Você está na página 1de 14

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS

CÂMPUS HENRIQUE SANTILLO


CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

ANÁLISE SOBRE HABITAÇÕES SOCIAIS NO BRASIL

YAN GABRIEL BRAZ

ANÁPOLIS
2019
YAN GABRIEL BRAZ

ANÁLISE SOBRE HABITAÇÕES SOCIAIS NO BRASIL

Artigo apresentado à disciplina de Metodologia


Científica do curso de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade Estadual de Goiás, como requisito de
aprovação.

ANÁPOLIS
2019
RESUMO
O trabalho faz uma análise sobre a arquitetura e as políticas de habitação social no
Brasil, apresentando as ideias que circundam a implantação dos conjuntos
habitacionais, as habitações de interesse social e as suas finalidades, a ideia da
cidade moderna e a sua implantação e a cronologia histórica das políticas
habitacionais, além de fazer uma análise de alguns estudos de caso.

A principal função do trabalho é demonstrar o quanto e que forma as políticas


habitacionais influenciaram na arquitetura e na produção habitacional do país e,
através dos estudos de caso, verificar de que forma essas influências se manifestam
na arquitetura das habitações.

Palavras chave: Habitação Social, Políticas Públicas, Arquitetura.


ABSTRACT

The paper analyzes the architecture and policies of social housing in Brazil, presenting
the ideas surrounding the housing development, the housing of social interest and its
purposes, the idea of the modern city and its implementation and the chronology.
housing policies, as well as an analysis of some case studies.

The main function of the work is to demonstrate how and how housing policies have
influenced the architecture and housing production of the country and, through case
studies, to verify how these influences manifest themselves in housing architecture.

Keywords: Social Housing, Public Policy, Architecture.


Sumário
1. Introdução.................................................................................................................................... 6
3. OBJETIVOS ....................................................................................................................................... 9
3.1. OBJETIVO GERAL .......................................................................................................................... 9
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................................................................. 10
4. DESENVOLVIMENTO ...................................................................................................................... 10
4.1 MATERIAIS E MÉTODOS .............................................................................................................. 10
4.2 RESULTADOS E DISCUSSÕES........................................................................................................ 10
5. CONCLUSÃO .................................................................................................................................. 11
6

1. Introdução
O objetivo principal do trabalho é criar uma análise sobre as habitações
sociais, ou habitações econômicas, no Brasil. Dentro dessa temática geral, os objetos
de estudo serão as principais obras e os principais arquitetos envolvidos com o tema
e na relação da arquitetura com as políticas de habitações sociais.

Ao analisar de uma maneira geral, toda habitação deve cumprir um dever


social, ou seja, a habitação em si tem como função abrigar as pessoas e promover
relações sociais, culturais e de lazer em seu interior. A partir disso, as denominadas
habitações sociais partem do mesmo propósito, porém, são destinadas as pessoas
de baixa renda que não tem condições financeiras de comprar sua casa própria.

Ao longo de sua história, no Brasil as classes menos favorecidas nunca


tiveram uma maior atenção para solução de seus problemas e com a moradia não foi
diferente. Para Villaça (2001, p.226), “Um dos traços mais marcantes do processo de
urbanização que se manifestou no Brasil a partir do final do século XIX foi o rápido
crescimento das camadas populares urbanas”. No início do século, existiam cerca de
50 mil operários em São Paulo e a construção de habitações operárias salubres e
baratas era realizada pela indústria.

Já no final do século XIX, houve uma grande campanha de higienização


das principais cidades brasileiras. Esses movimentos feitos pelo governo se
relacionavam com os cortiços, que eram construções amontoadas alugadas para a
população de baixa renda. Esse tipo de habitação cresceu ainda mais após a abolição
da escravatura, onde os escravos foram libertados sem nenhum tipo de assistência
social e por não terem condições, acabaram por se estabelecer nesses lugares.

Neste contexto Villaça (1986) afirma que:

Para a classe dominante, evidentemente, era mais fácil conviver com as vilas
operárias do que com os cortiços. A única restrição feita pela legislação era
que as vilas não fossem construídas em locais nobre ou potencialmente
nobres. As intenções segregacionistas que visavam mantê-las afastadas dos
locais de interesse da burguesia ficam claras, por exemplo, no Código
Sanitário do Estado de São Paulo de 1894. Apesar das vilas serem
consideradas, na época modelos de “habitação higiênica”, esse Código
determinava que elas” ...seriam estabelecidas fora da aglomeração urbana”.
7

Nas décadas posteriores, as políticas urbanas adotadas visavam o


embelezamento das grandes cidades. Com isso os problemas relacionados a
habitação no país só foram piorando, com a segregação urbana das áreas centrais
das cidades e a retirada da população de baixa renda para as áreas periféricas das
cidades.

