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GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

ENSINO MÉDIO

2013
ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Confúcio Aires Moura


Governador

Airton Pedro Gurgacz


Vice Governador

Isabel de Fátima Luz


Secretária de Estado da Educação

Daniel Glaucio Gomes de Oliveira


Secretário Adjunto de Estado da Educação

Rute Alves da Silva Carvalho


Gerente de Educação

Maria Angélica da Silva Ayres Henrique


Subgerente da Gerência de Educação

Elaboração
Coordenadores Pedagógicos e Professores da Rede Estadual de Ensino de Rondônia
Coordenadores Pedagógicos das Coordenadorias Regionais de Educação
Técnicos da SEDUC

Equipe de Revisão Ortográfica


Alba Patrícia Gonçalves Correia
Ana Lúcia da Silva Silvino Pacini
Rachel de Oliveira Lima Moraes
Chirlane Nobre Belo
Cleidiane da Penha Segura de Melo
Edna Carla Neves do Amaral
Evaci Maria Moreira
Hélio Rodrigues da Rocha
Jacimara Nascimento Von Dollmger
Joelygia Maria de Moura Siena
Sonja Enie de Melo Andrade
Vânia Sales da Silva

Coordenação de Elaboração
Angelina Pereira dos Santos Lima
Cristina Maria de Paula
Sandra Teixeira de Assunção
Valdeci Teixeira Silva Andrade Santos
Vanessa Campanari Gaio

Coordenação Geral
Rute Alves da Silva Carvalho
Zuleide Santos Farias
EDUCADORES,

Este Referencial Curricular constitui-se documento que orienta o planejamento de ensino dos professores,
priorizando atividades capazes de propiciar aprendizagens significativas e dessa forma estabelecer estratégias
para melhorar a qualidade do ensino e o sucesso da aprendizagem.
O conceito fundamental do Referencial Curricular para as escolas do Estado é que a educação seja vivida no dia
a dia das pessoas, para que se incorporem no aluno os princípios da cidadania. Este referencial foi elaborado
pelos professores, técnicos educacionais e coordenadores pedagógicos, dentro da nossa realidade e necessi-
dade. É o nosso modelo. Atende ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio, além da modalidade de Educação
de Jovens e Adultos-EJA.
Com base neste Referencial, a escola poderá elaborar o seu currículo adequando-o às especificidades e pe-
culiaridades, de acordo com a etapa de ensino ofertada e/ou modalidade de ensino atendida, considerando
também os aspectos regionais e locais, para que fique com a cara da comunidade.
O presente Referencial Curricular é um marco histórico da Educação do Estado de Rondônia; depois dele, acre-
ditamos que o ensino e a aprendizagem serão diferentes. Nosso maior orgulho - Ele é fruto da cooperação. Foi
composto com o nosso suor e com a força dos professores de todo o Estado.
Certamente, ao longo do tempo, ajustes serão necessários a fim de que ele fique ainda melhor e, você, está
convidado (a) a participar desse processo. O mais importante é que os professores também necessitarão de
aperfeiçoamento permanente para o entrosamento com o presente documento.
Veja bem, a palavra Referencial, pressupõe que, a partir dele você pode construir algo novo. Vamos todos jun-
tos, comemorar este grande passo para a Educação do Estado de Rondônia.

Isabel de Fátima Luz


Secretária de Estado da Educação

Confúcio Aires moura


Governador do Estado de Rondônia
Na escola, o currículo – espaço em que se concretiza o processo edu-
cativo – pode ser visto como o instrumento central para a promoção
da qualidade na educação. É por meio do currículo que as ações peda-
gógicas se desdobram nas escolas e nas salas de aula. É por meio do
currículo que se busca alcançar as metas discutidas e definidas, coleti-
vamente, para o trabalho pedagógico. O currículo corresponde, então,
ao verdadeiro coração da escola. Daí a necessidade de permanentes
discussões sobre o currículo, que nos permitam avançar na compreen-
são do processo curricular e das relações entre o conhecimento escolar,
a sociedade, a cultura, a autoformação individual e o momento históri-
co em que estamos situados. (MOREIRA, 2008, p.5)
SUmÁRIO

