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2015

Teologia Sistemá tica I

Professor – Rev. Elizeu Eduardo

Teologia Sistemática
Louis Berkhof
FATESUL – PROGRAMA DE ENSINO

Teologia Sistemática 01

Disciplina Teologia sistemática I


Professor Elizeu Eduardo
Semestre 1º:| 2014 Carga Horária 34 h/aula (1 aula dupla)

Objetivos
O aluno ao final do semestre deverá saber:
 Perceber os temas que incorporam a teologia sistemática,
 Conhecer suas fontes informativas,
 Compreender Revelação natural e Especial,
 Conhecer sobre a pessoa de Deus e seus atributos

Ementa - Estudo da pessoa de Deus e de seus


atributos.Revelação natural e especial
Unidade Conteúdo Programático Horas/Aula
01 04-03-2015 - Apresentação do Conteúdo Programático – Distribuição 02
02 11-03-2015 - - A existência de Deus 02
03 18-03-2015 – Argumentos racionais da existência de Deus – 02
04 25-03-2015 – Relação do Ser e dos Atributos de Deus Cognoscibilidade de Deus - 02
05 01-04-2015 - Os nomes de Deus – 02
06 08-04-2015 - Os atributos de Deus em geral 02
07 15-04-2015 - Os atributos incomunicáveis 02
08 22-04-2015 - Os atributos comunicáveis de Deus 02
09 29-04-2015 - I - AVALIAÇÃO – (PESO 7) 02
10 06-05-2015 - Trindade Santa – 02
11 13-05-2015 - Os decretos divinos 02
12 20-05-2015- Predestinação – 02
13 27-05-2015 - Criação em geral 02
14 03-06 -2015 - Criação do mundo espiritual – 02
15 10 -06-2015 - Criação do mundo material –
16 17-06-2015 - Providência – 02
17 23-06-2015 - I I - AVALIAÇÃO – peso 7,0 02

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Avaliações

TRABALHOS
 Os atributos de Deus) – 15 PÁGINAS – (MÍNIMO) – (PESO 2) – ÚLTIMA DATA PARA
EMTREGA 21-04-2015 -

 A doutrina da Predestinação ( Peso 2) ÚLTIMA DATA PARA ENTREGA 03-06-2015

FIXAÇÃO DE CONTEÚDOS
 08 - Questionários e pesquisas 2,0

PROVAS BIMESTRAIS
o Prova bimestral 7,0 - 29-04
o Prova bimestral 7,0 - 23-06

OBS – UM BOM TEOLÓGO E FUTURO PASTOR SE DEMONSTRA PELA QUALIDADE DE SEU CARÁTER EM
CUMPRIR DATAS – POR ISTO, OBSERVE AS DATAS DE ENTREGA E DEMONSTRE O CARÁTER QUE TENS.NÃO
RECEBO FORA DA DATA NEM ADIANTA APELOS FUTUROS –

FALTA REPROVA – NO QUE DEPENDER DO PROFESSOR ESTARÁ REPROVADO POR FALTA O ALUNO QUE
ULTRAPASSAR 4 AULAS – SALVO COM ATESTADO MÉDICO – COM CARIMBO CID E ASSINATURA DO MÉDICO

BIBLIOGRAFIA BÁSICA –

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BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Ed. Cultura Cristã. SP. 2001.
HODGE, Charles. Teologia sistemática. Ed. HagnosCHAFER, Lewis Sperry, ed. Hagnos.

TEOLOGIA SISTEMÁTICA – I
I – ASPÉCTOS INTRODUTÓRIOS
O termo teologia, segundo seus aspectos etmológicos, é composto de duas palavras gregas: Theos
(Deus) e logos (palavra, fala, expressão). Tanto Cristo, a Palavra Viva, como a Bíblia, a Palavra
Escrita, são o Logos de Deus. Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a
fala é para a razão. A teologia, é portanto uma Theo-logia, isto é, uma palavra, uma fala ou expressão
sobre Deus; uma doutrina sobre Deus. É o estudo sobre a revelação de Deus que é a expressão dos
Seus pensamentos e, logo, é, também, o estudo sobre Sua própria Pessoa. Portanto teologia é o
estudo sobre Deus, sua obra e sua revelação. Embora não encontremos nas Escrituras a palavra
teologia, ela é bíblica em seu caráter. Em Rm.3:2 encontramos ta logia tou Theou (os oráculos de
Deus); em 1ªPe.4:11 encontramos logia Theou (oráculos de Deus), e em Lc.8:21 temos ton Logon
tou Theou (a Palavra de Deus).

TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Nenhuma exposição sobre Deus seria completa se não contemplasse Suas obras e Seus caminhos no
universo que Ele criou, além de Sua Pessoa. Toda ciência provêm e mantêm relação com o Criador de
todas as coisas e com Seu propósito na criação. E toda verdade é verdade de Deus, onde quer que ela
seja encontrada. Deus se revelou na criação e nas Escrituras, e a verdade achada pelas ciências
naturais e sociais, por cristãos ou profanos, não é verdade profana; é verdade sagrada de Deus
(Cl.2:3). Toda verdade, onde quer que seja encontrada, tem peso e valor iguais como verdade, como
qualquer outra verdade. Uma verdade pode ser mais útil em dada circunstância, e uma outra em outra,
mas ambas têm valor como verdade.

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Portanto é perfeitamente lícito utilizar-se de outras fontes, enquanto verdade, para o estudo da teologia.
O estudo teológico que incorpora em seu escôpo o exame das ciências naturais e sociais, é
denominado teologia sistemática.

DIVERSAS DEFINIÇÕES DE TEOLOGIA


A) Chafer: Uma ciência que segue um esquema ou uma ordem humana de desenvolvimento
doutrinário e que tem o propósito de incorporar no seu sistema a verdade a respeito de Deus e o Seu
universo a partir de toda e qualquer fonte (Lewis Sperry Chafer).
B) Chafer: Teologia sistemática pode ser definida como a coleção, cientificamente arrumada,
comparada, exibida e defendida de todos os fatos de toda e qualquer fonte referentes a Deus e às Suas
obras. Ela é temática porque segue uma forma de tese humanamente idealizada, e apresenta e verifica
a verdade como verdade (Lewis Sperry Chafer).
C) Alexander: A ciência de Deus... um resumo da verdade religiosa cientificamente arranjada, ou uma
coleção filosófica de todo o conhecimento religioso (W. Lindsay Alexander).
D) Hodge: A teologia sistemática tem por objetivo sistematizar os fatos da Bíblia, e averiguar os
princípios ou verdades gerais que tais fatos envolvem (Charles Hodge).
E) Strong: A ciência de Deus e dos relacionamentos de Deus com o universo (A. H. Strong).
F) Thomas: A ciência é a expressão técnica das leis da natureza; a teologia é a expressão técnica da
revelação de Deus. Faz parte da teologia examinar todos os fatos espirituais da revelação, calcular o
seu valor e arranjá-los em um corpo de ensinamentos. A doutrina, assim, corresponde às
generalizações da ciência (W. H. Griffith Thomas)
G) Shedd: Uma ciência que se preocupa com o infinito e o finito, com Deus e o universo. O material,
portanto, que abrange é mais vasto do que qualquer outra ciência. Também é a mais necessária de
todas as ciências (W. G. T. Shedd).

OUTRAS TEOLOGIAS

B) Teologia Exegética: Estuda o Texto Sagrado e assuntos relacionados, através do estudo das
línguas originais, da arqueologia bíblica, da hermenêutica bíblica e da teologia bíblica.
C) Teologia Bíblica: Investiga a verdade de Deus e o Seu universo no seu desenvolvimento
divinamente ordenado e no seu ambiente histórico conforme apresentados nos diversos livros da Bíblia.
A teologia bíblica é a exposição do conteúdo doutrinário e ético da Bíblia, conforme originalmente
revelada. A teologia bíblica extrai o seu material exclusivamente da Bíblia.
D) Teologia Histórica: Considera o desenvolvimento histórico da doutrina, mas também investiga as
variações sectárias e heréticas da verdade. Ela abrange história bíblica, história da igreja, história das
missões, história da doutrina e história dos credos e confissões.
E) Teologia Dogmática: É a sistematização e defesa das doutrinas expressas nos símbolos da igreja.
Assim temos "Dogmática Cristã", por H. Martensen, com uma exposição e defesa da doutrina luterana;
"Teologia Dogmática", por Wm. G. T. Shedd, como uma exposição da Confissão de Westminster e de
outros símbolos presbiterianos; e "Teologia Sistemática", por Louis Berkhof, como uma exposição da
teologia reformada.
F) Teologia Prática: Trata da aplicação da verdade aos corações dos homens. Ela busca aplicar à vida
prática os ensinamentos das outras teologias, para edificação, educação, e aprimoramento do serviço
dos homens. Ela abrange os cursos de homilética, administração da igreja, liturgia, educação cristã e
missões.

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II - A EXISTÊNCIA DE DEUS
“Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente.” Rm. 11.6

1 - POSICIONAMENTO DA DOUTRINA DE DEUS NA TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Se partirmos do argumento que teologia é o estudo de Deus, se faz necessário então que comecemos
nosso estudo tratando a Doutrina de Deus.

Duas Pressuposições Essenciais para o estudo sobre Deus:

 Deus existe
 Revelou-se em sua Palavra divina.

Duas correntes de estudo:

 O conhecimento de Deus objetivamente considerado - Revelado por meio de sua Palavra


 O conhecimento de Deus subjetivamente considerado - Descoberto por meio da consciência
religiosa do homem.

Enquanto objetivamente Deus se dá a revelar ao homem, por meio de sua Palavra, subjetivamente, ele
é objeto de pesquisa apreendido emocionalmente ou racionalmente pelo homem, onde uma
consciência religiosa substitui a autoridade da Palavra de Deus. “Deus vinha no final de um silogismo,

6
- Não uma idéia ou poder, nem uma
força cósmica atuante e controladora.
como um o ultimo elo de uma corrente de raciocínio” 1. Quem influenciou ao estudo de Deus pela
consciência emocional, foi Schleiermacher2 desenvolvendo um estudo que tem com ponto de partida
um viés antropológico e não teológico.

2 - PROVA BÍBLICA DA EXISTÊNCIA DE DEUS -

Partimos da grande pressuposição da teologia: DEUS EXISTE

- Outrossim, um ser pessoal e auto-consciente e


auto-existente, que da origem a todas as
coisas.Que transcende a toda criação, mas
- Todavia não podemos demonstrar sua existência imanente e revelador ao mesmo tempoimanente
de uma forma passivamente lógica sem lugar a
dúvidas. Aceita-se argumentações racionais,
mas essencialmente, a existência de Deus é
pela fé.

Fé que não é cega, fé baseada em provas, primariamente na Escrituras, secundariamente na revelação


de Deus na natureza. A Bíblia também não se propõe a provar a existência de Deus, outrossim e
revelá-lo. O que temos mais próximo de uma argumentação seria Heb. 11.6. Pressupõe a sua
existência quando diz: “No principio criou Deus o céu e a terra”. Demonstra um Deus que faz todas as
coisas segundo a sua vontade Ef. 1.11. Um Deus que revela gradativa e progressivamente a sua obra
redentora na historia da humanidade. Somente pela fé podemos aceitar as provas registradas nas
Escrituras. Os. 6.3, torna-se um imperativo necessário ao teólogo cristão.

