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INSTRUÇÕES ADONHIRAMITAS

A.’. M.’.
URIM & TUMIM 4294
IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
PRIMEIRA INSTRUÇÃO

O que é Maçonaria

V.’.M.’. -o- A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, progressista e


evolucionista. É Filosófica porque em seus atos e cerimônias, Ela trata de essência, propriedades e
efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e
da ética pura. É Filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma
classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do
gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a
felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência. É
Progressista porque partindo princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e
infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao
esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o
da razão com base na ciência.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) DIG.’. 1° Vig.’., quais são os princípios da Maçonaria?

1° Vig.’. A Liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos sejam eles instituições, raças,
nações; a Igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou
nacionalidade; a Fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e,
portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.

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V.’.M.’. -o- Qual o seu lema?

1° Vig.’. Ciência - Justiça - Trabalho. A Ciência para esclarecer os espíritos e elevá-los;


Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e, Trabalho por meio do qual os homens se
dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para
o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.

V.’.M.’. -o- Qual o seu objetivo?

1°Vig.’. Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) DIG.’. Orad.’. , o que entende a Maçonaria por Moral?

Orad.’. Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei
natural e universal que rege todos os seres racionais livres. É a demonstração científica da
consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos
direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da
justiça.

V.’.M.’. -o- O que entende Maçonaria por virtude?

Orad.’. A Maçonaria entende que Virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido,
é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem
interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a
morte, quando se trata do cumprimento do dever.

V.’.M.’. -o- O que entende a Maçonaria por Dever?

Orad.’. A Maçonaria entende por Dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade.
Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos
nossos semelhantes. A Maçonaria resume o Dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao
próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’.(Nome Histórico) 2° Vig.’. A Maçonaria é Religiosa?

2° Vig.’. Sim, é Religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador,


regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá o nome de Grande Arquiteto do Universo,
porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores
que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do
Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda a ideologia e atividades
maçônicas.

V.’.M.’. -o- A Maçonaria é uma Religião?

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Secr.’. Não. A Maçonaria não é uma Religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os
homens entre si. União recíproca no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de
união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma
distinção.

V.’.M.’. -o- Para ser maçom é necessário renunciar a religião a qual se pertence?

Secr.’. Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que
acredite em um só ser criador, O Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe uma
crença entre os católicos, mas, ilustres prelados têm pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o
Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América
Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; Padre Diogo António Feijó;
Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira; Frei Miguelino, Frei
Caneca e muitos outros.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) 1°Vig.’. quais outros homens ilustres que foram
maçons?

1°Vig.’. Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; músicos como Beethoven, Haydn e
Mozart; militares como Frederico o Grande, Napoleão Bonaparte e Garibaldi; poetas como Byron,
Lamartine e Hugo; escritores como Castellar, Mazzini e Espling.

V.’.M.’. -o- Somente na Europa houve Maçons ilustres?

1°Vig.’. também na América existiram. Os libertadores da América foram todos Maçons.


Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e
O'Higgins, na Argentina; Bolívar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no
México e o Imperador Dom Pedro l no Brasil.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) 2° Vig.’. quais os nomes de destaque no Brasil que
foram Maçons?

2° Vig.’. Dom Pedro l, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luís Alves de Lima e Silva (o Duque de
Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Moraes, Campos Saltes, Rodrigues
Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa, José do
Patrocínio, Bento Gonçalves, Joaquim Nabuco e muitos outros.

V.’.M.’. -o- Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil?

2° Vig.’. A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores
feitos de nossa história, em que os maçons tomaram parte.

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V.’.M.’. -o- A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla
tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo
que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de
outorgar situações de privilégio a qualquer delas em particular. A Maçonaria combate a ignorância, a
superstição, o fanatismo, o orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os
privilégios. A Maçonaria não é uma sociedade secreta pela simples razão de que sua existência é
amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus
fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo
que existe e não só se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se
reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos
e os ensinamentos neles contidos.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) DIG.’. 2° Vig.’. , quais as condições individuais
indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria?

2° Vig.’. Crer na existência de um princípio criador; ser homem livre e de bons costumes; ser
consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma
profissão ou ofício lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua
família e a sustentação das Obras da Instituição.

V.’. M.’. -o- O que se exige dos Maçons?

2° Vig.’. Em princípio, tudo que se exige ao ingresso em qualquer instituição: respeito aos seus
estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os
princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento
às leis do país em que vive etc. E em particular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta
correta e digna dentro e fora da Maçonaria; dedicação de parte do seu tempo para assistir às
reuniões maçônicas, a prática da moral, da igualdade e da solidariedade e da justiça em toda a sua
plenitude. Ademais se proíbe terminantemente dentro da Instituição, as discussões político-
partidárias e de cunho religioso-sectário, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os
homens a fim de evitar que sejam divididos por pequenas questões alheias aos fundamentos
maçônicos.

V.’.M.’. -o- O que se obtém sendo Maçom?

2° Vig.’. A possibilidade de se aperfeiçoar, de se instruir, de se disciplinar, de conviver com


pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem se constituir em exemplos; encontrar afetos
fraternais em qualquer lugar que esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de
haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos
homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à
personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema
"Liberdade, Igualdade e Fraternidade", com abstenção das bandeiras políticas e religiosas.

V.’. M.’. -o- AAm.’. llr.’., aqui encerramos esta instrução.

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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
SEGUNDA INSTRUÇÃO

Iniciação Maçônica

V.’.M.’. -o- A cerimônia de recepção na maçonaria, também chamada de iniciação não é uma
fórmula arbitrária; resulta da estratificação milenar e tem significação e uma importância que escapa
à observação superficial e só se revela à meditação profunda. Na cerimônia de recepção encontram-
se, alegoricamente reunidos, todos os elementos, cuja íntima compreensão e prática sincera, são
capazes, mediante o esforço individual do iniciado de transformar a P.’. B.’. (o homem escravo de
seus vícios, preconceitos e paixões) na P.’. P.’. , (o obreiro iluminado pela inteligência Criadora que
gera a virtude e a integração do homem). Iniciação significa um ingresso num novo estado moral ou
material em que começamos uma nova maneira de ser ou viver. Este novo estado esta maneira de
ser ou de viver é o que caracteriza o iniciado e o distingue do profano. A iniciação é um nascimento
ou renascimento interior, isto é, a transformação íntima do próprio ser para gozar uma nova visão da
realidade, passando a Ter uma nova maneira de pensar, viver, falar e agir palavras puras,
pensamentos puros e ações puras. Por isso o símbolo fundamental da iniciação é a morte, como
preliminar para uma nova vida, isto é, a morte simbólica da Câmara de Reflexão, necessária e
indispensável ao renascimento iniciático.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’.(Nome Histórico) DIG.1. Orad.1. , o que representa a Câmara de
Reflexões?

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Orad.’. A Câmara de Reflexões representa o estado de isolamento do mundo exterior,
necessário para a concentração ou reflexão íntima, indispensável à efetivação do "Conhece-te a ti
mesmo", incitado pelo questionário oferecido ao candidato e que é o único meio individual para
chegar a conhecer o grande mistério que circunda e envolve o nosso ser. Ao ingressar na Câmara
de Reflexões o candidato deve despojar-se dos valores exteriores e interiores para encontrar em si
próprio os reais valores morais e espirituais. Esse despojamento destina-se a libertar-nos daqueles
laços que constituem apego às falsas crenças e opiniões exteriores, para nos levar até a nossa
realidade interior, nos abrindo o caminho da liberdade plena e perfeita.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) 2° Vig.’., o que evoca a cor negra na Câmara de
Reflexões?

2° Vig.’. A cor negra da Câmara evoca a antiga fórmula alquímica e hermética do V.I.T.R.I.O.L -
"Visita Interiora Terrae Retificando que Inventes Occultum Lapidem"- (Visita o interior da terra, e
retificando-se, encontrarás a Pedra Oculta) - quer dizer, desce às profundezas da terra e sob a
superfície da aparência exterior que oculta a realidade interior das coisas que a revela, retificando
teu ponto de vista e tua visão mental com o esquadro da razão e do discernimento espiritual
encontrarás a pedra oculta que constitui o segredo dos sábios, isto é, a própria sabedoria.

V.’.M.’. -o- O que tendes a dizer sobre os ossos e as imagens da morte ali presentes?

2° Vig.´. Os ossos e imagens da morte que se acham representados nas paredes da Câmara,
além de indicarem a morte simbólica que se pede ao iniciando para seu renascimento, mostram os
fragmentos esparsos e desunidos da realidade, da morte e dividida aparência exterior, cuja vida e
unidade deve buscar na realidade.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) 1° Vig.’., o que representa o Grão de Trigo?

1° Vig.’. A Câmara de Reflexões constitui a prova da terra – a primeira, das quatro provas
simbólicas dos elementos e, por sua analogia, nos leva aos Mistérios de Elêusis, nos quais o iniciado
era simbolizado pelo grão de trigo sepultado no solo para germinar e abrir com seu próprio esforço
num caminho até a luz. A semente na qual se acha em estado latente, o potencial que toda planta
representa, perfeitamente, as possibilidades latentes no indivíduo que deve despertar e se
manifestar à luz do dia no mundo dos efeitos. Todo ser humano é efetivamente um potencial
espiritual ou divino, idêntico ao potencial latente da semente que deve ser desenvolvido ou induzir a
sua mais completa e perfeita expressão. Este desenvolvimento é comparável em todos os sentidos
ao desenvolvimento natural e progressivo de uma planta. Assim como a semente, que para poder
germinar e produzir a planta deve ser introduzida no solo, onde morre como semente, enquanto o
gérmen da planta futura começa a crescer.Assim também é o homem, que para manifestar as
possibilidades espirituais que se encontram nele, em estado latente, deve se prender e se concentrar
no silêncio da alma, se isolando de todas as influências exteriores e morrer para seus defeitos e
imperfeições, a fim de que o gérmen da Vida Nova possa crescer e se manifestar.

V.’. M.’. -o- O significado do Pão, da Água do Sal e Enxofre - A semente que deve morrer
na terra para produzir a nova vida da planta, cuja perfeição encerra um estado potencial, morreu
efetivamente no pão que se encontra sobre a mesa da Câmara de Reflexões para simbolizá-la. O

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pão representa, além disso, a substância que constitui o meio pelo qual a vida se manifesta em
todas as formas, matéria-prima continuamente transmutada pela atividade vital em que flui
constantemente o mecanismo incessante da renovação orgânica, passando de um a outro estado,
de uma a outra forma de existência. Junto com o pão acha-se um vaso de água, isto é, o elemento
úmido, outro aspecto da substância-mãe, que é o fator e condição indispensável de crescimento,
germinação, maturação e regeneração. Estas duas formas complementares da substância-terra
obram constantemente uma sobre a outra, como podemos observar em todos os processos
biológicos, em seus estados primitivos, o pão representa o carbono que, sob a forma de ácido
carbônico se encontra na atmosfera em hidrocarbonatos, substâncias fundamentais que constituem
todas as partes da planta que depois nascem às proteínas. Todas estas produções necessitam como
base, do elemento úmido que se podem comparar à matriz, Templo e Oficina de toda a atividade
orgânica. O Sal indica a energia ativa que se transforma na Força Universal, o princípio Criador e a
eletricidade vital que produz e anima todo e qualquer crescimento, expansão, independência e
irradiação. O enxofre indica o princípio atrativo que constitui magnetismo vital, a força conservadora
e fecunda que inclina para estabilidade e produz toda maturação, a capacidade assimilativa que
tende para a cristalização, o princípio de resistência e a reação centrípeta que se opõe a ação ativa
da força centrífuga. A associação do sal com o enxofre é algo estranho e misterioso, pois esta nova
parelha hermética é um novo tema que se oferece à meditação do candidato para mostrar-lhe os
meios e elementos dos quais devem servir para uma nova vida iluminada pela verdade e tornada
ativa e fecunda pela prática da virtude a que se referem o sal e o enxofre em sua acepção mais
elevada. Essas substâncias são duas colunas ou tendências que se acham constantemente ao
nosso lado, em cada um dos nossos passos, sobre o caminho da existência e nossa felicidade, paz
e progresso efetivo, estribam em nossa capacidade de manter em cada um, justo e perfeito equilíbrio
entre estas tendências opostas conservando-nos a igual distância de uma como da outra, sem deixar
que qualquer das duas adquira predomínio indevido sobre nós e sem que obrem em perfeita
harmonia e nos dêem cada qual suas melhores qualidades.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) DIG.’. Orad.’. , qual o significado do Mercúrio?