ApRESENTAÇÃO.................................................................................................................................... 9
1. ESCOLA E CURRÍCULO ...................................................................................................................... 10
2. ENSINO méDIO ................................................................................................................................. 11
2.1. Marco Normativo ........................................................................................................................................................ 11
2.2. A Pesquisa como Princípio Pedagógico .............................................................................................................. 12
3. ORIENTAÇÃO mETODOLÓGICA ....................................................................................................... 14
3.1. Dimensões da ação pedagógica no Currículo: Interdisciplinaridade e Transversalidade .................. 14
3.2. Mediação Tecnológica ............................................................................................................................................. 15
4. TEmAS TRANSVERSAIS/SOCIAIS E CONTEÚDOS OBRIGATÓRIOS .................................................. 16
4.1. Educação Ambiental ................................................................................................................................................. 16
4.2. Educação para o Trânsito ........................................................................................................................................ 18
4.3. Educação em Direitos Humanos .......................................................................................................................... 19
4.4. Educação Fiscal ........................................................................................................................................................... 20
4.5. Educação Alimentar e Nutricional ......................................................................................................................... 26
4.6. O Processo de Envelhecimento, o Respeito e a Valorização do Idoso ....................................................... 26
4.7. História, Cultura Afro-Brasileira e Indígena ........................................................................................................ 28
4.8. Música ............................................................................................................................................................................. 28
5. O CURRÍCULO E AS AVALIAÇÕES ExTERNAS ................................................................................ 29
6. ÁREA DE CONhECImENTO: LINGUAGENS ..................................................................................... 32
6.1. Caracterização da Área de Linguagens ................................................................................................................ 32
6.2. Língua Portuguesa - 1º ao 3º Ano .......................................................................................................................... 32
6.3. Língua Inglesa - 1º ao 3º Ano................................................................................................................................... 49
6.4. Língua Espanhola - 1º ao 3º Ano............................................................................................................................. 54
6.5. Língua Materna, para populações indígenas .................................................................................................... 61
6.6. Arte - 1º ao 3º Ano....................................................................................................................................................... 62
6.7. Educação Física - 1º ao 3º Ano ................................................................................................................................. 101
7. ÁREA DE CONhECImENTO: mATEmÁTICA .................................................................................... 116
7.1. Caracterização da Área de Matemática - 1º ao 3º Ano ..................................................................................... 116
8. ÁREA DE CONhECImENTO: CIêNCIAS DA NATUREZA .................................................................. 126
8.1. Caracterização da Área de Ciências da Natureza .............................................................................................. 126
8.2. Biologia - 1º ao 3º Ano ............................................................................................................................................... 126
8.3. Física - 1º ao 3º Ano .................................................................................................................................................... 133

7
8.4. Química - 1º ao 3º Ano .............................................................................................................................................. 139
9. Área de Conhecimento: Ciências Humanas ......................................................................... 156
9.1. Caracterização da Área de Ciências Humanas ................................................................................................... 156
9.2. História - 1º ao 3º Ano ............................................................................................................................................... 157
9.2.1. História de Rondônia - 3º Ano ............................................................................................................................... 163
9.3. Geografia - 1º ao 3º Ano ........................................................................................................................................... 165
9.3.1. Geografia de Rondônia - 3º Ano........................................................................................................................... 173
9.4. Filosofia - 1º ao 3º Ano ............................................................................................................................................. 174
9.5. Sociologia - 1º ao 3º Ano .......................................................................................................................................... 179
10. MODALIDADES DE EDUCAÇÃO - A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA .............................. 183
10.1. Educação Especial .................................................................................................................................................... 183
10.2. Educação do Campo - 1º ao 3º Ano .................................................................................................................... 189
10.2.1. Componente Curricular de Noções Básicas de Agroecologia
e Zootecnia - NBAZ ..................................................................................................................................... 190
10.3. Educação Escolar Quilombola .............................................................................................................................. 193
10.4. Educação Escolar Indígena ................................................................................................................................... 195
10.5. Educação Profissional e Tecnológica ................................................................................................................. 198
11. Educação Empreendedora .................................................................................................... 202
12. EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL ................................................................................................ 203
13. AVALIAÇÃO: PARTE INTEGRANTE DO CURRÍCULO ....................................................................... 204
14. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................ 206

