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FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO

FACULDADE ARMANDO ALVARES PENTEADO


CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PRODUÇÃO CULTURAL

FERNANDO JACOMETTI DE SOUZA

Trabalho de Conclusão de Curso vinculado à


disciplina de Desenvolvimento de Projeto
Integrado I, apresentado como exigência
parcial para a obtenção do certificado de
conclusão do curso Superior de Tecnologia
em Produção Cultural da Fundação e
Faculdade Armando Alvares Penteado.

Orientadora: Profª Drª Maria Carolina Duprat


Ruggeri

Colaboradoras: Dryelle Silva e Isabella


Rechtman

São Paulo
2020
FICHA CATALOGRÁFICA
SOUZA, Fernando Jacometti de.
PROJETO FOTOGERAÇÃO. Fernando Jacometti de Souza.
Trabalho de Conclusão de Curso (Superior de Tecnologia em Produção Cultural)
Faculdade Armando Alvares Penteado, Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo:
2020.
1. Fotografia; 2. Geração; 3. Digital; 4. Analógico; 5. Fotogeração; 6. Percepção.

2
"A única maneira pela qual a arte vive é
através da experiência do observador. A
realidade da arte começa com os olhos de
quem vê, através da imaginação, invenção e
confronto”.
Keith Haring

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RESUMO
O projeto "Fotogeração" consiste na criação de um livro que apresente uma seleção de
fotografias e relatos que narrem as diferentes relações que pessoas possuem com a
fotografia. O projeto destacou de que maneira a transição do processo analógico para o
digital afetou esta percepção. O público participante será composto por pessoas de
diversas gerações, desde artistas até entusiastas da fotografia, da geração dos baby-
boomers até a geração-Z. A metodologia utilizada será de perfil qualitativo voltada para
entrevistas.
Palavras-chave: 1. Fotografia; 2. Gerações; 3. Digital; 4. Analógico; 5. Relação; 6.
Percepção.

ABSTRACT
"Fotogeração" (photogeneration) project consists in the creation of a book that presents
a selection of photographs and reports, narrating the different perceptions that people
have with photography. The project highlighted how the transition from the analog to
the digital process affected this perception. The participating public will be composed of
people from different generations, from artists to photography enthusiasts, from the
baby-boomer generation to the generation Z. The methodology used will be of a
qualitative profile aimed by interviews.

Keywords: 1. Photography; 2. Generation; 3. Digital; 4. Analog; 5. Relation; 6. Perception.

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SUMÁRIO
1.APRESENTAÇÃO 6
2.OBJETO E OBJETIVOS 8
2.1. Objeto 8
2.2. Objetivo geral 8
2.3. Objetivos específicos 8
3.JUSTIFICATIVA 9
4.ESTRATÉGIAS DE AÇÃO 13
4.1. Escolhas estratégicas 13
4.2. Lista de entregas 14
5.CRONOGRAMA 18
6. ORÇAMENTO 19
7. COMUNICAÇÃO 21
7.1. Sinopse comercial 21
7.2. Palavras que definem o projeto 21
7.3. Públicos e mercado 22
7.4. Identidade visual do projeto acadêmico 27
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 33
REFERÊNCIAS 34
ANEXOS 35

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1. APRESENTAÇÃO
Nasci em um período da história em que a fotografia digital já era um registro
usual. Contudo, tenho interesse pela fotografia analógica e passei a me interessar ainda
mais no último ano, inclusive fiz um curso de Linguagem Fotográfica na FAAP (Fundação
Armando Alvares Penteado) focado na fotografia analógica. Durante minha infância e
adolescência, nunca utilizei câmeras deste sistema, deixadas de lado pelas famílias
devido à facilidade da fotografia digital.
Em um mundo em que a tecnologia é capaz de armazenar centenas de fotos sem
custo algum de filme e traz uma facilidade extrema de compartilhamento destas, a
fotografia analógica passou a ter uma relação de custo-benefício economicamente
desfavorável. Além dos custos, como do filme, do deslocamento até um local de revelação
e da própria revelação, o processo entre o momento em que a foto é feita até o momento
que é vista pela primeira vez é demorado e pode não atender às expectativas daquele
que fez a foto, fora a limitação no número de fotos, que é pré-estabelecida pelo cartucho
de filmes. Enquanto isso, na fotografia digital, não é necessário comprar filmes, há apenas
um dispositivo de armazenamento digital que pode ser esvaziado por meio de um
computador e preenchido novamente com mais fotos. A visualização é imediata, o que
permite refazer o retrato caso não tenha atendido suas expectativas.
Entretanto, o processo analógico dominou o modo de se fazer fotografia por muito
tempo, sendo uma tecnologia do século XIX, até o surgimento do processo digital.
Considerando que as câmeras digitais foram popularizadas há menos de vinte anos, a
câmera analógica deixou marcas na memória de quem a utilizou, mesmo por pouco tempo.
Estamos na era da fotografia digital, em um momento especial em que a câmera pode
estar acoplada ao celular, o que permite um processo de composição, edição, tratamento
e compartilhamento em um só dispositivo, instantaneamente. Além disso, o celular é
acessível para muitas pessoas e simples de se operar. Por outro lado, os celulares são
responsáveis por uma possível mudança de relação com a fotografia e o processo
fotográfico: ao mesmo tempo em que os smartphones1 promovem a democratização da
fotografia, muitas vezes, a foto deixa de ser pensada em seu modo de execução e
raramente é relembrada, uma vez que é possível tirar fotos a todo momento, sem custo,
e enviá-las para quem desejar.
Vejo esta mudança, em especial, entre pessoas da mesma faixa etária que a minha
(geração-Z e millennials)2, devido ao fato de a fotografia ser uma ferramenta normal e

