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Módulo 3

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

SISTEMA DE PROTEÇÃO POR ÁGUA

BÁSICO

Sérgio Américo Mendes de Carvalho


Ueldo da Silva Macedo
20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 2

SUMÁRIO

1 - Considerações gerais

2 - Componentes fixos
2.1 - Reservatórios de água e tubulação
2.2 - Tubulação de sucção
2.3 - Casa de bombas
2.4 - Conjuntos motor-bomba
2.5 - Funcionamento automático e manual
2.6 - Tubulação de descarga
2.7 - Alterações no funcionamento do conjunto motor-bomba
2.8 - Hidrantes
2.9 - Canhões fixos

3 - Componentes portáteis
3.1 - Mangueiras
3.2 - Redução
3.3 - Divisor
3.4 - Esguichos
3.5 - Canhões portáteis
3.6 - Conjunto portátil de espuma

Bibliografia

Anexos

Anexo 1: Avaliação da aprendizagem


Anexo 2: Curva típica de bomba
Anexo 3: Perda de Carga de tubulação

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1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS

O dimensionamento e as características dos Sistemas de Proteção contra Incêndio


devem tomar como referências:

- Normas técnicas ABNT


- Exigências do Corpo de Bombeiros
Códigos e Regulamentos contra Incêndio e Pânico
(âmbito estadual)
- Requisitos para a tarifação do seguro
- Norma Regulamentadora 23 NR 23
- Recomendações do “National Fire Code” NFPA

O sistema básico de água para proteção contra incêndio é constituído por


componentes fixos e móveis que incluem:

Componentes fixos Componentes portáteis

. reservatórios de água . mangueiras

. tubulações e acessórios . divisores, reduções e esguichos

. conjuntos motor-bomba . canhões

. hidrantes . conjuntos lançadores de espuma

. canhões . chaves de conexões

Nos locais de permanência e de circulação de pessoas é importante fixar uma


planta com o posicionamento dos sistemas de proteção contra Incêndio.

1 in = 25,4 mm 1 psi = 6895 Pa


2 2
1 ft = 0,0929 m 1 bar =105 Pa
1 ft3 = 0,0283 m3 1 MPa = 10,2 Kgf/cm2
1 lbf/ft3 = 16,02 Kgf/m3 1 Kgf = 9,8 N
1 psi = 0,0689 bar 1 MPa = N ÷ mm2
1 gal = 3,785 1 Mpa = 145,03 psi
1 b = 0,453 Kg
1 Kgf: peso exercido pela massa de 1 Kg

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2 - COMPONENTES FIXOS

Reservatórios de água, tubulação de sucção, casa de bombas e


tubulação de descarga

Figura 1

2.1 Reservatórios de água e tubulação


Reservatórios de água

A capacidade volumétrica do reservatório é função do tipo e das características das


instalações. Deve conter a reserva de água necessária para o combate a incêndio
(reserva de incêndio).
Pode ser de pequena capacidade, como os encontrados nas edificações residenciais; de
grande capacidade, como nas indústrias químicas, petroquímicas e de petróleo; ou os
naturais como lago, rio e mar.
A NBR 13714:2000 Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a
incêndio é uma das referências para os reservatórios.

Anexo A estabelece as condições recomendadas para os reservatórios

Anexo D classifica as edificações e a aplicabilidade dos sistemas de


hidrantes e de mangotinhos

Essa Norma não se aplica:


As indústrias petroquímicas, refinarias, terminais e bases de distribuição e
instalações de armazenagem de líquidos e gases combustíveis e inflamáveis
que disponham de norma brasileira específica.

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Para definir a capacidade volumétrica do reservatório é necessário também consultar o


Código/Regulamento Estadual de Segurança contra Incêndio e Pânico.
Em geral, os Regulamentos estaduais e a NBR 13714 estabelecem parâmetros para
o cálculo da Reserva de incêndio que atendem as edificações, mas não atendem a
necessidade das plantas industriais, como mostrado no exemplo seguinte:
Referência: NBR 13714:2000

Anexo D - Aplicabilidade dos sistemas:

Considerado o Grupo I (industrial, atacadista e depósitos): alto risco

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Tabela 1: Tipos de sistemas: estabelece que devem ser consideradas


2 saídas (esguichos) em funcionamento simultâneo, com vazão
unitária de 900 itros por minuto.

Item 5.4 - Tempo de funcionamento: 30 minutos

Reserva de Incêndio:
3
(2 saídas x 900 itros por min) x 30 min = 54.000 i (54 )

No sub item 5.4.1 é citado que a Reserva de incêndio deve ser prevista para o primeiro
combate durante o tempo estabelecido na Norma. Após esse tempo, é considerado que
o Corpo de Bombeiros atuará usando água da rede pública, de caminhões-tanque ou de
fonte natural.

Se a edificação possuir chuveiros automáticos o reservatório deve ser calculado para


atender a necessidade de ambos os sistemas.

Plantas industriais:

A reserva de Incêndio calculada por esse critério é insuficiente.


Necessário identificar o caso de incêndio onde será necessária a maior vazão
e a maior pressão de água.

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Quanto à elevação, os reservatórios são divididos em:


IT 03/2019, Decreto 63911/18, São Paulo

Fundo acima do nível do terreno.


Elevado
Interligado a tubulação de descida, para alimentar os
pontos de captação de água
Nível do solo Fundo apoiado no solo. (tanques)
Fundo abaixo do nível do solo.
Semienterrado
Parte superior acima deste

Enterrado Parte superior no nível do solo ou abaixo deste


Fontes naturais Reservatórios de superfície: lago, rio, mar...

