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Relação de Anton: e Colaboradores
Reloçio de Consultores .......................................................................................................................... .1
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nonuinoolouoonoilioooolnounonoooounltlglonloonolinooooono ¬-..
Introdução....................... .............................. -.
nv.. _..

1-Áre|sdeA.tuaçl0eReI.¡çñe5Interdiscip1imru ........................................................................
2 - Méwdoi e Tomiclfl ............ ...................
3 - Evoluçlo I-lislóriol
3.1 - Mw .-zu

3.2 - Trajemrin no Bnsil ................................... .................................................. ........................... .z


|.nLnb|~JhIIJ;-I
3.3 - Principais wciodndeã. núcleos de pesquisi e Iiormaçio de muusofi Immmos
4 - Bibliognfia Reoomenduh ...................................................
IIIIIIIIIIIIIIIOIIIIIIIIIÇÍIOÚIIIIOIQCII 7

Capítulo 1 - A Terra em Transformação ....................... .-


uu...-.

. ...nu .

1 - O Tempo Geológico .................................................................................................................. no

2 - História Geológico ....


3 - Dinâmica da EvoIuçio..........
3.1 - Dinlmiol unem: no-.uv

3.2 - Dinlmicl
3.3 - Inner-rehqoes ................... _ .............................. .. L-5Lfi&O\OUNII0- I- I
4. O Homem oomo Agente Geológico
5- Bibüogrlfia Recomendado .............................................................................................................

nooououtnnuonooolouloo
.15
Capitulo 2 - Minerais e Rochas ............................-
..... 1.

.¢..

1 - Oonceiroe ....................... ................................................................. .z 311: Fil-*ri -\-I -hlzl


1.1 - Minerús ................................... .. .......\8
1.1.1 - Pmpdedldfl fisicos , 18
1.2 - Roche: ...................................... ú... ÍÍÍÍÍÍ19
12.1 - Feiqñes mmroooópicu _ .. ......2l
1.2.2 - Feiçoes microooóvions ..... ._ ......2l
2~ Minerais Formadores de Rocha ........21
2.1 - Silicaws. ...... .......2l
2.1.1 - Neaoosilicams ................... ..
2.1.2 - Inouilicatos ..... H .......24
7.1.3 - Filoaailicaloe .... ....................... .25
2-1.4 - Tectoesilioatoe . . . . .. . .. ..... 0......

2.2 - Não-silicalus ................................. ._


2.2.1 - Elementos nativos ..................... __
211.2 - Sulfezos ................... ......... _.
leur:
2 2 3 - Ózàaoâ = núúzózâúúz ...........................................................

1 _

IFO O DO OIO IO IO OI IOIO ÓIO O OI IOQ .


xxvi Sumáno

2.2.4 - Carbonatos ......................................................................................................... ._ 25


2.2.5 - Halóidcs ............................................
___.....25
2.2.6 - Sulfatoã
3 - Rochas Ígneas ................ .25 .... _.
3.1 - Composição . . . _ . . . . . . . . . . . _ . . _ . _ _ _ _ . . . . . . . . . _ . _ . . _ _ . . . . _ _ . . _. .25
3.2 - Formas de ocorrência .26
3.3 - Estruturas e texmras ......................... .. .26
3.3.1 - Estfllluras ................................. ._ .26
3.3.2 - Texturas ........................................ _. .26
3.4-Classiticação _ .28
3.5 - Granitos ....... ............................................................ __ _23
3.6 - Dioritos_._.._.... ........................................... ._ .28
3.7 -Sienitus ...... .30
3.8 - Basaltos .BG
3.9 - Peridotiros e píroxenilos .3l
3.10 - Rochas piroclásri-:Las ........... __ _31
4 - Rochas Sedimentares ................................ _.32
4.1- Modo de formação ................ _. .......32
4.2 - Classificação ......................................... _. .__....32
4.3 - Rochas detríticas (ou elásticas) _.__...32
4.4 - Calcãrios e dolomitus 32
4.5 - carvão 34
4.6 - Evaporitos, chert e diatomitos 34
5 ~ Rochas Metamórficas 34
5.1 - Esrriituras e texturas ........................ _.
......................._ 35
5.2 ¬ Metamorfismo local _ . 35
5.3 - Metarnorfismo regional 35
5.3.1- Ardósias. filitoa e xistos 36
5.3.2 - Gnaísses e migmatitos 36
5.3.3 - Mármores, quartzitos e outros _________________________ __ 36
5.4 - Metamorfismo dinâmico ......... __ 36
5.5 ‹ Nomenclatura ............... ............................ _. 37
6 - Bibliografia Recomendada ....................................................... _. 37
........................................

Capítulo 3 - Estruturas dos Maciços Flochosos .............. ....................... ._ 39


1 - Estruturas Tectônicas ......................................................................................................... ._
1.1. ¬ Dobras ..................... _ _ _ _ . . . . . . . _ _ . _ . . . . __ _ . _ . . . . . _ _ . . . . . . . . . . _ _ _ _ . . . . . . . . _ _ _ . . . __ .B9
1.2 - Foliações e 39
1.3 - Bandas e zonas de cisalhamento dúctíl .40
_4O
1.5 - Falhas ...................................................... ._ _42
I Estruturas Ateclônicas ........................................ _. 42
- Comportamento Mecânico das Rochas ...................... _.
- Principais Tipos de Deformação
- Levantamento Estrutural
O\Lh-lã-L-tJl¬-J - Características das Desoontinuidades
6.1 - Conceitos básicos
47
6.1.1 - Descontinuidade geomeeãnica
6.1.2 - Maciço roclloso 4-7
47
6.1.3 - Anisolropia ................................ __
6.1.4 - Efeito de escala ................................ __ 47
r«_2 - Parâmetros descritivos das clescontinuidades 47
6.2.1 - Orientação espacial ...................... ....... __ 48
6.2.2 - Persistência ........... __ . . . . _ _ ._ _ _ _ . _ _ . _ . . . . . . . _ . _ _ _ _ .. .. _ . . _ ._ _ _ _. _._ 48
6.2.3 - E.-:pagamento ..................................................... __ 49
6.2.4 ¬ Irregularidade e rugosidade das superfícies 49
6.2.5 - Abertura e preenchimento .......................... .. _ _ . . . . . . . _ . . .. . . __ _ _ _ _ . _ _ _ . _ . . _ .. . _ . _ _ _ _ __ 50
6.3 - Levantamento sistemático _________________________ __ 5D
7 - Projeção Estereográfica ................................................... _. 51
8 - Bibliografia Recomendada ................................................................................................ ._ 52
................................ _. _..___..55

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_ 57
Capítulo 4 - Geologia do Brasil .............................................................................._
1. _ Evolução 'lectonica da Plataforma Brasileira ....................................................................................................U5?
2 - Embasamento Pré-Czunbriano .......................... ...............
2.1 - Complexos de alto grau [cinturões granulíticos) .............. ............ _. 60
¬-----.S9
12 _ Complexos gnáissico-granitoides de médio grau (escudos) 61
z_3 _ Seqüências de xistos verdes 61
2_4 - Faixas vulcano-sedimentares dobradas e metarnorfizadas 62
3 - Bacias Fnnerozoicas ......................................................... 62
3.1- Bacia do Amazonas ..............._. 62
3.2 - Bacia do Alto Tapajós 62
3.3 - Bacia Parecis-Alto Xingu 62
3.4 - Bacias do Parnaíba e Recôncavo-Tucano 63
3.5-Bacia do ........ _. - 64
3.6 ~ Bacias Costeiras
3.7 - Atividade magmátiea mais recente.......___ ..-....65
4 - Depósitos Cenozóicos ................. ....... ..65
65
4.1 - Depósitos e coberturas terciarias ................ _.
4.2 - Depósitos quaternários .............. ___________________ ..
5 - Sismicid;-.ide
6 ¬ Bibliografia Recomendada ............................................................................................................. _. .____..67

69
Capítulo 5 - Clima e Relevo .......... ......... . .......... ............. .................. ._
69
1 - Clima 69
2 - Dinâmica da Atmosfera Tropical ........._ 11
2.1 - Fenômeno El Niño e Oscilação Sul .... 72
2.2 - Mudanças climáticas ........ _. 74
3 - Clima. do Brasil ________ __ T4
3.1 ............ .. 75
3.2- Precipitação .............................................. ________ _.
3.2.1 - Precipitação e dinâmica superficial ........'¡6
3.3 - Classiñcações climáticas ____________ ._ ..._..__T7
4-Relevo ................................... ......... __ ___.___.'i')
'F8
4.1 ‹ Vertentes .............................................................
4.2 - Atributos morfométricos das vertentes e do relevo _____ __ ..__....79
4.3 - Formas de relevo ................................................ ........BÚ
81
4.4 - Condiciortantcs Iitoestruturais do relevo .S1
5 - Coberturas Detríticas .EL
6 - Tipos de Relevo e sua Distribuição no Território Brasileiro ..... ._ .SS
7 - Bibliografia Recomendada

' 6 - Solos em Podologia ............................................................................_


Capitulo av
1.-Fatores de Formação do Solo ......................................................................................................................... ._
1.1 -Rocha ....................... ............ ..
1.2-Clima .... _________ _.
1.3 «Relevo ..... .
1.4 ¬ Organismos _
_ - Tem po ..........................
15 _
2 -Processos Pedogenéticos _
2.1 - Formação do substrato pedogenético _
2.1.1 - lnremperismo físico .............. -___
2.1.2 - Intemperismo químico
2.2 - Difer-eiiciação dos horizontes.__._.......___.....
3 -Perfil de Solo ............................................... ....... ._ .
4- -Classes de Solos e Caracteristicas Geotécnicas
4.1 - Solos minerais não-hidromórficos ..............
4.1.1 - Solos com horizonte B latossólico
r-l._l 2 - Solos com horizonte B texturnl .......................... ._ _ _._. __. . ....
4.1.3 - Solos com horizonte B câmbico ou incipiente _
4.1.4 ~ Solos rasos, sem lioriz.ontz-.- B 1 -a.
4.2 - Solos hidromorficos mirteirals _ ä ä šlfiieífiãflšfi išâ ä äëš
4.2.1 - Materiais arenosos ................................................................................................. __

.f¡.ó . . . . . . . . . . .
xxviií Sumário

4.2.2 - Materiais art-:no-argilosos ou argilo-arenosos .............................................. _.


4.2.3 - Materiais argílosos .................................. ..... ._ 96
4.3 ~ Outros solos ........................... ... . ....__ ..___ _. . - _ V V - -‹ ‹ . - - - ` H H
97
4.31 - Areias Ouartzosas _.._.. . . . . . . . . ._ 9?
4.3.2 - Vertissolos ................. ._ _.._.9?
4.3.3 - Solos orgânicos _. .....9'/'
5 - Mapas Pedologicos .................................. .____.. . . .. ___._97
5.1 - Elaboração dos mapas pedologicos .......................................... .... ..... ._ _..._97 :1`
5.2 - Utilização dos levantamentos de solos em Geologia de Engenharia ____.97
6 ~ Bihliogra fia Recomendada ........................................................................................................... _. ._.._98
.................................. _. 99

Capítulo 7 - Águas de Superfície .......... ....... ....... ........ ........ 101


I - Ciclo Hidrologico ......................................................................... _.
2 - Balanço Htóúeú ................ '''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''ÍÍÍÍÍ ..101
1
2.1 - Escoarnento superficial ............... __ _.1EIl
2.2 - lnfiltração .................. ..l01
2.3 - Evapotranspiração ..... __lÚ2
3 - O Papel da Cobertura Vegeta1.__... ............ _. ..l03
4 - Vazão ................................... ............. ___. 103
S - Bacias Hidrográficas .......... _. 104
5.1 - Características morfológicas 104
5.1.1- Forma .................... 105
5.1.2-Relevo ................... .................. _. 105
5.1.3 - Padrão de drenagem 105
5.2 - Sistemas de classificação dos rios 106
5.2.1 - Classificação genética 106
5.2.2 - Classificação geométrica 106
ó - omàmiez Fluvial ''''''''''''''' " 106
6.1 - Erosão, transporte e deposição de sedimentos . 107
6.1.1 - Erosão fluvial ................................................. __ 107
6.1.2 - Transporte e deposição de sedimentos 108
6.2 - Morfologia fluvial ............................................ 108
õ.3 - Lzúzs das nos ........ "ÍÍÍÍÍÍ.`ÍÍf.ÍÍÍ. 108
6.4 . Perfil longitudinal . 109
7 - Bibliografia Recomendada ............................................................................................................ ._ 109
.109

Capítulo 8 - Águas Subterrâneas ..... ........ .......... ........... ...... ..111


1 - lrifiltração e Escoamento Subterrãtieo ........................................................................ ._
1.1- Zonas de umidade do solo ..... ..... __ 111.
1.2 - Escoamento subterrâneo .......................... ._ 111
'Z ¬ Propriedades Hidráulicas 112
2.1 - Porosidade .............................. 11?
2.2 ¬ Permeabilidade e Lei de Darcy ............ __ 117
2.3 - Transmimividade ................. ............ ._ IIS
2.4 - Armazenarnenlo 121
3 - Regimes de Fluxo 12]
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H .nm.¬.."..
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an.t.
4 - Escoamento em Meios Fraturados 122
4.1 ~I_eisdeescoarnento em fraturas...._... ............ _. 122
4.2 - Fluxo em maciços rochosos 123 O -ft-i 1
5 - Tipos de Aqüíferos_.__.._..._____._........___._.. ¬. 125
6 ¬ Ações Mecânicas e Fenómenos 1.26
127 o¬¬›. 'L

6.2 - Efeitos do rebaixamento do níve1d'ág-ua subterrânea ______ _. 127


6.3 - Força de percolação ................................ .. .._ _ . . . . . . _ _ . _ _ . _. 128 lí
2 - Bibliografia Recomendada ...................................................... __ 129
130

Capítulo 9 - Processos de Dinâmica Superficial ....... ........... ............ _. 131


1 z Conceitos Básicos ._ ............. ....................................................................................................... __
1.1- Processos ........................... ....................................... __ _._....131
1.2 - Tempo, espaço e velocidade ........................................................................................................................ __ 131
..... _. 131

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Sumário :txix

_____ 132
- Variação dos processos......... ................................................................................................... __ 132
-i-- -hu! Abordagens de estudo 132.
1.4.1- Métodos .... .._.._...l32
1.4.2 - Estratégias ......................... . . . .. . . . . . . . ._ ._____._.l]~3
2 - Principais Processos de Dinâmica Superficial 134
2.1 - Classificação dos processos ................
2.2 - Classificação por esferas _ 134
2.3 - Modificações antrópicas _ ____________ __ 134
3 - Erosão ..................................... ..... ._ _.___....134
3.1 - Erosão pela água ...................... __..__...135
3.2 - Fatores condicionantes da erosão _______ ..135
3.2.1- Chuva ..................... 135
3.2.2 ‹ Cobertura vegetal 135
3.2.3 - Relevo _. 135
3.2.4 - Solos . . ..... ....._.....136
3.2.5 - Substrato rochoso ..... ...........l36
3.3 - Erosão eólica ...... __ 136
3.4 - Erosão de leitos rochosos_.._.._. ..... _. 136
4 - Movimentos de Massa ........... ........._. .....___.137
4.1 - ttzstejos .........._ 137
4.2 - Escortegamentos ..................... . ........ ._l39
4.3 - Movimentos de blocos rochosos _____.l_39
4.4 - Corridas 14-U
5- Assorearnento
5.1 - Regiões de solos arenosos finos ........_. ..._..141
5.2 - Assnreamento de reservatórios ._____1-11
5 - lnundação ___._.1-12
6.1 - Regime fluvial 143
6.2 - Rios em equilíbrio _._...l_43
6.3 - Fenômenos climáticos excepcionais ._____l4›3
7 - Subsidencias e
8 - Processos Costeiros .......... .............. __14-5
8.1 - Conceitos básicos ....................... ....... _. ............ ..145
8.1.1 - Ondas e deriva litorânea 145
8.1.2 - Variações do nível do mar e mudanças da linha de costa _......1.4›6
8.2 - Morfologias costeiras .......1-16
8.2.1 - Praias_____ ._ ......... _. ._...__146
8.2.2 - Dunas ._._._.147
8.2.3 - Mangues ____________________ _. .._.._.1-48
8.2.4 - Reslingas ............... ._ _...__.l48
8.2.5 - Lagunas ..... ._ 148
8.2.6 - Falésias ..... .. __.___.l48
9 - Outros Processos _______ __148
9.1 - Casos particulares de intemperismo 148
9.1.1 - Alívio de tensões.__..._.____....._ __.....1_50
9.1.2 - Expansão ....... ..___._15U
9.1.3 - Empastilharnento ..... ._ _.__.__151
9.1.4 - Canalículos __.....15l
9.2 - Sismos induzidos ........ 152
10 - Bibliografia Recomendada _

Capitulo 10 - Estado de Tensão dos Nlaciços Flochosos .......................... __ 153


______._153
1- Conceitos Básicos ........153
1.1 - Tensão e campo de tensões .____...l.55
1.2 - Conceitos de tensão 1.55
2 - Origem das Tensões Naturais .... 155
2.1 - Tensão devido à força da gravidade 156
2.2 - Medidas do estado de tensão ............... ._ ._.._._.`156
2.3-Tensãodeorigcnitectõnica . .._ . . _ . . . . . . _ . . . . _ . . . . . . .._ 1.57
2.4 - lnfluências secundárias .... ''''' " ÂÂ_ÍÍÍÍÍt5v
O IÓO IÓ IO IO IO O O IO IO IOJQ 2.4.1- Ten:-Zio tectõnica ...._...157
2.4.2 - Tensão residual .__.__..15'l
íi. 2.4.3 - lntrusoes...._.__.....____...... ..... _. .._.__..157
E
10 2.4.4 - Erosão e isostasia
2.4.5 - Superfície topogrãñca
.___....l57
................._153
li 2 4.6 - Estruturas geológicas ......................................................................................................... ._
O
xxx Surnário

3 - Tensões Induzidas em Engenharia .......................................................................................................................... ..


4 - Métodos de Determinação de Tensões 153
4.1 - Avaliações sismolúgícas ........ ------------...l59
-¬1-59
4.2 - Avaliações geoesrruturais ........... ..
4.3 - Breokoar .......................... ..'..;¿ ............. ...lõfl
4.4 - Principais métodos de rnediçao de tensao ............... ._ .. 160
4.5 - Outros métodos de determinação de tensão_........ .......... ._ ...161
5 - Bibliografia Recomendada ................................................................................................................................. .. ...151
...ltil OIOI IÍ. eese1-1.-all
...
Capítulo 11 - Métodos de Investigação....... ......... ........... ...... .. ...... ._ 163
.at
1 - Procedimentos ........................................................................................................................................... . .
1.1- Roteiros usuais ..... ...... ............._ ..... ..163
0”.
1.2 - Métodos e etapas de projeto
2 - Investigações de Superficie ...........
.. .. ..........
. ... . . . . . .. . . .
.'I..I...H
. I .' _ . V ' H
.__ 163
H ...164
I*.
2.1 - Interpretação de imagens . . . . . . .. . . . . . . . . . .._ _. 164 O”.
2.2 ~ Mapeamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . _ . . . ._
3 ~ Investigações Geofísicas........ . . . . . . . . . . . ...___... . . . . . . . . .. . . . . _ __ ..... ..165 Oii'
.I
3.1- Planejamento ........_._...... .. . . _. .. ..... ..l65
3.2 -Aplicabilidade ....... ............ _. _ ..l66 OI
3.3 - Mézedús gzoziézfàesz ........................... .Íf.ff. ._ 166
3.3.1 - Eletrorresistividade ................................... .it
..166
3.3.2 - Potencial espontâneo e polarização induzida . . . . ... . . . Á V - ` - - 'V .- I ‹ .` I . .- H .. 166
3.3.3 - Condutividade ................ _. ..169 O*
3.3.4 _ nzúzf az pzzzzzzçâz no sšiti'ÂÍÍÍÍÂÂÍÍÍÇÍÍ""""""`ÍÍffÂÍffÍf ````````" . ÂÍÍÍÍÍÍ ..l7D .Í
3.4 - Metodos sísmicos ................... ..171
3.4.1 - Sísmica de refração ..172
3.4.2 - Sísmica de retlexão ....... ._I.?2
._Lt-_*
3.4.3 - Ensaios sísmioos entre furos ............................ ..l74
3.4.4 - Métodos de investigação de áreas submersas ..176 .`"
É

3.5 - Métodos potenciais ........ ............................. ..... ._ ..178


3.5.1- Magnetometría . . . . . . . . .. . . . . . .. . . . . . . . . . ._ ._ ..l.B1
3.5.2 - Gravimetria ..18I
3.6 - Posicionamento ..................................... ........._ ......`182
3.7 - Utilização de computadores na Geofísica ......132
' 4 - Investigações Mecânicas .................................. ......183
........183
4.1 - Poço e trincheira de inspeção ............................... _. 183
4.2 - Sondagem .a varejâo .............. ..
4.3 - Sondagem a trado ............... ._ 184
4.4 - Sondagem a percussão . . . _ . . . . . . ... . . . . . . . _. .184
4.4.1- Ensaio SPT .......................... ....... . .. ._ .185
4.4.2 - Ensaio de lavagem por tempo .. .13S
4.4.3 - Coleta de amostras ............... ...................... _. _. .l36
4.5 - Sondagem rotativa 187
4.5.1 - Medida do nível d'ág11a ... ._ .IS7
4.5.2 - Medida do desvio da .189
4.5.3 - Orientação dos testemunhos ........ _. .. .189
4.5.4 - Recuperação dos testemunhos .l9D
4.5.5 - Amostragem integral..._........_......_ .190
4.6 - Sondagem a rotopercussão 190
4.7 -Trado oco _ ........... .. 190
4.8 - Outros tipos de sondagens mecânicas 190
4.9 - Galeria de investigação 191
4.10 - Ensaios em furos de sondagem ........ .. 191
410.1 -Ensaio deinfiitração ............_. 191
4.1112 - Ensaio de perda d':‹igua sob pressão...... ........ ._ __ 191
410.3 -Slug rest ............... ._ 193
192
4.1114 - Sonda Hidráulica Mu1titeste(SHM)
410.5 -Teste de Registro Hidráulico (TRH) ........... ......... _. _. 193
4 10.6 - Ensaio tridimensional de permeabilidade (ensaio 3D) . .. .. . . . . . . . . _ . . . . . .. . . ._ ._
4 lU.7 - Obturador de impressão ............................ .. 193
4.|r1R - Vidcoscopia _. 193
4.11; 'J - Ensaio de injeção de cimento ......... ._ .. ÍÍÂÍÍ 193
4. 1 "t. [0 - Borehole Deƒønnation Gauge (BDG) . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . .. ._ 193
4.1111. I1 - Fraturamentu hidráulico ................ _. ................................................................... .. 194
.....194

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'¶:e ~e-~°e~° °"'*


0
¬ff Sumário :oori

194-
4.11 - Outros ensaios .......................................... .___ ....... ._¿..... ........................................................ ._ 194
411.1 - Ensaio de infiltração em poço de tr1speçao.._..... _ _ . . . . . . . . . . . .. .. . _ . . _ _ . . . . . . . _ . _ _ _ _. 194
411.2 - Ensaio com traçadores ............................ 194
5 _ Instrumentação ................. 194
5,1 - Hidráulica.............__. ............... ..... _. 194
5_2 - Mecânica ................... ........ ._ 195
5 _ Apresentação dos Resultados ................... -_ 195
5_1. Perfis de sondagens 196
6.2 - Seções geológico-georécníuas 196
5,3 - ..... __ _ 196
6.4 - Relatório 196
7 - Bibliografia Recomendada

capitulo 12 - Caracterização e Classificação de Solos ..... .......... ....... .. 19?


197
1. Caracterização dos Solos _ 197
2 _ Çtzzsificação Textura! ou Granulomélzrica ........ _. 191'
3 - Classificações Genética; 19'?
3.1 - Classificação geológica 198
3.1.1 - Solos in sim ou residuais 198
3.1.2 - Solos transportados 199
3.1.3 ¬ Utilização da classificação geológica em Geologia de Engenharia 199
3.2 ~ Classificação pedológica 200
3.3 - Perfis de alteração 203
4 - Classificações Geotécnicas Convencionais 203
4.1 - Sistema Unificado de Classificação de Solos (SUCS) 203
4.2 - Classificação do Highway Research Board (HREI) 204
4.3 - Lirnitações das classificaçõeã convencionais 206
5 - Classificações Geotémicas Não-Convencionais 206
5.1- Classificação ._._.._.2Í}6
5.2 - Ensaios da classificação .....___206
5.2.1 - Ensaio de compactação Mini-MCV .__207
5.2.2 - Ensaio de perda de massa por imersão ..... ._ 207
_ 5.3 - Classificação MCT e propriedades dos grupos _ 207
5.4 - Limitações da classificação MCT ................ ...208
6 - Classificações Geotécnicas Eltpeditas de Solos .......... ._ .208
O000 0 0 0 6.1 - Classificação expedita SUCS
6.2 - Classificação expedita MCT ..........
.208

000 0 0 0 7E -- Propriedades Geotécnicas dos Solos


Bibliografia Recomendada
.209
.21Í.`I

..... 211
Capítulo 13 - Caracterização e Classificação de Maciços Flochosos ....... ..
.212
l- Caracterização de Maciços Rochosos ______ ._ .2l2
1.1 - Litologia ................................. .213
1.2 ¬ Alteração 213
- Coerência 214
- Descontinuidades 21'?
I-i -*I-0 ¿.n`r=›i. -› - Descrição em testemunhos 217
1.6 - Descrição em afloranientos .........21'f'
2 - Ensaios para Caracterização de Maciços Rochosos 218
2.1 - Caracterização petrogrãfica 218
2.2 - Propriedades índices ........ _. 213
2.3 - Propriedades mecânicas ............ ._ ..218
2.4 - Propriedades hidráulicas ..219
2.5 - Ensaios geofisicos ..2l.9
2.6 - Retroanálise ....219
3 - Classificações Geomecãnicas ............... ._ __219
3.1 - Critérios._.__.................... ..220
3.2 - Classificações ..2?.lÍI
3.3 - Sistema RMR ........ ._ ..222
3.4 - Sistema Q ............. ..224
3.5 - Outras aplicações .225
4 - Modelos Geornecânicos ..225
5 - Bibliografia Recomendada ......................................................................................... _.
000000
M
1; Q
xxxti Sumário

Capítulo 14 - informática ....... ............................... ......... ........_ 227


- Representação Gráfica de Dados Geológicos ................................................................................................................. ._ 227
Tratamento de Dados Geológicos .................. 230
Dispersão de Atitudes ................ ......_.23(J
- Blocos lnstáveis em Escavações.................. ____,___23'¿
¬ Bancos de Dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . . . . . . . . . . . . . _ , . . _ . . . . . . . . . . . . . . . _ . . , _ , . , _ , . . . . ..23-4
›-I-F* Sistemas de Informações Geográficas (SIG)
UNLA
U3
FJ |II
............... ._ ........235
6.1 - Conceitos básicos em SIG ......................... ,,______23‹5
6.2 - Tecnologia e pacotes de software para SIG ........237
6.3 - Sistemas gráficos ....._..238
6.4- « Exemplos de aplicação de SIG em Geologia de Engenharia ............... ._ 239 H'
7 - Bibliograña Recomendada ............................................................................................................................................. ._ 241 '

Capítulo 15 - Estabilidade de TaIudes........ ....................... ..... .... .. 2.43


1 ~ Classificações de Processos de loslabilização ..................................................................................................................244
2 - Fatores Condicionantes ............................... ................................... _. .......245
2.1 -Substrato .................... ..... ______,245
2.1.1 ‹ Maciços terrosos 246
_ 2.1.2 - Maciços ro‹:hosos........ 248
2.2 - Agua de súbsuperfície `______'_15n
2.3 - Chuva ...................... ______________________________________ ,,25(]
2.4 - Cobertura vegetal ....................................... .. 252 `
2.5 ‹ Ação antrópica 253
3 ~ Métodos de Investigação 253
3.1 - Levantamento de dados preexistentes....... 253 .
3.2 - Investigações de superficie .......254
3.2.1 - Levantamentos de campo .......254 -
3.2.2 - Levantamentos topográt'icos......... ............ _,
3.2.3 - Levantamentos fotogramétneos .......256
3.3 - Investigações de subsuperficíe ...............
3.4 -Instrumentação .........................
3.5 - Ensaios de laboratório e ir: st`rt.r...... 259
4 - Métodos de Análise de Estabilidade......... .......................................... ._ .......26í.l
-1.1 - Métodos analíticos ......................................... ._
4.2 - Retroanálise .............
4.3 - Abacos de estabilidade ................. .......262
4.4 - Metodo da projeção estereográfica 263
4.5 - Método gráfico .......263
5 - Obras dc Estabilização ..... ....
5.1 - Estabilização de taludes rodoviários: o caso da SP‹25ü .............................................. ..........2›55
5.2 - Estabilização de taludes de mineração: o caso da Mina da Alegria, Mariana (MG) ..........266
6 - Bibliografia Recomendada ............................................................................................................................................. ..269

Capítulo 16 - Controle da Erosão Urbana..... ...................................................... .. 2?1


1- Regiões ..........271
2 - Urbanização e Erosão .................... ..........271 .-
3 - Métodos e Técnicas de Investigação 273 -
3.1 - Mapearnentos regionais.............. ..........273 _.¿
3.2 - Cadastramento de erosóes ..........273 ':
.Pr
3.3 ~ Investigações diretas 274 '-
4 - Medidas Preventivas ..... _ _. ..........274 .-
4.1- Aspectos legais......................._....._ ..........274 'z
4.2 - Cartas preventivas _ .................... ..........'274 Ê
4.3 - Recomendações para urbanização 274
5 - Medidas Corretivas.......................................... ..........276
5.1- Análise do desempenho de obras _ i
5.2 - Roteiro para a concepção de um projeto ................................... _. ..........2T?
5.3 - Critérios de projelc das estruturas dc combate 21-'R *
5.3.1- Hidrologia aplicada .........2?‹*5
5.3.2 - Estruturas de combate .........279
5.3.3 - Hidráulica aplicada .... .........'280 =
za - Bibla. .grana Rzzúznenazóz. ..................................................................................................................................... ..2s1 ;

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-,_z.‹Hr_-in:|_.,ua`v._ -e1lm., .

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Sumário xxltíii
I
E

Capitulo 17 - Cartas de Geologia de Engenharia ....... ...... ..................... 283


_ um -ões ........................................................................................................................................................................283
1 AÊ1 .gübras civis .......... ..._ ........ ....... ........284
284
1_z - Planejamento c meto ambiente . . . . . . .. .. . . . . . . . . . . . . . .. .. 285
2 - Qualidades dos Produtos . .. . . . .. . . . . . .. . . . . . . . . . . _. 285
3 - Aspectos Históricos ........ _. 286
i
4 . Metodologias Estrangeiras
l 4,1 - Metodologia francesa ........2S6
4.2 - Metodologia da [AEG ..... .. 288
l 4_3 _ Metodologia Puce 289
4_4 - Metodologia Zerrnos 290
4.5 - Metodologia Gasp .......
5 - Metodologias Brasileiras
5.1 - Memduiogia do [G-UFRJ'
5.2 ¬ Metodologia do IPT ........292
5.2.1 ¬ Levantamento preliminar ........294
5.2.2 - Investigação orientada _ ........294
5.2.3 ¬ Compartimentação final ........294
294
5.2.4 - Estabelecimento das medidas de controle 295
5.2.5 ¬ Representação cartográfica ........ ..
., ........ 295
5.3 - Metodologia da
5.4 - Metodologia da UFRGS ........298
5.5 - Metodologia do IG-SP
6 - Bibliogntfia Recomendada .............................................................................._.

