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Testes_LP7_-alteracoes2_Ciências 13/07/10 14:33 Page 1

3.º Ciclo do Ensino Básico

Português

7
O
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conselhos úteis
2

Apresentação  Este livro foi concebido com o principal objetivo de orientar e preparar o trabalho
e objetivos do dos alunos no âmbito da realização dos testes de avaliação em contexto escolar.
livro Assim sendo, são abordados nos diferentes testes conteúdos que fazem parte
das Metas Curriculares de Português do 7.o ano de escolaridade, tendo-se pro-
curado apresentar tipologias textuais e assuntos suficientemente diversifica-
dos que possibilitem, de forma abrangente, abarcar os aspetos fundamentais
do referido documento. Nestes doze testes, pode-se então encontrar:
– um conto tradicional;
– uma narrativa de autor de país de língua oficial portuguesa;
– um texto de autor português do âmbito da literatura juvenil;
– dois textos de autores estrangeiros;
– quatro textos narrativos de autores portugueses;
– um excerto de um texto dramático de autor português;
– poemas de autores nacionais variados.
Todos estes testes incluem:
a) uma primeira parte dedicada à interpretação/compreensão textual;
b) uma segunda parte, onde se abordam diferentes aspetos da Gramática;
c) uma última parte, na qual os alunos desenvolverão competências relacio-
nadas com a Escrita.
Pretende-se com este livro, sobretudo, que o aluno teste a sua compreensão
de temáticas abordadas ao longo das aulas, preparando, assim, de forma mais
autónoma, a futura realização de testes de avaliação que contemplem esses
conteúdos.

Conselhos  Ao longo de todo o ano letivo, há um conjunto de procedimentos que o aluno


úteis para a pode adotar e que contribuem de forma fundamental para o seu sucesso es-
preparação/ colar. Por exemplo, nunca é demais recordar a importância de um estudo con-
realização tínuo e de uma planificação cuidada do mesmo ou até da realização de todas
dos testes as tarefas propostas em sala de aula e extra-aula. Tudo isto poderá ajudar o
aluno a preparar-se melhor para os momentos de avaliação.
Assim sendo, antes de realizar cada um dos testes deste livro, o aluno deve:
a) consultar a matriz de conteúdos de cada um dos testes e comparar com
a lista de conteúdos fornecida pelo professor da disciplina (desta forma,
poderá verificar qual o teste que deve realizar e/ou partes de outros tes-
tes);
b) rever todos os assuntos tratados em sala de aula (textos e exercícios rea-
lizados), consultando também as notas tiradas, os apontamentos e os re-
sumos feitos;
c) se necessário, fazer esquemas da matéria para facilitar o estudo, não
deixando tudo para estudar no dia antes do teste;
d) preparar o local de trabalho para a realização do teste (o material deve
estar arrumado e o local deve ter uma iluminação adequada para a sua
realização).
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Durante a realização de cada um dos testes deste livro, o aluno deve:


a) contabilizar o tempo da sua realização, tendo um relógio por perto;
b) proceder a uma leitura global de todo o teste, dividindo o tempo a disponi-
bilizar para cada uma das partes;
c) ler atentamente o texto, procurando compreender a sua globalidade;
d) nas questões de compreensão e interpretação textual, deve procurar res-
ponder da forma mais correta e completa possível, evitando transcrições
do texto, quando estas não são pedidas;
e) ter uma folha de rascunho para organizar as respostas;
f) ponderar também a resposta às questões da Gramática, tomando nota dos
aspetos que geraram dúvidas;
g) preparar um rascunho da escrita, não cedendo à tentação de escrever no
teste as ideias de forma desordenada, à medida que vão surgindo;
h) proceder à revisão do teste, lendo todas as respostas e verificando a sua
correção em termos linguísticos.

Depois da realização de cada um dos testes deste livro, o aluno deve:


a) verificar a sua correção, consultando as soluções do final deste livro e
estabelecendo um contraponto entre a solução apresentada e a resposta
fornecida (é importante salientar que, sobretudo no que concerne à com-
preensão textual, as respostas não precisam ser exatamente iguais, sendo
sim fundamental que o seu conteúdo seja correto e adequado);
b) fazer uma autoavaliação do teste realizado, verificando quais as principais
dificuldades (com base nestas, o aluno poderá traçar diferentes estraté-
gias para a sua resolução, que podem ir desde a consulta do manual, apon-
tamentos ou gramática da disciplina, até um pedido de auxílio por parte do
professor da disciplina).

Com tudo isto, pretende-se tão simplesmente que o aluno obtenha o sucesso
desejado na disciplina de Português e que possa ver neste livro uma ajuda
preciosa para o alcançar.
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matriz de conteúdos • testes


4

Competências/
Teste Páginas
Conteúdos

Narrador 10
Personagens (caracterização direta e indireta) 10
Tempo 10
Texto Narrativo
Espaço 10
(conto tradicional)
Estrutura do conto popular 11
Marcas de oralidade 10
Figuras de estilo: a comparação 10
Teste 01
Flexão adjetival 11
Classe de verbos 11
Pronominalização 12
Gramática
Frase complexa: coordenação e subordinação 12
Voz passiva 12
Discurso direto e discurso indireto 12
Escrita Texto criativo/pessoal 12

Personagens (relevo) 14
Texto Narrativo
Identificação de ideias principais/acessórias 14
(autor de países de
Identificação de pontos de vista 14
língua oficial
Formulação de hipóteses e emissão de opiniões 14/15
portuguesa)
Figuras de estilo: a personificação e a dupla adjetivação 15
Teste 02 Flexão verbal: modo indicativo 15
Voz passiva 15
Gramática Flexão nominal 15/16
Processos de formação de palavras: derivação por afixação 16
Variedade africana 16
Escrita Texto de opinião 16

Espaço físico 18
Personagens (caracterização direta) 19
Texto Narrativo
Identificação de diferentes pontos de vista 18/19
(literatura juvenil –
em relação a um mesmo facto
autor português)
Realização de deduções a partir de dados textuais 18
Figuras de estilo: a enumeração e a comparação 18
Teste 03 Constituintes da frase: grupo nominal 19
Funções sintáticas ao nível da frase: sujeito (tipos de sujeito) 19
Verbos defetivos impessoais e unipessoais 20
Gramática
Concordância entre o sujeito composto e o predicado 20
Flexão verbal 20
Verbo regular e irregular; conjugações 20
Escrita A carta 20
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Competências/
Teste Páginas
Conteúdos

Ação 22
Identificação de ideias principais 22
Texto Narrativo
Personagens (identificação) 22
(autor estrangeiro)
Inferência de sentidos a partir de sinais de pontuação 22/23
Realização de deduções a partir do título da obra 23
Predicado 23
Teste 04 Modificador 23
Funções sintáticas internas ao grupo verbal: complemento
Gramática direto, indireto e oblíquo 23/24
Processos de formação de palavras: composição
(morfológica e morfossintática) 24
Adjetivo: subclasses (numerais, qualificativos) 24
Escrita Texto informativo 24

Identificação de ideias-chave em relação ao narrador (presença) 26


Identificação de ideias-chave em relação ao tempo 26
Identificação de ideias-chave em relação à ação 26
Texto Narrativo Identificação de ideias-chave em relação às personagens 26
(autor português) Realização de deduções e sínteses a partir de dados textuais 26/27
Apresentação de opiniões e pontos de vista, de forma
fundamentada 26/27
Recursos expressivos: enumeração, comparação, personificação 27
Teste 05
Processos de formação de palavras: derivação por afixação 27
Flexão adjetival 27
Funções sintáticas: predicativo do sujeito, vocativo 27/28
Gramática Classe de verbos 27
Flexão verbal: modos imperativo, indicativo e gerúndio 28
Pronominalização 28
Classe de palavras (pronomes e determinantes) 28
Escrita Texto autobiográfico 28

Identificação de aspetos paratextuais 30


Personagens (retrato) 30
Texto Narrativo Realização de deduções a partir de dados textuais 31
Teste 06
(autor português) Explicitação de sentidos a partir de expressões fornecidas 30
Espaço social 30
Completamento de entradas de dicionário 31
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matriz de conteúdos • testes


6

Competências/
Teste Páginas
Conteúdos

Processos de formação de palavras: composição 31


Significado dos prefixos 31
Gramática Advérbios (valores semânticos) e preposições 32
Teste 06
Flexão verbal: modo indicativo 32
Pronominalização 32
Escrita Texto de opinião 32

Identificação de ideias-chave em relação ao tempo 34


Identificação de ideias-chave em relação ao espaço 34
Identificação de ideias-chave em relação à ação 34
Identificação de ideias-chave em relação às personagens 34
Texto Narrativo Realização de deduções e sínteses a partir de dados textuais 34
(autor português) Apresentação de opiniões e pontos de vista,
de forma fundamentada 34
Modos de expressão do narrador 35
Recursos expressivos: personificação, comparação, enumeração 35

Teste 07 Realização de deduções a partir do título da obra 35

Flexão verbal: modo indicativo 35


Funções sintáticas: sujeito, predicado, complemento oblíquo,
complemento direto, complemento indireto, modificador,
predicativo do sujeito 35/36
Gramática Tipos de sujeito: simples, composto, nulo 36
Frase complexa: coordenação e subordinação 36
Discurso direto e indireto 36
Voz passiva 36

Escrita Texto autobiográfico 36

Identificação de ideias-chave em relação ao narrador (presença) 38


Identificação de ideias-chave em relação ao tempo
(localização temporal da ação) 38
Identificação de ideias-chave em relação ao espaço
Texto Narrativo (localização espacial da ação) 38
Teste 08
(autor estrangeiro) Identificação de ideias-chave em relação à caracterização
de personagens 38
Realização de deduções e sínteses a partir de dados textuais 39
Apresentação de opiniões e pontos de vista, de forma
fundamentada 39
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Competências/
Teste Páginas
Conteúdos

Processos de formação de palavras: derivação por afixação 39


Voz ativa e voz passiva 39/40
Gramática Complemento agente da passiva 40
Teste 08 Flexão verbal: modos conjuntivo e condicional 40
Determinantes e pronomes (distinção) 40

Texto descritivo (retrato físico e psicológico de personagens


Escrita
a partir de imagens) 40

Identificação de aspetos da estrutura externa do texto dramático 42


Aparte 43
Texto Dramático Personagens (retrato psicológico) 43
(autor português) Realização de sínteses e inferências a partir de dados textuais 42
Explicitação de aspetos relacionados com o texto dramático:
as diferentes indicações fornecidas pelas didascálias 43
Teste 09
Quantificadores: subclasses 43
Distinção entre quantificadores e determinantes 43
Gramática
Verbos auxiliares (tempos compostos) 44
Frase complexa: a coordenação 44
Escrita Diálogo 44

Realização de deduções e expressão da opinião pessoal 45


Convenções do texto poético: tipos de rima 46
Texto Poético Semelhanças e diferenças entre dois textos poéticos
(intertextualidade) 47
Recursos expressivos: personificação, antítese, comparação,
Teste 10 hipérbato, metáfora 45/46/47

Classes de palavras: verbo, nome, pronome, determinante 47


Gramática Frase complexa: a subordinação 48
Verbos copulativos 48
Escrita Texto descritivo (a partir de uma imagem) 48

Realização de deduções e expressão da opinião pessoal 50


Esclarecimento de sentidos implícitos no texto poético 50
Texto Poético
Convenções do texto poético: tipos de rima, sílaba métrica 51
Recursos expressivos: apóstrofe e aliteração 50/51
Teste 11 Classe de palavras: advérbios, conjunções e preposições 52
Flexão verbal: modo indicativo, conjuntivo e condicional 52
Gramática
Funções sintáticas: vocativo, complemento indireto 52
Frase complexa: coordenação e subordinação 52
Escrita Diário 52
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matriz de conteúdos • testes


8

Competências/
Teste Páginas
Conteúdos

Identificação de ideias-chave em relação às personagens 54/55


Identificação de ideias-chave em relação à ação 54/55
Identificação de ideias-chave em relação ao narrador
Texto Narrativo (focalização) 54
(autor português) Realização de deduções e sínteses a partir de dados textuais 54/55
Apresentação de opiniões e pontos de vista, de forma
fundamentada 54/55
Recursos expressivos: metáfora 54
Teste 12
Classe de palavras: nome, verbo, adjetivo 55
Flexão verbal: modo indicativo, conjuntivo e particípio 55/56
Pronominalização 56
Gramática Funções sintáticas: sujeito, predicado, complemento direto,
complemento indireto, modificador, complemento oblíquo 56
Tipos de sujeito: simples, composto, nulo 56
Frase complexa: subordinação 56

Escrita Texto argumentativo 56


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teste de avaliação 01
9

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o conto que se segue e responde às questões que te são colocadas de
forma completa, clara e precisa.

O sal e a água
Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas, por sua vez, qual era a mais sua amiga.
A mais velha respondeu:
– Quero mais a meu pai do que à luz do sol.
Respondeu a do meio:
5 – Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.
A mais moça respondeu:
– Quero-lhe tanto como a comida quer o sal.
O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e botou-a
fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofe-
10 receu para ser cozinheira. Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo
achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte
de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia; foi passando, até que foi
chamada a cozinheira e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado
por ela, pensando que era de família de nobreza.
15 Começou então a espreitá-la porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com
trajos de princesa. Foi chamar o rei seu pai e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho
para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar
do dia da boda. Para as festas do noivado convidou-se o rei que tinha três filhas, e que pusera
fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser
20 postos ao rei seu pai não botou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei con-
vidado é que nada comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa, porque é que o rei não comia?
Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha:
– É porque a comida não tem sal!
O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não
25 tinha botado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a
viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por
sua filha, que lhe tinha dito que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de so-
frer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.
BRAGA, Teófilo (rec.), Contos tradicionais do povo português, vol. I, Dom Quixote, 2002
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10

cotação
GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto
4 1 Classifica o tipo de narrador do conto, justificando a tua resposta com uma expres-
são textual.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

2 Atenta nas personagens intervenientes no conto que acabaste de ler.


5 2.1 Qual é o desafio que é lançado às três filhas do rei?
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
5 2.2 Quais são as consequências do “insucesso” da filha mais nova em corresponder às ex-
pectativas do pai?
_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
5 2.3 Caracteriza direta e indiretamente a filha mais nova do rei.
_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

3 Atenta agora no tempo e no espaço onde decorre a ação.


4 3.1 Situa o conto espacial e temporalmente, fundamentando a tua resposta com exem-
plos textuais.
_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
4 3.2 Consideras que as marcas temporais e espaciais encontradas são suficientes para
caracterizar com clareza o tempo e o espaço? Justifica a tua resposta.
_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

4 O conto apresenta algumas marcas da oralidade. É disso exemplo a seguinte pas-


sagem: “(…) mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não botou
sal de propósito.” (linhas 19-20)
4 4.1 Transcreve outra passagem elucidativa.
_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
5 “– Quero-lhe tanto como a comida quer o sal.” (linha 7)

3 5.1 Identifica o recurso expressico empregue neste excerto.


________________________________________________________________________
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11

cotação
6 Recorda a estrutura do conto popular.

6.1 Divide este conto nos seus momentos principais, delimitando-os de forma conveniente. 6

_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

7 Explica, por palavras tuas, em que consiste a lição de moral presente neste conto. 5

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática

1 “Ela foi muito triste por esse mundo (…)” (linha 9)

1.1 Identifica a classe da palavra sublinhada. _____________________________________ 2

1.2 Indica o grau em que se encontra essa palavra. ________________________________ 2

1.3 Elabora uma frase onde incluas a palavra destacada: 5


(2,5 x 2)
a) no grau comparativo de superioridade:
_____________________________________________________________________

b) no grau superlativo absoluto sintético:


_____________________________________________________________________

2 Completa o quadro, classificando os verbos presentes em cada uma das frases. 8


(4 x 2)

Verbo
Verbo Verbo
Verbo transitivo
transitivo transitivo
intransitivo direto e
direto indireto
indireto

O rei fez uma pergunta


às filhas.

O rei expulsou a filha


mais nova.

O rei assistia ao
casamento da filha.

Todos comiam com


vontade.
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12

cotação
3 Substitui as expressões sublinhadas em cada uma das frases pelo respetivo
4
(2 x 2) pronome.

a) O rei expulsou a filha mais nova do palácio.

__________________________________________________________________________

b) É porque a comida não tem sal.

__________________________________________________________________________
2 3.1 Depois de procederes à pronominalização, reescreve a frase a) iniciando-a por “talvez”.
Faz as alterações necessárias.
________________________________________________________________________

6 4 Divide e classifica as orações presentes nas seguintes frases.


