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Capítulo 4 - Evaporação

Capítulo 4
Evaporação

Na evaporação concentra-se uma solução pela vaporização do solvente. A solução é


composta do soluto não-volátil e do solvente.

4.1 Previsão da temperatura de ebulição da solução

A temperatura de ebulição do solvente puro depende somente da pressão. Quando se


evapora uma solução, no caso de uma solução ideal, o efeito, da concentração, pode ser estimado
pelas leis de Raoult e Dalton

Onde Pa é a pressão do soluto no vapor, Pb é a pressão do solvente no vapor, xa é a fração molar do


soluto no líquido, xb é a fração molar do solvente na solução, é a pressão de vapor do soluto na
temperatura da solução e é a pressão de vapor do solvente na temperatura da solução.

Quando o soluto é não volátil

E, a pressão total sob a solução, fica na forma

Abaixamento da Pressão de Vapor


800,00
P
r 700,00
e
s 600,00
s
ã 500,00
o
, 400,00

e 300,00
m
200,00

m
100,00
m
H
0,00
g 40 50 60 70 80 90 100
Temperatura, em oC

Puro Solução

Figura 4.1. Abaixamento da Pressão de Vapor de uma Solução de um Soluto não-volátil.

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O abaixamento da pressão no vapor devido a presença do soluto não-volátil é

Então, no caso de soluções que obedecem a lei de Raoult, a diminuição relativa da pressão de vapor
é igual a concentração molar do soluto não-volátil. Nestas soluções, as curvas de pressão de vapor
contra temperatura serão retas paralelas nas vizinhanças do ponto de ebulição, o abaixamento da
pressão de vapor será proporcional à elevação do ponto de ebulição (EPE)

Onde ∆Te é a elevação do ponto de ebulição, T1 é a temperatura de ebulição da solução, Teb,2 é a


temperatura de ebulição do solvente puro, na pressão da solução, e k é uma constante.

As expressões para cálculo da EPE:

1) O gráfico de Dühring representa os dados experimentais de EPE.

Figura 4.2 Diagrama de Duhring para o sistema H2 O e NaOH.


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2) O modelo da solução ideal:

Onde:
R = é a constante dos gases ideais;
λeb,2 = o calor de ebulição molar do solvente puro, na pressão do evaporador.
Teb,2 = temperatura de ebulição do solvente puro, na pressão da solução.
x1 = fração molar do soluto.

3) A relação Experimental de "Capriste" e "Lozano":

Onde a, b, c e d são os parâmetros da equação de Capriste e Lozano e wa é a fração mássica do


soluto, P é a pressão total em kPa e ∆Te em oC.

4) O método da Correção de Van’t hoff

Onde:
Keb = Constante ebulioscópica do solvente.
W = molalidade da solução.
i = fator de Van’t hoff.

A constante ebulioscópica:

Onde:
R = constante dos gases ideais;
= o calor de ebulição específico, do solvente puro, na pressão do evaporador.
Teb,2 = temperatura de ebulição do solvente puro, na pressão da solução.

A molalidade da solução, W:

Onde:
n1 = número de moles do soluto, em mol.
m2 = massa do solvente, em kg.

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Onde:
i = fator de van’t hoff;
= grau de dissociação do soluto;
q = número de partículas total do soluto, quando ele está cem por cento ionizado;

Exemplo 4.1) Determine a elevação do ponto de ebulição da solução de NaOH, com 10 % em


massa na pressão de 7,51 psia. Utilize o diagrama de Dühring, a relação da solução ideal e a relação
empírica de Capriste e Lozano.

As constantes da equação de Capriste e Lozano:

Com ∆Te em oC, P em kPa, wa é a fração mássica do soluto.