Capítulo 18 - Riscos Geológlcos .......... ............ ............... 301


1 - Conceitos Ftmdarrtentais 301
2 - Cartas de Risco Geológico 303
3 - Metodologia de Elaboração ................ 303
3.1 ‹ Levantamento de dados básicos 305
3.2 - Mapeamento 305
3.3 - Representação cartográfica
4 - Apresentação das Cartas de Risco .........307
307
S ~ Prevenção de Acidentes Geológioos 308
6 - Planos Prevenlivos de Defesa Civil (PFDC)................... 309
6.1 - Planejamento para situações de emergência........ 309
6.2 - Etapas dos atendimentos emergenciais 310
6.3 - Informações públicas e treinamento 310
7 - Bibliografia Recomendada

Capítulo 19 - Escavações ......... ............. ................ ...... ............._. 311


312
1 - 'Tipos de Escavação 312
2 - Condicionantes Geológicos ..... ........._.
2.1 - Efeitos das escavações ......... .. .........3l2
2.2 - Escavabilidade .......... ................... ._ .........312
2.3 - Estruturas geológicas . ..........313
2.4 - Classificações geomecãnicas ..........314
2.5 - Perfurabilídade ..........314
3 - Equipamentos e Métodos de Esawação em ..........315
3.1 - Escavações a céu alberto ..........3l5
3.1.1 - Decapeamcnto ..........31S
Í
I
3.1.2 - Dragagcm........................... ..........316
3.1.3 - lavra por lira........-............... ..........316
3.1.4 - Est.-avações convencionais ........ .. ..........317
3.2 - Escavztçfitas subterrâneas . . .. . . . . . . . .. . . . . . ._ .._.....317
3.2.! - Obras civis ............... .. .......318
3.2.2 - Mineração _ .......31E
3.2.3 ‹ Equipamentos de carregamento e transporte .......319
3.2.4 - Escavações mecanizadas .......319
3.3 - Controle de águas subterrâneas .......... .......320
4 - Escavaçñes em Rocha com o Uso de Explosivo .......321

I'

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tro o o o o eo o o o o o o
xxxiv Sumário
-_.- I__
te
4.1 - Escavaçoes a céu aberto .........321
4.1.1 - Equipamento disponível .........321
4.1.2 - Altura da bancada ...... ..;......321
4.1.3 - Malha de furação .........321
4.1.4 - Explosivos._..._........................ .........322
4.1.5 - Acessórios dos explosivos .........323 ,_

4.1.5 - Razão de carregamento .........324 -sé _|'


4.1.7 - Seqüência de detonação .........324
4.1.8 - Resultados do desmonte .........324 J.
4.1.9 ¬ Fogo controlado de contorno ‹.-.:Íf'z-
4.2 - Escavaçöes subterrâneas .........326 1

4.2.1 - Esquema de fogo ..... .........327 à-f


4.2.2 - Equipamento de furação ........ .........328 \
4.2.3 - Carregamento dos expl<›sivos........ ,...,.,..329
4.2.4 - Serviços complementares .........329
4.2.5 - Serviços auxiliares
5 - Bibliografia Recomendada .........33Ú

Capítulo 20 - Materiais Ftochosos para Construção .... .............................. ._ 331


1 - Conceituação .........331 Lt:..t'r¬á.I-ir`e›.-n":'a.=~.- ›'
1.1 - Agregados .........331 .ii
1.2 - Pedras de revestimento .........331
2 - Principais Funções dos Materiais Rochosos
2.1 ‹ Agregados
.........332
.........332 1
2.1.1 - Concreto hidráulico 332 el'
2.1.2 ‹ Concreto betutninoso .........332 _'Ene

2.1.3-Lastro de ferrovia .........332


2.1.4 - Enrocamento .........332
2.1.5 - Filtro de barragem........ .........333
2.2 - Pedras de revestimento .........333
3 - Qualidades Desejáveis ........................... ..333
3.1 - Agregados .........333
3.1.1 - Concreto hidráulico .........333
3.1.2 - Concreto berumínoso .........333
3.1.3-Lastro dc ferrovia .............................................................................. ..33-1
3.1.4-Enrocamento ........ .........33-fl
3.1.5 - Filtro de barragem .........334
3.2 - Pedras de revestirnento .........334
4 - Seleção de Materiais Rocltosos ............................................................. ..335
5 - Ensaios e Análises .........335
5.1. - Petrografia .... .........335
5.2 - Granulornetria_......................_...... .........335
5.3 - Impurezas .........335
5.3.1 - Materiais pulvcrulentos .........335
5.3.2 - Matéria orgânica .............................. .........335
5.3.3 - Argila em lortões e materiais friávcis .........335
5.3.4 - Sais solúveis .........335
5.4 ‹ Massa específica, porosidade e absorção d'água........ .........335
5.5 - Massa unitária .........337
5.6 - Forma dos fragmentos _ .........337
5.7 - Reativiclade potencia! .........337'
5.8 - Adesivíclade
5.9 -Abrasão . _.......33-E
5.10 - Esmagatnento .........33S
5.11 - Tenacidadc 338
5.12 - Compressão u¬nia:t'.al .........339
5.13 - Flexão ........3'59
5.14 - Desgaste por atrito ....... ........34O
5.15 - Dilataçäo térmica linear ........34-0
5.16 - Alterabilidadc ........340
_ 6 - Especificações ........341
- 7 ¬ Bibliografia Recomendada ........342

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Sumário XXXV

3 43
çzpítulo 21 - Disposição de Residuos ............................................... ........... ._
343
1 _ Resíduos e Contaminação ................................................................................................ _. 344
2 - Processos de Migração dos Contarninantes nos Meios Geoldgicos 346
2.1 - Contaminantcs não-reanvos em meios homogeneos 349
22 - Contarninantes não-reativos em meios tteterogêneos .......... _. ._ ..... _. 349
23 - Contaminantes em meios fratnrados ......................... ........ ._ 349
2.4 - Contaminantes reativos e radioativos 350
2.4.1 - Reações de sorção 350
24.2 - Reações de decairoento radioativo 350
2.5 - Comportamento de contaminantes inorgânicos 351
2.6 - Comportamento de contaminantes orgânicos e multifisicos 35l
3 - Condicionantes do Meio Físico 352
3.1. ¬ Rochas e estruturas geológicas 352
3.2 - Solos 352
3.3 - Aqüíferos .... 352
3,4 - Relevos 352
4 - Critérios para a Seleção de Locais de Disposição.___..._ 353
4.1 - Levantamento de dados gerais ssa
4.2 ¬ Pré-seleção ...ss-1
4.3 - viabilização de locais ass
5 - Diagnóstico de Areas Contarninadas __.3:›S
6 - Investigações e Monitoramento ........... ._ ...356
6.1 - Dados básicos e investigações geofisicas ........... ._....3S6
6.2 - Investigações diretas .... ..356
o o eo e o e 6.2.1 - Execução de sondagens e arnostragens de solo
6.2.2 - Instalação de poços de monitoramento
356
..357
6.2.3 - Coleta de amostras de água e medições de nível d'água .357
6.2.4 ¬ Ensaios hidrogeológioos .357
6.2.5 - Zona não-saturada ...._. .358
6.2.6 - Seleção de parâmetros para análises químicas .353
6.2.7 - Cuidados para evitar contaminação .358
6.3 - Avaliação de plumas de contaminação .358
6.4 - Materiais para sistemas de contenção _ .358
7 - Sistemas de Contenção e Medidas Mitigadoras .35S
7.1 - Sistemas de bombeamento e tratamento....... _359
7.2 - Drenagem superficial e subsuperficial ....359
7.3 - Barreiras imperrneabilizantes _...3S9
7.4 -Barreiras reativas ........ ._ ..._.....359
7.5 - Barreiras geológicas -_ __..359
7.6 - Tapetes e selos imperrneabilizarttes ._ _.360
7.7 ¬ Biodegradação ..360
8 » Bibliografia Recomendada

Capítulo 22 - Tratamento de Maciços Naturais ............. ........................... 361


__3t51
1 - Características dos Maciços Pas:-:íveis de Tratamento 362
1.1 - Agua subterrânea ................. 362
1.2 - Resistência e deforrnabilidarle ...._362
2 ~ Rebaixamento do Lençol Freático 363
2.1 - Cavas e valer-.as de drenagem 363
2.2 ‹ Ponteiras filtrantes
2.3 ‹ Poços de bombeamento ...._366
2.4 - Dreno horizontal profundo......... 366
2.5 - Drenos de alívio ..... _. ...367
2.6 - Galerias de drenagem ...367
3 - Injeções _ 363
3.1 - Caldas de cimento ................. __.36B
3.2 ‹ lnjeções de maciços rochosos .............. ._ _ _..3'?1
3.3 - Injeções de solo ........ ._ .__371
4 - Reforço de Maciços de Solo ................... ._ ...372
4.1 - Processos de adensamenlo e consolidação _..373
4.2 - Injeção a alta pressão ........... .......... ._ _.....374
5 - Sistemas de Suporte ........ _. .._3'?4›
5.1 - Ancotagens __

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treoeo oeoeoe o oeo oe oeo o
-I' -

xxxvi Swmírio

5.2 - Concreto projetado .............................................................................................................................................. ..3??


5.3 - Carnbotas metálicas .......................................... "S79
E1
5.-1 - Enfilagens .......... .......................................... ..37'J
6 - Bibliografia Recomendada 380

Capítulo 23 - Fundaçoes ...................... ................................................. .. 381


1 - Tipos de Fundações 381
1.1 - Fundações superficiais ..........382
1.2 ~ Fundações proftmrzlas ..........3S2
2 - Exigências de Projeto
2.1 - Requisitos de uma fundação
..........3S3
..........333 O
2.2 - Conceito de segurança
2.3 - Controle de qualidade ...................................................... ._ ..........335
O.
2.3.1 - Qualidade no projeto _.......;.385 Os
2.3.2 - Qualidade na execução
3 - Principais Condicionantes ..........385
3.1 - Deforrnabilidade ..........386
3.2 - Ruptura ..........386
3.3 ¬ Comportamentos especiais ..........38'?
3.4 - Efeitos da água 383
3.4.1 - Alterações das tensões
3.4.2 - Modifieações fisieo-químicas ._........389
3.4.3 - Comprometimento da execução ..........389
3.5 - Conhecirnento do uerreno e do local ..........389
3.6 - Conhecimento da estrutura ..........389
4 - Métodos de Investigação 389
5 - Concepção do Projeto
5.1 ¬ Fundações superficiais
5.1.1- Escavação em talude ..........390
5.1.2 ¬ Escavaçâo contida ou escurada ..........39l
5.2 - Fundações ..........391
6 - Bibliografia Recomendada ..........396

Capitulo 24 - Barragens e Fleservatóri0s.............................................................. 39?


1 - Tipos de Barragens ......................................................................................................................................................... .. 397
1.1 - Barragens de concreto-gravidade ....................... .............................................................................397
1.2 - Barragens de gravidade aliviada e de conLrafortes......... ........................................................................... ..400
1.3 - Barragens em arco .........40i
1.4 - Barragens de
1.5 - Barragens de enrocamento........................
1.6 - Estruturas auxiliares e complementares ..................................................... _. .........406
2 - Fatores Geológioos Condicionantes
2.1 - Cobertura de solos e rocha decomposta
2.2 - Maciço roclioso
2.2.1- Matriz rochosa .....
2.2.2 - Feições estruturais
|
2.2.3 - Alteração diferencial .........4l0
2.2.4 - Características de pern:|.eabilidade...____ .........411
2.2.5 - Comportamento oärstico .........411
2.3 ‹ Modelos geomecãnicos e critérios de projeto 411

3.1 - Inventário ........ .. .........4l2


3.2 - Viabilidade _........4i2
3.3 - Projeto básico .........413
3.4 - ?rojeto executivo e de construção ......._.41Iš
3.5 - Operação .........414
4 - Tipos de Soluções e Tratamentos .... .........414
4.1 - Problemas de deforrnabilidade .........414
4.2 - Problemas de resisnêncía ao cisalhamento .........414
4.3 - Problemas de permeabilidade .................. .........414
5 - O Reservatório .........41S
5.1- Estanqueidade .........415
Sumário xxntv ii

. Aggoreamento ..... ._ .......~l-17


.............................................. ..4-16
'.~"$-“ _ Estabilidade dos laludes
mw ..... _. .......4-18
5.4 - Sistnicidade .......413
6 - Bibliografia Recomendada

..... 419
Capítulo 25 - Rodovias ......... ........ .................... ..
............ ..=1-19
1. - Condicionantes Geológicos .......4-19
L1 _ Relevo ........419
1.1.1 - Regiões de colinas ........419
1.1.2 -Regiões planas _ _. ......... .. ........-420
1.1.3 - Regiões montanhosas .......420
1.2 - Natureza dos terrenos . ..... ..4-21
1.3 - Materiais naturais de construção _ ........4-21
2 ‹ Fases de Estudo ........-121
2.1. - Planejamento ........421
2.2 - Projeto ...... ..421
2.2.1 - Anteprojeto ........422
2.2.2 - Projeto executivo ........422
2.3 - Implantação ........422
2.4 - Operação e manutenção ........-422
3 - Estudos Geológico-Geotócnioos
3.1 - Menodos de superficie
3.2 - Métodos de subsuperficie . ........423
3.2.1 - Poços de inspeção ....... ........423
3.2.2 - Sondagens a irado ........4-23
3.2.3 - Sondagens a percussão .
3.2.4 ~ Sondagens rotativas ........424
3.2.5 - Investigação geofisica ........424
3.3 - Ensaios .... _. ........425
4 - Problemas Geoiógicos ........426

4.2 - Desagregação superficial em laludes .........426


4.3 - Movimentos de massa .........4-26
¿.3.1 - Esoorregamentos devido à inclinação 426
4.3.2 - Escorregamentos por descontinuidades .........42'i'
4.3.3 - Escorregamentos por peroolação de água .........427
4.3.4 - Escorregatnentos em aterro ........ ..42'?
4.3.5 - Eseorregarnentos em massas ooluviais .........42'?
4._3,§__-__Queda e rolamento de blocos .........428
5 - Estabilização de Taludes .........42B
5.1 - Modificação da geometria .........4'2B
5.2 ~ Obras de drenagem
5.3 ~ Obras de proteção superficial .........428
5.3.1 - Revestimento vc eta] ......... ._ .........42B
5.3.2 - Imprirnação asiática .........4'2B
5.3.3 - Outras obras . ................... .. .........-429
5.4 - Obras de contenção ................ ..429
6 - Instrumentação de Taludes
7 - Bibliografia Recomendada _

Capítulo 26 - Mineração..... 431


.................. .,-431
~ Conceitos . ......432
_ Empreendimentos de Mineração .......432
L»-`›~.}|-L Areas de Attlação............................
Il .......4-33
4 - Condicionantes G-eológicns 433
4.1 - Obras .......433
4.1.1 ~ Fundações .... .......433
4.1.2 «Terraplenagem .......434
4.1.3 - Pavimentação .. .......434
4.2 - Estabilidade de taludes 435
4.3 - Disposição de rejeitos 2 435
4.4 - Disposição de estéril ÍÍÂÍÍÍÍ 436
4.5 - Drenagem das minas ......................................... ..

'%°'Õ0 0 0 Oo o o o o o o o o o
xxxviü Sumário

4.6 - Dcsmonte de rochas ..................................... .. un...


4.7 - Minas subten'ãneas......... ........._ ..437
5 ‹ Investigações ..................... _. _ .. 437
6 - Bibliografia Recomendada ........................................................................................................................................... .. ..433
__438

Capítulo 27 - Obras SubterràneaaClvis Ê


1 - Tipos ................................................................._.
1.1 -Túncis ..................
............................................................... ....439
.. -. ..-z..
1.2 - Acessos e galerias ._ ..439
..._....439
13 - Poços ...................
1.4 - Cavernas ................. ..439
........439
2 - Etapas do Empreendimento
2.1 - Estudos ................... N... z nu...
22 - Projeto e construçño un...-z .‹ 0.....
2.3- Operação ................ -.....›.-
3 - Metodos
-uz...
ššš
3.1 - Escnvaçln a fogo ............
3.1.1 - Métodos de avanço
3.1.2 - Técnicas usuais .......... ......._4-42
3.2 ‹ Escnvaçio mccanizpda ................. ....._..442
3.2.1 - Escnvafles :ob counçn .............. .. ........442
3.3 - Equipamentos de crnvnçlo de revestimentos ..
3.4 - Novo método lustrhco ................................ _ ........443
35 - Escavnçñes abaixo do NA.
4 - Condicionnntes Geológico; ........ .#44
4.1 - Litologin ................................. . .. ..
4.2 ‹ lntemperismo e solos em geral ..44S
4.3 - Falhas e fraturas ...._. .A145
4.4 -naum'czçrø. mw''````````
ózúz ``````"z`{i¿Í¿'ÍÍÍÍÍÍ ` ........._- ÍÍÍÍÍÂI .446
.445
45 - Ágil; ................................................._. .446
4.6 - Gases .......
4.7 - Temperatura .................. __ .447
4.8 - Minerais expnnsivos .448
5 - Abordagem Geotécuics ............. nn....-....."«....-z-...H .449
......
5.1 - Roclus “duras” e “brandas” ........................ ..... .. .449
5.2 - Clnssificaçóes gcomeclnicns e construtivas .................. . 449
5.3 - Coeficientes de segurança do maciço e do revestimento . 449
5.4 - Meios contínuos. descontínuos ou pseudoconrínuos ..... . 449
5.5 - Tensóes naturais e induzidas .................................. 449
5.6 - Recnlques. :batimentos e subsidèncina . 450
6 - Tratamento ..................................._ 452
7 - Dimensionamento 453
...-..- 454
8 - Instrumentação
9 - Inveslignções ....... _.
10 - Cnvemns e Poços .............. ._ ...... 456
......-...
11 - Bibliog-nfin Recomcndnda .........................................................................................................................................-. 456
.àsõ
Capítulo 28 - Obras Marítima: 457
¡- I
............................................................................................................................................-
!_"|
'_'Õ
äifi costeira e saneamento 458
- Muros ....._. 458
Molhes ......._ 458
............. . .... .._. 459
459
Guia-correntes ......................_ 459
Engordunento de pnins.........
UÚÍÚÍ Í

Iu

360
1.2-Portos 360
1.3 ‹ Instalações para exploração ou produçio petrolífera 360
2 - Condicionantes Oceano-Geolzógicns ............... 360
2.1 ‹ Feiçóes de interesse e risco geológico 462
462
2.2.1 - Praias .....__ ............................................................................................................................................ .- 463
463

Í ; L 3 _í m m. .iv ¬g¡- ¬pn1v¬-


`
Sumário :-:xr-:ix
.................... _.
..463
2,12 - Esruârios _.-464
215 - Plarafonna e taludc continental
..464
3 _ lflvcszigações Geotccnológicas ..464
3_1 - Levantamentos geofisicos ..... ..464
32 _ Il-W551-¡gnçães geotécnicas ....
3_z_1 _ Meios navais ..466
..467
3.2.2 - Amostragem superficial do leito marinho ._ 467
3.2.3 - Amostragem dos estratos profundos ..4ñ7
3.2.4 - Ensaios in sim ._ 467
3.2.5 - Ensaios de laboratório ....
4 - Bibliografia Recomendada
469
Capítulo 29 - Canais e Hidrovias ....... .... .......... ..... .....
........-169
L - Conceitos ........469
2 _ T1905 de Canaifi ............ 470
2.1 - Critérios de projeto ...471
2.2 - Hidrovias ................. ...471
3 . (jondicionantcs Geolúgicos
11- Egcavações ...471
...472
3.2 - Taludes
...4-72
3.3 - Materiais de construção ............ 4-72
3.4 - Dinâmica das águas de superfície ...-472
3.5 - Dinâmica das águas subterrãneas.........
4 ~ Fases de Estudo .........4'?'3
4.1 - Inventário
.........4-73
4.2 - Viabilidade
.........473
4.3 - Projeto
4.4 ‹ Construção .........._ .... _.-173
....4-73
4.5 - Operação
5 - Bibliografia Recomendada

Capitulo 30 - Linhas de Transmissão e Dutovias ......... ............. ........ 475


......475
475
1 - Características Gerais
.......476
2 - Interação Obra-Terreno
2.1 ¬ Solicitações mecânicas ..... .. ..._....476
.......477
2.2 ‹ Condições fisico-químicas
2.3 - Vazamcntos .....................
.....4'z'7
3 - Condicionantes Geológicos
.....4-77
3.1 ¬ Aluviões e cotuviões
3.2 - Solos agressivos .....478
3.3 - Solos colapsíveis
3.4 - Solos expansivos .....4?9
3.5 - Topo rochoso .......4'?9
3.6 ¬ Rochas
.....479
3.7 - Estruturas
3.3 _ Água ......... ..
.. .... ._-Il-S0
4 ~ Métodos de Estudo
4.1 - Análise de dados disponíveis ......-480
4.2 - Fotoirtterprctação
4.3 - Reconhecimento de campo
4.4 ¬ Sondagens ......48l
4.5 Sondagens a Irado c poços de inspeção ......48l
4.6 .Análises químicas ÍÍ......4s2
4.7 - Sondagens a' percussão
4.8 - Ensaios geotécnicos .ÍÍ......4a2
4.9 - Acompanhamento técnico das obras ......... _. .........-nas
_4.1.ü - .........4s3
5 - Soluções de Engenharia ...........
5.1 - Escavaçöes c contenções .. .......‹1-83
5.2 - Fundações .......483
.......484
5.3 - Atcrros
5.4 - Medidas anticorrnsão

_ _ _.. ¬,.--

Ilr I. IOI OIO OI ODOI IOIO IO O ÓOCI ÇQ Q


Xl Sumário

5 _ 5 - Materiais naturais de construça o__..... ............................................................................... ._ ..___..._.4-85.


6 - Bibliografia Recomendada ............................................................................................................................................. ..4t55.

Capítulo 31 - Áreas Urbanas ..... ................... ..... ...... ......... _...-487.


O
1 - Cidade, Meio Ambiente e Meio Físico
1.1 ¬ Transformação do meio ambiente
1.2 - Demandas e solicitações ao meio físico .........438 .
..... ..____..__4t-ld
1.3 - Tendências atuais .............................. ..... ._
2 - Planejamento Urbano Õ
2.1- Escolha do sitio
2.2 - Concepção e planejamento íi§t.';:i;Z33 °
._.......49o O
2.3 - Parcelamento .....................
Problemas do Meio Físico Urbano
- Princípios Operacionais para a Geologia Urbana ;ííi._....__492
i ;§;ÍÊl O
O
- Ações Preventivas e seus Instrumentos ............. ........ ._
..._....'-'-l-92
ii Ações Corretívas
Í]\¡-Íldšfiflozl

6.1 - Reabilitação de áreas degradadas ....


........4-94
__ .... ..495
0
6.2 - Contmle de inundações ................
7 - Urbanização como Solução a Aprimorar _.....__495 o
E - Bibliografia Recomendada _.....__4'J5
....._..4-96 o
_....__.4-97 o
Capítulo 32 - Gestão Ambiental . ..... ...... ..... .... .... .......... ......-499 o
1 - O Papel da Geologia de Engenharia 0
2 - Gestão Ambiental de Empreendimentos_........_
2.1 - Avaliação de impacto arnbiental..__.......
..._.._499 0
_......5Ú0
2.2 ¬ Recuperação de áreas degradadas
.__..._5UÚ
2.3 - Monitoramento ambiental .......
._.....502
2.4 - Auditoria ambiental .................
____...503
2.5 - Análise de riscos ambientais
.._....5D4
2.6 - Investigação de passivo ambiental
2.7 ¬ Seguro ambiental ..___..505
2.8 - Sistema de gestão ambiental .....__5U5
3 - Gestão Ambiental de Regiões._...................__ 5115
........ ..505
3.1 - Bacias hidrográficas .................... _......_..5ll6
3.2 - Unidades de conservação ambiental
.._....__.5CI6
3.3 - fftreas costeiras .............................
506
3.4 - Areas metropolitanas......_...__... ..... ........ _.5l`.l7
4 - Bibliograñs Recomendada
507
..._.....5Ú8
Capítulo 33 - Aspectos Legais ..... 509
1- O Quadro Legal
l..l - A Constituição e seus desdobramentos .........509
1.2 - Relações internacionais ._._..._.509
1.3 - Defesa dos interesses da sociedade .____.._.5Ú9
2 - Solo, Subsolo e Licenciamento Ambiental
._...__._51Ú
..._._._51O
2.2 - Subsolo _...__..510
2.3 - Aspectos legais da mineração .... ..._....$11
2.4 - Licenciamento ambiental ._....__511
2.5 - Tendências da legislação ambiental __.._._.51l
3 ‹ Elano Diretor Municipal
4 - Aguas ..... ....__._51I
.._._...512
4.1 ¬ Classíñcação das ......._512
4.2 - Nova política de recursos hídricos . .... ._ ._._.._.513
5 - Responsabilidade Profissional e Contratos ............ ._
...S13
5.1 - Regulamentação profissional c responsabilidades __ .......§13
5.2 ‹ O Sistema CONFEA-CREAs _ .... ..513
5.3 ~ Licitações e contratos ------------ AI 514
6 - Concessão c Permissão de Serviços Públicos ........ ._
7 - Bibliografia Recomendada ......................................................... ._ ._.....5l.4
._.....514
............................ ..5l5

I.í':f' 7 7 'Í _ _ -*__ __ __ ____ __.._...-_.-......_..,..,.,... -¬_¡-aqi-_..-


Sümârifl X15.

'UI
.......517
.......535
' R.-zfézzênzzizâ Bàbnúgfàfíúaâ .......539
5 Lista de Tabelas ............... .......549
Lista dc Figuras ......... __553
r
|= Lista dc Siglas e Abreviaturas
......... ..571
t [nclíoe Remissivo........................... .......575
' Indice Toponímicu
a Apêndice ....

L*
1 H
A Terra em Transformação
Fernando Flávio Marques do Almeida
Antonio Carlos Oliva Ribeiro

* Í EON i i 7ERA7 _, ` 7
.i PERlooo ¬|urLi17C›Es¬`
ÁDEAHOSÃ
A evolução da Terra É o resultado do embate das forças
da natureza, que se manifestam na diriâmica interna (vul- ouaremàm » 16 .
cões, terremotos, etc.) e na dinâmica eitterna (erosão, sedi- ocrrozotco T8|'13I$.l"l0 ` ~
mazrrzção, etc.), forças destrutivas e criativas 'da natureza.
Atualmente. esta evolução vem sendo fortemente H f f z ¬~ 64,4
marcada, ao menos na dinãmitn externa, pelas ações do pro- ` Creláono .
cesso civilizatorio que, a semelhança da natureza, destrói, rí_'_"T "*°
cria, enfim, transforma o ambiente. ` Mssozoico mwm 2
J--_-J 205 ,
lp Trtássico
1 O Tempo Geológico C0
ROZÚ
L
,
f o '
Perrntano i
_ ' T ÊSIÚ
-ífi-ir 290
A idade relativa das rochas pode ser obtida observan- Carbonifnro =
do-se as marcas dos eventos nelas registrados, a ordem natu-
FAHE ea ass
i Devorltano
ral de superposição das camadas sedimentares e os fósseis PALEDZÚICO 421;- 410
que elas contêm. A idade absoluta das rochas, ou dos even- * Siluriano
i lmíí 435
tos nelas impressos, pode ser obtida por datação absoluta , Úrdtwidáno *
que é feita medindo-se a taxa de desintegração de um isôtopo Camhnano
4--í-_íír 510
radioativo, como, por exemplo, o Um que se desintegra até f ' ff ~r¬- 540 ¡S70!
Pb”, a uma razão de desintegração constante. O método V Neoproteroaóroo *L YÍJ uma i
permite determinar a idade da rocha ou das transformações
que ela sofršír, em geral em Ma (rni_lhão_ de anos). Para perí- -- Mesiooroterozóioo i
odos mais recentes usa-se o método do C”. ZDCO ` ~i ~ ~t.soo
A Figura 1.1 reproduz, parcialmente, a escala global PRCITERO- Paleoproterozoieo `
estrarigrâfica (Escala dos Tempos Geolôgicos) com -L z `*~~ Z z z 1- 2.soo
calibração geocronométriea. Unicarrtente eons, eras e perío-
dos estão representados, porém eles tem subdivisões merto~
res. A coluna estratigráfica foi estabelecida, considerando os UEANCJ
eventos maiores da historia geológica, como as etapas da ARO
, 4.soo`
e volução da vida e soerguimento das grandes cadeias de rnon¬
tanha.
Pela idade radiornëtriea das rochas da Lua e dos Figura 1.1 Escala dos tempos geológicos
meteoritos considera-se que a Terra surgiu há 4.500 Ma, que
seria aproximadamente a idade do Sistema Solar. As rochas
mais antigas, ora datadas, tem cerca -de 3.800 Ma: são os
gnaisses lsua do sudoeste da Groenlândia, de urna província
em todos os cominentes. No Brasil, existem em Minas Ge-
rais, Bahía e poucos outros locais (Capítulo 4 - Geologia do
vulcânica contendo rochas sedimentares metamorfizadas e Brasil). Há evidências da presença de seres vivos nas rochas
formações ferriferas, indicando a crescente estabilização da arqueanas antigas: associaçoes de rnicrofosseis, certos com¬
litosfera no eon Arqueano. A idade do universo é incerta. postos carbonosos e estruturas esferoidais do Supergrupo
Aceita-se hoje que tenha cerca de 15.000 Ma. Swaziland na Africa do Sul são de origem orgânica e provam
que a vida já existia na Terra pelo menos há 3.500 Ma.
Estromatólitos são estruturas sedimentares finarnente
2 História Geológico laminadas constituídas de carbonatos e formadas pela
As províncias oonsideradas do eon Arqueano contêm acresção de detritos e precipitados de restos de organismos,
principalmente ciannb actérias. Os estrornatólitos são conhe¬
rochas datadas de 3.8070 Mu a 2.500 Ma. Constituem-se de cidos na Africa e na Austrália, também com cerca de 3.500
associações granito-greenstone, associações de alto grau Ma. Esta é a idade mínima do aparecimento de vida na Terra.
rnetanrorfico c associações de bacias cratônicas. Espoem-se

- --- --_ -- ---T-íwwv-.ff -- - *=r|


8 A Ter-rn em Transƒornzação

O eon seguinte, chamado Proteroztiico, É atribuido ao


tempo entre '2.5tJ0 Ma e 570 ./540 Ma, quando existiram gran- oceano entre n América do Norte e a África e, há 225 Ma,
des crátons rodeados de faixas móveis de rochas que foram achava-se constituído o megacontinente Pangea.
dobradas e metamorfizadas. Suas rochas são, em geral, me- No Jutássico, a partir de cerca de 200 Ma, o Pangea
nos metamorfizadas que as arqueanas_ É dividido em três passou a se Eragmentar através de riftes, acompanhados de
eras: Palecproterozóica (2300-1.600 Ma), Mesoproterozõica abundante vulcanismo, e tiveram origem os atuais continen-.
(l.6t]0-L000 Ma) e Neoproterozñica (1.000-570/540 Ma). tes, oceanos em expansão e cadeias de montanhas resultan
Destaca-se no eon Proterozdico: tes de choque de placas, processos ainda hoje ativos. Assim,
na era Mesozoica, há cerca de 130 Ma, o Oceano Atlântico
° a intrusão de grandes diques e complexos básicos acao-tados; Sul começou a se abrir, separando a Africa da América do
~ bacias craronicas e faixas orogênicas; Sul, dando-se a colisão, com subducção, da Placa de Nazca.
* abundância de minérios de ferro bandados do tipo BÍF do Oceano Pacíñco, com za Placa Sul-Americana, originando
(Bnrided Iron Forrrrnriorr). com máximo desenvolvimento a Cordilheira dos Andes.
entre 2.600 Ma e 1.800 Ma, dos quais o Brasil tem repre- A vida animal evoluiu muito durante a era Pnleozaóica.
sentantes no Quadrílátero Ferrífero, em Minas Gerais; Os organismos marinhos eram, sobretudo, trilobitas,
' a tectonica de placas apresenta claras manifestações de ter graptolitos, briozoários, moluscos, corais e equinodermos.
amado pelo menos desde o Paleoproterozóico; glaciações Muitos deles possuíam carapaças duras que se preservaram
no Paleopruterozóico e no Neoproterozóico; como fósseis, permitindo datar e correlacionar as camadas.
- os estrotnatolitos têm seu máximo desenvolvimento entre Os insetos mais antigos são devonianos. Os primeiros verte-
2.250 Ma. e 600 Ma; brados, representados por peixes cobertos de couraças e sem
° surgimento das primeiras faunas de metazoários no línal do maxilar (oetracodermos). apareceram no período Ordoviciano.
Neuproterozóico. Os peixes, com esqueleto interno pouco ou não-ossificado,
surgiram no Devoniano Inferior e, no Devoniano Superior,
O último eon da história geolõ 'ca 6 o Fanernzõico, os vertebrados ganharam a terra, com o aparecimento dos
desenvolvido a partir de 5701540 Ma. Édividido em três eras: primeiros anñbios. O Pem-nano foi o período em que ocorreu
Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica, que por sua vez com- a maior extinção em massa de todos os tempos, fenômeno
portam diversos períodos (Figura 1.1). Durante estas eras, o aliás relativamente comum ao longo de nossa historia geolo- .
número de continentes e placas continentais variou muito, grca. Acredita-se que, naquele período, 80% de todas as es-
assim como o número dos oceanos que então se abriram ou pécies desapareceram num período de poucos milhoes de anos
se fecharam, com o deslocamento das placas, originando-se (90% das rnarinhas, 70% dos répteis e anfíbios e até 30%
cadeias de montanhas nos orógenos dos insetos). A extinção do Cretáoeo¡"I'erciärio, que dizitnou
Os continentes, atualmente situados no Hemisfério Sul, os dinossauros, eliminou 47% de todas as espécies (Arthur,
mais a Peninsula lndu, se aglutinaram para constituir o Con- 1993). Em fins do período Pemiiano apareceram os répteis,
tinente Gnndwnna (Figura 1.2), que no Carbonífero se su- que iriam dominar todos os ambientes durante a era
jeitou a extensa glaciação e ao desenvolvimento da flora Mesozóica, destacando-se os dinossauros, que se extingui-
Giossopreris. _Posteriormenle, uniram-se a América do Nor- ram na passagem da era Mesozõica para a era Cenozóica.
te, Europa e Asia, para formarem a Laurãsia. Fechou-se o Ainda durante n Jurãssico apareceram as primeiras aves, ori-
ginadas dos répteis, e que só viriam a exercer papel destaca-

ÁFRICA

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ANTÁRTIDA
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NOVA

Figura 1 .2 O Continente Gondwarta

_ _ __ _ _ __ _ __ _ _ z_..,.:,,_,?.¬n

Q
ye-
. _
Dinâmica da Evofuçtio 9

30 a 40 km da superfície dos continentes, podendo atingir a


do na era Cenozóica, juntamente com os mamíferos existen- profundidade de 70 km nas altas cadeias de montanhas, como
tes desde o 'l`riássico. Também ospentes passaram a ter grande nos Andes.
desenvolvimento na era Cenozoica.
A5 primeiras plantas vasculares terrestres apareceram
no Devoniano Superior. As cryptogarnas vasculares desem- Croata continental _ Croata oceânica
penharam importante papel na formação das ¡azidas de car- (menos densa) (mais densal
vão do Carbonífero Superior. Na passapem para a era _. . .
. ‹:.-.--¿,›s›:.!¿-I=i' ..
Magozóica processou-se grande transformaçao tlonstrca, des- _ figxfi
!'.¡:-`=`=.Cfl0$I›Ê<..! -'§I1.=*.'ú=-'.--.- f ¡-___ “_ __"
.-nf. "_ "-_- N -"ú'- -. ~- ‹ - _'_ -.I 11'.
Oceano __

tacando-w o aparecimento, no Cretáoeo inferior, das primei- . _.`s-:s=.Êl§€'9$.'§P.Tä*.'§i3«de


O1
.. 9° W"°`^'1°*E
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_ -, =§'=¬-'.....
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-=.'€-:-'..._
-.=.=i
ras aflgjosperrnas, assinalando o inicio da flora moderna. Litosfera "“ "
No começo do Terciârio,_a vegetação dos continentes Manto superior
passou, aos poucos, a adquirir seu carater atual, muito diver- .¿¿-É-':_::-_=_: pg, _._;=_.;¡'$,-._¡::z‹.- . .-¬.‹-.¬-: .tI. 1- ::¡E_¿-§_
314- .I hi... .¿,¡z.. °. :¬‹°_ .-=''5i`.›°'z ‹- .Í'°Í°`5$ É-':¬-`:~`Éü: :-
sificado e com distribuição conforme o clima e a altitude. =‹'*'~': "^'='==f"u:'.I.¡=?-“.I"-=§§i`-'3-¿`°
ao - 4'`
Quando o Homo habilis apareceu, há cerca de 2 Ma, a Manter
P,-¿.h¡5|ória humana já estava em evolução, talvez desde 4
ou 5 Ma, portanto, desde o Plioceno.

