequentes que muitos de nossos clientes possuem no
primeiro contato com a gente para solicitar a estimativa comercial do seu sistema de
energia solar fotovoltaica.

Entender o que é o custo de disponibilidade do sistema elétrico é fundamental para lhe


ajudar a de nir o tipo de ligação de energia elétrica ideal para seu imóvel e dimensionar
corretamente o seu sistema de energia solar fotovoltaica, evitando assim investimento
além do necessário para atender sua demanda energética.

Por estes motivos que nós da W28 Engenharia resolvemos esclarecer em uma
linguagem simples o que é o custo de disponibilidade, acabando com o mito de que
depois que você instala um sistema de energia solar fotovoltaica conectada na rede da
distribuidora de energia elétrica não se paga mais conta de energia elétrica, e
recomendar quando se deve ou não descontar o equivalente energético do custo de
disponibilidade no projeto do seu sistema de energia solar fotovoltaica. Então, vamos
lá?

O custo de disponibilidade está de nido na Seção V da Resolução Normativa 414/2010


da ANEEL e a transcrição do seu artigo 98 é a seguinte:

“Art. 98.  O custo de disponibilidade do sistema elétrico, aplicável ao faturamento


mensal de consumidor responsável por unidade consumidora do grupo B, é o valor em
moeda corrente equivalente a:

I – 30 kWh, se monofásico ou bifásico a 2 (dois) condutores;

II – 50 kWh, se bifásico a 3 (três) condutores; ou

III – 100 kWh, se trifásico.

§ 1° O custo de disponibilidade deve ser aplicado sempre que o consumo medido ou


estimado for inferior aos referidos neste artigo, não sendo a diferença resultante objeto
de futura compensação.
§ 2° Para as unidades consumidoras classi cadas nas Subclasses Residencial Baixa
Renda devem ser aplicados os descontos no custo de disponibilidade, referentes ao
consumo de energia elétrica de nidos nesta resolução.
§ 3º Para as unidades consumidoras classi cadas nas Subclasses Residencial Baixa
Renda Indígena ou Residencial Baixa Renda Quilombola será concedido desconto
integral para os casos previstos nos incisos I e II e no caso do inciso III será cobrado o
valor em moeda corrente equivalente a 50 kWh. (Redação dada pela REN ANEEL 479,
de 03.04.2012)”

Agora traduzindo para uma linguagem mais simples de se entender. Para


consumidores de energia elétrica do Grupo B (Baixa Tensão), o custo de disponibilidade
é valor mínimo que se paga por mês para a distribuidora pelo fato da mesma estar
disponibilizando energia elétrica para consumo em seu imóvel (UC – Unidade
Consumidora).

Este valor é cobrado por padrão de entrada (Medidor de Energia + Disjuntor Principal
de Entrada) quando o consumo mínimo não é atingido e mesmo se não houver
consumo de energia elétrica durante todo o período de apuração (Intervalo de tempo
entre as leituras do medidor de energia pela distribuidora para emissão da fatura de
energia elétrica do mês de referência).

O equivalente nanceiro do custo de disponibilidade depende do tipo de ligação de


energia elétrica entregue pela distribuidora no padrão de entrada do seu imóvel. Para
ligação do tipo monofásica (Fase / Neutro) ou bifásica a dois condutores (Fase / Fase), é
cobrado o equivalente a 30 kWh/mês, para ligação bifásica a três condutores (Fase 1 /
Fase 2 / Neutro), é cobrado o equivalente a 50 kWh/mês e para a ligação trifásica (Fase
1 / Fase 2 / Fase 3 / Neutro), é cobrado o equivalente a 100 kWh/mês.

Aqui já conseguimos acabar com o mito de que depois que você instala um sistema de
energia solar fotovoltaica conectada na rede da distribuidora de energia elétrica você
não paga mais conta de energia elétrica. Então ca a dica, descon e da reputação de
empresas que fazem propaganda do tipo “Conta de energia elétrica nunca mais!!!”,
“Não pague mais conta de energia elétrica”, etc. quando estiverem lhe oferecendo um
sistema de energia solar fotovoltaica conectado na rede de energia elétrica da
distribuidora.

O custo de disponibilidade é o valor mínimo que se paga, mas vale ressaltar que em
muitos locais ainda há a cobrança da CIP (Contribuição de Iluminação Pública), que
varia de cidade para cidade, e outras taxas, como a taxa de entrega metropolitana, se
houver.

Para consumidores de energia elétrica do Grupo A (Alta Tensão), não existe a cobrança
do Custo de Disponibilidade, mas sim da Demanda Contratada em kW (quilowatt). Este
valor de potência é de nido em contrato entre cada cliente e a distribuidora de energia
elétrica e seu equivalente nanceiro será o valor mínimo a ser pago mensalmente pelo
cliente.

Devo ou não descontar o custo de


disponibilidade no projeto do meu sistema de
energia solar fotovoltaica?
A resposta para esta pergunta é depende. Depende de como você pretende compensar
os créditos energéticos gerados pelo seu sistema de energia solar fotovoltaica.

Se você pretende gerar créditos energéticos para serem compensados em outras


unidades consumidoras que estão registradas no mesmo CPF ou CNPJ, neste último
podendo ser Matriz e Filial, e dentro da mesma área de concessão da distribuidora de
energia elétrica em que o sistema fotovoltaico estará conectado, a resposta é NÃO. Isto
se deve ao fato de que os créditos energéticos só são gerados para este m se o total
de energia injetada na rede de energia elétrica da distribuidora for superior ao total de
energia consumida para o mesmo período de apuração. Este crédito energético é
chamado na Resolução Normativa 482/2012 como excedente de energia e é de nido
no Inciso IV do art. 7°desta resolução, conforme transcrito a seguir:

“IV – o excedente de energia é a diferença positiva entre a energia injetada e a


consumida, exceto para o caso de empreendimentos de múltiplas unidades
consumidoras, em que o excedente é igual à energia injetada; (Redação dada pela REN
ANEEL 687, de 24.11.2015.)”

Para facilitar o entendimento, se abaixo a ilustração deste tipo de situação.

Figura 1 – Geração dos créditos energéticos

Salva guardado o caso de empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras,


NÃO se deve descontar o equivalente energético do custo de disponibilidade no
projeto do seu sistema de energia solar fotovoltaica se você pretende compensar
créditos energéticos em outras unidades consumidoras.

Agora, se você pretende consumir a energia produzida e compensar os créditos


energéticos produzidos pelo seu sistema de energia solar fotovoltaica somente no
imóvel (UC – Unidade consumidora) em que o sistema estará instalado (Autoconsumo),
a resposta é SIM. Isto porque o custo de disponibilidade já é o valor mínimo a ser pago
em sua fatura de energia elétrica. Qualquer montante de energia injetada que que
dentro da faixa do custo de disponibilidade não reduzirá o valor de sua fatura.