As conversões de unidades:

; 1 psia ≡ 6,0673 kPa;

Os dados do enunciado são:

A porcentagem mássica da solução:

A pressão da solução:

A solução usando o modelo da solução Ideal:

A temperatura de Ebulição do solvente puro e o calor de vaporização, são obtidos na pressão da


solução, pela tabela do Vapor:

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7,0 176,85 992,100000
7,51
8,0 182,86 988,500000

A temperatura de ebulição, Teb,2, é obtida por interpolação na Tabela do vapor:

O calor de vaporização, λeb,2, é obtido por interpolação na Tabela do vapor:

A temperatura de Ebulição em “oR”:

O calor de vaporização em “Btu lbmol-1 R-1”:

O numero de moles da solução de 10 % em massa de NaOH:

Pegando uma base de 100 lb de solução:

O numero de moles de NaOH (1):

O numero de moles de H2O (2):

A fração molar do NaOH:


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A elevação do ponto de ebulição com a equação da solução ideal:

A elevação do Ponto de ebulição com a equação de “Capriste” e “Lozano”:

A pressão do evaporador em “kPa”:

Substituindo os valores dos parametros "a", "b", "c" e "d":

Substituindo a fração mássica do soluto "wa=0,10" e a pressão total da solução "P= 51,78 kPa":

A elevação do ponto de ebulição em oF:

Pelo diagrama de "Duhring":

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Figura 4.3 Resolução do Exemplo (4.1) usando o diagrama de Duhring.

Exemplo 4.1a) Determine a elevação do ponto de ebulição das soluções de NaCl, com 5 % em
massa na pressão de 18 psia. Utilize o diagrama de Dühring, a relação da solução ideal, a relação
empírica de Capriste e Lozano, e a correção do fator de Van’t hoff.
As constantes da equação de Capriste e Lozano:

As conversões de unidades:

; 1 psia ≡ 6,89476 kPa;

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4.2 Evaporador de um só estágio

O evaporador é um equipamento que concentra uma solução, de soluto não-volátil, pela


evaporação do solvente. O esquema da Figura 4.4 mostra a solução de alimentação “F” sendo
concentrada na Solução “L1” pela evaporação do solvente “V1”. O evaporador é aquecido pelo
vapor “V0”, que condensa no líquido “D0”.

V1

V0

F L1

D0
Figura 4.4. Esquema de um Evaporador de Simples efeito.

O balanço de massa global na solução do evaporador:

Onde:
F = é a vazão da solução de alimentação;
V1 = é a vazão de vapor que sai do evaporador;
L1 = é a solução produto, que sai do evaporador.

O balanço de massa do soluto:

Onde:
wF =é a fração mássica do soluto na solução de entrada;
w1 = é a fração mássica da solução de saída.
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O balanço global de energia:

Onde:
q = é a taxa de calor recebida pela solução;
hF = é a entalpia da solução de alimentação;
H1 =é a entalpia do vapor que deixa o evaporador;
h1 = é a entalpia da solução líquida que deixa o evaporador.

Onde:
TF = temperatura da solução de alimentação;
WF = porcentagem mássica da solução de alimentação;

Onde:
T1 = temperatura do evaporador;
W1 = porcentagem mássica da solução do evaporador;

A Entalpia de uma solução Líquida, hi, é uma função da temperatura da solução (T) e da
porcentagem do soluto. Essa relação para o soluto “NaOH” pode ser vista no diagrama da Figura
(4.5).

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Figura 4.5 Diagrama Entalpia-concentração para o sistema H2O-NaOH.

A entalpia do vapor que sai do Evaporador é uma função da pressão do evaporador (P1) e da
temperatura (T1). Geralmente, o vapor que deixa o evaporador está superaquecido.

Onde:
P1 = pressão de operação do evaporador;
T1 = temperatura do evaporador;

A entalpia do vapor superaquecido é obtida na tabela da Figura (4.6).

Figura 4.6 Tabela de Propriedades Termodinâmicas do Vapor de Água Superaquecido.

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A temperatura do evaporador

Onde:
Teb,2 = temperatura de ebulição do solvente na pressão de operação do evaporador (P1);
EPE = elevação do ponto de ebulição da solução;

Podemos combinar as equações ( 9 ) e ( 10 )

Essa relação pode ser vista no diagrama de Duhring:

O balanço de massa no lado do fluido de aquecimento:

Onde:
V0 = é a vazão do vapor de aquecimento;
D0 = é a vazão do condensado.

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A carga térmica a partir do vapor de aquecimento:

Onde:
= é a entalpia específica do vapor de aquecimento;
= é a entalpia específica do condensado do vapor de aquecimento.

Onde:
= temperatura do vapor de aquecimento;
= pressão do lado do vapor de aquecimento;

Onde:
= temperatura do condensado de aquecimento que está saindo;

A expressão da carga térmica a partir do vapor de aquecimento, quando o vapor de


aquecimento entra saturado e o condensado é líquido saturado, fica na forma:

Onde:
λ0 = é o calor latente de vaporização do vapor de aquecimento.

