Você está na página 1de 68

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO DA HUÍLA

ISCED-HUÍLA

TEMA: A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO


VOCACIONAL NA ESCOLHA DO CURSO. (Um estudo
junto dos alunos da 9ª classe do complexo escolar nº 1027
António Isaías em Caconda ).

AUTOR: JOÃO SILVESTRE AFONSO CORREIA

LUBANGO

2020
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO DA HUÍLA

ISCED-HUÌLA

TEMA: A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO


VOCACIONAL NA ESCOLHA DO CURSO. (Um estudo
junto dos alunos da 9ª classe do complexo escolar nº 1027
António Isaías em caconda ).

Trabalho de fim de curso


para a Obtenção do título de
Licenciado no Ensino de
Psicologia

Autor: João Silvestre Afonso Correia

Tutora: Ph,D. Alice Inocêncio

LUBANGO

2020
Dedicatória
Dedico este trabalho a minha família, a minha filha, irmãos e amigos pelo apoio
de todo percurso académico e a todos que directa ou indirectamente
contribuíram para o sucesso do presente trabalho.

i
Agradecimentos
Em primeiro lugar agradecer a Deus pelo dom da vida, saúde, inteligência e
habilidades, que fez com que fosse possível concretizar este trabalho.

Agradecer ao meu pai João Manuel Correia, minha mãe Imaculada Ester
Afonso, pelo apoio no decorrer de toda minha formação.

Aos meus queridos irmãos Alberto Francisco Correia, Augusto Manuel Correia,
Júlia Lussate Correia Zacarias, Josias Jambela Correia, pelo apoio incentivo,
coragem e força para poder concretizar este trabalho.

Aos meus colegas que sempre apoiaram-me especialmente ao Paulo Pires por
estar sempre ao meu lado dando seu apoio incondicional no decorrer de toda
formação.

Em particular a minha tutora, Professora Doutora Alice Inocêncio pela sua


enorme paciência, disponibilidade, e profissionalismo.

A direcção do Complexo Escolar nº 1027 ‘’ António Isaías ‘’ em Caconda, muito


obrigado pela recepção e por aceitarem levar a cabo a investigação no referido
complexo.

ii
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO DA HUÍLA

ISCED-HUÍLA

DECLARAÇÃO DE AUTORIA DO TRABALHO DE LICENCIATURA

Tenho consciência que a cópia ou plágio, além de poderem gerar


responsabilidade civil, criminal e disciplinar, bem como reprovação ou retarda
do grau constituem uma violação da ética académica.

Nesta base, eu João Silvestre Afonso Correia, estudante finalista do Instituto


Superior de Ciência de Educação da Huíla (ISCED-HUILA) do curso de
Psicologia, do Departamento de Ciências de Educação declaro por minha
honra, ter elaborado este trabalho, só e somente com auxilio da bibliografia que
tive acesso e dos conhecimentos adquiridos durante a minha carreira estudantil
e profissional

Lubango, 22 Setembro de 2020

O Autor

_______________________

João Silvestre Afonso Correia

iii
Resumo

A escolha não é um momento estático no decorrer da vida de uma pessoa, é


uma atitude que inclui um processo contínuo de mudança da personalidade. É
neste particular que o presente trabalho intitula-se: A importância da orientação
vocacional na escolha do curso dos alunos da 9ª Classe do Complexo Escolar
nº 1027 António Isaías em Caconda. O estudo tem como problema científico:
Qual é a importância da orientação vocacional na escolha do curso dos alunos
da 9ª Classe do complexo escolar nº 1027 António Isaías em Caconda? O
objecto da investigação: a orientação vocacional no processo de ensino-
aprendizagem. Objectivo descrever a importância da orientação vocacional na
escolha do curso dos alunos da 9ª Classe do complexo escolar nº 1027 António
Isaías em Caconda. O campo de acção se insere no âmbito da psicologia de
orientação escolar e profissional e concretamente no complexo escolar nº 1027
António Isaías em Caconda. Objectivos específicos: (i) caracterizar o objecto
de estudo da investigação à luz das teorias psicológicas e não psicológicas; (ii)
elaborar o instrumento para a recolha da informação sobre o problema
formulado; (iii) analisar e interpretar a informação obtida a partir da
investigação empírica. Foram utilizados os métodos: Histórico – lógico, para
determinar as tendências históricas sobre a orientação vocacional na escolha
do curso dos alunos; Analítico – sintético, para analisar e sintetizar as teorias
que se debruçaram sobre o tema investigado; o método Estatístico, para o
processamento e interpretação dos dados obtidos a partir do instrumento
aplicado. Para cumprir com os objectivos do trabalho realizaram-se as
seguintes tarefas: (i) Revisão e selecção da bibliografia para elaboração do
marco teórico conceptual; (ii) Redacção do 1º capítulo; (iii) Aplicação de
instrumentos para a obtenção de dados; (v) Análise e interpretação dos dados
da investigação. A população alvo de estudo é constituída por 140 alunos e 33
professores da 9ª Classe do Complexo Escolar nº 1027 António Isaías em
Caconda. A amostra do trabalho é de 70 alunos e 23 professores da 9ª Classe
obtida através de procedimento probabilístico de amostragem aleatória
simples. Os principais resultados revelam que 69% consideram importante a
orientação vocacional no processo formativo dos alunos, e 87% acham
importante a orientação vocacional na escolha do curso, para se ter um norte
sobre o campo profissional a seguir, bem como uma oportunidade de
autoconhecimento, alinhamento entre habilidades, características pessoais e
profissão, do sentido significativo do trabalho para o ser humano e da relação
trabalho e projecto de vida.

Palavras-Chave: Vocação, Orientação Vocacional, Orientação Profissional

iv
Abstract
The choice is not a static moment in elapsing of the life of a person, it is an
attitude that includes a continuous process of change of the personality. It is in
this matter that the present work is entitled: The importance of the careers
guidance in the choice of the students' of the 9th Class of the Compound
School no. 1027 António Isaías course in Caconda. The study has as scientific
problem: Which is the importance of the careers guidance in the choice of the
students' of the 9th Class of the compound school no. 1027 António Isaías
course in Caconda? The objecto of the investigation: the careers guidance in
the teaching-learning process. Objectivo to describe the importance of the
careers guidance in the choice of the students' of the 9th Class of the
compound school no. 1027 António Isaías course in Caconda. The acção field
interferes in the extent of the psychology of school and professional orientation
and concretely in the compound school no. 1027 António Isaías in Caconda.
Specific Objectivos: (i) to characterize the study objecto of the investigation to
the light of the psychological theories and no psychological; (ii) to elaborate the
instrument for it collects her/it of the information on the formulated problem; (iii)
to analyze and to interpret the information obtained starting from the empiric
investigation. The methods were used: Historical - logical, to determine the
historical tendencies about the careers guidance in the choice of the students'
course; Analytical - synthetic, to analyze and to synthesize the theories that
leaned over on the investigated theme; the Statistical method, for the
processing and interpretation of the data obtained starting from the applied
instrument. To accomplish with the objectivos of the work they took place the
following tasks: (i) Revision and selecção of the bibliography for elaboration of
the mark theoretical conceptual; (ii) Redacção of the 1st chapter; (iii) Application
of instruments for the obtaining of data; (v) Analysis and interpretation of the
data of the investigation. The population white of study is constituted by 140
students and 33 teachers of the 9th Class of the Compound School no. 1027
António Isaías in Caconda. The sample of the work belongs to 70 students and
23 teachers of the 9th Class obtained through procedure probabilístico of
simple random sampling. The main results reveal that 69% consider important
the careers guidance in the students' formative process, and 87% find important
the careers guidance in the choice of the course, to have a north on the
professional field to proceed, as well as an autoconhecimento opportunity,
alignment among abilities, personal characteristics and profession, of the
significant sense of the work for the human being and of the relationship work
and life projecto.

Word-key: Vocation, Careers guidance, Professional Orientation

v
ÍNDICE
Dedicatória .......................................................................................................... i
Agradecimentos .................................................................................................. ii
Resumo .............................................................................................................. iv
Abstract .............................................................................................................. v
Introdução .......................................................................................................... 1
CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................... 4
1.1. Conceitos de Orientação Vocacional e orientação profissional ................ 5
1.2. Análise histórica sobre a Orientação Vocacional...................................... 5
1.3. Teorias em orientação vocacional ............................................................ 8
1.3.1. Teorias não psicológicas.................................................................... 8
1.3.2. Teorias psicológicas........................................................................... 8
1.3.3. Teorias desenvolvimentistas .............................................................. 8
1.4. Perspectivas de orientação vocacional .................................................... 9
1.4.1. Perspectiva Naturalista ...................................................................... 9
1.4.2. Perspectiva Humanista ...................................................................... 9
1.4.3. Perspectiva Histórica Construtivista ................................................. 10
1.5. Importância da orientação vocacional na escolha do curso ................... 10
1.6. Processos de tomada de decisão em orientação vocacional ................. 11
1.7. Factores que influencia na escolha do curso.......................................... 12
1.7.1. Factores extrínsecos ........................................................................ 13
1.7.1.1. A família .................................................................................... 13
1.7.1.2. A Escola .................................................................................... 13
1.7.1.3. Os Colegas e Amigos ................................................................ 14
1.7.1.4. O Meio Social ............................................................................ 14
1.7.2. Factores intrínsecos ......................................................................... 15
1.7.2.1. A motivação ............................................................................... 15
1.7.2.2. Factor psicológico...................................................................... 15
1.7.2.3. Expectativas .............................................................................. 15
1.7.2.4. Interesses .................................................................................. 16
1.8. O pepel do professor na orientação vocacional dos alunos ................... 16
1.9. Análise contextual do sistema de ensino Angolano................................ 17
1.10. Alguns estudos sobre a orientação vocacional em Angola ................. 19
CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA .................................... 22
2.1. Preliminares da Investigação .................................................................... 23
2.2. Caracterização do Complexo Escolar nº 1027 António Isaías em Caconda
......................................................................................................................... 23
2.4. Instrumento de investigação...................................................................... 24
2.5. Execução do trabalho ................................................................................ 25
2.6. População e Amostra ................................................................................ 25
2.6.1. População ........................................................................................... 25
2.6.2. Amostra ............................................................................................... 25
2.7. Caracterização da Amostra dos alunos, quanto ao Género, e Idade ........ 26
2.8. Caracterização da amostra dos professores, quanto ao género, tempo ... 27
de serviço e agregação pedagógica ................................................................. 27
2.9. Apresentação, análise, interpretação e discussão dos resultados. ........... 28
2.9.1. Caracterização das respostas dos alunos ao instrumento aplicado .... 28
2.10. Caracterização das respostas dos professores ao questionário aplicado.
......................................................................................................................... 36
CONCLUSÕES E SUGESTÕES ...................................................................... 42
CONCLUSÕES GERAIS .................................................................................. 43
SUGESTÕES ................................................................................................... 44
Bibliografia....................................................................................................... 46
ANEXOS E APÊNDICES ................................................................................. 50
Anexo nº I: Credencial ........................................................................................ vi
Apêndice I: Inquérito dos alunos ....................................................................... vii
Apêndice II: Inquérito dos Professores ............................................................... ix
Anexo nº II: Fotografias ...................................................................................... xi
Índice De Tabelas

