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JOSÉ AUGUSTO ARRUDA GAYER

ANDRÉ VOLPATO
FRANCISCO ALENCAR JUNIOR

xDSL

CURITIBA
2006
JOSÉ AUGUSTO ARRUDA GAYER
ANDRÉ VOLPATO
FRANCISCO ALENCAR JUNIOR

xDSL

Trabalho realizado a disciplina


de Redes.
Sistemas de Informações 3 º
Ano - FESP

Pofessor: Airton Kuada

CURITIBA
2006
INDICE

INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 4
A ESTRADA DA INFORMAÇÃO VIA PAR-TRANÇADO ........................................ 6
CAPACIDADES ............................................................................................................. 7
TECNOLOGIA................................................................................................................ 8
PADRÕES E ASSOCIAÇÕES..................................................................................... 9
NA RESIDÊNCIA ......................................................................................................... 11
NA CENTRAL TELEFÔNICA..................................................................................... 11
A PERSPECTIVA PARA O PROVEDOR DE SERVIÇO ...................................... 12
A PERSPECTIVA PARA O USUÁRIO FINAL ........................................................ 14
FAMÍLIA XDSL ............................................................................................................. 16
PPP Point-to-Point Protocol ....................................................................................... 19
ENCAPSULAMENTO ................................................................................................. 19
LINK CONTROL PROTOCOL - LCP........................................................................ 20
NETWORK CONTROL PROTOCOL - NCP ........................................................... 20
PPPoE - POINT TO POINT PROTOCOL OVER ETHERNET............................. 21
PPPoA - POINT TO POINT PROTOCOLO OVER ATM....................................... 21
ATM - ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE ...................................................... 21
VPI e VCI....................................................................................................................... 23
AUTENTICAÇÃO......................................................................................................... 23
PAP ................................................................................................................................ 23
SPAP ............................................................................................................................. 25
CHAP ............................................................................................................................. 25
MS-CHAP v1 ................................................................................................................ 27
MS-CHAP v2 ................................................................................................................ 28
ANEXOS ....................................................................................................................... 30
Diagrama de Fases do PPP....................................................................................... 31
FAQ ................................................................................................................................ 33
CONCLUSÃO............................................................................................................... 36
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................ 37
INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta a tecnologia xDSL, Digital Subscriber Line


(Linha de Assinante Digital), onde aborda suas capacidades, formas, conceitos
de funcionamento.
Também é contemplado os procotolos utilizados sobre a tecnologia o
PPP, Autenticação, ATM, Ethernet.
INTRODUÇÃO AO PADRÃO XDSL

As abreviaturas de todos os tipos de padrões DSL vieram da empresa


Bellcore Corp., gerando uma certa confusão quando estamos falando de cada
uma das tecnologias que envolvem linhas e modems. Quando nos referimos à
esta tecnologia estamos citando os modems instalados nas pontas e não a
linha em si. Entendemos então que um par de modems aplicados a uma linha
comum de voz cria um DSL, então quando um assinante adquire xDSL (ADSL,
HDSL, etc...), está comprando/alugando um modem ou par de modems que
está totalmente aparte das linhas que ele já possue. Temos que tomar cuidado,
então, quando falamos sobre esta nova tecnologia, principalmente ao que diz
respeito custos envolvidos. O DSL é um modem, uma linha requer dois, o que
o torna ainda um pouco caro para usuários comums.

O própria tecnologia xDSL é originalmente usada para modems ISDN. O


ISDN transmite dados em ambas as direções simultaneamente (fullduplex) a
160 kbps em cima dos fios de cobre de até 18,000 pés. O multiplexing e
demultiplexing destes dados ocorre em dois canais de 64kbps de transmissão,
mais um canal de controle de 16 kbps, e ainda ocorre um pequeno overhead
causado pelos equipamentos que transmitem os dados. Pelos padrões
modernos xDSL não sofre nenhum tipo de retransmissão por erros, mas sua
implementação padrão ANSI T1.601 ou ITU I.431 emprega cancelamento de
ecos para separar o sinal transmitido do sinal recebido em ambas as
terminações o que tornou bastante popular na época em que foi lançado o
produto.

Os modems xDSL usam bandwidth do par-trançado de 0kHz para


aproximadamente 80 kHz (alguns sistemas europeus usam 120 kHz de
bandwidth.) impedindo, assim, o uso da tecnologia xDSL em apenas uma
POTS (Plain Old Telephony Services ou o sistema de telefonia comum).
Entretanto, modems xDSL estão sendo usados hoje para aplicações
denominadas "pair gain" nas quais os modems xDSL convertem uma única
linha POTS em duas, permitindo a instalação elétrica em dois fios. A
companhia telefônica apenas instala as funções análoga/digital no par de fios
ligado ao modem do cliente e assim temos duas em um.

A ESTRADA DA INFORMAÇÃO VIA PAR-TRANÇADO

A Linha Digital Assimétrica de Assinante (ADSL - Asymetric Digital


Subscriber Line) é uma nova tecnologia baseada em modems que convertem
linhas de telefones de par-trançado comuns existentes em caminhos de acesso
para multimídia e comunicações de dados de alta velocidade. ADSL permite
transmissões de mais de 6Mbps (chegando ao máximo, hoje, de 9Mbps) de
download para um assinante, e chegando à 640kbps (máximo de 1 Mbps) para
upload. Tais taxas ampliam a capacidade de acesso existente para um fator de
50 ou mais sem a utilização de cabeamento público novo.

ADSL pode transformar a cadeia de informação pública já existente que


é limitada a voz, texto e gráficos de baixa resolução para um sistema poderoso,
onipresente capaz de trazer multimídia, incluindo vídeo em full-motion como,
por exemplo, video-conferência, para a casa de todos.