Onde:
P0 = é a pressão do lado do vapor de aquecimento;

A equação da velocidade de transferência de calor:

Onde:
U = é o coeficiente global de troca térmica;
A = é a área de troca térmica;
T0 = é a temperatura do vapor de aquecimento
T1 = é a temperatura do lado do evaporador.

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F, L1, V1, wF, w1, q, hF, h1, H1, TF, P1, T1, Teb,2, EPE, V0, D0, λ0, T0, P0, U, A (21 variáveis)

Economia é definida como a razão entre a massa de vapor produzido e a massa de vapor de
água consumida. A capacidade é a carga térmica total trocado no evaporador.

Exemplo 4.2A) Uma solução de 10 % em massa de NaOH em água, e temperatura de 120 oF, é
alimentada para um evaporador, com uma vazão de 80000 lb/h. Essa solução é concentrada para 40
% em massa. O evaporador opera num vácuo de 8 psi em relação a pressão barométrica de 14,7
psia. Determine as vazões da solução líquida e do vapor que deixam o evaporador, e a temperatura
do evaporador.

Solução:

1) Os dados do enunciado são:

- A fração mássica da solução de entrada:

- A temperatura da solução de entrada:

- A vazão da solução de entrada:

- A fração mássica da solução de saída:

- A pressão relativa do evaporador:

- pressão atmosférica:

2) Balanço de massa do Soluto, determina a vazão da solução de saída, “L1”:

3) O balanço de massa total, determina a vazão de vapor de saída do evaporador:

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4) A pressão de operação do evaporador:

5) A temperatura de ebulição do solvente puro na pressão do evaporador:

A temperatura de ebulição do solvente puro, Teb,2, será obtida por interpolação na tabela do
vapor saturado:

P1, em psia Teb,2, em oF


6,0 170,06
6,7
7,0 176,85

6) A temperatura de ebulição do evaporador:

A temperatura de ebulição da solução, T 1, é obtida no diagrama de Duhring, com os valores


da temperatura de ebulição do solvente puro, “T eb,2= 174,8 oF” e porcentagem mássica da solução
no evaporador, “W1= 40 %”:

A temperatura de ebulição do solvente puro “T eb,2= 174,8 oF” é localizada no diagrama de


Duhring, no eixo “x”:

O valor de 174,8 é menor que “180”:

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Então “174,8 oF” é marcado no eixo “x” em “84,5 mm”. Agora subimos na vertical até a reta de
“W1= 50 %”. E a temperatura da solução “T 1” é lida no eixo “y”:

A temperatura “T1” é menor que “250 oF”, e determinamos a temperatura pela regra de três:

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227,7 oF

174,8 oF

Exemplo 4.2B) Um evaporador produz uma solução de 60 % em massa de NaOH em água, com
uma vazão de 5000 lb/h. E, o vapor sai com uma vazão de 15000 lb/h. A pressão de operação do
evaporador é de 9,5 psia. A temperatura de entrada da solução é de 80 oF. Determine a concentração
da solução de entrada, a temperatura de operação, e a carga térmica do evaporador.

1) Os dados do enunciado são:

- A fração mássica da solução de saída:

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Capítulo 4 - Evaporação
- A vazão da solução de saída:

- A vazão de vapor de saída:

- A pressão de operação do evaporador:

- A temperatura da solução de entrada:

2) O balanço de massa total, determina a vazão de entrada ao evaporador:

3) O balanço de massa do soluto, determina a fração de massa da solução de entrada:

4) A temperatura de ebulição do solvente puro na pressão do evaporador:

A temperatura de ebulição do solvente puro, Teb,2, será obtida por interpolação na tabela do
vapor saturado:

P1, em psia Teb,2, em oF


9,0 188,28
9,5
10,0 193,21

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5) A temperatura de ebulição do evaporador:

A temperatura de ebulição da solução, T 1, é obtida no diagrama de Duhring, com os valores


da temperatura de ebulição do solvente puro, “T eb,2= 190,7 oF” e porcentagem mássica da solução
no evaporado, “W1= 60 %”:

A temperatura de ebulição do solvente puro “T eb,2= 190,7 oF” é localizada no diagrama de


Duhring, no eixo “x”:

O valor de 190,7 é menor que “200”:

Então “190,7 oF” é marcado no eixo “x” em “93,0 mm”. Agora subimos na vertical até a reta de
“W1= 60 %”. E a temperatura da solução “T 1” é lida no eixo “y”:

A temperatura “T1” é menor que “300 oF”, e determinamos a temperatura pela regra de três:

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295,31 oF

190,7 oF

6) A carga térmica do evaporador:

6.1) A entalpia da alimentação

A entalpia da alimentação, hF, é determinada no diagrama de entalpia-concentração, com os


valores da temperatura de entrada, “T F= 80 oF”, e a porcentagem mássica da solução de entrada,
“WF= 15 %”.

