1ª "lição" Neste "curso" vamos começar do zero, vamos tentar utilizar ao máximo música moderna, e vamos trabalhar com

partituras, visto que de tab suponho que já todos sabemos (senão criase outro tópico a ensinar a ler tabs). Vamos também admitir que nunca tiveram educação musical no 5º ano. Bom, quando vocês olham para uma partitura, a primeira coisa que vêm e que não percebem é o que está naqueles 5 tracinhos. Isso é uma pauta. Logo no início vêm, dependendo de várias partituras, os seguintes símbolos, chamados "Claves". Existem apenas três claves, mas surgem em várias posições. Elas são:

Têm sempre este nome, mas de uma forma mais científica deve-se chamar "Clave de sol na 2ª linha", "Clave de dó na 3ª linha", e "Clave de fá na 4ª linha". Isto porque variando a posição da clave, varia TODA a forma de ler a partitura. No entanto não se assustem, porque nunca vão usar mais do que estas três claves em quatro posições, que são relativamente fáceis de ler. A clave varia conforme o instrumento que vai tocar aquilo. Num registo mais grave utilizase a clave de fá (contrabaixos, baixos eléctricos, violoncelos, fagotes, etc). Em alguns instrumentos usa-se a clave de dó na 3ª linha, mas é para coisas MESMO graves (tipo Contrafagotes, Tubas, etc), num registo médio usa-se a clave de dó na 4ª linha (Viola'd'arco, violoncelo), e num registo agudo usa-se a clave de sol (guitarra, flautas, violino, violoncelo ). Para ler uma partitura em clave de sol (a mais comum) e clave de fá, temos a escala mais comum:

Isto tudo é feito por relatividade. Ou seja, se a clave se chama "Clave de sol" é porque a sua ponta indica o Sol (na 2ª linha). Por relatividade, o espaço que vem antes é o Fá, e antes o Mi, etc etc etc. Na clave de fá, está a indicar que se lê na 4ª linha um Fá, ou seja, no espaço antes está um Mi, antes um Ré, etc etc etc. Claro que todos usam um velho "truque" para ler isto mais facilmente. Para ler em clave de fá, vocês dizem a nota como se fosse em clave de sol, e "sobem" dois espaços. Ou seja, olham para a partitura e lêm um Ré na 4ª linha como se fosse em clave de sol. Então imaginam dois espaços acima e lêm Fá. Pronto, isto é um Fá, em clave de fá. Claro que com o treino isto vai melhorando Com as outras claves é exactamente a mesma coisa, mas predomina sempre os "truques": Relativamente à clave de sol: - A clave de fá lê-se duas acima - A clave de dó na terceira linha lê-se uma acima - A clave de dó na quarta linha lê-se uma abaixo Claro que isto não interessa para guitarristas, por exemplo, porque vão apenas ler em clave de sol. Mas os baixistas vão ler em clave de fá, e nunca mais é demais aprender. Eu sou

violoncelista e tenho a infelicidade de ter de ler em três claves e nunca me fez mal nenhum ... Os maestros lêm nas claves todas e com transposição, o que é bem pior. Mas eles também são meios malucos 2ª "lição" Bom, já passamos a parte das claves, que é o que aparece logo no início de cada pauta da partitura. A seguir vai-nos aparecer a armação de clave Armação de clave tem em tudo a ver com a harmonia, mas já vamos para aí. Em termos de leitura, que é o que eu estou a explicar de momento, serve apenas para dizer ao executante quantos sustenidos ou bemóis ele vai ter de dar ao longo da música.

Temos a clave de sol e a seguir um sustenido, que está em cima da nota fá (visto que estamos a ler em clave de sol). Ou seja, TODOS os fás que o executante vir na partitura são obrigatoriamente sustenidos, a não ser que apareça um quadro que indique o contrário, ou então que apareça um sustenido antes da nota, o que indica que essa nota, que supostamente era natural, passa a ser sustenido durante aquele compasso.

Temos aqui a clave de sol, seguida da armação de clave (ou seja, todos os fás são sustenidos), e depois temos aquele "C" que explico mais tarde o que é. Temos depois um fá de bequadro, ou seja, não é sustenido (chama-se fá natural). Ou seja, a partir do momento em que aquele bequadro aparecer naquela nota, durante aquele compasso, todos os fás deixam de ser sustenidos e são naturais. Depois temos um fá sustenido, ou seja, a partir daquela nota, durante aquele compasso, todos os fás são sustenidos. Neste caso específico, o primeiro fá que damos é natural (embora tenha na armação de clave que é sustenido, tem o bequadro antes e por isso é natural) e o segundo volta a ser sustenido (porque tem o sustenido antes). A estas alterações dadas antes das notas chamam-se acidentes e indicam muitas vezes modelação, que vamos falar mais à frente. Com os bemóis acontece exactamente a mesma coisa, só muda o símbolo.

para a música ficar uma música normal. Sol. de tonalidades percebem eles. a seguir à armação de clave aparece-nos uns números.Agora imaginemos que vocês querem compôr algo e dava-vos jeito ter todos os Lás sustenidos. Mi. têm de colocar também todos os Fás sustenidos. Dó. se vocês querem ter todos os Lás sustenidos.Si. sem qualquer sentido. neste domingo). No piano já é diferente. e Lás sustenidos. A ordem dos bemóis é exactamente igual mas ao contrário: . Para a leitura. porque isso ia provocar uma música extremamente feia. sem soar mal. Sois. Ré. 3ª "lição" Continuando (e enquanto ainda tenho tempo. Dós. mas todos os pianistas sabem isto de cor e salteado. Se vocês têm uma nota que segundo a armação de clave é bemol. Rés. para a tornarem natural utilizam exactamente o mesmo símbolo: O bequadro (obrigado Aliceag pela correcção ). Só assim a música fica a soar bem. ou então um "C" cortado ao meio. Um bemol significa meio tom abaixo. ou seja. Sol. Ré. que o Dreamaster vai ter a cortesia de vos ajudar mais tarde. um trasto para trás. Dó. Mi. Si . e dá muita dor de cabeça aos bateristas quando são . Não poderiam colocar apenas um sustenido no Lá. Lá. apenas precisam de saber que a ordem dos sustenidos é algo que têm de decorar (há mnemónicas): . ou então um "C". preciso de dizer que em qualquer instrumento. A isso chama-se marcação de compasso. um sustenido significa meio tom acima.A mnemónica é Frade ao sol reza a missinha Ou seja. Isto tem a ver com as tonalidades. Fá – SiMiLar ReSolve Dor Facil A representação destas duas ordens é a seguinte: Para finalizar. Lá.Fá.