Notas:

- Os reservatórios no nível do solo, semienterrados, enterrados ou as fontes


naturais devem dispor de conjuntos motor-bomba com acionamento automático.
- Se a altura do reservatório elevado for insuficiente para fornecer a vazão e
pressão requeridas pelo sistema são necessários os conjuntos motor-bomba.
- Quando o reservatório não for exclusivo para a água de combate a incêndio, as
saídas de água devem ser instaladas de modo a garantir a reserva de incêndio.
- O aço e o concreto são os materiais construtivos de uso mais comum.

Tubulação

Conjunto formado pelos tubos e acessórios (válvulas, curvas, reduções).


As tubulações de aço carbono são as de uso mais comum, em especial, quando
instaladas acima do solo. Os trechos enterrados devem receber tratamento
anticorrosivo.
As seções e os acessórios podem ser soldados, roscados ou ranhurados.

Sucção descarga

Figura 2: Bomba centrifuga

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2.2 - Tubulação de Sucção


Seção que interliga o reservatório de água ao conjunto motor-bomba.
O diâmetro da tubulação é calculado considerando a velocidade máxima e 1,5 vez
a vazão de projeto, para reduzir a perda de carga e compensar o aumento da
rugosidade com o envelhecimento da tubulação.
Velocidade máxima de água: 4,6 m/s
na seção equivalente a 10 vezes o diâmetro da tubulação, antes do flange de
sucção da bomba (NFPA 20: Centrifugal Fire Pumps).

Empregando o exemplo da página 5


Q: vazão
Q = Vazão de projeto x 1,5
V: velocidade
Q = 1800 pm x 1,5 = 2700
Q = V.S S: área da seção circular do tubo
S = (¶ x d2) ÷ 4 = 0,785 d2 2700 pm = (4,6 m/s) x 0,785 d2

d = 111,8 mm ou 4,4 polegadas


(diâmetro comercial superior:
150 mm ou 6 polegadas)

A NFPA 20 fornece uma tabela para estabelecer o diâmetro da tubulação de sucção.

Os valores abaixo estão disponibilizados nessa tabela

vazão diâmetro (pol)


gpm pm sucção descarga

100 379 2 2
150 568 2½ 2½
200 757 3 3
300 1136 4 4
400 1514 4 4
750 2839 6 6
1000 3785 8 6
1500 5677 8 8
2500 9462 10 10
3500 13247 12 12

Tabela 2

A Vazão superior mais próxima a 2700 pm é 2839 pm, para a qual será usada a
tubulação de 150 mm (6").
O resultado é igual àquele encontrado na aplicação da equação Q = VS

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NPSH: Net Positive Suction Head
Pressão a ser vencida pela sucção da bomba. Pressão de sucção absoluta

NPSH = Patm - Pvapor - Pcarga sucção Patm = 10,33 mca


Pvapor da água (temperatura ambiente) = 0
(Sucção positiva)
Pcarga sucção = 1,3 m (como exemplo)

NPSH disponível = 10,33 mca - 0 - 1,3 = 9,03 mca

NPSH requerido (informado na curva da bomba) deverá ser inferior a 9,03 mca

Para as bombas centrífugas horizontais, o NPSH disponível na entrada da bomba


deve ser no mínimo 5,8 mca (considerar o reservatório vazio).
Reduzir o NPSH disponível em 0,1 mca para cada 100 m acima do nível do
mar

Se for usada a b b e a na tubulação


de sucção, deve ser instalada à distância superior
a 16 metros da entrada da bomba.
Essa válvula cria turbulência e aumenta a
possibilidade de bloqueio devido à retenção de
detritos.

Figura 3: A distância da válvula


borboleta não atende a
recomendação da NFPA 20

Quando a tubulação de sucção e o flange da bomba forem de diâmetros


diferentes, deve ser usada a redução excêntrica.
A formação de bolsões de ar (sucção negativa) pode prejudicar a operação da
bomba.

Redução excêntrica: certo

Redução concêntrica: errado

Figura 4: Reduções excêntrica e


concêntrica

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Preferencialmente, as bombas devem ter sucção positiva. Se não for possível, a


tubulação de sucção deve ser mantida cheia, através de um reservatório de escorva,
com capacidade volumétrica mínima de 4 vezes o volume da tubulação de sucção.

filtro

escorva

sucção

Figura 5: Reservatório de escorva

A sucção é considerada positiva quando o nível mínimo de água estiver situado acima
de 0,80 m da linha de centro do eixo da bomba

Figura 6: Reservatório de escorva

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Se a captação da água é feita de fonte natural:

A extremidade da tubulação deve ser:


. posicionada abaixo do nível mínimo da água.
. protegida para evitar a passagem de detritos
. facilmente removível para limpeza periódica
. de material resistente à corrosão
.
- relação para minimizar a perda de carga: 1,5 vez a vazão de projeto
170 mm2 por 1 litro / minuto

Captação de tanque ou cisterna


Extremidade da tubulação deve ser dotada
de dispositivo eb a e , com
diâmetro mínimo de 2 vezes o diâmetro da
tubulação.
O afastamento em relação ao fundo do
tanque deve ser ½ diâmetro da tubulação,
atendendo ao mínimo de 152 mm.

A NBR 16704 estabelece um mínimo de


150mm de afastamento do fundo.

Figura 7: “Quebra vórtex”

Figura 8: NFPA 20 – Figura A.4.16.10

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2.3 - Casa de bombas

Principais requisitos:

. instalada em um local seguro, distante de área de risco


(incêndio, explosão, inundação, desmoronamento...)
NFPA 20, item 4.14.1.1.1, e NBR 16704:2019 item 4.12.1 a 4.12.6
- em área externa: distância de segurança de 15,3 m do risco
- na edificação: construção com resistência às chamas por 2 horas
. dimensões e arranjo físico - facilitar a operação e manutenção
. bem ventilada
. extremidade do duto de exaustão do motor diesel posicionada no exterior
. boa drenagem
. iluminação para operação noturna e iluminação de emergência
. bem sinalizada
. instruções para operação
. casa de bombas com motores a diesel: protegidas por sistema de sprinkler

2.4 - Conjuntos motor-bomba

Aumentam a velocidade e a pressão da água na tubulação. A bomba centrífuga é o tipo


mais usado nos sistemas de combate a incêndio.

