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2011

Porteiro & Vigia:


Segurança Patrimonial
O desafio de atender pessoas e proteger o
patrimônio alheio em nossas mãos
Este caderno de orientação ao trabalho de profissionais de portaria visa indicar
as melhores práticas de atuação na execução de processos, Segurança
Patrimonial e Noções Básicas de Direito Penal, Primeiros Socorros e Combate a
Incêndios.

Alexandre Vasconcellos de Andrade


Segurança Patrimonial 7606 2
Porteiro & Vigia: Segurança Patrimonial

Sumário:
Introdução.................................................................................................................................02
Observações..............................................................................................................................04
Causas da Violência..................................................................................................................06
A Verdadeira Origem................................................................................................................08
A Violência no Brasil................................................................................................................10
Sistema Nacional de Segurança: Atribuições...........................................................................12
As Polícias: Aparelhos Repressivos de Estado........................................................................14
Segurança Patrimonial: A Prevenção Contra Atos de Intervenção Ilícita................................15
Recursos Utilizados na segurança Patrimonial.........................................................................16
Ampliando Conceitos de Segurança Patrimonial.....................................................................17
Noções Básicas de Direito Penal..............................................................................................17
Reforçando Conceitos Importantes...........................................................................................21
Principais Obrigações do Porteiro no Posto de Trabalho.........................................................22
Visita a Moradores Exigem Regras Rígidas.............................................................................23
O problema das Drogas em Condomínios................................................................................24
O Código “Q” e seus Significados...........................................................................................27
Alfabeto Fonético Internacional e Números............................................................................27
Combate a Incêndios: Noções Básicas.....................................................................................28
Como se Classificam os Incêndios...........................................................................................29
Classes de Incêndios.................................................................................................................29
Formas de Propagação..............................................................................................................29
Formas de Extinção...................................................................................................................30
Alguns Equipamentos Utilizados..............................................................................................30
Agentes Extintores: Quadro Sinótico.......................................................................................30
Símbolos Identificadores..........................................................................................................31
Tipos de Extintores...................................................................................................................31
Considerações Finais................................................................................................................32
Bibliografia...............................................................................................................................33
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Observações:
Há muitos aspectos a serem considerados numa disciplina/oficina que aborde questões
de Segurança Patrimonial. Dentre todas aquelas que se fazem necessárias conhecermos a
priori ou incidentalmente; ou seja, em decorrência de certos conceitos e abordagens do
assunto em questão, não podemos chegar e “passar” por todos eles sem falar naquilo a que a
prevenção da Segurança Patrimonial objetiva eliminar ou minimizar: a violência.
Ao passo que se busca a paz social e a segurança, mais e mais se vêem nos noticiários
do rádio e da TV casos de assaltos, seqüestros relâmpagos, invasões, arrastões em praças,
ruas, praias e também em condomínios residenciais, mistos ou comerciais. Nesse sentido,
quais seriam as causas da violência? E mais: a quem interessa sua divulgação e a manutenção
constante de um clima insegurança? Quem ganha com isso? Por que os Operadores de
Segurança Pública nas três esferas de poder (Federal, estadual e municipal) não trabalham em
parceria permanente (em oposição a demandas sazonais que podem ter fins econômicos e/ou
sociais ou ainda como jogadas de Marketing), tendo uma legislação que prevê a Segurança
Pública (Art. 144 CRFB de 1988) como incumbência maior dos estados, sendo a resolução
em parceria a mais eficaz e rápida.
Por que a dicotomia nas atribuições entre a polícia Civil e Militar, enquanto esta
trabalha prioritariamente na ação e aquela na investigação? Se assim é, por que não utilizá-las
apenas em suas especializações: Investigativa (Polícia Civil ou Judiciária), Ostensiva (Policia
Militar e Florestal) e Repressiva (Batalhão de Choque e Operações Especiais). Por que não a
integração dessas demandas numa base territorial? Será que a ingerência e divisão de
atribuições são o único modo de se assegurar a transparência, lisura e eficácia nos processos
de investigação e solução nos casos de crimes em geral? Por que a utilização o termo
“crime”, “delito”, “infração” e termos correlatos para designar ações delituosas nas classes
sociais mais baixas, enquanto para as classes políticas e sociais mais altas fala-se em
“escândalos”.
Novamente perguntamo-nos: a quem interessa minimizar e distorcer a realidade dos
fatos, valendo-se de eufemismos já imperceptíveis para uma sociedade controlada pela mídia -
aqui representando um dos Aparelhos Ideológicos de Estado (AIE), tão bem apresentados por
Louis Althusser (1918-1990) – que também é controlada pelos detentores de poder e dos
formadores de opinião.

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Assim sendo, serão apresentados conceitos mínimos de Segurança Patrimonial e


conceitos de Direito Penal, configurando uma plataforma de conhecimentos mínimos que
devem objeto de constante reflexão e atualização por partes dos agentes de prevenção, bem
como pelos responsáveis pela gestão desse tipo de prestação de serviço, que são essenciais
para a manutenção da segurança pessoal e patrimonial de seus clientes. A importância do
Porteiro ou Vigia é essencial e se faz mais uma vez presente ao auxiliar na proteção da
sociedade e na redução e/ou prevenção de delitos, colaborando direta ou indiretamente com as
autoridades constituídas, nossas polícias.
As conclusões e respostas decorrentes dos questionamentos acima apresentados
ficarão por conta da investigação de cada um, não ficando aqui esgotado ou encerrado tal
assunto. Nossas observações não representam propriamente críticas nem mesmo sugestões,
mas tão somente um olhar sobre o acontece a nossa volta e na sociedade.

Causas da violência:

“A pobreza não é causa da violência. Mas quando aliada à dificuldade dos governos em
oferecer melhor distribuição dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres mais
atraentes para a criminalidade e a ilegalidade.”

Luís Antônio Francisco de Souza


Sociólogo

“Se as pessoas agirem apenas em função do medo, se retraírem simplesmente, elas não vão
conseguir operar bem, não vão conseguir enfrentar a violência. Só vão replicar e aumentar o
processo: vão reproduzi-lo.”

Adalberto Botarelli
Psicólogo Social

Ao destacarmos os argumentos de autoridade acima citados e percebermos que não é a


pobreza sua causa, embora em alguns poucos casos ela conduza à criminalidade. O medo é
outro fator comportamental que mantém e amplia o sentimento de insegurança, o que é
extremamente contagioso. Enquanto nos protegemos com nossas grades, também nos
aprisionamos aos poucos. Cabe aqui levantarmos algumas possíveis causas da violência:

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 Armas de fogo (comércio lícito ou ilícito)


 Ausência ou baixa presença do poder público
 Desemprego
 Desestrutura familiar
 Desqualificação profissional
 Má formação acadêmica
 Ordenamento inadequado solo urbano
 Pobreza etc.