Embora já de nido na Resolução Normativa 414/2010, esta cobrança é reforçada no


Inciso I do art.7° da Resolução Normativa 482/2012, conforme transcrito a seguir:

“I – deve ser cobrado, no mínimo, o valor referente ao custo de disponibilidade para o


consumidor do grupo B, ou da demanda contratada para o consumidor do grupo A,
conforme o caso; (Redação dada pela REN ANEEL 687, de 24.11.2015.)”

Neste caso, se, ao nal do período de apuração, a energia líquida, que é a diferença
entre a energia consumida e a energia injetada, for inferior ao seu custo de
disponibilidade e maior do que zero (sem geração de créditos energéticos para
compensação nos próximos meses), você terá que pagar o custo de disponibilidade.
Nesta situação, a parcela de energia equivalente a diferença entre o custo de
disponibilidade e a energia líquida é simplesmente dada de graça para a distribuidora
de energia elétrica. Vale ressaltar que esta parcela de energia teve um custo para ser
produzida, o qual saiu do investimento feito para aquisição do seu sistema de energia
solar fotovoltaica.

Para facilitar o entendimento, segue abaixo a ilustração deste tipo de situação.


Figura 2 – Energia Líquida menor do que o Custo de Disponibilidade

Para um sistema de pequeno porte como o exempli cado acima, a ultrapassagem de


15 kWh é pequena e até aceitável em algumas situações. Mas agora imagine uma
residência com fornecimento trifásico (Custo de disponibilidade de 100 kWh) em que o
sistema de energia solar fotovoltaica gere uma média mensal de 50 kWh a mais dentro
da faixa do custo de disponibilidade. No nal do ano, o cliente terá dado 600 kWh para
a distribuidora, o que representa a metade de todo o faturamento de energia elétrica
(custo de disponibilidade de 100 kWh) cobrado no ano. Em resumo, o cliente investiu
em um sistema de energia solar fotovoltaica com geração energética maior do que o
necessário e está tendo o retorno nanceiro real muito próximo do que um sistema de
menor porte, o qual teria um valor de investimento mais baixo.

É por causa destes detalhes que é importante entender o que é o custo de


disponibilidade e quando o mesmo deve, ou não, ser considerado no projeto do seu
sistema de energia solar fotovoltaica.

Vale ressaltar que se você tiver saldo de créditos energéticos provenientes de meses
anteriores ou na situação que a unidade consumidora estiver recebendo créditos
energéticos de sistema de geração distribuída instalado em outra unidade
consumidora, a compensação do saldo de créditos energéticos está limitada até o
equivalente energético do custo de disponibilidade da unidade consumidora detentora
dos referidos créditos. Isto está de nido no Inciso V do art.7° da Resolução Normativa
482/2012, conforme transcrito a seguir:

“V – quando o crédito de energia acumulado em ciclos de faturamentos anteriores for


utilizado para compensar o consumo, não se deve debitar do saldo atual o montante de
energia equivalente ao custo de disponibilidade, aplicado aos consumidores do grupo
B; (Redação dada pela REN ANEEL 687, de 24.11.2015.)”

Para facilitar o entendimento, se abaixo a ilustração deste tipo de situação.


Figura 3 – Compensação do saldo de créditos energéticos

Proposta W28 Engenharia


No nal do ano de 2017, nós da W28 Engenharia, cientes desta diferença de de nições
da linha de corte para geração e compensação dos créditos energéticos (excedentes
de energia), solicitamos esclarecimentos e enviamos proposta de alteração do texto
atual da Resolução Normativa 482/2012 para a Aneel (Agência Nacional de Energia
Elétrica).

A nossa proposta é de que a linha de corte para geração dos créditos energéticos seja a
mesma que a utilizada para a compensação, isto é, o custo de disponibilidade. Desta
forma, o sistema seria mais justo.

O custo de disponibilidade continuaria sendo pago para as distribuidoras e a parcela de


energia injetada que ultrapassasse o limite do custo de disponibilidade da unidade
consumidora passaria a ser considerada como saldo de créditos energéticos a ser
compensado na própria unidade consumidora nos próximos meses ou disponibilizado
para compensação em outras unidades consumidoras como já previsto na própria
Resolução Normativa 482/2012.

Para facilitar o entendimento, se abaixo a ilustração da nossa proposta de alteração da


linha de corte para geração dos créditos energéticos.
Figura 4 – Proposta de alteração da linha de corte para geração dos créditos energéticos

Esperamos que a nossa proposta seja aceita e incluída na revisão da Resolução


Normativa 482/2012 conforme prevista em seu art. 15 transcrito abaixo.

“Art. 15. A ANEEL irá revisar esta Resolução até 31 de dezembro de 2019.
(Redação dada pela REN ANEEL 687, de 24.11.2015.)”

Gostou?

Dê sua opinião! Escreva nos comentários abaixo o que você achou mais relevante.

Se desejar de maiores esclarecimentos ou sugerir algum tema especí co para as


próximas postagens, você também pode utilizar o campo de comentários abaixo, o
formulário de contato no nal da página, enviar um e-mail diretamente para
william.valente@w28engenharia.com.br ou uma mensagem de WhatsApp para o
número (21) 99983-6666. Aguardamos seu contato.

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Atenciosamente,

William Valente de Souza

W28 Engenharia.

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26 respostas para “O que é Custo de Disponibilidade?”


STENIO DOS SANTOS STHEL
2 2 D E S E T E M BRO D E 2 018 À S 18: 06

Prezados Senhores, Li atentamente as informações para os critérios de geração de crédito