(3 x 2)
a) O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela.

__________________________________________________________________________

b) Começou então a espreitá-la porque ela só cozinhava às escondidas.

__________________________________________________________________________

c) Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três filhas.

__________________________________________________________________________

5 O rei reconheceu logo a filha.


3 5.1 Coloca a frase na passiva.
________________________________________________________________________

6 “Respondeu a do meio:
- Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.” (linhas 4-5)
3 6.1 Coloca a frase no discurso indireto.
________________________________________________________________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 No final deste conto, o rei apercebe-se do quão injusto tinha sido com a sua filha mais
nova e arrepende-se do que tinha feito.
E tu, já alguma vez te sentiste injustiçado? Num texto cuidado, com 150 a 200 palavras,
narra uma situação onde tal se tenha verificado e apresenta a lição que retiraste desse
acontecimento.
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teste de avaliação 02
13

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o conto de Mia Couto que se segue e responde às questões que te são
colocadas de forma completa, clara e precisa.

Velho com jardim nas traseiras do tempo


No Jardim Dona Berta há um banco. O único que resta. Os outros foram arrancados, verti-
dos em tábua avulsa para finalidades de lenha. Nesse restante banco mora um velho. Cada
noite, os dois se encostam mutuamente, assento e homem, madeira e carne. Dizem que o velho
já tem a pele às listas, formatadas no molde das tábuas, seu externo esqueleto. O idoso rece-
5 beu um nome: Vlademiro. Ganhou o nome da avenida que ali passa, rasando-lhe a solidão: a
Vladimir Lenine.
Soube hoje que vão retirar o banco para ali instalar um edifício bancário. A notícia me de-
sabou: o jardinzinho era o último mundo do meu amigo, seu derradeiro refúgio. Decidi visitar
Vlademiro, em missão de coração.
10 – “Triste? Quem disse?”
Espanto meu: o homem estava eufórico com a notícia. Que um banco, desses das finanças,
todo estabelecimentado, era um valor maior. Já lhe haviam dito da sua dimensão, dava bem
para ele dormir mais seu bicho de estimação. E mesmo quem sabe ele encontrasse emprego
lá? Nem que fosse nos canteiros em volta. Afinal, ele transitava de seu banco de jardim para
15 um jardim de banco.
– “Ando de banco para Banco.”
Risada triste, descolorida. Não tardaria a escurecer. Quando baixasse a noite, Vlademiro se
atafundaria em bebida, restos deixados em garrafas. (…)
Agora, tudo vai terminar. Vão demolir o jardinzinho, a cidade vai ficar mais urbana, menos
20 humana. Esse é o motivo da minha visita ao velho. Regresso ao que ali me levou:
– “Diga-me, sobre isto do banco: você está mesmo contente?”
Vlademiro demora. Está procurando a melhor das verdades. O riso esvanece no rosto.
– “Tem razão. Esta minha alegria é mentira.”
– “Porquê, então, você faz de conta?”
25 – “Nunca eu lhe falei de minha falecida?”
Acenei que não. O velho me conta a história de sua mulher que morreu, em lentidão de
sofrimento. Doença pastosa, carcomedora. Ele todo o dia se empalhaçava frente a ela, fazia
graças para espantar desgraças. A mulher ria, quem sabe com pena da bondade do homem.
De noite, quando ela dormia é que ele chorava, desamparado, doido-doído.
30 – “É como agora: só choro quando o jardim já dormiu...”
Meu braço fala sobre o seu ombro. É adeus. Regresso de mim para um abandono maior.
Atrás, fica Vlademiro, a avenida e um jardim onde resta um banco. O último banco de jardim.
COUTO, Mia, Contos do nascer da Terra, Caminho, 2002
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14

cotação
GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

1 Centra-te nas personagens do conto.

2 1.1 Identifica-as.
_______________________________________________________________________
2 1.2 Quanto ao relevo, como classificas a personagem Vlademiro?
_______________________________________________________________________
1.3 Vlademiro mantém uma relação especial com um elemento do jardim.

4 1.3.1 Diz qual é esse elemento e em que consiste essa relação.


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
2 1.4 De que forma é que Vlademiro recebeu o seu nome? ___________________________
_______________________________________________________________________

2 O conto gira em torno de um acontecimento principal.

4 2.1 Diz qual é esse acontecimento.


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
3 2.2 Como é que o narrador reage perante o sucedido?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
5 2.3 Demonstra como a atitude de Vlademiro se altera ao longo do conto, em relação a
este acontecimento.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

3 “ (…) a cidade vai ficar mais urbana, menos humana.”(linhas 19-20)

3 3.1 Na tua opinião, por que razão faz o narrador esta afirmação?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

2 4 Qual é a história que Vlademiro partilha com o narrador?


____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
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15

cotação
5 Podemos dizer que Vlademiro era um homem feliz? Justifica a tua resposta.
3
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

6 Retira do conto um exemplo de personificação e um outro de dupla adjetivação: 4


(2 x 2)
a) personificação: ____________________________________________________________

b) dupla adjetivação: __________________________________________________________

7 Faz a ligação entre os elementos da coluna A e o seu significado na coluna B. 5


(1 x 5)

Coluna A Coluna B

a) “vertidos” (linhas 1-2) 1. bem organizado, firme, estável,


estabelecido, instituído
b) “desabou” (linhas 7-8)
2. destruidora
c) “estabelecimentado” (linha 12)
3. abateu, transtornou
d) “carcomedora” (linha 27) 4. causava ou provocava riso
e) “empalhaçava” (linha 27) 5. transformados

8 Repara no título dado a este conto.

8.1 Parece-te um título adequado? Justifica a tua resposta. 4

_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
8.2 Propõe outro título para o conto. ____________________________________________ 2

GRUPO II – Gramática
1 “Os outros foram arrancados, vertidos em tábua avulsa para finalidades de lenha.”
(linhas 1-2)

1.1 Indica o tempo e o modo da forma verbal sublinhada. 3

_______________________________________________________________________
1.2 Classifica a forma “foram” quanto à sua subclasse. 3

_______________________________________________________________________
1.3 Coloca a frase na ativa. 3

_______________________________________________________________________

2 “(…) o jardinzinho era o último mundo do meu amigo (…)” (linha 8)

2.1 Identifica a classe e o grau da palavra sublinhada na frase. 3

________________________________________________________________________
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16

cotação 2.2 Completa o seguinte quadro:


9
(0,5 x 18) Masculino Feminino Plural Diminutivo Aumentativo

a) irmão
b) homem
c) rapaz
d) cão
e) velho

8 3 Identifica o processo de formação das seguintes palavras:


(2 x 4)
a) bancário: _________________________________________________________________

b) amadurecer: ______________________________________________________________

c) descobrir: ________________________________________________________________

d) infelizmente: ______________________________________________________________

4 No conto de Mia Couto, encontras algumas diferenças entre o português dos países
africanos e o português europeu (Portugal).

6 4.1 Passa para o português europeu os seguintes excertos do conto:


(2 x 3)
a) “Está procurando a melhor das verdades.” (linha 22)
_______________________________________________________________________
b) “– Nunca eu lhe falei de minha falecida?” (linha 25)
_______________________________________________________________________
c) “O velho me conta a história de sua mulher que morreu (…)” (linha 26)
________________________________________________________________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 O conto de Mia Couto fala-nos sobre um velho que vivia num banco de jardim.
Certamente já viste (ou ouviste falar de) pessoas que, no nosso país, vivem numa si-
tuação semelhante. Num pequeno texto (150 a 200 palavras), bem organizado, manifesta
a tua opinião sobre o problema dos sem-abrigo em Portugal, procurando não só apresen-
tar as causas, como também as consequências, e propondo igualmente algumas soluções
para este problema da nossa sociedade.
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teste de avaliação 03
17

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o excerto da obra de Ilse Losa que se segue e responde às questões que
te são colocadas de forma completa, clara e precisa.

Os álbuns e os avós
Quando o sol entrava, de manhã, pelas três janelas da sala de visitas, as paredes muito cla-
ras e alegres encantavam-me. Aconchegava-me no cadeirão fofo, deixava-me estar assim,
durante uns momentos, imóvel, para depois pegar num dos álbuns pesados sobre a mesinha
coberta com uma toalha de rendas. Achava-os maravilhosos, os álbuns, com as suas capas
5 de marfim e as letras floreadas que diziam, segundo o avô me explicava: “Álbum”. (…) Logo na
primeira folha o retrato da bisavó Katarina, mãe do avô.
– Lindo nome, Katarina, dizia o avô. Queria que fosses também Katarina, mas a tua mãe
tem preferência pelos nomes que estão na moda.
Eu tinha um nome que estava na moda, o que me agradava [Rose].
10 Mas o avô, teimosamente, chamava-me com frequência Katarina e eu, talvez por compreen-
der o que havia nisso de intimidade entre nós os dois, gostava.
Ao virar as folhas de cartolina detinha-me sempre na fotografia da minha mãe. Era bonita,
a minha mãe: a testa alta, os olhos grandes, a trança a contornar-lhe a cabeça como uma coroa
e uma blusa de gola engomada com a rendinha a tocar-lhe nas orelhas, o que lhe realçava o
15 pescoço alto. Embora eu estranhasse não viver com ela e com o meu pai, como os meus irmãos,
isso não chegava a entristecer-me. Tinha o meu avô.
O outro álbum estava recheado de postais de vistas, enviados da América, onde viviam o
tio Josef e a tia Gertrud, filhos dos avós. (…)
O avô circunscrevia com o indicador a mancha no atlas:
20 – Os Estados Unidos da América.
Em seguida punha o mesmo dedo sobre um ponto negro:
– Nova Iorque.
– E onde fica a nossa aldeia?, queria eu saber.
Ria a bandeiras despregadas, afagava-me o cabelo e dizia, levantando as sobrancelhas es-
25 pessas:
– A cidade de Nova Iorque e a nossa aldeia estão uma para a outra como o elefante está
para a mosca. (…)
O avô era inteligente, porque sabia fazer comparações daquelas. (…)
Aliados, unha com carne, tínhamos a avó como inimigo comum. (…)
30 Por vezes chegava a perguntar-lhe se a avó fora alguma vez criança como eu ou se tivera
sempre o tamanho e o juízo que lhe conhecia. (…)
Apesar do corpo seco, da cara enrugada, de todas (…) as palavras severas e dos sermões
sobre o que era ser económico e prático, a avó Ester também fora criança. Difícil de imaginar!
LOSA, Ilse, O mundo em que vivi, Edições Afrontamento, 2000
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18

cotação
GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto
3 1 Identifica o espaço onde se encontra inicialmente a personagem principal.
____________________________________________________________________________
4
1.1 O que é que ela gostava de fazer neste espaço?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 2 O que pensa o avô sobre o nome da protagonista?


____________________________________________________________________________
3 2.1 E a protagonista?
________________________________________________________________________
4 2.2 Porque é que Rose não se importava com o facto de o avô trocar frequentemente o
seu nome?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 Há uma foto que Rose admira de forma mais demorada.

4 3.1 Identifica essa foto e explica o porquê dessa demora.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
3 3.2 Entre a listagem dos recursos expressivos apresentados, seleciona dois que podemos
(1,5 x 2)
encontrar na descrição dessa foto em particular.

a) personificação. b) enumeração. c) hipérbole. d) comparação.

4,5 4 Podemos dizer que Rose estava triste por não viver com os seus pais? Justifica a
tua resposta.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

4,5 5 Explicita o motivo que levou o avô a mostrar a Rose a localização dos Estados Uni-
dos da América (e de Nova Iorque) no atlas.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

5.1 Este episódio faz com que Rose conclua algo acerca do avô.

3 5.1.1 Indica o que Rose concluiu e porque o faz. _______________________________


___________________________________________________________________
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19

cotação
6 Podemos observar que Rose tinha sentimentos diferentes em relação ao avô e à avó.

6.1 Justifica esta afirmação, com base numa expressão textual. 4,5

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7 Rose afirma que tinha dificuldade em imaginar que a avó já tinha sido criança.

7.1 Explica porquê, apresentando as expressões textuais utilizadas para caracterizar 4,5

diretamente a avó.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática

1 Atenta nas expressões sublinhadas nas seguintes frases:


a) “O outro álbum estava recheado de postais de vistas (…)” (linha 17)

b) A cidade de Nova Iorque e a nossa aldeia são bonitas.

1.1 Identifica a função sintática destas expressões. 3

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

2 Assinala corretamente o tipo de sujeito das seguintes frases, no quadro que se segue: 14
(2 x 7)

Tipos de Sujeito
Frases
simples composto subentendido indeterminado

a) Rose gostava de fotos


antigas.
b) Dizem que a aldeia de
Rose era agradável.
c) Durante dias, percorreram
a aldeia de Rose.
d) Rose e o avô brincavam
bastante.
e) Afagava-lhe o cabelo.
f) Conta-se que Rose era
uma bela criança.
g) Rose e a avó não falavam
muito.
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20

cotação
2 3 Completa as seguintes frases:
(1 x 2)
a) O verbo “chover” é um verbo defetivo ___________.
b) Por outro lado, verbos como “ladrar”, “piar”, etc., são verbos defetivos _______________.
3 4 Completa as frases com as formas adequadas dos verbos indicados, respeitando a
(1 x 3)
concordância entre o sujeito composto e o predicado:
a) Rose e a avó ____________ (dever) ser amigas.
b) Os pais, os irmãos e o resto da família, tudo _________ (preocupar) Rose.
c) Nem Rose nem o avô ____________ (desistir) de brincar.

8 5 Completa as seguintes frases, utilizando as formas verbais mais adequadas a cada


(1 x 8)
caso:
a) Agora ___________ (ir) a casa de Rose e esperamos que o lanche ___________ (ser) do
nosso agrado.
b) Era natural que Rose ____________ (ter) saudades dos pais.
c) Oxalá a avó ______________ (mudar) o seu comportamento.
d) Talvez ___________ (interessar) a Rose um novo álbum.
e) Nesse dia, Rose _____________ (ler) um livro com o avô.
f) Ontem, Rose ______________ (visitar) os seus pais e ___________ (ver) os seus irmãos.

6 6 Classifica os seguintes verbos como regulares ou irregulares, indicando também a


(1 x 6)
sua conjugação:
a) andar: _____________ (_________)
b) dar: _______________ (_________)
c) trazer: _____________ (_________)
d) ser: _______________ (_________)
e) partir: _____________ (_________)
f) vir: ________________ (_________)

GRUPO III – Produção Escrita

20 Numa tarde, enquanto folheia os álbuns, Rose sente saudades dos pais e dos irmãos
e decide escrever-lhes uma carta, onde expõe os seus sentimentos e a forma como se
relaciona quer com o seu avô, quer com a sua avó.
Redige essa carta, tendo em atenção os aspetos linguísticos (carta informal) e estrutu-
rais da mesma (cabeçalho, corpo da carta, fecho).
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teste de avaliação 04
21

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o excerto da obra de Luis Sepúlveda que se segue e responde às questões
que te são colocadas de forma completa, clara e precisa.

Um gato que sabe tudo


– Terrível! Terrível! Aconteceu qualquer coisa terrível! – miou Sabetudo quando os viu che-
gar. (…)
– Esses malditos ratos comeram uma página inteira do atlas. O mapa de Madagáscar de-
sapareceu. É terrível! – insistiu Sabetudo puxando pelos bigodes. (…)
5 – A gente dá-te uma mãozinha, Sabetudo, mas agora estamos aqui porque temos um grande
problema e, como tu sabes tanto, talvez nos possas ajudar – miou Zorbas. E então contou-lhe
a triste história da gaivota. (…)
– ... e assim a deixei, muito mal, há um bocadinho... – concluiu Zorbas.
– Terrível história! Terrível! Vejamos, deixem-me pensar: gaivota… petróleo... petróleo... gai-
10 vota... gaivota doente… É isso! Temos de consultar a enciclopédia! – exclamou ele jubilosa-
mente.
– A quê? – miaram os três gatos.
– A en-ci-clo-pé-di-a. O livro do saber. Temos de procurar nos volumes sete e dezassete,
correspondentes às letras “G” e “P” – indicou Sabetudo com decisão. (…)
15 Mas o que a enciclopédia dizia das gaivotas não lhes serviu de grande ajuda. (…)
– E nessa emplicopé... ecimolé... enfim, bem sabes o que eu quero, não há conselhos práticos
sobre a maneira de tirar as nódoas de petróleo? – perguntou Colonello. (…)
Na página dedicada à palavra tira-nódoas encontraram, além de como tirar nódoas de mar-
melada, de tinta-da-china, de sangue e de xarope de framboesas, a solução para eliminar man-
20 chas de petróleo.
– “Limpa-se a superfície afetada com um pano humedecido em benzina”. Cá temos a solu-
ção! – miou Sabetudo.
– Não temos nada. Onde diabo é que vamos buscar benzina? – resmungou Zorbas com evi-
dente mau humor.
25 – Pois, se bem estou recordado, na cave do restaurante temos um boião com pincéis mer-
gulhados em benzina. Secretário, já sabe o que tem a fazer – miou Colonello. (…)
– É muito simples: você humedece convenientemente o rabo com benzina e depois vamos
tratar dessa pobre gaivota – indicou Colonello olhando para outro lado.
– Ah, não! Isso é que não! Nem pensar! – protestou Secretário.
30 – Lembro-lhe que a ementa desta tarde contempla uma dupla ração de fígado com natas
– murmurou Colonello.
– Meter o rabo em benzina!… Disse fígado com natas? – miou Secretário consternado. (…)
SEPÚLVEDA, Luis, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Porto Editora, 2013
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22

cotação
GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

6 1 Delimita os três momentos principais da ação do excerto, justificando a tua divisão.

