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AULA 1

AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO
NEUROPSICOPEDAGÓGICA NAS
DIVERSAS DIFICULDADES E
TRANSTORNOS

Profª Luciana Trad


CONVERSA INICIAL

Sendo a neuropsicopedagogia “uma ciência transdisciplinar, que tem como


objeto formal de estudo a relação entre o funcionamento do sistema nervoso e a
aprendizagem” (SBNPp, 2016), o neuropsicopedagogo poderá, através da
avaliação/investigação diagnóstica, compreender os motivos que impedem ou
prejudicam a aprendizagem do indivíduo. Dessa forma, poderá propor intervenção
adequada, fazer acompanhamentos de indivíduos com dificuldades de
aprendizagem, transtornos, síndromes ou altas habilidades, com dificuldades na
aprendizagem escolar ou social e sugerir-lhes os encaminhamentos necessários.
Nesta aula, sobre avaliação neuropsicopedagógica nas diversas
dificuldades e transtornos, estudaremos, no Tema 1, a avaliação
neuropsicopedagógica e retomaremos as bases teóricas e práticas que
fundamentam a neuropsicopedagogia em 1.1. Quanto ao Tema 2, faremos um
breve entendimento sobre o funcionamento normal da aprendizagem, assim como
o que pode implicar as dificuldades de aprendizagem de um indivíduo, tais como
as suas causas estruturais, funcionais, ambientais, entre outras possibilidades. No
Tema 3, falaremos sobre as dificuldades e transtornos mais recorrentes
relacionados à aprendizagem. Ao chegarmos ao Tema 4, você já terá um
repertório mínimo, que certamente deverá ser aprofundado, para iniciar um
processo de avaliação neuropsicopedagógica. Por fim, no Tema 5, serão
pontuadas as habilidades necessárias ao neuropsicopedagogo avaliador e os
passos para uma avaliação, uma intervenção, um encaminhamento e suas
responsabilidades sobre o diagnóstico.

CONTEXTUALIZANDO

A avaliação neuropsicopedagógica auxiliará no diagnóstico da queixa


relacionada às dificuldades de aprendizagem, se utilizando de entrevistas com o
paciente e seus responsáveis, de aplicação de testes e de escalas normatizadas
e com equipe multiprofissional que acompanhe o indivíduo que será avaliado.
Para a realização de uma avaliação neuropsicopedagógica, o
neuropsicopedagogo precisará utilizar seus conhecimentos teóricos
especializados para analisar cuidadosamente a queixa relatada no
encaminhamento do indivíduo, definir claramente o objetivo da avaliação, a fim de
selecionar de forma adequada os instrumentos a serem utilizados durante a

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avaliação, administrar adequadamente os instrumentos, reunir os dados, a
pontuação, os resultados e a interpretação criteriosamente e finalizar sua
avaliação com um relatório, comunicando os achados e sua hipótese diagnóstica,
as sugestões de intervenção e encaminhamentos necessários ao solicitante da
avaliação, visando responder à questão do encaminhamento.

TEMA 1 – A AVALIAÇÃO NEUROPSICOPEDAGÓGICA

O processo de avaliação, através de vários procedimentos, contribuirá para


o diagnóstico, as intervenções e os encaminhamentos necessários. Entretanto,
uma avaliação diagnóstica, em qualquer área do conhecimento, vai além da
simples aplicação de testes e análise de resultados.

O trabalho do Neuropsicopedagogo consiste em, a partir de uma


demanda especifica, realizar a observação de aspectos inerentes a
aprendizagem em contextos definidos e detectar elementos que são
analisados de acordo com o conjunto de conhecimentos e experiências
específicos do Neuropsicopedagogo. Estes devem ser trabalhados com
foco na potencialização dos recursos próprios de uma pessoa ou grupo
no contexto da aprendizagem para que ocorre a reintegração pessoal,
social e até escolar dos envolvidos, bem como favoreça os processos de
inclusão (Cardoso; Fülle, 2016).