1As palavras em língua estrangeira serão formatadas em itálico no corpo do texto.


2Gerações baseadas no gráfico The Generations Defined, pelo instituto de pesquisas Pew
Research Center, onde é estabelecido que a geração dos baby-boomers são aqueles que
nasceram entre 1946 e 1964, a geração- X entre 1965 e 1980, os millennials entre 1981 e 1996 e
por fim a geração-Z, entre 1997 e 2010. Disponível no Anexo 1.
6
acessível no dia a dia destes indivíduos. Enquanto isso, percebo que as gerações mais
velhas (baby-boomers e geração-X), em parte, mantêm um contato com a fotografia
digital mais próximo do que tinham com a fotografia analógica.
Apesar disso, percebo mais interesse por parte de jovens nos processos
analógicos e instantâneos, tendo em vista que usam as redes sociais para compartilhar
suas criações e fazer tutoriais com dicas de como utilizar as câmeras vintage. Em paralelo
a isso, as gerações mais velhas se familiarizam mais com a fotografia digital, sobretudo
com os smartphones.
Acredito que uma publicação, em formato de livro, se faz necessária para reunir
diversos trabalhos fotográficos que representem esta mudança da relação com a foto e
com seu processo de execução. Além das fotografias, sendo consideradas seu processo,
sua preocupação com a composição e as transformações estéticas que ocorreram ao
longo dos anos, o livro trará diversas perspectivas e relatos sobre as diferentes gerações
e suas relações com as fotografias analógica e digital. Para complementar, a publicação
será acompanhada por uma exposição e oficinas.

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2. OBJETO E OBJETIVOS

2.1. Objeto

O objeto deste projeto é um livro sobre as mudanças na percepção da fotografia


ao longo do tempo, tendo em vista diferentes gerações de pessoas, focalizado na
transição de fotografia analógica até a digital. Para isso, serão utilizadas imagens de
fotógrafos profissionais e amadores de diferentes idades, bem como relatos dos mesmos
sobre as diversas perspectivas sobre fotografia. O livro contará com uma exposição
temporária e oficinas educativas sobre fotografia elaboradas a partir deste conteúdo.

2.2. Objetivo geral

O objetivo geral deste projeto é apresentar um panorama sobre a percepção que


pessoas de diferentes gerações possuem com a fotografia.

2.3. Objetivos específicos

Os objetivos específicos deste projeto são:

§ Promover uma reflexão sobre as práticas fotográficas modernas e


contemporâneas, considerando a propagação, o tempo, a facilidade e em que
contexto é feito o uso da fotografia digital e analógica;

§ Criar uma narrativa coletiva a partir de experiências individuais e promover uma


troca entre as perspectivas das diferentes gerações;

§ Reunir uma série de visões e opiniões sobre as fotografias analógica e digital,


tratando de assuntos como a linguagem fotográfica, a câmera, o suporte e a
resolução.

§ Criar uma exposição temporária a partir do conteúdo do livro para promoção do


mesmo, contando com oficinas experimentais de ação educativa.

§ Fazer uma seleção de imagens a partir de sua qualidade estética, levando em


consideração suas cores, sua composição, seu enquadramento e outros aspectos
que a comissão de seleção julgar necessário.