e assim em 100 compassos já têm uma música grandita e já ninguém se queixa de orientação. Quando aparece um "C" cortado ao meio. não é nada difícil Bom. até porque os músicos dos diferentes instrumentos podem não ter o mesmo número de notas. Ou seja. etc etc etc. Ou dividir em três partes.complexos. Mas não vamos por aí. é igual a 2/2. experimentem !!) ao mesmo tempo que o segundo do relógio. podem fazer uma música em compasso composto. que é o que come a cabeça aos bateristas. No caso dos compassos complexos (ou compassos mistos). e se baterem duas vezes com o pé na parede (com força) enquanto dão uma cabeçada. Em relação à marcação de compassos temos dois tipos de compassos: -Compassos simples -Compassos compostos A única diferença entre eles é que nos compassos simples. BPM é igual a Beats Per Minute (suponho que não necessito de traduzir). se aparecer um 4/4 significa que esse compasso tem 4 tempos. Mas para guitarristas e baixistas. Mas vamos por partes. visto . Por isso junta-se vários tempos em cada compasso. Uma música tem de ser dividida em várias partes. A marcação de compasso junta um determinado número de tempos e forma um compasso. Um tempo é a unidade rítmica da música. estão a dividir o tempo entre cada cabeçada em duas partes. estão a marcar um tempo no andamento de 60 bpm. vocês dividem o tempo em duas partes. nos compassos compostos dividem-no em três partes. A partir dessa unidade podem escrever qualquer ritmo de qualquer música. Se aparecer um 12/8 já é diferente. A isto que acabei de explicar (esta divisão do tempo em duas ou três partes) chama-se parte. Vou agora explicar a componente de cada fracção: O número de cima indica o número de tempos que cada compasso tem. se vocês baterem com a cabeça na parede ao mesmo tempo que o segundo. para músicas mais rápidas vamos querer BPMs mais rápidos. obviamente. para simplificar. não? Como devem imaginar. digo que quando aparece "C". Fantástico. para músicas mais lentas vamos querer menos BPMs. Quando um maestro quer repetir esta ou aquela parte da música não vai dizer "nota número 564857837". a partir daí fazem uma música em compasso simples. é exactamente a mesma coisa que aparecer 4/4. Ou seja. Quando batem com a caneta na mesa (se baterem com a cabeça na parede é mais fácil. chega-se a dividir um tempo em duas partes e utilizar apenas uma dessas partes. Mas antes ainda vou ter de explicar o que é um tempo. Se entre cada cabeçada mandarem três pontapés na parede. De uma forma menos científica (ainda).

Estas são as figuras rítmicas que vos aparecem. esqueçam mesmo.Semi-Colcheia .. Esse ponto tem SEMPRE o significado de metade do tempo da nota antes desse ponto.Semifusa . vale três tempos.Fusa . e da forma como vocês querem ler.Meio tempo . me corrija Em termos de ritmo. Então utiliza-se um ponto a seguir à nota. No entanto ficam a saber da existência delas. eu decidi criar esta lição já assim de gás porque até parece mal deixar uma explicação a meio por causa de outra matéria. A unidade de tempo dos compassos compostos é sempre uma nota com um ponto. e se calhar posso ter explicado melhor as coisas lá para o fim. Não há forma de saber se um compasso é simples ou composto. o que se traduz em quatro tempos com três partes cada. como aqui temos. Claro que há situações em que os compositores precisam.Semibreves. têm vários desenhos de ritmo: (não liguem às marcações de compasso.Mínimas. Se vos aparece uma mínima com ponto. 4ª "lição" Bem.Um quarto de tempo . . mesmo que não percebam muito bem tentem ler até ao fim e depois retiram as dúvidas. mais metade de dois tempos. Isto porque eu próprio me confundo imenso com ritmos e marcações de compassos. ainda ficam com medo e não lêm mais ) Temos . Ou seja. que duram SEMPRE 4 tempos (primeiro desenho) .Um tempo . por exemplo. Mas continuando. não viram nada .. que vou explicar na próxima lição. Isto tem a ver com a unidade de tempo. significa que essa nota vale 2 tempos. de representar três tempos.Um décimo sexto avo de tempo Esqueçam as fusas e as semifusas. Fico à espera que algum baterista espectacular ou algum teórico excelente.Colcheia .que o compasso é composto e portanto cada tempo tem três partes. porque tudo depende da forma como a música está escrita.Um oitavo de tempo .Semínimas . que duram 2 tempos . praticamente nunca as vão usar.