A formação em neuropsicopedagogia prioriza o estudo e a pesquisa sobre


a aprendizagem relacionada ao funcionamento do sistema nervoso, incluindo
estudos acerca do cérebro. As bases teóricas e práticas que fundamentam a
neuropsicopedagogia conduzem o neuropsicopedagogo clínico e institucional a
compreender o desenvolvimento do ser humano, assim como suas dificuldades
de aprendizagem.

1.1 Fundamentos teóricos da neuropsicopedagogia

A neuropsicopedagogia é o estudo das relações entre cérebro e


aprendizagem humana, tendo seu embasamento teórico fundamentado na
neurociência aplicada à educação, interconectado à pedagogia e à psicologia
cognitiva. De acordo com o Código de Ética Técnico-Profissional da
Neuropsicopedagogia: “A Neuropsicopedagogia é uma ciência transdisciplinar,
fundamentada nos conceitos da Neurociência aplicada à Educação, com
interfaces da Pedagogia e Psicologia Cognitiva que tem como objetivo formal de
estudo a relação entre funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem
humana” (SBNPp, 2014).

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 A neurociência aplicada à educação possibilita aos profissionais de saúde
e educação um entendimento mais amplo sobre a plasticidade cerebral, o
funcionamento neurológico, o desenvolvimento e a maturação cerebral,
conhecimentos que darão suporte à compreensão do processo de
aprendizagem (Russo, 2015). A neurociência, quando dialoga com a
educação, promove caminhos para o profissional da educação tornar-se um
mediador do processo de ensinar, por meio de recursos pedagógicos de
qualidade que estimulam o aprendiz a pensar sobre o pensar (Relvas, 2012).
 “A Psicologia Cognitiva trata do modo como as pessoas percebem,
aprendem, recordam e pensam sobre uma informação” (Sternberg, 2000, p.
22). Sendo assim, relaciona-se ao estudo do conhecimento, abarcando temas
relevantes à educação, tais como raciocínio, formação de conceitos, memória,
inteligência (Machado; Santos, 2015).
 Pedagogia é o campo do conhecimento que se ocupa do estudo
sistemático da educação.
Seu campo compreende os elementos da ação educativa e sua
contextualização, tais como o aluno enquanto sujeito do processo de
socialização e aprendizagem, os agentes de formação (inclusive a
escola e o professor), as situações concretas em que se dão os
processos formativos (inclusive o ensino), o saber como objeto de
transmissão/assimilação, o contexto socioinstitucional das instituições
(inclusive as escolas e salas de aula). Resumidamente, o objetivo do
pedagógico se configura na relação entre os elementos da prática
educativa: o sujeito que se educa, o educador, o saber e os contextos
em que ocorrem (Libâneo, 2001).

As bases teóricas e práticas que fundamentam a neuropsicopedagogia


conduzem o neuropsicopedagogo clínico e institucional a compreender o
desenvolvimento do ser humano, assim como suas dificuldades de aprendizagem.
Embora seja de fundamental importância que o neuropsicopedagogo domine o
funcionamento do cérebro e do comportamento humano, deve-se ter claro que o
alicerce de sua prática se encontra nas teorias de aprendizagem e nas estratégias
para o ensino-aprendizagem (Russo, 2015).

TEMA 2 – APRENDIZAGEM

A aprendizagem se dá por meio de modificações funcionais do sistema


nervoso central (SNC), principalmente nas áreas da linguagem, das gnosias, das
praxias, da atenção e da memória. Para que o processo de aprendizagem se
estabeleça de forma adequada, é necessário que as interligações entre diversas
áreas corticais e outros níveis do SNC sejam efetivas (Rotta, 2006, p. 18).

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Segundo Kandel (2014, p. 1.256), “o aprendizado refere-se a uma mudança
no comportamento que resulta da aquisição de conhecimento acerca de mundo,
e a memória é o processo pela qual esse conhecimento é codificado, armazenado
e posteriormente evocado”. Com isso, pode-se dizer que a aprendizagem é um
conhecimento novo que gera mudanças no SNC, enquanto a memória seria o
resgate de um conhecimento anteriormente registrado.
Relvas (2012, p. 136) ressalta que a aprendizagem é um processo que se
dá através das sinapses, das conexões neurais e da relação com o meio externo,
pois a plasticidade cerebral permite que haja transformações neuroquímicas
depois que são recebidas novas informações.
A neuroplasticidade, segundo Guerra (2008, p. 28),

é a propriedade que as células nervosas possuem de transformar, de


modo permanente ou pelo menos prolongado, a sua função e sua forma,
em resposta à ação do ambiente externo. É a propriedade de
reorganização do SN, que é a base dos processos de aprendizagem e
memória e das estratégias de reabilitação em casos de perda estrutural
e/ou funcional por lesão.