ADSL representará um papel crucial nos próximos anos como uma


revolução de entrada em novos mercados por parte das companhias
telefônicas aonde a entrega de informação em vídeo e formatos multimídia será
o novo "boom" em prestação de serviços de comunicação de dados para
usuário comuns. Um novo cabeamento levaria décadas para atingir todos os
assinantes mas o sucesso destes serviços novos dependerá do alcance de
todos os assinantes quanto possível durante os primeiros anos de sua
implementação sem a troca do cabeamento já existente. Trazendo filmes,
televisão, catálogos vídeos, CD-ROMs remotos, LANs incorporadas, e a
Internet em casas e negócios pequenos, ADSL fará estes os mercados de
comunicação de dados viáveis e lucrativos, para companhias de telefone e
provedores de aplicação semelhante.
CAPACIDADES

Na prática, um circuito ADSL conecta um modem ADSL em cada ponta


de uma linha de telefone de par-trançado comum e cria três canais lógicos de
alta velocidade para download, um canal duplex de média velocidade
(dependendo do implementação da arquitetura de ADSL na companhia
telefônica), e uma POTS (Plain Old Telephony Services ou linha de voz comum
utilizada hoje pelas companhias telefônicas). O canal de POTS é dividido do
modem digital por filtros, garantindo canal de voz ininterruptos, até mesmo se
houver falhas com o ADSL. As faixas de capacidade do canal de alta
velocidade podem ir de 256Kbps a 6.1 Mbps, enquanto a faixa de capacidade
das taxas dúplex vão de 16Kbps a 640 kbps. Cada canal pode ser
submultiplexado para formar canais de múltiplas taxas mais baixos
dependendo do sistema utilizado.

Os modems ADSL provêem dados de acordo com os padrões norte-


americanos e europeus de hierarquias digitais e pode ser comprado com vários
alcances de velocidade e capacidades. A configuração mínima provê 256Kbps
para download e um canal duplex de 16Kbps. Outros provedores oferecem
taxas de 6.1 Mbps de download e 256Kbps para upload. Produtos com taxas
acima dos 8Mbps de download e 640kpbs de upload já existem. Os modems
ADSL acomodarão transporte de redes ATM com taxas variáveis e
compensação de overhead gerados nestas redes, bem como redes baseadas
nos protocolos IP.

A taxa de passagem dos dados depende de vários fatores, tais como o


comprimento da linha de cobre, diâmetro, presença de derivações, e
interferência de outros pares. A atenuação da linha aumenta com o
comprimento e a freqüência, e diminui com aumento do diâmetro do fio.
Ignorando as derivações, o ADSL terá a seguinte performance:
Taxa Medida do Fio Distância Diâmetro Distância

1.5/2.0 Mbps 24 AWG 18.000 pés 0.5 mm 5.5 Km

1.5/2.0 Mbps 26 AWG 5.000 pés 0.4 mm 4.6 Km

6.1 Mbps 24 AWG 12.000 pés 0.5 mm 3.7 Km

6.1 Mbps 26 AWG 9.000 pés 0.4 mm 2.7 Km

Enquanto a medida varia conforme a empresa, estas capacidades


podem cobrir até 95% da planta dependendo da taxa de dados desejada. Os
clientes além destas distâncias podem ser atendidos com um sistema digital
baseado em fibras óticas. Enquanto estes sistemas de cabeamento ficam
comercialmente disponíveis, as companhias de telefone podem oferecer
acesso virtualmente presente em um tempo relativamente pequeno.

Muitas aplicações previstas para o ADSL envolvem vídeo comprimido


digital. Com um sinal em tempo real, o vídeo digital não pode ter o nivel de erro
comumente encontrado em sistemas de comunicações de dados. O modem
ADSL incorpora um sistema de correção que dramaticamente reduz os erros
causados por ruídos elétricos, além dos presentes nos pares trançados.

TECNOLOGIA

O ADSL depende de um processo digital avançado de sinal e algoritmos


criativos para comprimir a informação para linhas de telefone com pares-
trançados. Além disso, foram necessários muitos avanços em transformadores,
filtros analógicos, e conversores de A/D. As linhas de telefone longas podem
atenuar sinais a um megahertz (a extremidade inferior da faixa usada pelo
ADSL) por 90 dB, forçando as seções analógicas do modem ADSL a trabalhar
muito para atingir faixas largas e dinâmicas, canais separados, e manter baixas
figuras de ruído.
No lado de fora, o ADSL parece um simples duto de dados síncrono
transparente com várias taxas de dados em cima de linhas de telefone comuns.
No lado de dentro, onde todos os amplificadores trabalham, há um milagre da
tecnologia moderna.

Ao criar canais múltiplos, os modems ADSL dividem a largura de banda


disponível de uma linha telefônica em uma das suas duas formas: Multiplexing
por Divisão de Frequência (FDM) ou Cancelamento de Eco. O FDM determina
uma faixa inferior de dados e outra faixa superior. A inferior é dividida então
através de multiplexação por divisão de tempo em um ou mais canais de alta
velocidade ou em um ou mais canais de baixa velocidade. A faixa superior está
também multiplexada em canais correspondentes de baixa velocidade. O
cancelamento de eco sobrepõe a faixa superior na inferior, e separa os dois por
meio de cancelamento de eco local, uma técnica conhecida em modems V.32 e
V.34. Em ambas as técnicas, o ADSL divide uma faixa de 4 kHz da linha
comum até o final da banda.

Um modem de ADSL organiza o fluxo de dados agregado, criado por


multiplexação de canais, canais duplex, e manutenção de canais agregados
em blocos, prendendo um código de correção de erro a cada bloco. Os
receptores, então, corrigem erros que acontecem durante a transmissão até os
limites indicados pelo código e extensão do bloco. A unidade pode, por opção
do usuário, criar também superblocos de dados intercalando páginas em
branco dentro dos subblocos; isto permite ao receptor corrigir qualquer
combinação de erros dentro de um pedaço específico de bits. Isto permite a
transmissão efetiva de dados e vídeo com sinais semelhantes.

PADRÕES E ASSOCIAÇÕES

O American National Standart Institute (ANSI), trabalhando no grupo


T1E1.4, aprovou recentemente um padrão de ADSL a taxas de até 6.1 Mbps
(ANSI Padrão T1.413). O European Technical Standart Institute (ETSI)
contribuiu com um anexo a T1.413 refletindo as exigências européias. T1.413
incorpora uma única interface terminal. A Edição II ampliará o padrão para
incluir uma interface de multiplexação nos terminais, protocolos para
configuração e administração de cadeia, entre outras melhorias.

O ATM Forum e DAVIC, ambos reconheceram o ADSL como um


protocolo de transmissão de camada física para pares trançados sem
blindagem.

