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NOVA

PROVA PRÁTICA
APRESENTAÇÃO

O lá, seja muito bem vindo ao nosso novo curso Prova Prática 2020, nele você
será 100% preparado para qualquer cenário de prova prática que possa vir à
ocorrer em 2020/2021.

Preparamos 6 conteúdos DISTINTOS para você conhecer melhor a prova prática, e ser
exposto de maneiras DIFERENTES aos principais temas cobrados pelas instituições.

1. Nova prova prática: nesse módulo, você será apresentado ao CONTEXTO da prova
prática, aprendendo por dentro como que ela funciona, quais são as modalida-
des existentes, o que pode acontecer devido ao COVID-19, o que fazer quando
acontece o inesperado e tudo sobre o currículo e a entrevista.
2. Multimídia: prepare-se para as novas provas práticas de exposição de casos clí-
nicos, manobras semiológicas e itens de imagem! Esse é o provável modelo da
prova da USP-SP e das grandes de São Paulo. Esse conteúdo será feito de maneira
AO VIVO, onde você poderá acessar e tirar suas dúvidas com nossos professores.
E para aqueles que não conseguirem participar, ficará salvo na plataforma para
assistirem depois.
3. Expositiva: veja o professor resolvendo passo-a-passo o checklist.

4. Inserção: se sinta observando uma prova real sob a visão do examinador. Veja a
prova e os procedimentos sendo feitos pelos próprios professores e instrutores.
É o padrão ouro da prova prática presencial.
5. Gameficado: experimente o modelo do futuro das provas práticas. Você acha
que as provas práticas são impossíveis de serem realizadas 100% de casa para
evitar a aglomeração? Saiba que muitas instituições já pensam nisso e nós ante-
cipamos isso pra você: é game, é vida real, é teste prático.
6. Checklists na INTEGRA: nesse ebook, você terá acesso à cerca de 200 checklists,
tanto dos últimos anos das principais instituições, quanto à checklists extras e
do revalida. Lembre-se, é MUITO importante você treinar os casos, e os itens
cobrados em cada um dos temas, pois independente de COMO a prova será,
esse conteúdo irá te auxliar no raciocínio clínico necessário para as provas teó-
ricas e práticas.

Conte com a Sanar, estaremos ao seu lado até a sua APROVAÇÃO.

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ÍNDICE

NOVA PROVA PRÁTICA – Mentoria . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

Capítulo 1.
Como é a prova prática e quais as modalidades? . . . . . . . . . . . . . . 6
Capítulo 2.
Como poderá ser a nova prova prática após o Covid-19? . . . . . . . . . . 10
Capítulo 3.
Superando o inesperado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Capítulo 4.
Como montar o currículo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Capítulo 5.
Pontuações atribuídas a entrevista e currículo em cada instituição . . . 22
Capítulo 6.
A entrevista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

CHECKLISTS

USP São Paulo (USP-SP) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

USP – SP  2017 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32


USP – SP  2019 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

UNIFESP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53

UNIFESP 2018 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
UNIFESP 2019 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
UNIFESP 2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67

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ÍNDICE 

UNICAMP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74

UNICAMP 2018 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
UNICAMP 2019 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
UNICAMP 2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SCMSP) . . . . . . . 104

Santa Casa de São Paulo  2018 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105


Santa Casa de São Paulo  2019 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
Santa Casa de São Paulo  2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125

Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) . . . . . . . . . . . . . . 135

Hospital Albert Einstein  2019 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136


Hospital Albert Einstein  2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145

USP Ribeirão Preto (USP-RP) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153

USP – RP  2018 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154


USP – RP  2019 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
USP – RP  2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170

UNESP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179

UNESP 2018 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180
UNESP 2019 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 188
UNESP 2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196

CHECKLISTS EXTRAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205


Cirurgia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 206
Clínica Médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237
Ginecologia e Obstetrícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299
Pediatria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 329
Preventiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 360

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NOVA
PROVA
PRÁTICA
Mentoria

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 1

NOVA
PROVA
PRÁTICA
Capítulo 1

Como é a prova prática e


quais as modalidades?

A prova prática faz parte do processo seletivo das maiores provas de residência do
Brasil. Essa é uma etapa que causa bastante ansiedade em muitos candidatos,
principalmente pelo seu caráter dinâmico, interativo e aparentemente imprevisível.
Nosso objetivo aqui é mostrar que com a preparação adequada é possível desmis-
tificar essa prova e torná-la apenas mais uma modalidade de teste pela qual você
precisará passar para entrar no tão sonhado programa de residência médica. A
prova prática é multifacetada, ou seja, envolve muitas habilidades diferentes e,
nesse programa, ajudaremos você a treinar cada uma delas.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 1

Grande parte da ansiedade com a prova vem da dificuldade de preparação direcio-


nada a essa modalidade. Assim chegamos na hora do “vamos ver” com a sensação
de que “não sabemos nada”. Isso somado à percepção de estar sendo julgado(a)
o tempo todo, faz com que muitas pessoas paralisem e percam pontos valiosos,
mesmo tendo domínio do conteúdo teórico. É ou não é assim?
Em primeiro lugar, as provas podem ter duas versões principais: as provas estilo
OSCE (Objective Structured Clinical Examination) e aquelas de multimídia.

OSCE (Objective Structured Clinical Examination)


O OSCE consiste em estações com casos clínicos a serem resolvidos pelo candidato.
Você terá, portanto, uma sala que na maior parte das vezes simula um consultório
médico. Na porta dessa sala, ou imediatamente ao entrar, você terá um caso clínico
breve e uma (ou duas, ou três) tarefas a serem executadas. Na maior parte das
provas, você precisará resolver 4 ou 5 estações, sendo uma de cada grande área:
clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina preventiva.
As tarefas solicitadas podem ser: terminar a anamnese ou o exame clínico, pedir
um exame para elucidar o diagnóstico, prescrever um tratamento. Os temas dos
casos clínicos, na maior parte das vezes, consistem em temas comuns do dia a dia
do estudante de medicina, sendo muito incomum a presença de doenças raríssi-
mas ou de diagnósticos mirabolantes. Também é rara a presença de questões que
exigem detalhes de especialidades médicas, pois ali os examinadores sabem que
estão lidando com estudantes do final do curso de medicina e em geral adequam
bem a prova para pessoas nesse estágio de treinamento. A princípio nada demais,
certo? Basicamente é o que você está acostumado no dia a dia da sua faculdade.
Vou descrever a cena típica de uma prova prática para quem nunca fez na facul-
dade entender do que se trata de fato. A cena é a seguinte: Você está de frente para
uma porta de consultório fechada. Precisa aguardar todos os outros candidatos se
posicionarem em frente às respectivas portas e o silêncio é geral. De repente, um
sinal ou uma campainha muito estridente toca e esse é o sinal para você entrar na
sala. Entrou. Você dá de cara com um examinador de cara fechada e prancheta na
mão, e uma mesa de exame físico com objetos cobertos ali em cima e/ou uma caixa
cheia de materiais e/ ou um manequim e/ou um ator. Você deve ler o caso clínico
que estará em cima da mesa e iniciar a execução das tarefas.
Então, se está pedindo: “termine a anamnese”, você termina, fazendo perguntas
objetivas que podem ajudar a elucidar o caso. Se pede “realize o exame do abdome”,
você examina (com método!) e por aí vai. Às vezes, essas tarefas serão executadas
com um ator, que te dará as repostas para suas perguntas. Até que a campainha
estridente toca novamente e sinaliza o final da estação.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 1

A prancheta na mão do avaliador contem um “check-list”, para que ele tenha um


método de avaliar uniformemente todos os candidatos. Esse “check-list” inclui as
tarefas que você deve executar e três tipos de pontuação: adequado (total no item),
parcialmente adequado (nota intermédiária) e inadequado. Essa pontuação também
pode ser em nota (1,0 ponto por item, 0,5 de parcialmente correto e 0,0 se errado).
Veja abaixo um exemplo de check-list de uma prova real de uma grande instituição:

Caso Clínico
Paciente com sangramento intra-abdominal importante, com sinais
de choque hipovolêmico

Tarefas
1. Dê a conduta principal para o caso nesse momento

2. Puncione o acesso venoso periférico.

Sim Não

1 Calçou luvas de procedimento?


0,5 0

Escolheu o cateter venoso periférico de maior calibre


2
(número 16) 1,5 0

Fez antissepsia do local da punção? (com gaze e


3
álcool) 0,5 0

4 Colocou o garrote adequadamente?


0,5 0

5 Escolheu veia periférica calibrosa?


0,5 0

Realizou punção venosa periférica com técnica


6 correta? (tangencial à pele com introdução do cateter
simultaneamente com retirada da agulha). 2,0 0

7 Realizou a fixação do acesso venoso? (com micropore)


1,0 0

8 Conectou o cateter ao soro fisiológico?


1,0 0

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 1

Sim Não

Orientou o paciente sobre a necessidade de


9
transfusão de sangue? 1,0 0

Orientou o paciente sobre a necessidade do controle


10
cirúrgico do sangramento? 1,5 0

O PULO DO GATO...
Os complicadores do OSCE, portanto, não estão na parte teórica, mas sim nos outros
aspectos da prova, sendo os principais: o manejo do tempo – serão 5 a 10 minutos
por questão – e o manejo da ansiedade. Esses sim, tendem a ser os principais pro-
blemas dos candidatos.
Desses dois, o maior é sem dúvida a ansiedade. Ansiedade é a resposta fisiológica
do medo. Lembrem que sentimos isso por uma adaptação evolutiva a situações
ameaçadoras, e que a ansiedade, portanto, em certa medida nos ajuda a lidar com
essas situações. Reduzindo o medo da prova prática e desenvolvendo técnicas de
controle das nossas respostas fisiológicas, é possível sim evitar que a ansiedade nos
paralise completamente.

PROVAS DE MULTIMÍDIA
Às vezes, algumas bancas fazem a prova prática como prova multimídia. Nesse caso,
eles colocam os candidatos em uma sala com computador e solicitam tarefas. Por
exemplo, colocam um traçado de eletrocardiograma no monitor e solicitam que
você dê o diagnóstico daquele ritmo cardíaco. Essas questões tendem a ser mais
semelhantes às questões das provas teóricas, no sentido de que as habilidades
exigidas são mais restritas: não exigem interação com atores, o raciocínio clínico
é mais simples, não existe uma sensação tão grande de estar sendo julgado pelo
examinador a todo momento.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 2

NOVA
PROVA
PRÁTICA
Capítulo 2

Como poderá ser a nova prova


prática após o Covid-19?

V ivemos um momento de grandes incertezas. O ano de 2020 já entrou para a


história da medicina como aquele em que passamos por uma das maiores pan-
demias da humanidade. Nesse contexto, diversos programas de residência vêm
sofrendo profundas modificações desde março. Grande parte dos residentes das
grandes instituições do Brasil foram deslocados para o atendimento a vítimas do
COVID-19 e assim tiveram o curso de sua formação alterado.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 2

Em São Paulo, tivemos residentes de pediatria, endocrinologia, especialidades cirúr-


gicas, ortopedia e tantas outras ajudando a cuidar de pacientes adultos com COVID
em enfermarias e na terapia intensiva. Como médicos, muitos foram chamados
a ajudar e a contribuir para a condução dessa grande crise sanitária. No entanto,
pela duração da crise, vem existindo certa discussão sobre se a formação dessas
residentes em suas especialidades de origem será suficiente para se formarem no
tempo preconizado.
Existe muita discussão sobre como vão ficar os processos seletivos esse ano, tanto
pela presença do vírus que pede redução de aglomerações quanto pelas incertezas
dos programas de residência atualmente.
Até esse momento, não existem respostas. Não acredite em quem vier te dar solu-
ções simples. Nesse momento, os chefes de programas de residência de todo o
Brasil estão levantando alternativas, que não serão de fácil execução.
Não nos cabe responder e nem resolver essas questões. Existem pessoas muito
competentes e experientes pensando e trabalhando nisso. Devemos confiar que
o melhor será feito e enquanto isso, peço a você: concentre-se no estudo para as
suas provas de residência de 2020/2021.
Independentemente de os processos seletivos ocorrerem na data esperada ou de
serem adiados, independentemente de as entradas nos programas serem ou não
postergadas, sugiro: não se ocupe demais com essas questões. Isso vai prejudicar
você porque está totalmente fora do seu controle e vai te ocupar o tempo em que
você poderia estar se preparando para prestar as provas.
Formule um plano de estudos que vá até novembro/dezembro e, caso as provas
sejam mesmo adiadas, use o tempo extra para revisar, para fazer mais provas anti-
gas, para colocar a cereja do bolo na preparação. É claro que diante do desconhe-
cido (de não saber quando serão as provas), pode vir uma ansiedade grande. Mas
resolva isso não especulando demais. Faça a sua parte, se programe para novembro
saindo uma nova data você se adapta.

E AS PROVAS PRÁTICAS?
Mais uma vez, não sabemos. Caso a pandemia persista até dezembro ou janeiro,
datas das provas práticas tradicionais, é possível que elas sejam alteradas. Até 2019
as bancas deixavam os candidatos confinados em auditórios e galpões, as vezes
por horas, chamando pequenos grupos de cada vez para fazer o exame. Isso teria
que ser modificado.
Na hora do exame em si, é possível manter distanciamento de 1 a 2 metros do exa-
minador e do ator e os candidatos poderiam fazer a prova de máscara.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 2

Uma outra possibilidade é que aumente o enfoque em provas multimídia. A USP-


-SP, por exemplo, é uma instituição que tradicionalmente não trabalha com prova
de multimídia (se você não sabe o que é prova multimídia, temos uma aula em
que falamos sobre o assunto). Esse ano isso vai mudar e não teremos provas estilo
OSCE, apenas multimídia.
Nesse momento, os ativos mais importantes que você pode ter são calma e con-
centração. Não tem mistério: monte seu plano e o siga. Apenas tenha em mente
que ao longo dos próximos meses algumas coisas podem mudar, mas com a cer-
teza de que não será o que é central!
E qual o central? É estudar, dominar o conteúdo teórico, fazer as provas antigas,
montar um bom material de revisão e relê-lo várias vezes. É entender estratégias
para manejo de tempo nas provas teóricas e especialmente nas práticas, é treinar
bastante e estudar técnicas para tentar dominar a ansiedade e não deixar que ela
te paralise. É ver bastante imagem e entender as doenças com as quais elas se
relacionam.
Isso é o básico! Foque nisso. Quando já estiver bom nisso você pensa na cereja do
bolo: ah, esse ano vai ter mais prova de multimídia, ah esse ano a prova prática será
em fevereiro/março/abril e não em dezembro ou janeiro. Quando você tiver essas
informações, você reformula seu plano.
Não deixe o desespero do mundo entrar em você. Se você quer passar em um bom
programa de residência, se concentre e tente reduzir o consumo de informações
que aumentarão as incertezas.
Combinado?

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 3

NOVA
PROVA
PRÁTICA
Capítulo 3

Superando o inesperado

PREPARAÇÃO
Quase todo mundo já sentiu aquele frio na barriga, aquele suor nas mãos, aquela
taquicardia antes de uma prova. Mais ainda antes de uma prova importante e de
uma prova prática.
O nervosismo antes da prova prática é normal, fisiológico e pode aguçar a sua mente
e aumentar o seu foco. Não é por outro motivo que apresentamos fisiologicamente
uma resposta adrenérgica diante de desafios. No entanto, a exacerbação dessa res-
posta pode prejudicar seu desempenho em provas e aumentar muito o desgaste
que ela naturalmente traz.
Um ponto central para melhorar esse desconforto é uma boa preparação: não a
ideia de que você sabe tudo, mas a de que você fez o que podia para se preparar.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 3

Treinar antes com amigos e/ ou familiares para se condicionar para o que vai acon-
tecer e criar protocolos mentais também ajuda: você já vai chegar condicionado
a se apresentar, a não esquecer tópicos importantes da anamnese, com o exame
físico sistematizado e com detalhes como notificar, indicar vacina e rastear conta-
tos em mente.

NO DIA DA PROVA
Diante da prova prática é importante aceitar que será mesmo difícil. Não adianta
simplificar o desafio do qual você está diante. Não se coloque em uma posição de
ter que passar por aquilo como se fosse algo fácil porque objetivamente é mesmo
um desafio.
No entanto, tenha as coisas sob perspectiva: sua vida não depende daquela prova.
Sequer o seu futuro profissional depende totalmente da prova. Na pior das hipóteses
você não vai passar naquela instituição e pode tentar novamente no ano seguinte.

1. Chegue cedo
Programe-se para estar no local de prova com antecedência, mas evite conversar
sobre a prova com outros candidatos pois a ansiedade deles pode ter impacto na sua.

2. Aprenda e use técnicas de relaxamento


Pensar positivo, mentalizar coisas boas, respirar profundamente e devagar e manter
uma postura ereta, com o peito aberto pode te ajudar muito a controlar o nervo-
sismo. Abuse dessas técnicas antes e durante a prova, especialmente logo antes de
começar. Esse tende a ser o momento de maior estresse.

3. Leia os comandos com calma


Pense conscientemente no que você está lendo ou fazendo. Em momentos de
muita tensão pensamos mais rápido e podemos ter menos atenção aos detalhes.
Tente voluntariamente se ater a eles.

4. Manequim atípico
Certa vez em uma prova prática de uma grande instituição foi solicitado ao can-
didato a realização de um exame de mamas. Nessa ocasião, o manequim que o
candidato deveria usar consistia em uma almofada fixada no corpo de um ator do
sexo masculino.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 3

Ao palpar a almofada com a técnica correta, o candidato encontrava um nódulo e


deveria descrevê-lo. Ou seja, às vezes o manequim não será nos moldes que você
espera. É preciso imaginação e flexibilidade para se adaptar conforme o examina-
dor for te orientando.
Em outra ocasião, os candidatos deveriam suturar uma “ferida” em uma esponja.
Quando exploravam a ferida achavam um palito de dente dentro dela. Muitos
acharam que aquele palito era parte da esponja, ou que alguém havia esquecido
o palito ali. Na verdade, no entanto, o ele estava representando um corpo estranho
na ferida e deveria ser retirado antes da sutura.
É preciso ter criatividade e flexibilidade.

5. Variação entre os atores


Na maioria das provas estilo OSCE, vários candidatos resolvem a prova ao mesmo
tempo, ou seja, existem mais de um ator e mais de um examinador para cada
estação. Isso pode dar origem a pequenas variações nas estações de acordo com o
examinador ou ator com os quais você fizer a prova. Alguns examinadores podem
dar algumas “dicas” para te guiar na estação e outros podem se manter totalmente
incólumes, sem falar absolutamente nada e nem sequer expressar mímica facial.
Ou às vezes alguns atores são mais objetivos nas respostas enquanto outros são
mais evasivos. Pode acontecer.
Isso é uma arbitrariedade diante da qual se revoltar não vai te ajudar. Trabalhe com
a estação que cair pra você da melhor forma possível. Parta do pressuposto de que
não haverá nenhuma ajuda do ator e nem do examinador (e não deve haver mesmo).
Esse é um dos aspectos de “sorte” que permeiam as provas práticas e como sempre,
o importante é estar bem preparado se a sorte bater na sua porta.

6. Não saber nada sobre o tema


Em 2019, em uma grande prova prática, foi cobrada a abordagem de uma bradicar-
dia instável em um bebê. Muitos candidatos haviam estudado o algoritmo do PALS
para parada cardiorrespiratória em bebês, mas não para bradicardia.
Diante de uma situação como essa, você deve fazer o básico conforme treinou: se
apresentar, avaliar o paciente com anamnese e exame clínico, monitorizar e pegar
acesso venoso se o paciente estiver grave, etc. Essas condutas são pontuadas em
check-list e podem te trazer pontos importantes em estações em que você não
tem ideia do tema.
Nesse caso, mais uma vez, vale a flexibilidade: conduza a estação com base no que
você sabe. Estações em que você não terá ideia do tema são raras e quando acon-
tecem pegam todos os candidatos igualmente de surpresa.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 3

7. Se não for bem em uma estação, respire fundo e passe para a próxima
É extremamente comum ir mal em uma estação e ainda sim ser aprovado. Tente
esquecer a estação em que você foi mal, use aquelas técnicas de relaxamento que
você aprendeu e passe para a próxima.

8. Tente interromper pensamentos catastróficos com bons pensamentos


As vezes podemos entrar em um círculo vicioso de pensamentos negativos que
podem nos levar a uma paralisia diante da prova. Se você sentir que isso está come-
çando a acontecer, tente interromper esse ciclo pensando em coisas boas, em você
alcançando seu objetivo, na alegria que você sentirá ao passar, etc. Ajuda muito.

9. Procure ajuda profissional se necessário


Se você sente que seu nervosismo te prejudica muito e se essas técnicas expostas
aqui não te ajudarem, vale a pena considerar suporte profissional.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 4

NOVA
PROVA
PRÁTICA
Capítulo 4

Como montar o currículo?

A última fase dos processos seletivos para residência médica em geral não vale
tantos pontos, mas ela pode ser decisiva para candidatos classificados entre as
últimas vagas ou para os que estão prestando prova para especialidades extrema-
mente concorridas. A etapa de entrevista e análise curricular também permite ao
candidato se apresentar diante da banca de uma forma mais completa. Assim ele
consegue demonstrar habilidades que podem não ter ficado evidentes nas outras
fases do concurso.
Pois bem. Na maioria das instituições, essa etapa é dividida entre análise curricular
e a entrevista propriamente dita, cada uma valendo cerca de 50% do valor total.
O primeiro passo, portanto, é montar um currículo adequado. E em que consiste
um currículo adequado? Para definir isso, é essencial conferir no edital do concurso
qual o tipo de currículo está sendo solicitado. O Curriculum vitae tradicional é a
modalidade mais pedida, mas algumas instituições e/ou especialidades pedem que
os candidatos apresentem o currículo no modelo lattes. Nesse momento, o edital
é seu melhor amigo.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 4

IMPRESSO X ONLINE
Algumas bancas possuem um modelo próprio de currículo que você deve apenas
preencher online. Esse tem sido o caso da USP-SP nos últimos anos. Eles solicitam
que os candidatos preencham as informações pertinentes em uma plataforma
online que posteriormente permite a leitura no formato de um currículo. No dia da
entrevista, eles reúnem essas informações e podem ir te pedindo os documentos
comprobatórios necessários ou não.
A maioria das bancas, no entanto, pede que o candidato leve seu currículo no dia
da entrevista mesmo, no formato impresso.

COMO MONTAR UM CURRÍCULO LATTES?


O currículo lattes é montado diretamente na plataforma lattes do CNPq (http://lattes.
cnpq.br/). Depois de montar é só imprimir. A própria plataforma tem os campos de
que devem ser preenchidos (formação acadêmica, publicações, iniciação científica,
atividades de extensão, etc). Apenas um cuidado: quem escolhe as sessões que vão
aparecer no seu lattes é você mesmo. Não esqueça de incluir todas as sessões que
constam em edital!

O QUE PRECISA ESTAR NO CURRÍCULUL VITAE?


O Curriculum vitae é uma versão concisa da sua trajetória profissional e acadêmica.
Muitas vezes ele vai conter apenas entre uma e três páginas e é assim mesmo. Pode
dar bastante trabalho para montar, mas o esforço vale a pena.
Em cada edital sempre consta o que será avaliado e pontuado no currículo. Como
existem pequenas variações entre instituições, é importante fazer pequenas adap-
tações no documento que você construir antes de enviá-lo a cada hospital.
Questões universalmente pontuadas são: histórico escolar e aproveitamento aca-
dêmico, estágios extracurriculares, iniciação científica e publicações, línguas
estrangeiras. Esses pontos serão sempre essenciais e precisam estar em destaque
no seu currículo.
Além desses, lembre-se de pontuar tudo o que constar no edital e, especialmente,
aquilo que você tem de diferente, que te destaca. Não se esqueça de que existe
uma avaliação objetiva e outra subjetiva do currículo, em que a banca vai consi-
derar a sua “coerência”, sua “postura”, etc. Use o currículo para passar uma boa
impressão sobre você!
Suas conquistas devem estar nítidas, mesmo que não estejam estritamente entre
os aspectos solicitados pelo edital no concurso. Se o edital não inclui diretamente a
avaliação de prêmios acadêmicos, mas você apresentou algum trabalho premiado
na faculdade, não esqueça de promovê-lo no papel! Seu currículo deve criar um
impacto na banca, e cada aspecto dele desse ser pensado dessa forma.

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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 4

DICAS
1. Sempre comece com sua identificação pessoal seguida de formação acadêmica
e experiência profissional.
2. Se não tiver experiência profissional não coloque esse tópico. Inclusive, se você
não tiver nada para colocar em algum tópico, exclua-o! Cada tópico do currículo
serve para impressionar a banca, jogue a favor de si mesmo.
3. Depois da formação acadêmica/experiência profissional, organize os tópicos de
maneira a dar mais destaque para aquilo que você considera seu ponto forte.
São prêmios? Estágios extracurriculares? Estágios no exterior? Voluntariados?
Iniciação científica? Publicações? Participação em atividades esportivas?

ERROS COMUNS
1. Não colocar os itens do currículo em ordem cronológica: As coisas mais recen-
tes devem vir primeiro em cada tópico. O trabalho que você apresentou em
2020 deve vir antes do apresentado em 2018. Perder essa ordem pode deixar
seu currículo confuso e passar uma imagem de desorganização sobre você.
2. Levar currículos longos demais: Mesmo pessoas extremamente produtivas
durante a vida acadêmica conseguem produzir um currículo de 1-3 páginas.
Seja conciso e use seu currículo a seu favor. Reflita sobre suas maiores conquis-
tas acadêmicas e coloque-as ali com destaque. Cuidado com informações não
pertinentes que estão ali apenas para “fazer volume”. Elas podem ofuscar o que
é relevante.
3. Formatação inadequada: Quando terminar seu currículo, revise-o analisando
também sua estética: fontes, margens, espaçamento, ortografia, letras em negrito
ou itálico que conferem destaque a alguma informação, clareza e objetividade.
4. Não ter a documentação comprobatória em mãos no dia da entrevista. Se
você não tem um documento que comprove qualquer coisa no seu currículo,
não hesite em deixar essa informação de fora. Você estará nervoso(a) no dia da
entrevista e se a banca te pedir um documento que você não tem, isso será um
fator a mais de grande estresse e poderá se converter em uma falta ética grave,
de se promover em cima de algo que você não é/não tem.

19
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 4

Anexo 1
 
Modelo de Curriculum Vitae:
Anexo 1:  
Modelo de Curriculum Vitae:  
M ARI A DAS GRAÇAS
Rua do Café, nº 23.
Bairro, Cidade, Estado
CEP
mariadasgraças@gmail.com
_____________________________________________________________________________

FORM AÇÃO ACADÊM I CA


Em andamento
Mestrado em xxxx – Universidade Y 2019-2021
Projeto: ABDC

Graduação em Medicina – Universidade Y


Honras? Classificação na turma?
Internatos: 2 anos 2017
Locais dos internatos e notas?

EXPERI ÊNCI A PROFI SSI ONAL

Médica plantonista do Hospital W 2018


Professora de matemática do cursinho pré-vestibular Z 2015

FORM AÇÃO COM PLEM ENTAR

Estágio prático em Clínica Médica


M ayo Clinic, Rochester, MN, EUA (Carga Horária 200h) 2017
Estágio extracurricular prático em ginecologia e obstetrícia
Maternidade V, cidade, estado (Carga horária 300 h). 2017

PRÊM I OS
2016
1olugar: Melhor Tema Livre Oral Jovem Pesquisador no 71o Congresso Brasileiro
de Cardiologia.
2015
Relevância Acadêmica pelo pôster apresentado no XVII Encontro de Extensão da
UFMG

M ONI TORI AS
Jan-dez 2014
Monitora da disciplina de Anatomia (carga horária 20h)
Jan-dez 2016
Monitoria da disciplina de Semiologia (carga horária 20h)

I NI CI AÇÃO CI ENTÍ FI CA

Prevalência da Cardiopatia Reumática no Estado de Minas Gerais (Programa de 2015-2017


Rastreamento de Cardiopatia Reumática – PROVAR)
 
 

20
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 4

CERTI FI CAÇÕES 2018


2017
Prova do Cremesp - 82% de acerto 2017
Fluência em inglês - TOEFL – nota 113
Advanced Cardiovascular Life Suport (ACLS)

PUBLI CAÇÕES
Artigos Completos Publicados em Periódicos

Silva, Fulano; Santos, Cicrano; Graças, M aria das; Oliveira, Beltrano; Prevalence of
rheumatic heart disease in Brazil. Journal of the American Heart Association , v. 7,
p. e008039-11, 2018.

Graças, M aria das; Silva, Fulano; Santos, Cicrano; Prevalence of


electrocardiographic abnormalities in primary care patients. Sao Paulo Med J. 2018
Jan-Feb;136(1):20-28

RESUM OS E APRESENTAÇÕES EM CONGRESSOS


I nternacionais

Graças, M aria das; Silva, Fulano; Santos, Cicrano. Prevalence of


electrocardiographic abnormalities by gender in large database of primary care
patients. In: International Congress of Electrocardiology, 2015, Comandatuba, Bahia,
Brazil. Book of Abstracts ICE 2015, 2015. v.1.p. 1

Nacionais

Silva, Fulano; Santos, Cicrano; Graças, M aria das; Oliveira, Beltrano; Comparação
entre estratégias de rastreamento ecocardiográfico da cardiopatia reumática no
Brasil: dados do estudo PROVAR. In: 72o Congresso Brasileiro de Cardiologia, 2017,
São Paulo - SP, Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2017. v. 109. p. 124 -124.

CAPÍ TULOS DE LI VROS PUBLI CADOS

Silva, Fulano; Santos, Cicrano; Graças, M aria das; Endocardite infecciosa. In: José
Carlos Serufo; Milena Soriano Marcolino. (Org.). Emergências clínicas: teoria e
prática. 3ed.Belo Horizonte: Coopmed, 2018, v. 1, p. 543-556. ISBN 978-85-7825-083-
6.
 

21
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 5

NOVA
PROVA
PRÁTICA
Capítulo 5

Pontuações atribuídas
a entrevista e currículo
em cada instituição

N a maior parte das instituições (USP-SP, Unifesp, Hospital Sírio Libanês, Unesp,
USP-RP, Santa Casa de SP, UNICAMP), a pontuação das etapas do concurso de
residência médica se dá da seguinte forma:

1ª fase
▶ Prova teórica – peso 5

2ª fase
▶ Prova prática – peso 4

▶ Entrevista – peso 1

22
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 5

Ou seja, a pontuação da entrevista e do currículo somadas constituem apenas 10%


da nota total da prova. Desses 10%, em geral metade é atribuída à avaliação objetiva
do currículo e outra metade ao desemprenho do candidato da arguição.
Resumindo, portanto, nas maiores provas de residência de São Paulo apenas 5% de
toda a nota do processo seletivo vem da “entrevista” em si.
Já podemos concluir com isso que a ideia de que grandes instituições usam as
entrevistas para selecionar os candidatos “da casa” é muito mais uma lenda urbana
do que uma realidade. Se os candidatos “de fora” tiverem boas notas nas provas
teórica e prática e um bom currículo, muito dificilmente a entrevista será respon-
sável por eliminá-los.
É claro que quanto mais concorrida for a especialidade maior pode ser o impacto
dessa etapa. Além disso, quanto mais perto do final da lista o candidato estiver,
maior a chance de a entrevista fazer alguma diferença entre ele ser aprovado ou não.
No geral, entretanto, quem vai bem nas primeiras etapas e tem um currículo que
objetivamente inclui os critérios de análise que as instituições buscam tem tudo
para ir muito bem nessa fase.
A pontuação detalhada que cada instituição atribui a cada parte do currículo na
avaliação objetiva deve ser buscada em cada edital porque ela pode mudar de um
ano para o outro. Muitos lugares mudam os critérios de acordo com a especialidade
pretendida.
Segue abaixo o que constava nos editais de 2020 sobre a pontuação de cada item
do currículo:

USP – São Paulo


Para cada especialidade a pontuação e os critérios de análise variam. Para clínica
médica a pontuação é extremamente detalhada, para dermatologia nem tanto.
Contudo, em geral todas as especialidades pontuam:

1. Aspectos relacionados à instituição de ensino de origem do candidato

ser reconhecida como centro formador, assistencial e de pesquisa científica;


▶ 

duração do internato;
▶ 

possuir hospital universitário próprio;


▶ 

oferecer ensino de graduação nos três níveis de atenção à saúde.


▶ 

2. Aspectos relacionados ao curriculum vitae:

aproveitamento na graduação;
▶ 

iniciação científica;
▶ 

cursos realizados especialmente na área;


▶ 

monitorias;
▶ 

23
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 5

estágios voluntários;
▶ 

participação em reuniões científicas;


▶ 

língua estrangeira;
▶ 

trabalhos apresentados e/ou publicados.


▶ 

3. Na arguição

coerência, clareza e objetividade.


▶ 

Unifesp
Assim como a USP-SP, a Unifesp também detalha a avaliação curricular por espe-
cialidade. Segue o exemplo da avaliação usada para os candidatos a uma vaga de
clínica médica.

1. Análise do curriculum vitae – Peso 0,5

Quanto à instituição de origem:


▶ 

▷ ser reconhecida como centro formador, assistencial e de pesquisa científica;


▷ possuir Hospital Universitário próprio;
▷ oferecer ensino de graduação nos três níveis de atenção à saúde.
Desempenho durante a graduação (histórico escolar)
▶ 

Duração do internato
▶ 

Atividades de representação estudantil


▶ 

Iniciação e produção científicas


▶ 

Monitorias
▶ 

Atividades extracurriculares relacionadas ao ensino, assistência médica, está-


▶ 
gios supervisionados e extensão
Congressos e cursos de extensão
▶ 

Desempenho em concursos públicos


▶ 

Prêmios e distinções acadêmicas


▶ 

Atividades comunitárias, culturais e esportivas


▶ 

Língua estrangeira
▶ 

As infrações éticas ocorridas durante a arguição poderão significar reprovação


▶ 
do candidato à Residência Médica.

2. Arguição do candidato – Peso 0,5

Avaliação do interesse na instituição, no programa e científico


▶ 

24
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 5

Avaliação da apresentação, fluência verbal, atitude, postura, objetividade e


▶ 
maturidade
Defesa coerente dos dados apresentados no curriculum vitae.
▶ 

Hospital Sírio Libanês


Análise do curriculum:

Cada tópico tem o valor de 10 pontos com o valor máximo de 60 pontos.


Performance no Curso Médico
▶ 

Estágios Acadêmicos extracurriculares


▶ 

Produção e iniciação Científica


▶ 

Língua Estrangeira
▶ 

Participação em Congressos e eventos


▶ 

Certificações ACLS/ATLS e outros


▶ 

Arguição do curriculum:

Cada tópico tem o valor de 10 pontos com o valor máximo de 40 pontos.


Capacidade de comunicação e argumentação
▶ 

Clareza de raciocínio
▶ 

Coerência
▶ 

Apresentação e postura
▶ 

Hospital Albert Einstein


No processo seletivo para entrada em 2020 a instituição não realizou análise curri-
cular ou entrevista para os candidatos a vagas de acesso direto.

UNESP
O edital da UNESP não apresenta a pontuação exata de cada tópico avaliado, mas
apresenta o que a banca valoriza no currículo.
São considerados: duração do internato, aproveitamento durante o curso de gradua-
ção, participação em atividades extra-curriculares relacionadas ao ensino, assistência
médica e estágios supervisionados, pesquisa científica e envolvimento institucional,
participação de atividades de âmbito não relacionadas diretamente à profissão,
línguas estrangeiras, monitorias, trabalhos publicados, trabalhos apresentados em
congressos, bolsa oficial de iniciação científica (especificar fonte: PIBIC, etc).

25
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 5

Na arguição é considerado: postura, objetividade, capacidade de auto-avaliação


(pessoal e profissional), expectativas profissionais para os próximos anos, fluência
verbal e desenvoltura, coerência com os dados apresentados no curriculum vitae.

USP – Ribeirão Preto


São avaliados os seguintes itens:

Tópicos Nota máxima


Histórico escolar 2
Atividades assistenciais extracurriculares 1
Atividades científicas 1
Atividades de ensino extracurriculares 1
Atividades estudantis 1
Coerência com o curriculum vitae apresentado 1
Postura, clareza, objetividade 1
Apresentação e comunicabilidade 1
Capacidade de auto-avaliação 1

O edital discrimina exatamente o que é aceito em cada um desses tópicos.

Santa Casa de São Paulo


São analisados os seguintes itens: duração do internato; internato realizado em Hos-
pitais Universitários próprios; carga horária da graduação; atividades extracurricu-
lares; iniciação científica, com ou sem bolsa de instituição de fomento à pesquisa,
com publicação em editais nos anais de congresso ou publicação em periódicos;
prêmio acadêmico recebido; cursos, congressos e palestras frequentadas; trabalhos
completos publicados em periódicos ou em anais; trabalhos voluntários extracurri-
culares realizados, com duração mínima de um ano; línguas estrangeiras.

UNICAMP
1. Análise do curriculum (peso 3):

Aproveitamento durante o curso de graduação; iniciação científica; publicação


▶ 
de trabalhos completos em periódicos; participação em teste de progresso;
apresentação de trabalho em congresso. Todas as informações curriculares
deverão estar comprovadas com documentação específica, ressaltando que, no
caso de trabalhos publicados, os respectivos originais deverão estar anexados.

26
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 5

2. Avaliação da arguição (peso 7):

Avaliar a desenvoltura, objetividade, postura, capacidade de auto-avaliação,


▶ 
fluência verbal, expectativas profissionais e coerência do candidato com os
dados apresentados no currículo.

27
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 6

NOVA
PROVA
PRÁTICA
Capítulo 6

A entrevista

A entrevista é uma parte do processo seletivo para entrada na residência que


pode ter muitas variações. De acordo com a instituição e a especialidade pre-
tendidas as entrevistas podem ser totalmente diferentes umas das outras. Algumas
são muito objetivas e outras nem tanto.
Em primeiro lugar, esteja preparado para falar sobre você. Entenda seu próprio
currículo e saiba discorrer sobre cada tópico que está ali. Por que essa iniciação
científica? Por que tantos trabalhos em neurologia se você está aqui prestando
prova para cirurgia? O que te levou a fazer cada estágio extracurricular? O que você
aprendeu em cada um?

Além disso, não deixe de treinar respostas para as perguntas clássicas:


Fale um pouco sobre você

Quais os seus pontos fortes e fracos?

Quais são os seus objetivos na medicina?

28
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 6

Sua entrevista muito provavelmente não fugirá disso.


Existem entrevistas que incluem passeios pelo hospital para que os candidatos
conheçam as instalações. Algumas outras incluem situações modelo para avaliar a
desenvoltura dos candidatos em diferentes cenários clínicos.
Independente do formato, tenha a atenção de se comunicar de maneira ética e
formal. Esteja atento ao que está ocorrendo a sua volta, evite opiniões políticas e
entrar em temas polêmicos nesse momento. Nas dinâmicas de grupo, mantenha o
equilíbrio entre ser proativo e permitir que outros colegas participem. Seja sempre
empático se confrontado com situações que envolvam pacientes, na dúvida do que
fazer, opte pela conduta que preserve a escuta ativa, a privacidade e a autonomia
deles.

Apresentação Pessoal
Sua aparência invariavelmente fará parte da primeira impressão que a banca for-
mará sobre você.
O traje da entrevista é social. Essa é uma situação em que você não quer ser lem-
brado negativamente pelo que está vestindo. Recomenda-se evitar roupas curtas e
decotes e manter o cabelo penteado e limpo. Roupa amassada ou suja pode passar
a impressão de desleixo.
Para os homens, é indicado o uso de terno, sendo a gravata um item opcional. Para
mulheres, saia, calça ou vestido sociais. Independente da roupa escolhida, certifi-
que-se de que você estará confortável e de que não ficará muito incomodado(a)
com uma calça apertada, uma camisa que amassa muito facilmente ou um sapato
que aperte o pé. Isso pode interferir com a sua performance no dia.

Atitudes da banca
As pessoas que compõem a banca da entrevista participam de alguma maneira
do programa de residência médica daquela instituição. Podem ser coordenadores,
professores, preceptores ou médicos assistentes.
O comportamento dos entrevistadores diante dos candidatos pode ser variável.
Alguns são mais simpáticos e outros mais diretos e objetivos. Saiba suas melhores
qualidades e prepare-se para conseguir demonstrá-las em cada cenário.
Muitas pessoas saem das salas de entrevista com a impressão de que não foram
bem porque os entrevistadores foram mais objetivos e diretos. Não é bem assim.
Seja você sempre simpático com a banca e tente surpreende-los com um agrade-
cimento por ter tido a oportunidade da entrevista ou com uma pergunta sobre o
programa se houver espaço para isso.

29
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NOVA PROVA PRÁTICA  Capítulo 6

Pergunte, por exemplo, o que eles consideram ser o ponto forte daquela resi-
dência, qual a proximidade que os residentes têm com os internos e alunos da
faculdade, como a carga horária é distribuída entre diferentes estágios. Apenas
evite perguntas pessoais e evite criticar o programa logo na entrevista. Não existe
residência perfeita.

30
USP
São Paulo
(USP-SP)

31
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USP – SP  2017

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

USP – SP  2017

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Paciente feminina de 24 anos, chega a consulta com queixa de
palpitações.

Tarefa
1. Realize o atendimento.

32
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USP – SP  2017

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

2 Perguntou sobre a queixa principal.

Perguntou sobre comorbidades e medicações


3
de uso contínuo.

4 Perguntou sobre história familiar.

Perguntou sobre tabagismo, uso de álcool e


5
drogas (R: nega).

Perguntou sobre a relação das palpitações


6 com algum momento do dia (R: sem relação,
palpitações intermitentes).

Perguntou sintomas associados à queixa


7
(sudorese, tremores, perda de peso) R: sim.

Mencionou o exame físico – dados vitais,


8
ectoscopia). R: taquicardia.

Solicou exame mais detalhado do aparelho


9
cardiovascular.

10 Solicitou palpação da tireóide.

Explicou para a paciente o que seria feito no


11
exame físico.

12 Solicitou TSH, T4 livre (TSH baixo, T4L elevado).

Verbalizou o diagnóstico de hipertireoidismo


13
primário.

Solicitou cintilografia quantitativa da tireóide.


14
R: nódulo único hipercaptante.

Deu o diagnóstico de adenoma tóxico (ou


15
Doença e Plummer).

Indicou radioiodoterapia ou cirurgia como


16
tratamento.

Tranquilou a paciente sobre a benignidade do


17
quadro.

Retirou as dúvidas da paciente de maneira


18
clara.

33
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USP – SP  2017

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está na UBS e recebe uma paciente de meia idade que chega
para consulta de rotina.

Tarefas
1. Realize a anamnese. Avise o examinador quando tiver terminado.

2. Realize o exame físico das mamas.

3. De a conduta adequada para o caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

2 Perguntou sobre queixas atuais (R: nega).

Perguntou sobre comorbidades e uso de


3
medicações (R: nega).

Perguntou sobre história ginecológica


e obstétrica (menarca, DUM, paridade e
4
história de amamentação, uso de métodos
contraceptivos, doenças ginecológicas prévias).

5 Perguntou sobre história familiar.

Perguntou sobre hábitos de vida – tabagismo,


6
uso de álcool e drogas.

Explicou o exame físico e pediu o


7
consentimento

Mencionou a lavagem das mãos antes do


8
exame.

Perguntou se a paciente gostaria de


9
acompanhante na sala.

34
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USP – SP  2017

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Realizou inspeção estática, inspeção dinâmica


10 e palpação de linfonodos corretamente com a
paciente sentada.

Finalizou o exame com a paciente em decúbito


11 dorsal na posição correta, com as mãos da
atrás da cabeça e realizou a palpação.

12 Verificou a presença de nódulo em mama E.

Verificou características da lesão: consistência,


13 tamanho, mobilidade, sinais flogísticos
associados.

14 Explicou o achado para a paciente.

15 Solicitou mamografia.

35
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USP – SP  2017

 CIRURGIA

Caso clínico
Você está no ambulatório e realizará a retirada de um cisto sebáceo.

Tarefas
1. Escreva os materiais que você utilizará para realizar o procedimento.

2. Realize o procedimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Solicitou paramentação completa.

2 Solicitou campos estéreis.

Solicitou material para antissepsia – gaze, cuba,


3
clorexidine ou povidine, pinça para aplicação.