Uma das principais causas da violência seja no trânsito, nas ruas ou em quaisquer
outros lugares é a presença das armas de fogo. Infelizmente elas, as armas, ainda continuam
entrando em nosso País, sendo comercializadas ou produzidas aqui. Por pequenas questões,
desentendimentos ou desavenças, vidas são perdidas, ceifadas. O controle deveria ser muito
mais intenso e rígido, associados a leis que não punissem apenas para “Inglês ver”, mas que
efetivamente coibissem, inibindo a compra ou o porte de qualquer tipo de arma de fogo com
duras penas.
Outro item não menos importante é a falta de infra-estrutura social, aqui entendida
como ausência do poder público, refletindo-se na falta de saneamento básico, transporte
público regular, policiamento ostensivo, abastecimento de água e fornecimento de energia
elétrica, saúde pública (postos de saúde ou hospitais), dentre outros serviços considerados
minimamente essenciais a nossa população.
O desemprego também é tido como uma das possíveis causas da violência, mas cabe-
nos perguntar quantos desempregados fazem parte de quadrilhas do crime organizado,
auxiliando-os na prática de seus delitos ou se estes mesmos desempregados em sua grande e
esmagadora maioria não estão nas filas de empregos, nas carteiras escolares ou nos cursos de
qualificação, capacitação ou habilitação profissional pelo Brasil afora.
Os jovens, na faixa etária entre os 15 e 24 anos de idade, engrossam o número de
integrantes que aparecem nas estatísticas oficiais com envolvimento ou ocorrências em atos
ou eventos criminosos e outros que possam assim ser considerados, atuando como agentes ou
sofrendo como pacientes, sendo vítimas. Especula-se que a desestrutura familiar é mais uma
das causas, mas a desestrutura familiar não significa necessariamente ausência de pais e mães,
ou composições alternativas de famílias, mas apenas a falta de carinho ou atenção necessária
dentro dos lares, o que pode acontecer em qualquer seio familiar.
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A desqualificação profissional, associada ao desemprego e à má formação


acadêmica, não constitui ou aparecem com relevância nos índices ou causas preponderantes
para a violência urbana criminal.
O melhor ordenamento do solo urbano, evitando a formação de comunidades,
favelas ou zonas de ampla socialização, é um imperativo já que a configuração de uma
determinada área ou região pode facilitar na instalação, difusão e permanência do comércio
ilícito de armas, drogas, jogos de azar e de outras naturezas que, o posterior desenraizamento
das entranhas sociais torna-se extremamente difícil e custoso. Melhor é prevenir, fazendo-se
presente de forma antecipada, permanente, atuante e efetiva.
A pobreza, apontada por muitos e pela própria sociedade como a principal causa da
violência urbana, também não corresponde à realidade colocada em evidência porque
considerando a má distribuição de renda e a porcentagem da população brasileira que vive em
condições de pobreza extrema ou em baixas condições financeiras de poder aquisitivo (de
comprar e consumo) e os números de infrações, percebemos que o contraste é gritando.
Naturalmente, determinar as verdadeiras causas da violência e do crime não é fácil
tampouco precisa, mas não resta a menor dúvida, em última análise e instância, que a
violência e o crime estão associados a valores éticos e morais internalizados pelos seus
agentes. E que valores seriam esses, perguntamo-nos. A paz social, evidentemente, passa pelo
atendimento das necessidades básicas do homem e da família (célula da sociedade, local de
socialização primária e de valores éticos e morais básicos), os quais, ao serem e sentirem-se à
margem, tendem, inevitavelmente, à marginalização como a interpretamos e conhecemos.
Sem o sentimento de solidariedade, respeito às leis e às autoridades constituídas, ao
patrimônio social (cultural, religioso, filosófico, artístico - orientação comportamental, as
diferenças - e também o mobiliário urbano) e ao patrimônio pessoal de terceiros, a paz e a
ordem são utopias. Diante do exposto, infere-se que é a formação do caráter humano o fator
basilar do equilíbrio pessoal e por conseqüência, social e por que não dizer, mundial.

A Verdadeira Origem:
Nossa estrutura social atual já foi bastante distinta. Friedrich Engels (1820-1895) em
seu livro A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, evidencia através de
estudos que a constituição da propriedade privada e do próprio estado é posteriores à
formação da família, oficialmente monogâmica como a conhecemos.

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Sendo o estado o monitor de todas as atividades e o detentor do poder, na sociedade


moderna, em que o homem é o explorador do homem, o que nos faz parafrasear Victor Hugo
(1802-1885) que dissera “O homem é o lobo do homem”, podemos entender as diferenças de
classes, o que é uma das causas da violência e do crime e também que eles são produto da
própria organização social. Karl Marx (1818-1883) entende que o Estado1 não é garantia do
bem comum, mas sim atua como um instrumento de repressão, já que os interesses de classes
são distintos e por conseqüência, divergentes. Nas palavras do próprio Marx em seu livro A
Origem do Capital: A Acumulação Primitiva (1981, p. 7) nos diz: “Esta dolorosa, esta
espantosa expropriação do povo trabalhador, eis as origens, eis a gênese do capital” e; à
página 13, do mesmo livro, cita um diálogo de Goethe (1749-1832) com um mestre-escola2:

O mestre-escola: Dize-me, pois, de onde veio a fortuna de teu pai?


O menino: de meu avô.
O mestre: E a deste?
O menino: De meu bisavô.
O mestre: E a deste último?
O menino: Ele a tomou.

Ele a tomou... Diante do exposto, concluímos que a origem do próprio capital e da


propriedade privada têm seu início no crime e na violência e que o estado de alguma forma
mantém esse “Status Quo”, segundo Karl Marx. Retomando o discurso de Althusser, ele vê o
Estado como um aparelho dividido em duas partes para a manutenção da dominação social, os
Aparelhos de Estado, a saber:

1. Aparelho Repressivo de Estado: estes atuam através da violência, tendo um caráter


coercitivo, mas a lei não é aplicada da mesma forma para as diferentes classes:

 Governo
 Forças Armadas
 Polícias
 Tribunais
 Prisões

1
Karl Marx opina sobre o estado alemão e não o brasileiro, não refletindo a opinião do autor do material didático.
2
S.m 1 Professor de instrução primária; mestre de meninos, mestre de primeiras letras.
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2. Aparelhos Ideológicos de Estado: são instituições da sociedade civil que


funcionam através das idéias, também chamadas ideologias:

 AIE3 religioso: Igrejas em geral


 AIE escolar: Escolas públicas e particulares
 AIE familiar: Socialização primária
 AIE jurídico: Tribunais e Órgãos Judiciais
 AIE político: Os Partidos Políticos
 AIE de informação: Imprensa, rádio, televisão, jornais etc.
 AIE cultural: Letras, belas-artes, clubes, esportes etc.

Zygmunt Bauman, em seu livro Vidas Desperdiçadas (2005, p. 66), que maximiza a
pequenez e a imprevisibilidade da vida humana, argumenta que:

“A vulnerabilidade e a incerteza humanas são as principais razões de ser de todo


poder político. E todo poder político deve cuidar da renovação regular de suas credenciais”

A Violência no Brasil:4

Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais
violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana (violências
praticadas nas ruas, como assaltos, seqüestros, extermínios, etc.); violência doméstica
(praticadas no próprio lar); violência familiar e violência contra a mulher, que, em geral, é
praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro, etc. A questão que precisamos descobrir é
porque esses índices aumentaram tanto nos últimos anos. Onde estaria a raiz do problema?
Infelizmente, o governo tem usado ferramentas erradas e conceitos errados na hora de
entender o que é causa e o que é conseqüência. A violência que mata e que destrói está muito
mais para sintoma social do que doença social. Aliás, são várias as doenças sociais que
produzem violência como um tipo de sintoma. Portanto, não adianta super armar a segurança
pública, lhes entregando armas de guerra para repressão policial se a “doença” causadora não
for identificada e combatida.
3
AIE: Aparelhos Ideológicos de Estado
4
Fonte: http://www.renascebrasil.com.br/f_violencia.htm. Acessado em 08 de setembro, às 10h21min.
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Já é tempo de a sociedade brasileira se conscientizar de que, violência não é ação.