O ADSL Forum foi formado em dezembro de 1994 para promover o


conceito de ADSL e facilitar o desenvolvimento de arquiteturas de sistema
ADSL, protocolos, e interfaces para as principais aplicações ADSL. O Forum
tem aproximadamente 300 membros que representam os provedores de
serviço, fabricantes de equipamento, e companhias de semicondutores de todo
o mundo.

Foram testados, com êxito, modems ADSL em mais de 100 companhias


de telefone nos EUAs, operadoras de telecomunicações, e milhares de linhas
foram instaladas com tecnologias variadas na América Norte, Europa e Ásia.
Algumas companhias telefônicas planejam diversas alternativas de mercado
que usam o ADSL, principalmente porque têm acesso a dados, mas também
incluindo aplicações em vídeo compras on-line, jogos interativos, e
programação educacional.

As companhias de semicondutores introduziram transceptores de


chipsets que já estão sendo usados como alternativa de mercado para os
modems. Estes chipsets combinam os componentes comuns, processadores
digitais programáveis e costumização da ASICS. O investimento efetuado pelas
companhias de semicondutores aumentou a funcionalidade, reduziram custos,
baixou o consumo de energia, possibilitando o desenvolvimento em massa de
serviços baseados em ADSL.
NA RESIDÊNCIA

O modem ADSL de seu computador conecta a uma linha de telefone


analógica padrão.

Voz e Dados: Um modem ADSL tem um chip chamado "POTS Splitter"


que divide a linha telefônica existente em duas partes: um para voz e um para
dados. Voz viaja nos primeiros 4kHz de freqüência. As freqüências mais altas
(até 2MHz, dependendo das condições da linha, densidade do arame e
distância) é usado para tráfego de dados.

Dividida Novamente: Outro chip no modem, chamado "Channel


Separator", divide o canal de dados em duas partes: um maior para download e
um menor para o upload de dados.

NA CENTRAL TELEFÔNICA

Pelo Fio: Na outra ponta do fio (18,000 pés de distância no máximo)


existe outro modem ADSL localizado na central da companhia telefônica. Este
modem também tem um "POTS Splitter" que separa os chamados de voz e de
dados.

Chamadas de Telefone: Chamadas de voz são roteadas para a rede de


comutação de circuitos da companhia telefônica (PSTN – Public Switched
Telephone Network) e procede pelo seu caminho como de costume.

Pedidos de Dados: Dados que vem de seu PC passam do modem ADSL


ao multiplexador de acesso à linha de assinante digital (DSLAM – Digital
Subscriber Line Access Multiplexer). O DSLAM une muitas linhas de ADSL em
uma única linha ATM (Asynchronous Transfer Mode) de alta velocidade que
fica conectada a Internet por linhas com velocidades acima de 1Gbps.
De Volta para Você: Os dados requeridos anteriormente retornam da
Internet e são roteados de volta através do DSLAM e o modem ADSL da
central da companhia telefônica chegando novamente ao seu PC.

A PERSPECTIVA PARA O PROVEDOR DE SERVIÇO

1. O DSL permite que as companhias de telefone usem quase 750 milhões dos
fios de cobre existente no mundo para disponibilizar alta velocidade para
acesso remoto à Internet, redes corporativas e serviços on-line em cima de
linhas de telefone comuns. Essencialmente, o xDSL provê os meios para
entregar a próxima geração de serviços de banda de difusão em cima de redes
de telecomunicações existentes habilitando de tempo em tempo atualizações e
vantagens de mercado.

2. O DSL habilita novas aplicações em real-time, multimídia interativo com


qualidade na transmissão de vídeo. Tais aplicações incluem computação
interativa, vídeo conferência, aprendizado a distância que requerem grande
quantidade de banda disponível.

3. A indústria convergiu para uma série de extensos padrões que habilitam


interoperabilidade e estão direcionando o DSL para o mercado de massa.

4. O DSL autoriza os provedores de serviço a prover uma taxa contínua


garantida ou alternativamente uma taxa de serviço semelhante e adaptável a
modems analógicos. Com ADSL, os usuários podem obter velocidades:

300 vezes mais rapidas que um modem 28.8Kbps


100 vezes mais rapidas um modem 56Kbps
70 vezes mais rapidas um modem 128Kpbs
Opções simétricas garantem de forma contínua ou alternada uma taxa de
serviço com velocidades de até 2Mbps em cada direção. Colocando vários
modems simétricos juntos podem atingir velocidades ainda maiores.
5. No mundo, tanto no uso residencial como no comercial, já ocorre tráfego
DSL sem a necessidade do uso de linhas sobressalentes utilizando cabos de
telefone já instalados. O ADSL proporciona para os provedores de serviço a
capacidade de usar uma linha para trafegar dados, mantendo o serviço de
telefonia, alavancando assim a infra-estrutura existente. Outras formas de DSL
- como SDSL e SHDSL - permite múltipla derivação de canais de voz em cima
de um único vínculo de DSL.

6. O DSL proporciona para as companhias de telefone a capacidade de


oferecer um canal privado e segurança de comunicações entre o consumidor e
o provedor de serviço:

Os dados trafegam na própria linha dos clientes, ao contrário dos cabos de


telefone e serviços de modem onde a linha é compartilhada com outros.
Por ser uma linha dedicada ao cliente, as velocidades de transmissão não são
afetadas por outros usuários que estão conectados.

7. O DSL está sempre ativo e conectado, como um telefone comum. Não há


nenhum tempo desperdiçado discando o serviço várias vezes por dia
esperando ser conectado, o DSL está pronto para uso sempre que seu cliente
necessitar.

8. Todo provedor de serviço principal realizou testes provando a qualidade da


tecnologia. Hoje, os provedores de serviço estão utilizando o DSL
mundialmente. Em defesa deste mercado, um número grande de vendedores
dos principais equipamentos estão despejando produtos de terceira e quarta
geração, que oferecem melhor desempenho com baixo custo.

9. As redes baseadas em DSL são adequadas para o tráfego IP e ATM,


provando assim, a futura tecnologia DSL como opção para as décadas que
estão por vir.