4 Solicitou agulhas, seringas e anestésico

5 Solicitou bisturi e tesouras

6 Solicitou afastadores e pinças

7 Solicitou pinças hemostáticas

8 Solicitou fios de sutura de nylon e porta agulha.

Solicitou material para curativo e pote estéril


9 para o envio do material retirado para análise
anatomo-patológica.

10 Desenhou corretamente a incisão longitudinal.

11 Calçou a luva corretamente.

12 Realizou antissepsia da pele.

13 Colocou campos cirúrgicos.

14 Realizou anestesia local.

36
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USP – SP  2017

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Realizou a incisão na esponja (linear ou em


15
fuso).

Dissecou por planos até circundar


16
completamente a lesão e retira-la.

17 Citou revisão da hemostasia.

Realizou sutura em dois planos (subcutâneo e


18
pele).

19 Realizou curativo.

Encaminhou o material para análise


20
anatomopatológica.

21 Explicou sobre a alta no final do procedimento.

22 Orientou cuidados com a ferida

23 Orientou analgesia.

Agendou retorno após 7-10 dias para a retirada


24
dos pontos.

37
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USP – SP  2017

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você está no alojamento conjunto. O RN de Catiane tem 48 horas e
aguarda apenas a realização do teste do coraçãozinho antes de rece-
ber alta.

Tarefas
1. Solicite os materiais necessários para a realização do teste do coraçãozinho.

2. Realize o teste do coraçãozinho

3. Assista ao vídeo indicado, indique quais são os parâmetros para cálculo do


APGAR, suas respectivas pontuações e a soma deles para o cálculo do APGAR.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a)

2 Solicitou oximetro de pulso.

Solicitou material para fixação do oxímetro no


3
bebê.

4 Mencionou lavagem das mãos.

Explicou o procedimento para a mãe do


5
paciente.

6 Inseriu oxímetro em MSD e em algum MI.

Verbalizou o resultado alterado (<95% em


7 qualquer das medidas ou diferença > ou = a 3%
entre as medidas de MSD e algum MI).

8 Orienta nova aferição após 1h.

Orienta após novo teste alterado e realização


9
de ecocardiograma em 24h.

Verbaliza que não é possível dar alta até o


10
resultado do novo exame.

38
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USP – SP  2017

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Verbaliza os parâmetros para cálculo do


APGAR:
▶ Cor (R: cianose de extremidades).
11 ▶ FC (R: 150)
▶ Irritabilidade reflexa (R: chora à manipulação)
▶ Tônus (R: movimentos ativos e em flexão)
▶ Padrão Respiratório (Choro).

12 Calculou o APGAR em 9

39
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USP – SP  2017

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você está na UBS e vai atender um paciente com queixa de mancha
indolor em MSD.

Tarefas
1. Dê o diagnóstico operacional

2. Entre os testes disponíveis na mesa, escolha três e indique quais parâmetros


são compatíveis com o resultado alterado.
3. Retire as dúvidas do paciente.

Quais os espectros clínicos da hanseníase?


a. 

Quais as medidas de saúde pública que precisam ser tomadas diante do


b. 
diagnóstico da doença?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a) da UBS.

Perguntou sobre comorbidades e uso de


2
medicações.

Perguntou sobre a presença de outras pessoas


3
na casa com os mesmos sintomas.

Verificou a quantidade de lesões que o


4
paciente apresentava (R: apenas uma lesão).

Verificou se a baciloscopia da lesão era positiva


5
(R: negativa).

6 Deu o diagnóstico de hanseníase paucibacilar.

Entre os testes expostos, escolheu:


1. Sensibilidade termina com algodão e álcool.
7
2. Teste da histamina
3. Teste da pilocarpina.

40
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USP – SP  2017

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Testou a sensibilidade da lesão com algodão


8
seco e algodão embebido em álcool.

Verbalizou que a alteração seria a presença de


9
anestesia ou hipoestesia na lesão.

Verbalizou que em caso de alteração na


sensibilidade térmica não é necessário
10
prosseguir o exame com a sensibilidade tátil e
dolorosa.

Indicou a realização do teste de histamina


11 (aplicar uma gota de histamina sobre a lesão
seguida de microperfuração da pele).

Mencionou a necessidade de avaliação da


12 tríplice reação de Lewis positiva (ausência do
eritema reflexo secundário).

Mencionou o teste da pilocarpina (Passar iodo


sobre a lesão, injetar pilocarpina intradérmica
e colocar pequena quantidade de amido
por cima. A produção de suor induzida pela
13
pilocarpina deve colorir o sistema de azul. A
ausência da coloração azul indica disfunção
das fibras autonômicas – teste positivo para
hanseníase).

Mencionou corretamente os espectros clínicos


da hanseníase:
14
Virchowiana, dimorfa, indeterminada e
tuberculoide.

15 Mencionou notificação dos casos suspeitos.

Mencionou rastreio dos contatos para exame


16
neurodermatológico e profilaxia se necessário.

Indicou seguimento dos contatos com exame


17
neurodermatológico anual por 5 anos.

41
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USP – SP  2019

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

USP – SP  2019

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Paciente jovem, sem comorbidades, apresenta há uma semana disp-
neia, dor torácica com melhora a flexão do tronco para frente, pré-
-síncope no dia da consulta. Refere contato prévio com uma criança
com IVAS.

Tarefas
1. Após assistir ao vídeo, escreva as alterações encontradas no exame clínico. Caso
o exame esteja todo normal, escreva apenas “exame normal”
2. O paciente realizou os seguintes exames complementares:

42
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USP – SP  2019

De acordo com a história, exame físico e exames complementares fornecidos (ECG


eRx tórax), escreva a principal hipótese diagnóstica para o caso 3 e cite 3 etiologias
para a hipótese diagnóstica em questão.

43
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USP – SP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Verificou tempo de enchimento capilar


1
aumentado.

2 Verificou pulso paradoxal.

3 Verificou lesões ulcerosas em palato.

4 Verificou bulhas hipofonéticas.

5 Verificou hipotensão

6 Verificou sibilos.

Levantou pericardite com tamponamento


7
cardíaco como a principal hipótese diagnóstica.

Levantou pericardite viral, bacteriana,


8
autoimune entre as etiologias possíveis.

44
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USP – SP  2019

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente gestante de quase 42 semanas, primigesta, jovem, realizou
o pré-natal adequado e foi admitida para receber ocitocina para indu-
ção do trabalho de parto.

Tarefas
1. Preencha o partograma conforme orientações do examinador.

2. Realize a anamnese direcionada e o exame físico da gestante.

3. Após 2 horas, a paciente evoluiu com dor abdominal. Converse novamente com
a paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Preenchei corretamente o partograma.

2 Se apresentou para a paciente.

3 Perguntou sobre comorbidades.

4 Perguntou sobre intercorrências no pré-natal.

5 Avaliou a paridade.

6 Solicitou exame físico geral.

7 Solicitou altura uterina.

8 Avaliou a contração uterina.

9 Avaliou BCF.

10 Fez menção ao toque vaginal.

Tarefa 3 – A paciente queixa-se de intensa dor abdominal.

Solicitou reavaliação do tônus uterino e do BCF


11
(R: 8 contrações em 10 minutos).

45
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USP – SP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

12 Solicitou cardiotocografia.

Identificou a cardiotocografia como


13
categoria 2.

14 Não indicou cesariana no momento.

15 Desligou ocitocina.

16 Decúbito lateral.

17 Ofertou oxigênio.

18 Hidratação.

19 Tocolítco.

20 Repetiu a cardiotocografia.

Interpretou a nova cardiotocografia como


21
categoria 1.

22 Indicou seguir o trabalho de parto

46
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USP – SP  2019

 CIRURGIA

Caso clínico
Jovem de 22 anos sofreu ferimento por arma branca há 3 dias. Foi
necessária a realização de uma drenagem de tórax no primeiro dia
da internação. No momento, o dreno encontra-se conforme demons-
trado no vídeo. (VÍDEO: Dreno de tórax borbulhando bastante ainda).

Tarefas
1. Dê dois diagnósticos que justifiquem o quadro.

2. Escreva os materiais que serão necessários para a retirada do dreno.

3. Explique o procedimento ao paciente e descreva como será feita a retirada do


dreno.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Levantou pneumotórax residual e lesão


1 brônquica como justificativas para o dreno se
manter borbulhando.

2 Solicitou paramentação.

3 Solicitou bisturi/tesoura.

4 Solicitou material para curativo oclusivo.

Explicou que o procedimento seria realizado


5 no final de uma incursão respiratória
(inspiração ou expiração).

6 Levantar o membro superior.

Fazer um teste demonstrativo com o paciente


7
antes da manipulação.

Deixar preparado curativo oclusivo com


8
esparadrapo e gaze.

47
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USP – SP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Pedir ao paciente para segurar a respiração,


9 retirar o dreno e ocluir a ferida (todas as etapas
tem que ser realizadas).

10 Colocar o curativo.

48
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USP – SP  2019

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você está na sala de emergência do PS quando uma mulher aparece
carregando um filho de 11 meses que, segundo ela, foi encontrado
letárgico minutos após ter sido visto bem.

Tarefa
1. Preste o atendimento ao paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico

2 Avaliou a responsividade.

3 Avaliou a presença de respiração.

4 Avaliou cor.

5 Avaliou pulso.

Avaliou pulso no local correto (braquial ou


6
femoral).

7 Solicitou monitorização (Sat 85% FC 45 bpm).

Forneceu oxigênio a 100% (máscara não


8
reinalante).

9 Indicou ventilações com bolsa-válvula-máscara.

10 Abriu adequadamente a via aérea.

11 Utilizou adequadamente a técnica C-E.

Fez ventilações na frequência correta (12-20


12
vezes por minutos – 1 vez a cada 3-5 segundos).

Solicitou reavaliação (R: mantida hipoperfusão,


13
dessaturação e bradipneia).

49
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USP – SP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

14 Iniciou RCP

Realizou 30 compressões para cada


15
2 ventilações (1 socorrista).

Comprimiu o tórax com profundidade


16 adequada permitindo o retorno do tórax entre
as compressões.

17 Realizou 100-120 compressões por minuto.

18 Checou o ritmo após 2 minutos ou 5 ciclos.

19 Indicou retorno a RCP

Mudou o ciclo para 15 compressões para cada


20
duas ventilações – 2 socorristas.

21 Indicou adrenalina.

Indicou adrenalina na dose correta


22
(0.01 mg/kg).

23 Verificou retorno à circulação espontânea.

50
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USP – SP  2019

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você é o médico responsável pelo atendimento na UBS e deveria olhar
o genograma de uma grande família.

Tarefas
1. Identifique o genograma e descreva as alterações destacadas em vermelho (A,
B, C e D).
2. Cite um recurso (equipamento) externo à UBS, mas potencialmente presente
no território em que atua, que poderia ser adicionado para:
a. Abuso de álcool de Carlos.

b. A violência de Carlos contra Sara.

3. Além das estratégias de realização de anti-HIV e negociação do uso da camisi-


nha, escreva duas outras estratégias que podem ser adotadas por Solange para
a prevenção contra a contaminação por HIV nas relações sexuais com Daniel.

51
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USP – SP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 A: Pessoas que moram na mesma casa.

2 B: Abortamento.

3 C: Relação conflituosa.

4 D: Relação conflituosa.

5 Sugeriu CAPES AD (Álcool e Drogas) em 02a.

6 Sugeriu o grupo alcoólicos anônimos em 02a.

7 Sugeriu a delegacia da mulher em 02b.

Sugeriu o centro de acolhimento da mulher


8
em 02b.

9 Em 03 indicou preservativo feminino.

Em 03 indicou profilaxia pré-exposição


10
(tenofovir + entricitabina).

52
UNIFESP

53
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UNIFESP  2018

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNIFESP  2018
  5 minutos por questão

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Paciente jovem com dor e eritema em membro inferior há 4 dias

Tarefas
1. Realize o atendimento

2. Indique o diagnóstico, um diagnóstico diferencial e a conduta para o paciente

54
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UNIFESP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Perguntou sobre calor local e edema. Verificou


1
a intensidade da dor.

Perguntou sobre a presença de fissura entre os


2
dedos e outros fatores de risco para erisipela.

Verificou a presença de empastamento de


3 panturrilha edema assimétrico de membros
inferiores

Verificou a presença de sinais e sintomas de


4
sepse.

Perguntou sobre fatores associados a pior


5
evolução: presença de comorbidades, idade.

Realizou o diagnóstico diferencial entre


6
erisipela e TVP.

Prescreveu o antibiótico corretamente,


checando a ausência de alergias graves
7
(penicilina procaína IM 400 – 800 UI ou
amoxicilina 500 mg 8/8 horas por 14 dias)

8 Confirmou o local de tratamento: domiciliar

9 Prescreveu analgésico simples.

10 Agendou retorno para acompanhamento.

55
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UNIFESP  2018

 CIRURGIA

Caso clínico
Você é o cirurgião de plantão na emergência e vai atender um paciente
adulto de 33 anos, masculino, vítima de trauma automobilístico, tra-
zido por familiares ao OS

Tarefa
1. Realize o atendimento do paciente

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Citou paramentação adequada.

2 Solicitou proteção cervical

3 Solicitou avaliação das vias aéreas.

Avaliação do tórax: inspeção, palpação,


4
percussão, ausculta. Sat O2 e FR

Avaliação da circulação (inspeção abdominal,


5 percussão, palpação e ausculta). PA, FC e
pulsos. Avaliação da Pelve.

6 Solicitou FAST

7 Indicou corretamente as janelas do FAST

8 Indicou laparotomia

9 Avaliou Glasgow e pupilas

10 Exposição e prevenção de hipotermia

Citou corretamente o conceito do e-FAST


11
(janela estendida com pericárdio).

Citou corretamente as imagens positivas:


▶ 4 imagens: adequado
12
▶ 1-3 imagens: parcialmente adequado
▶ 0 imagens: inadequado

56
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UNIFESP  2018

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente de 35 anos refere nódulo mamário

Tarefas
1. Realize o exame físico da mama

2. Descreva o achado do exame

3. Indique a conduta adequada ao caso

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se adequadamente

Explicou o procedimento e pediu o


2
consentimento

Realizou inspeção estática, inspeção dinâmica


3 e palpação de linfonodos corretamente com a
paciente sentada.

Finalizou o exame com a paciente em decúbito


dorsal na posição correta, com as mãos
4
da atrás da cabeça e realizou a palpação e
expressão papilar.

Descreveu o nódulo encontrado quanto a


5
posição, tamanho, consistência, mobilidade.

6 Solicitou exame de imagem: mamografia.

Orientou a paciente sobre o resultado da


7 mamografia explicando a classificação
Bi-RADS

57
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UNIFESP  2018

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você é o pediatra de plantão e foi chamado para ir ao centro obsté-
trico para prestar assistência ao RN de Joana, primigesta. O parto aca-
bou de acontecer.
▶ RN IG 38 semanas
▶ Tônus em flexão
▶ Respiração irregular

Tarefa
1. Preste assistência ao RN e dê a conduta passo a passo diante dos dados acima.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Solicitou a paramentação (lavou as mãos, usou


luvas, aventais, máscaras de proteção facial
1
para evitar o contato do profissional de saúde
com material biológico do paciente).

2 Indicou o clampeamento imediato do cordão.

Conduziu o RN à mesa de reanimação com


3
campos aquecidos

4 Proveu calor (berço aquecido)

Posicionou o RN em decúbito dorsal e a cabeça


5 em leve extensão (voltada para o profissional
de saúde).

6 Aspiração boca/narinas se necessário

Secou o corpo e a região das fontanelas e


7
desprezou os campos úmidos.

Verbaliza que os passos iniciais devem ser


8
realizados em no máximo 30 segundos.

9 Avalia respiração (irregular)

58
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UNIFESP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

10 Avalia FC (100 bpm)

Inicia VPP nos primeiros 60 segundos de vida


11
posicionando a máscara corretamente.

VPP (aperta-solta-solta) na frequência de


12
40-60 ventilações por minuto em ar ambiente

13 Solicita oximetria de pulso radial D

14 Solicita monitorização cardíaca

Reavalia após 30 segundos de VPP (FC >100 e


15
respiração espontânea/regular)

16 Apresenta RN para a mãe.

59
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UNIFESP  2019

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNIFESP  2019

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você está caminhando pelo shopping e um senhor desfalece na sua
frente.

Tarefa
1. Conduza o atendimento.

60
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UNIFESP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Checou a segurança da cena

2 Checou responsividade.

Chamou ajuda e solicitou serviço de


3
emergência com DEA.

Checou pulso central e respiração


4
simultaneamente.

Checou a presença de superfície rígida para


5
realizar o atendimento.

6 Expôs o tórax do paciente (manequim).

Iniciou as compressões torácicas com a técnica


7 correta (verbalizou o local, técnica, frequência e
profundidade das compressões).

8 Solicitou dispositivo de via aérea.

9 Mencionou 30 compressões/2 ventilações.

61
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UNIFESP  2019

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente primigesta de 20 anos, está com 18 semanas de gestação. Vem
para consulta de pré-natal sem queixas. Tem feito acompanhamento
regular e realizou todos os exames conforme o cartão de pré-natal.

Tarefas
1. Faça o exame obstétrico abdominal. Não há necessidade de fazer o toque vaginal.

2. Colete a colpocitologia oncótica.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico.

2 Verificou a altura uterina.

Verificou a localização do dorso fetal e realizou


3
a ausculta do BCF.

Ofereceu a presença de outro profissional de


4
saúde na sala para a coleta da colpocitologia.

Solicitou a lâmina e a identificou com as iniciais


5
da paciente.

6 Solicitou espéculo.

7 Solicitou citobrush.

8 Solicitou espátula de Ayres.

9 Solicitou foco de luz.

10 Solicitou fixador de lâmina.

11 Solicitou frasco coletor.

62
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UNIFESP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Verbalizou a técnica da coleta: introduzir o


espéculo a 45 graus, realizando a rotação
12
para 0 graus lentamente. Abrir o espéculo e
centralizar o colo uterino.

Verbalizou que primeiro é feita a coleta da


13
ectocérvice e posteriormente da endocérvice.

14 Retirou o espéculo fechado.

15 Fixou o material na lâmina com spray fixador.

16 Orientou retorno para a entrega do resultado.

63
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UNIFESP  2019

 CIRURGIA

Caso clínico
Paciente de 69 anos, diabético insulinodependente, hipertenso, com
história de claudicação intermitente em ambas as pernas há 4 meses.
Há 2 semanas apresentou úlcera plantar direita logo abaixo do hálux.
Há 1 dia evoluiu com febre, astenia e sudorese. Ao exame, paciente
apresenta-se hipotenso, taquicárdico, sonolento. Já realizado o diag-
nóstico de sepse e iniciadas as medidas iniciais, com expansão volê-
mica, antibioticoterapia e coleta dos exames iniciais.

Tarefa
1. Realize a coleta da gasometria arterial.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico

Separou o material corretamente (seringa de


gasometria heparinizada com agulha, gaze ou
2
algodão com álcool para antissepsia, luvas de
procedimento).

Checou contraindicações (ao procedimento –


3
presença de lesões em cima do local).

Explicou o procedimento ao paciente e pediu o


4
consentimento.

5 Realizou o teste de Allen.

Explicou a técnica de punção: palpação da


6 artéria radial e punção da artéria em um
ângulo de 45 graus.

Mencionou a necessidade de compressão do


7
local após a punção

Descarte adequado dos materiais


8
perfuro-cortantes.

9 Identificou a seringa.

64
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UNIFESP  2019

 PEDIATRIA

Caso clínico
Priscila tem 11 anos e deu entrada na sala de emergência com quadro
de asma grave. Como apresentava sinais claros de esforço respirató-
rio e sinais iminentes de um colapso respiratório, foi submetida a IOT.
Após a IOT, a paciente apresentava FR=23 com SatO2 96%. Três horas
depois, a paciente evoluiu com quadro de dessaturação súbita e hipo-
tensão. No momento, a satO2 = 72% e PA = 68 x 43.

Tarefas
1. Cite três hipóteses diagnósticas.

2. Você realizou novamente o exame físico do paciente e constatou: extremidades


mal perfundidas, expansão torácica assimétrica reduzida à D, timpanismo no
hemitórax direito e MV abolido à direita. Dê o diagnóstico.
3. Com base no seu diagnóstico, dê a conduta adequada para o caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico.

Levantou as hipóteses de: deslocamento do


tubo, obstrução do tubo – rolha ou torção,
2
pneumotórax, problemas no equipamento
(3 dessas).

Deu o diagnóstico subsequente de


3
pneumotórax.

4 Indicou a punção no tórax de alívio.

Localizou a punção no segundo espaço


5
intercostal e na linha hemiclavicular.

6 Solicitou paramentação completa.

Realizou a punção com jelco conectado a uma


7 seringa com soro e verificou a presença de
bolhas.

65
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UNIFESP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

8 Conectou o jelco ao equipo.

Chamou a equipe de cirurgia para realizar a


9
drenagem de tórax.

10 Solicitou radiografia de tórax.

66
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UNIFESP  2020

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNIFESP  2020

 CIRURGIA

Caso clínico
Rosana Santos, 43 anos de idade, doméstica, apresenta corte no ante-
braço provocado por objeto de vidro há 30 minutos.

Exame físico
Bom estado geral, PA = 130x80 mmHg, FC=82bpm, lesão incisa superficial, que
envolve pele e tecido celular subcutâneo do membro superior direito com san-
gramento de pequena monta, sem exposição de estruturas nobres e sem con-
taminação grosseira. Todos os pulsos estão presentes, cheios e simétricos.

67
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UNIFESP  2020

Tarefa
1. Realize a sutura da pele, prescrição e orientação relacionados ao procedimento.

Certo Errado

1 Apresentou-se e identificou o paciente?

Orientou sobre o procedimento e solicitou o


2
consentimento verbal da paciente?

3 Fez menção a antissepsia e EPI?

4 Escolheu o fio monofilamentar de Nylon 4.0?

Escolheu material cirúrgico correto (porta-agulhas,


5
pinça dente-de-rato e tesoura reta)?

Realizou anestesia local com Lidocaína 2% (com ou


6 sem vasocontritor, seringa de 3 ml, agulha marrom
(insulina, 26G ½)?

Fez menção à limpeza da ferida com soro fisiológico


7
0.9%?

Realizou sutura da pele no simulador de antebraço


8
(ponto simples, separados)?

9 Realizou curativo com gaze estéril e micropore?

Não prescreveu antibiótico quando interrogado pela


10
atriz?

Orientou cuidados locais? (o candidato deve descrever


11
quais cuidados)

12 Orientou retorno em 7 dias?

68
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UNIFESP  2020

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você atende um homem, 34 anos de idade, operador de telemarke-
ting, com dor lombar há 7 dias. Na anamnese, ele refere piora da dor
à movimentação e melhora ao repouso. Nega alterações urinárias ou
sistêmicas. Nega episódios semelhantes anteriores.

Tarefas
1. Faça e descreva o exame físico direcionado

2. Qual é o diagnóstico sindrômico?

3. Você pediria algum exame complementar no momento? Se sim, qual?

Certo Errado

Tarefa 1 – Realizou exame físico no paciente sem a


1
camiseta?

Tarefa 1 – Realizou a inspeção para procura de


2
deformidades evidentes e curvaturas anormais?

Tarefa 1 – Realizou palpação da região da coluna


(processos espinhosos)/ paravertebral procurando
3
identificar o local da dor e/ou solicitando que o
paciente localizasse a dor?

Tarefa 1 – Avaliou mobilidade da coluna lombar


4 (amplitude de movimento: flexão, extensão,
lateralização)?

Tarefa 1 – Avaliou comprometimento radicular


5
(Lasegue bilateral?)

6 Tarefa 1 – Avaliou reflexo patelar bilateral?

7 Tarefa 1 – Avaliou reflexo aquileo bilateral?

Tarefa 1 – Avaliou força muscular proximal em MMII


8
(manobras ou contra resistência, bilateral)?

Tarefa 1 – Avaliou força muscular distal em MMII


9
(contra resistência, bilateral)?

69
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UNIFESP  2020

Certo Errado

Tarefa 1 – Avaliou articulação de quadril (FABER ou


10
Patrick?)

Tarefa 2 – Diagnóstico: Dor lombar mecânica


aguda ou dor lombar/lombalgia mecânica ou
11
dor lombar/lombalgia inespecífica aguda ou dor
musculoesquelética aguda inespecífica.

12 Tarefa 3 – Não solicitou exame complementar.

70
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UNIFESP  2020

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você vai atender uma puérpera pós parto vaginal há 45 dias, que refere
secreção vaginal amarronzada com odor fétido há 15 dias. Encontra-
-se em bom estado geral, corada, hidratada, afebril. Mamas puerperais
com saída de leite. Abdome flácido, indolor e sem outras alterações.

Tarefas
1. Faça o toque vaginal descrevendo as etapas e os achados do exame.

2. Realize a conduta necessária

3. Dê as orientações em relação ao diagnóstico.

Certo Errado

1 Apresentou-se para a paciente?

2 Calçou as luvas?

3 Colocou gel na luva?

4 Afastou os lábios vulvares para realizar o toque?

5 Introduziu na vagina os 2º e 3º dedos?

6 Detectou o tampão vaginal dentro da vagina?

7 Retirou o tampão vaginal?

Avisou/explicou a paciente que retirou um tampão


8
vaginal?

9 Fez o toque bimanual para palpar o útero?

Demonstrou que está palpando/tentando palpar os


10
ovários?

Fez a orientação para tranquilizar a paciente (evento


11
possível/procedimento resolvido/sem sequelas?)

71
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UNIFESP  2020

 PEDIATRIA

Caso clínico
Menina, 4 anos de idade, vem trazida ao pronto atendimento por sua
tia, com queixa de dor e inchaço na coxa direita há 1 dia. A mãe da
menina disse à tia que a criança brigou com o irmão de 3 anos e foi
atingida com um cabo de vassoura. A tia não presenciou o ocorrido,
mas como a menina está chorosa e não quer sair da cama, decidiu
trazê-la para ser examinada.

Tarefas
1. Faça o exame físico direcionado à queixa e descreva os achados.

2. Elabore a hipótese diagnóstica e justifique

3. Solicite exames para investigação diagnóstica e interprete os resultados.

4. Cite as condutas indicadas para essa paciente e informe a acompanhante.

Certo Errado

1 Tarefa 1 – Tirou as roupas da paciente?

2 Tarefa 1 – Examinou o dorso da paciente?

Tarefa 1 – Descreveu hematomas/equimoses em vários


3
estágios de evolução?

Tarefa 1 – Descreveu equimoses/hematomas em locais


4
atípicos?

Tarefa 1 – Descreveu lesões sugestivas de instrumento


5
contundente?

Tarefa 2 – Suspeitou/Fez o diagnóstico de abuso físico/


6
violência física/maus tratos?

7 Tarefa 2 – Justificou a hipótese pela história?

Tarefa 2 – Justificou a hipótese pela característica das


8
lesões?

9 Tarefa 3 – Solicitou radiografia?

72
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UNIFESP  2020

Certo Errado

10 Tarefa 3 – Solicitou hemograma?

11 Tarefa 3 – Solicitou coagulograma?

12 Tarefa 3 – Interpretou corretamente a radiografia?

13 Tarefa 4 – Indicou internação?

Tarefa 4 – Informou a tia sobre a necessidade de


14
internação?

15 Tarefa 4 – Justificou para a tia o motivo da internação?

Tarefa 4 – Informou a tia que o caso será notificado ao


16
conselho tutelar/vara da infância?

Tarefa 4 – Mencionou a necessidade de notificar o


17
caso à vigilância epidemiológica?

73
UNICAMP

74
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UNICAMP  2018

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNICAMP  2018

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você está na UBS e atenderá o Sr. José, paciente de 52 anos que apre-
senta queixa de dor torácica.

Tarefas
1. Conduza o atendimento

2. Solicite um exame complementar e, após o resultado, solicite um novo exame


para esclarecer o resultado.

75
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UNICAMP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a).

Perguntou ao paciente sobre a intensidade da


2
dor.

3 Perguntou sobre início.

4 Perguntou sobre sintomas associados.

5 Perguntou sobre fatores de alívio e de piora.

6 Perguntou sobre irradiação.

Questionou sobre comorbidades e medicações


7
de uso contínuo.

Perguntou sobre a história prévia da dor (se já


8
teve antes, em quais situações, etc).

Classificou corretamente a dor do paciente


9
como uma angina CCS 3

Solicitou ECG (R: Ondas Q em derivações


10
inferiores).

11 Solicitou teste ergométrico.

76
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UNICAMP  2018

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está no ambulatório de ginecologia e prestará atendimento a
Marina, paciente com queixa de ciclo menstrual irregular.

Tarefas
1. Termine a anamnese

2. Solicite três exames para esclarecer o diagnóstico

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

Perguntou sobre a presença de outras queixas


2
(R: hirsutismo, acne)

Perguntou sobre comorbidades e uso de


3
medicações (R: nega)

Perguntou sobre a data da última menstruação


4
e uso de medicações contraceptivas.

5 Perguntou sobre história obstétrica.

6 Solicitou Beta-HCG e USTV.

7 Solicitou testosterona

Indicou o tratamento com dieta e exercício


8
físico.

9 Indicou espirololactona para hirsutismo.

Avaliou se a paciente apresentava desejo


10 gestacional breve antes de prescrever
anticoncepcional hormonal (R: não).

77
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UNICAMP  2018

 CIRURGIA

Caso clínico
Você está na sala de trauma e atenderá um paciente vítima de uma
ferida por arma branca em região abdominal. O ACBDE já foi realizado
e o paciente encontra-se estável. Na avaliação secundária, foram soli-
citados os exames de imagem a seguir.

Tarefa
1. Interprete os exames e informe a conduta para o caso.

OBS: Exames fornecidos: radiografias de coluna cervical, tórax, abdome e pelve.


Exame relevante:

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico.

Verificou que as radiografias de coluna cervical


2
e pelve estavam normais.

78
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UNICAMP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Verificou alteração na transição


3
toracoabdominal.

Realizou o diagnóstico de hérnia diafragmática


4
traumática.

5 Indicou laparotomia para correção.

79
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UNICAMP  2018

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você está no PS e atenderá uma criança de 9 anos que apresenta
febre há alguns dias.

Tarefa
1. Realize o atendimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

2 Perguntou o tempo de febre

Perguntou sobre outros sintomas associados


3 (R: sim, presença de manchas vermelhas no
corpo).

Perguntou sobre as características do


4
exantema – localização, prurido, descamação.

Perguntou sobre comorbidades e uso de


5
medicações.

Solicitou o exame físico (R: foto – amígdalas


6 aumentadas com petéquias no palato, palidez
perioral, língua em morango).

7 Deu o diagnóstico de escarlatina

8 Explicou o diagnóstico para a mãe.

Prescreveu antibiótico (penicilina benzatina IM


9
dose única).

Explicou que o tratamento pode prevenir


10 complicações, inclusive cardíacas (febre
reumática aguda).

80
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UNICAMP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Prescreveu analgesia e anti-histamínicos se


11
necessário.

12 Conferiu o estado vacinal da criança.

13 Perguntou se a mãe tinha alguma dúvida.

81
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UNICAMP  2018

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você está no ambulatório e recebe um paciente com história de neo-
plasia metastática avançada e fora de possibilidade terapêutica.

Tarefa
1. Dê a notícia para o paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

Verificou se o ambiente estava adequado


2
(silencioso, com privacidade, sem interrupções).

Avaliou o que o paciente já entendia sobre o


3
caso

Perguntou o que o paciente gostaria de saber


4 sobre a doença e se gostaria de alguma outra
pessoa presente.

Deu o diagnóstico usando termos simples e


5
evitando termos técnicos.

6 Acolheu as emoções do paciente.

Formulou uma estratégia e perguntou as


7
dúvidas em relação ao caso.

82
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UNICAMP  2019

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNICAMP  2019

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Paciente de 22 anos vem à consulta com queixa de aumento cervical.

Tarefas
1. Complemente a anamnese e solicite o exame físico.

2. Solicite um único exame complementar.

3. Dê o diagnóstico.

4. Dê cinco condutas para o caso.

83
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UNICAMP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

2 Perguntou sobre comorbidades (nega).

Perguntou sobre medicações de uso contínuo


3
(nega).

Perguntou sobre a profissão (estudante de


4
agronomia).

5 Perguntou sobre febre.

6 Perguntou sobre perda de peso.

7 Perguntou sobre o tempo de doença.

Perguntou sobre a presença de adenomegalias


8
em outras cadeias linfonodais.

Exame físico: Presença de linfonodomegalia cervical, axilar e inguinal, por vezes


9 coalescentes, petrificados e aderido a planos profundos. Presença de linfonodo
supurado em cadeia cervical.

Solicitou biópsia de linfonodo como exame


10
complementar.

Resultado da biópsia:

11

12 Diagnosticou paracoccidioidomicose

13 Indicou tratamento com itraconazol.

84
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UNICAMP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

14 Realizou a notificação do caso

15 Solicitou sorologias

16 Solicitou radiografia de tórax.

17 Indicou tratamento ambulatorial.

85
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UNICAMP  2019

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você atenderá uma paciente de 24 anos com queixa de pelos na face
e que trouxe exames realizados na última consulta.

Tarefas
1. Preste o atendimento a paciente.

2. Solicite seis exames.

3. Dê a hipótese diagnóstica.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a)

Perguntou sobre queixas (Refere acne e


2
dificuldade para engravidar).

3 Perguntou sobre comorbidades.

4 Perguntou sobre uso de medicações.

Perguntou sobre ciclos menstruais (em


5 amenorréia, há 8 meses tentando engravidar,
sem uso de anticoncepcional).

6 Perguntou sobre história familiar.

7 Perguntou sobre alergias.

8 Perguntou sobre dispareunia.

Solicitou exame físico (sobrepeso, índice de


9
ferriman de 5).

10 Solicitou beta-HCG

11 Solicitou TSH

12 Solicitou FSH

86
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UNICAMP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

13 Solicitou ultrassom transvaginal.

14 Solicitou prolactina (elevada).

Solicitou ressonância magnética de crânio


15
(normal).

Levantou microadenoma de hipófise como


16
principal hipótese diagnóstica.

17 Indicou o início do uso de cabergolina.

87
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UNICAMP  2019

 CIRURGIA

Caso clínico
Sr. José tem 68 anos e chega na unidade de emergência com quadro
de dor abdominal súbita.

Tarefas
1. Complete a anamnese.

2. Solicite o exame físico

3. Solicite três exames complementares.

4. Dê os diagnósticos sindrômico e etiológico

5. Dê a conduta.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a).

Perguntou sobre comorbidades (hipertensão


2
arterial).

Perguntou sobre medicações de uso contínuo


3
(em uso de dois anti-hipertensivos).

Perguntou sobre fatores de melhora e de piora


4
da dor (sem fatores de melhora ou de piora).

5 Perguntou sobre a intensidade da dor.

Perguntou sobre localização (abdominal,


6
difusa, sem localização específica).

7 Perguntou sobre irradiação (nega).

8 Perguntou sobre sintomas associados (nega).

9 Perguntou sobre tabagismo (sim, é tabagista).

10 Perguntou sobre etilismo (sim, etilista).

88
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UNICAMP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

11 Solicitou sinais vitais (PA 65 x 45 FC 130 bpm)

12 Solicitou exame físico geral

Solicitou avaliação do abdome (presença de


13
massa pulsátil no abdome).

14 Solicitou hemograma

15 Solicitou tipagem sanguínea

Solicitou US point of care (presença de aorta


16 dilatada com trombo e de coleção líquida
perirrenal).

17 Diagnosticou abdome agudo hemorrágico.

18 Dignosticou aneurisma de aorta roto.

19 Indicou expansão volêmica com cristaloide.

20 Indicou transfusão de sangue.

21 Indicou analgesia.

22 Indicou cirurgia de emergência.

89
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UNICAMP  2019

 PEDIATRIA

Caso clínico
Mãe vem a consulta de puericultura com filho de 27 dias de vida com
queixa de que o mesmo se encontrava “amarelinho”.

Tarefas
1. Complemente a anamnese e solicite o exame físico.

2. Solicite apenas um exame complementar.

3. Dê o diagnóstico.

4. Dê a conduta.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

Perguntou sobre o pré-natal (sem


2
intercorrências).

Perguntou sobre o tempo de surgimento da


3
pele amarela.

Perguntou sobre a presença de colúria e acolia


4
fecal (presentes).

Perguntou sobre crescimento e


5
desenvolvimento da criança.

Perguntou sobre a história familiar (A mãe


afirma ter tido outros filhos que apresentaram
6
icterícia, mas que eles melhoraram em poucos
dias, ao contrário do filho atual).

Solicitou o exame físico (Peso: 3,200 kg, icterícia


7 2+/4+ em todo o corpo, fígado a 3 cm do RCD e
baço palpável).

Solicitou bilirrubina total e frações


8
(BD 11 mg/dL, BT 12 mg/dL).

9 Diagnosticou atesia de vias biliares.

90
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UNICAMP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

10 Indicou internação hospitalar.

11 Solicitou US de vias biliares.

12 Indicou avaliação da cirurgia pediátrica.

Verbalizou que a cirurgia deve ser feita com até


13
8 semanas de vida.

91
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UNICAMP  2019

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você está no ambulatório e recebe uma paciente com queixa de apatia.

Tarefas
1. Converse com a paciente.

2. Dê o diagnóstico.

3. Dê uma conduta individual e uma conduta de vigilância epidemiológica.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a)

Perguntou sobre a queixa principal (Há um ano


2
vem se sentindo muito nervosa).

3 Perguntou sobre a idade da paciente (32 anos).

4 Perguntou sobre comorbidades (nega).

Perguntou sobre medicações de uso contínuo


5
(nega).

6 Perguntou sobre profissão (trabalha em banco)

7 Perguntou sobre humor deprimido (nega).

8 Perguntou sobre anedonia (nega).

Perguntou sobre a existência de algum gatilho


para esses sintomas (presenciou um assalto a
9
mão armada no banco logo antes dos sintomas
terem início).

Perguntou se a paciente apresentava alguma


10 reação física quando lembrava dos episódios
(sim, palpitações, sudorese).

92
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UNICAMP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Perguntou se a paciente fazia tentativas de


11 “bloquear” ou apagar as memórias do evento
(sim).

Perguntou sobre a presença de sintomas


12 de dificuldade de atenção e de memória
(presentes).

Diagnosticou transtorno de estresse


13
pós-traumático.

14 Indicou psicoterapia para tratamento.

Notificou o caso como acidente de


15 trabalho tipo 1 como medida de vigilância
epidemiológica.

93
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UNICAMP  2020

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNICAMP  2020

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Paciente de 60 anos, com cirrose Child B8, de etiologia alcoólica, vem
ao PS trazido por familiares com a queixa de estar mais confuso nos
últimos dias. O diagnóstico da cirrose já era conhecido pela família e
o paciente está em seguimento no ambulatório de Hepatologia do
Hospital Universitário, mas ele nunca havia apresentado esses episó-
dios de confusão mental antes.

Exame físico
PA: 95 x 60 FC: 90 bpm SatO2: 98% em ar ambiente.
Aparelho respiratório: ndn
Aparelho cardiovascular: ndn

94
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UNICAMP  2020

Abdome: Globoso, ascético, indolor à palpação. Presença de circulação venosa


colateral e telangiectasias.
Neurológico: Sem rigidez de nuca, presença de “flapping” espontâneo e após
estímulo de dorsiflexão das mãos.

Tarefas
1. Termine a anamnese.

2. Formule o diagnóstico mais provável

3. Dê as condutas necessárias para a investigação e tratamento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 O candidato apresentou-se como médico?

O candidato questionou há quanto tempo o


2
paciente está mais confuso? (3 dias)

O candidato questionou sobre alteração no


3 padrão do sono? (Está com o ciclo sono-vigília
invertido).

O candidato questionou sobre hematêmese e


4
melena? (Nega).

O candidato questionou sobre a frequência de


5
evacuações? (constipado há 7 dias).

O candidato questionou sobre a piora da ascite,


6 febre e dor abdominal recentemente? (Nega
febre, piora do volume abdominal e febre).

O candidato questionou as medicações em


7
uso? (Em uso de diazepam para “dormir”).

O candidato identificou encefalopatia hepática


8
como a hipótese mais provável?

O candidato solicitou paracentese para


9
investigação de PBE como fator precipitante?

10 O candidato suspendeu o diazepam?

11 O candidato indicou o uso de lactulose?

O candidato questionou sobre possíveis


12
dúvidas?

95
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UNICAMP  2020

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente de 28 anos, chega a sua primeira consulta pré-natal referindo
data da última menstruação em 10/09/2019. Ela sabia que estava grá-
vida porque já sentia náuseas, seus seios aumentaram de tamanho,
e há 5 dias saiu um sangramento escuro e em pequena quantidade,
como havia sido na sua última gravidez. Realizou um teste B HCG no
sangue e o resultado foi positivo.

Tarefas
1. Complete o atendimento

2. A paciente gostaria de saber se o tempo de consulta pode ser descontado do


seu salário e quando ela poderia tirar licença-maternidade, porque apenas na
última gravidez não trabalhava de carteira assinada e agora quer saber quais
são os seus direitos.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 O candidato apresentou-se como médico?

O candidato solicita a identificação da paciente


2 (nome completo, estado civil, profissão/
trabalho, nível de instrução – pelo menos 3)

Pergunta sobre a ocorrência de, pelo


menos DOIS dos seguintes sintomas ou
3 intercorrências na gestação atual: queixas
urinárias, náuseas, vômitos, sangramento,
cólicas, cefaleia e corrimento vaginal.

Investiga a história reprodutiva (G, P, A, filhos


4 vivos, DUM, sinais e sintomas de gravidez, pelo
menos 4)

Investiga a história ginecológica e sexual


(característica do ciclo menstrual, início
5
da atividade sexual, parceiros, infecções
sexualmente transmissíveis – pelo menos 3)

6 Investiga antecedentes pessoais e familiares.

96
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UNICAMP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

7 Investiga se a gravidez é desejada.

Investiga a realização de exames de prevenção


8
de Ca. De colo e de imunizações.

Investiga tabagismo, uso de álcool e drogas


9
ilícitas.

Menciona a realização do exame físico (peso


10
adequado, PA 100 x 60, sem alterações).

Informa a paciente que ela tem direito a sair


11 do trabalho para pelo menos 6 consultas de
pré-natal.

Esclarece sobre a possível realização de


ultrassom, e que, então, há possibilidade de
12
identificar o sexo a partir da 16ª semana de
gravidez.

Informa à paciente sobre os seus direitos


13 trabalhistas para realizar a rotina do pré-natal e
licença-maternidade.

14 Agenda retorno para 30 dias.

97
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UNICAMP  2020

 CIRURGIA

Caso clínico
Paciente de 25 anos vem ao PS com história de dor torácica e dispneia
aos esforços há 2 dias.

Tarefas
1. Faça o atendimento

2. Solicite um exame complementar.

3. Dê a conduta

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 O candidato apresentou-se como médico?

O candidato indagou sobre comorbidades do


2
paciente (sem comorbidades).

O candidato indagou sobre o tempo de início


3
do quadro.

O candidato investigou a ocorrência e


4 características da dor torácica (dor em pontada,
ventilatório-dependente).

O candidato investigou características de


5 dispneia (mais um desconforto, piora aos
grandes esforços).

O candidato investigou ocorrência de febre.


6
(Sem febre).

O candidato indicou realização do exame físico.


(Paciente longilíneo, PA110 x 60, FC 80 bpm, FR
20 ipm, Sat O2 96% em ar ambiente). Exame do
7
aparelho respiratório: ausculta abolida no terço
inferior do hemitórax direito com timpanismo à
percussão).

O candidato solicitou radiografia de tórax PA e


8
lateral.

98
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UNICAMP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Candidato identificou presença de


9
pneumotórax espontâneo pequeno à direita.

O candidato deu o diagnóstico para o paciente


10 usando vocabulário simples (explicou o que
significa “pneumotórax”).

O candidato respondeu corretamente à


pergunta do paciente sobre a necessidade de
11
drenagem, contraindicando a drenagem no
momento.

12 O candidato perguntou sobre dúvidas.

99
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UNICAMP  2020

 PEDIATRIA

Caso clínico
Paciente masculino de 10 anos de idade vem a consulta acompanhado
de sua mãe, que relata que seu filho tem tido dificuldade respirató-
ria várias vezes na semana. A falta de ar melhora com repouso e piora
com o exercício. No momento o paciente está sem queixas.