A bomba é composta de:


. parte fixa: carcaça, mancal e base
. parte móvel: rotor, eixo e acoplamento

Redução excêntrica bomba com carcaça bi-partida

Figura 9: Bomba centrífuga


de carcaça bi-partida

. As bombas com a carcaça bi partida apresentam maior facilidade para a


manutenção das partes internas.
. A sucção pode ser frontal ou axial.
Deve haver, um conjunto motor-bomba reserva para substituir qualquer
conjunto que esteja fora de operação.

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O rotor em movimento faz a sucção da água para


a entrada da bomba, através da tubulação.
Ao chegar ao rotor, a água adquire velocidade,
para alcançar os equipamentos de consumo.

Figura 10: Rotor ou impelidor

O comprimento da tubulação, o atrito da água com a tubulação, e a altura que deve


atingir, determina uma perda da energia (velocidade) fornecida pela bomba. Essa perda
é chamada de “perda de carga” ou “perda de pressão”.

A altura manométrica total da bomba é a soma da altura estática a ser


vencida mais a perda de carga pelo atrito da água com a tubulação.

Curva característica

Toda bomba dispõe de uma curva que relaciona a pressão e a vazão.


A vazão é indicada no eixo horizontal - normalmente em m3/h.
A pressão (altura manométrica total) é indicada no eixo vertical, normalmente em
metros de coluna d’água (mca).
Para cada vazão, corresponde uma pressão; dessa forma é possível desenhar a curva
da bomba.
Para água de combate a incêndio essa curva deve ter uma seção onde o aumento da
vazão resulte em pequena redução da pressão, para que sejam mantidas as condições
operacionais do sistema.

Três pontos definem essa condição:

. A pressão, quando não existe vazão (ponto de shutoff), não deve


exceder 1,4 a pressão na vazão de projeto.
. O ponto de operação (vazão e pressão de projeto).
. Na vazão que corresponde a 1,5 a vazão de projeto, a pressão deve ser, no
mínimo, 65% da pressão de projeto.

Ver uma curva com essas características no ANEXO 2

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Três pontos definem a
Curva da bomba
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 14

mca
shutoff ponto de operação
90 (projeto)

1,5 vazão
(operação)

40

0 50 100 150 200 250


vazão (m3/h)

Figura 11: Curva de Bomba

Motores

Os motores de uso mais comum são os de explosão interna (diesel) e o elétrico.

A NFPA 20, não recomenda o uso de motor com ignição por centelha (gasolina
ou álcool), em função de funcionarem com rotações elevadas e como consequência
serem menos resistentes.
A NBR 16704:2019 determina que o acionamento da bomba seja somente por motores
a diesel ou elétrico.

Devem fornecer no mínimo, a potência 10% superior aquela necessária para


atender ao ponto da curva da bomba, correspondente a 1,5 vez a vazão de
projeto.

Cálculo da potência do Motor (HP)

BHP = 1,5 x Q projeto x AMT (mca) ÷ (274 x 0,75)


0,75: rendimento da bomba

HP = 0,746 Kw/h CV = 0,735 Kw/h Kw = 3,415 BTU/h

A confiabilidade na operação dos motores está relacionada às


recomendações seguintes:

Motor a diesel

- Para facilitar a partida, deve ser mantido aquecido por camisa de água (jaqueta), na
temperatura mínima de 50 ºC, ou conforme a recomendação do fabricante.
O aquecimento é mantido por resistência elétrica, operada por termostato.
- Deve dispor de dispositivo de desligamento por sobre velocidade, quando a
rotação superar 20% da rotação nominal. Só poderá ser rearmado manualmente.

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 15

Tanque de óleo diesel


NFPA 20, edição 2019: item 11.4.1.3.1

- Cada motor deve ser suprido por um


tanque independente, com capacidade
calculada pela relação:
3,8 HP (5 KW),
acrescido de:
. 5 % para expansão volumétrica
. 5 % para o lastro

indicador de nível duto de conexão

Figura 12: Tanque de diesel

- dutos de conexão do tanque ao motor (alimentação e retorno)

. material resistente à chama.


. não usar dutos e conexões de aço galvanizado, devido à reação química
com o óleo diesel.

- O tanque deve dispor de:


. dreno para a remoção periódica de impurezas.
. indicadores de nível, com proteção contra impacto.

Preferencialmente o fundo do tanque deve ficar em altura superior a bomba injetora.


O conjunto motor-bomba deve ser testado semanalmente no “Modo automático” e no
“Modo manual”, ou conforme a recomendação do fabricante.

No teste, a água deve circular através da bomba e retornar para o reservatório.

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 16

Baterias

- Cada motor deve possuir 2 conjuntos de baterias. Cada conjunto deve possuir o
dobro da capacidade necessária para dar a partida, durante um período de 3 minutos
(15 segundos de partida intercalado com 15 segundos de descanso:
6 ciclos seguidos).

Os bornes das baterias devem ser protegidos

ERRADO
bornes sem proteção

Figura 13: Baterias de Bombas de Combate a Incêndio

Carregadores das baterias

(Instalados nos Painéis de


controle e proteção dos CMB)

Figura 14: Carregadores/flutuadores

Motor elétrico

A alimentação elétrica deve ser feita por circuito independente, entendendo-se como
tal, aquele que não é descontinuado pela interrupção do fornecimento às instalações de
consumo normal de eletricidade.
Se as bombas (principal e reserva) forem acionadas por motores elétricos, um dos
motores deve ser interligado a um gerador acionado por motor a diesel que atenda aos
requisitos estabelecidos na NFPA-20.