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3. JUSTIFICATIVA
Vive-se uma revolução tecnológica no mundo datada de menos de trinta anos. O
computador pessoal e a internet revolucionaram a maneira por meio da qual as pessoas
se comunicam, trabalham, estudam e se relacionam. A fotografia, principalmente nesta
última década, tem sido produzida e compartilhada com uma facilidade inovadora,
sobretudo devido aos smartphones com câmera e às redes sociais.
Em 2020, vive-se um gap geracional nunca antes presenciado, as gerações
contemporâneas são diferentes entre si, pois vivenciaram realidades completamente
distintas. A geração dos baby-boomers, por exemplo, viveu um período de recuperação
econômica após a Segunda Guerra Mundial. Poucos deles tinham acesso à recursos como
a câmera e o telefone, o que mudou na geração seguinte em que o uso dessas tecnologias
em um ambiente doméstico é comum. A geração-X, em grande parte, possui acesso ao
telefone e à televisão desde a infância e começou a usar os computadores e outros
equipamentos como o fax e o pager no ambiente de trabalho. Os millennials, por sua vez,
nasceram em um momento em que a internet já estava presente ou prestes a fazer parte
do cotidiano. Assim, habituaram-se ao uso destas tecnologias desde a formação
acadêmica e foram a primeira geração a usar as câmeras digitais em escolas e
universidades e cresceram no momento de ascensão dos celulares. Por fim, a geração-Z
é composta por pessoas que nasceram depois do ano de 1997 e que estão ingressando
neste momento no mercado de trabalho. As pessoas desta geração cresceram em um
momento em que o computador, o telefone, a câmera, e muitos outros equipamentos e
recursos se fundiram em dispositivos de mão como os celulares e tablets e se tornaram
acessíveis à maior parte da população. Logo, podemos perceber a diferença nas
realidades dessas gerações, do ponto de vista tecnológico, e notar como suas vivências
são completamente diferentes.
Ao longo dos últimos anos, que foram marcados pelo estado mais agressivo da
globalização e da aceleração do desenvolvimento tecnológico, muitas pessoas das
gerações mais antigas (baby-boomers e geração-X) procuraram se manter atualizadas
nas novas tecnologias, ao mesmo tempo em que as pessoas das gerações mais novas
(millennials e geração-Z) nascem familiarizadas com os dispositivos eletrônicos modernos.
Além das diferenças de realidade, há um contraste no comportamento e nas atitudes
dessas pessoas3.

Antes, a câmera se encontrava apenas no sistema analógico, porém, no meio do


século XX, as câmeras instantâneas (Polaroids) surgiram e tornaram a realidade de

3Na tabela disponível no Anexo 2, é possível identificar os diferentes comportamentos das


gerações, sendo consequências de sua realidade enquanto cresciam.
9
visualização imediata da fotografia possível, ainda que tivesse suas desvantagens. O
custo do cartucho de uma Polaroid era e continua sendo muito alto, sua definição é baixa
e podem acontecer diversas falhas no momento da execução. Além disso, não há negativo
e, sem eles, há dificuldade de reprodução deste tipo de fotografia, o que reduz o seu
escopo de possibilidades, como por exemplo, para os meios jornalístico e publicitário, que
precisam trabalhar com a fácil reprodutibilidade e redimensionamento das fotos.
Por outro lado, as Polaroids revolucionaram a relação individual cotidiana com a
fotografia considerando a possibilidade de visualizar a foto instantaneamente. Mesmo
não tendo uma resolução alta, sua aparência é inconfundível e nostálgica. A fotografia
instantânea deixou muitas marcas, uma delas, no meio artístico, voltada para o fato de
que muitos artistas visuais usaram as Polaroids para criar trabalhos fotográficos. O artista
Andy Warhol, por exemplo, fez uma coleção dessas fotos com pessoas que visitavam seu
estúdio The Factory, e o diretor de cinema Tarkovski também usou Polaroids para
desenvolver alguns de seus trabalhos artísticos. Nos anos 2000, a fotografia instantânea
quase deixou de existir. Porém, dez anos depois, as Polaroids voltaram para o mercado
em diferentes formatos e chamaram atenção, sobretudo, das gerações mais novas.
A fotografia instantânea não deixou de ser analógica, a diferença reside na sala
escura que se encontra dentro da câmera, no processo de revelação que é mecânico e na
visualização instantânea que passa por um processo de revelação que pode variar de
cinco a quinze minutos dependendo da câmera. Contudo, vale ressaltar que ela foi um
primeiro passo para o que seria a fotografia digital. Hoje em dia, as câmeras digitais estão,
em grande parte, acopladas aos smartphones, que além de permitirem a visualização
imediata da fotografia no momento em que está sendo feita, o compartilhamento, o
redimensionamento e a edição, são rápidos e podem servir para fins comerciais, pessoais,
artísticos e muitos outros, tornando as possibilidades da foto digital muito abrangentes.
Além disso, a fotografia digital tem mais maneiras e mais espaço para ser armazenada,
pois é transformada em dados4.
Nesse processo de transição, as gerações dos baby-boomers e X tiveram um
contato muito diferente com a fotografia do que as gerações dos millennials e Z,
justamente por conta do avanço tecnológico das últimas duas décadas. Por mais que, nos
últimos anos, o interesse das gerações mais novas pela fotografia analógica esteja
aumentando, a foto digital é mais comum no cotidiano desta geração. Portanto, há uma

4
Ocorreu um boom de armazenamento digital a partir dos anos 2000 que levou à realidade que
nos encontramos atualmente, onde maior parte da informação e conteúdo produzidos pelos
humanos estão armazenados digitalmente. Gráfico feito pelo Washington Post mostra as
dimensões dessa nova realidade. Ver Anexo 3.
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diferença na relação entre os usuários e a fotografia conforme as gerações. Esse é o
ponto fundamental que se pretende investigar e dar visibilidade a partir deste projeto.