Tarefas
1. Termine a anamnese e solicite um exame complementar

2. Classifique a doença diagnosticada.

3. Indique o tratamento adequado.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 O candidato apresentou-se como médico?

2 Perguntou o nome do paciente e idade.

Investigou ABCDE da Asma (A – Sim / B – Não


3 tem em casa / C – 1 Vez por semana / D – 3x por
semana)

Perguntou sobre história Familiar; uso de


4 medicamentos; se realiza medidas ambientais;
exercício físico)

Realizou exame físico direcionado (Estado


Geral [Bom]– Uso de Musculatura acessória
5
[Não] – Ausculta Pulmonar [Sibilos escassos] –
F.R. [18irpm] /F.C. [90bpm])

Solicitou Espirometria com prova com


6
broncodilatador [alterado]

7 Classificou a Asma como Não Controlada

8 Explicou o diagnóstico para mãe

100
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UNICAMP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Indicou para tratamento – Medidas Ambientais


+ Salbutamol Aerossol se necessário +
9
Budesonida 50ug 1 puff 12/12hrs + Salmeterol
25ug 2 puff 12/12hrs

10 Orientou a forma de uso dos medicamentos

11 Orientou retorno

12 Perguntou ao paciente se tinha alguma dúvida.

101
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UNICAMP  2020

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você é médico(a) de uma Equipe de Saúde da Família (ESF) e fará
uma visita domiciliar na casa de Edite, uma mulher de 75 anos com os
diagnósticos de hipertensão e diabetes. A Sra. Edite fraturou o fêmur
há 1 mês, realizou cirurgia para correção da fratura e há 1 semana está
em casa em recuperação. Mantem-se totalmente acamada apesar
dos esforços da filha para que ela retome as atividades domésticas
de tomar banho sozinha, cozinhar, etc.
Essa será a primeira visita domiciliar da ESF após a alta hospitalar dessa
paciente. Estão com você na visita a enfermeira e o agente comuni-
tário de saúde da equipe.

Tarefas
1. Realize o atendimento

2. Monte um plano de cuidados dentro do projeto terapêutico singular para essa


paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 O candidato apresentou-se como médico?

O candidato verificou quem eram os principais


2
cuidadores da paciente (duas filhas).

O candidato identificou que a paciente não


3 estava sessões de fisioterapia conforme foram
prescritas.

O candidato identificou que a paciente estava


4
com controle de dor ruim.

O candidato identificou que a paciente não


5 estava fazendo uso das medicações conforme
a prescrição.

102
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UNICAMP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Fez menção ao exame físico (bom estado


geral, PA 160 x 90, FC 90 bpm, eupneica,
SatO2 98%. Exames dos aparelhos respiratório,
6
cardiovascular e gastrointestinal sem
alterações. Presença de úlceras de decúbito
sacral em estágio II).

Traçou metas de curto, médio e longo prazo.


Curto prazo: melhor adesão às medicações,
melhor controle álgico e início das sessões
7 de fisioterapia. Médio prazo: Cicatrização das
úlceras de decúbito, melhor controle pressórico
e glicêmico. Longo prazo: paciente voltar a
andar e retomar algumas atividades.

O candidato definiu tarefas para cada um dos


8
membros da equipe que compareceu à visita.

O candidato solicitou à enfermeira que


9
avaliasse as úlceras de decúbito.

O candidato solicitou ao agente comunitário


de saúde que retornasse em breve à residência
10
para verificar a adesão medicamentosa e o
início da fisioterapia.

O candidato informou a filha da paciente que


para ela voltar a andar é necessário melhorar
11
o controle de dor e uma boa aderência à
fisioterapia.

O candidato determinou um profissional de


12
referência para acompanhamento do PTS.

O candidato deixou um retorno na residência já


13
agendado.

103
Santa Casa
de Misericórdia
de São Paulo
(SCMSP)

104
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Santa Casa de São Paulo  2018

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Santa Casa de
São Paulo  2018

  CLÍNICA MÉDICA
Caso clínico
Você recebe em seu pronto socorro um paciente do sexo masculino,
30 anos que há 15 dias apresentou episódio de diarreia autolimitada.
Há dois dias evoluiu com as seguintes sintomatologias: perda de força
ascendente e simétrica, parestesias e hiporreflexia.

Tarefas
1. Indique sua hipótese diagnóstica

2. Solicite apenas um exame complementar

3. Indique o achado esperado para este exame

4. Indique o tratamento adequado

5. Realize a coleta do líquor.

105
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Santa Casa de São Paulo  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico.

Verificou novamente dados da história clínica


2
com o paciente.

Verificou a presença de febre, déficits focais,


3 rebaixamento de nível de consciência, crises
convulsivas.

4 Verificou a presença de comorbiades.

5 Questionou sobre medicações de uso contínuo.

Indicou a hipótese diagnóstica de Síndrome de


6
Guillian-Barré.

Verificou que não existiam aspectos na história


7 que indicassem a necessidade de TC de crânio
anterior à punção lombar.

Solicitou punção lombar como exame


8
complementar.

Respondeu que o achado clássico esperado


9 no líquor é a dissociação proteíno-citológica
(proteína alta em relação à celularidade).

Indicou imunoglobulina EV ou plamaférese


10
como tratamento.

11 Explicou o procedimento para o paciente.

12 Solicitou consentimento.

Separou o material (agulha de punção liquórica


com mandril, tubos coletores, manômetro,
13
agentes antissépticos e anestésicos, gaze e
luvas estéreis, campo fenestrado).

Mencionou os marcos anatômicos para a coleta


(traçar uma linha imaginária entre as margens
14 das cristas ilíacas superiores, puncionar abaixo
ou acima da vértebra que fica sob essa linha:
em geral L4).

Higienizou as mãos, mencionou as luvas


15
estéreis.

Realizou a antissepsia em círculos concêntricos,


16
do meio para a periferia.

106
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Santa Casa de São Paulo  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

17 Posicionou o campo fenestrado.

18 Realizou botão anestésico.

Introduziu a agulha com o bisel paralelo ao


19 maior eixo da coluna (apontando para os
flancos do paciente se ele estiver sentado).

20 Avaliou pressão de abertura.

21 Iniciou a coleta do líquor em conta-gotas.

22 Mencionou que não se deve aspirar o líquor.

Reposicionou o mandril dentro da agulha


23
antes de retira-la do paciente.

24 Realizou curativo compressivo.

107
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Santa Casa de São Paulo  2018

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está de plantão na maternidade acompanhando uma gestante
em trabalho de parto. O pré-natal foi realizado de forma correta.

Tarefa
1. Realize o exame físico

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

Iniciou o exame pelo exame físico geral,


2 solicitando ectoscopia, avaliação das mucosas,
PA, FC, Sat O2.

3 Verificou a altura uterina

4 Verificou a situação

Verificou a posição, localizando corretamente o


5
dorso.

6 Verificou a mobilidade.

7 Verificou a insinuação.

8 Realizou o toque vaginal verificou a dilatação.

108
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Santa Casa de São Paulo  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

ENTREGAR PARTOGRAMA E CARDIOTOCOGRAIFA AO CANDIDATO.

Verificou a linha de base da cardiotocografia


10
(110-160).

11 Verificou a variabilidade (5-26).

Verificou a presença de acelerações (R:


12
ausência de acelerações).

Verificou a presença de desacelerações (sem


13
desacelerações).

14 Constatou uma cardiotocografia categoria 2

Indicou reanimação fetal com O2, decúbito


15
lateral esquerdo, hidratação e glicemia capilar.

16 Constatou parada de descida no partograma.

Solicitou nova cardiotocografia após as


17
medidas de reanimação (R: mantida).

18 Indicou cesariana.

109
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Santa Casa de São Paulo  2018

 CIRURGIA

Caso clínico
Você está na sala de trauma e atenderá um homem vítima de ferida
por arma branca em região anterior do abdome. O ABCDE já foi rea-
lizado e o paciente encontra-se estável no momento.

Tarefa
1. Realize o atendimento direcionado e, ao final, escreva as orientações pertinentes
ao caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a).

Indicou paramentação adequada antes do


2
atendimento.

Indicou lavagem abundante da ferida com soro


3
fisiológico.

Indicou a necessidade de assepsia e antissepsia


4
nas bordas da lesão.

5 Indicou a colocação dos campos cirúrgicos.

Mencionou anestesia da ferida seguida de


6
exploração digital.

Mencionou a procura de corpos estranhos


e a avaliação quanto à violação da cavidade
7
peritoneal (Ausência de violação da cavidade,
ausência de corpos estranhos).

8 Indicou a necessidade de sutura da ferida.

Deu dois pontos no local indicado com simetria


9
entre eles e com firmeza dos nós.

10 Indicou analgesia

110
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Santa Casa de São Paulo  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Checou cartão vacinal (Paciente com três


11 doses de vacina antitetânica, mas a última há
15 anos).

12 Indicou reforço da vacina antitetânica.

Orientou sinais de alarme (drenagem de


13
secreção pela ferida, febre, sinais flogísticos).

14 Orientou a retirada dos pontos após 7 a 10 dias.

111
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Santa Casa de São Paulo  2018

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você está de plantão na unidade de emergência pediátrica e atenderá
uma criança de 6 meses de idade com queixa de manchas na pele.

Tarefa
1. Conduza o atendimento

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a).

Perguntou a queixa principal (manchas na


2
pele).

Realizou a anamnese das manchas: data


de início, pruriginosas, febre, localização
(R: início das manchas há algumas horas,
3
pouco depois da oferta de leite de vaca pela
primeira vez, sem febre, localização difusa com
concentração maior em tronco).

Solicitou o cartão da criança e verificou


4 crescimento e desenvolvimento (R:
adequados).

Fez menção ao exame físico (R: presença


5 de placas eritematosas em tronco, dorso e
membros, PA 60x40, FC 170 bpm, Sat 86%).

Identificou a hipótese de anafilaxia por leite de


6
vaca.

7 Indicou aporte de O2

Indicou expansão volêmica com cristaloide 20


8
ml/kg.

Indicou adrenalina intramuscular da forma


9 correta: 0.01mg/kg IM no músculo vasto lateral
a coxa.

112
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Santa Casa de São Paulo  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Indicou demais medicações que devem


10 ser usadas em associação: corticoide,
anti-histamínicos.

11 Indicou internação hospitalar.

113
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Santa Casa de São Paulo  2018

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você está de plantão na UBS e recebe em seu consultório um paciente
jovem do sexo masculino com algumas dúvidas a respeito dos testes
rápidos disponíveis na UBS.

Tarefas
1. Indique os testes rápidos disponíveis na UBS e avalie a carteira de vacinação do
paciente.
2. Diante dos resultados, converse com o paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a).

2 Perguntou ao paciente o motivo da consulta.

RECEBE DO PACIENTE OS RESULTADOS:


▶ Anti-HIV: Não reagente
▶ Anti-HCV: Não reagente
▶ HbsAg: Não reagente /Anti-Hbs: Não reagente.
▶ Teste rápido de sífilis: REAGENTE.

Identificou que o teste rápido para sífilis é


3
treponêmico.

Verbalizou que, como o teste rápido é


treponêmico, o resultado positivo não permite
4
discriminar se a infecção é antiga ou se é
recente.

Questionou o paciente sobre a presença de


5 sintomas de sífilis (R: ausência de lesões de
pele ou em região genital, assintomático).

Questionou o paciente sobre a história de


6 relações sexuais desprotegidas (R: nega
exposição).

114
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Santa Casa de São Paulo  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Perguntou sobre o diagnóstico e tratamento


7
prévios de sífilis (R: sim, já havia tido a doença).

Perguntou sobre o tratamento da doença (R:


8 tratada com penicilina benzatina 2.400.000 UI
semanais por 3 semanas)

9 Identificou que o tratamento foi adequado.

Explicou ao paciente em termos simples que se


10
tratava de cicatriz sorológica.

Orientou o uso de preservativo nas relações


11
sexuais.

Mencionou a necessidade de comunicação dos


12 contatos sexuais da sífilis antiga que o paciente
teve.

O PACIENTE PERGUNTA SOBRE O RESULTADO DOS OUTROS EXAMES

Explicou que em caso de exposição sexual


13 recente os testes podem ser negativos e que é
preciso manter o acompanhamento.

Verificou o estado vacinal do paciente e


14
orientou vacinação para hepatite B.

Agendou retorno para a realização de novo


15
teste de HIV em 30 dias.

Verbalizou a necessidade de notificação da


16
sífilis (mesmo sendo prévia).

115
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Santa Casa de São Paulo  2019

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Santa Casa de
São Paulo  2019

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você está de plantão na sala de emergência e recebe uma paciente
de 17 anos do sexo feminino previamente hígida com quadro de sono-
lência importante, queda do estado geral, turvação visual, desidrata-
ção, hipotensão (PA 80x50) e dor abdominal.

Tarefas
1. Solicite os exames pertinentes ao caso e justifique sua hipótese diagnóstica

APÓS REALIZAR A PRIMEIRA TAREFA, SEGUEM-SE AS OUTRAS.

2. Realize o exame da cetonúria.

3. Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico?

116
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Santa Casa de São Paulo  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

2 Solicitou glicemia capilar (R: High)

3 Solicitou gasometria (pH 6.9, bic 8).

4 Solicitou avaliação de cetonúria.

5 Solicitou sódio

6 Solicitou potássio

7 Solicitou cloreto

CASO O CANDIDATO SOLICITE EXAME DE IMAGEM LEVANTAR: “PACIENTE


MORREU DURANTE O EXAME”.

Justificou o diagnóstico de cetoacidose


8 diabética com hiperglicemia + acidose +
cetonúria.

9 Realizou a cetonúria corretamente com a fita.

Solicitou tabela para comparação da cetonúria


10
na fita.

11 Diagnóstico sindrômico: Choque hipovolêmico

12 Diagnóstico etiológico: desidratação.

117
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Santa Casa de São Paulo  2019

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está no centro obstétrico para a realização de uma cesariana em
uma paciente sem comorbidades. O acompanhamento pré-natal foi
feito da forma adequada se nenhuma intercorrência. Durante a rea-
lização da cesariana, a paciente evoluiu com quadro de hipotensão,
taquicardia e sangramento uterino anormal. A paciente já recebeu
massagem uterina e ocitocina porém há persistência de sangramento.

Tarefas
1. Conduza o atendimento descrevendo os próximos passos.

2. Descreva sua principal hipótese diagnóstica.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

2 Solicitou monitorização e acessos venosos.

3 Prescreveu 1 g EV de ácido tranexâmico.

Solicitou methergin, 1 ampola IM


4
(metilergometrina).

5 Solicitou micoprostol 800 mcg via retal.

6 Solicitou balão de tamponamento intrauterina.

7 Indicou laparotomia e rafia de B-Lynch.

O SANGRAMENTO FOI CONTIDO.

Identificou atonia uterina como a causa mais


8
provável do sangramento nesse caso.

118
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Santa Casa de São Paulo  2019

 CIRURGIA

Caso clínico
Você está na sala de emergência e atenderá um paciente mascu-
lino vítima de queimadura de face. O ABCDE já se encontra descrito.
Paciente com colar cervical, Sat O2 93% em máscara de O2 com reser-
vatório, 10 L por minuto, estável hemodinamicamente e com ECG = 15.

Tarefas
1. Verbalize as indicações de IOT para pacientes vítimas de queimadura.

2. Verbalize o passo-a-passo da IOT.

APÓS AS TAREFAS 1 E 2 APRESENTAR A TAREFA 3:

3. Colete a gasometria arterial.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Tarefa 1 – Escarro carbonáceo

Tarefa 1 – Queimadura circunferencial do


2
pescoço.

3 Tarefa 1 – Queimadura de mucosa

4 Tarefa 1 – Estridor laríngeo

5 Tarefa 1 – ECG <ou = a 8 ou apneia.

Tarefa 2 – Solicitou monitorização e acesso


6
venoso.

Tarefa 2 – Orientou que explicaria o


7 procedimento para o paciente e pediu luvas,
óculos de proteção, gorro e máscara.

Tarefa 2 – Solicitou laringoscópio e mencionou


8
o teste.

119
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Santa Casa de São Paulo  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Tarefa 2 – Solicitou o tubo orotraqueal e


9
mencionou o teste do cuff com seringa.

Tarefa 2 – Solicitou material para aspiração de


10
via aérea (“considere montado”)

Tarefa 2 – Solicitou dispositivo bolsa-válvula-


11
máscara com reservatório de O2 (ou “ambu”).

Tarefa 2 – Solicitou material para a fixação do


12
tubo.

Tarefa 2 – Solicitou aspiração das drogas


13 para IOT (pelo menos sedativo e bloqueador
neuromuscular).

Tarefa 2 – Realizou pré-oxigenação (não


14 considerar caso o candidato tenha ventilado o
paciente). Mencionar o tempo: 3.5 minutos.

Tarefa 2 – Mencionou pré-tratamento com


15
fentanil ou lidocaína

Tarefa 2 – Mencionou paralisia com indução.


(Indução: etomidato, midazolam, quetamina.
16
Bloqueador neuromuscular: succinilcolina,
rocurônio).

Tarefa 2 – Mencionou posicionamento com


coxim em região occipital (em geral), de
17 maneira a permitir leve hiperextensão da
cabeça afim de alinhar os três eixos da via
aérea.

Tarefa 2 – Descreveu a laringoscopia (entrar


pelo lado direito do paciente rebatendo a
18
língua para a esquerda e posicionar a lâmina
do laringoscópio na valécula).

Tarefa 2 – Passagem do tubo sob visualização


19
direta.

20 Tarefa 2 – Insuflar o cuff.

Tarefa 2 – Realizar a ausculta para verificar o


21 posicionamento do tubo (epigástrio, base E,
base D, ápice E, ápice D).

Tarefa 2 – Solicitou a instalação do capnógrafo


22
para confirmação.

120
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Santa Casa de São Paulo  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

23 Tarefa 2 – Solicitou fixação do tubo.

24 Tarefa 2 – Solicitou a conexão do tubo à VM.

25 Tarefa 2 – Solicitou radiografia de tórax.

121
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Santa Casa de São Paulo  2019

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você está de plantão na emergência pediátrica e recebe um lactente
de 9 meses com história de 1 dia com irritabilidade e choro.

Exame físico
Peso = 10kg, PA 60 x 40, FC 230bpm, FR 60 ipm.

Tarefas
1. Faça o atendimento solicitando à enfermeira as condutas necessárias.

2. Descreva a principal hipótese diagnóstica.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a).

2 Solicitou monitorização.

3 Solicitou acesso venoso.

4 Solicitou ECG.

Diagnosticou taquicardia supraventricular


5
instável.

6 Indicou cardioversão elétrica

Indicou a dose correta da cardioversão elétrica:


7
0,5 a 1 J/kg

8 Colocou gel nas pás.

9 Aumentou a dose da cardioversão para 2 J/kg.

Verificou a segurança para a aplicação do


10
choque (“afasta”).

11 HOUVE MELHORA DOS SINAIS VITAIS

122
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Santa Casa de São Paulo  2019

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você é o médico da unidade básica de saúde e recebe em seu con-
sultório uma paciente de 35 anos, proveniente de Manaus e preocu-
pada com o relato de que houve 5 casos confirmados de sarampo em
sua cidade.

Tarefas
1. Tire as dúvidas da paciente.

a. Está tendo sarampo no Brasil?

b. Em quais regiões estão existindo casos de Sarampo no Brasil?

c. Preciso tomar alguma medida por ser proveniente da região amazônica?

d. Por que está havendo novos casos de sarampo no Brasil?

2. Escreva a principal medida protetiva para a paciente.

3. Explique para a examinadora medidas de controle de Sarampo na região


amazônica.
4. Quais as contraindicações da vacina para sarampo?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico.

Respondeu que sim, estão existindo casos de


2
Sarampo no Brasil.

Respondeu que os principais focos de casos


3
são a região amazônica e São Paulo.

Indicou vacinação com a tríplice viral como


4
profilaxia.

Verificou contraindicações à vacinação


5 (gestação, uso de imunossupressores,
convivência com crianças menores de 6 meses).

6 Indicou uma dose de tríplice viral.

123
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Santa Casa de São Paulo  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Respondeu que os novos casos de sarampo


7 vêm ocorrendo devido a baixa cobertura
vacinal no Brasil (< 95%).

Indicou a vacinação com a tríplice viral como a


8
principal medida protetiva para a paciente.

Inciou vacinação entre as medidas de controle


9
da doença na região amazônica.

10 Indicou busca ativa de pessoas não vacinadas.

Indicou campanhas na mídia para incentivar a


11
vacinação.

Indicou reconhecimento precoce dos casos


12
suspeitos.

Indicou profilaxia pós-exposição (com


13 vacinação de bloqueio até o terceiro dia de
contato ou imunoglobulina até o 6º dia).

Contraindicou a vacina para sarampo em


pacientes < 6 meses, gestantes, casos já
14
suspeitos, imunossuprimidos, história de
reações graves à vacinação.

124
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Santa Casa de São Paulo  2020

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Santa Casa de
São Paulo  2020

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você é o médico de um pronto-socorro que vai atender um homem
de 53 anos que está tratando uma neoplasia de pulmão há cerca de
8 meses. Ele estava indo ao pronto-socorro com queixas de náuseas,
vômitos e rebaixamento do nível de consciência. Apresentava man-
chas cutâneas escurecidas, pior em regiões de pregas cutâneas e
mucosa oral.

Exame físico
Dados Vitais: PA 80 x 55 FC: 120 bpm FR: 22ipm SatO2: 89% em ar ambiente.
Temperatura: 36,4ºC

125
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Santa Casa de São Paulo  2020

Mau estado geral, hipocorado, desidratado.


Aparelho respiratório: Murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios.
Aparelho cardiovascular: Ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros. Bulhas
taquicárdicas, mas rítmicas e normofonéticas. Tempo de enchimento capilar 6
segundos.
Abdome: Ruídos hidroaéreos presentes, levemente distendido.
Pele: presença de máculas hipercrômicas, mais prevalentes em regiões de dobra
e nas mucosas.

Tarefas
1. Escreva a hipótese etiológica para o caso e a terapêutica inicial no departamento
de emergência.

Após a finalização da tarefa 01 é dada a tarefa 02:

2. Solicite os exames complementares pertinentes ao caso.

Após a solicitação dos exames complementares é dada a tarefa 03:

3. Investigue hipotensão postural (no manequim).

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Colocou insuficiência adrenal entra as


1
hipóteses diagnósticas.

Prescreveu expansão volêmica com 30ml/kg de


2
solução cristaloide.

Solicitou a realização de glicemia capilar


3
(43 mg/dL).

4 Solicitou a coleta de cultuas

5 Solicitou sódio: 114 mEq/L

6 Solicitou potássio: 6,4 mEq/L.

7 Solicitou cálcio total: 11,0. Cálcio iônico 5,0

Solicitou hemograma: Hemoglobina 10 mg/dL.


8
Leucograma e plaquetas normais.

126
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Santa Casa de São Paulo  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Explicou corretamente a pesquisa de


9 hipotensão postural: aferir a PA em DDH e após
3 minutos em pé.

Diagnosticou hipotensão postural com os


10 valores: 80x55 em DDH e 68x40 em ortostase
(diferença de 10 mmHg na pressão diastólica).

127
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Santa Casa de São Paulo  2020

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você é o médico da UBS e deve discutir o plano de parto de uma ges-
tante de 32 semanas com gestação de baixo risco.

Tarefas
1. Converse com a paciente e retire suas dúvidas. Ela pode ter parto domiciliar? Pode
permanecer com acompanhantes durante o parto? Pode se alimentar durante
o trabalho de parto? O período expulsivo pode durar mais de duas horas? Ela
não quer realizar episiotomia de jeito nenhum, é possível?
2. Escreva qual o momento ideal para o clampeamento do cordão umbilical e con-
verse com a paciente sobre isso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Explicou para a paciente os riscos envolvidos


1
no parto domiciliar.

Explicou que para a paciente que ela tem


2 direito de permanecer com o marido durante
todo o parto.

Explicou para a paciente qual a dieta


3
recomendada durante o trabalho de parto.

Explicou quanto tempo pode durar o período


4
expulsivo

Explicou que a episiotomia não é realizada de


5
rotina.

Determinou corretamente qual o momento


6
ideal para clampeamento do cordão umbilical.

Explicou os benefícios do clampeamento tardio


7
do cordão umbilical.

Explicou corretatamente para a paciente sobre


8 a possibilidade do pele-a-pele após o parto e
sobre seus benefícios.

128
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Santa Casa de São Paulo  2020

 CIRURGIA

Caso clínico
Você é o médico do pronto socorro de um hospital terciário tendo a
sua disposição outros especialistas e exames complementares (séricos
e de imagem). Você atende um paciente de 24 anos que foi agredido
com um taco de baseball na cabeça e foi levado ao pronto socorro.

Exame físico
Dados vitais:PA 110 x 60; FC 80 bpm; FR 18ipm; SatO2 98% em ar ambiente.
Aparelho respiratório: Murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios.
Aparelho cardiovascular: Ritmo cardíaco regular, sem sopro. Bulhas normofoné-
ticas. Tempo de enchimento capilar de 2 segundos. Pulsos centrais e periféricos
amplos, cheios, simétricos.
Abdome: Plano, indolor à palpação, sem massas ou visceromegalias.
Neurológico: Pupilas isofotorreagentes. Abre os olhos ao chamado. Retira o mem-
bro superior direito ao estímulo doloroso. Não movimenta o membro superior
e nem o inferior do lado esquerdo. Fala apenas palavras.

Tarefas
1. Faça o atendimento seguindo o protocolo do ATLS.

2. Solicite o exame necessário após o atendimento inicial e dê o diagnóstico que


o exame evidencia.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Indicou a paramentação correta: máscara e


1
luvas.

2 Posicionou o colar cervical corretamente.

3 Realizou o atendimento nos moldes ABCDE.

4 Verificou que as vias aéreas estavam pérvias.

129
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Santa Casa de São Paulo  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Verificou padrão respiratório, frequência


5 respiratória e saturação de O2 e determinou
que estavam adequados.

Verificou pressão arterial, frequência cardíaca e


6
pulsos e determinou que estavam adequados.

Verificou a escala de coma de Glasgow e


7
avaliou pupilas.

Determinou que as pupilas estavam


8 isofotorreagentes e calculou o Glasgow
corretamente: AO3RV2RM4 = 10.

9 Diagnosticou TCE moderado.

10 Solicitou tomografia de crânio sem contraste.

Diagnosticou hematoma epidural (ou


11
extradural) à direita.

130
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Santa Casa de São Paulo  2020

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você vai atender um lactente de dois meses de idade no pronto socorro
que está apresentando vômitos.

Tarefas
1. Realize o atendimento.

2. Realize o exame físico (o examinador entrega a ficha de exame clínico e você


deve verbalizar as alterações).
3. Solicite os exames complementares necessários e verbalize as alterações
encontradas.
4. Escreva as hipóteses diagnósticas para o caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

2 Perguntou sobre o início dos vômitos (40 dias)

Perguntou sobre a frequência dos vômitos (pós


3
alimentares).

4 Perguntou sobre perda de peso (sim).

Perguntou sobre o aspecto dos vômitos (leite


5
coalhado).

Perguntou sobre a presença de febre


6
associada.

Perguntou sobre a presença de diarreia


7
associada.

Perguntou sobre a idade gestacional ao


nascimento e sobre intercorrências no
8
pré-natal (pré-termo, 36 semanas, sem
intercorrências).

131
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Santa Casa de São Paulo  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Sinalizou que lavaria as mãos antes do exame


9
clínico.

Verbalizou que o lactente estava em regular


estado geral, hipocorado, desidratado,
10
emagrecido, com frequência cardíaca de 170
batimentos por minuto e abdome escavado.

Solicitou gasometria arterial e diagnosticou


11
alcalose metabólica.

12 Solicitou potássio e diagnosticou hipocalemia.

Solicitou ultrassonografia de abdome e


13
verbalizou o espessamento da região pilórica.

Escreveu estenose hipertrófica de piloro na


14 hipótese diagnóstica. (Aceitar apenas estenose
de piloro).

132
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Santa Casa de São Paulo  2020

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você é médico de família e vai atender uma adolescente de 15 anos. É
a primeira consulta dessa paciente na UBS pois ela se mudou recen-
temente para a região. Essa paciente te contou que terminou um
relacionamento de 4 anos com o namorado e que, após o término,
embriagou-se em uma festa e teve uma relação sexual sem preser-
vativo com um desconhecido.

Exame físico
Pressão arterial 146 x 86. Corada, hidratada, acianótica, anictérica. Exames dos
aparelhos respiratório, cardiovascular e gastrointestinal sem alterações.

Tarefas
1. Faça a condução do atendimento e dê as condutas.

2. Responda qual o questionário utilizado pra avaliar abuso de álcool e drogas da


adolescência.
3. A paciente solicita a colocação do DIU. Converse com ela sobre esse assunto.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Perguntou se a relação sexual com o


1
desconhecido foi consentida.

Perguntou se a paciente já havia tido alguma


2
doença transmitida pelo sexo.

3 Perguntou sobre comorbidades da paciente.

4 Perguntou sobre medicações de uso contínuo.

Perguntou se a paciente utilizava algum


5
método contraceptivo de alta eficácia.

6 Perguntou sobre alergias medicamentosas.

133
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Santa Casa de São Paulo  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

7 Perguntou sobre o uso de outras drogas.

Avaliou o estado vacinal da paciente,


8 especificamente questionando sobre a vacina
de Hepatite B.

9 Solicitou as sorologias da paciente

10 Solicitou Beta-HCG

11 Indicou contracepção de emergência

12 Indicou profilaxia de HIV e Hepatite B

Indicou a profilaxia de sífilis e doenças


13
bacterianas.

Respondeu corretamente sobre qual o


14 questionário usado para rastreio de abuso de
álcool. CRAFT

Relatou que seria necessário o consentimento


15
dos pais para colocar o DIU?

Comentou e tranquilizou a paciente quanto ao


16
sigilo médico?

Orientou a paciente corretamente sobre sua


17
pressão arterial e agendou retorno?

134
Hospital
Israelita
Albert Einstein
(HIAE)

135
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Hospital Albert Einstein  2019

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Hospital Albert
Einstein  2019

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você é o hospitalista de plantão e é chamado pela equipe de enferma-
gem para atender o Sr. Tadeu, paciente de 68 anos que se encontra
na enfermaria em pós-operatório imediato após ter sido submetido a
uma colecistectomia videolaparoscópica.

Tarefa
1. Realize o atendimento

(Cenário: paciente monitorizado dessaturando e hipotenso)

136
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Hospital Albert Einstein  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico.

Perguntou sobre a queixa principal do paciente


2
(R: falta de ar).

Verificou a presença de intercorrências durante


3
a cirurgia (R: ausentes)

Soliciou a prescrição do paciente (em destaque:


4 alérgico a dipirona mas recebeu as doses
prescritas.)

Verificou que o paciente havia recebido


5
dipirona mesmo sendo alérgico.

6 Reconheceu choque anafilático.

7 Solicitou monitorização e acesso venoso.

Solicitou avaliação da via aérea buscando a


8 presença de obstruções, estridor ou outro
aspecto que indicaria IOT precoce.

Avaliou saturação, frequência respiratória e


9
ausculta (FR 32, Sat 86%).

10 Indicou aumento do fluxo de O2.

Avaliou PA, FC, tempo de enchimento capilar


11 (80 x 50, FC 120 bpm, tempo de enchimento
capilar aumentado).

12 Indicou expansão volêmica com cristaloide.

13 Indicou elevação dos membros inferiores

Indicou adrenalina intramuscular da forma


14 correta: 0.5 mg IM no músculo vasto lateral da
coxa.

Indicou a possibilidade de repetir a adrenalina


15
após 5-15 minutos se necessário.

Indicou demais medicações que devem


16 ser usadas em associação: corticoide,
anti-histamínicos.

17 Relacionou-se com empatia com a enfermeira.

137
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Hospital Albert Einstein  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Informou o paciente sobre o erro sem atribuir


18
culpa a pessoas individuais.

Orientou indicação de caneta de adrenalina


19
para uso individual do paciente.

Orientou a necessidade do uso de braceletes


20 que indicassem a presença de anafilaxia prévia
a dipirona.

138
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Hospital Albert Einstein  2019

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está de plantão na UBS e realizará uma consulta de retorno de
pré-natal de uma paciente jovem. Há 15 dias ela passou em consulta
quando desconhecia estar grávida. Foi realizado uma USG que con-
firmou IG de 11 semanas, com gestação tópica, BCF presente e CCN
normal. No entanto, há poucos dias a paciente refere sangramento
vaginal indolor. Ao toque vaginal, foi identificado colo fechado. Foi rea-
lizado novo USG hoje que evidenciou feto presente com batimentos
cardíacos fetais ausentes.

Tarefas
1. Indique sua hipótese diagnóstica.

2. Dê a notícia para a paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

Perguntou para a paciente se ela estava com


2
algum sintoma.

Perguntou sobre história obstétrica,


3
comorbidades, medicações em uso.

Tarefa 1 – Escreveu o diagnóstico de aborto


4
retido.

Iniciou a conversa com a paciente para dar a


5 notícia: Verificou se ela gostaria que alguém
mais estivesse presente na conversa/consulta.

Investigou o que a paciente entendia do que


6
estava acontecendo.

Explicou o resultado do novo USG de maneira


clara, direta e empática, informando que a
7
ausência de batimentos cardíacos indicava que
o feto não estava mais vivo.

139
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Hospital Albert Einstein  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

8 Acolheu as emoções da paciente.

Explicou que perdas no primeiro trimestre em


9
geral se devem a alterações genéticas.

Explicou que a paciente e seus hábitos de vida


10 não teriam culpa em relação ao ocorrido (R: E
agora, Dr(a), o que eu faço?).

11 Indicou internação para esvaziamento do útero.

Ponderou as diferenças ente AMIU e


12
curetagem.

Investigou qual o tipo sanguíneo da paciente


13
(R: A negativo).

14 Indicou imunoglobulina anti-D.

140
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Hospital Albert Einstein  2019

 CIRURGIA

Caso clínico
Você está de plantão no PSA e atende paciente do sexo feminino, 30
anos, referindo dor epigástrio iniciada há 2 dias que evoluiu com irra-
diação para fossa ilíaca direita, associada a febre, náusea, vômitos,
hiporexia.

Tarefas
1. Complemente a anamnese e solicite o exame físico.

2. Solicite dois exames pertinentes ao caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico.

Perguntou sobre medicações em uso e


2
comorbidades (R: ausentes).

Perguntou sobre a data da última menstruação


3
(R: há 30 dias).

Perguntou sobre o uso de métodos


4
contraceptivos (R: não utiliza).

Perguntou sobre a relações sexuais não


5 protegidas (R: se relaciona sexualmente apenas
com o marido, todas não protegidas).

Perguntou sobre febre, dispareunia e


6
sangramentos ginecológicos (ausentes).

Soliciou exames: Beta-HCG e USG de abdome.


7 (R: BHCG negativo, USG indicando apêndice
inflamado).

Indicou cirurgia para a apendicite (R: a paciente


8 e recusa a operar e diz querer uma segunda
opinião).

141
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Hospital Albert Einstein  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Busca os motivos da paciente não querer


operar (R: um familiar realizou cirurgia
9
para apendicite em que nada de errado foi
encontrado no ato operatório).

Conversa com a paciente de maneira empática,


explicando o benefício da cirurgia e os riscos
10
envolvidos em não operar usando termos
simples.

Demonstra para a paciente as evidências de


11
que ela de fato teria apendicite.

Perguntou se a paciente tinha mais alguma


dúvida e fez os esclarecimentos conforme
12
ela perguntava sobre a anestesia, os riscos
envolvidos, a recuperação, etc.

142
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Hospital Albert Einstein  2019

 PREVENTIVA

Caso clínico
É a sua primeira semana de trabalho na UBS e você recebe em seu con-
sultório paciente jovem, de 15 anos, masculino, recém-chegado do inte-
rior de São Paulo. No momento da consulta, paciente desacompanhado.

Tarefa
1. Realize o atendimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a).

Perguntou qual o motivo da consulta (R: Disse


que estava com uma grande tristeza, pensando
2
em tirar a própria vida, perdendo peso por
conta disso).

Perguntou se o paciente apresentava algum


suporte social (R: Estava morando com uma
tia com quem tinha uma boa relação e não
3
sentia abertura para falar com os pais sobre o
assunto. Na escola os colegas o humilhavam
pelo sotaque carregado).

Perguntou sobre hábitos de vida e religião (R:


4
católico, gostava de ir a igreja ainda.).

Perguntou sobre atividades prazerosas (R:


5 Não sentia mais prazer em fazer o que antes
gostava, exceto ir a igreja).

Perguntou sobre o impacto desses sintomas na


6 vida diária (R: Não quer mais ir à escola, está se
isolando socialmente).

Perguntou sobre planejamento de suicídio e


7 tentativas prévias (R: não havia planejamento e
nem tentativas prévias).

8 Perguntou sobre uso de drogas e álcool.

143
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Hospital Albert Einstein  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Perguntou sobre sexualidade.

Perguntou se o paciente já sofreu algum tipo


10
de violência dos pais ou de colegas.

11 Questionou sobre alterações do sono

Questionou sobre sentimentos de culpa (R: ‘Às


12
vezes seria melhor se eu não existisse`).

Questionou sobre alterações no apetite (R:


13
Redução do apetite e perda de peso).

14 Informou sobre o diagnóstico de depressão.

Indicou a necessidade de quebra de sigilo


15
nessa situação (risco para si).

16 Solicitou reunião familiar com a tia e os pais.

17 Encaminhou ao psiquiatra.

Ofereceu a rede de apoio da UBS, indicando


18
psicoterapia.

19 Agendou retorno breve.

144
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Hospital Albert Einstein  2020

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Hospital Albert
Einstein  2020

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Paciente de 33 anos refere queixa de dor torácica há 2 dias associada
a dispneia e tosse.

Tarefas
1. Termine a anamnese

2. Solicite um exame complementar.

3. Dê o diagnóstico e conduta iniciais.

4. A partir da conduta tomada no tópico 3 solicite novos exames e analise os resul-


tados oferecendo um diagnóstico final para o paciente.

145
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Hospital Albert Einstein  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

O candidato cumprimentou o paciente e se


1
apresentou como médico

O candidato indagou sobre comorbidades do


2
paciente.

O candidato indagou sobre o tempo de início


3
do quadro.

O candidato investigou a ocorrência e


4
características da dor torácica.

O candidato investigou características de


5
dispneia.

O candidato investigou características da tosse


6 e da expectoração (quantidade, presença de
sangue, coloração).

O candidato investigou ocorrência de febre e


7
há quanto tempo.

O candidato indicou realização do exame físico.


(Exame do aparelho respiratório: ausculta
8
abolida na metade inferior do hemitórax direito
com macicez à percussão).

O candidato solicitou radiografia de tórax PA e


9
lateral.

Candidato identificou presença de derrame


10
pleural à direita.

O candidato solicitou toracocentese e análise


11 do líquido pleural (pH 7.3, célularidade: 1000
céls com 90% de linfócitos e ADA 70 UI/L).

12 O candidato diagnosticou tuberculose pleural.

O candidato conversou com o paciente sobre o


13
diagnóstico e explicou o tratamento.

14 Realizou a notificação de tuberculose pleural.

146
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Hospital Albert Einstein  2020

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente de 37 anos, nuligesta, percebeu nódulo na mama há algu-
mas semanas e veio hoje para consulta.

Tarefas
1. Termine a anamnese e faça o exame físico.

2. Solicite o exame complementar, interprete o resultado e verbalize as condutas


necessárias.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

O candidato cumprimentou a paciente e


1
apresentou-se como médico

Realizou anamnese demonstrando atenção


2 com a paciente, atentando para fatores de risco
para câncer de mama.

Indaga sobre fatores de risco (hist.pessoal,


3 familiar, menarca, uso de anticoncepcional –
pelo menos 4).

Indaga sobre: Há quanto tempo existe o


nódulo; A lesão aumentou de tamanho com o
4
tempo; Há história de biopsias ou aspirações
previas de cistos.

Explica o procedimento e solicita autorização


5
para exame de mamas

Realizou inspeção estática, inspeção dinâmica


6 e palpação de linfonodos corretamente com a
paciente sentada.

Finalizou o exame com a paciente em decúbito


dorsal na posição correta, com as mãos
7
da atrás da cabeça e realizou a palpação e
expressão papilar.

147
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Hospital Albert Einstein  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Descreveu o nódulo encontrado quanto a


8
posição, tamanho, consistência, mobilidade.

9 Solicitou exame de imagem: mamografia

Orientou a paciente sobre o resultado da


mamografia (mamas muito densas, Bi-RADS 0)
10 explicando que na presença de mamas muito
densas deve-se complementar a investigação
com ultrassonografia.

11 Solicitou ultrassom de mamas.

Explicou para a paciente que a alteração


12
encontrada era benigna (fibroadenoma).

13 Tranquilizou a paciente.

148
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Hospital Albert Einstein  2020

 PEDIATRIA

Caso clínico
Criança de 4 anos chega desacordada na emergência do hospital onde
você é o pediatra plantonista.

Tarefa
1. Realize o atendimento

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Identificou-se (nome e função) e


1
paramentou-se

Realizou impressão inicial e checou


2
responsividade de forma adequada.

3 Checou pulso braquial em até 10 segundos.

4 Checou respiração e pulso simultaneamente.

Indentificou insuficiência respiratória aguda ou


5
parada respiratória.

6 Chamou ajuda com o carrinho de parada.

7 Solicitou monitorização e acesso venoso.

Solicitou medidas de suporte ventilatório


8
(bolsa-valvula-máscara) e material de IOT.

Conectou oxigênio de alto fluxo à


9
bolsa-válvula-máscara.

Escolheu o dispositivo bolsa-válvula-máscara


10 mais adequado (bolsa de lactente: máscara
que cobre o nariz e boca sem cobrir os olhos).

Aplicou corretamente as ventilações (12 a 20


11
por minuto), utilizando a técnica C – E.

149
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Hospital Albert Einstein  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Checou pulso após dois minutos e


12
diagnosticou parada cardiorrespiratória.

Iniciou RCP em 2 socorristas, 15:2, trocando


13
socorristas a cada 5 ciclos ou 2 minutos.

14 Reavaliou ritmo a cada 2 minutos.

15 Identificou ritmo de AESP

16 Citou 5H’s e 5 T’s.

Indicou o uso adequado de adrenalina a cada


17
3-5 minutos.

18 Identificou o retorno a circulação espontânea.

19 Indicou cuidados pós parada.

20 Não desfibrilou o paciente (checklist negativo).

150
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Hospital Albert Einstein  2020

 PREVENTIVA

Caso clínico
Um homem de 37 anos, sexualmente ativo, apresenta há 1 mês corri-
mento uretral de cor amarelo-esverdeada associado a disúria. Realize a
avaliação diagnóstica, exames complementares e conduta terapêutica.

Tarefas
1. Complete a anamnese.

2. Solicite exames complementares pertinentes ao caso.

3. Dê o diagnóstico para o paciente, o tratamento e orientações.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Cumprimentou o paciente e se identificou


1
como médico.

Investigou as características e duração da


2
secreção (amarelo-esverdeada há um mês).

Investigou a presença de prurido e de odor


3
fétido (sem prurido, fétido).

Indagou sobre a presença de comorbidades e


4 uso de medicações (nega comorbidades e uso
de medicamentos).

Investigou antecedentes sexuais (paciente


5 casado, com relação extraconjugal há 2
semanas).

Solicitou coleta de cultura da secreção uretral


6 e exame de urina 1. (Presença de gonococco na
cultura. Urina 1 com leucócitos aumentados).

7 Fez o diagnóstico de uretrite gonocócica.

Prescreveu o tratamento correto (Ceftriaxone


8
500 mg IM e Azitromicina 1g VO doses únicas).

151
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Hospital Albert Einstein  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Explicou para o paciente que se trata de


9
doença transmitida pelo sexo.

Solicitou ao paciente que entrasse em contato


com os parceiros sexuais recentes para
10
informar o resultado e orientar a busca de
cuidados de saúde.

Ofereceu a possibilidade de investigação de


11
outras doenças transmitidas pelo sexo.

12 Orientou sobre DST e medidas de prevenção.

13 Perguntou se o paciente tinha dúvidas.

152
USP
Ribeirão Preto
(USP-RP)

153
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USP – RP  2018

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

USP – RP  2018

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Paciente chega à consulta na UBS para reavaliação. Ele foi diagnosti-
cado com um quadro de pneumonia há 7 dias e recebeu tratamento
medicamentoso com amoxicilina 500 mg de 8/8 hs por 7 dias.

