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Comunicação de abertura do colóquio Erotismo e Sexualidade(s) nas Artes

Bruno Schiappa

1 – Agradecimentos e microfones, telemóveis e gravação do colóquio

CET, MJB, FG, Tatiana Dinis, Gustavo Vicente, Rui Pina Coelho

Comunicadores: Alberto Ferreira da Rocha Junior, Ana Campos, Cátia Faísco, Jorge
Eduardo Magalhães de Mendonça, Matheus Cunha Rodrigues, Sérgio das Neves

Convidado Orador: Elmano Sancho

Performer Convidado – Diego Bagagal

2 – A investigação: São vários os estudos que refletem sobre a relação intrínseca entre
teatro e sociedade. Erving Goffman, Erika-Ficher Lischt, Marvin Carlson, Michel
Foucault, Freud, Jung, Nitzsche, Maria João Brilhante, Vera San Payo de Lemos, e eu
próprio, são apenas alguns dos que posso nomear mas a lista é mais vasta.

Os modos de estudar o teatro, têm mudado decisiva e incisivamente. O teatro assumiu o


seu lugar no seio de um largo espetro da performance, relacionando-se com outras
esferas da cultura. Por sua vez, esta condição contribuiu para estabelecer ligação entre
várias disciplinas. Nos últimos anos, o teatro e a performance têm sido usados como
metáforas chave, e práticas, com as quais se repensam as questões do género, da
economia, da guerra, da linguagem, das artes visuais, da cultura e da própria noção do
EU. Esta introdução conduz-nos à necessidade de enquadrar, também, a questão dos
géneros, ou melhor dizendo, as questões dos géneros. Se, conforme sugere Simone de
Beauvoir em Le deuxiéme Sex, não se nasce mulher, torna-se mulher, então, como alerta
Judith Butler em Gender Trouble, tal construção não implica necessariamente que parta
de um corpo do sexo feminino. Se o género é construção, pressupõe um construtor
humano. Esse construtor irá selecionar o que irá reter e o que irá excluir. Nesse sentido,
falar de um género ou mesmo de dois é redutor uma vez que cada pessoa é
idiossincrática. Cada tentativa de adequação de género, resulta, segundo Freud (Luto e
Melancolia: 1917) numa melancolia, numa dor, porque implica seleção, perda, exclusão
de características. Como se tivéssemos que escolher entre dois filhos. Uma Escolha de

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Sofia. “Na dor, o mundo torna-se pobre e vazio; na melancolia é o próprio ego [que se
torna isso].” (Freud: 1917)

O nosso referencial vai ficando familiarizado conforme crescemos. Deixamos de ter um


destino biológico para passarmos a ter um destino cultural. Por destino, refiro-me ao
percurso a partir de determinado ponto até um outro ponto de chegada. O nosso corpo
torna-se a ferramenta mais útil mas também a mais aprisionada. A esfera pública
sociopolítica impõe que assim seja e habitamos entre sombras e espectros do que ainda
se mantém em nós. Porque escolher não significa abolir, neste caso, “a dor infinita,
porque o processo é infinito em vida, torna-se central no modo como o objeto perdido é
incorporado e fantasmagoricamente preservado no, e como, ego.” (Freud: 1917).

Pensar as fantasias, os vários géneros, rever conceitos de homo e heteroerotismo,


práticas marginais e práticas ortodoxas, desvios nas últimas e contextos desses desvios,
o incesto, a pedofilia, a violação, a sedução, a ninfomania, a autosexualidade e todas as
outras tipologias que contribuam para um maior reconhecimento das manifestações da
sexualidade nas artes, tentar inferir sobre a consciência (ou não) do criador artístico, do
performer e do espectador sobre a condição erótica da arte, e do erotismo enquanto
força motriz da mesma, são os objetivos desta investigação. Mas no estado em que a
mesma se encontra, questionar como podem as artes manter um diálogo com o público e
com a sociedade que permita (re)pensar o direito à liberdade dos desejos, fantasias e
práticas sexuais, é o desafio que lançamos.

