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Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger


fracassou como papa
TER, 12/02/2013 - 11:07
ATUALIZADO EM 13/02/2013 - 14:21

Da Folha
Alemão é brilhante como teólogo, mas fracassou como papa

LUIZ FELIPE PONDÉ


COLUNISTA DA FOLHA

A IGREJA AGONIZA EM UM MUNDO CADA VEZ MAIS OPACO PARA QUEM PENSA QUE A
VIDA SEJA ALGO MAIS DO QUE LIBERDADE PARA TRANSAR

Joseph Ratzinger é um dos maiores teólogos vivos do cristianismo. Como papa Bento 16,
fracassou.
ÚLTIMOS CONTEÚDOS GGN

Conservador, um tanto liberal no começo de sua carreira, Bento 16 iniciou seu papado com um CULTURA
eu te entrego a minha mão armada, por
projeto, já em curso quando era a eminência parda intelectual de João Paulo 2º, de pôr romério rômulo
"medida" na herança do Concílio Vaticano 2º, verdadeira "revolução liberal" na Igreja Católica.
POLÍTICA
Por que choramos tanto a morte do
Já nos anos 80 atacava a teologia da libertação latino-americana por considerá-la certa quanto
jornalismo que não morreu?
ao carisma profético bíblico de procurar justiça no mundo, mas errada quanto a assumir o
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ao carisma profético bíblico de procurar justiça no mundo, mas errada quanto a assumir o
marxismo como ferramenta de realização desta justiça. ECONOMIA
Falando um pouco sobre juros, por
Gunter Zibell
Bento 16 foi um duro crítico da ideia de que a igreja deva aceitar soluções modernas para
problemas modernos. POLÍTICA
A reforma política que a direita
Nesse sentido, apesar de ter resistido bravamente, com a idade e a fraqueza que esta implica, conservadora quer

acabou por ser um papa acuado pelas demandas modernas feitas à igreja e por uma POLÍTICA
incapacidade de pôr em marcha sua "infantaria", que nunca aceitou plenamente seu perfil de Futebolítica: Maradona, Blatter e a
Geopolítica da FIFA
intelectual alemão eurocêntrico.
CULTURA
Sua ideia de igreja é a de um pequeno grupo coeso de crentes, fiéis ao magistério da igreja Ida Miccolis, o silêncio de uma grande
(conjunto de normas para condução moral da vida), distante das "modas moderninhas". voz
ver todos
Quais seriam algumas dessas demandas modernas? Diálogo simétrico com outros credos
(multiculturalismo), casamento gay, divórcio, sacerdócio das mulheres, fim do celibato, uso de
contraceptivos, aborto, punição pública de padres pedófilos (a igreja deveria passar esses
padres para a Justiça comum), aceitação de avanços da medicina pré-natal como identificação
de fetos sem cérebro e consequente aborto, alinhamento político do clero com causas sociais e
políticas do terceiro mundo -enfim, desafios típicos do contemporâneo.

Bento 16 esbarrou com o fato de que a maior parte dos católicos militantes hoje é de países
pobres (afora o caso dos EUA, o cristianismo é uma religião de país pobre).

Os fiéis, portanto, estão mais próximos de um discurso contaminado pelas teorias políticas de
esquerda, que fala de justiça social como um direito "divino" e aproxima Jesus de Che Guevara,
do que da complicada discussão acerca dos excessos do iluminismo racionalista ou da crítica
bíblica que tende a humanizar Cristo excessivamente em detrimento de sua divindade.

Seu próprio clero (sua "infantaria") ajudou no fracasso de seu papado, resistindo
ÚLTIMAS DESTA EDITORIA
sistematicamente à "romanização da igreja", o que em jargão técnico significa centralização das COMÉRCIO EXTERIOR
Empresas de cosméticos brasileiras
decisões relativas ao cotidiano da instituição na lenta burocracia do Vaticano, com sua típica
fecham negócios em Dubai
alienação europeia, distante do "caos" do mundo real do Terceiro Mundo. O Vaticano é muito
europeu, inclusive em sua decadência como referência para o mundo no século 21. “Vivendo, se aprende; mas o que se
aprende, mais, é só a fazer outras
maiores perguntas” (G. Rosa) e
Mas há dimensões que transcendem as dificuldades específicas de seu projeto conservador e Gonzaguinha seguindo a vida
tocam dificuldades da Igreja Católica contemporânea como um todo.
MÚSICA
Ella & Louis
A igreja hoje tem um sério problema de formação de quadros. Antes era "um bom negócio"
entrar para a igreja; hoje, quem o faz, salvo casos de grande vocação mística e espiritual ou de CRÔNICA
revolta contra as ditas "injustiças sociais", é muitas vezes gente sem muita opção de vida. Homenagem à prima Rosa Maria

LITERATURA
Quando não, tal como é visto por parte da população secular, gente com desvios sexuais
eu te entrego a minha mão armada, por
graves. romério rômulo
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Os cursos de formação do clero, quando não totalmente contaminados pelos próprios teóricos
que João Paulo 2º chamava em sua encíclica "Fides et Ratio" ("Fé e Razão") de "pensadores da
MAIS COMPARTILHADOS
suspeita" contra a fé e a razão (Marx, Nietzsche, Freud, Foucault), são fracos, com professores
As ligações de Aécio e Marin, por Juca
mal formados e conteúdos vazios. Claro que existem exceções, que, como sempre, em sendo
Kfouri
exceções, confirmam a regra.
A desmoralização da PF e do MPF
Enfim, o papado de Bento 16 fracassou, em grande parte, em razão do fogo amigo: sua O escândalo da Fifa "é só o começo", diz
própria infantaria. polícia americana

Se financiamento empresarial não


A Igreja Católica agoniza diante de um mundo que cada vez é mais opaco para quem pensa, passar, "vamos ampliar o caixa 2", diz
como ela, que a vida seja algo mais do que conforto, prazer e liberdade pra transar com quem tucano

quisermos e quando quisermos. O jogo de coerção do juiz Sergio Moro

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O escândalo da Fifa "é só o começo", diz


polícia americana
79 comentários

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+29 comentários

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
qua, 13/02/2013 - 14:01 — Minerva

Ai, ai como e bom fingir nao ser cliche usando vocabulos mais rebuscados...