Orad.’. A ação e interação entre duas tendências opostas são, portanto, destinadas a produzir
em nós, ativando dentro do estado latente em que se encontra nosso gérmen espiritual, o mercúrio
vital, ou princípio da Inteligência e Sabedoria, que corresponde ao SATVA da filosofia hindu, o ritmo
da natureza, produzido pela Lei de Harmonia e Equilíbrio. O pensamento em todos os seus aspectos
nasce, pois, naturalmente, no indivíduo, da ação e reação entre suas tendências ativas e passivas,
entre o amor e o ódio, a atração e a repulsão, a simpatia e a antipatia, o desejo e o temor. Cresce e
adquire sempre maior força, independência e vigor, quando lutam entre si o instinto e a razão, a
vontade e a paixão, o entusiasmo e a desilusão.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’.(Nome Histórico) DIG.’. 2° Vig.’. , o que podeis dizer sobre a simbologia
do Galo?

2° Vig.’. O Galo em posição de canto simboliza a Vigilância e representa esotericamente o


Despertar da Consciência. "O Galo canta pela luz", pelo raiar de um novo dia prometido, aquele que
conseguiu perseverar, dispondo se a morrer para a vida "profana" e ressurgir num plano mais
elevado.

V.’. M.’. -o- O que nos lembram o esqueleto e a ampulheta?

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2° Vig.’. A Ampulheta é o símbolo da efemeridade do tempo. O fluxo contínuo do material que
cai por força da gravidade e chama a atenção para o caráter fugaz do tempo. O Esqueleto humano
reforça o simbolismo da ampulheta, lembrando-nos que a "morte é inexorável" e que a vida humana
é breve diante da eternidade.

V.’. M.’. -o- Qual o significado do Testamento?

2° Vig.’. O novo nascimento ou regeneração ideal que indica que em todos os seus aspectos, a
Câmara de Reflexões tem o seu selo e se concretiza finalmente em um testamento, que é
fundamentalmente uma atestação ou reconhecimento dos deveres, ou seja, da tríplice relação
construtiva com o princípio interior individual e universal da vida consigo mesmo como expressão
individual da "Vida Una" e com seus semelhantes, como expressão exterior da Vida Cósmica.Trata-
se de um Testamento Iniciático muito diferente do testamento ordinário ou profano, porquanto que
este é uma preparação para a morte, enquanto que o testamento simbólico que se pede ao
recipiendário é uma preparação para a vida - para a nova vida do espírito que tem que renascer.
Morte e nascimento são na realidade dois aspectos enlaçados e inseparáveis da troca que se vai
realizar na forma de expressão interior e exterior da "vida eterna do ser". Na economia cósmica,
assim como na vida individual, a morte, cessão ou destruição de um aspecto determinado na
existência subjetiva, acompanha-se constantemente de uma forma de nascimento. Como símbolo da
morte do homem profano, indispensável ao nascimento do iniciado, o testamento que o candidato
faz é um testamento em que será chamado a converter-se depois ele próprio em executor, isto é, um
programa de vida que deverá realizar como uma compreensão mais esclarecida de suas relações
com todas as coisas. A compreensão de tais relações é o princípio da iniciação, o início efetivo de
uma nova vida, o testamento ou Dom que a si mesmo se basta, preparando-se para executá-lo; a
preparação necessária para as viagens ou etapas sucessivas do progresso que o esperam.

V.’. M.’. -o- AAm.’. IIr.’. aqui encerramos esta instrução.

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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
TERCEIRA INSTRUÇÃO

Escrita e Vocabulário Maçônico

V.’. M.’. -o- A técnica de escrita maçônica compreende dois sistemas peculiares: o do alfabeto
maçônico e o das abreviaturas. Durante muito tempo o Sistema criptográfico maçônico foi utilizado
em comunicações sigilosas. Hoje, com a vulgarização dos métodos de construção de chaves do
alfabeto maçônico, tanto o inglês como o alemão, o sistema tornou-se mais uma curiosidade do que
um expediente eficiente de garantia de inviolabilidade de informação. Embora em desuso, pelas
razões já enfocadas, estamos distribuindo aos llr.´. , os Alfabetos Maçônicos: Sistema Alemão
Moderno; e o Sistema Inglês Moderno, usado no Brasil.

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ALFABETOS MAÇÔNICOS

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V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) DIG.’. 2° Vig.’. , o que podeis dizer sobre as
abreviaturas maçônicas e suas regras?

2° Vig.’. O sistema de abreviaturas ainda é de largo uso em documentos maçônicos. Muito


embora não seja uma técnica que possa resguardar efetivamente o sigilo maçônico, o caráter de
autenticidade dos documentos fica assegurado com o emprego deste sistema. As regras sobre as
abreviaturas maçônicas são as seguintes: Só se abreviam de acordo com estas regras os termos
técnicos maçônicos. Os termos profanos são abreviados conforme as regras da língua. Ex.:
Maçonaria = Mac.´. Abreviatura = Abrev.´. Todo termo maçônico leva três pontos ao final de sua
abreviatura, um em cima, dois embaixo, triangularmente. Ex.: Bal.´.. Em geral abrevia-se escrevendo
até a primeira consoante do segundo fonema. Ex.: Loja Simbólica = Loj.´. Simb.´. . Palavras
inconfundíveis ou consagradas pelo uso são abreviadas em sua inicial. Ex.: Mestre Maçom=M.´.M.´.-
Loja= L.´. – Venerável Mestre=V.´. M.´. Forma-se o Plural dobrando-se a primeira letra. Ex.: Mestres
= MM.´. - Obreiros = OObr.´. - Vigilantes = VVig.´.. Frases, dísticos, epigramas, abrevia-se apenas a
primeira letra de cada palavra. Ex.: Saúde, Força, União = S.´. F.´. U.´. ; À Glória do Grande
Arquiteto Do Universo = A.´. G.´. D.´. A.´. D.´. U.´. Em toda abreviatura a primeira letra deve ser
maiúscula, bem como a Segunda na formação do plural. Ex.: Aprendiz = AP.´. Aprendizes = AAp.´.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. Orad.’. , o que é Maçonaria?

Orad.’. A Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica,


progressista e evolucionista. Outro conceito é o de que é um sistema de moral, velado por alegorias
e emblemas e ilustrado por símbolos,

V.’. M.’. -o- O que é um Aprendiz Maçom?

Orad.’. Aprendiz Maçom é um homem "Livre e de bons costumes" que se submete a um


processo de aprendizagem e aquisição de habilidades tanto pelo estudo como pela prática.

V.’. M.’. -o- A importância de saber o vocabulário maçônico tem íntima relação com o último
conceito de Maçonaria, a que se referiu o Am.’. Ir.’. Orad.’., de que é um sistema de moral, velado
por alegorias e emblemas e ilustrado por símbolos. Ora, em sendo assim, fácil se torna chegar à
conclusão da real necessidade de familiarização com o vocabulário maçônico, uma vez que no caso
de qualquer instrução, discussão ou proposição, somente se chegará a um resultado profícuo se
antes se concordar quanto ao significado dos termos que se usem. Assim, quando falarmos em G.’.
A.’. D.’. U.’. , Loja, toque, marcha, etc., todos os llr.’. precisam saber exatamente a que nós estamos
referindo, motivo pelo qual importante se torna a familiarização com a terminologia adotada nesta
Sublime Instituição, principalmente através do Glossário do Apr.’. Mac.’. que já esta sendo
distribuído, em partes, aos Amados Irmãos.

V.’. M.’. -o- AAm.’. llr.’., aqui encerramos esta instrução.

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QUARTA INSTRUÇÃO

Sinais, Toque, Palavras, Marcha e Nome Histórico

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , tendes a palavra.

2° Vig.’. Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. M.’. de CCer.’. , conduzi o(s) l(l)r.’. A(A)PR.’. para
ficar(em) entre CCol.’. (levanta-se e desloca-se para junto do(s) A(A)Pr.’.). Meu(s) A(A)m.’. l(l)r.’.
A(A)pr.’., hoje recordar-vos-emos a instrução recebida na vossa iniciação e avançaremos mais um
pouco no vosso aprendizado do conhecimento da Arte Real. Ao(s) l(l)r.’. Ihe(s) fora ensinado,
palavras, toque, sinais e a marcha por meio dos quais sereis acolhido por todos os maçons, em
qualquer parte do mundo. Há três ssin.’. o do Gr.´., o de Ord.’. ou Gut.’., e o de saudação,
relembrando o juramento que prestastes. Sin.’. do Gr.’. - (Executa e faz com que seja repetido, e
diz): estando de p.’. , unir os quatro dded.’. da m.’. dir.’., de modo que formem uma esq.’. com o pol.’.
e levar a m.’. dir.’. à base do pesc.’., com o Br.’., na horiz.’., formando uma esq.’. com o corp.’.O br.’.
esq.’. caído nat.’., ao longo do corp.’.. O Sin.’. do Gr.’., como se vê, consta de duas eesq.´.: a prim.´.
com o pol.´, e os dded.´. da m.´., dir.´. e a seg.´. com o br.´. dir.’. e o corp.’.. Este Sin.’. é também
chamado de Sin.’. Gut.’. Sin.’. de Ord.’. (Executa e faz com que seja repetido, e diz): O Sinal de
Ordem ou gutural deve ser feito sempre complementando o Sin.’. do Gr.’., com os pp.’. em esq.’.,
formando a tríp.’. esq.’. com o p.’. dir.’. voltado para a frente. Sin.’. de Saud.’. (Executa e faz com que
seja repetido, e diz); feito o Sin.’.de Ord.’., levar, rapidamente e com energia, a m.’. dir.’.
horizontalmente ao ombr.’. dir.’. formando uma linh.’. r.’. e, depois, deixá-la cair ao longo do corpo, de
modo a traçar, assim,uma esq.’., voltando ao Sin.’. de Ord.’.. Toq.’. (Executa, tomando a mão direita
do Apr.’., e faz com que seja repetido, e diz): O Toq.’. é dado, tomando-se com a m.’. dir.’. a m.’. dir.’.
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do Ir.’., tocando-se, levemente, com a extremidade do pol.´. a prim.´. f ai.´. do d.´. ind.´., dando-se-lhe
por um movimento imperceptível, t.’. ppanc.’., as d.’. prim.’. rráp.’. e a últ.’., mais esp.’.. Temos três
PPal.’.: a que consideramos Sagr.’., a de Pás.’. e a Sem.’..O Toque implica o pedido da Pal.’. Sagr.’.e
a resposta é a seguinte: N.’. v.’. p.’. d.’. s.’. s.’. d.’. a p.’. l.’. e eu v.’. d.’. a s.’.. Dá-se, então a palavra
sol.’., alternando, quem a pede e quem a dá, a começar pelo que a pediu, e depois, letr.’. a letra.’., a
começar por "J". Depois síl.’. a síl.’. iniciando por "Já" (Executa-se) A Pal.’. Sagr.’. somente pode ser
transmitida desta forma.Esta palavra significa que a sabedoria está em Deus. É o nome da Col.’. que
está ao Setentrião, junto à porta do Templo de Salomão, onde se reuniam os AApr. . Daí-me a
Pal.’.de Pas.’.O Apr.’. diz a palavra: NIACLABUT. A Pal.’.de Pas.´.,é transmitida por inteiro. É o nome
do filho de Lamech, o primeiro que transformou a fundição comum em arte de se trabalhar com
metais. A Pai.’. Sem.’..é dada semestralmente pelo Sob.’. Gr.’. Mestr.’. e constitui prova de
regularidade, só devendo ser transmitida pelo V.’. M.’. aos llr.’. do Quadr.’. Da Of.’. em Cad.’. de
Un.’., com as formalidades de praxe e ser incinerada logo depois. Sendo prova de regularidade, o
Ir.’., regular que não estiver presente à Sess.’. . Em que for transmitida, deverá pedir ao V.’. M.’., em
particular, a sua transmissão auricular. O Ir.’. Exp.’. deverá pedi-la, antes de admitir visitantes, e se
estes não a derem deverão receber desculpas, mas não deverão ser admitidos. Marcha - (executa a
marcha e diz ao(s) (A)Apr.’. para repeti-la, e esclarece): Estando à Ora.’., com os pp.’. em esq.’.,
executa-se a marcha, dando-se três passos morosos para a frente, avançando o p.’., d.’., e unindo-
lhe o cal.’., do p.’., e.’., sempre recompondo a esq.’., sem bater os pp.’., e sem arrastá-los no
chão.Em seguida, faz-se a saud.’., voltando a cab.’. (só a cab.’. e não o corpo) energicamente para a
dir.’., repetindo-se a saud.’., voltando-se a cab.’. energicamente para esq.’. .Sin.’. de Abst.’. (executa,
faz com que o Apr.’. repita. e diz): Em uma votação simbólica, ou seja, aquela que não é secreta e
nem nominal, a aprovação é manifestada pelo sinal de costume (executa o sinal e faz com que seja
repetido), como, por exemplo, na votação do balaustre da sessão anterior da Loja, na destinação do
Tr.’. de Solid.’. para determinada pessoa ou finalidade, etc. A desaprovação em tal caso é expressa
pela permanência do Ir.’. na posição em que se encontra (encenar o exemplo e fazer com que o Ir.’.
repita a encenação).E, quando quiser abster-se de opinar, por não ter participado da Sessão anterior
da Loja, na hipótese de votação do bal.’., deverá fazer o sinal de abst.’. (executar novamente o sinal
e fazer com que seja repetido). Am.’.
Ir.’.(Nome Histórico) Dig.’. M.’., de CCer.’., podeis conduzir o(s) (A)Apr.’. ao lugar que Ihe(s) compete
em L.’.. (Pausa)