Tarefas
1. Realize a anamnese direcionada

2. Realize o exame físico pulmonar. Em seguida dê a conduta para o caso.

154
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USP – RP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a)

Perguntou sobre sintomas atuais (R: mantem


2
os sintomas iniciais da pneumonia).

Perguntou sobre comorbidades e uso de


3
medicações de uso contínuo.

4 Perguntou sobre idade (60 anos).

5 Perguntou sobre tabagismo.

Perguntou sobre a presença de tosse,


espectotação, febre, falta de ar, dor torácica
6
ventilatório-dependente (presença de tosse
produtiva e falta de ar).

7 Perguntou sobre alergias medicamentosas.

8 Confirmou o uso correto da medicação.

Verbalizou a lavagem das mãos antes do


9
exame físico.

10 Solicitou exposição do tórax do paciente.

Verbalizou inspeção estática e dinâmica do


tórax, verificando a presença de lesões visíveis,
11
expansibilidade, frequência respiratória e
saturação de O2 (FR 30 ipm, Sat 89%).

Realizou a palpação do tórax, verificando


12
expansibilidade e presença de frêmito.

13 Realizou percussão bilateral do tórax.

Realizou a ausculta pulmonar com a técnica


14
correta.

Solicitou nova radiografia de tórax (R: sem


15
complicações, mantém a consolidação).

Indicou internação hospitalar para novo


16
tratamento.

155
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USP – RP  2018

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente de 23 anos chega à UBS com queixa de atraso menstrual.
Ela traz um teste de gravidez realizado na farmácia com o resultado
positivo.

Tarefa
1. Realize a anamnese da paciente. Não é necessário realizar o exame físico.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

2 Perguntou sobre queixas atuais.

Perguntou sobre comorbidades e uso de


3
medicações.

4 Perguntou sobre história obstétrica.

Perguntou sobre história ginecológica (DUM,


5
ciclos menstruais, parceiros).

Perguntou sobre uso de métodos


6
contraceptivos.

Solicitou confirmação do diagnóstico da


7
gravidez com o beta-HCG quantitativo.

8 Calculou corretamente a idade gestacional.

Solicitou os exames de primeiro trimestre no


9
pré-natal.

10 Agendou retorno

11 Perguntou se a paciente tinha dúvidas.

156
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USP – RP  2018

 CIRURGIA

Caso clínico
Você foi convocado para auxiliar em um procedimento no centro cirúr-
gico como instrumentador (a) em uma laparotomia exploradora em
uma paciente que sofreu uma ferida por arma de fogo.

Tarefa
1. Realize a montagem da mesa cirúrgica. Considere que você já está paramentado
para a realização do procedimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Posicionou corretamente o cirurgião.

2 Posicionou corretamente o primeiro auxiliar.

3 Posicionou corretamente o segundo auxiliar.

4 Posicionou corretamente o instrumentador.

5 Colocou o campo cirúrgico na mesa.

Montou corretamente os instrumentos nos


6
4 quadrantes.

Posicionou corretamente os instrumentos com


7
a ponta para baixo.

Organização da mesa (todos os instrumentos


8
visíveis e alinhados).

9 Dividiu a mesa em quadrantes.

Posicionou os instrumentos auxiliares no canto


10 superior esquerdo (cuba, gaze, afastador,
farabeuf, backhaus).

Posicionou os instrumentos de síntese


11 no canto superior direito (fios de sutura,
porta-agulha).

157
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USP – RP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Posicionou os instrumentos de hemostasia no


12 canto inferior esquerdo (pinças hemostáticas
retas e curvas).

Posicionou os instrumentos de diérese


13 no canto inferior direito (bisturi, tesouras,
eletrocautério).

158
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USP – RP  2018

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você recebe em seu consultório a D.Maria, mãe de Letícia, que apre-
senta dúvidas a respeito do desenvolvimento e crescimento de sua
filha de 5 anos.

Tarefas
1. Realize o atendimento.

2. Classifique a alteração encontrada.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

Perguntou sobre queixas atuais (R: a criança


2
apresenta mamas em desenvolvimento).

Perguntou sobre comorbidades e medicações


3
de uso contínuo

4 Perguntou sobre a história familiar.

Perguntou sobre a presença de outros


5
sintomas de puberdade (ausentes).

Solicitou a caderneta da criança e verificou as


6
curvas de crescimento e desenvolvimento.

Classificou corretamente a telarca como


7
estágio M2 de Tanner.

8 Mencionou o exame físico.

Informou para a mãe que se tratava se suspeita


9 de puberdade precoce e que seria necessária a
investigação da causa.

10 Solicitou radiografia para avaliar idade óssea.

11 Agendou retorno.

159
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USP – RP  2018

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você está na UBS e recebe em seu consultório uma paciente de 35
anos que veio à consulta para atualizar o calendário vacinal segundo
o Ministério da Saúde.

Tarefa
1. Analise o calendário vacinal e indique as condutas pertinentes ao caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a).

2 Perguntou sobre queixas atuais (R: nega).

Perguntou sobre comorbidades e medicações


3
de uso contínuo (R: nega).

Perguntou sobre hábitos de vida – tabagismo,


4
uso de drogas (R: nega).

Solicitou o cartão de vacina.


R:
▶ BCG ausente
5
▶ Poliomielite: 3 doses
▶ dTp: 3 doses.
▶ Febre Amarela: 1 dose.

Verificou quando tinha sido a última dose de


6
dTp (em 1998).

7 Indicou nova dose de dT

Indicou vacina tríplice viral (30-49 anos pelo


8
menos 1 dose).

Indicou esquema vacinal de Hepatite B (0, 1 e 6


9
meses).

Não indicou vacina para hemófilos,


10
pneumococo e influenza.

160
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USP – RP  2019

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

USP – RP  2019

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico 1
Você é o médico de uma unidade de saúde e recebe um paciente mas-
culino de 34 anos, assintomático, que vem para checagem de exames:

Tarefas
1. Realize a interpretação dos testes e as orientações ao paciente.

Exames
Teste teponêmico positivo
HBsAg negativo; Anti-Hbs negativo
Anti-HCV negativo

161
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USP – RP  2019

Sim Meio Não

Explicou que o teste treponêmico é um exame


1
para sífilis. 0,5 – 0

Perguntou sobre exposição de risco


2 ▶ PONTO INTEIRO: Sexo e uso de preservativo
0,5 0,25 0
▶ MEIO CERTO: Apenas relação sexual.

Perguntou se o paciente já tratou sífilis


3
previamente. 1,0 – 0

Perguntou se o paciente teve alguma lesão no


4
pênis. 1,0 – 0

Perguntou se o paciente teve alguma lesão de


5
pele. 1,0 – 0

Orientou que não deveria tratar nesse


6
momento. 1,0 – 0

Explicou/justificou não tratar pois teste positivo


7
pode não significar ter a doença. 0,5 – 0

Orientou que deveria coletar novo exame para


sífilis.
▶ PONTO INTEIRO:
  ▷ Exame não treponêmico.
  ▷ Algum nome dos exames não
treponêmicos.
8 ▶ MEIO CERTO:
1,5 0,75 0
  ▷ Fala que terá que colher outro exame (não
nomeia e nem especifica ou comenta que
será diferente do primeiro).
▶ ERRADO:
  ▷ Especifica que o outro exame será APENAS
com teste treponêmico.

Orientou cuidado com a parceira (usar


9
preservativo). 1,0 – 0

Orientou que seria importante a parceira fazer


10
exames ou passar por consulta. 0,5 – 0

11 Orientou sobre vacina de Hepatite B.


0,5 – 0

12 Usou linguagem simples e compreensível.


1,0 0,5 0

162
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USP – RP  2019

Caso clínico 2
Você atenderá o Sr. Jose, paciente de 52 anos que apresenta queixa
de esquecimento há alguns meses.

Tarefas
1. Realize o atendimento

2. Termine o Mini-Mental (a folha com as perguntas do exame foi fornecida).

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a)

2 Perguntou sobre o tempo dos sintomas.

Pergntou sobre sintomas associados,


3 incluindo avaliação funcional (R: sem perda da
funcionalidade).

Perguntou sobre comorbidades e uso contínuo


4
de medicações.

5 Perguntou sobre sintomas neurológicos.

Perguntou sobre tabagismo, etilismo e uso de


6
drogas.

7 Perguntou sobre história familiar.

Seguiu as orientações do mini-mental e


8 realizou corretamente os testes com o paciente
(R: 25).

Perguntou a escolaridade do paciente (ensino


9
superior completo).

Indicou rastreio positivo para síndrome


10
demencial.

Indicou avaliação mais detalhada do quadro


11
para confirmação diagnóstica.

163
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USP – RP  2019

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está no ambulatório de GO e recebe uma paciente primigesta de
36 semanas que vem tirar dúvidas sobre a anticoncepção pós-parto.

Tarefa
1. Complete a anamnese respondendo as perguntas da paciente.

Realizado Não realizado


de forma ou
competente incompetente

Estabeleceu relação médico paciente. Utilizou


1
linguagem adequada. 0,5 0

Orientou sobre a possibilidade de colocar DIU no


2
puerpério imediato 2,0 0

Orientou sobre o momento de colocação no


3
puerpério. 1,0 0

Orientou que pode ser colocado independente da via


4
de parto. 1,0 0

Orientou sobre as possibilidades de expulsão e as


5
chances. 1,0 0

Orientou corretamente sobre o risco de infecção após


6
a colocação do DIU. 1,0 0

Explicou sobre a ausência de interferência na


7
fertilidade futura. 1,0 0

8 Orientou sobre não influenciar na amamentação.


1,0 0

Explicou quais as situações que impediriam a sua


colocação no puerpério imediato (pelo menos 2).
9 Bolsa rota há mais de 18 horas porque o risco de
infecção é maior, corioamnionite, sangramento 1,0 0
puerperal imediato não controlado, laceração vaginal
extensa, sepse puerperal.

Perguntou se tinha alguma dúvida? (checou se o


10
paciente entendeu e orientação). 0,5 0

164
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USP – RP  2019

 CIRURGIA

Caso clínico
Paciente sofreu um acidente automobilístico e, durante o atendimento
inicial, foi submetido a drenagem de tórax.

Tarefa
1. Você já lavou as mãos e está paramentado. Calce as luvas para realizar a insta-
lação do dreno e indique os parâmetros de funcionamento do mesmo.

Não há item morte súbita.

Sim Não

Calçou luvas estéreis corretamente? (sem


1
contaminação).

Montou o selo d’agua colocando volume de água no frasco


2 coletor até assegurar a imersão de aproximadamente 2,0
cm do tubo no frasco? (cerca de 300 ml)

Fechou a tampa do frasco coletor? (garantindo


3
completa vedação).

Identificou o volume do selo d’agua ao lado da


4 gradação contida no frasco coletor? (pode ser usada
caneta demarcadora ou informou o volume inicial).

Conectou a mangueira do frasco coletor na


5
extremidade do dreno de tórax?

Posicionou o frasco com o selo d’agua abaixo no nível


6 do tórax do paciente? (pendurar no gancho ou colocar
sobre escada a beira leito; é errado colocar no chão)

Removeu o clampe do dreno de tórax no momento


7 adequado? (momento em que o auxiliar vai insuflar o
ambu, após conecção com o tubo no tórax.

Interpretou corretamente o funcionamento do dreno?


8
(Oscilação do nível do seio ou borbulhamento).

Não é necessário colocação de etiqueta de identificação com os dados do


paciente, do volume do selo d’agua e demais informações. Não é necessário
realizar curativos.

165
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USP – RP  2019

 PEDIATRIA

Caso clínico 1
Você foi chamado no alojamento conjunto para avaliar um RN de 48h
de vida e o enfermeiro vai te explicar o que fazer.

Tarefa
1. Complete a anamnese planejando a alta do RN.

Sim,
Sim Não
parcialmente

Pergunta sobre os testes: da orelhinha, do


1 olhinho e do coraçãozinho? (parcialmente: 1 a 3
testes). 1 0,5 0

Informado que o teste do coraçãozinho não


2 foi realizado, diz que esse precisa ser realizado
antes da alta? 1 – 0

3 Solicita oxímetro de pulso?


1 – 0

Executa corretamente OU orienta


4 corretamente a enfermeira sobre como fazer o
Teste (MSD e um dos Membros inferiores)? 1 – 0

Conclui que os valores de saturação estão


5
anormais? 1 – 0

6 Cancela a alta hospitalar?


1 – 0

Informa sobre a necessidade de avaliação


7 por um cardiologista pediátrico ou avaliação
especializada? 1 – 0

Solicita internação para monitorização


8 em ambiente de cuidados intensivos ou
semi-intensivos? 1 – 0

Informa sobre a necessidade de realizar


9
ecocardiograma? 1 – 0

Orienta adequadamente a enfermeira sobre os


10
procedimentos a serem tomados? 1 – 0

166
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USP – RP  2019

Caso clínico 2
Você está no pronto atendimento e vai atender uma criança de 6 anos.
Ao exame físico, apresenta edema bipalpebral.

Tarefas
1. Realizar a aferição da PA na criança.

2. Interpretar o resultado para a mãe.

3. Indique a conduta para o caso.

Sim,
Sim Não
parcialmente

1 Usa a fita métrica


1 – 0

2 Escolheu o manguito de tamanho adequado.


1 – 0

3 Posicionou o manguito de forma adequada.


1 – 0

4 Palpa o pulso radial.


1 – 0

Localiza e coloca o estetoscópio sobre a artéria


5
braquial. 1 – 0

6 Conclui que a pressão arterial está elevada.


2 – 0

Explica adequadamente o achado clínico e seu


7
significado. 1 0,5 0

Orienta a necessidade de exames laboratoriais


8
= Exame de urina. 1 – 0

Finaliza adequadamente a consulta. Programa


9 a reavaliação logo após ter o resultado do
exame. 1 0,5 0

167
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USP – RP  2019

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você está na unidade básica de saúde e atenderá o Sr. João que se
queixa de desânimo.

Tarefa
1. Realize o exame clínico e dê a hipótese diagnóstica e a conduta para o caso.

Sim Não

Perguntou sobre anedonia? (sentimento de não


ter mais gosto por nada, de ter perdido o interesse
1
e o prazer pelas coisas que lhe agradavam 1 0
habitualmente).

2 Perguntou sobre tristeza?


1 0

Perguntou há quanto tempo vem sentindo esses


3
sintomas? (tristeza ou anedonia ou choro fácil). 1 0

Perguntou se teve problemas com o sono ou apetite,


4
perda de peso? 0,5 0

Perguntou sobre sensação de menos valia ou se sentir


5
culpado? 0,5 0

Perguntou sobre pensamentos de morte ou de


6
vontade de não viver mais? 1,0 0

7 Perguntou sobre planejamento de suicídio?


1,0 0

8 Perguntou sobre tentativas prévias de suicídio?


0,5 0

9 Perguntou sobre sintomas psicóticos?


1,0 0

Diagnóstico

168
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USP – RP  2019

Sim Não

Informa o diagnóstico de depressão (ou síndrome


10
depressiva? 1,5 0

Avaliação da comunicação

A comunicação foi efetiva? (Explicou para o paciente o


11
que ele tem de maneira clara e linguagem acessível?) 1,0 0

169
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USP – RP  2020

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

USP – RP  2020

  ESTAÇÃO GERAL

Caso clínico
Você é o médico da UBS e recebe um paciente jovem com dor abdo-
minal há algumas horas.

Tarefas
1. Realize o atendimento

2. Indique o diagnóstico e a conduta para o paciente

170
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USP – RP  2020

Sim (1,0) Não (0,0)

1 Realizou ausculta antes da palpação abdominal?

2 Realizou palpação superficial e profunda?

Fez pesquisa de sinais de irritação peritoneal?


3
(Blumberg e/ou descompressão brusca dolorosa)

Considerou apendicite aguda como provável


4
diagnóstico?

5 Roconheceu a cirurgia como tratamento?

Orientou o tratamento clínico para conforto do


6
paciente?

7 Orientou sobre a necessidade de jejum?

Utilizou linguagem clara para compreensão


8
adequada do paciente?

Explicou sobre a necessidade e encaminhar o


9
paciente para serviço hospitalar?

Checou a compreensão do paciente quanto ao que foi


10
orientado? (Apendicite aguda e apendicectomia)

171
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USP – RP  2020

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você é médico de um paciente idoso, com neoplasia de pulmão está-
gio IV, sem proposta curativa, que já apresentou diversos episódios de
pneumonia e no momento evoluiu com um novo episódio, chegando
no hospital com os seguintes parâmetros: PA 70x50 FC 110 bpm FR 30
ipm Sat O2 85% em ar ambiente, confuso.

Tarefa
1. Converse com o filho do paciente sobre sua situação clínica.

Sim Parcial Não

Foi cordial e preparou ambiente – Ofereceu


cadeira para o paciente sentar e foi cordial
antes da conversa
1 * Parcial = mostrar apenas cordialidade (ex:
1,0 0,5 0
falando “acalme-se que vamos iniciar a
conversa”; perguntando se precisa de algo
antes da conversa ou oferece água)

Perguntou se a conversa seria apenas com o


2
filho ou se devia chamar mais alguém. 1,0 – 0

Explicou para o filho que era uma nova


pneumonia
3
* Parcial = Caso fale apenas infecção sem dizer 0,5 0,25 0
que é do pulmão)

Falou que paciente corre risco de vida / pode


morrer / pode falecer / pode evolui para óbito
4
* Parcial = Caso fale que é grave, mas não use 1,2 0,6 0
nenhum dos termos acima)

Explicou o quadro respiratório – falou da


5 possibilidade de IOT (aceita o termo ventilação
mecânica, respirador, máquina para respirar) 1,2 – 0

Posicionou-se como médico de que IOT não


6
traria benefícios 1,2 – 0

172
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USP – RP  2020

Sim Parcial Não

Falou que o paciente não vai sofrer


7 (Aceita falar que irá controlar os sintomas
ou que irá fazer morfina ou que irá realizar 1,2 – 0
sedação)

Perguntou se o filho concorda com as


8
condutas 0,5 – 0

Perguntou se o filho entendeu a conversa/


explicação
9
(Caso aluno solicite para o filho repetir o que 0,6 – 0
entendeu, considerar certo)

Perguntou se tinha mais algo a dizer ou a


10
perguntar 0,6 – 0

Usou linguagem simples e


11
compreensível 1,0 0,5 0

173
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USP – RP  2020

 OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente no final da gestação queixa-se de perda de líquido pela vagina
e está preocupada sobre se estaria entrando em trabalho de parto

Tarefas
1. Realize o atendimento da paciente

2. Dê o diagnóstico do que está acontecendo e as condutas adequadas.

Sim Parcial Não

Cumprimentou e se apresentou à paciente


Boa tarde/ola/oi Dona Luciana ou Luciana
1
Eu sou o Dr/Drª/ médico (a)/ aluno do 6º ano/ 0,5 0,25 0
doutorando

Informou sobre o procedimento que iria


realizar (toque vaginal): tem que informar que
realizará um exame de toque
2 Eu vou fazer um exame interno, vou examinar
a senhora para ver a dilatação/vou realizar o 0,5 0,25 0
toque vaginal para verificar se o colo do seu
útero está dilatado

Calçou e descartou as luvas corretamente


3 Poderá calçar 1 ou as 2 luvas, importante
verificar o comportamento após o toque 0,5 0,25 0
(contaminação)

Realizou o toque vaginal com técnica correta


Após colocar a luva:
▶ Colocou o Lubrificante
▶ Afastou os pequenos lábios
4 ▶ Introduziu os dois dedos (Bidigital)
1,0 0,5 0
▷ Acertou 3: 1,0
▷ Acertou 1 ou 2: 0,5
▷ Não Acertou nenhum: 0

174
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USP – RP  2020

Sim Parcial Não

Descreveu o exame de toque corretamente


para a paciente
▶ O colo do seu útero ainda está fechado
5
▶ A porta do útero ainda não abriu, 1,5 0 0
▶ O colo ainda não dilatou
▶ O colo do seu útero ainda não abriu

Elaborou a hipótese diagnóstica


A senhora ainda não está no trabalho de parto,
6 o trabalho de parto ainda não começou, ainda
não iniciou o trabalho de parto, a senhora 1,5 0 0
está na fase da preparação, a senhora está no
período de pré-parto/prodromico

Orientou a conduta correta


7
Alta para casa 1,5 0 0

Orientou quando a gestante deveria retornar


Retorno ao pronto atendimento/maternidade
se:
▶ aumentarem as contrações (3/10 minutos
por 1 a 2 horas),
8 ▶ perder água ou sangue
1,5 1,0 0
▶ perceber redução movimentação fetal

▷ 1,5: 3 orientações
▷ 1: 1 ou 2 orientações
▷ 0: nenhuma das orientações acima

Orientações equivocadas
9 Candidato orientou coondutas erradas ou sem
qualquer justificativa: Fazer repouso, solicitou 0 – 0,5
exames como US

Qualidade da comunicação
10 Linguagem adequada para entendimento da
paciente Não utilizou jargões 1,0 0,5 0

175
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USP – RP  2020

MEDICINA SOCIAL

Caso clínico
Você está na UBS e uma paciente do sexo feminino queixa-se do apa-
recimento de uma mancha branca na mão há algumas semanas.

Tarefas
1. Termine a anamnese

2. Realize o exame clínico e dê o diagnóstico.

Sim Não

Pergunta se a paciente sente formigamento e/ou


1
agulhada e/ou queimação na mão e/ou braço. 1,0 0

Pergunta se o local da mancha e/ou outra área da


2
pele está adormecida. 1,0 0

Pergunta se a paciente sente dor nos nervos e/ou


3
especificamente no nervo do cotovelo (ulnar). 1,0 0

Pergunta se a paciente já se queimou e/ou se


4
machucou semperceber. 0,5 0

Pergunta se a paciente percebeu diminuição e/ou


5
perda deforça nas mãos. 0,5 0

Pergunta se há mais alguém na família com manchas


6
e/ou que já teve hanseníase. 0,5 0

7 Higieniza as mãos antes de examinar a paciente.


1,0 0

8 Pesquisa a sensibilidade tátil.


1,0 0

9 Pesquisa a sensibilidade dolorosa.


1,0 0

10 Examina o nervo ulnar.


1,0 0

176
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USP – RP  2020

Sim Não

11 Faz o diagnóstico do quadro como hanseníase.


1,0 0

Interage com a paciente e explica de maneira clara o


12
problema. 0,5 0

177
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USP – RP  2020

 CIRURGIA

Caso clínico
Paciente com sangramento intra-abdominal importante, com sinais
de choque hipovolêmico

Tarefas
1. Dê a conduta principal para o caso nesse momento

2. Puncione o acesso venoso periférico.

Sim Não

1 Calçou luvas de procedimento?


0,5 0

Escolheu o cateter venoso periférico de maior calibre


2
(número 16) 1,5 0

Fez antissepsia do local da punção? (com gaze e


3
álcool) 0,5 0

4 Colocou o garrote adequadamente?


0,5 0

5 Escolheu veia periférica calibrosa?


0,5 0

Realizou punção venosa periférica com técnica


6 correta? (tangencial à pele com introdução do cateter
simultaneamente com retirada da agulha). 2,0 0

7 Realizou a fixação do acesso venoso? (com micropore)


1,0 0

8 Conectou o cateter ao soro fisiológico?


1,0 0

Orientou o paciente sobre a necessidade de


9
transfusão de sangue? 1,0 0

Orientou o paciente sobre a necessidade do controle


10
cirúrgico do sangramento? 1,5 0

178
UNESP

179
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UNESP  2018

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNESP  2018

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você está na UTI e irá evoluir um paciente portador de uma infecção
cutânea por MRSA.

Tarefas
1. Indique qual placa deverá ser utilizada para indicar o isolamento específico para
o paciente. (Ex.: isolamento respiratório, isolamento de contato).
2. Realize a avaliação da frequência cardíaca do paciente

3. Indique qual antibiótico você utilizaria para este paciente.

180
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UNESP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Indicou placa de isolamento de contato

Indicou que seria necessário o uso de luvas e


2
capote para continuar o atendimento.

Aferiu corretamente a frequência cardíaca


3 (usou a mão com luvas ou usou o estetoscópio
da sala, e não o próprio).

Indicou o antibiótico corretamente


4
(Vancomicina).

181
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UNESP  2018

 CIRURGIA

Caso clínico
Paciente sofreu queda da própria altura e evoluiu com dor em mem-
bro superior direito.

Tarefa
1. Dê sequência ao atendimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Mencionou o ABCDE (não é necessário


1
detalhar).

2 Avaliou a presença de fratura no membro.

3 Determinou se a fratura era aberta ou fechada.

4 Avaliou se há algum sintoma neurológico.

5 Avaliou a presença de pulso no membro.

Solicitou radiografia do membro para avaliar a


6
presença de fratura (AP e Perfil).

7 Diagnosticou fratura de rádio.

8 Realizou analgesia.

Realizou a imobilização corretamente


9
(articulações distal e proximal).

10 Solicitou transferência à ortopedia.

182
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UNESP  2018

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está de plantão na maternidade e atenderá uma paciente com
29 semanas de idade gestacional e queixa de dor em baixo ventre.

Tarefas
1. Realize a anamnese e solicite o exame físico.

2. Realize o exame físico especular e dê o diagnóstico e a conduta para o caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Anamnese (investigar características do


1 sangramento – quando começou, sintomas
associados).

Solicitou o material corretamente (espéculo,


2
foco de luz, pinça cheron e gaze).

Solicitou o exame físico geral (ectoscopia e


3
dados vitais).

4 Verificou altura uterina.

5 Realizou as manobras de Leopold.

6 Verificou BCF.

Relizou adequadamente o exame especular


(posição de litotomia, introdução do espéculo
7 fechado a 45 graus, rotação de 45 graus,
abrir espéculo, identificar o colo, avaliar o
sangramento).

Mencionou que o toque seria contraindicado


8 no caso de placenta prévia ou descolamento
de placenta.

9 Deu a conduta correta conforme o diagnóstico.

183
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UNESP  2018

 PEDIATRIA

Caso clínico
Mãe traz a consulta de puericultura um lactente de 2 meses.

Tarefa
1. Realize o atendimento voltado para a queixa principal e esclareça as dúvidas da
mãe do paciente.

(Observação: havia uma mama presente no cenário para que o candidato demons-
trasse corretamente como deveria ser realizado o aleitamento).

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Cumprimentou adequadamente a mãe da


1
criança e se apresentou como médico(a).

2 Solicitou o cartão da criança.

Ouviu com atenção as queixas da mãe do


3
paciente, sem interrupção desnecessária.

Demonstrou corretamente a pega e descreveu


como ela deve ser: corpo do bebê alinhado
4 com o da mãe, lábios do bebê evertidos
cobrindo completamente pelo menos a parte
inferior da aréola.

Avaliou no cartão da criança como estava o


5 crescimento e desenvolvimento (resposta:
normal)

Perguntou sobre a diurese do bebê (resposta:


6
normal).

Tranquilizou adequadamente a mãe dizendo


7 que o aleitamento materno exclusivo estava
sendo o suficiente para o bebê.

Mencionou benefícios do aleitamento materno


8 (pelo menos 2 – barato, associado a redução da
obesidade na vida adulta, etc.).

184
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UNESP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Incentivou a mãe a manter o aleitamento


9
materno exclusivo.

10 Identificou que mãe possuía fissuras na mama.

Orientou corretamente sobre o tratamento da


fissura: pega adequada, iniciar a amamentação
11 pela mama não lesionada, retirar o bebê da
mama interpondo o dedo entre a boca do bebê
e a pele da mãe.

Orientou corretamente a mãe a não colocar


12
ervas ou cremes nas mamas.

185
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UNESP  2018

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você foi convidado por uma estação de rádio para tirar algumas dúvi-
das da população a respeito de influenza.

Tarefas
1. Responda aos questionamentos do examinador.

a. O que é influenza?

b. Em quais meses do ano a doença é mais comum.

c. Qual a estratégia de vacinação utilizada?

d. A vacina muda todos os anos?

e. Qual a faixa etária que deve ser vacinada?

f. Quais as principais complicações da doença?

g. Quem não deve receber a vacina?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Respondeu que influenza é um vírus que causa


infecções respiratórias que que existem os
1
subtipos A e B, sendo que o subtipo A em geral
é o responsável pelas epidemias e pandemias.

Respondeu que a doença é mais comum nos


2
meses mais frios do ano.

Respondeu que são realizadas campanhas


anuais de vacinação nas quais são vacinados os
3
grupos mais vulneráveis: crianças, gestantes,
idosos e profissionais de saúde.

Respondeu que as campanhas de vacinação


4
ocorrem nos meses de outono.

Respondeu que sim, a vacina muda todos os


anos devido às mutações frequentes dos vírus.
5
A composição da vacina varia conforme as
orientações da OMS.

186
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UNESP  2018

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Respondeu corretamente as faixas etárias que


6 devem ser vacinadas: crianças de 6 meses a
5 anos, população acima dos 65 anos.

Respondeu que as principais complicações


são as infecções bacterianas no trato
respiratório (pneumonia, otite, sinusite), além
7
da exacerbação de doenças crônicas. Pode
ocorrer também a progressão da doença para
síndrome respiratória aguda grave.

Respondeu que os menores de 6 meses não


devem receber a vacina (não há estudos
8
direcionados e eles acabam recebendo os
anticorpos pelo aleitamento materno).

187
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UNESP  2019

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNESP  2019

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você está na UTI do Hospital Universitário e atenderá o Sr. José, paciente
de 70 anos, portador de DPOC, internado devido ao diagnóstico de
um AVC. No momento, ele encontra-se estável e os últimos exames
realizados mostraram um Na de 162.

Tarefas
1. Dado o Rx realizado após sondagem nasogástrica, tire a dúvida da enfermeira
sobre o posicionamento do dispositivo.
2. Dê a conduta em relação à correção da hipernatremia.

3. Converse com a enfermeira para orientar como você vai prescrever a correção
do sódio e como será montada a solução para realizar a correção.

188
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UNESP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Verificou que a sonda estava na topografia


1 adequada (abaixo do diafragma e não realizou
o trajeto dos brônquios).

2 Liberou a SNG para dieta a medicações.

Realizou corretamente o cálculo da alteração


do sódio sérico. (Fórmula de Adrogue. Variação
3
do Na sérico = Na em mEq/L da solução
infundida – Na sérico /água corporal total + 1)

Calculou corretamente a água corporal total do


4
paciente (0,5 x peso).

Verbalizou que, por segurança, a variação


5
máxima de sódio por dia é de 10-12 mEq.

Calculou corretamente qual solução deveria ser


6
infundida, a quantidade, e em quanto tempo.

Mencionou que deveria ser feito um


acompanhamento no nível sérico do sódio para
7
verificar que a correção estava sendo feita na
velocidade adequada.

189
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UNESP  2019

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Você está na UBS e atenderá uma paciente jovem com queixa de des-
carga mamilar.

Tarefas
1. Realize o exame físico das mamas.

2. Dê a conduta adequada para a investigação.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se adequadamente

Explicou o procedimento e pediu o


2
consentimento

Realizou inspeção estática, inspeção dinâmica


3 e palpação de linfonodos corretamente com a
paciente sentada.

Finalizou o exame com a paciente em decúbito


dorsal na posição correta, com as mãos da atrás
4
da cabeça e realizou a palpação começando
pela mama não acometida.

5 Realizou a expressão papilar

Verificou a presença de descarga papilar e


6 descreveu suas características: multiductal,
espontânea, multicolor.

Verbalizou que essas características eram


7
benignas.

Indicou apenas acompanhamento como


8
conduta.

190
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UNESP  2019

 CIRURGIA

Caso clínico
Você é o cirurgião geral que realizará uma apendicectomia em João,
17 anos, que se apresentou no PS com dor abdominal com irradiação
para FID e febre. O diagnóstico foi confirmado e você se encontra no
centro cirúrgico.

Tarefa
1. Realize a montagem da mesa cirúrgica e coloque os instrumentos indicados
pelo examinador nos locais adequados.

Instrumentos fonecidos: tesoura de Mayo, cabo de bisturi, porta-agulha, pinça de crile.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Mencionou paramentação estéril.

2 Posicionou corretamente o cirurgião

3 Posicionou corretamente o primeiro auxiliar.

4 Posicionou corretamente o segundo auxiliar.

5 Posicionou corretamente o instrumentador.

6 Colocou o campo cirúrgico na mesa

Montou corretamente os instrumentos com a


7
ponta para baixo

Posicionou corretamente a tesoura de Mayo


8
entre os instrumentos de diérese.

Posicionou o cabo de bisturi entre os


9
instrumentos de diérese

Posicionou o porta-agulha entre os


10
instrumentos de síntese.

Posicionou a pinça de crile entre os


11
instrumentos de hemostasia.

191
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UNESP  2019

 PEDIATRIA

Caso clínico
Você é o pediatra na sala de parto e está recebendo um recém-nas-
cido que foi diagnosticado com sofrimento fetal agudo.

Tarefa
1. Preste o atendimento ao recém-nascido.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Solicitou a paramentação (lavou as mãos, usou


luvas, aventais, máscaras de proteção facial
1
para evitar o contato do profissional de saúde
com material biológico do paciente).

Indicou a preparação correta da sala com a


2
temperatura controlada: 23-26º.

3 Indicou a preparação dos campos aquecidos.

Verbalizou a necessidade e verificar se: a


criança estava no termo (>37s), apresentava
4
tônus em flexão e se estava respirando/
chorando.

Indicou clampeamento imediato do cordão e


5
conduziu o RN à mesa de reanimação.

Posicionou o RN em decúbito dorsal e a cabeça


6 em leve extensão (voltada para o profissional
de saúde).

7 Aspiração boca/narinas se necessário

Secou o corpo e a região das fontanelas e


8
desprezou os campos úmidos.

Verbaliza que os passos iniciais devem ser


9
realizados em no máximo 30 segundos.

Avalia padrão respiratório e FC em 6 segundos


10
(respiração irregular).

192
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UNESP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Inicia VPP nos primeiros 60 segundos de vida


11
posicionando a máscara corretamente.

VPP (aperta-solta-solta) na frequência de


12
40-60 ventilações por minuto em ar ambiente.

Solicita oximetria de pulso radial D e


13
monitorização cardíaca.

Reavalia após 30 segundos de VPP (FC >100 e


14
respiração espontânea/regular)

15 Apresenta RN para a mãe.

193
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UNESP  2019

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você é o médico da UBS que prestará atendimento a uma paciente
com o diagnóstico de hanseníase virchowiana que ainda não começou
o tratamento, porém já pegou a cartela de medicações com rifampi-
cina, dapsona e clofazimina

Tarefas
1. Tire as dúvidas da paciente e realize as orientações necessárias.

a. Como devo tomar as medicações?

b. Quais os principais efeitos colaterais do tratamento?

c. As medicações precisam ser compradas?

A doença é contagiosa? O filho e o marido da paciente, que moravam com


d. 
ela, precisariam tomar algum cuidado especial?
e. Quais são os comprimidos branco e roxo?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico(a) da UBS.

Informou à paciente que existe uma dose


2 mensal que fica na parte superior da cartela e é
supervisionada.

Informou à paciente que os outros


3
comprimidos eram de uso diário

Informou corretamente os principais efeitos


colaterais das medicações.
a. Rifampicina: hepatotoxicidade, reação e
4 hipersensibilidade a rifampicina.
b. Clofazimina: Alterações na pigmentação da
pele.
c. Dapsona: Metemoglobinemia adquirida.

Orientou que as medicações seriam retiradas


5
na UBS e que não precisariam ser compradas.

194
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UNESP  2019

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Solicitou a avaliação dos contactantes com


6
consulta presencial na UBS.

Indicou a necessidade de busca de lesões


7 de pele e exame neurodermatológico nos
contactantes.

Verbalizou que, na ausência de doença ativa,


era necessário o seguimento dos contactantes
8
com exame neurodermatológico anual por 5
anos.

Checou se os contactantes receberam a vacina


9
BCG. Repetir se receberam apenas uma dose.

Indentificou corretamente a dapsona como


10 o comprimido branco e a clofazimina como o
comprimido roxo.

195
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UNESP  2020

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

UNESP  2020

  CLÍNICA MÉDICA

Caso clínico
Você é o médico do pronto-socorro e atende um homem de 45 anos
que procurou a emergência por apresentar, há 4 dias, dor intensa e
edema em joelho direito, associados à febre de 38C.
Ao exame, o joelho mostrava discreto eritema da pele e aumento da
temperatura local, com derrame articular volumoso.

Tarefas
1. Termine o atendimento

2. Solicite o(s) exame(s) complementar(es) necessários

3. Interprete o(s) resultado(s) e dê o diagnóstico e as condutas.

196
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UNESP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

O candidato cumprimentou e identificou-se


1
como médico?

Perguntou sobre sintomas associados,


2
incluindo a presença de lesões de cutâneas.

3 Perguntou sobre trauma local recente.

Perguntou sobre quadro semelhante ocorrido


4
anteriormente. (Resposta: sim).

Perguntou sobre doenças associadas e


5 medicações em uso. (Resposta: Diabetes, HAS,
em uso de metformina e hidroclorotiazida).

Perguntou sobre a presença de relações


6
sexuais desprotegidas.

Aventou pelo menos 2 hipóteses diagnósticas


7
(Gota, Artrite séptica, Artrite reativa)

Solicitou artrocentese com pedido de: pesquisa


de cristais sob luz polarizada, citometria,
bioquímica, LDH, gram. (Resposta: Cristais de
8
urato monossódico no interior dos leucócitos
do líquido sinovial ou forte birrefringência
negativa).

9 Formulou diagnóstico de crise de gota.

Prescreveu corretamente o tratamento agudo:


10 Qualquer anti-inflamatório não esteroidal por
pelo menos 3 dias.

Suspendeu ou trocou a hidroclorotiazida por


11
outro anti-hipertensivo.

Agendou retorno em poucos dias para avaliar


12 resolução do processo agudo e controle
pressórico.

Orientou o paciente quanto a dieta, uso de


13
álcool, exercício físico para redução de peso.

14 Perguntou se o candidato tinha alguma dúvida

197
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UNESP  2020

  GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Caso clínico
Paciente Natália, de 37 anos está na 31ª semana de gestação, primi-
gesta, e se apresenta ao PSF com queixa de dor de cabeça, manchas
na visão e inchaço nas pernas.

Exames
PA: 180/120 mmhg, Edema de membros inferiores.
Exames complementares: Plaquetas 100,000, Creatinina 1,4 mg/dl, Proteinuria
500 mg/24 h

Tarefa
1. Termine o atendimento da paciente, de o diagnóstico e respectiva conduta.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Recebe a paciente, cumprimentando-a e


1
identificando-se como médico

2 Solicita cartão da gestante

Realiza anamnese demonstrando atenção


3 com a paciente (cefaleia a 1 semana, no cartão
apresenta a última PA de 130/80).

Identifica a cefaleia como queixa relacionada a


4
pré-eclampsia.

Identifica o edema de membros inferiores


5
como sinal relacionado com a PE.

Identifica a Hipertensão arterial como achado


6
relacionado com a PE.

198
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UNESP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Interpreta corretamente os exames


complementares, destacando o
7
comprometimento renal incipiente e a
plaquetopenia.

Informa a suspeita do diagnostico de


8
pré-eclampsia.

Explica adequadamente a paciente a sua


9 condição, que se trata de uma patologia do
último trimestre.

Indicou sulfato de magnésio e indicou um dos


10 esquemas de aplicação (Zuspan, Pritchard,
Sibal).

11 Prescreveu hidralazina para hipertensão.

Prescreveu corticoide para maturação


12
pulmonar do bebê.

Encaminha a paciente para atendimento em


13
serviço com emergência obstétrica.

199
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UNESP  2020

 CIRURGIA

Caso clínico
Paciente de 25 anos vem ao PS com história de dor torácica e dispneia
aos esforços há 4 dias.

Exame físico
PA 110 x 60, FC 102 bpm, FR 32 ipm, Sat O2 91% em ar ambiente. Exame do apa-
relho respiratório: ausculta abolida no terço inferior do hemitórax direito com
macicez à percussão.
Radiografia de tórax (imagem): mostra derrame pleural à esquerda.

Tarefas
1. Qual o diagnóstico da radiografia de tórax?

2. Qual a conduta frente a esse diagnóstico?

3. Realize o procedimento necessário para o diagnóstico do caso.

4. Dê o diagnóstico final.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 O candidato se apresentou como médico.

Deu o diagnóstico de derrame pleural a


2
esquerda.

3 Indicou uma toracocentese diagnóstica.

Explicou o procedimento para o paciente e


4
solicitou seu consentimento.

Solicitou o material necessário: Anestésico


local (p. ex., 10 mL de lidocaína a 1%), agulhas
de calibre 20 a 22 e seringa de 10 mL / Solução
antisséptica com aplicadores, campos estéreis
5
e luvas estéreis/ Agulha e cateter plástico para
toracocentese/ seringas de 20 ml/ Gazes para
ferimentos / Recipientes apropriados para
coleta de líquidos para testes laboratoriais.

200
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UNESP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Posicionou o paciente corretamente: sentado e


6 levemente inclinado para frente, com os braços
apoiados.

Confirmou a extensão do derrame pleural por


7
percussão torácica.

Selecionou um ponto de inserção da agulha


na linha escapular média na borda superior
8
do arco costal no espaço intercostal abaixo do
topo do derrame.

Preparou a área com um agente de limpeza


9 de pele como clorexidina e aplicar uma gaze
estéril usando luvas estéreis.

Aplicou o anestésico local, criando uma pápula,


10
sobre o ponto de inserção.

Inseriu o dispositivo agulha/cateter longo da


11 borda superior do arco costal avançando-a até
o derrame.

Quando líquido ou sangue é aspirado, inseriu


o cateter sobre a agulha no espaço pleural e
12
retirou a agulha, deixando o cateter no espaço
pleural.

Retirou 20 mL de líquido para dentro da


13 seringa e colocou o líquido em tubos e frascos
apropriados para teste.

Removeu o cateter enquanto o paciente


14
segurava a respiração ou realizava a expiração.

15 Aplicou curativo estéril no local.

Líquido pleural: 1000 células com 95% de linfócitos. ADA 60 UI/L. Bacteriocópico e
cultura negativos.

16 Deu o diagnóstico de tuberculose pleural

17 Indicou o início do tratamento com RIPE.

18 Notificou o caso.

201
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UNESP  2020

 PEDIATRIA
Caso clínico
Mãe traz seu filho de 6 meses de idade para consulta de puericultura.
A criança está sentada no colo da mãe.

Tarefas
1. Realize o atendimento

2. Responda às dúvidas da mãe.

a. A criança está se desenvolvendo bem?

b. O que devo dar de alimento a partir de agora?

c. Quais as próximas vacinas?

d. Qual o tamanho e o peso esperados para essa criança?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Cumprimentou a mãe e identificou-se de


1
maneira adequada.

2 Solicitou o cartão da criança

3 Perguntou se havia queixas.

Verificou marcos do crescimento da criança


4
(pelo menos 3).

Respondeu que a criança estava se


5
desenvolvendo bem.

6 Explicou sobre introdução alimentar.

Menciou as vacinas que devem ser dadas aos 6


7
meses.

Respondeu corretamente o tamanho e o peso


8
esperados para a criança nessa fase.

Verificou no cartão da criança que o paciente


9
estava dentro do peso e tamanho esperados.

10 Tranquilizou a mãe.

202
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UNESP  2020

 PREVENTIVA

Caso clínico
Você está na UBS e recebe uma agente comunitária de saúde (ACS)
que vem tirar dúvidas sobre sífilis.

Tarefas
1. Converse com a ACS e responda suas dúvidas.

O que é sífilis?
a. 

Quais são os sintomas?


b. 

Tenho o risco de ter sífilis após ter atendido um paciente com a doença?
c. 

Qual é o tratamento?
d. 

É necessário notificar?
e. 

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Respondeu que sífilis é causada pela bactéria


1
Treponema pallidum.

Pontuou que os sintomas variam conforme o


2
estágio da doença

Mencionou e descreveu uma úlcera indolor


3 “cancro duro” como manifestação da sífilis
primária.

Descreveu exantema como possível sintoma de


4
sífilis secundária

Mencionou pelo menos duas manifestações de


5
sífilis terciária.

Respondeu que a transmissão da doença se dá


6
por via vertical ou sexual.

Mencionou que o tratamento é feito com


7
penicilina benzatina.

203
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UNESP  2020

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Pontuou que a dose da penicilina depende do


8
estágio da doença.