Tabela 1. Caracterização da Amostra dos alunos quanto ao Género .............. 26


Tabela 2. Caracterização da Amostra dos alunos quanto a idade ................... 26
Tabela 3. Caracterização da Amostra dos professores quanto ao género ....... 27
Tabela 4. Caracterização da Amostra dos professores quanto ao tempo de
serviço .............................................................................................................. 27
Tabela 5. Caracterização da Amostra dos professores quanto a agregação
pedagógica ....................................................................................................... 28
Tabela 6 Dados referentes a primeira questão ................................................ 28
Tabela 7. Dados referentes a segunda questão............................................... 29
Tabela 8. Dados referentes a terceira questão ................................................ 30
Tabela 9. Dados referentes a quarta questão .................................................. 31
Tabela 10. Dados referentes a quinta questão................................................. 32
Tabela 11. Dados referentes a sexta questão .................................................. 33
Tabela 12. Dados referentes a sétima questão ................................................ 34
Tabela 13. Dados referentes a oitava questão ................................................. 35
Tabela 14. Dados referentes a segunda questão............................................. 36
Tabela 15. Dados referentes a terceira questão .............................................. 37
Tabela 17. Dados referentes a quarta questão ................................................ 38
Tabela 18. Dados referentes a quinta questão................................................. 38
Tabela 19. Dados referentes a sexta questão .................................................. 39
Tabela 20. Dados referentes a sétima questão ................................................ 40
INTRODUÇÃO
Introdução
A orientação Vocacional é um assunto que vem a ser abordado desde muito
tempo, tem sido preocupação de professores, educadores, pais, encarregados
de educação e a sociedade em geral.

Quando se fala em orientação vocacional importa pensar num assunto que


impõe uma reflexão sobre o passado e o presente para além de ter evoluído ao
longo de quase um século de funcionamento tanto no continente Europeu
como no Americano (Tavares, 2009).

Tomar decisões sempre foi uma das principais tarefas na vida das pessoas
desde a pré-história, como realça Silva e Ribeiro (2011), momento em que
cada dia era vivido como único e as decisões acerca da sobrevivência
determinavam a vida das pessoas.

A orientação vocacional é um processo realizado através de actividades ou


testes com o objectivo de identificar aptidões, habilidades e vocações do
individuo, orientando-o para uma vida produtiva no mercado de trabalho Silva (
2019). Para compreender a importância da orientação vocacional é necessário
que se busque um pouco de suas origens históricas, momento em que as
escolhas eram feitas para velar o bem comum, até o surgimento das
necessidades.

Muitos factores têm interferido na vida dos adolescentes quando chega o


momento de tomar a decisão de escolha, influência de amigos, familiares, a
escola, a mídia, o meio social. No momento de escolha do curso deve haver
um equilíbrio entre os factores internos e externos para o desenvolvimento
vocacional do adolescente.

Alguns autores são de opiniões que a orientação vocacional é um processo


que deve ser acompanhado desde a infância até a fase adulta para que o
adolescente tenha êxito em suas escolhas, fazendo a mesma tendo em conta
seus dons, aptidões, habilidades, e interesses.

Actualmente qualquer pessoa tem interesse em decidir o seu futuro. Fazer uma
escolha torna-se cada vez mais difícil visto que a cada dia que passa novas
oportunidades vão surgindo no mercado de trabalho.

1
Num mundo de constante mudança e influências, como realça Pires (2014),
muitas têm sido as lutas para escolher que carreira seguir, e em que área
trabalhar, as pessoas são influenciadas facilmente por várias mudanças devido
as constantes mudanças do mundo actual.

Assim, o desenvolvimento vocacional deve ser visto como um aspecto


relacionado directamente ao desenvolvimento geral do individuo, pois os
problemas de escolhas e ajustamento profissional são no fundo, problemas de
ajustamento pessoal. Portanto, o trabalho é a actividade na qual o individuo
tem a possibilidade de expor e expressar sua personalidade, e neste sentido
deve ser bem orientado para que tenha êxito no trabalho a desempenhar
(Medico, 2005).

É nesta linha de pensamentos que, a presente pesquisa aborda a importância


da orientação vocacional na escolha do curso, a partir do qual se desenhou a
seguinte ideia a defender: A orientação vocacional tem alguma importância na
escolha do curso por parte dos alunos da 9ª classe do complexo escolar nº
1027 António Isaías em Caconda?
Em conformidade com o anterior dito, formulou-se para o presente trabalho o
seguinte problema da investigação: Qual é a importância da orientação
vocacional na escolha do curso dos alunos da 9ª Classe do complexo escolar
nº 1027 António Isaías em Caconda? O objecto da investigação: a orientação
vocacional no processo de ensino-aprendizagem. O campo de acção se insere
no âmbito da psicologia de orientação escolar e profissional e concretamente
no complexo escolar nº 1027 António Isaías em Caconda. Constitui o objectivo
da investigação, descrever a importância da orientação vocacional na escolha
do curso dos alunos da 9ª Classe do complexo escolar nº 1027 António Isaías
em Caconda.

Em conformidade com o objectivo geral, delinearam-se os seguintes objectivos


específicos: (i) caracterizar o objecto de estudo da investigação à luz das
teorias psicológicas e não psicológicas; (ii) elaborar o instrumento para a
recolha da informação sobre o problema formulado; analisar e interpretar a
informação obtida a partir da investigação empírica. Foram utilizados os
seguintes métodos: Histórico – lógico, para determinar as tendências históricas
sobre o problema levantado; Analítico – sintético, para analisar e sintetizar as
2
teorias que se debruçaram sobre o tema investigado; o método Estatístico,
para o processamento e interpretação dos dados obtidos a partir do
instrumento aplicado. Para cumprir com os objectivos do trabalho realizaram-se
as seguintes tarefas: (i) Revisão e selecção da bibliografia para elaboração do
marco teórico conceptual; (ii) Redacção do 1º capítulo; (iii) Aplicação de
instrumentos para a obtenção de dados; (v) Análise e interpretação dos dados
obtidos.

Do ponto de vista teórico a importância consiste na sistematização de


terminadas contribuições teóricas no campo da orientação vocacional. O
contributo prático está dado pelo facto de que o presente trabalho poderá servir
de suporte para a possível consulta sobre assuntos relacionados com o tema
investigado. O trabalho apresenta uma estrutura que integra uma introdução,
dois capítulos, bibliografia e apêndices.

A introdução faz uma incursão geral dos aspectos abordados no corpo do


trabalho. O primeiro capítulo apresenta a abordagem teórica que serviu de
suporte básico que sustenta toda a investigação. O segundo capítulo faz
alusão a parte metodológica da investigação. No fim aparecem as conclusões
sugestões e apêndices.

3
CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1. Conceitos de Orientação Vocacional e orientação profissional

O termo vocação descende do latim ‘’vocare’’ que significa ‘’chamar’’ é uma


inclinação, uma tendência ou habilidade que leva o individuo a exercer uma
determinada carreira ou profissão.

Assim, para Tavares (2009), a Orientação Vocacional trata da fusão de


processos educativos que permitem ajudar os adolescentes ou jovens a
entenderem-se a eles mesmos e descobrir a vocação latente nos mesmos.

Sebastião e Vucusse (2014), definem a Orientação Vocacional como meio que


facilita a escolha do aluno, auxiliando-o na compreensão de sua situação de
vida, incluindo aspectos pessoais, familiares e sociais.

Martins (2008), conceitua a Orientação profissional como um processo


facilitador para a escolha profissional, que engloba o autoconhecimento e o
conhecimento das actividades profissionais.

Pinho (2014), conceitua a Orientação profissional como um processo pelo qual


o individuo é auxiliado a resolver dúvidas e desmistificar alguns conceitos sobre
muitas profissões.

1.2. Análise histórica sobre a Orientação Vocacional

A necessidade de tomar decisões sempre foi uma das principais tarefas na vida
das pessoas desde a pré-história, momento em que cada dia era vivido como
único e as decisões acerca da sobrevivência determinavam a vida das
pessoas, como realça Silva e Ribeiro (2011). Uma decisão mal reflectida
poderia significar sua morte.

De acordo com os autores supra citados a história da humanidade intercalou


momentos em que as pessoas tinham algumas possibilidades de escolher e
tomar decisões com momentos nos quais estavam submetidas a uma ordem
superior que guiava seus passos. Na Grécia Arcaica, os Deuses determinavam
o destino dos homens, que não tinham muita escolha a não ser cumprir seu
destino programado.

Os ancestrais da humanidade viviam para sobreviver ou sobreviviam para


viver, isto é seu trabalho organizava-se como actividade de coleta e mais tarde
da caça e não havia muita diferenciação de funções a não ser aquelas

5
determinadas pelo sexo e, consequentemente, causadas pela especificidade
orgânica na reprodução da espécie (Bock, 2006).

Até meados do século XV, em pleno renascimento, as ocupações ainda eram


determinadas hereditariamente, não havendo mobilidade social ou
possibilidade de inserções diversas no mundo do trabalho que começava a se
transformar. O renascimento configura o reconhecimento da singularidade

Pelos indivíduos, possibilitando a emergência de uma nova mentalidade, que


gradativamente vai operando uma troca no mundo ocupacional: a transmissão
hereditária dos ofícios cede lugar a liberdade de escolha segundo as
capacidades de cada um (Ribeiro e Silva, 2011).

Com a revolução Francesa em 1789, passa-se a ter possibilidades de se


pensar em algum tipo de liberdade de escolha, pois essas, já não eram mais
determinadas pelo nascimento, por castas ou pelas famílias, mais sim, pela luta
de igualdade dos direitos entre os homens (Souza, et al 2015).

Carvalho (1995 citado por Sparta, 2003, p. 2), Salienta que a Orientação
vocacional nasceu como uma prática cujos objectivos estavam directamente
ligados ao aumento da eficiência industrial. Ela tem suas origens situadas na
Europa no início do século XX, mais precisamente com a criação do Centro de
Orientação Profissional de Munique na Alemanha, no ano de 1902, neste
momento inicial, o objectivo da Orientação Profissional era o de detectar, na
indústria florescente, trabalhadores inaptos para a realização de determinadas
tarefas e, assim, evitar acidentes de trabalho.

Segundo Couto (2014), o marco histórico da orientação profissional como


ciência pode ser situado entre os anos 1907 e 1909, com a criação do primeiro
centro de orientação profissional Norte-americano, o Vocational Bureau of
Boston e a publicação do livro Choosing a Vocation, de Frank Parsons.

Choosing a vocation, livro publicado em 1909, após a morte de Persons, é


considerado o marco inicial da orientação vocacional científica. Nesta época
em que foi escrito, Persons empenhava-se na criação de um curso para a
formação de orientadores vocacionais, uma nova profissão que emergia
(Ribeiro e Uvaldo, 2007).