V.´. M.´. -o- A March.’. do Apr.’. simboliza os estágios necessários de preparação e progresso
visando o acesso à Luz e à compreensão de sua Verdade. Representa a busca da Verdade e do
auto-aperfeiçoamento. Tem um significado de real importância para o entendimento do método
maçônico de instrução simbólica. O primeiro pass.’. do Apr.’. simboliza aquele estado de consciência
que caracteriza o iniciado e já o diferencia do profano: a consciência intuitiva da existência da Luz; a
consciência de a não possuir ainda e, finalmente, o desejo veemente de recebê-la. Representa o
primeiro estágio do progresso iniciático: o Progresso Moral. O segundo pass.’. da Mar.’. simboliza a
Perseverança no Trabalho Aplicativo, materializador de todo ideal e do progresso alcançado no
estágio anterior: aperfeiçoamento na arte de manejar o Cinzel da Razão e Maço da Vontade.
Representa o Progresso Intelectual. O Terceiro pass.’. da Mar.’. simboliza a consciência do ideal
coletivo e sua identificação com o ideal Iniciático de cada obreiro. Representa o terceiro e decisivo
estágio do progresso maçônico: o Progresso Espiritual.

V.’. M.’. -o- Am.’.Ir.´.(Nome Histórico)Dig.’. 1° Vig.’. , o que mais nos ensina a Mar.’.,do Apr.’.?

1° Vig.’. A alternância dos pp.’. ddir.’. e eesq.’. mostra, também que o progresso maçônico se
efetiva através da constante associação entre vários aspectos que representam o auto-

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aperfeiçoamento do iniciado. Mostra que deve haver um crescimento associado e harmonizado
entre: Conhecimento e Sentimento; busca da Verdade e Prática da Virtude.

V.’. M.’. -o- O que significa a P.’. B.’.?

1° Vig.’. É o emblema do Apr.’. Mac.’.. Representa a sua imperfeição inicial manifestada pelas
reentrâncias das virtudes não desabrochadas; pelas deformações da educação defeituosa; pelas
protuberâncias dos vícios acumulados e pelo desalinhamento das paixões e
dos conflitos.

V.’.M.’. -o- O Nome Histórico e de todo útil para o iniciando, no momento de sua iniciação e
durante toda a sua vida maçônica, receber a guarda, a proteção e o exemplo de espíritos luminosos
que, ricos de virtudes nesta vida, sobretudo como maçons, se comportam, de certo modo, como Anjo
da guarda, mensageiros fiéis do G.’.A.’.D.’. U.’. . Por isso, no Rito Adonhiramita, a cada Ir.’., quando
da iniciação, é atribuído o nome de um personagem virtuoso em prol da Humanidade, da Pátria, da
Sociedade, etc., Maçom ou não, que já tenha partido para o Oriente Eterno, para ser Patrono,
absorvendo-lhe o nome a que denominamos "Nome Histórico". Com esse Nome Histórico, o Ir.’., é
batizado em momento próprio da Iniciação com os seguintes dizeres: "E para que de profano nem
o vosso nome vos reste, eu vos batizo com o Nome Histórico de .,,.". A prática tem grande valia
para o sigilo e a preservação da identidade civil, ao mesmo tempo em que constitui um símbolo de
profunda significação. Se a Maç.’. tem por objetivo transformar o homem profano no homem iniciado,
o gesto de lhe dar um novo nome por ocasião da iniciação está a indicar que ele, dali em diante,
deve se transformar num novo ser.

V.’. M.’. -o- AAm.’. llr.’., aqui encerramos esta instrução.

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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
QUINTA INSTRUÇÃO

Potência Maçônica, Administração da Loja e Landmarks

V.’. M.’. -o- Potência Maçônica é uma Federação de Lojas Maçônicas, constituída sob a forma
de um governo soberano, dirigido por um Grão Mestre, ao qual são subordinadas e prestam
obediência às suas leis e normas. É, também, denominada de Obediência Maçônica. Até o ano de
1717, não existiam Obediências Maçônicas, mas, sim, o Maçom Livre em Loja Livre. O sistema
obediencial só foi implantado em 24 de junho de 1717, com a fundação da Grande Loja de Londres,
formada, inicialmente pelas Lojas das tabernas "O Ganso e a Gralha", "a Macieira" e "O Copázio e
as Uvas". Um Grande Oriente é uma Federação de Lojas Maçônicas que trabalham com vários
Ritos. O Grande Oriente do Brasil é uma Potência Maçônica soberana. Fundado em 17 de junho de
1822, é uma instituição Maçônica Simbólica, regular, legal e legítima, inscrita como pessoa jurídica
de direito privado e reconhecida de utilidade pública federal pelo governo brasileiro. Tem sede e foro
no Distrito Federal. É constituído como Federação indissolúvel dos Grandes Orientes dos Estados,
do Distrito Federal, das Delegacias, das Lojas Maçônicas Simbólicas e dos Triângulos. A soberania
do Grande Oriente do Brasil emana do povo maçônico; sob sua obediência e em seu nome é
exercida pelos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, independentes e harmônicos entre si.
Tem autoridade sobre os três graus simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre). Só ele pode
alterar, revogar ou anular as leis e os regulamentos, respeitados os Landmarks tradicionais, os
postulados universais e os princípios da Instituição Maçônica.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2ºVig.’., quais são os postulados da Maçonaria
Universal?

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2ºVig.’. Os postulados da Maçonaria Universal são:
I - existência de um princípio criador: O Grande Arquiteto do Universo;
II - o sigilo;
III - o simbolismo da Maçonaria Operativa;
IV - a divisão da Maçonaria Simbólica em três graus;
V - a Lenda do Terceiro Grau e sua incorporação aos Rituais;
VI - a exclusiva iniciação de homens;
VII - a proibição de discussão ou controvérsia sobre matéria político-partidária, religiosa ou racial,
dentro dos Templos ou fora dele, em seu nome;
VIII - a manutenção das três Grandes Luzes da Maçonaria: o Livro da Lei, o Esquadro e o
Compasso, sempre à vista, em todas as sessões das Lojas e Corpos;
IX - o uso do avental.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 1º Vig.’., do ponto de vista político administrativo,
como se comporta uma potência Maçônica, dentro de um País?

1º Vig.’. A Maçonaria não deixa de ser um Estado dentro de outro, ou um País dentro de
outro. Tem forma própria de Governo, que geralmente acompanha a forma de governo do País, isto
nos países de Governo democrático, pois a Maçonaria é totalmente contra os governos ditatoriais.
Assim é que temos, na Maçonaria, os poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2º Vig.’. , como é constituída a Administração de
uma Loja Maçônica?

2° Vig.’. A administração de uma Loja Maçônica é constituída de acordo com a Constituição do


Grande Oriente do Brasil, o Regulamento Geral da Federação (RGF) e o seu respectivo Estatuto,
registrado em Cartório de Títulos e Documentos. O Venerável, o Primeiro e o Segundo Vigilantes
são as LUZES DA LOJA. As luzes e os demais membros detentores de cargos eletivos (Orador,
Secretário, Tesoureiro e Chanceler) constituem as DIGNIDADES da Loja. As Dignidades da Loja
constituem o seu Poder Executivo, com exceção do Orador, que é membro do Ministério Público. A
Loja poderá, também, criar COMISSÕES permanentes ou temporárias, compostas de três membros,
com competências específicas para auxiliarem o desenvolvimento ou fiscalização de qualquer
trabalho, sendo que, obrigatoriamente, terá que Ter as seguintes Comissões Permanentes: Justiça,
Finanças, Admissão e Graus, Beneficência, Ação Paramaçônica e de Ritualística.

V.’.M.’. -o- Os principais deveres de uma Loj.’. Maçônica são observar os princípios
tradicionais da Instituição, cumprir e fazer cumprir a Constituição, as leis, os regulamentos e as
decisões dos Altos Corpos; dedicar todo o empenho à instrução e ao aperfeiçoamento moral e
intelectual dos membros do Quadro, realizando sessões de instrução sobre História, Legislação,
Simbologia e Filosofia Maçônicas; prestar assistência material e moral aos seus Obreiros, às viúvas,
as irmãs solteiras e aos descendentes e ascendentes de Obreiros falecidos; seguir e obedecer a
preceitos litúrgicos pertinentes ao Rito em que trabalhar.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. Orad.’. , tendes a palavra para nos esclarecer
sobre o que seja Landmarks e qual a sua importância na Maçonaria?