9 Respondeu que é necessário notificar.

204
CHECKLISTS

205
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Cirurgia  1

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Cirurgia

Caso Clínico 1
Você está de plantão na emergência e atenderá um paciente de 61
anos que deu entrada no Pronto-Socorro com a queixa de dor torácica
de forte intensidade. Encontrava-se em regular estado geral e com PA
em membro superior direito 192 X 127 mmHg, PA em membro supe-
rior esquerdo 158 X 93 mmHg, FC 117 bpm e FR 22 irpm.

Tarefas
1. Complemente a história clínica.

2. Qual a suspeita diagnóstica e qual o exame confirmatório?

3. Qual a conduta imediata?

4. Qual a classificação da patologia e o tratamento definitivo?

206
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Cirurgia  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Identificação do paciente

Característica da dor:
▶ Local → Torácica
▶ Tipo → Rasgante, em pontado
▶ Intensidade → 10/10, a mais forte da vida
▶ Irradiação
2 ▶ Duração → há 2 horas
▶ Fator desencadeante → Não
▶ Fator de melhora → Não
▶ Fator de piora → Não
▶ Evolução da dor → Aumentando de
intensidade

3 Antecedentes pessoais → HAS

Antecedentes familiares → Pai HAS e aneurisma


4
+ Mãe HAS

5 Hábitos → Tabagista há 40 anos 1 maço/dia

6 HD: Dissecção de aorta

Exames de imagem: TC de tórax com contraste


7
ou angiotomografia de tórax

8 Suporte ventilatório OU máscara de oxigênio

Controle da frequência cardíaca com


9
Betabloqueador até FC < 60

Controle da pressão com nitroprussiato até PAS


10
< 120

11 Classificações de DeBakey I OU Stanford A

12 Cirurgia de urgência

207
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Cirurgia  1

Angiotomografia de tórax.

208
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Cirurgia  2

Caso Clínico 2
Você está no seu primeiro plantão no Pronto-Socorro que tanto dese-
java: ganha R$ 1000 por plantão de 12h e atende umas 2 fichas por hora.
Você está terminando de dar as últimas orientações ao seu paciente
com DRGE, quando uma enfermeira grita no PS que tem um homem
na sala de emergência cuspindo sangue em todo mundo.

Tarefas
1. Realize o atendimento, dê as condutas necessárias e faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente o paciente e solicite exames complementares.

4. Qual(is) a(s) hipótese(s) diagnóstica(s)?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Solicitou MOV, 2 acessos venosos

3 Orientou jejum, passagem de SNG, SVD

4 Solicitou reposição hidroeletrolítica

Questionou sobre queixas em geral: febre,


5 tosse, acometimento cutâneo; prurido. Pontuar
se perguntar ao menos duas.

6 Questionou sobre uso de álcool

Questionou sobre uso de medicamentos e


7
anticoagulantes

8 Questionou sobre episódios prévios

Questionou sobre comorbidades; DRC; doença


9
hepática

Questionou sobre hábito intestinal; fezes com


10
sangue ou escuras

209
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Cirurgia  2

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Questionou sobre emagrecimento e queda do


11
estado geral

12 Questionou sobre histórico familiar

13 Questionou sobre cirurgias prévias

14 Questionou sobre alergia a medicamentos

15 Questionou sobre hábitos alimentares

16 Questionou sobre uso de drogas ilícitas

17 Questionou sobre atividade física

18 Questionou sobre problemas psiquiátricos

Solicitou consentimento para realizar exame


19
físico

20 Higienizou as mãos

21 Verificou sinais vitais

Aferiu pressão arterial – solicitou esfigmo, fita


métrica e percentis de PA? Mediu o braço do
paciente e verificou se o esfigmo é adequado,
mediu a pressão sistólica pelo método
22
palpatório, palpou artéria braquial, colocou
esteto na artéria braquial, inflou o esfigmo
20-30 mmHg acima da sistólica. Fazer nos dois
braços.

23 Avaliou o sistema neurológico

24 Fez exame cardiovascular

25 Fez exame do aparelho respiratório

26 Fez exame físico do abdômen

27 Fez toque retal

Realizou exame físico osteomuscular e de


28
membros inferiores

29 Avaliou pele e fâneros

30 Avaliou cabeça e pescoço

210
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Cirurgia  2

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

31 Orientou sobre a gravidade do quadro

32 Solicitou EDA diagnóstica e terapêutica

33 Solicitou exames laboratoriais direcionados

34 Orientou a suspensão do propranolol

35 Orientou sobre uso de álcool

36 Chegou ao diagnóstico de HDA

37 Fez diagnóstico de encefalopatia hepática

38 Prescreveu Terlipressina

39 Prescreveu Neomicina, Lactulose

40 Esclareceu o diagnóstico e a conduta

41 Perguntou se o paciente tinha alguma dúvida

42 Manteve vigilância clínica e hematimétrica

211
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Cirurgia  3

Caso Clínico 3
Você está de plantão na emergência e atenderá uma paciente jovem,
trazida pelo SAMU, vítima de um acidente auto x auto há cerca de 30
minutos, que não estava utilizando cinto de segurança.
Paciente foi intubada na cena devido a rebaixamento de nível de
consciência.
Encontrava-se inconsciente, PA 82 x 56 mmHg, FC 123 bpm, FR 18 irpm.

Tarefas
1. Faça o atendimento primário da paciente politraumatizada executando o pro-
cedimento necessário.
2. Escreva o procedimento definitivo e solicite os materiais necessário.

3. Realize o procedimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Paramentou-se (luvas, máscara, óculos, avental


1
impermeável)

2 Avaliou vias aéreas?

3 Solicitou saturação de O2

Exposição do pescoço e controle da cervical →


4
Desviada para esquerda

Exposição do tórax do paciente → Presença de


5
escoriações em hemitórax direito

Inspeção torácica e palpação → Creptos à


6
palpação de hemitórax direito

Percussão e ausculta torácica → Abolido à


7
direita + Hipertimpânico

Identificou o Pneumotórax hipertensivo à


8
direita

Indicou a descompressão torácica imediata


9 (perde ponto se não descomprimir
imediatamente)

212
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Cirurgia  3

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Técnica correta (segundo espaço LHC ou


10
quinto espaço LAA)

Avaliou perfusão, pulsos, sinais de hemorragias


11
externas

12 Avaliou abdome e estabilidade da pelve

Identificou Glasgow 3 e pupilas iso e


13
fotorreagentes

Avaliou paciente corpo inteiro e cobriu (não é


14
necessário rodar)

Drenagem torácica em selo d’água OU


15 drenagem torácica fechada OU Toracotomia
em selo d’água

16 Seringa

17 Agulha

18 Anestésico OU lidocaína

19 Bisturi OU lâmina

20 Kelly e porta agulha OU Kit de sutura

21 Tubo de toracostomia

22 Selo d’água

23 Assepsia e antissepsia local

24 Colocação de campos

Localização anatômica: 5 EIH, na borda superior


25 da costela inferior, entre a linha axilar anterior e
média

26 Anestesia local

27 Incisão e dissecção

28 Introdução do dedo no espaço pleural

Introdução do dreno torácico no sentido


29
posterior e cranial

213
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Cirurgia  3

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

30 Fixação do dreno

31 Preencheu o reservatório com água

32 Conexão ao selo d’água

33 Solicitou Rx de tórax

214
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Cirurgia  4

Caso Clínico 4
Você é o cirurgião de plantão no hospital da sua cidade e foi chamado
para atender um paciente do sexo masculino, 55 anos, com dor abdo-
minal intensa, tipo cólica, associada à distensão abdominal, vômitos e
história de parada de eliminação de flatos e fezes há 3 dias.
Paciente em bom estado geral, com FR 18 ipm, FC 92 bpm. Abdome
distendido, doloroso difusamente, sem sinais de peritonite. Toque retal
com ausência de fezes em ampola retal.

Tarefas
1. Solicite 3 exames complementares, fundamentais para a avaliação inicial do
quadro.
2. Observando as imagens, dê o diagnóstico topográf ico e duas suspeitas
diagnósticas.
3. Qual a conduta inicial?

4. Qual o procedimento a ser realizado nesse momento? Descreva-o.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Solicitou rotina de abdome agudo? (RX de


2
abdome em decúbito e em ortostase)

Solicitou Radiografia de transição


3
toracoabdominal/tórax

4 Citou obstrução intestinal alta

Chegou ao diagnóstico de BRIDAS, ou


5
Aderências, ou Hérnia

Esclareceu ao paciente seu diagnóstico e a


6
conduta

7 Pergunta se paciente tem alguma dúvida

Diante do quadro, solicitou internação


8
hospitalar?

215
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Cirurgia  4

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Solicitou jejum

10 Procedeu com analgesia

11 Prescreveu hidratação venosa

12 Correção de distúrbios hidroeletrolíticos

13 Citou passar sonda nasogástrica

Perguntou se paciente tem alguma dúvida


14
sobre a conduta

Informou ao paciente e solicitou


15 consentimento para procedimento ao qual
será submetido

Solicitou os materiais necessários: seringa,


16 sonda, luva, coletor sanfonado, xilocaína gel e
spray

Posicionou o paciente sentado, com inclinação


17
de 45°

18 Testou patência nasal

Mediu o comprimento da sonda


19
(nariz-orelha-xifoide)

20 Lubrificou a sonda com xilocaína gel

Orientou a deglutição durante a passagem da


21
sonda

Confirmou o posicionamento da sonda


22
(aspirado gástrico/ausculta após injeção de ar)

23 Fixou a SNG

216
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Cirurgia  5

Caso Clínico 5
Você recebe em seu ambulatório homem de 48 anos acompanhado
de sua irmã. Ele refere que há 3 meses tem tido episódios de consti-
pação alternados com diarreia e que notou que suas fezes estão um
pouco mais finas que o habitual.

Tarefas
1. Faça anamnese direcionada.

2. Solicite exame físico direcionado.

3. Solicite exames complementares.

4. Qual a principal hipótese diagnóstica?

5. Responda à pergunta ao fim da consulta.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Questionou doenças prévias ou uso de


1
medicamentos

2 Questionou hábito intestinal

Questionou sobre sangramentos ou perda de


3
peso

4 Questionou sobre história familiar

5 Questionou sobre vícios

Questionou sobre alimentação e atividade


6
física

Solicitou consentimento para realizar exame


7
físico

8 Higienizou as mãos

9 Realizou exame físico geral adequado

10 Realizou exame físico abdominal adequado

11 Realizou exame físico proctológico adequado

217
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Cirurgia  5

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

12 Solicitou hemograma

13 Solicitou colonoscopia

Chegou ao diagnóstico correto de tumor de


14
cólon esquerdo

15 Perguntou se o paciente tem alguma dúvida

Respondeu que os pacientes com Crohn


16 têm maior risco de desenvolver neoplasias
intestinais

Respondeu que o rastreio deve iniciar com


17 8-10 anos de doença ativa, ou, com 36-38 anos
(início da doença aos 29 anos)

218
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Cirurgia  6

Caso Clínico 6
Você está de plantão na retaguarda no Hospital Municipal da sua
cidade e é chamado para avaliar a seguinte paciente:
J.P.S., sexo feminino, 32 anos, é admitida no PS com queixa de dor
lombar há cerca de 5 dias associada à disúria, que vem evoluindo com
prostração e febre (não aferida em casa). Refere ter feito tratamento
recente para ITU com Cefalexina. Nega alergias e outras comorbida-
des. Ao exame físico, apresentou-se em regular estado geral, pros-
trada, PA 90 x 60 mmHg, tempo de enchimento capilar de 4 segun-
dos, T 39°, FC 111 bpm e taquipneica. Sinal de Giordano positivo. Sem
demais alterações.
A paciente já está na sala de emergência, devidamente monitorizada
e com acesso venoso periférico.

Tarefas
1. Realize a abordagem inicial – faça os primeiros passos no atendimento para essa
paciente.
2. Solicite passagem de CVC pela técnica de Seldinger.

3. Classifique a paciente quanto à gravidade do diagnóstico e dê seguimento ao


atendimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Solicitou os exames:
▶ Gasometria arterial, lactato, PCR,
hemograma, glicemia, eletrólitos, ureia,
1 creatinina, TGO, TGP, urina 1 e urocultura.
▶ 2 pares de hemocultura.
▶ RX tórax + ECG

Ressuscitação volêmica:
2
▶ Cristaloide 30 mL/kg

Antibioticoterapia empírica
3 ▶ Foco provável urinário – Levofloxacina/
Piperaciclina-Tazobactam/Ceftriaxona

Após essas medidas, a paciente mantém-se


4
hipotensa. Qual o próximo passo?

219
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Cirurgia  6

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

5 Explicou o procedimento à paciente

6 Disse que lavou as mãos adequadamente

Paramentou-se com EPI (máscara, toca,


7
avental cirúrgico e luva estéril)

A mesa de instrumentação já está montada.


8
Inicie o procedimento

Faça antissepsia do local a ser puncionado e


9
cubra o paciente com campo fenestrado

10 Identifique estruturas anatômicas

11 Faça botão anestésico com lidocaína a 2%

Insira a agulha na pele com o bisel voltado


12 para cima e conectada a uma seringa com
aspiração constante

13 Insira fio-guia através da agulha e retire-a

Insira o dilatador sobre o fio-guia na pele por


14
meio de movimentos rotatórios para frente

Retire o dilatador e insira o cateter até a


15
posição desejada

16 Retire fio-guia

17 Fixe cateter com sutura

18 Faça curativo com gaze estéril e fita adesiva

Solicite RX para confirmar posicionamento do


19
cateter

Lave, heparinize e mantenha cateter salinizado


20
até confirmação do posicionamento

21 Paciente em choque séptico

Administre noradrenalina 5 a 10 mcg/min pelo


22
CVC

Solicite passagem de sonda vesical de demora


23
para quantificar débito urinário

220
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Cirurgia  6

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Após 5 min, checar PAM que está 55 mmHg. O


24
que deve ser feito?

25 Aumentar dose de Noradrenalina

Chega o resultado de alguns exames:


26 ▶ Lactato 15 mmol/L e cultura com
enterococcus sp.

27 Trocar antibiótico, se necessário

28 Solicitar nova dosagem de lactato

Após 5 minutos, paciente evolui com PAM de


29
70 mmHg

221
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Cirurgia  7

Caso Clínico 7
Você está de plantão no pronto-socorro, quando adentra uma paciente
do sexo feminino, 45 anos, com queixa de epigastralgia há 12 horas
associada a 3 episódios de vômitos.
Paciente em bom estado geral. PA 120 x 70 mmHg; FC 90 bpm; FR 18
irpm.

Tarefas
1. Faça o atendimento inicial e exame físico da paciente.

2. Solicite um exame de imagem e um exame laboratorial para confirmar a sus-


peita diagnóstica.
3. Qual a hipótese diagnóstica e a etiologia?

4. Qual o tratamento/procedimento cirúrgico a ser realizado e em que momento?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Questionou características da dor

Questionou sobre comorbidades e passado


3
médico

Solicitou consentimento para realizar exame


4
físico e higienizou as mãos

5 Avaliou Abdome

6 Solicitou US de abdome

7 Solicitou amilase ou lipase

8 Chegou ao diagnóstico de Pancreatite

9 Concluiu ser de origem biliar

Esclareceu à paciente seu diagnóstico e a


10
conduta

11 Perguntou se paciente tem alguma dúvida

222
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Cirurgia  7

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Diante do quadro, solicitou internação


12
hospitalar

13 Solicitou jejum

14 Procedeu com analgesia

15 Prescreveu hidratação venosa

Considerou Colecistectomia na mesma


16
internação

Perguntou se a paciente tem alguma dúvida


17
sobre a conduta

223
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Cirurgia  8

Caso Clínico 8
Você é R1 de cirurgia geral no Hospital Municipal da sua cidade e é cha-
mado para montar a mesa cirúrgica de uma colecistectomia via con-
vencional. Você já se lavou de forma correta e acaba de entrar na sala.

Tarefas
1. Realizar preparação inicial.

2. Iniciar a montagem.

3. Identificar instrumento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Secou-se de forma adequada

2 Colocou o capote de forma adequada

3 Calçou as luvas de forma adequada

4 Colocou a mesa auxiliar na posição certa

5 Cobriu a mesa com campo estéril adequado

Pegou a caixa de instrumentação pela parte


6
estéril e apoiou-a sobre a mesa auxiliar

Colocar os instrumentos sobre a mesa de


7
instrumentação

224
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Cirurgia  8

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Independentemente do ponto de início da


montagem, ao final, a mesa deve estar com a
seguinte disposição: Canto inferior direito da
mesa → DIÉRESE
▶ Bisturis acoplados à lâmina com a ponta
para cima, tesouras de Mayo e Metzembaum
com a ponta para baixo.
▶ Parte centro-inferior e canto inferior
esquerdo da mesa → PREENSÃO e
HEMOSTASIA
  ▷ Primeiro instrumental de hemostasia
definitiva, seguido de hemostasia
temporária.
8 ▶ Kellys, Halsteads, pinças etc. Pontas para
baixo e parte de apoio para cima e fechadas.
▶ Canto superior esquerdo → FIXAÇÃO e
LIMPEZA
  ▷ Pinças de campo, afastadores. Agrupados
de acordo com tipo e tamanho e fechados.
▶ Cubas, antisséptico, gazes já montadas.
▶ Centro superior da mesa → ESPECIAIS
▶ Afastadores, instrumentos maiores e
específicos. Agrupados de acordo com tipo e
tamanho e fechados. Canto superior direito →
SÍNTESE
  ▷ Pinças, fios, agulhas e porta-agulha.
▶ Deixar os fios montados e fechados.

Tesoura Mayo Curva.

225
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Cirurgia  8

Afastador Farabeuf.

Pinça Kelly Reta.

Porta-Agulhas Mayo Hegar.

226
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Cirurgia  9

Caso Clínico 9
Você é um ortopedista especialista em joelho e irá atender um paciente
encaminhado por um colega. O paciente João Carlos Magalhães sofreu
entorse de joelho direito jogando futebol, teve grande derrame articu-
lar e ouviu um estalido, além de sentir dor no referido membro.

Tarefas
1. Efetue o atendimento com o exame físico ortopédico direcionado.

2. Solicite exames complementares, se achar necessário.

3. Oriente o paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Investigou lesão ligamentar:


▶ perguntou sobre sensação de falseio
2 ▶ fez Lachman
▶ fez gaveta anterior
▶ estresse em varo e valgo

Investigou derrame articular


3
▶ Sinal da tecla

Investigou lesão meniscal


4
▶ Teste de Appley

5 Solicitou radiografias AP e Perfil

6 Solicitou radiografia Axial da patela

Expressou que não há evidências de fratura ou


7
luxação

Orientou que não é nada grave e não precisa


8
operar

9 Orientou proteção

10 Orientou repouso

227
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Cirurgia  9

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

11 Orientou gelo

12 Orientou compressão local

13 Orientou elevação

14 Prescreveu medicação

Explicou ao paciente que o joelho está estável,


os testes foram negativos e as radiografias não
15
apresentaram alterações, se tratando, poranto,
de um quadro sem maior gravidade

Explicou que a conduta nesse tipo de caso


16
pode ser baseada no protoloco PRICE/POLICE

17 Prescreveu sintomático (AINH/analgésico)

228
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Cirurgia  10

Caso Clínico 10
Rosana, 43 anos, doméstica, vem ao PS por corte acidental em região
posterior de punho com faca de cozinha, acidente há aproximada-
mente 30 minutos.
Ao exame, paciente em BEG, lúcida, orientada e contactuante. PA 130
x 80 mmHg. Fc 81 bpm. Ferimento cortocontuso superficial envol-
vendo pele e subcutâneo, com discreto sangramento em babação,
sem exposição de estruturas nobres.

Tarefas
1. Realize o atendimento, dê as condutas necessárias e tire as dúvidas da paciente.
2. Solicite o material necessário e faça o procedimento.
3. Oriente a paciente quanto aos cuidados a serem tomados.
4. Prescreva o medicamento necessário.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se à paciente

2 Orientou sobre o procedimento

3 Antissepsia correta e EPIs

229
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Cirurgia  10

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Separou os materiais necessários:


▶ 1 ator
▶ Algo para suturar (idealmente aquela placa
de silicone)
▶ Luva estéril
▶ 1 frasco clorexidina alcoólica
▶ Fio Nylon 4-0
▶ Caixa/Kit de sutura (Porta agulhas + pinça +
tesoura, envolta em um papel que sirva de
campo para a mesa, para abrir os materiais)
4 ▶ Soro fisiológico
▶ Agulha grosa e romba para irrigar ferida com
soro
▶ Campo estéril fenestrado
▶ Seringa de 3 mL
▶ Anestésico local (qualquer frasco serve, para
aspirarmos)
▶ Agulha romba para aspiração de anestésico
▶ Agulha fina e pequena (de insulina)
▶ Gaze
▶ Micropore

Realizou anestesia local (xilocaína, seringa de


5 3 ou 5 mL, agulha para aspiração e agulha de
insulina)

6 Fez limpeza da ferida com SF 0,9%

7 Realizou sutura (pontos simples separados)

8 Fez curativo após

Orientou corretamente cuidados locais e


9
retirada em 7 dias

10 Não prescreveu antibiótico

11 Prescreveu antitetânica

230
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Cirurgia  11

Caso Clínico 11
Você está em atendimento ambulatorial, quando chega um homem
jovem com queixa de abaulamento e dor no punho, sem histórico de
trauma. Percebeu abaulamento no dorso do punho há 30 dias. Percebe
que as vezes altera o tamanho do abaulamento. Nega febre, trauma
recente ou outros sinais e sintomas.

Tarefas
1. Realize a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico direcionado para sua principal hipótese diagnóstica.

3. Qual é o diagnóstico?

4. Qual é a conduta?

5. Optado pelo tratamento cirúrgico, quais as orientações pré-anestésicas para


este paciente?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Questionou início, duração e progressão do


1
quadro

Questionou dor, edema ou hiperemia ou


2
limitação funcional

Perguntou sintomas associados, parestesia,


3
perda de força

4 Realizou inspeção

5 Realizou palpação

6 Realizou ADM e FM

7 Verificou sensibilidade

8 Explicou os diagnósticos diferenciais

9 Explicou o diagnóstico ao paciente

10 Explicou as possíveis de condutas

11 Realizou tratamento conservador

231
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Cirurgia  11

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

12 Realizou explosão digital

Realizou aspiração associada à infiltração de


13
corticoide

Realizou transfixação percutânea com fio de


14
seda

15 Realizou exérese cirúrgica

16 Decidiu junto com o paciente a conduta

17 Encaminhou para consulta pré-anestésica

18 ASA I + Cirurgia de pequeno porte

19 Forneceu informações para a cirurgia

20 Solicitou jejum de 8 horas

Solicitou que o paciente fosse com


21
acompanhante no dia e horário

22 Pediu que o paciente levasse exames

23 Forneceu orientações gerais de alta

232
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Cirurgia  12

Caso Clínico 12
Você está de plantão em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
e vai atender um paciente com ferimento por arma branca (FAB) na
parede abdominal anterior após briga em bar há cerca de 40 minu-
tos. O objeto não está alojado no corpo do paciente, que se queixa
apenas de dor no local do ferimento. Não tem antecedentes patoló-
gicos familiares ou pessoais. Os sinais vitais estão dentro dos limites
da normalidade.

Observação: O aparelho de raios X da UPA está danificado.

Exame físico
Sinais vitais
▶ frequência cardíaca = 98 bpm;
▶ frequência respiratória = 16 ipm;
▶ pressão arterial = 110 x 70 mmHg;
▶ temperatura axilar = 36,2°C;
▶ saturação de oxigênio = 96%.
Exame abdominal – plano e normotenso, ruídos hidroaéreos presentes, sem
sinais de irritação peritoneal. Ferimento cortocontuso de 3 cm no hipocôndrio
direito (parede abdominal anterior).
Demais sistemas sem alterações.
Considere o procedimento de sutura realizado.

Tarefas
1. Realize o atendimento do paciente.

2. Adote a conduta médica necessária.

3. Demonstre a realização de procedimentos médicos, caso necessário.

233
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Cirurgia  12

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Identificou-se adequadamente

Realizou a anamnese identificando o estado de


2
vacinação do paciente

Indicou e explicou a realização do


3 procedimento de exploração digital de forma
adequada ao paciente

Colocou primeiramente o gorro e a máscara


4
adequadamente

5 Colocou as luvas de procedimento (os estéreis)

Simulou a antissepsia das bordas da lesão com


6
clorexidina alcóolico

Simulou a realização da anestesia local das


7
bordas íntegras do ferimento

Realizou a troca de luvas com colocação


8
obrigatória de luvas estéreis

Explorou digitalmente o ferimento com luva


9 estéril, identificou e verbalizou a integridade do
peritônio

10 Indicou a realização de sutura do ferimento

Orientou o paciente a respeito da conduta não


11 operatória e da necessidade de observação
clínica por curto período (cerca de 6 horas)

Orientou o paciente acerca da retirada


12 dos pontos entre o 5º e o 7º dia após o
procedimento

Orientou o paciente acerca da retirada


13 da necessidade do reforço da vacinação
antitetânica

Explicou ao paciente que não era necessário o


14
uso de antibióticos

Orientou o paciente acerca das situações


de retorno ao serviço de saúde: piora da dor,
15
alterações do hábito intestinal, febre ou queda/
piora do estado geral?

234
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Cirurgia  13

Caso Clínico 13
Você está em uma Unidade Básica de Saúde e atende um paciente
que retorna após 2 dias de uma consulta durante a qual ele se quei-
xou de leve dor torácica direita e desconforto respiratório súbito, man-
tendo os mesmos sintomas, porém com um pouco mais de intensi-
dade. Traz consigo a radiografia de tórax solicitada pelo médico que
o atendeu na consulta anterior.

Exame físico
Exame torácico – ausência de frêmito toracovocal, murmúrio vesicular diminuído
à direita.
Sinais vitais:
▶ frequência cardíaca = 98 bpm;
▶ frequência respiratória = 26 irpm;
▶ pressão arterial = 110 x 70 mmHg;
▶ temperatura axilar = 36,2°C;
▶ saturação de oxigênio = 92%.

Tarefas
1. Realize o atendimento do paciente.

2. Qual é o diagnóstico?

235
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Cirurgia  13

3. Adote a conduta médica necessária, verbalizando a(s) técnica(s) dos procedi-


mentos e os encaminhamentos que se fizerem necessários.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Identificou-se e cumprimentou
1
adequadamente o paciente

Realizou o atendimento, identificando


2 características da dor torácica e da dispneia e o
tabagismo como fator de risco

3 Fez o diagnóstico de pneumotórax espontâneo

Explicou ao paciente, de forma adequada,


os achados da anamnese (dor torácica,
dispneia e tabagismo) e do exame físico
4
(ausência de murmúrio vesicular à direita),
correlacionando-os com as alterações da
radiografia (pneumotórax com mais de 3 cm)

Indicou a aspiração do pneumotórax em


5
hemitórax direito

Explicou a aspiração devido ao tamanho do


pneumotórax e aos sintomas do paciente:
6 colabamento do pulmão ≥ 3 cm de distância
da parede torácica na linha do hilo pulmonar e
quadro clínico moderado

Detalhou a técnica de aspiração de


pneumotórax (punção após anestesia local
7 tanto no 2º espaço intercostal direito na linha
hemiclavicular quanto no 5º EIC na linha axilar
média)

Descreveu a possibilidade de ser realizada


8 a drenagem de tórax, caso a aspiração do
pneumotórax não seja efetiva

Informou o paciente da necessidade de


9 consentimento informado, explicando os riscos
e benefícios do procedimento

Explicou as prováveis causas do pneumotórax


10 espontâneo ao paciente: tabagismo, bolhas
congênitas, infecções pulmonares prévias

Explicou o risco de recorrência e possível


11 indicação cirúrgica, se outro pneumotórax
ocorrer do mesmo lado

236
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Clínica Médica  1

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Clínica Médica

Caso Clínico 1
Você está no seu primeiro plantão da semana, na UBS Recanto Feliz,
pegou a lista de pacientes e vai chamar a dona Ermínia, idosa de 65
anos. Antes do atendimento, você dá uma olhadinha no Registro Clí-
nico orientado por problemas.
Na lista de problemas, você encontrou: baixa adesão às consultas na
UBS, HAS mal tratado, FA, hipotireoidismo e tabagismo ativo. Você
chama a paciente.
Dona Ermínia entra no consultório andando com apoio em muleta,
acompanhada pela sua filha Elisa, que relata perda progressiva de
memória da mãe, a qual tem esquecido o nome de objetos e de pes-
soas, e a família acha que a paciente está mais apática no ambiente
familiar.

237
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Clínica Médica  1

Tarefas
1. Realize o atendimento, dê as condutas necessárias e faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente o paciente e solicite exames complementares.

4. Qual(is) a(s) hipótese(s) diagnóstica(s)?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se à paciente e qualificou-se como


1
médico

2 Questionou o período de início, progressão

Perguntou sobre alterações de linguagem,


3
estado intelectual e nível de consciência

Perguntou sobre a atenção da paciente,


4
durante as AVDs

Questionou sobre alterações na memória


5
remota e recente

Questionou sobre queixas em geral: febre,


6 tosse, acometimento cutâneo; prurido. Pontuar
se perguntar ao menos duas

7 Questionou sobre uso de álcool

8 Questionou sobre uso de medicamentos

9 Questionou sobre episódios prévios

Questionou sobre comorbidades; DRC; doença


10
hepática

11 Questionou sobre status do sono

12 Questionou sobre histórico familiar

13 Questionou sobre cirurgias prévias

14 Questionou sobre alergia a medicamentos

15 Questionou sobre hábitos alimentares

16 Questionou sobre uso de drogas ilícitas

238
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Clínica Médica  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

17 Questionou sobre atividade física

18 Questionou sobre problemas psiquiátricos

Solicitou consentimento para realizar exame


19
físico

20 Higienizou as mãos

21 Verificou sinais vitais

Aferiu pressão arterial – solicitou esfigmo, fita


métrica e percentis de PA. Mediu o braço do
paciente e verificou se o esfigmo é adequado,
mediu a pressão sistólica pelo método
22
palpatório, palpou artéria braquial, colocou
esteto na artéria braquial, inflou o esfigmo
20-30 mmHg acima da sistólica. Fazer nos dois
braços.

23 Avaliou sistema neurológico

24 Fez testes de avaliação do cognitivo

25 Avaliou cabeça e pescoço

26 Examinou aparelho cardiovascular

27 Fez exame do aparelho respiratório

28 Fez exame físico do abdômen

Realizou exame físico osteomuscular e de


29
membros inferiores

30 Avaliou pele e fâneros

Orientou sobre a necessidade de exames


31
laboratoriais para descobrir a causa

32 Solicitou TSH, T4 livre, B12, Ca, Na, K, Mg

33 Solicitou TC de crânio

34 Solicitou sorologia para sífilis e HIV

35 Solicitou Hemograma, PCR, VSH

36 Solicitou Ureia, creatinina e Transaminases

37 Solicitou colonoscopia

239
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Clínica Médica  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

38 Solicitou densitometria óssea

39 Solicitou dosagem de toxinas séricas

40 Solicitou TC de tórax, abdome e pelve

41 Chegou ao diagnóstico de Demência Vascular

42 Fez diagnóstico de Delirium

43 Fez diagnóstico de Depressão

Fez diagnóstico de Hidrocefalia de pressão


44
normal

Orientou adesão ao tratamento de HAS, FA, e


45
Hipotireoidismo

46 Orientou cessar tabagismo

Orientou prática de atividade física e terapia


47
cognitiva

48 Encaminhou ao neurologista e geriatra

Orientou cuidados com higiene pessoal e


49
sugeriu supervisão para AVDs

Orientou necessidade de adequar o ambiente


50
domiciliar, de forma a evitar quedas

Orientou sobre sinais de agitação psicomotora


51
e necessidade de suporte

52 Prescreveu suplementos vitamínicos

53 Sugeriu TC de controle a cada 6 meses

Prescreveu exames laboratoriais de controle a


54
cada 6 meses

55 Prescreveu AAS de uso contínuo

56 Prescreveu estatina de uso contínuo

57 Prescreveu anticolinesterásico

58 Esclareceu o diagnóstico e a conduta

59 Perguntou se a paciente tem alguma dúvida

240
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Clínica Médica  2

Caso Clínico 2
Você é médico e recebe em seu ambulatório Paulo, homem de 57
anos, com diabetes tipo II em uso de insulina. Segundo o paciente,
sua última consulta foi há 10 meses, quando realizou alguns exames
solicitados, porém perdeu o acompanhamento. Vem hoje, devido epi-
sódios de vômito e redução do apetite no último mês que o deixaram
preocupado. Refere ter notado um tipo de espuma em sua urina e,
além disso, suas pernas têm ficado inchadas e a pele mais seca há
aproximadamente 5 meses.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico e solicite o resultado de exames externos já realizados


pelo paciente.
3. Oriente o paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Questionou sobre queixas prévias

3 Questionou sobre doenças prévias

4 Questionou sobre uso de medicamentos

Questionou sobre tabagismo, etilismo e uso de


5
drogas

6 Questionou sobre alimentação

Solicitou consentimento para realizar exame


7
físico

8 Higienizou as mãos

Pesquisou dados antropométricos: Altura e


9
peso

10 Realizou exame físico geral adequado

241
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Clínica Médica  2

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

11 Realizou exame físico cardiovascular

12 Realizou exame físico pulmonar

13 Realizou exame físico abdominal

Solicitou resultado de exames laboratoriais ou


de imagem trazidos pelo paciente:
**O aluno tem direito de pedir 10 resultados de
exame dentre as seguintes opções:
▶ Urina 1
▶ Hemograma
▶ Ureia
▶ Creatinina
14 ▶ Na
▶ K
▶ Glicemia em jejum
▶ Hemoglobina glicada.
**Caso o aluno peça exames fora das opções
acima o avaliador deve responder que o exame
solicitado não foi realizado pelo paciente.
(O aluno terá 3 chances de erro dentre as 7
opções e 10 tentativas.)

Chegou ao diagnóstico correto de Insuficiência


15
renal crônica

Chegou ao diagnóstico correto de hipercalemia


16
e anemia

17 Orientou a alimentação saudável

Indicou tratamento de HAS e DM para evitar


18
progressão da DRC

Suspendeu captopril e iniciou furosemida. (se


19
realizar 1 dos dois itens tem pontuação)

Solicitou exames laboratoriais:


▶ Função renal
▶ Hemograma
▶ Eletrólitos
▶ US de Rins e vias urinárias
20
▶ Cálcio, fosfato e PTH
▶ Vitamina D
▶ Lipidograma e perfil glicêmico).
(Deve solicitar no mínimo 5 corretos para
pontuar)

242
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Clínica Médica  2

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Questionou se o paciente tem desejo de parar


21
de fumar e orientou cessar o tabagismo

Perguntou se o paciente tem alguma dúvida


22 e orienta se sinais de alarme buscar serviço de
emergência

Agenda retorno breve com resultado de


23
exames

243
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Clínica Médica  3

Caso Clínico 3
Você é o médico de saúde da família da UBS Sanar e irá atender o
Rogério, homem de 57 anos. Você já o atendeu previamente em uma
consulta por quadro de lombalgia há 1 mês, na qual foi identificada
pressão arterial de 157 x 96 mmHg. Hoje, durante a consulta, sua pres-
são arterial é de 15 3x 94 mmHg.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico direcionado.

3. Quais exames complementares devem ser solicitados?

4. Quais as hipóteses diagnósticas desse paciente?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Questionou sobre queixas em geral

3 Questionou sobre doenças prévias

Questionou sobre tabagismo, etilismo e uso de


4
drogas

5 Questionou sobre atividade física

6 Questionou sobre alimentação

Questionou sobre histórico familiar de doenças


7
cardiovasculares

Solicitou consentimento para realizar exame


8
físico

9 Higienizou as mãos

Pesquisou dados antropométricos: Altura, peso


10
e circunferência abdominal

244
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Clínica Médica  3

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

11 Realizou cálculo do IMC

Aferiu pressão arterial – solicitou esfigmo, fita


métrica e percentis de PA. Mediu o braço do
paciente e verificou se o esfigmo é adequado,
mediu a pressão sistólica pelo método
12
palpatório, palpou artéria braquial, colocou
esteto na artéria braquial, inflou o esfigmo
20-30 mmHg acima da sistólica. Fazer nos dois
braços.

13 Realizou exame físico geral adequado

14 Realizou exame físico vascular

15 Realizou exame físico cardíaco

16 Solicitou ECG

17 Solicitou dosagem de glicemia de jejum

18 Solicitou função renal (ureia, creatinina)

19 Solicitou dosagem de perfil lipídico

20 Solicitou dosagem de potássio

21 Orientou a prática de atividade física

22 HAS estágio I

23 Obesidade

24 Orientou a alimentação saudável

25 Orientou a redução da ingestão de sal

26 Prática de atividade física

Indicou iniciar monoterapia com diurético


27
tiazídico

Solicitou exames laboratoriais de rotina:


▶ ECG, Glicemia de jejum, Perfil lipídico, Ácido
28 úrico, Creatinina, taxa de filtração glomerular,
Urina tipo 1 e Potássio.
  ▷ (Pontuar se solicitar ao menos quatro).

245
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Clínica Médica  3

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Questionou se o paciente tem desejo de parar


29
de fumar e orientou cessar o tabagismo

30 Perguntou se o paciente tem alguma dúvida

31 Agendou retorno

246
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Clínica Médica  4

Caso Clínico 4
Você é o médico plantonista do pronto-socorro e, já no final do seu
plantão de 24 horas, você chama Antenor, um senhor de 67 anos, com
história prévia de hipertensão arterial sistêmica e ex-tabagista com
carga tabágica de 55 maços-ano.
O paciente refere que está em acompanhamento ambulatorial, inves-
tigando um quadro de tosse crônica e dispneia progressiva, e que, no
último ano, foi internado 2 vezes por piora desses sintomas.
Refere piora da dispneia nas últimas 24 horas associada a um aumento
no volume da expectoração, que passou a apresentar uma coloração
mais esverdeada.

Tarefas
1. Exame físico direcionado.

2. Qual a hipótese diagnóstica?

3. Quais os exames iniciais, na emergência?

4. Qual a análise e o significado clínico do resultado da gasometria arterial?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Solicitou consentimento para realizar exame


1
físico

2 Procurou cianose em extremidades

3 Pesquisou uso de musculatura acessória

Realizou inspeção torácica e citou achado de


4
diâmetro anteroposterior aumentado

Realizou ausculta pulmonar e descreveu


5 murmúrio vesicular diminuído com roncos
difusos bilateralmente

6 DPOC exacerbado

7 Solicitou hemograma

8 Solicitou Rx tórax

247
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Clínica Médica  4

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Solicitou gasometria arterial

10 Citou Acidose respiratória

11 Citou hipoxemia

Citou insuficiência respiratória crônica


12
agudizada

13 Iniciou antibioticoterapia

14 Iniciou broncodilatador de curta duração

15 Iniciou corticoterapia sistêmica

16 Indicou ventilação mecânica não invasiva

17 Orientou sobre interrupção do tabagismo

Orientou retorno ao ambulatório para


18
seguimento

248
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Clínica Médica  5

Caso Clínico 5
Você está de plantão no pronto-atendimento de sua cidade, quando
chega um senhor de 62 anos com queixa de muita falta de ar.

Tarefas
1. Realize o atendimento direcionado para o caso.

2. Indique e explique uma manobra semiológica pertinente ao caso.

3. Cite duas hipóteses diagnósticas e 3 exames complementares fundamentais


para sua principal hipótese diagnóstica.
4. Cite a conduta neste momento.

5. Forneça as orientações de alta.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico da equipe

2 Definiu a queixa e duração

Questionou início do quadro e progressão dos


3
sintomas

4 Questionou episódios prévios

Perguntou sintomas associados: aperto no


5 peito, febre, náuseas, vômitos, tontura. Pontuar
se pelo menos 3

Questionou sobre tosse e suas características


6
(com rajas de sangue)

Questionou edema, dor e hiperemia de MMII


7
(pelo menos 02 para pontuar)

8 Questionou antecedentes médicos

9 Questionou medicações em uso

10 Questionou alergias

11 Questionou cirurgia prévia

12 Questionou imobilização recente

249
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Clínica Médica  5

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

13 Questionou história de neoplasia

Lavou as mãos antes do exame e pediu


14
consentimento

Avaliou presença de edema assimétrico em


15
MMII

16 Citou Sinal de Homans

17 Citou Sinal da Bandeira

18 Citou Sinal de Bancroft

19 HD: Tromboembolismo pulmonar

20 HD: Infarto agudo do miocárdio

21 Solicitou Eletrocardiograma

Solicitou Marcadores de necrose tumoral


22
(Troponina e CK-MB)

23 Solicitou Angiotomografia computadorizada

24 Internação Hospitalar

Prescreveu Anticoagulação plena com HNF/


25
HBPM

Introduziu warfarin ou NOAC (novos


26
anticoagulantes orais)

27 Se indicar trombólise = ZERAR a tarefa

Orientou retorno imediato se sangramento ou


28
nova dispneia

29 Manteve warfarina ou NOAC por 3 a 6 meses

30 Questionou se paciente tinha dúvidas

250
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Clínica Médica  6

Caso Clínico 6
Uma paciente de 27 anos, sem antecedentes, deu entrada no serviço
de emergência com quadro de febre, conjuntivite, coriza e mal-es-
tar de início há 3 dias. Contou que apareceram “manchas” por todo o
corpo que começaram na cabeça. Há 1 dia, tosse com expectoração
esverdeada e “muita falta de ar”. Tinha um saturômetro que colocou
na paciente mostrando resultado de 89% em AA. É decida a internação
para esse caso. O Rx de tórax evidencia condensação importante em
base de pulmão direito. Com suplementação de O2, mantém 97% de
saturação e FR 22 ipm. Exames laboratoriais: Hb 13,2/Ht 35/lGB 25000
/plaquetas 140.000. Após suas condutas iniciais, a paciente piorou o
padrão respiratório e ainda está no PS.

Tarefas
1. Faça o atendimento inicial

2. Enumere as principais condutas avaliando diagnóstico, terapêutica e também


a prevenção de transmissão intra-hospitalar dessa doença.
3. Considerando suas hipóteses diagnósticas, qual a melhor conduta nesse
momento?
4. Considerando sua principal hipótese diagnóstica, qual a melhor conduta para
esses 2 contactantes?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico

Exame físico:
2 ▶ Avaliar conjuntivas
▶ Avaliar cavidade oral – Manchas de Koplik

Exame físico:
3
▶ Propedêutica pulmonar – FR, ausculta

▶ Avaliar rash cutâneo – Despir paciente,


4
descrever rash

5 Questionou sobre histórico vacinal

6 Questionou sobre histórico de contato

251
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Clínica Médica  6

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

7 Notificação IMEDIATA

8 Internação – Máscara N95

9 Solicitou leito com precaução de aerossóis

10 Solicitou RX de tórax AP e perfil

11 Suplementação de O2

12 Solicitou hemograma e gasometria

13 Solicitou sorologia IgM e IgG para sarampo

Introduziu ATB para BCP – Esquema


14
Ceftriaxone

Verificou contactantes:
▶ Um filho assintomático sem comorbidades,
que nunca tomou vacinas;
15
▶ Uma prima assintomática no primeiro
trimestre de gestação que perdeu a carteira
de vacinas.

16 Filho – Iniciar vacinação SCR

17 Prima – Tratamento com imunoglobulina

252
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Clínica Médica  7

Caso Clínico 7
Você está de plantão no pronto-socorro de um hospital quando um
paciente de 25 anos, com anemia falciforme, dá entrada com queixas
de febre e dor torácica.

Tarefas
1. Faça a abordagem inicial.

2. Dê continuidade ao atendimento.

3. Inicie o tratamento da hipótese diagnóstica.

4. Após o tratamento da sua hipótese diagnóstica, quais seriam as medidas de


prevenção?
5. Baseado em seus conhecimentos, quais seriam as principais causas de síndrome
torácica aguda no paciente com anemia falciforme?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico de plantão

2 Perguntou sobre as dez características da dor

3 Perguntou sobre tratamentos anteriores

4 Perguntou sobre as últimas crises

5 Perguntou sobre hospitalizações prévias

6 Avaliou sinais vitais

7 Procurou sinais de infecção

8 Solicitou raio x de tórax

9 Solicitou hemograma completo

10 Pediu culturas

Exames Complementares:
▶ Hemograma: hemoglobina e plaquetas
11 abaixo do valor da normalidade.
▶ Raios-x de tórax: presença de infiltrado difuso
bilateral.