O fotógrafo, designer, artista e professor Flávio Luiz Matangrano, que fotografa


desde 1980, em conversa informal, contou sobre a relação que ele observa em seus alunos
de Produção Audiovisual na FAAP:
Os alunos do 1º semestre talvez tenham essa imagem romântica de que
a fotografia com película seja mais de raiz do que a digital ou com celular.
Mas como essa disciplina é recente, para mim como professor, talvez
precise de mais algum tempo para ter alguma posição mais acertada
(MATANGRANO, 2020).
Quando ele é perguntado se acredita que há uma banalização da fotografia hoje
em dia, ele trouxe uma perspectiva muito interessante:
Não sei se chamaria de banalização, mas o uso do celular e
posteriormente dos smartphones permitiu que a fotografia expandisse
seu uso para além do registro artístico ou documental, tornando-se
também uma ferramenta de comunicação. Desde coisas banais, tipo
perguntar para um colega qual vinho comprar no mercado, até que
pessoas estão num local ou referência visual para evitar esquecimentos.
Assim, acho que o leque de possibilidades se expandiu, e não
necessariamente se banalizou (MATANGRANO, 2020).
Muitas pessoas possuem opiniões formadas sobre fotografia, inclusive, no início
da fotografia digital, muitos fotojornalistas não concordavam com essa tecnologia, pois
acreditavam que o papel físico é o mais importante para manter a história viva, segundo
o artigo "Da Fotografia Analógica à Ascensão da Fotografia Digital" de Eviram Moraes de
Oliveira (s/d). É comum escutar relatos de pessoas que achem que a fotografia analógica
é totalmente dispensável devido ao seu alto custo e processo demorado. Essa discussão
também é comum quando se trata de aparência, pois muitos acreditam que o visual da
analógica é inigualável ao digital, mesmo que com menos resolução. Estes aspectos serão
abordados com mais profundidade ao longo desta pesquisa.
A partir dessas considerações, o agrupamento de opiniões, depoimentos e relatos
sobre a relação entre indivíduo e fotografia, contemplando a fala ou texto de pessoas de
diversas gerações mostra-se relevante. Estas perspectivas estarão disponíveis no livro e
na exposição, ainda que o foco esteja voltado para os trabalhos fotográficos, sejam eles
artísticos, jornalísticos, espontâneos, entre outros.
Para a seleção, além da relevância das fotos compatíveis com o objetivo da
publicação, será considerada a sua experiência estética, por ser um dos elementos mais
importantes em uma produção fotográfica. A comissão deve ser profissional e ter
experiência prévia com curadoria e análise de fotografias, de forma que sejam
identificadas as melhores fotografias para o projeto e que sejam estabelecidas relações
entre elas.

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A fim de explorar essas diferentes relações de maneira individual, será possível
não só entender as barreiras geracionais, mas também as diferentes realidades das
pessoas que fotografam hoje em dia. Isso ficaria registrado em uma publicação chamada
"Fotogeração", que terá uma exposição temporária como forma de promoção do livro.
Dentre os desafios deste projeto, destaca-se a dificuldade em convencer profissionais a
participarem de uma publicação com amadores. Para isso, seria necessária a
conscientização de que, no meio artístico, a produção muitas vezes independe da
educação acadêmica e que muitos aprendem a fotografar sozinhos quando possuem um
equipamento. Outro desafio é criar um projeto de design que faça o livro se diferenciar
dos demais e atrair quem o vê. Essa identidade também reflete o fato de a publicação
ser fora do comum diante de outras sobre fotografia.

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4. ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

4.1. Escolhas estratégicas

Por que um livro?


A fotografia é uma das formas utilizadas para preservar nossas memórias, e os
fotolivros/álbuns surgem para que um conjunto de fotos seja reunido e as memórias,
organizadas. Pensando em um conjunto de fotografias e relatos que contêm a relação de
diversas pessoas com as fotos, o melhor suporte para o projeto parece um livro, pois
nenhum dispositivo digital substitui a experiência de uma publicação impressa. No mais,
o livro permitiria uma referência nostálgica à forma de acordo com a qual as fotografias
eram organizadas antes dos computadores e smartphones.
A formatação do livro será minimalista, dando destaque às produções fotográficas
dos participantes, contando com um pequeno resumo da pessoa em destaque e algum
relato sobre a relação que esta pessoa tem com a fotografia. Quanto à diagramação, me
inspiro no livro 100 Illustrators (2017) da editora TASCHEN, onde são reunidos os cem
melhores ilustradores do mundo de acordo com os curadores uma pequena biografia de
cada um deles e uma entrevista. Porém, o destaque maior é voltado para as produções
artísticas em si. No livro "Fotogeração", a comissão de seleção criará uma narrativa da
história da fotografia, transitando entre cada um dos escolhidos. No final da publicação,
terá o contato dos participantes ou agências que os representam, caso ocorra o interesse
de contato por parte do leitor.

