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7° GRUPO:

Almeida Antonio Joao

Jorge Francisco Gimo

M'puaché Muzé

Nélia da Esperança Luís Cornélio

Salésio Juma Tajili

Zainabo da Jubeda Mussenga

GEOGRAFIA DE MOÇAMBIQUE:

1. Recursos Hidrológicos
2. Recurso Pedológicos
3. Recursos Florestais e Faunísticos

(Licenciatura em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Comunitário)

Universidade Rovuma

Campus de Nacala-Porto

Março, 2020
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7° GRUPO:

Almeida António João

Jorge Francisco Gimo

M'puaché Muzé

Nélia da Esperança Luís Cornélio

Salésio Juma Tajili

Zainabo da Jubeda Mussenga

GEOGRAFIA DE MOÇAMBIQUE:

1. Recursos Hidrológicos
2. Recurso Pedológicos
3. Recursos Florestais e Faunísticos

Trabalho de carácter avaliativo na cadeira de


Geografia de Moçambique, curso de Licenciatura
em Gestão Ambiental e Desenvolvimento
Comunitário, 2º ano.

Orientadora: MA. Sandra Tomas

Universidade Rovuma

Campus de Nacala-Porto

Março, 2020
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ÍNDICE

INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4
1. RECURSOS HIDROLÓGICOS DE MOÇAMBIQUE .......................................................... 5
1.1. As principais bacias hidrográficas de moçambique ............................................................. 5
i. A Bacia do Rovuma ................................................................................................................. 5
ii. A Bacia de Lúrio...................................................................................................................... 5
iii. A Bacia do Zambeze ............................................................................................................ 5
iv. A Bacia de Búzi e de Púngue ............................................................................................... 5
v. A Bacia de Limpopo ................................................................................................................ 5
vi. A Bacia de Incomáti............................................................................................................. 6
vii. A Bacia de Umbelúzi ........................................................................................................... 6
viii. Rio Incomáti......................................................................................................................... 6
1.2. As características gerais dos rios de Moçambique .............................................................. 6
1.3. Os lagos de Moçambique ..................................................................................................... 7
1.4. A importância económica dos lagos e rios .......................................................................... 7
2. RECURSOS PEDOLÓGICOS ................................................................................................ 8
2.1. Classificação e distribuição dos solos em Moçambique ...................................................... 8
2.2. Importância económica dos recursos pedológicos ............................................................. 10
3. RECURSOS FLORESTAIS E FAUNÍSTICOS DE MOÇAMBIQUE ................................ 10
3.1. Recursos Florestais ............................................................................................................ 10
3.2. Recursos faunísticos de Moçambique ................................................................................ 12
3.3. Principais zonas de protecção e conservação de plantas e animais ................................... 13
3.4. A importância da fauna e flora........................................................................................... 14
CONCLUSÃO .............................................................................................................................. 15
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................... 16
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INTRODUÇÃO

O presente trabalho da cadeira de Geografia de Moçambique tem como tema, subtemas recurso
hidrológicos, recursos pedológicos de Moçambique e recursos faunísticos e florestais.

Moçambique situa-se na costa Este da África, entre as latitudes 10°20’ e 26°50’S, e entre as
longitudes 30°12' e 40°51' E. O país cobre uma área de 799,380 km², apresentando uma longa
costa de 2 770 Km e faz fronteira ao Norte com a Tanzânia, à Oeste com o Malawi, Zâmbia,
Zimbabwe e Suazilândia e à Sul com a África do Sul, numa extensão de fronteira terrestre de 2470
Km.

Administrativamente, o país está dividido em 10 províncias, nomeadamente, de Sul para Norte:


Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado. A
cidade capital, Maputo, possui também o estatuto de província.

Historicamente, Moçambique é o país mais afetado por desastres naturais na África Austral. De
acordo com dados do Relatório Mundial sobre os desastres naturais (2000), mais de oito milhões
de moçambicanos foram afectados pelas calamidades naturais, devidas sobretudo, ao regime
hidrológico, nos últimos trinta anos.

Segundo a base global de dados sobre os desastres naturais (INGC 2010), Moçambique registrou
um total de 53 calamidades decretadas pelo governo nos últimos anos; com 1,17 casos em média
por ano, destacando-se as cheias de 2000 que foram associadas a uma onda de ciclones, tendo um
impacto desastroso na vida das populações e do país em geral.

