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LINGUAGENS, CÓDIGOS QUESTÃO 02


E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 1 a 45

QUESTÃO 01
Um dos maiores fenômenos musicais do momento,
Katy Perry trouxe à tona em um de seus clipes 
uma temática que nos é importante: os Egípcios.
Os egípcios cultuavam os vários deuses, formando
um complexo sistema politeísta mitológico. Dentre 
esses deuses, Anúbis costumava ser representado
com as seguintes características:

A unidade de sentido de um texto se constrói a 
partir daquilo que é dito, daquilo que não é dito,
a partir do modo de se dizer, dos motivos, das
aparências, do contexto. Nesse sentido, a partir 
da leitura do anúncio, depreende-se que
  a referência à proibição de beber no trânsito é 
feita a partir da intertextualidade entre a placa de
trânsito, que normalmente remete à ideia de proi-
Lei da frontalidade e lápis aquarelável
bição, tendo ao fundo a imagem de uma garrafa.
Lei da frontalidade e lápis lazuli da Louis Vouitton
a relação estabelecida entre a frase “novo sinal
  Lei da frontalidade e antropozoomorfismo de trânsito” e a parte não verbal permite estabe-
  Lei do Silêncio e antropozoomorfismo lecer um público-alvo específico, ou seja, pessoas 
envolvidas com o álcool.
Lei de culto à mandioca e lápis Faber Castell
  o adjetivo “novo”, seguido do substantivo “sinal” 
empregado no anúncio, remete à ideia de que
agora existe uma nova placa de trânsito que deve
ser respeitada pelos motoristas.
  o anúncio tem uma finalidade específica inter-
relacionada, nesse caso, à ideia de persuadir as
pessoas a não consumirem bebidas alcoólicas, 
pois elas fazem mal à saúde.
a conexão estabelecida entre a placa de trân-
sito e a imagem da garrafa é construída com o
objetivo de evidenciar quais são os motivos que
levam as pessoas a não ingerirem bebida alcoó-
lica enquanto estão dirigindo

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QUESTÃO 03 linguístico, isto é, de sua substituição pela língua


portuguesa. Somente na primeira metade do século
XX, segundo Darcy Ribeiro, 67 línguas indígenas 
desapareceram no Brasil — mais de uma por ano,
portanto. Das cerca de 1 078 línguas indígenas 
faladas em 1 500, ficamos com aproximadamente 
180 em 2000 (um decréscimo de 85%), e várias 
As variações e as mudanças nas línguas estão corre- destas 180 encontram-se em estado avançado 
lacionadas a fatores sociais. Na tira, a dedução do de desaparecimento.
pai da garota é confirmada e gera o efeito de humor,  Disponível em: www.cultura.gov. Acesso em: 28 fev. 2012 (adaptado). 
pois seu interlocutor apresenta um vocabulário
 urbano, típico de quem nasce nas grandes As línguas indígenas contribuíram, entre outros
metrópoles brasileiras.  aspectos, para a introdução de novas palavras no
  formal, relativo a quem frequenta a escola português do Brasil. De acordo com o texto apre-
por muitos anos. sentado, infere-se que a redução do número de
línguas indígenas
 elitizado, encontrado entre falantes de classe
socioeconômica alta.  ocasionou graves consequências para a preser-
vação do nosso patrimônio linguístico e cultural,
 especial, restrito a quem frequenta os espaços
uma vez que a redução dessas línguas significa a 
da juventude.
perda da herança cultural de um povo.
 conservador, representado por uma fala arcaica
 manteve a preservação de nosso patrimônio
para a geração atual.
linguístico e cultural, porque, assim como algumas
línguas morrem, outras nascem de tempos em
QUESTÃO 04 tempos, o que contribui para a conservação do
idioma.
No Brasil de hoje são falados por volta de 200 
idiomas. As nações indígenas do país falam cerca   foi um processo natural pelo qual a língua
de 180 línguas, e as comunidades de descendentes  portuguesa passou, não significando, portanto, 
de imigrantes cerca de 30 línguas. Há uma ampla  prejuízos para o patrimônio linguístico do Brasil,
riqueza de usos, práticas e variedades no âmbito que se conservou inalterado até nossos dias.
da própria língua portuguesa falada no Brasil, dife-  contribuiu para a mudança de posicionamento
renças estas de caráter diatópico (variações regio- da política linguística do Estado, que passou a
nais) e diastrático (variações de classes sociais)  desconsiderar as línguas indígenas como um
pelo menos. Somos, portanto, um país de muitas importante meio de comunicação dos primeiros
línguas, tal qual a maioria dos países do mundo (em habitantes.
94% dos países são faladas mais de uma língua).
  representou uma fase do desenvolvimento
Fomos no passado, ainda muito mais do que hoje, da língua portuguesa, que, como qualquer outra
um território plurilíngue. Cerca de 1078 línguas  língua, passou pelo processo de renovação voca-
indígenas eram faladas quando aqui aportaram os bular, que exige a redução das línguas.
portugueses, há 500 anos, segundo estimativas 
de Rodrigues (1993). Porém, o Estado português 
e, depois da independência, o Estado brasileiro, 
que o sucedeu, tiveram por política impor o portu-
guês como a única língua legítima, consideran-
do-a “companheira do Império”. A política linguís-
tica principal do Estado sempre foi a de reduzir o
número de línguas, num processo de glotocídio
(eliminação de línguas) por meio do deslocamento

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QUESTÃO 05 QUESTÃO 07
A colocação pronominal é a posição que os
pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na
frase em relação ao verbo a que se referem. São
pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a,
as, lhe, lhes, nos e vos. Esses pronomes podem
assumir três posições na oração em relação ao 
Na tira, o recurso utilizado para produzir humor é a verbo. Próclise, quando o pronome é colocado 
antes do verbo, devido a partículas atrativas, como
 transformação da inércia em movimento por
o pronome relativo. Ênclise, quando o pronome é
meio do balanço.
colocado depois do verbo, o que acontece quando
  universalização do enunciador por meio do este estiver no imperativo afirmativo ou no infini-
uso da primeira pessoa do plural. tivo impessoal regido da preposição “a” ou quando 
 polissemia da palavra balanço, ou seja, seus o verbo estiver no gerúndio.
múltiplos sentidos.
Mesóclise, usada quando o verbo estiver flexionado 
 pressuposição de que o ócio é melhor que o  no futuro do presente ou no futuro do pretérito.
trabalho.
A mesóclise é um tipo de colocação pronominal 
 metaforização da vida como caminho a ser raro no uso coloquial da língua portuguesa. No
seguido continuamente. entanto, ainda é encontrada em contextos mais
formais, como se observa em:
QUESTÃO 06 Não lhe negou que era um improviso.

Comparando uma pintura com a outra podemos  Faz muito tempo que lhe falei essas coisas.
afirmar que:
 Nunca um homem se achou em mais aper-
tado lance.
 Referia-se à D. Evarista ou tê-la-ia encontrado 
em algum outro autor?
 Acabou de chegar dizendo-lhe que precisava
PINTURA 1

PINTURA 2

retornar ao serviço imediatamente.