3 – Eros e Psiqué, de Fernando Pessoa, publicado em maio de 1934, na revista


Presença.

Conta a lenda que dormia Uma Princesa encantada A quem só despertaria Um Infante,
que viria De além do muro da estrada. Ele tinha que, tentado, Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado, Deixasse o caminho errado Por o que à Princesa vem. A
Princesa adormecida, Se espera, dormindo espera. Sonha em morte a sua vida, E orna-
lhe a fronte esquecida, Verde, uma grinalda de hera. Longe o Infante, esforçado, Sem
saber que intuito tem, Rompe o caminho fadado. Ele dela é ignorado e Ela para ele é
ninguém. Mas cada um cumpre o Destino – Ela dormindo encantada, Ele buscando-a
sem tino Pelo processo divino Que faz existir a estrada. E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora, E falso, ele vem seguro, E, vencendo estrada e muro, Chega

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onde em sono ela mora. E, inda tonto do que houvera, À cabeça, em maresia, Ergue a
mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia.

4 – Fundação do Teatro – religião e ritual: é aceite de modo comum (e aqui refiro-me à


comunidade artística e teatróloga) a origem religiosa e ritual da fundação do teatro. No
entanto, essa mesma conclusão não anula a carga erótica e sensual do espetáculo uma
vez que este último joga com a sedução dos sentidos. Os 5 sentidos físicos – ou mesmo
os 12 do filósofo Rudolph Steiner – estão diretamente ligados ao erotismo, à erotização
e à ação erotizante do que exibimos e do que vemos. Sobretudo porque o corpo é erótico
e, isolado no tempo e espaço, permite que o observemos sem constrições. Todo o
espetáculo, ou seja, tudo o que é construído para ser visto, observado, estimula o que de
mais íntimo e privado habita em nós, tal como também é partilhado connosco o que de
mais íntimo e privado habita no criador artístico e/ou no performer.

5 – Erotismo e Sexualidades: A identidade sexual associada ou associável ao género


sugere-nos uma perspetiva a partir da qual podemos observar como é que a
performance é construída e recebida, assim como nos sugere o tipo de desempenho
sexual quer dos atores/performers como das pessoas no seu quotidiano. Não existe
performance sem preformance. É necessário haver uma construção para haver um
desempenho. A sexualidade partirá ela então de pressupostos pré estabelecidos? E em
caso afirmativo, se não os cumprirmos temos uma sexualidade desviante? Ou
alternativa? E como podemos inferir sobre a sexualidade de alguém sem a observamos
diretamente, em ato, ou a praticarmos com esse mesmo alguém? Considerarmos a
sexualidade como uma componente da prática e receção do teatro/performance,
permite-nos analisar o modo como o desejo interliga atores/performers e espectadores.
A sexualidade é tão importante como outros aspetos identitários: o género, etnia, classe
social, idade, aptidões e outros que nos permitem identificarmo-nos. Este séc. XXI
depara-se, ainda, com um preconceito residual e com o espectro da perseguição àqueles
que se situam à margem da matriz heterossexual patriarca. Natália Correia apontava o
patriarquismo como um sistema fascista no qual não cabem as opiniões das mulheres e
eu integro todos os outros géneros que, segundo Ana Carvalheira, são 7000 milhões
porque existem 7000 milhões de sexualidades, ou seja, cada um de nós é um género e
tem uma sexualidade que, por mais semelhante que seja a outra, tem sempre a sua
idiossincrasia. O erotismo está na origem da sexualidade porque é inerente ao ser

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humano e qualquer corpo em qualquer espaço tem sempre uma carga mais ou menos
erótica. Esse mesmo erotismo, na Arte, é a sublimação e manifestação filtrada da
sensualidade e sexualidade.