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 17

Figura 15: Conjuntos motor-bomba elétricos,


verticais
Alimentação elétrica: independente e gerador

Gaxetas
C cad a ga e a a a e i gi a a age de g a e e a b ba e
eixo.
Para resfriar a gaxeta, deve haver o gotejamento de água 20 a 30 gotas por
minuto.

2.5 - Funcionamento automático e manual


O sistema de água é mantido pressurizado, para permitir o funcionamento
automático das bombas.
A pressurização é mantida através de um reservatório elevado (castelo de água) ou de
um conjunto auxiliar, conhecido como b ba jockey .

A "bomba jockey" fornece pequena vazão de água


(4 a 80 ), para compensar pequenos
vazamentos ou contração do volume em função da
redução da temperatura ambiente.
A pressão deve ser superior a 80 % da pressão de
shutoff do conjunto motor-bomba principal.

Figura 16: Bomba jockey

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 18

A pressão é monitorada por pressostatos que comandam a operação das


bombas.

Entrada de água Eletroduto

Figura 17: Pressostatos

J Pressostato da “bomba jockey”: Liga - desliga PSHL

1 Pressostato do CMB 1 Liga PSL

2 Pressostato do CMB 2 Liga PSLL

O pressostato J da “bomba jockey” é do tipo “liga - desliga” (high - low), ligando-a e


desligando-a nas pressões reguladas.

Se uma válvula de hidrante é aberta ou outro sistema de consumo de água é acionado


(espuma, chuveiros automáticos...) a bomba jockey não consegue repor a água
consumida e a pressão diminui, o pressostato 1 liga o conjunto motor-bomba 1,
para fornecer água na vazão e pressão necessária.
Se esse conjunto não entrar em operação, a pressão do sistema continuará a diminuir e
o pressostato 2 acionará o conjunto motor-bomba 2.
A operação da “bomba jockey” (partida e parada) deve ser regulada acima da pressão
de partida dos conjuntos motor-bomba.
O quadro seguinte exemplifica as pressões de operação:

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 19

pressostato aciona operação


(kgf/cm2)

bomba jockey
liga 7
J
desliga 8,5

1 CMB 1 5

2 CMB 2 3

Não é conveniente instalar os pressostatos nas tubulações. A vibração altera


a regulagem.

Posicioná-los em suportes fixados em estrutura em que não haja vibração (perfil ou


parede), interligando-os à tubulação por dutos de aço, cobre ou de polímero,
especificados para suportar no mínimo 1,5 vez a pressão de shutoff ou como mostrado
no desenho:

/4"
Ø3

VÁVULA DE RETENÇÃO DE PORTINHOLA, PRESSÃO DE


TRABALHO 20 Kgf/cm2. FAZER ORIFICIO DE 2 mm
EM CADA PORTINHOLA.
ÁGUA

UNIÃO 3/4" PRESSÃO DE TRABALHO 20 Kgf/cm2

Figura 18: Instalação de pressostatos

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 20

Todo conjunto motor-bomba de partida automática deve dispor de acionador


manual, localizado no painel de comando e no quadro de instrumentos do
motor a diesel.
Após a partida no M d a ic c j i ci ai de e
de igad M d a a .

Painel de comando - Partida automática do motor diesel


PAINEL DECOMANDOBOMBA DIESEL

VOLTÍMETRO VOLTÍMETRO
BATERIA 1 BATERIA 2

AMPERÍMETRO AMPERÍMETRO
BATERIA 1 BATERIA 2

1 2 3 4 5 6

7 8 9 10 11
ALARME
DOPAINEL
PARADA
12
PARTIDA MANUAL
13 14
BATERIA 2

PARTIDA MANUAL
0 BATERIA 1
1 2

0 DESLIGA
1 AUTOMÁTICO
2 MANUAL

Figura 19: Painel típico (NFPA 20)

Indicações do Painel de comando

1 falha na partida automática 8 falha na bateria 2


2 baixa pressão de óleo 9 nível baixo de combustível
3 alta temperatura da água 10 motor acionado
4 parada por sobre velocidade 11 sistema em automático
5 falha na rede CA 12 rearme
6 falha no carregador de bateria 13 silencia alarme
7 falha na bateria 1 14 teste de lâmpadas

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 21

- tensão de partida dos motores: 12 ou 24 Volts cc


- alimentação: 110 ou 220 Volts ac monofásico ou bifásico
- 2 carregadores de baterias 12 ou 24 Volts cc
- 2 voltímetros mostrar as tensões das baterias
- 2 amperímetros de 15 A mostrar a carga das baterias

Notas:

Sinalizadores luminosos com alarme sonoro: indicadores: 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8


Sinalizadores luminosos, sem alarme sonoro: indicadores: 5,10,11

Botoeiras:
- Partida manual pela bateria 1
- Partida manual pela bateria 2
- Parada
- Silencia alarme: 13
- Reiniciar eventos (rearme): 12
- Testes de lâmpadas do painel: 14

Gabinete: chapa de aço, proteção IEC IP 54. Pintado na cor vermelha


Nível baixo de combustível (optativo)

Quadro de instrumentos do
PAINEL DE motor
INSTR diesel
UMENTOS (quadro local)
MOTORDIESEL

ARREFECIMENTO Liga Desl.


EMOSTRADORES TACÔMETRO

TEMPERATURA PRESSÃOÓLEO HORÍMETRO

PARTIDA PARADA PARTIDA


BATERIA 1 BATERIA 2

Figura 20: Painel de instrumentos do motor (painel local)

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 22

2.6 - Tubulação de descarga


Seção que interliga a bomba aos pontos de consumo de água.