 A pintura 1 é uma obra cubista, assim como


a pintura 2.
 A pintura 2 é uma obra cubista pintada por
Picasso, assim como a pintura 1.
 A pintura 1 trata-se de uma obra cubista e
a pintura 2 de uma obra futurista, já que ambas
possuem movimento.
 A pintura 1 é extremamente poluída visual-
mente, enquanto a pintura 2 possui uma leitura
mais “limpa’ mais organizada e fragmentada.
 Ambas são movimentadas e fragmentadas com
um caráter idealizado e expressivo.

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QUESTÃO 08 QUESTÃO 09
Entrevista Almir Suruí
Não temos o direito de ficar isolados
Soa contraditório, mas a mesma modernidade que 
quase dizimou os suruís nos tempos do primeiro
contato promete salvar a cultura e preservar o
território desse povo. Em 2007, o líder Almir Suruí, 
de 37 anos, fechou uma parceria inédita com o 
Google e levou a tecnologia às tribos. Os índios 
passaram a valorizar a história dos anciãos. E a 
resguardar, em vídeos e fotos on-line, as tradições 
da aldeia. Ainda se valeram de smartphones e GPS 
para delimitar suas terras e identificar os desma-
tamentos ilegais. Em 2011, Almir Suruí foi eleito 
pela revista americana Fast Company um dos 100 
líderes mais criativos do mundo dos negócios.  Em variados momentos de nossa vida, precisamos
interpretar as diferentes linguagens dos sistemas
ÉPOCA - Quando o senhor percebeu que a internet
poderia ser uma aliada do povo suruí? de comunicação. O gráfico é um desses sistemas, 
que, no caso apresentado, indica que as habili-
Almir Suruí - Meu povo acredita no diálogo. Para dades associadas à inteligência humana variam 
nós, é uma ferramenta muito importante. Sem a 
de acordo com a idade. Considerando essa infor-
tecnologia, não teríamos como dialogar suficiente-
mente para propor e discutir os direitos e territó- mação, constata-se que
rios de nosso povo. Nós, povos indígenas, não temos   as habilidades verbal e de resolução de
mais o direito de ficar isolados. Ao usar a tecno- problemas destacam-se entre 40 e 60 anos. 
logia, valorizamos a floresta e criamos um novo 
 a habilidade numérica diminui consideravel-
modelo de desenvolvimento. Se a gente usasse a
tecnologia de qualquer jeito, seria um risco. Mas mente entre 20 e 40 anos. 
hoje temos a pretensão de usar a ferramenta para  a habilidade de resolução de problemas piora
valorizar nosso povo, buscar nossa autonomia e consideravelmente a partir dos 30 anos. 
ajudar na implementação das políticas públicas a
favor do meio ambiente e das pessoas.  as habilidades humanas, em geral, declinam
consideravelmente a partir dos 40 anos. 
RIBEIRO, A. Época, 20 fev. 2012 (fragmento). 
 a habilidade numérica melhora muito na faixa
As tecnologias da comunicação e informação
etária entre 60 e 80 anos
podem ser consideradas como artefatos cultu-
rais. No fragmento de entrevista, Almir Suruí argu-
menta com base no pressuposto de que
 as tecnologias da informação presentes nas
aldeias revelam-se contraditórias com a memória 
coletiva baseada na oralidade.
  as tradições culturais e os modos de trans-
miti-las não são afetados pelas tecnologias da
informação.
 as tecnologias da informação inviabilizam o
desenvolvimento sustentável nas aldeias.
 as tecnologias da informação trazem novas
possibilidades para a preservação de uma cultura.
 as tecnologias da informação permitem que
os povos indígenas se mantenham isolados em
suas comunidades.

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QUESTÃO 10 QUESTÃO 11
Cantora afirma que não faz questão de lançar Analise e marque a alternativa que relaciona,
moda, mas gosta de estar “bonitona” e de se de modo correto, a obra “Escudo da Medusa”, 
vestir bem de Caravaggio, com o Barroco:
Em entrevista concedida a um jornal televisivo,
a cantora Adele disse que gosta de estar boni-
tona quando se veste, mas é profissional: “não 
faço questão de lançar moda. Música é para os
ouvidos, não para os olhos. Vocês nunca vão me 
ver cantando de biquíni”. 
Com edição de imagens rápidas, cujos trechos da
entrevista exclusiva se mesclavam com os de clipes,
e texto cheio de adjetivos, o jornal disse que a fuga
de Adele para o sofrimento é colocar na partitura
das músicas todo seu rancor.
O rompimento de dois namoros deu origem aos
álbuns 19 (2008) e 21 (2010): “é o meu jeito de 
superar a dor... funcionou”. 
Disponível em: www.jb.com.br. Acesso em: 30 set. 2011 (adaptado). 

As declarações da cantora ao jornal expressam sua  Possui uma mulher representada.



opinião a respeito do comportamento dos artistas.
 Faz referência a górgona medusa que foi amal-
Suas palavras sugerem que
diçoada por Poseidon.
 a mídia rejeita uma imagem artística elabo-
 Possui tonalidades de claro e escuro, variação
rada para atender às cobranças do público e para
tonal que começou a ser explorada por da Vinci.
explorar a sensualidade.
 Possui uma explosão de sentimentos na repre-
 uma cantora competente constrói sua carreira 
sentação do autorretrato de Caravaggio, que se
pelo desempenho vocal, sendo pouco relevante o
representa no rosto de Afrodite.
figurino usado em apresentações. 
 Possui composição triangular e sobriedade
 uma pessoa pública está atenta às últimas
característica das pinturas barrocas.
tendências do mundo fashion, pois o vestuário de 
grife agrega valor à sua personalidade.
 uma plateia exigente despreza o exibicionismo
e valoriza o ídolo comedido e desligado das tendên-
cias da moda.
 a artista oculta o seu estado de espírito valen-
do-se de regras ditadas por um grupo e de um figu-
rino excêntrico

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QUESTÃO 12 A descoberta faz com que a Enceladus tornese


