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Concordância Verbal – sujeito com o verbo

Nos verbos impessoais, ou seja, nos verbos que não apresentam


sujeito, o verbo deverá ser conjugado sempre na 3.ª pessoa do
singular. Verbos impessoais são também verbos defectivos, não
apresentando conjugações completas.

Os principais verbos impessoais são:

 o verbo haver, com sentido de existir;


 o verbo fazer, indicando tempo decorrido;
 verbos que indicam fenômenos atmosférico e da natureza,
como os verbos chover, nevar, ventar, anoitecer, escurecer,…

Exemplos com verbo haver:

 Há pastéis de carne e de queijo.


 Havia várias crianças correndo no parque.
 Há três minutos você ainda não tinha chegado.

Exemplos com verbo fazer:

 Vai fazer cinco anos que visitei o Canadá.


 Faz três meses desde a última vez que te vi.
 Faz duas horas que estou esperando você!

Exemplos com verbos que indicam fenômenos da natureza:

 Todos os dias chove no fim da tarde.


 Nos dias frios neva muito.
 Já anoiteceu!

Quando o sujeito é composto, o verbo deverá ser apresentado no


plural.

Exemplos:

 Ela e ele são namorados.


 Paula e Andreia estudaram no mesmo colégio.

Quando o sujeito é formado por diferentes pessoas gramaticais,


havendo 1.ª pessoa do plural, esta será sempre prioritária. Havendo
2.ª pessoa do plural, o verbo poderá ser conjugado na 2.ª ou na 3.ª
pessoa do plural.

Exemplos:

 Minha irmã e eu iremos rapidamente tratar desse assunto.


 Tu e ele fostes os mais rápidos.
 Tu e ele foram os mais rápidos.
 Minha prima e meu primo foram de lua de mel para o México.

Contudo, se o sujeito aparecer depois do verbo, a concordância


poderá ser feita conforme explicado acima ou também ser feita
apenas com o sujeito mais próximo.

Exemplos:

 Dançaremos eu e minha amiga na festa da escola


 Dançarei eu e minha amiga na festa da escola.

Casos específicos
- Quando o sujeito for composto por palavras sinónimas ou muito
próximas, o verbo poderá aparecer tanto no plural, como no
singular.

Exemplos:

 Alegria e felicidade são o melhor desta vida!


 Alegria e felicidade é o melhor desta vida!

- Quando no sujeito aparecerem as conjunções ou e nem,


transmitindo ideia de inclusão, o verbo deverá aparecer no plural.
Quando transmitirem ideia de exclusão, o verbo deverá aparecer no
singular.

Exemplos:

 Nem a mãe nem o pai conseguem compreender a filha.


(inclusão)
 Pedro ou Heloísa conseguirá vencer o concurso de matemática.
(exclusão)
 Nem Rio de Janeiro nem Recife será o destino das minhas
próximas férias. (exclusão)
- Quando o sujeito composto for unido com a palavra com, com valor
de adição e não de companhia, o verbo deverá aparecer no plural.

Exemplos:

 A irmã com o irmão desobedeceram as ordens da mãe.


 O diretor com a secretária encobriram uma fraude dentro da
empresa.

- Com as expressões nem um nem outro e ou um ou outro, o


verbo deverá ser escrito preferencialmente no singular, embora possa
aparecer no plural. Contudo, quando há uma ação recíproca, o verbo
deverá aparecer sempre no plural.

Exemplos:

 Nem um nem outro foi à festa.


 Nem um nem outro foram à festa.
 Nem um nem outro se cumprimentaram de forma respeitosa.

- Com as expressões não só…mas também, não apenas…mas


ainda,tanto…quanto,… o verbo deverá ser escrito no plural.

Exemplos:

 Não só o pai mas também a mãe decidiram repreender o filho.


 Tanto o desprezo como a atenção constante podem desmotivar
uma pessoa no trabalho.

Exemplos:

 Prosperidade, segurança e alegria, isso é o que eu quero para


minha família.
 Doces, salgados, bebidas e enfeites, tudo está preparado para
a festa.

- Com diversos elementos numa série gradativa, o verbo poderá


aparecer no plural ou concordar com o último elemento da série.