Diâmetro da tubulação: calculado para que a velocidade máxima de 6,1 m/s,


com a bomba operando a 1,5 vez a vazão de projeto. Recomendação NFPA 20
O diâmetro mínimo, em função da vazão é informado na Tabela 1.

Classe de pressão da tubulação: número arbitrário que define a relação entre a


pressão admissível e a temperatura
(Tubulações industriais, item 2.8: Materiais, fabricação, classes de pressão e diâmetro
comerciais dos flanges de aço. Pedro C Silva Telles).

Classe 150, 20 ºC: pressão de trabalho até aproximadamente 20 Kgf/cm2

Válvula de retenção
Instalada na saída de cada
bomba para manter a pressão do
sistema de água.
Tipos: Portinhola e portinhola
dupla com mola (duo check)
Figura 21: Válvula de retenção com passagem plena

Válvula de alívio automática de recirculação de água

ajuste de pressão

Instalada na tubulação de descarga de cada


bomba, entre a saída da bomba e a
primeira válvula de bloqueio da tubulação.
A válvula deve ser regulada para abrir
abaixo da pressão de shutoff.
Deve permitir fluxo de água suficiente
para evitar superaquecimento se a
bomba funcionar com a descarga
bloqueada.

Figura 22: Válvula de alívio automática de recirculação

Diâmetros mínimos

“ (19,0 mm)”: a a 9462


1” (25,4 mm): a ai e 9462
NFPA 20:2019, item 4.13.1.7, e NBR 16704:2019, item 4.11.6

Motores a diesel que não possuem radiador


Não é necessário instalar a válvula de alívio automática de recirculação quando o
resfriamento do motor é feito através da circulação de água posicionada na tubulação de
descarga.
NFPA 20, item 4.13.1.8, edição 2019

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 23

Válvula de retenção, tipo portinhola, passagem plena

descarga da válvula de alívio


em local onde possa ser
observado o fluxo de água

Válvula de alívio automática de recirculação, entre as válvulas de


retenção e gaveta
Figura 23: Válvula gaveta de haste ascendente, válvula de alívio automática de recirculação de
água e válvula de retenção
Notas:
Válvula de alívio automática para a circulação de água funciona também como
alívio térmico.
Recipientes completamente ocupados por líquidos, têm grande
acréscimo de pressão com pequenos aumentos de temperatura.
Tubulação de aço, completamente cheia com água:
Cada ºC de aumento da temperatura da água, aumenta a pressão
em aproximadamente 6 Kgf/cm2

Válvula de alívio de pressão (grande capacidade)

Se a pressão de shutoff da bomba somada a pressão estática de sucção


exceder a pressão máxima da classe da tubulação, é necessário instalar uma
válvula de alívio de pressão de grande capacidade.
Para as bombas com motores a diesel, a pressão de shutoff deve ser multiplicada por
1,21 e somada a pressão estática de sucção (NFPA 20, item 4.20.1.2, edição 2019).
Esse acréscimo de 21 % à pressão de shutoff é uma previsão para sobre rotação do
motor.
Dimensionamento da válvula de alívio: NFPA-20, item 4.20.2.1 ou 4.20.2.2 (edição 2019).

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 24
A Tabela 2 a seguir é parte da tabela da NFPA 20

vazão da bomba válvula de alívio (pol)


gpm entrada saída

300 1136 2½ 4
750 2839 4 6
1000 3785 4 8
2000 7570 6 10
Tabela 2

A saída da água da tubulação de descarga da válvula de alívio deve ser visível


pelo operador do conjunto motor-bomba, ou dispor de sensor para indicar
fluxo de água (NFPA 20, item 4.20.5.2, edição 2019).
Não deve ser instalada válvula de bloqueio na tubulação de entrada e saída da
válvula de alívio.

Válvulas intermediárias

Posicionadas para possibilitar a interrupção de uma seção da tubulação para


manutenção, mantendo as demais em operação.

Manômetros
glicerina

amortecedor de pulsação válvula de bloqueio e alívio

Figura 24: Manômetro

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 25
Instalados em locais estratégicos:

- saída das bombas


- entrada e saída dos proporcionadores (sistema fixo de espuma)
- antes e após a válvula de retenção e alarme (sistema de chuveiros automáticos)
- outros locais onde a verificação da pressão seja conveniente

Características recomendadas:
. diâmetro mínimo: 90 milímetros (NFPA) e 100 mm (NBR 16704);
. amortecedor de pulsação: minimizar os efeitos do aumento de pressão
. válvulas (bloqueio e alívio): para facilitar a leitura e a manutenção
. enchimento com glicerina: minimizar os efeitos das variações de pressão
. escala: 2 vezes a pressão máxima de projeto (mínimo de 14 Kgf/cm2);

A pressão de operação deve situar-se em 50 % da escala. A pressão máxima não


deve ultrapassar 75 % do valor do fim da escala NBR 14105:2013

A sobre pressão altera a calibragem e causa dano ao manômetro.

2.8 - Alterações no funcionamento do conjunto motor-bomba

As alterações na altura manométrica (pressão) da bomba centrífuga têm como


consequências:

aumento na altura manométrica:

. diminui a vazão . diminui a potência absorvida

redução na altura manométrica:

. aumenta a vazão . aumenta a potência absorvida

Com a válvula da tubulação de descarga fechada é necessária menor


potência para a partida, como evidenciado no
Anexo 2: curvas da bomba

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 26

A alteração na velocidade (rpm) resulta na alteração da vazão (Q), da altura


manométrica (H) e da potência (P), segundo as equações:

Q 1 rpm 1 H 1 (rpm 1)2 P 1 (rpm 1)3


= = =
Q 2 rpm 2 H 2 (rpm 2)2 P 2 (rpm 2)3

(Q 1)2 H 1
=
(Q 2)2 H 2

Os exercícios seguintes caracterizam as aplicações das fórmulas:

A vazão fornecida por um proporcionador é 568 pm com a pressão de entrada


de 7 Kgf/cm2.
Calcular a vazão com a pressão de entrada de 10 Kgf/cm2.