“Eu quero ter um milhão de amigos” é o famoso  conhecida, a partir de agora, como a única lua do
verso da linda canção Eu quero apenas, de Roberto  Sistema Solar capaz de influenciar a composição 
Carlos. Adaptado aos nossos tempos, o verso química do planeta que orbita.
representa o anseio que está na base do atual O volume despejado a cada segundo não é pouco.
sucesso das redes sociais. Desde que Orkut, Face- A Enceladus chega a expelir aproximadamente 250 
book, MySpace, Twitter, LinkedIn e outros estão  kg de vapores de água que se formam na região
entre nós, precisamos mais do que nunca ficar 
polar sul. Desse total, uma parte é perdida no
atentos ao sentido das nossas relações. Sentido 
espaço e entre 3% a 5% deslocam-se até Saturno. 
que é alterado pelos meios a partir dos quais são
promovidas essas mesmas relações. O fato é que  O fenômeno, de certo modo, pôde ser compre-
as redes brincam com a promessa que estava endido graças ao avanço da tecnologia. Os astrô-
contida na música do Rei apenas como metáfora.  nomos não conseguiram detectá-lo até o momento
O que a canção põe em cena é da ordem do desejo  por causa da transparência dos vapores. Coube às 
cuja característica é ser oceânico e inespecífico.  ondas infravermelhas do Herschel esse encargo
Desejar é desejar tudo, é mais que querer. Mas e achado.
quem participa de uma rede social ultrapassa o
A primeira vez que um telescópio da ESA (Agência 
limite do desejo e entra na esfera da potenciali-
Espacial Europeia) detectou água na atmosfera
dade de uma realização que vem tornar proble-
superior de Saturno foi em 1997.
mática a relação entre o real e o imaginário.
TIBURI, M. Complexo de Roberto Carlos. In: Revista Cult, São Paulo: Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 26 jul. 2011. 
Bregantini, n. 154, fev. 2011(fragmento). 
Um texto é construído pela articulação dos vários
O verso da canção de Roberto Carlos é usado no  elementos que o compõem. Tal articulação pode 
artigo para explicar o sucesso mundial das redes se dar por meio de palavras ou de expressões que 
sociais. Para a autora, essas redes são eficazes, pois  remetem a outras ou, ainda, a segmentos maiores
 resolvem os problemas de solidão vivida pelos já apresentados ou a serem ainda apresentados
internautas. no decorrer do texto. A análise do modo como
 promovem a idealização exacerbada de esse texto foi construído revela que a expressão
vontades individuais.
 “um problema” remete o leitor para “A origem 
 ajudam na preservação de sentimentos básicos
dos vapores de água na atmosfera superior de
da pessoa humana.
Saturno” , segmento que se encontra na frase 
 favorecem as relações interpessoais baseadas 
seguinte.
em vínculos afetivos fortes.
 “A descoberta” retoma “um problema que 
 confirmam os significados atribuídos a rela-
cionamentos iniciados no mundo real. ficou sem solução durante 14 anos.” , segmento 
que aparece na primeira frase do texto.
 “O volume despejado” retoma “a composição 
QUESTÃO 13
química do planeta que orbita.”, segmento apre-
Cientistas solucionam origem de partículas de
sentado na frase imediatamente anterior.
água em Saturno
 “O fenômeno” remete o leitor para “transpa-
O  telescópio  espacial  Herschel  resolveu  um 
rência dos vapores” ,segmento que é apresentado 
problema que ficou sem solução durante 14 anos. 
na frase seguinte.
A origem dos vapores de água na atmosfera supe-
rior de Saturno encontra-se nas partículas que  “esse encargo e achado” retoma “avanço da 
saem de uma de suas luas, a Enceladus, e chegam tecnologia” , segmento presente na porção ante-
até o planeta. rior do texto.

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QUESTÃO 14  alegria e a satisfação na produção das obras


Só é meu modernistas.
 memória e a lembrança passadas no íntimo 
O país que trago dentro da alma.
do enunciador.
Entro nele sem passaporte
 saudade e o refúgio encontrados pelo homem
Como em minha casa. na natureza.
[...]
 lembrança e o rancor relacionados ao seu
As ruas me pertencem. ofício original.
Mas não há casas nas ruas.  exaustão e o medo impostos ao corpo de todo
As casas foram destruídas desde a minha infância. artista.
Os seus habitantes vagueiam no espaço
À procura de um lar. QUESTÃO 15
[...] MORUMBI PRÓXIMA AO COL. PIO XII
Só é meu Linda residência rodeada por maravilhoso jardim 
O mundo que trago dentro da alma. com piscina e amplo espaço gourmet. 1 000 m² 
BANDEIRA, M. Um poema de Chagall. In: Estrela da vida inteira: construídos em 2 000 m² de terreno, 6 suítes. R$ 
poemas traduzidos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993 (fragmento) 3 200 000. Rua tranquila: David Pimentel. Cód. 
480067 Morumbi Palácio Tel.: 3740-5000
Folha de S. Paulo. Classificados, 27 fev. 2012 (adaptado).

Os gêneros textuais nascem emparelhados a neces-
sidades e atividades da vida sociocultural. Por isso,
caracterizam-se por uma função social específica, 
um contexto de uso, um objetivo comunicativo e
por peculiaridades linguísticas e estruturais que
lhes conferem determinado formato. Esse classi-
ficado procura convencer o leitor a comprar um 
imóvel e, para isso, utiliza-se 
 da predominância das formas imperativas dos
verbos e de abundância de substantivos.
 de uma riqueza de adjetivos que modificam os 
substantivos, revelando as qualidades do produto.
 de uma enumeração de vocábulos, que visam
conferir ao texto um efeito de certeza.
   do emprego de numerais, quantificando as 
características e aspectos positivos do produto.
  da exposição de opiniões de corretores de 
CHAGALL, M. Eu e a aldeia. Nova Iorque, 1911. Disponível em pinto- imóveis no que se refere à qualidade do produto.
resonline.com.br.

A arte, em suas diversas manifestações, desperta 


sentimentos que atravessam fronteiras culturais.
Relacionando a temática do texto com a imagem, 
percebe-se a ligação entre a

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QUESTÃO 16 objetos surgiam empastados e brumosos. Voltava


a abrigar-me sob o pano escuro, mas isto não
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A
atenuava o padecimento. Qualquer luz me deslum-
gente se acostuma a morar em apartamentos de
brava, feria-me como pontas de agulha [...]. Sem
fundos e a não ter outra vista que não as janelas
dúvida o meu espectro era desagradável, inspirava
ao redor. E, porque não tem vista, logo se acos-
repugnância. E a gente da casa se impacientava.
tuma a não olhar para fora. E, porque não olha
Minha mãe tinha a franqueza de manifestar-me
para fora, logo se acostuma a não abrir todas as
viva antipatia. Dava-me dois apelidos: bezerro-
cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se
-encourado e cabra-cega.
acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida
que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1984 (fragmento). 
esquece a amplidão.
O impacto da doença, na infância, revela-se no
COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996. 
texto memorialista de Graciliano Ramos através 
de uma atitude marcada por
A progressão é garantida nos textos por determi-
nados recursos linguísticos, e pela conexão entre uma tentativa de esquecer os efeitos da doença.
esses recursos e as ideias que eles expressam. preservar a sua condição de vítima da negli-
Na crônica, a continuidade textual é construída, gência materna. 
predominantemente, por meio apontar a precariedade do tratamento médico
do emprego de vocabulário rebuscado, possi- no sertão.
bilitando a elegância do raciocínio. registrar a falta de solidariedade dos amigos
da repetição de estruturas, garantindo o para- e familiares.
lelismo sintático e de ideias. recompor, em minúcias e sem autopiedade, a
  da apresentação de argumentos lógicos, cons- sensação da dor.
tituindo blocos textuais independentes.
  da ordenação de orações justapostas, dispondo  QUESTÃO 18
as informações de modo paralelo. 
O patrimônio artístico cultural imaterial de uma
da estruturação de frases ambíguas, cons- época pode ser determinado por um processo de
truindo efeitos de sentido opostos. “saber fazer” que é um conhecimento gerado por 
um ritual ou atribuição de conhecimento de pai
QUESTÃO 17 para filho, de mestre para discípulo. Marque a alter-
nativa que possua somente patrimônio cultural
Cegueira
imaterial contido na cultura Egípcia
Afastou-me da escola, atrasou-me, enquanto os
pirâmides do Egito e monumentos
filhos de seu José Galvão se internavam em grandes 
volumes coloridos, a doença de olhos que me queijo gorgonzola e zigurates
perseguia na meninice. Torturava-me semanas  o feitio da cerveja e pintura anônima
e semanas, eu vivia na treva, o rosto oculto num monumentos e rio Nilo
pano escuro, tropeçando nos móveis, guiando-me 
às apalpadelas, ao longo das paredes. As pálpe-   princesa Cleópatra e moedas
bras inflamadas colavam-se. Para descerrá-las, 
eu ficava tempo sem fim mergulhando a cara na 
bacia de água, lavando-me vagarosamente, pois o
contato dos dedos era doloroso em excesso. Finda
a operação extensa, o espelho da sala de visitas
mostrava-me dois bugalhos sangrentos, que se
molhavam depressa e queriam esconder-se. Os