Sobre o erotismo, diz Ana Carvalheira (2018) que “os investigadores da sexualidade
não estudam o erotismo, ou chamam-lhe outros nomes […]. São os poetas, os escritores,
os filósofos e os artistas que escrevem sobre este conceito fundamental da natureza
humana e central à sexualidade.” Neste ponto convém definir sexualidade como aquilo
que participa do âmbito do sexo mas que não está restringido ao espaço e ao tempo do
sexo, estando mesmo, muitas vezes, fora desse espaço e tempo para estar no espaço e
tempo da fantasia e do erotismo. Todas as fantasias partem de imagens específicas,
materializadas na ideia ou no sonho, como defende Freud. Nesse sentido, o que estimula
a fantasia e leva à concretização, ou não, da mesma, é o erotismo, que por sua vez se
alimenta da fantasia posto que também se alimenta de sugestões oferecidas pelas
imagens. Vários espectadores reúnem erotismo e pornografia no mesmo conjunto. “A
pornografia é o erotismo dos outros”, foi a frase que André Breton tornou famosa,
apesar de originalmente ter sido formulada por Alain Robbe-Grillet. Mas será a
pornografia, arte? Se a arte é tornar visível o invisível como definiu Edward Craig,
então temos todos que confirmar a pornografia como criação artística. Mas poderá ser
algo para além da arte porque estimula mais e melhor cada indivíduo, e, de modo
diferente, cada um? A este respeito faço referência ao filme Ikiru, de Akira Kurozawa,
no qual surge uma cena em que um casal está a assistir a um espetáculo de sexo ao vivo
e diz “isto não é arte, isto é mais direto e maior do que a arte”. Fernando Guerreiro, meu
supervisor científico nesta investigação, acrescenta que “É como a pornografia, não é
um desvio da arte, a dita arte é que se está sempre a desviar dela, de onde se calhar
vem.” Podemos ainda definir a pornografia como a “escrita sobre um objeto com o
próprio objeto” (Fernando Guerreiro – 2017) e, ainda, para ficar mais clara a referência
ao filme de Kurosawa, que a representação é, em si, uma censura porque não apresenta
o objeto mas algo que o substitui. Quando vemos um ato sexual em filmes, como por
exemplo, de Pasolini, estamos perante algo que parece explicito mas que é uma
representação de uma ideia. No cinema pornográfico, claro que muitas situações
também são a representação de uma ideia, mas uma representação muito maior do que a
apresentação. Daí os objetos pornográficos (banda desenhada, escritos, e.g., de Henry
Miller ou Boris Vian, filmes de pornografia heterossexual, ou bissexual, ou cissexual,
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ou transexual, ou ainda pansexual), estimularem eroticamente quem os vê, de forma
variável para cada um, porque é essa a natureza da fantasia, ser o espaço de liberdade
individual que é único para cada um dos 7 mil milhões de seres humanos que existem
no mundo. A pornografia, enquanto espaço de fantasia, está mais perto das sexualidades
porque, exatamente, estimula sensualmente essas sexualidades, que defino como o
espaço de fantasia que nos faz ter pulsão ou impulso e que, maior parte das vezes, não é
concretizável para além do espaço dessa mesma fantasia. Do fantasma. Do espectro. Do
spectare, Do ver. Da Arte. E aqui regressamos ao erotismo enquanto estímulo, pulsão,
impulso vitais. Somos resultado de um ato sexual. Logo, a própria “criação” de vida, é
erótica. Enquanto estamos em gestação, estamos ligados a outro ser humano – a mãe.
Somos um ser continuum. Quando nascemos somos separados desse outro ser humano.
Entramos no estado de descontinuidade e é aí que, através do erotismo, vagueamos à
procura de um regresso ao estado continuum. O erotismo está diretamente relacionado
com o sentido vital de Rudolph Steiner. Somos movidos pelo erotismo patente ou
sublimado. “Um homem que ignora o erotismo é tão estranho quanto um homem sem
experiência interior” (BATAILLE: 1957). Defende ainda que o erotismo resulta de uma
associação do prazer sexual com o interdito. Octavio Paz, escritor e poeta mexicano e
prémio Nobel da Literatura, publicou em 1993 um ensaio com o título La llama doble
(A chama dupla) onde refere: “O erotismo é a poética do corpo, o testemunho dos
sentidos. Como um poema, não é linear, serpenteia sobre si mesmo, mostra-nos o que
não vemos com os nossos olhos, mas com os olhos da nossa alma. Erotismo é aquilo
que a imaginação acrescenta à natureza.”

