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O CONCEITO DE PAPEL PARA MORENO

A fonte inspiradora da teoria dos papéis de Moreno foi o teatro. Por sua origem,
segundo ele, papel não é um conceito sociológico ou psiquiátrico. Veio da linguagem do
teatro e através dele entrou para o vocabulário científico. E como o teatro representou,
no início, a matriz e o locus do projecto moreniano, nada mais lógico, portanto, que o
conceito de papel tenha se constituído numas das pedras angulares da teoria moreniana
e da prática sócio-psicodramática. A teoria psicodramática dos papéis leva o conceito de
papel a todas as dimensões da existência humana, desde o nascimento e ao longo de
toda a vida do indivíduo, enquanto experiência pessoal e modalidade de participação
social. Situa-se no conjunto da teoria moreniana que sempre se refere ao homem em
situação, imerso no social, buscando transformá-lo através da acção. O conceito de
papel, que pressupõe interrelação e acção, é central nesse conjunto articulado de teorias,
imprescindível, sobretudo, para a compreensão da teoria e prática do psicodrama.

O homem é um ser que, a partir do impulso da espontaneidade, poderá desenvolver a


"centelha divina criadora" que traz em si mesmo. "O homem é um génio em potencial,
que lutando contra as conservas culturais, através da espontaneidade criadora, chegará a
assemelhar-se a Deus e encontrar sua liberdade". E se o homem não desenvolver essa
espontaneidade, ele adoece, segundo Moreno. Tal concepção entende que o existir
humano é um viver em colectividade. O indivíduo se realiza pelo desempenho de papéis
na sociedade. "Este enfoque se funda no princípio de que o homem tem um papel a
desempenhar, cada indivíduo se caracteriza por uma variedade de papéis que regem seu
comportamento e que cada cultura se caracteriza por uma série de papéis que, com
maior ou menor êxito, impõe a todos os membros da sociedade." (l6,p.81)

Encontra-se, assim, na concepção moreniana de homem como génio que se desenvolve


a partir da espontaneidade, a dimensão do indivíduo, e na concepção de homem como
membro de um grupo inserido numa colectividade, a sua dimensão social. O ponto de
união entre ambas, para Moreno, encontra-se no conceito de papel: "Todo papel é uma
fusão de elementos particulares e colectivos, é composto de duas partes: seus
denominadores colectivos e seus diferenciais individuais." (l6,p.68) Dessa maneira,
como síntese unificadora, o papel -conceito social- conecta com a espontaneidade, de
conteúdo individual. Papel e espontaneidade caminharam juntos desde os primeiros
trabalhos de Moreno com seu teatro de improviso: "O desempenho de papéis foi a
técnica fundamental do teatro espontâneo vienense. Dada a predominância da
espontaneidade e da criatividade no desempenho de papéis, este foi chamado
"desempenho espontâneo-criativo"". (17,p.157)

Essas duas dimensões, a individual e a colectiva são encontradas nos diferentes sentidos
e concepções de papel apresentadas por Moreno ao longo de sua obra:
-O papel pode ser definido como a unidade de experiência sintética em que se fundiram
elementos privados, sociais e culturais. (18,p.238) -O papel é a forma de funcionamento
que o indivíduo assume no momento específico em que reage à uma situação específica,
na qual outras pessoas ou objectos estão envolvidos (18,p27) -O papel é uma
cristalização final de todas as situações em uma zona especial de operações pelas quais
o indivíduo passou (p.ex. o comedor, o pai , o piloto de avião). (18,p.206) -O papel pode
ser definido como uma pessoa imaginária criado por um autor dramático, p.ex. um
Hamlet, um Otelo ou um Fausto; esse papel imaginário pode nunca ter existido, como,
p.ex. um Pinóquio ou um Bambi.(18,p.206)

-O papel é a unidade da cultura: ego e papel estão em contínua interacção(18,p.29) -O


papel pode ser um modelo para a existência, como Fausto, ou uma imitação dela como
Otelo...O papel também pode ser definido como uma parte ou um carácter assumido por
um actor... O papel ainda pode ser definido como uma personagem ou função assumida
na realidade social, p.ex.policia,médico,juiz...Finalmente o papel pode ser definido
como as formas reais e tangíveis que o eu adopta(18,p.206)
Nessas diferentes definições e concepções pode-se notar que os papéis possuem algo
comum: são fenómenos observáveis, aparecem nas acções, são actuados, representam
aspectos tangíveis do eu.

