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Resumo – Anestesiologia

ANESTÉSICOS LOCAIS

Grupo Éster: metabolizados no sangue (decomposto pela enterease)


- benzocaína, procaína, cloroprocapina, tetracaína

Grupo Amida: decomposto pelo rim e muito pouco pelo plasma


- Lidocaína: ação rápida (2 a 4 min); concentração eficaz: 2%; meia-vida: 1,6h
ação vasodilatadora – rápida eliminação do local
sobredose: estimulação inicial do SNC, seguida de depressão, convulsão e coma

- Mepivacaína: ação rápida (1 a 2 min); concentração eficaz: 2 a 3%; meia-vida: 1,9h


ação vasodilatadora discreta
sem vasoconstritor: 20 – 40 min

- Prilocaína: (2 a 4 min); concentração eficaz: 3 ou 4% (sem vc); meia-vida: 1,6h


baixa ação vasoconstritora
+ rapidamente metabolizada que a lidocaína; menor toxicidade do que a lido e mepi
sobredose: produz altos níveis de meta-hemoglobina no sangue (atenção em anemias,
alterações respiratórias, cardiovasculares e gestantes)
- Articaína: ação rápida (1 a 2 min); concentração eficaz: 4% (com adrenalina);
anestésico de escolha para adultos, idosos, pacientes com???
contraindicação: hepatopatas
potência 1,5x maior que a lido

- Bupivacaína: (6 a 10 min); concentração eficaz: 0,5%; meia-vida: 2,7h


potência 4x maior que a lido, mepi e prilocaína (cardiotoxicidade 4x maior); não indicada em
odontopediatria
maior custo

Vasoconstritores: adicionados aos anestésicos locais para equilibras as ações vasodilatadoras


Aminas Simpatomiméticas
diferentes sítios de ação: diferentes vasoconstritores
2 tipos de receptores adrenérgicos:
α – contração de músc. liso dos vasos sanguíneos
β – relaxamento do músc. liso (vasodilatação e broncodilatação) e estimulação cardíaca β1 –
coração e intestino; β2 – brônquios, leitos vasculares e útero
Classificação: de acordo com a presença ou não de catecol
1. Aminas Catecolaminas:
a) Epinefrina (adrenalina) – estimula receptores α1, e interage com receptores β1
cardíacos (cuidado com cardioparas)
indicada: adultos, crianças, idosos, gestantes
efeitos colaterais: estimulação do SNC, arritmia cardíaca
concentração: 1:100.000
b) Norepinefrina (noradrenalina) – ação quase exclusiva nos receptores α
efeitos adversos frequentes
efeitos colaterais: estimulação do SNC, aumento da PA, necrose

2. Aminas Não-Catecolaminas:
a) Corbadrina – estimulação direta nos receptores α (pouca atividade em β)
b) Fenilefrina – ação quase exclusiva nos receptores α
efeitos adversos frequentes
ampla margem de segurança
c) Octapressina (felipressina)
d) Anfetamina

TÉCNICAS ANESTÉSICAS

Tipos:

1. Bloqueios periféricos
a) Regional: ocorre pela infiltração do anestésico nos tecidos ao nível de um ramo
nervoso
- Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Posterior (NASP) ou Zigomático:
região anestesiada: gengiva vestibular da região posterior, osso alveolar, tecido mole e
dentes posteriores (6, 7, 8)
indicação: 2 ou + molares; contraindicação: alto risco de sangramento
técnica: ponto de punção – 2º MS em 45º
entra 16 mm no espaço peterigoidal do osso esfenoide

VAS = 0 a 2
- Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Anterior (NASA) ou Infraorbitário:
região anestesiada: gengiva vestibular, osso alveolar, tecido mole, dentes anteriores e
2ºPM (1-5), lábio e asa do nariz
indicações: tratamento de 2 ou + dentes maxilares anteriores; contraindicação:
pequena área de tratamento, hemostasia pouco eficaz
técnica: agulha longa (alcançar o forame infraorbitário)
localizar e posicionar o dedo contra o nervo
introduzir na região de caninos até tocar o osso (pressionando o forame)
VAS = 1 a 3
- Bloqueio do Nervo Nasopalatino:
região anestesiada: osso palatino, tecido mole do palato duro e palato duro
indicações: necessidade de anestesia dos tecidos moles palatinos
controla da dor em cirurgias envolvendo tecido palatino
contraindicações: infecção local
técnica: agulha curta
sob pressão (penetra injetando)  parar quando o tecido ficar isquêmico
VAS = 7 a 8 (muito dolorida)
- Bloqueio do Nervo Palatino Maior: (nervos anestesiados: n. paliativo maior e menor)
região anestesiada: mucosa palatina da região posterior
indicações: necessidade de anestesia dos tecidos moles palatinos
controla da dor em cirurgias envolvendo tecido palatino
contraindicações: infecção local
técnica: agulha curta
sob pressão (penetra injetando)
ponto de punção: 1 cm do último molar erupcionado; mesialmente ao
forame palatino maior
VAS = 3 a 4
b) Troncular: ocorre pela infiltração do anestésico nos tecidos

2. Terminal
a) Superficiais: efeito do anestésico ocorre com o contato do agente anestésico com a
pele/mucosa
dessensibilização da pele; diminui a sensação dolorosa na punção e/ou cohmo
coadjuvante
b) Infiltrativa: efeito do anestésico ocorre pela infiltração do agente anestésico nos
tecidos, próximos às terminações nervosas
Anestesia Loco terminal Infiltrativa para maxila e mandíbula:
- Submucosa
introduzir a agulha (curta) cerca de 0,5 a 1 cm abaixo da mucosa, acima do periósteo,
na região a ser anestesiada
- Supraperióstea
introduzir a agulha (curta), paralela ao longo eixo do dente, até que a ponta esteja próx.
ao periósteo (sem tocá-lo)
ponto de punção: fundo do sulco vestibular
região anestesiada: mucosa vestibular e dente
- Subperióstea (técnica + utilizada na maxila quando se deseja intervir em 1/2 dentes)
introduzir a agulha (curta) próximo ao ápice dos dentes
ponto de punção: fundo de sulco vestibular
região anestesiada: mucosa vestibular e dentes
- Intra-pulpar: anestesia diretamente a polpa
- Intra-óssea: acesso com brocas esféricas; agulha curta
- Intra-septal: agulha curta
- Intra-ligamentar: agulha extra-curta (apenas para danificar o ligamento periodontal

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