253
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Clínica Médica  7

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Controle da dor com analgésicos comuns ou


12
opioides fracos

13 Reposição com solução salina

14 Transfusão de hemácias

Antibioticoterapia empírica com macrolídeos e/


15
ou quinolonas

16 Fisioterapia respiratória

17 Oxigenioterapia se houver hipoxemia

18 Vacinas antipneumocócia e anti-influenza

19 Transfusão crônica de hemácias

20 Infecção

21 Embolia gordurosa

22 Hidratação em excesso

23 Hipoxemia

254
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Clínica Médica  8

Caso Clínico 8
Você está de plantão na clínica médica do Hospital referência da cidade,
e tem hoje no andar 16 pacientes sob sua reponsabilidade.
Dentre eles há um rapaz de 22 anos, que está internado para tratar TB
pulmonar, e iniciou há 2 dias dor torácica quando inspira, fraqueza e
cansaço.

Tarefas
1. Realize a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente o paciente e solicite exames complementares.

4. Qual a hipótese diagnóstica?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Questionou sobre as características da


dor, início, caráter, qualidade, intensidade,
2
associações, fator de melhora e piora,
progressão, e fator desencadeante

3 Questionou sobre outros sintomas e dispneia

4 Perguntou quais outras doenças possui

Questionou sobre histórico familiar de doenças


5
crônicas

Solicitou consentimento para realizar exame


6
físico

7 Higienizou as mãos

Verificou sinais vitais e condições de


8
instabilidade hemodinâmica

9 Avaliou se há turgência de jugular

255
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Clínica Médica  8

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Avaliou sistema cardiovascular e presença de


10
pulso paradoxal

11 Avaliou o sistema respiratório

Avaliou Refluxo hepatojugular e


12
visceromegalias abdominais

13 Avaliou extremidades e perfusão periférica

14 Orientou sobre o quadro

15 Solicitou RX de tórax PA e perfil

16 Solicitou ECG

17 Solicitou Ecocardiograma

Chegou ao diagnóstico de Tamponamento


18
cardíaco

Esclareceu ao paciente o diagnóstico e a


19
conduta

20 Pergunta se possui alguma dúvida

21 Solicitou vaga na UTI

22 Solicitou avaliação da cirurgia cardíaca

Solicitou monitorização, oximetria de pulso, e


23
acesso venoso

24 Prescreveu reposição volêmica

25 Prescreveu analgesia

Considerou a realização de uma


26
pericardiocentese

256
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Clínica Médica  9

Caso Clínico 9
Maria, 67 anos de idade, comparece à consulta de rotina na unidade
de saúde, com queixa de cansaço, desânimo, esquecimento, queda
de cabelos e ganho de peso. Menopausada sem terapia de reposição.
Possui DM 1 com bom controle glicêmico.

Tarefas
1. Faça a znamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente a paciente e solicite exames complementares.

4. Qual a hipótese diagnóstica?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Questionou o uso de medicamentos


2
diariamente, o uso de amiodarona

Questionou histórico familiar de tireoideopatia


3
ou história prévia de acometimento da tireoide

4 Perguntou sobre doença no SNC

Perguntou se já fez algum tratamento na


5 tireoide ou radioterapia na região do pescoço
ou uso de contraste iodado

6 Questionou sobre a procedência da paciente

Solicitou consentimento para realizar exame


7
físico

8 Higienizou as mãos

9 Verificou sinais vitais

Fez Inspeção, palpação e ausculta da glândula


10
tireoide? Solicitou que a paciente deglutisse

257
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Clínica Médica  9

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

11 Avaliou sistema neurológico

12 Fez exame cardiovascular

13 Examinou pele e fâneros

14 Orientou sobre o quadro

15 Solicitou exames laboratoriais

16 Solicitou exames de imagem

17 Chegou ao diagnóstico de Hipotireoidismo

Esclareceu á paciente seu diagnóstico e a


18
conduta

19 Pergunta se paciente tem alguma dúvida

20 Prescreveu Levotiroxina

Orientou que a Levotiroxina deve ser ingerida


21 em jejum, e que só deve se alimentar após 30
min

Orientou que a Levotiroxina não deve ser


22
ingerida concomitante a outros fármacos

Orientou que a paciente deve cessar o uso


23 da Levotiroxina no dia que for coletar novos
exames, devendo tomar após a coleta

Solicitou novos exames laboratoriais em 4 a 8


24
semanas

25 Solicitou retorno em 4 a 8 semanas

Ajustou a dose de levotiroxina de acordo com


26
exames laboratoriais

27 Pergunta se paciente tem alguma dúvida

28 Agendou retorno

258
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Clínica Médica  10

Caso Clínico 10
Você acaba de chegar ao seu plantão de emergência, quando recebe
seu primeiro caso. Um homem de 54 anos, trazido pelo SAMU, com
queixa de palpitações há 1h.
No momento, o paciente encontra-se consciente, FC 168 bpm PA 73 x
52mmHg, FR 22 irpm, saturando 98% em ar ambiente.
Você rapidamente solicita monitorização dos sinais vitais do paciente
e no monitor você vê essa imagem:

Tarefas
1. Realize o atendimento do paciente indicando o principal diagnóstico e qual o
próximo passo a ser tomado.
2. Foi optado por realizar a cardioversão sincronizada. Descreva o procedimento
passo a passo.
3. Logo após a cardioversão, o monitor apresentou a seguinte imagem:

4. Informe o diagnóstico e sua conduta.

5. Logo após o fim das compressões, o monitor apresentou a seguinte imagem:

259
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Clínica Médica  10

6. Informe sua conduta. Ao verificar os cabos, notou-se que um deles se despren-


deu durante as compressões. O paciente apresenta pulso e o monitor mostra a
seguinte imagem após corrigir o cabo:

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Realizou anamnese direcionada > refere


1 desconforto torácico, não tem alergias e não
fez uso de drogas

Realizou ausculta cardíaca e torácica > sem


2
alterações

Solicitou a equipe de enfermagem um acesso


3
venoso

Identificou o diagnóstico de taquicardia


4
instável

Informou tratamento com cardioversão


5
sincronizada

6 Orientou o paciente sobre o procedimento

7 Realizou sedação e analgesia

8 Realizou ventilação com bolsa-válvula-máscara

9 Sincronizou o desfibrilador

10 Realizou a cardioversão

Identificou uma fibrilação ventricular na


11
imagem

12 Dessincronizou o desfibrilador

13 Realizou desfibrilação com potência máxima

Orientou a realização de compressões torácicas


por 2 min logo após o choque (100 a 120/
14
min, 4 a 5 cm de profundida, permite retorno
completo do tórax)

260
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Clínica Médica  10

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Orientou suporte de via aérea avançada


15 (passagem de tubo laríngeo ou intubação
orotraqueal)

Solicitou a preparação de 1mg de epinefrina


16
(sem a aplicação)

17 Verificou os cabos do monitor

18 Verificou o ganho do monitor

19 Verificou a derivação do monitor

261
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Clínica Médica  11

Caso Clínico 11
Uma paciente de 27 anos, com antecedente de nefrolitíase, deu entrada
no serviço de emergência discretamente sonolenta, com perfusão len-
tificada, FC de 120 bpm, FR de 28 irpm, PA de 70 x 50 mmHg. Acom-
panhante refere que paciente está há 24 horas sem urinar. Após suas
condutas iniciais a paciente se apresenta orientada e melhora dos
sinais vitais: PA 110 x 80 mmHg, FC de 90 bpm, FR de 14 irpm. Em TC
solicitada evidenciado presença de cálculo em junção ureteropiélica
à direita, com hidronefrose e borramento da gordura perirrenal ipsi-
lateral. Exames laboratoriais: Hb 11,2/Ht 35/plaquetas 70.000/BT 2,2/BD
1,2/ BI 1,0/ lactato 2,2. Gasometria: pH 7,18/HCO3 16/PCO2 32/PO2 86/BE
-1/ SatO2 95%

Tarefas
1. Faça o atendimento inicial.

2. Considerando suas hipóteses diagnósticas, qual seria a melhor conduta neste


momento?
3. Considerando suas hipóteses diagnósticas, qual seria a melhor conduta em
seguida?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico

Questionou queixas da paciente – paciente


2
refere dor em flanco, febre e disúria

Questionou tempo de aparecimento dos


3
sintomas – 24 horas

4 Avaliou presença do sinal de Giordano

Solicitou informações para cálculo do Glasgow


5
– 14

6 Fez o cálculo do SOFA ou outro score

7 Solicitou dosagem do lactato

8 Solicitou reposição de 30/kg de cristaloide

262
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Clínica Médica  11

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Solicitou introdução de vasopressor

10 Solicitou hemocultura e urocultura

Prescreveu antibioticoterapia de amplo


11
espectro

Solicitou hemograma (plaquetas), bilirrubinas


12 totais e frações, e gasometria para avaliar
disfunção orgânica

Solicitou TC de Abdome e Pelve para avaliação


13
etiológica

14 Internação em UTI

15 Monitorização da Diurese (SVD)

Monitorização Hemodinêmica (PA, FC, FR,


16
SATO2)

Solicitou avaliação de urologista para


17
desobstrução urinária com cateter duplo J

263
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Clínica Médica  12

Caso Clínico 12
Você está no ambulatório, quando José, 55 anos, obeso, entra na sua
sala. Ele se queixa de dor intensa há 24 horas no pé esquerdo.

Tarefas
1. Faça a anamnese.

2. Realize o exame físico direcionado.

3. Solicite exames complementares.

4. Inicie o tratamento do paciente.

5. Oriente o paciente sobre as formas de evitar ataques futuros e complicações.

6. Explique ao paciente como será o acometimento das articulações a longo prazo


se não for realizado o tratamento adequado.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico

Questionou a característica da dor (inflamatória


versus mecânica), padrão de acometimento
2
articular (mono/oligo/poli, pequenas ou
grandes articulações)

Questionou sintomas associados e episódios


3 prévios semelhantes (diferencial com artrite
séptica)

4 Questionou antecedente de nefrolitíase

5 Questionou história familiar

Questionou comorbidades (DRC, HAS, DM,


6
DLP)

Questionou sobre o uso de medicações


7
hiperuricêmicas

264
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Clínica Médica  12

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Questionou sobre a dieta e uso de álcool


▶ José referiu início de monoartrite
desde os 48 anos, com acometimento
8 também de joelhos e tornozelos, além de
episódios prévios nos pés. Nega sintomas
constitucionais. Hipertenso em uso de
hidroclorotiazida, etilista significativo e tem
os triglicérides elevados.

Lavou as mãos e disse ao paciente que o


9
examinaria

Examinou a primeira articulação


10
metatarsofalangiana

Examinou outras articulações como tornozelos


11
e joelhos

Examinou orelhas, cotovelos e calcanhares em


12
busca de tofos

13 Aferiu a pressão arterial

Solicitou exames gerais (hemograma, função


14 renal, transaminases), perfil lipídico, glicemia
de jejum e hemoglobina glicada

15 Solicitou raio x das articulações acometidas

16 Solicitou USG de rins e vias urinárias

Solicitou dosagem de ácido úrico sérico e na


17
urina de 24 horas

EXAMES COMPLEMENTARES
▶ Raio x de pé esquerdo: aumento local de
partes moles e erosão em saca bocados.
18 ▶ Nível sérico de ácido úrico: 7,5 mg/dL
▶ Valor da dosagem de ácido úrico na urina de
24 horas: 200 mg
▶ USG de rins e vias: ausência de litíase

Prescreveu anti-inflamatório não hormonal +


19
colchicina ou Corticoide + colchicina

NÃO prescreveu alopurinol. Se prescrever =


20
ZERAR A TAREFA

21 Orientou perda de peso

265
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Clínica Médica  12

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

22 Orientou cessar uso de álcool

Substituiu a hidroclorotiazida por outra classe


23
de anti-hipertensivo

Acometimento de várias outras articulações


24 como mãos e pés, evoluindo com perda da
função articular e deformidades

Formação de tofos principalmente em dedos,


25
punhos e orelhas.

Perguntou ao paciente se ele ainda tinha


26
alguma dúvida

266
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Clínica Médica  13

Caso Clínico 13
Você está de plantão no PS da clínica médica, quando chega um
paciente de 68 anos, ictérico, queixando-se de dois episódios de febre
de 39 graus, desde ontem, e mal-estar generalizado.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente o paciente e solicite exames complementares.

4. Qual a classificação Child e a hipótese diagnóstica desse caso?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Questionou sobre início da icterícia

3 Questionou sobre outros sintomas

4 Perguntou quais outras doenças possui

5 Questionou sobre uso de medicamentos

6 Perguntou sobre sangramentos

7 Questionou sobre uso de álcool

8 Perguntou sobre alergia a medicamentos

Solicitou consentimento para realizar exame


9
físico

10 Higienizou as mãos

11 Verificou sinais vitais e condições gerais

12 Avaliou sistema neurológico

13 Avaliou sistema cardiovascular

267
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Clínica Médica  13

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

14 Avaliou o Abdome

15 Fez toque retal

16 Orientou sobre o quadro

17 Solicitou Hemograma, PCR, EAS, culturas

18 Solicitou albumina e bilirrubinas totais

19 Solicitou Coagulograma

20 Solicitou Rx tórax

21 Solicitou análise de líquido ascítico

22 Chegou à classificação Child C

Chegou ao diagnóstico de Cirrose hepática e


23
peritonite bacteriana espontânea

Esclareceu ao paciente o diagnóstico e a


24
conduta

25 Pergunta se possui alguma dúvida

26 Solicitou internação

27 Prescreveu antibioticoterapia

Solicitou monitorização, oximetria de pulso, e


28
acesso venoso

29 Prescreveu reposição volêmica

30 Prescreveu terapia nutricional

Considerou a realização de uma paracentese


31
de alívio

32 Considerou fila de transplante

268
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Clínica Médica  14

Caso Clínico 14
Paulo, 7 anos de idade admitido na emergência com tosse e dispneia
há 2 horas após contato com alérgenos. Faz uso de corticoide inalató-
rio quando necessita. Teve vários episódios como este no último ano.
História de cansaço aos leves esforços, como rir ou correr.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente o paciente e solicite exames complementares.

4. Qual a hipótese diagnóstica e sua classificação?

5. Qual a conduta?

6. Reavalie e dê a conduta.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Procurou fatores de risco para morte

Questionou histórico das exacerbações,


3 internações passadas e necessidade de UTI e/
ou IOT

4 Questionou sobre fatores desencadeantes

Perguntou sobre quando há piora dos


5
sintomas

Perguntou sobre os sinais e sintomas típicos da


6
asma

Questionou sobre adesão ao tratamento e


7
técnica

Solicitou consentimento para realizar exame


8
físico

9 Higienizou as mãos

269
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Clínica Médica  14

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

10 Verificou sinais vitais

Aferiu pressão arterial – solicitou esfigmo, fita


métrica e percentis de PA. Mediu o braço do
paciente e verificou se o esfigmo é adequado,
mediu a pressão sistólica pelo método
11
palpatório, palpou artéria braquial, colocou
esteto na artéria braquial, inflou o esfigmo
20-30 mmHg acima da sistólica. Fazer nos dois
braços.

12 Avaliou sistema neurológico

13 Fez exame cardiovascular

14 Fez exame do aparelho respiratório

15 Orientou sobre a gravidade do quadro

16 Solicitou exames laboratoriais

17 Solicitou exames de imagem

Chegou ao diagnóstico de Exacerbação


18
asmática

19 Esclareceu o diagnóstico e a conduta

20 Pergunta se paciente tem alguma dúvida

21 Classificou a exacerbação como crise grave

Entrou com oxigenoterapia, monitorização e


22
oximetria de pulso

23 Aferiu PEAK FLOW

Iniciu Salbutamol a cada 20 min, durante a 1


24
hora

25 Fez Metilprednisona

26 Adicionou Ipratrópio

27 Reavaliou o paciente

Classificou paciente como estável, passível de


28
alta hospitalar

29 Esclareceu a conduta

270
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Clínica Médica  14

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

30 Pergunta se paciente tem alguma dúvida

31 Prescreveu corticoide inalatório diariamente

32 Prescreveu medicação de resgate se crise

33 Prescreveu corticoide via oral por 7 dias

Orientou sinais de alarme e retorno se


34
necessário

Corrigiu técnica de espaçador, e orientou sobre


35
fatores desencadeantes

36 Solicitou retorno em 1 semana

271
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Clínica Médica  15

Caso Clínico 15
Você está trabalhando no pronto-socorro de clínica médica e recebe
Rafaela, paciente de 25 anos, com queixa de artrite em joelho direito
há 3 dias.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Solicite exames complementares.

3. Qual a principal hipótese diagnóstica e conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Questionou sintomas constitucionais

Caracterizou envolvimento inflamatório


2 vs. Mecânico e envolvimento de outras
articulações

3 Questionou alterações cutâneas

4 Questionou corrimento vaginal

5 Questionou diarreia

6 Questionou conjuntivite

7 Indicou artrocentese

Solicitou Gram, citologia, pesquisa de cristais e


8
cultura

Chegou ao diagnóstico de artrite séptica


9
gonocócica

Iniciou antibioticoterapia com ceftriaxone (ou


10
ceftriaxone + oxacilina)

11 Tratou o parceiro sexual

12 Solicitou avaliação ortopédica

272
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Clínica Médica  16

Caso Clínico 16
José, 67 anos de idade, chega ao PS onde você está de plantão, rela-
tando que há aproximadamente 3h apresentou de forma súbita, após
o almoço, perda de força motora em braço direito, dificuldade signi-
ficativa de fala e desvio de rima labial. Quadro persiste desde então.
Paciente hipertenso, em uso de captopril 50 mg, e hidroclorotiazida
25 mg, 1x ao dia, dislipidêmico, sedentário. Fuma há 30 anos.
Não tem doenças prévias cerebrais ou cardíacas. Não sofreu TCE. Não
utiliza anticoagulantes.
Quadro iniciou há aproximadamente 3 horas, e não houve melhora da
paralisia facial ou fraqueza. Bom estado geral, hidratado, corado, alerta,
orientado em tempo e espaço, Glasgow 15, FR 18 irpm, saturando 98%
em ar ambiente. T 36.5 graus Celsius.
BNF, 2T, arrítmicas, sem sopros. FC 68 bpm. PA 170 X 110 mmHg. Lin-
guagem com fluência reduzida, dificuldade de nomeação e parafasias.
Hemiparesia direita de predomínio braquial (força grau 2 em braço
direito.)
Paresia de andar inferior da face à direita (desvio de rima para esquerda).
Escala NIHSS = 13.

Tarefas
1. Realize a anamnese direcionada.

2. Realize exame físico.

3. Qual é o diagnóstico?

4. Quais os exames e condutas, devem ser solicitados, na sala de emergência?

5. Qual é a conduta subsequente?

6. Passada a fase aguda, quais exames e cuidados devem ser solicitados?

7. Quais as condutas na alta hospitalar?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Início dos sintomas e duração

2 Quadro prévio semelhante

273
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Clínica Médica  16

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

3 Comorbidades (HAS, DM, cardiopatia)

4 Antecedentes (TCE, tumor cerebral)

5 Fatores de risco (Tabagista)

6 Medicamentos (anticoagulante?)

7 Avaliou Geral + sinais vitais

8 Neurológico

9 Sistema Cardiovascular

Monitorização cardíaca, sinais vitais, acessos


10
venosos, oximetria de pulso

11 Glicemia Capilar

12 Tomografia de crânio

13 Trombólise endovenosa com alteplase

Angiotomografia de vasos cervicais e


14
intracranianos (fase arterial)

Se houver alteração significatia na angioTC,


15 realizar Trombectomia mecânica (laboratório
de hemodinâmica)

Repetir neuroimagem 24 após (tomografia ou


16
ressonância)

Laboratório geral (hemograma, eletrólitos,


17 função renal e hepática, sorologias para HIV e
Sífilis)

18 Ecocardiograma

19 Holter

20 Fisioterapia

21 Fonoaudiologia

22 Anticoagulante (marevan ou NOACs)

23 Estatina

274
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Clínica Médica  16

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

24 Ajuste de anti-hipertensivos

25 Modificações de estilo de vida

26 Cessação de tabagismo

Normal

Oclusão de artéria cerebral média esquerda

275
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Clínica Médica  16

Hoter: fibrilação arterial.

Eco: normal.

276
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Clínica Médica  17

Caso Clínico 17
Você está de plantão no pronto-socorro da sua cidade e é chamado
para avaliar a seguinte paciente:
T.A.V., sexo feminino, 72 anos, com queixa de tosse e dispneia aos
médios esforços há cerca de 2 meses, mas que apresentou piora
nos últimos dias. Além disso, refere tosse noturna, ortopneia e dor
em baixo-ventre ao urinar nos últimos dias. É tabagista ativa e hiper-
tensa de difícil controle, em uso de Atenolol, Enalapril e Hidrocloro-
tiazida. Nega alergias. Ao exame físico geral, apresenta-se em bom
estado geral, PA 150 x 90 mmHg, FC 111 bpm, TEC 2s e taquipneica.
Sem demais alterações.
A paciente já está na sala de emergência, devidamente monitorizada
e com acesso venoso periférico.

Tarefas
1. Complete o exame físico direcionado para o caso.

2. Solicite até 6 exames que sejam necessários para o diagnóstico e interprete-os.

3. Dê o diagnóstico e classifique a paciente.

4. Dê o tratamento adequado para essa paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Pesquisar turgência jugular a 45°

Ausculta pulmonar: Reduzida com crepitações


2
em bases

Ausculta cardíaca: Ritmo regular com presença


3
de B4

277
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Clínica Médica  17

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Raio X de tórax: Cardiomegalia e congestão

ECG: Sobrecarga de câmaras esquerdas

6 Troponina: < 1 ng/mL

7 BNP: 532 pg/mL

Urina 1: Leucocitúria
8 ▶ Urocultura em andamento
▶ Hemograma: Leucocitose sem DE

IC descompensada perfil B por infecção


9
urinária

10 Furosemida 1 mg/kg

Captopril 50 mg VO ou
11 ▶ Nitrato VO ou
▶ Nitrato EV

12 Ciprofloxacina 250 mg, VO, 12/12h por 3 dias

278
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Clínica Médica  18

Caso Clínico 18
Paciente masculino, 18 anos de idade, obeso, referindo dispneia em
crises nos últimos 6 meses, associada à opressão torácica e tosse seca
pelo menos três vezes por semana, com melhora ao uso de salbuta-
mol spray. Nega limitação das atividades diárias ou despertar noturno.
Relata rinite alérgica sem tratamento regular e crises de chiado na
infância na época do inverno. Refere presença de mofo em casa.Taba-
gista atual, fuma 10 cigarros por dia ao longo dos últimos 2 anos. Nega
uso de medicações contínuas.

Tarefas
1. Complete a anamnese.

2. Realize o exame físico direcionado

a. Rinoscopia (mucosa pálida e edemaciada)

b. Inspeção do tórax

c. Ausculta pulmonar (sibilos expiratórios)

3. Interprete a espirometria e faça sua hipótese diagnóstica

a. Laudo da espirometria: distúrbio ventilatória obstrutivo moderado com resposta


ao broncodilatador.
b. Hipótese diagnóstica: asma

4. Realize as condutas necessárias.

279
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Clínica Médica  18

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se

2 Identificou-se como médico

3 Questionou sintomas diurnos

4 Questionou despertares noturnos

5 Questionou uso de medicação de resgate

6 Questionou limitação das atividades diárias

7 Exame físico sumário

8 Realizou o diagnóstico correto de asma

Classificou corretamente como parcialmente


9
controlada

10 Solicitou espirometria

Interpretou corretamente a espirometria


11 ▶ Corticoide inalatório + resgate S/N ou
corticoide inalatório combinado com B2 de
longa.

Prescreveu e orientou o uso correto da


12
medicação de manutenção

Ensinou a agitar o dispositivo inalatório de


13
resgate antes de utilizar

Ensinou a expirar antes de colocar o dispositivo


14
na boca

15 Ensinou a disparar e inspirar profundamente

Ensinou a segurar a respiração por alguns


16
segundos

Orientou aguardar 15-30 segundos para a 2ª


17
dose

18 Orientou o uso de ß2 de curta duração na crise

19 Orientou sobre medidas não-farmacológicas

280
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Clínica Médica  18

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

20 Orientou sobre a cessação do tabagismo

Orientou sobre o tratamento adequado da


21
rinite

Agendou retorno ambulatorial para


22
seguimento

281
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Clínica Médica  19

Caso Clínico 19
Você está de plantão numa unidade básica de saúde da sua cidade e
é chamado para avaliar a seguinte paciente:
G. J. S., sexo masculino, 65 a, previamente HAS e DM em uso de ena-
lapril 10 mg/d e metformina 1 g/d, controladas segundo o paciente.
Conta que há 3 dias iniciou quadro de odinofagia, febre alta medida
(38,6°C) e nas últimas 24 horas está com “falta de ar”. Está com muita
dor em MMII e conta que na mesma casa em que vive 2 pessoas estão
tossindo e com febre. Negou viagens recentes.
Toda essa avaliação é realizada pela enfermagem, que avisa que o
paciente está sozinho em uma sala da UPA após ser fornecida más-
cara cirúrgica a ele.

Tarefas
1. Como você procederia com relação aos cuidados ao complementar a anamnese?

2. Realize o exame físico direcionado e proceda à investigação com exames iniciais


inespecíficos para elucidação diagnóstica.
3. Dê o diagnóstico sindrômico e enumere 3 diagnósticos etiológicos e como você
faria para confirmar as suspeitas diagnósticas.
4. Você avalia o paciente após os devidos cuidados.

5. Informe o destino do paciente com o plantão controlador e as medidas relacio-


nadas à vigilância epidemiológica.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Identificou-se; manteve contato visual,


1 expressão empática e respeitosa; linguagem
pausada, simples e acessível

Descreveu o uso dos EPIs: Máscara N95,


2
avental, gorro, óculos de proteção e avental

3 Realizou oroscospia

Procedeu propedêutica pulmonar: ausculta,


4
FR, avaliou a saturação em ar ambiente

Solicitou exames: HMG, PCR, gasometria


5
arterial e Rx de tórax

282
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Clínica Médica  19

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

6 Fez o diagnóstico de Síndrome gripal

Citou como possíveis agentes: H1N1, SARSCOV2,


7
pneumonia pneumocócica

Descreveu swab com pesquisa de SARSCOV2 e


8
H1N1

Oxigenioterapia e ATB (Ceftriaxone/


9
Azitromicina e Oseltamivir)

10 Pediu transferência em ambulância

11 Solicitou leito de precauções respiratórias

12 Notificou a vigilância como SRGA

283
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Clínica Médica  20

Caso Clínico 20
Você está atendendo no ambulatório de clínica médica do hospital
universitário, quando entra o Sr. DM 68 anos para consulta.
Em sua ficha constava:
▶ DM2 há 20 anos, em uso de: metformina 850 mg 3xdia e gliclazida
120 mg pela manhã
▶ HAS em uso de: Enalapril 20 mg 12/12h, Anlodipino 5 mg 12/12h
▶ DLP em uso de: Atorvastatina 40 mg.
Sr. DM vem queixando-se que nos últimos meses começou a acor-
dar a noite por episódios de palpitação e sudorese. E ocasionalmente
vem apresentando episódios de escurecimento visual, lentificação e
erra os caminhos. Relata também que vem ganhando peso, mas está
comendo mais que o habitual. Mede esporadicamente a glicemia
capilar, mas acha que o aparelho está quebrado, pois só aparece “LO”
no glicosímetro. Quando apresenta os sintomas, geralmente come
pão com manteiga e tem melhora dos sintomas, apesar de demo-
rar um pouco. Usa regularmente as medicações, mas ultimamente,
como tem ficado mais esquecido, perde algumas doses, e associa
que diminui bastante as queixas. Em relação à dieta: não tem horário
específico para refeições, e devido ao ganho de peso vem cortando
praticamente todo o carboidrato da dieta. Refere que à noite toma 1
a 2 taças de vinho, só escapa nos fins de semana, quando aumenta a
ingestão de álcool. É sedentário. Esporadicamente até fazia algumas
caminhadas, mas tem evitado, pois nota a piora dos sintomas. Refere
que tem acompanhado regularmente com o oftalmologista, pois tem
já foi referido que tem retinopatia diabética. E referiu também que
foi associado Enalapril há 2 anos, quando estava apresentando urina
espumosa, e havia melhorado, mas nos últimos meses também vol-
tou com a queixa. Fez há 3 meses HbA1c – 6,6%. Sinais vitais: PA: 120x80
mmHg; P: 96 bpm; Fr 18 irm; afebril. Exame dos pés: Monofilamento
alterado em ambos os pés. Pulsos pediosos e tibiais posteriores pre-
sentes. Edema de MMII ++/IV, cacifo presente.

Tarefas
1. Conduza a consulta com o paciente.

2. Informe a causa das queixas principais do paciente e cite 3 fatores observados


no caso, que possam estar relacionados ao desenvolvimento desta complicação.

284
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Clínica Médica  20

3. Solicite 4 exames complementares imprescindíveis para avaliação do Sr. DM.

4. Explique a conduta a ser tomada para o paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico (a)/residente

Perguntou o motivo da consulta/queixa


clínica do paciente. *considerar inadequado
2 se perguntar inicialmente sobre medicações
ou exames laboratoriais, antes de perguntar o
“problema” do paciente

Questionou se o paciente aferiu a glicemia


3
capilar (dextro ou HGT) durante os episódios

Questionou o paciente sobre a melhora dos


4
sintomas após correção

Questionou o paciente sobre uso correto das


5 medicações ou se piora os sintomas ao usar os
medicamentos

Questionou o paciente se seguia a dieta


6 adequadamente ou fazia exercícios físicos
regulares

Questionou durante a anamnese direcionada


sobre antecedentes de retinopatia ou de
7
qualquer outra complicação crônica do
diabetes

Questionou se trouxe ou se fez algum exame


8
complementar recentemente?

9 Pediu para fazer o exame físico no paciente

No exame físico, avaliou a pressão arterial (PA)


10
e a frequência cardíaca (FC)?

Incluiu o exame dos pés do paciente? (citou


pulsos pediosos ou tibiais, avaliação de
11 edema de MMII, avaliação de neuropatia,
monofilamento ou rastreamento do pé
diabético)

Falou que a causa das queixas é


12
HIPOGLICEMIA

285
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Clínica Médica  20

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Citou algum dos fatores abaixo, como


relacionados ao desenvolvimento da
hipoglicemia:
▶ Insuficiência renal
▶ Uso de sulfonilureia/gliclazida
13 ▶ Idade
▶ Múltiplas comorbidades/polifarmácia
▶ Tempo de DM
▶ Dieta inadequada/Alimentação errática e
com baixo teor de carboidrato
▶ Ingestão de álcool

Citou algum dos fatores abaixo, como


relacionados ao desenvolvimento da
hipoglicemia:
▶ Insuficiência renal
▶ Uso de sulfonilureia/gliclazida
14 ▶ Idade
▶ Múltiplas comorbidades/polifarmácia
▶ Tempo de DM
▶ Dieta inadequada/Alimentação errática e
com baixo teor de carboidrato
▶ Ingestão de álcool

Citou algum dos fatores abaixo, como


relacionados ao desenvolvimento da
hipoglicemia:
▶ Insuficiência renal
▶ Uso de sulfonilureia/gliclazida
15 ▶ Idade
▶ Múltiplas comorbidades/polifarmácia
▶ Tempo de DM
▶ Dieta inadequada/Alimentação errática e
com baixo teor de carboidrato
▶ Ingestão de álcool

Citou algum dos exames abaixo


▶ Glicemia de jejum
▶ HbA1c
▶ USG de rins e vias urinárias
▶ Microalbuminúria/creatinúria amostra urina
16 isolada OU proteinúria 24h
▶ Peptídeo C
▶ Ureia
▶ Creatinina
▶ Eletrocardiograma
▶ Urina tipo 1

286
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Clínica Médica  20

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Citou algum dos exames abaixo


▶ Glicemia de jejum
▶ HbA1c
▶ USG de rins e vias urinárias
▶ Microalbuminúria/creatinúria amostra urina
17 isolada OU proteinúria 24h
▶ Peptídeo C
▶ Ureia
▶ Creatinina
▶ Eletrocardiograma
▶ Urina tipo 1

Citou algum dos exames abaixo


▶ Glicemia de jejum
▶ HbA1c
▶ USG de rins e vias urinárias
▶ Microalbuminúria/creatinúria amostra urina
18 isolada OU proteinúria 24h
▶ Peptídeo C
▶ Ureia
▶ Creatinina
▶ Eletrocardiograma
▶ Urina tipo 1

Citou algum dos exames abaixo


▶ Glicemia de jejum
▶ HbA1c
▶ USG de rins e vias urinárias
▶ Microalbuminúria/creatinúria amostra urina
19 isolada OU proteinúria 24h
▶ Peptídeo C
▶ Ureia
▶ Creatinina
▶ Eletrocardiograma
▶ Urina tipo 1

Mudou tratamento para DM. Aceitar:


▶ Suspendeu Gliclazida
20 ▶ Suspendeu Gliclazida e iniciou inibidor de
DDPIV ou agonista de GLP1
▶ Considerar errado se: iniciou insulina ou
suspendeu Metformina.

Explicou o que é hipoglicemia e orientou que


21 a maneira que estava corrigindo hipoglicemia
estava incorreta

287
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Clínica Médica  20

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Orientou o paciente como proceder nos


episódios de hipoglicemia? Considerar
adequado se citar 2 das alternativas
(01-parcialmente adequado):
▶ Ingerir 15 gramas de carboidratos simples
(açúcar, caramelo, sucos, refrigerantes...)
▶ Repetir glicemia capilar após 15 minutos para
22 avaliar correção
▶ Se mantiver <70 mg/dL → ingerir novamente
carboidratos simples
▶ Após correção fazer refeição/ingerir
carboidratos complexos para evitar
recorrência.
▶ Citou possibilidade de ter glucagon para
acompanhante usar se inconsciente

Orientou intensificar monitorização de


glicemia? Aceitar caso falar quaisquer das
alternativas:
23 ▶ Monitorização contínua
▶ Monitorização pré e 2 horas pós refeições
▶ Fazer glicemia durante a madrugada/03h da
manhã.

288
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Clínica Médica  21

Caso Clínico 21
Você está de plantão no pronto-socorro da sua cidade e é chamado
para avaliar a seguinte paciente: sexo feminino, 30 anos, sobrepeso,
com queixa de lombalgia.
Dor em peso de moderada intensidade, pior ao exercício, melhor ao
repouso, desencadeada durante ou após dia de trabalho. Episódios de
dor semelhante há 5 anos. É caixa de supermercado e sedentária. Sem
red flags. Possui transtorno depressivo, demonstra insatisfação com
o trabalho e faltas recorrentes (yellow flags presentes). Nega demais
antecedentes pessoais. Inspeção: presença de lordose acentuada, dor
difusa a palpação de ligamentos interespinhosos e cadeias paraverte-
brais lombares. Ausência de trigger point. Teste de Schober normal.
Lasegue negativo. Reflexos aquileu e patelar normais. Força preser-
vada proximal e distal. Patrick-FABERE negativo.

Tarefas
1. Complete a anamnese direcionada para o diagnóstico do caso.

2. Realize o exame físico direcionado.

3. Dê o diagnóstico.

4. Quais são os exames complementares necessários ao caso em questão?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Perguntou sobre semiologia da dor:


1 intensidade, tipo, localização, fatores de
melhora, piora e fatores desencadeantes

2 Perguntou profissão do paciente

Perguntou tempo da lombalgia (aguda vs.


3
crônica)

4 Perguntou sobre atividade física

5 Abordou RED FLAGS

6 Abordou YELLOW FLAGS

7 Realizou inspeção sem camiseta

289
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Clínica Médica  21

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

8 Realizou palpação da região lombar

9 Realizou teste de Schober

10 Realizou Lasegue bilateral

11 Testou força muscular proximal e distal bilateral

12 Testou reflexos patelar e aquileu bilaterais

13 Realizou teste de Patrick FABERE

14 Deu o diagnóstico de lombalgia mecânica

15 Não solicitou exames complementares

290
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Clínica Médica  22

Caso Clínico 22
Paciente masculino, solteiro, 21 anos, procurou o atendimento na UBS
contando aparecimento de lesões pruriginosas em toda extensão de
tórax há aproximadamente 10 dias. Relata que nos últimos dias tem
notado quadro de febre vespertina e mal-estar. Está apreensivo por-
que nos últimos 2 dias as “manchas” progrediram para as extremida-
des. Negou viagens recentes. Foi feita triagem e chamada a médica
para atendimento. Paciente conta que teve no último ano 2 episódios
de uretrite que foram tratados com antibiótico intramuscular. Relata
que tem parceiro fixo e outros ocasionais e que não colheu exames
durante a avaliações anteriores. Também questionou sobre será feito
o seguimento. Paciente ao final do atendimento questionou sobre
prevenção do HIV e relata que nunca realizou vacinas.

Tarefas
1. Complete a anamnese e exame físico direcionado.

2. Faça sua principal hipótese diagnóstica e explique quais exames seriam impor-
tantes para realizar o diagnóstico.
3. Quais exames/orientações seriam necessários nesse momento?

4. Levando em consideração a prevenção combinada no Brasil e a imunização


preventiva, o que poderia ser oferecido nesse momento ao paciente?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Identificou-se; manteve contato visual,


1 expressão empática e respeitosa; linguagem
pausada, simples e acessível

Examinou genital, pesquisou adenomegalias,


2
avaliou extremidades, descreveu o rash

Questionou sobre vida sexual, uso de


3
preservativos, números de parceiro(a)s

4 Acertou a principal hipótese diagnóstica

Realizou a solicitação de testes diagnósticos


▶ VDRL
5
▶ FTA-bs
▶ Teste rápido treponêmico

291
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Clínica Médica  22

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Explicou o tratamento e acertou a droga a ser


6
prescrita

Descreveu a reação Jarisch-Herxheimer e


7
conduta

Solicitou sorologias (HIV) e outras IST s (HBV e


8
HCV)

Orientou avisar ao parceiro e reforçou a


9
importância do uso do preservativo

10 Monitorizar com VDRL a cada 3 meses

11 Ofereceu PrEP e orientou o uso

12 Orientou vacinas: HPV e HBV

292
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Clínica Médica  23

Caso Clínico 23
Você se encontra em um consultório de Unidade Básica de Saúde e
vai realizar o atendimento de um homem com 50 anos de idade.

Exame físico
Paciente em bom estado geral.
Peso = 84 kg, Altura = 1,70 m, IMC = 29 kg/m². Corado, hidratado e anictérico.
Pulso = 76 bpm, PA = 128 x 80 mmHg, Temperatura axilar = 36,2°C.
Auscultas cardíaca e pulmonar normais.
Exame abdominal normal, exceto por desconforto à palpação do epigastro.
Demais aspectos: sem alterações.

ESOFAGOGASTRODUODENOSCOPIA
Diagnóstico Endoscópico:
▶ Esofagite erosiva severa – grau C na classificação de Los Angeles.
▶ Úlcera péptica duodenal em parede anterior.
Teste da Urease: positivo.

Tarefas
1. Realize a anamnese.

2. Apresente o diagnóstico.

3. Adote a conduta médica necessária.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Cumprimentou o(a) paciente e identificou-se


1
adequadamente

Perguntou sobre:
▶ dieta;
2
▶ tabagismo;
▶ alcoolismo.

293
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Clínica Médica  23

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

3 Perguntou sobre o uso de medicamentos

4 Solicitou endoscopia digestiva alta

Esclareceu que a presença de esofagite severa


5
faz o diagnóstico de DRGE

Esclareceu o papel, na gênese da úlcera


duodenal:
6 ▶ do uso de fármacos anti-inflamatórios
(diclofenaco);
▶ do Helicobacter pylori.

Orientou mudança de hábitos:


▶ Fracionar a dieta;
▶ Diminuir a ingesta de gorduras;
7
▶ Evitar refeições volumosas;
▶ Evitar refeição antes de deitar (cerca de 2h);
▶ Evitar uso de anti-inflamatório não esteroidal.

8 Orientou redução de peso

Verbalizou a prescrição de:


▶ Inibidor de bomba de prótons (IBP) para
tratamento:
  ▷ omeprazol, pantoprazol, rabeprazol ou
9 lansoprazol;
  ▷ Antibióticos de primeira linha para
tratamento da infecção por Helicobacter
pylori: sais de bismuto, amoxicilina,
claritromicina, metronidazol e tetraciclina.

294
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Clínica Médica  24

Caso Clínico 24
Você se encontra em um consultório de um pronto-socorro hospita-
lar e vai realizar o atendimento a um paciente do sexo masculino com
25 anos de idade.
O quadro clínico apresentado pelo paciente/ator consistia na informa-
ção de procurar atendimento por “febre, arrepios de frio (apesar do
calor) há uma semana”. Tinha história de uso de drogas ilícitas injetá-
veis. Informava também emagrecimento de 4 Kg e ingesta de bebida
alcoólica. Negava, se questionado, sintomas respiratórios, gastrointesti-
nais ou geniturinários. O paciente/ator informava ter coletado exames
na noite anterior ao atendimento e retornava com estes exames. Os
resultados relevantes e positivos apontavam padrão compatível com
leucocitose com predomínio de células jovens (bastonetes) e aumento
da proteína C reativa (PCR). Ambos os resultados, neste contexto clí-
nico, indicavam a presença de infecção aguda.

Exame físico
Paciente em regular estado geral:
Peso = 64 kg;
Altura = 1,75 m;
Corado, hidratado e anictérico;
Pulso = 110 bpm;
Pressão arterial = 128/70 mmHg;
Frequência respiratória = 18 irpm;
Temperatura axilar = 39,2°C;
Ausculta cardíaca: ritmo regular em dois tempos; sopro holossistólico rude na
borda esternal esquerda baixa, junto à base do apêndice xifoide, que aumenta
com a inspiração;
Ausculta pulmonar: sem alterações;
Exame de ambos os antebraços: há linhas de enduração e hiperpigmentação,
com alguns nódulos pequenos sobre veias superficiais, mas sem eritema, calor
ou dor;
Demais aspectos do exame físico: sem alterações.

295
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Clínica Médica  24

Tarefas
1. Realize a anamnese direcionada.

2. Qual é o diagnóstico?

3. Informe a conduta médica necessária, verbalizando os procedimentos e os enca-


minhamentos que se fizerem necessários.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Cumprimentou o(a) paciente e identificou-se


1
adequadamente

Perguntou sobre o valor da temperatura do


2
paciente

Perguntou sobre o uso de drogas ilícitas


3
injetáveis

Identificou que o sopro é localizado na válvula


4
tricúspide

Verbalizou a identificação de leucocitose


5 com desvio à esquerda (ou células jovens ou
bastonetes)

Comunicou:
▶ a hipótese diagnóstica de endocardite
6 bacteriana ou infecciosa;
▶ a possível relação da endocardite com o uso
de drogas injetáveis.

7 Solicitou hemoculturas

Solicitou ecocardiografia (pode ser


8 transtorácica ou transesofágica) para confirmar
lesão na válvula tricúspide?

Verbalizou a necessidade de:


9 ▶ internação hospitalar;
▶ uso de antibiótico intravenoso.

296
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Clínica Médica  25

Caso Clínico 25
Você se encontra em um consultório da Unidade Básica de Saúde e
vai realizar o atendimento a paciente do sexo masculino com 55 anos
de idade.

Exame físico
Paciente em bom estado geral:
Peso = 70 kg;
Altura = 1,75 m;
Corado, hidratado e anictérico;
Frequência cardíaca = 80 bpm;
Pressão arterial =120/70 mmHg;
Frequência respiratória = 16 irpm;
Temperatura axilar = 36,2°C;
Ausculta cardíaca: ritmo regular, dois tempos, sem sopros;
Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular uniformemente audível, sem ruídos
adventícios;
Abdome: plano, ruídos hidroaéreos presentes, flácido e indolor à palpação super-
ficial e profunda. Fígado palpável a 3 cm abaixo do rebordo costal direito com
hepatimetria de 12 cm, bordo rombo e consistência macia. Baço não palpável;
Demais aspectos do exame físico: sem alterações.