A pressão fornecida pelo CMB a diesel, funcionando a 1500 rpm é 9 Kgf/cm 2.


Calcular a pressão se o motor for acelerado para a capacidade nominal de
1800 rpm.

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 27

A vazão fornecida pelo CMB a diesel é 3700 pm na rotação de 1200 rpm.


Calcular a vazão se o motor for acelerado para a capacidade nominal de
1800 rpm.

A potência fornecida pelo motor a diesel na rotação de 1500 rpm é de 300 cv.
Calcular a potência se a rotação do motor for aumentada para 1750 rpm.

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 28

2.9 - Hidrantes

Tomada de água com uma ou duas saídas


contendo válvulas angulares, com adaptadores,
tampões e mangueiras de incêndio.
(NBR 13714, item 3.8)

Distribuição:
Qualquer ponto da área protegida deve ser
alcançado:
. Sistema Tipo 1: 1 esguicho
. Sistema Tipos 2 e 3: 2 esguichos
Considerar o comprimento das mangueiras no
trajeto real, sem considerar o alcance do jato
de água (NBR 13714, item 5.3.2).
Figura 25: Hidrante com duas
saídas

Proteção por sistema de hidrantes:


Edificações com área construída superior a 750 m2 e/ou altura superior a 12 m
(NBR 13714, Anexo D, item D.1).

Exigidos, mesmo que existam outros sistemas fixos para a


extinção de incêndio:
(Chuveiros automáticos, sistema de detecção eletrônico, gases de supressão...).
Dimensionamento: considerar o uso simultâneo de 2 jatos de água
hidraulicamente mais desfavoráveis, para todos os tipos de
sistema de hidrantes (NBR 13714, item 5.3.3).
Tipos:

. simples: 1 saída
. duplo: 2 saídas

A distância recomendada dos hidrantes externos até a área protegida é de


30 metros. Distância menor pode dificultar ou mesmo impedir o acesso na
ocorrência do incêndio.
Distância superior a 30 metros exige quantidade maior de mangueiras, o que
resultará em perda de carga e, consequentemente, menor alcance do jato de
água.

. recalque: Permitir o abastecimento da tubulação de água da edificação


ou da área de risco por bombeamento externo
Pode ser subterrâneo ou instalado na fachada ou na divisa
com a rua.

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 29
caixa com hidrante de recalque interior da caixa

Figura 26: Hidrante de recalque ou passeio

Válvulas

. Predial: instaladas nos hidrantes que operam até 6 Kgf/cm2.


. Industrial: instaladas nos hidrantes que operam com pressão superior a
6 Kgf/cm2. Essas válvulas são mais resistentes, possuem eixos e volantes
robustos, permitindo o uso de chave do tipo “F” para sua abertura.

Os tampões devem dispor de furação para indicar passagem de água através das
válvulas (falha na vedação ou mau fechamento), não permitindo que o tampão fique
pressurizado.

Altura: 1 metro do piso, para facilitar a conexão das mangueiras.


Direcionar as conexões para o piso para minimizar a possibilidade do operador ser
atingido pelo jato de água ou pela mangueira, se houver desconexão.

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 30

2.10 - Canhões monitores fixos


Usados para grande vazão de água e grande alcance. A operação consiste na abertura
de uma válvula, no direcionamento e na adequação do jato. Por ser fixo, tem área de
ação limitada.
Tubo laminador esguicho

Figura 27: Canhão monitor com tubo laminador

Acessórios de um canhão para o lançamento de água:

tubo retificador (laminador): reduz a turbulência da água e permite maior alcance

requintes: encontrados nos diâmetros 1”, 1 ”e1 ”

esguicho: jato variável - água na forma de jato pleno ou neblina

A vazão é determinada pelo tipo de esguicho.


O alcance depende da pressão da água, do ângulo de operação, da direção e
velocidade do vento. Quanto maior a inclinação em relação ao solo, menor o alcance.
Com inclinação de 30º, o alcance pode chegar a 45 metros.
Mantém o operador a distância segura das chamas.
O tipo de esguicho pode possibilitar o lançamento de água na forma de jato pleno ou
permitir variação no lançamento de água: jato e névoa (neblina).
O jato de água tem grande alcance.
A neblina tem pequeno alcance, mas fornece proteção ao operador contra o
calor irradiado.
Tem boa eficiência no incêndio em líquidos com temperatura de fulgor superior
a 40 °C.

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 31

3 - COMPONENTES PORTÁTEIS

As mangueiras, divisores, chaves,


esguichos são mantidos em abrigos e
centrais de incêndio, estrategicamente
posicionados.
Os materiais contidos nesses abrigos
devem ser do tipo e em quantidade
adequada para a área a ser protegida.
Figura 28: Central de incêndio

3.1 - Mangueiras de incêndio


Constituída por um duto flexível, dotado de uniões.