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

2 2 Qual era o motivo da exaltação de Sabetudo?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

2 2.1 Que adjetivo utiliza ele para caracterizar o sucedido? ___________________________

3 Zorbas apresenta um grande problema, que deixa Sabetudo a pensar.

3 3.1 Explica em que consistia esse problema.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 3.2 Procura justificar porque terá Zorbas recorrido a Sabetudo, tendo em atenção o nome
da personagem.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 3.3 A solução proposta por Sabetudo foi, inicialmente, eficaz? Justifica a tua resposta.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 3.4 Em que palavra encontraram a solução para o problema?


________________________________________________________________________

4 3.5 Como é que Colonello decide resolver o problema apresentado por Zorbas?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 3.5.1 Apresenta a reação de Secretário perante esta solução e a forma como Colo-
nello o conseguiu convencer.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
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23

cotação
4 Explica a utilização:

a) das reticências na seguinte passagem: “Vejamos, deixem-me pensar: gaivota… petróleo... 5


petróleo... gaivota... gaivota doente… É isso!” (linhas 9-10) (2,5 x 2)

__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
b) das aspas na seguinte passagem: “– Limpa-se a superfície afetada com um pano hu-
medecido em benzina.” (linha 21)
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

5 Poderemos considerar que a ação deste excerto é fechada? Justifica, tendo em 4


mente a forma como termina o excerto.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

6 O título da obra de onde foi retirado este excerto é História de uma gaivota e do gato 4
que a ensinou a voar.
6.1 Com base neste título, podes concluir que Zorbas conseguiu resolver o seu problema,
com a ajuda dos amigos? Justifica a tua dedução.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática
1 Identifica, sublinhando, o predicado nas seguintes frases: 6
(1,5 x 4)
a) “Esses malditos ratos comeram uma página inteira do atlas.” (linha 3)
b) “– A gente dá-te uma mãozinha (…)”. (linha 5)
c) O Sabetudo contactou os outros gatos ontem.
d) Colonello descobriu a solução.

2 Apresenta a função sintática da palavra destacada a negrito na frase c). 2

____________________________________________________________________________

3 Indica a função sintática que cada uma das expressões sublinhadas desempenha nas 10
seguintes frases: (1 x 10)

a) Colonello apresentou a solução corajosamente. ________________; ________________


b) Zorbas avançou sem receio. _________________________________________________
c) Simpatizo com Sabetudo. ___________________________________________________
d) Secretário escutou tudo perto dos seus companheiros. ___________________________
e) Colonello dirigiu-se para casa. _______________________________________________
f) Zorbas contou a história aos seus amigos. ______________________; _______________
g) Ó Sabetudo, estás bem? ______________________________; _____________________
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24

cotação
4 Constrói uma frase com, pelo menos:
6
(2 x 3) a) um complemento indireto: ___________________________________________________
b) um modificador: ___________________________________________________________
c) um complemento oblíquo: ___________________________________________________

6 5 Assinala, no quadro que se segue, o processo de formação de cada palavra apre-


(1 x 6) sentada:

Composição
Palavras
morfológica morfossintática

a) televisão
b) bibliografia
c) quebra-nozes
d) tenente-coronel
e) arco-íris
f) bicolor

5 6 Atenta nos adjetivos sublinhados nas seguintes frases e indica a sua subclasse:
(1 x 5)
a) Zorbas era um gato corajoso. ________________________________________________

b) O primeiro parágrafo do texto apresenta uma situação. ___________________________

c) Os malditos ratos comeram uma página inteira do atlas. __________________________

d) Sabetudo sentia-se confuso. _________________________________________________

e) Sabetudo consultou o décimo sétimo volume da enciclopédia. _____________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 As personagens centrais da obra História de uma gaivota e do gato que a ensinou a


voar de Luis Sepúlveda são animais – um gato e uma gaivota.
Escreve um texto informativo (entre 150 a 200 palavras) sobre um animal à tua esco-
lha. Deves referir aspetos característicos da sua espécie, tais como habitat, alimentação,
hábitos, entre outros.
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teste de avaliação 05
25

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o excerto da obra de Manuel da Fonseca e responde às questões que te


são colocadas de forma completa, clara e precisa.

Mestre Finezas
Agora entro, sento-me de perna cruzada, puxo um cigarro, e à pergunta de sempre respondo
soprando o fumo:
– Só a barba. Ora é de há pouco este meu à-vontade diante do Mestre Ilídio Finezas.
Lembro-me muito bem de como tudo se passava. Minha mãe tinha de fingir-se zangada. Eu
5 saía de casa, rente à parede, sentindo que aquilo era pior que ir para a escola.
Mestre Finezas puxava um banquinho para o meio da loja e enrolava-me numa enorme toalha.
Só me ficava a cabeça de fora.
Como o tempo corria devagar! A tesoura tinia e cortava junto das minhas orelhas. Eu não podia
mexer-me, não podia bocejar sequer. "Está quieto, menino", repetia Mestre Finezas segurando-me
10 a cabeça entre as pontas duras dos dedos: "Assim, quieto!" Os pedacitos de cabelo espalhados
pelo pescoço, pela cara, faziam comichão e não me era permitido coçar. Por entre as madeixas
caídas para os olhos via-lhe, no espelho, as pernas esguias, o carão severo de magro, o corpo
alto, curvado. Via-lhe os braços compridos, arqueados como duas garras sobre a minha cabeça.
Lembrava uma aranha. E eu - sumido na toalha, tolhido numa posição tão incómoda que todo o
15 corpo me doía - era para ali uma pobre criatura indefesa nas mãos de Mestre Ilídio Finezas.
Nesse tempo tinha-lhe medo. Medo e admiração. O medo resultava do que acabo de contar.
A admiração vinha das récitas dos amadores dramáticos da vila.
Era pelo inverno. Jantávamos à pressa e nessas noites minha mãe penteava-me com cui-
dado. Calçava uns sapatos rebrilhantes e umas peúgas de seda que me enregelavam os pés.
20 Saíamos. E, no negrume da noite que afogava as ruas da vila, eu conhecia pela voz famílias
que caminhavam na nossa frente e outras que vinham para trás. Depois, ao entrar no teatro,
sentia-me perplexo no meio de tanta luz e gente silenciosa. Mas todos pareciam corados de
satisfação. Daí a pouco, entrava num mundo diferente. Que coisas estranhas aconteciam! Nin-
guém ali falava como eu ouvia cá fora. E mesmo quando calados tinham outro aspeto; cons-
25 tantemente a mexerem os braços. Mestre Finezas era o que mais se destacava. E nunca, que
me recorde, o pano desceu, no último ato, com Mestre Finezas ainda vivo. Quase sempre morria
quando a cortina principiava a descer e, na plateia, as senhoras soluçavam alto.
Aquelas desgraças aconteciam-lhe porque era justo e tomava, de gosto, o partido dos fra-
cos. E, para que os fracos vencessem, Mestre Finezas não tinha medo de nada nem de ninguém.
30 Heroicamente, de peito aberto, e com grandes falas, ia ao encontro da morte.
Eu arrepiava-me todo. Uma noite Mestre Finezas morreu logo no primeiro ato. Foi um de-
sapontamento. Todos criticaram pelo corredor, no intervalo. "O melhor artista morreu mal
entra em cena!... Não está certo! Agora vamos gramar quatro atos só com canastrões!", dizia
o doutor delegado a meu pai.
35 Mas a cena tinha sido tão viva e a sua morte tão notada durante o resto do espetáculo que,
no outro dia, me surpreendi ao vê-lo caminhando em direção à loja.
Ora havia também um outro motivo para a minha admiração…
FONSECA, Manuel da, Aldeia nova. Lisboa, BIS, Leya, 2009
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26

cotação
GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

3 1 Classifica o narrador quanto à presença, justificando a tua resposta.


____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

2 2 Identifica, no texto, o momento em que o narrador começa a relatar factos do pas-


sado.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

3 3 Indica o primeiro facto que o narrador relata.


____________________________________________________________________________

4 3.1 Refere a forma como o narrador reagia perante essa situação.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 4 Retira do texto um exemplo de tempo psicológico.


____________________________________________________________________________

4 5 Indica de que forma a ordem que o mestre Finezas dava ao narrador – “Está quieto,
menino,” (linha 9) – era cumprida.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

4 6 Indica os sentimentos que, nesse tempo, o narrador nutria pelo mestre Finezas.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

7 “A admiração vinha das récitas dos amadores dramáticos da vila.” (linha 17)

4 7.1 Refere de que forma o mestre Finezas se destacava no teatro.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 7.2 Explica por que razão, quando ia ao teatro, o narrador sentia que “entrava num mundo
diferente”. (linha 23)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
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27

7.3 Indica por que razão se pode afirmar que o mestre Finezas era um bom ator. cotação
4
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

8 “Ora havia também um outro motivo para a minha admiração…” (linha 37)

8.1 Tendo em conta a globalidade da obra, indica qual era o outro motivo de admiração 4
do narrador em relação ao mestre Finezas.

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

9 Identifica os recursos expressivos presentes nas frases seguintes.

a) “Por entre as madeixas caídas para os olhos via-lhe, no espelho, as pernas esguias, o 6
carão severo de magro, o corpo alto, curvado.” (linhas 11-13) (3 x 2)

________________________________________________________________________

b) “Via-lhe os braços compridos, arqueados como duas garras sobre a minha cabeça.”
(linha 13): ________________________________________________________________

c) “Como o tempo corria devagar!” (linha 8): _______________________________________

GRUPO II – Gramática

1 Indica o processo de formação das seguintes palavras. 6


(2 x 3)
a) Rebrilhantes: _____________________________________________________________

b) Amadores: ________________________________________________________________

2 Atenta na frase: “Eu saía de casa, rente à parede, sentindo que aquilo era pior que
ir para a escola.” (linhas 4-5)

2.1 Indica em que grau se encontra o adjetivo sublinhado. 3

________________________________________________________________________

2.2 Identifica a função sintática desempenhada pelo adjetivo. 3

________________________________________________________________________

2.3 Classifica a forma verbal “era” quanto à sua subclasse. 3

________________________________________________________________________
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28

cotação
3 Atenta na frase – “Está quieto, menino”, repetia Mestre Finezas segurando-me a
cabeça entre as pontas duras dos dedos:” (linhas 9-10)

6 3.1 Indica em que modo se encontram as formas verbais sublinhadas.


(3 x 2)
________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

3 3.2 Identifica a função sintática desempenhada pela palavra “menino”.

________________________________________________________________________

4 Atenta na frase: “Os pedacitos de cabelo espalhados pelo pescoço, pela cara, faziam
comichão e não me era permitido coçar.” (linhas 10-11)

5 4.1 Justifica a posição do pronome “me” na frase.

________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

5 Atenta no segmento textual.

“Ninguém ali falava como eu ouvia cá fora. E mesmo quando calados tinham outro
aspeto; constantemente a mexerem os braços. Mestre Finezas era o que mais se
destacava. E nunca, que me recorde, o pano desceu, no último ato, com Mestre Fi-
nezas ainda vivo. Quase sempre morria quando a cortina principiava a descer e, na
plateia, as senhoras soluçavam alto.” (linhas 23-27)

6 5.1 Retira do excerto um:


(3 x 2)
a) Pronome indefinido: ______________________________________________________

b) Pronome pessoal: _______________________________________________________

c) Determinante indefinido: __________________________________________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 Mestre Finezas era um velho barbeiro com uma grande história de vida.

Coloca-te na pele de Mestre Finezas e redige, entre 150 a 200 palavras, a autobiografia
do barbeiro.
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teste de avaliação 06
29

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o excerto do conto de Vergílio Ferreira que se segue e responde às ques-
tões que te são colocadas de forma completa, clara e precisa.

A palavra mágica
Nunca o Silvestre tinha tido uma pega com ninguém. Se às vezes guerreava, com palavras
azedas para cá e para lá, era apenas com os fundos da própria consciência. Viúvo, sem filhos,
dono de umas leiras herdadas, o que mais parecia inquietá-lo era a maneira de alijar bem de-
pressa os dinheiros das rendas. (…) Dar aliviava. (…)
5 Ora um domingo, o Silvestre ensarilhou-se, sem querer, numa disputa colérica com o Ramos
da loja. Fora o caso que ao falar-se, no correr da conversa, em trabalhadores e salários, Sil-
vestre deixou cair que, no seu entender, dada a carestia da vida, o trabalho de um homem de
enxada não era de forma alguma bem pago. Mas disse-o sem um desejo de discórdia, facil-
mente, abertamente, com a mesma fatalidade clara de quem inspira e expira. Todavia o Ramos,
10 ferido de espora, atacou de cabeça baixa:
– Que autoridade tem você para falar? Quem lhe encomendou o sermão?
– Homem! – clamava o Silvestre, de mão pacífica no ar. – Calma aí, se faz favor. (…)
– E a dar-lhe. Burro sou eu em ligar-lhe importância. Sabe lá você o que é a vida. (…)
– Faço o que posso – desabafou o outro.
15 – E eu a ligar-lhe. Realmente você é um pobre diabo, Silvestre. (…) Você é um bom, afinal.
Anda no mundo por ver andar os outros. Quem é você, Silvestre amigo? Um inócuo(1), no fim
de contas. Um inócuo é o que você é.
Silvestre já se dispusera a ouvir tudo com resignação. Mas, à palavra “inócuo”, estranha ao
seu ouvido montanhês, tremeu. E à cautela, não o codilhassem por parvo, disse:
20 – Inoque será você.
Também o Ramos não via o fundo ao significado de “inócuo”. Topara por acaso a palavra,
num diálogo aceso de folhetim, e gostara logo dela (…). Dois homens que assistiam ao
barulho partiram logo dali, com o vocábulo ainda quente da refrega (…):
– Chamou-lhe tudo, o patife. (…) Que era um paz-de-alma. E um inoque.
25 – Que é isso de inoque?
– Coisa boa não é. Queria ele dizer na sua que o Silvestre não trabalhava, que era um lom-
beiro, um vadio.
Como nesse dia, que era domingo, Paulino entrara em casa com a bebedeira do seu des-
canso, a mulher praguejou, como estava previsto, e cobriu o homem de insultos como não es-
30 tava inteiramente previsto:
– Seu bêbedo ordinário. Seu inoque reles.
Quando a palavra caiu da boca da mulher, vinha já tinta de carrascão. E desde aí, inoque
significou, como é de ver, vadio e bêbedo. (…)
FERREIRA, Vergílio, Contos, Livros Quetzal, 2009

(1)
Inócuo (adj.): não nocivo; inofensivo; que não causa dano ou mal.
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30

cotação GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

2,5 1 Indica o título do conto e da obra de onde foi retirado este excerto.
____________________________________________________________________________

2 O primeiro parágrafo traça o retrato de uma das personagens principais.

3,5 2.1 Indica quais as características apontadas que nos permitem traçar o retrato de Sil-
vestre.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 “Ora um domingo, o Silvestre ensarilhou-se, sem querer, numa disputa colérica com
o Ramos da loja.” (linhas 5-6)

2,5 3.1 Apresenta a razão que levou a esta discussão.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3,5 3.2 Por que motivo terá Ramos chamado “inócuo” a Silvestre?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
3,5 3.3 Explicita o modo como reagiu Silvestre ao ouvir tal palavra.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 Apesar da discussão, Ramos e Silvestre tinham algo em comum.

