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Efeito Foto Elétrico

A “Descoberta” do fenômeno por Hertz


No ano de 1879, a academia de Berlim ●
Indução eletromagnética é o fenômeno
oferecia um prêmio para verificação responsável pelo surgimento de correntes
experimental da teoria de Maxwell. O elétricas em materiais condutores imersos
problema consistia em verificar se uma em campos magnéticos, quando sujeitos a
força eletromagnética surge da polarização mudanças no fluxo de campo magnético
de não-condutores ou essa polarização que os atravessa.
seria um efeito da indução magnética.
Inicialmente, Hertz não aceitou trabalhar ●
(https://www.youtube.com/watch?
nesse desafio, mas, em um período v=QqxZcMzKfXI)
posterior, tornou a estudá-lo, trazendo um
desenvolvimento experimental muito
importante para esses problemas, segundo
Shamos (op. cit.)
Do aparato experimental


Analisando essa figura (02), podemos
colocar que aparato experimental de Hertz
era relativamente simples. De acordo com
Hertz (1983) e Shamos (1987), esse era
composto por um oscilador linear (1),
constituído por duas esferas metálicas,
cada qual possuía uma haste cuja
extremidade continha outra esfera metálica,
porém, em tamanho menor; além disso,
ambas as hastes se ligavam por uma
bobina de Rühmkorff.

Ao alimentar essa bobina com um circuito
elétrico, oscilante, Hertz observou centelhas
entre as esferas metálicas, estas centelhas
deveriam produzir uma radiação
eletromagnética, como havia sido
presumida por Maxwell, em 1865.
Do aparato experimental


Para que a radiação pudesse ser ●
Movendo este dispositivo entre vários
detectada, Hertz utilizou um ressoador (2), pontos do local onde realizava a
composto por um grosso fio de cobre experiência, Hertz pode calcular o
circular e interrompido por um pequeno comprimento de onda (a distância entre os
arco, tendo uma de suas extremidades pontos em que a intensidade das faíscas
era bem maior) da radiação
uma pequena esfera e, na outra, um
eletromagnética. Também,observou que,
parafuso que podia avançar ou recuar quando a esfera eletrizada negativamente
para controlar a abertura do circuito. era iluminada com luz ultravioleta, as
Quando este ressoador captava uma onda centelhas surgiam mais facilmente. Mais
eletromagnética, centelhas elétricas tarde, esse fenômeno ficou conhecido como
saltavam entre a esfera e a ponta do
parafuso. Como afirma Mangili (2012), o efeito fotoelétrico .
som e a aparência das faíscas indicavam
se seu estado era satisfatório. No
experimento, Hertz conseguiu produzir
centelhas provenientes das descargas
elétricas e manipulá-las. Desse modo,
estudou seu comportamento em variadas
situações, na tentativa de comprovar a
teoria de Maxwell.
Do aparato experimental


Em seu experimento, observou que a faísca ●
Logo que comecei os experimentos, eu
proveniente da superfície gerava uma fui afetado por uma notável ação
segunda faísca nos osciladores. Desse recíproca entre sparks elétricas
modo, construiu um aparato para evitar a simultâneas. Eu não tive a intenção de
dispersão da luz, o que causou uma faísca permitir que esse fenômeno distraísse
secundária menos intensa, possibilitando a minha atenção do objetivo principal que
constatação de que isso era um fenômeno eu tinha em mente; mas isso ocorreu de
de natureza eletrostática e que a luz um modo tão definido e perplexo que eu
ultravioleta era a responsável por tal. não poderia completamente negligenciá-
lo. (HERTZ, 1893, p. 4).
A hipótese do gatilho de Philipp Lenard

A hipótese do gatilho de Philipp ●
Com base nisso, argumentou que a energia
Lenard:O físico utilizou o quartzo para luminosa incidente sobre a superfície
realizar esse experimento, por ser o metálica deveria provocar a liberação
material mais adequado; assim, conseguiu apenas dos elétrons selecionados, não
transmitir as radiações com uma melhor adicionando energia ao mesmo
qualidade. Consequentemente, de acordo (LENARD, 1902). Essa conclusão ficou
com Klassen (2009b), Lenard recebeu, no conhecida como a hipótese do gatilho de
ano de 1905, o Prêmio Nobel por seu Lenard, que até meados do ano de 1911,
trabalho com raios catódicos. servia como base para quase toda
compreensão do efeito fotoelétrico, como