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Orad.’. Meus AAm.’. llr.’., os princípios ou leis, ou, ainda, LANDMARKS como chamamos, são
considerados como as mais antigas leis que regem a Maçonaria Universal, pelo que se caracteriza,
pela sua antiguidade. Os regulamentos, estatutos e outras leis podem ser revogados, modificados ou
anulados. Porém, os Landmarks, jamais poderão sofrer qualquer modificação ou alteração.
Enquanto a Maçonaria existir os Landmarks serão os mesmos como os eram há séculos. Os
Landmarks são da maior importância para os Maçons. Não fossem imutáveis, a tradição maçônica
que até nossos dias persiste, estaria mudada e os princípios da Fraternidade, Igualdade e Liberdade
hoje talvez não fizessem mais sentido. São, portanto, eternos e imutáveis. A classificação
oficialmente adotada pelo GOB é a do Poderoso Irmão Alberto G. Mackey, com vinte e cinco itens.
1° - Os processos de reconhecimento são os mais legítimos e inquestionáveis de todos os
LANDMARKS. Não admitem mudanças de qualquer espécie, pois, sempre que isso se deu,
funestas conseqüências vieram demonstrar o erro cometido.
2° - A divisão da Maçonaria Simbólica em três graus é um LANDMARK que, mais do que nenhum,
tem sido preservado de alterações, apesar dos esforços feitos pelo daninho espírito inovador. Certa
falta de uniformidade sobre o ensinamento final da Ordem, no Grau de Mestre, foi motivado por não
ser o terceiro grau considerado como finalidade; daí o Real Arco e os Altos Graus variarem no modo
de conduzirem o neófito à grande finalidade da Maçonaria Simbólica. Em 1813, a Grande Loja da
Inglaterra reivindicou este antigo LANDMARK, decretando que a Antiga Instituição Maçônica
consistia nos três primeiros graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, incluindo o Santo Arco Real.
Apesar de reconhecido por sua antiguidade, como um verdadeiro LANDMARK ele continua a ser
violado.
3° - A Lenda do Terceiro Grau é um LANDMARK importante, cuja integridade tem sido respeitada.
Nenhum Rito existe na Maçonaria, em qualquer país ou em qualquer idioma, em que não sejam
expostos os elementos essenciais dessa lenda. As fórmulas escritas podem variar, e na verdade
variam; a lenda, porém, do construtor do Templo, constitui a essência e a identidade da Maçonaria.
Qualquer Rito, que a excluísse ou a alterasse, materialmente cessaria, por isso, de ser um Rito
Maçônico.
4° - O governo da Fraternidade por um Oficial que preside, denominado Grão-Mestre, eleito pelo
povo Maçônico, é o quarto LANDMARK da Ordem. Muitas pessoas ignorantes supõem que a
eleição do Grão Mestre se pratica em virtude de ser estabelecida em lei ou regulamento da Grande
Loja. Nos anais da Instituição se encontram, porém, Grão-Mestres, muito antes de existirem Grandes
Lojas, e, se o atual sistema de Governo Legislativo por Grandes Lojas fosse abolido, sempre seria
preciso a existência de um Grão-Mestre.
5° - A prerrogativa do Grão-Mestre de presidir a todas as reuniões maçônicas, feitas onde e quando
se fizerem é o quinto LANDMARK. É em virtude desta lei, derivada de antiga usança, e não de
qualquer decreto especial, que o Grão-Mestre ocupa o Trono, em todas as sessões de qualquer Loja
subordinada, quando se ache presente.
6° - A prerrogativa do Grão Mestre de conceder licença para conferir graus em tempos anormais, é
outro e importantíssimo LANDMARK. Os Estatutos Maçônicos exigem um mês, ou mais, para o
tempo em que deva transcorrer entre a proposta e a recepção de um candidato. O Grão-Mestre,
porém, tem o direito de pôr de lado, ou de dispensar, essa exigência, e permitir a iniciação imediata.
7° - A prerrogativa que tem o Grão Mestre, de autorização, para fundar e manter Lojas, é outro
importante LANDMARK. Em virtude dele, pode o Grão-Mestre conceder o número suficiente de
Mestres Maçons, o privilégio de se reunirem e conferirem graus. As Lojas assim constituídas
chamam-se "Lojas Licenciadas". Criadas pelo Grão-Mestre, só existem enquanto ele não resolva o
contrário, podendo ser dissolvidas por ato seu. Podem viver um dia, um mês ou seis meses.
Qualquer, porém, que seja o tempo de sua existência, deve-a, exclusivamente, à graça do Grão
Mestre.
8° - A prerrogativa, do Grão Mestre, de criar Maçons, por sua deliberação, é outro LANDMARK
importante que carece de ser explicado, controvertida como tem sido sua existência. O verdadeiro e
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único modo de exercer essa prerrogativa é o seguinte: O Grão-Mestre convoca em seu auxílio seis
Mestres Maçons, pelo menos; forma uma Loja e, sem nenhuma prova prévia, confere os graus aos
candidatos; findo isso, dissolve a Loja e despede os Irmãos. As Lojas convocadas por esse meio são
chamadas "Lojas Ocasionais" ou "Lojas de Emergência".
9° - A necessidade de se congregarem os Maçons em Loja é outro LANDMARK. Os LANDMARKS
da Ordem sempre prescreveram que os Maçons deviam congregar-se, com o fim de se entregarem
a tarefas operativas,e que a essas reuniões fosse dado o nome de "Loja". Antigamente, eram essas
reuniões extemporâneas, convocadas para assuntos especiais e, logo dissolvidas, separando-se os
Irmãos para de novo, se reunirem em outros pontos e outras épocas, conforme as necessidades e
as circunstâncias exigissem. Cartas Constitutivas, Regulamentos Internos, de Lojas e Oficinas
permanentes e contribuições anuais,são inovações puramente modernas, de um período
relativamente recente.
10° - O Governo da Fraternidade, quando congregado em Loja, por um Venerável e dois Vigilantes é
também um LANDMARK. Qualquer reunião de Maçons, congregados sob qualquer outra direção,
como, por exemplo, um Presidente e dois Vice-Presidentes, não seria reconhecida como Loja. A
presença do Venerável e de dois Vigilantes é tão essencial que no dia da congregação é
considerada como uma Carta Constitutiva.
11° - A necessidade de estar uma Loja a coberto,quando reunida, é um importante LANDMARK, que
não deve ser descurado. Origina-se do caráter esotérico da Instituição. O cargo de Guarda do
Templo que vela para que o lugar das reuniões esteja absolutamente vedado à intromissão de
profanos, independe, em absoluto, de quaisquer leis de Grandes Lojas ou de Lojas subordinadas. E
o seu dever, por este LANDMARK é guardar a porta do Templo, evitando que se ouça o que dentro
dele se passa.
12° - O direito representativo de cada Irmão, nas reuniões gerais da Fraternidade, é outro
LANDMARK.Nas reuniões gerais, outrora chamadas Assembléias Gerais, todos os Irmãos, mesmo
os simples Aprendizes,tinham o direito de tomar parte. Nas Grandes Lojas só tem direito de
assistência os Veneráveis e os Vigilantes, na qualidade, porém, de representantes de todos os
Irmãos das Lojas. Antigamente, cada Irmão se representava por si mesmo. Hoje são representados
por seus Oficiais. Nem por motivo dessa concessão, feita em 1717, deixa de existir o direito de
representação, firmado por este LANDMARK.
13° - O direito de recurso de cada Maçom das decisões dos seus Irmãos, em Loja, para a Grande
Loja ou Assembléia Geral dos Irmãos é um LANDMARK essencial para a preservação da Justiça e
para prevenir a opressão.
14° - O direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja é um inquestionável
LANDMARK da Ordem. É o consagrado direito de visitar, que sempre foi reconhecido como um
direito inerente que todo Irmão exerce, quando viaja pelo Universo. É a conseqüência de encarar as
Lojas como meras divisões, por conveniência, da Família Maçônica Universal.
15° - Nenhum visitante, desconhecido dos Irmãos de uma Loja pode ser admitido à visita, sem que,
antes de tudo, seja examinado, conforme os antigos costumes. Esse exame só pode ser dispensado
se o Maçom for conhecido de algum Irmão do Quadro, que, por ele se responsabilize.
16° - Nenhuma Loja pode intrometer-se em assuntos que digam respeito a outras, nem conferir
graus a Irmãos de outros Quadros.
17° - Todo Maçom está sujeito às Leis e Regulamentos da Jurisdição Maçônica em que residir,
mesmo não sendo membro de qualquer Loja. A inafiliação é já em si uma falta maçônica.
18° - Por este LANDMARK os candidatos à iniciação devem ser isentos de defeitos ou mutilações,
livres de nascimento e maiores. Uma mulher, um aleijado, ou um escravo, não pode ingressar na
Fraternidade.
19° - A crença no Grande Arquiteto do Universo é um dos mais importantes LANDMARKS da
Ordem. A negação dessa crença é impedimento absoluto e insuperável para a iniciação.
20° - Subsidiariamente a essa crença, é exigida a crença em uma vida futura.

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21° - É indispensável a existência, no Altar, de um Livro da Lei, o Livro que, conforme a crença, se
supõe conter a verdade revelada pelo Grande Arquiteto do Universo. Não cuidando a Maçonaria de
intervir nas peculiaridades de fé religiosa dos seus membros,esses Livros podem variar de acordo
com os credos. Exige, por isso, este LANDMARK, que um "Livro da Lei" seja parte indispensável
dos utensílios da Loja.
22° - Todos os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinções de prerrogativas
profanas, de privilégios, que a sociedade confere. A Maçonaria a todos nivela nas reuniões
maçônicas.
23° - Este LANDMARK prescreve a conservação secreta dos conhecimentos havidos por iniciação,
tanto dos métodos de trabalho, como das suas lendas e tradições, que só podem ser comunicadas a
outros Irmãos.
24° - A fundação de uma ciência especulativa, segundo métodos operativos, o uso simbólico e a
explicação dos ditos métodos e dos termos neles empregados, com o propósito de ensinamento
moral, constitui outro LANDMARK. A preservação da lenda do Templo de Salomão é outro
fundamento deste LANDMARK.
25° - O último LANDMARK é o que afirma a inalterabilidade dos anteriores, nada podendo ser lhes
acrescido ou retirado, nenhuma modificação podendo ser-lhes introduzida. Assim como de nossos
antecessores os recebemos, assim os devemos transmitir aos nossos sucessores.
"NOLONUM LEGES MUTARl".

V.’. M.’. -o- Meus AAm.’. llr.´. AApr.’., recomendamos a leitura da Constituição do Grande
Oriente do Brasil, do Regulamento Geral da Federação, do Estatuto da Loja e dos Landmarks, para
o necessário aprofundamento sobre os importantes temas abordados na instrução de hoje.

V.’. M.’. -o- AAm.’. llr.’., aqui encerramos esta instrução.

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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
SEXTA INSTRUÇÃO
Templo Maçônico, Ornamentos, Paramentos, Jóias e Malhete

V.’. M.’. -o- Templo Maçônico é o local em que a Loj.’. realiza suas SSess.’.. O seu
comprimento se estende do Or.’. ao Oc.’., a sua largura do N.’. ao S.’., a sua altura do Zên.’. à sup.’.
da Terr.’., e a sua profundidade da sup.’. ao Centr.’. da Terr.’., o que demonstra a representação
simbólica do Universo. O Pavimento do Templo, que é o Pavimento Mosaico, tem a forma exata é
um duplo quadrado, isso é um retângulo de comprimento igual ao dobro da largura. O Teto de um
Templo Maçônico representa uma abóbada celeste, em que figuram do lado do Oriente, um pouco à
frente do Trono do Ven.’. - o Sol, por cima do Altar do 1° Vig.’. - uma Estrela de cinco pontas; acima
do Alt.’. do 2° Vig.’. - a Lua; simboliza o céu estrelado, que é o toldo do verdadeiro Templo da
Humanidade, ao considerarmos a Loja em seu significado universal. Nossas LLoj.’. são sustentadas
por três grandes CCol.’. Sabedoria, Força e Beleza. A Sabedoria para idear, a Força para sustentar,
a Beleza para adornar.A Sabedoria, nos guia em todas as nossas dificuldades e a Beleza, adorna o
homem interno.O universo é o Templo da Divindade a quem servimos. A Sabedoria, a Força e a
Beleza, estão ao redor do Seu Trono como colunas de Suas Obras porque Sua Sabedoria é infinita,
Sua Força onipotente e Sua Beleza resplandecem na simetria e ordem de toda criação. As três
Colunas, Jônica, Dórica e Coríntia simbolizam as três divisões do mundo, o campo da consciência.
Segundo esta interpretação, as Colunas representam os três aspectos do mundo exterior, o mundo
da humanidade. Os três principais dignitários, que as presidem de seus pedestais, simbolizam os
três aspectos da divina consciência - o mundo da intuição. Também formam as Colunas o Portal dos
Mistérios pelos quais ascendem às almas à sua divina Fonte, segundo as leis da metafísica; e
unicamente quem por entre elas adentrar poderá chegar ao santuário da verdadeira Divindade do
homem, ao divino esplendor que, quando surge no íntimo do coração, estabelece ali a sua morada
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em fortaleza e estabilidade. A decoração da Loja é azul celeste. A porta de entrada é no Ocidente,
no centro da parede que faz frente ao Oriente. No Ocidente deverá correr, ao longo da parede do
Norte, a esquerda de quem entra, uma fila de cadeiras, ou uma bancada destinada aos AApr.’., local
denominado Setentrião, porque é a parte menos iluminada, pois um Apr.’.que apenas recebeu mui
fraca luz, não está em condições de suportar maior claridade. Ao longo da parede do Sul, outra
bancada, destinada aos CComp.’. e, em frente a estas, cadeiras ou bancadas destinadas ao
MMestr.’. No meio do soalho do Ocidente, figura o Pavimento Mosaico, composto de quadrados
alternadamente brancos e pretos, cercados pela Orla Dentada. De cada lado da entrada do Templo
há uma Col.’. oca, bronzeada, de ordem Coríntia, com capitel suportando três romãs maduras
entreabertas. No fuste da Col.’. da esquerda está gravada a letra "J" que é a primeira letra da
Palavra Sagrada e, no da direita, a letra "B" . Estas duas CCol.’. representam os dois pontos
solsticiais e as romãs, pela divisão interna, mostram os bens produzidos pela influência das
estações, representam as Lojas e os Maçons espalhados pela superfície da Terra; suas
sementes,intimamente unidas, nos lembram a fraternidade e a união que devem existir entre os
homens. As duas Colunas são tidas como de 18 cevados de altura, 12 de circunferência, 12 de base,
5 nos capitéis. São de bronze para resistirem à barbárie, pois o bronze é o emblema da eterna
estabilidade das leis da natureza, base da doutrina maçônica. À altura do friso das paredes, existe
uma corda que forma de distância em distância nós simbólicos, em número de oitenta e um, a
terminar cada ponta ao lado de cada uma das CCol.’., por uma Borla pendente.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 1° Vig.’. , quais são os Ornamentos de uma Loj.’.
e qual a sua significação?