Moreno ora define o papel como função prescrita e assumida pelo indivíduo, ora como a
"forma real e tangível que o eu assume"passando do plano dramático ao social. Para ele,
o papel ora se refere à uma pessoa imaginária, ora a um modelo para a existência ou a
um personagem da realidade social, uma imitação da vida ou uma forma tangível do eu.
E, como observa Rocheblave-Spenlé, destaca-se o sentido de representação teatral e
acção, funções sociais desempenhadas pelos indivíduos na sociedade, representação da
individualidade das pessoas, modelo de experiência,"parte"de uma pessoa real
representada por um actor, carácter ou função assumidos numa realidade social e
cristalização final do modo de realizar assoes especiais, como pai,mãe,etc.

A mesma autora observa, por outro lado, que enquanto a maioria dos autores que
trataram do tema (tais como G.H.Mead, R.Linton, Parsons...) enfocam os papéis como
facilitadores das relações sociais pela sua previsibilidade e por representarem padrões
de conduta aceitos, Moreno ilumina um aspecto novo e original do papel: a
possibilidade criativa do homem que o assemelha a Deus cujas acções são criadoras e
espontâneas.

Englobando sinteticamente os diferentes sentidos do termo papel propostos por Moreno,


Gonçalves,C., Wolf,J.R, e Almeida,W.C., definem papel como "a unidade de condutas
interrelacionais observáveis, resultante de elementos constitutivos da singularidade do
agente e de sua inserção na vida social."(11,p.68)
ORIGEM DOS PAPÉIS E O SURGIMENTO DO EU

"O desempenho de papéis é anterior ao surgimento do eu. Os papéis não emergem do


eu; é o eu quem, todavia, emerge dos papéis."

No processo de desenvolvimento do indivíduo, os papéis surgem no interior da matriz


de identidade que, para Moreno, constitui "a base psicológica para todos os
desempenhos de papéis" e lança os alicerces do primeiro processo de aprendizagem
emocional da criança. A matriz de identidade é o universo indiferenciado onde o bebé
vive antes e imediatamente após o nascimento."Essa matriz é existencial e pode ser
considerada o locus donde surgem, em fases graduais, o eu e suas ramificações, os
papéis. Os papéis são os embriões, os precursores do eu, e esforçam-se por se agrupar e
unificar."

Moreno distingue três tipos de papéis: os fisiológicos ou psicossomáticos, os


psicológicos ou psicodramáticos e os sociais. Considera-os como "eus" parciais. Postula
que entre o papel sexual, o do indivíduo que dorme, o do que sonha e do que come,
desenvolvem-se "vínculos operacionais"que os conjugam e integram numa unidade,
considerada uma espécie de eu fisiológico, um "eu parcial", um conglomerado de papéis
fisiológicos.

Do mesmo modo, no decurso do desenvolvimento e história do indivíduo, os papéis


psicodramáticos vão se agrupando, formando uma espécie de "eu psicodramático".O
mesmo ocorre, finalmente, com os papéis sociais, constituindo um "eu social". O
fisiológico, o psicodramático e o social são apenas "eus parciais". Moreno afirma que o
eu inteiro, realmente integrado, de anos posteriores, ainda está longe de ter nascido. É
necessário que se desenvolvam, gradualmente, vínculos operacionais e de contacto entre
os conglomerados de papéis sociais, psicológicos e fisiológicos para se identificar e
experimentar, após sua unificação, aquilo que é chamado de "eu".