pelo uso de energia foto voltáica, entretanto, apesar de aparência fácil de entendimento,
vejos de forma muito técnica o exemplos dados e assim, como sou usuário deste sistema
desde jul/17, através de fornecimento de energia pela ENEL em Niteroi, acompanho de
perto as informações que me são prestadas mensalmente, quanto ao consumo, energia
injetada e a geração de créditos em razão da compensação entre energia injetada e
consumida. No meu caso, sou um usuário com instalação trifásica, portanto, sujeito ao
pagamento de 100 kwh a título de custo da disponibilidade de uso do sistema e assim, pelo
que depreendi e ENEL cumpre em parte esta forma de cálculo, onde tenho a seguinte
situação: O meu sistema instalado de micro geração é de 600 kwh/mês sendo que, o meu
consumo registrado pelo medidor, suponhamos seja de 300 kwh e a minha energia
injetada seja de 400 kwh, e assim, segundo o critério usado pela ENEL, ora sim ora não,
resultaria na seguinte equoação 400 kwh relativo a injetada menos (300kwh da
consumida, menos 100kwh do custo de disponibilidade) = 400 – (300-100) = 400 – 200 =
200 kwh. de créditos a compensar
Em outro mês , a energia consumida foi de 350 kwh, a injetada foi de de 250 kwh e , pelo
uso da disponibidade do sistema 100kwh, ou seja, teríamos assim, o seguinte resultado
250- (350 – 100) = 250- 250 = 0 , portanto o saldo gerado no mês seria zero.
E assim, conforme disse anteriormente, nos 5 primeiros meses como usuário do sistema,
com alternância de geração maior que o consumo e vice versa, a ENEL não deduziu do
consumo os 100 kwh relativos ao custo de disponibilidade, contudo, a partir do 6º mês ela
passou a considerar esses 100 kwh, fato que levou a uma discrepância nos registros dos
créditos acumulados no período onde, pelos meus controles que faço mensalmente, ainda
teria créditos em meu favor mas, pelos registros da ENEL, não teria mais saldo desde o
mês de julho e que de forma simplista, considerando a minha geração em 14 meses de
4518 kwh, 5672 de energia consumida, com a dedução de 1400 kwh relativos aos 100
kwh em 14 meses, teriamos o seguinte resultado 4518 -(5672 – 1400) = 4518 – 4272 =
246 KWH crédito.
Contudo, pelo que depreendi, na proposta dos senhores, para efeito de apuração de crédito,
não mais deveria ser deduzido do consumo, estes kwh relativos ao custo de disponibilidade,
seria isto ?
Por outro lado, aproveito a oportunidade para saber qual o entendimento dos senhores
sobre a forma de faturamento e cobrança do ICMS.
Ao contrário do que vejo praticado pela distribuidora Light,no Rio de Janeiro que faz um
faturamento único demonstrando a energia consumida e injetada, a ENEL emite uma
fatura provisória somente com o registro do consumo e depois , com o registro feito por
outro leiturista por meio de fotográ co do registro da energia injetada, ela emite uma
refatura, onde são cancelados os valores faturados apenas do consumo e então, apresenta
para os clientes. Sobre esta modalidade de faturamento, que não encontrei amparo em
nenhuma das Resoluções da ANEEl , a 414 e 482, questiono com a ENEL, o fato de que, no
refaturamento, que sempre tenho pago valores relativos aos 100kwh referentes ao custo
da disponibilidade do sistema, o ICMS devido aqui no Estado do Rio de Janeiro, tem a
aliquota de 18 % e, para o consumo acima de 300kwh, de 31 %, entretanto, amparado não
sei em que dispositivo legal, ela vem cobrando os 100kwh, com a aliquota de 31 %, razão
da minha consulta sobre este aspecto. e que agradeceria uma informação a respeito. Att.
Stenio

William Valente de Souza


2 3 D E S E T E M BRO D E 2 018 À S 00: 4 5

Boa noite Senhor Stenio. Tudo bem?


Muito obrigado por sua mensagem.

Por favor, veja o e-mail que acabei de lhe enviar.

O texto com as resposta de seus questionamentos e dúvidas cou muito grande e não foi
possível inserir aqui pelo blog. Depois tentarei sintetizar o texto para incluir aqui no blog e
assim todos com as mesmas dúvidas e questões do senhor já terão as respostas.

Desde já agradeço pela atenção. Muito obrigado.

Atenciosamente,
William Valente / W28 Engenharia

José Weliton
1 2 D E OUT UBRO D E 2 01 8 À S 1 5 : 2 3

Ola boa tarde


Gostei do esclarecimento, foi muito útil, parabéns.

William Valente
1 9 D E OUT UBRO D E 2 01 8 À S 1 7: 3 9

Boa tarde José Weliton. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem.

É grati cante saber que estamos conseguindo esclarecer este tema do custo de
disponibilidade do setor elétrico que é de fundamental importância para o correto
dimensionamento do seu sistema de energia solar fotovoltaica.

Ficamos à disposição caso necessite de outros esclarecimentos.

Mais uma vez agradeço pela mensagem. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente

W28 Engenharia

william.valente@w28engenharia.com.br | (21) 99983-6666


Gisele de Freitas faria
5 D E J A NE IRO D E 2 019 À S 11: 55

Gostaria de fazer uma pergunta , acabamos de alugar um apto , ainda não veio nossos
gastos , apenas custo de disponibilidade, quando vier o que gastamos , também virá o tal
custo de disponibilidade? Obrigada por hora.

William Valente
6 D E J A NE IRO D E 2 019 À S 2 0: 51

Boa noite Gisele. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem.

O custo de disponibilidade é semelhante a uma taxa mínima que se paga para a


distribuidora de energia elétrica quando não se atinge o consumo mínimo de energia
elétrica no período de apuração. Este consumo mínimo equivalente do custo de
disponibilidade é função do tipo de ligação que você recebe em seu apartamento
(Monofásico: 30 kWh, Bifásico: 50 kWh ou Trifásico: 100 kWh). No próximo mês, se o seu
consumo de energia elétrica for superior ao valores apresentados, o custo de
disponibilidade não é cobrado.

Desde já agradeço pela atenção. Muito obrigado.

Abraço, William Valente


W28 Engenharia
william.valente@w28engenharia.com.br | (21) 99983-6666 | (22) 2764-1506

Oração
2 7 D E M A RÇO D E 2 01 9 À S 1 0: 59

Obrigado.Excelente artigo.

William Valente
2 7 D E M A RÇO D E 2 01 9 À S 1 1 : 2 0

Bom dia. Tudo bem?


Muito obrigado por sua mensagem.
É grati cante saber que estamos conseguindo esclarecer este tema do custo de
disponibilidade do setor elétrico que é de fundamental importância para o correto
dimensionamento do seu sistema de energia solar fotovoltaica.
Ficamos à disposição caso necessite de outros esclarecimentos.
Mais uma vez agradeço pela mensagem. Muito obrigado.
Atenciosamente, William Valente
W28 Engenharia
william.valente@w28engenharia.com.br | (21) 99983-6666 | (22) 2764-1506

Sven Otto
5 D E A BRIL D E 2 019 ÀS 16: 4 2

Ola e boa tarde,

queria saber que a proposta (linha de corte) foi aceitada pelo ANEEL?

William Valente
5 D E A BRIL D E 2 019 À S 17: 06

Boa tarde Sven Otto. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem e interesse ao tema.

Até o momento a Aneel não enviou nenhuma resposta sobre nossa proposta de alteração
da linha de corte para geração de créditos excedentes. Teremos que aguardar até o
segundo semestre deste ano de 2019 quando a Aneel disponibilizará o texto da revisão da
Resolução Normativa 482.

Desde já agradeço por sua atenção. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia.

Luciana
9 D E J ULH O D E 2 01 9 À S 1 1 : 3 3

então quer dizer que se tenho um imóvel fechado que possui energia elétrica ligada mais
sem ser usada, todo mês não vai ser alcançado o mínimo de consumo desejado eu vou ter
que pagar esse absurdo de conta por causa desse Faturamento baseado no custo de
disponibilidade?