3 –NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS -

- Mesmo com testemunhos sério de que a idéia da existência de Deus parece ser algo nato
e universal a raça humana, há os que radicalmente negam a existência de Deus. Ateus
práticos [vivem como se Deus não existisse] ateus teóricos [um grupo mais intelectual que
buscam racionalmente provar que Deus não existe].
- “Ninguém nasce ateu” (a semen religionis é implantada em todos seres humanos, pela
criação recebemos esta sêmen) – Ateísmo é resultado da perversão moral humana e
desejo de fugir de Deus. A própria Escritura atesta a presença de ateus práticos no mundo
(Salmo 14.1) um dia vivíamos sem Deus no mundo (Ef.2.12)

Ateus teóricos segundo prof.. Flint, podem se dividir em 3 categorias:


 Ateísmo dogmático – que nega peremptoriamente a existência de um ser divino
 Ateísmo cético – duvida da capacidade da mente humana de determinar se há, ou
não, Deus
 Ateísmo critico – sustenta que não há prova nenhuma válida da existência de Deus.

Falsos conceitos a atuais também envolvem a negação de Deus:

1
BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. P.19
2
SCHLEIERMACHER, Friedrich (1768 - 1834) Comentário: Filósofo e teólogo alemão. Influenciou profundamente o
pensamento protestante do século XIX.
7
 Um Deus imanente e impessoal - Panteísmo – (não faz distinção entre a criação e o criador)
 Um Deus finito e pessoal – O Teísmo sempre considera Deus como um Ser pessoal, absoluto,
de perfeições infinitas. No final do século passado, o termo absoluto caiu em descrédito
inclusive quando alude a Deus.Este pensamento elabora um Deus num tempo, e que age de
acordo como determina nossa mente, tão finito quando nossa existência.
 Uma personificação de uma idéia abstrata – um símbolo de bondade, uma força cósmica, um
ideal elevado.

4 - PROVAS RACIONAIS DA EXISTÊNCIA DE DEUS -

a- ARGUMENTO ONTOLOGICO - grego ontos+logoi = "conhecimento do ser. Apresentado de


varias formas por Anselmo, , Descartes-[René Descartes (1596-1650) fundador da filosofia
moderna e o pai da matemática moderna] SE tenho a idéia de Deus perfeito e auto existente,
tenho portanto a existência e experiência de Deus.Contra argumento – Kant, o fato de termos
uma idéia abstrata de Deus, não prova sua existência lógica e real.

b- ARGUMENTO COSMOLÓGICO - Ao contemplar o universo, a mente humana formula as


perguntas que qualquer outro fenômeno lhe sugere. De onde vem? Cada coisa existente no
mundo tem que ter uma causa adequada, logo, o universo também tem que ter uma causa
adequada, e neste caso, uma causa indefinidamente grande. – Contra argumento – Kant,
assinalou que se tudo tem uma causa adequada, isto se aplicaria também a Deus.-
c- ARGUMENTO TELEOLÓGICO – [grego telos = fim + logos = razão Argumento Teleológico é o
tipo de argumento que se baseia em uma finalidade, uma causa final, um fim. Em toda parte o
mundo revela inteligência, harmonia, ordem e propósito e isto implica na existência de um ser
inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este. Contra
argumento – Kant considera este o melhor argumento dos três mencionados, todavia alega que
ele não prova a existência de um Deus, nem de um criador mas somente de um grande
arquiteto que com inteligência modelou o mundo.

d- ARGUMENTO MORAL – A busca de um ideal moral pelo homem, justifica a existência de um


legislador e Juiz supremo que seria a causa desta moralidade. Kant se baseou o imperativo
categórico [imperativo categórico enuncia-se sob a forma "é preciso porque é preciso": ... O
imperativo categórico assume a forma da lei moral} Contra argumento – Embora este
argumento leva-nos a pensar em um Ser justo e moral, não necessariamente prova a existência
de um Deus, criador , pessoal, auto existente e absoluto.

e- ARGUMENTO HISTÓRIOCO OU ETNOLOGICO - A crença em um ser transcendente é


observada de forma universal – Logo, este ser foi quem inseriu no homem esta disposição
religiosa. Um ser superior constituiu o homem um ser religioso – Contra argumento – Esta
disposição religiosa presente na raça humana, pode ter sido originada, por um erro de
compreensão nos progenitores primeiros da raça humana.

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QUESTIONÁRIO 01 -

1ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO – DATA DE ENTREGA – 18-03


1 – Explique o que você entendeu sobre o termo teologia ____________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

2 - O estudo teológico que incorpora em seu escôpo o exame das ciências naturais e sociais, é
denominado ______________________________________

3 – Cite a definição de teologia de Lewis Sperry Chafer


___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

4 - a sistematização e defesa das doutrinas expressas nos símbolos da igreja é denominada de


___________________________________________________________________________________
________________

5 – Quais as Duas Pressuposições Essenciais para o estudo sobre Deus:


_____________________________________ _________________________________________

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6 – Comente sobre que tipo de fé nos apoiamos para defesa de nossa crença em Deus
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

7 - Ateus práticos são aqueles que______________________________________________________


___________________________Ateus teóricos os que ______________________________________
________________________________________________

8 – Explique a afirmativa: “Ninguém nasce ateu” de Berkhof ______________________________


___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
9 – Correlacione –

1 – Ateísmo cético [ ] duvida da capacidade da mente humana de determinar se há, ou não, Deus
2 – Um deus imanente e impessoal [ ] Teologia
3 – Argumento ontológico – [ ] nega peremptoriamente a existência de um ser divino
4 – Ateísmo dogmático [ ] - Schleiermacher
5 - Sistematização de doutrinas bíblicas – [ ] não faz distinção entre a criação e o criador
6 - Estudo sobre Deus, sua obra e revelação [ ] Se tenho a idéia de Deus perfeito, tenho a existência
7 - influenciou ao estudo de Deus pela consciência emocional. [ ] Teologia sistematica

III – COGNOSCIBILIDADE DE DEUS – RELAÇÃO DO SER O DOS


SEUS ATRIBUTOS

1 - Incompreensível porém Cognoscível - Ao mesmo tempo em que isto é uma realidade confessada
pela igreja cristã, verifica-se também a necessidade de se conhecer a Deus como requisito absoluto á
salvação [ Is. 40.18, Jó 11.7] x [João 17.3, I João 5.20].

 Os pais da Igreja já sustentavam a idéia de um Ser invisível, indenominável, eterno, imutável que
se fez conhecer revelando-se em Jesus Cristo para salvação dos homens.

 Eunômio [ ariano do sec. IV] defendia a idéia de que não havia nada em Deus que não pudesse
ser conhecido pelo intelecto humano [suas idéias foram rejeitadas]

 Os Escolásticos defendiam a idéia de que não podemos saber o que Deus é em seu Ser
essencial [Quid] mas podemos saber algo de sua natureza, por meio de seus atributos [Qualis].

 Reformadores também pensavam que por meio de sua natureza e atributos, podemos conhecê-
lo em parte, mas não aceitavam a idéia de que pela razão humana (revelação natural)
chegaremos ao conhecimento real do Ser divino.

 Lutero que falava sobre “Deus Absconditus = oculto e Deus Revelatus = revelado” postulava da
idéia que mesmo o Revelatus, ainda se fazia Absconditus, pois não podemos conhece-lo
plenamente.

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 Calvino – Deus é insondável nas profundezas do seu Ser, a essência de sua divindade escapa
aos sentidos humanos que são imperfeitos e sabotados pelo pecado.

 Os reformadores de forma geral acreditavam que somente por obra da Revelação Especial de
Deus, e por meio do Espírito Santo a iluminar a mente humana, chega-se ao conhecimento de
Deus, necessário para a Salvação.

 Teologia moderna - Na concepção da teologia da imanência, de tendência panteísta, inspirada


por Hegel e Schleiermacher, a transcendência é enfraquecida e Deus é reduzido ao mundo
perceptível, menos incompreensível, envolto em um mistério apenas. A Revelação especial de
Deus num sentido de comunicação ao homem, cai, e dá lugar a compreensão pelo próprio
homem que passa a descobrir Deus por meio de suas forças.

 Karl Barth - “Não podemos encontrar Deus nem na natureza, nem na historia, nem na
experiência humana de qualquer espécie, mas somente na Revelação especial de Deus, pela
Bíblia” Deus permanece oculto mesmo na revelação redentora no que tange sua essência. O
que conhecemos de Deus é sobre suas operações, e não sobre seu interior divino . Alguns
chegam a pensar que Barth tem viés agnóstico, na verdade não é isto que ocorre e sim uma
denuncia contra o subjetivismo que substitui revelação por religião.

 A Teologia reformada, argumenta que Deus pode ser conhecido, no entanto a mente humana
não tem capacidade para ter este completo e perfeito conhecimento. O Homem não pode nem
dar uma definição lógica de Deus, apenas uma descrição parcial do seu Ser, Deus jamais poderá
ser consubstanciado, por uma mente humana, inferior e afetada pelo pecado. Contudo, Deus
não deixou este ser jogado na escuridão da sua incompreensão, por meio da Revelação
especial, revela-se e o homem tal como uma criança [pela fé] aceita-o como ser Supremo, e
salvador.

2 – NÃO COGNOSCÍVEL - Agnósticos, que não gostam do rotulo de ateus, argumentam a


impossibilidade da mente humana para entender e conhecer fenômenos supersensoriais, apenas está
disposta aos fenômenos naturais.

 Hume – [ David Hume Um dos mais célebres filósofos da Época Moderna, David Hume nasceu
na Escócia em 7 de maio de 1711- Hume tem sido chamado pai do agnosticismo moderno]
Todas percepções do homem são e só podem ser antropomórficas e isto impede-nos de atribuir
atributos a Deus,

 Kant – Filosofo alemão, 22-04-1724 –12-02-1804 – considerado o ultimo pensador do perido


moderno - representante do Iluminismo – [Kant sofreu duas influências contraditórias: a
influência do pietismo, protestantismo luterano de tendência mística e pessimista (que põe em
relevo o poder do pecado e a necessidade de regeneração), que foi a religião da mãe de Kant e
de vários de seus mestres, e a influência do racionalismo: o de Leibnitz, que Wolf ensinara
brilhantemente, e o da Aufklärung (a Universidade de Koenigsberg mantinha relações com a
Academia Real de Berlim, tomada pelas novas idéias). Acrescentemos a literatura de Hume que
"despertou Kant de seu sono dogmático" e a literatura de Russeau, que o sensibilizou em
relação do poder interior da consciência moral.] Kant achava impossível qualquer conhecimento
teórico sobre Deus.

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 Wilham Hamiltom – Afirmava que a mente humana só pode conhecer aquilo em que está
condicionado e existe em varias relações. Como o Absoluto e Divino existe independente de
estar relacionado nem condicionado a nossas experiências de relações, torna-se possível saber
que ele existe, porém impossível ter algum conhecimento sobre o mesmo.

 Comte [Isidore Auguste Marie François Xavier Comte] 19-01-1798 – 05-09-1857 – filosofo
francês e pai da sociologia – Pai do positivismo e defensor que o homem só tem capacidade
para conhecer os fenômenos físicos a sua volta e incapaz de conhecer qualquer coisa que
escape aos seus 5 sentidos que é a fonte de todo conhecimento.

 Herbert Spencer conhecido como o grande expoente do gnosticismo moderno cientifico ,


elaborou a doutrina da incognoscibilidade de Deus – Ele parte da idéia de há um ser além das
realidades dos fenômenos, todavia toda discussão sobre isto, nos larga em meio a contradições,
Deus seria uma realidade ultima e completamente inescrutável

3 – Auto Revelação – [requisito de todo conhecimento de Deus] – Deus transmite o conhecimento


de si próprio ao homem .
 Conforme o pensamento de Kuyper [Abraham Kuyper nasceu na Holanda, em 1837, em
Maassluis, filho de um ministro da Igreja Reformada Holandesa. Fez seu curso superior na
Universidade de Leiden; onde recebeu seu grau de Doutor em Teologia em 1862 . Na Teologia
o homem esta sob o sujeito de estudo –Ser Divino – Nas outras ciências se encontra sobre o
objeto de pesquisa. Na Teologia o homem só pode conhecer aquilo que o Sujeito revela de si
mesmo. Não o homem toma a iniciativa e sim Deus o de se fazer conhecer. Deus é antes de
tudo o sujeito que transmiti conhecimento ao homem. Sem Revelação o homem não teria
nenhum conhecimento de Deus.