significa que entre cada cabeçada estão a acontecer dois tempos com unidade de tempo a semínima (de código 4). que implicam outras marcações. Podem bater com a cabeça na parede a indicar o compasso e a imaginar um 3/4. Podem dividir esse compasso em quatro tempos. e 4/4. a cada batidela estão a acontecer três tempos de unidade de tempo a mínima. é em termos de marcação de tempo. Está na hora de voltar a dar com a cabeça na parede a 60 BPMs. continuando com a nossa marcação de compasso . Num compasso 2/4 significa que num compasso têm dois tempos com unidade de tempo a semínima. nos compassos simples (obrigado Aliceag). Vamos imaginar que em vez de estarem a marcar o tempo com a cabeçada. estão a acontecer quatro tempos. Para este caso imaginem que estão a marcar um 4/4. dois tempos. um 3/8. o que quiserem. ou então têm um compasso composto e a parte é a colcheia. de verem uma orquestra a tocar e descobrir que aquela música é em 2/2.Colcheia 16 . de duas formas: -Ou estão a bater um 2/4 -Ou estão a bater um 2/2 No caso do 2/4. de unidade de tempo a semínima. Portanto não vale a pena ficarem inconscientes com o que está para trás. Ou seja. Pus isto em bold porque em vez de acontecerem quatro tempos podem estar a acontecer apenas dois. Basicamente é isto.Fusa 64 . Num compasso 4/4 têm quatro. três tempos. No caso do 2/2.Semicolcheia 32 .Semifusa Ou seja. Depois usam-se outros denominadores.Mínima 4 . Por exemplo.. apenas vamos falar nos 2/4. 3/4. Temos o nosso código: 1 . significa que estão a acontecer dois tempos com unidade de tempo a mínima (de código 2). Em termos práticos. Das duas umas. A cada batidela. vocês estão a dar um tempo. o número de baixo.Semínima 8 . a cada batidela estão a acontecer três tempos. logo a unidade de . com unidade de tempo a semínima (de código 4). Bom. cinco tempos. Num compasso 3/4 têm três tempos. quatro tempos e meio. Isto é extremamente importante.Semibreve 2 . Mas isto é tudo para pensar.explico já.. ou têm um compasso simples e a unidade de tempo é a colcheia (código 8). estão a marcar o compasso. indica qual é a unidade de tempo. Ou então um 3/2. A cada batidela.

ou seja.Semicolcheia 32 . têm de fazer uma série de coisas: 1º Antes de mais nada. O denominador. mas sim 30. Nesse caso.Semifusa Concluimos que temos como unidade de tempo a semínima com ponto.Colcheia 16 . logo a parte é 8. em vez de : Semínima=60 bpms. semínima com ponto . É um 12/8.Mínima 4 . Por exemplo.Semibreve 2 . e nos compostos indica a parte. vamos admitir que a música faz mais sentido se sentirmos o tempo a três. Sente-se sempre três partes.Na composta. Significa que vocês devem pensar que o tempo é a semínima com ponto. ou se num compasso aparecem três figuras com ponto . nos compassos simples. e não a semínima. Pode ajudar pensar em três colcheias. 5ª "lição" Nesta "lição" vamos concluir a matéria de marcação de ritmos. seja a parte o que quer que seja. Se na partitura vos aparecer uma semínima já sabem que não vale 60 bpms.Fusa 64 . resumindo tudo o que escrevi para trás acerca da marcação de ritmos. se temos um 9 como numerador. Vendo na nossa tabela: 1 . quando vocês olham para uma partitura e vêm um 12/8. e cada mínima vale 60 bpms. A unidade de tempo num compasso composto é sempre uma figura com ponto. estamos num C cortado (2/2). Logo é composto. O melhor é mesmo tentar apanhar a melodia e o ritmo daquilo e tentar perceber se sentem o tempo a três ou a dois. se temos um 4 como numerador. .tempo é 3xColcheia (visto que o tempo composto se sente a três partes). o numerador indica o tempo. temos 4x2 partes=8). têm de dar uma olhadela à partitura. significa que temos 4 tempos.. Portanto. indica a unidade de tempo. e multiplicando por 2 temos o número de partes (ou seja. Podem ver se há três colcheias juntas. 2º Ver a unidade de tempo.. numa partitura às vezes aparece. Para .Na simples. metade de uma cabeçada. a semínima com ponto.. 3º Não esquecer a grande diferença entre os dois tipos de marcação: . Nos simples. Seja uma colcheia com ponto. ou seja. Para este exemplo.. significa que temos 9 partes.Semínima 8 . aparece Mínima=60 bpms.

Dó. porque sem intervalos não se pode identificar ou escrever acordes. Mas o piano está feito para a escala de dó maior. já sabem. vocês têm todas as notas separadas entre si por um tom. Mas antes de falarmos de acordes temos de falar de intervalos. vou alterando e acrescentando o que achar necessário Nesta lição vamos falar de acordes. um tom. Porque essas notas já são. etc etc etc. neste vídeo: Vídeo É isto. E por aí fora.descobrirmos o tempo temos de dividir esse 9 por 3. uma escala de Dó maior tem sempre 6 tons.. Toquem um Dó e um Ré sustenido. Porque entre mi e fá e entre si e dó têm apenas meio tom. josepedrosousa0@gmail. Têm um intervalo de um tom. ou então postem aqui. Ré. Agora toquem um Dó e um Ré. uma escala tem a sua "cor" própria. Mi . Dreamaster.com. Ou seja. Essas duas notas têm uma relação intervalar de meio tom. Têm um intervalo de um tom e meio . Uma escala não são apenas notas seguidas. só por si. . Alguma dúvida. tudo o que tenho a dizer em relação à marcação de compassos.. Experimentem ir ao piano e tocar só nas brancas. meio tom. Isto porque: Na música há intervalos de meio tom. mas se tocarem nas brancas e em duas ou três pretas estão a tocar outra escala que soa evidentemente diferente. dois tons. Mas ainda antes de falarmos nos intervalos vamos falar na escala de Dó. Ou seja.. Meio tom é o intervalo mais pequeno que um piano dá. Um acorde é basicamente um conjunto de notas dados ao mesmo tempo e que tem uma certa relação entre si. 6ª "lição" Ora aqui deixo de ser eu a explicar a "matéria" e passa a ser o Mr. Podem observar os maestros a marcar os tempos assim com a batuta. Corresponde a tocarem um Dó e depois a tecla preta entre o Dó e o Ré.. Tocam uma escala de dó maior. há dois espaços entre duas notas que não têm preta. e não 7 (o número de teclas brancas). um tom e meio. Eu apenas faço a "edição" dos posts dele e se ele me permite. temos 3 tempos 4º Vou postar agora um vídeo da minha feia pessoa a marcar os compassos. Podem tocar apenas nas brancas e tocam uma escala. Numa escala maior (tocar só as brancas).