Para Esther Perel (2006: Matting in captivity. Reconciling the erotic and the domestic)
há uma inteligência erótica cujos ingredientes são o mistério, a curiosidade, a
brincadeira e a novidade. Mas o ingrediente central é a imaginação. Ana Carvalheira
(2018) afirma que o erotismo é individual, independentemente do género. O erotismo
encerra três componentes, como Ana Carvalheira arrisca afirmar: 1. A imaginação. As
experiências imaginárias que criamos alimentam o erotismo sendo a imaginação o palco
onde ensaiamos e fantasiamos situações que são o combustível para o desejo. A
imagética erótica tem o efeito de excitação e de nos levar à atividade sexual. Nesse
sentido regresso ao conceito de sexualidade para afirmar que é como as impressões
digitais: cada um tem a sua. O que é o mesmo que dizer que, ao ser individual, também
o erotismo difere de pessoa para pessoa, por mais semelhante que pareça.
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2. O sensorial. O sensorial inclui os cinco sentidos (ou os 12 de Rudolph Steiner)
através dos quais percecionamos o mundo, atribuindo-lhe depois significados com o
nosso aparelho cognitivo, a nossa mente.

“Zonas erógenas? Dois metros quadrados de pele mais ou menos. Esse grande órgão
extraordinário que aquece e arrefece, acolhe e se arrepia, vibrante, sensível ao toque de
outra pele. Mas há muito mais. Determinados cheiros, sons, ou imagens, podem
constituir estímulos sensoriais com enorme potencial erótico. Sobretudo o olfato, o
sentido mais primitivo e fundamental na experiência sexual.” (CARVALHEIRA: 2018)

3. A transgressão. O fruto proibido é sempre mais apetecido. Não se trata aqui de


transgredir o outro, o espaço, tempo e corpo do outro. A transgressão como ingrediente
erótico é relativa a comportamentos transgressores, atrevimento, quebrar regras, coisas
proibidas. A transgressão pode assumir múltiplas formas. “No erotismo há um desejo de
transgredir, que pode ser só no imaginário, onde tudo, mas mesmo tudo pode
acontecer.” (CARVALHEIRA: 2018). E eu acrescento que tal depende apenas da
quantidade de ficheiros eróticos que cada um tem.

6 – O desejo mimético e o antagonismo mimético: Não encontro fórmula melhor para


descrever o que acontece ao espectador, quando confrontado com sexualidades nas
Artes, do que os conceitos de Desejo Mimético e Antagonismo Mimético, de René
Girard (antropólogo francês). De acordo com Girad, só desejamos o que vemos no
outro. Antes de vermos, ou seja, antes de termos acesso, não desejamos porque
desconhecemos. O mesmo acontece com qualquer relação com o outro e/ou com a
natureza. A mimesis é o modo como devolvemos o que recebemos depois de o
digerirmos. Quando vejo alguém ou alguma coisa, apreendo, digiro e devolvo a minha
versão. É uma fórmula também da corrente behaviourista. Significa que devolvo algo
que já não é o original. É uma mimesis. Ao contrário de outros investigadores, eu
defendo que a mimesis é imitação. Imitação é que não é imitação conforme a
entendemos no quotidiano. É algo alterado pelo meu referencial. E é neste desejo
mimético que eu me identifico com o erotismo da arte. Mas o oposto também se
processa. Se eu rejeitar o que vejo, em vez de desejo processo violência, entro em
rivalidade. Este antagonismo mimético ocorre quando, enquanto espectador, sou
confrontado com um erotismo ou sexualidade que me causa repulsa. Aversão.