10. O DSL provê o portal de comunicação para a próxima geração de


tecnologias de rede sem infra-estrutura nova somada e sem reinvestimentos.
A PERSPECTIVA PARA O USUÁRIO FINAL

DSL significa Digital Subscriber Line (Linha de Assinante Digital) - uma


tecnologia que transforma linhas telefônicas comuns e antigas em um canal de
alta velocidade para dados, informação, entretenimento e muito mais. Existem
alguns tipos diferentes de DSL mas basicamente a diferença é:

DSL assimétrico (ADSL) que é otimizado para navegar na rede proporcionando


ao cliente mais largura de banda, dando forma à rede.

DSL simétrico (SDSL)que é projetado para apoiar aplicações como Web


hosting, computação interativa e acesso à Internet.

Alguns tipos de DSL ainda lhe permitem usar seu telefone ao mesmo
tempo para conversações normais enquanto efetua a transmissão de dados.
Isso proporciona uma enorme vantagem tanto em casa como no trabalho,
otimizando o seu tempo.

O DSL provê um acesso remoto de alta velocidade à Internet, redes


corporativas, e serviços on-lines em cima de linhas de telefone comuns.

Hoje uma ampla variedade de velocidades de serviço e opções de


centenas de provedores a nível mundial. O DSL habilita o uso em real-time de
multimídia interativa e transmissão de vídeo com qualidade superior ao
utilizado hoje para novos serviços como transmissão de canais de TV pela
Internet, vídeo-conferência, e até aprendizagem a distância através de
vídeo/áudio/texto.

Muitas opções de DSL lhe dão a facilidade para ter ao mesmo tempo
serviços de voz e dados em uso simultâneos através de uma única linha
telefônica. Tanto estabelecimentos residenciais e comerciais, em todo mundo
já estão sofrendo a escassez de linhas livres em cabos de telefone instalados,
duplicando deste modo sua capacidade em um benefício real. O DSL provê um
canal privado e seguro de comunicações, entre você e o provedor de serviço.
Seus dados viajam através de sua própria linha telefônica, diferente dos cabos
de telefone e serviços de modem onde a linha é compartilhada com outros.

Porque é sua própria linha dedicada, as velocidades de transmissão não


são afetadas por outros usuários que estarão on-line. Com as conexões via
"cable modem", as velocidades de transmissão caem sensivelmente a medida
que mais usuários estão on-line.

O DSL funciona permanentemente assim como o seu telefone. Isto


significa que não há nenhum tempo desperdiçado discando para o provedor,
tentando acessar o serviço várias vezes ao dia esperando para ser conectado -
O DSL está sempre pronto para uso.
FAMÍLIA XDSL

Data Rate
DSL Distance
Description Downstream; Application
Type Limit
Upstream

Similar to the
18,000
ISDN Digital ISDN BRI
feet on 24
IDSL Subscriber 128 Kbps service but data
gauge
Line only (no voice on
wire
the same line)

Splitterless
18,000
Consumer 1 Mbps home and small
feet on 24
CDSL DSL downstream; less business
gauge
from Rockwell upstream service; similar
wire
to DSL Lite

The standard
From 1.544
DSL ADSL; sacrifices
Mbps to 6 Mbps 18,000
Lite "Splitterless" speed for not
downstream, feet on 24
(same DSL without having to install
depending on the gauge
as the "truck roll" a splitter at the
subscribed wire
G.Lite) user's home or
service
business

The standard
From 1.544 ADSL; sacrifices
G.Lite 18,000
"Splitterless" Mbps to 6 Mbps , speed for not
(same feet on 24
DSL without depending on the having to install
as DSL gauge
the "truck roll" subscribed a splitter at the
Lite) wire
service user's home or
business
T1/E1 service
1.544 Mbps between server
High bit-rate duplex on two 12,000 and phone
Digital twisted-pair lines; feet on 24 company or
HDSL
Subscriber 2.048 Mbps gauge within a
Line duplex on three wire company;
twisted-pair lines WAN, LAN,
server access

1.544 Mbps
duplex (U.S. and
Same as for
Canada); 2.048 12,000
HDSL but
Symmetric Mbps (Europe) feet on 24
SDSL requiring only
DSL on a single gauge
one line of
duplex line wire
twisted-pair
downstream and
upstream

1.544
Mbps at
18,000
feet;
2.048
Used for Internet
1.544 to 6.1 Mbps at
Asymmetric and Web
Mbps 16,000
Digital access, motion
ADSL downstream; feet;
Subscriber video, video on
16 to 640 Kbps 6.312
Line demand, remote
upstream Mpbs at
LAN access
12,000
feet;
8.448
Mbps at
9,000 feet
Adapted to the
line, 640 Kbps to
Rate-Adaptive
2.2 Mbps Not
RADSL DSL from Similar to ADSL
downstream; 272 provided
Westell
Kbps to 1.088
Mbps upstream

Unidirectional
DSL proposed
UDSL Not known Not known Similar to HDSL
by a company
in Europe

4,500 feet
12.9 to 52.8
at 12.96
Mbps
Mbps;
Very high downstream;
3,000 feet ATM networks;
Digital 1.5 to 2.3 Mbps
VDSL at 25.82 Fiber to the
Subscriber upstream;
Mbps; Neighborhood
Line 1.6 Mbps to 2.3
1,000 feet
Mbps
at 51.84
downstream
Mbps
PPP Point-to-Point Protocol

PPP (Point-to-Point Protocol) é um protocolo para transmissão de


pacotes através de linhas seriais. O protocolo PPP suporta linhas síncronas e
assíncronas. Normalmente ele tem sido utilizado para a transmissão de
pacotes IP na Internet.

O Point-to-Point Protocol é projetado para transportar pacotes através de


uma conexão entre dois pontos. A conexão entre os pontos deve prover
operação full-duplex sendo assumido que os pacotes são entregues em ordem.
Estas características são desejadas para que o PPP proporcione uma solução
comum para a conexão de uma grande variedade de Hosts, Bridges e Routers.

O PPP é composto basicamente de três partes, sendo que a interação


entre elas obedece a um diagrama de fases, Encapsulamento de datagramas,
Link Control Protocol( LCP ), Network Control Protocols( NCPs ).

ENCAPSULAMENTO

O encapsulamento do PPP provê multiplexação de diferentes protocolos


da camada de rede simultaneamente através do mesmo link. Este
encapsulamento foi cuidadosamente projetado para manter compatibilidade
com os suportes de hardware mais comumente utilizados.