A representação gráfica dos meios tons é esta ligadura. mas têm de manter os mesmos meios tons.3ª menor Dois tons . para uma escala de Sol maior temos de alterar o fá para fá sustenido. já podemos falar de intervalos.3ª maior Dois tons e meio . têm de colocar sustenidos ou bemóis de forma a escala fazer sempre parte da "fórmula" das escalas maiores: .6ª menor Quatro tons e meio . com o fá sustenido passamos a ter meio tom entre o Fá sustenido e o Sol.4ª perfeita Três tons . visto que entre aquele Mi e aquele Fá não pode haver meio tom. Sempre.4ª aumentada Três tons e meio . III e IV graus) e entre a 7ª e 8ª nota (VII e I graus)(A oitava nota é um dó por isso podemos dizer que é o I grau) (obrigado Pudim pela correcção) Se a escala fizer sempre esta regra. o que está correcto.Os meios tons estão sempre entre a 3ª e a 4ª nota (ou seja. porque a ligadura numa partitura normal significa outra coisa completamente diferente. Assim: Intervalo de meio tom . ou seja. Ou seja.6ª maior Cinco tons .7ª menor Cinco tons e meio . Nos intervalos. é SEMPRE uma escala maior. mas evidentemente que apenas se usa para estudo. entre o 7º e o 1º grau.Para tocarem uma escala de Sol maior têm de fazer a mesma coisa. temos termos próprios para chamar aos intervalos.2ª maior Um tom e meio . Agora que já sabemos alguma coisa de escalas maiores. Ou seja. porque o mi é o 5º grau e o fá é o 6º grau.Oitava No piano: .5ª perfeita Quatro tons .2ª menor Intervalo de um tom .7ª maior Seis tons . Assim.

. Um acorde é um conjunto de notas dadas ao mesmo tempo com diferentes relações intervalares entre elas. Quando vocês tocam na guitarra um Dó maior. Apenas com uma ligeira alteração. e este acorde pode ser inserido em progressões onde ocupa um lugar muito importante.SOL Dó a Mib (3º menor) (1. muda-se completamente a "cor" do acorde. mas as suas bases são: O acorde Perfeito Maior (P. e sobre ele assentam quase todas as músicas pimba e músicas para putos que existem. É composto por uma 3º Maior e uma 3º menor (de baixo para cima) (ou uma 3ª Maior e uma quinta perfeita a partir da tónica) ex: DÓ – MI . estão a tocar um acorde maior sobre a nota dó. Digamos que não está nas luzes da ribalta. se assim for necessário.SOL Dó a Mi (3º Maior) (2tons) Mi a Sol (3º menor) (1. vou falar um pouco acerca de acordes e então podemos entrar na parte em que o Dreamaster explica.Estão por ordem 7ª "lição" Agora sim. É composto por uma 3º menor e outra 3º Maior (de baixo para cima) (ou uma 3ª menor e uma quinta perfeita a partir da tónica) ex: DÓ – MIb . Só para terem uma ideia do quão fraca a música pimba pode ser. mas não é ele que "dá a cara" ..5 tons) O acorde Perfeito menor (Pm5) é um acorde que soa mais triste do que o acorde maior. .M5) é um acorde que soa bem. e muda-se completamente uma música inteira. normal. Existem mesmo muitos acordes. Sem ele não há nada.5 tons) Mib a Sol (3º Maior) (2 tons) O acorde de 5º Aumentada (5+) faz parte daqueles acordes que à partida soam mal. Digo à partida porque derivado dele existem acordes simplesmente geniais.

É o acorde mais famoso de todas as sétimas. e uma sétima menor a partir da tónica) Isto pode ser decorado com mais facilidade desta forma: M. É SEMPRE com base nestes acordes. Acrescentando algumas coisas ao que o Dreamaster escreveu temos os acordes de sétima (e aqui volto a ser eu a explicar): Uma sétima dominante é um acorde feito sobre o 5º grau da tonalidade... De uma forma mais simples. depois de tocarmos este acorde.5 tons) Chama-se 5º Diminuta porque entre as notas extremas temos 3. quinquagésima terceira e mais um quarto de tom . uma quinta perfeita.5 tons) Mib a Solb (3º menor) (1. Sol. e faz-nos querer ouvir o acorde da tónica. têm de o fazer em cima do Sol. se vocês estão a tocar uma escala de dó maior.0 tons A partir destas bases podemos construir qualquer acorde. como o nome indica. uma sétima em Dó (Do. para este acorde soar bem dentro da melodia que conseguem tocar em dó maior.m Uma sétima maior faz-nos querer ouvir. Não gosta de se armar em bom É composto por duas terceiras menores (ou uma 3ª menor e uma quinta diminuta a partir da tónica) ex: DÓ – Mib – Solb Dó a Mib (3º menor) (1. Mi. seja de sétima. Por exemplo. Sib) obriga-nos a tocar Fá maior (porque estamos em Fá maior). É constituído por: Uma terceira maior + Uma terceira menor + Uma terceira menor (ou uma terceira maior.. nona.. a tocar precisamente o acorde .0 tons. que é o 5º grau (obrigado Pudim pela correcção). sonoramente soa 6ºmenor O acorde de 5ºDiminuta (5/) é como o de 5ª aumentada .É composto por duas terceiras Maiores (ou uma 3ª Maior e uma quinta aumentada a partir da tónica) ex: DÓ – MI – SOL# Dó a Mi (3º Maior) (2tons) Mi a Sol# (3º Maior) (2 tons) Chama-se de 5º Aumentada por ter nos extremos 4.m. décima primeira.

Em Dó maior. uma quinta diminuta. Sib) obriga-nos a tocar Dó menor: Uma terceira menor + Uma terceira maior + Uma terceira maior (ou uma terceira menor. M Uma sétima diminuta faz-nos querer ouvir o acorde menor da dominante dessa tonalidade. Uma terceira menor + Uma terceira menor + Uma terceira menor (ou uma terceira menor.m Uma sétima sensível faz-nos querer ouvir o acorde maior da dominante. Mi. Sol. Uma sétima diminuta sobre Dó maior (Dó. Mi.m. uma quinta diminuta. e uma sétima maior a partir da tónica) ou m. uma sétima menor sobre dó maior (Dó. Mib.m. obriga-nos a tocar Sol maior.m. Por exemplo. e uma sétima maior a partir da tónica) ou M. e uma sétima menor a partir da tónica) ou m. É constituída por: Uma terceira maior + Uma terceira menor + Uma terceira maior (ou uma terceira maior. Por exemplo. Sol). uma sétima maior em Dó maior (Dó.M Uma sétima menor faz-nos querer ouvir o acorde menor. Si) obriga-nos a tocar o acorde de Dó maior (Dó.maior sobre a nota que construímos a sétima. e uma sétima menor a partir da tónica) ou m. uma quinta perfeita. M. Fá#. Sol.M . Sib) obriga-nos a tocar Sol menor. Mib. uma quinta perfeita. Uma terceira menor + Uma terceira menor + Uma terceira maior (ou uma terceira menor.