Assim sendo, o presente trabalho poderá contribuir para a aquisição de capacidades e habilidades
sobre o conhecimento científico de modo a adequá-lo à realidade actual de Moçambique.
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1. RECURSOS HIDROLÓGICOS DE MOÇAMBIQUE

1.1. As principais bacias hidrográficas de moçambique

As principais bacias hidrográficas de Moçambique: Rovuma, Lúrio, Zambeze, Búzi, Púnguè, Save,
Limpopo, Incomáti e Umbelúzi.

i. A Bacia do Rovuma
O rio Rovuma nasce na Tanzânia e tem sua foz no Oceano Índico, perto de Palma, em forma de
estuário. No nosso País percorre 650 km. Os afluentes da bacia do Rovuma são rio Lugenda (nasce
no lago Chiúta) e os rios Messinge e Lucheringo (ambos nascem no lago Niassa).

ii. A Bacia de Lúrio


O rio Lúrio nasce no monte Malema em Nampula até a sua foz no Índico, é o rio mais comprido
que nasce no interior do país. No entanto, separa as províncias do Niassa e Cabo Delgado com a
de Nampula.

iii. A Bacia do Zambeze


O rio Zambeze nasce perto de Angola, ao longo do seu percurso separa dois países, Zâmbia e
Zimbabwe. Em Moçambique percorre 820 km de Zumbo ao Índico. A bacia do Zambeze é a maior
no nosso país ocupando as províncias de Tete, Manica, Sofala e Zambézia.

iv. A Bacia de Búzi e de Púngue


Esses dois rios nascem no Zimbabwe, atravessam Manica e Sofala até Índico, percorrendo a
mesma distância de 322km, na bacia de Búzi, localiza se o rio Revue onde se encontra a Barragem
de Chicamba Real na provincial de Manica. A Bacia de Save O rio Save nasce no Zimbabwe e
tem sua foz no Índico, perto do distrito de Nova Mambone.

v. A Bacia de Limpopo
O rio Limpopo nasce na África do Sul perto de Johannesburg. A bacia de Limpopo ocupa a maior
parte da Província de Gaza e possui os seguintes afluentes:

 Rio dos elefantes onde se localiza a barragem de Massingir;


 Rio Changane que nasce perto de Chibuto
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 A barragem de Macarretane localiza-se no rio Limpopo, distrito de Chókwè.

vi. A Bacia de Incomáti


O rio Incomáti nasce na África do Sul e penetra em Moçambique através do Ressano Garcia até
Marracuene, perto da baía de Maputo. Um dos afluentes da bacia do Incomáti, é o rio Sábie onde
se localiza a Barragem de Corumana, no distrito de Moamba.

vii. A Bacia de Umbelúzi


O rio Umbelúzi nasce na Swazilândia e penetra em Moçambique através de posto administrativo
de Goba.

Ao longo do rio Umbelúzi localiza-se a barragem dos Pequenos Libombos no distrito de Boane.

Os afluentes da Bacia do Zambeze

Os afluentes da bacia do Zambeze são:Aruângua, Luia, Revúbue, Luenha, Chire.

viii. Rio Incomáti


O rio Komati, ou Incomati em português, nasce na província sul-africana de Mpumalanga.
Discorre para o leste, descendo por uma planície cortando um vale de 900 metros de profundidade
no noroeste da Suazilândia antes de atingir a Cordilheira Lebombo. Neste ponto se une ao Rio
Crocodile e corta outro vale - o de Komatipoort, de 210 metros de profundidade - através da
cordilheira. Atravessa a fronteira de Moçambique em Ressano Garcia e desemboca ao Oceano
Índico na parte norte da Baía de Maputo.

1.2. As características gerais dos rios de Moçambique

A maior parte dos rios de Moçambique são de regime periódico e temporário ou irregular. Nascem
nos países vizinhos e correm na direcção Oeste-Este em forma de escadaria.

i. Características dos rios da região Sul do País;


 O Nasce nos países vizinhos, de Oeste correm em região de planície, provocando erosão
lateral e criando meandros,
 O Possuem um fraco potencial hidroeléctrico,
 O Servem para a irrigação de campos agrícolas.
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ii. Características dos rios da região Centro e Norte do País;


 Nascem nos países vizinhos de Oeste,
 São poucos navegáveis,
 Correm nos planaltos e montanhas provocando erosão vertical,
 Servem para a produção de energia eléctrica,
 Possuem um elevado potencial hidroeléctrico.