Exames laboratoriais
Anti-HVA IgG: reagente (positivo);
HBsAg: não reagente (negativo);
Anti-HBc total: reagente (positivo);
Anti-HBc IgM: não reagente (negativo);
Anti-HBs: reagente (positivo – título superior a 1.000 mUI/mL);
Anti-HCV (Elisa): reagente (positivo);
Anti-HIV: não reagente (negativo);
Hemograma: normal;

297
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Clínica Médica  25

Bilirrubinas e albumina: normais;


Tempo de protrombina: 12 segundos (100%);
Aminotransferases: dentro dos valores de referência.

Tarefas
1. Realize a anamnese.

2. Apresente o diagnóstico.

3. Adote a conduta médica necessária.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Cumprimentou o(a) paciente e identificou-se


1
adequadamente

Perguntou se fez vacina contra:


2 ▶ hepatite A;
▶ hepatite B.

3 Perguntou se já fez transfusão de sangue

Perguntou sobre uso de drogas ilícitas


4
injetáveis

5 Esclareceu que o exame físico é normal

Sobre a hepatite viral A, esclareceu que:


6 ▶ o paciente teve contato com hepatite A;
▶ está imunizado contra hepatite A.

Sobre a hepatite viral B, esclareceu que:


7 ▶ o paciente teve contato com hepatite B;
▶ está imunizado contra hepatite B.

Solicitou teste confirmatório para hepatite viral


8 C na forma da técnica de biologia molecular
(PCR do HCV-RNA)

Orientou a necessidade de encaminhamento


9 para tratamento, caso se confirme a presença
do vírus hepatite C

Esclareceu que existe o risco de pacientes com


10
hepatite crônica viral C evoluírem para cirrose

298
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Ginecologia e Obstetrícia  1

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Ginecologia e
Obstetrícia

Caso Clínico 1
Você é o médico que irá atender a Regiane dos Santos, mulher de 25
anos, gestante de 16 semanas, que dá entrada no PS de obstetrícia
com queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade há 4
horas, sem outras queixas.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Dê a conduta e oriente a paciente.

299
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Ginecologia e Obstetrícia  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Questionou sobre queixas em geral

3 Questionou sobre doenças prévias

Questionou sobre tabagismo, etilismo e uso de


4
drogas

Questionou sobre antecedentes obstétricos e


5
ginecológicos

Questionou sobre realização de pré-natal


6
(solicitou o cartão de pré-natal)

Questionou sobre realização de US TV/ABD


7
prévio

Calculou a idade gestacional (pontuar se


8
calcular pela DUM e pelo primeiro US TV/ABD)

Solicitou consentimento para realizar exame


9
físico

10 Higienizou as mãos

11 Realizou exame físico geral adequado

12 Aferiu pressão arterial

13 Realizou exame físico abdominal

14 Utilizou sonar para auscultar o BCF

Realizou exame especular (colocou luvas,


15 soube manusear o espéculo de maneira
adequada)

16 Realizou toque vaginal

17 Solicitou US TV

18 Solicitou tipagem sanguínea

19 Solicitou HB/HT

20 Solicitou BHCG

21 Chegou ao diagnóstico correto de aborto retido

300
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Ginecologia e Obstetrícia  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Comunicou a paciente sobre o diagnóstico


22 e informou que abortos são relativamente
comuns (20% das gestações)

23 Indicou o uso de misoprostol ou ocitócitos

24 Indicou a curetagem após a medicação

Orientou a paciente sobre os riscos da


25
curetagem.

26 Questionou se a paciente tinha dúvidas

301
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Ginecologia e Obstetrícia  2

Caso Clínico 2
Você está no seu primeiro plantão no Pronto-Socorro de Ginecologia:
plantão de 12h e atende umas 2 fichas por hora.
Chega Carla, de 24 anos de idade, queixando-se de ter sofrido violên-
cia sexual. Refere que foi 1 agressor desconhecido, que houve pene-
tração vaginal e anal, sem uso de preservativos, há cerca de 6 horas.
Encontra-se consciente e orientada.
A paciente nega comorbidades, desconhece seu status vacinal. Refere
ciclos menstruais regulares de 28 dias, e se encontra no 12º dia do ciclo,
e não usa métodos contraceptivos.

Exame físico
Geral: orientada, corada, anictérica, acianótica, hidratada, com escoriações leves
nos membros inferiores.
PA 90 x 50mmHg, FC 120 bpm, FR 24 icpm, Sat O2 97%.
Ginecológico: discreta laceração com crosta sanguínea em grande lábio vulvar
esquerdo.
Expecular: bastante sangue coletado em fundo de saco. Após limpeza local,
viu-se sangramento ativo vindo de laceração de fundo de saco.

Tarefas
1. Qual a conduta de emergência?

2. Solicite documentos médicos.

3. Quais as condutas de prevenção?

4. Ética médica.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Explicou o caso, e a necessidade de fazer a


2
sutura

3 Solicitou apoio psicossocial

302
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Ginecologia e Obstetrícia  2

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

4 Solicitou Boletim de Ocorrência

5 Realizou notificação compulsória

Optou por levonorgestrel 1,5 mg, VO, dose


6 única ou 2 cp, em até 5 dias, sendo ideal o mais
cedo possível

7 Descreveu profilaxia para HIV

8 Descreveu profilaxia para ISTs

9 Descreveu profilaxia para Hepatite B

10 Descreveu profilaxia para Tétano

Orientou sobre aborto legal, sem necessidade


11
de B.O.

303
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Ginecologia e Obstetrícia  3

Caso Clínico 3
Gestante de 37 anos de idade, hipertensa em uso de metildopa, 4G
2PN 1 PC, na 36ª semana da gestação. Hoje procura o pronto-atendi-
mento com queixa de dor abdominal de início súbito associada a san-
gramento vaginal e diminuição da movimentação fetal.
Nega outras queixas. Nega trauma local. Nega outras comorbidades.
Hábitos e vícios: Tabagista 10 cigarros/dia há 15 anos.

Tarefas
1. Realize o exame físico.

2. Avalie a Cardiotocografia.

3. Qual a hipótese diagnóstica?

4. Qual a conduta?

5. Cite fatores de risco para DPP.

6. Cite as principais complicações da DPP.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Solicitou consentimento para realizar exame


2
físico e higienizou as mãos

Verificou sinais vitais e condições de


3
instabilidade hemodinâmica

Avaliou altura uterina, Movimentação fetal,


4
tônus uterino

5 Realizou ausculta de batimentos fetais

6 Visualizou e fez exame especular

7 Visualizou e fez toque vaginal

8 Realizou amnioscopia

9 Solicitou cardiotocografia

304
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Ginecologia e Obstetrícia  3

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

10 Qual o diagnóstico do exame

Chegou ao diagnóstico de Descolamento


11
Prematuro de Placenta

Esclareceu á paciente seu diagnóstico e a


12
conduta

13 Pergunta se paciente tem alguma dúvida

Diante do quadro solicitou cesárea de


14
emergência?

15 Solicitou amniotomia

Procedeu com procedimentos para


16
estabilidade hemodinâmica

17 Solicitou exames laboratoriais

Pergunta se paciente tem alguma dúvida


18
sobre a conduta

19 Citou Hipertensão arterial

20 Citou Tabagismo

21 Citou Multiparidade

22 Citou Coagulopatias/CIVD

23 Citou Atonia uterina

24 Citou Sangramento puerperal

25 Citou Útero de Couvelaire

305
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Ginecologia e Obstetrícia  4

Caso Clínico 4
Você é médico residente e está no Ambulatório Geral Didático da Mas-
tologia. Um colega havia iniciado o atendimento de uma paciente,
mas precisou sair devido a uma intercorrência. Você deve dar conti-
nuidade ao atendimento.

Prontuário
Identificação: Claudia, 45 anos, branca, casada, auxiliar de escritório, natural e
procedente de São Paulo.
Queixa e duração: saída de secreção sanguinolenta pela mama esquerda há 2
meses.

Tarefas
1. Realize a anamnese dirigida para a queixa da paciente.

2. Solicite ao examinador as informações sobre o exame das mamas.

3. Com base nos achados da história, exame clínico e exame de imagem, diga ao
examinador qual será o próximo passo na investigação da queixa da paciente.
4. Resultado de anatomopatológico revelou carcinoma ductal invasor, com recep-
tores para estrógeno e progesterona positivos e HER 2 negativo. Explique à
paciente qual o diagnóstico e tratamento a ser realizado.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como membro da equipe

Caracterizou o fluxo papilar (cor, lateralidade,


2 ductos acometidos, espontaneidade) – pelo
menos 3

3 Menarca

4 Data da última menstruação

5 Método contraceptivo

6 Paridade

306
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Ginecologia e Obstetrícia  4

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

7 Idade na primeira gestação

8 Antecedente familiar de câncer de mama

9 Inspeção estática e dinâmica

Palpação de linfonodos supra, infraclaviculares


10
e axilares

11 Palpação de parênquima

12 Expressão

13 Indicou biópsia com agulha grossa

14 Informou diagnóstico de forma clara

15 Manteve postura de respeito

16 Indicou setorectomia

17 Indicou radioterapia adjuvante

18 Pesquisa de linfonodo sentinela

19 Indicou tamoxifeno

20 Perguntou se a paciente tinha alguma dúvida

307
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Ginecologia e Obstetrícia  5

Caso Clínico 5
Você está no ambulatório de Ginecologia quando entra sua terceira
paciente, Carla, que tem 36 anos, é solteira, economista, parda, natu-
ral de Belo Horizonte, residente em SP há 10 anos.
Ela estava ansiosa pela consulta, pois deseja obter um método contra-
ceptivo. Nega uso de medicações contínuas, assim como ter doenças
crônicas, alergias. E disse que nunca foi submetida a cirurgia.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize a coleta de Colpocitologia oncótica e diga quais materiais necessários.

3. Oriente a paciente sobre quais melhores métodos baseados nos seus antece-
dentes e história de vida.
4. Sendo o resultado do exame ASCUS, qual a conduta preconizada pelo Ministério
da Saúde?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Questionou sobre Menarca, Sexarca, DUM

3 Caracterizou o fluxo menstrual

Perguntou quais outras doenças possui,


4 histórico familiar de doenças cardiovasculares,
trombóticas

5 Questionou sobre tabagismo

Perguntou sobre histórico gestacional e se


6
houve aborto

7 Questionou sobre vida sexual ativa

Perguntou sobre uso de métodos


8
anticoncepcionais prévios

Solicitou consentimento para realizar exame


9
físico

308
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Ginecologia e Obstetrícia  5

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

10 Higienizou as mãos

11 Solicitou espéculo

Solicitou espátula, escovinha/swab, lâmina


12
identificada com nome da paciente

Observou vulva, orientou sobre desconforto ao


13
introduzir espéculo

Avaliou cavidade vaginal e colo uterino, e


14
coletou exame na JEC

15 Contraindicou pílulas combinadas

16 Orientou sobre DIU

17 Orientou sobre códon

Esclareceu ao paciente o diagnóstico de


18
benignidade

19 Pergunta se possui alguma dúvida

Solicitou nova coleta de exames em 6 meses,


20
como seguimento

309
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Ginecologia e Obstetrícia  6

Caso Clínico 6
Você é o médico de plantão no PS de um hospital. A paciente acaba
de ser admitida sem queixas e está com gestação de 41 semanas. Ela
é primigesta e não apresenta comorbidades.
O feto tem peso estimado de 3500 gramas e a ausculta fetal está normal.
Ao exame físico da paciente, você identifica apresentação em altura
-2, colo dilatado em 2 cm, esvaecido em 50%, firme e posterior. Três
horas após o segundo comprimido de misoprostol, a paciente refere
contrações uterinas rítmicas e de forte intensidade, associadas à
perda de líquido claro de grande quantidade via vaginal. Após evolu-
ção eutócica da fase de dilatação, você é chamado pela enfermeira, a
qual refere que o bebê já está nascendo.

Tarefas
1. Indique a conduta médica nesse caso.

2. Faça a avaliação da paciente e dê o diagnóstico e a conduta.

3. Conduza o parto.

4. Dê a conduta médica na primeira hora após a dequitação.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Solicitou a internação no centro obstétrico para


1
indução do trabalho de parto

2 Solicitou cardiotocografia

3 Citou índice de Bishop

4 Indicou misoprostol

Falou que a dose do misoprostol deve ser de 25


5
mcg a cada 6h

6 Questionou se a paciente possui plano de parto

7 Realizou dinâmica uterina

Realizou toque vaginal, exame especular e


8
auscultou BCF

310
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Ginecologia e Obstetrícia  6

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Diagnosticou trabalho de parto

10 Abriu o partograma

11 Mudou a dieta para líquida restrita

12 Ofereceu analgesia de parto

Hands-off ou mãos sobre: protege o períneo e


13
controla o desprendimento da cabeça fetal

14 Aplicou compressas mornas?

Não realizar episiotomia de rotina.


15 Se realizar: aplicar anestesia e explicar os prós e
contras da técnica escolhida

Tração controlada da placenta associada à


16 manobra de Brand-Andrews (zerar se fizer o
movimento do fundo para sínfise púbica).

17 Solicitou administração de ocitocina 10 UI IM

18 Contato pele a pele

Realizou o clampeamento oportuno do cordão


19
umbilical

20 Estimulou a amamentação

21 Avaliou os sinais vitais

22 Avaliou o tônus uterino

23 Avaliou perdas sanguíneas

311
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Ginecologia e Obstetrícia  7

Caso Clínico 7
Primigesta, 16 anos, 32 semanas de gestação, comparece ao Centro
Obstétrico, assintomática, com pressão arterial de 170 x 110 mmHg,
havendo redução para 140 x 90 mmHg após 30 minutos de decúbito
lateral esquerdo. No primeiro atendimento, não foi realizada nenhuma
outra medida. Você é o médico que irá fazer a reavaliação. Paciente
foi mantida em observação por 02 horas e na reavaliação apresentava
pressão arterial de 150 x 100 mmHg, assintomática. Exames laborato-
riais: Hb 13,3 g/dL; Ht 42%; contagem de plaquetas 85.000/mm³; TGO:
25 U/L; Urina I: normal, ausência de proteinúria; Ureia: 28 mg/dL; Crea-
tinina 0,9 mg/dL.

Tarefas
1. Faça o atendimento inicial.

2. Considerando suas hipóteses diagnósticas, qual a melhor conduta nesse


momento?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como médico

2 Questionou queixas da paciente

Questionou sobre histórico de hipertensão


3
antes da gravidez

4 Questionou episódios semelhantes prévios

5 Solicitou triagem laboratorial para DHEG

Solicitou exame para avaliação da vitalidade


6
fetal

7 Orientou a paciente quanto ao diagnóstico

8 Classificou como PE grave

Prescreveu ciclo de corticoterapia para


9
amadurecimento pulmonar

10 Internação

312
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Ginecologia e Obstetrícia  7

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

11 Prescreveu sulfato de magnésio

12 Orientou parto com 34 semanas

13 Orientou rotina laboratorial a cada 48/72h

14 Orientou prova de vitalidade fetal diária

313
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Ginecologia e Obstetrícia  8

Caso Clínico 8
Você está atendendo um casal que está tentando engravidar há 2
anos, sem sucesso. Nenhum deles tem filhos.
Angela, 36 anos, desconhece comorbidades, fazia uso de ACHO para
dismenorreia intensa desde os 18 anos. Desde que parou de tomar a
medicação, voltou a ter dismenorreia importante e dor que persiste
mesmo após o fim do período menstrual.
Mário nega comorbidades, tabagismo, etilismo ou antecedentes fami-
liares dignos de nota. Os exames vieram normais, com exceção da
Histerossalpingografia.
Os exames de imagem para investigação de Endometriose não evi-
denciaram nenhuma alteração, a não ser a Hidrossalpinge Bilateral.

Tarefas
1. Qual o diagnóstico sindrômico do casal?

2. Quais os exames iniciais que devem ser solicitados no Centro de Reprodução?

3. Qual o diagnóstico da Histerossalpingografia?

4. Qual seria uma possível causa para a infertilidade da paciente?

5. Qual o quadro clínico que pode aparecer na Endometriose?

6. Qual exame de imagem deve ser solicitado para ajudar no diagnóstico da


Endometriose?
7. Qual o melhor tratamento para a Infertilidade do Casal?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Infertilidade Primária do Casal

2 Solicitou espermograma

3 Solicitou USG Transvaginal

4 Histerossalpingografia

5 FSH / TSH / Prolactina

6 Solicitou sorologias do casal

314
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Ginecologia e Obstetrícia  8

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

7 Hidrossalpinge Bilateral

8 Endometriose

9 Dismenorreia

10 Dor Pélvica Acíclica

11 Dispareunia de Profundidade

12 “Dificuldade para Engravidar”

13 Dor/ Dificuldade para Evacuar Cíclica

14 Dor/ Dificuldade para Urinar Cíclica

15 Solicitou USG TV com Preparo Intestinal

Solicitou Ressonância Magnética de Abd/


16
Pelve?

17 Salpingectomia Bilateral

18 FIV (Fertilização In Vitro)

315
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Ginecologia e Obstetrícia  8

316
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Ginecologia e Obstetrícia  9

Caso Clínico 9
Você está no ambulatório de Ginecologia e vai atender a paciente Cássia.

Prontuário
Id. Cássia, 29 anos, solteira, católica, secretária.
HMA – paciente vem com queixa de ciclos irregulares há 7 anos. Refere mens-
truar a cada 2-3 meses, sempre em moderada quantidade. Além disso, refere
aumento da pilificação corpórea associada ao quadro. Nega outras queixas.
AP – nega comorbidades, alergias ou cirurgias
AF – NDN
HV – Nega Tabagismo ou etilismo
AG – DUM = 7 dias, VS inativa, MAC – nenhum, menarca = 11 anos, ciclo 8/60, fluxo
aumentado, dismenorreia leve
AO – nuligesta
EF – BEG, CHAAAE, FC = 80bpm, FR = 16 ipm, PA – 140 x 90 mmHg;
Peso 82 kg, altura 1,60; IMC – 32C
Intura-abdominal – 98 cm
Acantose Nigricans em pescoço
Ferriman-Gallwey: 12
Mamas normais OGE, OGI, TV normais
FSH/LH = razão ½
Testosterona Total/ Livre – aumentada
Androstenediona, DHEA, SDHEA, SHBG – normais
17 OHP – normais
TSH/ T4L – normais
Prolactina – normal
BHCG Negativo
USGTV – útero e ovário normais
Glicemia de jejum – 110
Colesterol total e frações – HDL = 40; LDL = 200; Triglicérides =200

317
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Ginecologia e Obstetrícia  9

Tarefas
1. Complete a Anamnese Ginecológica.

2. Faça o exame físico.

3. Solicite os exames complementares para a investigação do caso.

4. Dê as hipóteses diagnósticas.

5. Paciente não tem desejo reprodutivo. Dê a conduta para a paciente (tratamento


e orientações).

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Perguntar os Antecedentes Ginecológicos e


Obstétricos (pelo menos 4):
▶ DUM
▶ Atividade Sexual
1 ▶ Métodos Contraceptivos
▶ Menarca
▶ Característica do fluxo
▶ Outros sintomas: dismenorreia
▶ Antecedentes Obstétricos

Pelo menos 5:
▶ Pressão Arterial
▶ Peso/ IMC
▶ Cintura Abdominal
2
▶ Avaliar pele: acantose nigricans
▶ Avaliar Pilificação: Ferriman-Gallwey
▶ Exame ginecológico: mamas, Orgão genital
externo, Especular e Toque

Pelo Menos 6
▶ FSH/LH =
▶ Testosterona Total/ Livre
▶ Androstenediona, DHEA, SDHEA,
▶ SHBG
▶ 17 OHP TSH/ T4L
3
▶ Prolactina
▶ BHCG
▶ USGTV
▶ Glicemia de jejum
▶ Colesterol total e frações
▶ Triglicérides =200

4 Considerou Síndrome dos Ovários Policísticos

318
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Ginecologia e Obstetrícia  9

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

5 Considerou Síndrome Metabólica

Orientou mudanças de estilo de vida: perda de


6
peso, atividade física, dieta

Orientou sobre riscos: Cardiovascular e Câncer


7
de Endométrio

Método Contraceptivo Hormonal Combinado


8
com Progesterona Antiandrogênica

319
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Ginecologia e Obstetrícia  10

Caso Clínico 10
Gestante de 39 anos, G6 P5 (5PN), Idade gestacional 37 semanas, vem
para consulta em pronto-atendimento com queixa de dor em baixo
ventre há 2 dias, com piora hoje.

Pré-natal
5 consultas
TOTG 25 semanas 90/ 170/ 160
USG há 03 dias: Peso fetal > P95/ ILA 20, maior bolsão 8,1
Ganho 22 kg na gestação – Peso atual 105 kg

11:00 – AO EXAME
PA: 130 x 70 mmHg
AFU: 41 cm
BCF: 136 bpm
MTS: 4/10’/45’’
COLO: dilatação 4 cm, apagamento 90%
Feto cefálico, DeLee 0, bolsa íntegra

13:50 – Parto normal


Evoluiu com parto normal às 13:50 com nascimento de feto vivo, feminino, peso
4090 g.
Após 30 minutos, queixa-se de visão turva.
Foi observado sangramento excessivo pela equipe assistente.

Ao exame
PA: 95 x 60 mmHg, FC 110 bpm.
À palpação: útero amolecido.

320
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Ginecologia e Obstetrícia  10

Tarefas
1. Cite 3 fatores de risco (deste caso) para hemorragia pós-parto.

2. Qual a conduta imediata para a resolução do sangramento?

3. Após correção da atonia, cite outras 2 causas para HPP.

4. Cite 1 tratamento cirúrgico conservador.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Citou 3 dos fatores de risco:


▶ Idade materna avançada
▶ Sobredistensão uterina
▶ Multiparidade
1
▶ Parto precipitado
▶ Polidramnia
▶ Macrossomia fetal
▶ Obesidade

Considerar correto qualquer um dos termos:


▶ Compressão bimanual
2
▶ Compressão uterina bimanual
▶ Manobra de Hamilton

Após manobra de Hamilton e ocitocina EV,


útero apresenta-se contraído e sangramento
persiste.
▶ Prolactina
3 ▶ BHCG
▶ USGTV
▶ Glicemia de jejum
▶ Colesterol total e frações
▶ Triglicérides = 200

Considerar 2 das seguintes causas:


▶ Trauma: Lacerações, hematomas, inversão
uterina e rotura uterina
4
▶ Tecido: Retenção de tecido placentário,
coágulos, acretismo placentário
▶ Trombina: Coagulopatias

321
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Ginecologia e Obstetrícia  11

Caso Clínico 11
Você está no Pronto-Socorro de Ginecologia atendendo a paciente
Adriana, 33 anos.
HMA – refere queixa de corrimento vaginal com “cheiro ruim” há
▶ 
quase 1 semana. Acha que está mais volumoso também. Sem outras
queixas
AP – nega comorbidades, alergias ou cirurgias
▶ 

AG – DUM = 14 dias, MAC – DIU de cobre, Vida sexual ativa


▶ 

AO – 1G 1 PN
▶ 

HV – Nega Tabagismo ou etilismo


▶ 

Toque Vaginal – Sem dor a mobilização do colo ou anexos. Útero


▶ 
intrapélvico

Tarefas
1. Solicita algum exame físico?

2. Qual a sua Hipótese Diagnóstica e como confirmá-la?

3. Quais são os critérios de Amsel?

4. Qual o tratamento?

5. Paciente quer saber se pode beber cerveja. O antibiótico corta o efeito?

6. O DIU precisa ser retirado?

7. O Marido precisa ser tratado?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

HD – Vaginose Bacteriana
1 ▶ Critérios de Amsel
▶ Score de Nugent

Critérios de Amsel:
▶ Secreção Branca fluida, acinzentada
2 ▶ pH > 4,5
▶ Teste das Aminas Positivo
▶ Presença de Clue Cells

3 Metronidazol Gel vaginal ou Via oral

322
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Ginecologia e Obstetrícia  11

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Não ingerir bebida alcóolica.


4
▶ Efeito Dissulfiram-like

Fio do DIU visível após a limpeza da secreção.

323
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Ginecologia e Obstetrícia  12

Caso Clínico 12
Você está de plantão em um pronto-socorro de um município de
10.000 habitantes. A maternidade mais próxima fica a 20 Km. Você
vai atender uma gestante com 37 semanas de gestação com queixa
de dor de cabeça.

Exame físico
PA: 150 x 100 mmHg
Demais informações da paciente: normais para 37 semanas de gestção.
Ausculta dos batimentos cardíacos fetais = 140 bpm
Sem contrações uterinas.

Tarefas
1. Realize a anamnese inicial.

2. Verbalize a hipótese diagnóstica.

3. Adote a conduta médica imediata e, em seguida, verbalize a continuidade da


conduta passo a passo.
4. Verbalize o tratamento medicamentoso indicado para o caso nesse momento
e tome as demais medidas necessárias.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Identificou-se e perguntou o nome da paciente

Perguntou sobre outros sintomas de iminência


de eclampsia?
2 ▶ escotomas e/ou
▶ fosfinas e/ou
▶ epigastralgia

Solicitou dados referentes ao(à):


▶ Cartão pré-natal
3
▶ Exame físico – pressão arterial
▶ Ausculta de batimentos fetais

324
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Ginecologia e Obstetrícia  12

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

4 Conteve a paciente para não se machucar

Lateralizou a cabeça da paciente (ou colocou


5
em decúbito lateral esquerdo)

6 Solicitou acesso venoso

7 Solicitou cateter de O2

Solicitou a administração de dose de ataque do


sulfato de magnésio?
▶ Esquema de Pritchard:
  ▷ 4 g de sulfato de magnésio, endovenoso;
  ▷ 5 g de sulfato de magnésio, intramuscular,
8 em cada nádega.
▶ Ou Esquema de Zuspan:
  ▷ 4 g de sulfato de magnésio, endovenoso.
▶ Ou Esquema de Sibai:
  ▷ 6 g de sulfato de magnésio, endovenoso.

Orientou a administração do sulfato de


9
magnésio de forma lenta (5 a 20’)

10 Falou que o diagnóstico era de ECLÂMPSIA

Encaminhou a paciente, logo após o


11 tratamento da dose de ataque do sulfato de
magnésio, para serviço de referência

325
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Ginecologia e Obstetrícia  12

Acompanhamento da gestação

Prescrição –
Idade Ges- Observações
Pressão Apresenta-
Data tacional Peso A.U B.C.F M.F Edema D.U.M D.P.P
Arterial ção Exames
(Semanas)
solicitados

12 Rotina pré- 27/02/ 04/12/


22/05 54,5 kg 110 x 70 8 cm 140 bpm Ausentes Indiferente Ausente
semanas -natal normal 2018 2018

Vitamina
18
03/07 57 kg 120 x 80 16 cm 140 bpm Ausentes Indiferente Ausente e sulfato
semanas
ferroso

Ecografia
24
14/08 60 kg 120 x 80 22 cm 140 bpm Presentes Indiferente Ausente morfológica
semanas
normal

Cefálica,
28 Exame
11/09 61,7 kg 120 x 80 30 cm 140 bpm Presentes dorso à Ausente
semanas normal
direita

Cefálica, Ecografia
32
09/10 63,5 kg 120 x 80 34 cm 140 bpm Presentes dorso à Ausente obstétrica
semanas
esquerda normal

Cefálica,
35 Exame
30/10 66 kg 120 x 80 36 cm 140 bpm Presentes dorso à Ausente G P A
semanas normal
esquerda

I 0 0

Tipo Sanguíneo

ABO O RH +

326
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Ginecologia e Obstetrícia  13

Caso Clínico 13
Você é o(a) médico(a) da Estratégia Saúde da Família e vai atender
uma paciente de 28 anos de idade, casada, primípara, no 2º mês pós-
-parto, que se consulta para orientação de anticoncepção.

Exame físico geral e ginecológico


Normais
Teste de gravidez: negativo

Tarefas
1. Realize anamnese direcionada para orientação contraceptiva.

2. Oriente a paciente sobre métodos contraceptivos.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Identificou-se e perguntou o nome da paciente

Perguntou se a paciente está


2 ▶ amamentando e se é
▶ amamentação exclusiva.

3 Perguntou se a paciente já menstruou

Perguntou se usou algum método


4
contraceptivo

5 Perguntou se toma alguma medicação

6 Orientou que o marido pode usar camisinha

7 Orientou que pode usar DIU

Orientou que pode usar anticoncepção


8
injetável

Orientou que pode usar a pílula hormonal


9
contínua à base de progesterona

10 Perguntou quando realizou a citologia oncótica

327
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Ginecologia e Obstetrícia  13

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Orientou que a paciente pode começar a


11
tomar a pílula a partir de hoje

Orientou que deve ingerir um comprimido


12 por dia, continuamente, preferencialmente no
mesmo horário

Orientou que, mesmo que ocorra a


13 menstruação, deve manter o uso do
contraceptivo

Orientou que, se a paciente esquecer de tomar


uma pílula, deve:
▶ tomar a pílula esquecida imediatamente;
14
▶ tomar a pílula seguinte no horário habitual e
▶ continuar o restante da cartela
regularmente, uma a cada dia.

Orientou que, se a paciente esquecer de tomar


duas ou mais pílulas, deve:
15 ▶ tomar uma pílula imediatamente e
▶ usar método de barreira ou evitar relações
sexuais durante sete dias.

328
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Pediatria  1

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Pediatria

Caso Clínico 1
Você é o médico de saúde da família da UBS Sanar e irá atender hoje a
Clara, 14 anos, que vem em consulta ambulatorial de rotina, solicitada
por ela. Você já atendeu Clara em outras consultas, mas faz um tempo
que a paciente não comparece à UBS para nova consulta.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente a paciente.

329
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Pediatria  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Questionou sobre queixas em geral: cefaleia,


2 febre, tosse, etc. Pontuar se perguntar ao
menos duas.

3 Questionou sobre menarca

Questionou sobre ciclos menstruais: duração,


4
regularidade e sangramento

5 Questionou sobre sexarca

6 Questionou sobre quantidade de parceiros

Questionou sobre uso de método


7
contraceptivo

Informou sobre sigilo médico-paciente e


8
confidencialidade da consulta

9 Questionou sobre desempenho escolar

Questionou sobre comportamentos de risco:


10
uso de álcool, drogas, tabaco.

Questionou uso de telas (celular, computador,


11
TV)

12 Questionou desempenho escolar

13 Questionou dinâmica familiar

14 Questiona sobre atividade física

15 Solicitou cartão vacinal

Solicitou consentimento para realizar exame


16
físico.

17 Higienizou as mãos

Pesquisou dados antropométricos: Altura e


18
peso

Pesquisou dados antropométricos: calculou o


19
IMC

20 Solicitou tabela de percentis de altura e IMC

330
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Pediatria  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Aferiu pressão arterial – solicitou esfigmo, fita


métrica e percentis de PA. Mediu o braço do
paciente e verificou se o esfigmo é adequado,
mediu a pressão sistólica pelo método
21
palpatório, palpou artéria braquial, colocou
esteto na artéria braquial, inflou o esfigmo
20-30 mmHg acima da sistólica. Fazer nos dois
braços.

Solicitou presença de técnico/enfermeiro na


22
sala

23 Realizou exame físico geral adequado

24 Realizou exame físico puberal e ginecológico

25 Orientou sobre excesso de telas

26 Orientou sobre estágio puberal

27 Orientou uso do preservativo

Reforçou importância do uso para prevenção


28
de doenças e gravidez

Indicou método adequado à paciente – DIU,


29
mensal, implante subdérmico, anel vaginal

Esclareceu que seu alvo é 153cm, e que sua


30 altura é normal. Ainda irá crescer, porém a
velocidade está reduzindo

31 Esclareceu que a paciente está com sobrepeso

32 Estimulou prática de atividade física

33 Orientou vacinação – reforço de dT

34 Orientou a respeito do fumo e seus perigos

35 Perguntou se paciente tem alguma dúvida

36 Agendou retorno

331
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Pediatria  2

Caso Clínico 2
Você é o médico em uma unidade básica de saúde quando chega um
adolescente de 15 anos, Gordon Alberto. Ele está sozinho e tem fácies
de choro. Tem obesidade. Ele diz estar muito triste e sem vontade de
fazer qualquer coisa há 3 meses. ID: Gordon Alberto, 15 anos, cursando
o primeiro ano do ensino médio, evangélico, natural de Araraquara e
procedente de São Paulo, mora com os pais e a irmã mais nova.

QD: Estou muito triste tem 3 meses e sem vontade de fazer qualquer coisa.
HPMA: Eu mudei de escola esse ano. E tem 3 meses que eu estou muito triste e
sem vontade de fazer nada. Queria ficar em casa dormindo e comendo muitos
doces.
ISDA: Pensamento lentificado, falta de energia, ideias de culpa presentes, con-
centração diminuída.
HÁBITOS E VÍCIOS: Começou a ingerir álcool há 2 meses escondido dos pais e
está aumentando a quantidade aos poucos. Nega tabagismo e uso de drogas
ilícitas.
RELAÇÕES INTRA E INTERPESSOAIS: Gosta de garotas, mas nunca beijou
nenhuma delas. Não pratica esportes e odeia as aulas de educação física. Para
se distrair fica jogando jogos de RPG na internet. Sofre bullying dos colegas
novos por causa do nome e por ter obesidade. Conversa pouco com o pai, pois
esse trabalha bastante, e briga com frequência com a mãe por ela não entendê-
-lo. Gosta bastante da irmã caçula. Geral: Bom estado geral, corado, hidratado,
anictérico, acianótico, afebril. PA: 110X85. Altura: 170 cm. Peso: 95 kg. IMC: 32,9.
Cardiovascular: Ritmo cardíaco regular com bulhas normofonéticas e ausência
de sopros cardíacos.
Pulmonar: Murmúrio vesicular presente bilateralmente sem ruídos adventícios.
Abdome: Globoso, com ruídos hidroaéreos presentes, normotenso, indolor à
palpação superficial e profunda.
Estádios de Marshall e Tanner: G4 e P4
AP: Nega comorbidades.
AF: Nega comorbidades.

Tarefas
1. Faça a anamnese.

2. Faça o exame físico.

332
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Pediatria  2

3. Solicite exames complementares.

4. Dê orientações ao paciente.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Perguntou ao paciente o seu nome, idade,


1 escolaridade, religião, onde nasceu, onde mora,
com quem mora

Perguntou a queixa principal do paciente e a


2
sua duração

3 Colheu a história pregressa da moléstia atual

4 Fez o interrogatório sobre os diversos aparelhos

Questionou sobre ingestão de drogas lícitas e


5
ilícitas

Perguntou como o paciente vê a sua


6
sexualidade

Perguntou ao paciente sobre prática de


7
esportes e hábitos de lazer

Perguntou como é o relacionamento do


8 paciente com os colegas de escola e com a
família

Perguntou ao paciente se ele tem algum


9
problema de saúde

Perguntou se os pais dele têm algum


10
problema de saúde

11 Anamnese

Chamou outro profissional de saúde para


12
acompanhar o exame físico do adolescente

Realizou o exame físico geral com aferição


13 da pressão arterial, aferiu altura, aferiu peso,
calculou o IMC

Realizou o exame físico pulmonar,


14
cardiovascular e abdominal

Classificou o adolescente pelos critérios de


15
Marshall e Tanner

16 Exame Físico

333
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Pediatria  2

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

17 Solicitou glicemia

18 Solicitou hormônios tireoidianos

19 Solicitou hemograma completo

20 Solicitou colesterol total e frações

21 Solicitou triglicérides

Explicou ao paciente o que é depressão maior


22
e seus critérios

23 Falou sobre a importância da psicoterapia

Orientou o paciente a sempre procurar ajuda


24
caso tenha pensamentos ruins

Explicou sobre a importância da alimentação e


25
regularidade do sono

Incentivou o paciente a buscar outras formas


26
de lazer

Ressaltou os malefícios do uso do álcool bem


27
como do seu abuso

Estimulou o paciente a se abrir com a sua


28
família

Mostrou-se disponível ao adolescente para que


29
este possa voltar a procurá-lo

334
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Pediatria  3

Caso Clínico 3
Você é o neonatologista de plantão.
Mulher de 29 anos de idade, primigesta, com idade gestacional de 38
semanas, entrou espontaneamente em trabalho de parto.
Quando a dilatação uterina era de 6 cm, observou-se à amnioscopia
líquido amniótico tinto por mecônio. O parto foi por via vaginal, e o
RN acabou de nascer.
Recém-nascido não chora, não apresenta movimentos respiratórios
e está com tônus flácido.
Após os passos iniciais, o RN apresenta respiração irregular e FC de
80 bpm.
Após reavaliação, RN apresenta FC 50 bpm e mantém respiração irre-
gular, SatO2 76%

Tarefas
1. Quais parâmetros devem ser avaliados nesse momento?

2. Qual a conduta nesse momento?

3. Qual a conduta em seguida?

4. Qual a conduta posterior?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Está respirando/chorando

2 Tônus muscular em flexão

Solicitou clampeamento imediato do cordão


3
umbilical

Recebeu o RN em campos secos e


4
pré-aquecidos

5 Colocou o RN sob fonte de calor radiante

6 Posicionou a cabeça do RN em leve extensão

7 Aspirou bocas e narinas

8 Secou o RN e desprezou os campos úmidos

335
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Pediatria  3

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Avaliou FC e respiração

10 Colocou oxímetro de pulso em MSD

11 Instalou monitor cardíaco

Indicou a ventilação com pressão positiva com


12
bolsa-válvula-máscara

Frequência da VPP de 40-60 ipm ou “aperta,


13
solta, solta

14 VPP com O2 a 21%

15 Reavaliou FC e respiração após 30 segundos

Indicou a aspiração traqueal sob visualização


16
direta

Indicou o uso de cânula traqueal e dispositivo


17
para aspiração de mecônio

18 Extubou aspirando apenas 1 vez

19 Retornou para VPP com O2 21%

20 Reavaliou FC e respiração após 30 segundos

336
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Pediatria  4

Caso Clínico 4
Você está de plantão, e seu próximo paciente é um menino de 6 anos
de idade, procedente de São Paulo capital, com queixa de diminuição
do apetite, dor de garganta, hipoatividade e dor abdominal. Hoje a
mãe relata que apareceram algumas manchas vermelhas pelo corpo.

Exames
Exame físico geral: REG, hidratado, anictérico, acianótico, Tax: 38,8°C
Cutâneo: exantema difuso pelo corpo, mais evidente no tronco, face e membros
superiores, conforme imagem.
Otoscopia: sem alterações
Pulmonar: MV+ sem ruídos adventícios
Cardíaco: RCR em 2T, sem sopros

Tarefas
1. Complete com o que julgar pertinente a anamnese e exame físico.

2. Qual sua principal hipótese diagnóstica?

337
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Pediatria  4

3. Qual exame confirmaria sua hipótese diagnóstica?

4. Oriente sobre o tratamento e condutas que julgar pertinente ao caso.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se e qualificou-se como médico

Questionou pessoas próximas com lesões


2
similares

Questionou sobre presença de cefaleia ou


3
vômitos

Perguntou sobre uso de medicamentos e


4
alergias

5 Pesquisou sinal de Filatov

6 Pesquisou sinal de Pastia

Pesquisou o aspecto da língua (framboesa/


7
morango)

8 Escarlatina

Solicitou teste rápido estreptococo do grupo A


9
em orofaringe

10 Solicitou cultura de orofaringe

Solicitou testes sorológicos: ASLO ou anti-


11
DNAse B

12 Prescreveu penicilina benzatina IM

13 Prescreveu antitérmico

14 Explicou que não é necessário isolamento

15 Orientou repouso relativo de 3 a 5 dias

Orientou evolução das lesões da pele, com


16
regressão e descamação

Orientou sinais de alarme e marcou retorno


17
para reavaliação em 2-3 dias

338
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Pediatria  5

Caso Clínico 5
Você está de plantão no pronto-socorro infantil da sua cidade e é cha-
mado para avaliar uma menina de 5 anos que desmaiou repentina-
mente na rua há cerca de 3 minutos e é trazida no colo pela mãe. Ao
encontrá-la, percebe que não responde ao chamado. Após a condu-
ção do caso, você visualiza o seguinte ritmo no monitor:

Tarefas
1. Faça a abordagem inicial

2. Atendimento inicial

3. Considerando a sua hipótese diagnóstica, qual seria a melhor conduta neste


momento?
4. Baseado em todas as informações de que você dispõe, quais seriam as principais
causas de PCR por AESP em crianças?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Verificou a segurança da cena

2 Apresentou-se como médico da equipe

Verificou a presença de movimentos


3
respiratórios

4 Checou presença de pulso central

5 Solicitou DEA / Desfibrilador

6 Reconheceu a parada cardiorrespiratória

Iniciar compressões torácicas – 30: 2


7
(compressões: ventilações)

8 Verificou vias aéreas

339
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Pediatria  5

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Iniciar ventilação

10 Checou o ritmo com o Desfibrilador

11 Reconhece o ritmo como não chocável

12 Não administra choque

Retornou RCP na relação 15:2 (compressões:


13
ventilações)

14 Solicitou acesso venoso (EV)

15 Administrou Epinefrina

16 Checou pulso após 2 minutos de RCP

Investigou as possíveis causas de PCR (5Hs e


5Ts). Citou pelo menos 5:
▶ Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (Acidose),
17 Hipo ou Hipercalemia, Hipotermia
▶ Trombose coronária (SCA), TEP, Tensão
no tórax (pneumotórax), Tóxicos,
Tamponamento cardíaco

18 Hipóxia

19 Hipovolemia

20 Hipoglicemia

340
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Pediatria  6

Caso Clínico 6
Recém-Nascido do sexo masculino, 38 semanas de idade gestacio-
nal, encontra-se em alojamento conjunto com 36 horas de vida. Mãe
queixa-se de que ele está amarelinho, sem outras alterações. G2P1AO,
parto normal, peso de nascimento 2930 g.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Oriente a paciente e solicite exames complementares.

3. Qual a hipótese diagnóstica?

4. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

2 Questionou sobre o início do quadro

Questionou histórico familiar de irmão que


3
necessitou de fototerapia

4 Questionou sobre ABO e RH

5 Perguntou sobre aceitação do leite materno

6 Perguntou se existe sangramento ativo

7 Questionou sobre a cor das fezes e diurese?

8 Orientou sobre o quadro

Solicitou exames dosagem de Bilirrubina total


9
e frações

10 Chegou ao diagnóstico de Icterícia fisiológica

11 Esclareceu o diagnóstico e a conduta

12 Pergunta se a mãe tem alguma dúvida

13 Prescreveu fototerapia

341
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Pediatria  6

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

14 Solicitou mudança de decúbito

15 Solicitou proteção ocular e de genitálias

Indicou amamentação, em seio materno


16
mesmo em fototerapia

Indicou vigilância sobre hidratação e


17
temperatura do RN

18 Pergunta se a mãe tem alguma dúvida

Solicitou bilirrubinas totais e frações de


19
seguimento, e reavaliou o quadro

342
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Pediatria  7

Caso Clínico 7
Você está de plantão no pronto-socorro quando Mônica chega com
o seu filho Eduardo, de 1 ano e 6 meses. Ela refere que ele está há 2
dias com diarreia abundante e aquosa, com coloração normal e sem
sangue; além disso, apresenta vômitos e febre de até 38,5°C. Está ina-
petente, aceitando apenas leite materno.
Está preocupada, pois há uns dias teve a água da sua casa cortada e
desde então tem utilizado a água de um reservatório improvisado na
comunidade onde vive, no Morro Faroeste Caboclo.
Estado mental irritado, olhos fundos, lágrimas ausentes, boca seca,
bebe rápido a água oferecida, sinal da prega lento, pulso rápido, tempo
de enchimento capilar de 4 segundos. Após 5 dias, Mônica retorna
ao pronto-socorro com o filho. Ela refere que há 2 dias o filho iniciou
com evacuação de sangue junto das fezes, embora já esteva melhor
da febre e dor vômitos. Hoje ela o achou mais caidinho, com redução
da diurese e rosto inchado.

Exames
Hemograma: Hb = 7,5 g/dL, Ht = 30%.
Plaquetas 100 mil
Presença de hemácias fragmentadas na periferia.
Bilirrubina total = 5 mg/dL
Bilirrubina indireta = 4,5 mg/dL
Bilirrubina direta = 0,5 mg/dL
Urina tipo I: hematúria e proteinúria presentes.
U = 110 mg/dL; Cr = 2 mg/dL
Coprocultura: em andamento
Pesquisa de toxina shiga-like nas fezes: positiva

Tarefas
1. Faça o exame físico direcionado.