2ª inversão: Quarta perfeita+Terceira menor (ou Quarta perfeita + Sexta --> Daí a cifra ser 6/4) Agora vou explicar porque é que é errado dizer-se que invertir um acorde é mudar a posição das notas. como vou explicar a seguir: Esta parte é matemática: Se vocês têm um acorde com três notas (acorde tríade). evidentemente. para já é o que temos a dizer acerca de acordes. Mais uma vez repito. Eu posso escrever um acorde com 4 notas (duplicando a tónica) assim: . podem ter três baixos diferentes.Primeira inversão (cifra: 6) . embora algumas pessoas pensem. A seguir vamos falar das inversões dos acordes.Segunda inversão (cifra: 6/4) Agora pensando em intervalos entre as notas.E pronto. num acorde maior no seu estado fundamental tem. podem invertê-lo para Mi-Sol-Dó. Isto é muito importante.1ª inversão: Terceira menor+Quarta perfeita (ou Terceira menor + Sexta --> Daí a cifra ser 6) . entre as notas. o baixo é que muda. Ao invertir. Como o nosso amigo Dreamaster nos disse anteriormente. ficamos com: . não muda a posição das notas. e uma terceira menor (ou uma terceira maior e uma quinta perfeita a partir da tónica). invertir um acorde não deve ser definido como uma mudança da posição das notas no acorde. e depois das escalas 8ª "lição" Ora bem. uma terceira maior. Estes estados que podemos ver na imagem são: .Estado Fundamental (cifra: 5) . ou para Sol-Dó-Mi. Se têm um acorde de Dó maior: Dó-Mi-Sol. Um acorde invertido é a mudança do baixo.

Não escrevi mais acerca de outras coisas porque depois é muita coisa para corrigir.. As sétimas também têm inversões.Não se diz "quadro" mas sim "Bequadro". porque estou mesmo a ver que 99% dos conceitos que aqui escrevi estão errados . mas para quem é bacalhau basta como se costuma dizer. mas normalmente nós decoramos como se fosse um número de telefone: (91) 7654342 É isto que tenho a dizer sobre inversões . ou faça as lições daqueles sites que dei. Neste caso. então sim.. adicionem-me ao MSN que eu tenho TODO o prazer em ajudar: josepedrosousa0@gmail. Apenas duas correcções fundamentais: 1.Estado fundamental (cifra: 7+) . ..Segunda inversão (cifra: 4/3) . A seguir tratamos de escalas E pronto. infelizmente. têm de ser decoradas..com Vou fazendo então edit à medida que o pessoal me ajude Está tudo explicadinho de uma forma leviana e simples. logo são três inversões: . Quem quiser melhor. mas mais à frente. espero que colaborem.. são quatro notas. mas continua a ser o estado fundamental !! É preciso tomar atenção a isso. está no estado fundamental. estamos numa primeira inversão . Convém depois também explicares os sustenidos duplos e os bemóis duplos. Peço que se tiverem uma dúvida que seja. que compre o livro do cebolo.Primeira inversão (cifra: 6/5) .Terceira inversão (cifra: 4/2) As cifras..Estou a mudar a posição das notas.. Enquanto o baixo for Dó. Se o acorde for Dó maior mas o baixo for Mi. obviamente..

é na realidade um compasso de 12/4. divididos em trÊs partes cada. Isto é: Um compasso 2/4 tem como unidade de tempo a semínima (duas colcheias. Se o quiseres transformar em compasso composto. . as tais duas batidas). O compasso 6/8 tem então DOIS tempos. com tempos binários). O caso "geral" é mesmo o compasso ser quaternário. com a unidade dividida. Também existe efectivamente o compasso 12/8 de 12 tempos. a unidade de compasso passa a ser a semínima com ponto (três colcheias as tais três batidas). com 3 batidas cada tempo. Mas Isso é muito raro. na sua acepção mais simples. que é o que levará o compasso todo de 2/4 em complexo terá então o equivalente a 6 colcheias daí ser 6/8.Um compasso de 12/8 não tem 12 tempos!! Tem quatro! Os compassos compostos dividem-se por 3 literalmente. o que é muito raro de acontecer. Porque quando esse caso acontece estamos a falar de um compasso SIMPLES (ou seja. ora de 3) 2/4 --> 6/8 DOIS tempos (ora de 2 partes ora de 3) 3/4 --> 9/8 TrÊs tempos (ora de 2 partes ora de 3) 4/4 --> 12/8. Ora duas semínimas com ponto. mas em que a unidade de tempo é a colcheia em vez de ser a semínima.2. assim sendo pelo mesmo raciocínio: 1/4 --> 3/8 UM tempo (ora de 2 partes. Isto é. Quatro tempos (ora de 2 partes ora de 3).

