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Quem você gostaria de ser?

Não só quando crescer, mas também depois, até conseguir


ser o máximo que conseguir. Quem seria, será? Esta imagem ideal de nós mesmos
muitas vezes nos falta, sendo uma das principais causas para a desorientação
existencial. Afinal, quem não sabe para onde vai, não tem como saber como lá
chegar.

Mas e quando parecemos nascer naufragados já na chamada camada 1 da personalidade?
Quando parece que não poderemos ser lá grande coisa por causa de alguma deficiência
física ou mental? O que significa que seremos mais cuidados pelos outros do que
conseguindo ser alguém.

Como Sam Dawson, interpretado magistralmente por Sean Penn, no filme “I Am Sam”.
Sam tinha uma deficiência mental de nascimento que fez com que mesmo adulto tivesse
a capacidade intelectual de uma criança de 7 anos. Como alguém assim poderia
atingir os píncaros das “camadas superiores da personalidade”?

A resposta depende do modelo ideal da personalidade que você está tomando para
avaliar. Se for pelo modelo de Jesus Cristo (camada 12), não só Sam vai “chegar lá”
como já nasceu “pronto”. A inocência, a pureza de Sam, jamais será perdida,
justamente por causa da sua “deficiência”, fazendo do seu amor pela filha (Lucy,
interpretada por Dakota Fanning) algo mais perfeito.

Quantos pais, ao receberem o diagnóstico de que seu bebê tem alguma síndrome, não
encaram como um imenso naufrágio? Porém, não precisam de muito tempo de convivência
com a criança “deficiente” para perceberem que, na verdade, os deficientes eram
eles. Deficientes de amor, sendo reparados pela pureza do filho que jamais
envelhecerá ou se perverterá, mantendo-se perfeito como Deus o fez.

Eis a camada 1, o próprio ser dado por Deus da forma como Ele quis que você fosse.
E ele quis porque te ama. Toda camada 1, portanto, é feita de e por Amor.

Este filme é analisado na aula sobre a camada 1 do nosso curso O Naufrágio nas 12
Camadas da Personalidade.´

Quando nascemos, uma série de características recebemos de nossos pais e


antepassados. Quem, conhecendo o bebê de um casal amigo não procura ver com quem
seria mais parecido? E às vezes nem é com os pais, mas com algum dos avós ou alguém
mais distante na árvore genealógica.🧬

Não só aspectos físicos, mas também de comportamento, como “tiques” que um
antepassado morto antes da criança nascer tinha e, de repente, ei-los de novos nas
gerações posteriores sem que tenham sido ensinados a tanto.💡

Quando falamos da camada 2 da personalidade, estamos falando dessa herança, daquilo


que vem no nosso “hd”, faz parte de nós e que, gostando ou não, faz parte de quem
somos e teremos de lidar até o fim da vida.🧐

Mas não é “apenas” isso que ao nascer recebemos. Além de não escolhermos a família
em que nascemos, tampouco quando e onde, muito menos em qual sociedade, língua e
cultura fomos “plantados”.

Ou seja, se por um lado a camada 2 é uma herança, por outro pode vir a ser também
um destino quando não encaramos essa herança como um chamado para ser conhecida e
integrada, tornando-se parte da nossa personalidade, mas não seu todo. Quando não
fazemos isso não somos mais do que uma música famosa da Elis Regina, que canta:
“Minha dor é perceber / Que apesar de termos / Feito tudo o que fizemos / Ainda
somos os mesmos / E vivemos / Como os nossos pais”.😎🎶
Se você não quiser ser nesta vida apenas o replay de versos de uma música ruim,
deveria considerar seriamente fazer nosso curso O Naufrágio Nas 12 Camadas da
Personalidade. 😉