Como serão obtidos os recursos?


Por enquanto, as possibilidades de captação de recursos estão em aberto, de
forma que o projeto poderá ser patrocinado por meio de leis de incentivo, diretamente
por uma empresa privada ou por meio de algum edital público ou privado.
Levando em consideração a pandemia do novo coronavírus, a economia,
especialmente no setor cultural, encontra-se em um momento de fragilidade. A primeira
ação será o adiamento da execução do projeto para o ano de 2022, com expectativas
que a economia se recupere. Mas, de qualquer forma, muitos editais de emergência estão
sendo lançados, de modo que uma das formas de começar o projeto seria captar recursos
para as primeiras etapas e, depois, captar para o restante. Outra forma seria lançar o livro
apenas em formato digital até que sejam arrecadados os recursos para o seu lançamento
físico, ou até mesmo fazer uma campanha de crowdfunding, em que, caso a meta seja
atingida, os contribuintes receberão um exemplar do livro. Porém, estas são apenas ações
emergenciais.
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O livro será escrito, editado e diagramado de forma independente com
profissionais contratados para o projeto. Segundo uma conversa informal com a produtora
e professora do curso de Produção Cultural Ana Helena Curti, esta seria uma maneira
mais rápida e efetiva, uma vez que as editoras não têm os mesmos recursos que
costumavam ter e o financiamento por meio delas é demorado e incerto. Apesar disso, as
editoras contam com uma logística única de distribuição em livrarias e muitas publicações
independentes fazem parcerias com editoras para que o livro chegue em mais localidades.

Como será feita a divulgação?


A grande ação para promover o livro será uma exposição temporária na cidade de
São Paulo, que dará visibilidade ao conteúdo com o auxílio de uma assessoria de
imprensa. A exposição entrará no calendário cultural da cidade e será uma estratégia de
captação de público. Além disso, serão oferecidas oficinas experimentais e educativas no
local, atraindo mais público para o local por meio de anúncios em redes sociais que
tenham foco em fotografia. A exposição terá um evento de abertura com convidados
influentes do meio da arte e os participantes e produtores da publicação.
O livro também será divulgado de forma estratégica em redes sociais, anúncios
online e mailing para públicos específicos de interessados em fotografia. As ferramentas
de anúncios digitais que usam algoritmo para mapear pessoas interessadas serão a
maneira mais efetiva de conectar diretamente com o público.

4.2. Lista de entregas

Pesquisas

§ Entrevistas diretivas e individuais com artistas, professores, fotojornalistas,


entusiastas e curadores para obter percepções sobre o tema e opiniões sobre o
projeto;

§ Exposições e publicações sobre fotografia já existentes;

§ Patrocinadores e leis de incentivo;

§ Equipamentos culturais para a exposição;

§ Editoras para distribuição e gráficas para a edição do livro.

Captação de Recursos

§ Avaliação de possíveis apoiadores e patrocinadores e/ou seleção de algum edital;

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§ Apresentação do projeto para Stakeholders e/ou inscrição em editais públicos ou
privados;

§ Obtenção de recursos.

Desenvolvimento do plano de comunicação

§ Definição de estratégia de comunicação;

§ Criação de identidade visual;

§ Elaboração das redes sociais;

§ Divulgação do edital online.

Comissão de Seleção

§ Artistas, entusiastas e fotojornalistas se inscrevem e enviam trabalhos via edital


online;

§ Um curador, um crítico de fotografia, um fotógrafo e um produtor fazer a seleção


dos inscritos;

§ Anúncio dos escolhidos e retorno.

Concepção da publicação

§ Definição dos capítulos e temáticas da publicação;

§ Solicitação das fotografias (em suporte físico ou digital) com os próprios autores
ou colecionadores;

§ Entrevistas e captação dos relatos dos selecionados pela curadoria;

§ Fechar acordo de distribuição com editora;

§ Regularização de direitos autorais.

Desenvolvimento da publicação

§ Redação pelos curadores;

§ Montagem da narrativa com fotografias e relatos dos artistas participantes;

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§ Proposta para editoras (Apenas para distribuição, pois a publicação será produzida
apenas com verba da captação);

§ Revisão;

§ Edição;

§ Produção dos exemplares.

Definição do local de exposição, oficinas e evento de abertura

§ Visita a possíveis locações;

§ Análise técnica (capacidade, segurança, equipamentos);

§ Negociação e contratação do espaço;

§ Pré-projeto do interior do espaço.