Dó. Vai aí mais uma dica: Se. Mas como isso vai me ajudar? Quando a tonalidade é formada com sustenidos na armadura de clave. Mi e lá. elas também terão esta mesma alteração! Fascinante. E. Fá. o tom dela é Lá Maior ou Fá menor (depois do sol vem o lá. 6-Fá. Dó. você saberá de cara que as notas Fá. e uma é inversa à outra. Não pretendo me aprofundar na explicação teórica. Exemplo 1: Se uma música tem como tom Lá Bemol Maior (ou Fá menor). 3-Mi. mas darei alguma noção. 7-Si/ 1-Lá. Lá. Exemplos: Dó Maior é relativo de Lá Menor. dó e Sol sustenidos (não necessariamente nesta ordem!). na armadura de clave. o tom menor é relativo ao sexto grau da escala do tom maior e o tom maior é relativo ao terceiro grau do tom menor correspondente. você se depara com um Ré sustenido. pois este possui somente um bemol na sua armadura (então decore isto!). Si. Acontece que a ordem que os sustenidos ou bemóis aparecem na armadura de clave é sempre a mesma. Ordem dos Bemóis: Si. as alterações desta estão em: Si. Lá. Sol. e nas músicas mais elaboradas. na partitura. há modulação (mudança de tonalidade). 4-Fá. 6-Lá. Mi. 3-Dó. né? As dificuldades deste método são as seguintes: A maioria das cifras vêm com os tons identificados errados. 2-Ré. Ré. ou Dó menor. pode ter certeza que se nesta cifra houver as notas Fá. sabendo logo de cara todas as alterações de uma música. 5-Mi. Dó e Sol. Sol. Sol e Ré serão alteradas com sustenido. você poderá encontrar um tom diferente do resto da música na introdução. (É só contar 1-Dó. para identificar os tons nas partes das músicas. O que facilita muito a identificação das alterações: Ordem dos sustenidos: Fá. Lá e Ré. para que não achem que eu tirei isso do nada! O que define a tonalidade de uma música são seus acidentes (sustenidos e bemóis). confere?). Agora nem relação aos Bemóis: O tom na ordem dos bemóis será sempre o penúltimo bemol existente na armadura de clave. . o que lhe dará algum trabalho. 5-Sol. 4-Ré.Como conhecer os sustenidos e bemóis da música Pretendo com este guia rápido explicar como se destacar entre seus amigos músicos. Ré. geralmente dizem que o tom é a nota que a música começa (o que quase sempre não é verdade). o mais comum de ser encontrado em música popular é o sustenido (#). Vale lembrar que nunca são usados bemóis e sustenidos numa mesma escala. O único caso que não cabe nessa dica é o tom de fá maior/ré menor. Existem tonalidades maiores e menores que são relativas. que são escritos. lendo uma cifra. 7-Sol) Por que saber isso? Porque os tons relativos usam a mesma armadura de clave. Mi. o tom é a próxima nota na ordem que você já conhece (não a ordem das alterações que eu acabei de mostrar): Exemplo 1: Se a música que você vai tocar tem Fá. Exemplo 2: Se as alterações da música são Si. sempre será escolhido um dos dois. não sei por qual motivo. Dó. o tom desta é Mi Bemol maior. 2-Si. no refrão ou no fim da música. no acompanhamento de um solo. Mi. Exemplo 2: Se você sabe que o tom da música que você vai tocar é Mi.

Vou dividir o conteúdo de escalas em dois posts. Compartilhe! Que a graça e a paz de Jesus seja com vocês! Abraço. vamos lá! Escalas Uma escala é uma sucessão ascendente e descendente de notas separadas por tons e semitons. então me desculpem por não conseguir padronizar o espaço entre as semibreves. . vou continuar os posts de teoria musical. As escalas podem ser pentatônicas (formadas por cinco notas). diatônicas ou heptatônicas (formadas por sete notas) ou cromáticas (as notas se sucedem apenas por semitons). indique esse artigo pra mais alguém. e é ela que possui os modos maior e menor. Eu prefiro fazer os desenhos à mão.. etc. Tá esteticamente feio. Antes de mais nada. talvez primeiro você queira ver os outros tutoriais: Aprenda a ler partituras – Parte 1 Aprenda a ler partituras – Parte 2 Tipos de compasso. mas espero que dê pra entender. quase de graça. A escala diatônica é a mais utilizada na música ocidental. Futuramente eu vou falar mais sobre os modos gregos também. Escalas Maiores As notas da escala são chamadas de graus e são representadas por números em algarismos romanos. Cada grau possui um nome. Sem mais demora. leve pra seus companheiros de banda. hexafônicas (formadas por seis notas). unidades de tempo e de compasso Este post tem uma introdução sobre escalas e explicação sobre as Escalas Maiores. mas acho que tem algumas coisas mais importantes pra falar primeiro. Essas informações valem ouro! É muito difícil encontrá-las assim. pessoal! Depois de um longo tempo. Escalas Maiores Publicado em 12 de fevereiro de 2010 por Patricia Kawaguchi Tweet Oi.Se eu te ajudei.

Graus conjuntos Graus disjuntos O modo de uma escala é a forma como os tons e semitons estão distribuídos entre os graus da escala. A escala diatônica possui sete modos. semitom. dórico. tom. e o menor é o eólio. eólio e lócrio. Ela é a escala mais simples porque todas as suas notas são naturais. tom. semitom.I – Tônica II – Supertônica III – Mediante IV – Subdominante V – Dominante VI – Superdominante VII – Sensível VIII – Tônica (repetição do grau I) Os graus podem ser conjuntos ou disjuntos. . tom. mixolídio. lítio. 7 escalas maiores com sustenidos e 7 escalas maiores com bemóis. frígio. A disposição dos tons e semitons no modo maior é: tom. A escala modelo do modo maior é a escala de Do Maior. Existem 15 escalas maiores: a escala modelo de Do Maior. conhecidos como modos gregos: jônio. Conjuntos quando são vizinhos e disjuntos quando estão separados por um ou mais graus. tom. O modo maior é o jônio.

divida-a em dois grupos de quatro notas (tetracordes). Complete a escala com o outro tetracorde e adicione os acidentes necessários para que escala possua a mesma distruibuição de tons e semitons. Exemplos Construindo a escala de Sol Maior a partir da escala de Do Maior: Contruindo a escala de Re Maior a partir da escala de Sol Maior: . Basta realizar o mesmo processo sucessivamente para obter todas as escalas.Vou ensinar aqui dois jeitos de construir as escalas: o jeito mais didático e o jeito mais prático. Escalas maiores com sustenido Partindo da escala modelo de Do Maior. Transforme o segundo tetracorde em primeiro de uma nova escala.