6
Segundo Scheeffer ( s/d, p. 124), a formulação simplista introduzida por
Persons, o criador da orientação profissional nos Estados Unidos, até bem
pouco incondicionalmente aceita pelos especialistas, explicava a escolha
profissional através da teoria dos três factores: 1º) conhecimento claro das
aptidões, interesses, recursos e limitações do orientando; 2º) estudo completo
das exigências do mundo das profissões, possibilidades de sucesso,
oportunidades do mercado de trabalho, níveis de salários (estudos das
profissões); 3º) relacionamento adequado daquelas duas áreas de
conhecimento, que resultava na indicação das actividades profissionais
apropriadas ao orientando.

Na última década do século XX até aos dias de hoje, a psicologia do


aconselhamento e a teoria Sócio-Cognitiva de Albert Bandura (1977), surgem
como perspectivas bastante influentes na problemática da Orientação,
nomeadamente ao nível do desenvolvimento pessoal e social do individuo, do
processo de aprendizagem e nos comportamentos de adaptação perante as
constantes mudanças (Gomes, 2011, p. 24).

Assim da época antiga a actual realizar escolha parece ser uma actividade
rotineira no mundo. O homem vê-se então constantemente decidindo
escolhendo dentre várias situações uma alternativa que melhor se adapte a
ele, as condições em que vive e a sua vocação (Nolêto, s/d).

De acordo com o autor supra citado com a revolução industrial, ocorre uma
significativa mudança do modo de produção agrário para o industrial, mudando
completamente o cenário nas relações de trabalho, no qual se exige uma
qualificação humana diferenciada para os vários tipos de ocupações, nesse
momento surge os primeiros sinais de uma necessidade de orientação
profissional, com o objectivo de seleccionar trabalhadores aptos para a
realização algumas tarefas, buscando uma eficácia industrial, ou seja, o
homem certo para cada ocupação.

Em Angola por exemplo a questão de orientação vocacional está ganhando


paulatinamente espaço com alguns estudos que estão sendo realizados desde
a nível da licenciatura, mestrado e doutoramento. Entre os estudos existentes,
destacam-se, os estudos realizados por Zassala (1995-2003), Tomé (2005),
Chocolate (2011), Yoba (2011), Yoba e Chocolate (2007), entre outros,
7
relacionadas com a orientação vocacional e profissional; a evolução
profissional de estudantes de educação geral; a motivação para a prática
docente, e a correspondência entre o exercício da profissão e a formação dos
estudantes.

1.3. Teorias em orientação vocacional

1.3.1. Teorias não psicológicas

As teorias não psicológicas entendem que a escolha profissional do individuo é


causada por elementos externos a ele. São teorias que descrevem o processo
de inserção das pessoas no trabalho mais que não vislumbram qualquer papel
activo para o sujeito; portanto, descartam a possibilidade de orientabilidade do
processo, entendendo esse termo como possibilidade de o individuo planejar
seu roteiro profissional ou a possibilidade de algum auxílio profissional para
ajudar no processo (Bock, 2006).

De acordo com o autor supra citado as forças, quer das contingências, das leis
do mercado (oferta e procura) ou do padrão cultural das famílias, definem
invariavelmente a posição e a ocupação do individuo na sociedade.

1.3.2. Teorias psicológicas

As teorias psicológicas são as que analisam os determinantes internos do


individuo e explicam seus movimentos de escolha. Para essa teoria o individuo
desempenha um papel activo nas suas escolhas e que os factores externos
desempenham um papel secundário.

Concentram-se no individuo, afirmando que a escolha vocacional é


determinada principalmente pela dinâmica de suas características e só
indirectamente pelo meio que ele vive (Pimenta, 2001).

1.3.3. Teorias desenvolvimentistas

As teorias desenvolvimentistas surgem a partir de 1950, como alternativa à


abordagem de traços e factores. Critica-se a ideia de momento da escolha,
passando-se a defender a concepção de desenvolvimento vocacional. O
individuo possui um ciclo de vida, e a questão profissional perpassa-o como um
todo: os indivíduos desenvolvem-se vocacionalmente e este processo dura a
vida toda.

8
O mais representativo e influente autor desta teoria é Super (1976), realça que
as ocupações exigem, para seu exercício, que o individuo tenha certas
características para desempenhar as mesmas ocupações ou exercícios.

Segundo essa teoria a escolha vocacional é considerado um processo de


desenvolvimento que se inicia na infância, passa vários estágios e se estende
por um período da vida. Durante esses estágios, o individuo vai fazendo uma
série de compromissos entre suas necessidades e as oportunidades oferecidas
pela realidade social em que vive (Moura, 2004).

1.4. Perspectivas de orientação vocacional

1.4.1. Perspectiva Naturalista

Desenvolvida por Campos (1977), dá valor ao sujeito intrapsíquico, sublinha


que cada pessoa já nasce predestinada para uma vocação a realizar no
mundo. Esta vocação encontra-se oculta em cada um e impõe-se descobri-la
mediante o exame psicológico tendo, como principal objectivo, a descoberta do
caminho mais adequado para os indivíduos obterem satisfação e sucesso na
sua formação e, consequentemente, na sua futura profissão.

Na visão de Coimbra (1996 citado por Gonçalves, 1997, p. 14), esta


perspectiva naturalista do desenvolvimento vocacional articula o inatismo das
características individuais com uma concepção mais ou menos mágica da
descoberta da vocação certa. É o determinismo biológico do desenvolvimento
vocacional que atribui as diferenças à natureza e não à história dos indivíduos,
ou seja, à qualidade das experiências de a que o individuo está exposto e que
influencia as suas escolhas.

1.4.2. Perspectiva Humanista

Surge nos finais dos anos 50, emerge uma nova forma de conceptualizar o
desenvolvimento vocacional, demarcando-se de uma perspectiva psicométrica
e radiográfica que tinha subjacente a psicologia diferencial clássica, pela
afirmação da psicologia humanista não directiva de Carl Rogers que visava
facilitar a realização do individuo, acentuando a possibilidade de construção e
de crescimento da pessoa.

9
Law (1991, p. 153 citado por Gonçalves, 1997, p. 16), salienta que Se o ponto
de vista humanista, o desenvolvimento vocacional não se revê no mensurável,
no verificável objectivamente, mas é mais do domínio do espontâneo, do
experiencial, do emocional e dos desejos. Valoriza as oportunidades sociais
sobre o itinerário vocacional dos indivíduos. Entretendo, mais que construir um
itinerário vocacional, implica, antes, proporcionar momentos de conhecimentos
das oportunidades de formação disponíveis, orientar para o projecto social e
político, através de sessões de informação sobre o mundo do trabalho e sobre
os sistemas de formação.

O principal contributo da perspectiva humanista é considerar as questões


vocacionais como uma dimensão integradora do desenvolvimento psicológico
global e de devolver ao sujeito psicológico o protagonismo da construção do
seu itinerário pessoal (auto-orientação), ultrapassando as visões inatistas da
descoberta e do determinismo do grupo social de pertença.

1.4.3. Perspectiva Histórica Construtivista

De acordo com Campos (1991), considera que os projectos vocacionais não se


descobrem mas se constroem nos contornos das oportunidades que os
contextos histórico-social viabilizam ou impossibilitam, podendo surgir como
uma proposta integradora, capaz de avançar respostas plausíveis deixadas em
aberto pelo projecto global da modernidade, que sublinhava as dimensões da
racionalidade em detrimento das dimensões mais emocionais e experiencias.

Sendo assim, o desenvolvimento vocacional, nesta perspectiva, processa-se


ao longo da história de vida do indivíduo, através das relações que o sujeito
psicológico estabelece com os segmentos diversificados da realidade, sob
forma de encontros, experiencias, contactos, questionamento e significados,
implicando a desconstrução de projectos anteriores e a reconstrução de novos
investimentos (Campos e Coimbra 1991 citado por Brown, 2016, p. 17).

1.5. Importância da orientação vocacional na escolha do curso

A orientação vocacional serve não apenas para se ter um norte sobre o campo
profissional a seguir, mais também como uma oportunidade de
autoconhecimento, de alinhamento entre habilidades, características pessoais

10
e profissão, do sentido significativo do trabalho para ser humano e da relação
trabalho e projecto de vida (Hastenreiter, 2014).

A orientação vocacional assume grande importância porque ajuda a


adolescente a ter um conhecimento sobre o mercado de trabalho, e ter maior
facilidade de reflectir com olhar mais racional sobre as exigências do mercado
e as suas habilidades pessoais e consegue estabelecer compatibilidade entre
teoria e prática, favorece a sua escolha profissional, tornando-a mais efectiva
(Gondim 2002, citado por Oliveira, 2017).

O jovem que tem um preparo e conhecimento sobre o mercado de trabalho,


possui maior facilidade de reflectir com olhar mais racional sobre as exigências
do mercado e as suas habilidades pessoais e consegue estabelecer
compatibilidade entre teoria e prática, favorece a sua escolha profissional,
tornando-a mais efectiva (Gondim 2002, citado por Oliveira, 2017).

Gabaldi (2002 citado por Gonzaga, 2011, p. 4), destaca que o comportamento
de escolher uma profissão constitui-se um acto importantíssimo, pois supera
em ordem de importância qualquer outra decisão abrangendo, ao mesmo
tempo, outras variáveis como as circunstâncias materiais, o ambiente de vida,
as possibilidades internas e externas de desenvolvimento, as probabilidades de
progresso, a duração da saúde, as futuras circunstâncias familiares, o nível
cultural, a posição social, a dependência ou independência profissional.

1.6. Processos de tomada de decisão em orientação vocacional

De acordo com Ribeiro (2011, p. 37), o processo de tomada de decisão é


afectado, nomeadamente, pela circunstância de serem ou não entre si
concorrentes, pelo sucesso e satisfação proporcionados por decisões
anteriores, por constrangimentos de tempo e pelo nível de motivação. Elas
estão divididas em três grandes categorias ou níveis:

1- Impulsiva ou abandonadas ao destino, a sorte, ao acaso;


2- Complacentes, deixadas à iniciativa e direcção dos outros, também
resultado da exploração de alternativas que conduziu à confissão ou à
paralisia;
3- Racionalmente planeada ou deliberada e provisoriamente adiadas, em
qualquer dos casos analíticas e criativas.

11
A utilização dessas estratégias depende dos níveis de raciocino vocacional,
os quais podemos caracterizar do seguinte modo:

 No primeiro nível, as escolhas vocacionais são sobretudo influenciadas


pelos desejos e vontades imediatos, com limitada compreensão das
necessidades reais individuais e das características e condições do
trabalho que influenciam os comportamentos;
 No segundo nível, as escolhas vocacionais são predominantemente
influenciadas por interesses pessoais limitada e circunstanciais, apesar
de neste nível já se raciocinar vocacionalmente de um modo mais
complexo do que no primeiro;
 No terceiro nível, as escolhas vocacionais são influenciadas
principalmente pela vontade dos outros, com pequena consideração
pelas implicações a longo prazo no próprio comportamento;
 No quarto nível, as escolhas já mostram compreensão pelos valores
pessoais e alguma integração destes valores com as exigências
profissionais;
 No quinto nível, finalmente as escolhas vocacionais reflectem uma
integração plena de sentido dos valores pessoais e das tarefas
vocacionalmente relevantes, compreensão dos pontos de vista dos
outros e consideração pelo impacto do próprio comportamento nos
outros.