3,5 4.1 Identifica esse ponto comum.


________________________________________________________________________

2,5 5 Identifica as personagens que atribuíram novos sentidos à palavra “inócuo”.


____________________________________________________________________________

3,5 5.1 Faz o levantamento de todos os significados que o vocábulo “inócuo” adquire neste
excerto.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
3,5 5.2 Estabelece uma relação entre o espaço social apresentado neste excerto e a atribui-
ção de novas significações à palavra “inócuo”.
________________________________________________________________________

________________________________________________________________________
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31

cotação
6 Explica, por palavras tuas, o sentido das seguintes expressões:
7,5
(2,5 x 3)
a) “ferido de espora” (linha 10): _________________________________________________
b) “não o codilhassem por parvo” (linha 19): _______________________________________
c) “era um paz-de-alma” (linha 24): _____________________________________________

7 Tendo em conta o real significado da palavra “inócuo”, parece irónico que tenha sido 4
precisamente esta palavra a ganhar novos sentidos? Porquê?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

8 A entrada do dicionário da palavra “inócuo” surge da seguinte forma:


“Inócuo (adj.): não nocivo; inocente; inofensivo.”
8.1 Completa as seguintes entradas de dicionário apresentadas na coluna A, colocando a res- 5
petiva classe e fazendo-as corresponder a cada sentido, na coluna B: (1 x 5)

Coluna A Coluna B

a) ensarilhar (______) 1. preguiçoso


b) quebreira (______) 2. preocupação; fadiga; moleza
c) refrega (______) 3. enredar; envolver; formar sarilho com
d) jorna (______) 4. salário
e) lombeiro (______) 5. discussão; briga; luta

GRUPO II – Gramática

1 “Que era um paz-de-alma.” (linha 24)

1.1 Refere o processo de formação presente na palavra sublinhada. 3

________________________________________________________________________

2 Circunda os prefixos presentes nas seguintes palavras, apresentando o significado 9


dos mesmos: (1,5 x 6)

a) reler: ____________________________ d) antipático: ________________________


b) desonesto:________________________ e) importar: _________________________
c) extraordinário: ____________________ f) prefácio: _________________________

3 Atenta nas palavras apresentadas de seguida:

nunca cá lá apenas bem depressa


tão facilmente não sem abertamente também
logo ainda com bastante desde
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32

cotação 3.1 Preenche o quadro com advérbios retirados da caixa, segundo o seu valor semântico:
7
(0,5 x 14) Advérbios

a) de tempo:

b) de lugar:

c) de modo:

d) de quantidade e grau:

e) de negação:

f) de inclusão e exclusão:

3 3.2 Identifica as três palavras “intrusas” na caixa anterior e indica a sua classe.
________________________________________________________________________

4 “Nunca o Silvestre tinha tido uma pega com ninguém.” (linha 1)

4 4.1 Refere o tempo e o modo em que se encontra a forma verbal da frase anterior.

________________________________________________________________________

3 4.2 Conjuga o verbo principal dessa forma verbal, nos seguintes tempos do modo indicativo:
(1 x 3)
a) pretérito imperfeito: __________________________
b) pretérito mais-que-perfeito: ___________________
c) futuro perfeito: ______________________________

6 5 Reescreve as frases, começando-as pelo elemento apresentado.


(2 x 3)
a) Mas disse-o sem um desejo de discórdia.
Talvez _____________________________________________________________________
b) Quem lhe encomendou o sermão?
Ele _______________________________________________________________________
c) E eu a ligar-lhe.
Não _______________________________________________________________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 Toda a confusão em torno da palavra inócuo acontece depois do Silvestre ter declarado
que “o trabalho de um homem de enxada não era de forma alguma bem pago”.
Redige um texto (entre 150 a 200 palavras) em que apresentes a tua visão sobre a
qualidade dos salários e do trabalho dos portugueses. Deves apresentar pelos menos 2
razões que justifiquem a tua opinião e uma conclusão coerente.
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teste de avaliação 07
33

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o excerto da obra de Teolinda Gersão e responde às questões que te são
colocadas de forma completa, clara e precisa.

Avó e neto contra vento e areia


Tinham ido à praia, porque estava uma manhã bonita. A avó vestia uma saia clara e levava
o neto pela mão. Ia muito contente, e o seu coração cantava.
O neto levava um balde, porque se propunha apanhar conchas e búzios, como já fizera de
outras vezes em que tinha ido à praia com a avó.
5 Ir à praia com a avó era uma das melhores coisas que lhe podiam acontecer nos dias livres.
Por isso também ele ia contente, e o balde dançava-lhe na mão.
A praia estava como devia estar, com sol e ondas baixas. Quase não havia vento, e a água
do mar não estava fria. Por isso o neto teve muito tempo de procurar conchas e búzios e de
tomar banho no mar. A avó sentou-se num rochedo, e ficou a olhar o neto, por detrás dos óculos.
10 Nunca se cansava de olhá-lo, porque o achava perfeito. Se pudesse mudar alguma coisa nele,
não mudaria nada.
Olhava para ele, também, para que não se perdesse. A mãe do neto confiava nela. Deixava-o
à sua guarda, em manhãs assim. A avó sentia-se orgulhosa: ainda era suficientemente forte
para ter alguém por quem olhar. Ainda era uma avó útil, antes que viesse o tempo que mais
15 temia, em que poderia tornar-se um encargo para os outros. Mas na verdade essa ideia não a
preocupava muito, porque tencionava morrer antes disso.
Estava uma manhã tão boa que também a avó tirou a blusa e a saia e ficou em fato de banho.
Depois tirou os óculos, que deixou em cima de um rochedo, e entrou no mar, atrás do neto, que
nadava à sua frente, muito melhor e mais depressa do que ela.
20 – Não te afastes, dizia a avó, um pouco ofegante. Volta para trás!
A avó fazia gestos com as mãos, para que voltasse, o neto ria-se, mergulhava e nadava para
a frente, e depois regressava, ao encontro dela.
A avó não sabia mergulhar, mas deixava o neto mergulhar sozinho. Ele só tinha cinco anos,
mas nadava como um peixe.
25 No entanto nunca ia demasiado longe, nem mergulhava demasiado fundo, para não assustar
a avó. Sabia que ela era um bocado assustadiça, e ele gostava de protegê-la contra os medos.
A avó tinha medo de muitas coisas: dos paus que podiam furar os olhos, das agulhas e al-
finetes que se podiam engolir se se metessem na boca, das janelas abertas, de onde se podia
cair, do mar onde as pessoas se podiam afogar. A avó via todos esses perigos e avisava. Ele
30 ouvia, mas não ligava muito. Só o suficiente.
Não tinha medo de nada, mas, apesar disso, gostava de sentir o olhar da avó. De vez em quando
voltava a cabeça, para ver se ela lá estava sentada, a olhar para ele. Depois esquecia-se dela
a voltava a ser o rei do mundo.
Por isso se sentiam tão bem um com o outro.
35 Quando saía com o neto, a avó tinha a sensação de entrar para dentro de fotografias, tiradas
nos mesmos lugares, muitos anos antes. Era uma sensação de deslumbramento e de absoluta
Testes_LP7_-alteracoesFINAL.qxd:Ciências 13/07/10 18:14 Page 34

34

segurança, porque as coisas boas já vividas ninguém as podia mudar: eram instantes absolutos,
que durariam para sempre.
Outras vezes a avó pensava que a vida era como uma lição já tão sabida, tão aprendida de cor
40 e salteada, que ela se sentia verdadeiramente mestra. Mestra em quê? Ora, em tudo e em nada:
nascimento, morte, amor, filhos, netos, tudo, enfim. A avó tinha a sensação de entender o mundo.
GERSÃO, Teolinda, A mulher que prendeu a chuva e outras histórias, Sextante Editora, 2007

cotação GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

4 1 Localiza a ação do excerto no tempo e no espaço. Justifica a tua resposta com trans-
crições textuais.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
3 1.1 Indica a perspetiva do neto em relação a esse espaço.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2 “A avó sentou-se num rochedo, e ficou a olhar o neto, por detrás dos óculos.” (linha 9)
4 2.1 Refere as razões que levavam a avó a olhar para o neto.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
4 2.2 Explica por que razão ‘tomar conta do neto’ era algo importante para o bem-estar da
avó.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 3 Indica qual era uma das maiores preocupações da avó em relação a si mesma.

____________________________________________________________________________
3 3.1 Refere de que forma a avó pensava ultrapassar essa preocupação.
________________________________________________________________________

4 O rapaz também se preocupava com a avó.


2 4.1 Retira do texto um segmento que comprove esta afirmação.
________________________________________________________________________

5 “Depois esquecia-se dela e voltava a ser o rei do mundo.” (linhas 32-33)


5 5.1 Explica por palavras tuas o sentido da frase.
________________________________________________________________________

6 “A avó tinha a sensação de entender o mundo.” (linha 41)


5 6.1 Indica por que razão a avó teria a sensação de entender o mundo.
________________________________________________________________________
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35

cotação
7 Retira do texto um exemplo de cada um dos seguintes modos de expressão do nar- 3
rador. (3 x 1)

a) Narração:
_________________________________________________________________________
b) Descrição:
_________________________________________________________________________
c) Diálogo:
_________________________________________________________________________

8 Identifica o recurso expressivo presente em cada uma das frases. 3

a) “Ia muito contente e o seu coração cantava.” (linha 2) __________________________


b) “Ele só tinha cinco anos, mas nadava como um peixe.” (linhas 23-24) _____________
c) “Ora, em tudo e em nada: nascimento, morte, amor, filhos, netos, tudo, enfim.” (linhas
40-41): __________________________________________________________________

9 Tendo em conta a globalidade da obra, justifica o título do texto. 5

____________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática

1 Atenta na frase – “O neto levava um balde, porque se propunha apanhar conchas e


búzios, como já fizera de outras vezes em que tinha ido à praia com a avó.” (linhas
3-4)

1.1 Identifica o tempo e o modo das formas verbais sublinhadas. 8


(4 x 2)
a) levava: ______________________________________________________________
b) propunha: ___________________________________________________________
c) fizera: _______________________________________________________________
d) tinha ido: ____________________________________________________________

2 Atenta nas frases. 13


(13 x 1)
a) O rapaz e a avó foram à praia.
b) O neto deu a mão à avó.
c) Fizeram uma caminhada pela praia.
d) A água não estava fria.
2.1 Indica as funções sintáticas presentes em cada uma das frases.
a) ____________________________________________________________________
b) ____________________________________________________________________
c) ____________________________________________________________________
d) ____________________________________________________________________
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36

cotação 2.2 Classifica o sujeito presente em cada uma das frases.


2
a) ____________________________________________________________________
(4 x 0,5)
b) ____________________________________________________________________
c) ____________________________________________________________________
d) ____________________________________________________________________

8 3 Divide e classifica as orações das frases seguintes.


(4 x 2)
a) “Tinham ido à praia, porque estava uma manhã bonita.” (linha 1)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
b “A avó vestia uma saia clara e levava o neto pela mão.” (linhas 1-2)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
c) “Não tinha medo de nada, mas gostava de sentir o olhar da avó.” (linha 31)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
d) “Quando saía com o neto, a avó tinha a sensação de entrar para dentro de fotografias
(…)” (linha 35)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 Atenta na frase – “Não te afastes, dizia a avó um pouco ofegante. Volta para trás!”
(linha 20)

2 4.1 Coloca-a no discurso indireto.

_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

5 Atenta na frase – “A avó via todos esses perigos (…)” (linha 29)

2 5.1 Coloca-a na passiva.


_______________________________________________________________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 A avó vivia com alguns medos: medo de ser um entrave para os outros, medo dos pe-
rigos, medo de perder o neto…

Redige um texto autobiográfico, entre 150 a 200 palavras, em que dês conta de alguns
dos teus medos.
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teste de avaliação 08
37

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o excerto da obra de Isabel Allende que se segue e responde às questões
que te são colocadas de forma completa, clara e precisa.

O povo da neblina
O grupo viu-se novamente navegando rio acima. (…)
Alex esperou pela oportunidade de poder contar à avó, em privado, o estranho diálogo entre
Mauro Carías e o capitão Ariosto, que Nadia lhe tinha traduzido. Kate ouviu com atenção e não
deu mostras de incredulidade, como o neto receara. (…)
5 – Não gosto de Carías. Qual será o seu plano para exterminar os índios? – perguntou.
– Não sei.
– A única coisa que podemos fazer por agora é esperar e vigiar – concluiu a escritora. (…)
A viagem pelo rio era semelhante à que tinham feito anteriormente, de Manaus a Santa
María de la Lluvia (…). Nessa altura, o rapaz decidira fazer como Nadia e, em vez de lutar contra
10 os mosquitos empapando-se em inseticida, deixava que o atacassem, vencendo a tentação de
coçar-se. Tirou também as botas quando verificou que estavam sempre molhadas e que as
sanguessugas o mordiam da mesma forma, quer as tivesse calçadas, quer não. Da primeira
vez não se apercebeu até a sua avó lhe apontar para os pés: tinha as meias ensanguentadas.
Tirou-as e viu aqueles bichos asquerosos agarrados à sua pele, inchados de sangue.
15 À medida que avançavam, a navegação tornava-se cada vez mais difícil (…).
Tapirawa-teri, a aldeia do povo da neblina, apareceu de repente a meio do bosque, como se
tivesse a mesma capacidade dos seus habitantes para se tornar visível ou invisível à sua von-
tade. (…) Tapirawa-teri era diferente do típico shabono, o que confirmou a suspeita de Alex
que o povo da neblina não era como os outros índios e certamente tinha muito pouco contacto
20 com outras tribos do Amazonas. A aldeia não era formada por uma única cabana circular com
um pátio no centro, onde vivia toda a tribo, mas por pequenas casas, feitas de barro, pedras,
paus e palha, cobertas de ramos e de arbustos, de modo que se confundiam perfeitamente
com a Natureza. (…)
Os índios agrupavam-se por famílias, mas os rapazes adolescentes e os homens solteiros
25 viviam separados numa casa comum (…). As crianças criavam-se todas juntas, protegidas e
cuidadas pelos membros da aldeia.
Nadia descobriu que entre o povo da neblina era comum ter várias mulheres ou vários ma-
ridos. Ninguém ficava só. Se um homem morria, os seus filhos e a sua mulher eram imediata-
mente adotados por outro que pudesse protegê-los e alimentá-los. (…) O único castigo entre
30 o povo da neblina era o isolamento: o que mais receavam era serem excluídos da comunidade.
Quanto ao resto, a noção de prémio e castigo não existia entre eles, as crianças aprendiam
imitando os adultos porque, se não o fizessem, estavam destinadas a perecer. (…) Cada qual
aprendia segundo o seu próprio ritmo e de acordo com a sua capacidade.
ALLENDE, Isabel, A cidade dos deuses selvagens, Difel, 2002
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38

cotação
GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto
4
1 Escolhe as quatro respostas corretas, entre as apresentadas, circundando-as:
(1 x 4)
A. O narrador deste excerto é a personagem principal.
B. O narrador é ausente.
C. A ação decorre no verão.
D. A ação decorre num tempo indefinido.
E. As personagens encontravam-se numa expedição no Amazonas.
F. As personagens encontravam-se numa expedição em África.
G. Podemos facilmente traçar o retrato físico e psicológico de Alex e Nadia.
H. Podemos traçar o retrato social do povo da neblina.

4 1.1 Justifica as tuas escolhas.


(1 x 4)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2 Alex partilha com a avó um diálogo que ouviu.


3 2.1 Quem pretendia aniquilar os índios?
________________________________________________________________________
4 2.2 De que forma reagiu a avó?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 Ao longo da viagem, Alex aprende a lidar com dois animais que lhe traziam problemas.
3 3.1 Identifica esses animais.
________________________________________________________________________
5 3.2 Apresenta as soluções encontradas para lidar com eles.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 Os elementos da expedição avistam uma aldeia.


4 4.1 Refere qual a principal particularidade da aldeia detetada inicialmente, e de que forma
esta se relaciona com o povo que a habita.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
4 4.2 Aponta as principais diferenças encontradas por Alex nesta aldeia, em termos de con-
tactos com o exterior e alojamento.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
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39

cotação
5 Faz a caracterização do modo de vida dos índios desta aldeia em particular, no que
4
concerne à estrutura familiar.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

6 “O único castigo entre o povo da neblina era o isolamento: o que mais receavam era
serem excluídos da comunidade.” (linhas 29-30)
6.1 Tendo em conta o modo de vida deste povo, parece-te ser este um castigo adequado? 5
Fundamenta a tua resposta.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7 As últimas duas frases do excerto apresentam modelos de vida bastante distintos


dos nossos.