O trabalho do Lenard sobre o efeito
discutido em Wheaton (1983).
fotoelétrico foi publicado em 1902, e
apresentam as leis do efeito fotoelétrico, ●
Como apresenta Wheaton (1983), por meio
vinda das experiências que haviam sido desse trabalho, publicado em 1902, Lenard
realizadas, concluindo que a velocidade estabeleceu duas leis empíricas para
máxima com que os elétrons são explicar o fenômeno:
ejetados por luz ultravioleta independe
da intensidade luminosa. Assim, ●
1) os elétrons emitidos têm velocidades
convenceu-se de que não poderia haver iniciais finitas e independentes da
transformação de energia luminosa em intensidade da luz incidente, porém
energia cinética, implicando dizer que os dependem de sua frequência;
elétrons já possuíam certa velocidade,
intitulada velocidade fotoelétrica, sendo ●
2) o número total de elétrons emitidos é
essa equivalente ao potencial e à energia proporcional à intensidade da luz
cinética. incidente


Quantum de energia


De acordo com Einstein (1905), a produção ●
https://www.youtube.com/watch?v=
de raios catódicos por luz ultravioleta (ou CEuMmMxD-vI
efeito fotoelétrico) ocorre quando um começar em 1m:30s
quantum de energia incide sobre uma
superfície metálica, penetrando-a e
cedendo sua respectiva energia para o
elétron, que a transforma em energia
cinética. Em um processo mais simples, é
concebível que um quantum de luz forneça
toda sua energia a um único elétron. No
entanto. Após essa transferência de
energia, o elétron se desloca no interior do
metal, consumindo parte dessa energia até
atingir a sua superfície, de onde deverá ser
ou não ejetado.
Função Trabalho.


Suposições acerca do efeito foto elétrico:Os Vamos então usar a equação da função
elétrons só são ejetados caso a energia trabalho para achar a frequência de corte:
dos fótons incidentes seja maior ou igual Dados: Φ=2,5 eV h=4,13566743. 10−15 eV . s
à função trabalho do material: Note que para facilidade dos cálculos vamos
trabalhar com tudo em elétron volts.

A função correspondente pode ser escrita 2,5 eV
Φ=h f corte» f corte = » f corte =
Φ 14
=6 10 Hz
como Φ=h f corte onde f corte é a frequência h 15
4,14 10 eV . s
mínima para que ocorra o efeito fotoelétrico.
Note que Hz é o inverso do período então

Exemplo: sua unidade é 1
s

Imaginemos uma superfície metálica onde
sua Φ função trabalho é de Φ=2,5 eV , qual a
frequência necessária para que ocorra o
efeito fotoelétrico:

-note que queremos achar f corte e nos foi
fornecido a função trabalho(a energia
suficiente para que o elétron se desprenda
da estrutura atômica
Função Trabalho

Note que o fóton tem que colidir com o ●


Se a energia do fóton for maior que a
elétron e conseguir transferir uma energia energia da função trabalho, então no ato da
igual ou maior q a função trabalho caso colisão onde ocorre a transferência de
contrario ele sera refletido pela energia, o elétron pega essa energia e
superfície(ou seja não existe transferência divide essa energia em duas parcelas uma
de energia alguma) e então o elétron parte é usada para vencer a função trabalho
continua preso e a outra convertida em energia cinética
mv ²
● E foton=Φ +k =Φ+
2
note que k é máxima
=hf
uma vez que depois que é ejetado ele se
choca com varias impurezas tendo sua
energia cinética perturbada.
Millikan