1.7. Factores que influencia na escolha do curso

A escolha não é um momento estático no decorrer da vida de uma pessoa, é


uma atitude que inclui um processo contínuo de mudança da personalidade.

Num mundo de constante mudança e influências, como realça Pires (2014),


muitas têm sido as lutas para escolher que carreira seguir, e em que área
trabalhar, as pessoas são influenciadas facilmente por várias mudanças devido
as constantes mudanças do mundo actual (Pires, 2014).

De acordo com o autor supra citado, os adolescentes e jovens, as vezes não


conseguem descobrir suas aptidões, habilidades, para buscarem uma
profissão, e optam por fazer formação ou carreira numa área que deia mais
dinheiro em que muita das vezes acabam por não terem êxitos.

12
Quando um adolescente se depara com a escolha de uma profissão, não estão
apenas em jogo seus interesses e aptidões, mas também a maneira como ele
vê o mundo, como ele próprio se vê, as informações que possui acerca das
profissões, as influências externas advindas do meio social e principalmente da
família (Almeida e Pinho, 2008).

Muitas vezes fazer a escolha de um curso ou área requer autoconhecimento


para identificar nossos propósitos de vida e aptidões, também envolve
conhecer nossos pontos fortes e fracos.

1.7.1. Factores extrínsecos

1.7.1.1. A família

É na família que a criança forma os conceitos de si própria, do mundo e do


lugar que ocupa no mundo. O relacionamento familiar permitirá ou não, um
autoconceito favorável, além de um julgamento pessoal que o individuo
assume perante si próprio, este julgamento influirá directamente em suas
escolhas (Vieira, 2008).

Na verdade, essa situação de escolha vocacional, as vezes já é planejada e


discutida pelos familiares desde que a criança nasce. Os pais querem tanto o
bem dos filhos e, sem perceber, acabam gerando uma grande ansiedade,
causando até um desconforto interior. Muitos pais, por não terem em suas
vidas conseguido realizar todos os seus anseios, querem muitas vezes, de
certa forma realiza-los por intermédio dos filhos (Medico, 2005).

Muitos pais interferem na escolha vocacional querendo que o filho (a) siga a
sua profissão ou deposita nele desejos não conquistados impondo ao filho a
profissão que ele gostaria de exercer e que não foi possível concretizar
(Matsuoka e Palma, 2013, p. 63).

1.7.1.2. A Escola

A escola não é só uma instituição que visa capacitar e formar o individuo em


diferentes áreas, ela também tem a missão de orientar, guiar, e despertar as
habilidades, aptidões, dos alunos e conduzir os mesmos as suas vocações
para que tenham êxito em suas escolhas.

13
De acordo com Matsuoka e Palma (2013), a escola que proporcionar um
trabalho de orientação vocacional, que oferecer condições ao adolescente de
se questionar e vivenciar actividades que promovam o autoconhecimento
fornecerá meios para uma tomada de decisão sobre a escolha da profissão
sem tantas frustrações. Quanto mais o adolescente tiver informações sobre as
profissões e como está o mercado de trabalho, mais condições ele terá em se
apropriar de conhecimentos e realizar suas escolhas com mais critérios e
responsabilidade.

As características do meio escolar influenciam fortemente as escolhas


profissionais como salienta Inocêncio (2009), essas características englobam
por exemplo, o gosto que certos alunos possuem sobre determinadas
disciplinas, a existência de classes terminais, assim como acesso a níveis de
formação ulteriores.

1.7.1.3. Os Colegas e Amigos

Os adolescentes trocam de ideias sobre suas preferências individuais, opiniões


acerca de diversos temas incluindo a escolha do curso, essas trocas de
informações levam certos adolescentes a querem seguir e fazer o que os
amigos e colegas pretendem fazer na saída de um Ciclo para o outro sem uma
prévia informação do mercado de trabalho ou riscos de suas escolhas.

De acordo com Tavares (2009 citado por Brown, 2016), a influência dos
colegas e amigos está intimamente ligada com a das classes sociais de que
depende. Do ponto de vista da influência dos colegas e amigos nas escolhas
vocacionais, é a de chegar a saber se os adolescentes procuram amigos com
objectivos idênticos, independentemente da classe social destes ou se pelo
contrário alteram os seus objectivos para os ajustarem aos dos colegas e
amigos.

1.7.1.4. O Meio Social

O meio social e cultural da família ou meio em que o adolescente está inserido


influenciam o jovem e adolescente no momento de sua escolha, a educação
dos pais, o nível académico dos mesmos, bem como o aspecto económico,
fazem com que o jovem opta por seguir um determinado curso para manter o

14
status familiar em que muitas das vezes acaba por não ter êxito em sua
escolha.

A espectativa ou pressão imposta pela família sobre o adolescente, o


rendimento escolar colocam o adolescente em uma posição de escolha, sendo
fortemente influenciado e acabar muitas vezes sem êxitos.

Influenciado por pessoas de status social elevado na sociedade o adolescente


opta por fazer ou seguir a área de maior destaque e de maior renumeração
social, se formar uma área em que as pessoas admiram e que possa ganhar
muito dinheiro no futuro.

1.7.2. Factores intrínsecos

1.7.2.1. A motivação

Segundo Chocolate (2013), a motivação é um factor que influencia na escolha


vocacional, porque da energia e direcção ao comportamento do aluno. Na
motivação intrínseca, o aluno preocupa-se pelo próprio gosto, de tal modo que
o mesmo pode aplicar-se ao curso escolhido e fazer além do esperado mesmo
tendo prejuízo, pois ele não espera recompensas exteriores, porque se sente
compensado pelo próprio facto de realizar o que gosta.

1.7.2.2. Factor psicológico

Um dos factores fundamentais na escolha do curso é o factor psicológico pois


que o adolescente muitas das vezes atravessa momento de stress, conflito e
indecisões, essas características levam-no a escolher um curso ou área a se
formar sob pressão, acabando assim por efectuar uma escolha errada ou
incompatível com seus dons, aptidões, e interesses.

Quando o adolescente no momento da escolha, psicologicamente não estiver


bem, ele entra em stress, conflito, desconforto, indecisões, de que área seguir
ou se formar, estes factores levam-no sempre as escolhas incompatíveis com
suas aspirações.

1.7.2.3. Expectativas

Muitas das vezes o adolescente cria expectativa sobre determinado curso a


seguir por ouvir nos pais, amigos, no seio social, ou na escola e quando chega

15
o momento da escolha acaba por não ter êxito pois que que não é o curso que
ele almejava seguir ou fazer.

Muitas das vezes os adolescentes acabam por não ter êxitos nas suas
escolhas pois que os cursos, escolhidos, as escolas em que estudam não vão
de acordo com suas expectativas o que acaba por inibir suas vontades de fazer
tais cursos, bem como ajudando no insucesso profissional.

Bohoslavsky ( 2007 citado por Chocolate, 2013, p. 19), realça que quando o
individuo pensa uma profissão pensa em algo que se relaciona com a
realização pessoal, a felicidade, a alegria de viver, etc. quando o envolvimento
com esse algo deixa de resultar na realização pessoal, a tendência será,
certamente, diminuir o envolvimento, diminuir os esforços na realização das
actividades inerentes à profissão escolhida.

1.7.2.4. Interesses

Para que o jovem realize sua escolha com tranquilidade é necessário que
esteja preparado psicologicamente e que os factores externos (família, escola,
amigos e colegas, a sociedade), e os factores internos (motivação,
expectativas, interesses), estejam bem trabalhados para evitar fracasso no
momento de escolha.

Assim um indivíduo procura satisfazer suas necessidades dentro de uma


sequência lógica, uma espécie de hierarquia, em que as necessidades de nível
mais baixo dominam o comportamento do indivíduo até estarem suficientes
satisfeitas, quando então entra em acção outra necessidade de nível mais
elevado (Maslow e Herzeberg, s/d).

1.8. O pepel do professor na orientação vocacional dos alunos


No mundo de hoje globalizado e de constantes mudanças, o professor joga um
papel preponderante nas descobertas de habilidades e aptidões dos alunos,
para direcciona-los as suas vocações.

O professor deve ter a abertura de espirito para a inovação e estar capacitado


para utilizar a multiplicidade de informações, métodos e técnicas que habilitam
a atingir os objectivos a que se propôs, fundamentalmente de formar um
homem auto-realizado e dirigido. Para isso o professor deve conhecer o aluno,
16
as suas características, o ambiente familiar, a maneira como ocupa os tempos
livres, seus interesses, o passado escolar de entre outros (Sebastião e
Vucusse, 2014).

No processo de Ensino-aprendizagem ou perante aos alunos, o professor é


visto como um espelho e modelo a seguir, como salienta Pinto, Taveira e
Fernandes (2003), a centralidade da figura do professor neste processo, a sua
presença frequente junto dos alunos, a sua eleição como figura significativa,
amigável ou hostil, constituem elementos potenciadores dessa influência.

Para Paiva (1990, citado por Pires, 2014), o professor, exerce sempre
influencia, positiva ou negativa, sobre o comportamento vocacional dos seus
alunos – são modelos profissionais induzem o gosto ou o desprazer por
aprendizagens determinadas, estimulam investimentos em formação ou
desfavorecem-nos. Melhor será, então que desempenhem com
intencionalidade esse papel e assumam a sua relevância na perspectiva,
nomeadamente, da articulação entre aprendizagem escolar e aquisição de
competência profissionais.

1.9. Análise contextual do sistema de ensino Angolano

A educação constitui um processo planificado e sistematizado de ensino e


aprendizagem, que visa preparar de forma integral o individuo para as
exigências da vida individual e colectiva (Lei17/16, 2016).

O sistema de educação é o conjunto de estruturas e modalidades, através das


quais se realiza a educação, tendentes a formação harmoniosa e integral do
individuo, com vista a construção de uma sociedade livre, democrática, de paz
e progresso social.

Para dar enfase a reforma educativa vigente no país, o sistema de ensino foi
dividido em 6 (seis) subsistemas de ensino (artigo 17º) da (Lei 17/16, 2016).

1- Subsistema de ensino pré-escolar;


2- Subsistema de ensino geral;
3- Subsistema de ensino técnico-profissional;
4- Subsistema de formação de professores;
5- Subsistema de educação de adultos;

17
6- Subsistema de ensino superior

O sistema de ensino em Angola estrutura-se em três níveis nomeadamente:

a) Primário;
b) Secundário;
c) Superior

O sistema de educação em vigor em Angola tem como prioridade a


alfabetização, reforma do sistema educativo, extensão e consolidação de rede
escolar existente, formação permanente dos docentes, directores de escolas e
o melhoramento das condições sociais dos professores e alunos.