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 22:27 — J. Cordeiro

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Como protestante, não tenho receio de falar sobre a renuncia do Papa Bento XVI. E que, antes de tudo, é
preciso respeito e o Pontífice o merece. Seus erros e acertos, caberá a história o julgamento. Não podem
aqueles que dizem amá-lo, num dos extremos, e os que porventura o odeiem, na outra extremidade,
ficarem vomitando suas doutrinas intestinais. O ato daquele que dirige a cadeira de Pedro parece indicar
um homem desiludido, material e espiritualmente. Mas, firme e decidido. Os que o atacam, em grande
maioria, clamam ter sido ele ligado ao nazismo, quando ainda jovem. Outros, que agiu desmedidamente
contra comunistas e similares, especialmente calando a Teologia da Libertação. Dizem-no ligado até ao
PSDB brasileiro, que sabemos braço político da Opus Dei. Mas esquecem de analisar quem está agora,
como ninguém, precisando do abraço amigo, de uma palavra de alento numa hora de grande amargura. Os
que o julgam pela óptica da “história” haverão de maldizer o Apóstolo Paulo, um dos pilares do cristianismo.
E esquecem a Palavra de Deus ensina que não se pisa na “cana quebrada...” (Is. 42:3). Aos que nunca
erraram, atirem a primeira pedra...

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 19:04 — Humberto Cavalcanti

Bento XVI: Crise e exaustão conservadorapor Saul Leblon, Carta Maior:

Dinheiro, poder e sabotagens. Corrupção, espionagem, escândalos sexuais.

A presença ostensiva desses ingredientes de filme B no noticiário do Vaticano ganhou notável regularidade
nos últimos tempos.

A frequência e a intensidade anunciavam algo nem sempre inteligível ao mundo exterior: o acirramento da
disputa sucessória de Bento XVI nos bastidores da Santa Sé.

Desta vez, mais que nunca, a fumaça que anunciará o 'habemus papam' refletirá o desfecho de uma fritura
política de vida ou morte entre grupos radicais de direita na alta burocracia católica.

Mais que as razões de saúde, existiriam razões de Estado que teriam levado Bento XVI a anunciar a
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renúncia de seu papado, nesta 2ª feira.

A verdade é que a direita formada pelos grupos 'Opus Dei' (de forte presença em fileiras do tucanato
paulista), 'Legionários' e 'Comunhão e Libertação' (este último ligado ao berlusconismo) já havia precipitado
fim do seu papado nos bastidores do Vaticano.

Sua desistência oficializa a entrega de um comando de que já não dispunha.

Devorado pelos grupos que inicialmente tentou vocalizar e controlar, Bento XVI jogou a toalha.

O gesto evidencia a exaustão histórica de uma burocracia planetária, incapaz de escrutinar


democraticamente suas divergências. E cada vez mais afunilada pela disputa de poder entre cepas
direitistas, cuja real distinção resume-se ao calibre das armas disponíveis na guerra de posições.

Ironicamente, Ratzinger foi a expressão brilhante e implacável dessa engrenagem comprometida.

Quadro ecumênico da teologia, inicialmente um simpatizante das elaborações reformistas de pensadores


como Hans Küng (leia seu perfil elaborado por José Luís Fiori, nesta pág.), Joseph Ratzinger escolheu o
corrimão da direita para galgar os degraus do poder interno no Vaticano.

Estabeleceu-se entre o intelectual promissor e a beligerância conservadora uma endogamia de propósito


específico: exterminar as ideias marxistas dentro do catolicismo.

Em meados dos anos 70/80 ele consolidaria essa comunhão emprestando seu vigor intelectual para se
transformar em uma espécie de Joseph McCarty da fé.

Foi assim que exerceu o comando da temível Congregação para a Doutrina da Fé.

À frente desse sucedâneo da Santa Inquisição, Ratzinger foi diretamente responsável pelo desmonte da
Teologia da Libertação.

O teólogo brasileiro Leonardo Boff, um dos intelectuais mais prestigiados desse grupo, dentro e fora da
igreja, esteve entre as suas presas.

Advertido, punido e desautorizado, seus textos foram interditados e proscritos. Por ordem direta do futuro
papa.

Antes de assumir o cargo supremo da hierarquia, Ratzinger 'entregou o serviço' cobrado pelo
conservadorismo.

Tornou-se mais uma peça da alavanca movida por gigantescas massas de forças que decretariam a
supremacia dos livres mercados nos anos 80; a derrota do Estado do Bem Estar Social; o fim do comunismo
e a ascensão dos governos neoliberais em todo o planeta.

Não bastava conquistar Estados, capturar bancos centrais, agências reguladoras e mercados financeiros.

Era necessário colonizar corações e mentes para a nova era.

Sob a inspiração de Ratzinger, seu antecessor João Paulo II liquidou a rede de dioceses progressistas no
Brasil, por exemplo.

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As pastorais católicas de forte presença no movimento de massas foram emasculadas em sua agenda
'profana'. A capilaridade das comunidades eclesiais de base da igreja foi tangida de volta ao catecismo
convencional.

Ratzinger recebeu o Anel do Pescador em 2005, no apogeu do ciclo histórico que ajudou a implantar.

Durou pouco.

Três anos depois, em setembro de 2008, o fastígio das finanças e do conservadorismo sofreria um abalo do
qual não mais se recuperou.

Avulta desde então a imensa máquina de desumanidade que o Vaticano ajudou a lubrificar neste ciclo
(como já havia feito em outros também).

Fome, exclusão social, desolação juvenil não são mais ecos de um mundo distante. Formam a realidade
cotidiana no quintal do Vaticano, em uma Europa conflagrada e para a qual a Igreja Católica não tem nada
a dizer.