No governo Vargas (1930-1945) a situação passou a ser encarada de outra


maneira. Vendo que a iniciativa privada não seria capaz de solucionar o problema o
Estado vê como necessária sua intervenção. A questão habitacional passa a adquirir
papel de grande relevância no governo, sendo símbolo de valorização do trabalhador,
questão chave da promoção de Vargas a presidência.

Bonduki (2004) diz que:

Os objetivos dos governos desenvolvimentistas era estimular a criação de


uma solução habitacional de baixo custo na periferia, visto ser ela
conveniente para o modelo de capitalismo que se implantou no país a partir
de 1930, por manter baixos os custos de reprodução da força de trabalho e
viabilizar o investimento na industrialização do país.

É nessa época que surgem os Institutos de Aposentadoria e Pensão


(IAPS), para solucionar a questão habitacional da classe de trabalhadores ligados à
indústria e comercio. Os IAPS foram as primeiras instituições públicas que investiram
na questão habitacional, mas sua principal finalidade era proporcionar benefícios
previdenciários e assistência médica aos seus associados. Citando-se como principal
exemplo desse modelo de habitação social temos o Conjunto Pedregulho, no Rio de
Janeiro.

Sobre os conjuntos habitacionais dos IAPS, Bonduki (2004) acredita que:

O nascimento da habitação como uma questão social também, significou uma nova
proposta não apenas de arquitetura e urbanismo, mas também de produção, incorporando os
pressupostos do movimento moderno que propunham a edificação em série, com padronização e pré-
fabricação, como instrumentos para atender às grandes demandas existentes nas cidades
contemporâneas, marcadas pela presença do operariado.

A primeira mudança no conceito de habitação veio a partir de 1947, com a


criação do primeiro órgão nacional destinado exclusivamente a provisão de moradias
para a população de baixa renda. Como relata Bonduki (1998, p8):
8

A produção estatal de moradias para os trabalhadores representa o


reconhecimento oficial de que a questão habitacional não seria equacionada
apenas através do investimento privado, requerendo, necessariamente,
intervenção do poder público.

Surge então o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que foi criado pela
Lei 4380/64 que instituiu “a correção monetária e o Banco Nacional da Habitação
(BNH), que se torna o órgão central orientando e disciplinando a habitação no País”
(LEI 4380/64). Com isso, o BNH financiava os conjuntos habitacionais da época. Para
Villaça (1986, p. 26), “A criação do BNH ocorreu cinco meses apenas, após o golpe
de 64. É um típico produto da ditadura que então se instalou, dadas as características
econômicas, políticas e ideológicas de sua atuação”.

Com a instalação do BNH (Banco Nacional de Habitação) em 1964 ocorreu


um favorecimento na implantação de moradias de larga escala, porém esse sistema
burocrático promovia conjuntos distantes dos centros urbanos, e com soluções
uniformizadoras. Resultando em vazios urbanos, transformados em estoque de terra
para a especulação imobiliária. As respostas dadas pelo BNH geraram custos sociais
e de infraestrutura expressivos para as cidades ao decorrer do tempo. Bonduki (1998,
p8) mais uma vez afirma:

O período após os anos de 1995 caracterizaram-se pela crescente atuação


dos estados e municípios, mediante um processo de maior autonomia. A
questão habitacional tornou-se objeto de várias políticas públicas, assim
como novos conceitos de moradia digna e função social dos espaços. O
projeto entende o conceito de direito a moradia como elemento de grande
importância para o desenvolvimento do espaço urbano, enquanto elemento
imprescindível ao pleno desenvolvimento das cidades e de seus cidadãos.

Durante seu período de vigência, o BNH financiou cerca de 4,8 milhões de


habitações em torno de 25% das moradias construídas no país entre 1964 e 1986. As
habitações financiadas se destinaram a todas as faixas de renda, porém apenas 20%
dos financiamentos foram feitos pela população de baixa renda, o que mostra que
apesar das habitações estarem sendo produzidas, as políticas públicas não estavam
sendo direcionadas de fato para as pessoas que realmente necessitavam dessas
moradias.
9

Após a extinção do BNH, o Estado brasileiro se encontrava num verdadeiro


caos com relação as habitações sociais. Em 1995 ocorre a retomada nos
financiamentos de habitação e saneamento com base nos recursos do FGTS. Novos
referenciais como flexibilidade, descentralização e diversidade foram adotados,
rejeitando programas convencionais que tinham como base a construção de grandes
conjuntos habitacionais. O governo de Fernando Henrique Cardoso criou programas
como o Pró-Moradia, voltado a urbanização de áreas precárias e em 2001, o
Programa de Arrendamento Residencial para a produção de novas unidades para
arrendamento, utilizando recursos do FGTS e de origem fiscal. A partir de 2003, no
governo Lula, com a criação do Ministério das Cidades, a política habitacional
brasileira passou por um novo arranjo institucional. Seu principal foco de atuação é a
inclusão dos setores excluídos do direito à cidade, já que a habitação e o acesso aos
serviços básicos são fundamentais para a cidadania.