Sendo que o trabalho em investigação retracta sobre a importância da


orientação vocacional na escolha do curso dos alunos da 9ª classe, torna-se
necessário fazer realce apenas a este subsistema de ensino secundário.

Deste modo, o I Ciclo do Ensino Secundário (que compreende as classes 7ª, 8ª


e 9ª), Tem como objectivos de consolidar, aprofundar e ampliar os
conhecimentos, e reforçar as capacidades, os hábitos, as atitudes e as
habilidades adquiridas no ensino primário; permitir a aquisição de
conhecimentos necessários ao prosseguimento dos estudos em níveis de
ensino e áreas subsequentes; Assegurar o desenvolvimento do raciocínio, da
reflexão e da curiosidade científica; aprofundar os fundamentos de uma cultura
humanística, baseada nos valores morais, éticos, cívicos e patrióticos;
promover o empreendedorismo, desenvolvendo hábitos, habilidades,
capacidades e atitudes para a vida activa e o espirito de iniciativa, criatividade
e autonomia (de conformidade com o Artigo 32º nas suas alíneas a, b, c, d, e g
da lei 17/16).

Considerando a vontade de realizar a escolarização de todas as crianças em


idade escolar, de reduzir o analfabetismo de jovens e adultos e de aumentar a
eficácia do sistema educativo Angolano, permitiu criar o sistema de base da
educação, centrada na reforma educativa.

O sistema de Ensino em Angola, de acordo com Chocolate (2011), verifica-se


que o aluno terminado o ensino primário e I Ciclo, não tem definido seu curso
por falta de orientação, optando por aqueles cursos que os familiares, colegas,

18
amigos e grupos de pares, fazem sem terem conta as suas próprias
expectativas e aspirações.

Em muitos casos alunos por não terem definido sobre seus futuros optam por
fazer ou seguir determinado curso ou área por influência dos amigos, colegas,
sem ter em conta seus dons, aptidões, habilidades, e ambições profissionais,
acabando assim sem ter êxitos em suas escolhas.

1.10. Alguns estudos sobre a orientação vocacional em Angola

Angola é um País que viveu da colonização por quase um século, durante este
período quase pouco ou nenhum estudo se fez relacionado com a área de
psicologia muito menos em orientação vocacional.

Chocolate (2011), Salienta que, a preocupação com este assunto é bastante


nova, sendo a sua discussão ainda incipiente entre os académicos. Esta
situação se observa em decorrência da política educativa herdada do
colonialismo português e dos constrangimentos de ordem político-militar
(guerra civil) e económico-sociais (pobreza) registados opôs a independência
nacional que destruíram o tecido nacional e enfraqueceram o funcionamento
das estruturas básicas

Neste período como afirma Zassala (2005), os objectivos da educação e


ensino, consistiam em desenvolver a difusão da Língua Portuguesa,
estabelecer hábitos e atitudes, expandir a fé cristã, modificar processos de
cultivo de terra, ensinar normas de convívio entre os povos. Durante este
período não existiu nenhuma instituição encarregue para os serviços de
Orientação Vocacional. Havia apenas em Luanda actual capital do País o
serviço de emprego, cujo propósito era de seleccionar e colocar a mão-de-obra
nos centros segundo as solicitações.

Angola após a independência e com o passar dos anos tem-se levantado


algumas preocupações por parte de vários autores efectuando pesquisas e
investigações sobre a orientação vocacional no domínio psicopedagogo.

Assim sendo destacam-se os trabalhos feito na área de orientação vocacional


de Chocolate (2011), Zassala (2005), Yoba e Chocolate, (2003), Yoba, (2007),
Alexandre (1997), Inocêncio (2008), Delgado (2008), Brown (2016), Calenga,
(2014).

19
Actualmente o contexto Angolano muitos têm sido os alunos que escolhem
seus cursos sem que esses tem feito um estudo antes ou terem sido orientado
de acordo suas habilidades, dons e aptidões acabando mais tarde por não ter
êxito em seus trabalhos ou ocupações.

Inocêncio (2008), afirma que do ponto de vista psicológico e nas condições


actuais de Angola, a escolha não é dada como opção, não existem condições
estimuladoras nessa direcção. O exercício da escolha ou exercício da
consciência vem sendo, diluído pela falta de oportunidades reais, a escolha,
em alguns casos, está sobre determinada pela família, pela estrutura
educacional, pela política de formação e pelos meios de comunicação em
massa, como também pela estrutura dialéctica social e subjectiva.

Sebastião e Vucusse (2014), Salientam que em Angola o aluno opta


geralmente por aquilo que satisfaz imediatamente os seus problemas
económicos e sociais, e muitas vezes são encontradas dificuldades no
momento da escolha profissional. Portanto é imperioso que os alunos sejam
bem orientados, de forma a não errarem nas escolhas dos cursos a seguir no
ensino subsequente, consequentemente na escolha da sua futura ocupação.

Na realidade Angolana, assiste-se o fenómeno em que certos alunos escolhem


cursos, que não os ajudam na realização profissional de seus projectos de
vida, como salienta Yoba (2007), por se encontrarem em áreas profissionais
incompatíveis com as suas tendências motivacionais de escolha ou capacidade
de interesses vocacionais.

De acordo com o autor supra citado, a formação profissional e orientação de


carreiras constituem os interesses sociais, políticos e económicos que
deveriam ser a responsabilidade do sector da educação.

Contudo surge a urgência de se mudar as políticas escolares, assim como


haver necessidade de mais investimentos por parte do Governo nesta área de
actuação, o estado deve apostar em melhorar as infra-estruturas escolares
para que a prática de Orientação Vocacional seja uma realidade em Angola.

Muitos adolescentes escolhem cursos ou área a se formar incompatíveis com


suas habilidades, dons, interesses, aptidões, por falta de opção ou alternativa,
em outros casos por falta de orientação e conhecimento da área a seguir.

20
Estudo levado a cabo pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento Da
Educação (CIDE, 2019), apresentada pelo Instituto Superior de Ciências De
Educação (Isced-Huíla), mostra que em Angola no geral e em particular a
Província da Huila existe ainda escola com condições precárias de ensino, o
que impossibilita a prática de orientação vocacional devido ao fraco
desenvolvimento o sector da educação.

Muitas vezes aquilo que se interpreta como escolha ou opção do individuo


pode, na verdade, ser uma falta de opção, uma reacção imposta pela
circunstância económica ou sociopolítica vigente (Calenga, 2014).

O autor salienta ainda que, o problema da orientação é realmente uma questão


prioritária para o desenvolvimento humano, já que dela depende todo o
desenrolar das relações enquanto ser integrante da sociedade. Por ser também
uma problemática que para alem de preocupar as escolas, deveria ser o centro
das atenções dos dirigentes e do sistema educativo em Angola.

Simões (2013, citado por Jacob, 2016, p. 29), sublinha que para melhorar a
qualidade das motivações e conseguir permanência dos alunos no meio
escolar é necessário converter a educação profissional e garantir que o aluno
esteja activo e pensativo sobre o seu futuro profissional.

21
CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA
2.1. Preliminares da Investigação
Culminada a parte curricular no Instituto Superior de Ciências de Educação
torna-se fundamental apresentar o trabalho de fim de curso que constitui o
fecho da referida formação.

Relacionando os conhecimentos teóricos aos práticos e na condição de ser


professor surgiu a curiosidade de trabalhar um tema na área de orientação
vocacional. Isto partiu das conversas tidas com os alunos do I ciclo com
relação aos cursos que pretendiam fazer no II ciclo. É nesta senda que
atendendo às orientações que norteiam o culminar da formação no ISCED-
HUILA o autor do presente trabalho dirigiu-se ao Departamento a que é adstrito
especificamente à Secção de Psicologia para formalizar o processo de
organizar o trabalho de licenciatura, começando por apresentar o tema que se
pretendeu investigar.

Uma vez atendido e aprovado o tema indicou-se a orientador do trabalho com a


qual se mantiveram os primeiros contactos que permitiram a elaboração do
plano de trabalho em torno da elaboração do anteprojecto da investigação que
depois de terminado e aprovado pelo Conselho Científico do Departamento foi
enviado à Vice-Direcção para Área Científica para efeitos de credenciamento.

De seguida partiu-se para o Complexo Escolar 1027 António Isaías onde


decorreu a investigação sem sobressaltos.

2.2. Caracterização do Complexo Escolar nº 1027 António Isaías em


Caconda
A escola em referência situa-se no Bairro Monte Esperança, numa zona urbana
nos arredores da vila de Caconda, Município de Caconda, Província da Huíla.
A mesma possui (14) catorze salas de aulas, das quais (6) seis aumentadas
recentemente pela comissão de pais e encarregados de educação, (1) um
gabinete do director geral da escola, (1) um gabinete do director pedagógico, e
director administrativo, (1) uma secretaria-geral, (1) uma sala dos professores,
(4) quatro casas de banho, um campo para educação física, (1) um pátio com
plantas no seu arredor muro, e portões.

23
Pontos fortes da escola: Existe uma interacção saudável entre a direcção da
escola, professores, alunos e a comissão de pais e encarregados de educação.
Dos pais é notório a dedicação, pontualidade e assiduidade, factores que
contribuem para o sucesso escolar.

Pontos fracos da escola: A escola está localizada a distância das residências


dos alunos que percorrem em média 1 a 3 quilómetros, a escola encontra-se
próxima da estrada provincial o que é risco para as crianças ao atravessarem a
estrada pois que os carros passam em alta velocidade.

2.3. Tipo de Investigação

Para este estudo utilizou-se a pesquisa descritiva que segundo (Gil, 2010), tem
como objectivo primordial à descrição das características de determinada
população ou fenómeno.

Vantagens da pesquisa descritiva:

 Coleta e variedade de dados;


 Realiza-se no ambiente natural do entrevistado;
 Rápido e de realizar e barato;
 Rápida tomada de decisão aos dados oferecidos.

Desvantagens da pesquisa descritiva:

 Falta de confidencialidade;
 Possibilidade de desvio na pesquisa;
 Falta de informações precisas devido a aleatoriedade da amostra.

2.4. Instrumento de investigação


Nesta pesquisa utilizou-se como instrumento o inquérito por questionário
baseado no instrumento de Muacandala, Singue e Pires (2014), adaptado pelo
autor em função do contexto, aplicado aos alunos e professores para medir o
nível de conhecimento sobre o tema em estudo.

Do inquérito aplicado aos alunos constou 8 perguntas fechadas e o dos


professores constou 3 perguntas abertas e 6 perguntas fechada.

24
Segundo Mattar (1996), nas perguntas abertas, as pessoas respondem as
questões com as suas próprias palavras, sendo estas dissertativas. Já nas
perguntas fechadas o sujeito escolhe a reposta num conjunto de duas opções,
por exemplo “sim” ou “não”.