Millikan inicia suas novas atividades com ●
Nesta época, não havia nenhum
considerações acerca da validade da experimento disponível para determinar
equação fotoelétrica de Einstein e da qualquer coisa sobre esse potencial.
hipótese do quanta de luz. No artigo de
Einstein de 1905, destacamos a hipótese ●
Millikan (1916) aponta que há uma série de
de que a energia com que um elétron é hipóteses que deveriam ter sido testadas
expulso de um metal, por luz ultravioleta ou experimentalmente, pois, se tomarmos
raios X, independe da intensidade da luz, como base a equação fotoelétrica, apenas
mas depende da sua frequência. Essa a ideia de que para cada frequência existe
hipótese é duramente criticada por Millikan, um valor crítico que determina a velocidade
porque a aceitação dessa ideia exigiria máxima para a emissão de corpúsculos
algumas modificações na teoria clássica, havia sido testada. A ideia de que há uma
como pode ser percebido em Millikan relação linear entre o potencial de corte e a
(1916). frequência, ou a afirmação de que,
graficamente, a inclinação da reta para um

gráfico de (DDP x ν(frequência)), seria
numericamente igual a h/e, não havia
passado por teste experimental rigoroso
que pudesse fornecer resultados
experimentais mais precisos.
Millikan
Milikan


No que se refere ao aparato experimental,
podemos assumir que ele era simples,
porém, bem engenhoso. Seu experimento
era realizado em um tubo no vácuo. Em
seu interior, havia três blocos cilíndricos
(1, 2 e 3), compostos de sódio, lítio e
potássio; esses blocos conseguiam girar
no interior do tubo com o auxílio de
eletroímãs. O experimento consistia em
fazer incidir radiação de determinadas
frequências sobre cada um dos blocos.
Essa radiação era fornecida por meio de
uma lâmpada de mercúrio, colocada no
tubo na região intitulada (4). Para cada
frequência que incidia sobre o bloco
metálico era medido o potencial necessário
para ejetar elétrons. O potencial era medido
com o auxílio de um voltímetro e a ejeção
dos elétrons era detectada por uma placa
metálica, representada no esboço pela letra
(S)
Millikan

Acredita-se que a precisão dos trabalhos de ●
Em primeiro momento, com a utilização
Millikan se deva à sua habilidade em desse aparato, ele buscou determinar o foto
estudar efeitos dessa natureza e seu potencial, que ele define como sendo uma
cuidado na obtenção dos dados. Nesse corrente gerada pela ejeção de fótons. Para
esboço, notamos que há (na parte mais isso, aplicou um potencial de corte,
estreita do tubo), fixada no aparato F, um conseguindo parar apenas uma parte dos
sistema interessante, responsável pelo elétrons. Os elétrons que conseguiam
sucesso dos trabalhos de Millilkan. Esse “fugir” poderiam ter sua corrente medida.
sistema foi colocado no tubo para que uma Ele buscava investigar se havia relação
faca (K) pudesse avançar e retroceder entre a intensidade da corrente dos elétrons
constantemente, para raspar a superfície do ejetados e o potencial de corte.
metal (dos blocos cilíndricos), obtendo
superfícies sempre “frescas” (recém- ●
Após variações nesse potencial, era
raspadas), melhorando consideravelmente possível traçar um gráfico para comparar a
os resultados obtidos. variação de corrente com a variação de
potencial, desse modo, era possível
determinar por extrapolação gráfica o ponto
em que a corrente desaparece
completamente, o que corresponde ao foto-
potencial. Para esse experimento, ele
analisa a curva inteira, levandose em
consideração cada ponto, enquanto o metal
é iluminado com alguns espectros
luminosos de frequência constante ν
(MILLIKAN, 1916).