William Valente
9 D E J ULH O D E 2 01 9 À S 1 6 : 2 6

Boa tarde Luciana. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem.

A resposta ao questionamento da senhora é sim.

O Custo de Disponibilidade deve ser considerando como sendo um valor monetário mínimo
a ser pago para a concessionária/distribuidora de energia elétrica para que a mesma
consiga manter sua rede de energia elétrica em estado de prontidão para que os
consumidores possam utilizar energia elétrica quando desejarem.

Fazendo uma analogia simples para facilitar o entendimento, o custo de disponibilidade é


semelhante a consumação mínima que é cobrada por algumas casas de eventos. Se o
valor da consumação mínima for de R$ 100,00 e a senhora consumir somente um copo
d’água com valor de R$ 5,00 durante sua permanência na casa de evento, na saída a
senhora terá de pagar os R$ 100,00. O custo de disponibilidade é semelhante, mas para o
consumo de energia elétrica. Se no período de apuração de sua fatura de energia elétrica a
energia consumida for inferior ao equivalente energético do Custo de Disponibilidade
(Monofásico = 30 kWh, Bifásico = 50 kWh e Trifásico = 100 kWh), a senhora deve pagar o
equivalente monetário do Custo de Disponibilidade (Equivalente Energético do Custo de
disponibilidade (kWh) x Valor do kWh com impostos (R$/kWh)). Se no período de apuração
de sua fatura de energia elétrica a energia consumida for superior ao equivalente
energético do Custo de Disponibilidade, a senhora deve pagar pela energia consumida
(Energia consumida (kWh) x Valor do kWh com impostos (R$/kWh)), uma vez que o valor a
ser pago é superior ao valor mínimo necessário para a concessionária/distribuidora de
energia elétrica arcar com os custos de operação e manutenção de sua rede de energia
elétrica, assim como os custos de aquisição de energia elétrica das empresas geradoras.

Desde já agradeço a atenção. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia

Diego
2 D E S E T E M BRO D E 2 019 À S 2 2 : 06
Primeiramente parabéns pela explicação mas quei com uma dúvida.

Tenho uma usina fotovoltaica que gera excedente todo mês. Essa energia excedente é
transferida para outras 2 unidades consumidoras cadastradas no mesmo cpf do UC titular.
A questão é: a concessionária utiliza créditos para descontar o custo de disponibilidade das
unidades consumidores bene ciadas pelos créditos?

Exemplo:
Considere as 3 unidades consumidores monofásicas: CP = 30Kwh

Energia Injetada no mês = 500 Kwh


Energia consumidade UC principal = 170 Kwh
Então terei um crédito para transferir para outras unidades consumidoras de 300 kwh
(500-170-30)

Energia consumida na segunda UC = 200 Kh


Quanto restará de crédito para ser transferido para a terceira UC? 100 Kwh (300-200) ou
130Kwh (300-170)?

Nessa segunda UC será descontado o custo de disponibilidade também?

Obrigado

William Valente
3 D E S E T E M BRO D E 2 019 À S 14 : 3 4

Boa tarde Diego. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem.

Esta questão do custo de disponibilidade realmente não é tão simples de se entender. A


primeira coisa a ter em mente é que o custo de disponibilidade não pode ser entendido
como consumo de energia elétrica como você colocou em sua mensagem. O custo de
disponibilidade é o equivalente monetário de uma certa quantidade de energia elétrica que
todo cliente deve pagar para a distribuidora de energia elétrica caso a energia consumida
no mês não atinja o equivalente energético do custo de disponibilidade em função do tipo
de ligação de energia elétrica disponibilizada para a unidade consumidora ou quando, na
compensação dos créditos energéticos nas unidade consumidoras pertencentes ao
sistema de compensação de energia elétrica, a energia líquida (Energia Consumida –
Energia Injetada) a ser paga for inferior ao equivalente energético do custo de
disponibilidade. Entenda o custo de disponibilidade como sendo semelhante ao valor de
consumação mínima que é/era cobrado por algumas casas de show. O montante de
energia pago por mês nas faturas de energia elétrica nunca será inferior ao equivalente do
custo de disponibilidade.

Outro ponto importante a esclarecer com relação ao exemplo dado por você é que o rateio
dos créditos excedente (Energia Injetada – Energia Consumida) não é realizado como uma
“cascata” como no seu exemplo. Quando é enviado a Solicitação de Acesso de um sistema
de geração distribuída em que outras unidades consumidoras serão bene ciadas pelos
créditos excedentes gerados na unidade consumidora que possui o sistema instalado,
também é necessário enviar a lista das unidades consumidoras que entrarão para o
sistema de compensação de energia elétrica com seus respectivos percentuais de rateio
dos créditos excedentes gerados.

Para exempli car, vamos considerar o seu exemplo como tendo os seguintes percentuais
de rateio:
UC 1: 0% (Local em que o sistema fotovoltaico está instalado)
UC 2: 70%
UC 3: 30%

A compensação ocorrerá da seguinte forma:

Faturamento UC 1:
Energia Líquida: 170 kWh – 500 kWh = -330 kWh, o que é inferior ao custo de
disponibilidade de 30 kWh do seu exemplo. Logo, deve-se pagar o equivalente monetário
de 30 kWh, mais outras taxas se houver.
Créditos Excedentes Gerados: 500 kWh – 170 kWh = 330 kWh

Rateio:
UC 1: 0% = 0 kWh para compensação nas faturas dos próximos meses (Válido para uso
em até 60 meses)
UC 2: 70% = 330 kWh x 0,7 = 231 kWh
UC 3: 30% = 330 kWh x 0,3 = 99 kWh

Faturamento UC 2:
Energia Líquida = Energia Consumida – Créditos Excedentes Recebidos = 200 kWh – 231
kWh = -31 kWh, o que é inferior ao custo de disponibilidade de 30 kWh do seu exemplo.
Logo, deve-se pagar o equivalente monetário de 30 kWh, mais outras taxas se houver.

A UC 2 ainda cará com um saldo de crédito energético de 31 kWh (Excedente gerado no


mês) para compensação nas faturas dos próximos meses (Válido para uso em até 60
meses).

Faturamento UC 3:
– Como não foi informado em seu exemplo, considerarei a energia consumida no mês
nesta UC com sendo 110 kWh.
Energia Líquida = Energia Consumida – Créditos Excedentes Recebidos = 110 kWh – 99
kWh = 11 kWh, o que é inferior ao custo de disponibilidade de 30 kWh do seu exemplo.
Logo, deve-se pagar o equivalente monetário de 30 kWh, mais outras taxas se houver.