 Barth afirma que “não existe nenhum caminho do homem para Deus mas somente de Deus para
o homem.” Deus é sempre o sujeito e não o objeto de conhecimento. Para Barth só há uma
relação vertical, dada por Deus, e jamais um relação de conhecimento horizontal, construída
pelo homem.

 A Teologia Reformada acredita ser Deus o sujeito que revela-se ao homem, todavia, vê também
este principio no próprio homem em buscar este conhecimento, após ser curado da cegueira
espiritual, por meio da redenção em Cristo (revelação especial de Deus)

 Conhecimento de Deus inato e conhecimento adquirido – A teoria do conhecimento inato vem


da filosofia e não da Teologia. Na filosofia moderna, Descartes [René Descartes (1596-1650)
fundador da filosofia moderna e o pai da matemática moderna] foi o primeiro a ensinar que a
idéia de Deus é inata no ser humano. Ele argumentava que ao alcançar a maturidade a mente
conseguia por si mesmo ter a idéia de Deus. A teologia reformada rejeitou está idéia, ainda que
defendia a presença da necessidade religiosa no homem implantada na criação do mesmo que
foi a imagem e semelhança de Deus. Assim, teríamos algo tecido junto na constituição humana,
e não uma idéia de Deus já desenvolvida e acabada. Barth nega qualquer tipo de conhecimento
de Deus, inato no homem.

4. A Revelaçao Geral e a Especial –

A Bíblia atesta uma dupla revelação de Deus –

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 Uma revelação geral vista na natureza que nos cerca, na consciência humana e no governo
providencia do mundo – Salmo 19. 1-2; Atos 14. 17; Rm. 1.19
 Uma outra revelação especial encarnada na Bíblia com a Palavra de Deus. Sl. 103.7; Jo. 1.18;
Heb. 1.1-2

Costuma-se se falar também sobre Revelação Natural e sobrenatural

 Natural – comunicada por meio da natureza; adquirida pela razão


 Sobrenatural – comunicada ao homem de forma mais elevada, Deus fala por meios especiais
[Palavra ]; conhecida por um ato de revelação divina, jamais pela natureza nem pela razão
humana desassistida.
 Geral e especial foram as especificações mais aceitas para revelação divina no decorrer da
história - Ewald em sua obra Revelation – nos da conta de:
o geral - dirigidas a todas criaturas inteligentes – assimilada pela lógica -
o especial – dirigida a uma classe de pessoas a quem Deus quis tornar conhecida a sua
salvação. Assimilada somente pela fé para garantir-lhe salvação

IV - RELAÇÃO DO SER – NOME E ATRIBUTOS –


Ser de Deus – Não admite nenhuma definição cientifica , quem sabe uma pálida e parcial definição
analítico-descritiva a qual nos daria algumas características deste Ser, sem nos dar a explicação da
essência do Ser. A bíblia não o apresenta como um ser abstrato, outrossim um Ser Vivente que entra
em varias relações com as suas criaturas, relações que indicam seus atributos.

Atributos : Qualidades essenciais nas quais o Ser de Deus é revelado e com as quais pode ser
identificado

Essência de Deus – João 4.24 – Pode ser observada no próprio nome que Deus se apresenta a
Moisés – “Eu sou o que sou” – Não podemos saber sobre a essência pois não somos participantes da
essência divina, apenas de uma semelhança mais abstrata que essencial auto -existente, auto-
permanente e dotada de independência absoluta.

A Natureza divina -. Esta natureza espiritual é dada a nós II Pd. 1.4 – Jo. 4.24 – Não trata da
essência e sim de uma característica divina – ser espiritual

O Finito pode compreender o infinito [zofar] ? – Jó 11.7 - - Os escolásticos tinham 3 perguntas para
chegar a compreensão do ser divino:
 An sit Deus ? - A existência de Deus
 Quid sit Deus ? - A essência de Deus
 Quali sit Deus? – Os atributos de Deus

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Somente pelos atributos de Deus, pelos quais Ele se revela, é que podemos conhecer sobre Deus.
Conhecer até onde Ele se revela em seus atributos, isto implica em um conhecimento parcial, sujeito a
limitação humana.

Os atributos de Deus, são o próprio Deus e não partes fragmentadas dEle. – Todavia isto não
pode nos levar a uma idéia panteísta de um Deus sem distinções a sua existência eterna e absoluta.
Aquino preferia dizer que os atributos não revelam a essência do que Deus é e sim o que ele é em
relação as suas criaturas. Sheed : “fala sobre os atributos como uma descrição analítica bem próxima
da essência” Cada atributo revela algum aspecto do Ser divino, sem entrar em discrepância com os
outros atributos, pois ha entre eles, um todo harmonioso, perfeito, absoluto e divino.

 Lutero – Somente conhecendo o Deus revelado conhecemos o Deus oculto. Todavia, mesmo na
sua Revelação, Deus não se manifestou inteiramente como Ele é, apenas o necessário para a
redenção.
 Calvino – Deus na profundeza do seu Ser está fora do alcance humano. No entanto, não
postula da idéia de que não podemos conhecer algo de sua natureza e essência. Mas este
conhecimento não pode ser por métodos humanos, e sim pelo que Deus revela-de si mesmo por
meio de seus atributos em relação a nós.

V - OS NOMES DE DEUS
DEUS – UM SER TRANSCENDENTE, INFINITO,

INCOMPREENSÍVEL E ATEMPORAL

HOMEM – UM SER QUE VIVE UMA REALIDADE TEMPORAL E FINITA COM SUA

FACULDADE COGNITIVA LIMITADA

OS NOMES DE
ANTROPOMÓRFICOS ORIGEM DIVINA

O NOME REFLETE A IMANENCIA

DE UM SER TRANSCENDENTE E REFLETE A


TOMADOS DA LINGUAGEM
MANIFESTAÇÃO
CORROBORA PARA TORNAR
DE DEUS E SUAS
HUMANA PELA RELAÇÃO DE
COMPREENSÍVEL AQUILO QUE É
RELAÇÕES COM
DEUS COM O ANTROPOS
INCOMPREENSÍVEL A PSIQUE SEU POVO
HUMANA, REVELANDO UM SER
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PESSOAL E INDEPENDENTE
DR. BAVINCK DIVIDE OS NOMES EM 3 CATEGORIAS:

 NOMINA PRÓPRIA – [NOMES PRÓPRIOS]


 NOMINA ESSENTIALIA – [ATRIBUTOS]
 NOMINA PERSONALIA – [NOMES PESSOAIS – PAI – FILHO – ESPÍRITO SANTO]

1. NOMINAS PRÓPRIAS - VT –

 EL – SENHOR

 ELOHIM – PLURAL INTENSIVO QUE REVELA PLENITUDE DE PODER

 ELYON – ALTO E EXALTADO SER – [GEN. 14.19,20; NM. 24.16


--- São nomes próprios e também aplicados a ídolos [Sl. 95.3; 96.5 homens Gn. 33.10; governantes Ex.
21.6

 ADONAI – JULGAR – GOVERNAR - REVELANDO DEUS COMO SUPREMO GOVRNADOR


– ESTE NOME NO INÍCIO DA NAÇÃO JUDAICA ERA O MAIS UTILIZADO, COM O TEMPO
DEU LUGAR A YAHWEH
 SHADDAI – EL SHADDAI – SER PODEROSO NO CEU E NA TERRA - – ENQUANTO OS
OUTROS NOMES REFLETEM UM DEUS MAIS TRANSCENDENTE ESTE O REVELA
COMO FONTE DE BEM AVENTURANÇA E NÃO OBJETO DE TREMOR E TERROR

 YAHWEH – gradativamente superou os demais - nome tido por mais sagrado e mais
distintivo nome de Deus – [Lev. 24.16 ]– 3ª pessoa do imperfeito :eu sou o que sou – ou eu
serei o que serei – [ ‘imutabilidade de deus no tocante a sua relação com os homens e não
em essência do seu ser]

2. NOMES DE DEUS NO NT -

 THEOS – [EL, ELOHIM E ELYON – MC 5.7; SHADDAI = PANTOKRATOR – 2 Cor. 6.18

 KURIOS - [YAHWEH] APLICADO EM FORMAS VARIANTES COMO ALFA E OMEGA –


PRINCÍPIO E FIM...- NT SEGUE A SEPTUAGINTA, SUBSTITUI YAHWEH POR ADONAI E
TRADUZ PARA KURIOS = PODEROS, SENHOR POSSUIDOR GOVERNADOR QUE TEM
PODER E AUTORIDADE LEGAL

 PATER – MAIS UDADO PARA DESGNAR A RELAÇÃO DE DEUS COM O SEU POVO, E NÃO
COMO UM NOME NOVO POSTO PELO NT A DEUS -

15
VI – OS ATRIBUTOS DE DEUS EM GERAL
1 - AVALIAÇÃO DOS TERMOS EMPREGADOS –

Ao utilizarmos o termo Atributos, devemos excluir rigidamente a idéia de algo acrescentado ao ser de
Deus, outrossim, ter a noção de perfeições próprias do Ser divino, virtudes exercidas por Ele e
essencialmente Dele, no Seu agir na historia da criação, preservação e redenção.

Definição de Atributos:” Perfeições que constituem os predicados do Ser divino na Escritura ou que são
visivelmente exercidas por ele em suas obras de criação, providencia e redenção.” 3

2 - MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO DOS ATRIBUTOS DE DEUS –

A) - Teologia Natural – [Escolásticos]4

3
BERKHOF, Louis , pg. 51
4
O termo Escolático significa duas coisas métodos ou sistemas. Aplica-se a Filosofia e a Teologia.A teologia Escolástica distingue-se da patrística pelo
seu teor investigativo e especulativo ao passo que a patrística é positiva. A Escolástica marcou o inicio da idade Média (1450). O termo Escolástico para
os gregos servia para designar um filosofo profissional, ao Cristianismo servia para designar o diretor de um colégio ou um professor de Dialética.
Atualmente aplica-se a um sistema ou método.No principio o Escolasticismo teve muita influencia de Platão e Aristóteles. Teologia e Filosofia tinham
uma grande questão a resolver: COMO CONCILIAR RAZÃO COM REVELAÇÃO E CIÊNCIA COM FÉ?. Os Escolásticos achavam que os
conhecimentos de ||Platão e Aristoteles estavam relacionados com as revelações de Deus. Neste contexto é que se levantaram Agostinho, Aquino,
Anselmo, Abelardo na defesa de que a Fé sustenta a razão e que a razão sustenta a fé. Dando ênfase maior na fé como sustentáculo da razão.
16
Na tentativa de elaborar um sistema de teologia natural, firmaram 3 modos pelos quais determinar os
atributos de Deus:

1. causalidade – Parte-se dos efeitos que vemos no mundo, em busca de uma causa primeira. Da
criação observada para um criador da mesma. Da observação do governo moral do mundo, para
a idéia de um Governador absoluto e perfeito.

2. negação - Retira-se de nossa idéia do Ser divino, todas as imperfeições observadas em


nossa natureza humana [nas suas criaturas] como que incoerentes com a idéia de um Ser
Perfeito, e lhe atribuindo então o oposto. Tendo assim a Idéia de um Ser Independente, Perfeito,
Santo, Infinito....

3. eminência – Parte do conhecido para o desconhecido: Observa-se o que relativamente há de


bom no homem, e busca um efeito preexistente, creditando a Deus a perfeição absoluta, vista
em pequenas fagulhas na criatura.