Cardoso e Fülle (2016) destacam a importância de se compreender o


homem em sua singularidade,

como ser histórico, cultural social, bem como um ser biológico, com
condições genéticas específicas é fundamental para esta nova ciência
(Neuropsicopedagogia). Ao lidar com os contextos educacionais, nos
quais ocorre a aprendizagem de forma intencional, é imprescindível
termos claro como funciona nossa cognição e o córtex cerebral.
Conceitos como atenção, memória, inteligência e percepção,
compreender processo mentais que envolvem as funções executivas,
linguagem, habilidades sociais, praxias, visuoconstrução formam um
conjunto de conteúdos básicos para o hall do Neuropsicopedagogo.
(Cardoso; Fülle, 2016)

O aprendizado é um processo ininterrupto de desenvolvimento no qual


ocorre a aquisição de informações de forma simultânea e contínua pelo indivíduo,
no sentido do mais básico, simples para o mais complexo, diferenciando a
capacidade de cada pessoa (Cypel, 2006, p. 383). Buscar compreender o
indivíduo na totalidade de suas relações é importante, na investigação, para se
levantar suas possíveis dificuldades e/ou transtornos.

TEMA 3 – DIFICULDADES E TRANSTORNOS

Para a construção de um processo de avaliação e intervenção adequado,


o neuropsicopedagogo deve se familiarizar com as dificuldades de aprendizagem
mais recorrentes no âmbito escolar/acadêmico.

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3.1 Dificuldades de aprendizagem

Os problemas na aprendizagem tornam-se mais evidentes no início da


escolarização, quando os indivíduos podem manifestar dificuldades na
apropriação do conhecimento da matemática, da leitura e da escrita. As
dificuldades de aprendizagem podem se apresentar por meio de dificuldades
escolares ou através de distúrbios de aprendizagem.

No início do processo de escolarização, a criança pode apresentar


algumas dificuldades no aprendizado da leitura, escrita e cálculo.
Convencionalmente, costumam se dividir as dificuldades de
aprendizagem em dois tipos: a) Dificuldades Escolares (DE)
relacionadas a problemas de origem e ordem pedagógica e b) Distúrbios
de Aprendizagem (DA) relacionados a uma disfunção no Sistema
Nervoso Central (SNC), caracterizada por uma falha no processo de
aquisição e/ou desenvolvimento das habilidades escolares (Lima et al.,
2006).

Alguns comprometimentos de ordem sensorial, mental, motora, cultural ou


com outras causas podem causar prejuízos no ato de aprender.
As dificuldades primárias, tais como dislexias, discalculias, disgnosias,
transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, têm papel relevante na origem
das dificuldades de aprendizagem; entretanto, durante uma avaliação, deve-se
considerar as causas não primárias da dificuldade de aprender, o que abrange os
problemas físicos, socioeconômicos e pedagógicos apresentados pelo aprendiz
(Rotta; Ohlweiler; Riesgo, 2006, p. 117).

A criança com dificuldade na aprendizagem pode desenvolver


sentimentos de baixa autoestima e inferioridade, frequentemente
acompanhadas de déficits em habilidades sociais e problemas
emocionais ou comportamentais. Quando as dificuldades de
aprendizagem se tornam persistentes e associadas a fatores de risco
familiar e social de forma ampliada, podem desencadear um efeito
negativo ao desenvolvimento do indivíduo e no seu ajustamento em
etapas subsequentes. Desta forma, os problemas de aprendizagem
podem representar fatores de risco para a criança, quando
desencadeiam uma série de consequências negativas (Mazer; Bello;
Baron, 2009).