Note neste exemplo que embora o responsável da unidade consumidora tenha que pagar o
equivalente monetário de 30 kWh do custo de disponibilidade, os 19 kWh (30 kWh – 11
kWh) de créditos excedente recebidos no mês que caíram dentro da faixa do equivalente
energético do custo de disponibilidade, não são convertidos em créditos excedentes para
compensação nas próximas faturas. Estes 19 kWh simplesmente são perdidos para a UC
3, isto é, são dados de graça para a distribuidora de energia elétrica. Esta energia foi
consumida e paga por outra unidade consumidora existente próxima da unidade
consumidora que possui o sistema de geração e a distribuidora de energia elétrica não
precisou comprar da geradora. Este foi o motivo da minha proposta enviada para a Aneel
para tornar o sistema de compensação balanceado (Detalhes na parte nal do texto do
blog).

Em resumo, o custo de disponibilidade é devido por todas as unidades consumidoras.

Espero que tenha conseguido esclarecer sua dúvida.

Desde já agradeço a atenção. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia

Mariane
1 6 D E OUT UBRO D E 2 01 9 À S 1 2 : 04

Bom Dia, muito obrigada pelas explicações.


Também estou começando a mergulhar nesse universo de produção de energia
fotovoltaica, e sei que ainda tem muita coisa pra ser entendida.
Porém queria argumentar que não concordo com a sua conclusão do faturamento da UC3
porque nela a energia consumida foi maior que a recebida, logo ele tem que pagar essa
diferença, não só o mínimo referente a 30kwh. Certo?

William Valente
1 6 D E OUT UBRO D E 2 01 9 À S 1 6 : 3 0

Boa tarde Mariane. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem.


Infelizmente, sua análise da UC 3 não está correta.

Como expliquei em minha postagem, o equivalente monetário em moeda corrente do


custo de disponibilidade é o mínimo que deve ser pago de consumo de energia elétrica na
fatura de energia elétrica de unidades consumidoras do Grupo B.

No exemplo que foi dado acima, a UC3 consumiu 110 kWh de energia elétrica e recebeu
99 kWh de créditos excedentes para compensação. Nesta situação, como foi mostrado, a
distribuidora de energia elétrica calcula qual é a energia líquida no mês de apuração
(Energia consumida no mês de apuração da fatura – Créditos Excedentes Recebidos no
mesmo mês de apuração fatura) e veri ca se o valor é inferior ou superior ao equivalente
energético do custo de disponibilidade. No exemplo, a energia líquida calculada foi de 11
kWh (110 kWh – 99 kWh), que é inferior ao equivalente energético do custo de
disponibilidade da UC (30 kWh), logo o cliente deve pagar o mínimo, que são os 30 kWh e
não 11 kWh.

Supondo um segundo exemplo em que a energia consumida da UC3 tenha sido de 150
kWh e não existisse saldo de créditos energéticos de meses anteriores, a quantidade de
energia elétrica a ser paga seria de 51 kWh (150 kWh – 99 kWh).

Suponhamos agora um terceiro exemplo em que a UC3 consumiu 150 kWh no mês de
apuração da fatura, recebeu 99 kWh de créditos energéticos no mesmo mês de apuração
da fatura e tenha 100 kWh de saldo de créditos energéticos, provenientes de créditos
excedentes gerados de compensações na própria UC3 em meses anteriores, isto é, a UC3
recebeu mais créditos do rateio realizado na UC1 do que ela consumiu no mês que foi
apurado. Nesta situação o faturamento será realizado da seguinte forma:

– Energia Líquida no mês de apuração: 150 kWh (Energia consumida no mês de Apuração)
– 99 kWh (Créditos recebidos no mês de apuração) = 51 kWh
– Compensação com o Saldo de créditos energéticos de meses anteriores: 51 kWh
(Energia Líquida no mês de apuração) – 21 kWh do saldo de créditos (Energia Líquida no
mês de apuração – custo de disponibilidade) = 30 kWh = Custo de disponibilidade.
– Saldo Atualizado de Créditos Energéticos disponível para compensação nos próximos
meses: 100 kWh (Saldo Anterior de Créditos Energéticos) – 21 kWh (Créditos energéticos
utilizados no mês de apuração) = 79 kWh.

Sendo assim, neste exemplo, a UC3 pagará neste mês de apuração o equivalente
monetário do custo de disponibilidade (30 kWh) e cará com 79 kWh de saldo de créditos
energéticos disponíveis para compensação nos próximos meses.

Para nalizar, consideremos agora um quarto exemplo em que a UC3 consumiu 150 kWh
no mês de apuração da fatura, recebeu 99 kWh de créditos energéticos no mesmo mês de
apuração da fatura e tenha 10 kWh de saldo de créditos energéticos, provenientes de
créditos excedentes gerados de compensações na própria UC3 em meses anteriores.
– Energia Líquida no mês de apuração: 150 kWh (Energia consumida no mês de Apuração)
– 99 kWh (Créditos recebidos no mês de apuração) = 51 kWh
– Compensação com o Saldo de créditos energéticos de meses anteriores: 51 kWh
(Energia Líquida no mês de apuração) – 10 kWh do saldo de créditos = 41 kWh. Todo o
saldo de créditos energéticos é utilizado, pois a diferença entre a energia líquida no mês de
apuração e o equivalente energético do custo de disponibilidade é superior ao saldo total de
créditos.
– Saldo Atualizado de Créditos Energéticos disponível para compensação nos próximos
meses: 10 kWh (Saldo Anterior de Créditos Energéticos) – 10 kWh (Créditos energéticos
utilizados no mês de apuração) = 0 kWh.

Sendo assim, neste último exemplo, a UC3 pagará no mês de apuração por 41 kWh de
consumo de energia elétrica e cará com 0 kWh de saldo de créditos energéticos para
compensação nos próximos meses.

Espero que tenha conseguido esclarecer sua dúvida.

Desde já agradeço a atenção. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia

Diego
4 D E S E T E M BRO D E 2 019 À S 10: 3 8

Bom dia,

Excelente explicação, deu uma clareada boa.

Obrigado

William Valente
4 D E S E T E M BRO D E 2 019 À S 18: 2 7

Boa noite Diego. Tudo bem?

Muito obrigado por sua resposta.

Fico contente que consegui esclarecer sua dúvida.

Mais uma vez agradeço a atenção. Muito obrigado.


Atenciosamente, William Valente
W28 Engenharia

Higor Vinicius Nunes Almeida


19 D E S E T E M BRO D E 2 019 À S 2 0: 04

Boa noite.

Ainda quei com dúvida em relação a descontar o custo de disponibilidade. Por exemplo,
em uma conta com consumo médio de 229 kWh e bifásica, devo fazer (229-50)/30 para
obter a média diária e assim calcular a potência de pico do sistema? Percebo que quando
faço dessa maneira, a geração mensal na maioria das vezes ca abaixo do consumo. Vou
dar um exemplo durante 3 meses:

Janeiro:
Geração = 182,12kwh;
Consumo = 211kwh.
Então esse mês vou pagar 211-182,12=28,88kwh, mais o mínimo de 50kwh e taxas.