1° Vig.’. Os Ornamentos de uma Loj.’. são a Corda de 81 Nós, o Pavimento de Mosaico, a


Orla Dentada e a Estrela Rutilante. A Corda de 81 Nós encontra-se no alto das paredes do Templo,
junto ao teto; o nó central fica sobre o Trono, acima do Delta, na parede oriental, e, a cada lado dele,
estendendo-se pelas paredes do Norte e do Sul, quarenta nós, sendo que os extremos da corda
terminam em ambos os lados da porta ocidental, em duas borlas; representa a Justiça (ou Equidade)
e a Prudência (ou Moderação); esotericamente, ela simboliza a união fraternal e espiritual entre
todos os maçons do mundo; representa, também, a comunhão de idéias e objetivos da Maçonaria,
que, evidentemente, devem ser os mesmos, em qualquer parte do planeta. A abertura da Corda, na
porta de entrada do templo, mostra que a Maçonaria é dinâmica e progressista, estando, portanto,
sempre aberta às novas idéias, que possam contribuir para a evolução do homem e para o
progresso racional da humanidade. O Pavimento Mosaico localiza-se no meio do soalho do
Ocidente, composto de quadrados alternadamente brancos e pretos, cercado pela Orla Dentada.
Representa a variedade do solo terrestre; formado pelas pedras brancas e pretas, ligadas pelo
mesmo cimento, simboliza a união de todos os Maçons, apesar de diferenças de cor, de clima e de
opiniões políticas e religiosas. É, também, a imagem do BEM e do MAL, de que se acha semeada a
estrada da vida. A Orla Dentada, que o cerca, exprime a união que deverá existir entre todos os
homens quando o amor fraternal dominar os corações. A Estrela Rutilante representa a principal luz
da Loj.´.,simboliza o Sol, Glória do Criador e nos dá o exemplo da maior e melhor virtude que deve
encher o coração do homem, a Caridade.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , quais são os Paramentos de uma Loja
e qual a sua significação?

2° Vig.’. Os Paramentos de uma Loj.’.são o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso.A Bíblia ou


Livro da Lei, representa o código de moral que cada um respeita e segue, a filosofia que cada um
adota, a Fé que nos governa e anima.O Compasso e o Esquadro só se mostram unidos em Loj.’. e

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representam a medida justa que deve presidir a todas as nossas ações, as quais, não podem se
afastar da Justiça nem da Retidão que segue os atos de um verdadeiro iniciado.As pontas do
Compasso, ocultas sob o Esquadro, significa que o Aprendiz, trabalhando somente na Pedra Bruta,
não pode fazer uso do Compasso enquanto a sua obra não estiver perfeitamente acabada, isto é,
enquanto não tiver polido e esquadrejado, tornando-a Cúbica.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 1° Vig.’., o que tendes a nos dizer sobre as Jóias
de uma Loj.’.?

1° Vig.’. As Jóias de uma Loj .’. são seis, das quais três são móveis e três fixas. As três Jóias
Móveis são o Esq.’. , o Nív.’. e o Pr.’.. As três Jóias Fixas são a Pranch.’. da Loj.’., a P.’. B.’. e a P.’.
Cúb.’..Vamos nos fixar na P.’. B.’. É nela que os Aprendizes trabalham. Representa a inteligência, o
sentimento do homem primitivo, áspero, despolido e que nesse estado se conserva até que pelo
cuidado dos seus pais e pelas instruções dos seus Mestres, adquire educação virtuosa,tornando-se
culto e capaz de fazer parte de uma sociedade civilizada.Realmente, graças à iniciação maçônica,
"Novo Nascimento",o Apr.’. encontra-se no "Estado Natural".Conseguiu se desembaraçar de tudo o
que a sociedade lhe tinha proporcionado, artificialidade e ruindade, e, tornou a encontrar todas as
coisas boas e naturais que lhe tinham sido subtraídas.Encontra de novo a liberdade de pensar e,
graças às ferramentas que se lhe oferecem, talhará por si mesmo a "sua pedra", torná-la-á mais
perfeita possível e dará, portanto o caráter da própria personalidade. Esta P.’. B.’., no Templo,
encontra-se localizada em frente ao altar do 2° Vig.’..

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , quais são os instrumentos de trabalho
do Apr.’.?

2° Vig.’. Os instrumentos de trabalho do Apr.’. são o Mac.’., (ou malh.’.) e o cinz.’. (ou Esc.’.). São
duas ferramentas para trabalhar a P.’. B.´..O Mac.’., (ou Malh.’.), é vibrado com a mão direita, lado
ativo, é a vontade executiva, a determinação moral, donde emana a realização prática. Instrumento
importante; nenhuma obra manual poderá ser acabada sem ele. Ensina-nos, também, que a
habilidade, sem o emprego da razão, é de pouco valor. Inutilmente o espírito conceberá e o cérebro
projetará, se a mão não estiver pronta a executar o trabalho. O Cinz.’. (ou Esc.’.), se aplica sobre a
pedra com a mão esquerda, lado passivo, correspondente à receptividade, ao discernimento
especulativo. Com ele o obr.’. dá forma de regularidade à massa informe da P.’. B.’..Por
ele,aprendemos que a educação e a perseverança são precisas para se chegar à perfeição; que o
material grosseiro só recebe fino polimento, depois de repetidos esforços, e que é, unicamente, por
seu incansável emprego que se adquire o hábito da virtude, a iluminação da inteligência e a
purificação da alma.É necessário que se repita e que nosso cérebro se fixe que a Maçonaria é uma
associação íntima de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o Gr.’. Arq.’. do Univ.’. , que é
Deus; por causa, a Verdade, a Liberdade e a Lei Moral; por princípio, a Igualdade, a Fraternidade e a
Caridade; por frutos a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso; por fim, a felicidade dos povos que
incessantemente ela procura reunir sob sua bandeira de paz. Assim, a Maçonaria nunca deixará de
existir enquanto houver o gênero humano.

V.’. M.’. -o- Não se deve confundir o Mac.’. (ou Malh.’.), de que falou o Am.’. Ir.’. 2° Vig.’. com o
malhete.O Malhete é o símbolo da autoridade do V.’. M.’.. Os VVig.’. também usam malhetes, que
correspondem ao 2° e 3° Malhetes da Loj.’..O Malhete tem a forma de um "tau" grego e é,
geralmente,fabricado de madeira de buxo. Ele é o símbolo da firmeza e perseverança. O Malhete é
conhecido, também, como insígnia do V.’. M.’., e dos VVig.’..

V.’.M.’. -o- AAm.’. IIr.’., aqui encerramos esta instrução.


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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
SÉTIMA INSTRUÇÃO
Entrada no Templo

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. M.’. de Cer.’. , fazei com que o(s) l(l)r.’.A(A)pr.’.
cubra (m) o Templo e que volte(m) a entrar, ritualisticamente. (um de cada vez, se for mais de um).

M.’. Cer.’. A(A)mad.’. l(l)r.’. A(A)pr.’., de ordem do Am.’. Ir.’. (Nome Histórico), nosso V.’. M.’. ,
eu vos convido a cobrir (em) o Templo e voltar (em) a entrar, ritualisticamente. (Executa-se,
permanecendo entre CCol.’. à Ordem)

V.’. M.’. -o- Sois Mac.’.?


A p r.’. TTod.’. os mm.’. AAm.’. llr.’., t.’. m.’. r.’..

V.’. M.’. -o- De onde vindes?


Apr.’. De uma Loj.’. de São João.

V.’.M.’. -o- O que e trazeis?


Apr.’. Amizade, Paz e Prosperidade a ttod.’. os mm.’. AA m.’. IIr.’.

V.’. M.’. -o- Nada mais trazeis?


Apr.’. O V.’. M.’. de minha L.’. v.’. s.’. p.’. t.’. v.’. t.’.

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V.’. M.’. -o- Que se faz em vossa Loja?
Apr.’. Levantam-se TTempl.’. à Virtude e cavam-se masmorras ao Vício. (Neste momento, o Ir.’.
Exp.’. levanta-se e se coloca junto ao(s) A(a)pr. .).

V.’. M.’. -o- Dê o toq.’., as PPal.’.Sag.’., de Pás.’.e Sem.’., ao lr.’. Exp.’.. (executa-se) Exp.’.
(Após recebê-las, diz): V.’.M.’. , a Pal.’.Sagr.’.está justa, a Pal.’.de Pas.’.Perfeita, e a Pai.’.
Sem.´.Regular. (Saúda e senta-se).

V.’. M.’. -o- Onde tem assento os AApr.’.?


Apr.’. No Setentrião.

V.’. M.’. -o- Porque, meu Am.’. Ir.’.?


Apr.’. Porque é a parte menos iluminada e um Apr.´. que recebeu mui fraca luz não está em
condições de suportar maior claridade.

V.’. M.’. -o- Que idade tendes?


Apr.’. T.’. A.’.

V.’. M.’. -o- Execute a bateria do grau.


Apr.’. (Executa-se.)

V.’. M.’. -o- Quais são os instrumentos de trabalho do Apr.’.?


Apr.’. O Mac.’., (ou Malh.’.) e o Cinz.’. (ou esc.’.).

V.’. M.’.-o- Faça o sinal de abstenção?


Apr.’. (Executa-se.)

V.’.M.’. -o- Onde tem assento o V.’. M.’. ?


Apr.’. No Or.’. ,

V.’. M.’. -o- Que vindes aqui fazer?


Apr.’. Vencer minhas paixões, submeter minha vontade e fazer novos progressos na Maçonaria.

V.’. M.’. -o- Que desejais?


Apr.’. Um lugar entre vós.

V.’. M.’. -o- Ele vos será concedido. Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. M.’. de CCer.’. , conduzi
o(s) l(l)r.’. A(A)pr.’. ao lugar que Ihe(s) compete em Loj.’..