O neuropsicopedagogo ligado à saúde precisa desenvolver competências


que lhe permitam estabelecer uma via de comunicação entre os campos da
educação e da saúde. A literatura oferece ferramentas indispensáveis, tais como
o DSM-5 da American Psychiatric Association (APA, 2014) e a Classificação
Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-
10) da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1997), que possibilitam a
homogeneidade do discurso entre profissionais da saúde e da educação, quando

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surgem indivíduos com problemas de aprendizado associados a morbidades e
comorbidades advindas de doenças e transtornos. A linguagem epidemiológica
que articula estudos de profissionais de diversas áreas de atuação permite a
integração entre saúde e educação, otimizando os trabalhos de avaliação e
intervenção, tanto em neuropsicopedagogia clínica como institucional, em prol da
reabilitação do indivíduo (Pedroso, 2016).

3.2 Transtornos do neurodesenvolvimento

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos


Mentais DSM-5 (APA, 2014), os transtornos do neurodesenvolvimento são um
grupo de condições que se manifestam no início do desenvolvimento das
pessoas, em geral percebidos antes do período escolar, sendo caracterizados por
déficits que acarretam prejuízos no seu funcionamento pessoal, social, acadêmico
ou profissional. Os déficits podem variar de limitações muito específicas na
aprendizagem, nas funções executivas, chegando a prejuízos globais em
habilidades sociais e inteligência. Vale ressaltar que os diagnósticos dos
transtornos do neurodesenvolvimento carecem de análise multiprofissional, uma
vez que os critérios diagnósticos devem ser preenchidos com base em uma
síntese clínica da história do indivíduo, quanto ao seu desenvolvimento, à sua
situação médica, familiar, educacional e psicoeducacional.

3.2.1 Transtorno específico da aprendizagem

O transtorno específico de aprendizagem caracteriza-se por dificuldades


persistentes e prejudiciais nas habilidades acadêmicas fundamentais de um
indivíduo, como leitura, escrita e matemática, e se manifesta durante os anos de
escolarização formal.
De acordo com o DSM-5 (APA, 2014), o transtorno de aprendizagem se
caracteriza quando as dificuldades de aprendizagem persistem por mais de seis
meses, apesar das intervenções dirigidas, com o indivíduo demonstrando leitura
imprecisa ou lenta, dificuldades de compreensão, na ortografia, na expressão
escrita, no cálculo e no raciocínio numérico, desempenho significativamente
abaixo do esperado para a idade cronológica e risco de prejuízo social, acadêmico
e profissional. As dificuldades não se justificam pela escolarização inadequada ou
pela falta de oportunidade de aprendizagem.

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Quando mais de um domínio estiver prejudicado, deve-se especificar-se:

Com prejuízo na leitura: dificuldades de precisão na leitura de palavras,


velocidade ou fluência de leitura, compreensão da leitura.
Nota: dislexia é um termo alternativo usado em referência a um padrão
de dificuldades caracterizado por problema no reconhecimento preciso
ou fluente de palavras, problemas de decodificação e dificuldades de
ortografia. Se o termo dislexia for usado para especificar qualquer
dificuldade, é importante também especificar quaisquer dificuldades
adicionais que estejam presentes, tais como dificuldade de
compreensão de leitura ou no raciocínio matemático.
Com prejuízo na expressão escrita: precisão na ortografia, precisão na
gramática e na pontuação, clareza ou organização da expressão escrita.
Com prejuízo na matemática: senso numérico, memorização de fatos
numéricos, precisão ou fluência de cálculo e precisão no raciocínio
matemático. Nota: discalculia é um termo alternativo usado em
referência a um padrão de dificuldades caracterizado por problemas no
processamento de informações numéricas, dificuldades de
aprendizagem de fatos aritméticos e realização de cálculos precisos ou
fluentes. Se o termo discalculia for usado para especificar esse padrão
de dificuldades matemáticas, é importante também especificar quaisquer
dificuldades adicionais que estejam presentes, tais como dificuldades no
raciocínio matemático ou na precisão na leitura de palavras (APA, 2014,
p. 67).