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Capítulo 4 - Evaporação

350

40,0

6.2) A entalpia da solução de saída do evaporador

A entalpia da solução de sída, h1, é determinada no diagrama de entalpia-concentração, com


os valores da temperatura do evaporador, “T 1= 295,3 oF”, e a porcentagem mássica da solução de
saída, “W1= 60 %”.

6.3) A entalpia do vapor que sai do evaporador

A entalpia do vapor de saída, H1, é determinada pelos valores de temperatura do evaporador,


“T1= 295,3 oF”, e da pressão do evaporador “P1= 9,5 psia”.

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Capítulo 4 - Evaporação
Esse vapor está na condição pois está numa temperatura maior que a sua temperatura de
ebulição, “T eb,2= 190,7 oF”, nessa pressão. A entalpia será determinada na Tabela do vapor
superaquecido.

Os dados da tabela são:

T1, em oF T1, em oF T1, em oF


P1, em psia 200 295,3 300
5 1148,8 1195,0
9,5 1146,8200 H1= 1191,7921 1194,0100
10 1146,6 1193,9

6.4) A carga térmica do evaporador, q:

Exemplo 4.2C) Um evaporador produz uma solução de 50 % em massa de NaOH em água, com
uma vazão de 5000 lb/h. E, o vapor sai com uma vazão de 15000 lb/h. O evaporador opera na
temperatura de 280 oF. A temperatura de entrada da solução é de 80 oF. O coeficiente global de
troca térmica vale 550 Btu/ (h ft2 oF). O vapor de água de aquecimento está saturado a 85 psia.
Determine a concentração da solução de entrada, a carga térmica do evaporador, e a área de troca
térmica.

1) Os dados do enunciado são:

- A fração mássica da solução de saída:

- A vazão da solução de saída:

- A vazão de vapor de saída:

- A temperatura de operação do evaporador:

- A temperatura da solução de entrada:

- O coeficiente global de troca térmica:

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Capítulo 4 - Evaporação

- A pressão do vapor de aquecimento:

2) O balanço de massa total, determina a vazão de entrada ao evaporador:

3) O balanço de massa do soluto, determina a fração de massa da solução de entrada:

4) A temperatura de ebulição do solvente:

4.1) A localização da temperatura de ebulição da solução “T1= 280,0 oF”

A temperatura “T1= 280,0 oF” está no eixo “y”. Ela está entre “250” e “300” oF. Ela é
localizada medindo a distância de zero até “300 oF”, e fazendo-se a regra de três:

A medida da temperatura “T1= 280,0 oF” é determinada por:

4.2) A determinação da temperatura de ebulição do solvente

A temperatura de ebulição do solvente é determinada ligando a temperatura “T 1= 280,0 oF”


do eixo “y” a linha de concentração de “W1= 50 %”, com uma linha horizontal. Então, baixa-se
uma linha vertical até o eixo “x”. A temperatura de ebulição do solvente, T eb,2, está localizada entre
os valores de “200,0” e “220,0” oF. Ela é determinada pela seguinte regra de três:

A temperatura de ebulição do solvente puro é determinada por:

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Capítulo 4 - Evaporação

5) A pressão de operação do evaporador

A pressão de operação do evaporador, P1, é determinada na Tabela do vapor saturado por


interpolação:

P1, em psia Teb,2, em oF


10,0 193,21
P1 204,0
14,696 212,00

6) A carga térmica do evaporador

6.1) A entalpia da alimentação

A entalpia da alimentação, hF, é determinada no diagrama de entalpia-concentração, com os


valores da temperatura de entrada, “T F= 80 oF”, e a porcentagem mássica da solução de entrada,
“WF= 12,5 %”.