3 Dinâmica da Evolução NÚCIEO ñ NÚCÍGO

Enquanto os processos da dinâmica externa tendem a ¡"t°'"° ofimnunoaaue ea °*l°"¬'°


nivelar a superfície do planeta, pelos fenômenos de erosão e ' =1-35° W" Gomoemn-wincmn 2-10° Km
sedirncntaçãc (Capitulo 9 - Processos de Dinâmica Superfi-
cial). os processos da dinâmica interna originam novos rele- ,"I;?" .-'" _'.¡‹L':¡1". C
vos e depressões, com a formação de cadeias orogènicas, pla- .-;z..': _:-_:-'_-_._.;._ '°5¡3
naltos, fossas tcctonicas e cadeias vuldnicas. Aunflpúa ¡ :I . Àfiâüši :..:*..:- *Man-m

Verifica-se, assim, que a dinâmica externa e a interna _.. im


constituem processos antagonicos que, desde os mais remo-
..
I?-2=-'".-Í-'`_- `.r.'C-'-'-'=='-f
:'-.zaazj
,¡\|"
3,-.z.
;“;;IZ;-:`Ê':;-:==
tos tempos geológicos, mantem a superficie da Terra em per-
rnanente evolução.
5?
1' `
Aslenosiera
(250 km)
3.1 Dinâmica interna
A Terra é um planeta aproximadamente esfiético, com
6.370 km de raio no equador. De sua superfície ao centro, Figura 1 .3 Constituição da Terra (Coen. 1995]
apresenta-se constituído de esferas concêntricas, de compo-
sição e natureza fisica variadas (Figura 1.3). O manto parece ser constituído de rochas peridotiticas.
As esferas que compõem a Terra são separadas por A partir de cerca de 60-70 km de profimdidade (sob os ocea-
descontinuidades bruscas ou gradativas, identificadas pela nos) e de 80-120 km (sob os continentes), o manto apresen-
análise da propagação das ondas sísmicas naturais ou artifi- ta-se viscoso até 300 km sob os continentes e chega a 200
ciais. Dessas descontinuiclades duas se destacam pela con- km sob os oceanos,_proi'undidades não bem definidas. Esta
tribuição que trazem ao conhecimeuto da estrutura do interi- parte do man to-mais dúctil consi-itui a itstenosfera, uma zona
or do planeta. As ondas sís`rí:iic`âs*pi'1Tmãrias (P), ou' de com- de baixa velocidade sísmica. A litosfera é a zona situada
pressão, propagam-se tanto nos meios sólidos, como nos lí- acima da astenosfera. Sua parte inferior 6 constituida de ma-
quidos. As ondas secundárias (S) são transversais às dire- terial rnantélico, enquanto que a superior é a crosta. Sua
ções da propagação, difundindo-se com velocidade menor ductilidade cresce com a temperatura e a pressão e, por con-
que P, e unicamente nos meios sólidos (Figura 1.4). seqüência, com a profundidade. Ela não e inteiramente rigi-
As velocidades de P e S são função da densidade do da, mas se deforma menos que a astenosfera.
meio, pelo que crescem com a profundidade em que pene- Existe, no interior do planeta, enorme quantidade de
tram na crosta. Observ a-se que as ondas S são absorvidas a calor gerado, principalmente, pela desintegração atomicaern
cerca de 2.900 km de profundidade, caracterizando a bnsedc seu núcleo e mecanicarnente, pela rncvimentação localizada
manto sólido, enquanto que as ondas P atravessam toda a em sua crosta. Os processos convectívos profundos transfe-
Terra e têm, nessa profundidade, sua velocidade reduzida à rem o calor interno da Tetra para o exterior. A taxa média de
quase metade, voltando a crescer até o centro da Terra. Essa irradiação do calor endúgeno na superficie terrestre 6 da
descontinuidade, denominada Gutenberg-Wiechert (Figura ordem de 1,2 rncal.cm'*.s. Os gradientes geotécnicos regio-
1.3), separa o núcleo externo líquido do manto sólido. Parte nais, até 5 a 10 km de profundidade, variam de 10 a 60°C!
das ondas P. que penetram no núcleo fundido, Sofre km. Este caioré especialmente importante para obras subter-
gradativamente aumento de velocidade, entre 5.000 e 5.200 râneas, conforme aprescnlzido no Capítulo 27 - Obras Sub-
km de profundidade, indicando, ao que parece, a passagem terrâneas Civis. Células dc convecção transportam, lentamen-
gradativa do núcleo externo líquido para o interno sólido. te, material dúcril do manto para regiões litosféricas, rom-
Adtnite-se que a composição de ambos seja constituida so- pendo-as nas clorsais oceânicas, onde extravasa lava básica
bretudo de liga Fe-Ni, por analogia com os meteoritos e as enquanto se expmde a litosfcra para um e outro lado dadorsal.
velz-«idade de ondas P.
O fluxo suborizontal dessas correntes arrasta as placas
A base da crosta constitui a outra descontinuidade de litosféricas com os continentes que possam conter, segundo
primeira ordem. Chama-se Mohorovicic ou simplesmente o processo da tectônica de placas. Nas charnadaszortas de
Mono, separando a crosta do manto. Acha-se a cerca de S a 6 subdueção, o ramo descendente das células convectivas trans-
km soh a superfície da crosta oceânica c, aproximadamente,

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10 A Terra em Tramrƒornmção

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Figura 1.4 A propagação das ondas sísmicas e a constituição da Terra {Wyt|ie, 1976)

porta a litosfera oceânica, que mergulha sob o continente não possuir vulcões ativos. O vulcauismo intenso, que se
menos denso. A velocidade desse deslocamento varia de manifestou entre o Jurássico Superior e o Te rciário Inferior,
menos de 1 crnfano a 10 cmƒano (Figura 1.5). resultou do rompimento do Gondwana e conseqüente abertu-
Em conseqüência do processo de subducção, a crosta ra do Oceano Atlântico. As ilhas oceânicas do Brasil origi- O
IO
oceânica, gerada nas dorsaís, está continuamente se refazert- naram-se de vulcões relacionados com zonas de fratura na
do, motivo pelo qual as rochas do assoalho oceãnico atual parte oceânica da Placa Sul-Americana.
têm menos de 165 Ma (130 Ma para o Atlântico Sul), en-
quanto que o continente tem rochas de 3.800 Ma em suas
partes mais antigas. Ao se aproximar da zona onde se dá a 3.2 Dinâmica externa
subducção, a placa oceânica sofre uma flexão que origina
uma fossa que pode ser preenchida de sedimentos, que serão A hidrnsfera é urna camada descontinua de água que,
meturnorfizados, ou se apresentar formando um sulco oceâ- nos estados líquido e sólido, recobre a superfície da crosta
nico, como o das Marianas, no Pacífico, que atinge profundi- em bacias e cadeias oceânicas, plataformas e tsludes conti-
dade de até 11 km. nentais, constitui geleiras continentais e de montanhas, além
Nas zonas de subducção, desenvolvem-se tensões de de lagos, rios e preenche fendas e poros dos solos e das ro-
origem tectônica (Capítulo 10 - Estado de Tensão dos Maci- chas.
ços Rochosos) e elevam-se grandes cadeias de montanhas A Terra acha-se envolvida por uma camada continua de
formadas de rochas dohradas, metamorfizadas em suas par- gases e vapor de água, a atmosfera, que tem 95% de sua
tes mais profundas e pcnetradas por rochas graníticas. São massa na troposfera, situada até 9 km de altitude nos pólos
zonas de intensa sismicidadc e vulcanismo. As bordas do e 18 km no equador. Quando seca, a atmosfera 6 constituída
Oceano Pacífioo possuem a maior parte dos vulcões do pla- de 99,9% de nitrogênio e oxigênio, e algum argõnio, o res-
neta, resultantes do calor provocado pelo atrito das placas. tante sendo representado por hidrogênio, ozõn io, poeiras na-
Tais vulcões podem ocorrer, assim como os terremotos, a dis- turais e gases originados da ação industrial. Acima da
tâncias superiores a 300 km da fossa oceânica. São, de tal troposfera acham-se a eslratosfera e as camadas mais altas,
modo, regiões de risco para as obras humanas. mas também mas 6 na croposfera que se realizam os processos atmosféri-
são zonas de intensas mineralizações metálicas, como se cos mais importantes para a dinâmica extema. De maior im-
observa nas cadeias e nos arcos ínsulares às bordas do Paci- portância para a ação da atmosfera são o vapor d'águ:‹1 que
fico. As levas originadas dess-as cadeias são principalmente :la contém e a distribuição do calor que recebe do Sol, deter-
basaltos, andesitos, riólitos e dacitos. minando os climas. '21
Hoje. os processos de tectônica de placas são vistos em A biosfera é a parte da Terra onde se desenvolve a vida.
ação, embora ainda apresentando certas dúvidas. O estudo Compreende os cerca de 5 km inferiores da troposfera, a
das rochas e estruturas dos tempos passados, pré-mesozóicos, hídrosfera até grandes profundidades oceânicas e uma del-
leva à conclusão de que tais processos se realizaram em sí- gada camada superficial da crosta. Ela 6 o palco dos proces-
tios e ocasiões diversas, desde o Paleoproterozúico. sos de dinâmica externa.
O território brasileiro sima-se inteiramente no interior As rochas expostas às ações combinadas dos compo-
de uma das grandes placas litosféricas, a Sul-Americana, qua- nentes químicos da atmosfera, às modificações mecânicas
se totalmente afastado de sua horda de colisão com a Placa causadas pelas variações de temperatura, à atuação química
de Nazca, do Oceano Paciñcc. Apenas. o Acre se aproxima tz mecânica exercida pelos organismos têm seus componen- tzf=»t.¡-'-z .‹r-ô?.1t\=.-t4f;_‹¬›- *rz,
dessa região e alguns sismos de grande profundidade, 300 tes desintegrados eƒou decompostos, segundo o fenômeno
km. já foram registrados sob ele, relacionados à subducção denominado intemperismo {Capit¬ulo 6 - Solos). Devido ao
da placa. Essa ë a razão de ser baixa sua sismicidade e de íntemperismo, a rocha se desfaz em partículas de minerais e

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Dirtr'i.rm`ca da E voluçäo 1 1.

32 - Gestão Ambiental). Depósitos saturados pela água po-


.fragmentos de rochas, perde substâncias solúveis e produz dem sofrer movirne ritos em massa constituindo tluxos de
.intros materiais in sim. Os diversos produtos de intcmperísrno detritos (debris ƒlows). Corridas de lama também se formam
.recubrem as rochas e constituem o que é denominado manto nestas condições.
de internperisrrio, ou regolito ou, ainda, solo. O material transportado pelas geleiras continentais ou
. O desgaste das rochas - acompanhado pelo transporte de vale constitui o driƒr que, quando não estratificado, cha-
mecânico e quimico dos seus produtos - pelos rios, chuvas, ma-se till. Morainas são constituídas por fragmentos de ro-
.gelo. mar e vento é chamado erosão. O inlemperisrno não é, chas que se soltam das vertentes dos vales e são arrastadns
.a rigor, um processo de erosão, mas prepara a rocha para ser pelas geleiras. Nas depressões, tomadas pela escavação gla-
erodida. cial, com o degelo, surgem lagos nos quais se depositam se-
. A ação dos cursos d'água superficiais. combinada com dimentos clásticos finanrente laminados chamados varvitos.
o escoamento originado pelas chuvas, constitui o mais im- Em Itu (SP) existem varvitos da grande glaciação permo-
.portante agente de erosão. Representa o principal fator de carbonífera, que fomecem lajes para pavimentação.
denudação onde atua. As grandes massas de geleiras contí- Nos desertos, praias e planícies atenoeas, em clima ári-
. nentais que cobrem a Groenlândia e a Antártida, as geleiras do ou semi-i.ridc, formam-se as dunas ou depósitos eolicos.
. dos vales das altas regiões montanhosas e as de pequenas Em certas regiões desérticas empilhrun-se, formando relevos
ilhas em- baixas latitudes também consdt-nem imponente agen- chamados zrgs. Grandes extensões da Rússia e China são
. te de erosão. O vento, se sua velocidade for suficientemente cobertas por depósitos de poeiras e siltes que foram transpor-
. grande e o solo pouco resistente e desprotegido de vegeta- tados pelo vento. de regiões desérticas distantes, e precipita-
ção, é um agente de erosão em regiões desérticas, periglaciais dos pela chuva. Chamam-se loess a tais depositos.
. e certas planícies e praias arenosas. A erosão marinha resul- Nas regiões litorâneas, acumulam-se sedimentos de
ta do choque das ondas contra as rochas da costa e, ainda, do grande variedade de ambientes. São em maior parte elásticos,
. choque e atrito dos fragmentos rochosos contra a falésia e mas podem incluir calcârios e evaporitos.
sobre a plataforma de abrasão matipha. São particularmente importantes. como áreas coletores
. Os produtos elásticos, resultantes da erosão e levados de sedimentos, as bacias originadas com a tectdnica de pla-
. pelos agentes transportadores, são depositados quando cai a cas, seja nas bordas de subducção, seja nas bacias das hor-
sua capacidade de transporte. Assim, as torrentes de monta- das passivas dos continentes. Atualmente, muitos rnilhares
. nha, ao atingirem as planícies, formam leques aluviais e, de metros de espessura de sedimentos, predominantemente
quando rios desembocarn num lago ou no mar, não sujeito a marinhos, são nelas perfurados em busca do petróleo. como
. conentes fortes, seus sedimentos formam deltas ou disper- acontece na costa brasileira. Também à tectõnica de placas
. sam-se pela bacia aquosa. Sedimentos fluviais também se são atribuídas algumas bacias de sedimentação no interior
acumulam em regiões sujeitas ä lenta subsidência tectõnica. dos continentes.
. como o Pantanal de Mato Grosso (Figura 32.3 do Capítulo

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Figura 1.5 Bloco diagrama geológico da placa marginal do Oceano Sul-Pacífico (Coch, 1995)

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12 A Terra em Transƒarmzação
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000
Os processos de dinâmica. externa mais importantes do 4 O Homem como Agente Geológico 0
territorio brasileiro estão apresentados no Capítulo 9 - Pro-
cessos de Dinâmica. Superficial. Os vestígios mais antigos do gênero Homo remontar,
ao Plíoccno (2,33 Ma atrás) e são encontrados na Africa, ond.
se deu a origem da espécie humana.
3.3 lntemelaçöes O Homo sapiens é do Quaternário. Os vestígios de su.
civilização, representados por fósseis, utensílios e pinmmf.
A atuação dos agentes de erosão variou no decorrer da tupestres são encontrados em todos os continentes, evidente
história do Planeta. Assim, extensas regiões do Brasil foram mente a partir dos períodos em que os mesmos foram ocupa.
várias vezes rccobertas pelo mar. Modificações climáticas dos. O homem foi evoluindo em forma, constituição e hábitat,
em diversas ocasiões, desde o Paleoprotcrozóico, causaram deixando de ser nornade para se tornar sedentário. Este pro.
fenômenos glaciais, tais corno os de idade neoprorerozóica cesso envolveu diversas conquistas, entre 20 e lü mil an
(Formação Itaquiraí) e permo-carbonífera (Grupo Itararé) no atrás, quando u homem deixou sua condição de coletor ii
Brasil. A Formação Botucatu, na Bacia do Paraná, represen- alimentos para se desenvolver corno produtor, com as ativi.
ta um extenso deserto arenoso de idade jurássica. As grandes dades de pastoreio e agricultura. Tomou-se assimo mais novo
bacias sedimentares fanerozóicas do Brasil ilustram, em seu e intenso agente modificador do ambiente, o que permitir.
conteúdo sedimentar, as transformações ambientais realiza- seu enorme crescimento populacional. Até o século XV, quan-
das, no tempo e no espaço, pelas manifestações da dinâmica do atingiu rneio bilhão de seres, o crescimento populacional.
cxte ma. Estas transformações são conseqüências das seguin- embora gradual, foi relativamente lento. A partir do sécult.
ECS C3l.lS3SI XVI, case crescimento sofreu uma explosão, em especial nos
últimos 100 anos, exercendo forte pressão sobre o meio am.
' variações climáticas; biente, interferindo, acelerada c intensamente, nos procesf
* niovirnenros rectonicos, ditos epirogênious, de aoerguimento sos naturais. A Figura 1.6 apresenta urn grãfico desse cresci.
e afundamcnto; mento, cujo decréscimo populacional, verificado no final dt.
° deslocamento das placas litosféricas, sofrendo defonnaçñes século XV, foi devido à peste bubônica que assolou a Euro-
e conseqüentes variações ambientais; pa, dizimando grande parte da população. .
° soerguirnento de grandes cadeias de montanhas nas faixas Desta forma, o homem contribui para modificar o regi-
de dobrarnentos nos sítios de colisões de placas (orogênese), me de escoamento, infiltração e evapotranspiração da sign”
assim como outros reflexos na superfície da Terra, de fenô- das chuvas, provocando a aceleração dos processos erosívoñ
menos da dinâmica interna. dos solos, a diminuição .da infiltração d'água na recarga dos
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Figura 1.6 O crescimento populacional (Gosh, 1995)

00000
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O Homem como Agente Geológico 13

e perdas econômicas, quando não respeitou a adequar; ão ur-


Qüíferos, a deserlificaçáo e a salinização de aqüíferos den- bana às condições do território.
outros impactos negativos. Por outro lado, tambem recu- Para atender ao desenvolvimento e ao bem-estar da po-
era áreas degradadas ou as ocupa com criterios adequ adus. pulação, foi necessário fornecer energia sempre e ern maior
Na busca de melhoria da eficiencia. agricola, quan o quantidade. Várias foram as formas de energia desenvolvi-
a incliscriniinadaniente insumos agrícolas, agrotóxicos e das: termica, atômica, hidráulica. biomassa, etc., que tam-
Çrl il'izarl tes' são carreadoe pela água, oontarrtinando os sedi- bém geraram fortes impactos ambientais.
.euros e penetrando na cadeia alimentar de plantas e ani- Assim, vivendo as contradições de sua evolução, o ho-
ais. Mas foi com o uso de tais insumos que conquistou mem impõe ao Planeta as conseqüências de suas escolhas. A
gevadas taxas de produção de alimentos. Geologia de Engenharia é urna das ferramentas técnico-ci.en-
A necessidade de melhorar as ferramentas para a caça, tíficas úteis ao discernimento das escolhas mais acertadas a
gierra e agriculturaƒpecuária levou o homem a buscar mate- uma transformação adequada do meio ambiente.
.ziis mais adequados, fazendo oom que passasse do primiti-
vismo à idade da Pedra, do Bronze e do Ferro. Desenvolveu
. extração mineral e seu beneficiiimenno. Grandes jazidas 5 Bibliografia Recomendada
`nerais, a ceu aberto e subterrâneas, foram e são explora-
qals. A ação minerái-ia do homem, extração rriecanizada ou Coch, N.K. 1995. Geoharzards natural and human. New
.arunp ` ag em , p romove inevitavelmente desmatamento, _ :irra- Jersey : Prentice-1-Ia1l.481p.
sarnento de morros, enrulhamento de vales e o berieficiameilto De Loczy, L. e Ladeira. E. 1976. Geologia Eszrurural e in-
'
.aineral ` ` que tem que ser deposit` ado s . Todas
produz releiros trodução d Geurecrônico. São Paulo 1 Edgard Blücher.
iscas operações, quando realizadas de maneira descontrola- 528p.
H e inade fl uada, podem representar importante impacto Virella, EA. e Serrano, EM. 1991. Procesos geológicos in-
.mbiental, como a poluição de mananciais de água, ' al'erosao
entar,e ternos. Madrid : Rueda. 232p.
sedimentação e interferências dariosas na cadeia im Virella, RA. e Serrano, EM. 1993. Pmcesos geológicas ex-
.nor liberar elementos químicos tóxicos. Não se pode, entre- ternos y geologia anibíenral. Madrid ; Rueda. 3ll.p.
a nto , es q uecer que foi com oe elementos extraídos |: benefi- Whidley, B.F. 1984. The evolving conrinenrs. 2.ed. New York
diams que o homem desenvolveu as ferramentas necessárias : Iohn Wiley. 3999.
.i construção de suas civilizaqoes. Wyllie. PJ. 1976. A Terra, novo geologia global. Trad. de
Ele criou também cidades, onde concentrou condições LR. Araújo e M.C. Serrano Pinto. Lisboa : Fundação
Qcivilizatórias, mas ao custo de intensas transformações no Calouste Gulbenkian. 384p.
.meio ambiente, não raro responsáveis por severos acidentes

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2
Minerais e Rochas

Maria Heloísa Barros de Oliveira Frases


Pedro Luiz Pretz Sartori

Na Geologia de Engenharia. as rochas e os solos cons- 1 Conceitos


tituem os elementos onde são instaladas as obras de enge-
nharia (fundações. túneis, pontes. galerias, etc.) ou mineiras.
Nestas obras. sao ainda utilizados como material de constru- 1.1 Mlnorala
çao. na sua forma natural (pedra britada. saibro). beneficiada Mineral é uma substância sólida natural, inorgãnica e
(rochas para revestimento) ou, ainda. (cimen- homogenea, que possui composição química definida e ee-
to). Rochas e solos também são os materiais envolvidos em trutura atómica característica.
fenomenos naturais, muitas vezes catastróficos, como Na natureza. os minerais se formam por cristalizaçao, a
escorregamentos. erosão, assoreamento e outros. panir de líquidos mazmíticos ou soluções termais. pela
Assim, na Engenharia, trabalha-se com uma grande recristalização em estado sólido ou, ainda. como produto de
variedade de tipos rochosos. Todavia, cada tipo tem caracte- reações químicas entre sólidos e líquidos. A cristalização se
risticas intrínsecas (mineralogia. textura. estrutura, etc.) que dá quando os ítomos, íons ou grupos iónicos, em proporções
devem ser conhecidas para que as obras sejam planejadas e definidas. são atraídos por forças eletrostiticas e distribui-
executadas com menor custo e maior seguranç. resultando dos ordenadamente no espaco.
A menor unidade desta rede tridimensional, determina-
na melhoria da qualidade ñnal do trabalho realizado. da pela disposiçio dos átomos na estrutura do mineral. é co-
As caracterizaçóes geólogico-geotécnicas. dentre elas nhecida como cela unitária (retículo cristalino) e pode
a caracterização petrográfica, são fundamentais tanto s condicionar. além da forma externa do cristal, outras proprie-
estudos de viabilidade e nos projetos de implantação de c n .as, dades fisicas como a dureza. a clivagem. etc. A Figura 2.1
como naqueles de previsão, prevenção ou correçio dos efei- mostra a estrutura intema e a forma cúbica derivada deste
tos dartosos de processos naturais (como os escorregamentos). arranjo, para o mineral halita (NaCl).
De igual importancia e o tratamento destas informaçoes a Alguns minerais são amorfos - não tem forma própria -
luz de aspectos peculiares, como o ambiente de formação e a por não apresentarem estrutura intema definida. Minerais não-
história evolutiva, que também tem grande influència no seu amorfos ocorrem como cristais, que sic corpos com forma
geométrica, limitados por faces, arranjadas de maneira regu-
comportamento ante os processos intempéricos. erosivos e lar e relacionadas com a orientação da estrutura atómica
OI.lIÍO$_
Um ou mais elementos químicos podem constituir os
No que diz respeito as rochas, deve-se enfatinr que os minerais. Os minerais formados por um só elemento sic
estudos petrogríficos, quando aplicados i Geologia de En- menoscomuns e pertencem a classe dos elementos nativos,
genharia. compreendem. além da determinaçlo mineralógica como, por exemplo, ouro, cobre. enxofre. carbono. etc. Este
e correta classificação da rocha, o fomecimento de inñorma- último forma dois pollmorfos, o diamante e a grafita. mine-
çóes detalhadas sobre sua granulometria. tipo de alteraçio
(hidrotermal. intempéries) e sua intensidade, presença de
minerais secundários, estado microfissural, microtectdnica,
de formações intracristalinas. etc. Estes aspectos são impor- Cloro . _ Ç
tantes para o entendimento das caracteristicas meclnicas e
hidráulicas, visando a previsão do desempenho dos diferen-
tes tipos rochosos sob condiçoes de uso a que serão sub-
i__i
metidos
Nefite Capítulo são abordados os minerais fonnadores p, ¡rsrsrsÍrlm-jzahV_1'_ ' ea)
de rochas mais comuns e os principais tipos rochosos. procu-
tando-sc destacar os aspectos mais relevantes para a Geolo-
gia de Engenharia. O Capítulo 13 - Caracterização e Classi-
ate.r:-t'i "' .clã
ficação de Maciços Rochosos aborda tais aspectos do ponto
de vista geotécnico ou geomeclnico. Figura 2.1 Estrutura intoma e forma da halita

ÀTÉ'
16 Minerais e Rodin:
í
centro do cristal e estabelecem relações entre si que depm-
rais de mesma composição quimim. mas com estrutura cris- dem da simetria cristalina. Para fins de orientação, o eixo n ¿
talina e. oonseqüentemente, propriedades fisicas distintas.
Em sua grande maioria, contudo, os minerais são com- frontal, o eixo b lateral e o eixo c vertical. Com base nos
elementos de simetria, os cristais foram reunidos em seis gru-
postos químicos resultantes da associação de átomos de dois
ou mais elementos. Muitas vezes, exibem isomorflsmo, fe- pos. denominados sütenus cristalinas (Tabela 2.1).
A forma externa do mineral e o hábito. A Tabela 2.2
nómeno apresentado por substâncias que possuem estrutura 'll

eúâzzimz szmzurznzz z mmpozsçaú qurznicz atzúmz Éúczso apresenta aqueles mais comuns entre os minerais formado-
dos plagioclásios, que formam uma série isomórfia onde a res de rochas.
variaç¡odooonteúdodeNaeC‹anaestruturscristalinade- Aassociaçãodedoisoumaiseristaisdeummesrno
termina uma variação de espécies mineral. unidos por um plano de composição e agrupados .

Os eixos cristalogrlñoos são elementos de referencia segundo uma determinada lei de repetição, comtitui uma
5

utilizadosnadesctiçiodocfutal. Esteseixospassampelo genrinaçio ou mada.

TabeIa2.1 Slstemascristnlínos É 3.

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Conceitos 17

Tabela 2.2 Principais hábitos de minerais tomadores de rocha


HÀBITO CARACTEHÍSTCAS
Acicular Mineral em cristais delgados. semelhantes a agtlhas
Coltnar Mineral em individuos grossos, semelhantes a colunas
Tabular ou lemelar Mineral achetado. em Iamelas sobrepostas
Lamirado Mineral em lines lâminas achatadas
Foliáceo Mineral que se separa facilmente em lâminas ou folhas
Fibrose Agregado stbparalelo de cristais llnos e librosos
Grantdar Mineral em forma de agregado de grãos
Maciço Mineral compacto de forma irregular
Terroso Mineral com aspecto de massa de barro seco _
Botrioidal Agregado com proeminâncies arredondadas. tipo cacho de uva

1.1.1 Propriedades flslcee ° pao especílico: corresponde ao peso do mineral emrela-


çlowpesodeigttalvolumedeigumsendoassimcalcukdo:
A estrutura cristalina e a composiçio quimica mi-
nerais são responsáveis por diversas propnedades peso específico = peso do mineral no ar/peso do mineral no
minerais. úteis para sua determinaçio maaoscóptü. quais ar - peso do mineral imerso n'água
sejam;
O resultado da determinação deve ser obtido com preci-
° brilho: aspecto apresentado pela superficie de Erann-a re- s¡oateesegundacasadecimal,peraau:tiliareidentificsräo
cente do mineral, ao retletir e lui incidente. O brilho pode do mineral. 0 valor e constante para cada espécie, pois tem
ser metálico, vítreo. resinoso ou gruo, sedoso, perlaceo, relaçiocomacomposiçioeeestruniracristalina. 0smine~
adamantino, fosco. etc.; tais, nomialmente. tem peso específico entre 2 e 4. Quando
° cor: está relacionada com defeitos estruturais, composição acima de 4, são denominados pesados.
quimica ou impurezas contidas no mineral. Pode ser carac-
teristica de um determinado mineral, como, por exemplo, a
cor amarelo-latão da pirita. Mas, no geral, e variavel para
um mesmo mineral. O quartzo pode apresentar ampla varia-
_¬-.‹-._- çao de cores. correspondendo as variedades denominadas
ametista (lilás), citrino (amarelo-queimado). etc.;
- traço: 6 a cor do pó mineral que se observa quando este _ _- '_ Ip U ...J _ I._"
risca uma superfície ispera de porcelana branca e dura. Nf
minerais opacos de brilho metálico (óxidos e sultetos), r .
é uma das propriedades diegtóstices para a identificação
*Ema ¬w¬t 5
da especie;
' clivagem: superfície de fratura plana, paralela a uma face
real ou possível do cristal. O tipo da estrutura cristalina de-
termina a presença ou ausencia de plano de clivagem, se- ' ",t
r ›
9 e '
gundo uma ou mais direções, como mostrado ne Figura 2.2a. *g
qualificada como perfeita. boa, distinta e imperfeita;
° li-atura: superfície de quebra do mineral, independente do
plano de clivagem, podendo ser do tipo irregular ou 8
concoide, esta última igual a do vidro (Figura Zlbš
-dureza: resistenciadominereleorlscoouebraio. medi-
dapelaresistenciaqueasuperficiedomineralofereceao ._ . -.`_
risco por outro mineral ou por outra substlncia qualquer. A
determinação desta propriedade 6 referida a uma escala-
padrio de dez minerais, conhecida como Escala de Mohs
(Tabela 2.3);
' tenacidade: resistência que os minerais oferecem ñ fiexão, ' 2 ufç 2
15.'
,oi
_v
eo esmagamento. ao corte, etc Os minerais do grupo das fi-.Ê-,,l__:_í `›:'V.” /1\`\_¡/'Ê ._-_-._
l` .f-c A. .-› "~›~`-"'Í' :=š@¿
N/›`/5"
' V. .¡?;fi£`
° . ' " ' ' z
micas são flexíveis e elásticos. O quartzo, os feldspetos e e
calcita são quebradiços. O talco, o gipso e e serpentina sao É --_-._`.-'Í
`. ›- ,_ '
›.- `/.L×('

sécteis'
° magnetismo: os minerais que contem o elemento ferro säo
afetados pelo campo magnético. Os diamagnéticos são re-
pelidos z os pai-:magnéticos sic atraídos pelo ími. Os D)
que são fortemente atraídos pelo ímã sio chamados Figura 2.2 Clivagens prismátlca e romboedrica (a).
ferromagnéticos, como e o caso da mugnetita (l'~`e,OJ; Fratura concóide (b)

tpe e e e e e e e e e e e
18 Minerais e Rochas

Tabela 2.3 Escala de dureza de Mons


REFEFIENCMS TPOS DE
ESCALA DE MNEHAIS
_ COMPOSÇÂO MNEHAS
OUNDA RELATIVAS
DUHEZA PADRAO
1 Talco Mg,SiO_(0H), Molas
Riscam-se com a irha
GÍPSO CaS0,.2H,O
Calcita CaCO, Risca-se com obieto de cobre
Fluorita CaF, Riscam-socomocarivoteoucomo
cariodovidro Serniduoe
Apalita Ca,(PO),(F,C|.0H)
Ortodásio KAlSi,O, Risca o vidro com diflcrldade
Quartzo S10, Hiscam o vidro
'Ibpázio A|,SiO_(OH.F), Duo:
GDG“JO!UI¿€DN Corhdon Alp, Füscam o vidro com facilidade Q-¡iv_-v
¡'.