No processo de desenvolvimento infantil os papéis psicossomáticos auxiliam a criança a


experimentar seu corpo (dimensão fisiológica/ corporal). Por outro lado, os
psicodramáticos vão proporcionar as condições da criança experimentar e desenvolver
sua psique (dimensão psicológica do eu) e os sociais, por sua vez, contribuem para
produzir o que se denomina sociedade (dimensão da realidade social). Corpo, psique e
sociedade são as partes intermediárias e integrantes do eu total.
Para Moreno, no momento do nascimento do bebé, a matriz de identidade é o seu
universo inteiro, onde não existe diferenciação entre interno e externo, entre objectos e
pessoas, psique e meio. A existência é una e total. São, portanto, os papéis e através
deles que a criança vai percebendo e descobrindo a si própria e o mundo que a rodeia.
O surgimento e desenvolvimento dos papéis é um processo que ocorre nas fases pré-
verbais da existência do ser humano e não se inicia com a linguagem, pois é anterior a
ela (Nesse ponto Moreno diverge de G.H.Mead que enfatiza a linguagem como
condição da comunicação entre os homens e do desenvolvimento da personalidade.) Tal
processo indicativo da génese dos papéis ocorre em momentos e fases diversas da
matriz de identidade. Ao nascer, a criança entra em seu primeiro universo que se divide
em dois períodos: o primeiro é o da identidade total, onde a criança não diferencia
pessoas de objectos, nem fantasia de realidade. Pessoas e objectos, incluindo a própria
criança, são experimentados como um todo só, indivisível. Nessa fase a criança
necessita de um ego-auxiliar que faça para ela o que não consegue fazer por si própria.
O segundo período é o da identidade total diferenciada ou da realidade total
diferenciada, onde objectos, animais, pessoas e a própria criança passam a diferenciar-
se. Surgem, porém, dois movimentos que se mesclam: ora a criança concentra a atenção
no outro, esquecendo-se ou estranhando a si, ora o inverso, ignora o outro,
concentrando-se e ficando atenta em si mesma. É a fase do espelho, onde não existe
ainda uma diferença efectiva entre real e imaginado, entre animado e inanimado, entre
aparência das coisas (imagens de espelho) e as coisas como realmente são.

Na primeira fase da matriz de identidade ( a da identidade total indiferenciada) os papéis


que primeiro aparecem, ligados às necessidades e funções vitais, são os
psicossomáticos, tais como o de ingeridor, defecador ,dormidor ,etc. O conceito de
papel psicossomático, para Moreno, encontra-se vinculado ao de zona, foco, iniciador,
aquecimento, conjunto de determinantes e/ou condições que ocorrem, por exemplo, no
ato de mamar, na relação mãe-filho."Toda zona é o ponto focal de um dispositivo físico
de arranque no processo de aquecimento preparatório de um estado espontâneo de
realidade, sendo tal estado ou estados componentes na configuração de um papel."

Os papéis psicossomáticos são os primeiros desempenhados pelo ser humano. Definem


as marcas gravadas pela ordem vital e constituem os primeiros papéis a exigir do
homem uma colocação frente à sua própria existência. Representam padrões de conduta
ou funcionamento na satisfação das necessidades fisiológicas, incluindo aí o modus
operandi, o clima afectivo-emocional com que os egos-auxiliares interactuam com a
criança no atendimento dessas suas necessidades. De certa forma, já existe relação nas
respostas que as necessidades ou funções fisiológicas recebem dos egos-auxiliares. A
partir, portanto, da forma como foram experienciados os papéis psicossomáticos, a
criança continua o processo de assimilação de novos aglomerados ou "cachos"de papéis,
pois a partir da formação dos primeiros ocorre como se cada novo papel surgido
tendesse a se aglutinar com os outros por influência ou "transferência do factor
E".Moreno entende o papel como a primeira unidade ordenadora e estruturante do eu.