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Capítulo 4 - Evaporação

285
0

41,72

6.2) A entalpia da solução de saída do evaporador

A entalpia da solução de sída, h1, é determinada no diagrama de entalpia-concentração, com


os valores da temperatura do evaporador, “T1= 280,0 oF”, e a porcentagem mássica da solução de
saída, “W1= 50 %”.

6.3) A entalpia do vapor que sai do evaporador

O vapor está superaquecido na temperatura de “T 1= 285,0 oF” e na pressão “P1= 12,697


psia” que é um vapor superaquecido.

Este vapor está superaquecido em relação a condição de vapor saturado, que é “T eb,2= 204,0
o
F” e na pressão “P1= 12,697 psia”.

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Capítulo 4 - Evaporação
O vapor a “T1= 285,0 oF” e na pressão “P1= 12,697 psia” está localizado entre o vapor
saturado a “T eb,2= 204,0 oF” (Na tabela do vapor saturado), e o vapor superaquecido a “T 1= 300,0
o
F” (Na tabela do vapor superaquecido), ambos estão na pressão “P 1= 12,697 psia”. Podemos ver
na tabela a seguir:

P1 T1=204 T1=285 T1= 300


12,697 Heb,2

A obtenção da Entalpia “Heb,2” na tabela do vapor saturado:

Teb.2 Heb,2
193,21 1148,8
204,0
212,0 1146,6

Ficamos com a seguinte equação de interpolação:

A obtenção da entalpia do vapor superaquecido a “T 1= 300,0 oF” (), na tabela do vapor


superaquecido:

P1
10,0 1193,9
12,697
14,696 1192,8

Ficamos com a seguinte equação de interpolação:

A entalpia do superaquecido na temperatura de “T 1= 285,0 oF” e na pressão “P1= 12,697 psia” é


obtido pela interpolação a seguir:

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Capítulo 4 - Evaporação
P1 T1=204 T1=285 T1= 300
12,697 Heb,2
12,697 1147,54 1193,27

Ficamos com a seguinte equação de interpolação:

6.4) A carga térmica do evaporador

7) A área de troca térmica do evaporador

7.1) A temperatura do vapor de aquecimento

A temperatura do vapor de aquecimento (V0) e do condensado (D0) é obtido pela temperatura de


ebulição do vapor (Teb,0) na pressão de “P0=85,0 psia”:

7.2) A área de troca térmica

Exemplo 4.2) Determinar a área de aquecimento e a economia para a produção de 10000 lb/h de
uma solução NaOH a 50 % em massa, a partir de uma solução de entrada a 10 % em massa, na
temperatura inicial de 100 oF. O coeficiente global de troca térmica vale 500 Btu/ (h ft 2 oF). O vapor
de água de aquecimento está saturado a 50 psig e o evaporador pode ser operado num vácuo de 10
psi em relação a pressão barométrica de 14,7 psia.

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Capítulo 4 - Evaporação

Solução:

Dados do enunciado:

- A solução de saída do evaporador:

- A fração mássica da solução de saída:

- A fração mássica da solução de entrada:

- A temperatura da solução de entrada:

- O coeficiente global de troca térmica:

- A pressão manométrica do vapor de aquecimento:

- A pressão do evaporador:

1) O balanço de massa no Evaporador:

Cálculo da vazão da solução de alimentação "F":

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Capítulo 4 - Evaporação

Cálculo da vazão do vapor de saída do Evaporador "V1":

2) A Temperatura de operação do evaporador:

A temperatura de operação do evaporador é obtida no diagrama de "Duhring" com a temperatura de


ebulição do solvente puro "Teb,2" e a porcentagem mássica da solução "L1":

A pressão de operação do evaporador:

A temperatura de ebulição do solvente puro é obtida na tabela do Vapor Saturado em função


da pressão do evaporador:

P1sat, em psia Teb,2, em oF


Pi=4,0 152,97
Pm= 4,7
Pf= 5,0 162,24

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Capítulo 4 - Evaporação

A temperatura de ebulição do evaporador é obtida no diagrama de "Duhring":

As entradas do diagrama de "Duhring" são:

A temperatura da solução é lida no diagrama de "Duhring":

3) As propriedades de entalpia das soluções e do vapor superaquecido:

A entalpia do vapor superaquecido "H1", na condição "P1= 4,7 psia" e "T1= 237,8 oF". é obtido na
tabela do vapor superaquecido:

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Capítulo 4 - Evaporação
P1sat, em psia Teb,1, em oF T1= 200 oF T1= 237,8 oF T1= 300 oF
Pi = 1,0 101,74 H1= 1150,40 H1= 1195,80
Btu/lb

Pm = 4,7 159,46 H1=

Pf = 5,0 162,24 H1= 1148,80 H1= 1195,00

A entalpia do vapor superaquecido na "P1sat= 4,7 psia" e na "T1= 200 oF":

A entalpia do vapor superaquecido na "P1sat= 4,7 psia" e na "T1= 300 oF":

Temos a seguinte tabela do vapor superaquecido na pressão de 4,7 psia:

P1sat, em psia Teb,1, em oF T1= 200 oF T1= 237,8 oF T1= 300 oF


4,7 159,46 H1= 1148,92 H1= 1195,06
Btu/lb

A entalpia do vapor superaquecido na "P1sat= 4,7 psia" e na "T1= 237,8 oF":

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Capítulo 4 - Evaporação

As entalpias das soluções são obtidas no diagrama de Entalpia contra proporção de massa do
sistema "NaOH" e "H2O":

A entalpia da solução de entrada "hf", no diagrama:

A entalpia da solução de entrada, hF, é lida no diagrama entalpia contra concentração a seguir:

A entalpia da solução de saída "h1", no diagrama:

A entalpia da solução de saída, h1, é lida no diagrama entalpia contra concentração:

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Capítulo 4 - Evaporação

4) O balanço de energia aplicado ao evaporador, cálculo da carga térmica "q":

5) A temperatura do vapor de aquecimento, T0, é obtida na tabela do vapor saturado em função da


pressão do lado do aquecimento:

A pressão do vapor de aquecimento "P0":

A temperatura de ebulição do vapor de aquecimento é obtida na tabela do Vapor Saturado a


partir da pressão do vapor de aquecimento:

P0sat, em psia Teb,0, em oF λeb,0, em Btu/lb


32
Capítulo 4 - Evaporação
Pi=60,0 292,71 915,5
Pm= 64,7
Pf= 65 297,97 911,6

A temperatura do Vapor de aquecimento "T o":

O calor latente de vaporização do vapor de aquecimento "λo":

6) A área de aquecimento do evaporador, A:

6) A vazão do vapor de aquecimento, V0:

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Capítulo 4 - Evaporação

7) A economia do evaporador:

Exemplo 4.3) Um evaporador simples com área de troca térmica de 30 m2 e um coeficiente de


transmissão de calor de 2,8 kW m-2 K-1 é utilizado para produzir uma solução de 50 % em peso de
NaOH a partir de uma solução de 20 % em peso a 35 oC. O meio de aquecimento é vapor saturado
seco a 1,7 bar, completamente condensado na câmara de distribuição, saindo como líquido saturado.
A pressão do lado da solução é 0,16 bar. Calcule a capacidade de produção e o consumo de vapor
de aquecimento.

Conversão de unidades:

1 Btu lbm-1 ≡ 2,326 kJ kg-1; 1 bar ≡ 14,503 psia; T(oF) = 1,8t(oC) + 32;

Solução:

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Capítulo 4 - Evaporação

A questão do evaporador são “20” variáveis e “13” equações. Portanto “7” variáveis devem
ser especificadas.

Os dados do enunciado que são especificados são:

- A área de troca térmica:

- O coeficiente de transmissão de calor:

- A fração mássica da solução produzida:

- A fração mássica da solução de entrada:

- A temperatura da solução de entrada:

- A pressão do vapor de aquecimento:

- A pressão de operação do evaporador:

1) Dados do vapor de Aquecimento

A temperatura do vapor de aquecimento, T 0, é obtida na tabela do vapor saturado em função


da pressão do lado do aquecimento:

A pressão do vapor de Aquecimento em psia:

A temperatura do vapor saturado de aquecimento, T0, a partir da Tabela do vapor saturado:

P0sat, em “psia” Teb,0, em “oF’ λ0,eb,, em “Btu/lb”


20,00000 227,96000 960,10000
24,65510
25,00000 240,07000 952,10000

35
Capítulo 4 - Evaporação

A temperatura do vapor de aquecimento, T0, é obtida por interpolação da Tabela a partir da


pressão P0= 24,6551 psia:

A temperatura do vapor de aquecimento em “oC”:

O calor latente de vaporização do vapor de aquecimento, λ0:

O calor latente de vaporização do vapor de aquecimento "λo":

O calor latente de vaporização do vapor de aquecimento em “kJ kg -1”, λ0:

2) A temperatura de Operação do evaporador

A temperatura do evaporador, T1, é obtida com a pressão de operação do evaporador P1 e a


determinação da elevação da temperatura de ebulição com o diagrama de Duhring.

