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1 Navier Stokes

Quer-se resolver a seguinte equação:

∂v
 
ρ + v · ∇v = −∇p + µ∇2 v + f (1)
∂t
∇·v=0 (2)

1.1 Resolução Numérica


1.1.1 Desconsiderando a pressão
Desconsiderando ∇p por agora, e notando que a parte da diferente é
avaliada no tempo atual, não no futuro, tem-se:

vsij = (ui+1j + ui−1j + uij+1 + uij−1 , vi+1j + vi−1j + vij+1 + vij−1 ) (3)
1
vtij = (uij + ui+1j + ui+1j−1 + uij−1 , vij + vi−1j + vi−1j+1 + vij+1 ) (4)
4
 s
µ uij − 4uij
1 fx,ij + fx,i−1j
  
u∗ij = 2
+ + uij
ρ
∆x ρ 2
ui+1j − ui−1j t uij+1 − uij−1
 
− uij − vij ∆t (5)
2∆x 2∆x

 s
µ vij − 4vij
1 fy,ij + fy,ij−1
  

vij = 2
+ + vij
ρ∆x ρ 2
vi+1j − vi−1j vij+1 − vij−1
 
− utij − vij ∆t (6)
2∆x 2∆x

Com isto, tem-se


v∗ = (u∗ , v ∗ )

1.1.2 Obter a pressão


Tirando o divergente das equações vetoriais, tem-se a seguinte equação:
ρ ρ ∂u∗ ∂v ∗
 
∇ p=2
∇ · v∗ = + (7)
∆t ∆t ∂x ∂y

Dado ter-se um sistema resolvendo a equação de poisson, basta-se calcular


o termo da direita e colocar como não-homogeneidade.
u∗i+1j − u∗ij ∗ ∗
!
ρ vij+1 − vij
DIVij = + (8)
∆t ∆x ∆x

1
As condições de contorno são todas de Neumann. Para pontos internos à
malha, tem-se:
1
pij = [(pi+1j + pi−1j + pij+1 + pij−1 ) − ∆x2 DIVij ] (9)
4

Quais pontos são internos à malha? São os pontos xij em D que é definido
da seguinte maneira:

D = {xij | 0 ≤ i < N e 0 ≤ j < N } (10)

A rotina para Poisson com Neumann já está implementada. Falta agora


as condições de contorno nas fronteiras. Como obtê-las?

Primeiramente, considere-se novamente a equação de Navier Stokes:


∂v
 
ρ + v · ∇v = −∇p + µ∇2 v + f
∂t
∇·v=0

Destrinchando a equação para duas coordenadas, tem-se:


!
∂u ∂u ∂u 1 ∂p ∂2u ∂2u
+u +v =− +ν + + fx (11)
∂t ∂x ∂y ρ ∂x ∂2x ∂2y
!
∂v ∂v ∂v 1 ∂p ∂2v ∂2v
+u +v =− +ν + + fy (12)
∂t ∂x ∂y ρ ∂y ∂2x ∂2y

Se fizermos uma análise dos pontos na parede da esquerda ou direita, e


aplicarmos as condições de impenetrabilidade e não-deslizamento, que dizem
que u = 0 e v = 0 na parede, temos a simplificação da equação, pois vários
termos se tornam zero. As equações para as duas paredes verticais é a
seguinte:
∂p ∂ 2 u
= ρν 2 + ρfx (13)
∂x parede ∂x parede

Para as paredes que ficam na horizontal tem-se:



∂p ∂ 2 v
= ρν 2 + ρfy (14)
∂y parede ∂y parede

2
Equações discretizadas para fronteira de Poisson As equações, em
sequência, para as fronteiras da esquerda, direita, baixo e topo da matriz
são as seguintes:
p0j − p−1j µ ρ
= (2uij − 5ui+1j + 4ui+2j − ui+3j ) + (fij + fi+1j ) (15)
∆x ∆x2 2
pnj − pn−1j µ ρ
= (2uij − 5ui−1j + 4ui−2j − ui−3j ) + (fij + fi−1j ) (16)
∆x ∆x2 2
pi0 − pi−1 µ ρ
= (2vij − 5vij+1 + 4vij+2 − vij+3 ) + (fij + fij−1 ) (17)
∆y ∆y 2 2
pin − pin−1 µ ρ
= (2vij − 5vij−1 + 4vij−2 − vij−3 ) + (fij + fij−1 ) (18)
∆y ∆y 2 2

Agora, tem-se as equações que serão utilizadas no domínio em questão,


na malha escalonada, para resolver a equação da pressão em Navier Stokes.
Abaixo tem-se o nosso domínio.
y(j)

x(i)
O

Cada um dos pontos pretos são pontos internos, e nestes pontos pre-
cisamos saber os valores das derivadas, de forma a obter a matriz DIV ,
para então utilizar na resolução da equação de Navier, que estamos origi-
nalmente interessados. Com a malha extendida, com a fronteira imaginária
adicionada, ela fica no “ponto” para obter o gradiente de pressão usando
derivadas centrais em cada um dos pontos, agora internos, da nossa malha
extendida. As setas verticais indicam as velocidades horizontais, enquanto
as setas verticais indicas velocidades verticais.

O modelo de cada bloco é o seguinte:

3
uij+ 1
2
pij

vi+ 1 j
2

Para a representação no computador, somente com índices positivos, tem-


se de mudar o local da origem, e fica-se com o seguinte esquema:
j y
x77

x66

x23

x11
x
O

i
x00

As coordenadas dos pontos acima, onde os pontos são xij , são diferentes do
original mencionado antes com uma malha escalonada com índices negativos,
e as equações ficam com os termos de uma forma um pouco diferente. Em
relação ao tamanho da matriz, note que para uma malha de ordem 6 como
acima, a malha escalonada ficou de ordem 8. Logo, há um aumento da
ordem da matriz por uma adição de 2 ordens.

Reescrevendo as equação de 15 até 18, e considerando n a ordem da matriz,


temos:
µ ρ∆x
i = 1 | pi−1j = pij − (2uij − 5ui+1j + 4ui+2j − ui+3j ) − (fij + fi+1j )(19)
∆x 2
µ ρ∆x
i = n | pi+1j = pij + (2uij − 5ui−1j + 4ui−2j − ui−3j ) + (fij + fi+1j )(20)
∆x 2
µ ρ∆x
j = 1 | pij−1 = pij − (2vij − 5vij+1 + 4uij+2 − uij+3 ) − (fij + fi+1j )(21)
∆x 2

4
µ ρ∆x
j = n | pij+1 = pij + (2vij − 5vij−1 + 4uij−2 − uij−3 ) + (fij + fi+1j )(22)
∆x 2

1.1.3 Resolver para o passo t + ∆t


Finalmente, tem-se:

vn+1 − v∗ 1
= − ∇p (23)
∆t ρ

Expandindo para as equações escalares, tem-se:

∆t ∂p
un+1 = u∗ − (24)
ρ ∂x
∆t ∂p
v n+1 = v∗ − (25)
ρ ∂y

Basta discretizar os termos das derivadas parciais agora:

pij − pi−1j
px,ij = (26)
∆x
pij − pij−1
py,ij = (27)
∆x

E finalmente tem-se a solução para o tempo n + 1 a partir do tempo


passado n:

∆t
un+1 = u∗ − px (28)
ρ
∆t
v n+1 = v∗ − py (29)
ρ

Cada uma das varíaveis acima é uma matriz.

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