Já na segunda fase da matriz (a da identidade total diferenciada), embora não tenha


surgido ainda a diferenciação entre objectos de realidade e imaginários, a criança
começa a "imitar"parte daquilo que observa. Moreno denomina tal processo como
"adopção infantil de papéis"que consiste em duas funções: dar papéis (dador) e receber
papéis (recebedor). Exemplifica com a situação de alimentar: a concessão de papéis é
realizada pelo ego-auxiliar (mãe) e o recebimento de papéis é feito pelo filho ao receber
o alimento. A mãe ao dar o alimento aquece-se em relação ao filho para execução de
actos de certa coerência interna. E o bebé, ao receber o alimento, aquece-se também
para a execução de uma cadeia de actos que igualmente desenvolvem certo grau de
coerência interna. Como resultado de tal interacção vai se estabelecendo, gradualmente,
uma certa e recíproca expectativa de papéis nos parceiros do processo. Expectativa esta
que cria as bases para todo o intercâmbio futuro de papéis entre a criança e os egos-
auxiliares.

O primeiro universo termina quando a experiência infantil de um mundo em que tudo é


real começa se decompondo entre fantasia e realidade. Desenvolve-se a construção de
imagens e começa a tomar forma a diferenciação entre coisas reais e coisas imaginadas.
É o início do segundo universo infantil, marcado pelo surgimento do que Moreno
denominou "brecha entre fantasia e realidade", (constituindo a terceira fase da matriz de
identidade). Surgem, então, dois processos de aquecimento: um de actos de realidade e
outro de actos de fantasia. Dessa divisão do universo em fenómenos reais e fictícios,
surgem, gradualmente, um mundo social e um mundo de fantasia, separados do mundo
psicossomático na matriz de identidade. Emergem, agora, formas de representar papéis
que põem a criança em relação com pessoas, coisas e metas, no ambiente real,
exteriores à ela (papéis sociais) e com pessoas, coisas e metas que ela imagina lhe serem
exteriores (papéis psicodramáticos).

A partir da ruptura entre realidade e fantasia surge a diferenciação dos papéis sociais e
psicodramáticos,até então misturados. Os papéis de mãe, filho, professor, etc. são
denominados sociais, separados dos psicodramáticos que são personificações de coisas
imaginadas, tanto reais como irreais. Num diagrama de papéis(l8,p.129) Moreno
representa a divisão entre ambos como ténue, mas atribui maior espaço e predominância
aos psicodramáticos.

Com o desenvolvimento desses novos conjuntos de papéis (os sociais relacionados com
o mundo real, os psicodramáticos com o mundo da fantasia), completa-se a terceira fase
da matriz de identidade, denominada a da inversão de papéis onde, primeiro existe a
tomada de papel do outro para, em seguida, ocorrer a inversão concomitante de papéis,
o que acarreta uma transformação total na sociodinâmica do universo infantil.

Os papéis psicodramáticos e sociais completam as condições para o surgimento do eu.


Os três papéis definidos por Moreno, desdobrando-se em aglomerados ou
"cachos"correspondem aos papéis precursores do ego, constituindo os "eus parciais"
psicossomático, psicodramático e social.

Nos sociais opera, fundamentalmente a função da realidade mediante interpolações de


resistências, não produzidas pela criança, mas que lhe são impostas pelos outros, suas
relações, coisas, actos e distâncias no espaço, no tempo. Dessa maneira, através dos
papéis sociais, o indivíduo vai incorporando ou é inserido no mundo da realidade da
cultura, dos padrões de conduta, valores, deveres, etc.É o mundo instituído da conserva
cultural.
A dimensão psicodramática constitui a contrapartida da realidade, já que nos papéis
psicossomáticos opera, fundamentalmente, a função da fantasia. Moreno entendia como
papéis psicodramáticos tanto os desempenhados no cenário durante uma dramatização,
quanto os oriundos da fantasia, da imaginação como produções imaginárias do
indivíduo. "Os papéis psicodramáticos são personificações de coisas imaginadas, tanto
reais quanto irreais".Correspondem, portanto, à dimensão mais individual da vida
psíquica, à "dimensão psicológica do eu",livre das resistências extrapessoais, a não ser
as criadas por ele mesmo. Com a brecha entre a fantasia e a realidade o indivíduo
adquire a capacidade de iniciar processos de aquecimento diferenciados, tanto para o
desempenho de um ou de outro tipo de papel. E o factor que vai garantir essa passagem
do mundo da fantasia para o da realidade e vice-versa é a espontaneidade como
princípio da adequação da acção do indivíduo a seus próprios papéis.