. NBR 11861: 1998


Mangueira de incêndio
Requisitos e métodos de ensaio

. NBR 12779: 2009


Inspeção, manutenção e cuidados em
mangueiras de incêndio
Procedimentos
Figura 29: Mangueira de incêndio aduchada

Figura 30: Componentes da mangueira de incêndio

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 32

Tipos de mangueiras e pressões

As pressões especificadas na tabela são para os testes das mangueiras novas


no fabricante.

pressão
tipo características
Kgf/cm² (kPa)

trabalho prova ruptura dobramento

1 reforço têxtil único 10 21 35 21


edifícios residenciais (980) (2060) (3430) (2060)
2 reforço têxtil único 14 28 42 24
industria, comércio e Corpo (1370) (2745) (4120) (2350)
de bombeiros

3 2 reforços têxteis 15 30 50 24
sobrepostos (1470) (2940) (4900) (2350)
maior resistência à abrasão

4 reforço têxtil único, com 14 28 42 24


uma película externa de (1370) (2745) (4120) (2350)
plástico
maior resistência à abrasão

5 reforço têxtil único, com 14 28 42 24


revestimento externo de (1370) (2745) (4120) (2350)
borracha
alta resistência à abrasão
superfícies quentes

Mangueiras em uso, a pressão de prova (ensaio), estabelecida na


tabela 2, NBR 12779: 2009

Identificação de fabricação NBR 11861: 1998, item 4.3

Marcação indelével, caracteres com altura


mínima de 25 mm. Em cada extremidade:

nome do fabricante ou logomarca

nº da NBR

tipo
Figura 31: Marcação na mangueira de mês e ano de fabricação
incêndio

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 33

Perda de carga: mangueiras de incêndio


(comprimento de 15 m)

diâmetro
vazão
( pm) 40 mm (1½) 65 mm (2½)
perda de carga
KPa Kgf/cm2 KPa Kgf/cm2

94,6 8,8 0,09


113,5 12,2 0,12
132,5 16,3 0,17
151,4 20,4 0,21
170,3 25,8 0,26
195,3 31,6 0,32
227,1 44,8 0,46
265,0 57,7 0,59
302,8 78,7 0,80
340,7 94 0,96
378,5 112 1,14 8,5 0,09
416,4 135,8 1,38 10,9 0,11
454,2 159,5 1,63 13,2 0,14
492,1 186,6 1,90 15,3 0,16
529,9 17,6 0,18
567,8 19,7 0,20
605,6 22,4 0,23
643,5 25,1 0,26
681,3 28,2 0,29
719,2 31,2 0,32
757,0 34,3 0,35
794,0 37,7 0,38
832,7 40,7 0,42
870,6 44,1 0,45
908,4 47,9 0,49
943,3 51,9 0,53
984,1 55,6 0,57
1022,0 59,4 0,61
1059,9 63,5 0,65
1097,7 67,5 0,69
1135,5 71,9 0,73

Fonte: Norma Petrobras N-1203, Rev. F

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 34

Perda de carga por


metro de mangueira

Fonte: Kidde Brasil


catálogo de produto

Inspeção e manutenção NBR 12779: 2009, item 4.2.

As mangueiras devem ser inspecionadas e ensaiadas hidrostaticamente antes de serem


colocadas em uso.
Para as mangueiras novas é aceito o certificado de ensaio hidrostático emitido pelo
fabricante.

Inspeção: exame periódico, realizado por empresa capacitada, com a


finalidade de aprovar a mangueira, encaminhá-la para a manutenção
ou retirá-la de uso. NBR 12779: 2009, item 3.4

Manutenção: serviço realizado por empresa capacitada, quando requerida


por uma inspeção. NBR 12779: 2009, item 3.13

Frequência para a inspeção e manutenção: NBR 12779: 2009, item 4.1


Para todos os tipos de mangueira:
. Inspeção: 6 meses
. Manutenção: 12 meses

Considerada como capacitada a empresa que reúne as condições


técnicas e de gestão para atendimento dos requisitos da NBR
12779:2009.

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 35

Controle da mangueira
NBR 12779: 2009, item 4

A mangueira deve receber a identificação individual realizada pela


empresa capacitada, a partir da sua primeira manutenção.
A identificação deve ser feita em local visível no corpo da mangueira, próximo à
extremidade ou na união, com as seguintes informações mínimas:

Nome do executante;
Data do ensaio (mês/ano);
Validade: 12 meses

Após a inspeção ou a manutenção, a empresa capacitada deve emitir um


relatório que expresse a aprovação da mangueira, conforme
especificado pela NBR 12779: 2009

Manutenção NBR 12779: 2009, item 6

Ensaio hidrostático (pressão de prova)

A mangueira submetida à pressão de prova (ensaio) deve


atender aos requisitos:
. Não apresentar: vazamento, rompimento de fios ou
deslizamento das uniões

. Alongamento: ≤ 10% para os tipos 1, 2, 4, 5 e


≤ 8% para o tipo 3
. Torção: não apresentar torção final à esquerda
(sentido de abertura das uniões).
A torção à direita não deve superar os
valores da tabela 3, NBR 11861

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 36

Escolha da mangueira

É função do local e condições de uso.

Em relação ao diâmetro, em geral é considerado:

. Mangueiras de 1 ½ polegada (diâmetro nominal: 40 mm)


Operação mais fácil e permite maior mobilidade.
Uso recomendado na operação com esguichos manuais para o
lançamento de água e de espuma.

. Mangueiras de 2 ½ polegadas (diâmetro nominal: 65 mm)


Usadas para conectar ao hidrante:
. equipamentos e sistemas de elevado consumo de água:
divisores, canhões, sistemas semifixos de espuma
. proporcionadores e lançadores de espuma

Cuidados de preservação NBR 12779: 2009, Anexo A

3.2 - Redução

Pe a c e ga e id 2 ad .
Pode ser acoplada ao hidrante ou a outro
equipamento para reduzir o diâmetro de
2 ” para 1 ”.

3.3 - Divisor
válvulas esferas

Permite dividir o fluxo de água:


Conexão da mangueira de 2 ” no hidrante
e a divisão do fluxo de água para 2 linhas de
mangueiras de 1 ”.
A interrupção do fluxo de água através das
válvulas esferas resulta em golpe de Aríete.
Esta ocorrência pode resultar na separação das
uniões. A sobrepressão que resulta do
golpe de Aríete pode alcançar até 7 vezes a
Figura 32: Divisor pressão de operação.