Sua tentativa de dar uma dimensão terrena ao credo conservador perdeu aderência em todos os sentidos
com o agigantamento de uma crise social esmagadora.

O intelectual da ortodoxia termina seu ciclo deixando como legado um catolicismo apequenado; um imenso
poder autodestrutivo embutido no canibalismo das falanges adversárias dentro da direita católica. E uma
legião de almas penadas a migrar de um catolicismo etéreo para outras profissões de fé não menos
conservadoras, mas legitimadas em seu pragmatismo pela eutanásia da espiritualidade social irradiada do
Vaticano.

Média:


"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell
(1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 17:37 — HEZBOLLAH666

Pondé é tão útil quanto uma mosca morta.

#simplesassim

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa

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ter, 12/02/2013 - 15:38 — JB Costa

Uma porcaria de artigo: recheado de clichês, de estilo tôsco e raso como um pires na abordagem de um
tema que requer mais reflexão e profundidade.

É a expressão do filósofo prêt-à - porter.

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 18:49 — Clever Mendes de Oliveira

JB Costa (terça-feira, 12/02/2013 às 16:38),

Não gosto de Luiz Felipe Pondé. Penso que há muitos intelectuais tentando ocupar o lugar ou de Paulo
Francis ou de Nelson Rodrigues, mas estabelecem chegar aos lugares antes ocupados pelos dois como
se os dois tivessem chegado ao lugar que ocuparam como um projeto e não pelo acaso e como se os
lugares ainda existissem.

O Luiz Felipe Pondé é culto e inteligente, talvez até mais culto que os dois (Nelson Rodrigues e Paulo
Francis) e talvez menos inteligente que os dois, e avaliou que ele tinha estrutura suficiente para
desempenhar um papel que de certo modo não é assumido por ninguém. Má avaliação e por mais
chamativas e apelativas que são as idéias que ele tenta defender os artigos dele não me prendem à
leitura.

Agora, não vi razão para a sua reação ao texto de Luiz Felipe Pondé. Para mim foi um dos poucos
textos dele que eu fui até o final.

É claro que é um artigo fraco, que comete alguns erros ou falha de argumentação como, por exemplo,
dizer que "afora o caso dos EUA, o cristianismo é uma religião de país pobre". Um argumento que se não
foi originado do preconceito beira a irracionalidade ou a falta de lógica. Seria o mesmo que dizer que a
religião (principalmente a católica) é própria de países ricos, pois na América do Sul, os países mais ricos
são os mais religiosos (Argentina, Chile e Uruguai).

E, além dos erros, há omissões. Não disse ele nada sobre o fato de no pontificado de Bento XVI, o
Partido da Democracia Cristã mais assumir o eurocentrismo e mais se deixar impregnar de um
sectarismo preconceituoso, intolerante e discriminatório como se revela no lema de campanha da
democracia-cristã alemã na eleição para o Parlamento Europeu em que se dizia: "Por Deus e contra a
Turquia".

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Um trecho que dá azo a sua crítica é a referência que ele faz às "teorias políticas de esquerda" . . . "de
justiça social como um direito "divino"", mas aqui penso que ele se refere às "teorias políticas de
teólogos esquerdistas".

Aqui e ali há também um tanto de achismo como quando ele menciona a formação de quadros da igreja.
A menos que ele tenha uma pesquisa de campo bem realizada ele ali expressa uma idéia de senso
comum, mas sem nenhum dado estatístico que a confirme.

O problema do artigo em meu entendimento é que ele foi uma resposta muito rápida a um evento bem
recente. Penso que Luiz Felipe Pondé quis abordar muitos temas em um artigo muito curto e
praticamente sem prazo não só para avaliar todas as implicações da renúncia como também para fazer
um bom apanhado histórico do pontificado de Bento XVI.

Ele, ainda que mal, bem tentou e se o artigo dele saiu assim como você disse: perfunctório, sem
reflexão e profundidade, não o vejo como uma porcaria.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 12/02/2013

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 15:36 — W K

Aqui uma "profecia" a respeito da renúncia do papa:

http://www.spiegel.de/fotostrecke/papst-ruecktritt-ein-prophetischer-car...

(em alemão!)

Trata-se de uma caricaturista alemã, que encheu um caldendário com algumas charges, e para o dia 10 de
fevereiro de 2013, "inventou" que o papa ganhava a mega-sena alemã e avisa que ia pedir demissão.ISso
foi desenhado no ano passado.

Errou por um dia, apenas. A bolha: "Santíssimo saco. Amanhã eu peço demissão."

Média:

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 14:59 — Antonio Binessen

Conheci este 'filósofo' (Pondé) de perto, além das características pessoais, trata-se de um hipócrita
individualista, é pateticamente incapaz de sustentar um embate de ideias que envolvam uma análise social
ou política mais aprofundada. Para ele não existe invisibilidade social ('todos são visíveis...'); todo indivíduo
de esquerda tem a mesma têmpera estalinista, o que deve advir de seu profundo desprezo por pelos
pensadores de esquerda, de Marx a Gramsci; toda revolução de esquerda é um lamentável episódio
histórico, o que deve advir de seu parco conhecimento das revoluções sociais; e os palestinos estão
'condenados' porque ninguém irá ajudá-los. Nesta última conversa, compreendi que seu olhar era de pura
indiferença ao destino dos palestinos! O contexto em que proferiu tal comentário foi durante a operação
Chumbo Fundido.

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
qua, 13/02/2013 - 10:46 — Mauricio Salles

Na "weakpedia" diz que Pondé é israelita. Daí se conclui que ele, no fundo, crê e advoga uma profunda
aliança entre Estado e religião. Mas é incauto quando minimiza genocidios como os do Guarani Kaiowá
e esquece-se do longo e terrivel sofrimento de seu proprio povo no holocausto. Ou seja, Pondé é uma
pessoa contraditoria e precipitada como qualquer outro e, seguramente, é mais um professor de
filosofia. Jamais um filosofo. Sua cronica, como sempre, é superficial.