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ApRESENTAÇÃO

A década de 1990 foi marco de uma reforma educa- A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia,
cional que teve como eixo principal a mudança da or- objetivando a melhoria na qualidade de ensino, de-
ganização curricular no país, na qual foram definidas flagrou discussão sobre o currículo, visando atender
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação. Es- às exigências do Ministério da Educação e promover
sas Diretrizes determinaram novas bases filosóficas e transformação no processo educativo, priorizando
metodológicas, a partir das quais deveriam desenvol- um desenho curricular por competências e habilida-
ver-se os currículos nos sistemas estaduais de ensino. des a serem desenvolvidas por meio da contextuali-
zação dos conhecimentos e da interdisciplinaridade,
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
considerando a identidade regional.
9.394/96, em consonância com o que estabelece a
Constituição Federal de 1988, concebe a educação Para tanto, foram convidados a participar do proces-
como Direito de todos, alicerçada na ética e nos va- so de discussão profissionais da educação: professo-
lores da solidariedade, liberdade, justiça social e sus- res, orientadores educacionais, supervisores escola-
tentabilidade, cuja finalidade é o pleno desenvolvi- res, diretores, representantes de Conselhos Escolares,
mento de cidadãos críticos e compromissados com a técnicos das Coordenadorias Regionais de Educação,
transformação social. Núcleos de Apoio às Coordenadorias e instituições
parceiras.
As Diretrizes Curriculares Nacionais foram redefini-
das, passando a orientar a estruturação do currículo Estabeleceu-se como prioridade promover uma
por áreas de conhecimento, as quais são: Linguagens, construção participativa, coletiva e democrática, pos-
Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas sibilitando ampla discussão e reflexão sob diferentes
e Ensino Religioso para o Ensino Fundamental e as olhares e com a efetiva participação dos protagonis-
Áreas de Linguagens, Matemática, Ciências da Natu- tas da ação pedagógica que executam o currículo do
reza e Ciências Humanas para o Ensino Médio. dia a dia da escola- os professores. Dessa forma, con-
sidera-se assegurada a legitimidade do processo de
A coletânea de Parâmetros Curriculares Nacionais e
elaboração.
de importantes documentos legais, dentre os quais
o Plano Nacional de Educação e o Plano de Desen- A construção deste Referencial Curricular tem como
volvimento da Educação, respaldados nos preceitos principais objetivos: contribuir com a inclusão escolar
constitucionais e princípios educacionais, reafirmam de toda população estudantil, o acesso ao conheci-
a necessidade e obrigação dos estados de elabora- mento com equidade; propiciar condições de perma-
rem referencial curricular próprio, capaz de orientar nência e sucesso na escola; melhorar a qualidade do
as ações educativas, de forma a adequá-lo aos ideais processo ensino e aprendizagem; fornecer às escolas
democráticos e à busca da melhoria na qualidade do informações e orientações sobre estratégias pedagó-
ensino. gicas e contemplar as especificidades regionais.
Além disso, para acompanhar as transformações do Este documento balizador do fazer pedagógico e
contexto atual, os indivíduos têm modificado suas re- norteador das ações no espaço escolar pretende
lações, o que obriga a escola a se atualizar para aten- orientar os profissionais no desenvolvimento de suas
der às crescentes demandas e cumprir a sua função atividades, almejando melhorar o processo ensino e
social. Isso posto, requer o repensar do currículo es- aprendizagem e, consequentemente, a qualidade da
colar, perpassando pela reflexão sobre que cidadãos educação no Estado de Rondônia.
queremos.

9
1. ESCOLA E CURRÍCULO

A Escola é o ambiente educativo voltado ao processo - Saberes envolvem um conjunto de situações