Fevereiro:
Geração = 198,48kwh;
Consumo = 216kwh.
Então esse mês vou pagar 216-198,48=17,52kwh, mais o mínimo de 50kwh e taxas.

Março:
Geração = 182,21kwh;
Consumo = 323kwh.
Então esse mês vou pagar 323-182,21=140,79kwh, mais o mínimo de 50kwh e taxas.

Portanto, dessa maneira não pagarei somente a taxa de disponibilidade em nenhum mês.
Agora, caso não desconte o mínimo, esses valores mudam e em alguns meses consigo
compensar os meses que consumo mais do que gero.

Não sei se consegui explicar, mas se puder me dar uma ajuda em relação a isso.

Obrigado,
Higor V. N. Almeida.

William Valente
2 0 D E S E T E M BRO D E 2 019 À S 12 : 4 7
Boa tarde Higor. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem.

As respostas aos seus questionamentos devem ser divididas em algumas partes para você
entender perfeitamente como as coisas funcionam.

1 – Dimensionamento: A sua conta para um dimensionamento inicial básico está correta,


mas vale lembrar que no projeto de nitivo ainda é necessário levar em consideração as
perdas sistêmicas, as quais variam de projeto para projeto uma vez que cada projeto é
único e exclusivo de cada cliente. Não entrarei em detalhes de projeto pois este não é o
foco aqui.

2 – Geração energética, energia consumida e energia injetada: Gostaria de ressaltar que,


normalmente em uma casa ou empresa que possui um sistema de geração distribuída,
nem toda energia gerada é injetada na rede da distribuidora de energia elétrica. Há uma
parcela da energia gerada que é consumida instantaneamente (consumo local) e somente
a parcela que não é consumida instantaneamente que é injetada na rede de distribuição. É
esta parcela de energia que será registrada no medidor de energia bidirecional como
energia injetada (código 103) e será utilizada para compensar a energia consumida da rede
de distribuição registrada no medidor de energia bidirecional como energia consumida
(código 003). O percentual da quantidade de energia gerada que é consumida
instantaneamente e de quanto é injetada na rede de distribuição depende de cliente para
cliente em função de sua curva de consumo de energia no horário em que a energia está
sendo gerada. O ideal é que toda a energia gerada seja consumida instantaneamente e não
haja energia injetada. Como não vivemos em um mundo ideal e normalmente a curva de
consumo e geração de energia não coincidem, uma boa estimativa é considerar a relação
40%/60% (percentual de energia consumida instantaneamente / percentual de energia
injetada na rede da distribuidora) como já utilizado em uma das notas técnicas da própria
Aneel. Desta forma é possível concluir que a partir do momento que parte da energia
gerada é consumida instantaneamente, a UC deixa de consumir energia da rede de
distribuição e isto reduz a energia consumida registrada no medidor de energia bidirecional,
a qual será utilizada para o faturamento. Este tópico foi só para você entender como as
coisas funcionam na vida real onde os cálculos de um projeto de geração distribuída não
são tão simples como muitos realizam. Para seu dimensionamento básico inicial, pode
continuar utilizando somente a energia gerada pelo sistema fotovoltaico.

3 – Geração Mensal: Descontando o custo de disponibilidade realmente a geração média


mensal em alguns meses cará abaixo da energia consumida. Como explicado em minha
postagem, a intenção de descontar o custo de disponibilidade é para que o montante de
energia injetada registrada na hora da compensação dos créditos energéticos não invada a
faixa do equivalente energético do custo de disponibilidade. Em outras palavras, a energia
liquida (Energia Líquida = Energia Consumida – Energia Injetada) deve car sempre
próxima do equivalente energético do custo de disponibilidade, pois o montante de energia
injetada que ultrapassar o equivalente energético do custo de disponibilidade não entra no
sistema de compensação como créditos excedentes para compensação nos próximos
meses ou rateio com outras UCs. Pelas regras atuais da Aneel, só há geração de créditos
excedente se a energia injetada for superior a energia consumida registrada dentro do
período de apuração da fatura (Créditos Excedentes = Energia Injetada – Energia
Consumida).

4 – Custo de Disponibilidade: Como já explicado em algumas respostas do blog, o custo de


disponibilidade deve ser considerado como uma consumação mínima que é / foi cobrada
por algumas casas de eventos. Então, no faturamento é calculado primeiramente a energia
líquida e se esta for inferior ao equivalente energético do custo de disponibilidade, então
cobra-se na fatura o equivalente monetário em moeda corrente do custo de disponibilidade
como consumo de energia elétrica (Equivalente energético do custo de disponibilidade da
UC (kWh) x Valor da tarifa energética (TE + TUSD) com impostos (R$/kWh)). Se a energia
líquida calculada for superior que o equivalente energético do custo de disponibilidade da
UC, não há cobrança adicional do equivalente monetário em moeda corrente do custo de
disponibilidade, pois a “consumação mínima” de energia foi atingida. O custo de
disponibilidade não é consumo de energia! A cobrança do custo de disponibilidade como
uma taxa mínima é para que as distribuidoras de energia elétrica tenham capacidade
nanceira de manter suas redes de distribuição em perfeito estado de funcionamento a m
de que a energia elétrica esteja sempre disponível para consumo quando o cliente desejar.
Desta forma, os seus exemplos de faturamentos cam:

Janeiro:
Geração / Energia Injetada = 182,12 kWh;
Consumo = 211 kWh.
Energia líquida = 211 kWh – 182,12 kWh = 28,88 kWh (menor do que o equivalente
energético do custo de disponibilidade da UC do seu exemplo (50 kWh)) -> Não entra no
sistema de compensação como créditos excedentes para compensação futura.
Então esse mês você pagará o equivalente monetário de 50 kWh e taxas.

Fevereiro:
Geração / Energia Injetada = 198,48 kWh;
Consumo = 216 kWh.
Energia líquida = 216 kWh – 198,48 kWh = 17,52 kWh (menor do que o equivalente
energético do custo de disponibilidade da UC do seu exemplo (50 kWh)) -> Não entra no
sistema de compensação como créditos excedentes para compensação futura.
Então esse mês você pagará o equivalente monetário de 50 kWh e taxas.

Março:
Geração / Energia Injetada = 182,21 kWh;
Consumo = 323 kWh.
Energia líquida = 323 kWh – 182,21 kWh = 140,79 kWh (maior do que o equivalente
energético do custo de disponibilidade da UC do seu exemplo (50 kWh))
Então esse mês você pagará o equivalente monetário de 140 kWh e taxas.
Tome os valores acima com simples exemplo, pois normalmente os medidores de energia
não exibem os registros de medições de energia consumida e injetada com a precisão de
casas decimais. Logo os faturamentos são realizados com números inteiros.

Espero que tenha conseguido esclarecer suas dúvidas.