1O Diamarto C 3,--
4

IAEG (1981)propdeoe prindpaítaitérioe utilizados ¡‹


1.2 Rochas nadacriçioedassiñclçløderochupenfinedeüeologia [4
nv
deEngenhar'iLDeve-seresslltnrqueoecriterioepropostoe ›
Roc|uéumcr›rpos6lidon.aturnl.restrltnntedeumpro~ seboscinmnoprinc¡pi0dequeaspropriedldcaIisicas.et1ral-
'l

ceseogeológicodeterminldojannadoporegegxdoedeum
ournn'nrninenis.unnj¡doese¡nndouenndic6eedetem-
peraurn e preeeio existentes durante sun fiormnçio. Também
podem ser corpos de mnterial minenl nie-cristalino. como o
vidro vulclnico (obeidiml) e mnterieis sólidos orglnicoe,
rneuteexibidas pelarodn. refleternoeefeitoeoombinadoe
da sunorigem esubeeqüenne hietórinevolutiva, que inclui
osprocessoedeelter-qlo.Seuoonbecimento,a1iadoeoere‹
sulradoedeeneaioerneelnicoe.pe1'mitede1imitnrunidnder
É '1'

como o euvio. rochosa: espacialmente homogêneos do ponto de vista .

Asrochns,deucordocomseumododef0fmIÇ¡0.cone- geotúcnico.
tituem tree grande: grupos: igneu, sedimentares e
meumórfieaecedaquelcom...
Estes grupos rocitosos se inter-relnciorum, evidencian- 1.2.1 Folçõee inner-oecópicu
doocerlterciclicoedinlmioodafonnnrpiodasrochmcomo
mostrado na Figure 7.3. No reconhecimento macroscópico de rochas ou de
A deterrninaçio da natureza das rochas é feito :través amostras de mão, devem ser observados, especinlmente em
das observações realizadas nos tnbalhos de campo. envol- Geologia de Engerrlurio. as seguintes feições:
vendo forma de ocorrência. atruturas, tipos rocboeoe mocin-
doe e outros. Sua dueificição petrogrifice (usualmente de- - estruturas: cornpreendeeorienteçioe aspoeicñesde mas-
terminada em estudos rnicroecúpicoo) é obtida com bue na u§¿o¿cI]oaasemumndetermirudn¡rea,berncomonfei-
sun minenlogia. arnnjo texmnl e cadaquãll çñesresultannes`deÍ;roces¡oegeoi6gieo¡eomo falhuoentoe.
com maior irnportãncin relativa conforme rrtipode roehn. O dobnmentoe. intrusñee ígneu e outros. As rochas Igneu
conjunto destes perímetros define o compommcnto mecâni- usunlmente são maciços, o que pode lhes conferir carac-
co das rochas.

Rochn Sodlmentor
lillflfiçlú
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WWW* rnetamorflsmo
eedimo

erosão
Rocha
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nmrme L
“'°*fi"'°'*¡$'“° Á Rocha
Ignez * anorexia (mean) fletamorfica

Figura 2.3 Ciclo das rochas

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ínfi -mf
Conceitos 19

teristicus fisico-mecânicas constqntes em todos as d1l'€'?3¢5› ' minerais delctérios: são minerais que podem provocar efei-
ou seja, isotropia. A isorientaçao mineral e as deforma- tos prejudiciais quando da sua aplicação, como em agrega-
ções tectönícas de parte das rochas metarnorficas, e algu- do para concreto. Cita-se, como exemplo, o caso da opala
mas CSU-umrzg {acam:imcnto, por exemplo.) de rochas que pode reagir com os álcalis do concreto, causando danos
sedimentares, confere-lhes anrsutmpia (Capitulo 3 - Es- às estruturas civ is;
rrutu ras dos Maciços Rochosos); ' textura: é o arranjo microscopico dos minerais. Muitas vc-
- descontinuidades: este termo refere -se a qualquer estrutu- zes, estes arranjos são exclusivos para determinados tipos
ra gzglógícn que irttcrrorrtpfl., ou possa interromper, qwirldo de rochas. A textura está intimamente relacionada it mine-
submetida a certas cargas, a continuidade fisica da rocha. ralogia e às condições físicas vigentes durante a formação
Engloba juntas, falhas, fraturas, fissuras, etc., podendo even- da rocha. As propriedades mecânicas dependem, em porte,
tualmente incluir pianos de fraqueza em acamamentoã, da textura, que reflete o grau de coesão da rocha; Í
bundarnentos e foliaçöes. A resistência das rochas é afeta- ' granulometria: refere-se ao tamanho dos grãos. E um dos
da pela freqüência e orientação de sistemas de fraturas. As critérios de classificação das rochas sedimentares. Nas ro-
fraturas também são locais propícios à perco lação de ágtnas chas ígueas, a granulação diferencia macroscopicamcnte as
superficiais, o que favorece o intempertsmo c a formaçao rochas vulcânicas (mais finas) e plutõnicas (mais grossas);
de srgilomincrais. Estes, por sua vez, podem ser carteados, ' icmr-stiunirae:são estruturas de dimensões microscópi-
deixando cavidades (vazios) que facilitam ainda mais a cas (microfraturas, microfissuras, znicrofzrlhas, rnicrodobras
per-colação de água, ou podem tornar lubtificada uma su- e outras) que também são determinantes para a maior ou
perfície, facilitando escorregainentos; › menor resistência mecânica das rochas.
° cor: apesar de ser um parâmetro subjetivo e, muitas vezes,
variável num mesmo tipo de rocha, é característico para um As Figuras 2.4 n 2.12 apresentam diversos exemplos
determinado corpo rochosa, servindo para qualificá-lo, em de feições microscópicas e macroscópicas
conjunto com os demais aspectos aqui mostrados. A título
de se obter uma maior homogeneidade na descrição, é re-
comendável o uso da Rock-Cofor Chart publicada pela
Geoíagicai' Society of Americo (Rock-Color Chart
Committee, 1963).

1.2.2 Felçõcs microscópicas


As análises petrográficas, que são realizadas mediante
o exame de seções delgadas de rochas em tnicroscópicoe
polarizndorrs, compreendem rt deterntineção c a qusnriñcarfic
dos minerais constituintes e suas inter-. 'ões, descrição dos
padrões de alteração, deformação e outros. São normalizadas,
no caso de estudo de rochas para revestimento, pela ABNT
(Capítulo 20 - lviateriaís Rochosoe para Construção).
Os minerais característicos e necessários para a classi-
ficação pctrográfica são denominados essenciais e aqueles O lrrtrn
que ocorrem em quantidades menores, cuja presença não seja
determinante para sua classificação, são chamados acessó- Figura 2.4 Granito com textura granular composto de
rios. Estes minerais são considerados primários. quartzo (0), plagíoclásio (P) e microclínlo (M).
Em Geologia de Engenharia revestem-se de importân- Plagiociáslc semi-alterado em sericita (Sl. Polarizadores
cia os minerais de alteração, ou secundários, gerados a par- cruzados
tir da modificação dos minerais primários, principalmente
por processos intempérlcos. Nestes, novos minerais são for-
mados pela decomposição química de rochas metarnórficas
e igneas, quando expostas às condições reinantes na superfí-
cie terrestre. Compreendcm, entre outros, os argílominerais e
os hírlróxidos de ferro e de alumínio.
Os minerais também podem sofrer modificações atra-
vés dos processos hidrotennais, que estão relacionados, prin-
cipalmente, à fase final de processos ígneos (ou magrnáticos),
onde ocorrem reações entre as soluções aquosos quentes e as
fases sólidas preexistenrcs.
Destacam-se a seguir mais alguns conceitos de interes-
se à caracterização das rochas:

- minerais secundários: a presença e o modo de ocorrência


de minerais secundários ou de alteração intempérica
(argilominerais, hidróxido: de ferro, Sais. sulfatos, etc.) sub-
sidíam a determinação da estabilidade química c física da
rocha ante as condições de uso em que serão empregadas, O lrnm
como, por exemplo, as rochas de enrocarnento, que serão I
submetidas a ci cloe de saturação (chuvas, enchentes) c se- figura 2.5 Textura porfirítica em riólito. Fenocristais de
cagem (épocas de estiagem). Sua quannficsção também quartzo (Cl) a de piroxênio (P) em matriz granular micro
fornece o grau de alteração da rocha; a criptocristatina. Polarizadores descruzados
20 Minerais e Rochas
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Ê
Figura 2.9 Filito composto essencialmente de sericita Ê;
Figura 2.6 Basalto amigdaloidai composto de mostrando as direções de xistosíclado (S) e de
plagiociásio (P). augita (A) e opacos [O] em texxura cranulação (C). Polarizadores dascruzados
granuiar. As amígdajas (AM) estão preenchidas por r
ú.
argilominerais. Polarizadores descruzados
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-¬ ‹"" “P”._ _ -H_. .i“:'z~1..T;.`_ . 'J¬
O I rnrn
6" 1 I'I'\I'\'I

figura 2.7 Basalto amigdazloidal ...mm _I__=Igu5:_|_ QQ g_ _)5isto _composto por mu:-:covita (M)
argil`õn1¡nëfa`is {A}`dEí`§?üp'o da“11'fo11tmo'riIom'ta crenulaõa, quartzo [O] E píqüifiibiastošdë gfahäda 16).
preenchendo amígdalas ou dispersos pela rocha. Poiarizadorss cruzados
Polarizadores dascruzados wir
J

'|I'I'Im O Imm
O í

Figura 2.11 Ouarrztto com cristais de quartzo em ar-


Figura 2.8 Quartzo arenito. Grãos de quartzo (Q) cif ranio granoblástico ineqüigranular. Polarizadores cru-
montados por carbonaho ioaloita - C). Polarizadores cru- zados
zadúâ

_ z 41
Principais Minerais Formadores de Rocha 21

A Tabela 2.4 apresenta as composições químicas e as


propriedades físicas de alguns dos principais silicatos for-
madores de rocha, acessórios e de alteração.

2.1.1 Nesoeslllcatoe
Os nesossilicatoe são minerais que contém tetraedros
(SiO)" independentes (Figura 2.13). ligados por cátions de
Fe, Mg, etc.
Os principais minerais formadores de rochas desta
subclasse são os do grupo da olivina, incluindo também im-
portantes minerais acessórios como a granada. a titanita e o
zircâo.
A olivina ocorre, principalmente, em rochas ígneas
básica e ultrabtsicas. Sua alteração (hidrotermal) produz
O 1 fl'\fl'\
serpentina verde e óxidos de ferro (rnagnetzita) ao longo dos
planos de fraturas. _
A granada 6 mineral característico de rochas
Figura 2.12 Milonito com micro augens de microcllnio metnmórficu (xisto: e gnnisses), sendo também encontrada
(M) e agregados Ienticulares de quartzo (O)_. em rochas igneas ultrabásicas e zraniticas. Sua alteraçio pro-
rezzristalizado em matriz de granulaçao fina e composi- duz clorita e hidroxidos de ferro (limonita).
ção quartzo-teldspática. Polarizadores cruzados A titanita é mineral acessório muito comum em rochas
igneu, especialmente as plutonicas. intermediárias e ácidas.
Sua alteração produz leucoxènio (termo geral para se referir
ao material fino. opaco e esbranquiçado, que consiste nos
2 Principais Minerais Formadores de polimoríos de Ti0¡, nitilo e anatisio).
O zircio é mineral acessório comum em rochas
Rocha plutonica.sendotambémenconn'adoemrochassedimentares
detríticu, constituindo um dos chamados minerais pesados.
Na formação dos minerais. très fatores são importan- É praticamente inalterável nas condiçoes atmosféricas.
tes: pressão, temperatura e disponibilidade de material
químico. I
Durante o processo de diferenciação geoquimica da Ter- 2.1.2 Inoeelllcatoe
ra, que resultou na formação da sua parte sólida mais extema
(crosta terrestre), dez elementos ali se concentraram, Os minerais desta subclasse contêm unidades
totalizando cerca de 99% da sua composição. Destes, o oxi- tetnédricas ligadas por oxigénio: em comum, formando ca-
génio (465%) e o silício (282%) são os elementos mais co- deils simples (Si¡OJ' ou duplas (Si,O, )* (Figura 2.14, a e
muns nos minerais fonnadores de rocha. os silicatos. Os de- b, respectivamente). Por isso, o hábito destes minerais 6 em
mais são: Al (8,296), Fe (5,696), Ca (42%) e outros (Na, K, geral alongado. do tipo prismático.
Mg. Tt, P). Os inossílicatos formadores de rochas reúnem-se em dois
Nu estudo sistemático dos minerais é comum classificá- grupos principais: o dos piroxénios e o dos anñbólios.
los levando-se em consideração a sua composição química. Os piroxenios são silicatos anidro: de cadeias
Embora já tenham sido descrita e classificadas mais de 2.000 tenaedricas simples. Cristalizam-se nos sistemas monoclinico
espécies minerais. apenas um pequeno número 6 formador (augita, diopsidio) e onortñmbioo (hiperstenio). Sua clivagem.
das rochas. Nesta síntese, que contempla, principalmente, caracterizada por duas direções a um ângulo de 87°, 6 típica.
dadosde Wmchell e Winchell (1951). Deer et al. (1966), Dana
(1976) e Milovsky e Kononov (1985). são apresentadas ape- ° nuflta: especialmente abundante em rochas igneas básicas
nas as classes que apresentam os minerais formadores de (gabron e basnltoa) e ultrabísicas (piroxenitos). O dlopsídio
rochas mais comuns, bem como os minerais acessórios e de 6 mais comum em rochas metamórficas (rochas
alteração mais importantes. calcioseiliciticas). A alteração hidrotermnl destes minerais
produz elorita, serpentina, talco e óxidos de ferro;
2.1 Sllieatos
Os silicatos. estruturnlmente, apresentam o ton Si" si-
tuado entre quatro íons de O* compondo um arranjo
tetraedrico (Si0)*. O alumínio (Al"). terceiro elemento mais
abundante. não só substitui em parte o silício neste arranjo,
Como também os cátions Fe” e Mg°'. O restante da estrutu-
ri dos silicatos é tomada por cátions dos outros elementos
comuns (Nr, K°, Ca”. etc.). moléculas de água ou íons
hidroxila
:Sl
Os stlzcatos são divididos em subclasses, confomte o :O [s¡o,]*
lipo de ligação entre as estruturas tetraédricas. O pequeno OO
numero de elementos que compõem esses minerais se com-
blnam, nas mais diversas proporções, tomando muito gran-
de o número de espécies. de composição variada e complexa. Figura 2.13 O ânion silicático, com arranio tetraédrico

---it-. _._..._íQ_
22 Minerais e ROC-MLS

(3) (bl

[stzøtl " O 1 S* O = 0 lfiitfltl i


Figura 2.14 Arranjos de cadeias simples (a) e duplas (b) em inossilicatos

- hiperstênio: esta presente em rochas ígneas básicas (gabros, aquecida (a 1Í)0“), se desfolha e des-prega em fragmentos
especialmente) e ultrabrisicas (piroxenitos). E mineral pouco vermjfortnes (de onde vem a denominação \rer1nicuIita].
abundante, mas característico das rochas do grupo dos Os argilominerais {filossilicatos secundários) apresen-
charnockitos. Sua alteração produz clorita, serpentina, tal- tam íons Of' e OH' desempenhando papel importante na con-
co e óxidos de ferro. figuração gerat da estrutura, podendo construir elementos
estruturais, tetraedros e octaedros, dispostos em camadas
Os anfihólios são silicatos hidratados de cadeias alternadas. A classificação das espécies é baseada no arranjo
tetraedricas duplas. Sua principal característica 6 apresentar dessas camadas. no espaçamento entre eles e nos elementos
duas clivagens prismáticas, em direções segundo ângulos de químicos envolvidos. A análise por difração de raios X e o
124-”. metodo mais rápido e preciso de idenrificação das espécies.
A microscopia eletrônica também 6 uma ferramenta impor-
- hornblenda: muito comum em rochas ígneas. especialmente tante. No ambiente continental (oxidantc), óxidos de ferro
nos dioritos. Em granitos é menos freqüente. Em rochas pigmentam esses minerais com cores avermelhadas. Os
metamúrftcas. ri abundante nos anfibolitos e menos nos argilominerais são formados pela alteração intempérico de
gnaisses. Sua alteraçio liidrutermal origina clorita e carbo- outros minerais, como feldspatos (comumente alterados em
nato. Por intemperismo. altera~se em argílominerais e óxi- cauiinita], olivina, piroxênios e anfibólios, sendo também
dos de ferro. produtos da alteração de vidro vulcânico. As espécies mais
comuns são a caulinita, a montmorilonita e a illita.

2.1.3 Fllossilicatos - cnulinita: constituinte das rochas sedimentares detríticas


(grupo dos pelitos) e da argila dos solos. Origina-se da alte~
Os minerais desta subclasse são hidratados e suas uni- ração de aluminossilicatos (feldspatus e micas, principal-
dades tettaédricas se dispõem em folhas, onde cada tetraedro mente). É refratária e não-expansiva. Tem amplo emprego
6 ligado a outros très por oxigênios em comum. Uma série de industrial;
Cadeias duplas, f0n'nadaLs'pcla'unídadc -ant ticà
(Figura 2.15), se repete indefinidamente t ti duas direç .
O hábito destes minerais 6 foliáceo, com uma direção O O O ~ O 0 O
principal de clivagem segundo o plano das folhas tetraédricaa.
Os grupos que reúnem os minerais formadores destas rochas O O O O
são as micas, argilominerais e outros fllossilicatos de
alteração.
As micas são filossilicatos primários, cujas espécies I I I O
principais são a muscovita e a biotita, que se distinguem fa-
cilmente pela cor. Com relação à tenacidade, são flexíveis e O O 13.13. : O
O O
elásticas.
O O O O
° muscovita; é a mica mais comum e importante das ro- Cn U O -IJ C1
chas metamórficas (gnaisses, Jristos e quartzitos). Tam-
bém ocorre em rochas ígrieas, principalmente em O I O O
pegmatitos. Na forma de Sericitfl, variedade com hábito
Iarninnr, brilho seduso r: granulaçãü mais fina, é um mine- O O O O I O
ral secundário derivado de aluminossilicatos (feldspatos,
nefelina e outros). Por intetnperismo pode se alterar em
caulinita ou gibbsita; O:Si
- lãiotira: é encontrada em rochas ígneas ácidas (grani- C):O
[Sii0.z] 4'
tos, riolimsl e intermediárias (sienitos, traquitos, dioritos
e andesitos) c em rochas meta.rt1órficas(xistos, gnaisses).
Altera-se em clorita. Por irttemperismo, pela perda de Figura 2.1 5 Arranios de unidades tetraédticas
álcalis, passa a ter cor marrom a amarelo-dourada e, quando om filossilicatos

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24- Minerais E Rochas
Embora sendo Óxido, o tipo de estrutura da süica per-
' montmorilonitaz constituinte das rochas sedimentares mite enquadra-la nos silicatos. Os tipos principais sãzy
detríticas (grupo dos peliros) e da argila dos solos. E o prin- quartzo, calcedônia e opala;
cipal e, por vezes, o único constituinte dos basaltos altera-
dos. Origina-se pela alteração dos alurninossilicatos e mi- * quartzo: é um dos minerais mais comuns na natureza. Cons-
nerais ferromagnesianos. Em meio aquoso, caracteriza-se titui as rochas igneas ácidas (granito, riólito). sedimcnrarza
pela expansão, por efeito da adsorção das moléculas de água detriticas (arenitos) e metamórficas (quartzitos, gnaisses, “J

o o o qo entre as cadeias tettaédricas;


- illitaz também chamada hidromica, é um grupo de
xistos). Nas rochas É incolor (hialino), leitoso (hranm
translúeido) eƒou entumaçado (cinza). As variedades colo-
zirgilominerais, de composição e estrutura intermediária ridas são comuns. Freqüentemente, preenche fraturas ou
entre a muscovita e montrnorilonila. São comuns em veios em rochas de origem variada. O quartzo é muito re-
folhelhos de origem marinha. ` sistente it alteração, sendo o principal constituinte das areias
e de solos arenosos;
Outros filossilicatos de alteração são os minerais: clorita, ° caleedônia: é urna variedade criptocristaiina¬ fibrosa, de
serpentina e talco. cor variada, brilho graxa e hábito botrioidal. Dependendo
das suas cores, estruturas, etc recebe nomes pecidiares como
° clorita: encontrada em quase todos os tipos de rochas, É ágata, õrtirt e jaspe; _
constituinte importante de rochas metamórficaa (em espe- ' opala: é sílica hidratada (Sit) .nl-IZO); amorfa. Tem cores
cial, os ciorita itistos ou rrisros verdes). Mineral secundário claras (branca, cinza) e brilho perláceo, comumente
formado pela alteraëão da biotita, piroxënios, anfibólios, opalescente (exibindo reflexões internas coloridas).
granadas e olivinas. fleirível, mas não elástico. Asvezes,
se comporta corno argilomineral, em especial quando apre- Os fedspatóides são minerais cristalogmficamente apa-
senta granulação muito fina (argila): rentados dos feldspatos,'porern ricos em Na' e K* e pobrä
' serpentina: constituinte importante de rochas metarnórficas em Siülz
(serpenlinitos). Forma-se pela alteraçâoitidrotermal de ro-
chas ultrabásicas ricas em silicatos magnesianos (olivina e ' lefeliuaz é a variedade mais comum, constituinte das rochas
piroxênio). A variedade de hábito fibroso {cris0tila) 6 flexí- ígneas alcalinas (nefelina sieujtoa e pegmatiros alcalinos)
vel e tem brilho sedoso. É isolante térmico e acústico, e um estando ausente nos outros tipos de rocha. É muito instável,
dos tipos de amianto. A variedade de hábito larninar alterando-se hidrotermalmente em albita, muscovita., zeólitas
(andgorita) é compacta e tem brilho graxa; e outros felspatúides (cancrinita e sodalita). Mais raramen-
* talco: constituinte de rochas metamorficas: esteatito ou pe- te altera-se em caulinita.
dra sabão, e xistos, junto com clorita, 6 fonnado pela altera-
ção hidrotermal de silicatos rnagnesianos. Amplo emprego As zeúlitas são minerais secundários compostos por
industrial. silicatos de alumínio, hidratados. Constituem polimorfos nos
sistemas cúbico, tetragonal, rornboédrico, ortorrombico e
tnonoclínioo:
2.1.4 Tectossilicatos
Os minerais desta subclasse contêm tetraedros de (Si0,)"
ooooo ligados entre si por oxigênios em comum, resultando numa
estrutura continua tridimensional (Figura 2.16).
A relação Si:0é 1:2 mas, em muitos casos. o Al” subs-
titui parte do Si”, teittliattdo na adição de outros cátions (Na*,
K', Catl) disponiv is no ambiente de.cristalização,Ípar_a`j:|,ue
haja a neutralizaçãë das cargas.
Os grupos que reúnem os principais minerais formado-
res de rochas são os feldspatos, a sílica, os feldspatóides e as
zeólitas.
Os Íeldspatos são os minerais mais abundantes na crosta
terrestre. Geralmente, possuem hábito prismãtioo ou tabular.
Os tipos principais são: o feldspato potãssico e os
plagioclásios:

- feldspato potâssieo: é comum nas rochas igneas (granito,


sienito), nas sedimentares detríticas (arenito, aroóseo) e nas
metamorticas (gnaisses e rristos). É mineral predominante
em pegmatitos. As 'principais variedades são o ortoclásio
(monoclínico) e o microclínio (triclínico). Alteram-se
hidroterrnalmente em sericita e, intempericamente, em
caulinita;
'° piagioelásiosz correspondem a uma série isomúftica contí-
nua entre tipos sódico (albita - Ab:NaAlSi,Ou] e cálcico
(anortita - An:CaAl¡Si¡0,). São divididos em seis espéci- .;Si
es: albita, oligoclasio, andesina, labradorita, bytownita e
anortita. Está presente em quase todos os tipos de rochas
O i O [seca]
ígncas e metarnórficas (gnaisses). Na alteração hidrotermal
podem originar minerais do grupo dos epidotori - Figura 2.16 Afranio tridimensional de tetraedros em
Ca¡(Fe.Al)Al¡[SiO,_][SiO.,]O(0H) - calcita e sericita. Por tectossiticatos
internperismo, originam sericita e argílominerais.

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Rochas Ígrteas IX
t - das variedades mais comuns. Mineral se- mineral secundário encontra-se em veios e fraturas em rochas
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"'uäÊi:¡?,` gëguêeralmente associado a feldspatóides. dos de naturezas diversas. Preenche, também, amigdalas em
::£¡5a5¿ áei-iva. Também ocorre preenchendo amígdalas em rochas basálticas. Mineral facilmente solúvel em meio
rochas vulcãnicaã. acido. Reage com HCl a frio, com fone efervescência pelo
desprendimento de gas carbônico;
- dolomita: é o carbonato de cálcio e magnésio - CaMg(CO )¡
2.2 Não-silicatos - Ocorre em rochas sedimentares (calcárias dolomíticosf e
metamórficas (mármores dolorníticos). Menos solúvel em
."t Os minerais não-silicatioos abrangem os grupos dos meio ácido que a calcita, reage Eracamente com HCI a frio.
ckmzntos nativos, sulfetos. óxidos e hidróxidos, carbonatos, com pouca efervescência.
-.
lralóides e sulfatos. Na Tabela 2:5 apresentados alguns
minerais destas classes e suas principais propnedades fisicas.
2.2.5 Halóldes

`‹
2.2.1 Elementos nativos São minerais caracterizados pela presença do inion de
a um elemento ltalogênio. O mais comum e a halita cloreto de
_-.s compreendem qualquer elemento, na sua forma sim- sódio (NaCl). encontrada em rochas sedimentares de origem
ples (não-combinada). encontrado na natureza: A grafite. química (evaporitos: sal-gema). Mineral Solúvel em água.
mrnposta unicamente de carbono,_e um dos minerais mais
comuns desta classe tz ocorre principalmente em rochas
metamórfitiâ (xisto-. z 2.2.6 Sulfatos
Säo minerais caracterizados pela presença do anion
I- 2.2.2 SUIÍIIOS (S0)". O mais comum e o zlpso. o sulfato de calcio hidrata-
do encontrado em rochas sedimentares de origem quimica
Como sulfetos, destaca-se a plrlta, mineral acessório (evaporitos) associadas com calcarios, folhelhos e margas.
s
ou secundirio em rochas igneas, sedimentares e Mineral hidratado. solúvel em meio ácido. A variedade maciça
metamórficas. Altera-se em limonita e sulfatos. 6 conhecida como alabastm.