2. Qual a sua conduta médica?

3. Qual o diagnóstico e o agente etiológico mais provável?

343
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Pediatria  7

4. Solicite exames complementares pertinentes.

5. Qual a sua conduta médica?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Avaliou os olhos e a boca

2 Fez o sinal da prega

3 Aferiu o tempo de enchimento capilar

4 Avaliou o pulso da criança

5 Aferiu a frequência cardíaca

6 Avaliou estado mental

Indicou o manejo terapêutico no


7
pronto-socorro

8 Indicou terapia de reidratação oral

9 Falou sobre SRO 50-100 mL/kg em 4 a 6 horas

10 Indicou jejum de alimentação oral

11 Manteve o aleitamento materno

Indicou a reavaliação clínica após o término da


12
TRO

13 Síndrome hemolítico-urêmica

14 E. coli produtora toxina shiga like

15 Subtipo O157:H7

16 Hemograma completo

17 Esfregaço sanguíneo

18 Bilirrubina total e frações

19 Urina tipo 1

20 Ureia e creatinina

Coprocultura ou pesquisa da toxina shiga-like


21
nas fezes

344
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Pediatria  7

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

22 Indicou internação

23 Indicou isolamento de contato

24 Indicou hidratação endovenosa

25 Falou da diálise se necessário

26 Perde pontos se citou antibióticos

Perde pontos se citar corticoides, plasma,


27
antiagregantes

345
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Pediatria  8

Caso Clínico 8
Você está no PS, quando adentra um paciente de 8 anos de idade.
Acompanhante refere diminuição da diurese, hematúria e rosto inchado
há um dia. Não apresenta outros sintomas. Seu exame físico revelou
bom estado geral, eupneia, edema bipalpebral discreto e de mem-
bros inferiores +/4+, FC de 56 bpm, PA de 150 x 100 mmHg, saturação
de O2 de 98% em ar ambiente, ausculta cardíaca e pulmonar normais,
ausência de visceromegalias à palpação abdominal e lesões crostosas
com sinais de coçadura em membros inferiores.

Tarefas
1. Realize o exame físico desse paciente.

2. Qual sua hipótese diagnóstica?

3. Diante de sua principal hipótese diagnóstica, qual sua conduta?

4. Qual o tratamento indicado?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Realizou exame físico cardíaco

2 Realizou exame físico pulmonar

3 Realizou exame físico abdominal

4 Avaliou presença de edema

5 Avaliou presença de lesões dermatológicas

Explicou o procedimento de aferição de PA ao


6
paciente

Pernas descruzadas, pés apoiados no chão,


7
dorso recostado na cadeira

8 Braço na altura do coração

9 Mediu a circunferência braquial

10 Selecionou o manguito de tamanho adequado

11 Mediu estatura do paciente

346
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Pediatria  8

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

12 Síndrome nefrítica

13 Glomerulonefrite pós-estreptocócica

14 Solicitou dosagem do complemento

15 Solicitou anti-DNAse B

16 Solicitou exame de urina tipo I

17 Solicitou ureia e creatinina

18 Restrição de sódio

19 Restrição hídrica

20 Furosemida

21 Penicilina Benzatina IM

22 Repouso

347
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Pediatria  9

Caso Clínico 9
Você está de plantão em um PS de referência em pediatria e recebe
uma criança de 2 anos e 7 meses de idade, trazida pelo pai, com queixa
de tosse há 8 dias, com febre e irritabilidade há 3 dias.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Qual ou quais a(s) hipótese(s) diagnóstica(s)?

4. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se ao paciente e qualificou-se


1
como médico

Questionou sobre as características da tosse,


2 se tem secreção (cor, quantidade), período que
ocorre

Questionou sobre a quantidade de episódios


3
febris, e qual a maior temperatura aferida

Perguntou se houve vômitos, alteração da


4
ingesta alimentar, diarreia

Perguntou doenças prévias, necessidade de


5
internação

6 Questionou sobre a carteirinha de vacinação

7 Perguntou sobre alergia a medicamentos

Solicitou consentimento para realizar exame


8
físico

9 Higienizou as mãos

Verificou sinais vitais e condições de


10
instabilidade hemodinâmica

11 Avaliou sinais meníngeos

348
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Pediatria  9

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

12 Fez oroscopia e otoscopia

Fez ausculta cardíaca e exame do sistema


13
respiratório

14 Avaliou pele e perfusão periférica

15 Chegou ao diagnóstico de otite média aguda

16 Chegou ao diagnóstico de pneumonia

17 Solicitou internação hospitalar

Solicitou monitorização, oximetria de pulso, e


18
acesso venoso

Solicitou exames complementares


19 (hemograma, proteína C reativa, hemocultura e
RX de tórax)

20 Prescreveu analgesia

21 Prescreveu penicilina cristalina ou ampicilina

22 Prescreveu oxigenioterapia em cateter nasal

Perguntou se o pai tem alguma dúvida sobre a


23
conduta

349
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Pediatria  10

Caso Clínico 10
Você é o médico em uma unidade básica de saúde, quando chega
um adolescente de 15 anos, Gordon, menino de 3 anos, previamente
hígido, que dá entrada no pronto-socorro com história de febre de
39,5°C associada a vômitos há 12 horas e aparecimento de manchas
no corpo há 3 horas. Resultado do líquor: glicose 30 mg/dL proteínas
1g/L leucócitos 1000 células/mm³ (90% neutrófilos).

Tarefas
1. Realize o exame físico da criança.

2. Qual o diagnóstico e o agente etiológico mais provável?

3. Solicite 2 exames que possam auxiliar no diagnóstico etiológico.

4. Oriente o tratamento adequado e as próximas medidas que devem ser tomadas.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Avaliou o estado geral do paciente

2 Avaliou o estado mental do paciente

Avaliou a distribuição das manchas no corpo


3
do paciente e suas características

350
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Pediatria  10

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Avaliou a perfusão periférica (tempo de


4
enchimento capilar)

5 Pesquisou sinais meníngeos

6 Realizou ausculta cardíaca e pulmonar

7 Avaliou orofaringe e otoscopia

8 Meningococcemia

9 Neisseria meningitidis

10 Hemocultura

11 Líquor (bioquímica, citologia e cultura)

12 Solicitou internação hospitalar

13 Solicitou acesso venoso, monitorização

14 Iniciou empiricamente ceftriaxona IV

Indicou isolamento respiratório de gotículas


15
para o paciente

16 Realizou a notificação compulsória do caso

Prescreveu quimioprofilaxia com rifampicina


17
VO por 2 dias para os contactantes

351
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Pediatria  11

Caso Clínico 11
Criança de 8 meses é trazida pela mãe com queixa de febre de 38,5°C,
coriza, tosse seca discreta e queda do estado geral há 3 dias, em uso
apenas de soro fisiológico e antitérmico. Hoje ela refere que iniciou
com “manchas vermelhas” no corpo. Ainda mantém febre hoje de
até 38,5°C.
Exantema maculopapular que se iniciou em nuca e agora já ocupa
tronco. Não tem mais ninguém doente em casa. Vacinação: em dia.
Paciente em bom estado geral, descorada +/4+, hidratada, anictérica,
acianótica. Bulhas rítmicas normofonéticas a 2 tempos sem sopros,
FC 100 bpm. Murmúrio vesicular bilateral sem ruídos adventícios.
Abdome globoso, flácido, sem visceromegalias, RHA +, indolor. Orofa-
ringe hiperemiada com manchas branco-azuladas de cerca de 1 mm
de diâmetro em mucosa jugal. Otoscopia com opacificação de mem-
brana bilateral sem hiperemia.

Tarefas
1. Faça o atendimento da criança.

2. Qual o diagnóstico e a conduta?

3. Cite duas estratégias de controle que podem ser tomadas pela vigilância para
o controle dessa epidemia no país.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se como médico e cumprimentou


1
a mãe

2 Questionou sobre a duração da febre

3 Investigou as características do exantema

4 Perguntou se há casos semelhantes na família

5 Avaliou a caderneta de vacinações

6 Realizou oroscopia e otoscopia

Realizou ausculta pulmonar, cardíaca e


7
avaliação abdominal

8 Fez o diagnóstico de sarampo

352
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Pediatria  11

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

9 Orientou sobre o uso de antitérmicos

Orientou sobre as possíveis complicações (otite


10 média aguda, pneumonia e encefalite) e a
necessidade de retorno

11 Prescreveu vitamina A

Solicitou o preenchimento da ficha de


12
notificação compulsória

Vacinação de bloqueio nos contactantes em


13
até 72 horas da exposição

Instituição da “dose zero” da vacina do


14
sarampo para crianças de 6 a 12 meses

353
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Pediatria  12

Caso Clínico 12
Menina, 4 anos de idade, vem trazida ao pronto-atendimento por sua
tia, com queixa de dor e inchaço na coxa direita há um dia. A mãe da
menina disse à tia que a criança brigou com o irmão de 3 anos e foi
atingida com um cabo de vassoura. A tia não presenciou o ocorrido,
mas como a menina está chorosa e não quer sair da cama, decidiu
trazê-la para ser examinada.

Tarefas
1. Faça o exame físico direcionado à queixa e descreva os achados.

2. Elabore a hipótese diagnóstica e justifique.

3. Solicite exames para investigação diagnóstica e interprete os resultados.

4. Cite as condutas indicadas para essa paciente e informe a acompanhante.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Tirou as roupas da paciente

2 Examinou o dorso da paciente

Descreveu equimoses/hematomas em vários


3
estágios de evolução

Descreveu equimoses/hematomas em locais


4
atípicos

Descreveu lesões sugestivas de instrumento


5
contundente

Suspeitou/fez diagnóstico de abuso físico/


6
violência física/maus tratos

7 Justificou a hipótese pela história

Justificou a hipótese pelas características das


8
lesões

9 Solicitou radiografia

10 Solicitou hemograma

11 Solicitou coagulograma

354
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Pediatria  12

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

12 Interpretou corretamente a radiografia

13 Indicou internação

Informou a tia sobre a necessidade de


14
internação

15 Justificou para a tia o motivo da internação

Informou a tia que o caso será notificado ao


16
Conselho Tutelar/Vara de Família

Mencionou a necessidade de notificar o caso à


17
Vigilância Epidemiológica

355
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Pediatria  13

Caso Clínico 13
Você está em uma Unidade Básica de Saúde e atende um bebê com
45 dias de vida, do sexo feminino, que nasceu a termo, com 2.600 gra-
mas de peso, 48 cm de comprimento e 36,5 cm de perímetro cefálico.
A mãe trouxe o bebê para consulta de puericultura e não apresenta
queixa.

Tarefas
1. Realize as medidas antropométricas.

2. Registre e interprete os dados plotados nos gráficos de crescimento.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Colocou o papel-toalha na balança

Calibrou a balança corretamente antes de


2
realizar a medida do peso

Retirou ou solicitou para a mãe a retirada


3 completa da roupa, do calçado e da fralda do
bebê

Posicionou o bebê ou solicitou que a mãe


4 o posicionasse no centro da balança para
realização da pesagem

Retirou o bebê da balança ou solicitou que a


5
mãe o fizesse

Colocou o bebê descalço e sem adereços na


6 cabeça no centro da régua antropométrica
para medida do comprimento

Manteve a cabeça do bebê encostada na parte


7
fixa do equipamento

Pressionou cuidadosamente os joelhos do


8 bebê para baixo, de modo que eles ficassem
estendidos

Juntou os pés do bebê e levou a parte móvel


9
do equipamento até a planta dos pés

356
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Pediatria  13

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Realizou a leitura na régua antropométrica


10 quando a parte móvel estava em ângulo reto
com os pés

Realizou a medida do perímetro cefálico do


bebê com a fita métrica estendida, passando
sobre o arco das sobrancelhas (glabela) e a
11
proeminência occipital (garantindo que a fita
não passasse sobre o pavilhão auricular ou
adereço)

Plotou a medida do peso (3 kg) no local


12 adequado: – Considerar variação entre 2.950 g
e 3.050 g

Plotou a medida do comprimento (51 cm) no


13
local adequado

Plotou a medida do perímetro cefálico (38,5


14
cm) no local adequado

Interpretou corretamente (ganho ponderal e


estatural inadequados) e explicou os resultados
para a mãe, com linguagem clara:
▶ Déficit no ganho ponderal – ganho de
15 apenas 400 g ou 9 g/dia; z-escore igual a -3;
▶ Déficit no crescimento estatural – ganho de
apenas 3 cm; z-escore entre -3 e -2;
▶ Crescimento normal do perímetro cefálico.

357
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Pediatria  14

Caso Clínico 14
Você está em um consultório da Unidade Básica de Saúde e atende
uma criança do sexo feminino com 2 meses de vida. Em consulta de
puericultura, a mãe mostra-se angustiada porque sua filha se engas-
gou com o leite materno. Ela também está insegura com algumas
rotinas do cuidado com a criança.

Tarefas
1. Explique e demonstre como a mãe da criança deve agir em caso de engasgo
do bebê.
2. Aconselhe a mãe a prevenir lesões não intencionais na criança, relacionadas a
morte súbita, queimaduras, acidentes automobilísticos e quedas.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Identificou-se, cumprimentou e acolheu a mãe

Demonstrou, explicando por meio de termos


que a mãe possa entender, os quatro passos de
desobstrução de vias aéreas:
▶ Passo 1 – Posicionar a criança de bruços
no antebraço, apoiando-a na coxa, com a
cabeça mais baixa que o tórax/corpo.
▶ Passo 2 – Aplicar cinco pancadas/golpes/
tapas entre as escápulas/no meio das costas/
2 entre os ombros, com a mão/“calcanhar da
mão”.
▶ Passo 3 – Colocar o outro antebraço nas
costas da criança e virá-la, manter a cabeça
da criança em nível inferior ao tórax, sempre
apoiando o braço sobre a coxa.
▶ Passo 4 – Fazer, então, cinco compressões
torácicas com dois dedos, sobre o osso
central do peito (esterno).

Explicou que:
▶ caso a criança melhore durante a manobra, a
mãe deve pará-la;
3 ▶ caso a criança não melhore, a mãe deve
repetir os passos até a melhora;
▶ caso a criança desmaie, a mãe deve chamar
ajuda e iniciar respiração boca a boca nariz e
compressões torácicas.

358
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Pediatria  14

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Orientou corretamente o modo de prevenção


de morte súbita:
▶ colocar o bebê para dormir sempre no berço
4
e
▶ colocar o bebê para dormir com a barriga
para cima (posição supina).

Explicou corretamente o modo de prevenção


5 de queimaduras: testar a temperatura da água
antes de colocar o bebê na banheira.

Explicou corretamente o modo de prevenção


de acidentes automobilísticos com crianças
6 com menos de 1 ano de idade: utilizar cadeira
de segurança do tipo bebê conforto, no banco
traseiro, voltada para o vidro traseiro do carro.

Orientou corretamente sobre a prevenção de


quedas:
▶ manter sempre uma mão segurando o bebê
no trocador, se precisar pegar algo durante a
7
troca de fraldas;
▶ nunca deixar o bebê sozinho em mesas,
camas ou outros móveis, mesmo que seja
por pouco tempo.

Utilizou linguagem adequada, sem termos


8
técnicos, durante toda a orientação

359
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Preventiva  1

CHECKLIST
PROVA PRÁTICA
OBS: Os checklists são aproximados e baseados em
relatos de candidatos, já que a instituição não liberou
publicamente a correção oficial.

Preventiva

Caso Clínico 1
Paciente J.L.P., do sexo masculino, 6 anos e 7 meses. Vem em consulta
acompanhado da mãe, que refere que ele se encontrava com febre
baixa intermitente (não fez uso de medicação), cansado e sem ener-
gia para realizar suas atividades. Segundo ela, foi diagnosticada uma
anemia leve cuja conduta foi o uso de sulfato ferroso e dipirona para
febre, tendo obtido boa resposta com o tratamento.
Há 15 dias, o paciente voltou a ter um quadro de febre, dessa vez alta,
intermitente, associada a tosse produtiva e dispneia.
Ao exame físico, encontra-se em REG, dispneico, pálido, emagrecido,
anictérico e acianótico.
Além disso, apresenta palidez e pequenas petéquias em membros
inferiores, mucosa ocular hipocrômica 1+/4, gengiva com sinais de
sangramento, linfonodo palpável em cadeia cervical posterior direita,
medindo 2 cm, indolor, imóvel e aderido, com pequenos linfonodos
palpáveis em cadeia cervical anterior direita e esquerda, dolorido,
móvel e não aderido.

360
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Preventiva  1

De antecedentes familiares, avô faleceu de câncer aos 65 anos, mas


não soube mais detalhes.

Tarefas
1. Solicite 2 exames que podem te auxiliar na sua hipótese diagnóstica e interprete-os.

2. Seguindo o protocolo SPIKES, você deve comunicar seu diagnóstico.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Hemograma
▶ Presença de anemia normocítica-
normocrômica e trombocitopenia.
1 ▶ Leucocitose < 20 mil células, presença de
linfócitos atípicos.
▶ Presença de blastos com características
linfoides.

Biópsia De Medula Óssea


▶ Mais de 25% de blastos linfocíticos.
2
▶ Fenótipo morfológico compatível com
linfócitos e subtipos de clones malignos L1.

Planejar a Entrevista:
3 ▶ Certificou-se que o local está adequado,
confortável e livre de interrupções

Questionou se o paciente/acompanhante
4
deseja a presença de algum familiar

Percepção do Paciente:
5 ▶ Questionou o que o paciente conhece sobre
seu quadro

Moldou a notícia mediante as respostas do


6
paciente

7 Verificou a existência de negação da doença

Convite:
▶ Respondeu os questionamentos do paciente,
caso haja
8
OU
▶ Colocou-se à disposição para os
questionamentos, caso o paciente se esquive

361
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Preventiva  1

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Conhecimento e Informação ao Paciente:


9 ▶ Informou o diagnóstico ao paciente aos
poucos, certificando-se que ele está
entendendo

Usou linguajar de fácil compreensão e evitou


10
expressões duras

Emoções do Paciente:
11 Ofereceu apoio mediante a resposta do
paciente

Esperou o tempo necessário para que o


12
paciente se recompusesse

Resumo:
13 ▶ Dado o diagnóstico, questionou se
o paciente está confortável para dar
seguimento a discussão

Abordou as possíveis formas de tratamento de


14
maneira clara

Informou que o tratamento vai ser feito com o


15
oncologista

Respeitou o tempo do paciente e se despediu


16
de forma amistosa

362
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Preventiva  2

Caso Clínico 2
Você está de plantão no Pronto-Socorro, quando chega uma paciente
jovem acompanhada pela tia, que refere dor no corpo, cansaço, falta
de apetite, e febre a 7 dias.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico.

3. Oriente a paciente e solicite exames complementares.

4. Qual a hipótese diagnóstica?

5. Qual a conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Apresentou-se à paciente e qualificou-se como


1
médico

Questionou ao menos 4 dos seguintes:


2 dor retrorbital, exantema, cefaleia, mialgia,
artralgia, náuseas, vômitos e petéquias

3 Perguntou sobre tempo de febre?

4 Questionou sobre doenças crônicas

5 Perguntou sobre viagens a locais endêmicos

Solicitou consentimento para realizar exame


6
físico

7 Higienizou as mãos

Verificou sinais vitais e condições de


8
instabilidade hemodinâmica

9 Avaliou hipotensão ortostática

10 Avaliou sistema respiratório e cardiovascular

11 Avaliou abdome

12 Avaliou pele

363
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Preventiva  2

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

13 Fez a prova do laço

14 Interpretou a prova do laço

15 Orientou sobre o quadro

16 Solicitou isolamento viral

17 Solicitou hemograma

18 Solicitou albumina e transaminases

19 Solicitou Rx de tórax

20 Solicitou USG de abdome

21 Chegou ao diagnóstico de Dengue

Esclareceu á paciente seu diagnóstico e a


22
conduta

23 Pergunta se paciente tem alguma dúvida

24 Diante do quadro classificou como grupo B?

25 Prescreve hidratação ORAL

Deixa paciente de observação e refaz a


26 avaliação clínica até chegada do resultado do
hemograma

27 Orienta retorno imediato se sinais de alarme

Entrega cartão de acompanhamento de


28
dengue

Orienta busca ativa por focos de dengue e


29
como se prevenir

Pergunta se paciente tem alguma dúvida


30
sobre a conduta

31 Faz notificação compulsória do caso

364
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Preventiva  3

Caso Clínico 3
Você é o médico do ambulatório de cirurgia e irá atender um homem
de 58 anos de idade que foi encaminhado pelo clínico para realização
de colecistectomia e exploração de vias biliares.
Paciente relata que esteve internado recentemente com quadro de
pancreatite biliar aguda resolvida clinicamente. No último ano, o
paciente já apresentou 3 episódios dolorosos semelhantes.
AP e HV: É tabagista por 30 anos e portador de DPOC moderada, pouco
responsiva ao broncodilatador.
EF: BEG, CHAAA, LOTE
AP: levemente dispneico com sibilos e roncos na ausculta.
ACV: BRNF 2T s/sopros
Ao tomar conhecimento dos riscos apresentados no termo de con-
sentimento, o paciente se recusa a realizar o procedimento por medo
das complicações decorrentes da DPOC e por ter a sensação de que
vai morrer, caso se submeta à cirurgia.

Tarefas
1. Realize o atendimento integral desse paciente.

2. Diante do quadro, qual a melhor conduta para esse paciente?

3. Considerando a vontade do paciente, qual deve ser a conduta da equipe médica?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Apresentou-se como membro da equipe

2 HDA ou HPMA

3 Antecedentes Pessoais

4 Antecedentes Familiares

5 Hábitos de vida

6 Exame físico geral

7 Exame físico Cardíaco e Pulmonar

365
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Preventiva  3

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

8 Indicou cirurgia

9 Aplicou o termo de consentimento

10 Respeitou a vontade do paciente

11 Elencou o princípio da autonomia

Explicou os riscos em caso da não realização do


12
procedimento

13 Aplica o termo de recusa livre e esclarecido

366
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Preventiva  4

Caso Clínico 4
Você é o médico da família e comunidade e está em sua primeira visita
domiciliar à Dona Anete.
Você é recebido pela Dona Anete. Ao entrar em sua casa, começa a
conversar com ela.
Dona Anete, nascida em 1945, é viúva do senhor Basílio, nascido em
1950 e falecido em 2015. Eles têm três filhos: Carlos (nascido em 1970),
Denise (nascida em 1985) e Eduardo (nascido em 1990). Os únicos
moradores da casa são Dona Anete e Eduardo, que é solteiro e não
tem filhos.
Carlos é casado com Fernanda (nascida em 1975) e eles são pais dos
gêmeos dizigóticos Gabriel e Gustavo (nascidos em 2000).
Denise é casada com Henrique (nascido em 1985). Ela tem um aborto
anterior espontâneo e está grávida atualmente. Dona Anete e o filho
Eduardo têm ligações fortes com a igreja, o clube recreativo do bairro,
a associação de moradores e com o serviço social que realizam. Eles
têm ligações frágeis com a unidade básica de saúde. A relação dos dois
com a associação de moradores é conflituosa. Existe fluxo de energia
e recursos uniderional no serviço social e bidirecional com a igreja.

Tarefas
1. Faça o genograma dessa família.

2. Faça o ecomapa do núcleo familiar.

3. Realize o A.P.G.A.R. familiar.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Utilizou a simbologia-padrão

2 Representou as 3 gerações

3 Iniciou o genograma com o casal e seus filhos

4 Indicou os indivíduos que vivem juntos

Obedeceu à cronologia de idade (mais velhos à


5
esquerda e mais novos à direita)

6 Colocou todos os pontos de suporte da família

367
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Preventiva  4

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Utilizou adequadamente as linhas para mostrar


7 o tipo de relação entre a família e os grupos
destacados

Perguntou à Dona Anete: “Está satisfeita com a


8 atenção que recebe da sua família quando algo
está te incomodando?”

Perguntou à Dona Anete: “Está satisfeita com


a maneira com que a sua família discute as
9
questões de interesse comum e compartilha
com você a resolução dos problemas?”

Perguntou à Dona Anete: “Sente que a sua


família aceita seus desejos de iniciar novas
10
atividades ou de realizar mudanças no seu
estilo de vida?”

Perguntou à Dona Anete: “Está satisfeita com


a maneira com sua família expressa afeição
11
e reage em relação aos seus sentimentos de
raiva, tristeza e amor?”

Perguntou à Dona Anete: “Está satisfeita com


12 a maneira como você e sua família passam o
tempo junto?”

Calculou o A.P.G.A.R. familiar com base nas


13 respostas da Dona Anete: quase sempre – às
vezes – raramente – às vezes – às vezes.

368
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Preventiva  5

Caso Clínico 5
Você recebe em seu ambulatório mulher de 35 anos com dor tipo quei-
mação em punho direito há 3 meses, com irradiação para os 3 primei-
ros dedos e mão ipisilateral. Refere piora durante o trabalho intenso e
à noite. Trabalha como caixa de supermercado há 5 anos.

Tarefas
1. Faça a anamnese direcionada.

2. Realize o exame físico direcionado.

3. Solicite exames complementares.

4. Qual a principal hipótese diagnóstica e conduta?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Questionou sobre a história pregressa da


1
moléstia atual

2 Questionou sobre a situação laboral

3 Questionou sobre doenças prévias

4 Questionou sobre uso de medicamentos

Solicitou consentimento para realizar exame


5
físico

6 Higienizou as mãos

7 Realizou exame físico geral adequado

Realizou exame físico dos membros superiores


8
adequado

9 Solicitou ultrassonografia de punho

Chegou ao diagnóstico correto de síndrome do


10
túnel do carpo

Chegou ao diagnóstico correto de Lesão por


11 Esforço Repetitivo/Distúrbio Osteomuscular
Relacionado ao Trabalho (LER/DORT)

369
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Preventiva  5

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Indicou adequar as condições de trabalho com


12
intervalos e rodízios de função

13 Contraindicar o uso de AINES diário

370
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Preventiva  6

Caso Clínico 6
Você é médico de uma enfermaria hospitalar e recebe o telefonema
do pronto-socorro que irá internar a paciente M. B. D., de 28 anos, com
quadro de pneumonia bacteriana com indicação de antibioticotera-
pia endovenosa. Paciente é admitida na enfermaria hemodinamica-
mente estável e eupneica em ar ambiente.
Você prescreve o antibiótico da paciente (Ceftriaxone, de acordo com
o protocolo do hospital) antes mesmo de conversar com a paciente e
após 30 minutos é chamado pela enfermeira, pois a paciente apresen-
tava-se cianótica, com intensa dispneia, edema facial e lesões cutâ-
neas de urticária.
Paciente evolui com necessidade de intubação orotraqueal, droga
vasoativa e transferência para a UTI.
Ao descrever o ocorrido no prontuário da paciente, você nota que ela
é alérgica a cefalosporinas, sendo isso identificado no prontuário de
forma bastante clara, e nota que a paciente estava com uma pulseira
vermelha, típica de pacientes com alergia no hospital.

Tarefas
1. Realize o atendimento da paciente.

2. Converse com os familiares da paciente que aguardam a equipe para entregar


os pertences da paciente.
3. Considerando a vontade do paciente, qual deve ser a conduta da equipe médica?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Higienizou as mãos e se apresentou à paciente

2 Identificou reação anafilática

3 Prescreveu adrenalina

4 Solicitou monitoração e acesso periférico

5 Apresentou-se como médico

6 Cumprimentou cordialmente os familiares

371
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Preventiva  6

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Contou que paciente desenvolveu anafilaxia à


7
medicação prescrita

Esclareceu os motivos da transferência para a


8
UTI

372
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Preventiva  7

Caso Clínico 7
Você é funcionário da vigilância epidemiológica de um município e
vai visitar uma Unidade Básica de Saúde com população adscrita de
aproximadamente 8 mil habitantes no início da pandemia de Covid-
19 para orientar sobre os fluxos de atendimento dos sintomáticos res-
piratórios e proteção da equipe e de outros pacientes.

Tarefas
1. Converse com o gestor da Unidade Básica de Saúde para identificar qual o cenário
atual, as características do território e o fluxo de encaminhamento à urgência.
2. Gestor da Unidade solicita auxílio em relação ao acolhimento dos sintomáticos
respiratórios e ao que fazer com os pacientes crônicos e com comorbidades.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

1 Cumprimentou cordialmente o gestor

2 Questionou sobre a existência de 2 equipes

3 Questionou o número de funcionários

Identificou equipe incompleta (gestor relata


4 apenas 1 médico, 2 enfermeiros, 5 técnicos e 3
agentes comunitários)

Questionou a distância do serviço de urgência


5
mais próximo

Identificou que é um território rural (ao


6 questionar o gestor sobre as características do
território o gestor relata território rural)

Sugeriu oferta de máscara a todo paciente com


7
sintomas respiratórios

Sugeriu aumentar disposição de álcool gel em


8
toda unidade

Sugeriu sala de espera separada dos demais


9
pacientes

373
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Preventiva  7

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Orientou sobre paramentação completa dos


10 profissionais que atenderão os sintomáticos
respiratórios

Sugeriu telemedicina/teleatendimento dos


11
pacientes de risco

374
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Preventiva  8

Caso Clínico 8
Você está em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e atende uma
paciente de 30 anos de idade que chega para uma consulta agendada.

Exame físico
peso: 55 kg;
altura: 160 cm;
temperatura axilar: 36,8°C;
frequência respiratória: 20 irpm;
frequência cardíaca: 90 bpm;
pressão arterial: 110 x 80 mmHg;
músculo esquelético:
▶ contratura muscular cervical;
▶ sem limitação de amplitude do movimento de coluna cervical e ombro direito;
▶ sem alteração da cor da pele no local da dor;
▶ sem edema de articulações;
▶ Radiografias de ombro direito e de coluna cervical: normais.

Tarefas
1. Realize a anamnese.

2. Interprete e verbalize achados no exame físico e em laudos de exames comple-


mentares.
3. Formule e comunique a(s) hipótese(s) diagnóstica(s).

4. Indique verbalmente a(s) conduta(s) e dê orientações à paciente.

375
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Preventiva  8

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Relação médico-paciente:
▶ cumprimentou a paciente, perguntou seu
nome e identificou-se;
▶ perguntou o motivo da vinda da paciente;
1 ▶ ouviu com atenção a queixa sem
interromper a sua fala, demonstrando
interesse por sua história;
▶ olhou para a paciente durante a maior parte
da consulta.

Perguntou sobre características da dor:


▶ início;
▶ frequência;
▶ duração;
▶ tipo;
2 ▶ intensidade;
▶ localização;
▶ fatores de piora;
▶ fatores de melhora;
▶ impacto na funcionalidade;
▶ limitação de movimento.

Investigou:
▶ história familiar;
3 ▶ histórico ocupacional (atividades laborais,
condições de trabalho);
▶ trabalho na atualidade, incluindo ambiente e
processo.

Investigou sintomas de transtorno de


ansiedade generalizada:
▶ preocupações;
▶ tensão muscular;
4
▶ irritabilidade;
▶ alteração no sono;
▶ alteração do apetite;
▶ alteração da atenção ou concentração.

Investigou sintomas específicos de depressão


não compartilhados com transtorno de
ansiedade generalizada:
5 ▶ tristeza;
▶ perda de interesse ou prazer;
▶ ideação ou plano suicida;
▶ pensamentos de ruína ou culpa.

376
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Preventiva  8

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Solicitou e interpretou o exame físico (sem


6 alterações, exceto contratura muscular cervical)
e comunica o resultado à paciente

Interpretou o laudo do exame de RX da coluna


7 cervical e do ombro direito (sem alterações) e
comunica o resultado à paciente

Comunicou o diagnóstico de dor crônica


8 devido a lesão por esforço repetido (LER),
relacionada ao trabalho (DORT)

Comunicou o diagnóstico de transtorno de


9
ansiedade generalizada (TAG)

Comunicou a importância da longitudinalidade


do cuidado da condição crônica pela equipe
10
de saúde da família, com possibilidade de
matriciamento

377
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Preventiva  9

Caso Clínico 9
Você se encontra em um Ambulatório de Atenção Secundária e vai
realizar o atendimento de um homem com 45 anos de idade.
Relatório médico:
Paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, com hipertensão arterial
severa, mal controlada e sintomático. Há 1 mês, na consulta da UBS, foi
modificado esquema de tratamento anti-hipertensivo combinando
um bloqueador de receptor de angiotensina e um diurético de alça
em doses adequadas. Solicitados exames complementares (anexos).
Encaminhado para Atenção Secundária.

378
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Preventiva  9

Exames laboratoriais
Hemácias = 3.400.000/dL;
Hemoglobina = 11,2 g/dL;
Hematócrito = 34%;
Glicose = 92 mg/dL;
Leucócitos = 5.200/mm³;
Plaquetas = 250.000/mm³;
Creatinina = 1,6 mg/dL;
K+ sérico = 3,6 mEq/L;
Exame Qualitativo de Urina (EQU): proteína na urina = ++/4.

Exame físico
Peso: 95 kg;
Altura: 175 cm;
IMC: 31 kg/m²;
Frequência cardíaca: 84 bpm;
Pressão arterial: 120 mmHg x 80 mmHg;
Demais sistemas sem alterações.
Fundoscopia: cruzamentos patológicos, arteríolas em “fio de cobre” ou “fio de
prata”; pontos de hemorragia.

Tarefas
1. Realize o atendimento do paciente.

2. Qual o diagnóstico e a orientação terapêutica?

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Cumprimentou o paciente e identificou-se


1
adequadamente?

Avaliou se a cefaleia e a visão turva diminuíram


2
com o controle da pressão arterial?

379
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Preventiva  9

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Interpretou o exame físico quanto à alteração


de fundo de olho: retinopatia hipertensiva
3 (cruzamentos patológicos, arteríolas em
“fio de cobre” ou “fio de prata”; pontos de
hemorragia)?

Identificou nos resultados de exames:


▶ hemograma: identifica anemia;
4 ▶ bioquímica sanguínea: identifica aumento
da creatinina;
▶ EQU: identifica proteinúria.

Analisou/interpretou radiografia de tórax:


5 identificou aumento da área cardíaca ou
hipertrofia ventricular esquerda?

Analisou/interpretou alteração estrutural no


6 eletrocardiograma: identificou hipertrofia
ventricular?

Explicou o comprometimento dos órgãos-alvo:


7 ▶ Renal: perda de função renal;
▶ Cardíaco: cardiomegalia hipertensiva.

Orientou sobre a importância do retorno ao


8 ambulatório para verificação do controle
pressórico?

Orientou sobre a importância do retorno


9 ao ambulatório para avaliação do
comprometimento dos órgãos-alvo?

380
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Preventiva  10

Caso Clínico 10
Você é o(a) médico(a) de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e está
realizando uma ação assistencial em atenção domiciliar a um paciente
de 73 anos de idade, viúvo, sem filhos, aposentado, sob seus cuida-
dos há 1 ano, que teve alta hospitalar há 1 dia, após infarto agudo do
miocárdio.
Você atendeu esse paciente na UBS há 10 dias, com queixa de epigas-
tralgia e o medicou com omeprazol.
Paciente de 73 anos de idade, atendido no Serviço de Emergência
desta instituição há 9 dias, hemodinamicamente estável, com esta-
belecimento do diagnóstico de infarto agudo do miocárdio de parede
inferior, com boa evolução clínica após angioplastia com colocação de
stent. Recebe alta hoje para seguimento na Unidade Básica de Saúde
de referência, com consulta agendada de retorno em nosso hospital em
15 dias. Prescrição de alta: betabloqueador e antiagregante plaquetário.

Tarefa
1. Realize ação assistencial em atenção domiciliar.

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

Reconstruiu relacionamento de confiança com


paciente do seguinte modo:
▶ cumprimentou o paciente;
▶ explicou o motivo da visita domiciliar;
1 ▶ escutou atentamente, sem interromper a sua
fala, demonstrando interesse por sua história;
▶ sintonizou-se com sentimentos vividos pelo
paciente no momento (empatia);
▶ reconheceu o ressentimento do paciente
com o(a) médico(a).

Desenvolveu comunicação não verbal: ficou


em pé, se aproximou, direcionou e sustentou
2
o olhar para o paciente em grande parte do
tempo da visita

A partir da pergunta: “eu não tinha pensado


que era um problema no meu coração, mas
3 o(a) senhor(a) não podia ter pensado nisso?”,
reconheceu que a dor do paciente poderia ter
sido melhor investigada

381
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Preventiva  10

Parcialmente
Adequado Inadequado
Adequado

A partir da pergunta: “o que será da minha


vida com esse coração fraco? Eu tive um
infarto.”, ponderou o modo de vida do paciente
no passado, presente e futuro, levando em
consideração necessariamente os seus
desejos e interesses na vida e construiu com o
4 paciente um plano de cuidado individual e de
autocuidado, valorizando a sua participação
ativa.
▶ Observação: Considerar inadequado se
houver imposição da mudança, baseando-se
apenas em informações biomédicas.

Orientou o paciente a respeito de nutrição:


▶ encorajou redução da ingesta diária de sal,
gorduras saturadas / trans e colesterol;
▶ estimulou aumento de ingesta de frutas,
5 vegetais e peixes;
▶ pactuou com o paciente a meta a ser
avaliada em toda consulta (IMC entre 18,5-
24,9 kg/m² e circunferência abdominal <102
cm).

Orientou o paciente acerca da atividade sexual,


6 que pode ser reiniciada em 2 a 4 semanas após
a alta hospitalar

Orientou o paciente a respeito da manutenção


7
da prescrição medicamentosa pós-alta

Orientou o paciente da necessidade de


acompanhamento na UBS e de plano
8
integrado de cuidado pela equipe de saúde da
família

Orientou o paciente acerca da importância


9 de retorno às consultas com o especialista da
unidade hospitalar de referência para o caso

382
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Preventiva  DECLARAÇÃO DE ÓBITO

ROTEIRO PROVA PRÁTICA – DECLARAÇÃO DE ÓBITO

PRIMEIRA CENA
A cena começa com o médico na emergência de um hospital, durante o plantão da
madrugada, recebendo uma ligação de um enfermeiro do andar dizendo que um
paciente de tinha evoluído para óbito há 5 minutos e que precisa de um médico
para atestar o óbito. Você pergunta sobre o caso e ele te informa o seguinte:
BCV, 87 anos, sexo masculino, hipertenso e diabético, deu entrada no hospital há 15
dias por conta de fratura transtrocantérica à direita após queda de escada. Paciente
e familiares optaram por realizar a cirurgia para osteossíntese. Após o procedimento
cirúrgico, paciente ficou 3 dias na UTI, tendo sido encaminhado à enfermaria de
ortopedia há 10 dias. Paciente não fez uso de anticoagulação profilática, mesmo não
havendo contraindicações, e evoluiu com tromboembolismo pulmonar (TEP) há 3
dias. Paciente e familiares se negaram a encaminhá-lo novamente à UTI, e decla-
raram que não queriam procedimentos invasivos como intubação, acesso venoso
central ou ressuscitação. Equipe priorizou anticoagulação e medidas para dor e
desconforto respiratório. Paciente apresentou insuficiência respiratória secundária
ao TEP, e cursou com parada cardiorrespiratória. Equipe não procedeu com a RCP
e entrou em contato para atestar o óbito. Sobre esse caso:

A. Não deve haver declaração de óbito visto que paciente optou por não ser
ressuscitado
B. Não deve haver declaração de óbito já que houve erro médico na condução do
caso
C. Não deve haver declaração de óbito visto que paciente tinha mais de 85 anos

D. Deve haver preenchimento da declaração de óbito

Resposta correta: letra D.

Se houve óbito, deve haver preenchimento da declaração de óbito.

SEGUNDA CENA
Após passar o caso, o enfermeiro te pergunta se você irá preencher a declaração
de óbito desse paciente. Sobre a responsabilidade do preenchimento dessa D.O.:

A. Como o enfermeiro vinha acompanhando esse, ele é o profissional mais indicado


para preencher a declaração.
B. Como o paciente não vinha sendo acompanhado por você, o mais indicado é
esperar o ortopedista chegar no plantão seguinte para preencher a declaração.

383
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Preventiva  DECLARAÇÃO DE ÓBITO

C. Após exame direto do corpo, caso o óbito seja atestado, esse paciente deve ser
encaminhado ao IML.
D. Como você é o médico plantonista/substituto disponível naquele momento e
com acesso ao prontuário, você deve ir à enfermaria, examinar diretamente o
corpo e atestar o óbito, preenchendo a declaração.
Resposta certa: letra C

Como o paciente deu entrada no hospital por conta de uma fratura decorrente de
um trauma, trata-se de uma causa não-natural. Por isso, o paciente deve ser enca-
minhado ao Instituto Médico Legal para que um médico perito realize o preenchi-
mento da declaração de óbito.

Observações:

A. Preenchimento da Declaração de Óbito é ato médico, não podendo ser feito


por outros profissionais
B. Você, como médico substituto/plantonista com acesso ao prontuário, pode
examinar o corpo e atestar o óbito (caso fosse causa natural), não havendo
necessidade de esperar que o médico assistente chegasse ao plantão.

TERCEIRA CENA
Agora você é o perito no Instituto Médico Legal que recebe o corpo para proceder
com o preenchimento da Declaração de Óbito. Você confirma, no seu exame físico,
que o paciente cursou com parada cardiorrespiratória após insuficiência respirató-
ria secundária a um TEP maciço. Além disso, percebe que há uma incisão cirúrgica
no quadril direito. Duas radiografias trazidas junto com o paciente evidenciam que
o mesmo cursou com uma fratura transtrocantérica à direita, sendo submetido a
osteossíntese. No prontuário está descrito que o paciente e os familiares afirmaram
que o mesmo caiu da escada em sua residência.
Agora é hora de preencher as causas do óbito desse paciente. Qual a causa ime-
diata do óbito?

A. Parada cardiorrespiratória

B. Insuficiência respiratória

C. Erro médico

D. Fratura transtrocantérica

Resposta certa: letra B

O paciente veio a óbito por insuficiência respiratória. A parada cardiorrespiratória


já significa que houve óbito, não sendo, portanto, causa do óbito. É um erro muito
comum no preenchimento da D.O. incluir parada cardiorrespiratória ou falência
múltipla dos órgãos como causas imediatas do óbito.

384
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Preventiva  DECLARAÇÃO DE ÓBITO

Qual a causa básica do óbito desse paciente?

A. Insuficiência respiratória

B. Queda da escada

C. Tromboembolismo pulmonar

D. Fratura transtrocantérica

Resposta certa: letra B

Podemos considerar como causas de óbito as doenças, estados mórbidos ou lesões


que produziram o óbito. No caso de lesões, devemos incluir as circunstâncias do aci-
dente ou da violência que produziram a lesão. Por isso, devemos pensar da seguinte
forma: o paciente cursou com insuficiência respiratória por conta do TEP maciço.
Esse TEP foi desenvolvido após fratura transtrocantérica e período de imobilização.
A fratura ocorreu devido à queda da escada. Por isso, o primeiro evento que levou
à produção do óbito do paciente foi a queda da escada, sendo, assim, considerada
a causa básica do óbito.

ALTERNATIVA COM CASO MAIS RESUMIDO (SE O CASO TIVER FICADO MUITO GRANDE,
HÁ ALTERNATIVAS DE CASOS MENORES PARA A PRIMEIRA E A TERCEIRA CENA)

PRIMEIRA CENA
BCV, 87 anos, sexo masculino, hipertenso e diabético, deu entrada no hospital há 15
dias por conta de fratura transtrocantérica à direita após queda de escada. Enca-
minhado à enfermaria de ortopedia após cirurgia para osteossíntese. Paciente não
fez uso de anticoagulação profilática e evoluiu com tromboembolismo pulmonar
(TEP) há 3 dias. Paciente e familiares optaram por negar encaminhamento à UTI,
acesso central, intubação e ressuscitação em caso de PCR. Paciente apresentou
insuficiência respiratória secundária ao TEP, e cursou com parada cardiorrespira-
tória. Equipe não procedeu com a RCP e entrou em contato para atestar o óbito.

TERCEIRA CENA
Você, perito do IML, recebe o corpo para proceder com o preenchimento da D.O.
Após exame direto do paciente, você confirma que o mesmo cursou com insufi-
ciência respiratória decorrente de um TEP maciço, tendo evoluído com PCR. Além
disso, o mesmo apresenta incisão cirúrgica em quadril à direita e duas radiografias
demonstrando que houve osteossíntese de fratura transtrocantérica. No prontuário,
há relato de queda de escada como evento que levou à fratura.
Agora é hora de preencher as causas do óbito desse paciente. Qual a causa ime-
diata do óbito?

385
NOVA
PROVA PRÁTICA