3.2.2 Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH)

O TDAH se caracteriza por desatenção persistente, falta de organização e


hiperatividade-impulsividade, causando prejuízos importantes nas atividades da
vida diária de um indivíduo. Pode-se apresentar com subtipo combinado
(desatenção com hiperatividade-impulsividade, predominante desatenção e ainda
predominante hiperatividade-impulsividade; em graus leve, moderado e severo).
A desatenção e a desorganização prejudicam a capacidade de a pessoa
permanecer concentrada em uma tarefa: ela parece não ouvir e perde materiais
com facilidade, com hiperatividade-impulsividade, inquietação, atividade
excessiva, incapacidade de se manter sentada, de aguardar a sua vez. Os
sintomas apresentados devem ocorrer em níveis inconsistentes com a idade e a
fase do desenvolvimento. O TDAH costuma perdurar na vida adulta do indivíduo,
podendo lhe gerar prejuízos no seu funcionamento social, acadêmico e
profissional (APA, 2014, p. 59-60).

3.2.3 Transtornos de comunicação

Os transtornos de comunicação se caracterizam por déficits na linguagem,


na fala e na comunicação, dificuldade persistente no uso da linguagem,
vocabulário reduzido, estrutura limitada de frases, prejuízos no discurso,

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capacidade linguística abaixo do esperado para a idade, sintomas precoces
durante o desenvolvimento (APA, 2014, p. 42).

Os transtornos de comunicação incluem transtorno na linguagem,


transtorno da fala, transtorno da comunicação social (pragmática) e
transtorno da fluência no início da infância (gagueira). Os três primeiros
se caracterizam por déficits e no desenvolvimento e no uso da
linguagem, da fala e da comunicação social, enquanto o transtorno de
fluência na infância é caracterizado por perturbações, na fluência normal
e da produção motora da fala, incluindo o som das sílabas repetidas,
prolongamento dos sons de consoantes ou vogais, interrupção de
palavras, bloqueio ou palavras pronunciadas com tensão física
excessiva. Os transtornos de comunicação iniciam precocemente,
podendo acarretar prejuízo durante toda a vida (APA, 2014, p. 31).

3.2.4 Transtorno do espectro autista (TEA)

O transtorno do espectro autista (TEA) representa déficits persistentes na


comunicação e na interação social do indivíduo e pode se manifestar em história
atual ou prévia, com déficits na reciprocidade socioemocional, déficits no
comportamento comunicativo verbal e não verbal, dificuldades para desenvolver,
manter e compreender relacionamentos, padrões restritos e repetitivos de
comportamento. Pode-se apresentar ainda com ou sem comprometimento
intelectual, com ou sem comprometimento da linguagem, associado a uma
condição médica ou genética e ainda a outro transtorno do neurodesenvolvimento,
mental ou comportamental (APA, 2014, p. 50-51).

O transtorno do espectro autista (TEA) caracteriza-se por déficits


persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos
contextos; déficits na reciprocidade social, em comportamentos não
verbais de comunicação usados para interação social e em habilidades
para desenvolver, manter e compreender relacionamentos. Além dos
déficits de comunicação, o diagnóstico do TEA requer a presença de
padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses ou
atividades. Considerando que os sintomas mudam com o
desenvolvimento, podendo ser mascarados por mecanismos
compensatórios, os critérios diagnósticos podem ser preenchidos com
base em informações retrospectivas (APA, 2014, p. 31).

3.2.5 Transtornos motores do neurodesenvolvimento

Os transtornos motores do neurodesenvolvimento abrangem o transtorno


do desenvolvimento da coordenação, o transtorno do movimento estereotipado e
o transtorno de tique (APA, 2014, p. 74).

O transtorno do desenvolvimento da coordenação caracteriza-se por


déficits na aquisição e execução de habilidades motoras coordenadas,
manifestando-se por falta de jeito e lentidão ou imprecisão. O transtorno
do movimento estereotipado é diagnosticado quando o indivíduo

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apresenta comportamentos motores repetitivos, aparentemente
direcionados e sem proposito, como agitar a mão, balançar o corpo,
bater a cabeça, morder-se ou machucar-se. Os movimentos interferem
em atividades sociais, acadêmicas ou outras. Os transtornos de tiques
caracterizam-se pela presença de tiques motores ou vocais, que são
movimentos ou vocalizações repentinas, rápidos, recorrentes, não
ritmados e estereotipados. A duração etiologia e a apresentação clínica
definem o transtorno específico a ser diagnosticado: Transtorno de
Tourrete, transtorno de tique motor ou vocal persistente, transtorno de
tique transitório, outro transtorno de tique especificado e transtorno de
tique não especificado. (APA, 2014, p. 32)

3.2.6 Deficiência intelectual

A deficiência intelectual ou transtorno do desenvolvimento intelectual é um


transtorno com início no período do desenvolvimento do indivíduo, que se
caracteriza por déficits em funções intelectuais ativas. Sua gravidade pode variar
entre leve, moderada, grave a profunda.