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 37

3.4 - Esguichos

. Manuais: disponíveis nos diâmetros de


1 ” e 2 ”.
Conectados às mangueiras para o
lançamento de água.

. Fixos: rosqueados aos canhões monitores

Figura 33: Esguicho manual básico

. Esguichos manuais:

Pressão máxima recomendada: 6 kgf/cm2


Pressão maior dificulta a mobilidade e exige mais pessoas para guarnecer a linha de
mangueiras, além da possibilidade de causar lesões, em especial, quando são usadas
mangueiras de 2 ”.

Esguichos de jato pleno permitem aplicar maior vazão de água à distância


superior a 30 metros, dependendo do diâmetro, pressão disponível, do ângulo
de lançamento e da velocidade do vento.

Esguichos de jato variável: permitem regular a aplicação de água para


“jato pleno” e névoa de água ("neblina").

3.5 - Canhão monitor portátil


Aplicam-se às considerações para o canhão fixo.
O ca h c 3 e ada de 2 , possibilita maior alcance de água. Entretanto,
são mais instáveis, ou seja, maior possibilidade de deslocamento.

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 38

3.6 - Conjunto portátil de espuma

Formado por mangueiras, proporcionador, lançador e Líquido Gerador de Espuma


(LGE). Em geral, estão disponíveis nos seguintes diâmetros e vazões aproximadas:

diâmetro (pol) vazão ( a 7 Kgf/c 2


)

1½ 200
2½ 400
2½ 800

LAN ÇA DOR
M AN GUEIRA D E ESPUM A
AR

ESPUM A

M ISTURA

Á GUA

PRO PO RC IO N ADOR

LGE

Figura 34: Conjunto portátil de lançamento de espuma

Proporcionador

A velocidade da água é aumentada pela passagem através do orifício calibrado.


Forma uma zona de baixa pressão, com consequente arraste de LGE, em
percentual que pode ser ajustado no proporcionador ou ser fornecido previamente
ajustado. Esse percentual varia entre 3% e 6%.

Lançador de espuma

A velocidade de solução (água + LGE) é aumentada pela passagem no orifício


calibrado. Forma uma zona de baixa pressão com consequente arraste de ar e
formação da espuma.

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Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 39

Cuidados

O uso de proporcionador e lançador de fabricantes diferentes pode resultar


em espuma de baixa qualidade ou não ocorrer à formação de espuma .
Na aquisição do conjunto, deve ser solicitado ao fabricante o laudo de teste
onde conste:
. a vazão
. o percentual de LGE
. a drenagem
. a expansão da espuma formada pelo conjunto

Para a formação de espuma de boa qualidade, a pressão mínima no hidrante


deverá ser 8 kgf/cm2.
Considerando a perda de carga entre 40 e 45 % no proporcionador, a pressão no
lançador de espuma será de aproximadamente 3,5 Kgf/cm2, o que permite um bom
arraste de ar e como consequência, a adequada aeração da solução.

Em função da perda de carga, é conveniente que o conjunto portátil de


espuma tenha, no máximo, 3 lances de mangueiras (45 metros). Um número
maior pode resultar na deficiência de sucção de ar no lançador de espuma.

Os percentuais de LGE usados para a formação de espuma são 3% e 6%.

3% extinção de incêndio em líquidos que não se misturam com a água


(nafta, querosene, óleo diesel...).

6% extinção de incêndio em líquidos que se misturam com a água


(álcool, acetona, gasolina com álcool...).

Para os líquidos que se misturam com a água, o LGE deve ser do tipo
apropriado, ou seja, resistente a líquidos polares.

Se esse LGE não for usado, a espuma será destruída pela miscibilidade da
água que compõe a espuma com o líquido em chamas.

Nos locais onde existam líquidos que se misturam com a água e outros não
miscíveis, é conveniente usar todos os proporcionadores operando a 6%.

20
Proteção Contra Incêndio - Proteção por água (básico) 40

BIBLIOGRAFIA

. Decreto nº 42/2018 - Código de Segurança Contra Incêndio e


Pânico e Legislações complementares – COSCIP-RJ

. Decreto 63.911 - 2018 - Regulamento de Segurança contra


Incêndio das edificações e áreas de risco do Estado
de São Paulo
. Instrução Técnica 4/19: Símbolos gráficos
para projeto de segurança contra incêndio
. Instrução Técnica 22/19: Sistema de
hidrantes e de mangotinhos para combate a
incêndio

. Norma Regulamentadora 23 - Proteção contra incêndio

. Norma Petrobras N-1203 - Projeto de sistemas de proteção contra


Rev. F incêndio em instalações com hidrocarbonetos e
álcool

. ABNT NBR 13714: 2000 Sistemas de hidrantes e


de mangotinhos para combate a incêndio

NBR 13434: 2004 Símbolos gráficos para sinalização


contra incêndio
NBR 17505: 2015 Armazenamento de Líquidos
inflamáveis e combustíveis

NBR 11861: 1998 Mangueira de incêndio


Requisitos e métodos de ensaio
NBR 12779: 2009 - Mangueiras de incêndio
Inspeção, manutenção e cuidados

NBR 14105:2013 – Medidores de Pressão

NBR 16704:2019 – Conjunto de bombas


estacionárias para sistemas automáticos de proteção
contra incêndio

. NATIONAL FIRE CODE - NFC NFPA 20:2019 - Standard for the installation of
stationary pumps for fire protection

. Bombas industriais (LTC) Edson Ezequiel de Mattos e Reinaldo de Falco


. Tubulações industriais (Interciência) Pedro C. Silva Telles
. Instalações Hidráulicas de Combate a Telmo Brentano
Incêndio nas Edificações

20

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