Violência é, na verdade, reação. O ser humano não comete violência sem motivo. É verdade
que algumas vezes as violências recaem sob pessoas erradas, (pessoas inocentes que não
cometeram as ações que estimularam a violência). No entanto, as ações erradas existiram e
alguém as cometeu, caso contrário não haveria violência. Em todo o Mundo as principais
causas da violência são: o desrespeito -- a prepotência -- crises de raiva causadas por fracassos
e frustrações -- crises mentais (loucura conseqüente de anomalias patológicas que, em geral,
são casos raros).
Exceto nos casos de loucura, a violência pode ser interpretada como uma tentativa de
corrigir o que o diálogo não foi capaz de resolver. A violência funciona como um último
recurso que tenta restabelecer o que é justo segundo a ótica do agressor. Em geral, a violência
não tem um caráter meramente destrutivo. Na realidade, tem uma motivação corretiva que
tenta consertar o que o diálogo não foi capaz de solucionar. Portanto, sempre que houver
violência é porque, alguma coisa, já estava anteriormente errada. É essa “coisa errada” a real
causa que precisa ser corrigida para diminuirmos, de fato, os diversos tipos de violências.
No Brasil, a principal “ação errada”, que antecede a violência é o desrespeito. O
desrespeito é conseqüente das injustiças e afrontamentos, sejam sociais, sejam econômicos,
sejam de relacionamentos conjugais, etc. A irreverência e o excesso de liberdades
(libertinagens, estimuladas principalmente pela TV), também produzem desrespeito. E, o
desrespeito, produz desejos de vingança que se transformam em violências.
Nas grandes metrópoles, onde as injustiças e os afrontamentos são muito comuns, os
desejos de vingança se materializam sob a forma de roubos e assaltos ou sob a forma de
agressões e homicídios.
Já a irreverência e a libertinagem estimulam o comportamento indevido
(comportamento vulgar), o que também caracteriza desrespeito e produz fortes violências.
Observe que quando um cidadão agride o outro, ou mata o outro, normalmente o faz em
função de alguma situação que considerou desrespeitosa, mesmo que a questão inicial tenha
sido banal como um simples pisão no pé ou uma dívida de centavos.
Em geral, a raiva que enlouquece a ponto de gerar a violência é conseqüência do nível
de desrespeito envolvido na respectiva questão. Portanto, até mesmo um palavrão pode se
transformar em desrespeito e produzir violência. Logo, a exploração, o calote, a prepotência, a
traição, a infidelidade, a mentira etc., são atitudes de desrespeito e se não forem muito bem

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explicadas, e justificadas (com pedidos de desculpas e de arrependimento), certamente que ao


seu tempo resultarão em violências.
É de desrespeito em desrespeito que as pessoas acumulam tensões nervosas que, mais
tarde, explodem sob a forma de violência. Sabendo-se que o desrespeito é o principal
causador de violência, podemos então combater a violência diminuindo os diferentes tipos de
desrespeito: seja o desrespeito econômico, o desrespeito social, o desrespeito conjugal, o
desrespeito familiar e o desrespeito entre as pessoas (a “má educação”). Em termos pessoais,
a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e
qualquer situação. Em termos governamentais, as autoridades precisam estimular
relacionamentos mais justos, menos vulgares e mais reverentes na nossa sociedade.
O governo precisa diminuir as explorações econômicas (as grandes diferenças de
renda) e podar o excesso de “liberdades” principalmente na TV e no sistema educativo do
país. A vulgaridade, praticada nos últimos anos vem destruindo valores morais e tornando as
pessoas irresponsáveis, imprudentes, desrespeitadoras e inconseqüentes. Por isso, precisamos,
também, restabelecer a punição infanto-juvenil tanto em casa quanto na escola. Boa educação
se faz com corretos deveres e não com direitos insensatos.
Precisamos educar nossos adolescentes com mais realismo e seriedade para mantê-los
longe de problemas, fracassos, marginalidade e violência. Se diminuirmos os ilusórios direitos
(causadores de rebeldias, prepotências e desrespeitos) e reforçarmos os deveres, o país não
precisará colocar armas de guerra nas mãos da polícia para matar nossos jovens cidadãos
(como tem acontecido tão freqüentemente).5

Sistema de Segurança Nacional: Atribuições6

CAPÍTULO III DA SEGURANÇA PÚBLICA

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é


exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio,
através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;

5
Fonte: Dutra, Valvim M. Renasce Brasil: Reformas Culturais, Sociais e Econômicas Inspiradas na Ética Bíblica.
2ed. Renasce Brasil. Vitória, 2005. Pág. 204.
6
Mais em: http://www.ambito-juridico.com. BR/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=1977
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II - polícia rodoviária federal;


III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido
pela União e estruturado em carreira, destina-se a:
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens,
serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim
como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija
repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando
e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas
áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União
e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias
federais.
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União
e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das
ferrovias federais.
§ 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem
ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações
penais, exceto as militares.
§ 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública;
aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução
de atividades de defesa civil.
§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva
do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados,
do Distrito Federal e dos Territórios.
§ 7º - A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela
segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
§ 8º - Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de
seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste
artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39
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As Polícias: Aparelhos Repressivos de Estado7


Policia Federal:
O Departamento de Policia Federal, vinculado ao Ministério da Justiça, tem sede em
Brasília, e atua em todo território nacional. Atuam nos Estados através de Superintendência
Regionais, Divisões e Delegacias. Em nossa região estamos subordinados a Delegacia de
Policia Federal. São algumas de suas atribuições:

a) Fiscalizar a entrada e permanência de estrangeiros no País;


b) Fiscalizar o comércio ilegal de armas;
c) Dar combate ao trafico e uso de tóxicos;
d) Crimes praticados contra a segurança Nacional (ordem Política e Social);
e) Investigar e punir crimes praticados contra servidores federais no exercício de sua função.

Secretaria de Segurança Pública.


A Secretaria de Segurança Publica (SSP), é um órgão ligado diretamente ao
governador do Estado a e ele estão subordinados a Policia Militar e Policia Civil, cabendo
harmonizar e distribuir normas para as duas policia:

Polícia Militar:
São responsáveis pelo policiamento Ostensivo Fardado (Policiamento Preventivo)
dividindo-se em: Comando Geral, Órgãos de Direção, Órgãos de Apoio e de Execução.
São suas atribuições:

a) Patrulhamento motorizado e a pé;


b) Patrulhamento rodoviário;
c) Patrulhamento Florestal;
d) Transito;
e) Combate a Incêndios busca e salvamento.
Policia Civil:

São também responsáveis pelo policiamento Repressivo. (policiamento corretivo),


estrutura-se em cada Estado de acordo com suas peculiaridades, tem uma chefia exercida pelo
delegado de classe, órgãos técnicos e de execução.

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Louis Althusser (1919-1990) Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado. Apud Aranha (2006, p.273)
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São suas atribuições:

a) Policia Judiciária

b) Cooperar com autoridades administrativas na execução e cumprimento das leis.

