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Título: Implicações e Perspectivas da Pesquisa Educacional no Brasil Conteporâneo

Por Rodrigo M.Lehnemann


Autor:
• Bernardete A.Gatti: Pós-Doutorada na Université de Montreal e na Pennsylvania State
University, Doutora em Psicologia pela Universite de Paris VII – Universite Danis Diderot
graduada em Pegadogia pela universidade de São Paulo. Atualmente aposentada, foi
professora do programa de Pós-Graduação em Educação: Psicologia da Educação da PUC-SP.
Pesquisadora Sênior da Fundação Carlos Chagas aí exercendo os cargos de Coordenadora do
Departamento de Pesquisas Educacionais e de Superintendente de Educação e Pesquisa. Foi
membro e presidiu o Comitê Científico em Educação do CNPq e foi coordenadora da área de
Educação da CAPES. Atuou como Consultora da UNESCO e de outros organismos nacionais
e internacionais. Em 2014 assumiu como Diretora Vice-Presidente da Fundação Carlos
Chagas, orientando e respondendo pelas ações do setor de Pesquisa e Educação. Participa de
comitês científicos de várias revistas nacionais e internacionais. Membro titular da Academia
Paulista de Educação (Cadeira nº 27). Suas Áreas de Pesquisa são: Formação de Professores,
Avaliação Educacional e Metodologias da Investigação Científica. Em 2016 foi eleita
Presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo..

Argumento do texto.

• Qual a temática central? A temática central da autora gira em torno de uma problematização
da má empregabilidades tanto de metodologias qualitativas, quanto quantitativas e da
porosidade existente no processo formativo nacional junto aos seus atritos geracionais que
tentem a afastar o conhecimento acadêmico produzido do ambiente escolar.

• Destacar os objetivos. O texto tem como objetivo nos trazer uma reconstrução histórica
cuidadosa, assim como a caracterização das porosidades temporais geracionais e suas origens,
que distanciam as políticas educacionais praticadas pelas gestões escolares dos conhecimentos
produzidos no meio acadêmico da pesquisa em educação, assim como problematizar o uso
equivocados das metodologias tanto quantitativas quanto qualitativas advindas de falhas no
processo formativo.

• O que o autor problematiza? A autora inicia o texto, nos trazendo uma análise histórica da
pesquisa em educação no país desde os anos 30 até meados dos anos 90, lentamente
construindo os argumentos necessários para problematizar tanto a empregabilidade
equivocada tanto de metodologias qualitativas quanto quantitativas na pequisa nacional, estas
oriundas de falhas no processo formativo. Ela também problematiza porosidades dos
processos de formação docente, que tendem a gerar um atrito histórico geracional, entre os
tempos da pesquisa em educação e das políticas educacionais vigentes, atrito este que atua de
forma a tornar mais lento e árduo o processo de disseminação dos conhecimentos produzidos
no âmbito acadêmico e seu retorno social.

• Justificativa: por que o autor escreveu o texto? Em minha leitura acredito que o a
justificativa do texto advém importância de compreender os diferentes tempos, atritos,
políticas e fragilidades que afastam a produção acadêmica em educação das políticas
educacionais escolares e a maneira como se constituíram. Assim nos permitindo ter uma
leitura mais ampla do meio em que estamos inseridos e de como este se relaciona tanto com as
esferas sociais quanto políticas.

Referenciais teóricos:

• Destaque os conceitos centrais do texto. Os conceitos centrais do texto giram em torno do


que se tratam e de como se disseminaram tantos as metodologias qualitativas quanto
quantitativas, assim como o conceito das porosidades temporais geracionais que afasta e das
fragilidades do processo formativo docente.

• Que teorias a sustentam o texto? (Críticas ou Pós críticas) Ao longo do texto a autora faz
uma cuidadosa construção do processo que constituiu os conceitos por ela abordados,
problematizando ambos em suas relativas diferenças, com uma abordagem exploratória, para
mim elementos estes que caracterizam uma abordagem Pós-Crítica.

• Que considerações finais o autor aponta. Ao final do trabalho a autora levanta


questionamentos a respeito da fragilidade social frente a rigorosidade metodológica
que tende a valorar mais projetos rigorosamente constituídos e com resultados mais
sólidos e pouco questionáveis. Valoração estas advinda dos jogos de poder externos a
acadêmia, fazendo emergir trabalhos que motivados por interesse políticos de
momento, tendem a demonstrar fragilidades devido às suas inconsistências
metodológicas. E através destes questionamentos que ela retoma a leitura das
porosidades existentes temporais entre a pesquisa em educação e as políticas
educacionais empregadas pelas gestões escolares, encerrando sua fala.