de escolarização e compromisso com os saberes, há- vivenciadas, adquiridas ao longo da vida e que
bitos, atitudes, conhecimentos, culturas, ideologias contribuem na formação do indivíduo. Todos
e valores socialmente referenciados em processo de têm saberes próprios, de acordo com suas expe-
constituição permanente de reflexão e transforma- riências, e estes devem ser articulados ao saber
ção social para inclusão e melhoria da convivência formal, favorecendo a integração com seu meio
humana. Ela se constitui num espaço de ampliação social;
do conhecimento, por estar centrada nas interações
- Um currículo para formação humana considera
entre educador e educando. Cabe à escola garantir
que o conhecimento formal traz outras dimen-
a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos
sões ao desenvolvimento humano, não se limi-
necessários para a vida em sociedade.
tando apenas à aprendizagem do aluno ou às re-
Ter clareza da função social da escola e do homem alidades regionais, ou seja, o conhecimento não
que se quer formar é fundamental para realizar uma é tão somente uma apropriação individual, mas
prática pedagógica competente e socialmente com- um processo de desenvolvimento do sujeito nas
prometida, particularmente num Estado de contraste suas relações com o outro, que terá reflexo na
como o de Rondônia, onde convivem grandes desi- vida em sociedade;
gualdades econômicas, sociais e culturais.
- A competência não é algo que se alcança, e sim
O Currículo Escolar configura-se como o conjunto de algo que, como feixe de relações, se desenvolve
valores e práticas que proporcionam a produção, a em conjunto com o indivíduo. Moretto (2004)
socialização de significados no espaço social e contri- ressalta que a competência não é algo abstrato
buem intensamente para a construção de identida- ou descontextualizado, mas está sempre ligada
des socioculturais dos educandos. O Currículo inclui a uma situação complexa (situações simples, ha-
não só os componentes curriculares centrais obriga- bituais, não requerem a mobilização de recursos
tórios previstos na legislação e nas normas educacio- de ordem superior). A competência, portanto,
nais, mas outros, de modo flexível e variável, confor- implica na mobilização de conhecimentos e
me cada projeto pedagógico escolar. esquemas cognitivos na busca de desenvolver
respostas inéditas, criativas e eficazes para a re-
O Referencial Curricular do Estado de Rondônia de-
solução de problemas novos nas atividades pro-
fende que o currículo escrito sofre influências das
postas;
experiências vividas, transcendendo os guias curri-
culares. O currículo que queremos envolve questões - As Habilidades se constituem de linguagens, co-
técnicas, políticas, éticas e estéticas. A escola recebe nhecimentos, atitudes e saberes adquiridos que,
influência de diversos mecanismos, sendo assim, mobilizados, permitem a manifestação da com-
deve permitir que o educando compartilhe as experi- petência.
ências vividas e se aproprie também das oportunida-
Para o desenvolvimento de competências e habili-
des. O currículo é um processo coletivo que envolve
dades, admite-se que a aprendizagem deve ser con-
todos os segmentos da comunidade escolar, selecio-
siderada sempre como aprendizagem de algo para
nando saberes, competências, conhecimentos e ha-
a construção de conceitos ao longo do desenvolvi-
bilidades.
mento humano. Por sua vez, o conteúdo formal, que
Sabemos que grande é a discussão sobre a importân- integra os conhecimentos adquiridos e mobilizados
cia relacionada ao desenvolvimento cognitivo, mas no processo do desenvolvimento de competências e
temos como objetivo a ampliação de todos os fato- habilidades, se coloca à disposição do conhecimento,
res que contribuem para a formação do educando, para além das ações prescritivas. Por esse viés, o cen-
tais como: tro da aprendizagem é o processo.

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2. ENSINO méDIO
2.1. marco Normativo