É caracterizada por déficits em capacidades mentais genéricas, como


raciocínio, solução de problemas, planejamento, pensamento abstrato,
juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem pela experiência. Os
déficit resultam em prejuízo no funcionamento adaptativo, de modo que
o indivíduo não consegue atingir padrões de independência pessoal e
responsabilidade social em um ou mais aspectos da vida diária, incluindo
comunicação, participação social, funcionamento acadêmico ou
profissional e independência pessoal em casa ou na comunidade. O
atraso global do desenvolvimento [...] é diagnosticado quando o
indivíduo não atinge os marcos de desenvolvimento esperado em várias
áreas do funcionamento intelectual [...]. A deficiência intelectual pode ser
consequência de uma lesão adquirida no período do desenvolvimento.
(APA, 2014, p. 31)

A atuação do neuropsicopedago está focada nas questões relacionadas à


aprendizagem e ao desenvolvimento humano nas áreas motoras, cognitivas e
comportamentais, considerando-se os princípios da neurociência aplicada à
educação, em interface com a pedagogia e a psicologia. Entretanto, de acordo
com o Código de Ética Técnico Profissional da Neuropsicopedagogia, “o
Neuropsicopedagogo não tem habilitação para avaliar a inteligência, os
transtornos de humor e personalidade, bem como fazer uso de testes projetivos”
(SBNPp, 2014).

TEMA 4 – O PROCESSO DE AVALIAÇÃO NEUROPSICOPEDAGÓGICA

O processo de avaliação neuropsicopedagógica de um indivíduo começa


com um encaminhamento para avaliação de uma fonte como um professor, um
psicólogo da escola, um conselheiro, um juiz, um médico ou um especialista em
recursos humanos corporativos. Normalmente, uma ou mais questões de

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encaminhamento é (são) colocada(s) para o avaliador, sobre o avaliando, como,
por exemplo, uma criança com dificuldades de acompanhar um ensino regular
(Cohen; Swerdlik; Sturman, 2014).
A avaliação neuropsicopedagógica auxiliará no diagnóstico da queixa
relacionada às dificuldades de aprendizagem se utilizando de entrevistas com o
paciente e seus responsáveis, aplicação de testes e escalas normatizadas. Tendo
em vista que a neuropsicopedagogia tem uma proposta de atuação
multiprofissional, indica-se o diálogo com a equipe técnico-escolar e profissionais
de saúde que estejam acompanhando o avaliando.
Conhecer a dinâmica familiar, as rotinas de estudo e as tarefas do indivíduo
avaliado, assim como os acompanhamentos realizados por outros profissionais,
contribuem para o melhor entendimento do caso em estudo.
Como já referido anteriormente na Conversa Inicial desta aula, é de
fundamental importância se definir claramente o objetivo de uma avaliação
neuropsicopedagógica. O neuropsicopedagogo precisará utilizar seus
conhecimentos teóricos especializados, selecionar de forma oportuna os
instrumentos a serem usados durante a avaliação, administrar adequadamente
dados, pontuação, resultados e interpretação e finalizar sua avaliação com um
relatório comunicando a sua conclusão/hipótese diagnóstica, as sugestões de
intervenção e os encaminhamentos necessários, ao solicitante da avaliação.