7.1 Num pequeno parágrafo, demonstra se concordas ou não com esta afirmação, esta- 5
belecendo um contraponto com a filosofia de vida da nossa sociedade atual.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática

1 Indica o processo de formação das seguintes palavras. 3


(1 x 3)
a) anteriormente: ___________________________________________________________
b) invisível: _________________________________________________________________
c) capacidade: ______________________________________________________________

2 “(…) os seus filhos e a sua mulher eram imediatamente adotados por outro (…)”
(linhas 28-29)
2.1 Indica se a frase apresentada se trata de uma frase ativa ou passiva. ______________ 2

3 Procede à transformação das seguintes frases ativas para frases passivas: 8


(2 x 4)
a) Alex e Nadia fizeram uma maravilhosa expedição.
_________________________________________________________________________
b) Kate dará coisas belas aos nativos.
_________________________________________________________________________
c) Carías detesta os índios.
_________________________________________________________________________
d) O povo da neblina construiu belas casas.
_________________________________________________________________________
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40

cotação
8
4 Transforma agora as seguintes frases passivas em frases ativas:
(2 x 4) a) Nadia foi raptada pelos nativos. ___________________________________________
b) Alex será resgatado pela avó. ____________________________________________
c) Este excerto é apreciado por todos. ________________________________________
d) Os nativos foram avistados por Alex. ______________________________________
2 4.1 Identifica a função sintática das expressões sublinhadas nas frases.
________________________________________________________________________

5 Considera a seguinte frase: Alex contou um segredo à avó.


3 5.1 Identifica:
(1 x 3)
a) o sujeito da frase: ______________________________________________________
b) o complemento indireto: _________________________________________________
c) o tempo e o modo da forma verbal: ________________________________________

3 5.2 Coloca essa formal verbal no:


(1 x 3)
a) modo condicional: ______________________________________________________
b) pretérito perfeito do modo conjuntivo: _____________________________________
c) pretérito mais-que-perfeito do modo conjuntivo: ____________________________

6 6 Sublinha os pronomes e circunda os determinantes presentes nas seguintes frases:


(2 x 3)
a) Alex não gostava da sua casa, pois preferia aquela.
b) Kate falava do tal povo da neblina, mas só conhecia este.
c) Aqueles povos estavam tão escondidos que os outros não sabiam da sua existência.

GRUPO III – Produção Escrita

20 Apesar de estar numa bela ex-


pedição, Alex recorda com sau-
dade os seus pais e lembra-se
frequentemente dos quadros com
os retratos deles, que se encontra-
vam na sala de jantar.
Observa atentamente esses
quadros e procede à redação de
um texto descritivo, de 150 a 200
palavras, no qual efetues a carac-
terização física do pai e da mãe de
Alex. Com base nos pormenores Cândido Portinari, Zinaida Serebriakova,
dos quadros e usando a tua criati- Autorretrato, 1957 Autorretrato, 1909
vidade, procura também fazer o
seu retrato psicológico.
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teste de avaliação 09
41

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 60 minutos avaliação: ______________

Lê com atenção o excerto da obra de Alice Vieira que se segue e responde às questões
que te são colocadas de forma completa, clara e precisa.

Leandro, rei da Helíria


1o. ATO
Cena III
OS MESMOS MAIS VIOLETA
VIOLETA: Mas que barulheira infernal! Que BOBO: Dizia que o Príncipe Reginaldo é um
vem a ser isto? belo moço, não desfazendo...
BOBO (voltando-se para a plateia, canta): HORTÊNSIA e AMARÍLIS: Belo moço?
Que lhe hei de chamar? Berrata? 40 Deixa-me rir! (Cantam)
5 bulha? inveja? zaragata? HORTÊNSIA: Tem olhos tortos
tareia? surra? bravata AMARÍLIS: e ratos mortos
entre duas castelãs? nas algibeiras! (…)
Antes que venha a chibata, HORTÊNSIA: É fraca rês...
vou dizer que é... serenata, 45 AIAS (em coro): Dizem que é louco!
10 e que isto é amor de irmãs!... (…) HORTÊNSIA e AMARÍLIS (ao ouvido de Vio-
HORTÊNSIA: Vai, vai tocar o teu alaúde, que leta): Vai fazer pouco de nós as três!
a conversa não é contigo... VIOLETA: Não vos apoquenteis, irmãs! Se for
AMARÍLIS: Foi apenas uma breve troca de tudo isso que dizeis, eu saberei como viver
palavras em tom mais elevado. Não te im- 50 com ele. É comigo que ele quer casar, e não
15 portes, são coisas de gente crescida... com qualquer de vós. O problema é meu. (…)
VIOLETA: Que mania a vossa de ainda me VIOLETA: Senhor, minhas irmãs parecem muito
considerarem uma criança! (Virando-se preocupadas com o meu casamento ...
para o pai) Pois não é verdade, meu pai, que REI: Não quero ouvir falar de casamentos. E
o Príncipe Reginaldo chegou ao nosso reino 55 era de mim que faláveis, que eu bem vos
20 há uma semana para pedir a minha mão? ouvi!
REI (aborrecido): Falemos de outros assun- HORTÊNSIA: Senhor, se era de vós que falá-
tos ... vamos, decerto seria para gabarmos o
VIOLETA: É ou não é verdade? vosso andar escorreito, as vossas palavras
REI: É... é verdade... mas não quero pensar 60 sempre justas e acertadas...
25 nisso... estou mais preocupado com ou- BOBO (aparte): Fora as que eu lhe oiço quando
tras coisas... (…) está sozinho...
VIOLETA: Ouvistes, minhas irmãs? O Príncipe AMARÍLIS: Senhor, se era de vós que falá-
Reginaldo está neste reino, e quer casar vamos, decerto seria para louvar a vossa
comigo! 65 bondade e o vosso desprendimento pelos
30 HORTÊNSIA e AMARÍLIS (em coro): O Prín- bens materiais. (…) Pai mais bondoso que
cipe Reginaldo?! Esse pelintra? vós não existe decerto neste mundo!
REI: Meninas! Então! Tende tento na língua, REI (sorrindo): Razão tive em escolher para
minhas flores! vós nomes de flores: sois as flores da
BOBO (aparte): E depois eu é que digo incon- 70 minha vida, e melhores filhas não devem
35 veniências... ter existido à face da terra!
REI: Dizias alguma coisa, bobo? BOBO: Então e a mim, ninguém me elogia?
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42

(A cena para, e o Bobo dirige-se à plateia) REI: (…) Que bem eu fiz escolher para ti o
Salamaleques de um lado, salamaleques nome de Violeta: poderá parecer uma flor
75 do outro, confesso que já estou a começar modesta, mas o seu perfume é tão intenso
a ficar um pouco farto... (…) Então e eu? 85 que nunca passará despercebida onde
Não há por aí ninguém que saia em minha quer que se encontre.
defesa? (…) Mas agora tenho de voltar para HORTÊNSIA: Mas Hortênsia é flor de muito
a minha história, senão vocês nunca mais maior porte! (…)
80 sabem como aquilo acaba! Adeusinho! AMARÍLIS: E a flor da amarílis é de rara be-
(A ação é retomada onde estava) (…) 90 leza… (…)

VIEIRA, Alice, Leandro, rei da Helíria, Caminho, 2010

cotação GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

1 Olhando apenas para a mancha gráfica deste excerto, conseguimos perceber que
estamos na presença de um texto dramático.
4 1.1 Concordas com esta afirmação? Indica os aspetos que te auxiliaram na resposta.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
2,5 2 Quantos atores seriam precisos para representar este excerto?
___________________________________________________________________________

3 No início, percebemos que há uma discussão entre duas irmãs.


3 3.1 Demonstra a forma como o Bobo a classifica, de modo a que não seja castigado.
________________________________________________________________________

2 3.2 Identifica as duas irmãs que discutem.


________________________________________________________________________

3.3 Uma das irmãs é tratada com algum desprezo pelas outras duas.
4 3.3.1 Apresenta a irmã que era tratada desta forma, explicitando como era a relação
entre todas as irmãs, com base no texto.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

4 Perante a hipótese de casamento de Violeta, surgem diferentes reações e opiniões.


10 4.1 Indica a reação:
(2,5 x 4)
a) do Rei: ________________________________________________________________
b) das irmãs: ____________________________________________________________
c) das Aias: ______________________________________________________________
_____________________________________________________________________
d) de Violeta: ____________________________________________________________
_____________________________________________________________________
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43

cotação
5 Refere os elogios tecidos por Hortênsia e Amarílis ao Rei.
4
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

6 Há uma personagem que se sente indignada por não ser elogiada, o que dá lugar a
um aparte.

6.1 Retira do excerto as indicações cénicas que nos permitem verificar que houve uma 3
pausa no desenrolar da ação.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7 Com base no final da cena, atribui, a cada uma das filhas do rei, uma característica 4,5
psicológica.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

8 Encontra nesta cena exemplos de indicações cénicas sobre: 8


(2 x 4)
a) sentimentos das personagens:
_________________________________________________________________________
b) movimentos das personagens:
_________________________________________________________________________
c) tonalidade da voz:
_________________________________________________________________________
d) expressões do rosto:
_________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática

1 Lê as frases que se seguem e identifica os determinantes e os quantificadores.


A. Dois colegas meus gostam de Alice Vieira.
B. Os comentários eram interessantes, mas aquelas palavras desagradavam as irmãs.
C. Aqueles quatro livros de Alice Vieira são da minha irmã.

1.1 Coloca-os, agora, no local adequado do quadro apresentado: 7


(1 x 7)

Determinantes Quantificadores

A.
B.
C.
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44

cotação
2 Repara na frase B do exercício anterior.
2 2.1 Procede à divisão dessa frase complexa.
________________________________________________________________________
6 2.2 Classifica:
(3 x 2)
a) a conjunção que une essas frases:
_____________________________________________________________________
b) as orações:
_____________________________________________________________________

12 3 A partir das frases, forma outras complexas por coordenação, fazendo as alterações
(4 x 3)
necessárias e classificando a conjunção utilizada:
a) Amarílis era feliz. Ela gostava de ser um pouco mais bela.
______________________________________________ (_________________________)
b) Violeta casava. Violeta ficava solteira.
______________________________________________ (_________________________)
c) Violeta adorava música. Ela tocava alaúde.
______________________________________________ (_________________________)

4 Atenta nas seguintes frases:


A. Que seria de mim se as irmãs não tivessem começado a discussão…
B. Esta peça de teatro terá encantado várias pessoas.
8 4.1 Em relação aos complexos verbais destacados, indica:
(1 x 8)
a) os verbos auxiliares:
(A) _____________________ / (B) ______________________
b) os verbos principais:
(A) _____________________ / (B) ______________________
c) os modos dos complexos verbais:
(A) _____________________ / (B) ______________________
d) os tempos dos complexos verbais:
(A) _____________________ / (B) ______________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 No final desta cena, Amarílis e Hortênsia decidem afastar Violeta do reino…


Imagina o diálogo entre as duas irmãs, produzindo um texto entre 150 e 200 palavras,
tendo em mente, entre outros, os seguintes aspetos:
a apresentação dos motivos pelos quais querem que Violeta abandone o reino;
o que poderiam ganhar com isso;
o plano para que isso aconteça;
como e quando irão colocar o plano em prática.
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teste de avaliação 10
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nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto


Lê com atenção os poemas que se seguem e responde às questões que te são colocadas
de forma completa, clara e precisa.

(Texto A)
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam (O nome de quem se ama
Como se tivessem boca. Letra a letra revelado
Palavras de amor, de esperança, 15 No mármore distraído
De imenso amor, de esperança louca. No papel abandonado)

5 Palavras nuas que beijas Palavras que nos transportam


Quando a noite perde o rosto; Aonde a noite é mais forte,
Palavras que se recusam Ao silêncio dos amantes
Aos muros do teu desgosto. 20 Abraçados contra a morte.

De repente coloridas
10 Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas O’NEILL, Alexandre, No reino da Dinamarca,
Como a poesia ou o amor. Guimarães Editores, 1958
cotação

1 Identifica o recurso expressivo presente no título do poema e comenta a sua 3


expressividade.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

2 O nome “esperança” surge nos dois últimos versos da primeira estrofe.

2.1 Indica a palavra que caracteriza este nome e a classe a que pertence. 2

________________________________________________________________________
2.2 Concordas com o acrescento dessa palavra ao nome “esperança”? Dá a tua opinião 3
pessoal.
________________________________________________________________________
3 Na segunda estrofe, o poeta dirige-se claramente a um “tu”.

3.1 Justifica essa afirmação. 2

________________________________________________________________________
3.2 Poderemos considerar que existe um contraste entre a primeira e a segunda estrofe? 3
Fundamenta a tua resposta.
________________________________________________________________________
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46

cotação
3
4 Com o que são comparadas as palavras na terceira estrofe?
____________________________________________________________________________
2 4.1 Identifica as duas antíteses presentes nesta estrofe.
________________________________________________________________________

5 A quarta estrofe apresenta um sinal gráfico distinto das anteriores.

3 5.1 Identifica-o e justifica a sua utilização.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 6 Na última estrofe percebemos que há palavras que não precisam de ser proferidas.
Explica porquê.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

3,5 7 Atenta nas palavras que rimam, em cada estrofe, e classifica o(s) tipo(s) de rima en-
contrado(s).
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

(Texto B)
As palavras
São como um cristal, (…)
as palavras.
Algumas, um punhal, Quem as escuta? Quem
um incêndio. as recolhe, assim,
5 Outras, cruéis, desfeitas,
orvalho apenas. 15 nas suas conchas puras?

Secretas vêm, cheias de memória.


Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
ANDRADE, Eugénio de, Coração do dia,
10 as águas estremecem. Fundação Eugénio de Andrade, 1958 (adaptado)

2 8 Identifica, entre a lista apresentada, o recurso expressivo que está presente nos dois
(1 x 2) primeiros versos do poema (Texto B).
a) metáfora. c) comparação.
b) aliteração. d) anáfora.
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47

cotação
9 Completa a primeira coluna do seguinte quadro, com nomes retirados da primeira
4
estrofe. De seguida, preenche a segunda coluna, com adjetivos que associes a cada (0,5 x 8)
um dos nomes recolhidos.

As palavras são…

nome adjetivo

10 Comenta a expressividade da metáfora presente nos dois últimos versos da segunda 3

estrofe.
____________________________________________________________________________

11 O poema termina com algumas questões.

11.1 Na tua opinião, qual é a resposta para as mesmas? 4

_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

12 Consideras que os dois poemas apresentados nos dão uma visão positiva ou nega- 4,5
tiva das palavras? Elabora uma resposta pessoal a esta questão.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática
1 Retira dos poemas apresentados exemplos de: 6
(1 x 6)
a) uma forma verbal no presente do indicativo _____________________________________
b) dois nomes comuns ________________________________________________________
c) um pronome relativo ________________________________________________________
d) um pronome pessoal _______________________________________________________
e) um pronome indefinido ______________________________________________________
f) um determinante ___________________________________________________________

2 “Palavras nuas que beijas / Quando a noite perde o rosto” (Texto A – versos 5-6).
2.1 Sublinha nos versos apresentados uma conjunção. 3

2.2 Classifica essa conjunção. 3

_______________________________________________________________________
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48

cotação
3 Liga os elementos da coluna A aos da coluna B, de modo a obteres frases complexas:
4
(1 x 4)
Coluna A Coluna B

a) Gosto de palavras bonitas 1. quando estou apaixonada.


b) Sinto-me mais feliz 2. mal fique melhor.
c) Eu lia os textos 3. porque me fazem sorrir.
d) Sairei de casa 4. enquanto a Maria respondia às questões.

2 3.1 Circunda todas as conjunções que unem as frases.


(0,5 x 4)
6 4 Completa as frases que se seguem, da forma que consideres mais adequada.
(3 x 2)
a) Não lerei o poema enquanto _________________________________________________.
b) Aprecio poesia porque ______________________________________________________.
6 4.1 Classifica as orações subordinadas entretanto formadas.
(3 x 2) a) ______________________________________________________________________
b) ______________________________________________________________________

5 Atenta nos seguintes verbos copulativos apresentados:

ser estar ficar permanecer parecer

5 5.1 Completa agora as frases que se seguem com o verbo copulativo mais adequado.
(1 x 5)
a) Ela disse umas palavras ridículas! Às vezes _____________ tonta.
b) Apesar de toda aquela discussão, ele ______________ em silêncio.
c) Nós __________ felizes com os resultados.
d) O Pedro _________ um rapaz estudioso.
e) A Maria __________ muito surpreendida com a interpretação do poema.