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QUESTÃO 19 a sensibilidade do eu poético parece captar o


Sambinha movimento dançante das costureirinhas — depres-
sinha — que, em última instância, representam um
Vêm duas costureirinhas pela rua das Palmeiras.
Brasil de “todas as cores”.
Afobadas braços dados depressinha
o excesso de liberdade usado pelo poeta ao
Bonitas, Senhor! que até dão vontade pros homens
desrespeitar regras gramaticais, como as de pontu-
da rua.
ação, prejudica a compreensão do poema.
As costureirinhas vão explorando perigos...
a sensibilidade do artista não escapa do viés
Vestido é de seda. machista que marcava a sociedade do início do
Roupa-branca é de morim. século XX, machismo expresso em “que até dão
Falando conversas fiadas vontade pros homens da rua”.
As duas costureirinhas passam por mim. o eu poético usa de ironia ao dizer da emoção
— Você vai? de ver moças “tão modernas, tão brasileiras”, pois 
faz questão de afirmar as origens africana e italiana 
— Não vou não!
das mesmas.
Parece que a rua parou pra escutá-las.
Nem trilhos sapecas
QUESTÃO 20
Jogam mais bondes um pro outro.
Bernini (escultor do Barroco) e Michelangelo
E o Sol da tardinha de abril
(escultor do Renascimento) são dois dos maiores 
Espia entre as pálpebras sapiroquentas de duas gênios da escultura que já habitaram nosso planeta. 
nuvens.
As nuvens são vermelhas.
A tardinha cor-de-rosa.
Fiquei querendo bem aquelas duas costureirinhas...
Fizeram-me peito batendo
Tão bonitas, tão modernas, tão brasileiras!
Isto é... ESCULTURA 1 ESCULTURA 2
Uma era ítalo-brasileira. Qual destas esculturas pertence ao Barroco?
Outra era áfrico-brasileira. A primeira pertence ao barroco, devido à
Uma era branca. expressividade, enquanto a segunda ao renasci-
Outra era preta. mento, porque é muito mais contida.
ANDRADE, M. Os melhores poemas. São Paulo: Global, 1988. A segunda apresenta uma condição de
Os poetas do Modernismo, sobretudo em sua expressão e dramaticidade que a primeira não tem.
primeira fase, procuraram incorporar a oralidade ao A primeira pertence obviamente ao renas-
fazer poético, como parte de seu projeto de confi- cimento pelo seu caráter triangular, enquanto a
guração de uma identidade linguística e nacional. segunda ao Barroco devido à forte expressão no
No poema de Mário de Andrade esse projeto reve- busto em mármore.
la-se, pois
Ambas são tridimensionais e pertencem ao
o poema capta uma cena do cotidiano — o cami-
renascimento.
nhar de duas costureirinhas pela rua das Palmeiras
— mas o andamento dos versos é truncado, o que Ambas são do período barroco devido a drama-
faz com que o evento perca a naturalidade. ticidade e expressividade.

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QUESTÃO 21 Para Nicanor Guerreiro, a propaganda estabelece 
uma relação mais “emocional” da marca com o 
Agora eu era herói
público. “Todos sentimos necessidade de consumir 
E o meu cavalo só falava inglês. produtos que sejam ‘aceitos’ pelas outras pessoas. 
A noiva do cowboy Por isso, a comunicação faz o papel de endosso das
marcas”, afirma. O executivo ressalta, no entanto, 
Era você, além das outras três.
que nada disso adianta se o produto não cumprir
Eu enfrentava os batalhões, as promessas transmitidas nas ações de comuni-
Os alemães e seus canhões. cação. Um dos objetivos da propaganda é tornar
Guardava o meu bodoque o produto aspiracional, despertando o desejo de
experimentá-lo. O que o consumidor deseja é o
E ensaiava o rock para as matinês. que a loja vende. E é isso o que o supermercadista
CHICO BUARQUE. João e Maria, 1977 (fragmento). precisa ter sempre em mente.
Veja o gráfico:
Nos terceiro e oitavo versos da letra da canção,
constata-se que o emprego das palavras cowboy 
e rock expressa a influência de outra realidade 
cultural na língua portuguesa. Essas palavras cons-
tituem evidências de 
regionalismo, ao expressar a realidade socio-
cultural de habitantes de uma determinada região.
neologismo, que se caracteriza pelo aportugue-
samento de uma palavra oriunda de outra língua.
  jargão profissional, ao evocar a linguagem de 
uma área específica do conhecimento humano.
arcaísmo, ao representar termos usados em De acordo com o texto e com as informações 
outros períodos da história da língua. fornecidas pelo gráfico, para aumentar as vendas 
  estrangeirismo, que significa a inserção de  de produtos, é necessário que
termos de outras comunidades linguísticas no a campanha seja centrada em produtos alimen-
português. tícios, a fim de aumentar o percentual de troca 
atual que se apresenta como o mais baixo.

QUESTÃO 22   a  preferência  de  um  produto  ocorra  por 


influência da propaganda devido à necessidade 
Quando a propaganda é decisiva na troca de
emocional das marcas.
marcas
  a propaganda influencie na troca de marca e 
Todo  supermercadista  sabe  que,  quando  um 
que o consumidor valorize a qualidade do produto.
produto está na mídia, a procura pelos consu-
midores aumenta. Mas, em algumas categorias, os produtos mais vendidos pelo comércio não
a influência da propaganda é maior, de acordo  sejam divulgados para o público como tal.
com pesquisa feita com 400 pessoas pela consul- as marcas de qualidade inferior constituam o
toria YYY e com exclusividade para o supermer- foco da publicidade por serem mais econômicas.
cado XXX.
O levantamento mostrou que, mesmo não sendo a
razão o fator mais apontado para trocar de marca,
não se pode ignorar a força das campanhas publi-
citárias. Em algumas categorias, um terço dos
respondentes atribuem a mudança à publicidade.