TEMA 5 – PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO NEUROPSICOPEDAGÓGICA

Para construção de um protocolo de avaliação e intervenção adequado, o


neuropsicopedagogo deve se familiarizar com as dificuldades de aprendizagem
mais recorrentes no âmbito escolar/acadêmico, conhecer e dominar o uso de
instrumentos de avaliação, realizar a análise dos resultados, da intervenção e dos
encaminhamentos necessários (Russo, 2015).
É fundamental ao avaliador executar o processo de seleção especializada
de testes e/ou instrumentos e avaliação e demonstrar habilidade na avaliação,
organização e integração criteriosa dos dados, bem como tirar sua conclusão com
base em toda a avaliação, a fim de esclarecer o motivo do encaminhamento
(Cohen; Swerdlik; Sturman, 2014).
Segundo Russo (2015, p. 107):

Os testes formais são métodos estruturados aplicados com instruções


específicas e normas derivadas de uma população representativa. Os

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resultados são descritos a partir de média e desvio-padrão, que
permitem a utilização de cálculos para comparação, e, embora permitam
uma avaliação quantitativa, os testes formais podem ser interpretados
qualitativamente.

A abordagem quantitativa é estritamente baseada em normas, estudos de


validade e análises fatoriais (Malloy-Diniz et al., 2010).
Na avaliação qualitativa neuropsicopedagógica, o neuropsicopedagogo
clínico e institucional poderá utilizar avaliação qualitativa tendo como suporte

as provas piagetianas e as etapas psicogenéticas no processo de


alfabetização, pois tanto a epistemologia genética de Jean Piaget como
os estudos psicogenéticos de Emília Ferreiro, Ana Teberosky e
colaboradores, tendo em vista que estão disponíveis e fazem parte do
conteúdo dos livros didáticos destinados à Educação Infantil e ao Ensino
Fundamental da escola brasileira. (SBNPp, 2017)

O protocolo de avaliação neuropsicopedagógica deve contemplar


identificação das funções cognitivas, atenção, linguagem (recepção/expressão),
compreensão (interpretação/intelecção), aritmética, observação psicomotora,
habilidades sociais e funções executivas do indivíduo avaliado.

5.1 Passos da avaliação neuropsicopedagógica

O profissional avaliador necessitará de um amplo conhecimento teórico


sobre o que está sendo avaliado, de conhecer e ter o domínio dos instrumentos
utilizados para avaliação e, sempre que preciso, de contar com o apoio de
supervisores da área de atuação. Em sua prática clínica, o neuropsicopedagogo,
acima de tudo, deve ter responsabilidade ética sobre as informações levantadas
em sua avaliação e em seu diagnóstico.

5.1.1 Queixa inicial

A queixa principal é normalmente o motivo de encaminhamento para


avaliação. O neuropsicopedagogo deve registrá-la exatamente como foi relatada
pelos pais, pelos responsáveis/tutores ou pelo próprio paciente. A queixa pode ser
minimizada ou ampliada no momento da primeira entrevista. Algumas vezes o
diagnóstico final pode se distanciar da queixa inicial.

5.1.2 Anamnese

A anamnese é um histórico clínico e familiar obtido pelos familiares ou pelo


próprio paciente, se adulto. Tem como objetivo avaliar a queixa atual e a evolução

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do paciente durante o seu desenvolvimento. A anamnese deve conter o histórico
familiar, gestacional, do nascimento, do desenvolvimento neuropsicomotor, o
quadro de saúde atual, o desempenho escolar, o comportamento em casa, no
ambiente escolar e em convívio social, do indivíduo.

5.1.3 Instrumentos

O uso de instrumentos de avaliação, seja qual for a área de conhecimento


considerada, envolve uma gama de aspectos que vão além da simples aplicação
de um teste e da análise de seus resultados. A pessoa que aplicará o instrumento
precisa de conhecimento teórico aprofundado sobre o que está avaliando, sobre
o modelo teórico da função avaliada e de conhecimentos básicos sobre
psicometria (Santos; Andrade; Bueno, 2015, p. 117).
De acordo com a Nota Técnica no 2/2017 da SBNPp (2017), o
neuropsicopedagogo clínico fará uso de instrumentos (testes e escalas de uso
não restrito) padronizados para a população brasileira, por área de investigação,
sexo, grau de escolaridade, faixa etária adequada; utilizará a observação clínica,
a hora lúdica e a investigação do material escolar para a elaboração da hipótese
diagnóstica. A Nota Técnica no 2/2017 apresenta ainda uma lista de instrumentos
avaliativos como sugestão para avaliação neuropsicopedagógica (SBNPp, 2017).
A neuropsicopedagogia emprega instrumentos avaliativos, não restritos,
para realizar a verificação das funções neuropsíquicas do indivíduo, como: suas
habilidades de atenção, percepção, linguagem, raciocínio, abstração, memória,
aprendizagem; suas habilidades acadêmicas; sua capacidade de processamento
da informação visuoconstrutiva; suas demonstrações de afeto; suas funções
motoras e executivas (Fonseca; Russo, 2017).