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 14:56 — José Lacerda

Pondé é fraco na reflexão. Até porque, se se aprofundar muito, terá que renunciar a ser direitista -- como
se autodeclara ultimamente. Não que se converterá ao lado oposto -- o esquerdismo --, mas que terá que
criticar o lugar de onde fala atualmente. Como está confortável, gozando de certa fama, vendendo livros e
ganhando algum dinheiro, não sairá da instalação atual em nome de um pensamento mais, digamos, crítico
e filosófico.

Quanto à renúncia de Ratzinger ao papado, é bom que não se confunda o Papa e o Vaticano com a Igreja
Católica. Aquilo lá, a Cúria Romana, é um aglomerado de solteirões de todo tipo disputando prestígio,
dinheiro e sexo. E há, é claro, os bem-intencionados. Mas são como Suplicy no Senado.

Os católicos não estão ligando muito para isso. Aquilo não é a Igreja Católica. Como em qualquer
agrupamento de seres humanos, a compreensão dos processos que determinam as hegemonias em
disputa passa pelo rastreamento do dinheiro e do sexo. Como se trata de um grupo extremamente
fechado, estruturado como uma máfia (desde os Borgias, no século XV), é provável que jamais venhamos a
saber algo de significativo. Só podemos deduzir...

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Deus, se existir, deve estar às gargalhadas...

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 14:41 — Alessandre de Argolo

Ótimo artigo, justo para com os fatos, correto nas análises, longe de propagar teses desvairadas e que
não sabem sustentar o que afirmam, como o artigo de Saul Leblon (Link:
www.advivo.com.br/blog/luisnassif/bento-xvi-crise-e-exaustao-conservador...), que disse que Ratzinger
compactuava com o neoliberalismo em escala global (!) e era um dos principais responsáveis pela atual
crise sócio-econômica européia, surgida a partir da bancarrota que atingiu o mercado financeiro em 2008,
sem mostrar nem um exemplozinho do que Ratzinger fez ou disse que corroborasse a tese desvairada.

O único fundamento usado no texto confuso e mal escrito de Leblon é que Ratzinger foi um dos
responsáveis pelo expurgo do marxismo dos quadros da Igreja. Péssimo argumento, binário até dizer
basta. Ora, a Igreja tem até encíclica que condena o comunismo ateu, a Divini Redemptoris, do papa Pio XI,
1937. Disso não se segue que a Igreja apoie o capitalismo predatório e somente desconhecendo a história
do liberalismo social se pode defender isso. O estado do bem estar social é, em muito, consectário lógico de
teses defendidas pela Igreja, principalmente de sua encíclica Rerum Novarum, principal fundamento da
Doutrina Social da Igreja. Mas Leblon acredita que ser anti-comunista, contra a presença do marxismo no
seio da Igreja, significa apoiar o neoliberalismo e o capitalismo financeiro sem limites. Não funciona e é
atestado de desconhecimento profundo sobre o assunto.

De resto, a tese não possui a menor sustentação no texto. Nenhuma declaração de Ratzinger apoiando o
neoliberalismo, o capitalismo financeiro não regulado, o mercado completamente livre, nada disso importa
para sustentar a tese. O que importa é afirmar o que é falso, por puro desejo de criticar Ratzinger, sem
qualquer procedência.

Pondé ao menos é lúcido e seu artigo é substancialmente correto.

Média:


"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
qua, 13/02/2013 - 03:14 — Almeida

Pondé e seu admirador argola, o pondé das Alagoas, duas imbecilidades que se incompletam na
admiração do reacionário Ratzinger. Como é que pode alguém achar ótimo um artigo com esse primor
de parágrafo:

"A igreja hoje tem um sério problema de formação de quadros. Antes era "um bom negócio" entrar
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para a igreja; hoje, quem o faz, salvo casos de grande vocação mística e espiritual ou de revolta contra
as ditas "injustiças sociais", é muitas vezes gente sem muita opção de vida".

Como era "um bom negócio"? Será que Ratzinger entrou para igreja pensando em fazer "um bom
negócio"?

E ainda vem o fechamento: "Quando não, tal como é visto por parte da população secular, gente com
desvios sexuais graves".

Para o pondé das Alagoas tudo isso é "justo para com os fatos, correto nas análises"; numa análise de
quinta, seu guru "Pondé ao menos é lúcido e seu artigo é substancialmente correto". Saiu da argola do
Pondé.

Média:


Almeida

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 22:13 — Clever Mendes de Oliveira

Alessandre de Argolo (terça-feira, 12/02/2013 às 15:41),

Não tenho nenhum preconceito aos textos de Saul Leblon no sentido de que não os guardo na
memória para saber a validade deles. A freqüência em que vejo os textos dele é muito pequena para
gerar algum preconceito ou mesmo para ter idéia da ideologia que se abriga nos textos dele.

Ao ler seu comentário vi a seguinte afirmação:

"(Saul Leblon) disse que Ratzinger compactuava com o neoliberalismo em escala global (!) e era um dos
principais responsáveis pela atual crise sócio-econômica européia, surgida a partir da bancarrota que atingiu o
mercado financeiro em 2008".

A frase me pareceu um disparate e eu não perdi tempo em acessar o post aqui no blog de Luis Nassif
que você indicou onde o texto de Saul Leblon "Bento XVI: Crise e exaustão conservadora" fora
transcrito e a frase poderia ser lida.

Voltei agora a este post “Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou com o papa” de terça-
feira, 12/02/2013 às 12:07, contendo a transcrição do artigo “Alemão é brilhante como teólogo, mas
fracassou como papa” de Luiz Felipe Pondé na Folha de S. Paulo de hoje, terça-feira, 12/02/2013, e

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vejo logo no início um comentário de Humberto Cavalcanti enviado terça-feira, 12/02/2013 às 20:04, em
que ele transcreve o artigo de Saul Leblon, saído na Carta Maior e intitulado “Bento XVI: Crise e
exaustão conservadora”.