Forças Armadas.
O Estado Maio das Forças Armadas (EMFA) é um órgão diretamente ligado ao
Presidente da Republica: Exército, Marinha e Aeronáutica. São responsáveis pela defesa do
País.
Segurança Patrimonial: A Prevenção Contra Atos de Interferência Ilícita

A Segurança Patrimonial visa à prevenção de perdas e à segurança do patrimônio


material tangível, intangível (nomes, marcas e símbolos) e das pessoas, impedindo atos de
interferências ilícitas em geral. Entretanto, nem sempre o trabalho do Porteiro ou vigia, em
relação a esses procedimentos, é bem visto.
Nem sempre aqueles que se vêem alvo de certos procedimentos de identificação,
conferência e confirmação têm a compreensão adequada do valor e da importância preventiva
que tais normas e procedimentos trazem para empresas, condomínios, clubes ou pessoas. Por
isso é que na Teoria Geral de Administração (TGA), Henry Fayol (1841-1925) é citado como
o criador da função de Segurança, a qual também é afirmada por Ribeiro (2009, p 42),
informando que faz parte das “funções” que integram o conjunto de procedimentos
necessários à preservação da empresas sob os mais diversos quesitos, explicitando sua
atuação:
“Sua missão é proteger os bens e as pessoa contra roubo, incêndio e inundação, e
evitar greves e atentados e, em geral, todos os obstáculos de ordem social que possam
comprometer o progresso e mesmo a própria existência da empresa”.

(Antonio de Lima Ribeiro)

Em situações de conflito, o que o porteiro, o vigia, recepcionista ou vigilante tem a


fazer é não discutir com o cliente ou visitante, solicitar que o chefe imediato ou um colega de
trabalho mais antigo ou experiente auxilie na resolução do problema, explicando a
importância da aplicação das normas de segurança para ele mesmo e para os demais, e ainda:

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Porteiro & Vigia: Segurança Patrimonial

Zelar acima de tudo pela Segurança Patrimonial sendo:

O conjunto de medidas ostensivas e discretas, que se aplica preventivamente com a


finalidade de proteger os bens patrimoniais, contra risco de danos e prejuízos, ocasionais ou
provocados, a pessoas ou empresas.

Recursos Utilizados na Segurança Patrimonial:

a) Recursos estáticos: são as providencias de natureza física que visam à proteção das
instalações de uma empresa. Ex: muros e contenções perimetrais, guaritas, sistema de alarmes
eletrônicos, sistema de comunicação,

b) Recursos dinâmicos: vigilância, controle de acesso, controle de saída e entrada de


materiais, normas e procedimentos com as seguintes características:

 Vigiar e controlar atentamente a entrada e saída


 Encaminhar os visitantes e fornecedores
 Primeiro contato com o público em geral

Atenção especial com os seguintes itens:

 Compreensão do serviço como um todo


 Consciência da importância da função
 Cuidado especial com idosos e gestantes
 Cuidado com crianças: saída e proximidade de estranhos
 Importância do aprimoramento e reciclagem
 Manutenção da Qualidade nos Serviços de Portaria
 Não banalizar os acidentes e incidentes e a distração
 Respeitar a hierarquia

Ampliando o conceito de Segurança Patrimonial:

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O conceito de Segurança patrimonial além de ser bastante amplo, envolve uma série
de conhecimentos prévios que se fazem necessários para embasar a atuação do profissional de
portaria ou similares. Por isso, estudaremos a seguir algumas Noções Básicas de Direito
Penal, ato infracional, as polícias e suas funções, modalidades de delitos, código de
comunicação internacional, dentre outros. Segurança patrimonial é a que se refere ao
patrimônio, que é o conjunto de bens que uma pessoa possui (apartamentos, salas comerciais,
carros, obras de arte etc.). Daí a importância do trabalho de prevenção.

Importância do trabalho de prevenção nos condomínios:

A falta de segurança é um problema que se manifesta no mundo de hoje,


principalmente nas grandes cidades, sobre tudo nas áreas mais nobres. Invasões a prédios e
condomínios por assaltantes tem sido noticiadas quase que diariamente na mídia (TV, rádio,
jornal). Sendo assim, o Sindicato de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, afirma que se faz
necessário estarem oferecendo treinamento não apenas aos porteiros e vigias, mas também aos
síndicos e moradores. Marcio Rachkorsky (2010 p.29) elucida-nos que condomínio significa
“propriedade comum”, e que atualmente o ataque a condomínios transformou-se em um
“nicho de mercado” em que arrastões executados por quadrilhas especializadas e bem
armadas atacam prédios de luxo e; os crimes pontuais, aqueles em que a falta de cuidado ou
atenção do porteiro ou vigia ou ainda de um dos condôminos acarreta nesses delitos de menor
proporção, até porque os meliantes são normalmente desorganizados e atuam sozinhos ou em
dupla. Sendo assim, vamos aos conceitos mais conhecidos e utilizados pelos porteiros e
vigias, recepcionistas ou vigilantes:

Noções Básicas de Direito Penal: Decreto-Lei No 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940

O Direito Penal estuda as infrações praticadas e a pena que deve ser imposta a cada
crime. Os bens que o direito penal protege a toda sociedade, pois o delito (crime) é uma
ofensa à sociedade e a punição atua em função dos interesses da mesma. O Estado é o titular
do direito de punir, por isso, o Direito Penal tem caráter publico.

Obs.: O desconhecimento de Lei não isenta de culpa.

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O art. 1.º do Código Penal, diz que não há crime sem uma lei anterior que o defina e
não há pena sem prévia comunicação legal. Não havendo lei não é crime. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

O art. 2.º diz que ninguém pode deixar de ser punido pelo fato de uma lei posterior
deixar de considerar como crime. O crime é definido por uma lei no momento de sua ação.

O que é crime?

O crime é uma ação humana, antijurídica, típica culpável e punível. É a infração penal
a que a lei impõe pena de detenção, reclusão e multa. O crime se divide em três fases:

a) Intenção; (A lei não pune a intenção)


b) Planejamento;
c) Ação, que se divide em atitudes preliminares e consumação do ato.

O que é Homicídio?

É o ato de matar alguém. Divide-se em dois:

a) Culposo: Quando ocorre sem a intenção, por negligência, imperícia ou imprudência;

b) Doloso: Quando o agente criminoso mata com intenção, premeditando o ato.

O que é negligência, imperícia e imprudência?

Negligência: é deixar de cumprir regras, normas;


Imperícia: é a falta de prática para realizar uma tarefa, um trabalho ou uma ação;
Imprudência: é praticar um ato que sabe que é perigoso.

O que é tentativa de Homicídio?

É quando alguém tenta tirar a vida de outra pessoa, mas não consegue por motivos alheios a
sua vontade.

O que é suicídio?
É quando alguém tira sua própria vida. Da mesma forma defini-se tentativa de suicídio.
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O que é Atentado Criminoso?

É quando alguém planeja praticar um crime, toma as medidas necessárias para sua execução e
não consegue por motivos alheios a sua vontade.

O que é crime Consumado?


É quando o autor do crime consegue seu intento.

O que é Lesão Corporal?


É ofender a integridade física de alguém e podem ser:

a) Leves: quando a vítima, não pode exercer atividades por até trinta dias.

b) Graves: para períodos superiores há trinta dias, ou correr risco de vida, ficar debilitado em
alguns de seus membros, ou se houver aceleração do parto.
c) Gravíssimas: quando ocorrer incapacidade física permanente para o trabalho, enfermidade
incurável, perda permanente de algum membro, sentido ou função, deformidade ou aborto.

O que é Lesão Corporal Seguida de Morte?