2.5. Execução do trabalho


Culminado a preparação do trabalho, e em conformidade com os objectivos
traçados, contactou-se a direcção da escola onde foi feita a investigação para a
permissão da execução do trabalho. Depois de autorizada, o passo a seguir foi
de aplicar instrumento a Amostra do trabalho. Durante este momento todo o
cuidado foi tido em conta ao passar toda a orientação necessária para o
preenchimento do instrumento não se esquecendo de explicar a questão
relacionada com o anonimato.

2.6. População e Amostra

2.6.1. População
População é o conjunto de pessoas ou elementos a quem se pretende
generalizar os resultados e quem partilham uma característica em comum
(Coutinho, 2013).

Nesta pesquisa a população é constituída por 140 alunos e 33 professores da


9ª Classe do Complexo Escolar nº 1027 António Isaías em Caconda.
Perfazendo um total de 173.

2.6.2. Amostra
A Amostra é uma parte da população que é estudada de modo que o
pesquisador possa fazer generalizações sobre o todo da população original
(Hayes e Stratton, 2003).

A amostra para esta pesquisa foi constituída por 70 alunos e 23 professores da


9ª Classe seleccionados dentre a população em estudo. A mesma foi obtida
através de procedimento probabilístico de uma amostragem aleatória simples
para os alunos, e não probabilística de conveniência para os professores.

25
Segundo Ochoa (2015), a amostragem aleatória simples consiste em que todos
os elementos que compõem o universo no marco amostral têm mesma
probabilidade de serem seleccionados. Já na amostragem não probabilística
por conveniência consiste em seleccionar os elementos disponível que
compõem o marco amostral.

2.7. Caracterização da Amostra dos alunos, quanto ao Género, e Idade


Tabela 1. Caracterização da Amostra dos alunos quanto ao Género

N=70

Género Frequência Percentagem (%)

Masculino 36 51%

Feminino 34 49%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela nº 1 revelam que, dos 70 alunos que compõem a Amostra


do trabalho 36 são do género masculino que correspondem a 51% e 34 são do
género feminino que correspondem a 49%, o que faz um total de 100%.

Tabela 2. Caracterização da Amostra dos alunos quanto a idade

N=70

Idade Frequência Percentagem (%)

13 a 15 30 43%

16 a 20 40 57%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela nº 2 revelam que dos 70 alunos que correspondem a


Amostra do trabalho, quanto a idade maior percentagem recai para o intervalo
dos 16-20 anos de idade com 57%.

26
2.8. Caracterização da amostra dos professores, quanto ao género, tempo
de serviço e agregação pedagógica
Tabela 3. Caracterização da Amostra dos professores quanto ao género

N=23

Género Frequência Percentagem (%)

Masculino 14 61%

Feminino 9 39%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela nº 3 revelam que dos 23 professores que compõem a


Amostra do trabalho 14 são do género masculino que correspondem a 61%, e
9 são do género feminino que correspondem a 39% o que faz um total de
100%.

Tabela 4. Caracterização da Amostra dos professores quanto ao tempo de


serviço
N=23

Tempo de Serviço Frequência Percentagem (%)

0 a 5 anos 2 9%

6a9 9 39%

10 a 20 11 48%

21 a 35 1 4%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela nº 4 revelam que, dos 23 professores que correspondem a


Amostra do trabalho, quanto ao tempo de serviço, a maior percentagem recai
para o intervalo que vai de 10-20 anos com 48%.

27
Tabela 5. Caracterização da Amostra dos professores quanto a agregação
pedagógica

N=23

Agregação Pedagógica Frequência Percentagem (%)

Sim 21 91%

Não 2 9%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela nº 5 revelam que, dos 23 professores que compõem a


Amostra do trabalho 21 têm agregação pedagógica que correspondem a 91% e
2 não têm agregação pedagógica que correspondem a 9% o que faz um total
de 100%.

2.9. Apresentação, análise, interpretação e discussão dos resultados.


Neste ponto faz-se análise, interpretação e discussão dos resultados obtidos
através dos inquéritos aplicados a Amostra do trabalho.

2.9.1. Caracterização das respostas dos alunos ao instrumento aplicado


Tabela 6 Questão nº 1: Com quem vives?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Pais 44 63%

Mãe 12 17%

Pai 1 1%

Outros Familiares 13 19%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela nº 6, questão nº 1 revela que, dos 70 alunos que compõem


a Amostra do trabalho 44 alunos vivem com os pais onde recai maior

28
percentagem 63%, outros 12 vivem com as mães correspondente a uma
percentagem de 17%, enquanto 13 alunos vivem com outros familiares
correspondente a uma percentagem de 19%, e apenas 1 vive com o pai
correspondendo a uma percentagem de 1%.

Na opinião do autor do presente trabalho e em conformidade com a


importância do tema investigado ressalta aqui dizer que na verdade o ideal
seria o adolescente viver com ambos os pais para uma educação integral e
harmoniosa. Em alguns casos quando existe ruptura entre os pais, é mais
provável a tendência de desvio de comportamento como afirma Vieira (2008), o
relacionamento familiar permitirá ou não, um autoconceito favorável, além de
um julgamento pessoal que o individuo assume perante si próprio, este
julgamento influirá directamente em suas escolhas.

Tabela 7. Questão nº 2: Qual é a disciplina que mais gostas?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Língua Portuguesa 11 16%

Língua Estrageiras 1 1%

Biologia 30 43%

Química 2 3%

Física 7 10%

Matemática 8 12%

História 3 4%

Geografia 2 3%

E.M.C 4 6%

E. Laboral 1 1%

E.V.P 1 1%

Total 70% 100%

Fonte: Pesquisa de campo

29
Os dados da tabela nº 7, questão 2 revelam que dos 70 alunos que compõem a
Amostra do trabalho percebe-se que a maior percentagem recai para o curso
de Biologia com a frequência de 30 alunos equivalente a 43%.

O gosto por uma disciplina muitas das vezes é impulsionado pelo


comportamento do professor perante os seus alunos. É tarefa do professor
incutir nos alunos o gosto por uma determinada disciplina.

Para Paiva (1990, citado por Pires, 2014), o professor, exerce sempre
influencia, positiva ou negativa, sobre o comportamento vocacional dos seus
alunos – são modelos profissionais induzem o gosto ou o desprazer por
aprendizagens determinadas, estimulam investimentos em formação ou
desfavorecem-nos.

Tabela 8. Questão nº 3: Qual é o curso que gostarias de seguir no II ciclo?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

C.E.J 2 3%

C.F.B 5 7%

Construção Civil 1 1%

Mate-física 2 3%

Análises Clínicas 1 1%

Magistério Primário 8 11%

Electricidade 3 4%

Bioquímica 2 3%

Geoistória 2 3%

Enfermagem 12 18%

Não Sei 32 46%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

30
A tabela 8 que espelha a questão nº 3, revela que, dos 70 alunos que fizeram
parte da Amostra do trabalho, uma frequência de 12 sujeitos que corresponde
a 18%, pretende seguir no II ciclo o curso de enfermagem, enquanto 32
sujeitos equivalente a 46% não sabe o curso a seguir no II ciclo.

Esta última percentagem, revela a importância de com maior urgência


instrumentar e implementar o serviço de orientação vocacional aos alunos da
9ª classe do complexo escolar nº 1027 António Isaías em Caconda, pois que,
Gondim (2002), refere que a importância da orientação vocacional está em que
ajuda o adolescente a ter um conhecimento sobre as distintas áreas de
formação, e ainda proporciona ao aluno a maior facilidade de reflectir com olhar
mais racional sobre as exigências do mercado e fazer uma certa relação das
suas habilidades pessoais e consegue estabelecer compatibilidade com a sua
escolha profissional.

Tabela 9. Questão nº 4: Qual é a profissão que gostarias de desempenhar


no futuro?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Médico 5 7%

Jornalista 3 4%

Juiz 2 3%

Jogador 2 3%

Electricista 1 1%

Mecânico 1 1%

Parteira 2 3%

Professor 12 17%

Enfermeiro 10 14%

Não Sei 32 46%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo


31
Os dados da tabela 9 questão nº 4 revelam que, dos 70 alunos que compõem a
Amostra do trabalho, as profissões mais escolhidas foram a de professor com
frequência de 12 sujeitos equivalente a 17 % e a profissão de enfermeiro com a
frequências de 10 sujeitos com a percentagem 14 %. 32 sujeito que
correspondem 46%, não sabem que profissão desempenhar no futuro.

De igual modo, a situação da tabela 8, se repete na tabela 9, deixando assim a


grande preocupação por parte do investigador do presente trabalho bem como
enquanto também professor do complexo escolar onde decorreu a
investigação.

É fundamental que o professor explique sobre as profissões a desempenhar e


a importância que cada profissão tem na sociedade, para que o adolescente
entenda o valor de cada profissão e escolher de acordo com suas inclinações.

Tabela 10. Questão nº 5: Te sentes inquieto por não saberes decidir a sua
futura profissão?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 38 54%

Não 20 29%

Talvez 12 17%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabla 10 questão nº 5, revelam que dos 70 alunos que compõem a


Amostra do trabalho, 38 alunos que correspondem 54%, onde recai a maior
percentagem, responderam “Sim”, 20 alunos que correspondem a uma
percentagem de 29%, responderam “Não”, 12 alunos que correspondem 17%,
responderam “talvez”, perfazendo um total de 100%.

A indecisão vocacional em adolescentes muitas vezes deve-se a falta de


acompanhamento por parte de orientadores vocacionais, e por falta de
orientação aos adolescentes a saída de um ciclo para o outro.

32
De acordo com Ribeiro (2011, p. 37), o processo de tomada de decisão é
afectado, nomeadamente, pela circunstância de serem ou não entre si
concorrentes, pelo sucesso e satisfação proporcionados por decisões
anteriores, por constrangimentos de tempo e pelo nível de motivação.

Tabela 11. Questão nº 6: Os seus pais ou encarregados de educação


falam contigo sobre o que pretendes ser no futuro?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 19 27%

Não 37 53%

Algumas Vezes 14 20%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 11 questão nº 6 revelam que, dos 70 alunos que compõem


a Amostra do trabalho 19 alunos que correspondem 27% responderam “sim”,
14 alunos que correspondem 20% responderam “algumas vezes”, 37 alunos
que correspondem 53% sendo a maior percentagem, responderam “não”.

É importante que os pais conversem sempre com os seus filhos sobre o que os
mesmos pretendem ser no futuro. O papel ideal da família seria o de oferecer
suporte as decisões, ajudando o jovem na resolução da crise que envolve a
escolha. (Krawulski et al., 2000, p. 85)

O contacto com as informações e a observação de hábitos e valores no lar,


habilita a criança e adolescente a aprofundar e eliminar o que não tem grande
importância para si, na base das oportunidades de obtenção de conhecimentos
consentâneos. Yoba e Chocolate (2003, p. 9)

33
Tabela 12. Questão nº 7: Na sua escola os professores falam sobre a
orientação vocacional?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 12 17%

Não 48 69%

Algumas Vezes 10 14%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 12 questão 7 revelam que, dos 70 alunos que compõem a


Amostra do trabalho, 12 alunos que correspondem 17% responderam “sim”, 48
alunos que correspondem 69% sendo a maior percentagem responderam
“não”, 10 alunos que correspondem 14% responderam “algumas vezes”,
perfazendo um total de 100%.