Somente 8 octetos adicionais são necessários para formar o


encapsulamento do PPP se o compararmos ao encapsulamento padrão do
frame HDLC. Em ocasiões em que a largura de banda é crítica o
encapsulamento e o frame podem ser encurtados para 2 ou 4 octetos.
Para suportar implementações de alta velocidade, o encapsulamento
padrão usa somente campos simples, desta forma o exame do campo para a
demultiplexação se torna mais rápida.

LINK CONTROL PROTOCOL - LCP

Para ser suficientemente versátil e portável para uma grande variedade


de ambientes, o PPP provê um Link Control Protocol.

O Link Control Protocol é usado para automaticamente concordar sobre


as opções de formato de encapsulamento, lidar com variações nos limites de
tamanho dos pacotes, detectar loops infinitos, detectar erros de configuração,
iniciar e terminar a conexão.

Opcionalmente o LCP pode prover facilidades de autenticação de


identificação e determinação de quando o link está funcionando
apropriadamente ou quando está falhando.

NETWORK CONTROL PROTOCOL - NCP

O NCP é composto por uma família de protocolos de rede. Ele


estabelece e configura os diferentes protocolos na camada de rede que serão
utilizados pelo PPP.

Links ponto-a-ponto tendem a agravar alguns problemas comuns a


diversas famílias de protocolos de rede. Por exemplo, atribuição e
gerenciamento de endereços IP é especialmente difícil sobre circuitos
comutados com links ponto-a-ponto. Estes problemas são tratados pela família
de Network Control Protocols( NCPs ), onde é necessário um gerenciamento
específico para cada problema.
PPPoE - POINT TO POINT PROTOCOL OVER ETHERNET

O protocolo PPPoE é relativamente novo, mas basicamente sua função


é encapsular pacotes PPP em quadros Ethernet que serão desencapsulados
pelo agregador.

O protocolo PPPoE possui dois estágios: sessão e descobrimento. Os


pacotes PPP de sessão são encapsulados dentro do quadro ethernet com o
Ethertype igual a 0x 88 64. Já o Ethertype (0x 88 63) é usado durante o
estágio de descobrimento, onde o cliente PPPoE do usuário tenta identificar o
dispositivo que terminará a sessão PPPoE.

PPPoA - POINT TO POINT PROTOCOLO OVER ATM

O protocolo PPPoA ,sua função é encapsular pacotes PPP em quadros


ATM que serão desencapsulados pelo agregador.

ATM - ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE

A tecnologia ATM utiliza a multiplexação e comutação de pacotes para


prover um serviço de transferência de dados orientado a conexão, em modo
assíncrono, para atender as necessidades de diversos tipos de aplicações de
dados, voz, áudio e vídeo.

Diferentemente dos protocolos X.25 e Frame Relay, entre outros, o ATM


utiliza um pacote de tamanho fixo denominado célula (cell). Uma célula possui
53 bytes, sendo 48 para a informação útil e 5 para o cabeçalho. Cada célula
ATM enviada para a rede contém uma informação de endereçamento que
estabelece uma conexão virtual entre origem e destino. Este procedimento
permite ao protocolo implementar as características de multiplexação
estatística e de compartilhamento de portas.
Na tecnologia ATM as conexões de rede são de 2 tipos: UNI (User-
Network Interface), que é a conexão entre equipamentos de acesso ou de
usuário e equipamentos de rede, e NNI (Network Node Interface), que é a
conexão entre equipamentos de rede. No primeiro caso, informações de tipo de
serviço são relevantes para a forma como estes serão tratados pela rede, e
referem-se a conexões entre usuários finais. No segundo caso, o controle de
tráfego é função única e exclusiva das conexões virtuais configuradas entre os
equipamentos de rede.

O protocolo ATM foi concebido através de uma estrutura em camadas, porém


sem a pretensão de atender ao modelo OSI. A figura abaixo apresenta sua
estrutura e compara com o modelo OSI. (fig OSI 1)

No modelo ATM todas as camadas possuem funcionalidades de controle e de


usuário (serviços), conforme apresentado na figura. A descrição de cada
camada e apresentada a seguir:

• Física: provê os meios para transmitir as células ATM. A sub-camada TC


(Transmission Convergence) mapeia as células ATM no formato dos
frames da rede de transmissão (SDH, SONET, PDH, etc.). A sub-
camada PM (Physical Medium) temporiza os bits do frame de acordo
com o relógio de transmissão.
• ATM: é responsável pela construção, processamento e transmissão das
células, e pelo processamento das conexões virtuais. Esta camada
também processa os diferentes tipos e classes de serviços e controla o
tráfego da rede. Nos equipamentos de rede esta camada trata todo o
tráfego de entrada e saída, minimizando o processamento e
aumentando a eficiência do protocolo sem necessitar de outras camadas
superiores.
• AAL: é responsável pelo fornecimento de serviços para a camada de
aplicação superior. A sub-camada CS (Convergence Sublayer) converte
e prepara a informação de usuário para o ATM, de acordo com o tipo de
serviço, além de controlar as conexões virtuais. A sub-camada SAR
(Segmentation and Reassembly) fragmenta a informação para ser
encapsulada na célula ATM. A camada AAL implementa ainda os
respectivos mecanismos de controle, sinalização e qualidade de serviço.

VPI e VCI

Na cabeceira de uma célula ATM, um VPI (Virtual Path Identifier)


identifica uma união formada entre um virtual path (rota virtual) e um VCI
(Virtual Channel Identifier), o qual identifica um canal com essa rota. VPI - VCI
correspondem a pontos terminais em um switch ATM.Esta informação deve ser
proporcionada pela companhia telefônica.

AUTENTICAÇÃO

A autenticação é um dos pontos forte na segurança de qualquer sistema,


pois sua finalidade é atravessar os mecanismos de segurança para autenticar o
usuário, autorizando ou não a sua conexão.

A autenticação PPP é realizada por um processo na segunda fase da


conexão. Durante a primeira fase, ambos - servidor e cliente concordam em
utilizar um único e específico canal de comunicação chamado Protocolo PPP
(Point to Point Protocol - Protocolo de ponto a ponto).