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QUESTÃO 23 seu hábitat natural. Aliás, aí está a questão: saber


separar bem a hora em que podemos escrever de
Devemos dar apoio emocional específico, traba-
qq jto, da hora em que não podemos escrever de
lhando o sentimento de culpa que as mães têm de 
“qualquer jeito”. Mas, e para um adolescente que 
infectar o filho. O principal problema que viven-
fica várias horas “teclando” que nem louco nos 
ciamos é quanto ao aleitamento materno. Além
instant messengers e chats da vida, é fácil virar a
do sentimento muito forte manifestado pelas
“chavinha” no cérebro do internetês para o portu-
gestantes de amamentar seus filhos, existem as 
guês culto? “Essa dificuldade será proporcional 
cobranças da família, que exige explicações pela 
ao contato que o adolescente tenha com textos
recusa em amamentar, sem falar nas companheiras
na forma culta, como jornais ou obras literárias.
na maternidade que estão amamentando. Esses
Dependendo deste contato, ele terá mais facilidade
conflitos constituem nosso maior desafio. Assim, 
para abrir mão do internetês” — explica Eduardo 
criamos a técnica de mamadeirar. O que é isso? É
de Almeida Navarro, professor livre-docente de
substituir o seio materno por amor, oferecendo a
língua tupi e literatura colonial da USP.
mamadeira, e não o peito!
RAMPAZZO, F. Disponível em: www.revistalingua.com.br. 
PADOIN, S. M. M. et al. (Org.) Experiências interdisciplinares em Aids: Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado)
interfaces de uma epidemia. Santa Maria: UFSM, 2006 (adaptado). 

Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o


O texto é o relato de uma enfermeira no cuidado de
surgimento da modalidade linguística conhecida
gestantes e mães soropositivas. Nesse relato, em
como internetês. Quanto à influência do inter-
meio ao drama de mães que não devem amamentar
netês no uso da forma culta da língua, infere-se que 
seus recémnascidos, observa-se um recurso da
língua portuguesa, presente no uso da palavra   a ocorrência de termos do internetês em situa-
“mamadeirar”, que consiste  ções formais de escrita aponta a necessidade de a 
língua ser vista como herança cultural que merece
na manifestação do preconceito linguístico.
ser bem cuidada.
  na recorrência a um neologismo. 
  a dificuldade dos adolescentes para produ-
no registro coloquial da linguagem. zirem textos mais complexos é evidente, sendo
na expressividade da ambiguidade lexical. consequência da expansão do uso indiscriminado 
da internet por esse público.
na contribuição da justaposição na formação
de palavras.   a carência de vocabulário culto na fala de 
jovens tem sido um alerta quanto ao uso massivo
da internet, principalmente no que concerne a
QUESTÃO 24 mensagens instantâneas.
O internetês na escola a criação de neologismos no campo cibernético
O internetês — expressão grafolinguística criada  é inevitável e restringe a capacidade de compre-
na internet pelos adolescentes na última década — ensão dos internautas quando precisam lidar com
foi, durante algum tempo, um bicho de sete cabeças leitura de textos formais.
para gramáticos e estudiosos da língua. Eles temiam a alternância de variante linguística é uma
que as abreviações fonéticas (onde “casa” vira ksa;  habilidade dos usuários da língua e é acionada
e “aqui” vira aki) comprometessem o uso da norma  pelos jovens de acordo com suas necessidades
culta do português para além das fronteiras ciber- discursivas.
néticas. Mas, ao que tudo indica, o temido inter-
netês não passa de um simpático bichinho de uma 
cabecinha só. Ainda que a maioria dos professores 
e educadores se preocupe com ele, a ocorrência 
do internetês nas provas escolares, vestibulares 
e em concursos públicos é insignificante. Essa 
forma de expressão parece ainda estar restrita a

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QUESTÃO 25 QUESTÃO 26
Uma tuiteratura?
As novidades sobre o Twitter já não cabem em 140 
toques. Informações vindas dos EUA dão conta 
de que a marca de 100 milhões de adeptos acaba 
de ser alcançada e que a biblioteca do Congresso,
um dos principais templos da palavra impressa, vai
guardar em seu arquivo todos os tweets, ou seja,
as mensagens do microblog. No Brasil o fenômeno
não chega a tanto, mas já somos o segundo país
com o maior número de tuiteiros. Também aqui 
o Twitter está sendo aceito em territórios antes 
exclusivos do papel. A própria Academia Brasi-
leira de Letras abriu um concurso de microcontos
para textos com apenas 140 caracteres. Também 
se fala das possibilidades literárias desse meio que
se caracteriza pela concisão. Já há até um neolo-
gismo, “tuiteratura”, para indicar os “enunciados  Conflitos de interação ajudam a promover o efeito 
telegráficos com criações originais, citações ou  de humor. No cartum, o recurso empregado para
resumos de obras impressas”. Por ora, pergunto  promover esse efeito é a
como se estivesse tuitando: querer fazer literatura intertextualidade, sugerida pelos traços iden-
com palavras de menos não é pretensão demais? tificadores do homem urbano e do homem rural. 
 VENTURA, Z. O Globo, 17 abr. 2010 (adaptado).  ambiguidade, produzida pela interpretação da
fala do locutor a partir da variedade do interlocutor.
As novas tecnologias estão presentes na socie-
dade moderna, transformando a comunicação por   conotação, atribuidora de sentidos figurados 
meio de inovadoras linguagens. O texto de Zuenir  a palavras relativas às ações e aos seres. 
Ventura mostra que o Twitter tem sido acessado  negação enfática, elaborada para reforçar o
por um número cada vez maior de internautas e lamento do interlocutor pela perda da estrada.
já se insere até na literatura. Neste contexto de
  pergunta retórica, usada pelo motorista para 
inovações linguísticas, a linguagem do Twitter 
estabelecer interação com o homem do campo.
apresenta como característica relevante
a concisão relativa ao texto ao adotar como
regra o uso de uma quantidade predefinida de 
toques.
  a frequência de neologismos criados com a 
finalidade de tornar a mensagem mais popular. 
  o  uso  de  expressões  exclusivas  da  nova 
forma literária para substituir palavras usuais do
português. 
o emprego de palavras pouco usuais no dia a dia
para reafirmar a originalidade e o espírito crítico 
dos usuários desse tipo de rede social.
  o uso de palavras e expressões próprias da 
mídia eletrônica para restringir a participação de
usuários.

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QUESTÃO 27 QUESTÃO 28
Sobre a obra egípcia abaixo, é possível afirmar: Todo bom escritor tem o seu instante de graça, 
possui a sua obra-prima, aquela que congrega numa
estrutura perfeita os seus dons mais pessoais. Para
Dias Gomes essa hora de inspiração veio-lhe no dia 
que escreveu O pagador de promessas. Em torno
de Zé-do-Burro — herói ideal, por unir o máximo 
de caráter ao mínimo de inteligência, naquela zona 
fronteiriça entre o idiota e o santo — o enredo
espalha a malícia e a maldade de uma capital como
Salvador, mitificada pela música popular e pela lite-
ratura, na qual o explorador de mulheres se chama
inevitavelmente Bonitão, o poeta popular, Dedé
Cospe-Rima, e o mestre de capoeira, Manuelzinho 
Sua Mãe. O colorido do quadro contrasta forte-
mente com a simplicidade da ação, que caminha
numa linha reta da chegada de Zé-do-Burro à sua 
entrada trágica e triunfal na igreja — não sob a
cruz, conforme prometera, mas sobre ela, carre-
gado pelos capoeiras, “como um crucifixado”. 
PRADO, D. A. O teatro brasileiro moderno.
São Paulo: Perspectiva, 2008 (fragmento). 