O Ensino Médio está assegurado na Lei de Diretrizes 5. indissociabilidade entre educação e prática
e Bases da Educação Nacional 9.394/96, no Parecer social, considerando-se a historicidade dos
n. 5 CNE/CEB de 24/01/2011 e na Resolução n. 2 CNE/ conhecimentos e dos sujeitos do processo
CEB de 30 de janeiro de 2012, que define as Diretri- educativo, bem como entre teoria e prática no
zes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. processo de ensino-aprendizagem;
De acordo com o art. 35 da LDB nº 9.394/96 o Ensino 6. integração de conhecimentos gerais e, quan-
Médio, etapa final da educação básica, com duração do for o caso, técnico-profissional realizado na
mínima de três anos, terá como finalidades: perspectiva da interdisciplinaridade e da con-
1. a consolidação e o aprofundamento dos co- textualização;
nhecimentos adquiridos no ensino fundamen-
7. reconhecimento e aceitação da diversidade e da
tal, possibilitando o prosseguimento de estu-
realidade concreta dos sujeitos do processo edu-
dos;
cativo, das formas de produção, dos processos
2. a preparação básica para o trabalho e a cida- de trabalho e das culturas a eles subjacentes;
dania do educando, para continuar aprenden-
do, de modo a ser capaz de se adaptar com 8. integração entre educação e as dimensões do
flexibilidade a novas condições de ocupação trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura
ou aperfeiçoamento posteriores; como base da proposta e do desenvolvimento
curricular.
3. o aprimoramento do educando como pessoa
humana incluindo a formação é tica e o de- Ainda na Resolução CNE/CEB n. 2/2012, em seu Artigo
senvolvimento da autonomia intelectual e do 13 contempla: “As unidades escolares devem orientar
pensamento crítico; a definição de toda proposição curricular, fundamen-
4. a compreensão dos fundamentos científicos- tada na seleção dos conhecimentos, componentes,
tecnológicos dos processos produtivos, rela- metodologias, tempos, espaços, arranjos alternativos
cionando a teoria com a prática, no ensino de e formas de avaliação, tendo presente:
cada disciplina. 1. as dimensões do trabalho, da ciência, da tecno-
5. As novas Diretrizes curriculares Nacionais para logia e da cultura como eixo integrador entre
o Ensino Médio, etapa final da Educação Bá- os conhecimentos de distintas naturezas, con-
sica, concebida como conjunto orgânico, se- textualizando-os em sua dimensão histórica e
quencial e articulado, devem assegurar sua em relação ao contexto social contemporâneo;
função formativa para todos os estudantes,
sejam adolescentes, jovens ou adultos, aten- 2. o trabalho como princípio educativo, para a
dendo, mediante diferentes formas de oferta compreensão do processo histórico de pro-
e organização. dução científica e tecnológica, desenvolvida e
apropriada socialmente para a transformação
A Resolução n. 2, em seu artigo 5º assegura que, “O das condições naturais da vida e a ampliação
Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e das capacidades, das potencialidades e dos
organização, baseia-se em”. sentidos humanos;
1. formação integral do estudante;
3. a pesquisa como princípio pedagógico, possibi-
2. trabalho e pesquisa como princípios educati- litando que o estudante possa ser protagonista
vos e pedagógicos, respectivamente; na investigação e na busca de respostas em um
3. educação em direitos humanos como princí- processo autônomo de (re) construção de co-
pio nacional norteador; nhecimentos.
4. os direitos humanos como princípio norteador,
4. sustentabilidade ambiental como meta uni- desenvolvendo sua educação de forma integra-
versal;