22.: óxteos e ntaróinees


Nestes minerais, os lons O4 e OH' correspondem ao
inion que se liga a um ou mais metais. Seus tipos principais 3 Rochas Ígneas
são: magnetita, hematita, especulatita, ilmcnita, lirnonita e
goethita. bauxita e pirolusita: As rochas ígneas. ou magmiticas, resultam da
solidificaçio de material rochoso, parcial a totalmente fundi-
- magnetita: mineral acessório em rochas ígneas, especial- do, denominado magma,gerado no interiordacmsta terrestre.
mente as básicas e ultrabásicas. Alteração por oxidaçio em Conforme seu local de formafio. distinguem-se dois
hematita e, por oxidação e hidratação. em limonita; tipos de rochas igneas:
° hematita: comum em rochas rnetamórñcas (quartzitos, tipo
itabirito) e. como cimento. em rochas sedimentares. A ' plutônlcas ou intrusivas: formadas em profundidade. no
especular-ita é uma variedade com forma tabular e brilho interior da crosta terrestre, pelos lentos processos de
metálico intenso. Altera-se em limonita; resfriamento e solidificação do magma. resultando em ma-
° llmenlta: mineral acessório em rochas ígneas basicas (por terial cristalino geralmente de granulaçio grossa e de for-
exemplo. basaltos). Altera-se em leucoxenio, porem e rela- mas definidas. No seu movimento ascendente a parte supe-
tivamente estavel nas condiçoes atmosféricas; rior da crosta, podem fragrnentar e incorporar blocos das
- llrnonlta e goethita: formam-se pela alteraçio internperica rochas encaixantes, denominados senólitos;
dos minerais de ferro. O nome limonita é usado para se - vulcânicas ou esta-usivas: formadas na superficie terrestre.
referir a todos os óxidos de ferro hidratados. A goethita cons- ou nas suas proximidades. pelo extravazamentn explosivo,
äictui os chap6us~de-ferro (gossans), que capeiam corpos ou nie. de lava - material ígneo que alcança a superfície da
sulfetos' Ten-a - porcondutos vulclnioos. Results em material vítreo
' bauxita: 6 uma mistura de óxidos hidratados de alumínio; ou cristalino. de granulaçio fina.
boehmita (AlO(OH)) e diísporo (HAlO¡) - ottorrómbicns -
muito (ru(on),) - zmeettntee. É pmúuie as danças O oxigénio e o silício sao os elementos mais abundan-
tntempérica. predominantemente química, de rochas igneas tesnscomposícaodo rnagmaesuaviscosidadeediretamente
ricas em alumínio (especialmente sienitos). em regiões de proporcional ao conteúdo se sniez.
clima tropicallsubtropieal. É minério de alumínio; As rochas lgneas sao as que apresentam, em geral. me-
' pirolusitaz 6 o produto da alteração intempéries de mine- lhor comportamento geomeclnico e são as mais utilizadas
rais de rnanganes. Geralmente esta pigrnentando (cores ts- em construção civil, no Brasil. Algumas também são impor-
rrurss ou violáceas) as rochas internperizadas. tantes materias-primas industriais. De maneira geral, as ro-
elias plutónicas tem resistências mecânicas altas. devido a
relativa homogeneidade dos corpos rocbosos, forte coesao dos
2.2.4 Carbonatos constituintes minerais (textura) e granulaçao mais grossa.
Entretanto, as rochas vulcanicas compactas apresentam maio-
São minerais caracterizados pelo anion (CQ)-1:
res resistencias mecânicas que as plutónicas, porém, a pre-
' calcita: 6 o carbonato de cálcio (CaCO,). Ocorre em rochas sença de vesículas ou amígdalss, bem como de disjunções
sedimentares (calcârios) e rnetamdrficss (mármores). Como oolunares, tendem a diminui- ' -ls. Maiores quantidades de
quartzo aumentam a resistencia tneclriica da rocha. Por outro
26 Minerais e Rochas 'i
.lr

- stock: massa ignea plutônica dc volume menor, abrzn-


lado, também aumentam sua abrasividadc, o que leva a um gendo área de afloramcnto na superficie inferior a 100 km?
maior desgaste de equipamentos (britadores, serras Rcfere-se a corpos verticais quase cilíndricos;
diamantadas, etc). ° clique: resulta do preenchimento de fraturas nas rochas da
crosta terrestre pelo magma em ascensão. A espessura poda
variar de ceutírrierros a centenas de metros e o comprimento
3.1 Composição de até vários quilômetros;
- siilz corpo ígneo de forma tabular, concordante em relaçãq
às rochas encaixantes. Apresenta-se em camada de ruarcantz
Os minerais constituintes de rochas igneas, essencial- uniformidade e espessura devido a introdução de niagmzi
mente silícatos, se forruarn à medida que a ternperatiira atinge entre planos de estratificação de depositos sedimentares.
seus pontos de cristalização. Genericaruente, a seqüência de Também é conhecido por coleira;
cristalização. com a diminuição da temperatura, E-. * derrame de lava: as atividades vulcânicas podem se dar
por duas formas:
1. oliviria, piroiiênios, anfibólios (homblerida) e micas (biotita) - erupção central: na superfície do vulcão, forma-se um cone
- denominados rnineraiä máflcos; ligado ao conduto vulcãnico, por onde são ejetados. lava,
2. plagioclásios cálcicos, seguidos dos plagiociásios sódicos, gases e materiais piroclásticos; _
feldspatos alcaiinos, quartto - denomiriados minerais fêlsicos - fissural: a lava eirtravasa ao longo de uma rede de fraturas
- e mica (muscovita). na supe rfície terrestre, recobrirido grandes aire as. A
Os primeiros minerais formados os silicatos de ferro superposição dos sucessivos derrames de lava resulta na
forriiação de um planalto vulcãi-rico.
e magnésio, enquanto os últimos são os alurriinossilicatos de
sódio e potássio. Os minerais acessórios, como zircao, apatila
e titanita são os primeiros a se crisrzilizar.
Por se crisralizarem em condições demaiores tempera- 3.3 Estruturas e texturas
tura e pressão. os minerais ferroruaguesiarioe são os mais
instáveis, podendo se alterar (mudar de composição quimica Os aspectos estruturais e teirturais das rochas ígneas
e estrutura cristalina) tanto pela interação com líquidos freqüentemente se sobrepõem. Por isto, considera-se como
rnagmáticos tardios (mais ricos em voláteis eƒou silicosos), estrutura as feições arquitetônicas do corpo roctiosc, melhor
quanto pela exposição às condições atmosféricas observãveis no campo. Como textura, os aspectos rneso e
(internperismo). Nestas últimas condiçoes, há geração de microscópicos, tais como tamanho de cristais, grau de crista-
minerais secundários, como óxidos e liidróxidos (limonita, lização e outros.
por exemplo] e argilominerais e sais, que reduzem as resis-
tências das rochas.
3.3.1 Estruturas
3.2 Formas de ocorrência Comumente, as rochas ígrieas apresentam as seguintes
estruturas:
As principais formas de ocorrência das rochas ígneas
na crosta terrestre, esqueniatizadas na Figura 2.17, são des- ' maciça: rocha cujos os minerais não exibem o rientação pre-
critas a seguir. ferencial segundo direções determinadas. Tem o aspecto
tanto em afloramerito, como em amostra de mão, de uma
° plutorrs; volumes irregulares de rochas intrusivas: .n_@fl_r°¢h‹=ma1fl.1m=f¿IsG”isflfl 2--IS) ~ -No caso de rochas .
_- batólito: massa ignea de grande volume,-abrangendo área . plutonícas, podem mostrar šiste'rn_a.sTd`e`fraíiãirie`rítõ verti-
de aflorarriento em superfície superior a 100 Irmi. Os con- cais e suborizontais, que se originam após a solidificação
tornos são irregulares e o topo tem forma dõniica. Consti- do magma e favorecem a quebra da rocha em blocos;
tui-se de numerosos plutons menores;

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Figura 2.1? Formas de ocorrência das rochas igneas e relevos as
- Si; Derrama Fissural - DF; Derrama de Erupçao Central - EC: Câmara Magmática - CM

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28 Minerais e Rochas

3.3.2 Texturas
I
A textura engloba os aspectos descritivos da rocha. reta.
tivos ao grau de cristalização, cristalinidade, tamanho e for.
ma dos grãos minerais, relações mútuas entre eles ou com o
vidro eventualmente presente. cujas características são dis-
tintivas para as rochas plutönicas ou vulcânicas. Estes
aspectos quase sempre refletem a velocidade e seqüência de
cristalizaçâo.
Na Tabela 2.6 são apresentadas terminologias, basea-
das em Bates e Jackson (l980) e Mackenzie et al. (1982),
para designar o grau de cristalizaçio, forma, cristalinidade e
textura de rochas lgneas.
A IAEG (1981). com base no tamanho predominante
dos grãos, propos as classes granulométricas mostradas na
Tabela 2.7, aplicáveis tanto para as rochas igneas. como para
metamórficas. Entre parênteses estão apresentados os
Figura 2.18 Estrutura maciça da um granito tes usuais em petrografia.

- lluidalz rocha com minerais isorientados, expressando movi- 3.4 Classificação


mento direcional do magma quando da sua colocação e antes
do seu resfriamento total. É comum em bordas de intrusóes As rochas ígneas são classificadas com base nos volu-
ou diques, nas proximidades das paredes das rochas mes modais de seus minerais essenciais, como quartzo,
encaíltantes; íeldsparos e/ou feldspatóides e minerais ferromagnesianos.
- vesicular: rocha vulcânica que pode conter cavidades de Para a classificação petrogrífica tem sido adotadas as pro»
forma circular. elíptica ou irregular, resultantes da expan- postas da IUGS, compilada: por Le Maitre (1989).
são dos gases presentes na lava, durante o seu resfriamento A classificaçio quimica, utilizada em especial para as
(Figura 2.19). Em geral, se concentram na porçlo superior rochas vuldnicas, está baseada no conteúdo de sílica, in-
do derrame, pela tendencia dos voláteis em escapar nuno 1 corporadonaestruturadosmineraisderochasígneas.AlAEG
atmosfera. Numa etapa posterior, essas cavidades podem (l98l) propôs uma clasiñcsção para as rochas igneas, entre
ser preenchidas por minerais deutéricos (derivados da as quais inclui as rochas piroclásticas. associando e simplifi-
interação dos minerais preexistentes com soluções cando as classificações pettogrãftca e quimica, juntamente
magmáticas tardias) ou secundários, como o quartzo (que com granulometria. A Tabela 2.8 sintetiza estas proposições.
pode formar geodos), calcita, zeólitas_ calcedónia, clorita, As rochas ácidas dificilmente se alteram nas condiçoes
etc. Neste caso, a estnitura 6 referida como unigdaloidal normais de uso, mesmo em meio aquoso. Já as rochas bási-
(Figura 2.19): cas e ultrabásicas tendem a se alterar quando expostas às
° colunnrz esrnitura fomecida pela disposição da rocha vul- condições atmosféricas, podendo ocorrer desagregação me-
cânica segundo prisrnas colunares de cinco ou seis lados, cânica ou decomposição em argilorninerais, quase sempre
como resultado da contração da lava durante o seu expansivos
resfriamento; A Tabela 2.9 apresenta as principais características das
~ em laje: fornecida pelo arranjo tabular da rocha vulcinica, rochas lgneas
com fraturas sepumdobloooede 5 a lúcmdeespessura. _ Granitos e basaltos, respectivamente rochas plutñnicas
resultado dofluxo lamina: de lavas,'m1tsvtscos\s-na e vulcânicas, constituem as rochas ígneas mais abundantes,
superfície. especialmente no Brasil.

3.5 Granitos
Os granitos são rochas ácidas plutónicas, que formam a
maior parte dos batólitos em núcleos de cadeias montanho-
sas. São muito abundantes no Brasil, principalmente nas re-
giões de Escudo (Guianas, Brasil Central e Atlântico).
Comercial e popularmente, granito é um nome genéri~
co para designar qualquer tipo de rocha plutónica. A rigor,
são rochas compostas de quartzo (20-30%). feldspatos (50-
70%); feldspato potássico - principalmente microcllnio - e
plagioclásio, geralmente oligoclásio, e minerais ferro~
magnesianos (5 25%). Destes últimos, a biotita e/ou
homblenda são os minerais mais comuns e, quando estão
ausentes ou em pequenas quantidades (< 5%), adiciona-se o
prefixo leuco à rocha. Os minerais acessorios são magnetita,
titanita, ziruio, apatita e, às vezes. granada. O arranjo textura!
Figura 2.19 Estrutura vesicolo-amigdaloidal oe um e grartular (Figura 2.4) ou, menos frequentemente, porfirítico,
basalto (V - vesícula; am - amigdala) no qual os feldspatos constituem os fenocristais.

i í___ __..-1

I
Rochas Ígnen: INJ ND

Tabela 2.6 Grau de cristalizaçáo, forma, cristalirtidade e textura de rochas lgneas


f GRAU DE CRISTALIZAÇÂO
*mbcñsmgms Nsiramordo comtltuídas por cristais (lentamsrm rasfriada)
|-Ipocrlstalras (vitrofricas) Corstitutlas por vidro s cristais
Hototialres (W955) Corstituldas por vidro (rapidamente resfriado)
* FORMA
Íãuédrico (suomóriico. idiomónlco) Mineral cornplstamsras lmitado por sms tacos cristalinas
5,_¡,¿¢¡1¢¢ rhpataoniórtlco. htpidlomórfico) Mineral parciainerm Imitado por sms faces cristalms
Angmtw (aanomórllco. alotnomórilco) Mineral qua nào aprsssraa faces cristalms
V CRBTÃLNDADE
F ea Cristais individuais vishois a oho
nu; relativa às rochas pltadricas
Dimirams dimensões dos cristais
os mma invisíveis s oho ru
Ahnlics Podem ter vidro ou ser Mlcrocristairn Crismis rscorhscidos ao microscópio
totaknsnta crismlinas; relatiw as
rodns vtacáricas
Crlptocrlstalina Cristais do rscorhocidos nem so
waoswdo
TEXTURA

Grantlar Room holocristalna. com os ninarals comtinimss sproxdmadamsrsa sqüdlmsneiorais


hsqüqrarusr Flocha apreserlanno cristais de ditsrsrrss tomamos
(ou rtatsrograruar)

Porllrlica
Flocta apraseraando cristais maiores (denominados tsnocristais). dispersos em matriz uilorrnemarls
mais Ina. que pode ser lansrllca - grossa. media ou Ina ou atsniica
Poiqtalica Flocln apresaraando cristais rahtivarnarda maiores do determinado nirnral, que srflloba rurterosos
cristaismsnorosdstanoumsis rnimrdadiisrareas

'I O IO IO IO ÓO OQ.
Os granitos tendem a ter cor rosa a avermelhada quan- A alteração intempérica dos granitos propicia a forma-
do predominam os feldspatos potássicos e cinza quando pre- ção de argilominerais (caulinita), a partir dos feldspatos c a
dominam os plagioclásios. Aestrutura 6 usualmente maciça, desagregação da rocha em material areno-argiloso
mas pode exibir certa orientação marcada pela isorientaçio A abundância e boas características Eisico-mecânicas
de feldspatos. Muitas vezes, os granitos se partem segundo dos yanitos (homogeneidade, isotropia, elevadas resistên-
um sistema de planos onogonais. cias a compressão e alteração, baixa porosidade. etc), quan-
Os granodiorltos são rochas com parentesco com os do nao-slterados e nio-frsturados, favorecem seu usoern obras
granitos e que comumente ocorrem associadas. Apresentam civis tanto em fundações, como em material para construçao
larga predominância de plagioclásio (65-90%) sobre os (agregado para concreto, rip rap e outros). Associadamente,
felmpstosalcslinose rnainrconteúdodem¡ficoe0stnnaIitns sua aparenciaos Íazmuito apreciados parausocomorocha
sic rochas em que o plagioclasio totaliza 90% a 100% dos omamental. sendo utilizados como placas para revestimento
feldspatos. Os charnocldtos constituem um de pisos, paredes e fachadas, pias, balcões e muitos outros
derochssplundnicas, cuja natureza(¡gneaou )é (Capítttlo20-Materiaisl7.ocbososparaConstmç¡o).Asan.i-
Ilidefimdnapresentando aspectos macroscdpicos, microscó- lisesmiaoscopícassioúteisparaverificsraexistenciade
P1¢0G e lnmeraldgicos muito semelhantes aos das rochas minerais instiveis, alterados ou potencialmente deleterios,
lflllíticas (sensu lato), mas contem carscteristicamente o bem como de microdescontinuidades e materiais de
mineral hiperstenio. preenchimento.
Nas bordas e no interior depluwns graníticos 6 comum Os riólitos são os equivalentes extrusivos das rochas
1 Ocorrência de diques ou veios formados pelo preenchimento graníticas, exibindo a mesma mineralogia essencial, muitas
de franu-as, na rocha recem-consolidada, por outras rochas vezes só determinada por analises químicas, visto a finlssima
l81'|=_=ls Cristalizadas a partir do magma residual. Estes diques granulação dos cristais ou a presença de vidro. Como máficos
e veios recebem as seguintes denominações: apresentam preferencialmente piroxenio (augita). Ocorrem
em derrames, constituindo, em conjunto com outras varieda-
' Pfiflliatitosz quando apresentam granulação muito grossa des az menu vulcânicas aeiou, z sequsmu Ázisz da For-
G S50 Gompostos de quartzo. feldspato alcalino e muscovita, mação Sem Geral, nos estados do Sul e Sudeste do Brasil.
lfltalurtente acompanhados de minerais raros. ricos em lítio, Tambem formam diques e sills.
berflto, nióbio, terras raras, etc.; Sua estrutura 6 maciça, passando a vesicular ou
' fillüífllr quando apresentam granulação tina e compõem-se amigdaloidal nos topos dos derrame. A coloração 6 geral-
dt quarta) e Eeldspato alcalino. mente rosa-avermelhada ou cinza-clara a média.
//ffkx
30 Minerais e Rochas
mecânicas e usos semelhantes aos dos granitos. Sua cor preta
Tabela 2.7 Classes granulométricas - rochas ¡g_neas também as faz muito utilizadas como rocha omamental,
(IAEG. 1901). Entre parênteses. os limites usuais em especialmente em arte mortuária.
Petrografia Na alteração intetnpérica origina-se um material argi-
loso (caullnita), contendo óxidos e hldróâtidus de ferro, que
GFlANULAÇÃO TAMANHO (mm) lhe confere coloração avermelhada ou amarelo-alaranjada.
Os andesltos são rochas vulcânicas intermediárias
Muito Qrossa > 60 (> 30) compostas, essencialmente, de plagioclasio (andesina), com
Grossa 2 - 60 (5 - 30) roineralozias semelhantes aos dioritos. Tem cor cinza-escura
a marrom-esverdeada, e seu modo de ocorrencia, suas estru-
Média 0.06 - 2 (1 - 30) turas e seus aspectos texmrais, tal qual a maioria das rochas
vulctnicas, são semelhantes aos dos riólitos.
Fim 0.002 - 0.06 (‹ 1)
Mtito Fina < 0.002 _ 3.7 Slenltoc
Os sienitos sao rochas plutoriicas intermediárias, tam-
Sãotocltasafanltica.s-tnicro.criptocristaliuaSouvi- bémdenominadaarochasalealinasdevidoaoaltooonteúdo
t1-eas-em¡¡eralporliriticas(I-'izura2.5). Osfenocristaissio dealealis(Ke Na)nacomposiçiodosminera¡sessenciais.
de quartzo (que costumam apresentar contornos regulares ou Ooorremnañormadestocksisoladosoucomo facies margi-
arredondados por corrosão). feldspam potassioo e plagioclásio nais de batólitos granlticos.
(menos comum). e piroxenio. As atnígdalas. de forma arre- Sin rochas fanerlticas. zranulares. compostas essen-
dondadaoutnegular.podemestarp_reencl|idasporqt_tart1t›0 cialmente por feldspato potissico. O quartzo. quando pre-
(emurnaoumaisvariedades.comolualin0,ametista.cto'tn0. sente, atinge quantidades inferiores a 10%. O
calceddaia. etc). carbonatos ou aeólitas. (sódioo) também nao porta: mais que 20%. minerais
Estasrochasnioslotloutilizadascomomaterialde fenomazoeaimossioabiodneahombkndgpodmdofior-
con_so'uç¡oeivilquantoos¡ranit0s.pouapresear¡ade_quartao maragregadmaosquaisaeassociaamaznetita. Entretanto,
mtn1oIin0nasttamatrtz,quasesempreastornamaistests- ce maficos mais comuna sao os silicatos alcalinas. piroxenios
tentasaocorteemserrasoucoroasdiamantadaaprovocaodo e anñb6lios.1`ambempcdemocorrmosfeldspatóides.como
a nefelina. a sodalita e outros. ao lugar do quartzo. constitu-
As variedades dos nólitos sao: felstto. granófiro, indo. por exemplo os nefelina
vitrófiro, pedra-pomes (usada como material abrasivo e Apresentam cor rosa-avermelhada a vermelha -
polidor) dentre outras. amarronzada e. frequentemente, estrutura fluidal, resultante
doalinltameulosubparalelodoscristaisdefeldspato potíssico.
Deve serrnenc-iooadooaodalita sienito. de corcinza-azulada,
3.6 Diørlios comercializad0oom0Az:ulBaltia.umadasrocltasmaisapre-
ciadas e valorizadas no mercado de rochas omamerttais.
Os dioritcs sao rochas plutonieas intermediárias. Ocor- Pela atuaçio iotempética. estas rochas se alteram em
rem como pequenos corpos (stocks) associados a suites material argiloso (caulinita) que, por lixiviaçao. pode resul-
graníticas em cinmrões otogenicos. São compostas essen- taremdcpósilosecon0mi0oadebauxita(mio£:i0dealumlnio).
cialmente por plagioclásio sódico-cílcico e minerais mafioos Ostraqultose Iooólitoasio tocltasvulclnicas decom-
como biotita, ltomblenda e/ou piroxeoios. O quartzo perfaz posiçao selelliante aos sienitos e feldspatoides sienitos.
menos de l0% do volume e, quando emquatttidade¿r_iai_o_r¿s __¡A¡!S°5_
respectivatnente._Oítt.eio llíqtt§§z.p1e_em:lIIfld0 ` . __ _
(até 20%). o nome petrogrifico mcebedprefixdquanzo cottdutos vulcânicas. ou em pequenos derrames. Aoor e cin-
(quartzo dtorito). O feldspato potáasico em geral é acessório. za com pontuações escuras (traquitos) ate verde-escuras
Amagnetita. em pequenos gr-iosouoctaedros. eatausocia- (fortólitos). Os aspectos estruturais eterrturais, bem como os
da aos fertomagnesianos. Ettibem textura fanerltica, granu- usoseupropriedadesfisico-rneclnicas.alosemelhao|eaa0s
lar, por vezes porfiritica (fenocristais de plagiocläsio). A de riólitns. Sin suscetiv i alteração intempéries produzindo
grartulaçio e usualmente fina a média e a cor é cinza-escura (caulinita), com cores vermelha ou amarela.
a preta. Muitas veaes. exibem aspecto mesoscópico tipo sal e pela pigmerttaçio de compostos de ferro.
pimenta (branca e preta). Apresentam características fisico-

1'al›eIa2.0 Ctasslllcaçâodercchasigneas

ct.Assr=icAÇÃo TEOFI DE Si0, cLAssI=tcAÇÃo PETfloGt=tAt=tcA¡


QUMCA cs|=tAt~|ut.oME11=ttA
Acidas Granito (› 0.06 mm) 0 rlóitn (‹ 0.06 mm)
tmermeaiànaâ sz - 66% oicmc (› 0.06 mm) e amostra (< 0.06 mm)
Gabro (> 2 mm). diabásio (2 - 0.06 mm) e basalto
aàsâeas (_: om mm)
Uttraháaicas ‹ 45% Pcridotito e pironanito

.-

ipo eo io eo0 oe o o o eo e
R1

1 Rochas Ígrteas 31
...H -

,at
~*-1-;-_ 3_3 Basaltoã Os gabros são rochas básicas plutõnicas, compostas de
plagioclásio cálcico-labradorita (45-65%), augita (25-45%)
Os basgtros são as rochas igneas vulcânicas mais abun~ e minerais opaeos (magnerita efou ilmenita)_ Olivina ou
d n;-g Sun maior ocorrência É na forma de derrames _e, no hiperstênio podem ocorrer em pequenas quantidades (até
Barasuiltl constituem a Forrnaçzio Serra Geral da Bacia do 10%). Constituem pequenos stocks, e têm propriedades-e usos
Paraná' Onde paffazem mais de 90% das rochas vulcânicas semelhantes aos dos basaitos compactos. A cor é cinza-escura
'existentes _ , _ _ _ _ a preta, às vezes, com pontuações de cor brarico-acii1zeutada_
M A mineralogia essencial e plagioclasto cálcico Os diabásios (ou dolerltos, para os europeus) são
(labracmrita) (35-50%), itugita (2Q¬40%)_,. magnetita ou microgabros, que ocorrem em diques e, menos comumente,
r. ¡¡¡-nznira (5-15%) e quantidades muito variaveis de matnz silk. Na Região Sul¬Sudeste do Pais, são comuns enxames
`,¡n.¿a_ A textura ê afanítica, mtcrogranular, por vezes destes diques, cortando grande variedade de rochas.
zmâgaateidat (Figura 16)- _ Os anortositos são uma variedade de gabro de cor
2,, Sua cor é cinza-escura a preta, com tonalidades branco-acírtzentada (também denominados leueogabroa),
__; avermelhadas ou amarronzadas, conf_ert_das poroxidosf constituídos essencialmente por cristais de plagioclásio
izidróxidos de ferro gerados pela alteraçao tnlempenca cálcico. A estrutura é maciça e o modo de ocorrência na for-
_ :gi-' Pode apresentar estrutura maciça (compacta) ou ma de stocks. No Brasil, são pouco freqüentes.
_ -:f vzsíeutarƒamigdaloidal. Zeólitas, quartzo, carbonato, vidro e
` _-z, 1 afgilqminerais (produtos da- alteração do vidro) preenchem
as amigdaias. _ 3.9 Peridotitos e ptroxenitos
É muito usada- como pedra britada, em agregados
agf,-1|¡j¢ns e para concreto, em lastro para ferrovias e outros. Os peridotitos e os piroxenítos reúnem o grupo de rochas
Na grande maioria das rochas basálticas, o material ígneas ultrabásicas compostas principalmente por siljcatos
vítreo achu-se tttlttsformado (devittificado) em argílominerais ferromagnesiartos, contendo até 10% de plagioclásio. A cor E
(especialmente do grupo da montmorilonita, que compreen- preta, às vezes, corn tonalidade esverdeada Não são rochas
de minerais expansivos) (Figura 2 7). Sua presença favorece comuns e sua ocorrência em afloramentos e pouco freqüente.
3 rápida desagregação da rocha quando exposta à umidade pois têm rápida decomposição em condições at:rnosférieas.
(chuvas) e secagem (estiagem). Este fenomeno foi verificado Nos peridotitos, a olivina 6 o constituinte essencial que,
e controlado, sobretudo quando do seu uso em enrocamento, com freqüência. ee altera em serpentina e, mais raramente,
durante e construção de diversas usinas hidrelétricas em em talco, ao longo de fraturas, formando os O
basaltos, da Formação Serra Geral, da Bacia do Paraná. dunito é uma rocha composta essencialmente de olivina.

E ;- Tabela 2.9 Principais características das rochas ígrieas



i~-¬- Hocus Esmuuxm 1'E×'rut=|A W COÉ _ MNEFIMS ESSENÇIAIS
3- ‹
,
'¡"_' - Granito Maciça Grantlar fina a Cinza a rosa- Querem. plagioclásiofteldspatao potássico
4 e grossa/ porlirtica averrnelhada (biotihihofltblerltiaj
Diorito Maciça Grarnlar Iloa a Cinza‹esc|.ra Piagiotdásio, biotita. Fnrrblenda
+2?
___1_' grossa Iquartzoffetdspatn potássico)
S ienito i' Maciçaffleud onar Grandar lina a Rosa a marrom- Feldspatn potássioo thiotitaƒhorrbleodaj
Nefeli oa grossa avermelhada {aegirina)
Sienitso [nefotineJsodaita)
Gabro! Maciça Grartúar grossa Cinza-escura preta Plagioctásio cáhzieo. augita. opaeos
CDJPÔ-20”-iCr"`U D iabásio fina a rnéclia
F'etidoli E0! Maciça Graotlar fi na a Preta, esverdeada oiâvimfpiunerte
Piroxertitn grossa

Flíolilo Maciça/VB3i:uI0~ Graruar crtptso a Cinza a rosado Quartzo, plagioelásio, feldspato potàssico
amigdatoidal microeristatinal [biotita¡'hor|'tbler|da)
porllriiea
Aodesiln Maciça Granttar crioto a Cittza-escuaƒ Plagioclásio, biotita, homblertda
nitetocristalinaf marrom-esverdeada (quartznflekispato potássico]
porlirlica
Traqutio Maciçaƒluxionar Granular cripto a Cinza a viarde-escura Feldspato potássieo tbiotitëlihornoiernoa)
mir:'ot:ristaIina (aegirirta)
UJ)›(`l- Z]>›ÔI-C I
Fonólto porfiriica {nete|íoai'sodaIitaJ
Basafno Maciçalvesiezio- G'arI.tlar cripto a Cima-eecu-a a preta Ptagioclásio eáteico, augita, opaoos
amigfilaloidal microcristatiflal vítrea

_» .
'T'-› ' _
älrgis e Rochas

_O _ _ e. o principal
. _ constituinte.
. . . . . , _ É BC 1cV°
Jsrrg-oxenitos, a augita A sejam: o intempenstno (Capitulos 5 - Clima 9 _ 1:' Í' ..z;)- _
era! comum de altera ão
ç .
tle.:ito de possuírem propriedades fi'sico-mecâni-
:llmes às dos granitos, a baixa resistência à altera Solos), ai erosao,
" u transporte e a deposição
' ei:-.. "CÊ_"'_
m _ . (CHPIÊUIO
ais ferroniagnesianos que as compõem, requer cessos de Dinâmica Superficial) e a Iitificaçãfl- ua nda: 'cj 3
. ¡ nos proietos
:stbia _ de grandes obras civis. As estruturas sedimentares são fomiadflë q r¡¡.¡-,árz 5 E:
dellosição dos sedimentos e classificadas cotllf' P JEI 'tj
_
quando de origem _ ou zõefrttndanâers
Puratnente mecânica » ' 5, Qer'J'C3' 1"! _
ogas piroolásticas do de origem qufniica, formando nódulos, conCI°ç eu U; C '(:¡"' 'L'
tros. A estrutura primária mais típica tê o acamflm 1 I-II
ro.-is resultantes da acu la ' esrrati.f.icaçao),
_ que representa o arranjo destas fofílfnz r:£'__"Ê> E
;ão e cimentação. de grãos oumu çao, e posterior
fragmentos de mate- camadas distintas, com espessuras variando dC 5°" ingçí as ":›
o lados por explosão c expulsão aérea até poucos metros. Também E utilizado d termfl mm 1 CÍIT-1 _
z amido com sua granulometria, que reflete por sua
um
para se referir a estratos com es e “C "__
e o conduto vu Ieânico - os grãos maiores estão Estratificação cruzad d p ssura menor Q etc, ..5-'-'“_-=¡- C:
outros exem l a, gra acíonai, marca; de onda'
nofis rochas pirociãstícas são classif
iel¡'?.l0. tcadas cori-
P °*-
A transformação - teia
dos sedimentos ein roch25 uâc “ “É” 'Í
P1-¢:="'
logo após sua deposição, por meio de um conjuflffl .za çã.^"Í"' ="
cessos químicos (dissolução, precipitação, cristal; der:-'III' '_
assificaçao das rochas pirocláslícas recnstfilízëçâo, oxidação, redução c outros) e fi'.5t'C_°5' .p¡-as-E; __
miuado diagênese, que ocorre em condições de bâlxas
GR?
Fgm) * ;
seowicwro * t _
Rocio 1 São e temperatura. Os principais
' ' ' processos são: _
. Bomba Agtomerado ¬ ° círnentação: cristalizaçâo dc material mineral t:arf¢3d(;_,§¢=r'l_ _-`
É 1 .Tí-_
água que percota os vazios entre os grãos (poro5)› P O ¢IrI¬l
iejflftado lluido)
O since amena uieâf..-ez cliendo~os e dando coesão ao material, tramfotmfifldofl ríãt -1
rocha . Êo p tocesso predoiniiiante na litifioação de ma te CDÊ*
relatado eóiaút sedím
Lapis: me iapiiee . ' grosso e_ com pouca
. entar mais
cimentos mais comuns
_ matriz
. _' rg1`J°5a`
fflffc
cinza Tuto °*¡°°dÕ
(limonita) , si'I'principal sao
_ ii calcita, lltdróxidos da
~ ff ¬ * compactação: ica (nas pfwesso
diversas deforrnas,
litificgição qusr :_-1__V(:P
de sedíni
como 5 1 21 -If
Í tos maisma,
finos,etc.)silto~
e sais (gipso,
` halita);
' _ E rn -*
Sfimentares
_ argilosos (larriitos). E provocada P
Scflzentarcs eorupressao dos sedimentos Sob o peso daqueles soüffifsíá O
Ju .V . são resultantes
. _ da consolidação tos, havendo gradual diminuição da porosidade, eXP'J ¿)s 5 _.
a, particulas minerais provenientes da da água intersticial ' 51.
io Qlnsporte de rochas preexistentes, ou da c atração
nir.nu, ainda, de ação biogêníca Constitu- sedimentos carbonátioos são iônica entre as
submetidos, napartículfls
dia 61165 É '
ela f ame-nte fina (aproximadamente 0,3 ltim, Compaclaçao e subsequente- dissolução
- por presstifi
g- 5/fl' daU
xi-3) da crosta terrestre, que recnbre as recrista lízação. Nos sedimentos calcários magnesíanos Pod 6
:ta ' cas. Os floilieihus, areiiiton e calcárias, ocorrer a dolotriitiração sub detemiinadas oo d' ' 5
itulgdpíerto de 95% das rochas sedimentares. salinidade, temperatura pH, etc ti 191€ ta,
Co.›ãetri.as bacias sedimentares como. as a calcita em dolomita; , , ., que transfonna, .renrtt Í”
ma ' outras. ' ' - autigênese; f '
.
ormaçao de minerais _ nz
. situ
_ (dirion-itnfldfí.,
_ 5 _
ilitñtares constituem importantes recur- antígenos) durante a dia 'n
_ ge .cre Assim, ocorre t _f0_ttt_1_‹'
de glauconita e a transformação de matéria orgânica *ÉH1 = "š¿'
endo ser citados os calcárias e
ismnias para várias finalidades indus- hidrocarbonetos (petróleo).
'id.¢ construção civil; carvão, etc. São
as r servirem de reservatórios de pe-
fr sim jazidas de minérios aluvionares 4.2 Classificação
ti: .assiteríta.
ão liecidas, em Geologia de Engenha- As rochas sedimentares são geralmente clasiificadfifi'
ria, pois, em geral, apresentam baixas conforme sua origem, cm: detríticas, como os atentos, 05
:agr-iuitas vozes, são fi-iáveis, devido à siltitos e os argilitos; químicas ou híoquítnicas, como 05
in is constituintes. Com vistas ao uso calcárias, os carvões, etc. São destacadas, a seguir, is rochafi
ill. importante sua caracterização Sedimentares mais Comuns.
rã determinando-se, neste caso, a
;a matriz argilosa. o tipo e o modode
'ialggante (cimento), ii porosidade, a 4.3 Rochas detríticas (ou elásticas)
tru ras presentes, que podem fornecer
tí.n.io das suas qualidades mecânicas. As rochas sedimentares detríticas sãoformadas pela arte
mutação e posterior diagênese de sedimentos derivados da
O desagregação e decomposição de rochas na supcrfícicerres-
rre. A coinpmiçáo destes sedimentos reflete os proce.°.a›s_ de _ -- 1
'rijão intempensmo e a geologia da área fonte. Estes sedimzntczú
podem ser de natureza terrígena (derivados de rochas exuten-
_. ._. ._ ;='=F
rita., em sua maioria, se formam a __ _-f "'? -
vctiiõem o ciclo sedirnentar, quais tes na superficie terrestre), piroclãstica (derivados de ertiiçözz
vulcânicas, Ja' abordados tio conjunto das rochas ígnen), i
calcáría (derivados do retrabâilhatnento de partículas calcárias).