Bem, resolvi ler o texto e procurar nele a referência que você fizera. O texto de Saul Leblon é excelente
e em certas partes em concordância com algumas afirmações do texto de Luiz Felipe Pondé. O cerne do
artigo de Saul Leblon é exatamente a questão da crise européia a que você menciona no seu resumo
do que dissera Saul Leblon. Transcrevo o que diz Saul Leblon:

(Joseph Ratzinger) “Tornou-se mais uma peça da alavanca movida por gigantescas massas de forças que
decretariam a supremacia dos livres mercados nos anos 80; a derrota do Estado do Bem Estar Social; o fim
do comunismo e a ascensão dos governos neoliberais em todo o planeta”.

Ora, a frase de Saul Leblon é totalmente distinta da que você atribui a ele. Montar um comentário assim
é uma empulhação que só se justifica pela má-fé ou incompetência.

De todo modo, dá para se aproveitar algo do seu comentário. Ao remeter para o ótimo artigo de Saul
Leblon, ainda que eu chegara a ele por outras vias, eu tive oportunidade de observar um aspecto
importante que eu esquecera de mencionar no comentário que eu enviara terça-feira, 12/02/2013 às
19:49, para junto do comentário de JB Costa enviado terça-feira, 12/02/2013 às 16:38 aqui neste post
"Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou com o papa". No meu comentário eu mencionei
que Luiz Felipe Pondé omitira efeitos ruins que o eurocentrismo de Joseph Ratzinger produzira na
Europa. E nesse sentido eu fiz referência ao lema da democracia cristã alemã na campanha para o
parlamento europeu: “Por Deus, e contra a Turquia”. Faltou na minha referência mencionar o artigo
“Entre Berlin e o Vaticano” de José Luís Fiori e publicado no Valor Econômico de quarta-feira,
17/06/2009, e de onde eu retirei a informação sobre o lema da democracia-cristã alemã e que pode ser
visto no seguinte endereço:

http://www.ie.ufrj.br/aparte/pdfs/entre_berlim_e_o_vaticano.pdf

Fiz questão de deixar o link porque no artigo José Luís Fiori trata exatamente do papel do Papa na
tomada de posição em favor de uma Europa voltada para as raízes cristãs.

Só que a maior omissão de Luiz Felipe Pondé foi justamente o que é bem expresso nesta passagem do
artigo de Saul Leblon:

“Fome, exclusão social, desolação juvenil não são mais ecos de um mundo distante. Formam a
realidade cotidiana no quintal do Vaticano, em uma Europa conflagrada e para a qual a Igreja Católica
não tem nada a dizer”.

É aviltante para uma igreja que se preocupa com tantas coisas mundanas: uso da pílula, uso da
camisinha, casamento, divórcio, aborto, etc. nada dizer diante da crise da Europa. Aqui não se trata da

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omissão de Luiz Felipe Pondé, mas da omissão da igreja. É verdade que ao pé da letra o cardeal
Joseph Ratzinger não tinha nada a falar sobre a crise européia. Como base sobre a qual se constrói a
Igreja Católica, o papa Bento XVI não se omitira diante da crise européia, pois como sumo pontífice da
Igreja de Jesus Cristo, o reino do Papa não é deste mundo.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 12/02/2013

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 14:26 — maria utt

Até aí morreu Maria, porque o Pondé também fracassou como filósofo. E sem brilho nenhum.

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 14:20 — Estevão Zanchetta

Para Joseph Ratzinger, Luiz Felipe Pondé é quem mesmo???

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 13:49 — Marco St.

Desculpe, mas esse Luiz Felipe Pondé é um dos tantos imbecis que povoam as redações da velha mídia. A
assinatura dele já nos indica que o texto deve ser jogado no lixo. Sem ler.

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 13:18 — mariazinha

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Vejam o que derrubou o PAPA! Foi uma bomba, reservada e confeccionada, especialmente para ele. As
forças demoníacas que agem nas sombras, não conformaram-se com as histórias da revisão da história que
começou a tomar corpo sob sua direção. Demoníacos! Nós já os conhecemos bem e sabemos como agem,
através das chantagens, espionagens e do medo. E outra: ele não fracassou como PAPA. Mais do que
nunca, agora, haverá debates e discussões e todos começarão a ver o que não viam.

http://www.dw.de/bento-16-pede-mais-liberdades-para-os-cubanos-e-tem-enc...

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 13:17 — Ugo

Agora o jornalismo folha determina opinião como definição, e mais fácil ainda encontra intelectuais de
prateleira para dar um juízo conclusivo sobre uma pessoa que será compreendida quando o tempo terá
feito o seu trabalho de separar as paixões das obras.

Tenho certeza que a folha e o seu escriba de “quinze minutos de fama” devem ter mergulhado na
monumental obra teológica do Bento XVI para emitir de pronto tanta verdade, mais fácil é acreditar a esta
turma que definiu uma “ditabranda” credibilidade zero para qualquer assunto.

É penoso comentar tamanha insensatez!

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 12:50 — Antonio C.

Pondé usa o Ratzinger de escada para as suas próprias ideias. Por causa disso, gravita entre o
conservadorismo e a descrição mais ou (bem) menos fiel aos fatos, um doce com uma boa dose de veneno.

Para a América Latina, diante de ditaduras, a grande abertura da função efetivamente social da igreja foi o
Concílio Vaticano II, que o Pondé deve conhecer tão bem - ou seja, a questão não se dá nos anos de 1980,
ou apenas com a Teologia da Libertação, mas antes, na década de 1960 - e que, segundo me consta,
Ratzinger participara. Aliás, o que não foi, dentre outras coisas, a Teologia da Libertação, do que uma
reflexão em torno do momento que o Terceiro Mundo passou e, grande parte, ainda passa ("alinhamento
político do clero com causas sociais e políticas do terceiro mundo)? Rezemos pelos senhores torturados nos
paus de arara do mundo, enquanto gritam, não fazemos nada; é mais ou menos isso? Dom Paulo Evaristo
Arns não irá para o Ceu, né, Pondé? É essa igreja incapaz de pensar o mundo que critica a Teologia da
Libertação, que esteve longe de ser um carisma profético, algo que não é dito em torno de, por exemplo,
pessoas como padre Marcelo Rossi, que aparecia no programa do Gugu Liberato, genial emulador da
banheira com lascívia em horário liberado.