11
da, permeando todo o currículo, para promover ção com a Educação Profissional e Tecnológica, ob-
o respeito a esses direitos e convivência humana. servadas as Diretrizes específicas, com as cargas ho-
rárias mínimas de: 3.200 (três mil e duzentas) horas,
5. a sustentabilidade socioambiental como meta
no Ensino Médio regular integrado com a Educação
universal, desenvolvida como prática educativa
Profissional Técnica de Nível Médio e 2.400 (duas mil
integrada, contínua e permanente e baseada na
e quatrocentas) horas, na Educação de Jovens e Adul-
compreensão do necessário equilíbrio e respeito
tos integrada com a Educação Profissional Técnica de
nas relações do ser humano com seu ambiente. Nível Médio, respeitado o mínimo de 1.200 (mil e du-
Esta Resolução preconiza ainda, que o Ensino Médio zentas) horas de educação geral, podendo também,
pode organizar-se em tempos escolares no formato aplicar 1.400 (mil e quatrocentas) horas, na Educação
de séries anuais, períodos semestrais, ciclos, módulos, de Jovens e Adultos integrada com a formação inicial
alternância regular de períodos de estudos, grupos e continuada ou qualificação profissional, respeitado
não seriados com base na idade, na competência e em o mínimo de 1.200 (mil e duzentas) horas de educa-
outros critérios ou por forma diversa de organização, ção geral.
sempre que o interesse do processo de aprendizagem Na Educação Especial, na Educação do Campo, na
assim o recomendar. Educação Escolar Indígena, na Educação Escolar Qui-
• Ensino Médio regular com duração mínima é lombola de pessoas em regime de acolhimento ou
de 3 (três) anos e carga horária mínima total de internação e em regime de privação de liberdade e
2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, tendo na Educação a Distância, deve ser observado as res-
como referência, uma carga horária anual de 800 pectivas Diretrizes e normas nacionais.
(oitocentas) horas, distribuídas em pelo menos
200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar;
2.2. A Pesquisa como Princípio Pedagógico
• Ensino Médio regular diurno, quando adequado
aos seus estudantes, pode se organizar em regi-
me de tempo integral com, no mínimo, 7 (sete) Em conformidade com o Art.22 da Lei 9.394/96, “a
horas diárias; educação básica tem por finalidade desenvolver o
educando, assegurar-lhe a formação comum indis-
• Ensino Médio regular noturno, adequado às pensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe
condições de trabalhadores, respeitado o míni- meios para progredir no trabalho e em estudos pos-
mo de duração e de carga horária, o projeto po- teriores”.
lítico-pedagógico deve atender com qualidade
a sua singularidade, especificando uma organi- Nesta perspectiva, cabe à escola considerar na orga-
zação curricular e metodológica diferenciada, e nização curricular uma orientação metodológica ba-
pode, para garantir a permanência e o sucesso seada no princípio da “liberdade de aprender, ensinar,
destes estudantes: ampliar a duração do curso pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o
saber” (Inciso II, Art. 4º da Resolução nº 4/CEB de 13 de
para mais de 3 (três) anos, com menor carga ho-
julho de 2010).
rária diária e anual, garantido o mínimo total de
2.400 (duas mil e quatrocentas) horas; Para tanto, a organização do trabalho pedagógico
deve ter como fio norteador “a pesquisa como prin-
• Na modalidade de Educação de Jovens e Adul-
cípio pedagógico, possibilitando que o estudante possa
tos, observadas suas Diretrizes específicas, com
ser protagonista na investigação e na busca de respos-
duração mínima de 1.200 (mil e duzentas) ho-
tas em um processo autônomo de (re) construção de co-
ras, devem ser especificadas uma organização nhecimentos (Inciso III, Art.13 da Resolução CNE/CEB
curricular e metodológica diferenciada para os nº 2, de 30 de janeiro de 2012).
estudantes trabalhadores que podem: ampliar
seus tempos de organização escolar, com menor Considerar na organização metodológica do proces-
carga horária diária e anual, garantida sua dura- so ensino-aprendizagem a pesquisa como princípio
ção mínima. pedagógico significa contemplar, de acordo com
Demo (1998):
Atendida a formação geral, incluindo a preparação
básica para o trabalho, o Ensino Médio pode preparar 1. a convicção de que a educação pela pesquisa é
para o exercício de profissões técnicas, por integra- a especificidade mais própria da educação es-

12 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


colar e acadêmica; ção na sociedade de maneira crítica.
2. o reconhecimento de que o questionamento A pesquisa deve ser assumida como uma atitude na
reconstrutivo com qualidade formal e política é prática pedagógica em que o docente terá que aper-
o cerne do processo de pesquisa; feiçoá-la, estando em constante estado de formula-
ção, reformulação, construção, reconstrução e inova-
3. a necessidade de fazer da pesquisa atitude coti-
ção de seus conhecimentos e questionamentos, em
diana no professor e no aluno.
um compromisso intrínseco. A este respeito, Freire
O questionamento reconstrutivo é o principal di- (1996, p 29) menciona:
ferencial da educação por fazer uso da problemati-
Enquanto ensino, continuo buscando, reprocuran-
zação como instrumento de incentivo à pesquisa, à
do. Ensino porque busco, porque indaguei, porque
curiosidade e a formulação própria por parte do alu-
indago e me indago. Pesquiso para constatar, con-
no que reconstrói o conhecimento sob a orientação
tatando, intervenho intervindo educo e me educo.
de professores pesquisadores. A elaboração própria
Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e
é à base da aprendizagem ativa, através da qual o alu-
comunicar ou anunciar a novidade.
no tenta, sob orientação do professor, fazer-se autor.
Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais,
A pesquisa é então, entendida como um instrumento
busca-se assegurar no currículo escolar a pesquisa na
problematizador que, quando planejada e mediada
escola em geral, pois, conforme Marcos Bagno (2002)
pelo professor, faz do aluno-copiador um aluno-pes-
a atividade de pesquisa pode ser transformada numa
quisador, provocando transformações no aluno e no
grande fonte de aquisição de conhecimento. Ensinar
professor em relação à construção da autonomia do
e aprender são possibilidades para que o aluno che-
pensar.
gue sozinho às fontes de conhecimento que estão à
Há necessidade de reconhecer a pesquisa como gran- sua disposição na sociedade. Ensinar e aprender deve
de aliada do processo de ensino e aprendizagem, por apontar o caminho, bem como orientar o educando
ser um forte instrumento metodológico que leva o para que desenvolva um olhar crítico que lhe permi-
aluno a indagar, pensar, discutir e refletir, sobre ques- ta reconhecer as trilhas que conduzem às verdadeiras
tões que elevam o seu espírito investigativo, argu- fontes de informação e conhecimento.
mentativo, permitindo a construção e reconstrução
de seus conhecimentos, e possibilitando uma atua-