V.’. M.’. -o- Estas perguntas e respostas constituem o que chamamos de telhamento. É feito
pelo Ir.’. Exp.’., no Átrio ou Vestíbulo. Após o telhamento e apresentação do Cartão de Identidade
Maçônica - CIM e da identidade Civil é consentido ao Ir.’. bater à porta do Templ.’., o que é feito
ritualisticamente. Lembrai-vos, entretanto, que será pedido o toque e, ao ouvido, as palavras Sagr.’.,
de Pas.’.,e Sem.’.. A preocupação que tomamos é justificada, pois, embora a Maçonaria não seja
uma Instituição secreta, possui segredos que não podemos permitir que sejam conhecidos no mundo

URIM & TUMIM 4294


profano.Com o passar dos tempos ireis saber da necessidade de guardarmos em sigilo tudo o que
aqui se passa dentro do Templo.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (nome histórico), ajudai-me a demonstrar para o(s) nosso(s) l(l)r.’.
A(A)pr.’.a entrada no Templo, após o início dos trabalhos. (O Ir.’. cobre o Templo e dá as pancadas
do grau na porta, O Ir.’. Cobr.’. Int.’. dará a resposta de volta.) (Pausa) Este sinal, chamado de Bat.’.
do Gr.’., informa ao Cobr.’. Int.’. a presença de um Maçom regular devidamente preparado e
desejoso de participar dos ttrab.’. da Loj.’.. É um importante elo de integração da Maçonaria
Universal, pois, através deste sinal realiza-se o tradicional direito sagrado de visitação, por toda a
face da terra. A sua aplicação à Port.’. do T.’. exigirá da Loja uma resposta e uma atenção franca,
porquanto, o sinal evoca a promessa contida no Livro da Lei, que diz: "Buscai e achareis"; "Batei e
abrir-vos-á"; Pedi e recebereis".O Ir.’., em visita a uma Loja, que tiver chegado após o início dos
trabalhos, dará três pancadas na porta do Templo, tal como foi feito pelo Am.’. Ir.’. (nome histórico).
Caso a volta das batidas sejam as mesmas que o Ir.’. Apr.’. bateu deverá se retirar do recinto, pois a
Loj.’. estará trabalhando num grau mais elevado que o vosso.(O ir.’. dará novamente, as pancadas
do grau na porta. O Cobr.’. Interno dará uma pancada de volta), (pausa). Se o Ir.’. Apr.’. receber de
volta somente uma pancada,como aconteceu agora, deverá aguardar, do lado de fora, a ordem de
ingressar no T.’..

Cobr.’. Am.’. Ir.’. (nome histórico) nosso V.’. M.’. , maçonicamente batem à porta do Templo.

V.’. M.’. -o- Mandai ver quem assim bate meu Am.’. Ir.’., se for um Ir.’. do Quadr.’. ou de
alguma Loj.’. co-irmã e conhecido da Oficina, franqueai-lhe o ingresso, ritualisticamente; se tratar de
algum Ir.’. ainda não conhecido do Quadro, encaminhai primeiro o seu documento de identidade
maçônica e civil ao Am.’. Ir.´. Orad.’., para prévia verificação.(Executa-se: O Ir.’. adentra e se coloca
junto à port.’. do T.’.) (Antes de efetuada a marcha, o Ir.´. 2° Exp.’., tendo-se colocado junto à port. do
T.’., que foi fechada pelo Cobr.’., pedir-lhe-á o Toq.’., e, ao ouvido, as PPal.’. Sagr.’., de Pas.’. e
Sem.’., depois do que anunciará.)
2° Exp.’. Am.’. Ir.’.(nome histórico) nosso V.’. M.’. , a Pal.’. Sagr.’. está justa; a Pal.’.,de Pás.’.
Perfeita; e, a Pal.’. Sem.’. Regular (O 2° Exp.’. saúd.’. e volta ao lugar). (O Ir.’. executa a march.’., faz
a saud.’., permanecendo entre CCol.’.)

V.’. M.’. -o- Ao passar pela Port.’. do T.’., e após ser esta fechada, O Ir.’. 2° Exp.’., que se
postou junto à mesma, pediu ao Ir.’. visitante ou que chegou após o início dos trabalhos, o toq.’., e,
ao ouvido, as PPal.’. Sagr.’. de Pás.’. e Sem.’. antes que o mesmo se colocasse à ord.’. e iniciasse a
march.’..Como vedes, o Ir.’. somente se postará à ord.’. Depois de fechada a Port.’.do T.’. e após ter
dado ao Ir.’. 2° Exp.’. o Toq.’. e, ao ouvido, as PPal.’. Sagr.’. de Pas.’. e Sem.’. para poder iniciar a
March.’. . Ao término da March.’. que são t.’., ppass.’. morosos para a frente, fará o sinal de Saud.’.
encarando o Or.’. e, repete a saud.’., voltando a cab.’., somente a cab.’.,para a dir.’. e finalmente
repete a saud.’., voltando a cab.’. para a esq.’., tal como executado pelo Ir.’. (nome histórico).

V.’.M.’. -o- Que desejais, meu Am.’. Ir.’.?


lr.’. Um lugar entre vós.
V.’.M.’. -o- Ele vos será concedido. (Pausa)

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (nome histórico) Dig.’. M.’. de CCer.’. , acompanhai o nosso
Am.’.Ir.’.(nome histórico) ao lugar que lhe compete em Loja. (Executa-se.)

V.’. M.’. -o- AAm.’. llr.’., assim encerramos esta instrução.


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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
OITAVA INSTRUÇÃO

Ritos Maçônicos, Amados Irmãos e Vigilantes

V.’. M.’. -o- Rito Maçônico é um conjunto de regras, ditames e orientações litúrgicas que
mistificam os trabalhos maçônicos e lhes dão forma e elegância e cada Rito tem suas peculiaridades
que o diferenciam e o identificam, sem se contrapor aos princípios maçônicos universais. Vários são
os Ritos existentes na Maçonaria Universal, que se diferenciam pela maneira como organizam e
empregam as normas litúrgicas nos trabalhos maçônicos. No Brasil, sete Ritos são os reconhecidos
e praticados pelo G.’. O.’. B.’. o Adonhiramita, o Escocês Antigo e Aceito, Francês ou Moderno,
Emulação ou York, Schröder , Brasileiro e o Escocês Retificado.Os Ritos atuais são frutos da
evolução e do aperfeiçoamento de alguns Ritos praticados pela Maçonaria Operativa, desde a idade
Média, particularmente dos Ritos de Kilwinning, de York, de Clermont e sobretudo o de Heredon
também conhecido como Monte Místico de onde se origina o Rito Adonhiramita. Em 1758, como
fruto de estudos aprofundados sobre os ritos de Kilwinning, Clermont e, sobretudo, o de Heredon, o
Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente decidiu promover grande reforma ritualística,
principalmente no que respeitava ao rito de Heredon. No mesmo ano da reforma e nos que a ela se
seguiram surgiram vários Ritos. Desta forma, em 1758, surgiu o Rito Escocês Primitivo ou Rito de
Heredon ou de Perfeição, com 25 graus, que em 1786 forneceu as bases definitivas do atual Rito
Escocês Antigo e Aceito e ensejou o nascimento do Rito Moderno ou Francês; em 1769, o rito
Escocês Primitivo de Narbona, com 10 graus; e, posteriormente, o Rito Escocês Primitivo de Namur,
com 33 graus. Em 1730, nasceu Théodore de Tschoudy, considerado o organizador da segunda
parte da obra Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite (Compilação Preciosa da
Maçonaria Adonhiramita), cuja primeira edição ocorreu em 1787. O Barão Tschoudy foi membro do
parlamento de sua cidade natal, Metz, era integrante do Conselho de Imperadores do Oriente e do
URIM & TUMIM 4294
Ocidente (Um Capítulo que funcionava em Paris e reunia os mais ilustres estudiosos da Maçonaria
de então). Maçom entusiasta e estudioso, Tschoudy utilizou seu aguçado espírito crítico para bater-
se contra a proliferação desordenada dos altos graus do Rito de Heredom, do qual derivariam alguns
dos ritos atuais, como o escocês, o moderno e o Adonhiramita. Inicialmente, Tschoudy se propôs a
reformar os graus então existentes, reduzindo-os a quinze e depurando-os de tudo o que não fosse
fiel à tradição maçônica tendo como base os Monumentos Egípcios, o Templo do Salomão e o Rito
de Heredon. Em 1766, Tschoudy publicou L'Étoile Flamboyante ou La Société des Francs-Maçons (A
Estrela Flamígera ou A Sociedade dos Franco-Maçons), obra em que descreve a fundação de uma
nova Ordem ou novo rito de altos graus, a Ordem da Estrela Flamígera , com três graus: Cavaleiro
de Santo André, Cavaleiro da Palestina e Filósofo Desconhecido,cujos rituais,por ele
compostos,tinham por fundo a lenda das cruzadas. Após desavenças e descontentamentos deixou a
Ordem da Estrela Flamígera e então se dedicou até sua morte ao já citado “Compilação Preciosa
da Maçonaria Adonhiramita".

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. Orad.’. , por que a denominação Adonhiramita?

Orad.’. De acordo com a Bíblia, HIRAM era o arquiteto que se encarregara dos projetos da
construção do Templo de Salomão, filho da viúva de NEFTALI. A seu lado havia outro HIRAM, o rei
de Tiro, que fornecera a Salomão grande parte dos materiais utilizados na obra. Já ADONHIRAM,
filho de Abda, era o funcionário encarregado dos tributos na corte de SALOMÃO, por este estar
incumbido do recrutamento dos operários quando da construção do Templo. Como tal, vem
designado no 1º Livro dos Reis, Cap. IV com o título de “preposto às corvéias”. ADONHIRAM era a
pessoa que recrutava os operários, selecionava-os, dividia-os segundo suas capacidades ou
necessidades da obra e, por certo, também lhes pagava o salário, até porque era o tesoureiro de
SALOMÃO. Sendo assim para nós ADONHIRAMITAS é o personagem central da Construção do
Templo de Salomão, Adonhiram (Hiram de Deus), conforme nos asseguram os versículos 6 do
capítulo IV e 13 e 14 do capítulo V do 1°Reis no Antigo Testamento. Acreditamos que a verdadeira
palavra é Adonhiram, ou Hiram composto do pré-nome Adon (dominus), que os hebreus usam
freqüentemente quando falam de Deus; este prenome agregado à palavra Hiram, faz-se
Adonhiram, que significa Hiram, "O consagrado ao Senhor", "O bom Senhor” ou "O divino
Hiram'', de onde foi derivado o título de Maçonaria Adonhiramita.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , quais são as principais peculiaridades
do Rito Adonhiramita que o identificam e o diferenciam dos demais Ritos?

2° Vig. ’. Entre muitas, são estas as principais diferenças:


a) A sua profunda espiritualidade;
b) A ativação e o adormecimento da Chama Sagrada;
c) A entrada em procissão;
d) O pé direito à frente na marcha do Grau;
e) A posição das Colunas e dos Vigilantes;
f) A Cerimônia de Incensação;
g) O Cerimonial do Fogo;
h) O tratamento de "Amado Irmão";
i) A gravata branca;
j) O uso das luvas brancas;
I) A palavra de Aclamação;
m) Adonhiram como personagem central;
n) O nome histórico;
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o) A circunavegação em forma do símbolo matemático do infinito ;
p) Batida triangular: 2 pancadas corridas + 1 espaçada

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 1° Vig.’. qual o significado da Cerimônia de
Incensação?

1°Vig.’. A Incensação tem origem nos mais remotos costumes religiosos da civilização
humana. Esta cerimônia representa uma espécie de profilaxia ambiental, a Incensação deixa o
ambiente físico do Templo impregnado do agradável odor da essência utilizada, tais como Benjoim,
Mirra e Incenso entre outras. Por outro lado, a tradição nos informa que esta cerimônia afasta do
meio místico e esotérico do Templo as sombras ou entidades maléficas, que por acaso, se
disponham a perturbar as Luzes da Loja, e, conseqüentemente, os seus trabalhos. A incensação tem
como valor simbólico a associação do homem à divindade, do finito ao infinito e do mortal ao imortal.
Ao espargir a fumaça se está purificando o ambiente tanto no sentido físico por tratar-se de
substância com propriedades anticépticas, como espiritual, pois o incenso tem a incumbência de
elevar a prece para o céu. A incensação gera uma atmosfera de aroma agradável e magnetiza com
fluidos benéficos os obreiros e o ambiente, contribuindo para a formação da egrégora e propiciando
à reflexão. No ato da Incensação são invocadas as três palavras que sintetizam atributos do G.’.
A.’.D.’.U.’. SABEDORIA, FORÇA e BELEZA. Por esses motivos, é que, ao nos incensarmos, nos
limpamos nos purificamos a nós e ao ambiente, favorecendo a permanência da egrégora. Também,
se torna necessário lembrar que durante a cerimônia da incensação, depois que o Am.’. Ir.’.M.’. de
CCer.’. efetua a incensação do Templ.’. e de todos os llr.’. ele troca de lugar e função com o Am.’.
Ir.’. Cobr.’. e este, com a porta entre aberta, sem sair do Templ.’. incensa o átrio.

V.’.M.’. -o- Am.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , que sentido tem o Cerimonial do Fogo?