1.3. Os lagos de Moçambique


A importância económica dos lagos em Moçambique.

Lagos - são massas de água permanente concentrada em zonas de depressão que não tem uma
comunicação imediata com o mar.

Os lagos podem ser naturais ou artificias.

 Lagos naturais resultam dos movimentos internos da terraou por meio da erosão.

o Lagos de origem interna

Em Moçambique os lagos da zona norte, sobretudo na província do Niassa, são de origens


tectónicas;

o Lagos externos

Resultam da erosão ou da acumulação de sedimentos.

 Lagos artificiais resultam da acção humana

1.4. A importância económica dos lagos e rios

 Abastecimento de água potável para o consumo industrial e doméstico;


 Irrigação dos campos agrícolas;
 Produção de energia eléctrica.
 Pratica da pesca, pecuária, indústria, agricultura, turismo, transportes e comunicação etc.
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2. RECURSOS PEDOLÓGICOS

2.1. Classificação e distribuição dos solos em Moçambique

A classificação dos solos está relacionada com as condições hídricas, morfológicas locais; a
influência do clima, a natureza geológica e a idade da rocha matriz, distribuem-se de forma
irregular ao longo do território nacional, conforme se pode depreender de Norte para o Sul dos
pais:

i. Solos da região Norte: nesta região verifica-se uma alternância de diferentes tipos de
solos, como: Solos franco-argilosos-avermelhados, argilosos vermelhos, castanhos
profundos cobrindo uma área considerável da zona. Eles são permeáveis pouco
susceptíveis à erosão e no litoral ocorrem solos arenosos dunares expostos à acção eólica.
ii. Solos da região Centro: nota-se solos a ocorrência de solos franco-arenosos avermelhados
argilosos e os fluviais cobrindo as bacias hidrográficas e apresentam maior índice de
fertilidade. Os chamados solos escuros caracterizam algumas zonas da província de Tete
devido à ocorrência do carvão mineral (INDE, 2009).
iii. Solos da região Sul: a região apresenta uma predominância de solos arenosos brancos
bastante permeáveis, solos fluviais de elevado grau de fertilidade e já são pouco evoluídos
e não muito aptos para a prática da agricultura uma vez que são pouco profundos.
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Mapa 1:principais tipos de solo em Moçambique (Atlas Moçambique 2008: 26)


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2.2. Importância económica dos recursos pedológicos

É por meio do solo que alguns animais se alimentam e que grande parte dos alimentos são
produzidos. Logo, o solo é o fundamento básico para a produção agrícola.
Ao consumir os alimentos, as vitaminas e minerais são absorvidos pelo corpo em razão dessas
substâncias terem sido retiradas da terra. O mesmo acontece quando nos alimentamos de animais
que, por sua vez, se alimentaram de plantas que absorveram as vitaminas e minerais do solo.

O solo também é importante para o desenvolvimento da urbanização, pois ele é uma matéria-
prima necessária para a construção de casas e edifícios. No entanto, o que muita gente não imagina
é que mediante o plantio vai acontecendo, o solo vai perdendo parte dos seus nutrientes, a exemplo
do cálcio e magnésio, e que eles precisam ser repostos para dar lugar a novas plantações.
Esse nutrientes podem ser recuperados de diversas formas, através de compostos, estercos ou
resíduos de algumas plantas. Algumas técnicas de manejo devem sempre ser usadas para melhorar
e manter a fertilização do solo. (INAM, 2016).
Entre elas estão: a análise da composição do solo, drenagem aragem, adubação, irrigação da
plantação, utilização de agrotóxicos, etc. Dessa forma, conclui-se que a importância do solo está
relacionada aos nutrientes que ele oferece para cada tipo de plantação.

3. RECURSOS FLORESTAIS E FAUNÍSTICOS DE MOÇAMBIQUE

3.1. Recursos Florestais

A cobertura de Moçambique pela vegetação natural deve-se, por um lado, a sua localização
geográfica e por outro, a diferentes factores, tais como: latitude, altitude, geologia, clima, solos,
entre outros. Razão pela qual, apresenta diferentes tipos de formações vegetais. (INDE, 2009).