________________________________________________________________________________

B) – Teologia Experimental – Macintosh -

 Nossas Intuições da realidade de Deus – O nosso objeto de adoração é suficiente para


atender todas nossas necessidades
 Podemos partir também não das certezas da criatura, mas das necessidades das mesmas
que as levam a uma consciência de um Ser provedor e suficiente as nossas necessidades
religiosas.

Ritschl propõe que partamos da idéia de Amor que há em nós, logo isto leva-nos a idéia de que
Deus é amor, pois esta é idéia característica de Deus. O amor é pessoal, logo implica na
existência de um ser pessoal e amoroso que executa seu propósito de amor para a
humanidade.

Com base nestas intuições, construir uma doutrina dos atributos divinos – Wilham James alega que por
meio de métodos científicos e raciocino lógico, não é possível entender os atributos divinos, apela para
a relação de um método pragmático onde há um Deus que satisfaça as necessidades práticas do
homem, mesmo que este “ser” seja alguém apenas maior que o homem, um ser acima do humano,
capaz de satisfazer suas necessidades praticas da vida.. Isto levaria ao erro de criarmos um deus finito.

Critica a estes métodos


___________________________________________________________________________________

Todos estes métodos têm sua ênfase na experiência humana e não na Revelação Especial de Deus.
Exaltam mais o descobrimento de Deus por parte do homem [Deus como objeto de estudo] e não a
Revelação de Deus [sujeito revelador de si mesmo]. Por indução, por experiência própria ou mesmo
com fagulhas divinas encontradas no homem, não podemos desenvolver um método de estudo, para os
atributos divinos reveladores do próprio Deus.

A única maneira apropriada pela qual obter conhecimento dos atributos divinos perfeitamente confiável
é o estudo da auto-revelação de Deus na Escritura.

É na Verdade que poderemos conhecer a Verdade.


17
Catec. De Westminster Perg.2. Donde se infere que há um Deus? A própria luz da natureza no
espírito do homem e as obras de Deus claramente manifestam que existe um Deus; porém só a
sua Palavra e o seu Espírito o revelam de um modo suficiente e eficazmente aos homens para a
sua salvação - Rom. 1:19-20; 1 Cor. 2:9-10: II Tim. 3,15-17.

Na Teologia da Revelação procuramos aprender pela Palavra de Deus, quais seus atributos. Enquanto
na Teologia Natural ou Experimental, temos uma tentativa de extrair algum conhecimento dos atributos
Divinos, por meio de intuições, analogias, e silogismos humanos.

3 - DIVISÕES DOS ATRIBUTOS

 Atributos Naturais - Auto-Existencia, Infinidade, Imutabilidade – Pertencem a natureza


constitutiva de Deus
 Atributos Morais - Verdade- Bondade – Justiça , qualificam-no como um Ser moral

 Atributos Absolutos – [auto-existencia – eternidade – imensidade] estes pertencem a


essência de Deus, considerada em si mesmo
 Atributos Relativos –[onisciência – onipresença - estes pertencem a essência divina
comparada nas relações com a criação (Idéia defendida por Strong)

 Atributos imanentes intransitivos – Não operam fora da essência divina


 Atributos emanantes e transitivos – estes se expõem e produzem efeitos externos

 Atributos incomunicáveis – Destes, nada análogo existe na criatura – (imutabilidade,


Imensidade...)
 Atributos comunicáveis – Verifica-se no espírito humano alguma analogia (bondade, amor..)

Está divisão é a mais popular entre os Calvinistas, rejeitada todavia pelos luteranos. Aguns teólogos atuais a defendem
Shedd, Dick, Vos. Já o teólogo Kuyper se manifesta insatisfeito com ela. Hodge, H. B. Smith e Trornwel seguem uma
divisão sugerida pelo catecismo de Wesrminster (presbiteriano) Deus é espírito, em si e por si infinito em seu ser, glória,
bem-aventurança e perfeição; todo - suficiente, eterno, imutável, insondável, onipresente, infinito em poder, sabedoria,
santidade, justiça, misericórdia e clemência, longânimo e cheio de bondade e verdade.Perg. 7 Catecismo de Westminster

18
2ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO
FIXAÇÃO DE CONTEÚDO – TAREFA 01-04
1– COLOQUE V PARA AFIRMATIVA VERDADEIRA E F PARA FALSA

1. [ ] Os pais da Igreja já sustentavam a idéia de um Ser invisível, indenominável, eterno, imutável


que se fez conhecer revelando-se nas experiências humanas para salvação dos homens.

2. [ ] Eunômio [ ariano do sec. IV] defendia a idéia de que não havia nada em Deus que não
pudesse ser conhecido pelo intelecto humano [suas idéias foram bem aceitas por toda igreja de
todas as épocas]

3. [ ] Os Escolásticos defendiam a idéia de que não podemos saber o que Deus é em seu Ser
essencial [Quid] mas podemos saber algo de sua natureza, por meio de seus atributos [Qualis].
4. [ ] Reformadores também pensavam que por meio de sua natureza e atributos, podemos
conhece-lo em parte, mas não aceitavam a idéia de que pela razão humana (revelação natural)
chegaremos ao conhecimento real do Ser divino.
5. [ ] Calvino que falava sobre “Deus Absconditus = oculto e Deus Revelatus = revelado” postulava
da idéia que mesmo o Revelatus, ainda se fazia Absconditus, pois não podemos conhece-lo
plenamente.
6. [ ] Calvino – Deus é insondável nas profundezas do seu Ser, a essência de sua divindade
escapa aos sentidos humanos que são imperfeitos e sabotados pelo pecado.
7. [ ] Os reformadores de forma geral não acreditavam que somente por obra da Revelação
Especial de Deus, e por meio do Espírito Santo a iluminar a mente humana, chega-se ao
conhecimento de Deus, necessário para a Salvação.

19
8. [ ] Teologia moderna - Na concepção da teologia da imanência, de tendência panteísta,
inspirada por Hegel e Schleiermacher, a transcendência é enfraquecida e Deus é reduzido ao
mundo perceptível, menos incompreensível, envolto em um mistério apenas. A Revelação
especial de Deus num sentido de comunicação ao homem, cai, e dá lugar a compreensão pelo
próprio homem que passa a descobrir Deus por meio de suas forças.
9. [ ] “Não podemos encontrar Deus nem na natureza, nem na historia, nem na experiência
humana de qualquer espécie, mas somente na Revelação especial de Deus, pela Bíblia” Frase
de Berkhof
10. [ ] A Teologia reformada, argumenta que Deus pode ser conhecido, no entanto a mente humana
não tem capacidade para ter este completo e perfeito conhecimento.
11. [ ] - Agnósticos, argumentam a impossibilidade da mente humana para entender e conhecer
fenômenos supersensoriais, apenas está disposta aos fenômenos naturais.
12. [ ] David Hume Um dos mais célebres filósofos da Época Moderna, tem sido chamado pai do
agnosticismo moderno]
13. [ ] Kant disse: Todas percepções do homem são e só podem ser antropomórficas e isto
impede-nos de atribuir atributos a Deus,
14. [ ] Kant – Filosofo alemão considerado o ultimo pensador do período moderno - representante
do Iluminismo achava impossível qualquer conhecimento teórico sobre Deus.
15. [ ] Wilham Hamiltom afirmava que torna-se possível saber que Deus existe, porém é impossível
ter algum conhecimento sobre o mesmo.
16. [ ]Comte Pai do positivismo e defensor que o homem só tem capacidade para conhecer os
fenômenos físicos a sua volta e incapaz de conhecer qualquer coisa que escape aos seus 5
sentidos que é a fonte de todo conhecimento.
17. [ ] Herbert Spencer conhecido como o grande expoente do gnosticismo moderno cientifico ,
elaborou a doutrina da incognoscibilidade de Deus –
18. [ ] Segundo kuyper na Teologia o homem está sob o sujeito de estudo –Ser Divino – Nas
outras ciências se encontra sobre o objeto de pesquisa. Na Teologia o homem só pode
conhecer aquilo que o Sujeito revela de si mesmo.
19. [ ] Barth afirma que “não existe nenhum caminho do homem para Deus mas somente de Deus
para o homem.”
20. [ ] A Bíblia atesta uma dupla revelação de Deus

20
3ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO – 08-04
QUESTIONÁRIO – TAREFA 03

1 Explique:
 Revelação geral

 Revelação especial

2– Explique

 Revelação natural

 Revelação sobrenatural

3 Defina Atributos divinos

4Comente sobre os nomes de Deus “EL”


 “ELOHIM
 ADONAI
 SHADDAI OU EL SHADDAI
 YAWE
21
 THEOS
 KURIOS
 PATER

5 Correlacione

1-Teologia Natural [ ] conhecimento dos atributos divinos pelas necessidades praticas do homem
2 –teologia Revelada – [ ] teologia experimental
3 – causalidade, negação e eminência –[ ] teologia que busca pela intuição ou experiência o
conhecimento de Deus
4. Macintosh [ ] divisões sugeridas pela teologia Natural
5 – Ritsch [ ] O amor observado na humanidade demonstra a existência de Deus como Amor
6 – Wilhan James [ ] Busca o conhecimento na auto-revelaçao de Deus, segundo a Escritura

7 – Cite as divisões dos atributos e comente sobre a última apresentada

VII -ATRIBUTOS DE DEUS

Qualidades essenciais nas quais o Ser de Deus é


revelado e com as quais pode ser identificado

I - ESPIRITUALIDADE DE DEUS -

 [Jo. 4.24] – NÃO CONTEM PROPRIEDADES MATERIAS

II – ATRIBUTOS INTELECTUAIS DE DEUS –

1. CONHECIMENTO – ato de se conhecer a si mesmo e a todas coisas possíveis e reais num só


ato eterno e simples
a. A natureza deste conhecimento é de perfeição absoluta, conhecimento somente possível
a Deus.
b. A extensão deste conhecimento é perfeito e sua abrangência [onisciência ]

2. SABEDORIA – Perfeição de Deus pela qual ele aplica o seu conhecimento a consecução dos
seus fins de um modo perfeito que o glorifique o Maximo

3. VERACIDADE DE DEUS - Deus é verdade, tomando a palavra num sentido metafísico, ético e
lógico – Ele é a Verdade, no exercício da Verdade, e, em todo genuíno conhecimento da

22
verdade. – Definida assim: Perfeição de Deus pela qual ele responde plenamente a idéia de
divindade é perfeitamente confiável em sua revelação e vê as coisas como realmente são.

III – ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS –

1. BONDADE – Deus é bom metafisicamente falando [bom em si mesmo]. Bom num sentido
relacional, bom para com sua criação. Uma bondade ética expressa e

 Bondade para com suas criaturas – Perfeição de Deus em tratar benévola e


generosamente todas suas criaturas [Sl. 145.9]

 O Amor de Deus – Perfeição pela Ele é movido em seus atos – Jo. 3.16

 A Graça de Deus – Fonte de todas bênçãos espirituais concedidas aos pecadores –


Imerecida bondade ou amor de Deus aos que perderam o direito a elae que por natureza
estão sob sentença de condenação. [Ef. 1.6,7] – È pela graça que o caminho da
redenção foi aberto Rm. 3.24, 4.16,

 A misericórdia de Deus – Pode ser definida como bondade ou amor de Deus


demonstrado aos que se acham na miséria e na desgraça, independente dos seus
méritos – Sl. 57.10, Lc. 6.35
 Longaminidade de Deus – Virtude da Bondade divina pela qual ele tolera os pecadores a
despeito de sua prolongada desobediência

2. SANTIDADE – Perfeição divina central e suprema [ elemento distinto] Ex. 15.11

 Natureza – Tem teor ético – pureza e majestade de Deus, que exige também pureza
moral de suas criaturas – Revelada na Lei moral e implantada no coração do homem, fala
por meio da consciência , e mais especificamente através da Revelação Especial de
Deus.