A avaliação crítica de Décio de Almeida Prado


  Os três personagens são antropozoomórficos.
destaca as qualidades de O pagador de promessas.
Somente o personagem do meio é Com base nas ideias defendidas por ele, uma boa
antropozoomórfico. obra teatral deve
O personagem da esquerda representa o deus valorizar a cultura local como base da estru-
Anúbis guardião do mundo dos mortos. tura estética.
O personagem da direita é o deus Anúbis com ressaltar o lugar do oprimido por uma forma
o pigmento lápis lazuli que não era muito utili- religiosa.
zado no Egito.
dialogar a tradição local com elementos
  Os  três  personagens  se  apresentam  em  universais.
primeiro plano.
romper com a estrutura clássica da encenação.
reproduzir abordagens trágicas e pessimistas.

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QUESTÃO 29 QUESTÃO 30
TEXTO I Notícias do além
A canção do africano Aquele que morrer primeiro e for para o céu deverá
Lá na úmida senzala, voltar à Terra para contar ao outro como é a vida 
Sentado na estreita sala, lá no paraíso. Assim ficou combinado entre Fran-
cisco e Sebastião, amigos inseparáveis e apaixo-
Junto ao braseiro, no chão, nados pelo futebol. Francisco teve morte súbita e,
entoa o escravo o seu canto, passado algum tempo, no meio da noite, sua alma
E ao cantar correm-lhe em pranto apareceu ao colega:
Saudades do seu torrão... — Nossa Senhora, Chico! Você veio mesmo!
De um lado, uma negra escrava — Estou aqui, Tião, para cumprir a minha promessa, 
Os olhos no filho crava, trazendo-lhe duas notícias.
Que tem no colo a embalar... — Então me fala.
E à meia-voz lá responde — O céu é uma maravilha, um colosso, uma beleza.
Ao canto, e o filhinho esconde, Tem futebol todo dia.
Talvez p’ra não o escutar! — E a outra?
“Minha terra é lá bem longe, — A outra é que você está escalado para jogar no 
Das bandas de onde o sol vem; meu time amanhã cedo.
Esta terra é mais bonita, DIAS, M. V. R. Humor na Marolândia. In: ILARI, R. Introdução à
semântica: brincando com a gramática. São Paulo: Contexto, 2001.
Mas à outra eu quero bem.”
ALVES, C. Poesias completas. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995  Esse texto pode ser analisado sob dois pontos de
(fragmento). vista que incluem situações diferentes de inter-
locução: a primeira, considerando seu produtor e
TEXTO II
seus potenciais leitores; e a segunda, considerando 
No caso da Literatura Brasileira, se é verdade que os interlocutores Francisco e Sebastião. Para cada
prevalecem as reformas radicais, elas têm acon- uma dessas situações o produtor do texto tem um 
tecido mais no âmbito de movimentos literários
objetivo específico que se determina, não só pela 
do que de gerações literárias. A poesia de Castro 
situação, mas também pelo gênero textual.
Alves em relação à de Gonçalves Dias não é a de 
negação radical, mas de superação, dentro do Os verbos que sintetizam os objetivos do produtor
mesmo espírito romântico. nas duas situações propostas são, respectivamente,
MELO NETO, J. C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,  entreter e seduzir.
2003 (fragmento)
divertir e informar.
O fragmento do poema de Castro Alves exemplifica  distrair e comover.
a afirmação de João Cabral de Melo Neto porque 
recrear e assustar.
exalta o nacionalismo, embora lhe imprima um
fundo ideológico retórico.  alegrar e intimidar.
canta a paisagem local, no entanto, defende
ideais do liberalismo.
mantém o canto saudosista da terra pátria,
mas renova o tema amoroso.
explora a subjetividade do eu lírico, ainda que
tematize a injustiça social.
inova na abordagem de aspecto social, mas
mantém a visão lírica da terra pátria.

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QUESTÃO 31 sacrifique desse modo! Enfim — ainda não é tarde; 
mas, se ela não se casar quanto antes — hum...
Era uma vez
hum!... Não respondo pelo resto! — Então o Doutor
Um rei leão que não era rei. acha que...? Lobão inflamou-se: Oh! o Conselheiro 
Um pato que não fazia quá-quá. não podia imaginar o que eram aqueles tempera-
Um cão que não latia. mentozinhos impressionáveis!... eram terríveis,
eram violentos, quando alguém tentava contra-
Um peixe que não nadava.
riá-los! Não pediam — exigiam — reclamavam!
Um pássaro que não voava.
AZEVEDO, A. O homem. Belo Horizonte: UFMG, 2003 (fragmento). 
Um tigre que não comia.
Um gato que não miava. O romance O homem, de Aluísio Azevedo, inse-
Um homem que não pensava... re-se no contexto do Naturalismo, marcado
E, enfim, era uma natureza sem nada. pela visão do cientificismo. No fragmento, essa 
concepção aplicada à mulher define-se por uma
Acabada. Depredada.
  conivência com relação à rejeição feminina de 
Pelo homem que não pensava.
assumir um casamento arranjado pelo pai.
Laura Araújo Cunha
caracterização da personagem feminina como
CUNHA, L. A. In: KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estraté-
gias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2011.
um estereótipo da mulher sensual e misteriosa. 
convicção de que a mulher é um organismo
São as relações entre os elementos e as partes do  frágil e condicionado por seu ciclo reprodutivo.
texto que promovem o desenvolvimento das ideias.
submissão da personagem feminina a um
No poema, a estratégia linguística que contribui
processo que a infantiliza e limita intelectualmente.
para esse desenvolvimento, estabelecendo a conti-
nuidade do texto, é a   incapacidade de resistir às pressões social-
mente impostas, representadas pelo pai e pelo
escolha de palavras de diferentes campos
semânticos. médico.

  negação contundente das ações praticadas 
pelo homem. QUESTÃO 33
  intertextualidade com o gênero textual fábula  A arquitetura primitiva é dividida em 3 partes, 
infantil. sendo que uma delas tem uma pedra na parte
repetição de estrutura sintática com novas superior. Acredita-se que esta era usada como
informações. um caixão para rituais funerários. A dificuldade de 
colocar uma pedra acima da outra era uma reali-
  utilização de ponto final entre termos de uma 
dade, porém a necessidade de fazer arte e de cons-
mesma oração.
truir algo eterno era maior, e assim, vai surgindo
a arquitetura primitiva.
QUESTÃO 32
Qual das alternativas a seguir corresponde ao 
— É o diabo!... praguejava entre dentes o bruta- exemplo citado no texto acima?
lhão, enquanto atravessava o corredor ao lado do
Menir
Conselheiro, enfiando às pressas o seu insepa-
rável sobretudo de casimira alvadia. — É o diabo! Cromelech
Esta menina já devia ter casado! — Disso sei eu... Dolmens
balbuciou o outro. — E não é por falta de esforços
de minha parte; creia! — Diabo! Faz lástima que    Ordem dórica
um organismo tão rico e tão bom para procriar, se Ordem jônica