Em 2009, é lançado o programa Minha Casa, Minha Vida, cuja intenção era
construir um milhão de moradias. Pretendia-se com o programa promover o
crescimento econômico do país. Porém o programa recebeu diversas críticas devido
à sua forma de operação e por estar fora do Sistema/Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social, que promove o controle e participação social. Em 2011 o
programa foi atualizado, acontecendo agora em parceira com o Estado, Município,
empresas e entidades sem fins lucrativos.

No Brasil, onde o direito à moradia é assegurado pela constituição federal


de 1988 e a declaração universal dos direitos humanos de 1948, o assunto ainda é
pouco abordado. O presente trabalho será uma tentativa de analisar como a habitação
social surgiu e tem sido implantada no Brasil e de que forma o Estado contribui para
tal tema.

3. OBJETIVOS
3.1. OBJETIVO GERAL
Analisar como a produção de habitações sociais surgiram no Brasil e como
isso repercutiu na arquitetura e urbanismo dos conjuntos habitacionais promovidos
por políticas públicas de forma geral.
10

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Dentro desse objetivo, será feita uma análise pelos critérios de urbanidade,
lugar, qualidade espacial e se os conjuntos analisados conferem uma identidade as
comunidades que ali habitam, e como se comportaram desde sua concepção projetual
até os dias atuais, no atendimento as necessidades da população ali instaladas.

Os principais arquitetos envolvidos com o tema também serão analisados,


para se ter um melhor entendimento sobre suas ideologias e concepções.

4. DESENVOLVIMENTO
4.1 MATERIAIS E MÉTODOS
Para a elaboração desse trabalho foi feito um estudo periódico sendo
iniciado na década de 30 e vindo até os dias atuais, sobre os acontecimentos mais
significantes envolvendo a habitação social no Brasil, através de marcos políticos ou
econômicos que poderiam ter modificado o sistema de produção habitacional no país.

Para um melhor entendimento, definiu-se a partir dessa periodização, as


principais tipologias de cada época e procurou-se, em cada um dos contextos
analisados, os principais exemplos que identificariam de melhor maneira cada fase.

A partir disso, foi feita uma breve revisão bibliográfica, com o objetivo de
selecionar as principais documentações já existentes sobre políticas públicas,
especialmente as focadas em políticas habitacionais e a sua produção, usando como
referência documentos de leis e trabalhos similares sobre o assunto.

Por fim, todo esse levantamento será analisado de forma a não caracterizar
as produções arquitetônicas como boas ou ruins do ponto de vista do projeto em si,
mas de identificar se o tema da habitação social vem sendo trabalhado e discutido de
forma a ter uma evolução com o decorrer das décadas até o presente.

4.2 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para chegar ao objetivo principal deste artigo foi feita uma revisão
bibliográfica utilizando principalmente o livro de Bonduki, “Origens da Habitação Social
no Brasil” e leis públicas relacionadas a habitações sociais, como a lei nº 4380 de
11

1964. Essa análise foi feita esperando compreender como o Estado se comporta em
relação ao tema e se essa postura foi tendo uma evolução ao longo dos anos.

Iniciando a análise na época dos cortiços, mesmo com os graves


problemas sociais instaurados, a política habitacional era praticamente inexistente,
com uma preocupação mínima do governo de prover habitações para a população
mais necessitada. As relações de bem-estar social e condições mínimas de moradia
não eram relacionadas.

Hoje, o Estatuto da Cidade apresenta normas a respeito do cumprimento


das carências habitacionais, mas se visualizam Planos Diretores e práticas que não
contemplam as necessidades mínimas da moradia como os aspectos do saneamento
básico, da acessibilidade e mobilidade, da adaptabilidade sociocultural e ambiental,
entre outros.

Com isso, obtém-se como resultado principal que o Brasil, dentro do


período utilizado para análise desse trabalho, tem a sua produção habitacional de
interesse social vinculada aos seus momentos políticos. Desde o início da
industrialização brasileira, com os cortiços e vilas operárias, até aos atuais programas
habitacionais, a economia e principalmente as políticas influenciaram nas decisões
tomadas.

O resultado obtido está de acordo com o que é discutido por Bonduki


(2004), qual aborda o tema da habitação social, dando ênfase ao governo de Getúlio
Vargas. Podendo-se tirar como conclusão do livro o autor aborda o fato de que durante
o período de maior crescimento econômico brasileiro, as leis relacionadas as questões
de habitação social tiveram seu maior desenvolvimento, que passam desde as leis de
inquilinato até a criação do BNH e de suas filiais.