A fase da inversão de papéis que ocorre no segundo universo infantil (precedida pela do
duplo e a do espelho) representa a culminância do processo de desenvolvimento do eu e
constitui a base psicológica para todos os processos de desempenho de papéis e para
fenómenos como imitação, identificação, projecção e transferência. Inverter e
desempenhar o papel do outro, não surge de súbito nem ocorre nos primeiros meses de
vida. Somente com a integração dos papéis precursores, em torno do terceiro ano, a
criança dispõe de uma identidade que lhe permitirá relacionar-se com outras pessoas.
Poderá, assim, inverter o quadro, assumindo o papel de quem, um dia, a alimentou,
carregou no colo ou com ela passeou. Dessa maneira, a experiência da realidade irá
permitir que, a partir da adopção de papéis, iniciada com os psicossomáticos, surjam
várias possibilidades de interacção dos sociais e psicodramáticos.

Pela análise da génese e desenvolvimento na história do indivíduo fica claro que "o
papel é uma experiência interpessoal",na qual vários atores encontram-se implicados,
constituindo-se ,ao mesmo tempo, numa interacção de estímulos e respostas. Interacção
que tanto sinaliza factores previsíveis da resposta em função dos papéis sociais e da
percepção dos mesmos, quanto elementos imprevisíveis resultantes da espontaneidade
dos atores/participantes da interacção. Necessário se faz, portanto, analisar um outro
aspecto, o conceito de complementaridade, o contra-papel.

O papel, originariamente, nasceu da interacção mãe-filho e baseado na


complementaridade dos dois. Somente existe em função de seu complementar: o contra-
papel. A interrelação de ambos, polarizada em papel e contra-papel, constitui os
vínculos. A forma do indivíduo actuar e interagir é através dos papéis. Estes
correspondem ao conjunto de respostas que ele dá a situações onde outros indivíduos
interagem desempenhando papéis complementares. Esse aprendizado implica em
conseguir viver os vários pólos de uma cadeia interactiva, podendo jogar tanto o seu
papel quanto o complementar. Papel e contra-papel são constitutivos um do outro. Não
há pai sem filho...O modo de ser de uma pessoa decorre dos papéis que ela vai
complementando ao longo de sua existência, com as respostas obtidas na interacção
social, por outros papéis que complementam os seus. Morfologicamente, a noção de
papel aparece veiculando uma complementaridade: o contra-papel, existindo entre
ambos uma relação estrutural e de inter-determinação recíproca.

ÁTOMO SOCIAL

"...é o núcleo de todos os indivíduos com quem uma pessoa está relacionada
sentimentalmente, ou que lhe estão vinculados ao mesmo tempo. ...O átomo social
chega tão longe quanto a própria tele possa alcançar outras pessoas" (MORENO,
1997). Fazem parte do círculo de um indivíduo aquelas pessoas com quem ele construiu
vínculo, seja agradável ou desagradável, constituindo seu átomo social. Outras pessoas,
a quem o indivíduo em questão é indiferente, não fazem parte do seu átomo social, são
apenas conhecidos. As relações de uma pessoa em qualquer sociedade ou agrupamento
são estabelecidas por diferentes critérios sociais, económicos, culturais, religiosos e
afectivos, como indiferença, atracção, rejeição, etc., que estimulam uma determinada
situação dessa pessoa dentro do grupo, que é seu átomo social.
"Enquanto certas partes destes átomos sociais parecem limitar-se aos indivíduos que
participam deles, outras partes se relacionam com partes de outros átomos sociais e,
estes últimos, por sua vez, com outros: formam assim cadeias complexas de inter-
relações que, em sociometria descritiva, são chamadas redes sociométricas" (PAIDÓS,
1972 apud MARTÍN, 1996).

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