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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL

Curso: Pedagogia

Disciplina Prática de Ensino Em Gestão Escolar

Atividade Reflexiva II

Durante o exame aprofundado dos textos propostos pela presente disciplina nos demos
conta da complexidade que envolve o funcionamento das escolas, o qual se torna possível
apenas mediante a contribuição de todos os envolvidos no processo de tomada das decisões:
gestores, coordenadores, supervisores de ensino, docentes, estudantes, famílias etc. A
recorrência de conflitos não mediados entre tais agentes pode ocasionar o que aconteceu com
os personagens do curta metragem: A ponte, que foi mobilizado para contextualizar nossas
reflexões.

No mencionado filme dois animais de grande porte tentam passar simultaneamente por
uma estreita ponte de madeira, o que ocasiona uma disputa em torno de direito de passar
primeiro, levando a obstrução do caminho para os animais menores, que foram agredidos
pelos grandalhões. Esses se vingaram cortando as cordas que sustentam um dos lados da
passagem suspensa. Desse modo, conseguiram tanto dar fim a contenda, quanto mediante
cooperação passar pelas armadilhas da ponte semidestruída.

Nesse ponto, a história que descrevemos precariamente enfatiza a importância da


cooperação entre os agentes envolvidos para se alcançar objetivos comuns. Cooperação que
deve ser cultivada quando se trata do processo de gestão democrático das escolas. É salutar
assegurar a participação de todos na construção dos princípios que nortearam as rotinas desses
espaços formais de ensino e aprendizagem.

Princípios que devem compor os seus Projetos Políticos Pedagógicos, criado a partir
das normativas gerais para atender as suas especificidades. Nele deve-se deixar clara que
modelo de ser humano pretende-se formar, qual paradigma educacional servira como
inspiração, bem como qual método será mobilizado. Definições que são fundamentais para
nortear as dinâmicas de uma unidade de ensino.
Contudo será primordial que os gestores, cuja função conforma tato os aspectos
administrativos, como os pedagógicos se apropriem das diretrizes do Projeto Político
Pedagógico da escola onde atuam. Do mesmo modo, os coordenadores pedagógicos devem
mediar permanentemente o conteúdo previsto em tal Projeto com a prática docente exercida
pelos professores. Esses, que são responsáveis diretos pela concretização do referido projeto
em suas práticas docentes, também devem conhecê-lo de forma íntima.

Nesse sentido, podemos ponderar que o conhecimento do Projeto político Pedagógico


por parte dos agentes que constituem uma dada unidade de ensino será fundamental para uma
efetiva gestão democrática da mesma. Haja vista que a consciência das diretrizes do projeto
pelos mencionados agentes lhes permitirão realizar intervenções qualificadas, seja para
concretizar as metas previstas no mesmo, seja para propor as mudanças necessárias a seu
aperfeiçoamento, o que culminará em uma gestão em rede, que deslocará a centralidade de
agentes específicos nos processos decisórias. Tal articulação possibilita a “elaboração de
propostas para superar os dilemas e conflitos do âmbito escolar de forma coletiva (LIMA;
SANTOS, 2007, p.87).

Porém, apesar de reconhecermos a importância do Projeto político Pedagógico para


construção de processos de gestão democrática, sabemos que em muitas escolas esse
documento serve apenas para cumprir uma formalidade. Nessas escolas, eles são retirados das
empoeiradas gavetas apenas quando as Secretárias de Educação exigem sua atualização.
Processo que consiste na reformulação pífia de alguns pontos, os quais geralmente são
copiados de projetos disponíveis na Internet.

Referências bibliográficas

LIMA, Paulo Gomes; SANTOS, Sandra Mendes dos. O coordenador pedagógico na


educação básica: desafios e perspectivas. Educere et educare: Revista de Educação, v. 2, n. 4,
p. 77-90, jul./dez. 2007.