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PUC Minas Campus Poços de Caldas

Amanda Lustosa Ferreira Silvestrini


Direito Penal- 7° período noturno

7 questões a seguir sobre o texto: O (im)possível julgar penal:

1- Ao se debater sobre o tema de julgamento, ou seja, a condenação, de um réu, há grandes


discussões sobre o tema. Sob esse sentido, entende-se a grande responsabilidade que recai
sobre o julgador, tendo em vista que o réu levará consigo o ‘’sim’’ ou o ‘’não’’, aquela decisão
para o resto de sua vida. Assim, consequentemente, parte do julgador irá com o réu para o
resto da vida e parte do réu irá com o julgador em materialização da responsabilidade que o
carrega por tempo, também indeterminado.
Portanto, tendo como texto de apoio, o artigo fornecido pelo professor, conclui-se de forma
convergente à afirmação de João Luiz, presente na página 12 de 15, de que é possível
condenar, ou seja, julgar, desde que seja deixado para trás um julgamento de forma
subjetiva, ou seja, sem levar em consideração detalhes trazidos pelo bom senso, como
‘’certo e errado’’, ‘’justo ou injusto’’.
O julgador deve levar em quesito a lei, se apoiando na legislação e assim, julgar ficará mais
fácil- não cabendo a ele qualquer decisão, mas sim, cabendo ao ato de interpretar a norma
jurídica (instrumento pelo qual o julgador deve se apoiar de forma integral para condenar).
Em suma, como concluído no parágrafo anterior, o julgador apoiando-se às normas jurídicas,
traz para si a responsabilidade de hermenêutica. Não obstante, ressalta-se que o julgador,
apoiando-se inteiramente na técnica, torna-se cada vez melhor, deixando seus princípios e
pensamentos subjetivos e humanísticos, apenas com o tempo. Portanto é possível julgar o
penal.

2- Como dito anteriormente, a angústia vivida pelo julgador de uma certa situação é ter que v
viver com sua própria decisão, seja ela positiva ou negativa. Entendendo que o julgador
passa por uma situação de desconforto, tendo em vista o grande labirinto em que se
encontra: de um lado julgar de forma não humana, mas totalmente material, se preocupando
com a interpretação da lei, e de outra forma pensando que o ser que encontra-se a sua
frente é um também um indivíduo com família, por exemplo, ele se depara também com a
angústia de ter que carregar esse fardo que é julgar.
3- Por mais que pareça ideias antagônicas, o autor aconselha a justiça do amor, ou seja, ele
aconselha que o julgador busque agir de forma justa, ou seja, agir como se interpreta a
norma, não se apegando a fatos externos à legislação. Não obstante, ele reforça a palavra
amor, que por mais que pareça não se encaixar em um quadro de julgamento e
consequentemente futuro cárcere, ele aconselha que os julgadores procurem ter compaixão
pelos que serão condenados, porque por mais que eles estejam do outro lado da situação,
eles são indivíduos da mesma maneira que os julgadores, às vezes com família, sonhos, etc.

4- Entendendo como afirma no texto que, quando um julgador julga um réu, há uma troca de
vivências, ou seja, o julgador leva parte do réu consigo e o réu leva parte do julgador em si,
conclui-se que é válido afirmar que o julgador se julga ao julgar um terceiro.
Por mais que o certo de um julgador é condenar com base na interpretação da norma,
salienta-se que não é o que ocorre geralmente. Assim, consequentemente, carregará
consigo suas vivências e paradigmas antes de fazer um julgamento, se autojulgando sem
mesmo perceber.
A exemplo da juíza em 2020 que julgou um caso afirmando na própria sentença ‘’em virtude
de sua raça’’ ao julgar a etnia (erroneamente) do réu, ela se autojulgou, inconscientemente,
alguém que leva em consideração a etnia dos indivíduos para determinar o erro ou a verdade
dos fatos, ou seja, racista.
Se o caso não tivesse tomado proporção e isso tivesse passado batido pelo judiciário, o
indivíduo réu estaria preso, sendo julgado pela etnia, e ela continuaria apresentando atitudes
racistas em julgamento, e assim, carregaria consigo a prisão desse indivíduo.

5- Segundo sua fala no texto, a magistrada Jeane Carla não sabe responder naquele exato
momento se está pronta ou não para condenar alguém para a prisão, ou seja, ela não se
sente pronta para condenar a pena de prisão. A solução para esta magistrada decidir está no
próprio texto, onde a mesma deveria se colocar no lugar do individuo que está sendo julgado,
ter uma certa empatia, como o texto nós trás e fazer o máximo possível para que a pena na
prisão seja convertida em outra ou pelo menos em um tempo menor.

6- Para o autor, a justiça do amor seria uma justiça onde não se olha para o julgado com um
olhar de que aquela pessoa é um objeto pelo fato de ter cometido um crime e sim de um
individuo que antes do tal delito cometido para estar ali, também tinha uma vida, uma família,
ou seja, a justiça do amor visa garantir os direitos que mesmo eles tem e para isso ser feito a
solução não seria a cadeia, mesmo por que quanto mais o individuo fica nesse ambiente,
pior ele sai de lá.
Seguindo essa ideia então, temos um juiz com empatia pelo acusado, um juiz ativista. Com
isso podemos chegar a conclusão que a justiça do amor em troca da justiça do ódio é
simplesmente ter mais empatia com o ser humano que está ali sendo julgado em vez de
simplesmente manda-lo para um lugar onde a chance dele voltar melhor é mínima.

7- Um motivo de alarde ainda é que grande parte de nossa legislação penal é considerada
irracional, portanto, obsoleta, tornando o público moralmente indignado e atenua suas
emoções em vinganças localizadas e a fazer “justiça com as próprias mãos”.
Na elaboração da notícia do crime e do que motivou o criminoso, a mídia não é precisa, é
altamente sensacionalista e molda a história baseando-se nos papéis do mocinho e do
bandido, gerando, assim, fúria entre os telespectadores, que sequer se dão ao trabalho de
tomar suas próprias conclusões sobre o assunto, ou seja, são facilmente alienados.
Assim, A manipulação e intervenção da mídia no âmbito social é algo tão forte que cria uma
repercussão social e deixa a população comovida da forma que quiser, levando-a da tristeza
por um acontecimento isolado a uma fúria uma necessidade arrebatadora de fazer justiça
com as próprias mãos ou pressionar o Poder Judiciário em si, repercutindo no sistema penal.

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