13
3. ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA

A concretização dos princípios metodológicos para recair no relativismo epistemológico, ao contrário,


o Currículo das Escolas Estaduais do Ensino Funda- elas reforçam essas disciplinas ao se fundamentarem
mental e Médio de Rondônia privilegia a aquisição em aproximações conceituais coerentes e nos con-
de aprendizagens significativas e o desenvolvimento textos sócio-históricos, possibilitando as condições
de competências e habilidades que devem ser ins- de existências e constituição dos objetos e dos co-
trumentos de trabalho da escola, do professor e do nhecimentos disciplinares.
aluno.
Indissociável da interdisciplinaridade, a transversa-
O Referencial Curricular aqui apresentado pre- lidade estrutura, complementa e insere a educação
tende dar um sentido ao fazer pedagógico, partindo no contexto social e histórico. Os temas transversais
de situações e problemas da realidade, buscando na “tratam de processos que estão sendo intensamente
teorização respostas para compreendê-lo e recons- vividos pela sociedade, pelas comunidades, famílias,
truí-lo de forma interdisciplinar e transversal, além de alunos e educadores em seu cotidiano. São debati-
integrá-lo na era da tecnologia. dos em diferentes espaços sociais, em busca de so-
luções e de alternativas, confrontando posiciona-
mentos diversos, tanto em relação à intervenção no
3.1. Dimensões da Ação Pedagógica no Currículo: âmbito social mais amplo, quanto à atuação pessoal.
Interdisciplinaridade e Transversalidade São questões urgentes que interrogam sobre a vida
humana, sobre a realidade que está sendo constru-
ída e que demandam transformações macrossociais
A educação, em todos os níveis, tem passado por e também de atitudes pessoais, exigindo, portanto,
muitos processos de mudanças relacionadas ao de- ensino e aprendizagem de conteúdos relativos a es-
senvolvimento científico-tecnológico, a movimentos sas duas dimensões”.
sociais, políticos e econômicos da sociedade pós-mo-
derna. Os PCN’s tratam essas duas dimensões de forma dife-
renciada, porém, na prática pedagógica alimentam-
Nessa perspectiva, a educação é um desafio constan- se mutuamente, tornando o currículo estruturado e
te, onde a luta contra o insucesso escolar, as novas priorizando o desenvolvimento de competências e
metodologias e técnicas de ensino, a qualificação dos habilidades.
professores, a integração escola-família, entre outros,
são requisitos fundamentais no processo de educa- Philippe Perrenoud identificou oito grandes catego-
ção para a vida. rias de competências fundamentais que sendo de-
senvolvidas, formam seres autônomos:
Nessa perspectiva, repensar a questão do currículo
escolar torna-se essencial, pois a escola agora assume 1. Saber identificar, avaliar e valorizar as suas pos-
a função de transformação dos sujeitos, exigindo-lhe sibilidades, os seus direitos e as suas necessida-
dar conta, não só do acesso à cultura por meio do co- des;
nhecimento socialmente valorizado como forma de 2. Saber formar e conduzir projetos e desenvolver
conhecimento pessoal, mas também da formação da estratégias, individualmente ou em grupo;
cidadania, através do convívio social e exercício de
3. Saber analisar situações, relações e campos de
práticas participativas.
força de forma sistêmica;
Os Parâmetros Curriculares Nacionais dispõem a or-
4. Saber cooperar, agir em sinergia, participar de
ganização pedagógica da escola, em torno de três
uma atividade coletiva e partilhar liderança;
princípios orientadores: a contextualização, a inter-
disciplinaridade e as competências e habilidades. 5. Saber construir e estimular organizações e sis-
temas de ação coletiva do tipo democrático;
A interdisciplinaridade está relacionada ao conceito
de contextualização sócio-histórico como princípio 6. Saber gerir e superar conflitos;
integrador do currículo, isso porque, ambas propõem
7. Saber conviver com regras, servir-se delas e ela-
uma articulação que vá além dos limites cognitivos
borá-las;
próprios das disciplinas escolares sem, no entanto,