Desde já agradeço a atenção. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia

Higor Vinicius Nunes Almeida


2 4 D E S E T E M BRO D E 2 019 À S 01: 2 1

William, suas explicações são excelentes. Quem dera tivéssemos pessoas dispostas a
ajudar dessa maneira sempre!

Então o ideal seria que a Energia Líquida deveria ser sempre igual ao custo de
disponibilidade, pois qualquer valor abaixo, eu estaria “doando” essa diferença à
distribuidora.

Agora no caso em que eu queira utilizar créditos em outras unidades consumidoras, eu não
desconto o mínimo nem das outras unidades em que os créditos serão compensados?

Atenciosamente,
Higor V. N. Almeida.

William Valente
1 6 D E OUT UBRO D E 2 01 9 À S 1 7: 1 5

Boa tarde Higor. Tudo bem?

Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela demora em lhe responder. Somente hoje,
16/10/19, que estou lendo sua pergunta em função de um outro questionamento que
recebi sobre custo de disponibilidade. Investigarei o porquê de não ter recebido a
noti cação do seu questionamento em meu e-mail.

Com relação aos seus questionamentos, para o modelo de compensação de autoconsumo


onde a energia elétrica é gerada, consumida e compensada na mesma unidade
consumidora, o ideal realmente é que a energia líquida seja sempre próxima do custo de
disponibilidade caso o cliente deseje compensar o máximo possível.
Para o modelo de compensação autoconsumo remoto, onde a energia é gerada,
consumida e compensada na unidade consumidora em que o sistema FV está instalado e
somente o excedente energético (Energia Injetada – Energia Consumida) desta unidade
consumidora que é distribuído para outras unidades consumidoras conforme percentuais
de nidos na solicitação de acesso ou posteriormente após comunicação prévia a
distribuidora de energia elétrica, o custo de disponibilidade não pode ser descontado do
consumo médio da unidade consumidora em que o sistema fotovoltaico estará instalado.
Isto porque esta unidade consumidora deverá sempre gerar créditos excedentes para
rateio com as outras unidades consumidoras. Sendo assim, a energia total mensal média a
ser considerada para elaboração do projeto é:

Geração de Energia Total Mensal Média do sistema FV (kWh) = Consumo médio da UC1
(Local de instalação do sistema FV) + (Consumo médio da UC2 – custo de disponibilidade
da UC2) + (Consumo médio da UC3 – custo de disponibilidade da UC3) + … + (Consumo
médio da UCn – custo de disponibilidade da UCn).

O que você deve ter cuidado neste tipo de projeto é se a potência total (kW) do sistema FV
(Menor potência entre a potência total do arranjo FV e a potência máxima do inversor – Ver
detalhes na Resolução Normativa 676/2015 da Aneel) é inferior ou igual a potência
disponibilizada no padrão de entrada da UC1. Se for superior, será necessário solicitar
aumento de potência disponibilizada caso o cliente seja do Grupo B, ou aumento de
demanda contratada caso o cliente seja do Grupo A.

Espero que tenha conseguido esclarecer sua dúvida.

Mais uma vez agradeço a atenção e peço desculpas pela demora em lhe responder. Muito
obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia

Higor Vinicius Nunes


2 8 D E OUT UBRO D E 2 01 9 À S 1 9 : 00

Boa noite, William.

Como comentado anteriormente, suas explicações são excelentes. Conseguiu esclarecer


todas as minhas dúvidas. Agradeço imensamente sua atenção.

Em relação à demora, sem problema algum.

Atenciosamente,
Higor V. N. Almeida
William Valente
2 9 D E OUT UBRO D E 2 01 9 À S 1 9 : 3 3

Boa noite Higor. Tudo bem?

Muito obrigado por sua mensagem.

Fico feliz que tenha conseguido esclarecer sua dúvida.

Ficamos à disposição caso necessite de outros esclarecimentos.

Mais uma vez agradeço pela mensagem. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia

Sérgio Feliciano
2 5 D E J A NE IRO D E 2 02 0 À S 13 : 2 3

Boa tarde.
Sou usurário do sistema de compensação de energia em Ourinhos (SP), atendido pela
CPFL. Minhas dúvidas dizem respeito aos impostos incidentes sobre a TE e TUSD, tando na
energia injetada (EI) quanto na energia fornecida (EF). Vou postar aqui para que outros
usuários, tendo os mesmos problemas possam compartilhar:
(1) Porque as tarifas com tributos são sempre menores para a EI?
(2) Porque a restituição correspondente as bandeiras tarifárias e seus impostos são
menores que as correspondentes a EF?
(3) Porque o ICMS incide no TUDS, se isso não corresponde a consumo? Há jurisprudência
consolidada a esse respeito.
(4) Porque o Custo de Disponibilidade é cobrado tanto sobre a TE quanto na TSUD?
(5) Se o custo de disponibilidade é de nida como uma taxa imposta, e portanto parece ter o
mesmo papel de um imposto, porque sobre ela incidem impostos? Isso não é o mesmo que
cobrar imposto sobre imposto?

Obrigado

William Valente
2 7 D E J A NE IRO D E 2 02 0 À S 13 : 18

Boa tarde Sérgio. Tudo bem?


Muito obrigado por sua mensagem.

Apesar da maioria dos seus questionamentos não estarem relacionados ao tema custo de
disponibilidade apresentado no blog, lhe responderei para que você tenha suas dúvidas
esclarecidas uma vez que o sistema de compensação de energia elétrica não é tão simples
como é comumente divulgado, assim como o entendimento dos faturamentos feito pelas
distribuidoras de energia elétrica.

Vamos então as respostas dos seus questionamentos:

1 – Por que as tarifas com tributos são sempre menores para a EI?
Esta diferença ocorre porque a CPFL trata a TE (Tarifa de Energia) e TUSD (Tarifa de Uso
do Sistema de Distribuição) de forma independente na faturas de energia elétrica e segue
ao pé da letra o convênio ICMS 16/2015 do CONFAZ –
https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios/2015/CV016_15 -, do qual o
estado de SP é signatário, que em sua Cláusula Primeira concede isenção da tributação do
ICMS na energia elétrica injetada (TE), mas no Inciso II do §1° desta mesma Cláusula
Primeira exclui a isenção de tributação do ICMS da parcela TUSD da energia injetada. A
Light que atende a cidade do Rio de janeiro procede com o faturamento semelhante a
CPFL, mas há outras distribuidoras, como a Enel Distribuição Rio que atende o interior norte
do estado do RJ, que não diferenciam em suas faturas TE e TUSD e por consequência a
isenção de tributação do ICMS ocorre nas parcelas TE e TUSD da energia injetada. Nesta
situação, a compensação energética (kWh) e nanceira (R$) ocorre de maneira um para
um (1:1), isto é, 1 kWh injetado compensa integralmente 1 kWh consumido.