É quando a lesão resultar em morte e as evidencias dizem que não houve a intenção de morte.

O que é Omissão de Socorro?

É deixar de socorrer alguém quando possível fazê-lo sem o risco da própria vida. Não pedir
auxílio às autoridades também se configura como omissão de socorro. Art. 135 do CP.

Quais são os crimes praticados contra a honra?


a) Calúnia: imputar falsamente a alguém um fato definido como crime

b) Difamação: imputar falsamente a alguém fato ofensivo a sua reputação

c) Injúria: é ofender a dignidade e o decoro da pessoa

O que é Constrangimento ilegal?

É forçar alguém a fazer o que a lei não permite, ou deixar de fazer o que a lei permite, pelo
uso de violência, ameaça ou qualquer meio que reduza sua capacidade de resistência.

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O que é ameaça?

É causar mal injusto e grave a alguém, seja por palavra, escrito ou qualquer meio simbólico.

O que é crime de violação de domicilio?

É entrar ou permanecer clandestinamente ou astuciosamente em casa alheia, contra a vontade


expressa ou tácita de alguém de direito.

O que é furto?
É tirar para si ou para terceiros, coisa móvel alheia sem emprego de qualquer violência.

O que é furto qualificado?


É tirar para si ou para terceiros, coisa móvel alheia mediante o emprego de violência contra o
patrimônio, o abuso de confiança, ou mediante o concurso de duas ou mais pessoas.

O que é roubo?

É tirar para si ou para terceiros, coisa móvel alheia mediante o emprego de violência contra a
pessoa ou depois de reduzir sua capacidade de resistência.

O que é extorsão?
É constranger alguém mediante violência ou grave ameaça, a fazer, tolerar que se faça ou
deixar de fazer alguma coisa com o objetivo de levar vantagem econômica indevidamente.

O que é latrocínio?

É quando o agente criminoso mata para roubar.

O que é estelionato?
É obter para si ou para terceiros, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo
alguém em erro mediante artifício ardil. São os chamados Contos do Vigário.
O que é receptação?
É adquirir, receber ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de
crime, ou influir para que terceiros de boa fé adquira, oculte ou receba.
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O que é concussão?

É exigir para si ou para outrem, vantagem ilícita em razão da função. Aplicada a funcionários
públicos.

O que é resistência?
É opor-se a execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário público
competente para executá-la.

O que é desobediência?

É desobedecer à ordem de um funcionário público.

O que é desacato?

É não reconhecer a autoridade do funcionário público. (Art. 331 do Código Penal Brasileiro)

O que é corrupção ativa?

É prometer ou oferecer vantagens indevidas a funcionário público com o objetivo de retardar


ou omitir um ato de seu ofício.

O que é exercício arbitrário das próprias razões?

É fazer justiça com as próprias mãos. Ocorre quando o cidadão julga, condena e executa. O
Art. 5º da CF, inciso XXXVII, em consonância com o Art. 345 do CP, condena esse tipo de
tribunal de exceção8.

O que é um crime hediondo?

1. Repugnante; horrível; medonho; pavoroso. 2. Que causa grande indignação moral;


repulsivo.

Reforçando conceitos importantes:

O que é Segurança?

É toda a ação praticada pelo homem no sentido de preservar a vida e o patrimônio. Pode ser
violada de duas maneiras:

8
http://oprocessopenal.blogspot.com/2008/06/o-que-um-tribunal-de-exceo.html. Acessado em 11 de setembro
de 2011. Às 19h50min.
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a) Ato inseguro: são ações cometidas pelo homem que por negligencia, imperícia ou
imprudência possa provocar um acidente;

b) Condição insegura: são condições físicas do local, do maquinário ou equipamento.

O que é Segurança Patrimonial?


É o conjunto de medidas ostensivas e discretas, que se aplica preventivamente com a
finalidade de proteger os bens patrimoniais, contra risco de danos e prejuízos, ocasionais ou
provocados, a pessoas ou empresas.

O que é Posto de Serviço?


É a portaria, local de trabalho do porteiro e todas as atividades da função, tais como:
Controle de acessos, controle de saída e entrada de visitantes, abertura e fechamento de
acessos, controle de entrada e saída de produtos, encaminhamento de visitas aos setores
visitados, atendimento telefônico, auxilio aos visitantes, informações sobre normas de
segurança interna, trafego de veículos.

O que os Porteiros precisam conhecer em seu Posto de Serviço?


Precisam conhecer os clientes, funcionários, os veículos que podem estacionar nas
imediações, os que podem adentrar, onde se localizam os sistemas de segurança e alarme,
sistemas de prevenção e combate a incêndios, quadros de força e energia, riscos de condições
inseguras, classe de incêndio presentes dentro da área. Conhecer suas funções, as atribuições e
verificar sistematicamente se tudo está em perfeita ordem e funcionamento para o caso de
uma emergência.

Principais obrigações do Porteiro no seu posto de trabalho?

a) Manter uniforme passado, sapato engraxado, barba e cabelos sempre cortados

b) Comparecer no serviço 15 minutos antes do horário, tendo assim tempo para trocar de
roupas, assinarem o ponto
c) Ao entrar em serviço informar-se dos acontecimentos que possam merecer maior atenção,
das anotações feitas, enfim, de tudo o que diga respeito à boa execução dos serviços

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d) Utilizar o telefone para motivos particulares, somente em caso de extrema necessidade.

e) Não mexer em papéis, gavetas, maquinários, que não sejam de uso do serviço de portaria.

f) Manter a postura sempre altiva, ereta, prestando atenção constante nas imediações da
portaria, não descuidando dos acontecimentos sob sua responsabilidade.

g) Zelar pelos equipamentos instalados na portaria utilizados no serviço.

Visitas a moradores exigem regras rígidas:9


“Em tempos de arrastão, síndico deve padronizar procedimentos de portaria e
conscientizar condôminos para reforçar a segurança preventiva. Não são poucas às vezes em
que, no caso de assaltos a condomínios residenciais, bandidos entrem pela porta da frente. Por
isso, todo cuidado é pouco, principalmente em relação às visitas de pessoas de fora aos
moradores, que devem obedecer a normas rígidas. O síndico deve, em primeiro lugar,
padronizar os procedimentos de portaria, treinando porteiros e zeladores sobre as normas a
serem cumpridas e, principalmente, conscientizando todos os moradores sobre a importância
das medidas de segurança preventiva.
Regra número um: todas as visitas devem ser anunciadas previamente pelo porteiro
ao morador, independentemente de se tratar de familiar próximo e mesmo que a pessoa
costume freqüentar o condomínio regularmente. Parece banal, mas há porteiros que, ao
identificarem um rosto conhecido, abrem a porta. Está errado. Até porque o condômino pode
não estar em seu apartamento naquele momento. A comunicação por interfone deve ser
realizada mesmo que o morador já tenha previamente avisado ao porteiro sobre a visita. Em
caso de dúvida, o condômino deve descer à portaria para certificar-se de que realmente se
trata de um conhecido, ou, se for o caso, verificar na TV a imagem do circuito interno. No
caso de ausência do morador, o porteiro somente deve autorizar a entrada de amigos ou
parentes se houver autorização prévia por escrito, incluindo nome e RG do visitante, e com
conhecimento do síndico. Os funcionários devem ser orientados a seguir essas regras à risca,
mesmo que o procedimento cause algum tipo de transtorno ao condômino ou às próprias
visitas. Outro cuidado fundamental é em relação às festas, realizadas nos apartamentos ou no
salão do prédio. Nesse caso, é fundamental que o morador deixe na portaria, com cópia para o
síndico, uma relação com nomes e sobrenomes de convidados. “Mesmo assim, o porteiro
deverá anunciar a chegada de cada visita”.