A pressão de operação do evaporador em “psia”, P 1:

36
Capítulo 4 - Evaporação

A temperatura de ebulição da água pura nessa pressão, Teb,2:

A temperatura de ebulição da água pura, Teb,2, é obtida por interpolação da Tabela a partir da
pressão P1= 2,32048 psia:

P1sat, em “psia” Teb,2, em “oF’


2,0 126,08
2,32048
3,0 141,48

A temperatura de operação do evaporador é obtida com a temperatura de ebulição da água


pura (Teb,2= 131 oF) e a porcentagem de massa da solução de NaOH (WNaOH= 50 %), no diagrama
de Dühring.

As entradas do diagrama de "Duhring" são:

A temperatura de operação do evaporador em oC, T1:

37
Capítulo 4 - Evaporação

3) A carga térmica do evaporador:

4) O consumo do vapor de aquecimento, V0:

5) A capacidade de produção, L1:

O balanço de massa do soluto:

O balanço de massa total no evaporador:

O balanço de energia no evaporador:

38
Capítulo 4 - Evaporação

A entalpia H1 é um vapor superaquecido na pressão “P1= 2,32048 psia“ e na temperatura


“T1= 205,0 oF”:

A tabela do vapor superaquecido:


P. em psia T= 200 oF T= 205,0 oF T= 300 oF
Pi= 1,00 1150,40000 1195,80000
2,32048
Pf= 5,00 1148,80000 1195,00000

A entalpia do vapor superaquecido na temperatura de 200 oF e na pressão de 2,32048 psia por


interpolação na pressão entre 1 e 5 psia:

A entalpia do vapor superaquecido na temperatura de 300 oF e na pressão de 2,32048 psia por


interpolação na pressão entre 1 e 5 psia:

A entalpia do vapor superaquecido na temperatura de 205 oF e na pressão de 2,32048 psia por


interpolação na temperatura entre 200 e 300 oF:

P. em psia T= 200 oF T= 205,0 oF T= 300 oF


P1 =

A entalpia do vapor superaquecido em kJ kg -1, H1:

A entalpia da solução de NaOH que deixa o evaporador lida no diagrama Entalpia contra
concentração, h1:

A entalpia da solução de entrada, hF, é lida no diagrama entalpia contra concentração:

39
Capítulo 4 - Evaporação

A entalpia da solução de saída em kJ kg-1, h1:

A entalpia da solução de NaOH que entra para o evaporador lida no diagrama Entalpia
contra concentração, hF:

A entalpia da solução de entrada, hF, é lida no diagrama entalpia contra concentração:

A entalpia da solução de entrada em kJ kg-1, hF:

40
Capítulo 4 - Evaporação

A taxa de produção do evaporador, L1:

Exemplo 4.4) Um evaporador é alimentado com uma solução com 5 por cento em massa dos
sólidos. A vazão mássica de alimentação da solução é 20000,0 kg h-1 e a temperatura da mesma é
90 oC. O líquido concentrado deixa o evaporador com uma concentração de 45 por cento em massa
de sólidos e com uma temperatura de 65 oC. A temperatura de saturação do vapor produzido é 50
o
C. O vapor saturado de aquecimento entra a 120 oC e o condensado deixa o evaporador a 120 oC.
Assumindo os calores específicos de todas as soluções iguais a 1,0 kcal kg -1 oC-1 e o coeficiente
global de troca térmica vale 3100,0 kcal m-2 h-1 oC-1. Calcular a área térmica e a economia de vapor.
A temperatura de referência das soluções líquidas vale 0 oC.