L' .:. _

nz- -

›o40°'
Rochas Sedímentarrí-3 33

Os ¡,._-mtzrpais componentes das roc


nzrsdtl'
_ ¬'z
c rt rcas sao
' cessa ao encontra:
Qllfiftlü, que - -
a borda de outro grão- I Cie
quadris, ha o sobr.-ecrescirnento (overgrowih) dos gl- ,MDS
, ¬ lr . e ãos minerais uartzoe `m 'rn f r ' - _ ' S1;
=lfz1df=r›==*°=*'
=*f=*°***'*g“*°“F°§t§'
P““`“P lTzLÍÊ;-“* É” tsiize-znsiieâz)
- ` as sua iq ieeztii- Lvâíizzãidí'
niúfózzms <i¿°..â2Ê¡Íti°pÊf”âÊr2§nrÊ`
f tz - p›“Íz`í~Íz§tJ”ã““z“a
l QE~
E °“i<=1‹:z›
matriz: de grnniilometria rn 1 ` mp 1 d e erro que reco re osigraos, I 3,»
1-¿d¡.\ entre. os. gritos; _ _
Sgmpre srlicoso l lc B.hrnoruta).
(G4ou dõnä
1), carb°_nm'160
Oƒipo de- 8quarizo,rnznsde25%defeldspatosentre
0Se0.hero
Fragmentos
sentes, orwa-se
corno de
,de_ rocha rochas gramticas
e rniens
matriz bém osc15%]
fornece
detríticas
argílosa (até conlero,
rnrnerms
podem alénl
ooreave;,_-«nleut
Qrãs t_ Pads
¢S¡a:1c:‹:›S_
ci;-_¡¡,__:n -re..
doA
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“men
tu. li-155
q '
u `-W;-,go (hematltn error resistência med escnça do oxtdos de ferro tam
calcila) ou ECU
í siltcosos
¿ determinartte da maior 011 m sao_ os que fornecem oial- pr
à rocha; ' abundante (15-75%) matriz cqnsútuída
cimento h O crrlcrltos
nico da fl-'C °- 5 1 _ .
mmm mess.) z dureza as ror:has._Carl_sonatos, _ _ :spc I de ciorita, sericita c grãos tamanho silte de qua
em caiçits, são solúveis em meto ácido.l Seus sao solu-
ssiiicnção dos ~ gr-nuvaqaz
decontem
íeldspatos. Nalagioclásio e deosEragrnentos
fração areia. de reta. c°m¬¢
rocha¿Q::`t_Z‹:›
grãos de quartzo (ie lnflm
m ' m â g ua. _ _
descritivo na c a' ' das é o sobreos
' p' ‹ A cor é cinza-escura. a p
“mg ' ct
'pal elemento ' ` S posiçao variada.
pm delrtttoos,
'' e das rochas deles granuioménco
iV ntervalos deriva ,
sedímãzmzjs
t an 0 05 Ê* ãos`- 'segundo os
¡“ʶ,,c-,dos Wiz Eâeznz às weznwonn (rabeta 2.11).
la de classificação granulométrica dos sedimentos detríticos
T bela 2.11 Esca

" ' - sedimentos .r


TP~M^“H0 WWE cmsss - .
oscutsscimmi ' , A
Ftudito
'ÍFÍÊSÊ Bloco
Casr:.alh0 ou brecha Psefito
256-64 Pedi? Cooglomerado
64-4 Seixo
4-2 Grântlo
Areia muito grossa O Aronirg
2- l
Areia grossa ` Areriiio Psamit
1 - 0,5
0.5 - 0,25 Areia média Areia
0,25 - 0,125 Areia fina Í-Utilo ú

0,125 - 0.06 Areia muito fina Siititø Polito


Silte
0.06 - 0004
. Silte 'ia Argilito _ñÍÍÍ Í Í Í
zé 0 004 Argila i_i_i_i__&rgi_ ' _ do grego; C: termos derivados do latim
dos
Otis.: A: designações mais comuns; B; termos deriva lituo são rochas detriticzs constíltiídas
Os lutitos ou pe
por pa rticulas É tz úmin) É “Bila (<
tamanho silte ({},Ú6-(1,004
o grupo mais
Conforme :1 Tabela 2.11, e de acordo corn Peliijohn 0.004 mm). ' ' ir un an - F C füohas .
(197 5), podem ser destacados très tipos de rochas detríticas: sedimentares. Seus principais constrrnmtcs mz, O
os ruditos, os arenitos e os lulitos. argilominerais (illita. caulinita e, menos, frcqüc são os
Os ruditos ou psefitos são rochas sedimentares montmorilonitri) e partículas de quartzo no tamnteme
delritieas contendo mais de 25% dos eomponentes, geralmente As cores estão relacionadas ao conteúdo deflflho si1te_ ei
fragmentos de rocha. com tamanho > 2 mm (na prática. são carbonoso (grafite) e ao estado de oxidaçãü do materialreta.
` do pr-im
abundância ` eiro confere cor cinza_¿Scumf:“'°-
oentirnétricos, podendo ser até métricos). Quando a forma
dos fragmentos é arredondada, a rocha reoobc a denomi- As cores avermelhadas são devido à pregz _ P
nação conglomerado e. quando é angulosa, brecha. Ruditos ferro que atuam corno pigmentos. Estas Õxtdos de .
com quantidade significativa de matriz são denominados exibem fiseilidade, que é alelos
a propriedade
finamente¢¿osse' em gfiral,
Pafâšão
P393 de .
tais
placas segundo planos par
diamictitos. mento Está relacionada ã orisntaç30. d osat.
Os arenitos ou psarnltos são rochas sedimentares COIIIO O 333512 .
^ ' com 3 p"°d°mí.nânr:i
detrírieas contendo mais de 50% de grãos com :zrmmho entre `
minerais ` filossilica
` ' 'ticosaus
Dedeacordo
Eissihdade ¢¡,_ mem - tê rn- 5° 1 O
2 E 0.06 mm. Os principais tipos são: de sille ou argila e os gr
P
v
1 0 llflflrtlo arenitot é o mais abundante. O quartzo [hial¡no, ° siltito; rocha sem fissilidade constituida de .
cnfiimaçado ou leitoso) éconstitui
'5% de maismatrizdcsilto-nrgilosa.
95% de grãos oOs mzinho süie. _ Ao. laio é_-aspern,
- al; devido àpresen Çpzfglculas wf
É quartzo, .

Clâstieos. Pode comer at t ' 'lica, carbonatos e outr como constituinte p i incip
r..
J. cimento, quando presente, e sirochas, sob condiçoes ade-
arte destas
.__¡ (Frgura 2.8). Em p
'i.

J
f

.._.
3-l Minerais e Rocha-9
águas magnesianas ou pela reorganização dos íons Mg* na
- folhelho silticu: rocha ííssil constituída de partículas tama- estrutura cristalina da calcíta.
nho silte e argila". _ Í A Tabela 2.l2 mostra a classificação mineralogirza,
- argilito: rocha sem fissilidade constituida de particulas baseada no conteúdo dc dolomita, e a classificação grand.
tamanho argila. Ao tato é lisa e possui plaslicidade quan- lomélrica, baseada no tamanho dos componentes principais,
do úmida. Os argilorninerais são os seus principais cons- esta última proposta pela IAEG (l981) para os calcáriog
tituintes; _ _ _ _ _ detriticos
- folhelho argilaso: rocha com tissilidade, constituida de
partículas tamanho argila; _
~ ritmito: rocha com cstratificação marcante, caracterizada 4.5 Carvão
pela alternância de finas lâminas de material ora síltico (cor
cinza-clara), ora argiloso (cor preta).
Rocha formada por processos bioquimicos, a partir de
restos vegetais acumulados soh condiçoes anaeróbicas, que
4-4 Calcários e dolomltos impediram sua oxidação, tais como ambientes de acumu-
lação de água estagnada [pã.ntanos).
Os calcárias e dulomitos são rochas carbonáticas com- A série do carvão E formada pelos seguintes tipos:
postas por mais de 50% de minerais carbonátioos (calcita ou ° turfa: rocha de cor castanho-amare1ada,oon1 textura fibro-
dolomita, respectivamente). Em geral, no entanto, tem 80% sa (de origem orgânica) bem preservada;
a 100% destes minerais. - Iinhitn: rocha de cor castanha, mais compacta que a rurfzr,
Estas rochas são importantes matérias-primas para as cujos fragmentos de planta ainda podem ser reconhecidos;
indústrias cimenteira, da cal, vidreira, siderúrgica, de tinlflä. - carvão mineral: rocha deeor preta em que a matéria vege-
de borrachas e muitas outras. Os dolornitos também são usa- tal foi totalmente transformada em mineral;
dos como corretivo da acidez de solos. É comum seu -uso em ' :ntr-acito: rocha de cor preta, densa e brilhante.
construçâqcivil, especialmente como brita, em agregados para
concreto. E preciso considerar, porém, sua queda de resisten- O folhellto pirnbetuininoeo é urna rocha de cor casta-
cia mecanica e sua dissolução quando meio ácido. Por nlro-eacura a preta, com fissilidade e granulometria lina, cons-
outro lado, sua baiita dureza leva a um menor desgaste de tiruídade sil.te,argilae malériaorgânimnaformadequerogènio
equipamentos em britagens e moagens. (mistura de hidrocarbonetos de moléculas grandes) que pode
Os dolomitos são relativamente mais duros e insolú- ser extraído, por destilação, na forma de petróleo. No merca-
veis que os Como estas rochas, com freqüência, do é conhecida por xisto betiiminoso. O conteúdo de matéria
ocorrem associadas e sua separação pode ser difícil, 6 neces- orgânica variade20%a30%eoÓleoerrtraídode2% a 12%.
sário dimensionar de forma correta os equipamentos para Na Região Sul do Brasil, no Paraná e em Santa
evitar desgaste precoce. Catarina, ocorrem importantes depósitos desta rocha, bem
Pelo intemperisrno químico, a calcita é dissolvida pela como de carvão mineral.
água, formando-se cavernas, dolinas, sumidouros e outras
feições denominadas cãrstioas.
Os calcárias são rochas formadas por processos quími- 4.6 Evaporitos, chert e diatomitos
cosƒbioquímicos em ambientes marinhos, de águas rasas.
Tambem podem se formar por fragmentos ou grãos Os principais representantes das rochas sedimentares
carbonãticos mecanicarnente transportados e depositados, de origem quimicaƒbioquírnica, à exceção de calcãrios e
em geral, na propria bacia de sedirnentação. dolorrritos, já descritos, são: evaporitos, che:-r e diatomitos.
O calcário argiloso, com uma porcentagem de argila Os evaporitos são depósitos salinos formados pela pre-
superior a 50% .é conhecido como marzo. _ - _ 'cipitaçãtrde 'e lementos químicos- (sais) a partir de-salmouras
O travertino é uma variedade de rocha calcária, de ou soluções concentradas por evaporação, em ambientes
cor bege e estrutura maciça, formada pela precipitação salinos (mares e lagos salgados) cem regiões áridas.
química a partir de águas superficiais, ou subsuperficiais, Os principais minerais evaporíticos são a halita, que
ao redor de fontes, especialmente terrnais. forma os depósitos de sal-gema, e o gipso, que origina os
Os dolomitos também são rochas carbonãticas depósitos de gesso. Além de baixíssima resistência mecâ-
CO IOÓ IOÓ OI I O IOC sedimentares, em geral, de cor cinza- clara e granulação fina, nica, estas rochas são prontamente solúveis em água, por
aparentemente geradas a partir de calcárias. A transforma- isto sua associação ou inrercalação com outras rochas
ção de calcita em dolomita pode ocorrer durante a diagènese sedimentares (por exemplo, calcário) deve ser delimitada,
do calcário, ou após a sua formação, pela percolação de antes da implantação de obras mineiras ou de engenharia.

Tabela 2.1 2 Classificacöos minoralógica e granulomètrica de rochas carbonáticas sedimentares


CLASSFICAÇAO GFIANULO- TAMQNHO DOS
CLAssi=ir:AÇ;Ã0 Dotourra
MNEnAt.ooicA~ pt.) gp i MÉTREA rtaEG,W1gss11 g emos rmmi
Calcirudilo ›2
czúrzâse _ É o-io
CalCat'Ett'ilD 0,96 - 2
Calcário dolorniioo ' 10-50
Cfllcisâillltü 0,002 - 0,06
Dolomito railciico 50-90
Calcilulitro < 0,002
Dolomitc 904 00

ÓIQIO IO IÓÕIÓ
.__. ___._._ g _ :_ _
Rochas Meiamórficas La Un

U ¿-,im-z é rocha Silicosa de granulação fina e origem ° maciça: rocha com aspecto compacto, homogêneo e com
¡m¡z_~zi ou ausência de minerais com orientação planar ou dispostos
iluanular ou bioquímica.
zzlcedonía. Éconstituída
uma rochadebastante
quartzocompacta
tinarnentee
em leitos;
ãrr a zipresentando fratura concoicle. Sua estrutura pode ° føliações: estnimras planares resultantes do achatamento
5; gm çzimada ou nodular, quando formada pela substi- dos constituintes minerais. É usual englobarem diferentes
tuição de calcarios. _ _ _ _ ` _
tipos de estruturas, condicic nadas pela natureza da rocha e
Os diatumitos sao rochas formadas pela acumulaçao deformações posteriores, tais como a xistosidade e a
de C3,-zpziças silicosas de diatomáceas, com pequenas quan- crenulaçâo. A xistosidade e o arranjo planar de minerais
¡¡dz|di;5 de testas de radiolários e espículas de espongiários. micáceos em iristos, tilitos e outras rochas. As crenulsçñes
.- POSS ue m alta P0 msidade'
constituem dobramentos em escala niicroscópica,
, '›, L
superpostos aos de ucala meso e macroscopica. Geralmente,
reflete fases de deformação distintas. A Figura 2.9 mostra
~?.'_ - estas estruturas (sistosidade e crenulação) em um filito;
5 Rochas Metamórficas ' linesções: englobam qualquer estrutura linear na rocha,
As rochas metamórficiis são derivadas de outras como minerais alongsdos segundo as direções de
._-Í ' cisalhamento e outros. Este termo 6 quase sempre utiliza-
preexistentes que, no .decorrer dos prpcessns geológicos,
sofreram mudanças mineralogicas, qurmicas e estruturais, do para se referir a estruturas lineares que não se caracte-
no estado sólido, em resposta a alterações das condiçoes rizam como foliações. ~
i
fígiças (temperatura e pressão) e quimicas, impostas ein
profundidades abaixo das zonas superficiais de alteraçao As principais texturas de rochas me tamórficos, confor-
e cimentação, ou seia, no dominio das transformaçoes me Williams et zl. (1982) e Yardley et al. [l99Ú), são:
i E”
diagenëticus. V _ _
Estas alterações provocam a instabilidade dos ' gralloblãstica: encontrada em rochas não-foliadas, maci-
minerais, que tendem a se transformar e rearranjar sob ças, nas quais os minerais recristalizados são
as novas condições. Pode ocorrer desde a recristalização eqüictimensionais e com bordas bem suturaclas. Exemplos:
*_ mineral até reações rnetamórficas mais intensas. A quartziios e mármores;
ia.-
recristalhação, que compreende o aumento de tamanho - Iepidoblástlca: devida à isorieniiição de minerais micáceos,
.`r.'« eƒou a modificação na forma externa, é um fenomeno foliáeeoti. isorientados paralela ou subparalelainente. Exem-
ii predominante nas rochas monominerálicas como plos: xistos, filiios, etc.;
calcários e quartzo arenitos, que passam para mármores ~ uematoblástica: rocha com predominância de minerais
e quartzitos, respectivamente. As reações tuetarnörñcas prismáticos (piroxénios ou anfíbólios) isorientados. Exem-
mais intensas implicam no aparecimento de novos plo: anfibolitos;
-n
minerais que retomam o equilíbrio estável dos ° granolepidohiematoblásticaz rocha que apresenta porçoes
componentes das rochas nas novas condições. com textura granoblástics intercaladas com outras de tex-
"Í.f~›
_.-i
Estima-se que, no metamorfismo, a pressão varie de 2 tura lepidoblütica ou nematoblástica. Exemplo: gnaisses;
"-5
›-=-
a 10 kb (200 a 1.000 MPa) e a temperatura atinja até SUCPC, * porfirobláslicaz contém cristais maiores (porfiroblastos)
.It a partir da qual se dá a fusão da rocha. A temperatura E dispostos em matriz griinoblástica, lepidoblãstica, etc., de
fi função da profundidade de Solerrarncnto na crosta terrestre grariulação mais fina. A textura poiquilnblástics e aquela
1' ou da proximidade de corpos ígneos. A pressão envolvida em que os cristais maiores englobam um ou mais minerais
1:. corresponde à pressão litostãtica; à pressão dirigida decor- de dimensões menores. Exemplos: hornfels, xistos;
'-r- rente das te nsöes de deformação, na maioria dos processos - cntaelãstiea: quando os minerais se encontram deforma-
F1'J_. regionais; e à pressão de fluidos (IÊO e Cül) presentes nos dos, cominuídos ou quebrados por deformação mecânica.
poros cfou estrutura cristalina. Os uidos presentes são fun- Exemplos: brechas tectõnicas, milonitos.
damentais para que as reações metatnórficas ocorram. Tais
reações são, basicamente, de desidratação eíou
decarbo natação (perda de l-1,0 efou de Cüi) e, em geral, são 5.2 Metamorfismo local
consideradas isoquimicas.
A rocha resultante de um processo metarnoifico depen- O metamorfismo local, ou metamorfislnn de contato,
T. de, essencialmente, da sua composição original, das condi- ocorre quase que exclusivamente pela ação do aquecimento
ções de pressão e temperatura e dos fluidos envolvidos, ou de rochas ígneas, sedimentares ou metamúrficas, ao redor de
seja, rochas de composição mineriilógica diferentes (por intrusóes lgneas ou abaixo de derrames espessos. As rochas
exemplo, calcários, follielhos, basaltos) irão apresentar geradas são, em geral, maciças, não-foliadas.
rnineralogia metamórfica diversa, mesmo quando subme- Os horntels constituem os tipos litológicos caracterís-
tidas a ações metamorficas semelhantes. ticos deste metamorfistno. Os novos minerais formados
_ A modificação da composição química ocorre pela crescem sem orientação preferencial, quase sempre como
introdução de fluidos (em especial, de origem rnagmática) porfiroblastos, às expensas dos minerais originais, configu-
a partir de rochas proximas. Este fenômeno é chamado rando estruturas denominadas maculudas, ou mosquedss.
Illetassomatismn. Em geral, são rochas muito duras e resistentes, por isto, pou-
Dependendo do ambiente geológico e da extensão geo- co utilizadas em construção civil.
gráfica onde ocorrem estas transforrnações, o metamorfisrnu Também de caráter local há o metamorfismo
Pode scr classificado em: local, regional ou dinamotemial e hidrotermal, que se desenvolve pela ação de fluidos aquo-
dinâmico (zonas de cisalhamento). sos e quentes que percolam rochas próximas a iritmsoos
magrnáticas, ou que se encontram em zonas de cisalhamento
ou falhamento. Este processo, leva li hidratação dos minerais
5.1 Estruturas e texturas constituintes. Citam-se, como exemplo, os:
08 processos metamúrficos podem desenvolver diver- ~ ser-pentinitos: rochas de cor verde ou avermelhada corn-
sas estruturas. Descreve-se, a seguir, as mais comuns: postas por serpentinas (antigorita e crisotíla, predomi-

'i
36 Mt`nerot`s e Rochas
são e temperatura nas quais se formaram, como, por exetn.
nanternente) e formadas a partir de rochas ultrabásicss plo, granada e outros que, muitas vczcs, constituem
(peridotitos, piro:renitos}. São fontes de amianto. A mais porfiroblastos ou poiquiloblastos [Figura 2.10);
expressiva ocorrência destas rochas, no Brasil, se eu-
contra no Complexo Máfico-Ultramãfico de Cana Brava,
em Goiáâ, 5.3.2 Grtaisses e migrnatitos
r esteatitos ou pedra-sabão: rochas compostas essencial-
mente de talco, com quantidades subordinadas de rnicas, Os gnaisses são rochas usualmente quartzo-feldspáticaz-,_
clorita, etc., e formadas a partir de rochas bãsicasi de gtanulação média a grossa e com moderada a forte or-;.
ultrabásicas. Têm grande emprego industrial, além de entação planar, denominada estrutura ou foliação gnáissica_
servirem para estatuãria. Apresentam baixas dureza e re- fornecida pela isorientação de minerais placoides ou de
Sistência mecânica. hábito prismático. Podem ser rochas derivadas da deforma-
ção de rochas graniticas submetidas a um metamorfisnm
dinâmico, ou da total reorganização mineralogica e tetrtutal
5.3 Metamorfismo regional de rochas sedimentares, em especial as pelíticas, sob con.
O metamorlismo regional ou dinamotermal esta, dições tnetatnúrficas de alto grau. Ao atingirem determina.
genética e geograficamente, ligado aos cinturões otogêoicos dos valores de pressão e temperatura, as rochas pelíticas
podem se fundir na presença de água (processo de anatexia),
e se desenvolve quase sempre acompanhado de movimento, gerando compostos dos quais se cristalizam quartzo,
devido à atuação tanto da temperatura, corno da premio. E, fetdspato potássico e plagioclásio, com granada e muscovitz
portanto, um fenomeno progressivo no qual a recristalização como acessorios.
mineral é, em geral, acompanhada do desenvolvimento de U5 migmatilos (do grego mígma, atos: rocha mistura-
estruturas em resposta aos esforços desenvolvidos. Estes da) são rochas de composição e estruturas heterogêneas (cha-
podem levar à isorientação :deformação dos minerais, cuja
orientação preferencial sc desenvolve perpendicularmertte ã madas migmatiticas) e de granulaçao media a grossa que,
em geral, ocorrem em terrenos metamórficos de alto grau
direção de compressão máxima, e sua intensidade se reflete
no tipo e na forma das estruturas geradas. (Figura ?..'2.ü). Sua origem, controversa, se daria por fusão
Estas estruturas, ii relacionadas e que são abordadas parcial de rochas preeitistentes, ou pela injeção de fundidas
gtfmíticos em rochas gnáiããicas.
no Capítulo 3 - Estruturas dos Maciços Rochosos, represen- Megascopicamente, os migmatitos compreendem inter-
tam descontinuidades e anisotropias, cuja investigação e
caracterização são necessárias para a implantação de obras calaçom em rochas gnáissicas, de porções ora de cor clara
de engenharia de grande porte. (leucocniticas), de composição quartzo-feldspárica, pobres em
Deve-se, porém, mencionar que parte das rochas for- rnáficos, ora de cor escuta (melanocráticas), em geral foliadas
madas neste tipo de metamorfismo é maciça, ou compacta, e compostas de minerais máfioos, dispostas das mais varia-
não exibindo orientação preferencial dos minerais. das maneiras.
Os gnaisses e os rnigmatitos são rochas resistentes e
apropriadas para a maioria dos propósitos de engenharia,
5.3.1 Ardósias, Iilitos e xistos desde que não alteradas e não apresentando planos de foliação
(em geral, ricos em minerais micáceos, como a biotita] em
Este grupo de rochas caracteriza-se pela riqueza em quantidade e dimensões que possam configurar
dcscontinuidadcs ou planos propicios a escorregamentos.
minerais micáoeos e pela foliação bem desenvolvida. São
produtos do metamorfismo de rochas sedimentares pelíticas.
As principais variedades, com o incremento das condições
metamorticaficfião a ardosia..os_filitos_e_ds.nistos. listra illtià 'l

mos são os tipos rochosos mais abundantes.


A ardósia 6 uma rocha de granulação muito fina (com
minerais de dificil individualização a olho nu) e orientação
planar muito intensa, chamada clivagem ardosiana. É com-
posta, essencialmente, de sericita e quartzo. Sua principal
característica é a fissilidade, que pode favorecer a ocorrência
de escorrega mentos e outros processos. Por outro lado, esta
característica favorece a exploração e a retirada de placas,
utilizadas na cobertura de casas, nos países de clima frio, por
apresentarem maiores resistência mecânica e isolamento
térmico que as telhas cerâmicas normais. No Brasil, as pla-
cas são utilizadas no revestimento de pisos.
O filito é uma rocha muito foliada, caracterizada pela
xistosidade flnamente espaçada e pela granulação muito fina
(Figura 2.9), ainda com minerais de dificil individualização, Figura 2.20 Estmtura migmatítica
embora sejam maiores que os das ardosias. É composta
essencia ltnente de sericita e quartzo, podendo conter como
minerais acessorios; grafita, clorita, feldspatos e outros. Os
f`t.lossiIi-:atos conferem à rocha um brilho sedoso caracte- 5.3.3 Mármores, quartzitos e outros
rístico, nos planos de xistosidade.
Os xisto: são rochas corn excelente arranjo preferencial Como jã mencionado, alguns corpos rochosos desenvol-
planar, ou linear, e grarlnlação média a grossa, quase sempre vem pouca ou_ nenhuma orientação preferencial durante o
visível a olho nu. São tipicamente compostos de_fi lossilicatos rnetamorfismo regional, como os mármores, os quartzitos, os
(muscovita eƒou biot:ita} c quartzo, em geral, acompanhados anfibolitos e as rochas calciossilicãticas. Entretanto, essa ori-
dos minerais metarnõrficos característicos das faixas de pres- entaçfto pode, eventualmente, se acentuar quando há uma maior

ÊHÚQO O ÓO OI OÓO IO IO IO ÓO OIOI OI ÍIO 0 1


Rochas Mernmórficos 31'

presença d_,_. ,»,,¡¡1¿=Ê_í_-.:__i_i=,cp__lséicÓidcs, principalmente micas, como sendo que no local antes ocupado por um único grán pode se
formar um agregado, em mosaico, de grãos recristalizados.
nos qäriililzi?-u1ntires são rochas constituídas por mais de 50% Outros minerais, como feldspatos e granada, raramente
de minerais carbon áticos, mais especificamente, calcita eƒou exibem defomiaçâo inlracristalina Em geral. somente suas
dolomitu, formadas a partir do rnetamotfismo de rochas bordas se deformam, e tendem a constituir cristais reliquiares
smjímsntnres calcíticas cƒou dolonuticas. Apresentam estru- de forma arredondada, os porfiruclastns, também chama-
wra magíçn z granulação va_.mda (fina a grossa). Sua colora- dos anger: (Figura 2.12).
_ ção ¿ _:¡a,3¡ b¡¿m.;3_ msnda, cinzenta, esverdeada, etc. A textura Apresença de extinção ondulante e de grãos de quartzo
¡¡¡¡,¡¢zr ¿ granoblástica e, além de carbonatos, podem conter muito finos {< 0,15 mm) são criterios utilizados para qualificar
_×_ talco, anfibolio (trernolita), ptroxêmos {diopstd1o), oli\nn_a ii pedra britada (agregado graticlo e miúdo) para uso em
_,¡_\_,_.
(forsterita) dentre outros. Os mármores exibem caracteristi- concreto. Há uma relação direta entre estas feições e a poten-
_¡_` cas físico-mecânicas semelhantes às dos calcártos cialidade dos álcalis do cimento reagirem com o quartzo,
“s-. sedimc ntares. _ formando compostos expansivos que daniñcam e abalum as
O5 quartzitos são rochas formadas quase que exclusi- estruturas de concreto de obras civis.
-ti- carne nte de quartzo recristalizndo, em arranro granoblástico Os milonitos são rochas típicas do metamorfismo J

(Figura 2.11), em geral, denvadosde sedimentos slltooãos, dinâmico. Sua estruturação [foliação ou lineação) é bem
->-.ré como quartzo arenitos ou charts. Tem oor branca, com vêtna- definida, nos mais variados graus de intensidade ( Figura
›'- çües para vermelha (pela prescnç_a_dt: hldrórrldos dc ferro) ou 2.21). '
tons dc amarelo (quando há filossilicatosz sencita). São rochas A classificação dos milonitos. em geral, se baseia na
i muito duras, cum altas resistências à britagem e ao corte em relação matriz (cominuída)/porfiroclastos e no grau de
serras diamanladas, o que provoca grande desgaste nos equi- recristalização (Spry, 1969), compreendendo protumilonitns
pamentos. Por outro lado, são muito resistentes à alteração, (quando muito pouoo deformados), milonitos,u1IramiIonitos
tanto intempérica como hidrotermal. Os mica quartzitos, po- (quando muito defon-nadas). filonitos, blllstomilouitos (quan-
pul;-irmente denominados pedra mineira, são utilizados para do já bastante recristalizados) e outros.
revestimento de pisos. Os processos dinâmicos afetam qualquer tipo de rocha,
Os anñbuliltos são rochas dc coloração escura (verde- tomando seu produto, muitas vezes, dificilmente distinguível
escura a preta) e granulação fina a média, compostas de unos eu finwz-._ É e em em fitnuiws, mesas saem.-zitaaz
essencialmente de hornblenda e plagioclásio. em geral com à deformação tão intensa que os :nin.era.is (em geral, feldspatos
npaços (magnetita) e titanita acessórios. Quase sempre são e micas) sc transformam em sericita, fiortemente orientada,
produtos do melamorfismo de rochas básicas (bnsaltos). O passando a exibir a aparência macroscópica de filitos
metamorlismo de rochas básicas também pode levar à geração As estruturas e texturas decorrentes das deformações,
de outras, de cor verde-escura e granulação fina, ricas em no melamorfismo dinâmico, reduzem de maneira sensível as
ãctinolita, epidoto e clorita. Quando sua estrutura é orientada, qualidades físico-mecânicas das rochas, além de se configu-
n 'Tv
são genericamente designadas zistos verdes ou greenschllsts, rarem propiciar: à alteração intempérica
___ _ e quando maciços são mais conhecidas pela denominação
inglesa greenslurw.
As rochas calciossilicáticas, nome dado a rochas ricas ~1"“ - '~ - ›. : ' -uv.. ._z' . '_ _~ 1
' u Ê. *':':.¬.-_--*Í \'- -_.,-'lr-1 ~‹ _ .; z , t'_"' ', -- '- -, ¬ tfinr - -_
em minerais silicáticos cálcicos, são formadas pelo
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fi_. rnetamorfismo de margas. Apresentam granulação muito -'-ft' zlff-
_ __ ei. _ __ ¬____;___ _.__¿_-='=fs¢~.'
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alternância de lâminas ou camadas dc coloração ora mais
claras, ora mais escuras, nas mais variadas tonalidades de _____ v \___ ,S3 __-Ç* - z.,_¡-¡¡ _z.,,¡,¡;¡- -. t`-__›-_' _'¡,_ .. _,__-- _ "_ -_ z. "_ _
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._-_» , cinza e verde. A mineralogia também é variável conforme _|':_-.i,,.¡;»,__-_.,35'§l'~z.. ~ _ »_,.§zr‹|‹‹¿.*.7___- _,__ .-_._.¡ _..-J _.-4.-. -_¡ -___, . _..
a banda, porém, restrita aos minerais quartzo, biotita, _ _ 1- -“z_._|-- f---.r-_¡_.;'_+_-i-1; -_:-__--¬--fz -. _ 1”, '¬ ' ._ '- i,
-_"¡__š,"_:;.`l'-iii' ¡Í! T .
feldspatn potássioo. granada, diopsíclio e outros. ~~
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5.4 Ilfletamorfismo dinâmico L'i
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_:i O metamorfismo dinãmicoé aquele que ocorre ao longo z'¿¿':. __ j_.e._.___ _-_¿_-1_¿____¿_ ¡z_.,¬zz_š-__ë§-_-_..__¡__¡._, ¬_,,:_ ._. ›____ rz
das zonas de cisalhamento. Neste tipo de rnetamorfsmo 1'-tz-F'-*`* .-_'Í'*'›'*`“"'“-l-_ "':"-Í"#*Í"5›l"-“¿Í""¡-"'¬' "`=¡f`.'Ê-'Í-`
'fr' :.:I:.:|=E:=š-37
predomina a deformação, em geral, acompanhada daredução
'13 Efllnulação e reciistalização subseqüente. Figura 2.21 Estrutura milonítica
Em posições mais superficiais (crustais), nas vizi-
nhanças da falhas, predominam esforços puramente
mecânicos. Deste modo, o cisalllumento 6 essencialmente
rüptil. causando o Eraturamento e a fragmentação da rocha, 5.5 Nomenclatura
produzindo os cataclasitos e as brechas tectñnicas.
Corn o aprofundamento na crosta, a temperatura passa A nomenclatura da maioria das rochas metamorficas,
=i_atuar junto com os esforços de deformação e o processo de ou sua classificação petrográfica, de acordo com Winkler
cisalhamento torna-se predominantemente dúctil. podendo [1976] compreende o nome do grupo metamorfico, ou seja,
flfiãtrnir todo o arranjo textura! original das rochas filito, xisto, gnaissc, mártnore, etc., precedido pelo nome dos
Dfccxistentes. minerais constituintes não-essenciais, em ordem decrescente
Os minerais que compoem a rocha respondem de de abundância. Por exemplo . grafita íilito, granada-cordieri ta
maneira diferenciada tt estes processos. O quartzo de imediato xisto, tremolita-calcita mármore, etc.
se deforma intracristalinamente, exibindo feições de Quando os aspectos texturais da rocha original ainda
de fonnação microscópicas como a extinção ondulante. Após estäo preservados, é adicionado o prefixo meta. Por exem-
== termino dos esforços, ocorre a recristaliznçãto do quartzo, plo, metacalcãrios, metabasnlto, n¬etarooseo_

au..