A família Windows suporta os seguintes protocolos de autenticação


remota PPP: Password Authentication Protocol (PAP), Shiva Password
Authentication Protocol (SPAP), Challenge Handshake Authentication Protocol
(CHAP) e Microsoft Challenge Handshake Authentication Protocol (MS-CHAP)
versões 1 e 2. Esses protocolos de autenticação visam prover, mas não
garantem totalmente, proteção contra ataques de retomada, personificação de
cliente remoto e do servidor de acesso remoto.

PAP

O Password Authentication Protocol (PAP) é um protocolo de autenticação de


texto em formato simples. O nome do usuário e senha são esperados pelo
servidor de acesso remoto e são enviados pelo cliente remoto em texto de
formato simples. Porém, o protocolo PAP não é um protocolo de autenticação
seguro. Um usuário remoto que capture pacotes de um segmento de rede
aonde esta acontecendo uma conexão autenticada por esse protocolo, vai
obter de maneira fácil e rápida o usuário e senha entre essa autenticação. Ele
também não oferece nenhuma proteção contra ataques de retomada,
personificação de cliente ou do servidor de autenticação.

O uso do protocolo PAP é negociado durante a negociação do protocolo


LCP (Link Control Protocol). Uma vez que a negociação do protocolo LCP
esteja estabelecida, mensagens do protocolo PAP vão usar o ID 0xC0-23 do
protocolo PPP.

O PAP é um protocolo de troca de mensagens simples:

- o cliente de acesso remoto envia uma mensagem de pedido de autenticação


PAP ao servidor de acesso remoto contendo o nome de usuário e senha do
cliente em texto de formato simples;

- o servidor de acesso remoto então confere o nome de usuário e senha do


cliente e envia de volta uma mensagem PAP Authenticate-Ack quando as
credenciais do usuário estiverem corretas ou uma mensagem PAP
Authenticate-Nak quando as credenciais do usuário estiverem incorretas.

O protocolo PAP esta incluído na família de servidores e clientes


Windows. E possível então que clientes de acesso remoto Windows possam
conectar a servidores de acesso remotos mais antigos e que não utilizem
protocolos de autenticação segura. Outros clientes de acesso remoto que
também não estejam usando sistemas operacionais da Microsoft e que por
acaso não apoiem protocolos de acesso remoto seguro, vão poder se conectar
a um servidor de acesso remoto Windows.

Para fazer com que o seu servidor de acesso remoto seja seguro,
assegure-se que o protocolo de autenticação PAP esteja desabilitado. Porém,
clientes de acesso remoto mais antigos ou os que não apoiem protocolos de
autenticação seguros estarão impossibilitados de se conectar ao servidor.
SPAP

O Shiva Password Authentication Protocol (SPAP) é um protocolo de mão


dupla. Servidores de acesso remoto Shiva empregam mecanismo de
criptografia reversível. Um cliente de acesso remoto Windows pode usar o
protocolo SPAP para se autenticar em um servidor Shiva. Pode também usar o
protocolo SPAP para se autenticar em um servidor de acesso remoto da família
Windows. O protocolo SPAP é mais seguro do que o protocolo PAP mas,
menos seguro que o protocolo CHAP ou MS-CHAP. Esse protocolo não
oferece nenhuma proteção contra personificação do servidor de acesso
remoto.

O uso do protocolo SPAP é negociado durante a negociação do protocolo LCP


(Link Control Protocol). Uma vez que a negociação do protocolo LCP esteja
estabelecida, mensagens do protocolo SPAP vão usar o ID 0xC0-27 do
protocolo PPP.

Assim como o PAP, o SPAP também é um protocolo simples de troca de


mensagens:

- o cliente de acesso remoto envia um pedido de autenticação SPAP contendo


o nome de usuário e senha codificada do cliente remoto;

- o servidor de acesso remoto decifra a senha e confere o nome de usuário e


envia de volta uma mensagem SPAP Authenticate-Ack quando as
credenciais do usuário estiverem corretas ou uma mensagem SPAP
Authenticate-Nak com a razão pelo qual as credenciais do usuário estavam
incorretas.

CHAP

O Challenge Handshake Authentication Protocol (CHAP) é um protocolo de


autenticação de desafio de resposta documentado na RFC 1994. Ele usa o
protocolo de criptografia Message Digest 5 (MD5) de um só sentido para
responder a um desafio de resposta hash emitido pelo servidor de acesso
remoto.

O protocolo CHAP é usado por vários servidores e clientes Dial-up inclusive os


da família Windows.

O protocolo CHAP é uma melhoria em cima dos protocolos PAP e SPAP pois a
senha, nunca é enviada em cima da primeira mensagem. Ao invés, a senha é
usada para criar uma string hash de desafio de um só sentido. O servidor sabe
a senha do cliente e duplica a operação para comparar o resultado das
respostas do cliente.

O uso do protocolo CHAP é negociado durante a negociação do protocolo LCP


(Link Control Protocol) e usa o algoritmo 0x05. Uma vez que a negociação do
protocolo LCP esteja estabelecida, mensagens do protocolo CHAP vão usar o
ID 0xC2-23 do protocolo PPP.

O CHAP é um protocolo de troca de mensagens que usa três mensagens:

- o servidor de acesso remoto envia uma mensagem de desafio CHAP que


contém uma chave de sessão e um string hash de desafio arbitrário;

- o cliente de acesso remoto devolve uma mensagem de resposta CHAP que


contém o nome de usuário em texto simples, uma string hash de desafio, a
chave de sessão e a senha do cliente usando o algoritmo Message Digest 5
(MD5) de um só sentido;

- o servidor de acesso remoto duplica a string hash e compara com a string


hash da resposta CHAP. Se as strings hashes são as mesmas, o servidor
manda de volta uma mensagem de sucesso CHAP. Se as strings hashes
são diferentes, uma mensagem de fracasso CHAP é enviada.

O protocolo CHAP protege contra ataques de retomada usando um string hash


de desafio arbitrário por tentativa de autenticação. Porém, ele não protege
contra personificação de servidor remoto.
MS-CHAP v1

O Challenge Handshake Authentication Protocol versão 1 (MS-CHAP v1) é um


protocolo de autenticação codificado bem parecido com o CHAP. Como no
protocolo CHAP o servidor de acesso remoto envia um desafio ao cliente
remoto que consiste em uma chave de sessão e um string hash de desafio
arbitrário. O cliente remoto tem que devolver o nome de usuário e um string
hash de desafio em Message Digest 4 (MD4), a chave sessão e a senha em
MD4 também.