Por exemplo. um sustenido que foi colocado em uma escala se repetirá em todas as próximas. ou qual é a escala que tem tais sustenidos? Tem um jeito simples! É só contar uma nota pra cima do último sustenido da clave. Quer saber facilmente quais sustenidos tem uma escala. la#. aqui estão as escalas maiores com sustenido. do#. Re Maior tem fa# e do#. Como você pôde ver. la. do. sol#. E = mi. Assim. é só começar pelo quinto grau (que seria a primeira nota do segundo tetracorde) e adicionar mais um sustenido aos que já estavam na armadura. C = do.Jeito prático: Decore a ordem dos sustenidos. A que tem fa#. dá pra construir as próximas escalas com base na escala anterior. F = fa. sol#. D = re. Por exemplo. acompanhadas pelo seu nome escrito com cifra. (note que o fa está sustenido. si. a escala que tem só o fa# é a Sol Maior. (A = la. No caso de ver uma escala. é só contar uma nota pra baixo e esta será a última com sustenido na clave. do#. mi#. Fa# Maior tem fa#. Para construir a próxima escala com base em uma que você já sabe. mi. sol. re# é a Mi Maior. G = sol) . os sustenidos na armadura de clave sempre seguem a ordem em que foram colocados: fa. re#. B = si. por isso ela leva o nome de Fa# Maior!) Por fim. re. Por isso.

Transforme o primeiro tetracorde em segundo de uma nova escala. Complete a escala com o outro tetracorde e adicione os acidentes necessários para que esta escala possua a mesma distribuição de tons e semitons.Escalas maiores com bemóis Partindo da escala modelo de Do Maior. Basta realizar o mesmo processo sucessivamente para obter todas as escalas. divida-a em dois tetracordes novamente. Exemplos Construindo a escala de Fa Maior a partir da escala de Do Maior: .

. eu decorei como “similares ao s ol do fa.Construindo a escala de Si♭ Maior a partir da escala de Fa Maior: Jeito prático: Decore a ordem dos bemóis: si-mi-la-re-sol-do-fa. não faz sentido mas ajuda) Note que essa ordem é exatamente a inversa da ordem dos sustenidos. (essa é mais fácil.

Depois dela. ou qual é a escala que tem tais bemóis? A escala que tem apenas o si bemol é a Fa Maior. mi. Por exemplo.Para construir a próxima escala com base em uma que você já sabe. re. basta apenas ver o penúltimo bemol na armadura para saber qual a escala. la. sol. la e re bemóis é a escala de La♭ Maior. do. mi. mi. não confundir com a escala de Si Maior!) e a que tem si. Quer saber facilmente quais bemóis tem uma escala. é só começar pelo quarto grau e adicionar mais um bemol aos que já estavam na armadura. fa. sol. Aqui estão as escalas maiores com bemóis: . É só fazer o processo inverso para descobrir quais bemóis tem uma escala. la. a escala que tem si e mi bemóis é a escala de Si♭Maior (o si está bemol. A escala de Re♭ Maior vai ter em sua armadura um bemol além do re: si. A escala de Do♭Maior vai ter em sua armadura um bemol além do do: si. re.

As escalas com sustenidos em sua armadura de clave são as seguintes: . devemos colocar o sinal de bequadro antes da nota. Se quisermos escrever um fá natural. na escala de Sol Maior é necessário alterarmos a nota Fá com um sustenido. é necessário que se altere (através do uso de acidentes) uma ou mais notas. Qualquer dúvida é só perguntar nos comentários. entre a clave e a fórmula de compasso. e depois pratique um pouco identificar qual escala é a partir da clave. Sol x Maior). Mas para se construir estas escalas. deveremos alterar todas as notas Fá.: Se você continuar com o processo de construção de escalas. Posso demorar uns dias pra responder. A armadura de clave é colocada no início de cada pauta. Para evitar que tenhamos que escrever tantos acidentes. começando em quaisquer outras notas. Exercício: Sugiro que você construa sozinho todas as escalas. usamos as armaduras de clave. não possuem nenhuma nota alterada. No fragmento melódico acima todas as notas Fá são sustenidos. nós só aprendemos de verdade quando fazemos nós mesmos. =) Espero que tenha sido fácil de entender. Mesmo lendo e entendendo.Obs. mas sempre respondo todos os comentários. Se quisermos compor uma melodia em Sol maior. mas essas escalas não são usuais. Até a próxima! o/ A escala maior de Dó e a escala menor natural de Lá. Por exemplo. poderá encontrar escalas com dobrados sustenidos e dobrados bemóis (por exemplo.

devemos ver se ela usa sustenidos ou bemóis. Quando se trata de qualquer outra escala. Todas as escalas maiores baseadas em uma nota bemolizada (por exemplo Sol bemol. podemos assumir que iremos usar sustenidos se não se trata de Fá maior e a escala maior não começa com uma nota bemolizada: . etc.As escalas com bemóis em sua armadura de clave são as seguintes: Escalas Maiores Para que possamos construir a armadura de clave de uma tonalidade ou escala maior. ou seja. Ré bemol. Mi bemol. A única exceção é o Fá maior. Portanto. é importante que nos lembremos que a escala de Dó maior não possui qualquer acidente fixo. quando estamos procurando definir uma armadura de clave. usam a armadura de clave com bemóis. não tem armadura de clave.).

a armadura de clave para o Fá maior (que é o Sib) deve ser memorizada. Por exemplo. Dó#. Duas escalas relativas possuem a mesma armadura de clave. Mib. Mib. que tem apenas um bemol. . Este método não se aplica à escala de Fá maior. Láb e Réb. para a escala de Lá maior temos: Fá#. Láb. portanto. Construindo a armadura de clave com bemóis Siga a ordem dos bemóis até alcançar aquele que vem depois do bemol que leva o mesmo nome da escala maior escolhida. os bemóis para a armadura de clave de Lá bemol maior são: Sib. os acidentes da armadura de clave de Lá maior são Fá#. a relativa maior deve ser identificada. Construindo a armadura de clave das escalas menores No caso das escalas menores. para Lá bemol maior temos: Sib. O Réb vem logo depois de Láb. portanto. Réb. Desta forma. Dó# e Sol#.Uma vez que se conheça quais são os acidentes usados na armadura de clave. Por exemplo. Sol# é um semitom abaixo de Lá. o seguinte procedimento pode ser usado para construir a armadura de clave: Construindo a armadura de clave com sustenidos: Siga a ordem dos sustenidos até alcançar aquele que é um semitom abaixo da escala escolhida. Sol#.