GRUPO III – Produção Escrita

20 As palavras, tal como as imagens, despertam


em nós diferentes sentimentos.

Elabora uma descrição do quadro apresentado


(100 a 200 palavras), em prosa ou em verso, con-
siderando:
aspetos gerais e pormenores;
diferentes sensações despertadas;
sentimentos que a imagem provoca.
Não deixes de utilizar diferentes recursos ex-
pressivos para tornar a descrição mais rica. Gustav Klimt, O beijo, 1907-08
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teste de avaliação 11
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nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

Lê com atenção os poemas que se seguem e responde às questões que te são colocadas
de forma completa, clara e precisa.

(Texto A)
Poema do coração
Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
5 Então poderia dizer-vos:
“Meus amados irmãos,
falo-vos do coração”,
ou então:
“com o coração nas mãos”.

10 Mas o meu coração é como o dos compêndios.


Tem duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.

15 Por vezes acontece


ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
20 Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.

25 Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?

GEDEÃO, António, Poemas escolhidos, Edições João Sá da Costa, 1997


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50

cotação
1 O sujeito poético inicia o poema com a expressão de uma vontade ou desejo.
2 1.1 Identifica os sentimentos que desejava estarem no coração.
________________________________________________________________________
1.2 “e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.” (verso 4)
3 1.2.1 Seleciona três aspetos que, na tua opinião, poderiam fazer parte deste “tudo”
que deveria estar no coração.
___________________________________________________________________
3 1.3 Esclarece o sentido das expressões:
(1,5 x 2)
a) “fala-vos do coração” (verso 7): ___________________________________________
b) “com o coração nas mãos” (verso 9): ______________________________________
1,5 1.4 A apóstrofe “Meus amados irmãos” (verso 6) parece remeter-nos para uma situação
discursiva particular. Seleciona, entre as opções apresentadas, o local onde tais pa-
lavras poderão ser mais frequentemente utilizadas.
a) Numa conversa de amigos.
b) Numa igreja, durante a missa.
c) Num diálogo com um elemento da família.

2 A segunda estrofe demarca-se claramente da primeira.

2 2.1 Indica qual a palavra responsável por essa demarcação, justificando a tua resposta.
________________________________________________________________________

4 2.2 Transcreve desta estrofe os vocábulos que remetem para uma descrição científica
do coração enquanto órgão.
________________________________________________________________________

3 No início da terceira estrofe, o sujeito poético parece escapar a uma definição cien-
tífica do coração.
3 3.1 Refere o acontecimento que parece fazer o coração “estremecer”.
________________________________________________________________________
2 3.2 No entanto, no final da estrofe, como é explicado esse “estremecer” do coração?
________________________________________________________________________

4 A última estrofe do poema remete-nos para um contexto específico.


2 4.1 Identifica-o.
________________________________________________________________________
3 4.2 De que forma responderias à questão colocada pelo poeta?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
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(Texto B)
De tarde
Naquele “pic-nic” de burguesas, Pouco depois, em cima duns penhascos,
Houve uma coisa simplesmente bela, 10 Nós acampámos, inda o sol se via;
E que, sem ter história nem grandezas, E houve talhadas de melão, damascos,
Em todo o caso dava uma aguarela. E pão-de-ló molhado em malvasia(2).

5 Foi quando tu, descendo do burrico, Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Foste colher, sem imposturas tolas, Dos teus dois seios como duas rolas,
A um granzoal(1) azul de grão-de-bico 15 Era o supremo encanto da merenda
Um ramalhete rubro de papoulas. O ramalhete rubro das papoulas!
VERDE, Cesário, in ANDRADE, Eugénio de, Poemas
portugueses para a juventude, Edições ASA, 2002

(1)
Granzoal: terreno semeado de grão-de-bico.
(2)
Malvasia: vinho doce.

cotação
5 Esta composição poética demarca-se claramente da anterior, por dois motivos princi-
pais: a sua temática e a presença, neste poema, de uma estrutura narrativa subjacente.
5.1 Indica qual o tema deste poema. 2

________________________________________________________________________
5.2 Apresenta: 4,5
(1,5 x 3)
a) o espaço onde decorre a ação: ____________________________________________
b) o tempo: ______________________________________________________________
c) as personagens: _______________________________________________________

6 Encontra no poema um exemplo de: 4


(2 x 2)
a) uma sensação visual: _______________________________________________________
b) uma sensação gustativa: ____________________________________________________

7 A musicalidade do poema deriva, em grande parte, da rima, do ritmo dos versos e


das várias aliterações.
7.1 Indica o tipo de rima presente no poema. 3

________________________________________________________________________
7.2 Transcreve um exemplo de aliteração. 3

________________________________________________________________________
7.3 Faz a escansão dos dois primeiros versos da segunda quadra. 3

________________________________________________________________________

8 Classifica as estrofes deste poema, quanto ao número de versos. 3

________________________________________________________________________
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52

cotação
GRUPO II – Gramática

8 1 Indica a classe e subclasse das seguintes palavras.


(2 x 4)
a) realmente: _______________________________________________________________
b) ou: ______________________________________________________________________
c) com: _____________________________________________________________________
d) não: _____________________________________________________________________

8 2 Indica o tempo e o modo das seguintes formas verbais.


(2 x 4)
a) queria: ___________________________________________________________________
b) estivesse: ________________________________________________________________
c) poderia: __________________________________________________________________

3 “Meus amados irmãos, / falo-vos do coração” (Texto A – versos 6-7).


8 3.1 Identifica as funções sintáticas desempenhadas pelas expressões sublinhadas.
________________________________________________________________________

8 4 Redige frases complexas, nas quais utilizes:


(4 x 2)
a) uma conjunção coordenativa adversativa
_________________________________________________________________________
d) uma conjunção subordinativa temporal
_________________________________________________________________________

GRUPO III – Produção Escrita

20 Como trabalho de casa, o professor de Português propôs a escrita de uma página de


um diário, onde abordasses as tuas reações ao primeiro poema e falasses de todos os
sentimentos, bons ou menos bons, que fazem parte do teu coração.
Redige uma entrada do teu diário onde dês conta das tuas reações ao primeiro poema
e aos sentimentos, bons ou menos bons, que fazem parte do teu coração. Escreve 150 a
200 palavras e respeita a estrutura e as características do texto diarístico.
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teste de avaliação 12
53

nome: ____________________________________________________ nº: ____ turma: _____

data: ____/____/____ duração: 90 minutos avaliação: ______________

GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto


Lê com atenção o excerto do conto de Miguel Torga e responde às questões que te são
colocadas de forma completa, clara e precisa.

Miura
Fez um esforço. Embora ardesse numa chama de fúria, tentou refrear os nervos e medir
com a calma possível a situação. Estava, pois, encurralado, impedido de dar um passo, à espera
de que lhe chegasse a vez! Um ser livre e natural, um toiro nado e criado na lezíria ribatejana,
de gaiola como um passarinho, condenado a divertir a multidão!
5 Irreprimível, uma onda de calor tapou-lhe o entendimento por um segundo. O corpo, in-
chado de raiva, empurrou as paredes do cubículo, num desespero de Sansão.
Nada. Os muros eram resistentes, à prova de quanta força e quanta justa indignação pu-
desse haver. Os homens, só assim: ou montados em cavalos velozes e defendidos por arame
farpado, ou com sebes de cimento armado entre eles e a razão dos mais…
10 Palmas e música lá fora. O Malhado dava gozo às senhorias…
Um frémito de revolta arrepiou-lhe o pêlo. Dali a nada, ele. Ele Miura, o rei da campina!
A multidão calou-se. Começou a ouvir-se, sedante, nostálgico, o som grosso e pacífico das
chocas.
A planície!…O descampado infinito, loiro de sol e trigo… O ilimitado redil das noites luarentas,
15 com bocas mudas, limpas, a ruminar o tempo… A fornalha escaldante, sedenta, desesperante,
que o estrídulo das cegarregas levava ao rubro.
Novamente o silêncio. Depois, ao lado, passes incertos de quem entra vencido e humilhado
no primeiro buraco…
Refrescou as ventas com a língua húmida e tentou regressar ao paraíso perdido.
20 A planície…
Um som fino de corneta.
Estremeceu. Seria agora? Teria chegado, enfim, a sua vez?
Não chegara. Foi a porta da esquerda que se abriu, e o rugido soturno que veio a seguir era
do Bronco.
25 Sem querer, cresceu outra vez quanto pôde para as paredes estreitas do cárcere. Mas a in-
dignação e os músculos deram em pedra fria.
A planície… O bebedoiro da Terra-Velha, fresco, com água limpa a espelhar os olhos…
Assobios.
O Bronco não fazia bem o papel…
30 Um toque estranho, triste, calou a praça e rarefez o curro.
Rápida e vaga, a sombra do companheiro passou-lhe pela vista turva. Apertou-se-lhe o co-
ração. Que seria?
Palmas, música, gritos.
Um largo espaço assim, com o mundo inteiro a vibrar para além da prisão. Algum tempo
35 depois, novamente o silêncio e novamente as notas lúgubres do clarim.
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54

cotação Todo inteiro a escutar o dobre afinado, abrasado de não sabia que lume, Miura tentava em
vão encontrar no instinto confuso o destino do amigo.
Subitamente, abriu-se-lhe sobre o dorso um alçapão, e uma ferroada fina, funda, entrou–lhe
na carne viva. Cerrou os dentes, e arqueou-se, num ímpeto.
TORGA, Miguel, Bichos, Lisboa, BIS, Leya, 2008

GRUPO I – Compreensão / Interpretação de Texto

1 No início do excerto, é referido que Miura fez um esforço.


3 1.1 Indica que esforço foi esse.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
3 1.2 Refere as razões que estão na base desta reação de Miura.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
4 1.3 Indica a forma como Miura se sentia em relação à situação a que estava sujeito. Jus-
tifica a tua resposta com transcrições textuais.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 2 Identifica a focalização do narrador presente em cada um dos excertos seguintes.


(2 x 2)
a) “Fez um esforço. Embora ardesse numa chama de fúria, tentou refrear os nervos e
medir com a calma possível a situação.” (linhas 1-2):
_________________________________________________________________________
b) “Um ser livre e natural, um toiro nado e criado na lezíria ribatejana, de gaiola como um
passarinho, condenado a divertir a multidão!” (linhas 3-4):
_________________________________________________________________________
2 3 Atenta na frase – “Embora ardesse numa chama de fúria (…)” (linha 1)
3.1 Identifica o recurso expressivo presente.
________________________________________________________________________

4 4 Apresenta a perspetiva que Miura tinha dos humanos, justificando a tua resposta.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

5 “Palmas e música lá fora.” (linha 10)


3 5.1 Refere o que pensou Miura quando ouviu as palmas e a música.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
4 6 Indica a estratégia usada por Miura para se abstrair da situação em que estava.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
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55

cotação
7 Refere a razão para Miura ter estremecido quando ouviu o som da corneta.
3
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
8 “Não chegara. Foi a porta da esquerda que se abriu, e o rugido soturno que veio a
seguir era do Bronco.” (linhas 23-24)
8.1 Explicita a visão que Miura tinha sobre o desempenho de Bronco. 2

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
8.2 Indica as razões que estão na base dessa visão. 3

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
8.3 Refere em que pensava Miura, quando sentiu a ferroada fina. 3

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
9 Concentra-te, agora, na globalidade da obra.
9.1 Indica o que significava a ferroada fina que Miura sentiu. 3

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
9.2 Apresenta o desfecho da ação. 4

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

GRUPO II – Gramática
1 Preenche o quadro em baixo, tal como no exemplo. 10
(10 x 1)
Nome Verbo Adjetivo

indignação indignar indignado


possível
raiva
defendido
refrescar
abrir

2 Retira do texto (linhas 1-9) um exemplo de: 4


(4 x 1)
a) Pretérito imperfeito do conjuntivo: ____________________________________________
b) Particípio: ________________________________________________________________
c) Pretérito perfeito do indicativo: _______________________________________________
d) Pretérito imperfeito do indicativo: _____________________________________________
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56

cotação
4
3 Nas frases que se seguem, substitui a expressão sublinhada pelo respetivo pronome.
(4 x 1) a) Fez um esforço. ___________________________________________________________
b) Tentou refrear os nervos. ____________________________________________________
c) Uma onda de calor tapou-lhe o entendimento. __________________________________
d) O corpo, inchado de raiva, empurrou as paredes. _________________________________
2 3.1 Depois de procederes à pronominalização, coloca a frase d) na negativa.
________________________________________________________________________
10 4 Identifica as funções sintáticas presentes nas frases abaixo apresentadas.
(10 x 1)
a) Uma onda de calor tapou-lhe o entendimento.
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
b) Refrescou as ventas com a língua húmida.
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
c) A indignação e os músculos deram em pedra fria.
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

3 4.1 Classifica o sujeito presente em cada uma das frases.


a) _____________________________________________________________________
b) _____________________________________________________________________
c) _____________________________________________________________________

2 5 Classifica a oração sublinhada.


“A fornalha escaldante, sedenta, desesperante, que o estrídulo das cegarregas le-
vava ao rubro.” (linhas 15-16)
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

GRUPO III – Produção Escrita


20 A personagem principal do conto Miura é um touro que terá de enfrentar a arena,
situação que tem vindo a tornar-se polémica em Portugal nos últimos anos.
Redige um texto argumentativo (entre 150 a 200 palavras) onde tomes posição sobre
as touradas portuguesas.
Deves começar por definir a tese que vais defender (ex.: As touradas são uma mani-
festação de crueldade dos humanos sobre os animais ou As touradas são uma manifes-
tação cultural portuguesa que faz parte da sua tradição) e apresentar dois argumentos e
dois exemplos que sustentem a sua defesa. O texto deverá terminar com uma conclusão.
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Correção dos testes


57

Teste de avaliação 1 pág. 9 3 a) O rei expulsou-a do palácio.