O que o Concílio colocou, acima de tudo, foi a dignidade humana como um dos princípios fundamentais,
porta aberta para o ecumenismo, pois, afinal, mesmo para os não-cristãos, a promoção do bem por meio de
atos já o encontra a caminho de Deus.

Claro, Pondé leu o Fides et Ratio, onde se critica a Teologia da Libertação como a assimilação acrítica -
segundo o papa João Paulo II - do marxismo. Minhas irônicas previsões... Queimarão no fogo do inferno o
ateu Sartre, Theillard de Chardin, até o protestante Paul Tillich (houve um existencialismo que não era ateu,
olha só...). A se pensar sobre o catolicismo, será necessária uma cruzada contra a heresia pagã no seio da
Sacra Igreja, retirando de seu seio os pensamentos dos infiéis e pagãos, como Platão (lido por Santo
Agostinho via Plotino, outro pagão), São Tomás de Aquino (leitor do pagão inconvertido, Aristóteles); não
deixa de ser curioso como Pondé faz a ligação entre os "críticos da racionalidade ocidental" e a má
formação dos teólogos, numa frase tão genérica que fica difícil dar-lhe concordância.

Ele pouco pondera, quase nada, sobre a história da igreja, sobre os abusos, sobre seus jogos políticos,
sobre seus silêncios. Trata demandas sociais como "modernas", mas parte é tão "antigo" quanto a venda
de indulgências, como a questão da pedofilia , a homossexualidade e a condição da mulher.

Se o catolicismo é "religião de país pobre", pergunta-se: por qual motivo? Embora eu não considere a
França, ainda, um país pobre... Consultemos a História...

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 12:50 — Rogerio Martins

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"Desvios sexuais graves" Ele bem que poderia ser mais explicito. Mas acho que é velhaco demais pra
isso...

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 13:30 — mariazinha

Um pobre coitado, esse jornalista; indivíduo com a parva fraseologia do mentecapto e com as insanas
alegrias de um truão pensando que terá público para suas aleivosias.

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 12:12 — Fabio de Oliveira Ribeiro

Alguem presta atenção no que o Mané Pondé fala?

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 12:00 — Benedito

Esse deslumbrado diz que "afora os EUA, o cristianismo é uma religião de país pobre". E a Falha ainda
publica essa bobagem sem fazer revisão. Ah, sim... país pobre... França, por exemplo? Ou ele estaria se
referindo à Alemanha? Talvez Itália... Canadá, por acaso?... e na Inglaterra, não há cristãos?... É a
picaretagem total tomando conta da imprensa brasileira.

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 11:59 — Gilberto Cruvinel

Depois de tantas análises de maior fôlego sobre este quase ex-papa, me surpreende que o texto de
alguém como esse jornalista tenha espaço em post aqui. Mas vamos lá, todos tem direito de mostrar o
tamanho de sua vaidade, frequentemente inversamente proporcional ao conhecimento que possuem sobre
o assunto que se propõe a escrever.

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O texto mostra bem que o articulista da Folha não conhece o tema complexo que é a Igreja Católica. Nada
mais faz do que o jornalismo de manchetes faz sempre: toma casos específicos e generaliza como regra de
funcionamento da instituição. Afirma que "A igreja hoje tem um sério problema de formação de quadros."

Diz que hoje quem entra para a Igreja " salvo casos de grande vocação mística e espiritual ou de revolta
contra as ditas "injustiças sociais", é muitas vezes gente sem muita opção de vida.Quando não, tal como é
visto por parte da população secular, gente com desvios sexuais graves."

Toma casos específicos somente agora revelados ou mero preconceito de quem não conhece a Igreja por
dentro e generaliza, ou seja, a grande maioria dos que optam pela vida religiosa ou são mediocres
intelectualmente ou tem problemas sexuais não resolvidos. Que conhecimento ele tem da Igreja para
afirmar isso? Reproduz e surfa na onda de preconceitos que se formou na cabeça de uma opinião pública
escandalizada com casos agora revelados de padres pedófilos como se todos que optam pela vida religiosa
fossem potenciais desviantes sexuais.

Jornalismo de quinta de atual queiridinho da família Frias.

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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 11:51 — vera lucia venturini

É esse jornalista que eu gostaria de encontrar na imprensa brasileira. Quanta cultura e intelecto, clareza,
objetividade. E quantos anos de leitura são necessários para produzir um artigo como esse?

A IGREJA E A REINVENÇÃO DO OCIDENTE

Mauro Santayana

Ao surpreender o mundo – menos alguns íntimos de sua fadiga – com a renúncia ao papado, Bento 16
revela a grande crise por que passa a Igreja Católica. Quando Gregório XII renunciou, em 1415, seu
gesto unificou a instituição, então dividida sob três pontífices desde 1378. Ângelo Correr percebeu,
com acuidade, que ele serviria melhor à sua própria posteridade ao servir à unidade da Igreja, e
abandonar o trono papal.
Ele não era O Papa, mas a terceira parte de um poder que, dividido, enfraquecia-se cada vez mais
diante do mundo e, o que é pior, diante da História. Os dois anos de vida que lhe sobraram – morreu
em 1417 – lhe devem ter assegurado esse consolo. Ele tinha 90 anos ao renunciar – uma idade difícil
de atingir naquela véspera do Renascimento – mas deu a seu gesto o claro caráter político, ao negociá-
lo com o adversário mais forte, e influir na escolha – unânime, do sucessor, Martinho V – da poderosa
família Colonna. Não alegou cansaço, mas, sim, responsabilidade política.
Mais longa do que o Grande Cisma dos séculos 14 e 15, que durou quase 40 anos, é a já duradoura
crise do Ocidente, de que a Igreja foi fiadora e principal organização política, desde Constantino e
Ambrósio. Depois da morte de ambos, a Igreja se proclamou herdeira do Império Romano, com base
em um documento apócrifo, a Constitutum Constantini, segundo o qual Constantino legava ao papa
Silvestre I – e, assim, à Igreja – todo o poder político e todos os bens do Império. O documento,