Das mais de vinte (20) regiões fitogeográficas existentes em Moçambique, segundo a sua
localização geográfica no continente africano, importa-nos destacar apenas três (3), a saber:
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i. Centro regional de Endemismo Zambeziano; 2- Mozaíco regional Zanzibar; 3- Mozaíco


regional Tongoland – Pongoland
ii. Centro regional de Endemismo Zambeziano
Esta região caracteriza-se por apresenta uma riqueza florística avaliada em cerca de 8.500
espécies das quais 4.590 são endémicas, o correspondente a 54% e uma diversidade de
formações vegetais, tais como: florestas abertas de miombo, floresta de montanha, floresta
galeria, floresta aquática (mangal), savanas, mata indiferenciada, entre outras.
iii. Em termos de cobertura, a região abrange as três regiões do país: Norte- Niassa e Nampula
(zonas planálticas do interior e o litoral angochiano). Centro- Sofala, Manica, Zambézia
(rio Raraga) e parte de Tete. Sul- Interior das províncias de Inhambane, Gaza e Maputo.

Savana - é uma formação vegetal menos desenvolvida com três estratos, elas são típicas das zonas
de fraca precipitação e com aspecto diferenciado, de acordo com a sua constituição, assim
distingue-se:

 Savana herbácea com domínio de estrato herbáceo de gramíneas ou capim.


 Savana arbustiva o estrato de arbustos é dominante em relação aos outros (herbáceo e
arbóreo).
 Savana arbórea apresenta os três estratos, sendo o de árvores o mais dominante.

A savana arbórea também floresce nas altitudes médias dos vales inferiores dos rios sendo
caracterizada por vários subtipos que correspondem com as variações edáficas. É uma vegetação
de caráter xereofílicos que aumenta com a salinidade, ocorrendo em solos salinos, argilosos ou
arenosos e em áreas restritas. Esta forma de vegetação integra, em geral, as pastagens e tipos de
themeda-turbina (MUCHANGOS, 1999).

Floresta galeria desenvolve-se ao longo das margens dos rios com um aspecto de um túnel, trata-
se duma vegetação que se confunde com a floresta densa, ocorrendo principalmente nas regiões
Norte e Centro.

 Estepe- é uma formação vegetal muito menos desenvolvida e típica das zonas sob
influência de climas tropical seco e semi-árido que ocorrem principalmente nas terras do
interior das províncias de Inhambane, Gaza, Maputo e Sul de Tete.
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 Flora aquática/Mangal- cresce ao longo da costa, sobre solos halomórficos (salgados)


sob influência das marés, ventos marítimos e descargas dos rios. O seu aspecto vegetativo
varia entre arbustivo e arbóreo.
 Pradaria- formação vegetal principalmente de gramíneas baixas de altura que vai até um
metro e desprovida de arbustos e árvores. Ela desenvolve-se em zonas planas de solos
aluvionares de textura média e fina que se sujeitam às inundações em regiões
depressionárias
 Flora cultural- refere-se a espécies vegetais seleccionadas pelo Homem segundo o seu
valor socioeconómico e cultural. Fazem parte da flora cultural espécies como: fruteiras,
cereais, oleaginosas e árvores de sombra.

3.2. Recursos faunísticos de Moçambique

Zoogeograficamente, Moçambique enquadra – se na chamada região etiópica. A sua diversidade


faunística é determinada por diferentes factores, tais como: clima, solo, geologia, vegetação,
recursos hídricos, altitude, latitude e acção humana, que também no seu conjunto influenciam na
distribuição geográfica das espécies faunísticas. (MUCHANGOS, 1999).

Da relação clima, a cobertura vegetal, afigura-se mais fundamental para a vida animal. Assim, nas
formações vegetais do tipo savana e floresta aberta, registase uma certa riqueza tanto em
quantidade, como em variedade de espécies. A savana destaca-se como sendo o melhor habitat
para animais de pequeno e grande porte de natureza diversificada: Herbívoros (rinocerontes,
elefantes, búfalos, antílopes, zebras, girafas, pala-palas, etc.), carnívoros (leões, tigres, leopardos,
chitas, hienas, etc.), répteis, insectos e aves (nas suas mais variadas espécies). No meio aquático
(o crocodilo, a lula, o caranguejo, o camarão, o peixe (nas suas mais variadas espécies) o polvo, a
lagosta, o mexilhão, a baleia, o golfinho, a tartaruga marinha, etc.
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FIGURA 1: Algumas das espécies faunísticas de Moçambique (Atlas Moçambique 2008: 29)

3.3. Principais zonas de protecção e conservação de plantas e animais

As zonas de protecção da vida selvagem (flora e fauna) de diferentes espécies e natureza,


correspondem a parques, reservas e coutadas.