Exemplos:

 Um ano, um mês, uma semana, um dia são necessários para


resolver este problema.
 Um ano, um mês, uma semana, um dia é necessário para
resolver este problema.

SUJEITO CONSTITUÍDO PELOS PRONOMES QUE e QUEM

QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concorda com o


antecedente do pronome relativo.

- Fui eu que falei. (eu falei)

- Fomos nós que falamos. (nós falamos)

QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo ficará na


terceira pessoa do singular ou concordará com o antecedente do
pronome (pouco usado).

- Fui eu quem falou. (ele (3ª pessoa) falou)

Obs: nas expressões “um dos que”, “uma das que”, o verbo deve ir
para o plural. Porém, alguns estudiosos e escritores aceitam ou usam
a concordância no singular.

- João foi um dos que saíram.

PRONOME DE TRATAMENTO

O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele - eles).

- Vossa Alteza deve viajar.

- Vossas Altezas devem viajar.

DAR – BATER – SOAR (indicando horas)


Quando houver sujeito (relógio, sino) os verbos concordam
normalmente com ele.

- O relógio deu onze horas.

- O Relógio: sujeito

Deu: concorda com o sujeito.

Quando não houver sujeito, o verbo concorda com as horas que


passam a ser o sujeito da oração.

- Deram onze horas.

- Deram três horas no meu relógio.

SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES)

- O cardum- e escapou da rede.

- Os cardumes escaparam da rede.

Nesses dois exemplos o verbo concordou com o coletivo (sujeito


simples).

Quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de


complemento no plural, admitem-se duas concordâncias:

1ª) verbo no singular.


- O bando de passarinhos cantava no jardim.

- Um grupo de professores acompanhou os estudantes.

2ª) o verbo pode ficar no plural, nesse caso o verbo no plural dará
ênfase ao complemento.

- O bando de passarinhos cantavam no jardim.

- Um grupo de professores acompanharam os estudantes

SE

Verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos e indiretos + -


se:

Se o termo que recebe a ação estiver no plural, o verbo deve ir para


o plural, se estiver no singular, o verbo deve ir para o singular.

- Alugam-se cavalos.

“Alugar” é verbo transitivo direto.

“Cavalos” recebe a ação e está no plural, logo o verbo vai para o


plural.

Aqui o “se” é chamado de partícula apassivadora (Cavalos são


alugados).

Outros exemplos:
- Vendem-se casas.

- Alugam-se apartamentos.

- Exigem-se referências.

- Consertam-se pianos.

- Plastificam-se documentos.

- Entregou-se uma flor à mulher. (verbo transitivo direto e indireto)

OBS: Somente os verbos transitivos diretos têm voz passiva.

Qualquer outro tipo de verbo (transitivo indireto ou intransitivo) fica


no singular.

- Precisa-se de professores. (Precisar é verbo transitivo indireto)

- Trabalha-se muito aqui. (trabalhar é verbo intransitivo)

Nesse caso, o “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito


ou partícula indeterminadora do sujeito.

HAVER – FAZER

"Haver" no sentido de “existir”, indicando “tempo” ou no sentido de


“ocorrer” ficará na terceira pessoa do singular. É impessoal, ou seja,
não admite sujeito.

"Fazer" quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”, também


é impessoal e deverá ficar na terceira pessoa do singular.
- Nesta sala há bons e maus alunos. (= existe)

- Já houve muitos acidentes aqui. (= ocorrer)

- Faz 10 anos que me formei. (= tempo decorrido)

SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM INDEFINIDO

O verbo concordará com o indefinido.

- Tudo, jornais, revistas, TV, só trazia boas noticias.

- Ninguém, amigos, primos, irmãos veio visitá-lo.

- Amigos, irmãos, primos, todos foram viajar.

PESSOAS DIFERENTES

O verbo flexiona-se no plural na pessoa que prevalece (a 1ª sobre a


2ª e a 2ª sobre a 3ª).