3. JUSTIÇA DE DEUS – Santidade transitiva de Deus – Ed. 9.15 –

Santidade absoluta – relacionada a natureza de Deus

Santidade relativa – Relacionada as exigências de Deus para com a santidade de suas criaturas

 Justiça rectorial – retidão em seus atos como governador – Is. 33.11

 Justiça distributiva – Retidão na execução da lei – Is. 3.10, Rm. 2.6

IV - ATRIBUTOS DE SOBERANIA – Ex. 18.11 – Sl. 22.28 – Exercício de Sua onipotência, segundo
sua vontade e seu poder –

1. A VONTADE DE DEUS – “causa final de todas as coisas” – (Mt. 10.29) –


 Vontade decretória – Aquele ato pelo qual tudo ele decreta como deverá acontecer

23
 Vontade perceptiva – Aquilo que Ele firmou como princípios e espera que suas criaturas
racionais o cumpram

 Beneplacitum – Conselho oculto de Deus – Dt. 29.29

 Signum – Vontade revelada de Deus –

A ) - A LIBERDADE DA VONTADE DE DEUS – Deus determina Quem? Como? Quando e onde?

B ) - A VONTADE DE DEUS EM RELAÇÃO AO PECADO – (calvinistas Deus permite e tolera,


todavia não pratica o mal

2 O PODER SOBERANO DE DEUS – Perfeição do seu ser pela qual é a causalidade absoluta e
suprema – Poder ordenado [Deus fará tudo o que decretou que faria] poder absoluto – Deus pode fazer
aquilo que ele não fez mas que tem possibilidade de ser feito –

ATRIBUTOS INCOMUNICÁVEIS ATRIBUTOS COMUNICÁVEIS

ABSOLUTO – SALIENTAM O SER RELACIONAL – ENTRA EM RELAÇÃO COM


I –DE
ABSOLUTO EXISTENCIA
DEUS AUTONOMA DE DEUS SUAS - CRIATURAS – Deus se posiciona como
personalidade moral, consciente,inteligente e livre
 Independência total

II – IMUTABILIDADE DE DEUS –

 Não há nEle mudanças alguma

III – INFINIDADE DE DEUS –

Isenção total de limitação ao seu ser:


24

1. Perfeição absoluta
4ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO
QUESTIONÁRIO – TAREFA 04 – 22-04
1. Explique atributos comunicáveis e não comunicáveis de Deus
2. Cite os atributos intelectuais de Deus
3. Cite os atributos morais de Deus
4. Comente sobre os atributos de soberania
5. Cite os atributos incomunicáveis de Deus
VIII - DOUTRINA CRISTÃ DA TRINDADE
INTRODUÇÃO.

Estudar, especificamente, sobre a DOUTRINA CRISTÃ DA TRINDADE é, nada mais nada


menos do que, estudar sobre o ser criador, sustentador, e dirigente de todas as coisas, qual
seja, DEUS. Porém, o estudo doutrinário da DIVINA TRINDADE, nos mostra a revelação de
DEUS sobre o seu modo trino de existir, manifestar e agir. Estudemos, portanto, um pouco
sobre o que a BÍBLIA SAGRADA nos ensina sobre a TRINDADE para enriquecermos o
nosso conhecimento sobre o causador e criador de todas as coisas, sendo, por isso,
indubitavelmente, o mais importante ser do universo, qual seja, DEUS que se revela e
manifesta ao ser humano através de três pessoas distintas.

1, TRINDADE, O QUE ɨ?

O minidicionário Aurélio define a TRINDADE como: Na doutrina CRISTÃ, dogma da união de


três pessoas distintas (o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO) em um só DEUS: O mistério da
Santíssima Trindade. O conciso dicionário de teologia CRISTÃ nos diz: Referência à
doutrina de que DEUS é um e que existe eternamente em três pessoas. Portanto,
TRINDADE é o termo usado, no cristianismo, para definir a manifestação e ação de DEUS
através de três pessoas distintas. TRINDADE é, por isso, a tríplice maneira de DEUS se
revelar. Por mais que nos esforcemos e procuremos, em toda a BÍBLIA SAGRADA, a
palavra TRINDADE, jamais será encontrada. Porém, tal constatação, não significa que a
TRINDADE não existe, ou que seja invenção de alguma religião, denominação, igreja ou
líder religioso, em particular. Não há necessidade de fazermos muito esforço pessoal, para
descobrirmos na BÍBLIA SAGRADA que DEUS existe, se manifesta e age de modo tríplice.
O modo tríplice de DEUS existir, se manifestar e agir, acontece através das três pessoas da
DIVINA TRINDADE, quais sejam:]

01, A PESSOA DIVINA DO PAI.

02, A PESSOA DIVINA DO FILHO.

03, A PESSOA DIVINA DO ESPÍRITO SANTO.

É necessário estarmos total e, incansavelmente, atentos para jamais confundirmos ou


aceitarmos a mais remota insinuação ou a mínima possibilidade de que:

01, A PESSOA DO PAI SEJA UM DEUS.

02, A PESSOA DO FILHO SEJA UM SEGUNDO DEUS.

03, A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO SEJA UM TERCEIRO DEUS.

Isso porque, dentro do CRISTIANISMO, que está comprometido com a verdade BÍBLICA, só
há lugar para a aceitação da existência de um único DEUS, o qual é estudado na matéria
DOUTRINA CRISTÃ DE DEUS, e ainda que único, existe, se revela, manifesta e age como
e em TRINDADE.

DOUTRINA CRISTÃ DA TRINDADE


O termo TRINDADE é, portanto, sem qualquer sombra de dúvida, o resultado do estudo,
criterioso e sistemático, da BÍBLIA SAGRADA acerca de DEUS, a qual nos revela,
claramente, DIVINDADE das três pessoas.

A primeira referência, clara, e insofismável sobre a TRINDADE, encontrada na BÍBLIA


SAGRADA, está no NOVO TESTAMENTO, mais precisamente, no EVANGELHO segundo
Mateus¨28:19.

Porém, já no ANTIGO TESTAMENTO, em Is¨48:16 a mesma é mencionada. Is¨48:16,


Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que
aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito. É
verdade que na passagem BÍBLICA de Isaías a segunda pessoa da TRINDADE (a pessoa
do FILHO) não está, claramente, explícita, porém, com certeza, não é necessário muito
esforço para verificarmos que o FILHO está implícito.

II, AS TRÊS PESSOAS DA TRINDADE E A COMPROVAÇÃO BÍBLICA DA SUA


DIVINDADE.
É necessária a confirmação da revelação BÍBLICA acerca da realidade das três pessoas da
TRINDADE, assim como a DIVINDADE de cada uma, para nos firmarmos na gloriosa
verdade da existência da TRINDADE.

II, 1, A DIVINDADE DO PAI.


O PAI é DEUS, João¨6:27; Rom¨15:6; 1ªCor¨8:6; 1ªPed¨1:2.

II, 2, A DIVINDADE DO FILHO.


O FILHO é DEUS, João¨1:1-3, 14, 20:28; Rom¨9:5; Col¨2:8-9; Heb¨1:1-12; 2ªPed¨1:1;
1ªJoão¨5:20.

II, 2, A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO.


O ESPÍRITO SANTO é DEUS, At¨5:1-10, 21:11 (onisciente, um dos atributos naturais de
DEUS), At¨28:25-27 (idem); 1ªJoão¨5:7.

III, A DISTINÇÃO ENTRE AS TRÊS PESSOAS DA TRINDADE.


As três pessoas da TRINDADE são distintas entre si,João¨14:16-17, 26, 15:26.

III, 1, A DISTINÇÃO ENTRE O PAI E O FILHO.


O PAI é distinto de JESUS CRISTO (o FILHO) e vice-versa, João¨8:54,
14:10-13, 23-26, 16:16, 17:5,; Col¨1:12-19.

III, 2, A DISTINÇÃO ENTRE O PAI E O ESPÍRITO SANTO.


O PAI é distinto do ESPÍRITO SANTO e vice-versa João¨14:16-17, 26, 15:26.
DOUTRINA CRISTÃ DA TRINDADE

III, 3, A DISTINÇÃO ENTRE O FILHO E O ESPÍRITO SANTO.


JESUS CRISTO (o FILHO) é distinto da pessoa do ESPÍRITO SANTO e
vice-versa, João¨7:37-39, 14:26, 15:26, 16:7-15 (CONSOLADOR, título dado ao ESPÍRITO
SANTO).

IV, A TRIUNIDADE DE DEUS.

TRIUNIDADE é o modo de DEUS existir em três pessoas distintas. Portanto, a TRIUNIDADE


refere-se à existência de DEUS em três pessoas distintas. Ainda que as três pessoas da
TRINDADE sejam distintas entre si, sempre, estão e agem, completamente, de pleno
acordo, João¨14:26, 15:26, 16:12-16; 1ªJoão¨5:1-7 (a PALAVRA é o VERBO de João¨1:1,
14). A este fato se dá o nome de TRIUNIDADE.

V, A TRINDADE NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO.

Como vimos, pelas passagens BÍBLICAS estudadas, a doutrina da TRINDADE é clara no


NOVO TESTAMENTO, porém, no ANTIGO TESTAMENTO não é bem assim. No ANTIGO
TESTAMENTO há algumas sugestões ou indícios sobre a TRINDADE, como podemos
verificar nas próximas passagens BÍBLICAS, Gên¨1:26, 11:7; Is¨6:8. Porém, em Is¨48:16,
como já vimos, a visão da TRINDADE é apresentada de modo muito mais claro. No
Salmo¨110:1, não vemos a idéia da Trindade, porém, vemos o salmista declarar uma
verdade que não poderá, jamais, ser desprezada quando do estudo sobre a TRINDADE,
qual seja: “Disse o SENHOR ao meu SENHOR: Assenta-te à minha mão direita, até que
ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés”.Para nós, o primeiro SENHOR é
sinônimo de DEUS PAI e o segundo SENHOR sinônimo de DEUS FILHO.

VI, PRINCIPAL MINISTÉRIO DE CADA PESSOA DA TRINDADE, RELATIVO À


SALVAÇÃO ETERNA.

O trabalho de cada pessoa da TRINDADE é, na verdade, o trabalho de DEUS, entretanto,


no tocante à SALVAÇÃO ETERNA, cada pessoa tem o seu ministério específico.

VI, 1, O MINISTÉRIO DO PAI (DEUS) RELATIVO À SALVAÇÃO ETERNA.


Como já vimos, a doutrina da TRINDADE não nos é claramente revelada no ANTIGO
TESTAMENTO, entretanto, pelas sugestões à TRINDADE já estudadas.

01, Em Gên¨1:26, DEUS diz: Façamos.

02, Em Gên¨11:7, DEUS diz: Desçamos.

03, Em Is¨6:8, DEUS pergunta: Quem há de ir por nós¨?

Nestas três passagens BÍBLICAS vemos DEUS tomando a iniciativa.

01, Em João¨3:16 DEUS, como PAI, também toma a iniciativa (DEUS DEU SEU FILHO
UNIGÊNITO).

02, Em João¨3:17 DEUS, como PAI, também toma a iniciativa (DEUS ENVIOU SEU FILHO
UNIGÊNITO).

03, Em João¨14:16, JESUS CRISTO diz que o PAI dará outro CONSOLADOR.
DOUTRINA CRISTÃ DA TRINDADE

Em todas estas passagens BÍBLICAS, vemos DEUS e o PAI tomando as iniciativas. Além do
que em João¨3:16-17 o próprio DEUS é PAI de JESUS CRISTO, pois DEUS deu seu filho.
Também em Rom¨15:6; 2ªCor¨1:3, 11:31; Ef¨1:3; 1ªPed¨1:3, DEUS é PAI de JESUS CRISTO.
Portanto, concluímos, a pessoa DIVINA do PAI se sinonimisa com DEUS, nas iniciativas e nas
tomadas de decisões. No que concerne à SALVAÇÃO ETERNA, o ministério da primeira pessoa
da TRINDADE, ou seja, do PAI, é tomar a iniciativa de SALVAR ETERNAMENTE o ser humano,
João¨3:16-18.