___ ___- _ _ _. Em 1
33 Minerais e Rochas

Tabela 2-13 Principais caracterísflcas de rochas metamórlicas
COR MINERAIS ESSENClAlS
ROCHA ESTFit.ITUFi.A

Tons de cinza ou marrom Solicita. quartzo


Civagem ardosiara Lepidoblástica muiio
Ardósia
firla
'lions de cinza ou marrom Sarlcita, quartzo
Xislosidade Laptdoblàstioa fina
Filrto
Tons de cima ou marrom Micas. quartzo
Xisto Xistosidade Lepidobäslica lina a
média
'litros de cinza. por vazias Feridspalos, quamn. blofita 1
Grflisse Griáiâ-Sida Gmmlepidüi' eíou horrblarlila
nemaloblástica rusadoä
Tons de cinza, por vezes Feiiapatos, quarlzo. _biotita
Migmatlto Migrrratilica Granobláslicaƒgrano eƒoir hornlalenda
nerrlabflepidobláãllca meados la
ã
Y

Tons de cinza Sericita. leldspamos, quartzo


Milonito Miloniica Miioniica
Variada Variada
Caiaclasrto Fratuada maciça Calaclástica ii
Variada Variada
Breorra nacrõrica Breclflda Variada
Variada Variada
Homlels Maciça Granoblásüoa Iria?

pflrlrubláslica
(1-nosqueada]
Elranca. oorn 'rons verdes Ouarlzn. serioita
Ouar12¡l¬o Maciça ou ioiada Granoblásficnƒ
granola-plclobláslica ou ro-sa
Cima. a brama. oom bons Cabita eƒou dolomila.
Mármore Maciça Granobláfitica Ina a
média verdes ou rosas
Verde-escura a prata Horrtilenda, plagiodáslo
Anfibolito Maciw ou foiada Grarnbiásiiea!
nemalnbláslica, lina a
média

Lepidoblástioa Verde ou marrom Serpentina


Serpentinito Maciça ƒverulada
Cinza a marrom Talco
Esteflülfl Maciça Leoidobiásiica

_ Na Tab._e1_a 2..13_;atão ¿1prcs.Ço_t@ã_.§.›5_!<lÇl1Ai Lflfilfl-" " ' ;' _¬Goodman,_ 1993-§r:s1`M.=ri:=a:_Gf=¿>f25fr;_N=W Yflfk = IEEE*
Rf..
Wi11ey_ 412p.
múrficas mais comuns c suas principais caracteristicas.
Keller, E.A. 1996. Envir-omnenral Geology. New Jersey 1
Prentice-Hall. 5I50p. .
Lcinz, V. e Amaral, S.E. 1989. Geologia geral. 11.ed. São
Paulo : Nacional. 512p.
6 Bibliografia Recomendada Williams, H.;"Í`umer,F.1. e Gilbert, C.M. 1982. Perrography:
an inrmducrion ro rhe study oƒrocks in thin se‹:tíon. 2.ed.
Dana, .l.D. 1976. Manual de mineralogia. Rio de Ianeiro :
New York : Freeman. ñ26p.
- Livros Técnicos e Científicos. 6429.

CO COI O IO I Ó O IO ÓOI. IO Q|
Q _ _
3 -
` _~; Estruturas dos Maciços Rochosos i
z
1

Fábio Soares Magalhães


Paulo Roberto Costa Celia

Entende -se por estruturas. dos maciços rochosos a dis- sentadas sobretudo por descontinuidades fisicas classifica-
p05i‹;ão arq uiletural ou arranjo espacial das rochas ou por- das, basicamente, como juntas e falhas.
çües das rochas e suas relações múluas.
O ramo das Geociências que estuda as estruturas geo-
lógicas ë a Geologia Estrutural. Seu objetivo fundamental 6 1.1 Dobras
determinar a distribuição das massas rochosas e das feições
que as seccionam. _ As dobras São ondulações adquiridas por feições pla-
Quando uma estrutura rochosa é produto de uma defor- nares (camadas, foliações, etc.) mediante deformação hete-
mação, entendendo-se deformação como mudança de for- rogenea de massas rochosae.
ma, orientação, volume eƒou posição, ela resulta da movi- As dobras têm convexidades que podem se voltar para
mentação das massas rochosas por meio de forças tectõnicas cima ou para baixo. Nestes casos, se as rochas mais antigas
(forças que atuam na crosta terrestre, originadas no interior se situarern no núcleo, fala-se em anticlinal; se a disposição
da Terra - forças endõgcnas), ou forças atectônicas (forças for contrária, fala -se em siuclinal. Quando a idade relativa
gravitacionais, principalmente) (Capítulo 1 - A Terra em das rochas não for conhecida, utilizam -se os termos cortes-
Transformação). pcndentes, quais sejam, anliformu e -sinlorma (Figura 3.1).
A análise da estruturação dos maciços rocllooos não deve
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z - se limitar apenas à descrição das feições estruturais acompa- .'-
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nhadas de medidas de orientação, apresentadas em diagra- I
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para definir, com clareza e objetividade,p arranjo dos corpos Í,
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rochosos e a geometria de suas feições. E aconselhável, tam- r
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bém, o estudo e a compreensão dos processos deformacionais - 'z
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5l"_*" 'il'f envolvidos, para o real entendimento da geometria estrutural t,._¬.
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e sua variabilidade no maciço rochoso. Neste enfoque, o (S) (bl


modelo estrutural deve consubstanciar os tipos de estrutura
presentes e suas relaçoes de seqüência, atraves dos estudos
da geometria e cinemática. Flgura 3.1 Posicionamento da conveâ-cidade de
A deficiência na caracterização estrutural em projetos dobras: fa) sinforma tb) antiforrrta
de engenharia civil e mineira conduz, invariavelmente, a uma
ampliação das investigações diretas (sondagens mecânicas) Na Figura 3.2 são apresentados os diversos elementos
e indiretas (técnicas geofísicas), que poderiam ser melhor pla- geométrícos das dobras.
flfljfldas e otirnizadas. A linha que corresponde ao perfil de urna superfície
_ Com a definição do modelo estrutural de uma área de ondulada pode ser considerada como constituída de segmentos
interesse deve-se proceder, e só então, ao levantamento siste- discretos, cada qual correspondendo a porções de arcos de
rnatico das características das descontinuidades de interesse círculos de diferentes raios. A porção correspondente ao
à Geologia de Engenharia, como persistência, espaçamento, círculode menor raio 6 aquela situada na inflexão que delineia
condições das paredes, etc., que determinam o comportamento a antiforma ou sinforma (c). Na superficíe ondulado, estes
mecânico do maciço rochoso. segmentos configuram uma linha, denominada de cliameira
ou eixo da dobra. Entretanto, a porção que conesponde ao
círculo de maior raio (I e l') é aquela situada no trecho entre
1 Estruturas Tectônicas duas charneiras onde, na superficie ondulado, delineia-se a
linha de inflcirão. Chama-se flanco da dobra ao trecho
delimitado pela linha de charneíra e pela linha de inflcxão_
As estruturas tectünicas podem ser compreendidas, em Uma dobra é constituída por dois Elancos que se justapñem
termos gerais, como estruturas geradas em estado de fluxo Ira linha de charneira. O ângulo interflan-Cos E aquele formado
Plasoco ou em estado rígido, dependendo' das condições de pelos dois flancos de uma dobra. sendo o plano axial o plano
Clfifüflnação. Do estado plástico. as estruturas são represen- bíssetor desse ângulo. Quando são dobradas várias camadas
UÕÉIS, Principalmente, por dobras, zonas de cisalhamento, sucessivas, as charneirtts definem uma superficie que é a
fnllílfiões e lineações. No segundo, as estruturas são repre- Supcrficie axial. Se for planar, corresponde ao plano axial.

n.._._¡._
40 Estruturas' dos Muciços Rochosos

-Í ¡\/II - o bandamento composicio nal, definido por faixas paraltz.


Angulo , ×,¿¡S@* i las de composições mineraldgicas ou textura-is diferentes,
interflancos z ' 7 c`:~° i Ele pode corresponder a acamamento reliquiar ou ser origj.
¡'\ fça§\ nado por segregação rnetamórfica, rnigmatizaçãg,
J-irão "-t.. cisalhamento e dissolução por pressão;
r"i - a toliação milonítica, feição planar resultante de fluxo plris.
I \|
tico lamelar, irnposto por cisalhamento não-coaxial ao lon-
:Í ,K día go de zonas de cisalhamento dúctil.
if C *bw
1 CF
Í 4 \ cp As lineaçñes são feições lineares detiiudas pelo eixo de
1 alongamento de elementos geológicos (minerais. agregados
rf 1 ç\@'i`-` minerais, seixos, etc.) ou por interseçñes de feições pIa.nares_
i
As lineações mais importantes são:
I ..t..._,_ üfipfi-ii°°
° lineação de estiramento: a delineada pela elongação de
[' ' [ " .¿r~° minerais ou agregados de minerais através de deformação;
' Iineaçâo ||1inernl:a delineada pela orientação de minerais
gerados com forma alongada durante o processo
deformativo.
.Í- É\=._
\ .El--\`
Ê*
¬""l"u»-_
A lineaçäo, de estiramento eƒou mineral, É considerada
itnportaute indicador cinemático, na medida em que mostra
Figura 3.2 Elementos da dobra (Hasui e Mioto. 1992) a direção do transporte de massas rochosas, materializando a
posição do maior estiramento sofrido por estas (eixo X da
deformação). .
Na descrição das dobras, a terminologia pode ser
baseada em diversos critérios como, por exemplo:
1 .3 Bandas e zonas de cisalhamento dúctil
- geralriz: dobras cilindticas ou não-cilíndricas;
° ângulo intertlanoos: suaves, de 180' a > 120°; abertas, de As bandas e zonas de cisalhamento dúctil constituem
120" a > 70'; fechadas, de 70° a > 30°; oerradas, de 30” a :- estruturas de grande importância, principalmente a partir de
0"; e isoclinais, de 0°; alguns anos, quando passaram tl ser reconhecidas mais
- simetria dos flanoos: simétricas, quando os flancos são ima¬ freqüentemente. A deformação nestas estruturas É normal¬
gens especulares em relação ao plano axial e assimetricas mente heterogênea e deve ser vista como produto de um pro-
no caso oposto; cesso progressivo e rotacional.
' atitude dos flancos: A propagação do processo de cisalhamento envolve a
- normal; quando os dois flancos mergulham para sentidos formação e a ampliação de bandas de cisalhamento de dife-
opostos; rentes orientações, encurvamentos, intcrseções e a nastornoses
- inversa: quando os dois flancos mergulham para o mesmo de zonas de cisalhamento, acabando por configurar os
sentido, estando um deles invertido; cinturões de cisalhamento.
- recumbente: quando os dois flancos são horizontais. As rochas em estado dúctíl, submetidas a cisalhamento
° espessura das camadas ou bandas dobradas: . rotacional, sofrem comínuição, tendendo a reduzir sua
- isopacas"o`u`flEíufaisT íu`ã`nÍI‹`:i` `a`eš|5ešsÍ1fiífiãõ varia; granulorlí¿fi'ia`aiE`se Ecmiveñíem ern_rtiíss_ís"tÍÍEifin1š._l\To_s
- anisópacasz quando a espessura varia, podendo ser estágios intermediários, aparecem remanescentes da rocha
supratênue ou de acliatamento ou de minerais originais (porfiroclastos ou fenoclastos),
- inclinações do eixo ou do plano axial: imersos em matriz fina. Assim, as rochas resultantes são
- verticais, de 90° a 80°; muito diversas, oonstituindo a série de rochas milonílicas.
- inclinados, podendo ser muito (8D" a 60"), médio {60° a Este prooesso 6 também soompanhado de rocristalização, ge-
30°). e pouco inclinados (3ÍJ“ a 10“);
- horizontais, de 10" a 0°.

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1 .2 Foliaçoes e lineações _ Q

dia

Foliaçâo e o termo que se aplica a determinadas fei- 0 111 l 0 t


ções planares que permeiam as rochas metamórficas. illllfit 000 -
Corresponde a vários tipos de estrutura, dos quais os mais
importantes são; H' nfdog .“;
i|| uñao Fu.1
'_
P1:Êt
'Ii'
' a xistosidade, decorrente da orientação paralela de mine- lili' É*
tais, agregados minerais, ou objetos geológicos (por cxem~ 'É m̀-'-:_
.¬I›'.›
plo, seiiros) de forma placoide ou achatada, ou de orienta- I:-:ir r__.

ção planar de minerais alongados (Figura 3.3). A xistosidade to to to


em rochas de granuiação muito fina recebe o nome de
clivagem ardosiana. Em rochas gnáissicas, é chamada Figura 3.3 Xistosidade, defimda por orientação planar
gnaissosidade. Tais feições podem se associar a dobras e, de minerais placóides (al, prismáticos lb) ou por agre-
neste caso, ter disposição paralela ao plano axial [xistosidade gados tabulares tc) ou, ainda, por
plano-axial); combinaçoes (Hasui e Mioto, 1992)

:mm _. _____r__________,_t__n,t_. ___ s ...ae


Estruturas Tectónicas 41

1»-mdo minerais porfiroblásticos. lima classifirzação das rochas nas zonas de cisalhamento é aspecto do maior interesse para
míloníticas pode ser vista no Capitulo 2 - .Minerais e Rochas. a Geologia de Engenharia. pois auxilia a de finiçäo de domi-
As zonas de cisalhamento duotil articulam‹se de forma nios estruturais de comportamentos geomeoânicos distintos.
zi isolar lentes mais ou menos extensas. que confignram o Para 0 delineamento do padrão amendoado É importan-
padrão amendoado. A fohação niilnnítica, contornando as te Lrabalhzmse com linhas de forma estrutural que, em essên-
porções menos deformadas ou ind'eI:`on11a_das,| apresenta cia, são traços representando a tendência de orientação da
variações de direção e mergulho ate apreciáveis. que não foiiação. Estes traços São inferidus mediante extrapolação de
,jcvzm ser confundidas coiri duzts fases de dobrarnento atitudes medidas em campo, para pequenas áreas no entorno
superpostas. Esta ooriformaçao lenticular de oorpos roohosos do ponto de medição, ou por fotoinlerprelação (Figura 3.4).

369 em aro zoo avo ano ari 400


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Figura 3.4 Mapa de formas estruturais da Mina do
-¬. .
Cauê, Itabira [MG] (Hasui et au., 199Gb)

IO ÔOÓI O ÕOI O IO IOÓ OI


42 Est:-ururas' dos Maciços Rochosas
O deslocamento relativo dos blocos adjacentes ao Ion. Ê'
1 .4 Juntas go das falhas é o rejeito, medido segundo a orientação das .
estrias de atrito, cuja determinação requer a existência de
As juntas ou diáclases são rlescontinuidadcs que ocor- referenciais (planares ou lineares) que foram rornpidos, coma' .
rem de forma sistemática, segundo orientações preferenci- mostra a Figura 3.5.
ais, compondo familias ou sistemas. Em geral, comparecem
dois ou mais sistemas que sc enirecruzam, formando blocos
poliédricos, cujas formas e dimensões dependem das orien- mz
tações e espaçamentos relativos de cada sistema.
Segundo a origem, qua ndo paralelas ao maior esforço,

li-
as juntas podem ser classificadas como juntas de partição,
distensão ou extensão e, quando oblíquas a este, comojuntzs
de cisalhamento.
As juntas se formam por ação de tensões regionais, apa-
recendo em grandes áreas, em famílias que, normalmente,
não têm igual expressão em cada ponto. Também podem for-
mar-se localmente, relacionadas a dobras, principalmente
flexuraís, falhas e zonas de cisalhamento.
As juntas não-sistemáticas, em geral mais jovens, apre-
sentam atimde aleatória, condicionada pela orientação e pelo Flgura 3.5 Falha: inierceptando uma camada (om -'É-fila-
espaçamento das juntas sistemáticas. negrito): ab = rejeito total; ao = rejeito de mergulho; ao
Normnlmenize, as juntas servem à definição do estado = rejeito direcional (Loczv e Ladeira, 1976) -
de seginentação do maciço roclioso. Neste quadro, as medi-
das de suas atitudes devem ser tomadas no campo, de forma
sistemática, para cada dominio estrutural homogêneo pre- As estrias de atrito e os pequenos ressaltos que se verí- Q
sente, e os dados tratados separadamente, com o uso das téc- ficam nos planos de falha, mostram a direção e o sentido do '_.¿
nicas estereográficas descritas rio item 7 deste Capítulo.
movimento relativo dos blocos, indicados pelas setas na Fi- 3
gura 3.6.
1 .5 Falhas `.___i-

As falhas, parãclases ou zonas de cisalhamento niptil


_ Ê* ›
são descontinuidades ao longo das quais os blocos separa- .ef-ã›" - 5- :- _ .
dos sofrem deslocamentos, atrilando-se um contra o outro e, ..-:fg '“ _ ‹z=~ ._ - °
.gn
r - zen- _. - _- _,-.,-ps _
If
às vezes, impondo fragmentação e cominuição das rochas. A
espessura das rochas fraginentadas tanto pode limitar-se a _ .¬‹.-`.:-*_-':-_-1.1--,~¡_
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E.'-31'
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.\ _ _ - -c ...
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_ É ..._

uma película nas duas faces que sofreram atrito, como pode ' ei.-:r.~_:;3z'§›;-_-'-`:“;s-,ë -fe ` _;-.: /;',,.-5 .au-¬t.`¡t›.'¡ 4'.z"‹|.i
alcançar centenas de metros. Neste caso, fala-se em zona de "*-+l-*c=-tv_.=°:zi›'.-_-*.-¬=- -. -. -. -¬ se/'-f.z,o* =
falha. `
ší' ""7~'.¿`.“_Í2':*`.1'§5`
U-`:':":'.4L?-:E5--;'*
i.¡.._§.£z,\_.
i "'-`
_, Ni x
_ zí \. '
As falhas e zonas de falha são definidas por um ou mais ' '_.'‹ -'
planos, estrias de atrito {slicken sides) c por produtos de U `x'¡"-sf-.fi-¡i_¶
*\.ê_i.t,
-
cominuição que consistem a série de rochas cataclásticas. 5cm
A fragmentação das rochas ao longo de falhas
processa-se com o desenvolvimento de microfissuras.
esparsas, que se adensam e se ampliam, até formarem as Figura 3.6 Plano do falha com estrias. lrifere-se o sen- -
fraturas e iniciarern os deslocamentos de blocos. A comi- tido do movimento (seta abl com base nos ressalios na _
nuição intensa das rochas tende ii constituir a "farinha" de superficie iastriada (Loczy e Ladeira, 19761
falha, ultrafina e, em geral, de cor escura. Em estágios
intermediários, coexistem fragmentos (porfiroclastos ou
feuuclaslos) e “faririha". Numa falha inclinada ou horizontal, o bloco acima do
Os produtos podem ser coescs ou iricoescs, com ou sem plano é denominado capa e o abaixo, lapa. As falhas verti-
cimentação, por precipitação de soluções percolantes. cais, de movimento direcional, podem ser classificadas como
A classificação das rochas que compõem a série sinistrais (rotação no sentido anti-horário) ou dextrais (rota-
cataclástica não é ainda consenso, sendo mais utilizada a de ção no sentido horário).
Sibson (1977, em I-lasui e Miolo, 1992), que distingue: Para fins de descrição, as falhas podem ser sistema-
tízadas, segundo sua origem, considerando os eixos ol, o*2 e
° rochas catacláslicas incoesasr o3, do elipsóide de tensões, sendo um dos eixos vertical. As
- com mais de 30% de porfiroclastos-b rocha de falha; falhas correspondem a fraturas de cisalhamento que contêm
- com menos de 30% de porfiroclastos-farinha de falha. 02 e fazem ângulo da ordem de 30" com oil.. Assim, pela
- rochas caiaclásticas coesas: Figura 3.7, verifica-se que existem três tipos de falhas:
- com mais de 90% de fragmentos:
. brecha fragrncrilar - fragmentos › 0,5 cm; ° falhas de gravidade ou normais, com mergulhos daordem
_ brecha fina - fragmentos de 0,5-0,1 cm; de 60° e movimentos que envolvem abatimento da capa;
_ microbreclia - fragmentos < 0,l cm. ~ falhas transcorr-entes ou direcionais, com mergulhos
- com 911%-50% de fragmentos: proiocataclasitos; subverticais e movimentos de blocos na horizontal;
- com 50%-10% de fragmentos: cataclasitos; * falhas de empurrão ou inversas, com mergulhos da ordem
- com menos de 10% de fragmentos: ultracataclasitns. de 30° e movimentos que envolvem subida da capa.
' rochas corri aspecto vítreo, por refusão devido ao calor de Os movimentos normais, inveisos e direcionais podem
atrito-_ pseudo taquili io. conter componentes obliquos.

po eo eo o co o o o o o o do _ _ __ -¿1_,_. _. _ AI
Estruturas Atectônícas 43

2 Estruturas Atectônlcas
As estruturas atectônicas são feições que se desenvol-
vern nas rochas próximas ii superfície terrestre. sem o con-
U1 O1 curso da tectônica. isto tê, não são geradas por esforços do
interior da Terra. Restringem-se a pequenas áreas e são for-
madas por movimentos causados, fundamentalmente, pela
ação da força de gravidade.
5'
°3 °3 Como exemplo. podem ser citadas as juntas de alívio,
.-
Zi descontinuidades subparalelas à superfície topográfica,
z . ,;§,_' °2 geradas por desplacarnento, que ocorrem principalmente em
maciços rochosos resistentes. Estas estruturas, que podem
Li _;
j ^\.'.
U2 U2 ta) ser notadas nas zonas superficiais de corpos granito-
__,_ ._ gnáissicos, tendem a se horizontalizar em profundidade, pois
ri-L
deixam de refletir a influência da topografia local e passam a
. . «-A .
r1 °2 estar relacionadas ao alivio causado pela erosão regiona.l_
o'.¡ U1 A origem destas estruturas é explicada como sendo o
resultado do alívio de carga, em virtude da remoção de rochas
_-wi'
e'
sobtcjaccntes. Apresentam persistências consideráveis e
°3 grandes aberturas, configurando, por isto, importantes
condicionantes gcotócnicos.
F U3 U3 (bi A chamada junta-falha, estrutura oorrelata às juntas
de alívio, que ocorrem em derrames basálticos, 6 observada,
u. principalmente, em fundos de vales associada ao seu enta-
lhe. Devido ao caráter htbrido, sua génese ainda é controver-
-t
°s sa, apresentando estrias de atrito que indicam mais de uma
G1 01 fâsc de movimentação. As juntas-falhas aparecem nas por-
ções de basalto compacto dos derrames, apresentando gran-
de persistência (dez: nas a centenas de metros) c espessura
'12 (dccimétricas tt métricas), com precnchimcntos argilosos e
Iragrnentos rochosos, constituindo importante problema
f 'T2 (01 geotécnioo (Figura 3.8).
Em sedimentos ou em rochas sedimentares, as estruturas
I-“igura 3.7 Fletações entre o elipsóido de tensões e os atectonicas aparecem, em geral, como dobras e falhas. Estas
tipos de falha: (al de gravidade; lb) transcorrento e (cl estruturas formam-se durante a própria deposição dos
mt- _›'_-‹¬_"-‹. de empurrão (Loczy e Ladeira, 1976) sedimentos, i medida que estes vão sendo cobertos por camadas
1:
mais jovens ou, ainda, desenvolvem-se nos sedimentos após
i
É.
sua formação, como resultado de processos gravitacionais
como monte relacionados e fenômenos dc erosão e deposição.
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tt- Contato entre derrames
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Junta-falha Juntas extensas '-- Base do derrame

F¡EIura 3.8 Representação esquemática de um derrame basáltico. evidenciando iuntas de grande continuidade e
juntas-falhas (Oliveira et al., 1976 em Souza Jr. e Campos, 19871

.OIC OIÓOÕ IO OÓI O I O IO


44 Es-:futuras das Maciços Rochatmr
í

Os bolsões inconsolidados. particularmente, podem .L ii


¶_' -
resultar de pressões neutros não-dissipadas durante a
gáimznmçào, que impedem o avanço da compactação dos *í ÇI- H-'“

materiais, em geral arenosos, ao nível atingido no restante


dos pacotes vizinhos. Além disso! a presen‹p_ de agua sob to to Í to to
pressão nos poros pode também dificultar a ctmentação e a
diagenese dos sedimentos. Figura 3.9 Esquemas de deformaoãcx (a) dúctll (zona
de cisalhamento); (b) dúctll-ruptil (zona de cisalhamento
e fraturas sigmoldaislz lc) niptil-dúctil (falha com dobra
3 Comportamento Mecânico das de arrasto); (d) rúptll (falha). (Ramsoy. 1980 em Hasui
Rochas e Mloto. 1992)
0 ripo de estrutura resulta do comportamento mecanico
ã
4” mdrgs, nos variados estágios deñonnacionais aos quais o quando intercalações de diferentes tipos de rocha. como
maciço esteve submetido. folhelhos ou filitos e arenitos ou quanzitos. por exemplo,
Diversos fatores condicionam este comportamento. apresentam resposta distinta quando dobradas - as primeiras
podendo ser earacterizadoã em dois grupos: intrínsecos e tendem a sofrer cisalhamento simples acomodado por fluxo,
errrinsecos (I-lasui e Miolo. 1992). enquanto os arenitos e quartzitos tendem a acompanhar, de
.Os fatores/intrínsecos são: fiorma mais evidente, a conformação dobrada. fr-sturando-se
no sentido aproximadamente a camada.
- homogeneidade ou heterogeneidade das rochas e dos 0perfilesquemát¡codaFtmtra3.10.emqueseapresenta
- maciços, relacionadas aconstancia ou avsriaçiode suas umaestruturadedimensaocrustal. resurneosdomtniostipioos 1
propriedades mednicls novolume considerado; destes comportamentos deformacionais e as estruturas «_

'isou'oplIoua||botro|I¡I.relativas¡eonstincilouavaria- resultantes.

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t- '- ='- _=w=o1n~f-
çlodesuaapropriedadelmeeanicasdeaoordocomadire-
çlonovolumecomiderldo;
adrlaíelatlca
°presençadefluidoa.
¡_¡ __ Incooaa
MPU tan
Abomogeneidadeeaisotropiarespondernaescalade
nbordagemdovolrnnerodtoeo,confiormeapreacntaoCapitulo
~ olrlcídtatiea â
___" \"\ com-a
13 - Csracterizaçdo e Classificaçio de Maciços Rocltosos. F
10-I
.Os fatoresprrtrinseoossioz ...Í ' ill-IIiI"C \-1., "
1:.. sdrlarnitoniica
- temperatura. que depende basicamente da profundidade e Dúctil
dofluaotermioo;
~ tensio oonfirtante, que depende basicamente da profundi-
dade; Figura 3.10 Passagem do dominio rúptil para o dúctil,
~ tensão diíerencial, que depende das relações entre as forças ilustrada por F (falha) a ZC (zona de cisalhamento
aplicadas; (Sibson, 1977 em Hasui e Mioto. 1992)
- tempo de aruaçio dos esforços. que se mede normalmente " za. -.z. «.¬:|t`
.r
em milhoes de anos.
' l l>Ex_imí¡ suíeíilèiídi 'Fri-a“o'erTrre_o dorntrrio rúptil.- --.
Em geral. as estruturas dos maciços refletem duas cate- observando-se tragntentsçlo inooesa até aproximadamente
gorias básicas de comportamento deformacional: 4kmdeprofundidadeefrag1net|ta‹;¡oooesadesscnivelate
aproximadamente 10 km. As rochas deforrnadas neste
' dúctil ou vlsco-plastico, quando nao se desenvolvem dominio, ao longo de zonas de atrito, slo denominadas
desoontinuidada e prevalece o fluxo. sem a perda da coe- cataclasticas. Entre 10 e 15 lrm de profundidade passaae.
são, tendo como exemplos mais significativos foliacoes. transicionalrnente.paraodomlnio dúctile,abaixodesta zona.
dobras e zonas de cisalhamento dúctil; predomina o comportamento francamente dúctil. Neste
' rúptil ou It-ágil, quando prevalecem processos de fragmen- dominio, as rochas afetadas por cisalhamento são referidas
tação, sendo as juntas e falhas as estruturas mais tipicas como miloniticas.
deste comportamento.
A Figura 3.9 mostra que o limite entre os dois compor- 4 Principais Tipos de Deformação
tamentos na natureza não e abnrpto. Existe um campo
transicional. no qual o comportamento pode ser classificado A deformação. em geral, se processa pelo acúmulo de
como dúctil-rdptil ou semi-dúctil, quando lia fluxo e ocorre incrementos infinitesimais. de forma progressiva. O estado
algum traturamento, e rúptil-dúctil ou semi-rúptil. quando se linal é o de deformação finita (Figura 3.11).
observam rupturas e algum [luxo plástico. Adetormaçiopodeseruniformeouniqsendoreferidl
Exemplo comum do comportamento transicional refere- como homogênea ou heterogenea, respectivamente. Na na-
searelaçioesristenteentreasdobraseossistemasdeiunras tureza, obscrva-se preferencialmente a deformação heterogê-
associados. afetando um mesmo litotipo quase simulta- neamndeoparalelismodefeiçoesplanarese linearesnâoé
neamente. lstosugereque.nolimitedos‹:ampoarúptiledúctil, mantido e a defiorrnaçâo varia ponto a ponto.
bastam pequenas mudanças na temperatura e na tensão de Para eleito de raciocínio, pode~se considerar, na
confinarnento para tomar possivel a coexistência dos dois deformação heterogénea, segmentos em que a
tipos de estruturas. Outro caso de contemporaneidade de deformação pode ser abordada como homogênea. variando
11
estruturas correlatas a ambos os comportamentos registra-se

Ê.°0 I 0o o o o o o o o
I

Levantamento .Esrrrtnrral 45

Na deformação coaxial, no caso de comportamento


dúctíl e heterogêneo, algumas porções fluem mais que ou-
tras na direção X. Se for tomado um pacote de camadas pa-
ralelas ou uma feição linear, tais elementos sofrerão ondula-
ção. Dependendo da ductilidade e composição mineraiúgica
Ê da rocha que está sendo defumada por este processo, tem-se
š 80% a geração de foliação perpendicular a Z, denominada fnliação

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”`‹ë`› *°* plano-axial.
tb) O 2 4crn Z (G1)
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Figura 3.11 Deformação progressiva evoluindo de (al
pa,-3 (5), As porcentagens mcIrcam_o encurtamento ocor- V - âfišri'-*2==
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rido tl-lobos et al., 1976 em Hasur e Mroto, 1992) :ii *~'‹ffr»;›×›*!>-'f
ral to '
Q.
no espaço, de modo a ser referenciada ao elipsõide de
defo 1-mação (elípsôide imaginário resultante da deformaçau
Figura 3.1 3 Descontinuidacles na deformação coaxial;
ur: uma esfera inicial) constituído por um sistema tnortogonal (a) identificação dos tipos; (la) esquema do caso de de-
de eixos cincmáticos, designados por: senvolvimento de C e C' (Hanoi e Mioto, 1992)
‹ xz me de eâurzunento máximo;
' Y: eixo iuterrnedtárioi Na deformação não-coaxial, no raso de comportamento
- Z; eixo de encurtamento máximo, rúptil, as descontin uidades que se desenvolvem são mostra-
1-- das na Figura 3.14.
senr:ioX›Y›Z. Estas descontinuidades expressam-se nas rochas em
1 forma de juntas e falhas. e o conjunto destas feições tende a
Em relação à aplicação dos esforços. oonfigumm-se dois ser assimétrico. Assirn, R, P, X e Y envolvem movimentos
tipos de deformação: coaxial, não-rotacional ou cisalhamento coerentes com o binário e P.” se movimenta contrariamente.
puro, que envolve apenas tninslação da massa rochosa, na Se o maciço afetado for isótropo e homogêneo, estas
qual todos os elementos paralelos tendem a preservar seu fraturas podem formar-se com as relações angulares
paralelismo, e não-ooazrial, rotacional ou cisalhamento sim- indicadas. Se a deformação progride, tendem a ser rotacio-
ples, que envolve rotação da massa rochosa [Figura 3.12). nadas, no sentido de se tomarem paralelas ao binário de
`*-fg esforços, modificando as relações angulares.
.. Na deformação não-coaxial, em comportamento dúctil
P :_- não-homogêneo, desenvolvem-se faixas de deformação
.-.e
a]° H 1 __ __ ía concentrada segundo superfícies de cisalhamento orientadas
1'
iii' -,,,,

paralelamente ao binário, mas sem formar descontinuidades.
Estas faixas podem atingir espessuras milimétricas a
ø
submilimetricas, sendo designadas bandas de cisalhamento
dúctil. Quando apresentam espessuras maiores são
l
|.
5 HH
'~“ . “tr'meÍ-ÉMM4¡,_ - denominadas zonas de cisalhamento dúctit. Os blocos laterais
deslocam-se um em relação ao outro, como nas falhas, mas 0
movimento é acomodado plasticamente, não havendo ruptura.
As bandas ou zonas de cisalhamento dúctil podem
Figura 3.12 Cisalhamento puro e simples. O conjunto associar-se formando redes de abrangência regional, refle-
la) ilustra a deformação progressiva por cisaihamento tindo a movimentação de grandes massas rochusas, gerando
Q
puro, coaxial ou não-rotacional. O conjunto [bl mostra os cinturões de cisalhamento dúctil.
o caso de cisalhamento simples, não-coaxial ou
rotacional (Park, 1983 em Hasui e Mioto, 1992)
5 Levantamento Estrutural
_ _A deformação coaxial, em comportamento rüptil, A investigação ätrutural deve ser conduzida por dois
origina desoontinuidades, denominadas: tipos de abordagem que se complementam.
A primeira abordagem focaliza ri área a ser estudada
'juntas de partição, também chamadasjuntas de extensão dentro de um contexto regional, utilizando-se mapas, fotos
ou de distensão; aéreas. imagens de satelite e radar, etc., e lançando-se mão
'.lUfltas de cisalhamento, que normalmente aparecem como de modelos previamente conhecidos. Nesta fase, procura-se
par conjugado, simétrico em relação à junta de partição, conhecer o geral para buscar o entendimento do detalhe
formando ângulo da ordem de 30", se a rocha for isótropa e (método declut ivo).
hflffwsênea (Figura 3.13). A segunda abordagem, a mais importante, parte da
caracterização pontual das estruturas realizada por levan-
As descontinuidades referidas podem aparecer nas tamentos no local de interesse, ou seja, analisa-se o detalhe
rochas formando juntas e falhas. O conjunto destas feições procurando-se cmnpreender o geral [método indntivo). Dentro
geológicas tende a ser simétrico, e asjuntas de cisalhamento deste princípio, a seqüência de enfoques deve contemplar a
ii 11 lflf igual desenvolvimento. geometria estrutural, a cinernática e a dinâmica.