b) É porque a comida não o tem.
Grupo I 3.1 Talvez o rei a tenha expulsado do palácio.
1 O narrador deste conto é ausente ou não participante, 4 a) O príncipe viu isto – oração coordenada / e ficou
uma vez que não participa na ação, narrando apenas logo apaixonado por ela – oração coordenada copula-
os acontecimentos na 3a. pessoa: “Um rei tinha três fi- tiva
lhas; perguntou a cada uma delas, por sua vez, qual b) Começou então a espreitá-la – oração subordinante
era a mais sua amiga.” / porque ela só cozinhava às escondidas – oração su-
2 2.1 O desafio é demonstrar, através das suas palavras, bordinada adverbial causal
o quanto gostam do seu pai. c) Para as festas de noivado convidou-se o rei – oração
2.2 Uma vez que a filha mais nova não correspondeu subordinante / que tinha três filhas – oração subordi-
às expectativas do pai, este expulsou-a do palácio, o nada adjetiva relativa
que fez com que ela se tornasse uma simples cozi-
5 5.1 A filha foi logo reconhecida pelo rei.
nheira noutro palácio.
2.3 Diretamente, a filha mais nova do rei é caracterizada 6 6.1 Respondeu a do meio que gostava mais de seu pai
da seguinte forma: “muito triste”, “cozinheira” e “vestida
do que dela mesma.
com trajos de princesa”. Indiretamente, podemos dedu-
zir que amava muito o seu pai, era determinada e astuta. Grupo III – Resposta livre.
3 3.1 A ação decorre num tempo indefinido no passado.
No texto surge apenas a expressão “um dia”. Relativa-
Teste de avaliação 2 pág. 13
mente à localização espacial, temos referência a um
“palácio” e a um outro “palácio” (linha 9).
3.2 Não, as marcas apresentadas são insuficientes Grupo I
para caracterizar claramente o tempo e o espaço, pois 1 1.1 As personagens do conto são um velho, chamado
são todas muito vagas. Vlademiro, e o narrador.
4 4.1 Possibilidades de resposta: “(…) e botou-a fora do pa- 1.2 Quanto ao relevo, a personagem Vlademiro é per-
lácio.” (linhas 8-9); “(…) tirou por condição (…)” (linha 17); sonagem principal.
“(…) cozinhar pela sua mão (…)” (linha 17); “(…) porque 1.3.1 Vlademiro mantém uma relação especial com
é que não tinha botado sal na comida.”(linhas 24-25). um banco de jardim, de tal forma que esse banco fun-
ciona como a sua morada, fazendo, simultaneamente,
5 5.1 O recurso expressivo presente neste excerto é a parte de si.
comparação. 1.4 Vlademiro recebeu o seu nome a partir da avenida
6 6.1 Situação inicial: da linha 1 à linha 7; parte prepa- que se encontra perto do jardim onde reside.
ratória: da linha 8 à linha 10 (“... cozinheira.”); nó da in-
2 2.1 O acontecimento principal deste conto é a retirada
triga: da linha 10 (“Um dia…”) à linha 25 (“… comida.”);
do banco de jardim onde residia Vlademiro para se pro-
desenlace: da linha 25 (“Veio então…”) à linha 28.
ceder à instalação de um edifício bancário.
7 Resposta livre. 2.2 O narrador encara esta mudança com alguma tris-
teza, pois considerava que o jardim era o último refú-
Grupo II gio do velho.
2.3 Inicialmente, Vlademiro parece ficar eufórico com
1 1.1 Adjetivo. a notícia, mas, à medida que conversa com o narrador,
1.2 Grau superlativo absoluto analítico. confessa que a sua alegria é fingida.
1.3 Possibilidade de respostas: a) Ela foi mais triste
do que as irmãs. b) Ela foi tristíssima. 3 3.1 Possibilidade de resposta: O narrador faz esta afir-
2 mação pois considera que o jardim, local de encontro
e convívio entre as pessoas, vai dar lugar a um banco,
Verbo Verbo
Verbo que é um espaço mais impessoal e identificado com a
Verbo transitivo
transitivo transitivo direto e realidade urbana.
intransitivo direto indireto indireto
4 Vlademiro partilha com o narrador a história da sua mu-
O rei fez uma
pergunta às X lher, que faleceu, e o modo como lidou com a sua doença.
filhas.
O rei expulsou 5 Não, não podemos dizer que Vlademiro era um homem
a filha mais X feliz, pois, como ele próprio afirma, “só choro quando
nova.
o jardim já dormiu.”
O rei assistia
ao casamento X
da filha.
6 a) “só choro quando o jardim já dormiu…” (linha 30);
Todos comiam
b) “Risada triste, descolorida.” (linha 17).
X
com vontade.
7 a) 5; b) 3; c) 1; d) 2; e) 4.
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Correção dos testes


58

8 8.1 Resposta pessoal. 6 6.1 A expressão textual que comprova estes diferen-
8.2 Resposta pessoal. tes sentimentos de Rose em relação ao avô e à avó é:
“Aliados, unha com carne, tínhamos a avó como ini-
Grupo II migo comum.” (linha 29).

7 7.1 Rose tinha dificuldade em imaginar que a avó já


1 1.1 Pretérito perfeito do indicativo.
tinha sido criança, porque a achava demasiado severa
1.2 Verbo auxiliar e ajuizada, como podemos comprovar através da ex-
1.3 Arrancaram os outros, verteram-nos em tábua pressão “(…) se tivera sempre o tamanho e o juízo que
avulsa para finalidades de lenha. lhe conhecia.” (linhas 30-31) e do último parágrafo do
texto (linhas 32-33).
2 2.1 Trata-se de um nome (comum), no grau diminutivo.
2.2 a) irmão / irmã / irmãos / irmãozinho; Grupo II
b) homem / mulher / homens / homenzinho / homen-
zarrão; 1 1.1 Sujeito.
c) rapaz / rapariga / rapazes / rapazinho / rapagão;
2 a) Sujeito simples; b) Sujeito indeterminado; c) Sujeito
d) cão / cadela / cães / cãozito / canzarrão;
subentendido; d) Sujeito composto; e) Sujeito suben-
e) velho / velha / velhos / velhinho. tendido; f) Sujeito indeterminado; g) Sujeito composto.
3 a) palavra derivada por sufixação; b) palavra derivada 3 a) impessoal; b) unipessoais.
por parassíntese; c) palavra derivada por prefixação;
d) palavra derivada por prefixação e sufixação. 4 a) deviam; b) preocupava; c) desistiam.
4 4.1 a) Está a procurar/está à procura da melhor das ver- 5 a) vamos; seja; b) tivesse; c) mude; d) interesse; e) leu;
dades; b) Eu nunca lhe falei da minha falecida?; c) O
f) visitou; viu.
velho conta-me a história da sua mulher que morreu.
6 a) regular (1a. conjugação); b) irregular (1a. conjugação);
Grupo III – Resposta livre.
c) irregular (2a. conjugação); d) irregular (2a. conjugação);
e) regular(3a. conjugação); f) irregular (3a. conjugação).

Teste de avaliação 3 pág. 17 Grupo III – Resposta livre.

Grupo I
A personagem principal encontrava-se na sala de visitas. Teste de avaliação 4 pág. 21
1
1.1 Ela gostava de se sentar num cadeirão fofo, ficar
imóvel durante uns momentos e depois observar os ál- Grupo I
buns que se encontravam na mesinha. 1 Este excerto pode ser claramente dividido em três mo-
mentos principais: introdução – corresponde à apre-
2 O avô gostava que a protagonista se chamasse Kata-
sentação da situação (o “problema” com a gaivota) e
rina, mas a mãe da protagonista preferia nomes que
das personagens principais do excerto (Zorbas e Sa-
estavam na moda.
betudo) (linhas 1-8); desenvolvimento – onde encon-
2.1 Rose gostava do seu nome, que estava na moda. tramos as diferentes tentativas para solucionar o
2.2 Rose gostava que o avô trocasse o seu nome, pois problema exposto por Zorbas (linhas 9-22); conclusão
entendia isso como um sinal de intimidade entre ambos – encontrada a solução para o problema, as persona-
(dado que Katarina era o nome da mãe do avô). gens decidem empreender então os seus esforços
para o solucionar (linhas 23-32).
3 3.1 A foto que Rose admira de forma mais demorada
é a foto de sua mãe, da qual se encontra afastada, e 2 Sabetudo encontrava-se exaltado pois os ratos tinham
que considerava muito bonita. comido uma página inteira do atlas, onde constava o
3.2 b) e d). mapa de Madagáscar.
2.1 Sabetudo utiliza o adjetivo “terrível” para caracte-
4 N ão, Rose não se encontrava triste por estar longe dos rizar o sucedido.
pais, pois tinha o seu avô, companheiro e confidente.
3 3.1 Zorbas contou a Sabetudo a triste história da gai-
5 O avô mostra a Rose a localização dos EUA e de Nova vota doente e como a tinha encontrado em petróleo.
Iorque no atlas porque era lá que viviam o tio Josef e 3.2 Zorbas terá recorrido a esta personagem, pois ela
a tia Gertrud, os filhos dos avós. revelava uma enorme sabedoria, tal como o nome in-
5.1.1 Rose concluiu que o avô era muito inteligente, dica, podendo assim ajudá-lo na resolução do seu pro-
pois fazia comparações sábias. blema.
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59

3.3 Não, a solução proposta inicialmente por Sabetudo


Teste de avaliação 5 pág. 25
(procurar na enciclopédia informações sobre as gaivo-
tas) não foi eficaz, pois a informação fornecida nesta en- Grupo I
trada não ajudava na resolução do problema.
1 Trata-se de um narrador participante, uma vez que
3.4 Encontraram a solução para o problema na página
narra a história na 1ª pessoa: “Agora entro, sento-me
dedicada à palavra “tira-nódoas”.
de perna cruzada, puxo um cigarro, e à pergunta de
3.5 Colonello diz que há um boião com benzina na cave sempre respondo soprando o fumo.”
do restaurante e que basta Secretário molhar o seu
rabo em benzina para poderem ir tratar da gaivota. 2 Esse momento é visível, quando o narrador afirma:
3.5.1 Secretário recusa-se inicialmente a aceder à ideia “Lembro-me muito bem de como tudo se passava.”
proposta por Colonello, mas ele convence-o, ofere-
3 O narrador começa por falar das suas idas ao barbeiro,
cendo-lhe uma dupla ração de fígado com natas.
quando era criança.
3.1 O narrador ficava tão assutado que percorria o ca-
4 a) As reticências são utilizadas nesta expressão para minho rente às paredes e a mãe tinha de se mostrar
dar a ideia de que Sabetudo estava a pensar numa so- zangada para o obrigar a ir.
lução; b) As aspas são utilizadas nesta expressão, pois
4 “Como o tempo corria devagar!”
Sabetudo encontra-se a ler uma frase retirada da en-
ciclopédia que estava a consultar. 5 É visível que a ordem que mestre Finezas dava ao nar-
5 rador era cumprida, porque ele afirma que não podia
Não, a ação deste excerto não pode ser considerada
mexer-se, bocejar ou coçar-se.
como uma ação fechada, visto que a conclusão do
mesmo não apresenta a resposta à questão se, de 6 O narrador sentia medo e, ao mesmo tempo, admira-
facto, as personagens conseguiram salvar a gaivota ção.
do petróleo.
7 7.1 Mestre Finezas destacava-se no teatro porque de-
6 6.1 Possibilidade de resposta: Com base no título da sempenhava sempre os papéis do herói que morria a
obra, podemos deduzir que Zorbas conseguiu ajudar lutar pela justiça.
uma gaivota, ensinando-a a voar, mas não sabemos se 7.2 O narrador sentia que entrava num mundo diferente
se trata da mesma gaivota. porque as pessoas que desempenhavam o papel de ato-
res agiam de maneira diferente do dia-a-dia, quer na
Grupo II forma como falavam quer nos gestos que produziam.
7.3 O desempenho de mestre Finezas era de tal forma
1 a) “Esses malditos ratos comeram uma página inteira convincente que, uma vez, o narrador ficou mesmo sur-
do atlas.” preendido, quando viu o barbeiro a caminhar na rua, no
b) “A gente dá-te uma mãozinha (…)”. dia a seguir a ter morrido no palco.
c) O Sabetudo contactou os outros gatos ontem.
8 8.1 O narrador admirava também o mestre Finezas pela
d) Colonello descobriu a solução.
forma como ele tocava violino.
2 Modificador. 9 a) Enumeração (também adjetivação).
b) Comparação.
3 a) complemento direto; modificador; b) modificador; c) Personificação.
c) complemento oblíquo; d) modificador; e) comple-
mento oblíquo; f) complemento direto; complemento Grupo II
indireto; g) vocativo; predicativo do sujeito.
1 a) Palavra derivada por prefixação.
4 Possibilidade de respostas: a) O Zorbas telefonou ao b) Palavra derivada por sufixação.
Sabetudo; b) O Zorbas saiu ontem; c) O Colonello foi
a Lisboa.
2 2.1 Grau comparativo de superioridade.
2.2 Predicativo do sujeito.
5 a) televisão: composição morfológica; b) bibliografia: 2.3 Verbo copulativo.
composição morfológica; c) quebra-nozes: composição
3 3.1 Está: imperativo; repetia: indicativo; segurando: ge-
morfossintática; d) tenente-coronel: composição mor-
rúndio.
fossintática; e) arco-íris: composição morfossintática; 3.2 Vocativo.
f) bicolor: composição morfológica.
4 4.1 O pronome aparece em posição pré-verbal, uma vez
6 a) qualificativo; b) numeral; c) qualificativo; d) quali- que a frase é negativa.
ficativo; e) numeral.
5 5.1
Grupo III – Resposta livre. a) Ninguém;
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Correção dos testes


60

b) eu; o;
c) outro.
3 3.1 a) nunca, logo, ainda; b) cá, lá; c) bem, depressa,
facilmente, abertamente; d) bastante, tão; e) não; f)
Grupo III – Resposta livre. também, apenas.
3.2 sem, desde, com (são preposições).

Teste de avaliação 6 pág. 29 4 4.1 Pretérito mais-que-perfeito composto do modo in-


dicativo.
Grupo I 4.2 a) tinha; b) tivera; c) terá tido.
1 O título do conto é “A palavra mágica” e pode ser en-
contrado na obra Contos. 5 a) Talvez o dissesse sem um desejo de discórdia.
b) Ele encomendou-lhe o sermão.
2 2.1 As características apontadas apresentam Silvestre
c) Não lhe liguei.
como um homem pacífico (“Nunca (…) tinha tido uma
pega com ninguém.” – linha 1) e desprendido dos valores
Grupo III – Resposta livre.
materiais (“Dar aliviava.” – linha 4), embora detivesse al-
gumas posses consideráveis e se destacasse, por isso,
no meio social onde se movimentava.
Teste de avaliação 7 pág. 33
3 3.1 O que levou a esta discussão foi a referência feita
por Silvestre, numa conversa, à baixa remuneração do Grupo I
trabalho agrícola, o que provocou no Ramos uma rea-
ção bastante agressiva. 1 A ação decorre numa praia, durante a manhã: “Tinham
3.2 Ramos terá chamado “inócuo” a Silvestre para o ido à praia, porque estava uma manhã bonita”.
ofender. 1.1 O neto gostava muito de ir à praia; para ele, era até
3.3 Silvestre reagiu não com agressividade, mas, como “uma das melhores coisas que lhe podiam acontecer
não desejava que o tomassem por parvo, devolveu o nos dias livres”.
insulto a Ramos.
2 2.1 A avó olhava para o neto porque o admirava muito
4 4.1 Tanto Ramos como Silvestre desconheciam o sig-
e também para tomar conta dele.
nificado da palavra “inócuo”.
2.2 A avó gostava de tomar conta do neto, porque era
5 As personagens que atribuíram novos significados à uma forma de ela se sentir útil. Ter a responsabilidade
palavra “inócuo” foram dois homens que assistiram à de alguém a seu cargo era algo que a orgulhava.
discussão entre Ramos e Silvestre e a mulher do Pau-
lino. 3 Uma das maiores preocupações da avó era chegar o
5.1 A palavra “inócuo” adquire neste excerto os se- dia em que tivesse que ficar dependente de alguém e
guintes significados: lombeiro, vadio e bêbedo. ser um encargo para essa pessoa.
5.2 Neste excerto, encontramos a representação de 3.1 A avó tranquilizava-se, pensado que morreria
um espaço social marcadamente rural, onde prevalece, antes que esse dia chegasse.
provavelmente, um baixo nível de escolarização. Logo,
não é de estranhar que seja neste meio que uma palavra 4 4.1 “…ele gostava de protegê-la contra os medos.”
um pouco mais complexa e desconhecida dê origem à (linha 26)
atribuição, por parte de diferentes pessoas, de distin-
tos significados. 5 5.1 Esta frase significa que, a dada altura, o rapaz abs-
6 a) demasiado zangado; enfurecido com o que foi dito; traía-se das preocupações da avó e voltava a correr
b) não fizessem dele parvo ou ignorante; c) era al- riscos, confiante em si.
guém que não causava conflitos ou gerava discórdias.
6 6.1 A sensação de entendimento do mundo pela avó
7 Sim, é realmente irónico que uma palavra cujo signifi- advinha da sua longa experiência de vida.
cado remete para algo inofensivo seja imbuída de
novos sentidos, todos eles pejorativos. 7 a) “Estava uma manhã tão boa que também a avó tirou
a blusa e a saia e ficou em fato de banho. Depois tirou
8 8.1 a) (verbo) 3; b) (nome) 2; c) (nome) 5; d) (nome) 4; os óculos, que deixou em cima de um rochedo, e entrou
e) (adjetivo) 1. no mar, atrás do neto, que nadava à sua frente, muito
melhor e mais depressa do que ela.” (linhas 17-19)
Grupo II
b) “Tinham ido à praia, porque estava uma manhã bo-
1 1.1 Composição morfossintática. nita. A avó vestia uma saia clara e levava o neto pela
mão. Ia muito contente, e o seu coração cantava”. (li-
2 a) re-: repetição; b) des-: negação; c) extra-: intensi- nhas 1-2)
dade, excesso; d) anti-: oposição; e) im-: movimento; c) Não te afastes, dizia a avó, um pouco ofegante.
f) pre-: posição. Volta para trás!” (linha 20)
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61

8 a) Personificação. Teste de avaliação 8 pág. 37


b) Comparação.
Grupo I
c) Enumeração.
1 B, D, E, H.
9 O título da obra ilustra o ponto central da história: a 1.1 No que concerne ao narrador, verificamos que ele
avó e o neto terem estado submetidos a um vento é ausente, pois o texto está redigido na 3a. pessoa. Por
forte que fazia esvoaçar a areia, numa altura em que outro lado, não temos referências temporais concre-
a avó se sentiu perdida. No entanto, conseguiram ul- tas que nos permitam definir exatamente o tempo da
trapassar esse obstáculo e, no final, saíram vitorio- ação. Existe ainda uma referência espacial específica
sos. ao Amazonas e, pela leitura do excerto, conseguimos
perceber que este nos traça um retrato social do povo
Grupo II da neblina, apresentando os seus costumes e organi-
zação social.
1 1.1 a) levava: pretérito imperfeito do indicativo.
b) propunha: pretérito imperfeito do indicativo. 2 2.1 Quem pretendia aniquilar os índios era Carías.
c) fizera: pretérito mais-que-perfeito do indicativo. 2.2 A avó, inicialmente, não mostrou incredulidade e
questionou-se sobre o plano de Carías para exterminar
d) tinha ido: pretérito mais-que-perfeito (composto) os índios, dizendo que deveriam aguardar e ficar aten-
do indicativo. tos aos seus movimentos.