Montagem da exposição

§ Contratação de arquiteto/designer;

§ Contratação do serviço de montagem;

§ Transporte de obras;

§ Instalação de salas para oficinas.

Oficinas

§ Definição das atividades;

§ Criação de agenda;

§ Contratação dos profissionais;

§ Aquisição do material necessário.

Início da divulgação

§ Divulgação dos workshops;

§ Divulgação da "Fotogeração" nas redes sociais.

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Evento de lançamento do livro e abertura da exposição

§ Planejamento do evento, que será no local da exposição (orçamento, cronograma,


etc);

§ Contratação de assessoria de imprensa;

§ Definição de data;

§ Definição de convidados;

§ Contratação do serviço do Vernissage;

§ Contratação de serviço de fotografia para o evento;

§ Dia do evento de abertura.

Período expositivo, venda do livro e oficinas

§ Divulgação continuada;

§ Registros fotográficos;

§ Distribuição dos exemplares para livrarias;

§ Abertura das vendas dos livros para livrarias online;

§ Monitoramento de visitantes e vendas;

§ Realização das oficinas.

Encerramento

§ Levantamento de dados (número de visitantes, engajamento, número de livros


vendidos até então, etc) e encerramento do plano de comunicação;

§ Prestação de contas aos patrocinadores, lei de incentivo ou edital;

§ Continuação da venda do livro online e por livrarias;

§ Balanço financeiro.

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5. CRONOGRAMA5
As atividades que serão desenvolvidas ao longo do projeto podem ser consultadas
de maneira sistemática no cronograma abaixo, cuja duração total será de quatorze meses:

5 Disponível em: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1dduL28z4yz5kCF-


orNpfiZ9SwlyPT50dcYkA-8M7WhY/edit?usp=sharing. Acesso em: 28 de novembro de 2020.
18
6. ORÇAMENTO
Unidade de
Descrição medida Quantidade Ocorrência Valor Unitário Valor Total
EQUIPE

Produtor Mês 1 14 R$8.000,00 R$112.000,00


Produtor
executivo Mês 1 14 R$5.000,00 R$70.000,00
Assistente de
mídias sociais e
internet Mês 1 10 R$2.000,00 R$20.000,00

Designer Chefe Mês 1 12 R$5.000,00 R$60.000,00


Comissão de
seleção Mês 3 5 R$4.000,00 R$60.000,00
TOTAL R$322.000,00

PUBLICAÇÃO
Direitos
Autorais Verba 1 1 R$15.000,00 R$15.000,00

Registros Verba 1 1 R$500,00 R$500,00

Editor Serviço 1 1 R$4.000,00 R$4.000,00

Revisor Serviço 1 1 R$4.000,00 R$4.000,00


Auxiliares de
design Projeto 2 2 R$2.000,00 R$8.000,00
Assessoria
jurídica Serviço 1 1 R$12.000,00 R$12.000,00
Distribuição via
editora e
livrarias on-line Serviço 1 2 R$4.000,00 R$8.000,00
Produção inicial
de exemplares Serviço 1500 1 R$45,00 R$67.500,00

TOTAL R$119.000,00
EXPOSIÇÃO E EVENTO DE ABERTURA
Locação de
espaço Verba 1 1 R$55.000,00 R$55.000,00

Produtor geral Semana 1 2 R$1.500,00 R$3.000,00


Assistente de
produção Semana 2 2 R$1.000,00 R$4.000,00
Transporte de
obras Serviço 1 1 R$2.000,00 R$2.000,00

Arquitetura Projeto 1 1 R$10.000,00 R$10.000,00

Sinalização Serviço 1 1 R$1.500,00 R$1.500,00

Sonorização Serviço 1 1 R$3.000,00 R$3.000,00


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Montagem/Des
montagem Serviço 1 1 R$10.000,00 R$10.000,00
Serviço de
Vernissage Serviço 1 1 R$20.000,00 R$20.000,00
ECAD evento de
abertura Verba 1 1 R$1.000,00 R$1.000,00

Seguro Serviço 1 1 R$5.000,00 R$5.000,00


Locação de
mobiliário Serviço 1 1 R$10.000,00 R$10.000,00
Fotógrafo Diária 1 1 R$1.500,00 R$1.500,00

TOTAL R$126.000,00

OFICINAS

Material Verba 1 1 R$13.000,00 R$13.000,00

Assistentes Mês 2 3 R$2.000,00 R$12.000,00

Mobiliário Serviço 1 3 R$4.000,00 R$12.000,00

TOTAL R$37.000,00
DIVULGAÇÃO
Convites
personalizados
para o evento
de abertura Serviço 50 1 R$5,00 R$250,00
Mailing e
propagandas
direcionadas em
redes sociais Serviço 1 3 R$4.000,00 R$12.000,00