2° Vig.’. Dos quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo, o fogo é tido como princípio
ativo ou dinâmico, transformador, germe da geração, é o mais puro, animador e fonte energética.
Simboliza a força impulsionadora do universo, além de movimento e energia. Seu movimento é para
o alto, ascendente, e seu poder é de criação por transformação. O Cerimonial do Fogo alude a uma
invocação ao Senhor de Todas as Luzes, ao G.’.A.’.D.’.U.’. cujos atributos infinitos estão novamente
sintetizados nas três palavras pronunciadas, por cada uma das Luzes da Loj.’. Ven.’. Mestr.’. -
Sabedoria; 1° Vig.’. - Força; e o 2° Vig.’. - Beleza.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. Orad.’. , que papel o Rito Adonhiramita exerceu
na criação do GOB e na Proclamação da Independência?

Orad.’. Em 15 de novembro de 1815, sob os auspícios do Rito Adonhiramita, fundou-se a Loja


Comércio e Artes que passou a congregar a fina flor das lideranças políticas de então. Em 2 de julho
de 1821, esta Loja se instalou definitivamente e, neste mesmo dia, ficou deliberado o seu
desdobramento para fundar e instalar as Lojas "Esperança de Niterói" e "União e Tranqüilidade",
compondo assim o Tripé sobre o qual se instalaria o Grande Oriente do Brasil. Na realidade, estas
duas Lojas bem como o Grande Oriente do Brasil, só foram definitivamente fundados e instalados no
dia 17 de junho de 1822. Essas entidades maçônicas congregavam as personalidades mais
expressivas da sociedade de então, todas envolvidas nas lutas pela Independência do Brasil. Entre
essas personalidades, encontravam-se Gonçalves Ledo, José Bonifácio (O Patriarca da
Independência),Januário da Cunha Barbosa e o Príncipe Dom Pedro, que foi o 1° Grão- Mestre do
GOB e, motivado por seus Irmãos Maçons, o Proclamador de nossa Independência e o fundador da

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Monarquia no Brasil. Por tudo isso o Rito Adonhiramita, ficou conhecido com o "Pafer Familiae" do
Grande Oriente do Brasil.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 1° Vig.’. , que sentido tem o tratamento "Am.’.
Ir.’." no Rito Adonhiramita?

1°Vig.’. "Am.’. Ir.’. "era o tratamento usado entre os adeptos das comunidades religiosas mais
antigas, para significar o apreço, o respeito e a confiança mútua entre esses adeptos. Era o
tratamento escolhido pelos primitivos cristãos, até para se identificarem entre si; tratamento este que
ainda hoje é empregado pelos pregadores cristãos, ao se dirigirem ao público dentro das Igrejas e
Templos. Tratamento este que deverá ser conquistado pelos méritos maçônicos de cada Ir.’..Sejam
quais forem as relações que um maçom tiver com o outro é proibido usar de outra denominação que
não seja a de Am.’. Ir.’., isto basta para o elogio na Maçonaria, porque este nome sagrado, encerra
em si, todos os sentimentos bons de que o coração humano é capaz de vivenciar.

V.’.M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , onde se colocam os VVig.’. e porque?

2° Vig.’. No Oc.’., para melhor observarem o Sol no meridiano. O Sol vem do Oriente. Para
observá-lo, os VVig.’. devem ambos estar postados numa mesma linha, de frente para o Oriente, o
que só pode ocorrer se eles estiverem sobre o mesmo meridiano. Por isso, os dois VVig.’. do Rito
Adonhiramita se posicionam ao Ocidente, numa mesma linha, perpendicular à linha Or.’. - Oc.’. ,
como os meridianos.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (nome histórico) Dig.’. 1° Vig.’. , quais as competências dos VVig.’.em
Loj.’.?

1° Vig.’. Aos VVig.´. compete a direção das Colunas da Loja, na forma do respectivo Ritual.
Pedem a palavra diretamente ao Venerável por um golpe de malhete e a recebem de igual modo. As
competências do 1° Vig.’. se encontram definidas no Art. 94 do RGF. É a Segunda dignidade em
hierarquia da Loja.Compete-lhe ritualisticamente presidir a Col.’.,do S.’.,distribuir a palavra,controlar
e acompanhar o trabalho dos Companheiros, ministrar-lhes instruções, estabelecer comunicação
entre sua Coluna e o Oriente. Administrativamente, compete-lhe assessorar o Venerável e substituí-
lo em suas ausências ou impedimentos. Segunda das Luzes da Loja personifica Hiram (Rei de Tiro)
e preside a Col.’. da Força.

V.’.M.’. -o- Am.’.Ir.’.(nome histórico) Dig.’. 2° Vig.’. ,quais as competências do 2° Vig.’. em


Loj.’.?

2° Vig.’. As competências do 2° Vig.’. se encontram definidas no Art. 95 do RGF. É a terceira


dignidade em hierarquia na Loja. Compete-lhe ritualisticamente presidir a Col.’. do N.’. , distribuir-lhe
a palavra, controlar e acompanhar o trabalho dos Aprendizes, ministrar-lhes instruções, estabelecer
comunicação entre sua Coluna e o 1° Vig.’. e Oriente. Administrativamente, compete-lhe assessorar
o Venerável e substituir o 1° Vig.’. e, sucessivamente, o Venerável em seus impedimentos ou
ausências. Terceira das luzes da Loj.’., personifica Adonhiram alegoricamente e preside a Col.’. da
Beleza.

V.’. M.’. -o- AAm.’. llr.’. , assim encerramos esta instrução.


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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
NONA INSTRUÇÃO
A Lei Iniciática do Silêncio

V.’.M.’. -o- No Rit.’. Adonh.’., os AApr.’. não falam em Loj.’., em obediência à Lei Iniciática do
Silêncio.Invadidas que foram pelo modernismo e o racionalismo que o acompanha, a Maçonaria,
como tantas outras instituições espiritualistas, esqueceram muitas de suas belas tradições. Em sua
maioria, as LLoj.’. foram transformadas em meros parlamentos em ponto pequeno, onde a parte
essencial da reunião é a concessão da "palavra nas CCol.’.." Assim, oradores mais ou menos
eloqüentes ou felizes entregam-se a uma verborragia, algumas vezes interessante ou útil, mas em
geral vazia e sem qualquer finalidade. Em Loj.’. de Apr.’., devem ser tratados apenas temas
referentes à instrução do grau, devem ser evitados assuntos variados e impróprios, inclusive de
finanças, que só podem ser tratados em Câm.’. do M.’..Desta forma a Lei Iniciática do Silêncio que,
hoje, por ter sido relegada ao completo esquecimento por muitas LLoj.’., ao invés de conduzir o Apr.’.
a pensar, raciocinar e meditar, como devem fazer os Iniciados, a maior parte dos Maçons limitam-se
a falar, falar....Esta verborreia é, como todos sabem, a causa da maior parte das perturbações e
desavenças nas Lojas.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , o que mais tendes a nos dizer sobre a
Lei Iniciática do Silêncio?

2° Vig.’. Como o assunto é muito apropriado para uma instrução sobre o simbolismo maçônico e
como incumbe à Loj.´. o dever de zelar pela preservação dos usos e costumes tradicionais da Ord.´.,
procuraremos aprofundar esse relevante tema, sobre a Lei Iniciática do Silêncio, com os

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fundamentos iniciáticos em que ela se alicerça, para que se conheça a disciplina que deve ser
mantida no Templo.Em certas LLoj.’. se permite aos AAprend.’. e CComp.´. emitir opiniões e
discursar durante as Sessões ordinárias, ao passo que em outras, só os Mestres Maçons têm o
direito de fazer uso da palavra. No primeiro caso, baseados unicamente na experiência que possuem
sobre o procedimento das sociedades profanas, muitos Mestres Maçons opinam para que este
direito seja também concedido aos AApr.’. e CComp.’.. Sendo a Maçonaria, todavia, uma sociedade
iniciática, e seus métodos diferentes, a sua maneira de agir também é distinta. Numa sociedade
profana, o sócio adquire todos os direitos no próprio instante de sua apresentação, ao passo que na
Maçonaria, os membros de uma Loja são submetidos a exames, antes de passar pelos vários graus
e somente quando alcançam o grau de M.’. M.’. é que adquire a plenitude dos direitos
maçônicos.Tomando unicamente por base o fato de ser a Maçonaria uma sociedade iniciática, os
AApr.’. e CComp.’. não podem falar durante as sessões da Loja. Devem se limitar tão somente, a
responder as perguntas que lhes forem dirigidas. No caso de terem alguma comunicação a fazer à
Loja, esta será feita por intermédio do respectivo Vigilante, seu porta-voz natural, ou por sua
recomendação, através do Saco de propostas e Informações. E, de fato, como diz o Ritual, se o
Apr.’. não sabe ler nem escrever, mas apenas soletrar, implícito,será que também não sabe
falar.Este simbolismo, que deriva de uma tradição iniciática, que se perde na noite dos tempos, não
é geralmente compreendido, apresentando-se mesmo, para elidi-lo ou não cumpri-lo, os motivos
mais fúteis e inconsequentes. Mesmo sendo no mundo profano orador de talento ou um grande
Mestre, em qualquer dos ramos do conhecimento humano, o Apr. . nada sabe, pelo menos
teoricamente, relativamente a assuntos maçônicos.Todavia, quanto maiores forem os seus
conhecimentos profanos, tanto mais facilmente conseguirá absorver os ensinamentos e doutrinas de
nossa Instituição, transformando-se, posteriormente, com maiores possibilidades, em um verdadeiro
Mestre em assuntos maçônicos.Durante o tempo de aprendizado, a tarefa do Apr.’. consiste em
observar e analisar tudo o que se desenrola em um mundo para ele, completamente novo, devendo
esforçar-se por aprender, assimilar e adotar usos e costumes maçônicos, desconhecidos no mundo
profano.Durante seu estágio no segundo grau, o Comp.’., livre de quaisquer outras preocupações,
deverá preparar-se para o exercício de suas obrigações de M.’. M.’..Aliados aos estudos que
empreendeu sobre as doutrinas maçônicas, as suas observações relativamente à Liturgia e à
Ritualística o levarão a prestar eficiente concurso à Loj.’..Estes dois estágios são de meditação e de
observação e a razão principal da exigência do silêncio. Existem, porém, outros motivos. Desde a
mais remota antiguidade, o silêncio é a principal disciplina imposta aos iniciados nas sociedades
secretas de Mistérios e nas fraternidades Iniciáticas. A própria palavra "mistério", significa, em
linguagem religiosa, algo de separado, secreto, oculto e de que não se deve falar. Tanto assim, que
nos Mistérios de Elêusis, uma chave de ouro era colocada sobre a língua dos iniciados, como um
símbolo do silêncio a que se obrigavam. Não se lhes exigia, porém, por juramento de guardar o
silêncio e o segredo sobre tudo o que poderiam Ter visto ou ouvido; não obstante, as mais severas
punições eram decretadas contra os tagarelas indiscretos: banimento, confisco de seus bens, a
própria morte e a própria proibição de enterrar o delinqüente em sua terra natal, o castigo mais
terrível naquela época, pelas suas implicações religiosas. Todos os Simbolistas Maçons
recomendam o silêncio. Segundo dizem o silêncio é uma disciplina que fortalece o caráter, sendo
também o meio pelo qual o iniciado pode se entregar à meditação sobre os augustos mistérios,
consubstanciados nas perguntas que preocupam a todo homem que pensa: "Donde vim? Quem
sou? Para onde vou?".São perguntas que o Maçom defronta no próprio dia de sua iniciação, ao
transpor a porta da Câmara de Reflexão, e é através do silêncio que ele conseguirá absorver os
ensinamentos do Ritual.Recomendam, por isso, que, nas reuniões maçônicas, o silêncio deve ser
rigorosamente mantido, não por força de disposições regulamentares ou em virtude dos ditames da
boa educação e das exigências de meras convenções sociais, mas para que possa ser formado o
ambiente de espiritualidade próprio de um Templo. E ao ajudar à formação deste ambiente, tão
propício à meditação, aufere o Maçom benefícios para si mesmo, beneficiando também os demais.
O silêncio é necessário à ordem e à seriedade dos trabalhos. A ele se deve a diferença existente
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entre as reuniões maçônicas e profanas.E como afirma Luiz Umbert Santos: "O silêncio assim
praticado, eleva-se à categoria de virtudes, graças à qual corrigem-se muitos defeitos, aprendendo-
se, ao mesmo tempo, a ser prudente e indulgente com as faltas que se observam".A fim de melhor
ilustrar o que acaba de ser dito, reproduzimos,por oportuno, as palavras escritas pelo Ir.-.
L.Cousseau, a respeito da Lei Iniciática do Silêncio, em seu trabalho "O Maravilhoso Ensino
Maçônico".As suas palavras representam uma instrução suscetível de ser apreciada pelos Maçons,
qualquer que seja os seu grau. Diz ele:"O aprendiz é o período de meditação e de silêncio. O
Aprendiz não pode tomar a palavra senão a convite do Venerável. O Sinal de Ordem lembra-lhe que
deve dominar a exteriorização de seus pensamentos. Lá estarão os seus padrinhos para guiá-lo e
para fazê-lo compreender o que não entendeu bem. Esta Lei do Silêncio deve ser por ele observada
fora do Templo, no que diz respeito à Ordem Maçônica. É, aliás, a promessa que fez ao receber a
luz.Como poderia ele, aliás, sem experiência, compreender inicialmente e dar em seguida aos
profanos, uma idéia justa daquilo que aprendeu?Quando alguém ouve uma linguagem nova, se ele
começar, ao invés de esforçar-se por compreender, a discutir e a contradizer: se sustentar numa
opinião que acredita justa, mas que, em regra geral, não tem a menor relação com o assunto,
perderá, com certeza, desta forma, toda a oportunidade para adquirir conhecimentos novos. Para
poder estar em situação de entender o conteúdo interior da linguagem quando ela se torna
simbólica, é essencial aprender previamente a ouvir. Ouvir é uma ciência, e, se esta ciência faltar,
qualquer tentativa de compreensão literal, sobretudo quando o discurso trata de consciência objetiva
e de união da diversidade e da unidade, é destinada, adiantadamente, ao fracasso, além de estar
prenhe de novos erros na maior parte dos casos. No silêncio, o Aprendiz aprenderá a meditar, a
estudar o que lhe desagrada em seus Irmãos, sendo desta forma que ele chegará a eliminar os seus
defeitos que são, muitas vezes, semelhantes. Aprenderá, assim, a ser tolerante, face às opiniões e
aos atos dos outros. O Maçom atento e assíduo mede muito depressa, aliás, pela própria
experiência, quantos esforços, de tempo e de explicações, são necessários para compreender tudo
o que foi dito.Tornar-se-á claro, então, ser ele incapaz de dar aos seus amigos, uma ideia justa
daquilo que ele mesmo aprendeu. E, dando ideias falsas, corta aos seus amigos toda possibilidade
de se aproximarem do nosso trabalho e dele poder entender alguma coisa. Mas há nesta Lei do
Silêncio, algo de mais importante. Aprendendo a refrear o desejo de falar, o Aprendiz pratica
consciente e inteligentemente, a conservação de forças que seriam realmente desperdiçadas. Pouco
a pouco, ele controla os seus impulsos e esta força que poderia ser gasta, fazemo-la nossa. Esta
prova tem por finalidade o desenvolvimento da vontade e permite atingir um maior domínio de si
mesmo. Não esqueçamos que só um homem capaz de guardar o silêncio quando é necessário,
pode ser seu próprio amo. Nas iniciações antigas, na índia, no Egito, esta Lei do Silêncio era imposta
com rigor aos novos adeptos. Na Ordem Pitagórica, as provas que tinham por finalidade dar tempero
ao caráter do postulante, eram severas. Era-lhe imposto um silêncio perpétuo. Aprendia a dominar a
sua curiosidade, a refrear toda solicitação profana. Este penoso estágio durava, às vezes, cinco
anos. Só “era abreviado para pessoas de elite”.