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Fonte: WWW.cecconsulting.com.br/noticias Acessado em 21 de agosto de 2011, às 15h38min.
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O Problema das Drogas em Condomínios:10 Como lidar com esta questão

O assunto é delicado, mas não deve ser ignorado por síndicos e


administradoras. O uso de drogas em condomínios é muito mais comum do que se
imagina e pode causar grandes transtornos, assim como a prática de qualquer
outro ato ilegal nas dependências – sejam as áreas comuns ou nas unidades. Mas,
o que fazer? Existe um limite de privacidade? Deve-se chamar a polícia? Existem
meios para evitar o abuso nas áreas comuns?

Crime envolvendo drogas 11:

Usar e vender drogas é crime. A principal diferença está na pena aplicada a


cada uma dessas infrações. Enquanto ser usuário não leva ninguém para a cadeia,
mas prevê penas mais leves como as de trabalho ou a inclusão do infrator em
atividades próprias para a inib ição do uso da droga, ser traficante pode garantir
anos atrás das grades. O que diferencia a posse para consumo do tráfico de
drogas são as condições em que ocorre o delito, como a quantidade de droga
envolvida e as atividades exercidas no momento do crime.

Regras:

 Não há a necessidade de incluir na convenção, por exemplo, a questão do


consumo de drogas especificamente, já que qualquer outra atividade ilegal
não pode ser feita no condomínio. É importante, no entanto, que ela defina
regras para o descumprimento de leis federais, estaduais ou municipais –
como a aplicação de multas em caso de descumprimento , por exemplo.

 Vale lembrar que se o usuário se tornar violento, começar a furtar


moradores ou o condomínio ou se o comércio de drogas levarem a uma
movimentação grande de pessoas e comprometer a segurança dos
moradores e de seus bens materiais, acarretando em risco, o que faz da
questão um problema coletivo e que deve ser resolvido o quanto antes.

10
http://www.sindiconet.com.br/7227/Informese/Drogas-em-condominios/Drogas. Acessado em 11 de setembro
de 2011. Às 18h59min. (adaptado)
11
As drogas também são chamadas em alguns casos de substâncias psicotrópicas.
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 O uso de drogas nas u nidades gera muita polêmica. Por se tratar de uma
área privativa, não há como fazer a fiscalização, mas se houver alguma
reclamação fundamentada de vizinhos, por conta de cheiro excessivo, por
exemplo, o caso passa a ser uma questão da administração do condomínio.

Procedimentos:

 Assim como em qualquer caso mais delicado, a primeira opção deve ser
sempre de negociação e conversa para resolver o problema. O síndico deve
procurar o morador em um momento propício e alertá-lo sobre as regras do
local – lembrando-o sempre de que está sujeito a multa.

 O médico psiquiatra e psicoterapeuta Alexandre Loch orienta que o usuário


deve ser tratado como qualquer outro morador do condomínio e que a
conversa pode ser uma saída mais pacífica e viável na maioria dos casos

 No caso de adolescentes é imprescindível que a família seja comunicada


para que agir rapidamente. Alexandre Loch lembra que os pais são muito
importantes na conscientização desses jovens, a fim de evitar o problema.

 Em casos mais graves, onde a conversa não surgiu efeito ou o usuário


causa algum transtorno ou constrangimento aos moradores, o síndico deve
fazer uma denúncia anônima à polícia. O advogado Márcio Rachkorsky
lembra que o síndico não deve se envolver pessoalmente no assunto e que,
de maneira nenhuma, deve adiar a decisão de envolver a polícia em casos
extremos, já que a situação pode comprometer os moradores

Drogas legais:

 Moradores que freqüentemente exageram na bebida podem também ser


punidos com advertência e multa. O problema, quando se trata do álcool é
que não é ilegal. A polícia pode ser chamada em assédio ou
constrangimento, mas anô nimamente o comunicado por ser feito sem
conseqüências.

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 Se o cheiro de cigarro começar a incomodar os vizinhos ou os moradores


nas áreas comuns, mais uma vez o diálogo é a arma mais valiosa para a
solução do caso. Negocie.

Prevenção: 12

 Intensifique a iluminação em locais próximos a jardins ou com um fluxo


menor de pessoas. Os usuários, em sua maioria, optam por locais mais
discretos.
 A instalação de câmeras de circuito fechado de TV (CFTV) em locais
estratégicos costuma surtir um bom efeito, pois inibe ações delituosas.

 Oriente os seguranças do condomínio e funcionários como o zelador ou


porteiro para que façam rondas a fim de inibir o consumo de drogas.

 Deixe claro aos pais e moradores que atos como esses são ilegais e,
portanto, dizem respeito a qualquer cidadão. Vale destacar que, no
condomínio eles resultam em multa e, fora dele, até em cadeia. As
opiniões de especialistas na área são diretrizes essências para direcionar
ações preventivas em condomínios em geral, durante nosso serviço.

CÓDIGO “Q” e seus Significados:

É um código de comunicações internacional, cuja finalidade é diminuir o tempo de


transmissão e recepção das mensagens facilitando seu entendimento. Normalmente esse tipo
de linguagem é utilizada no ramo de Segurança Patrimonial, cujos principais meios de
utilização são o Rádio Nextel ou HT. As principais expressões do código “Q” são:

12
Fontes consultadas:
Dr. Márcio Rachkorsky – advogado especialista em condomínios
Dra. Maria Antonieta Gouveia – advogada
Dr. Alexandre Loch – médico psiquiatra e psicoterapeuta
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QAP Na escuta QTR Horas


QRV As ordens QTI A caminho
QRA Nome do operador QRM Mensagem c/interferência
QRX Aguarde QUD Urgência
QSA Valor da mensagem QRU Ocorrência
QTH Local / endereço QRL Estou ocupado
QSO Contato pessoal QRZ Quem está chamando
QSM13 Repetir a mensagem QSN Você me escutou
QSJ Dinheiro QTA Cancele a mensagem
QSP Fazer ponte QHJ Refeição
TKS Obrigado QSL Entendido

Alfabeto Fonético e Números:

A Alpha N November 0 Zero


B Bravo O Oscar 1 Primeiro
C Charle P Papa 2 Segundo
D Delta Q Quebec 3 Terceiro
E Eco R Romeu 4 Quarto
F Foxtrot S Sierra 5 Quinto
G Golf T Tango 6 Sexto
H Hotel U Uniform 7 Sétimo
I Índia V Victor 8 Oitavo
J Juliet X Xingu 9 Nono
K Kilo W Wisk
L Lima Y Yankee
M Mike Z Zulu

Combate a Incêndios: Noções Básicas

O que é fogo?
É uma reação química chamada combustão que ocorre sempre que houver três elementos.

Quais são estes três elementos?