VI, 2, O MINISTÉRIO DO FILHO (JESUS CRISTO) RELATIVO À SALVAÇÃO ETERNA.


O principal ministério da segunda pessoa da TRINDADE ou seja, do FILHO, relativo à
SALVAÇÃO ETERNA do ser humano é a REDENÇÃO, ou seja, a própria SALVAÇÃO
ETERNA, João¨3:16-18; Rom¨3:24; 5:8; 1ªCor¨1:30; Ef¨1:7, 14; Col¨1:14; 1ªTim¨2:6;
Heb¨9:11-12.

VI, 3, O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO RELATIVO À SALVAÇÃO ETERNA.


O principal ministério da terceira pessoa da TRINDADE, ou seja, do ESPÍRITO SANTO,
relativo à SALVAÇÃO ETERNA, é a SANTIFICAÇÃO (separação), a qual tem pelo menos
dois aspectos. 01, O homem que, antes da conversão genuína, pertencia ao diabo, após a
conversão a JESUS CRISTO é separado e passa a pertencer a DEUS (ou seja, é salvo
eternamente), João¨16:7-11; 2ªTess¨2:13;1ªPed¨1:2.
02, A separação, do homem já salvo, do pecado, ou seja, a santificação
pessoal, produzida através do correto entendimento PALAVRA DE DEUS,
e da obediência à mesma, João¨14:26, 16:12-15; 1ªCor¨2:9-16.
Para compreender mais clara e profundamente cada uma das três pessoas
da TRINDADE é necessário compreender que:

01, CADA PESSOA DA TRINDADE É DEUS.

02, CADA PESSOA DA TRINDADE É DISTINTA, MAS INTERLIGADA ÀS OUTRAS


DUAS.]

03, A AÇÃO DE CADA PESSOA DA TRINDADE É A AÇÃO DE DEUS.

VII, A TRINDADE COMPARADA À ÁGUA EM SEUS TRÊS ESTADOS.


Outra forma ilustrativa que nos pode ajudar a compreender a TRINDADE é a água em seus três estados,
quais sejam:
1, ÁGUA EM ESTADO SÓLIDO.
2, ÁGUA EM ESTADO LÍQUIDO.
3, ÁGUA EM ESTADO GASOSO.
Cada estado da água tem sua finalidade específica.
VII, 1, A ÁGUA EM ESTADO SÓLIDO.
A água no estado sólido, aparece na natureza como gelo e como neve. A água em estado sólido, sempre está
com sua temperatura a zero graus centígrados ou abaixo de zero graus centígrados. Em virtude disso, a água
em estado sólido é muito usada para resfriar e ou preservar vários produtos, tais como peixe, carne, legumes,
frutos, líquidos, tais como, refrigerantes, etc, etc, etc.
VII, 2, A ÁGUA EM ESTADO LÍQUIDO.
A água em estado líquido é muito vista na natureza. A água em estado líquido é usada para beber, quando
potável, para lavar, para irrigar, etc, etc, etc.
VII, 3, A ÁGUA EM ESTADO GASOSO.
A água em estado gazoso é vista principalmente nas nuvens, das quais procedem as chuvas.
Assim é DEUS, é um só, mas, age através de três pessoas DIVINAS distintas, quais sejam, a pessoa Divina
do PAI, a pessoa Divina do FILHO e a pessoa Divina do ESPÍRITO SANTO. Porém, muito cuidado, porque
esta comparação não é referente ao aspecto físico de DEUS. É, apenas, uma comparação referente ao
ministério de cada pessoa da TRINDADE.Outro cuidado importante. A água pode mudar de estado,
artificialmente.
Porém, quanto à TRINDADE, DEUS é imutável. Por ser soberano, onipotente e imutável não há força humana,
ou qualquer engenho, criado pelo homem, que tenha poder para mudar artificialmente a essência da Trindade.
.
5ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO – 06-05

Questionário – tarefa 05
1. Queimplica estudar sobre a D. da Trindade?
2. Defina Trindade – apresente pelo menos 5 definições
3. Aprsente base biblica para a D. da Trindade no VT e NT – comente
4. Aprsente a comprovação biblica da divindade das tres pessoas da Trindade
5. Explique o principal ministério da terceira pessoa da TRINDADE,
IX - A GERAÇÃO ETERNA DO FILHO -
Ele é eternamente gerado pelo Pai, e toma parte com o Pai na espiração do Espírito –
Naturalmente sugere a filiação da segunda pessoa pela primeira, quando utiliza-as a
palavra filho unigênito – Jô. 1.14
Conexões necessárias:

 A geração do filho é um ato necessário de Deus – Um ato necessário e


perfeitamente natural do Pai.
 A geração do filho é um ato eterno do Pai – Um ato atemporal – participando na
eternidade com o Pai – um eterno presente que se realiza continuamente de forma
completa e perfeita. Miq. 5.2; Jô. 1.14; Sl.2.7
 Geração da subsistência pessoal do filho e não da essência – Se a essência é
igual a do Pai, gerou-se então a subsistência pessoal do filho e não sua essência.
 Geração que deve ser entendida como espiritual e divina – Os pais da
igreja,defendiam esta posição em detrimento aos arianos que alegavam uma geração
física o que gerava uma divisão ou mudança

Definição de geração do filho –

 É o ato eterno e necessário da primeira pessoa da Trindade, pelo qual Ele, dentro do
seu ser Divino é a base de uma segunda subsistência pessoal, semelhante a Sua
própria, e dá a esta segunda pessoa posse da essência divina completa, sem
nenhuma divisão, alienação ou mudança.
 Heb. 1.6,Col. 1.15 – primogênito acentua a geração eterna - Ele já existia desde a
fundação do mundo
 Sua ralação com o Pai está para a relação da palavra e do orador que lhe profere –
 Expressa imagem do Pai – 2 co. 4.4; Col. 1.15; Heb. 1.3
 Pré encarnação – Jô. 1.14; Gala. 4.4
 Não é uma expressão apenas moral ou ética – feito filho por ter sido obediente – Sua
dividndade é reclamada por ele mesmo Mt. 11.27 – Os judeus entendiam suas
palavras quando afirmava ser o filho de Deus num sentido metafísico apenas.

 A ordem das pessoas na Trindade não implica numa ordem de tempo ou de


dignidade, outrossim, numa ordem lógica onde o Pai ocupa a primeira ordem, [todas
as coisas provem do Pai, mediante o Filho. I Co. 8.6 Jo. 1.3,10.

 A certos atributos pessoais pelos quais se destingem as 3 pessoas “opera ad intra”


obras realizadas no interior do ser divino e não se finalizam nas criaturas –
Operações pessoais não realizadas pelas três pessoas juntas e são incomunicáveis:

 A geração é um ato exclusivo do PAI


 A filiação é um ato exclusivo do Filho
 A processão só pode ser atribuído ao Espírito Santo

As opera ad intra se distinguem das operas ad extra que são as atividades e efeitos
pelas quais a Trindade se manifesta exteriormente. Obras do ser divino completo.
[Redenção} Ainda que na ordem econômica credita-se ao Pai a Criação, ao Filho a
Redenção e ao Espírito Santo a Santificação
X - OS DECRETOS DIVINOS –
EF. 1.11

“DEUS FAZ TODAS AS COISAS CONFORME O CONSELHO DA SUA VONTADE”

TEOLOGIA REFORMADA CALVINISTA –

 Ênfase a Soberania de Deus


 Predeterminação dos decretos divinos

TEOLOGIA LUTERANA –

 Menos Teológica e mais antropológica


 Quanto aos decretos impera quase que um silencio por parte dos teólogos luteranos
 Quanto a predestinação é condicional e não absoluta [intimidade como
arminianismo] Krauth, líder luterano de grande influencia afirma que “As opiniões
pessoais de Arminio quanto aos 5 pontos formaram-se sobre influencias luteranas,e
não diferem essencialmente das da Igreja Luterana. Todavia, em muitos pontos do
arminianismo atual luterano, a mais de Calvinismo deque de arminiansmo – Para fugir
do Pelaginismo, faz necessário abraçar o Calvinismo quanto a predestinação
absoluta.

TEOLOGIA ARMINIANA –

 Não coloca os decretos divinos em primeiro plano


o Pope – apresenta só de passagem a doutrina da predestinação
o Miley – apenas a introduz como um ponto de debate
o Watson – trata –a dentro da expiação
o Raymond a discute somente na doutrina da eleição .
Todos eles rejeitam a doutrina da predestinação absoluta e a substituem por uma forma
mais condicional

TEOLOGIA DO LIBERALISMO MODERNO –


 Não se interessa pela predestinação

NOMES BÍBLICOS PARA OS DECRETOS DIVINOS – NO VT

 ETSAH – ACONSELHAR DAR AVISO JÓ 38.2; Is.14.26


 SOD – de yasad – SENTAR=SE JUNTO PARA DELIBERAR – Jer. 23.28,22
 MEZIMMAH – propor – ter em mente – Jer. 4.28 – Pv. 30.32
 CHAPHETS – VONTADE BENEPLÁCITO IS. 53.10
 RTSON – VONTADE SOBERANA – SL 51.19

NOMES BÍBLICOS PARA OS DECRETOS DIVINOS – NO NT

 BOULE – Decreto em Geral – At. 2.23, Heb. 6.17


 THELEMA – Conselho de Deus Ef. 1.11
 Euokia – propósito de Deus – Luc. 2.14 Ef. 1.5

NATUREZA DOS DECRETOS DIVINOS


Definição de decreto de Deus – Breve Catecismo de Westminster – O seu eterno
propósito , segundo conselho da sua vontade, pelo qual, para sua própria glória, lê
predestinou tudo que acontece.

 È um ato único de Deus –


o Com base em seu conhecimento, perfeito, imediato e simultâneo [ e não
sucessivo como o nosso] – Pv. 3.19
o Imutável
o Unidade Um ato só, que em nossa mente, somos levados a dividi-lo para
compreendê-lo dada a nossa limitação
o Eterno – Ef. .4
o Eficaz – Pv. 19.21
o Incondicional ou absoluto Ef. 2.8
o Universal ou totalmente abrangente Ef. 1.11; Pv. 16.4; At. 2.23, Jô 14.5; Sl.
119.89-91
o Com relação ao pecado, o decreto é permissivo Sl. 78.29
XI - PREDESTINAÇÃO -
Passamos do geral para o especifico, quando passamos do Decreto de Deus para a
Doutrina da Predestinação. Esta para referir-se ao decreto de Deus quanto as suas
criaturas morais . O conselho de Deus concernente aos homens decaídos, incluindo a
soberana eleição de uns e a justa reprovação dos restantes.

I - A DOUTRINA DA PREDESTINAÇÃO NA HISTÓRIA –

1. ATÉ O FINAL DA IDADE MÉDIA


Até Agostinho, não ocupou muito espaço nas discussões teológicas. Baseavam mais na
presciência de Deus pela qual ele julgava os atos humanos determinando seu destino.[idéia
pelagiana – Pelagio acreditava que a predeterminação da salvação ou condenação
dependia da presciência divina].