TOTAL R$12.250,00

IMPREVISTOS

Imprevistos:
aprox.2% do
total. Verba 1 1 R$12.000,00 R$12.000,00
TOTAL R$12.000,00

TOTAL PROJETO R$628.250,00

20
7. COMUNICAÇÃO6
7.1. Sinopse comercial

Como as pessoas vivenciam e vivenciaram a transição, tanto repentina quanto


irreversível, da fotografia analógica para a digital? "Fotogeração" vai responder a esta
pergunta.
Artistas e entusiastas da fotografia, da geração dos baby-boomers até a geração-
Z, fotografarão suas diferentes realidades e o resultado do trabalho será compartilhado
na experiência única de uma publicação impressa, além de uma exposição temporária de
três meses, que contará com oficinas de fotografia experimental.

7.2. Palavras que definem o projeto

§ Fotografia;

§ Diversidade;

§ Experiência;

§ Analógico;

§ Digital;

§ Histórias de vida;

§ Memória;

§ Tempo;

§ Vivência;

§ Recepção estética;

§ História;

§ Representatividade;

§ Diálogo;

§ Diferentes realidades.

6Disponível em: https://www.flipsnack.com/fejacometti/projeto-fotogera-o-plano-de-


comunica-o.html. Acesso em 28 de novembro de 2020.
21
7.3. Públicos e mercado

Possíveis patrocinadores e/ou apoiadores

§ Fabricantes de câmeras analógicas, digitais e smartphones;

§ Fabricantes de acessórios, equipamentos e suportes fotográficos;

§ Revistas de arte, cultura ou fotografia;

§ Redes sociais com foco em fotografia.

Clientes

§ Interessados em arte e cultura, principalmente fotografia;

§ Pessoas de todas as gerações que vivenciaram a transição para a fotografia digital;

§ Interessados em publicações de fotografia;

§ Curiosos e entusiastas.

Protagonistas

§ Colaboradores: fotógrafos(as) profissionais ou amadores de diferentes idades,


sejam eles artistas, fotojornalistas, designers, professores, publicitários,
entusiastas da fotografia ou outros;

§ Comitê de seleção e organização: crítico(a), curador(a), fotógrafo(a) e produtor(a).


O comitê será necessariamente formado por pessoas que representem a
diversidade cultural.

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Possibilidades de patrocinadores e/ou apoiadores para o projeto por
categoria

Análise Swot

A. Forças

§ Evidenciar uma mudança fundamental na sensibilidade em relação às


imagens em geral e à imagem fotográfica em particular;

§ Produzir uma narrativa visual coletiva a partir de experiências individuais


com as imagens;

§ Trazer a originalidade da interação entre fotógrafos profissionais e


amadores.

B. Oportunidades

§ A grande popularização da fotografia frente ao desenvolvimento


tecnológico e das redes sociais de compartilhamento de imagens;

§ O ressurgimento do interesse na fotografia analógica e instantânea por


causa da cultura vintage;

§ A existência de um grupo e de um campo de pesquisa consolidados na área


da fotografia.

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C. Desafios

§ Despertar interesse no público;

§ Pensar em como convencer profissionais a participarem de um projeto junto


com amadores;

§ Conquistar patrocínio e apoio externo;

§ Criar um projeto de design gráfico inovador e original para se diferenciar


de outras publicações;

§ Escolher um espaço de exposição e oficinas ideal.

D. Fator externo

§ Consolidar o lançamento de uma publicação semelhante no mercado.

Brand persona 7

7PINTEREST. Pasta Brand Persona. Disponível em: https://pin.it/6olt7rw. Acesso em: 28 de


novembro de 2020.
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Frases para o projeto
§ “Pessoas fazem fotos de qualquer coisa bonita. Fotógrafos fazem fotos
bonitas de qualquer coisa” (Rafael Correa Batista); “Fotografar é colocar na
mesma linha: a cabeça, o olho e o coração” (Henri Cartier Bresson); “Você não
fotografa com sua máquina. Você fotografa com toda sua cultura” (Sebastião
Salgado); "Qual é a minha foto favorita? Aquela que vou tirar amanhã" (Imogen
Cunningham).

Stakeholders
§ Colaboradores do projeto (fotógrafos);

§ Comissão de seleção;

§ Produtores;

§ Prestadores de serviço;

§ Patrocinadores;

§ Clientes.

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Sugestão de identidade visual para o livro
A seguir, são apresentados dois conceitos visuais desenvolvidos durante aulas da
disciplina de Publicidade, um deles sendo uma pré-visualização do livro "Fotogeração" e
outro, um cartão postal que poderá ser encontrado em livrarias e garantirá um desconto
na compra do livro. Na comunicação e divulgação, serão utilizadas fotografias presentes
no livro.