Solução:

Exemplo 4.5) Uma solução aquosa com 2 % de sólidos orgânicos dissolvidos, deve ser concentrada
até 25 %, num evaporador a duplo efeito, em contracorrente, com circulação forçada, e 200 m2 de
área de troca térmica em cada efeito. O coeficiente de transmissão de calor no primeiro efeito é
2800 W m-2 K-1 e no segundo efeito é 4000 W m-2 K-1. Obtenha o sistema de cálculo da taxa de
41
Capítulo 4 - Evaporação
produção? A solução não tem elevação do ponto de ebulição. A carga entra a 30 oC e o vapor está
disponível a 0,7×1006 N m-2. O condensador opera na pressão de 7×1003 N m-2.

Exemplo 4.6) Deseja-se usar um evaporador de tríplice efeito para concentrar uma solução de
NaOH a 5 % até NaOH a 50 %. A alimentação será direta, com a carga entrando a 60 oF. Os
coeficientes globais de transmissão de calor que se esperam são de 800, 500 e 300 Btu h -1 ft-2 oF-1,
em cada um dos efeitos, nesta ordem, em cada um dos efeitos, nesta ordem. O vapor de água
existente está a 125 psia e serão usados ejetores capazes de manter uma pressão de 1 psia. As áreas
de troca térmica em cada um dos efeitos serão iguais e suficientes para se produzirem 10 ton/h de
concentrado. Qual é a área necessária em cada efeito? Qual é o consumo de vapor e qual é a
economia?

Exemplo 4.7) Um evaporador é alimentado com uma solução com 15 por cento em massa dos
sólidos. A vazão mássica de alimentação da solução é 12000,0 kg h-1 e a temperatura da mesma é
60 oC. O líquido concentrado deixa o evaporador com uma concentração de 60 por cento em massa
de sólidos e com uma temperatura de 120 oC. A temperatura de saturação do vapor produzido é 80
o
C. O vapor de aquecimento entra superaquecido a 200 oC e o condensado líquido saturado deixa o
evaporador a 180 oC. Assumindo os calores específicos de todas as soluções iguais a 1,0 kcal kg -1
o -1
C , a temperatura de referência de todas as soluções iguais a 0 oC. E, o coeficiente global de troca
térmica vale 3200,0 kcal m-2 h-1 oC-1. Calcular a área de troca térmica e a economia de vapor.

Solução:

1) O balanço de massa no Evaporador:

Cálculo da vazão da solução de alimentação "F":

Cálculo da vazão do vapor de saída do Evaporador "V1":

2) O balanço de energia no evaporador:

As entalpias das correntes do evaporador:

2.1) A entalpia da corrente de alimentação, hF:

2.2) A entalpia da solução produzida no evaporador, h1:

42
Capítulo 4 - Evaporação

2.3) A entalpia do vapor produzido no evaporador, H1:

A entalpia do vapor superaquecido será obtida na Tabela do vapor:


A temperatura de saturação do evaporador, em oF:

A temperatura do evaporador, em oF:

Nós temos na tabela do vapor superaquecido:


Teb,2 (oF) H1 (T1= 200 oF), Btu H1 (T1= 248 oF), Btu H1 (T1= 300 oF), Btu
lb-1 lb-1 lb-1
162,20 1148,80 1195,00
176,00 H1= ?
193,21 1146,60 1193,90

2.4) A carga térmica no evaporador, q:

3) Cálculo da área de troca térmica, A:

3.1) A temperatura média logarítmica:

3.2) A área de troca térmica, A:

43
Capítulo 4 - Evaporação

4) A vazão do vapor de aquecimento, V0:

V0 é vapor superaquecido a t 0= 200 oC e teb,0= 180 oC;

4.1) A temperatura do vapor superaquecido do lado do aquecimento, em oF:

4.2) A temperatura do líquido e vapor saturado do lado do aquecimento, em oF:

4.3) A entalpia do líquido saturado, hD0:

A tabela do vapor saturado:


Teb,0, em oF heb,0, em Btu lb-1 Heb,0, em Btu lb-1
353,02 324,82 1193,00
356,00
358,42 330,51 1194,10

4.4) A entalpia do vapor superaquecido de aquecimento, HV0:


A tabela do vapor superaquecido:
Teb,0 (oF) H0 (T0= 400 oF), em Btu lb-1
353,02 1221,10
356,00
363,53 1217,60

A entalpia do vapor superaquecido:


T0, em oF HV0, em Btu lb-1
356,00 1193,607
392,00
400,00 1220,1076

4.5) A vazão do vapor de aquecimento, V0:

5) A Economia do evaporador:

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