Triângulo do Fogo
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Mais conhecido como RPT. Veja também: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Internacional_Q
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a) Combustível: É todo o material que queima, podendo ser sólido, líquido e gasoso.
Ex.: papel, madeira, tecido, álcool, querosene, gás de cozinha

b) Comburente: É o elemento que possibilita vida às chamas. Na grande maioria é oxigênio


presente no ar;

c) Calor: É o elemento que inicia o processo. O calor do sol é uma fonte de energia que pode
iniciar um incêndio; Somente haverá fogo quando os três elementos estiverem presentes. Ex.:
mato seco que está constantemente em contato com o ar (oxigênio) e que pode entrar em
combustão devido à fonte de calor produzida pelo sol. De imediato podemos presumir que
para combatermos uma combustão devemos tirar-lhe um dos três elementos e este é o
princípio de todo trabalho de combate ao fogo.

O que é incêndio?
É a combustão involuntária fora do desejo e do controle humano.

Podem ser de origem:

a) Natural: Raios, vulcões, pastagem na seca

b) Acidental: Causado por negligência, imperícia ou imprudência no uso de combustíveis;

c) Criminosa: Quando é provocado intencionalmente.

Como se classificam e por que classificar os incêndios?

Os incêndios são classificados de acordo com o tipo de combustível e seu


comportamento no incêndio. A classificação permite a aplicação de técnicas diferentes e mais
eficazes de combate para cada uma das classes.

Classes de Incêndios?
a) Classe A: São os materiais sólidos, que deixam resíduos após a queima.

Ex.: madeira, carvão, pano, papel, couro

b) Classe B: São os materiais que queimam na superfície e não deixam resíduos.


Ex.: combustíveis, graxas, plásticos, gases.

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c) Classe C: São os materiais elétricos energizados. Uma vez cortada a energia eles passam a
ser de classe A.
Ex.: motores, tomadas, lâmpadas, quadros elétricos, fios. A extinção é feita pela retirada do
oxigênio utilizando gás carbônico ou pó químico seco;

d) Classe D: São os materiais pirofóricos (aqueles normalmente explosivos ou utilizados na


fabricação de explosivos).
Ex.: magnésio, alumínio, zinco. A extinção é feita pela retirada do combustível utilizando pó
químico especial.

Formas de Propagação:

Irradiação, onde acontece transporte de energia de forma omnidireccional através do ar


suportada por infravermelhos e ondas electromagnéticas;

Convecção, onde a energia é transportada pela movimentação do ar aquecido pela


combustão;

Condução, onde a energia é transportada através de um corpo bom condutor de calor;

Projecção, onde partículas inflamadas que pode ocorrer na presença de explosões e


fagulhas transportadas pelo vento.

Formas de Extinção:

Resfriamento: Neste método, a água é o meio mais utilizado para arrefecer o sistema. É
necessário que a temperatura do combustível seja inferior à temperatura da combustão.

Abafamento: Este método consiste num isolamento do combustível do comburente ou na


redução substancial deste no ambiente do sistema.

Retirada do combustível: Separação do combustível da fonte de energia ou do ambiente do


incêndio.

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Alguns Equipamentos Utilizados:

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Figura 1 Sprinklers Fig. 2 Alarme de Incêndio Figura 3 CMI: Tipos Figura 4 Manômetro

Agentes extintores15: Onde usar os Agentes Extintores:

Agentes Extintores
Classes de Incêndio
Pó Gás Carbônico
Água Espuma
Químico (CO2)

A
Sim Sim Sim* Sim*
Madeira, papel, tecidos etc.

B
Não Sim Sim Sim
Gasolina, álcool, ceras, tintas etc.

C
Não Não Sim Sim
Equipamentos e Instalações elétricas
energizadas.

D
Não Não Sim Não
Elementos pirofóricos.

* Com restrição, pois há risco de reignição. (se possível utilizar outro agente)

Símbolos Identificadores de Classes de Incêndios:

14
CMI: Casa de Máquinas de Incêndio é o local onde ficam as bombas de recalque do sistema de contra
incêndio.
15
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/fogo.html. Acessado em 24 de julho de 2011. Às
17h03min
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Tipos de Extintores:

Figura 5 Espuma Figura 6 Água Figura 6 Co2 Figura 7 PQS Fig. 8 Extintor em rodas

Chave Storz, Mangueiras de Incêndios, Caixa e Adaptadores:

Noções Básicas de Primeiros Socorros:

Os Primeiros Socorros ou socorro básico de urgência são as medidas iniciais e


imediatas dedicadas à vítima, fora do ambiente hospitalar, executadas por qualquer pessoa,
treinada, para garantir a vida, proporcionar bem-estar e evitar agravamento das lesões
existentes. A prestação dos Primeiros Socorros depende de conhecimentos básicos, teóricos e
práticos por parte de quem os está aplicando.
O restabelecimento da vítima de um acidente, seja qual for sua natureza, dependerá
muito do preparo psicológico e técnico da pessoa que prestar o atendimento. O socorrista deve
agir com bom senso, tolerância e calma. O primeiro atendimento mal sucedido pode levar
vítimas de acidentes a seqüelas irreversíveis. Por isso devemos proceder à:

Análise primária:
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1- Verifique a inconsciência;
2- Abra as vias aéreas respiratórias;
3- Verifique a respiração;
4- Verifique os batimentos cardíacos;
5- Aplicar colar cervical (inconsciente).

Análise secundária:

1- Proceda ao exame da cabeça aos pés;


2- Questione a vítima (se possível);
3- Questione testemunhas (se houver).

Parada cardiorrespiratória:

É a ausência das funções vitais, movimentos respiratórios e batimentos cardíacos. A


ocorrência isolada de uma delas só existe em curto espaço de tempo; a parada de uma acarreta
a parada da outra. A parada cardiorrespiratória leva à morte no período de 3 a 5 minutos.

Sinais e sintomas:

• Inconsciência;
• Ausência de movimentos respiratórios e batimentos cardíacos.

Reanimação cárdio pulmonar:

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Insolação:
Sinais e sintomas:
• Temperatura do corpo elevada;
• Pele quente, avermelhada e seca;
• Diferentes níveis de consciência;
• Falta de ar;
• Desidratação;
• Dor de cabeça, náuseas e tontura.

Primeiros socorros:
• Remover a vítima para lugar fresco e arejado;
• Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, envolvendo-a com toalhas
umedecidas;
• Oferecer líquidos em pequenas quantidades e de forma freqüente;
• Mantê-la deitada;
• Avaliar nível de consciência, pulso e respiração;
• Providenciar transporte adequado;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

Intermação:
Sinais e sintomas
• Temperatura do corpo elevada;
• Pele quente, avermelhada e seca;
• Diferentes níveis de consciência;
• Falta de ar;
• Desidratação;
• Dor de cabeça, náuseas e tontura;
• Insuficiência respiratória.

Primeiros socorros:
• Remover a vítima para lugar fresco e arejado;
• Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, aplicando compressas de
pano umedecido com água;
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• Mantê-la deitada com o tronco ligeiramente elevado;


• Avaliar nível de consciência, pulso e respiração;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.
Desmaio:
É a perda súbita e temporária da consciência e da força muscular, geralmente devido à
diminuição de oxigênio no cérebro, tendo como causas: hipoglicemia, fator emocional, dor
extrema, ambiente confinado, etc.

Sinais e sintomas
• Tontura;
• Sensação de mal estar;
• Pulso rápido e fraco;
• Respiração presente de ritmos variados;
• Tremor nas sobrancelhas;
• Pele fria, pálida e úmida;
• Inconsciência superficial;

Primeiros socorros:
• Colocar a vítima em local arejado e afastar curiosos;
• Deitar a vítima se possível com a cabeça mais baixa que o corpo;
• Afrouxar as roupas;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.
Convulsão:
Perda súbita da consciência acompanhada de contrações musculares bruscas e
involuntárias, conhecida popularmente como “ataque”. Causas variadas: epilepsia, febre alta,
traumatismo craniano, etc.