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7 – O corpo em cena: Todo o corpo observado é sujeito de desejo. Medimos as
proporções, a constituição, as cores, os brilhos, os sinais individuais. Comparamo-nos
ou queremos partilhar uma experiência com ele. Mesmo quando nos repulsa, se
continuamos a observá-lo, procuramos ou somos atraídos por eventuais elementos
apelativos. Nas Artes, essa condição do corpo enquanto sujeito de desejo, é ampliada. A
própria natureza da arte, autoriza uma observação persistente, com uma duração
estendida. Se, sobre estas possibilidades, sobressai ainda a do corpo em comportamento
– que é o caso dos espetáculos – a dinâmica desse desejo é estabelecida entre o
performer e o espectador de acordo com a energia gerada entre ambos.
O prólogo de Agnès Vannouvong, dirigido a Jean-Luc Verna, em À bras le corp (2004)
e que resulta num elogio poético à metamorfose em palco.
“O teu corpo mutante mexe-se. Ele encarna-se, sob o meu olhar de espectadora. Tu
avanças hirto, orgulhoso, um pouco de vermelho para os lábios na tua boca pálida, a tua
pele suave, tatuada, um olho violeta e/ou outro vermelho. Cortaste os pelos do teu sexo,
deslizados nas extremidades, num quadrado minúsculo, num saco de plástico, disposto o
escuro velo como uma linha, um trilho, um signo. Pareces-te com uma criatura híbrida,
uma virgem de género volátil. Faz-se tarde. No vídeo, as imagens desfilam. Partem,
derrapam. Tu exibes as tuas identidades voláteis, flutuantes. […] Embarcas-me numa
experiência farmacopornográfica. Prestas homenagem às estrelas, travestis, prostitutos e
prostitutas, brinquedos para a atividade sexual, drag queen camp, drag queen kitch.
Surgem as imagens de um vídeo. Queen, Freddy Mercury de peruca castanha, brincos
de plástico, top cor-de-rosa, minissaia de imitação de pele, tios ou loucas retorcidas.
[…] Passa uma rapariga fálica durante o teu concerto. Uma imagem de um rapaz com
saltos altos agulha. Um corpo vital […] fétiche dos fétiches nos sonhos […] entre
motivos pontilhados.”
Ainda sobre o corpo, cito Noémie Étienne na sua introdução ao texto À bras le corp
(2004): “O corpo […] é perpetuamente transformado, plástico e orgânico. É um local de
passagem, umas vezes atravessado e outras vezes atravessada, um espaço de negociação
que inventa as suas próprias ferramentas físicas e emocionais para operar e ser
operado.”

8 – Exemplos de erotismo e sexualidades nas artes: É na Arte que podemos encontrar


alusões à diversidade sexual, de modo evidente ou sublimado. Nela somos confrontados
com outras realidades. Com outras fantasias. Com outros modos de nutrir o erotismo e a
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sensualidade. Outros modos de viver o corpo e as sexualidades. Vários criadores
mostram o ato sexual mas não as sexualidades. Alguns vão mais longe e trilham esse
caminho. As imagens que vão ver serão apenas anunciadas com o nome do criador. Fica
a faltar uma faixa musical. O erotismo na música também é estudado há muito tempo e,
Pedro Amaral, maestro e diretor da Orquestra Metropolitana de Lisboa, tem uma rúbrica
na Antena 2, na qual comenta exatamente inúmeros compositores cuja obra é repleta de
erotismo, salientando Wagner que, ao contrário do que possamos pensar, supera Ravel e
o seu Bolero.

Imagens.

Posto isto, vamos dar início às comunicações de Investigadores portugueses. À tarde


receberemos as dos nossos irmãos brasileiros que, por uma questão de fuso horário,
considerámos ser mais saudável para eles.

Lisboa, 4 de dezembro de 2020