V.’. M.’. -o- AAm.´. Ilr.’. , assim encerramos esta instrução.

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IINSTR.’. P/. APR.’. MAÇ.’.
DÉCIMA INSTRUÇÃO

Simbolismo dos números 1, 2 e 3

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 1° Vig.’. , o que tendes a nos dizer sobre os
números?

1° Vig.’. O emprego dos números, sobretudo de alguns números, em todos os monumentos


conhecidos é muito freqüente para que se creia que só o acaso os tenha produzido. E neste ponto
da história vem em nosso auxílio. Todos os povos da antiguidade fizeram uso emblemático e
simbólico dos números e fórmulas, e, em geral, do número e da medida. A obra moderna do sábio
francês, Abade Moreuax, -"Ciência Misteriosa dos Faraós", nela se constata de um modo absoluto,
provando, à evidência, que as dimensões, orientação e forma das Pirâmides obedeceram razões
poderosíssimas, pois que elas encerram além de outras verdades (provavelmente ainda não
estudadas), a direção do Meridiano Terrestre, o valor entre a circunferência e seu raio, a medida de
peso racional(libra inglesa), e, a distância aproximada da Terra ao Sol, entre outras
peculiaridades.Todos os povos da antiguidade tiveram um sistema numérico ligado intimamente à
religião e ao culto. Este fato é a resultante da idéia que então se fazia do mundo, idéia segundo a
qual a matéria é inseparável do espírito, do qual exprime a imagem e a revelação. Se, com efeito,
supusermos que as coisas materiais são apenas o invólucro que cobre o invisível, o imaterial; se as
considerarmos somente como símbolos dessa imaterialidade, com mais forte razão os números,
concepção puramente abstraía, poderão ser considerados sagrados, pois que eles representam, até
certo ponto, a expressão mais imediata das leis divinas (que são as leis da Natureza),
compreendidas e estudas neste mundo.

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V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2° Vig.’. , o que mais podeis acrescentar sobre
os números?

2° Vig.’. Enquanto a matéria for necessária à forma e à dimensão; enquanto o mundo for uma
soma de dimensões, existirá um número e cada coisa terá o número, do mesmo modo que as
formas e as dimensões. Há, entretanto, números que parecem predominar na estrutura do mundo,
no tempo e no espaço, e que formam, mais ou menos, a base fundamental de todos os fenômenos
da natureza. Esses números foram tidos sempre como sagrados pelos antigos, como representando
a expressão da ordem e da inteligência das coisas, como exprimindo, mesmo, a própria Divindade. A
China, a índia, A Grécia, mesmo antes de Pitágoras,conheceram e empregaram a "Ciência dos
números" e seu simbolismo, em grande parte, baseado nesta ciência.Vemos pois, que os números
se prestam, facilmente, a tornarem-se símbolos, figura das idéias simples e de suas relações.E toda
doutrina das relações morais e de ligação indestrutível com o mundo material, isto é, a filosofia, foi
sempre exposta por um sistema numérico e representada por números.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. Orad.’. , qual o simbolismo do número um?

Orad.’. O número um, a unidade, é o princípio dos números, mas unidade só existe pelos
outros números. Todos os sistemas religiosos orientais começaram por um ser primitivo. Conquanto
esta abstração não tenha, positivamente, uma existência real, tem, contudo, um lado positivo que o
torna suscetível de uma existência definida: é o que os antigos denominavam POTHOS, isto é, o
desejo ou a ação de sair do absoluto, a fim de entrar no real, considerado por nós concreto. Nos
sistemas panteístas, nos quais a divindade é confundida com a unidade, com o todo, ela tem o nome
unidade. A unidade, só é compreendida por efeito do número dois, sem este, ela torna-se idêntica ao
todo, isto é, identifica- se com o próprio número. A natureza do número dois, ou sua relação com a
unidade, representa a divisão, a diferença.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 1º Vig.’. , o que tendes a nos dizer sobre o
simbolismo do número dois?

1º Vig.’. O número dois é um número terrível, número fatídico. É o símbolo dos contrários e,
portanto, da dúvida, do desequilíbrio e da contradição. Como prova disso, temos o exemplo concreto
de uma das sete ciências maçônicas, a Aritmética, que em 2 + 2 = 2 x 2 . Até na matemática, o
número dois produz confusão, pois ao vermos o número quatro, ficamos na dúvida se é o resultado
da combinação de dois números dois, pela soma ou pela multiplicação, o que não se dá em absoluto
com qualquer outro número. Ele, o número dois, representa: o Bem e o Mal: a Verdade e a
Falsidade; a Luz e as Trevas; enfim, todos os princípios antagônicos ou adversos. Na antiguidade,
este número representava o inimigo, símbolo da dúvida, da traição e do fatídico.

V.’. M.’. -o- Três é o número da Luz (Fogo, Chama e Calor).Três são os pontos que o Maçom
deve se orgulhar de apor a seu nome, pois esses três pontos, como o Delta Luminoso e Sagrado,
são emblemas dos mais respeitáveis; representam todos os ternários, conhecidos e,
especialmente,as três qualidades indispensáveis do Maçom:Vontade, Amor ou Sabedoria e
Inteligência.O desequilíbrio, o antagonismo e a dúvida que existe no número dois, cessam quando
se lhe adicionamos uma terceira unidade.Foi assim que se formou o número três, que se tornou a
unidade da vida,do que existe por si próprio, do que é perfeito.Eis porque o Neófito vê, no Oriente, o
Delta Sagrado, luminoso, emblema do Ser ou da Vida, no centro do qual brilha a letra IOD inicial do
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Tetragrama IEVE.Como explica Ramés, o triângulo entre as superfícies, é a forma que corresponde
ao número três, e tem a mesma significação deste. Assim como o número três é o número completo
da série numérica, do mesmo modo o triângulo o é entre as formas, pois sendo o ponto e a linha, por
si sós, imperfeitos, necessárias são três dimensões para que um objeto tenha forma, esteja
completo. É ainda, por esta razão que a figura do triângulo é o símbolo da existência da Divindade,
bem como de sua potência produtora ou da evolução.

V.’. M.’. -o- Am.’. Ir.’. (Nome Histórico) Dig.’. 2º Vig.’. O Ternário pode ser estudado sob
outros pontos de vista?

2° Vig.’. Sim dentre esses pontos de vista, citarei apenas os principais, que são:
- Do tempo - presente, passado e futuro.
- Do movimento diurno do Sol - nascer, zénite e ocaso.
- Da vida - nascimento, existência e morte; mocidade, madureza e velhice.
- Da família - pai, mãe e filho.
- Do hermetismo - Archêo, Azoth e Hylo.
- Da constituição oculta do ser - espírito, corpo e alma.
- Da gnose - princípio, verbo e substância.
- Da trindade cristã - Pai, Filho e Espírito Santo; ou Pater, Mater e Espiritus Sanctum
- Da trimurti hindu - Brhama, Vishnu e Shiva.

V.’. M.’. -o- Como se pode observar em toda parte encontramos o número três, o ternário, do
qual o Delta Sagrado é o mais luminoso e, talvez, mais puro emblema. Nas Lojas Maçônicas o
ternário é, ainda, simbolizado pelos três grandes pilares: Sabedoria, Força e Beleza. No centro do
Delta está a letra IOD, inicial do Tetragrama (quatro letras) IEVE, símbolo da grande Evolução, ou
"do que existe" e "do que existia". O Tetragrama IOD - HE - VAU - HE, apesar de se compor de
quatro letras, tem somente três dimensões de corpo: comprimento, largura e altura ou profundidade.
O Tetragrama lembra ao Apr.’. que ele passou pelas quatro provas do elementos: terra - água - fogo
- ar. Com certeza já notastes, meus AAm.’. IIr.’., a coincidência que apresentam a Bateria, a Marcha
e a Idade do Apr.’. Mac.’. . Todas encerram o número três: três pancadas, três passos e três anos.
Como vedes, o número três é primordial no grau de Aprendiz e, se este quiser realmente, estar em
condições de passar a Comp.’. deve estudar, cuidadosamente, as propriedades deste número, seja
nas obras de Pitágoras, na Cabala numérica, ou, ainda, nas obras de arquitetura e arqueologia
iniciativas de Vitrúvio, Ramés e outros.

V.’.M.’. -o- AAm.’. llr.’., aqui encerramos as instruções para o Gr.’., de Apr.’. Mac.’. !

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