Tabela 1: Parques Nacionais

Parques Nacionais Localização Área (km²)


Parque Nacional de Gorongosa Sofala 5370
Parque Nacional de Zinave Inhambane 6000
Parque Nacional de Banhine Gaza 7000
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Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto Inhambane 1600


Parque Nacional das Quírimbas Cabo Delgado 7500
Parque Nacional do Limpopo Gaza 10000
Fonte: NANJOLO, 2008: 49

Tabela 2: Reservas de caça

Reservas de caça Localização Área (km²)


Reserva Especial de Maputo Maputo 700
Reserva de Pomene Inhambane 200
Reserva do Gilé Zambézia 2100
Reserva de Marromeu Sofala 1500
Reserva do Niassa Niassa 42200
Fonte: NANJOLO,2008:49

3.4. A importância da fauna e flora


A importância da fauna e flora para nossas vidas está diretamente relacionada a manutenção do
equilíbrio na natureza.

Nesse sentido, cabe ainda ressaltar que cada animal ou planta, por pequeno que seja, tem sua
função específica dentro da natureza e por isso, a sua ausência resulta em prejuízos muito difíceis
de recuperar para a humanidade. Além de fornecimento de emprego, a fonte de produção de muitos
produtos e a turismo, a fauna e flora ajuda no combate ao aquecimento global, uma vez que deixa
o ar mais puro, já o ciclo dos animais nos beneficiam com a biodiversidade.
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CONCLUSÃO

A proposta deste trabalho foi a de dar o passo inicial para a construção de uma base de dados
geoambientais dos recursos hidrológicos, recursos pedológicos e recursos florestais e faunísticos
que sirva de suporte para a gestão dos recursos em moçambique, de grande importância de
Moçambique. Várias dificuldades foram superadas no desenvolvimento deste trabalho, ressaltando
se o aprendizado de geotecnologias que ainda são pouco empregadas nas instituições de gestão de
recursos desse país, e cujo uso vem se tornando fundamental para o planejamento e gestão
territorial e ambiental.

É importante observar a inexistência ou precariedade de estudos sobre os vários aspectos


geoambientais (geologia, solos, vegetação, clima, geomorfologia etc.) de Moçambique. Os dados
secundários coletados, em sua grande parte, são muito antigos, genéricos e carecem de mapas
digitais ou qualquer tipo de base georreferenciada. Esta pesquisa procurou dar uma passo inicial
na criação de bases georrefereciadas, que, futuramente, podem engendrar o desenvolvimento de
novos levantamentos e/ou atualização dos dados existentes.

Como resultados alcançados, destacam-se o georreferenciamento, a delimitação e a extração da


área da bacia, bem como a geração de um mapa de uso e cobertura da terra do ano de 2009, obtido
a partir de imagens do atlas geográficas de Moçambique, e analisadas por técnicas de
sensoriamento e geoprocessamento. Como ponto inicial, esse mapa já se constitui em uma base
para planejamento, contribuindo para o monitoramento da evolução espaço-temporal resultantes
das transformações produtivas que vêm se acelerando no país.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 BILA, Helena e FONDO, Jeremias Luís. Geografia. 10ª Classe. ed Person., Maputo. 2013.
 IEDA. Material de Estudo da Geografia 10ªClasse. Índia. 2013.
 INDE. Atlas de Moçambique. Editora Nacional de Moçambique. S.A. Maputo. 2009.
 INE, Anuário Estatístico, 2011.
 MATOS, M, Ramalho. A Terra, Planeta Dinâmico. Edições ASA. Porto. 1989.
 MUCHANGOS, Aniceto dos, Moçambique Paisagens e Regiões Naturais, edição do autor,
s/l, 1999.
 NANJOLO, Luís Agostinho e ISMAEL, Abdul Ismael. Geografia 10ª Classe. Texto
Editores. Maputo. 2007.
 SILVA, José Julião. Geografia 10ª Classe. Plural Editores. Maputo. 2013.
 TEMBE, GRAZIELA, Geografia 9ª classe. Texto Editores, Lda. Maputo, 2008.
 FRANCISCO, António Álvaro Desenvolvimento Comunitário em Moçambique
Contribuição para a sua compreensão crítica. Maputo Moçambique, 2007.
 INAM Instituto Nacional de Meteorologia. 2006. Situação Ciclónica no período de 1998 a
2006. Maputo, Moçambique, 2006.

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