em um compasso 6/8 a colcheia ocupa um terço do tempo. 2.Compassos Simples e Compostos Compassos Simples e Compostos Os compassos que vimos até agora são chamados de Compassos Simples. Nos compassos simples. Precisamos acrescentar um ponto de aumento às figuras que ocupam a unidade de tempo.7. O número inferior da fórmula de compasso indica a figura que ocupa um terço do tempo. em um compasso 6/8 o compasso tem 2 tempos (6 dividido por 3). 4. Reconhecemos os compassos compostos porque o número superior da fórmula de compasso é 6. uma semínima é dividida em duas colcheias). Por exemplo. uma vez que a unidade de tempo é ocupada por três colcheias ou uma semínima pontuada. 9 ou 12. Alguns pontos importantes que devemos considerar com relação a estes compassos são: 1. nos Compassos Compostos. Por exemplo. Porém. Obtemos quantidade de tempos por compasso dividindo número superior da fórmula de compasso por 3. cada unidade de tempo é subdividida em duas metades (por exemplo. 3. A tabela abaixo resume estes pontos: Um exemplo de compasso composto: . a unidade de tempo é dividida em três.

quando sua Unidade de Tempo for representada por um Valor Simples. Também é comum colocar-se uma figura no lugar do denominador. Veja bem. ou seja. ou seja. Por quê? Porque por ser o maior valor usado. estes algarismos que indicam o compasso devem ser colocados logo depois da clave. Estes signos são representados por frações ordinárias. que não importa quantas notas você use em cada tempo do compasso. o inteiro. reveja os capítulos anteriores e confira os valores das notas. ou seja. Na escrita musical. estamos falando de Unidade de Tempo apenas. Signos de Compasso – Cada compasso a ser usado é indicado através de uma fórmula que representa uma fração da semibreve. quando tem sua Unidade de Tempo formada por um Valor Composto. ela é considerada uma unidade. Se tiver dificuldade na soma dos valores. sinais ou apenas por um número.Capítulo 10 – ANÁLISE DE COMPASSO ANÁLISE DE COMPASSO Compasso Simples – Um compasso recebe a denominação de Compasso Simples. . Note nos exemplos acima. desde que a soma total dessas mesmas notas seja igual ao valor da Unidade de Tempo. por uma nota que possua uma pontuação para aumento do seu valor original. notas musicais sem pontuação de aumento. Compasso Composto – Um compasso recebe a denominação de Compasso Composto. Some os valores das notas de cada tempo de cada compasso e verá que para cada tempo o valor é igual ao da Unidade de Tempo.

Denominador – Determina a qualidade da figura que preenche cada tempo. o numerador e o denominador determinam o seguinte: COMPASSO SIMPLES Numerador – Representa a quantidade de tempos de cada compasso. 5 e 7. 4. Os numeradores dos compassos simples são 2. Estes valores são representados pelos seguintes números: .( lê-se C ) representa o compasso 4/4 ( lê-se C cortado ) representa o compasso 2/2 A leitura destas fórmulas é: Quatro por quatro. 3. no compasso simples. NUMERADOR E DENOMINADOR Quando o signo de compasso é representado por uma fração ordinária. dois por dois. etc.

Os numeradores dos compassos compostos são 6.COMPASSO COMPOSTO Numerador – Indica o total das notas em que se subdivide a unidade de tempo no compasso. baseado nas figuras musicais que conhecemos e seus valores. . 15 e 21. a exceção é que terão um ponto de aumento. 12. 9. Denominador – Representa a nota em que é subdividida cada Unidade de Tempo.

Exemplo de divisão: COMPASSOS CORRESPONDENTES Ocorrem quando o compasso simples e o compasso composto têm o mesmo número de tempos e a mesma unidade de tempo. Exemplo: Para encontrar o compasso correspondente do compasso que tivermos em mãos. existe uma fórmula muito simples: . e pontuada no compasso composto. senda esta simples no compasso simples.

encontra-se o correspondente simples dividindo o numerador por 3 e o denominador por 2. 5 16 5 tempos a unidade de tempo é representada pela semicolcheia Se o compasso é composto. . 12. Se o compasso é simples. com a diferença que essa unidade de tempo será pontuada. o número superior indica o número de tempos e o inferior a unidade de tempo. 5 ou 7 o compasso é simples. como se mostra no exemplo abaixo: ANALISANDO UM COMPASSO Tendo-se uma fórmula de compasso.Do simples para o Composto – Tendo-se um compasso simples. sendo 6. como se mostra no exemplo abaixo: Do composto para o Simples – Tendo-se um compasso composto. 3. Relembrando: Os Compassos cujo denominador é 5 ou 7 são chamados de Compassos Simples Alternativos. conhece-se o número de tempos e a unidade de tempos da seguinte maneira: 1) Toma-se o número superior: sendo 2. 9. 15 ou 21 o compasso é composto. pois têm origem na união de compassos simples: 2+3 ou 3+2 no caso do compasso de 5 tempos. acha-se o correspondente simples: o composto terá o mesmo número de tempos e a mesma unidade de tempo. 4. 3+4 ou 4+3 no caso do de 7. encontra-se o correspondente composto multiplicando o numerador por 3 e o denominador por 2.

ou qualquer outra coisa. • Quando o andamento (velocidade) da música é muito rápido. não importando o número de figuras contidas em cada um deles.MARCAÇÃO DOS TEMPOS Algo muito importante para quem estuda música. orquestras e bandas. . cada movimento valeria dois tempos. sem necessidade de se utilizar uma batuta ou régua. • Todos os compassos de mesma espécie devem ter a mesma duração. Os movimentos da mão podem ser batidos na mesa ou no ar. pode ser necessário juntar os tempos na marcação. da seguinte maneira: • A marcação do compasso é usada no estudo de solfejo e na regência de coros. Eles podem ser marcados com a mão. A finalidade é dividir os compassos rigorosamente em tempos iguais. para trabalho ou mesmo lazer. Nesse caso. é a marcação dos tempos do compasso.

FÓRMULAS DE COMPASSO MAIS USADAS .

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