Millikan e a verificação experimental
para o efeito fotoelétrico

Basicamente, o trabalho de Millikan consistiu ●
Os resultados destas investigações
em fazer incidir radiação de diferentes ascenderam para uma confirmação
frequências sobre alguns tipos de metais, completa da equação de Einstein, ficando
como sódio e lítio, por exemplo, e mostrou comprovada a dependência retilínea de π e
que os resultados que obteve eram ν, bem como a inclinação da reta ser igual
independentes da natureza do metal utilizado, ao h/e. Estes resultados estabeleciam o
admitindo a proporcionalidade entre a energia papel que cada quantum de ação h, de
cinética dos elétrons ejetados e a frequência Planck, desempenha no efeito fotoelétrico.
da luz incidente, como havia sido preconizado
por Einstein em sua equação para o efeito ●
Representando também a determinação
fotoelétrico, segundo Wheaton (1983, p.239). numérica mais exata para essa constante
A razão para o sucesso de Millikan foi agir no fundamental.
ponto em que seus antecessores falharam.
Esses eram leigos na escolha das condições
e na forma de minimizar todas as fontes de
erro. Um dos cuidados adotados por Millikan e
que deve ser destacado foi a utilização de
superfícies metálicas limpas, pois se esse
detalhe fosse ignorado, as descargas de
faíscas poderiam alterar o resultado medido
pela indução de potenciais nas oscilações
elétricas do aparelho.
Equação do efeito fotoelétrico


A energia cinética máxima k dos ●
Como observou Einstein, se a formula que
fotoelétrons arrancados pela radiação chegamos estiver correta,V,quando
incidente, varia linearmente com a representada em cordeadas cartesianas em
frequência daquela radiação, desde que ela função da frequência da luz incidente,
seja maior que a frequência de corte f corte devera ser uma linha reta cuja inclinação
não depende da natureza da substancia
emissora.

Sendo assim o potencial de corte é
calculado k =e v 0 = mv ² =hf −Φ
2

Função trabalho


A frequência mínima para que o efeito
fotoelétrico seja observado, denominada f
nos gráficos e o comprimento de onda
máximo correspondente λ, podem ser
obtidos a partir da função trabalho fazendo
V=0V hc
Φ=hf = λ
Exercícios de fixação


Efeito Fotoelétrico no potássio. O comprimento de onda de corte do potássio é 558mn.a)Qual é
a função trabalho do potássio?b)Qual é o potencial de corte para que a luz incidente de 400nm ?
mv ² hc
● k =e v 0 =
2
=hf −Φ E Φ=hf = λ


a) O comprimento de onda de corte é aquele para o qual os elétrons tem exatamente a
energia necessária para vencer a barreira de potencial. Assim V=0:
● Φ =hf = hc = 1240 eV .nm =2,22 eV
e λ 558 nm
mv ²

b) Para uma luz incidente de 400nm, a tensão V é dada pela equação: k =e v 0 =
2
=hf −Φ

● mv ² (hf −Φ) 1240 eV .nm


v0 = = = −2,22eV =3.10 eV −2,22 eV =0,88 V
2e e 400 nm
Exercícios de fixação


A função trabalho do césio é 1,9eV. ●
a) note que para a resposta do item (a;
como já informado A frequência mínima

a)Determine a frequência mínima e o para que o efeito fotoelétrico seja
comprimento de onda máximo para que observado, denominada f nos gráficos e o
o efeito fotoelétrico seja observado no comprimento de onda máximo
césio. correspondente λ, podem ser obtidos a
partir da função trabalho fazendo V=0V

b)Calcule o valor do potencial de corte
para um comprimento de onda de 300nm ●
Dado que hc=1240 eV . nm h=4,136 10−15 eV . s


c) para um comprimento de onda de ●

400nm hc 1240 eV . nm
hc λ =hf = Φ = =653 nm

Φ=hf =
λ » 1,9 eV


Achamos assim o comprimento de onda

Para a frequência Φ=hf »
1.9 eV 41
f =Φ= =4.59 10
h 4.13610 eV . s
−15
s
Exercícios de fixação


b)Calcule o valor do potencial de corte
para um comprimento de onda de 300nm

A equação q nos forcene o potencial de
corte é mv ²
k =e v 0 = =hf −Φ
2

onde precisamos isolar V:

1 hc 1 1240 eV . nm
v = ( −Φ)= ( −1.9 eV )=2.23V
e λ e 300 nm


c) para um comprimento de onda de
400nm
1 hc 1 1240 eV . nm
v = ( −Φ)= ( −1.9 eV )=1.2V
e λ 3 400 nm

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