Sinais e sintomas
• Inconsciência;
• Queda abrupta da vitima;
• Salivação abundante e vômito;
• Contração brusca e involuntária dos músculos;
• Enrijecimento da mandíbula, travando os dentes;
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• Relaxamento dos esfíncteres (urina e/ou fezes soltas);


• Esquecimento.
Primeiros socorros:
• Colocar a vítima em local arejado, calmo e seguro;
• Proteger a cabeça e o corpo, evitando movimentos que causem lesões;
• Afastar objetos existentes ao redor da vitima;
• Lateralizar a cabeça em caso de vômitos;
• Afrouxar as roupas e deixar a vítima debater-se livremente;
• Nas convulsões por febre alta, diminuir a temperatura com pano úmido;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

Ferimentos externos:

São lesões que acometem as estruturas superficiais ou profundas do organismo com grau de
sangramento, laceração e contaminação variável.

Sinais e sintomas
• Dor e edema local;
• Sangramento;
• Laceração em graus variáveis;

Primeiros socorros:
• Priorizar o controle do sangramento;
• Lavar o ferimento com água;
• Proteger o ferimento com pano limpo, fixando-o sem apertar;
• Não remover objetos empalados;
• Não colocar qualquer substância estranha sobre a lesão;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.
Hemorragias:
É a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo (artérias, veias e
capilares). Toda hemorragia deve ser controlada imediatamente. A hemorragia abundante e
não controlada pode causar a morte em 3 a 5 minutos.

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Hemorragia externa:

Hemorragia externa:

Sinais e sintomas

• Sangramento visível;
• Nível de consciência variável decorrente da perda sanguínea;
• Palidez de pele e mucosa.

Primeiros socorros:

• Comprimir o local com um pano limpo;


• Elevar o membro quando possível;
• Comprimir os pontos arteriais
• Prevenir o estado de choque;
• Aplicar torniquete (amputação, esmagamento de membro);
• Encaminhar para atendimento hospitalar.
Hemorragia interna:

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Sinais e sintomas
• Sangramento geralmente não visível;
• Nível de consciência variável dependente da intensidade e local do
sangramento.

Primeiros socorros

• Manter a vítima aquecida e deitada, acompanhando os sinais vitais e atuando


adequadamente nas intercorrências;
• Agilizar o encaminhamento para o atendimento hospitalar.

Estado de choque:

É a falência do sistema cardiocirculatório devido à causas variadas, proporcionando


uma inadequada perfusão e oxigenação dos tecidos.

Sinais e sintomas

• Inconsciência profunda;
• Pulso fraco e rápido;
• Aumento da freqüência respiratória;
• Perfusão capilar lenta ou nula;
• Tremores de frio.

Primeiros socorros

• Colocar a vítima em local arejado, afastar curiosos e afrouxar as roupas;


• Manter a vítima deitada com as pernas mais elevadas;
• Manter a vítima aquecida;
• Lateralizar a cabeça em casos de vômitos;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

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Choque elétrico:
É o fenômeno da passagem da corrente elétrica pelo corpo quando em contato com
partes energizadas.

Sinais e sintomas

• Parada cardiorrespiratória;
• Queimaduras;
• Lesões traumáticas.

Primeiros socorros

• Interromper imediatamente o contato da vítima com a corrente elétrica,


utilizando luvas isolantes de borracha de acordo com a classe de tensão, com
luvas de cobertura ou bastão isolante;
• Certificar-se de estar pisando em chão seco, se não estiver usando botas com
solado isolante;
• Realizar avaliação primária (grau de consciência, respiração e pulsação);
• Aplicar as condutas preconizadas para parada cardiorrespiratória, queimaduras
e lesões traumáticas;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

Fratura:
Fratura é o rompimento total ou parcial de qualquer osso. Existem dois tipos de
fratura:
• Fechadas: sem exposição óssea;
• Expostas: o osso está ou esteve exposto.

Nota: Todas as vitimas inconscientes deverão ser consideradas e tratadas como portadoras de
lesões na coluna.

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Considerações finais:
Toda profissão visa atender não só uma necessidade pessoal, mas vai muito além: o
porteiro ou vigia desempenha uma função social muitas vezes não percebida ou valorizada,
porque são eles, dentre tantos outros profissionais, que zelam pela segurança e bem estar de
prédios, clubes, condomínios, quarteirões inteiros, de famílias inteiras.
A vida profissional de um porteiro ou vigia não é fácil, só sabe quem viveu. Clientes
rudes, colegas sem companheirismo, mandos e desmandos, incoerência entre ordem recebida
e exemplos dados. Isso é apenas uma pequena parte de nosso cotidiano. Além disso,
possibilidades de sinistros, acidentes, assaltos e desastres naturais.
Mas tudo tem dois lados. Temos a satisfação do sincero “obrigado” que recebemos;
da criança que nos sorrir, do idoso que ajudamos; da gestante que amparamos... A cada dia é
um novo aprendizado: há dias difíceis e dias que são flores.
Ao lidarmos com uma diversidade enorme de personalidades e temperamentos,
situações de impasse e conflitos, de vários “sim” e de vários “não”, de iniciativa para
orientar e como resposta a indiferença ou a reclamação, o porteiro é dos muitos profissionais
que acabam aprendendo sobre a natureza humana, sabendo como agir pela mera percepção de
um olhar, um tom de voz, de uma postura física, um comportamento de uma ação.
Parafraseando Max Gehringer, trazemos uma pequena contribuição sobre a difícil
tarefa de falar e mais ainda, de aceitar A compreensão do óbvio:

“Já passei alguns dissabores na vida profissional por me esquecer do óbvio. O óbvio
é aquela coisa que achamos que, por ser tão óbvia, nem precisa ser dita, porque todo mundo
já está cansado de saber. Mas na prática, não é bem assim. Havia alguns anos, trabalhava na
empresa líder do ramo de batatinhas fritas. Nosso produto tinha uma liderança enorme e
folgada, coisa de 70% do mercado. Um dia, um concorrente resolveu escrever no pacotinho
esta frase: “Não contém colesterol”.
Não passou uma semana e os nossos gerentes pelo Brasil afora começaram a me ligar
para perguntar se não poderíamos também fazer uma batatinha frita sem colesterol.
Respondi que nossa batata não continha colesterol. Era óbvio. Batatas são frita em óleo, e
óleo vegetal não tem colesterol. Apenas gordura de origem animal tem colesterol.
O que era óbvio para mim não era óbvio para o consumidor. As vendas começaram a
cair até que determinado dia me rendi ao óbvio. Pedi para escrever bem grande no
pacotinho: “totalmente sem colesterol”. As vendas voltaram ao normal. Os meus gerentes até
escreveram elogiando o sabor da nova batatinha sem colesterol, sem acreditar que a batata
era a mesma de sempre.
Daquele dia em diante, aprendi que boa parte dos mal entendidos e dos desencontros
em empresas acontecem porque alguém achou que não precisava ficar repetindo todos os
dias o que todo mundo deveria estar casado de saber. Mas por que estou dizendo essas
coisas, já que são tão óbvias? Exatamente “por isso”.
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Edição, editora, ano e autor não informados no material didático.
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Edição, editora, ano e autor não informados no material didático. Endereço de internet não localizado.
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