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forjado no século 8, foi desmascarado por Lourenço Valla, no século 15.
Um dos mais destacados latinistas e gramáticos da História, Valla provou que o latim usado para
redigir o documento não existia no século 4. A inteligência lógica de Ambrósio arquitetou a construção
política da Igreja, conduzida na sábia combinação entre a concentração da autoridade espiritual no
Vaticano, exercida mediante os bispos, e a distribuição do poder temporal entre os reis e os senhores
feudais, sem esquecer o domínio direto sobre os estados pontifícios, que garantiam a incolumidade dos
papas.
Dessa forma foi possível, em esforço de séculos, domar a anarquia, conter e assimilar os bárbaros e
dar estrutura política e social à Idade Média, com a consolidação da injustiça de sempre contra os
pobres e os pensadores que os defendiam, quase sempre levados às inquisições e à fogueira, como
ocorreu a Giordano Bruno, no auge do Renascimento, em 1600.
Ambrósio, nobre burocrata do Império, que pagão até ser eleito bispo de Milão, não agiu como teólogo,
que não era, mas, sim, como um dos mais hábeis estrategistas políticos da História. Coube-lhe salvar
os pontos basilares da idéia do Ocidente.
A Igreja sempre fez alianças com o poder temporal, algumas piores do que as outras, a fim de evitar a
prevalência do verdadeiro Cristianismo sobre seus interesses políticos no mundo. É assim que o
Vaticano de nossos dias – depois de tolerância criminosa com Hitler, sob Pio XII – mantém o acordo
firmado entre Reagan e Wojtyla, há mais de trinta anos, com o objetivo, atingido, de destruir a União
Soviética e combater o socialismo. É preciso lembrar que, para o êxito da conspiração, contribuíram o
traidor Gobartchev, hoje garoto propaganda dos artigos de luxo da Louis Vuitton, e as operações do
Banco Ambrosiano (valha a coincidência), para financiar o Solidarinost, o sindicato de direita da
Polônia, liderado por Lech Walesa.
Mesmo que não a desejasse, Ratzinger seria compelido à renúncia, pelos mais eminentes membros da
Cúria Romana, que se preocupam com a sanidade mental do Pontífice, cujo engajamento com os
setores mais conservadores da Igreja tem comprometido o seu arbítrio. Acrescente-se o movimento,
subterrâneo, mas vigoroso, da Igreja Latina – e mais perceptível no episcopado italiano – de encerrar
o período de papas menos universais e empenhados em sua razão nacionalista, como o polonês e o
alemão. Isso não significa que o clero italiano recupere a Santa Sé, mas anuncia uma campanha
intensa durante o conclave em favor de um candidato com as chances de Ângelo Scola, atual arcebispo
de Milão, e advogado de diálogo franco e aberto com o Islã.
Em seu pronunciamento de renúncia, o Papa associou seu gesto à crise do pensamento ocidental, no
tempo de alucinantes mudanças: “… no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por
questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o
Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos
meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para
administrar bem o ministério que me foi confiado”.
Como anotou Gregório de Tours, no enigmático século 6, o mundo de vez em quando envelhece,
encasulado na dúvida, e reclama a metamorfose. A Igreja Cristã (não só a Católica) e o Ocidente,
xifópagos há 16 séculos, necessitam reinventar-se. Talvez a astúcia hoje dependa de pensadores
abertos, como o arcebispo de Milão, sucessor de Ambrósio no episcopado. Talvez seja o tempo de se
convocar não um Concílio da Igreja Católica, mas de organizar-se Concílio Ecumênico Universal, para
salvar a idéia de um Deus comum, reunindo todas as crenças em nome da vida e da paz entre os
homens de boa vontade.

Média:


Vera Lucia Venturini
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Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 22:02 — JVicente

Quarta, 22 de junho de 2011

"É preciso um novo humanismo cristão aberto às outras religiões"

A "mestiçagem" de civilizações e culturas é uma perspectiva já "muito concreta" perante as ondas


migratórias da África subsaariana, que tendem a aumentar e provocadas por "condições de vida
insuportáveis". Diante do que está acontecendo, os cristãos, sem "renegar nada do Evangelho", devem
estar "entre os outros homens com simpatia", redescobrindo um humanismo cristão aberto "às outras
religiões".

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa, 21-06-2011. A tradução é de


Moisés Sbardelotto.

Essa é a perspectiva oferecida pelo cardeal Angelo Scola (foto) no discurso inaugural dos trabalhos do
encontro anual da revista internacional Oasis, na ilha veneziana de San Servolo, do qual participam
bispos do Oriente Médio e estudiosos, para se interrogarem e discutirem sobre a "nova laicidade" e
sobre o "imprevisto" das revoltas no norte da África. Uma perspectiva de encontro, de diálogo, de
escuta, para tentar compreender profundamente os fenômenos emergentes nessas sociedades e os
reflexos inevitáveis sobre a vida do Ocidente.

Uma abordagem habitual para Scola, que, desde 2004, deu origem à revista e a esse grupo de
trabalho, mas que assume um significado particular nestes dias de espera pelo anúncio do nome do
novo arcebispo de Milão, previsto para a próxima semana.

Com toda a probabilidade, de fato, será justamente o patriarca de Veneza que irá suceder o cardeal
Dionigi Tettamanzi na cátedra de Santo Ambrósio, e essa eventualidade já foi retratada por alguns
com tintas foscas, como uma espécie de "normalização", uma mudança epocal com relação aos
episcopados de Carlo Maria Martini e do próprio Tettamanzi.