Mesmo Agostinho, a principio foi tentado a pensar assim, depois de uma reflexão mais
profunda sobre o caráter soberano de Deus, percebeu que tudo dependia da soberana
vontade de Deus. Para ele, a predestinação para salvação tratava-se de um ato soberano da
vontade divina Já a predestinação para condenação, tratava-se de um ato judicial que
levava em conta o pecado A teologia agostiniana afirma que depois que Deus muda a
disposição da vontade pela sua graça, o pecador coopera e concorda com a vontade de
Deus.. O pelagianismo dominou até o final da idade media, Thomaz de Aquino defendia a
dupla predestinação, Molina um semipelagianismo. Com relação à predestinação e eleição,
Luis de Molina adotou uma visão presciente (baseada na sua teoria do “conhecimento
mediano”), de acordo com a qual a eleição de Deus baseia-se no seu conhecimento prévio
das livres escolhas humanas. “.Veja o que defendia a igreja romana no Concilio de Trento,
p . “Se alguém disser que o livre-arbítrio do homem [quando] movido e despertado por Deus,
por consentimento ao chamado e ação de Deus, não coopera de forma alguma com respeito
ao inclinar-se e preparar-se para obter a graça da justificação, [e] que ele não pode recusar
seu consentimento se o desejar, mas que, como algo inanimado, nada faz e é meramente
passivo, que seja anátema”.

Agostinho e os reformadores pensavam que o livre-arbítrio do homem não havia sido extinto
pela queda. O que foi extinto, de acordo com Agostinho, foi a liberdade, a capacidade moral
para o bem.

2 – NA REFORMA –
Todos reformadores do século XVI defendiam a mais estrita doutrina da predestinação.
Mesmo Melanchton em período inicial a defendia, Lutero aceitou-a anda que depois
enfraqueceu um pouco ao afirmar que Deus queria que todos os homens fossem salvos. Ela
foi desaparecendo aos poucos da Teologia luterana, agora é tida como parcial ou
condicional. Calvino, sempre a defendeu dupla e absoluta. As investidas arminianas contra a
predestinação levou a uma formulação minuciosa no Cânone de Dort . Outras igrejas do
tipo arminiano preferiu ficar com a predestinação condicional.

2.1 Posição de Calvino: “Certamente obedecemos a Deus com a nossa vontade, mas é
com uma vontade que ele formou em nós. Assim, aqueles que atribuem qualquer movimento
apropriado ao livre-arbítrio, à parte da graça de Deus, não mais fazem do que arrancar o
Espírito Santo. Paulo declara, não que uma faculdade de vontade foi dada a nós, mas que a
própria vontade foi formada em nós (Fp 2.13) e, assim, o consentimento ou obediência à
uma vontade justa não vem de ninguém além de Deus. Ele age dentro de nós, sustentando
e movendo o nosso coração e nos atraindo pelas inclinações que ele mesmo produziu em
nós. Assim diz Agostinho. Que preparo pode haver no coração de ferro até que, por uma
mudança maravilhosa, comece a ser um coração de carne?” Quanto ao próprio termo, que
Agostinho seja ouvido quando afirma que a vontade humana não será livre enquanto estiver
sujeita às paixões que a dominam e escravizam. Em outro lugar, ele diz, “Sendo a vontade
dominada pela depravação na qual tem caído, a natureza se encontra sem a liberdade”.
Novamente, “O homem, ao fazer um mau uso do livre-arbítrio, o perdeu e perdeu a si
mesmo”. Resumindo, Roma claramente continua a repudiar o pelagianismo puro e a ensinar
que o homem precisa da assistência da graça divina para a salvação. Contudo, Roma
também ensina que o homem caído retém a capacidade (embora sua vontade tenha sido
enfraquecida) para cooperar com essa graça assistente, exercendo a vontade no seu poder
natural. Isso representa o triunfo do semipelagianismo sobre o agostinianismo.

3 - ÉPOCA DO LIBERALISMO RELIGIOSO

Schleiermacher – A Doutrina da Predestinação recebeu formação inteiramente diversa,


racionalizada como causa e efeito. A religião não passa de um sentimento de total
dependência da causalidade natural. Predestinação é tida como uma predeterminação das
leis naturais que regem o universo, das quais o homem depende.]

4 - MODERNISMO RELIGIOSO - A Predestinação não encontrou apoio real, ou é rejeitada


ou é modificada, tornando-se irreconhecível. G. B. Foster á rotula de Determinismo.
Macintosh a apresenta como uma predestinação de todos os homens que se conformarem
a imagem de Jesus Cristo, e os outros teólogos deste período a colocam como um
predestinação reduzida a certos ofícios ou privilégios .

Atualmente Barth voltou a trabalhá-la, longe porém da Agostiniana e Calvinista. Em suma


Esaú pode tornar-se Jacó, mais Jacó jamais poderá tornar-se Esaú. Estamos a porta de um
mistério quando falamos em predestinação.

II - TERMOS BÍBLICOS PARA PREDESTINAÇÃO -

Predestinação envolve duas partes: Eleição e reprovação –


1. Eleição – características

a. Uma expressão da vontade soberana de Deus – Cristo não é a causa motriz


da eleição como asseveram alguns, outrossim a causa mediatória para
alcançar o numero já definido dos que seriam salvos por meio de sua obra
redentora já determinada na eternidade pela vontade soberana da Trindade
Santa. O amor eletivo de Deus precede o amor o seu amor redentivo por meio
de Jesus Cristo. Ef. 1. 5 e nos [predestinou] para sermos filhos de adoção por
Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Rm. 8.
29-30 Porque os que dantes conheceu, também os [predestinou] para serem
conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre
muitos irmãos; e aos que [predestinou], a estes também chamou; e aos que
chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também
glorificou.

b. È imutável – Por isto torna-se garantida a salvação e a preservação dos


eleitos.João. 1028 eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as
[arrebatará] da minha mão. João . 1026 Mas vós não credes, porque não sois
das minhas [ovelhas].
c. `E Eterna – Não é uma seleção temporal, como pensa alguns um plano b de
Deus na história ao ser surpreendido pelo exercício falho do livro arbítrio da
criação ao escolherem pecar ao invés de serem santos. Rom. 8.29 ; Ef. 1.4-5
como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos
santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos
filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de
sua vontade,

d. É Incondicional – Não depende da fé ou de obras boas – Não depende da


vontade do ser humano – Agostinho já afirmava: “a vontade sem a graça só
pode pecar;” Exclusivamente de Deus: Rm. 9.13 Como está escrito: Amei a
Jacó, e aborreci a Esaú. Atos 13.48 Os gentios, ouvindo isto, alegravam-se e
glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos haviam sido
destinados para a vida eterna. II Tm. 1. 9 que nos salvou, e chamou com uma
santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio
propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos
eternos,

e. É Irresistível – O Homem pode se opor a ela, mas sua posição não


prevalecerá por muito tempo, pois a presença confortadora da eleição destrói
quaisquer argumentos contrários que tentam desmerecê-la. Ef. 2. 3 porque
Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa
vontade. Sl. 110.3

1.1 – Propósitos da Eleição – A Eleição tem como propósito a salvação do


homem ]Rm. 11.7-11 e a glória de Deus [Ef. 1.6,12,14

2 REPROVAÇÃO – Agostinho ensinou a doutrina da reprovação, enfrentou e enfrentam


oposições todos que quiseram e querem fazer o mesmo, há de se ter muita convicção de
soberania de Deus para que seja feita esta defesa. Católicos romanos, luteranos,
arminianos, metodistas e pentecostais de forma geral a tem por anti bíblica, até porque
toda a doutrina destas denominações são firmadas com base na liberdade de escolha do
homem. Calvino já nos alertara - .“Na verdade, muitos, como se quisessem evitar o
opróbrio de Deus, aceitavam a eleição em tais termos, que acabavam negando a
condenação de qualquer um,” observou; “na verdade, não existiria eleição se não
houvesse reprovação”. “Se não nos envergonhamos do Evangelho, devemos confessar
que a eleição está aí plenamente declarada. Deus, por sua eterna boa vontade, que não
tem causa fora de si mesma, destinou à salvação àqueles de quem se agrada, rejeitando
o resto. Aqueles a quem achou dignos da eleição gratuita. Ele iluminou por Seu Espírito,
de modo que recebessem a vida oferecida por Cristo, ao passo que os outros descrêem
voluntariamente, de modo que permanecem nas trevas, destituídos da luz da Fé”.
Vejamos dois elementos da doutrina da reprovação:

2.1 Predestinação – deixar de fora – Rom. 9.21,22 – Judas 4 Porque se


introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam
destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a
graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus
Cristo.

2.2 Condenação – expô-los a desonra e vergonha punindo-os pelos seus pecados


a) – A reprovação é um ato da soberana vontade de Deus, onde por seu


benaplacito alguns homens não entram em consideração para com a eleição e por
justiça são castigados pelos seus atos pecaminosos.

b) – O motivo d predestinação é desconhecido pelo homem – O pecado ou o livre


poder de escolher mal não é o motivo pois todos pecaram – Deus tem suas
sabias razoes as quais não podemos perceber.

c) a Preterição {ato de deixar de fora] é totalmente passiva – sem nenhuma


influencia por parte dos reprovados – O castigo é conseqüência dos atos
pecaminosos – Assim como Deus elege, justifica, santifica e glorifica os eleitos,
ato completo, ele também por outro lado leva a cabo plano total da reprovação,
mesmo não sendo eleitos, devem pagar por seus erros.

SOBERANIA DE DEUS NOS DÁ CONTA QUE MESMO O DIABO, SEUS ANJOS


E NÃO ELEITOS ESTÃO DEBAIXO DE SEU PODER – AINDA QUE ISTO NAO
IMPLICA EM SER DEUS O AUTOR DESTE MODO DE PROCEDER, AINDA
QUE SOBERANO SOBRE TUDO, SANTO EM SEUS MISTERIOSOS DESIGNIOS
OCULTOS AOS NOSSOS OLHOS

Graça comum atinge a todos, a eleição não limita as bênçãos naturais aos eleitos,
pelo contrario, podem estes até usufruírem bem mais de que os eleitos das
bênçãos naturais. A graça especial e regeneradora é que exclui os reprovados.

Decreto da eleição implica naturalmente na idéia da reprovação. A mensagem


central da Bíblia é a Redenção e não a Reprovação, pois ela interessa mesmo aos
eleitos como regara de fé e pratica. Mas o que a Bíblia nos informa é suficiente:Pv.
16. 4 O Senhor fez tudo para um fim; sim, até o ímpio para o dia do mal. Mt.
11.25 ; Rm. 9.13; 17,18,21,22: 11.7; Judas 4; I Pd. 2.8

3 - SUPRA OU INFRALAPSARIANISMO –

3.1 Supralapsiarianismo – O Pecado que levou Adão a queda foi predestinado


[Calvino]

3.2 Infralapsiarianismo – O pecado foi objeto da presciência de Deus [Kendall,


Teodoro Besa – sucessor de Calvino em Genebra]
3.2.1 O decreto divino é um só, e não sucessivo –

3.2.2 Se pensarmos na presciência para a queda, somos mais


arminianos na doutrina da eleição de que calvinistas

3.2.3 Os supralapsarios admitem que o pecado é permissivo, mas que


Deus já havia determinado positivamente sua entrada no mundo.
Os infralapsários admitem que o pecado estava incluído no
decreto divino, todavia mais permissivo que positivo. Os
supralapsarios são assim acusados de por Deu como autor do
pecado, e os infralapsarios acusados de um armianismo
disfarçado.

3.2.4 Quanto a predestinação os supralapsarios incluem o decreto


para criar e permitir a Queda no decreto da predestinação, os
infralapsarios incluem o decreto da queda nos decretos gerais de
Deus mas excluem do decreto específico da predestinação.