5.1.4 Contato com a equipe multiprofissional

Tendo em vista que a neuropsicopedagogia tem uma proposta de atuação


multiprofissional, indica-se ao neuropsicopedagogo avaliador estabelecer diálogo
com a equipe técnico-escolar e profissionais de saúde (médicos, fonoaudiólogos,
psicólogos etc.) que estejam acompanhando o indivíduo que está sendo avaliado.

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5.1.5 Resultados

O neuropedagogo deve reunir dados, pontuação, resultados e


interpretação criteriosamente e finalizar sua avaliação com um relatório em que
comunicará seus achados/hipótese diagnóstica, suas sugestões de intervenção e
demais encaminhamentos necessários, transmitido ao solicitante da avaliação,
visando responder à questão do encaminhamento. O neuropsicopedagogo possui
responsabilidade ética quanto às informações levantadas e os resultados
diagnósticos obtidos. O sigilo ético deve ser resguardado, entre os profissionais
que tiverem acesso ao documento.

5.1.6 Intervenção

No ambiente institucional, após a apreciação dos resultados, o


neuropsicopedagogo elabora um plano de intervenção coletiva ou individual
propondo projetos de trabalho e oficinas temáticas, proporcionando o
desenvolvimento de diversas habilidades visando à inclusão do indivíduo avaliado
(SBNPp, 2016).
No ambiente clínico, o neuropsicopedagogo, a partir do diagnóstico, poderá
propor trabalhos individuais com metas preestabelecidas, com avaliação contínua
durante a intervenção, utilizando registros dos atendimentos e visando ao
acompanhamento adequado de cada caso tratado. Poderá realizar trabalhos de
orientação e esclarecimentos à equipe técnico-pedagógica e à família do
atendido, de acordo com as dificuldades identificadas durante o processo de
avaliação.

FINALIZANDO

Abordamos nesta aula conhecimentos importantes para a realização de


uma avaliação neuropsicopedagógica. O neuropsicopedagogo deve ter clara a
importância de compreender os fundamentos teóricos e práticos da
neuropsicopedagogia, tais como estudo e pesquisa sobre a aprendizagem
relacionada ao funcionamento do sistema nervoso. Para tanto, necessita
compreender a aprendizagem normal e as dificuldades a ela relacionadas.
Identificar as dificuldades e transtornos mais comuns ligados à aprendizagem lhe
darão suporte para iniciar uma investigação diagnóstica quando surgir o
encaminhamento de indivíduo com uma queixa. Deve ainda perceber o objetivo

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da avaliação, a fim de selecionar de forma adequada os instrumentos que utilizará
para realizá-la e assim administrá-los com correção; reunir dados, pontuação,
resultados e interpretação criteriosamente e finalizar sua avaliação com um
relatório comunicando os seus achados, sua hipótese diagnóstica, suas
sugestões de intervenção e encaminhamentos que julgue necessários, ao
solicitante da avaliação, visando responder à questão do encaminhamento. Para
a construção de um processo de avaliação e intervenção adequado, o
neuropsicopedagogo deve se familiarizar com as dificuldades de aprendizagem
mais recorrentes no âmbito escolar/acadêmico, conhecer e dominar o uso de
instrumentos de avaliação, realizar a análise dos seus resultados e uma
intervenção fundamentada nas bases teóricas da neuropsicopedagogia. O
neuropsicopedagogo, acima de tudo, deve ter a responsabilidade ética sobre seus
saberes e suas práticas.

LEITURA OBRIGATÓRIA

Texto de abordagem teórica

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION – APA. Manual Diagnóstico


Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

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