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QUESTÃO 34 QUESTÃO 35
O que a internet esconde de você A rua
Para cada site que você pode visitar, existem pelo  Bem sei que, muitas vezes,
menos 400 outros que não consegue acessar. Eles  O único remédio
existem, estão lá, mas são invisíveis. Estão presos
num buraco negro digital maior do que a própria  É adiar tudo. É adiar a sede, a fome, a viagem,
internet. A cada vez que você interage com um  A dívida, o divertimento,
amigo nas redes sociais, vários outros são igno- O pedido de emprego, ou a própria alegria.A espe-
rados e têm as mensagens enterradas num enorme  rança é também uma forma
cemitério on-line. E, quando você faz uma pesquisa 
no Google, não recebe os resultados de fato — e  De contínuo adiamento.
sim uma versão maquiada, previamente modifi- Sei que é preciso prestigiar a esperança,
cada de acordo com critérios secretos. Sim, tudo Numa sala de espera.
isso é verdade — e não é nenhuma grande cons-
Mas sei também que espera significa luta e não, 
piração. Acontece todos os dias sem que você 
apenas,
perceba. Pegue seu chapéu de Indiana Jones e 
vamos explorar a web perdida. Esperança sentada.
GRAVATÁ, A. Superinteressante, nov. 2011 (fragmento).  Não abdicação diante da vida.
A esperança
Os gêneros do discurso jornalístico, geralmente 
a manchete, a notícia e a reportagem, exigem um Nunca é a forma burguesa, sentada e tranquila
repórter que não diz “eu”, nem mesmo que se refira  da espera.
ao leitor do texto explicitamente. No trecho lido, ao Nunca é figura de mulher
contrário, é recorrente o emprego de “você”, o qual  Do quadro antigo.
  remete a um sujeito “eu” que se prende ao  Sentada, dando milho aos pombos.
próprio dizer, fortalecendo a subjetividade. 
RICARDO, C. Disponível em: www.revista.agulha.nom.br. 
explicita uma construção metalinguística que Acesso em: 2 jan. 2012.
se volta para o próprio dizer. 
O poema de Cassiano Ricardo insere-se no Moder-
deixa claro o leitor esperado para o texto,
nismo brasileiro. O autor metaforiza a crença do
aquele que visita redes sociais e sites de busca
sujeito lírico numa relação entre o homem e seu
no dia a dia.
tempo marcada por
estabelece conexão entre o fatual e o opinativo,
  um olhar de resignação perante as dificuldades 
o que descaracteriza o texto como reportagem.
materiais e psicológicas da vida.
revela a intenção de tornar a leitura mais fácil,
uma ideia de que a esperança do povo brasi-
a partir de um texto em que se emprega vocabu-
leiro está vinculada ao sofrimento e às privações.
lário simples.
uma posição em que louva a esperança passiva
para que ocorram mudanças sociais.
um estado de inércia e de melancolia moti-
vado pelo tempo passado “numa sala de espera”.
uma atitude de perseverança e coragem no
contexto de estagnação histórica e social.

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QUESTÃO 36 QUESTÃO 37
O bonde abre a viagem, Analisando as figuras abaixo, quais são as prin-
No banco ninguém, cipais características e diferenças entre a escul-
tura romana e a arte pré-histórica do paleolítico?
Estou só, stou sem.
(A) (B)
Depois sobe um homem,
No banco sentou,
Companheiro vou.
O bonde está cheio,
De novo porém
Não sou mais ninguém.
  a figura (A) pertence a Grécia, figura de Marco 
ANDRADE, M. Poesias completas. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005.
Antônio com as mãos levantadas representado
poder; a figura (B) ao neolítico, com sobreposição 
Em um texto literário, é comum que os recursos de formas.
poéticos e linguísticos participem do significado do    a figura (B) é uma sobreposição de animais que 
texto, isto é, forma e conteúdo se relacionam signi- representam manadas; a figura (A) é uma escul-
ficativamente. Com relação ao poema de Mário de  tura de Roma, estátua equestre. 
Andrade, a correlação entre um recurso formal e   a figura (A) pertence aos curdos, que faziam 
um aspecto da significação do texto é estatuas equestres muito antes dos romanos; a 
  a  sucessão  de  orações  coordenadas,  que  figura (B) é um desenho primitivo meticulosa-
remete à sucessão de cenas e emoções sentidas  mente calculado.
pelo eu lírico ao longo da viagem.   Em (B) há uma sobreposição de formas; em 
a elisão dos verbos, recurso estilístico cons- (A) há uma escultura em que o cavalo representa
tante no poema, que acentua o ritmo acelerado o povo querendo pisar nos imperadores e tomar
da modernidade. o poder da polis grega.
o emprego de versos curtos e irregulares em   Ambas foram feitas com o propósito de nos 
sua métrica, que reproduzem uma viagem de bonde, emocionar diante delas e fazer o povo chorar, rir
com suas paradas e retomadas de movimento. e enraivecer, afinal esses são os propósitos da 
a sonoridade do poema, carregada de sons arte antiga.
nasais, que representa a tristeza do eu lírico ao
longo de toda a viagem.
  a ausência de rima nos versos, recurso muito 
utilizado pelos modernistas, que aproxima a
linguagem do poema da linguagem cotidiana.

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QUESTÃO 38 QUESTÃO 39
Pode chegar de mansinho, como é costume por TEXTO I
ali, e observar sem pressa cada detalhe da estação Poema de sete faces
ferroviária de Mariana. Repare na arquitetura 
Mundo mundo vasto mundo,
recém-revitalizada do casarão, e como os deta-
lhes em madeira branca, as delicadas arandelas de Se eu me chamasse Raimundo
luzes amarelas e os elementos barrocos da torre seria uma rima, não seria uma solução.
já começam a dar o gostinho da viagem aguar- Mundo mundo vasto mundo,
dada. Vindo lá de longe, o apito estridente anuncia
mais vasto é meu coração.
que logo, logo o cenário estará completo para a
partida. E não tarda para o trem de fato surgir. ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2001 
(fragmento).
Pequenino a princípio, mas de repente, em toda
aquela imensidão que desliza pelos trilhos. Arran-
TEXTO II
cando sorrisos e deixando boquiaberto até o mais
desconfiado dos mineiros.  CDA (imitado)
TIUSSU, B. Raízes mineiras. Disponível em: www.estadao.com.br. Ó vida, triste vida!
Acesso em: 15 nov. 2011 (fragmento)
Se eu me chamasse Aparecida
A leitura do trecho mostra que textos jornalísticos
dava na mesma.
produzidos em determinados gêneros mobilizam 
recursos linguísticos com o objetivo de conduzir FONTELA, O. Poesia reunida. São Paulo: Cosac Naify; 
Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
seu público-alvo a aceitar suas ideias. Para envolver
o leitor no retrato que faz da cidade, a autora Orides Fontela intitula seu poema CDA, sigla de
inicia o texto com a informação mais importante Carlos Drummond de Andrade, e entre parên-
a ser conhecida, a estação de trem de Mariana. teses indica “imitado” porque, como nos versos 
descreve de forma parcial e objetiva a estação de Drummond,
de trem da cidade, seus detalhes e características. apresenta o receio de colocar os dramas
apresenta com cuidado e precisão os recursos pessoais no mundo vasto.
da cidade, sua infraestrutura e singularidade.   expõe o egocentrismo de sentir o coração 
  faz uma crítica indireta à desconfiança dos  maior que o mundo.
mineiros, mostrando conhecimento do tema.   aponta a insuficiência da poesia para solu-
dirige-se a ele por meio de verbos e expres- cionar os problemas da vida.
sões verbais, convidando-o a partilhar das belezas    adota tom melancólico para evidenciar a deses-
do local. perança com a vida.
invoca a tristeza da vida para potencializar a
ineficácia da rima.