3.2.5 Veja o movimento retroativo nos decretos – Supralapsario

3.2.5.1 Decreto de Deus de glorificar-se e engrandecer sua


Graça no ato de eleger uns e reprovar outros
[existindo ainda como possibilidade na mente
divina]

3.2.5.2 Decreto assim para criar eleitos e reprovados

3.2.5.3 Decreto para permiti-lhes cair

3.2.5.4 Decreto para justificar os eleitos e punir os


reprovados
3.2.6 Ordem mais histórica dos Infralapsarios

3.2.6.1 Decreto para criar o homem em santidade e bem –


aventurança

3.2.6.2 Decreto para permitir ao homem cair pela sua


própria determinação de sua vontade

3.2.6.3 Decreto para salvar certo número destes

3.2.6.4 Decreto para deixar os restantes em sua


autodeterminação no pecado e submetê-los a
punição justa.
6ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO DATA 20-06
Tarefa – 06 -

1 – Correlacione

1- Decreto de Deus quanto as suas criaturas morais


2- Acreditava que a predeterminação da salvação ou condenação dependia da
presciência divina.
3- Para ele, a predestinação para salvação tratava-se de um ato soberano da vontade
divina.
4- Dominou até o final da idade media
5- Visão presciente baseada na sua teoria do “conhecimento mediano”
6- Certamente obedecemos a Deus com a nossa vontade, mas é com uma vontade que
ele formou em nós.
7- Predestinação é tida como uma predeterminação das leis naturais que regem o
universo
8- Predestinação rotulada de determinismo
9- Apresenta a Predestinação como uma predestinação de todos os homens que se
conformarem a imagem de Jesus Cristo
[ ] - Calvino
[ ] - Agostinho
[ ] - Pelagio
[ ] - Predestinação
[ ] - Schleiermacher
[ ] - Pelagianismo
[ ] - Macintosh
[ ] - Foster
[ ] - Luis de Molina
7ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO DATA 10-06

Questionário – tarefa 07

1 -- Comente sobre as características da Eleição


 vontade soberana de Deus

 imutável

 Irresistível

 Eterna

3 - Comente sobre:

 Supralapsiarianismo
 Infralapsiarianismo

4 - Comente sobre - Eleição e Reprovação


XII - A DOUTRINA DA CRIAÇÃO

Tu, só tu, és Senhor; tu fizeste o céu e o céu dos céus, juntamente com todo o seu exército,
a terra e tudo quanto nela existe, os mares e tudo quanto neles já, e tu os conservas a
todos, e o exército do céu te adora.

I - ASPECTOS INTRODUTÓRIOS – Quando falamos em doutrina da Criação falamos no


fundamento de toda vida ética e religiosa, SALIENTA QUE Deus é a origem de todas as
coisas e de que todas as coisas lhe pertencem e a Ele estão sujeitas.

1.1 – Definição de Criação divina – Livre ato de Deus pelo qual Ele,segundo a sua
vontade soberana e para sua própria glória, produziu no principio todo o universo, visível e
invisível, sem uso de matéria preexistente assim lhe deu uma existência distinta da Sua
própria e, ainda assim, dele dependente.

1.2 – História – Já alguns Pais da Igreja [Tertuliano, Justino Mártir, Clemente de


Alexandria, Orígenes e outros] Teófilo foi o primeiro Pai da Igreja a salientar a Idéia
de que a criação em seis dias foram realmente dias literais. Orígenes e Clemente
argumentava ser um ato de Deus num momento único e indivisível, registrado como
foi apenas para tornar-se didático e lógico, idéia normalmente que era
rejeitada.Agostinho argumentava que a criação esteve eternamente na vontade do
Pai, e por isto, não causou nenhuma mudança Nele, Antes da criação tempo não
existia. O Mundo e o tempo foram trazidos a existência em conjunto. Tudo criado
num momento único e apresentado nos escritos veterotestamentarios em 6 dias
apenas para facilitar sua compreensão a inteligência humana. Os reformadores
defendiam a Criação como um ato livre de Deus, onde tudo foi criado do nada, no
tempo ou com ele, e que os 6 dias forma literais. A pos Reforma também defendeu
esta tese com raras exceções. Nos séculos XVII E XVIII a influencia Panteísta e
materialista infiltrou uma idéia mais evolucionista ou de desenvolvimento. Jogada a
obra da criação para milhões de anos atrás. Neste período ao tentar uma junção
entre Ciência e Teologia, alguns colocam uma distancia entre Gênesis 1.1,2 [criação
primaria] e criação secundaria nos versículos subseqüentes.

II – PROVA BÍBLICA – Em toda a Bíblia podemos constatar registros da criação:


 Onipotência divina na obra da riação – Isaias 40, 26,28
 Exaltação divina acima da criação – Salmo 90.2; 102.26
 Propósito divino e soberania na criação Is. 43. 7. Rm. 1.25
 Perfeição divina na criação – Is. 40.12-14 Jer. 10.12-16
 Obra fundamental de Deus – I Cor.11.19; Col. 1.16

2.1 Ato do Trino Deus - A Escritura nos ensina que a Criação é um ato do Trino Deus –
Deus é o autor da criação. “No principio criou Deus todas as coisas” – Isto o distingue de
todos supostos deuses e ídolos – Sl. 96.5.
Embora o Pai esteja em primeiro plano na obra da criação {Economia}.o Filho particpa [I
Cor. 8.6; João 1.3I Cor. 8.6] o Espírito Santo participa – Is. 40. 12-13 – Jô 33.4 - > Berkhof “
O ser provem do Pai, a idéia ou pensamento do Filho, e a vida do Espírito.”
2.2 Um Ato livre e temporal de Deus – A Bíblia nos ensina criação como um ato livre e
não necessário de Deus conforme pensavam os teólogos liberais “Um momento da evolução
do processo divino[Spnoza e Hegel]
Ef. 1.1 nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados
conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade,
Temporal pelo fato de que Deus precede ao tempo pois é criador do mesmo e logicamente a
toda a sua criação – Sl 90.2 Antes que nascessem os montes, ou que tivesses formado a
terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade tu és Deus.

2.3 – Criação do nada - Enquanto uns declaram que o mundo é terno [ gnósticos] ou
Platão que dizia que Deus o fez de material preexistente ou por emanação da substancia
divina [gnósticos sírios e Swedenborg] ou como uma aparência fenomênica do absoluto
[panteísmo] A doutrina bíblica sobressai e afirma Deus criou todas as coisas – Bara – Criar
sem necessidade de matéria preexistente – verbo que só aceita como sujeito Deus. Sempre
aplicado a produção divina e nunca a produção humana. Não o designativo “criar do nada”
nas Escrituras. Sua idéia procede do apócrifo 2 Macabeus 7.28. “ex nihilo” Esta idéia não é
como pensam alguns que foi criado por si mesmo, excluindo Deus como criador; nem
tampouco como um tipo de matéria distinta da qual foi criado o mundo. O designativo “criar
do nada” quer dizer que a vontade de Deus, expressa pela Sua Palavra e Ação foi a causa e
matéria para que o mundo viesse a existir.

III – TEORIAS DIVERGENTES SOBRE A CRIAÇÃO –

 TEORIA DUALISTA [ Deus e a matéria elementos distintos e co-existentes – Platão


– Aristóteles]

 TEORIA DA EMANAÇÃO –[Deus e o mundo são essencialmente um –


manifestação fenômica de Deus

 TEORIA EVOLUÇÃO – Geração espontânea – matéria pré existente com energia


criativa
XIII CRIAÇÃO DO MUNDO ESPIRITUAL E DO MUNDO MATERIAL

Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas hostes! Louvai-o, sol e lua; louvai-o,
todas as estrelas luzentes! Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus!
Louvem eles o nome do Senhor; pois ele deu ordem, e logo foram criados. – Salmo 148-2-5

I - HISTÓRIA

Na historia da igreja observa-se a crença na existência dos anjos, bons e maus. Pais da
Igreja afirmavam que os anjos tinham corpos perfeitos e etéreos. Todos criados bons mas
alguns se tornaram maus ao se desviarem da luz.O Orgulho foi a causa da queda do seu
chefe e seus seguidores que também por sua cobiça a filhas dos homens, segundo uma
suposta interpretação de {Gen. 6.2] – Com o tempo a idéia sobre os anjos forma mudando e
perguntava-se se eles tem corpos realmente e se são limitados espacialmente
falando.Dionisio dividiu os anjos em 3 categorias: a primeira constituída de tronos serafins e
querubins; a segunda de domínios e poderes e a terceira de principados arcanjos e anjos.
Os primeiros mais próximos de Deus, os segundos iluminados pelos primeiros e os terceiros
pelos segundos. Agostinho acreditava que os bons anjos foram recompensados com a
perseverança de jamais cairiam e os maus seriam os causadores de heresias, tumultos
cobiças e toda sorte de maldades.Mas evitando que criassem o culto aos anjos, o Concilio
de Laodiceia condenou veementemente esta pratica e crença. Na idade media ainda alguns
defendiam que os anjos tinham corpos etéreos mas a idéia predominante é que eram
incorpóreos e aparição dos mesmos se explicava como uma adoção de apenas formas
corporais temporárias para fins de revelação. O tempo em que forma criados, foi
considerado pelos escolásticos com o mesmo tempo da criação material. Dotados de
conhecimento intuitivo, outros limitados [ A idéia do anjo da guarda ganhou prestígio na
idade media. O período da reforma nada trouxe de novo.Calvino tinha vivida concepção do
ministério dos anjos, todos, bons e maus debaixo do controle divino. Os modernos os vêem
como uma espécie de apresentação simbólica da proteção de Deus.

II – NATUREZA DOS ANJOS - A Bíblia não tem como meta provar ou não a existência
deles, nem desenvolver uma doutrina sobre os mesmos, todavia de capa a capa vê-se a
presença deles.

 Seres Criados – Sl. 33.6 - Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o
exército deles pelo sopro da sua boca. –

 Seres espirituais e incorpóreos - Caída a tarde, trouxeram-lhe muitos


endemoninhados; e ele com a sua palavra expulsou os espíritos, e curou todos os
enfermos; Mt. 8.16; Ef. 6. 12 pois não é contra carne e sangue que temos que lutar,
mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo
destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.

 Racionais Morais e imortais – Mt. 24.36 - I Sam. 14.20; Heb. 1.14 – Salmo 103.20

 Bons e maus – Lc. 11.21; 2 Tes. 2.9


 Numero de anjos – Grande exercito – 12 legioes (Mt. 26.53] legião[tropoa romana
formada com 3000 a 6000 soldados.

 Ordens – Jô 1.14 – enviado –[angelos ou mal aki] - mensageiro – mas um oficio –

o Querubins Gen. 3.24 – Gardioes dos portais celestes

o Serafins – Is. 6. 2,3 defendem a santidade de Deus

o Principados potestades – uma classe a serviço com diferentes classes de


dignidade entre eles

o Gabriel – Substantivo comum – interprete das revelações divinas – Lc. 1.19

o Miguel – príncipe entre os anjos – líder Dn. 10.13-

 Serviço dos anjos –

o Louvores a Deus Is. 6.3

o Falam e cantam

o Assistentes Heb. 1.14

o Lc. 15.10 – regozijam com a salvação

o Proteção – Sl. 34.7

o Proteção aos pequeninos – Mt. 18.10

o Encaminham os cristão ao lar celestial Lc. 16.22

- Maus – Servem e louvam ao seu líder Satanás – Ef. 2.2 -


8ª - FIXAÇÃO DE CONTEÚDO –DATA - 24-06
Questionário tarefa 08 –

1. Comente sobre a natureza dos anjos


2. Quais são as divergentes teorias da criação ?
3. Apresente uma definição de Criação Divina
4. Apresente uma definição de Predestinação
5. Apresente uma definição de Decretos divinos
6. Apresente definição de geração eterna do Filho
7. Defina atributos de Deus de forma geral
8. Defina atributos morais e atributos naturais de Deus
9. Apresente as 6 provas racionais da existência de Deus
10. Defina Teologia, explique o termo teologia e defina Teologia sistemática

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