Eu e tu: nós

Eu e você: nós

Ela e eu: nós

Tu e ele: vós

- Eu, tu e ele resolvemos o mistério. (1ª pessoa prevalece)

- O diretor, tu e eu saímos apressados. (1ª pessoa prevalece)

- O professor e eu fomos à reunião. (1ª pessoa prevalece)

- Tu e ele deveis fazer a tarefa. (2ª pessoa prevalece)


Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito pouco usado na língua
contemporânea , é preferível usar a 3ª pessoa quando ocorre a 2ª
com a 3ª.

- Tu e ele riam à beça.

- Em que língua tu e ele falavam?

Podemos também substituir o “tu” por “você”.

- Você e ele: vocês

NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL

Se o nome vier antecedido de artigo no plural, o verbo deverá


concordar no plural.

- Os Andes ficam na América do Sul.

Se não houver artigo no plural, o verbo deverá concordar no singular.

- Santos fica em São Paulo.

- “Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou Machado de Assis.

Obs 1: Com nome de obras artísticas, admite-se a concordância


ideológica com a palavra “obra”, que está implícita na frase.
- “Os Lusíadas” imortalizou Camões.

Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no singular, o verbo fica no


singular.

“Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura Portuguesa.

- Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor.

SER

O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o sujeito for o


pronome interrogativo “que” ou “quem”.

- Quem são os eleitos?

- Que seriam aqueles ruídos estranhos?

- Que são dois meses?

- Que são células?

- Quem foram os responsáveis?

Quando o verbo “ser” indicar tempo, data, dias ou distância, deve


concordar com a apalavra seguinte.

- É uma hora.

- São duas horas.

- São nove e quinze da noite.


- É um minuto para as três.

- Já são dez para uma.

- Da praia até a nossa casa, são cinco minutos.

- Hoje é ou são 14 de julho?

Em relação às datas, quando a palavra “dia” não está expressa, a


concordância é facultativa.

Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal, o


verbo concordará com ele.

- Eu sou o chefe.

- Nós somos os responsáveis.

- Eu sou a diretora.

Quando o sujeito é um dos pronomes isto, isso, aquilo, o, tudo, o


verbo “ser” concordará com o predicativo.

- Tudo são flores.

- Isso são lembranças de viagens.

Pode ocorrer também o verbo no singular concordando com o


pronome (raro).

- Tudo é flores.
Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é muito”, “é
bastante”, “é pouco”, “é suficiente” denotando quantidade, distância,
peso, etc ele ficará no singular.

- Oitocentos reais é muito.

- Cinco quilos é suficiente.

 Concordância verbal
Ocorre entre o sujeito e o verbo: 

Os meninos brincam na chuva.

O substantivo 'meninos' e o verbo 'brincam' mantêm uma relação de concordância em número


(plural) e pessoa (terceira). A concordância verbal também pode ser chamada de concordância
de sujeito gramatical. 

Regras específicas

• Quando o sujeito é composto e está anteposto ao verbo:

- O verbo vai para o plural:

O advogado e o réu retiraram-se da sala.

 
- Ou o verbo fica no singular, se os núcleos dos sujeitos são resumidos pelas expressões tudo,
nada, ninguém:

O advogado, o réu, o juiz, ninguém ficou na sala.

• Quando o sujeito é anteposto ao verbo, este fica no plural:

A professora e o aluno saíram da sala.

• Quando o sujeito é composto e está posposto ao verbo:


 
- O verbo vai para o plural:

Retiraram-se da sala o advogado e o réu.

 
- Ou o verbo concorda com o núcleo mais próximo:

Retirou-se da sala o advogado e o réu.

• Quando o sujeito é composto por pessoas gramaticais diferentes:


 
- O verbo flexiona-se no plural, na pessoa que prevalece (a primeira prevalece sobre a
segunda e esta sobre a terceira):

Tu e eu já fizemos muito. (Nós)
Tu e ele já fizestes muito. (Vós)

Expressões com o verbo 'ser'

• Quando o substantivo não é precedido por determinantes ou modificadores, expressões do


tipo é bom, é preciso, é claro, é proibido ficam invariáveis:

É proibido entrada.

• Quando o substantivo é precedido de artigo, ou de qualquer modificador, as mesmas


expressões – é bom, é preciso, é claro, é proibido – passam a variar, concordando com o
substantivo:

É proibida a entrada.