É fundamental que os professores conversem com os alunos sobre os cursos


que pretendem seguir como salienta Matsuoka e Palma (2013), a escola que
proporcionar um trabalho de orientação vocacional, que oferecer condições ao
adolescente de se questionar e vivenciar actividades que promovam o
autoconhecimento fornecerá meios para uma tomada de decisão sobre a
escolha da profissão sem tantas frustrações. Quanto mais o adolescente tiver
informações sobre as profissões e como está o mercado de trabalho, mais
condições ele terá em se apropriar de conhecimentos e realizar suas escolhas
com mais critérios e responsabilidade.

34
Tabela 13. Questão nº 8: na tua escola existe um gabinete de apoio aos
serviços de orientação vocacional na sua escola?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 3 4%

Não 48 87%

Não sei 6 9%

Total 70 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 13 questão 8 revelam que, dos 70 alunos que compõem a


Amostra do trabalho, a maior percentagem recai para uma frequência de 48
sujeitos equivalente a 87% que responderam que “não” na escola não existe
um gabinete de orientação vocacional. Esta situação é deveras preocupante e
remete ao autor do presente trabalho junto da direcção da escola, criar
condições para pelo menos criar um gabinete psicopedagógico que possa
responder pelo serviço de orientação vocacional, com uma equipa com a
formação psicopedagógica.

A escola deve preocupar-se em conscientizar os jovens de que o momento de


escolha é um processo de aprendizado a ser levado para outros momentos e
que tem muito a contribuir na formação pessoal, no reconhecimento de si
enquanto sujeito de escolha capaz de visualizar as possibilidades que a
sociedade lhe oferece quanto a escolha profissional (Vieira, 2006).

35
2.10. Caracterização das respostas dos professores ao questionário
aplicado.
A seguir são caracterizadas as respostas dos professores obtidas a partir do
questionário aplicado.

Questão 1: O que entendes por Orientação Vocacional?

Das respostas referentes à primeira questão, verificou-se que 3 professores


que correspondem 13% entendem a orientação vocacional como processo de
ajuda ao adolescente ou ao jovem com dificuldade de escolher um
determinado curso ou especialidade; 5 Professores que correspondem 22%
entendem a orientação vocacional como processo em que os professores
ajudam os alunos a escolher um curso no qual estejam mais habilitados; 8
professores que correspondem 35% entendem a orientação vocacional como
processo educativo que se dá a uma criança ao longo do tempo para incutir
nela o gosto de uma dada profissão futura; 7 professores que correspondem
30% nada entendem sobre a orientação vocacional.

Tabela 14. Questão nº 2: Consideras importante a Orientação vocacional


no processo formativo do aluno?

N=23

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 16 69%

Não 2 9%

Talvez 5 22%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 14 questão 2 revelam que, dos 23 professores que


compõem a Amostra do trabalho 16 professores que correspondem 69%
responderam que “Sim”, 5 professores que correspondem 22% responderam
“talvez”, 2 professores que correspondem 9% responderam “não”, perfazendo
um total de 100%. Estas respostas encontram sustentabilidade no pensamento
de (Gondim 2002, citado por Oliveira, 2017) ao afirmar que a orientação

36
vocacional assume grande importância porque ajuda e orienta os alunos a
terem um conhecimento sobre o mercado de trabalho, e ter maior facilidade de
reflectir com olhar mais racional sobre as exigências do mercado de trabalho.

Tabela 15. Questão nº 3: Professor que é, no decurso do processo de


ensino aprendizagem tem realizado actividades relacionadas com a
Orientação vocacional?

N=23

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 3 13%

Não 18 78%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 15 questão 3 revelam que, dos 23 professores que


compõem a Amostra do trabalho, 3 professores que correspondem 13%
responderam sim, 18 professores que correspondem 78%, onde recai a maior
percentagem responderam não, 2 professores que correspondem 9%.

Olhando para as respostas apresentadas, ressalta no pensamento do autor do


presente trabalho, a necessidade de capacitar os professores a quanto da
temática relacionada com a orientação vocacional já que por desconhecimento
da temática investigada, nada falam, nada fazem sobre a orientação
vocacional.

37
Tabela 16. Questão nº 4: Conhece alguma metodologia para
implementação da Orientação vocacional no processo de formação dos
alunos?

N=23

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 3 13%

Não 20 87%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 17 questão 5 revelam que, dos 23 professores que


compõem a Amostra do trabalho 3 professores, que correspondem 13%
responderam que sim, 20 professores que correspondem 87% onde recai a
maior percentagem responderam

Mais uma vez ressalta-se a necessidade de impulsionar debates, encontros


metodológicos com os professores para ressaltar a importância da orientação
vocacional já que é preocupante uma vez que em pleno século XXI, os
professores afirmam não conhecer nenhuma metodologia para o trabalho de
orientação vocacional.

Tabela 17. Questão nº 5: De acordo com a sua experiência profissional,


acha importante a vocação dos alunos na escolha do curso?

N=23

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 20 87%

Não 0 0

Não Sei 0 0

Talvez 3 13%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

38
Os dados da tabela 18 questão 6 revelam que dos 23 professores que
compõem a Amostra do trabalho 20 professores que correspondem 87% sendo
a maior percentagem responderam sim, 3 professores que correspondem 13%,
responderam talvez.

É importante que os professores sejam capacitados de maneira a conhecerem


metodologia que facilite a implementação da orientação vocacional como um
acto educativo que deve ser controlado pela escola.

Tabela 18. Questão nº 6: Acha que a Orientação vocacional deve ser feita
apenas pelos professores?

N=23

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 7 30%

Não 11 48%

Talvez 5 22%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 19 questão nº 7 revelam que, dos 23 professores que


compõem a Amostra do trabalho, 7 professores que representa percentagem
de 30%, responderam “sim”; 11 professores que representa percentagem de
48%, responderam “não”, 5 professores que representa percentagem de 22%
responderam talvez, perfazendo o total de 100%.

Olhando para as respostas apresentadas, ressalta no pensamento do autor do


presente trabalho, a necessidade de capacitar os professores a quanto da
temática relacionada com a orientação vocacional, para que a mesma seja feita
por professores de disciplina de maneira a ajudar as escolhas profissionais dos
alunos tendo em conta suas inclinações.

39
Tabela 19. Questão nº 7: Consideras a Orientação Vocacional um
instrumento que ajuda e orienta as escolhas vocacionais dos alunos?

N=70

Categoria de Respostas Frequência Percentagem (%)

Sim 17 74%

Não 3 13%

Não Sei 0 0

Talvez 3 13%

Total 23 100%

Fonte: Pesquisa de campo

Os dados da tabela 20 questão 8 revelam que dos 23 professores que


compõem a Amostra do trabalho, a maior percentagem recai para a resposta
“Sim” com a frequência de 17 professores que correspondem 74%; e a menor
percentagem recai para a resposta “Não” com a frequência de 3 sujeitos que
corresponde a 13%. Pois que a orientação vocacional constitui uma
oportunidade de autoconhecimento, de alinhamento entre habilidades,
características pessoais e profissão, do sentido significativo do trabalho para
ser humano e da relação trabalho e projecto de vida tal como afirma
(Hastenreiter, 2014).

Questão nº 8: Na sua opinião quais são as principais dificuldades para a


implementação do serviço de orientação vocacional?

Relativamente a esta questão, constatou-se que 5 professores que


correspondem 22% não têm opinião acerca do assunto, 18 professores que
corresponde uma percentagem de 78% onde recai a maior percentagem
responderam que uma das maiores dificuldades para a implementação do
serviço de orientação vocacional, é a falta de conhecimento na área por parte
dos professores.

40
Questão nº 9: Que opinião tem sobre o tema?

Relativamente a esta questão os professores consideram ser um tema


importante para ajudar os alunos a dissidir sobre suas futuras profissões bem
como os professores de terem conhecimento de como ajudar os alunos a
dissidirem sobre seus futuros.

41
CONCLUSÕES E SUGESTÕES
CONCLUSÕES GERAIS
Da abordagem teórica e metodológica chega-se as seguintes conclusões:

1. A orientação vocacional é importante porque para além de auxiliar o


indivíduo a escolha, decidir sobre seu futuro, também constitui uma
oportunidade de autoconhecimento, de alinhamento entre habilidades,
características pessoais e profissão, do sentido significativo do trabalho e
da relação trabalho e projecto de vida.

2. 69% dos alunos inquiridos afirmaram que na escola os professores não


falam sobre a orientação vocacional.

3. 69% das respostas dos professores consideram ser importante a


Orientação vocacional no processo formativo do aluno.

4. 87% dos inquiridos, acham importante a orientação vocacional na


escolha do curso, para ter um norte sobre o campo profissional a seguir,
bem como uma oportunidade de autoconhecimento, alinhamento entre
habilidades, características pessoais e profissão, do sentido significativo
do trabalho para o ser humano e da relação trabalho e projecto de vida.

43
SUGESTÕES
Com base no estudo efectuado e tendo em conta as conclusões, sugere-se o
seguinte:

1. Que outras investigações deia continuidade as temáticas relacionadas


com a orientação vocacional em outros contextos;
2. Que se implemente o serviço de orientação vocacional no complexo
escolar nº 1027 António Isaías em Caconda para estimular a vocação
dos alunos na escolha do curso a seguir no II ciclo;
3. Que escola crie uma biblioteca para ajudar os alunos a despertar as
suas aspirações, tendências e aptidões.

44
BIBLIOGRAFIA
Bibliografia
1. Alexandre, D. S. (1997). Orientação Vocacional Como Processo Em
Adolescentes de 14 a 16 anos de Angola. Braga: Braga.

2. Almeida, M. E., & Pinho, L. V. (2008). Adolescencia, Família e Escolha:


Implicações na Orientação Profissional. Rio de Janeiro: Aveiro.

3. Beider, M. D. (1965). Orientação vocacional sua importância na


educação. Rio De Janeiro.

4. Bock, S. D. (2006). Orientação Profissional: A aordagem sócio-histórica.


Cortez.

5. Brown, M. D. (2016). A Vocação e a Escolha do Curso: Um estudo junto


dos alunos da 9ª Classe da Escola Primária e Secundária do I Ciclo nº
187 do Município do Lubango. Lubango.

6. Calenga, I. (2014). Factores que interem nas escolhas profissionais dos


alunos da 12ª Classe da escola do II ciclo do ensino Secundário da
Arimba, Lubango. Lubango.

7. Chocolate, F. A. (2011). Escolha Profissional de Estudantes de


Pedagogia de duas Instituições de Ensino Superior: Angola e Brasil. São
Paulo: Centro Universitário Fieo.

8. Coutinho, C. P. (2013). Metodologia de Investigação em Ciências


Sociais e Humanas. Almedina: Almedina.