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QUESTÃO 40 PINTURA 2

Não há crenças que Nelson Leirner não destrua.


Do dinheiro à religião, do esporte à fé na arte, nada
resiste ao deboche desse iconoclasta. O principal
mérito da retrospectiva aberta em setembro na
Galeria do SESI-SP é justamente demonstrar que 
as provocações arquitetadas durante as últimas 
cinco décadas pelo artista quase octogenário conti-
nuam vigorosas.
Bravo, n. 170, out. 2011 (adaptado). 

Um dos elementos importantes na constituição


do texto é o desenvolvimento do tema por meio,
por exemplo, do encadeamento de palavras em
seu interior. clareza do tema garante ao autor
que seus objetivos — narrar, descrever, informar,
argumentar, opinar — sejam atingidos. No pará-
grafo do artigo informativo, os termos em negrito
evitam a repetição de termos por meio do   A primeira possui uma linha bem definida e 
emprego de sinônimos. idealização das figuras enquanto a segunda uma 
luz em diagonal e oposição de tons claros e escuros.
  fazem referências a outros artistas que traba-
lham com Nelson Leirner.   A primeira tem uma antítese de sensações 
e a segunda uma sobriedade, simetria e compo-
estabelecem relação entre traços da perso- sição indefinida.
nalidade do artista e suas obras.
A primeira é bastante simétrica enquanto a
garantem a progressão temática do texto pelo segunda é muito mais desorganizada, com planos
uso de formas nominais diferentes. não bem definidos e uma rigidez formal bastante 
introduzem elementos novos, que marcam linearizada
mudança na direção argumentativa do texto. A segunda é uma pintura emotiva e irracional
enquanto a primeira é mais contida com planos
QUESTÃO 41 bem definidos e geometrização da forma 
Comparando a pintura (1) de Jaqueline David, A primeira possui uma composição triangular
“A Morte de Sócrates”, do período Neoclássico;  em todo o quadro enquanto a segunda a compo-
e a pintura (2) de Caravaggio, “Vocação de São sição é bagunçada e sem perspectiva
Matheus”, do período Barroco, pode-se afirmar:
PINTURA 1

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QUESTÃO 42 compara pessoa física e jurídica ao explorar


dois tipos de profissão. 
TEXTO I 
subverte o conceito de pessoa física com uma
Pessoas e sociedades Pessoa, no seu conceito jurí- escolha lexical equivocada.
dico, é todo ente capaz de direitos e obrigações. 
  acrescenta conhecimento jurídico ao definir 
As pessoas podem ser físicas ou jurídicas. pessoa física.
Pessoa física: É a pessoa natural; é todo ser humano,    complementa as definições promovidas por 
é todo indivíduo (sem qualquer exceção). A exis- Antonio Poloni.
tência da pessoa física termina com a morte. É o 
próprio ser humano. Sua personalidade começa 
QUESTÃO 43
com o seu nascimento (artigo 4º do Código Civil 
Brasileiro). No decorrer da sua vida, a pessoa física Buscar melhorar as habilidades de movimento,
constituirá um patrimônio, que será afastado, por encarar as dificuldades que se apresentam em um 
jogo, propor-se a correr o risco de ganhar ou de
fim, em caso de morte, para transferência aos 
perder são requisitos que tornam um jogador mais
herdeiros.
hábil a cada dia e um ser humano mais competente.
Pessoa jurídica: É a existência legal de uma socie- Saber lidar com o erro e a derrota como processo de
dade, associação ou instituição, que aferiu o direito evolução para vencer e atingir metas é outro fator
de ter vida própria e isolada das pessoas físicas  positivo da competição esportiva. Ao participar
que a constituíram. É a união de pessoas capazes de um jogo acontece de se errar um arremesso,
de possuir e exercitar direitos e contrair obriga- um chute a gol, um passe ao colega, mas pode-se
ções, independentemente das pessoas físicas,  dizer que é possível crescer através das falhas e
através das quais agem. É, portanto, uma nova da derrota, com as quais se aprende a superar as
decepções e tirar proveito do erro como aprendi-
pessoa, com personalidade distinta da de seus
zado para novas tentativas.
membros (da pessoa natural). Sua existência legal 
BREGOLATO, R. A. Cultura corporal do esporte.
dá- se em decorrência de leis e só nascerá após o 
São Paulo: Ícone, 2007 (adaptado). 
devido registro nos órgãos públicos competentes 
(Cartórios ou Juntas Comerciais).  O esporte é um fenômeno social que pode ser
POLONI, A. S. Disponível em: http://uj.novaprolink.com.br.  praticado nos mais variados contextos. O texto o
Acesso em: 30 ago. 2011 (adaptado) apresenta como uma forma de manifestação da
atividade física que
TEXTO II
direciona para os riscos resultantes das situa-
ções vivenciadas no jogo, tendo em vista a neces-
sidade de vitória. 
visa à performance e ao rendimento, pois
exige resultados cada vez melhores dos atletas
nele envolvidos.
valoriza os princípios de educação, colabo-
ração e autonomia, numa perspectiva de cresci-
mento pessoal.
Os textos I e II tratam da definição de pessoa física e prioriza o espetáculo e o rendimento na compe-
de pessoa jurídica. Considerando sua função social, tição esportiva, como processo de melhoria das
o cartum faz uma paródia do artigo científico, pois habilidades.
retrata a importância de vencer em uma situ-
explica o conceito de pessoa física em linguagem ação de competição, como forma de aprimorar o
coloquial e informal. aprendizado.

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QUESTÃO 44

BRASIL. Ministério do Turismo. Disponível em: www.turismo.gov.br. Acesso em: 27 fev. 2012. 

Essa peça publicitária foi construída relacionando elementos verbais e não verbais. Considerando-se as
estratégias argumentativas utilizadas pelo seu autor, percebe-se que a linguagem verbal explora, predo-
minantemente, a função apelativa da linguagem, pois
imprime no texto a posição pessoal do autor em relação ao lugar descrito, objeto da propaganda.
  utiliza o artifício das repetições para manter a atenção do leitor, potencial consumidor de seu produto. 
  mantém o foco do texto no leitor, pelo emprego repetido de “você”, marca de interlocução. 
  veicula informações sobre as características físicas do lugar, balneário com grande potencial turístico. 
  estabelece uma comparação entre a paisagem e uma pintura, artifício geralmente eficaz em propagandas.

QUESTÃO 45
O período gótico possui uma arquitetura bastante ornamentada. As grandes catedrais possuem elementos 
como: gárgula, arco ogival, rosácea e um outro elemento que está sendo mostrado na figura. Qual é ele? 
E qual sua função?
  Arco ogival; função de estruturação das rosáceas.
  Arco botante; função estética e estrutural.
  Arco romano; função estética.
  Arco otomano; função estrutural.
  Tímpano; função estética.

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