Uma diferença entre o CHAP e MS-CHAP v1 é que, no CHAP, a versão de


texto simples da senha deve estar disponível para validar a resposta de
desafio. No MS-CHAP v1, o servidor de acesso remoto exige só a string hash
MD4 da senha para validar a resposta de desafio.

O uso do protocolo MS-CHAP v1 é negociado durante a negociação do


protocolo LCP (Link Control Protocol) e usa o algoritmo 0x80. Uma vez que a
negociação do protocolo LCP esteja estabelecida, mensagens do protocolo
MS-CHAP v1 vão usar o ID 0xC2-23 do protocolo PPP.

O MS-CHAP v1 é um protocolo de troca de mensagens que usa três


mensagens:

- o servidor de acesso remoto envia uma mensagem de desafio MS-CHAP


que contém uma chave de sessão e um string hash de desafio arbitrário;

- o cliente remoto devolve uma mensagem de resposta MS-CHAP que contém


o nome de usuário em texto de formato simples e um string hash de desafio,
a chave de sessão e a string da senha em formato MD4 de um só sentido;

- o servidor duplica o string hash e compara com a string hash MS-CHAP


resposta do cliente. Se as strings hashes são as mesmas, o servidor envia
de volta uma mensagem de Sucesso MS-CHAP. Se as strings hashes são
diferentes, uma mensagem de Fracasso MS-CHAP será enviada.
O MS-CHAP v1 trabalha com códigos de erro e um deles é, "senha expirou".
MS-CHAP v1 protege contra ataques de retomada usando um string hash de
desafio arbitrário por tentativa de autenticação. Ele não provê proteção contra
personificação de servidor de acesso remoto.

Se o protocolo MS-CHAP v1 estiver sendo usado como protocolo de


autenticação e o MPPE for negociado, chaves secretas criptografadas serão
geradas a cada escuta PPP.

MS-CHAP v2

O Challenge Handshake Authentication Protocol versão 2 (MS-CHAP v2) é um


protocolo de autenticação mutua codificado e que opera de forma parecida com
os protocolos CHAP e MS-CHAP v1.

O Windows NT 4.0 com o service pack 4 e o Windows 98 service pack 1


apoiam o protocolo MS-CHAP versão 2 (MS-CHAP v2). Esse protocolo oferece
segurança mais forte para conexões de acesso remoto.

O MS-CHAP v2 oferece características de segurança adicionais em relação


aos seus antecessores (CHAP e MS-CHAP v1):

- Autenticação de mão dupla. Ela verifica a identidade de ambos os lados da


conexão. O cliente de acesso remoto autentica contra o servidor e esse,
autentica contra o cliente remoto. Autenticação de mão dupla, também é
conhecida como autenticação mútua, pois ela assegura que o cliente remoto
está discando para um servidor de acesso remoto que tem acesso à senha
do usuário. Autenticação mútua provê proteção contra personificação de
servidor remoto;

- Chaves de criptografias separadas são geradas tanto para a transmissão


como para recepção dos dados;

- As chaves de criptografia estão baseado na senha do usuário e no string


hash de desafio arbitrário. A cada tempo que o usuário se conecta com a
mesma senha, uma chave de criptografia diferente é usada.
O uso do protocolo MS-CHAP v2 é negociado durante a negociação do
protocolo LCP (Link Control Protocol) e usa o algoritmo 0x81. Uma vez que a
negociação do protocolo LCP esteja estabelecida, mensagens do protocolo
MS-CHAP v2 vão usar o ID 0xC2-23 do protocolo PPP.

O MS-CHAP v2 é um protocolo de troca de mensagens que usa três


mensagens:

- o servidor de acesso remoto envia uma mensagem MS-CHAP v2 de desafio


para o cliente de acesso remoto que consiste em uma chave de sessão e um
string hash de desafio arbitrário;

- o cliente remoto envia uma mensagem de resposta MS-CHAP v2 contendo:


o nome de usuário, uma string hash de desafio arbitrário que ela escutou,
uma string hash de desafio que ela recebeu, a chave de sessão e uma string
codificada em Message Digest 4 (MD4) da senha do usuário;

- o servidor confere a mensagem resposta MS-CHAP v2 do cliente e envia de


volta uma outra mensagem de resposta MS-CHAP v2 contendo: uma
indicação do sucesso ou fracasso da tentativa de conexão, uma resposta
autenticada baseada na string de desafio enviado, a string de desafio
escutada, a resposta codificada do cliente e a senha do usuário.

O cliente remoto verifica se a resposta de autenticação está correta e usa a


conexão. Se a resposta de autenticação não está correta, o cliente termina a
conexão.
ANEXOS

Freqüência do Sinal ADSL


Diagrama de Fases do PPP

Esquema de encapsulamento do PPP

PPPoE & PPPoA


ATM - Assyncroni

OSI, figura 1
FAQ

Qual o significado do termo ADSL?

O termo ADSL foi concebido em 1989 e não se refere a uma linha, mas a
modems que convertem o sinal padrão do fio de telefone par-trançado em um
duto digital de alta velocidade. Os modems são chamados "assimétricos"
porque eles transmitem dados da sua casa em uma velocidade menor do que
recebe.

Como o ADSL trabalha?

Um modem é colocado na sua casa enquanto um outro modem é colocado na


central telefônica. Estes dois modems estão permanentemente conectados. O
modem divide digitalmente a linha telefônica em 3 canais separados. Num
destes canais funciona o tráfego de voz, os outros dois são utilizados para
upstream e downstream.

Esta técnica permite maiores velocidades porque raramente as pessoas fazem


o mesmo número de uploads e downloads. Isto significa que o canal de
downstrean pode ser mais largo sem afetar a velocidade de transmissão de
dados. Fazendo este canal mais largo, será possível uma maior velocidade de
transmissão pois haverá mais banda disponível. Por exemplo, quando você
clica num link para acessar uma web page, seu computador apenas envia o
"click", que é uma pequena quantidade de dados. Em resposta, seu
computador recebe muito mais volume de dados quando as páginas estão
sendo carregadas. Expandindo a banda de downstream aumenta a velocidade
e performance.