A isenção de tributação do PIS e COFINS nas parcelas TE e TUSD da energia injetada está
garantida no Art 8° da Lei Federal nº 13.169/2015 –
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13169.htm -. Embora o
texto deste artigo seja semelhante ao que consta na Cláusula Primeira do convênio ICMS
16/2015 do CONFAZ, fazendo referência especí ca a parcela de energia elétrica (TE), esta
Lei Federal não deixa explícita a exclusão da isenção de tributação do PIS e COFINS da
parcela TUSD da energia injetada. Sendo assim, a isenção de tributação de PIS e COFINS é
aplicada nas parcela TE e TUSD da energia injetada.

De forma resumida, no seu caso, o ICMS está sendo tributado somente na diferença entre
a energia fornecida e a energia injetada da parcela TE e integralmente na parcela TUSD. Já
o PIS e COFINS está sendo tributado somente na diferença entre a energia fornecida e a
energia injetada das parcelas TE e TUSD.

Há diferentes forma de realizar o cálculo nanceiro destas isenções em sua fatura, mas,
em função do seu relato, a que deve estar sendo realizada na CPFL é aplicar os impostos
devidos nas parcelas TE e TUSD das energias fornecidas e injetadas e depois calcular a
diferença (realizar a compensação) do que deve ser pago. Veja detalhes abaixo:

Valor devido = TE EF (com ICMS, PIS e COFINS) + TUSD EF (com ICMS, PIS e COFINS) –
TE EI (Com ICMS, PIS e COFINS) – TUSD EI (Com PIS e COFINS)
Matematicamente o cálculo é realizado da seguinte forma:

Valor Devido (R$) = {[TE Sem imposto (R$/kWh) / (1 – (ICMS+PIS+COFINS))] x EF (kWh)] +


[TUSD Sem imposto (R$/kWh) / (1 – (ICMS+PIS+COFINS))] x EF (kWh)] – [TE Sem imposto
(R$/kWh) / (1 – (ICMS+PIS+COFINS))] x EI (kWh)] – [TUSD Sem imposto (R$/kWh) / (1 –
(PIS+COFINS))] x EI (kWh)]}

Se você realizar os cálculos, veri cará que o valor da energia injetada (EI) com impostos
será menor do que o valor da energia fornecida pela CPFL com impostos. Neste caso,
apesar do 1 kWh injetado compensar energeticamente 1 kWh consumido de forma
integral, do ponto de vista nanceiro isto não é verdade.

2 – Por que a restituição correspondente as bandeiras tarifárias e seus impostos são


menores que as correspondentes a EF?
Porque está sendo aplicado às bandeiras tarifárias o mesmo entendimento do Convênio
ICMS 16/2015 explicado na questão anterior.

3 – Por que o ICMS incide no TUSD, se isso não corresponde a consumo? Há jurisprudência
consolidada a esse respeito.
A pesar da TUSD ser nomeada como Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, está
engloba outras cobranças e não somente o uso do sistema de distribuição. O sistema
elétrico brasileiro é complexo e o sistema tributário pior ainda.

Caso o senhor tenha interesse em conhecer um pouco mais sobre o sistema elétrico
brasileiro, acesse os links abaixo da Aneel:
– PRODIST (Procedimentos de Distribuição): https://www.aneel.gov.br/prodist
– PRORET (Procedimentos de Regulação Tarifária):
https://www.aneel.gov.br/procedimentos-de-regulacao-tarifaria-proret
– Resolução Normativa 414/2010 (Leitura obrigatória para todos os consumidores de
energia elétrica – Direitos e Deveres): http://www2.aneel.gov.br/cedoc/bren2010414.pdf
– Resolução Normativa 482/2012 (Leitura obrigatória para todos os consumidores com
Geração Distribuída – Detalhamento e Regras):
http://www2.aneel.gov.br/cedoc/bren2012482.pdf

Este tema de tributação de TUSD, TUST e outros itens da fatura de energia elétrica não é
novo, existem diversas ações na justiça e várias decisões à favor e contra.

Se o senhor está se sentindo lesado, tem todo o direito de ingressar um ação na justiça,
mas só ressalto para colocar na balança os custos judiciais de mover uma ação deste tipo e
os ganhos que o senhor almeja obter em sua fatura de energia elétrica.

4 – Por que o Custo de Disponibilidade é cobrado tanto sobre a TE quanto na TSUD?


No meu entendimento é porque o custo de disponibilidade é o equivalente monetário de
uma certa quantidade de energia em função do tipo de fornecimento de energia elétrica
que a unidade consumidora recebe. Neste caso, como se trata de energia elétrica, se deve
aplicar as parcelas TE e TUSD para de nição do valor monetário a ser pago.
5 – Se o custo de disponibilidade é de nida como uma taxa imposta, e portanto parece ter
o mesmo papel de um imposto, porque sobre ela incidem impostos? Isso não é o mesmo
que cobrar imposto sobre imposto?
Como expliquei em algumas respostas do blog, o custo de disponibilidade deve ser
entendido como uma taxa de consumação mínima cobrada por algumas casa de eventos.
À princípio, o valor do custo de disponibilidade é para cobrir todas as despesas da
distribuidora de energia elétrica a m de deixar a energia elétrica disponível no padrão de
entrada do cliente para consumo a hora que o mesmo desejar, mantendo assim a saúde
nanceira da distribuidora de energia elétrica.

Sem dúvida poderia ser um valor xo sem a tributação de impostos, mas este valor deveria
ser reajustado anualmente ou semestralmente para suprir as perdas in acionárias. O
método atual de como o valor monetário do custo de disponibilidade é calculado, no meu
entender, foi a solução encontrada pela Aneel para promover o reajuste automático do
valor do custo de disponibilidade sem a necessidade de anualmente car de nindo valores
atualizados para cada distribuidora de energia elétrica, como ocorre com a tarifa de energia
elétrica. Vinculando o custo de disponibilidade a uma quantidade de energia, o reajuste se
dá automaticamente toda vez que há alteração da tarifa energética (TE + TUSD) e das
tributações estadual (ICMS) e federal (PIS e COFINS).

Lembro que o ICMS por ser uma tributação estadual, cada estado possui uma legislação
especí ca para de nição de alíquotas cobradas na energia elétrica. Aqui no estado do RJ, o
sco estadual considera o custo de disponibilidade como consumo de energia elétrica e
isto traz algumas aberrações no faturamento de unidades consumidoras com geração
distribuída, que em algumas situações ocorre a sobretaxação da alíquota de ICMS utilizada
para de nição do valor monetário do custo de disponibilidade.

Como comentei, o tema é complexo e ninguém quer perder!!!

Espero que tenha ajudado elucidar suas dúvidas.

Desde já agradeço a atenção. Muito obrigado.

Atenciosamente, William Valente


W28 Engenharia

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