5. CONCLUSÃO

O contexto relacionado a questão da habitação social no Brasil sempre


esteve dependente das políticas públicas voltadas para o tema. Ainda no início da
industrialização brasileira, suas necessidades eram totalmente ignoradas pelo poder
público o que acabou influenciando até mesmo nas faveladas que são tão presentes
atualmente.
12

A partir dos anos 30, entretanto, tal preocupação vem à tona, em função
da necessidade de um governo mais populista, em virtude das novas
concepções mundiais, em função das guerras mundiais e das preocupações com
diretrizes arquitetônicas e urbanísticas. Através do Regime Militar, nota-se a
necessidade urgente de criar um sistema habitacional. O capital financeiro começa a
girar de forma intensa e a política do BNH entende que a possibilidade de gerar
emprego e renda com
a construção em massa de grandes conjuntos habitacionais, mais similares a grandes
bairros do que conjuntos, poderia gerar, além da urbanização de
áreas mais afastadas, em função da brecha de investimento em infraestrutura,
reconhecimento da população pobre em resolver suas demandas.

Hoje, o panorama sofreu algumas alterações, como a criação do


Estatuto das Cidades que apresenta normas a respeito do cumprimento das carências
habitacionais, porém, tais exigências não são aplicadas de fato, mantendo o atual
cenário muito distante do que seria o ideal.

Fazendo uma breve análise dos principais exemplos de conjuntos de


habitações sociais, os IAPs podem ser considerados bons exemplos, pois além de
fornecer moradia, se preocuparam em incorporar os ideais modernistas, onde além
de residências, forneciam espaços comunitários, de lazer e serviço. Além disso, esses
conjuntos se destacam pela inserção em áreas já consolidadas e não em áreas
periféricas, como se vê nos exemplos posteriores.

Já com o BNH, os problemas com moradias já eram bastante graves no


país, e para resolver de forma rápida esse problema a sua atuação foi feita sem uma
preocupação urbanística e arquitetônica que era de fato necessária. Algo que se
assemelha bastante ao programa Minha Casa, Minha Vida, onde milhões de unidades
foram construídas sem se preocupar com a questão do usuário em si e de sua relação
com essas edificações.

Diante disso, percebe-se que moradias populares não devem ser


realizadas sem a devida adequação dos moradores ao seu espaço de vida. No atual
contexto, a forma como as relações sociais e as relações dos usuários com suas
moradias são pensadas só tendem a favorecer agentes imobiliários que se aliam a
13

políticos que buscam realizar essas obras com o mínimo de qualidade possível
visando apenas benefício próprio.

A problemática para resolver a situação gira em torno de mudanças


relacionadas aos modos de produção que criam relações desiguais e contraditórias
na sociedade. Para tal, programas governamentais e políticas públicas que se
atentem de fato para os problemas sociais e não só para a moradia de fato são
necessárias. Espaços que reflitam os seus usuários, que criem relações comunitárias
ao invés da padronização que ocorre atualmente seria uma das soluções essenciais
para tal problemática.
14

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bonduki, N. Origens Da Habitação Social No Brasil: Arquitetura Moderna, Lei do


Inquilinato e Difusão da Casa Própria. 7º Edição. São Paulo. Estação Liberdade, 2004.
JUBÉ, L. HABITAÇÃO SOCIAL: O papel do arquiteto e urbanista na nova agenda
urbana. 2016. Disponível em: < https://www.caubr.gov.br/habitacao-social-o-papel-
do-arquiteto-e-urbanista-na-nova-agenda-urbana/>. Acesso em: 10 de setembro de
2019.
ABREU, G. M.; METELLO, H. S.; YUBA, A. N. Habitação de interesse social no
Brasil: Caracterização da produção acadêmica dos programas de pós-graduação de
2006 a 2010. 2015. Disponível em: <
https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/15.178/5495 >. Acesso em 10
de setembro de 2019.
VILLAÇA, Flávio. O que todo cidadão precisa saber
sobre habitação. São Paulo: Global, 1986.
RUBIN, Graziela Rossatto; BOLFE, Sandra Ana. O desenvolvimento da habitação
social no Brasil. Ciência e Natura, v. 36, n. 2, p. 201-2013, 2014.
BRASIL. Lei nº 4380, de 21 de agosto de 1964. Institui a correção monetária nos
contratos imobiliários de interesse social, o sistema financeiro para aquisição da casa
própria, cria o Banco Nacional da Habitação (BNH), e sociedades de crédito
imobiliário, as Letras Imobiliárias, o Serviço Federal de Habitação e Urbanismo e dá
outras providências.