A exata velocidade de dados são relativas à distância. Por exemplo, se você


morar próximo a uma central telefônica que provê seu acesso ADSL, você terá
maiores velocidades. A velocidade de recepção de dados será uma média de
4Mbps até 640Kbps, e nunca será inferior a 1 Mbps.
A transferência de dados atingirá até 640 Kbps e nunca será inferior à 160
Kbps. Estas velocidades dependem das restrições geográficas e da opção de
serviço a ser contratada.

Se eu transmitir dados enquanto estou ao telefone, esta transmissão será


comprometida?

Não. Uma conversa ao telefone utiliza menos de 1 por cento da capacidade da


linha telefônica. A tecnologia ADSL utiliza os 99 por cento restantes para
transmitir informações de 50 a 150 vezes mais rápido que um modem
convencional de 28.8Kbps. Esta tecnologia tira vantagem desta capacidade
inutilizada dividindo o fio da linha telefônica em centenas de segmentos, cada
qual grande o suficiente para transmitir uma chamada telefônica.

Meu serviço de acesso ADSL será comprometido se tiverem outros usuários


simultâneos utilizando o mesmo?

Não. Sua conexão ADSL não é compartilhada com outros usuários. Não há
congestionamento de linha pois cada usuário possui uma conexão dedicada. O
usuário poderá perceber alguma variação de velocidade se tiver mais de um
equipamento acessando a internet na mesma casa. A velocidade dos
servidores remotos aos quais você está requisitando informação poderá
também variar, por exemplo, se você estiver fazendo um download de um site
como o da Netscape, onde outras 500 pessoas também estejam tentando
efetuar o download, a velocidade será prejudicada devida a lentidão do servidor
da Netscape, e não devido seu acesso ADSL.

Quais serviços serão melhorados além do acesso em alta velocidade?

Você terá acesso em alta velocidade a aplicações feitas para acessos mais
velozes como jogar com outros usuários através da rede, fazer video
conferências com melhor qualidade e ainda utilizar pacotes integrados de fax,
voicemail e e-mail, além de um acesso melhor aos recursos de multimídia.

Qual as vantagens do acesso ADSL em relação ao Cable Modem?

Ao contrário do serviço de cable modem que provê o acesso numa rede


compartilhada por todos assinantes, o ADSL provê um acesso exclusivo e
dedicado. Enquanto os usuários que utilizam o Cable Modem experimentam
lentidão nos picos de acesso, os usuários de ADSL continuam trabalhando na
mesma velocidade em qualquer período.

Além disso, o usuário também não precisará assinar um serviço de TV a Cabo


para ter acesso rápido a Internet.

Eu poderei utilizar o serviço em mais de um computador na minha casa?

Sim, no entanto, você precisará de diferentes USER-IDS e senhas para cada


computador, se você quiser que os acessos sejam simultâneos. Os acessos
simultâneos irão afetar a velocidade de seu acesso pois você estará
compartilhando sua banda entre os usuários de sua casa.

Em quais equipamentos e plataformas posso instalar o ADSL?

Foram testados microcomputadores rodando Windows 95/98, Mac OS System


7.5.3 ou mais atuais com Open Transport 1.1. Outros computadores ou
sistemas operacionais podem rodar se atualmente rodarem IP Dial-up e
suportarem DHCP (dynamic host configuration protocol) incluindo as seguintes
opções de configuração: Endereço IP, máscara de subrede, default gateway e
servidores DNS. Seu computador e sistema operacional devem também
suportar HTTP.
CONCLUSÃO

A tecnologia xDSL transforma linhas telefônicas comuns, antigas, sem


qualquer tipo de necessidade física em um canal de alta velocidade para dados
utilizando um processo digital avançado de sinal e algoritmos bem elaborados
para comprimir a informação ( utiliza-se dos protocolos já existentes, PPP,
Ethernet, ATM para comunicação, controle de tráfego ) para linhas de telefone
com pares-trançados não blindados.
Desta forma permite que as companhias de telefone ofereçam conexão
de alta velocidade de acesso a internet, acesso remoto, redes corporativas e
serviços on-line em cima de linhas de telefone comuns.
BIBLIOGRAFIA

Associação Brasileira dos Usuários de acesso rápido


Disponível em www.abusar.org, acessado em 20 de março de 2006

Portal ADSL
Disponível em www.portaladsl.com.br , acessado em 20 de março de 2006

Clube do Hardware
Disponível em www.clubedohardware.com.br, acessado 22 de março de 2006

Guia do Hardware
Disponível em www.guiadohardware.net, acessado 22 de março de 2006

DSL Forum
Disponível em www.adsl.com, acessado 20 de março de 2006

Telefonicas
www.brasiltelecom.com.br, acessado em 24 de março de 2006
www.gvt.com.br - www.turbonetgvt.com.br , acessado em 24 de março de 2006
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2006
www.telesp.com.br acessado em 24 de março de 2006

US Robotics
http://www.usr-lat.com/education/bb2.asp?loc=brzl (US Robotics), acessado em
25 de março

Repositório de Documentos Técnicos do Grupo de Redes - UFRGS


Disponível em http://penta2.ufrgs.br/home_red.htm, acessado em 26 de março
de 2006
Dimap
Disponível em http://www.dimap.ufrn.br/~aguiar/Manuais/Servidor/ppp-
conexao-discada.html, acessado em 26 de março de 2006

Clube das redes


Disponível em http://www.clubedasredes.eti.br, acessado, acessado 27 de
março de 2006

NIC – Núcleo de informação de coordenação


Disponível em http://www.nic.br/grupo/cable_v1.0.htm, acessado 27 de março
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IMG – Image Group


Disponível em
http://www.img.lx.it.pt/~mpq/st04/ano2002_03/trabalhos_pesquisa/T_2/cap3.ht
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DSL Source Book (PDF)


Disponível em http://www.isg-telecom.com/dslsource.htm, acessado dia 28 de
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Teleco – Informações em telecomunicações


http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialatm/pagina_2.asp, acessado dia 28 de
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[RFC1631] Egevang, K. and P. Francis, "The IP Network Address Translator


(NAT)", RFC 1631, Maio 1994.

[H.323] ITU-T Recommendation H.323 (02/98) - Packet-based multimedia


communications systems

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