2 2.1 a) O rapaz e a avó – Sujeito / foram à praia – Pre- 3 3.1 Os animais que traziam problemas a Alex eram os
dicado / à praia – Complemento oblíquo. mosquitos e as sanguessugas.
b) O neto – Sujeito / deu a mão à avó – Predicado / a 3.2 Alex deixou de lutar contra os mosquitos e de uti-
mão – Complemento direto / à avó – Complemento in- lizar inseticida, permitindo que eles o picassem. Por
direto. outro lado, optou também por retirar as botas, pois
tinha os pés sempre molhados e as sanguessugas ata-
c) Fizeram uma caminhada pela praia – Predicado / cavam-no, quer ele tivesse as botas calçadas ou não.
uma caminhada – Complemento direto / pela praia –
Modificador. 4 4.1 A aldeia do povo da neblina surgiu de repente aos
d) A água – Sujeito / não estava fria – Predicado / fria olhos dos elementos da expedição, como se imitasse a
– Predicativo do Sujeito. capacidade de invisibilidade dos seus habitantes.
4.2. Alex concluiu que este povo era diferente dos ou-
2.2 a) Sujeito composto.
tros que conhecera, pois não possuía a estrutura das
b) Sujeito simples. outras típicas aldeias, o que o levava a concluir que
c) Sujeito subentendido. este povo tinha poucos contactos com o exterior. No
lugar da única cabana circular no centro onde viviam
d) Sujeito simples. todos os habitantes, havia várias pequenas casas que
tinham sido feitas de forma a fundirem-se perfeita-
3 a) Tinham ido à praia – oração subordinante; porque mente com a Natureza.
estava uma manhã bonita – oração subordinada ad-
5 No que concerne à estrutura familiar, os índios viviam
verbial causal.
em família, mas os rapazes adolescentes e os homens
b) A avó vestia uma saia clara – oração coordenada; e solteiros viviam separados. Embora houvesse a noção
levava o neto pela mão – oração coordenada copula- de família, as crianças eram criadas de forma comum,
tiva. por todos os membros da aldeia. Por outro lado, havia
c) Não tinha medo de nada – oração coordenada; mas a possibilidade de poligamia e verificava-se que se
gostava de sentir o olhar da avó – oração coordenada uma mulher e os seus filhos ficavam sós, eram logo
adversativa. adotados por outro homem.

d) Quando saía com o neto – oração subordinada 6 6.1 Sim, parece ser um castigo adequado, pois eles vi-
adverbial temporal; a avó tinha a sensação de entrar viam em comunidade e tudo era feito dentro da comu-
para dentro de fotografias – oração subordinante. nidade. Logo, o isolamento e o afastamento da mesma
eram os piores castigos aplicáveis.
4 4.1 Um pouco ofegante, a avó dizia (ao neto) que não
7 7.1 Resposta pessoal (exemplo): No caso do povo da
se afastasse, que voltasse para trás.
neblina, verifica-se que não havia a noção de prémio
ou castigo e que as crianças aprendiam por imitação e
5 5.1 Todos esses perigos eram vistos pela avó. ao seu próprio ritmo pessoal. Na sociedade atual, há
muito a noção de “recompensa” e as crianças nem
Grupo III – Resposta livre. sempre são educadas do melhor modo.
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Correção dos testes


62

Grupo II
5 Hortênsia elogia o andar e as palavras justas e acerta-
1
das do pai, ao passo que Amarílis realça o desprendi-
a) Palavra derivada por sufixação.
mento do pai em relação a bens materiais, chamando-o
b) Palavra derivada por prefixação. também “bondoso”.
c) Palavra derivada por sufixação.

2
6 6.1 As indicações cénicas são: “(A cena para, e o Bobo
2.1 Frase passiva.
dirige-se à plateia)” (linha 73) e “(A ação é retomada
3
onde estava)” (linha 81).
a) Uma maravilhosa expedição foi feita por Alex e
Nadia.
7 Resposta pessoal (exemplo): Com base nas informa-
b) Coisas belas serão dadas aos nativos por Kate.
ções fornecidas no final da cena, podemos dizer que
c) Os índios são detestados por Carías. Violeta era uma rapariga simples e modesta, Hortên-
d) Belas casas foram construídas pelo povo da neblina. sia era altiva e Amarílis era vaidosa.
4 a) Os nativos raptaram Nadia.
8 a) “(aborrecido)” (linha 21); b) “(A cena para, e o Bobo
b) A avó resgatará Alex.
dirige-se à plateia)” (linha 73); c) “(Cantam)” (linha 40);
c) Todos apreciam este excerto. d) “(sorrindo)” (linha 68).
d) Alex avistou os nativos.
4.1 Complemento agente da passiva. Grupo II

5 5.1 a) Alex; b) à avó; c) pretérito perfeito, modo indi- 1 1.1 A. Determinantes: meus; Quantificadores: dois
cativo. B. Determinantes: Os, aquelas; C. Determinantes:
5.2 a) contaria; b) tenha contado; c) tivesse contado. Aqueles, minha; Quantificadores: quatro.
6 a) Alex não gostava da sua casa, pois preferia aquela. 2 2.1 Os comentários eram interessantes, / mas aquelas
b) Kate falava do tal povo da neblina, mas só conhecia palavras desagradavam as irmãs.
este.
2.2 a) conjunção coordenativa adversativa; b) orações
c) Aqueles povos estavam tão escondidos que os ou-
coordenadas adversativas.
tros não sabiam da sua existência.
3 Possibilidade de respostas:
Grupo III – Resposta livre. a) Amarílis era feliz, mas gostava de ser um pouco
mais bela. (conjunção coordenativa adversativa);
Teste de avaliação 9 pág. 41 b) Violeta casava, ou ficava solteira. (conjunção coor-
denativa disjuntiva);
Grupo I c) Violeta adorava música, logo, tocava alaúde. (con-
junção coordenativa conclusiva).
1 1.1 Ao olharmos para a mancha gráfica, percebemos
que se trata de um texto dramático, pois encontramos 4 4.1 a) (A) tivessem / (B) terá; b) (A) começado / (B)
a indicação da cena, os nomes das personagens des- encantado; c) (A) conjuntivo / (B) indicativo; d) (A) pre-
tacados e diferentes indicações cénicas. térito mais-que-perfeito composto / (B) futuro per-
2
feito.
S eriam necessários, pelo menos, sete atores, pois temos:
três filhas, o Rei, o Bobo e as Aias (duas, pelo menos).
Grupo III – Resposta livre.
3 3.1 O Bobo classifica a discussão como sendo uma se-
renata que demonstra o amor entre irmãs.
Teste de avaliação 10 pág. 45
3.2 As duas irmãs que discutem são Amarílis e Hor-
tênsia.
Grupo I
3.3.1 A irmã que era tratada desta forma era Violeta,
que era a irmã mais nova. A relação entre as irmãs não Texto A
era muito boa, pois discutiam (como vemos no início
do excerto) e tratavam Violeta como se fosse uma 1 Neste título, encontramos uma personificação, que pre-
criança, desvalorizando a sua opinião. tende retratar o poder sentimental das palavras.

4 4.1 a) O Rei não quer falar sobre a possibilidade de 2 2.1 A palavra que é utilizada para caracterizar o nome
casamento de Violeta; b) As irmãs troçam do noivo de “esperança” é a palavra “louca” e pertence à classe
Violeta; c) As Aias comentam, dizendo que as irmãs dos adjetivos.
chamavam o pretendente de Violeta de “louco”; d) Vio- 2.2 Resposta pessoal.
leta sente-se orgulhosa por ter um pretendente e não
se deixa afetar pelas palavras das irmãs, dizendo que 3 3.1 O poeta dirige-se a um “tu”, como podemos ver na
saberia lidar com o príncipe. forma verbal “beijas” e no pronome possessivo “teu”.
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3.2 Sim, podemos considerar que existe um contraste,


Teste de avaliação 11 pág. 49
pois a primeira estrofe é bastante positiva, ao passo
que na segunda encontramos sentimentos um pouco
Grupo I
negativos, como podemos ver, por exemplo, na palavra
“desgosto”.
Texto A
4 Na terceira estrofe, as palavras são comparadas com
a poesia e com o amor. 1 1.1 O sujeito poético desejava que o amor, a bondade
4.1 As duas antíteses presentes são: coloridas/sem e a sinceridade estivessem no coração.
cor e esperadas/inesperadas. 1.2.1 Resposta pessoal (exemplo): Outros sentimen-
5 5.1 A quarta estrofe encontra-se entre parênteses tos como a amizade, a solidariedade e a esperança
porque nela encontramos um exemplo de uma palavra deveriam fazer parte dos sentimentos principais
importante (o nome de quem se ama). Logo, exempli- presentes no nosso coração.
fica o que foi dito pelo poeta até ao momento. 1.3 a) Esta expressão significa que o sujeito poético
fala do centro das suas emoções, de forma honesta e
6 Há palavras que podem ser partilhadas em silêncio, profunda; b) Esta expressão significa que o sujeito
como é o caso das palavras entre os amantes. poético utiliza a sinceridade para se expressar.
7 No poema, utiliza-se rima entre os versos 2o. e 4o. de 1.4 b).
todas as estrofes. Por isso, a rima é cruzada. 2 2.1 A palavra que assinala esta demarcação é a pala-
vra “Mas”, que estabelece uma ideia de oposição.
Texto B
2.2 As palavras que remetem para uma descrição
8 c). científica do coração enquanto órgão são: “válvulas (a
tricúspida e a mitral)”, “compartimentos (duas aurícu-
9 c ristal (nome) – brilhantes, belas, preciosas (adjetivo, las e dois ventrículos)”, “circular”, “contrai-os” e “dis-
exemplos); tende-os”.
punhal (nome) – cortantes, duras, agrestes (adjetivo, 3 3.1 O acontecimento que faz o coração “estremecer”
exemplos); é a visão de um homem triste e/ou com ódio.
incêndio (nome) – avassaladoras, ardentes, quentes 3.2 Esse “estremecer” do coração é explicado de
(adjetivo, exemplos); forma científica, pois está tudo nos “compêndios”.
orvalho (nome) – reluzentes, bonitas, frescas (adje-
tivo, exemplos). 4 4.1 Esta estrofe remete-nos para um contexto de sala
de aula.
10 Nesta metáfora, pretende-se exaltar o poder das pa- 4.2 Resposta pessoal (exemplo): O coração é não só
lavras, uma vez que elas podem fazer as pessoas “es- um órgão do corpo humano, mas também o centro das
tremecer”. nossas emoções e sentimentos.
11 11.1 Resposta pessoal.
Texto B
12 R esposta pessoal (exemplo): Na minha opinião, os dois
5 5.1 A temática deste poema é a descrição de um pe-
poemas apresentam uma visão positiva das palavras,
queno episódio, mais concretamente, o que aconteceu
pois elas têm o poder de nos dar ânimo e de nos trans-
durante um “pic-nic”.
formar.
5.2 a) um granzoal; em cima duns penhascos; b) de
Grupo II tarde, “inda o sol se via”; c) burguesas.

1
6 a) “ramalhete rubro de papoulas”; b) “pão-de-ló mo-
Possibilidade de respostas: a) beijas; b) muros, palavras;
lhado em malvasia.”
c) que; d) as; e) algumas; f) a.
2
7 7.1 Rima cruzada.
2.1 Quando.
2.2 Conjunção subordinativa temporal. 7.2 “A um granzoal azul de grão-de-bico”.
7.3 Foi / quan/do / tu, / des/cen/do / do / bu/rri/co,
3 a) 3; b) 1; c) 4; d) 2. Fos/te / co/lher, / sem / im/pos/tu/ras / to/las,
3.1 quando; mal; porque; enquanto. (versos decassílabos).
4 Possibilidade de respostas: 8 Quadras.
a) (…) não fizer os trabalhos de casa.
b) (…) me desperta emoções. Grupo II
4.1 a) oração subordinada temporal; b) oração subor-
dinada causal. 1 a) Advérbio com valor de modo.
b) Conjunção coordenativa disjuntiva.
5 5.1 a) parece; b) permaneceu; c) estamos; d) é; e) ficou.
c) Preposição.
Grupo III – Resposta livre. d) Advérbio de negação.
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Correção dos testes


64

2 a) Pretérito imperfeito do indicativo. 9 9.1 A ferroada fina indicava que era a vez de Miura en-
b) Pretérito imperfeito do conjuntivo. trar na arena.
c) Presente do condicional. 9.2 No final, depois de toda a humilhação e sofrimento
3 a que foi sujeito, Miura entregou-se de bom grado à
3.1 “Meus amados irmãos” – vocativo; “vos” – comple-
faca que lhe estava destinada.
mento indireto.

4 a) Gosto de Matemática, mas prefiro Português. Grupo II


b) Quando chegar, telefono-te. 1
Grupo III – Resposta livre.
Nome Verbo Adjetivo
Teste de avaliação 12 pág. 53
, indignação indignar indignado
Grupo I possibilidade possibilitar possível
raiva enraivecer raivoso
1 1.1 Miura teve que fazer um esforço para controlar a
defesa defender defendido
sua raiva e para tentar avaliar a situação com calma.
1.2 Miura reagiu dessa forma, porque se apercebeu frescura refrescar fresco
que estava encurralado, à espera que chegasse a sua abertura abrir aberto
vez de entrar na arena e ser toureado.
1.3 Miura sentia-se revoltado, preso e numa situação
humilhante: “Um ser livre e natural, um toiro nado e 2 a) ardesse, chegasse; pudesse.
criado na lezíria ribatejana, de gaiola como um passa- b) encurralado; impedido; nado; criado; condenado; in-
rinho, condenado a divertir a multidão!” chado; defendido; armado.
c)tentou; tapou; empurrou.
2 a) Focalização omnisciente. d) eram.
b) Focalização interna.
3 a) Fê-lo.
3 3.1 Metáfora. b) Tentou refreá-los.
c) Uma onda de calor tapou-lho.
4 Miura considerava os humanos cobardes e fracos,
d) O corpo, inchado de raiva, empurrou-as.
como é visível quando, no texto, se afirma “Os homens,
só assim: ou montados em cavalos velozes e defendi- 3.1 O corpo, inchado de raiva, não as empurrou.
dos por arame farpado, ou com sebes de cimento ar- 4 a) Uma onda de calor – Sujeito / tapou-lhe o entendi-
mado entre eles e a razão dos mais…” (linhas 8-9)
mento – Predicado / lhe – Complemento indireto / o
5 5.1 Miura pensou que o público estaria a reagir assim, entendimento – Complemento direto.
porque um outro toiro – Malhado – o animava.
b) Refrescou as ventas com a língua húmida – Predi-
6 Miura começou a pensar na planície, espaço de liber- cado / as ventas – Complemento direto / com a língua
dade, vida e onde ele era feliz. húmida – Modificador.
7 Miura estremeceu porque pensava que tinha chegado c) A indignação e os músculos – Sujeito / deram em
a sua vez de entrar na arena. pedra fria – Predicado / em pedra fria – Complemento
8 8.1 Miura achava que Bronco não estava a desempe- oblíquo.
nhar bem o seu papel. 4.1 a) Sujeito simples.
8.2 Miura tinha a perceção de que Bronco não estava b) Sujeito subentendido.
a desempenhar bem o seu papel, por causa dos asso- c) Sujeito composto.
bios que ouviu.
8.3 Quando sentiu a ferroada fina, Miura pensava no 5 Oração subordinada adjetiva relativa.
amigo Bronco, porque estava preocupado com o seu
destino. Grupo III – Resposta livre.