O arcebispo prestes a sair voou mais alto no domingo, nas colunas do jornal La Repubblica. Apontando
para a necessidade de prosseguir no diálogo inter-religioso e na integração, remeteu-se à
"sensibilidade do novo pastor". Ontem de manhã, em San Servolo, Scola tomou a palavra do patriarca
de Veneza, sem se referir de nenhum modo à boataria midiática que se refere a ele. Mas seu discurso é
esclarecedor também na perspectiva da eventual sucessão em Milão.

Referindo-se às revoltas no norte da África, o cardeal observou como elas surgiram em contextos de
pobreza, "em âmbito juvenil", com o pedido recorrente de trabalho. Ele parecia compartilhar a análise
daqueles estudiosos que afirmam que a grande "onda de choque" dos fluxos migratórios ainda está
por vir: "Por trás das populações do Magrebe – disse ele –, as subsaarianas estão empurrando, com os
jovens que veem seus coetâneos imigrantes na Europa ganhando 500 euros por mês, uma quantia
que, em seus respectivos países, eles não conseguem juntar em um ano".

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Eis porque Scola, em nome do realismo, afirma que não se pode continuar assim, "sem intervir
radicalmente sobre o atual sistema econômico". "Não é apenas uma questão ética – acrescenta –
como se costuma repetir em alguns ambientes. É uma impossibilidade prática". Precisamente por
isso, Bento XVI dedicou uma encíclica, a Caritas in Veritate, à elaboração de uma "nova razão
econômica".

O cardeal, assim, lembrou que foi ridicularizado há sete anos, quando, na sequência das interrogações
abertas depois do 11 de setembro, ele lançou a provocação sobre a "mestiçagem" de culturas e de
civilizações como perspectiva para o próximo futuro. Agora, "a demografia sugere que o fenômeno
poderia assumir também características muito concretas e, como a história nos recorda, muito
dolorosas".

Eis, portanto, a necessidade de "conhecer os processos para tentar orientá-los", chamando o Ocidente
às suas responsabilidades, dado que – observa – a Tunísia, com a qual "devemos aprender", está
acolhendo "muito mais refugiados do que a nossa cansada, passiva e velha Europa".

Scola convida a olhar para as revoltas do norte de África para além dos velhos clichês, também aqueles
sobre a laicidade, que não deve ser interpretada como "categoria absoluta do espírito do qual se
espera a manifestação (finalmente) também nas civilizações não europeias". E, portanto, sem
considerar a relação com o Islã da mesma forma que os Estados europeus gerenciam suas relações
com a Igreja. É preciso uma "nova laicidade", como busca "de um critério para regular o espaço da
convivência possível".

O cardeal não considera as revoltas do norte da África como a queda do comunismo em 1989. Ao
contrário, acrescenta, "talvez possam ser comparadas ao 1968" e, como naquele caso, existe o risco de
serem hegemonizadas e instrumentalizadas.

Mas é a parte final da fala de Scola que contém uma indicação de método, atual embora antiquíssima. O
cardeal a retira do antiga Carta a Diogneto, que ecoou há um mês por meio do Papa Bento XVI durante
a sua visita a Veneza: "Não reneguem nada do Evangelho em que vocês acreditam, mas fiquem em
meio aos homens com simpatia, comunicando no seu próprio estilo de vida aquele humanismo que
funda as suas raízes no cristianismo, estendidas a construir, juntamente com todos os homens de boa
vontade, uma cidade mais humana, mais justa e solidária".

Uma ênfase muito significativa, que prevê, "como sua dimensão intrínseca, a abertura às outras
religiões e aos homens de boa vontade". Tendo sempre como horizonte "o testemunho", aquele que foi
oferecido, pagando com o seu sangue, por duas figuras extraordinárias que Scola lembrou concluindo
seu discurso: o bispo Luigi Padovese, assassinado na Turquia há um ano, e o ministro paquistanês
Shahbaz Bhatti, "mártir de Cristo e grande paladino da luta contra a iníqua lei da blasfêmia".

Instituto Humanitas Unisinos

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 11:45 — Mário Mendonça

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Nassif

Como pode ser "brilhante como teólogo" um cidadão que serviu aos ideais arianos da juventude
hitlerista...???...a teologia da libertação poderia levar a igreja católica a romper com o conservadorismo
enraizado a seculos na curia romana que insiste em enxergar o mundo a partir do vaticano....repito, já vai
tarde e sua renuncia prenuncia algo de podre que ainda não estamos conseguindo decifrar.....

Média:

Mário Mendonça

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 11:30 — Henrique, O Outro

"Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé (Recife, 1959) é um filósofo e ensaísta conservador brasileiro de
origem judaica, tem uma linha de pensamento marcada pelo pessimismo e pelo conservadorismo. Fez
seu doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de Paris VIII. Participou de pós-
doutorado na Universidade de Tel Aviv. Atualmente é Vice-Diretor e Coordenador de Curso da Faculdade de
Comunicação da FAAP; professor de Ciências da Religião daPontifícia Universidade Católica de São
Paulo (PUC-SP) e de Filosofia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP)." wikipedia

Média:

Re: Para Luiz Felipe Pondé, Joseph Ratzinger fracassou como papa
ter, 12/02/2013 - 15:45 — Humberto Cavalcanti

Obs: Não acho que um intelectual midiático como Pondé seja pessimista (a Wikipedia não merece
tanta confiança assim, como reproduz o primeiro comentarista ).E não vejo nele liberdade de
pensamento suficiente: Faz parte de sua representação aparentar pessimismo e desencanto.

Midiático, tem seu público, claro, e tem suas habilidades no ar blasé, nos trejeitos engraçados, num
humor de autoironia (um humor judeu?) mesmo quando leva surra intelectual em debates como com
aquele cientista de Natal (houve Post-Matriz aqui no Nassif) ou num debate na globonews (ou outro
canal) sobre qualquer assunto.

Querendo ou não, ele faz o papel de que esperam os veículos e os programas "sérios" de nossa
televisão: animar, provocar, fazer rir: afinal, um filósofo acessível e que torna a filosofia leve, mas muito
leve, muito, muito...

Média:


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"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell
(1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

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