26
7.4. Identidade visual do projeto acadêmico8

Uma introdução à estética da fotografia


Composto de dois arquivos, o projeto "Fotogeração" teve seu escopo e pesquisa
monográfica apresentados mediante uma identidade visual que traz referências à três
modelos de fotografia tratados ao longo do trabalho: fotografia digital, analógica e
instantânea.
Essa identidade é caracterizada entre o contraste do preto e branco e o do
colorido no dégradé, referência ao sensor das câmeras digitais, e inclui peças de design
que fazem referência à linguagem analógica.

Fontes

8 Disponível em: https://www.flipsnack.com/fejacometti/fotogera-o.html. Acesso em: 28 de


novembro de 2020.
27
Aplicação em papel

Paleta de cores

28
Elementos visuais básicos

29
Papelaria

30
31
32
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A grande motivação deste projeto são as fotografias e a sua capacidade única de
registrar momentos que desejamos reviver. Além de todas as memórias que ela pode
gravar, a foto pode ser utilizada das mais diversas maneiras no nosso cotidiano.
Entro, neste projeto, com um enorme interesse pessoal e com muitos desafios,
sendo o maior deles promover uma reflexão sobre a linguagem fotográfica e sua
experiência estética a partir da democratização dos eletrônicos e, consequentemente, da
fotografia. O apelo do projeto é justamente chamar a atenção de que produzimos muita
informação em alta velocidade. Nesse contexto, acredito que precisamos refletir sobre a
relação que temos com as fotografias e relembrá-las.
Por fim, vejo o projeto "Fotogeração" como uma forma diferente e inclusiva de
fazer uma publicação cultural, dando espaço e visibilidade para todos que enxergam a
fotografia como algo transformador em suas vidas. Vale dizer que tenho uma vontade
imensa de realizar o projeto como profissional de produção cultural.

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REFERÊNCIAS
AFONSO JÚNIOR, José. Polaroid: Os 70 anos da fotografia instantânea. Revista Continente,
Recife, 2017. Disponível em: https://www.revistacontinente.com.br/edicoes/202/polaroid--os-
70-anos-da-fotografia-instantanea. Acesso em: 28 de novembro de 2020.

DIMOCK, Michael. Defining generations: Where millennials end and generation Z begins.
Pew Research Center, 2019. Disponível em: https://www.pewresearch.org/fact-
tank/2019/01/17/where-millennials-end-and-generation-z-begins/. Acesso em: 28 de
novembro de 2020.
HELLER, Steven; WIEDEMANN, Julius. 100 Illustrators. Köln: TASCHEN, 2017.

LINDEMAN, Todd. VASTAG, Brian. Rise of the digital Information age Los Angeles: The
Washington Post, 2007; Los Angeles. Diposnível em:
https://www.washingtonpost.com/wp-
dyn/content/graphic/2011/02/11/GR2011021100614.htm. Acesso em: 28 de novembro
de 2020.

MATANGRANO, Flávio Luiz. Entrevista concedida à Fernando Jacometti de Souza. São


Paulo, maio de 2020.
OLIVEIRA, Eviram Moraes de. Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital.
São Paulo. Disponível em: http://bocc.ubi.pt/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-
fotografia-digital.pdf. Acesso em: 28 de novembro de 2020.
SILVA, Adriano Martins da Rosa; LOBO, Eliana Svizzero da Silva; DIEGOLI, Ronaldo Luis.
Aplicação da Metodologia de Análise de Solução de problemas (Masp) empregada na
comunicação corporativa. Trabalho de Conclusão de Curso. Bauru: Faculdades
Integradas de Bauru, 2013. Disponível em:
http://www.spositoonline.com.br/imagens/professor/tcc_%20_definitivo.pdf. Acesso
em: 28 de novembro de 2020.

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ANEXOS
Anexo 19

9 Este gráfico foi selecionado para guiar a definição de idades de cada geração, pois sua pesquisa,

ao contrário da maioria, não está apenas relacionada apenas à conceitos mercadológicos, mas
leva em consideração fatores políticos e sociais também. Disponível em:
https://www.pewresearch.org/fact-tank/2019/01/17/where-millennials-end-and-generation-z-
begins/. Acesso em: 28 de novembro de 2020.
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Anexo 210

10 A tabela mostra os diferentes comportamentos e atitudes das gerações. Disponível em:


http://www.spositoonline.com.br/imagens/professor/tcc_%20_definitivo.pdf. Acesso em: 28 de
novembro de 2020.
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Anexo 311

11 A imagem sobre a capacidade mundial de armazenar informações" mostra o quanto de


informação é guardada em meios digitais e analógicos e o marco dessa expansão nos anos 2000.
Disponível em: https://www.washingtonpost.com/wp-
dyn/content/graphic/2011/02/11/GR2011021100614.html. Acesso em: 28 de novembro de 2020.
37