9. Couto, M. E. (2014). Orientação Profissional: O Estudante é muito mais


que uma opção . Fluminense: Niterói, RJ.

10. Delgado, M. J. (2008). Orientação Vocacional dos alunos da 9ª Classe


através do Ensino e Aprendizagem da Geografia. Lubango.

11. Dicionário, D. L. (2013). Acordo Ortográfico. Portugal: Porto Editora.

12. Fadiman, J., & Frager, R. (1986). Teorias da Personalidade . Habra: São
Paulo.

13. Gil, A. C. (2010). Metodologia de Investigaçãi Ciêntifica.

14. Gomes, A. A. (2011). Desenvolvimento Vocacional e a Intervenção


Social na Adolescencia . Aveiro: Universidade de Aveiro.

15. Gonçalves, C. M. (1997). A Influência da Família no Desenvolvimento


Vocacional de Adolescentes e Jovens. Portugual: Porto.

46
16. Gonzaga, L. R. (2011). Relação Entre Vocação, Escolha Profissional e
Nivel de Stress. Campinas.

17. Hastenreiter, F. (2014). Portal Educação. Obtido em 20 de 08 de 2019,


de importancia da orientação vocacinal:
siteantigo.portaleducacao.com.br

18. Hayes, N., & Stratton, P. (2003). Dicionário de Psicologia. Brazil: São
Paulo.

19. Inocêncio, A. (2009). A Vocação e a Escolha do Curso: Uma proposta


metodológica para a Orientação Vocacional dos Adolescentes do Ensino
Secundário nas Escolas EFP, IMEL, e IMAT da cidade do Lubango.
Lubango.

20. Jacob, A. B. (2016). Caracterização Da Orientação Profissional Dos


Alunos Da 12ª Classe Da Escola Do II Ciclo Do Ensino Secundário Do
Lubango. Lubango.

21. Krawulski, E., Siqueira, M., Caetano, S., Cascaes, C., & Soares, D.
(2000). Orientação Profissional, Orientação e o Processo de Escolha:
Notas sobre Experiencias Vividas. Revista de Ciencias Humanas,
Florianópolis.

22. Lei17/16. (2016). Lei De Base Do Sistema Da Educação. Angola.

23. Lisboa, M. D., & Soares, D. H. (2018). Orientação Profissional em


Acção: Formação e Prática de Orientadores. São Paulo: Summus.

24. Lourenço, S. (2007). O Processo de Escolha e Autoconhecimento Rumo


a Profissão. 5º Simposio de Ensino de Graduação (p. 1;2). Brasil:
UNIMEP.

25. Manecas, N. N., & Maurício, T. L. (2015). A Escolha do Curso e o


Desenvolvimento Vocacional dos alunos do Ensino Primário e I ciclo do
Ensino Secundário nº 458 no Município do Lubango. Lubango.

26. Martins, D. D. (2008). Orientação Profiisional: Teoria e Prática. São


Francisco.

27. Maslow, A. H., & Herzeberg, F. (s.d.). As Teorias Motivacionais de


Maslow e Herzeberg. As Teorias Motivacionais de Maslow e Herzeberg.

28. Matsuoka, E. G., & Palma, R. C. (2013). A Orientação Profissional: Um


Dialógo Necessário. A Orientação Profissional: Um Dialógo Necessário.
Brasil, Rio Janeiro, Brasil.

29. Medico, M. D. (2005). PIP Programa de Imformação Profissional. Brasil.

47
30. Moura, C. B. (2004). Orientação Profissional: Sob o Enfoque da Análise
do Comportamento. Campinas: Alínea.

31. Nolêto, M. D. (s.d.). Orientação Vocacional e Ideologia.

32. Oliveira, A. B. (2016). Caracterização da orientação profissional dos


alunos da 9ª classe. Lubango.

33. Oliveira, J. D. (2017). Escolha Profissional: Uma Visão Humanista-


Existencial. Brasil.

34. Pimenta, S. G. (2001). Orientação Vocacional e Decisão: Estudo Crítico


da Situação No Brasil. Brasil: Loyola.

35. Pinho, V. B. (2014). Orientação Profissional: Público-Alvo, Perspectivas


de Atuação e Abordagens Utilizadas. Salvador, Salvador, Brasil.

36. Pires, C. G. (2014). A Vocação e a Escolha do Curso. Lubango.

37. Ribeiro, E. N. (2011). Factores que influenciam na escolha vocacional


dos alunos do 12º ano da via técnica. Cidade de Praia, Cabo Verde.

38. Ribeiro, M. A., & Silva, L. L. (2011). Compêdio de Orientação


Profissional e de Carreira. São Paulo: Vetor.

39. Ribeiro, M. A., & Uvaldo, M. D. (2007). Frank Persons: Trajetória do


pioneiro da orientação vocacional, profissional e de carreira. Brasil: São
Paulo.

40. Sahando, D. L., Ezequiel, N. B., & Cavacundo, S. K. (2014). A Vocação


e a Escolha do Curso: Um estudo junto dos alunos do II cíclo do
Magistério Primário da Cidade do Lubango. Lubango.

41. Scheeffer, R. (s.d.). Actuais diretrizes da orientação profissional.

42. Sebastião, A. M., & Vucusse, E. T. (2014). Diagnóstico de Orientação


Vocacional aos alunos da Escola do II Ciclo do Ensino Secundário da
cidade do Lubango. Lubango.

43. Silva, J. G. (2019). Importancia do contexto Familiar na Orientação


Vocacional dos Alunos da 10ª Classe do Magistério 1842 Caluquembe.
Lubango.

44. Silva, J. G. (2019). Importancia do contexto familiar na orientação


vocacional dos alunos da 10ª classe do Magistério Secundário 1842
Abel Pedro Caluquembe. Lubango .

45. Silva, L. L., & Ribeiro, M. A. (2011). Compêndio de Orientação


Profissional e de Carreira (Vol. 1). São Paulo: Vetor.

48
46. Soares, D. H. (2002). A escolha profissional do jovem ao adulto. Brasil:
Summus.

47. Souza, E. C., Silva, M. J., & Pavoni, R. (2015). A Importância Da


Orientação Profissional No Ensino De Jovens e Adultos. LINS-SP.

48. Sparta, M. (2003). O Desenvolvimento da Orientação. Revista Brasielira


de Orientação Profissional, p. 2.

49. Tavares, V. L. (2009). Orientação Vocacional e Profissional: Um estudo


sobre o funcionamento das estruturas de orientação nas escolas do
distrito de Braga. Granada: Universidade de Granada.

50. Vieira, S. I. (2008). orientação Profissional: Limetes e possibilidades


para uma prática possivel na escolha.

51. Yoba, C. P., & Chocolate, F. A. (2003). A Educação Social e a


Contribuição Das Famílias Em Angola. Cabinda: Lueji.

52. Zassala, C. (2005). Orientação Escolar e Profissional em Angola.


Angola: Kulonga.

49
ANEXOS E APÊNDICES
Anexo nº I: Credencial

vi
Apêndice I: Inquérito dos alunos

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO DA HUÍLA

ISCED-HUÌLA

SECÇÃO DE PSICOLOGIA

INQUÉRITO DIRIGIDO AOS ALUNOS

Caro aluno (a), o presente inquérito, faz parte de um trabalho de investigação do


Instituto Superior de Ciências de Educação, no curso de ensino de Psicologia, para
obtenção do grau de licenciatura, esta é anónima, vale reforçar que as informações
obtidas serão mantidas em absoluto sigilo.

A mesma destina-se na recolha de dados acerca da importância da vocação na


escolha do curso dos alunos da 9ª classe do complexo escolar nº 1027 em Caconda.
Por favor, agradece-se que responda a todas as questões de forma clara e sincera.

Obrigado pela sua colaboração.

Em conformidade com a pergunta marque com X a opção correcta escreve a


resposta.

Dados Gerais

Idade___

Sexo____________

Sobre a Orientação Vocacional

1- Com quem vive?

Pais____ Mãe_____ Pai_____ Outros familiares_____

2- Qual é a disciplina que mais gostas?

_____________________________________________________________
___________________________________________________________.

3- Qual é o curso que gostaria de seguir o II Ciclo?

_____________________________________________________________
___________________________________________________________.

4- Qual é profissão que gostaria de desempenhar o futuro?

vii
_____________________________________________________________
__________________________________________________________.

5- Te sentes inquieto por não saberes decidir a sua futura profissão?

Sim_____ Não_____ Talvez______

6- Os seus pais ou encarregados de educação falam contigo sobre o que


pretendes ser no futuro?

Sim_____ Não_____ Algumas vezes______

7- Na sua escola os professores falam sobre a orientação vocacional??

Sim_____ Não_____ Algumas vezes______

8- Na tua escola existe um gabinete de apoio aos serviços de Orientação


Vocacional?

Sim_____ Não_____ Talvez______

viii
Apêndice II: Inquérito dos Professores

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO DA HUÍLA

ISCED-HUÌLA

SECÇÃO DE PSICOLOGIA

INQUÉRITO DIRIGIDO AOS PROFESSORES

Estimado professor (a), o presente inquérito, faz parte de um trabalho de investigação do


Instituto Superior de Ciências de Educação, no curso de ensino de Psicologia.o mesmo
destina-se à obtenção do grau de licenciatura.

O instrumento tem carácter de anonimato. As informações obtidas serão mantidas em


absoluto sigilo.

Assim em conformidade com a pergunta marque com X a opção correcta escreve a


resposta.

Dados Gerais

Sexo____________

Anos de docência__________

Tem agregação Pedagógica Sim____Não_____

Sobre a Orientação Vocacional

1- O que entendes por Orientação Vocacional?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
___________________________________________________________________

2- Consideras importante a Orientação vocacional processo formativo do


aluno?

Sim_____ Não_____ Talvez______

3- Professor que é, no decurso do processo de ensino aprendizagem tem realizado


actividades relacionadas com a Orientação Vocacional?

ix
Sim_____ Não_____ Talvez______

4- Conhece alguma metodologia para implementação da Orientação


vocacional no processo de formação dos alunos?

Sim_____ Não_____

5- De acordo com a sua experiência profissional, acha importante a vocação dos


alunos na escolha do curso?
Sim_____ Não_____ Não Sei_____ Talvez______

6- Acha que a Orientação Vocacional deve ser feita apenas pelos professores?

Sim_____ Não_____ Talvez______

7- Consideras a Orientação vocacional um instrumento que ajuda e orienta


as escolhas vocacionais dos alunos?

Sim_____ Não_____ Não Sei_____

8- Na sua opinião quais são as principais dificuldades para os serviços de


orientação vocacional?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
_________________________________________________________________

9- Que opinião tem sobre o tema?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
__________________________________________________________________.

x
Anexo nº II: Fotografias

Complexo Escolar nº 1027 António Isaías Caconda

Aplicação dos inquéritos aos alunos da 9ª Classe do Complexo Escolar nº


1027 António Isaías Caconda

xi
I

Você também pode gostar