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46 Estruturas dos Maciço.: Rochosos

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Figura 3.1 4 Desoontinuidades formadas em faixas afetadas por cisa amerl
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cisalhamento ' - T.- fratura de partlçac.
de Fliodel, ' ` ' P. Y, X: outras fraturas de cisalhamento (Hasui e Mioto, 1992) *_

movimentação das massas roehosas, a partir das carac-


A investigação da geometria estmtural, para tl defiIIiÇã0 terísticas geométricas e cinemâticas. Normalmente, é
do arranjo das esmituras das massas rochos-as e suas relações, possível chegar-se à orientação dos eixos de tensão, o que
envolve:
não se pode dizer em relação à determinação de suas
- :i investigação de afloramentos ou setores de escavação. magnitudes.
Em cada um desses locais são observadas as estruturas pre- A Figura 3.16 sintetiza, em blocodiagrama, algumas
sentes, caracterizando-se as orientações espaciais, os tipos feições geológicas típicas de um maciço de quartzito e filito,
e a seqüência cronológica; com estruturação dúctil predominante, em uma mina *E
- a correlação entre afloramentos ou setores sucessivos, localizada no Quaclrilátero Ferrífero (MG), podendo-se 'li

visualizando-se a variabilidade das feições estruturais e suas observar: os traços da foliação milonítica, a iineação de
seqüências, caracterizando-se os dominios homogêneos. estiramento (eixo de deformação X), o eixo Y das lentes
Deñnem-se domínios estruturalrnente homogêneos como oonformadas pelo encurvamenro da foliação, microdobras
sendo áreas ou volumes de maciços nos quais a população por plissamenlo da foliação ao longo do eixo de deformação
de um ou mais elemento estrutural apresenta~se invariável principal, e os sistemas de juntas J1, J2 e J3.
ou com variações geométricas “toieráveis” (Figura 3.lS}.

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Figura 3-15 Dominios estruturais: (a) homogêneo; [bl heterogêneo;


(Whitten, 1966) (c) heterogêneo, com área homogênea

A investigação cinemática tem como objetivo definit o 6 Características das


movimento das massas rochosas, responsável pela Descontinuidades
estruturação observada. Envolve a análise de feições
indicativas de encurtamento, estiramento, rotação e deslo- No procedimento de investigação de estruturas
camento. Esra fase da investigação estrutural e de crucial geológicas dos maciços rochosos para a Geologia de
importância para o real entendimento da complexidade Engenharia, a meta principal é identificar e destacar, dentre
geométrica vei-ificada rms maciços rochosos, principalmente. suas caracteristicas, .aquelas que devem ser consideradas no
nos poiideformados E nesta fase que se elucida a história projeto de uma estrutura de engenharia civil ou mineira,
tectõnica ou deforrnaciunal a que esteve submetido o maciço conforrne expõe o Capínilo 13 - Caracterização e Classificação
rochoso, podendo-se elaborar modelos cstrutumis pertinentes, de Maciços Ro-chosos.
fundamentais para a previsão da geometria em porções não- Emgerai, na -prática, um maciço rochoso integro e
investigadas do maciço. , homogêneo raramente é encontrado e a principal preocnpaçao.
A investigação dinâmica, por sua vez, tem como quase sempre, recai sobre as feições geológicas que repre-
objetivo av aliar a orientação das tensões responsáveis pela

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Caracrerilsdcris das Descontiniiidades 47

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.- Figura 3.16 Bloco-diagrama. ilustrando estruturas de maciço quartzítico (Q) e fltítico {Fi)

Í
sentam ou induzeizti zonas de fraqueza mecânica e vias de inúmeros “defeitos”, desde a microescala cristalina até
percolação preferencial no interior das massas rochosas. Tais fissuras ou anisotropias intergranulares, de origem diversa.
feições são, em geral, as descontinuidades. Para finalidades práticas, entretanto, a premissa da
homogeneidade pode manter-se válida para a matriz rochosa.
_: Todavia, as descontinuidades, como estruturas de maior
¬r
\ 6.1 Conceitos básicos porte e expressão, caracterizam o maciço rochoso como meio
heterogêneo, anisoirópico e, do ponto de vista mecânico,
6.1.1 Descontinuidade geomecãnica freqüentemente dcsconlínuo, em maior ou menor
›-= a.ne‹.|-¡'›.-J. ,_._.-.
_
intensidade.
'I
Comurtieiite. em virtude da natureza dns solicitações
-› em obras de engenharia, as condições mais desfavoráveis
são representadas por feições tubulares ou planares, de 6.1.3 Anisotrcipia
reduzida qualidade mecânica, isto é, corri propriedades de
eu,..t resistência e rigidez muito inferiores às da rocha encai- Nem todas as estruturas presentes em um maciço
xante. Toda estrutura geológica que se enquadra nessa rochosa comportam-se como descontinuídades geomecâi-iica.s_
descrição é reconhecida como uma descontinuidade E o caso, por exemplo, das foliações metamórficas que, em
4 geomecânica. geral, representam apenas uma anisotropia estrutural de
_ Pianos bem definidos de separação física da rocha, Caráter penelmlivo, ou seja, repetem-se de forma Sistemática
tais como, juntas, falhas e alguns casos especiais de no interior do maciço, expressando-se apenas como o arranjo
füliëlções proeminentes e contatos iitológicos hruscos, preferencial de minerais. Usualmente, ao contrário das
constituerri~se em exemplos típicos. Entretanto, um estrato desoontinuidades estruturais, as iinisotropias estruturais ou
pouco consolidado no interior de uma seqüência minerais não se constituem em descoiitinuidades
sedimentar, um nível biotítico mais deoomposto em maciço geonieeãnieas, mas podem representar elementos geotéctiicos
foliado ou, de forma generalizada, corpos rochosos que se desfavoráveis, dependendo do nível e da orientação das
d15"*1S|-lflm por sua litologia mais branda ou intensidade tensões a que o maciço será submetido pela implantação da
d° ahfifação ou deformação podem, também, ser descritos estrutura de engenharia.
Como unidades de comportamento geornecânico
diferenciado. Dependendo de sua geometria em relação
ao maciço encaixante, um corpo rochoso que se encontra 6.1.4 Efeito de escala
nas condiçoes mencionadas pode ser considerado como
uma descontinuidade geomecânica. bia caracterização das descontinuidades. deve-se consi-
derar 0 papel do efeito de escala, que pode ser identificado
em dois níveis de influência: em nível puramente dimensional
6.1 .2 Maciço rochosa e em nível conceitual.
Em nível puramente dimensional, expressa-se, por
O maciço rochoso E definido como o conjunto formado exemplo, pela da relação existente entre o espaçamento médio
l1€l&_rnatriz rochosa e por todas as descontinuidades nela das descon tinuidades e as dimensões da obra a ser implantada
contidas. A rigor, a própria matriz rochosa caracteriza-se - um espaçamento medio relativamente elevado ante a um
Cümc sendo um material heterogêneo, pois apresenta diâmetro reduzido de uma abertura stibte rrãnea, aoentuará o

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I_¶IO IOIO O O OI IOI O O ÓOÕO OI IO ÓO OI


48 Esrrururus dos Maciços Rochosos
geométricas de um maciço rochoso, na tentativa de estabelecer
papel da matriz da rocha. A Figura 3.l7 ilustra a influência modelos previsionais mais precisos. Hoje, esta técnica
da escala em nível dimensional que define a validade de se encontra-se em fase de consolidação. Métodos tradicionais.
admitir o meio como homogêneo e isotrópico ou heterogêneo para se proceder aos levantamentos e à descrição de camp., -
e anisotró pico, com prevalência da rocha intacta e do maciço das propriedades dos maciços rochosos podem ser
com descontinuidades, respectivamente. encontrados em publicação específica da Sociedade
Internacional dc Mecânica das Rochas (Brown, 19g1)_
parcialmente traduzida pela ABGE (1983). `
Os parâmetros descritos neste Capítulo, sob enfoque
geológico, são retomadas soh uma abordagem geomecãniza
no Capitulo 13 - Caracterização e Classificação de Maciçnz
Rochosos.

6.2.1 Orientação espacial


As desco ntinuidades de um maciço rochoso, em
particular as juntas e as falhas, d.i,s'tribuem-se especialmente
rs) 7 i (bl segundo Orientações preferenciais. agrI.tpattd0¬se emsistemng
ou famílias. A orientação preferencial decorre das estreitas
Figura 3.1 7 Dimensões relativas de um túnel em duas relações da natureza mecânica com o campo de tensões
condiçoes de espaçamento de juntas. Blocos maiores geológicas amante na época de formação dessas estruturas
(a) e menores tb) do que a abertura Eventualmente, á direção original das tensõesp-ode per-
sistir até o período atual, dependendo do ambiente geológico
da região, ou pode não guardar mais qualquer relação com as
Em nível conceitual, no que se poderia. chamar de famílias de descontinuidades presentes no maciço.
abrangência do raciocinio geológico, o efeito de escala aparece A orientação espacial das juntas e falhas depende, por-
quando uma estrutura local exibe geometria aparentemente tanto, de seu ambiente de geração: rochas pouco deformadas
discrepante dos esforços e da cinemática que atuaram tendem rt alojar estruturas mais fortemente oorrelacionadas
regionzilrnente. Os trabalhos de aquisição de dados de campo, ao campo de tensões regionais, enquanto rochas geradas em
efetuados com visão exclusiva em concepções e modelos cinturões de cisalhamento, zonas de falha uanscorrentes ou
geológicos regionais, ainda que absolutamente pertinentes, gntbens exibem feições decorrentes de rotações substanciais
podem revelar-se tendenciosos ao privilegiar o registro e eventos complexos de deformação e rnagnificação local das
sistemático das feições que apresentam coerência estrutural tensões (Hancock, 1985).
mais evidente. Exempliñcando: a presença de niveis com A posição ocupada no espaço por uma estrutura geoló-
geometria preferencial tabular, inseridos numa seqüência gica planar É definida pela sua direção e pelo ângulo de mer-
regional de corpos com fomato leuticular, representando uma gulho, ou seja, a inclinação do plano, conforme ilustrado na
porção do maciço sujeita a uma intensidade de deformação Figura 3.18, na qual:
dúctil superior ao padrão predominante, pode ser registrada
de forma inadequada no mapeamento. Entretanto, no caso, a ° a direção é definida pelo ângulo que a intersecção do plano
característica tabular pode ser significativa para uma estrutura da descontinuidade. com o plano horizontal, faz com a
de engenharia, pois detém o atributo da continuidade, ausente direção norte;
nas lentes, particularmente se o referido nível apresentar °n_mergnlhojo_ã.nztilo de ingiirgçgido plano com o plano
prqpfigdadgg- ggqmgçãniçgg-pgb|-g3_ ---- -_ _ _ _ -___ . .mai
horizontal. A reta do mergulho e a reta de máxima inclina-
ção no plano, perpendicular à direção.
6.2 Parâmetros descritivos das descontinuidade:
Direção
As estruturas presentes em um maciço que mais inte-
ressam à investigação aplicada são as descontinuidades,cujas
propriedades mais importantes são: a orientação espacial; a
continuidade da estrutura; a quantidade volumétrica das jun-
tas; a morfologia da superficie da fratura; a forma e natureza Rum” d° ` ot
dos preenchimentos; a abertura entre as superfícies opostas; Me'g"h° .¡4
e a conectividade entre elas. §
l._
'
.`
=.
Em sua maioria, essas propriedades são de natureza
geométrica, expressando-se com significativa variabilidade
espacial, mesmo em um único tipo de maciço rochoso. «~°
Diversas modalidades de distribuição estatística podem Q- ..
ser empregadas para descrever as variações dessas . “'.'z.- =f>l-.Yf‹ ,;¿~,-,;-'.*.›à.;
propriedades, sendo que alguns tipos de comportamento,
passíveis de representação através das distribuições log- 93'*-~*¬'-~;;-¬;.",zz~›f¿-rn-,..._--›
..;_::;;.1=,,
normal ou exponencial negativa, repetem-se com razoável
constância, por exemplo, para o espaçamento entre as
descontinuidades. Entretanto, em virtude da natincza empírica
= ,H ,od - _
W megrädhi: J 5-1' l`;`.lz.Í*l-"|sfe'$f:=:»T--
dos modelos estatísticos, a extrapolação dos dados nern
sempre conduz a resultados satisfatórios. Mais recentemente Figura 3.18 Definiçäo de termos de orientação
(I-lobbs, 1993), tem-se procurado utilizar a geometria fiactal, espacial de estruturas geológicas planares
como técnica potencial para a descrição das propriedades

_.--I
. ._. .__¬.,.,__............ _

IÕO I O I ÓOI O I OÍI QI O IO UIQ


iii.

Caracteristicas das De.s'conn`nu¿a'ades 49

pr atitude das descontinuidades em relação a uma fronteiras primitivas da fratura (ri): metrics) sugerem a geo-
tura pode
de engenharia ou àsua
superfície de encostas roclrosasa metria elíptica como sendo a mais comum nessas litologias
eslgjflrais condicionar estabilidade ou favorecer (Poll-ard e Aydin, 1988).
ãäm-yéncia de deslocamentos excessivos. É importante, A persiste ncia de uma fratura é condicionada, tambem,
om,-Im registrar de turma apropriada toda rt gama de pela sua ordem de aparecimento em uma sequência de even-
FI ~ [3 -dos medidas no campo, obtendo-se adtstribuiçao e a tos de fraturame nto. As juntas mais recentes sempre apre-
Éiiliíiietinedia do conjunto de descontinuidades, de maneira sentam a tendência ou de se originar a.pa.rtir de outra super-
E agmp¿_j¿5 em famílias. lfara tanto, utiliza-se um diagrama ficie mais antiga, ou de se interromper nelas. Estas estrum-
\ espedaj que Pam-nte o registro de elementos planares ou de ras existentes podem ser falhas, contatos litologicos ou uma
feições lineares, o que facilita o tratamento de dados de junta primitiva. As fraturas de cisalhamento coujugadas, por
natureza espacial e suas interrelaçoes. O item 7 descreve sua vez, podem interceptar-se mutuamente, sem se interrom-
mm detalhes a técnica da projeção estereopráfica. _ per, ou predominar localmente uma ou outra.
¬f A orientação relativa e a uriterseçãomutua entre os dife- A existência ou ausência de continuidade determina o
mflizs sistemas de descontínuidades, principalmente juntas, padrão de oompartimentação dos maciços roclxosos. A conti-
*ʬ determinam a formação de blocos rochosos - a estrutura nuidade virtual de dois sistemas de descontinuidades
. gwmecãnica elementar dos maciços rochosos. ortogonais É insufitzicnte para a individualização completa
A orientação dos sistemas de dcscontínuidades em de um bloco rochosa. enquanto dois sistemas com atitude
relação à geometria da superfície de escsvação de uma oblíqua entre si apresentam maior probabilidade de forma-
¬›'‹
abertura subterrânea, pur exemplo, pode indicar se os blocos ção de blocos. De forma geral, são necessárias ao menos très
são instáveis ou não. famílias sistemáticas de juntas, mzoavelrneute contínuas, para
A presença de estruturas penetrativas, que se repetem zi formação de blocos rochosos bem definidos.
com constância notável no interior do maciço, tais como as Urna descontinuidade termina em outra descontinuida-
foliaçoes rnetarnórficas ou a estratificação sedimentar, podem de, na própria rocha matriz ou permanece com a forma de
i- servir como guia ou referência para determinar a orientação terminação iudeterminada, quando seu comprtmento excede
de outras descontinuidadcs plimares. Este método E parti- os limites da exposição. Um conjunto de fraturas com um
cularmente útil na descrição de lcstcmurtlios não-orientados número mais elevado de terminações indeterrninadas será
de sondagens realizadas em sítios onde há escassez de aflora- rnais contínuo do que um grupo que apresenta maior quanti-
mentos. Conhecendo-se as orientações da perfuração e da dade de interrupções em outras descontinuidades, no mesmo
estrutura de referência, as atitudes das demais estruturas que afloramento. As dcscontinuidadcs não-sisternácicas ou alea-
interoeptam a sondagem podem ser determinadas. tórias exibern número substancial de terminações na rocha
- 1
matriz.
A Figura 3.19 ilustra aspectos da formação de blocos,
z Ti'-É 6.2.2 Persistência em função da persistência dos sistemas de descontinuidades
Em 3.193,, deãoontinuidades de baixa persistência, pratica-
A persistêlicia ou continuidade de uma fratura é um mente sem a geração de blocos; em 3.1911, os mesmos siste-
parâmetro ligado ao tamanho e ii forma geométrica da mas de (a) relativamente persistentes com a formação de blo-
gil-. estrutura e, por isso, profundamente afetado pela orientação cos, e 3.19c, dois sistemas não-persistentes, com intemip-
e dimensão da superfície rochosa na qual ela se expõe. Tanto ções em rocha ou em outra descontinuidade.
_!-1
a forma, quanto as dimensões de uma fratura podem ser Junto com a orientação espacial e o espaçamento das
,._\. controladas por aspectos geométricos do maciço rocltoso. Por dcscontinuidades, a persistência ou continuidade irá definir
exemplo, a maioria das juntas contidas em rochas o formato do bloco típico em cada maciço rochoso, enquanto
estratificadas desenvolve-se perpendicularmente â superfície a conectividade entre os sistemas de descontinuidades
de acamarnento e tem distribuição razoavelmente retangular, incrementa a condutividade hidráulica do maciço.
-'=_-i-Ltäsi
com sua dimensão, perpendicular aos estratos, controlada pela
espessura da camada. Porém, asjuntas geradas por separação
dos estratos, por processo de alivio de tensões, raramente 6.2.3 Espaçamertto .
is*5~ife`¬*'i-= estendem-se ao longo de toda a camada e interrompem-se de
forma aparentemente aleatória. Parâmetro d0S mais relevantes para o comportamento
ti1,1' Em rochas rnaciças, a forma e a dimensão das juntas
dependem, particularmente, das condições que controlam a
geomecânico e geohidráulico dos maciços rochosos, o
espaçamento procura exprimir a “abundância” relativa de
PH-'fpagação da junta. Marcas impressas nas superfícies das dmermtinuidades. Em sentido amplo, o espaçamento refere-se
. '. .l'.`i» juntas, durante o processo de propagação, interpretadas como â quantidade de desoontinuidades por unidade de medida, seja

1
1.

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F ›
em descontinuidade

¿\ %'5%
'ë›'\-á'J
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=~e.=.=. '."t-'I-''vt' em rocha
(3) persistência {b} persistência (cl terminações em rocha c
baixa ateu acta em outra desconttnuídade
.--.onze-'

sl
52.
Figura 3.19 Aspectos da formação de blocos em funçao da interseção de juntas
Í E
50 Estruturas dos Marrtças Rochotsos
i
sição intempéries da propria rocha vizinha ä fratura, t`orm¡¡,_
em comprimento linear, area uu volume. Quanto menor for _o do padrões geométticos intrincados, com veios entrelaçadoa
espaçamento entre as dcscontinuidades de um maciço. mais de material ittconsolidado, parcialmente disseminados em
significativas serão as deformações e a permeabilidade ou tissuras vizinhas à fratura principal, e incorporando pcdaçm
rzrmdutividade hidráulica (Capítulo 8 - Aguas Subterrâneas). da própria rocha matriz. difícil a identificação do plam,
Por definição (Brown, 1981), o espaçamento é const- original de separação da rocha intacta.
derado como a distância perpendicular entre dois planos Ao longo das superfícies de descontinuidades afetadas
consecutivos de descontinuidades pertencentes a urna mesma pelo internperismo, a abertura se distribui de forma irregular
família. É obtido por meio de medidas efetuadas ao longo de segundo canais tubulares tottuosos, como acontece nas
uma direção detetrninada, quep-ode ser uma sondagem ou juntas-falhas suborizontais das rochas basálticas, que
uma linha de levantamento sistemático de descontinuidada condicionam o fluxo de água ao longo dessas estrutura5_
em aflorarne ritos.
A partir do espaçamento, pode-se obter um segundo Da mesma forma, os preenchintentos dessas feições podem
parâmetro de pendente denominado freqüë ncia da descon- ser bastante complexos e variáveis, com o contato entre az
tinuidade ou, genericamente, grau de fraturamento do paredes opostas desenvolvendo-se na própria rocha, ou
maciço, que expressa a quantidade de feições por metro portando ptecnchimentos, desde peliculares até espessura 'i
linear de maciço e equivale ao inverso da medida dos decirnétrica. .t
Asjuntas-falhas do maciço basílticoda UHE de ltaipn
espaçame ntos, incluindo todos os sistemm presentes. Outros
aspectos do grau de fraturamento podem ser vistos no (PR) apresentam um conjunto de feições típicas encontra-
Capitulo 13 - Caracterização e Classificação de Maciços dos, com algumas variantes, em diversas outras obras da Bacia
Rochosos. do Paraná, e que sintetiza as principais variedades no estilo
geométrico e de preenchimento dessas importantes
descontinuidades, catalogadas e ilustradas por Eljomberg e
6.2.4 irregularidade e rugosidade das superticies Kutnet (1983), como mostra a Figura 3.20. Em 3.2üa, as
denominadas estruturas “em bigode" (Barros e Guidicini,
As irregularidades observadas nas superfícies das 1981), que adquirem forma tamificada e entrecruzada, iso-
r
fraturas e falhas representam elementos morfológicos ligados lando lentes e cunhas rornboédricas, com contato rocha x
a processos genéticos, de cujo estudo ocupa-se a Fracta- rocha. Em 3.2l)b, 3.20c e 3.2011, apresentam-se diversas *Í
~

gralia, um ramo da Geologia Estrutural. enquanto a Geologia variedades de preenchimentos. desde argila pura até fragmen-
tos da rocha basáltica. Em 3%, uma camada delgada e con- -4
de Engenharia procura interpretar sua influência no ...,.j
mecanismo de cisalhamento e na peroolação de água através tínua de siltito silicificado, no contato entre dois derrames
das descontinuidades. sucessivos.
Em geral, as irregularidades .no plano de uma 4.¿.J'-1. 'r=~
\-.
descontinuidade se manifestam na escala da ordem de alguns
metros, quando são caracterizadas como ondulações. ou em
n
dimensões milimétrica a centirnétrica, quando año ( tt) Jttnh-falha em "IJigt›de" -.
identificadas como rugosidade ou aspereza. O Capítulo 13 - contato rodas x rocha
z.‹.
Caracterização e Classificação de Maciços Rochosos r-

aptese nta uma classificação de perfis de rugosidade. I


t

6.2.5 Abertura e preenchimento


--A--ahe rtura -das-de scontinu idades 6 importante_no
estudo da percolação de água no interior dos maciços roohosos
e caracteriza-se como o espaço, vazio ou preenchido por água, I
l
ipi-11
*“¿*f
tn
( b } Zona niborlauntnl
fraturada com pelicula
t ärfllofl ' "
-
" '
`
_- --ii
,

que separa suas paredes, distinguindo-se nesse aspecto


eventuais preenchimentos ou mincralizações que podem *:\ .i_-1--1:; ¡"' :J (C) Zonabrechadaeomblncos
ocupar o plano da descontinuidade. _ _ _ I em matriz silto-arenosn
A abertura atual de uma junta, todavia, não coincide ._Ê`\.:~| “.' i. Ê'Íš-.É ' _
necessariamente com sua abertura original, que pode ter sido 1 II ln \ä
modificada em estágios posteriores à sua formação, como pív-Nil

ocorre no processo de erosão ou de soerguimento dos maci-


I' `-¬-L._`_`
ços quando a fratura é trazida a níveis mais rasos. ( d ) Junta premdtla com
Outros mecanismos pós-formacionais podem influir na
abertura apresentada pelas descontinuidades. Um deles cou-
siste no processo de remoção de materiais inconsolidados,
mí' \
tr'
_
š
tn
e
""'
da argila e Ibtgnaemoa
de rocha

carreados pelo fluxo de água ao longo das fraturas. O outro,


na dissolução de veios rnineralizados. -¬_‹¬_"'i“%"l
__ (ri) Contatoentre derrames
Os preenchimentos são importantes porque, depen- i ` `l¬I -1%;
_
-'ill i
preenchidocuinsiltito
dendo de sua espessura, podem modificar ou controlar -" -'_-::- ;_\,.__¬.
oompletarne nte a resistencia ao cisalhamento e a conduti- i I ' ' P ||¡ `¿ -
vidade hidráulica das descontinuidades. Onde as paredes mí;-t ._'
opostas não se tocam e o preenchimento ocupa todo o espaço
vazio entre as mesmas, a resistência, a deformabilidade e a
permeabilidade do material que preenche a fratura condi-
cionam o comportamento do maciço rochoso. - Figura 3.21] Aspectos ge-ométricos do preenchimento
Urna fonte importante dos preenchimentos das das juntas-falhas nas fundações da UHE de Itaipu (PR}
desco ntinuidades em regiões tropicais consiste na decompo- (B]ornberg e Kutnor. 1983]
Característica.: das Desconiimiidades 51
_"'Í-`
.¡, `|. .
5 3 Levantamento sistemático dados de sondagens e de pequenos afioramentos De qualquer
_! Ç'
forma, todos os esforços devem ser dispendidos para realizar
O ifivzmrzmeiito sistemático das caracter1'sticas_das a descrição sistemática das descc-ntinuidades
iinuidades no campo conduz a um resultado mais etica: Em geral, aceita-se um mínimo entre 100 e 150 medi-
.¡«-
_,ä_ descon “[340 apos a definição dos domínios estruturais das, em cada domínio estrutural, o que significa uma quanti-
_ _ __, ao slerexä interesse, quando os tipos, a seqüência e a dade com representação estatística adequada. Os dados obti-
-i ê_z~_
`I.-"
da Íušal-dade espacial das estruturas dominantes são dos podem ser dispostos em planilhas específicas, como a
“Ê flrlêcädlos z Q mapeamento e a caracterização das descon- representada na Figura 3.21, onde Consta um Conjunto de
observações de natureza estrutural e geométrica, passíveis
iiiiliiidades podem ser separados por áreas semelhantes. Esta de realização em superfícies rochosas Várias destas obser-
mmiênciz auxilia o estabelecimento de critérios para a
gm-npreensáo da correlação entre asipropriedades. _ J vações são identificadas por meio de índices classificatõrios
¿:: '
;- 'z. _ Basicamente, o levantamento sistematico possui carater introduzidos, posterioririente, em programas computacionais
qmmdiafivo e as descontinuidadesø podem ser preutarnente que realizam o tratamento estatístico dos dados, em cada
agrupadas “gundo criterios geologia.-usloii descritivos de domínio estrutural ou em cada área de interesse. Na Figura
¡n¿¿¡-zwz, para o poste nor tratamento estatistico discrirnmado 3.21, a planilha foi adaptada para utilização no programa
.TL '
de populações. Para isto, e_n1ais adequado efetuar o QUANTIS, do IPT. _
'- ievanmmzfliu em áreas que exibem volumes Slgnlficativüã Após o tratamento estatístico. podera ser construídos
r' 4:,

de maciço exposto, em afloramentos ou em paredes de lftistogramas de freqüência para cada uma das propriedades
-Í escavação. Quando as exposições sao muito extensas, como de interesse, mostrando a ocorrência relativa dos indices
.r ¬ Úmm nas izgezivziçöes de grandes minasou barragens, pode‹ adotados. A Figura 3.22 apresc nta alguns dados obtidos na
“_-
.- 5; morar a escolha de algumas faixas (“1anelzm") do maciço, região do Cinturão de cisalhamento de Além Paraiba (RH,
i onde as estruturas encontram-Se bem representadas. No caso que identificam 0 espaçamento. a rugosidade e ii persistên-
de inexistência de grandes áreas expostas, deve-se utilizar os cia de uma das famílias de fraturas de juntas.
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ú.- I I I I I I I I IIIIIIII 1~ -
É - Número 7 - Orientação 14 - Microrrugosldade
- Distä ncia em relação ao ponto 'nicial Ta ‹ Movimento rotativo 15 - Macrorrugosidsd-e
- Tipos tmotogicos presentes 5 - Espaçamenm (em) 16 - Amplitude de onda (cm)

is iiii ‹ Tipos de estrutura


- Estado de alteração da rocha
- Estado de alteração das paredes
das rochas
9 ‹ Resistdncia
10 - Abettllra
11 ¬ Preenchimento
12 - Eiaudaçio dágua
13 - Aaaochçlo entre rtesuäriünuidades
17 - Comprimento de onda {cm)

Figura 3.21 Planilha de levantamento quantitativo de descontinuidades

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q Ê 10 zq -›zg¡m| 1 2 1 l 1 1 T fl 2 I É Ú ZM I00›IN~[:Ir||

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FÍQI-II”-E 3.22 Freqüência das classes de (a) persistência' (tz) rugosidade; {c) espaçamento de um sistema do iuntas
--Í ea região de Além Paraíba (Fu)
COI 52 Eârrzzruras dos Maciço: Rochmos
Como a mesma informação (pólo do pla no) apareçe em
7 Proieçäo Estereográfica ambos hemisferios da esfera, é necessário apenas uma 5,¿m¡_ .
esfera para a representação de feições estruturais. Em
A projeção este reogräfica é, fundamentalmente. a pro- Geologia de Engenharia, convencionou-se a utiiizaçâü da
jeção da sup: rfície de uma esfera sobre o seu plano equatori- semi-esfera inferior. - .*I

al, Este npo de projeção tem diversas aplicações, constituin- A Figura 3.24 il uslra o método de construção da pm¡.¿_
do-se num método pratico de representar, no plano, elemen- ção estereogrãfica de um grande círculo, que delineia um um
t