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03/02/2021 O importante papel do Poder Judiciário, do Superior Tribunal de Justiça e dos advogados contra a banalização do dano moral

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O importante papel do Poder Judiciário, do Superior Tribunal de


Justiça e dos advogados contra a banalização do dano moral

Por Pedro Moreira Villela de Souza, advogado, inscrito na OAB/PR sob o


n. 55.839.

Um grande desa o que o Poder Judiciário pátrio tem enfrentado é o


constante aumento das demandas com pretensão indenizatória por
danos morais. O crescimento desenfreado das ações desta natureza
causam um abarrotamento da Justiça, o que se traduz em demora à
solução dos litígios.

Conforme insculpido no artigo 5º da Constituição Federal, no que se


refere aos direitos fundamentais, se denota que tratam-se de garantias
constitucionais a razoável duração do processo judicial e os meios que
garantam a celeridade de sua tramitação, portanto a problemática
envolta do instituto do dano moral possui relevância fundamental para
aperfeiçoamento do Poder Judiciário como um todo.

Para dar vazão ao volume de processos, sacri ca-se a qualidade do


julgamento, eis que quase impraticável ao julgador o devido estudo
dos processos, para que seja proferida a decisão mais adequada em
cada caso.

Com base nestes fatos, o Superior Tribunal de Justiça tem avocado a si


 
a decisão sobre a ocorrência e quanti cação de dano moral,

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moderando constantemente as condenações a esse título,


especialmente nos casos em que tal quantia contraria a lei ou o bom
senso, mostrando-se manifestamente exagerado ou irrisório.

Historicamente pode-se veri car a importância do Superior Tribunal de


Justiça, para o ordenamento jurídico brasileiro, sendo seu principal
papel de nir teses jurídicas e não apenas julgar casos individuais.

Interessante destacar as decisões que consagram a indenização em


face o dano moral: a) reconhecimento da possibilidade da pessoa
jurídica sofrer dano moral, hoje insculpido na Súmula n. 226/STJ; b)
indenização de familiares pelo sofrimento com a morte de parente
próximo decorrente de ação de terceiro; c) fundamental papel de
controle sobre o valor xado a título de indenização.

Convém esclarecer ainda que Superior Tribunal de Justiça não pode


atuar em todas as questões que envolvem dano moral. Por exemplo: (i)
nesta instância é vedado ao julgador a reanálise das provas colhidas
nos autos; (ii) as decisões proferidas em sede de Juizados Especiais, que
representam grande parte das ações de indenização por danos morais,
não são submetidas a esse Tribunal.

Com base na problemática envolvendo a multiplicação das ações


indenizatórias por dano moral, visando evitar a banalização deste
instituto, bem como afastar a “indústria do dano moral”, onde se
veri ca a massi cação do ingresso de ações por danos morais
infundadas, ou seja, desacompanhadas de justa causa, o Superior
Tribunal de Justiça vem moderando este tema.

Buscando evitar ou reduzir demandas desta natureza, o Superior


Tribunal de Justiça se manifestou e de niu quais são os casos em que o
dano moral decorre do próprio fato, podendo ser, portanto,
presumido, não dependendo de prova de sua extensão.

Em informativo veiculado pelo próprio STJ[1], sob o título de “STJ de ne


em quais situações o dano moral pode ser presumido” são apontadas
as seguintes situações onde o dano moral decorre tão somente da
ocorrência do fato, quais sejam:  Inscrição indevida nos órgãos de
proteção ao crédito, responsabilidade bancária, atraso de voo, diploma
sem reconhecimento, equívoco administrativo e credibilidade desviada.

Considerando que nem todas as demandas podem ser submetidas ao


crivo do Superior Tribunal de Justiça, temos como missão aos
magistrados e advogados a aplicação da tese jurídica de nida por esta
Corte, sendo assim importante: (i) evitar o ingresso de lides temerárias,
 
constituindo-se dever do advogado aconselhar o seu cliente a não

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ingressar em aventura judicial; (ii) veri car quais as situações em que


efetivamente o dano moral pode ser presumido, quando inclusive é
cabível o julgamento antecipado da lide; (ii) que pedidos genéricos de
indenização por dano moral, sem qualquer fundamento devem ser
julgados improcedentes.

Concluindo, há que se veri car que a problemática da morosidade


processual, que afeta toda a comunidade jurídica, não depende
unicamente da estrutura do Judiciário, mas também da consciência da
Sociedade como um todo. O fato é que o Poder Judiciário não pode e
não deve ser usado pelos litigantes como meio de enriquecimento sem
causa.

[1]http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?
tmp.area=398&tmp.texto=106255

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