14 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


8. Saber construir normas negociadas de convi- fessor versus aluno, propondo novos ambientes de
vência que superem as culturais. aprendizagem. É preciso, então, conhecer as novida-
des oferecidas pela tecnologia no campo educacional,
Construir habilidades e desenvolver competências
avaliando de maneira criteriosa os benefícios que tais
pressupõe disponibilizar recursos mobilizados que,
novidades proporcionam. Para isso, faz-se necessário
na estrutura cognitiva, assumirão sua postura em si-
conhecer os recursos disponíveis na escola e saber uti-
nergia, objetivando um agir eficiente em situações
lizá-los de forma adequada.
complexas da vida da pessoa. Portanto, entende-se
por competência a capacidade de mobilizar, articular Torna-se de fundamental importância questionar as
recursos para a resolução de situações complexas de características, vantagens, desvantagens, exemplos
forma criativa. de utilização, experiências vividas e avaliar a verdadei-
ra aplicabilidade pedagógica da mídia a ser explorada
em sala de aula.
3.2. mediação Tecnológica
Como agregar ao currículo teoria e prática com as mí-
dias? Temos a TV, vídeo, informática, mídia impressa e
Os desafios contemporâneos demandam um repen- rádio, que devem ser integradas no processo ensino
sar da educação, que envolve diversificar as formas de e aprendizagem nas diversas áreas do conhecimento.
agir, aprender e buscar conhecimentos, considerando Para que tais ações aconteçam e possam realmente
a cultura e os meios de expressão que a permeiam. contribuir para a aprendizagem das diferentes áreas
Uma das maneiras de se reconsiderar a educação, é de conhecimento, é importante desenvolver compe-
conduzir educandos e educadores a buscarem os co- tências e habilidades no uso das mídias e associá-las
nhecimentos das tecnologias de informação e comu- aos conteúdos curriculares promovendo a integração.
nicação, sendo necessária, para isso, a disseminação O Projeto Político Pedagógico da escola contemplará
das mídias educacionais para que esses recursos pos- o uso das mídias e tecnologias disponíveis na escola,
sam auxiliar no processo ensino e aprendizagem e, no na perspectiva da integração com o currículo escolar,
aperfeiçoamento da prática pedagógica. garantindo em cada área, o papel e a contribuição das
Os meios tecnológicos adentram as salas de aula, mesmas.
propondo mudanças significativas na interação pro-

15
4. TEMAS TRANSVERSAIS/ SOCIAIS E CONTEÚDOS OBRIGATÓRIOS

4.1. Educação Ambiental

Nas últimas décadas da nossa história, as advertên- É a escola um espaço social, onde o aluno dará se-
cias sobre as profundas mudanças ocorridas na re- quência ao seu processo de socialização. O que nela
lação entre Sociedade e Natureza tornaram-se roti- se faz, se diz e se valoriza, representa um exemplo
neiras. O desenvolvimento econômico resultante do daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comporta-
progresso científico e avanço tecnológico demons- mentos ambientalmente corretos devem ser apren-
tram claramente que o domínio do homem sobre a didos na prática, no cotidiano da vida escolar, contri-
natureza tem desencadeado alterações ecológicas buindo para a formação de cidadãos responsáveis.
de graves proporções e consequências para o con-
Atualmente, as questões ambientais, já encontram
junto da humanidade.
certa inserção nas comunidades. A fragilidade dos
Vivencia-se na atualidade a previsão de um futuro ambientes naturais, coloca em jogo a sobrevivência
incerto com enormes problemas de contaminação, humana. Devido a isto, ocorreu o crescimento dos
esgotamento de recursos não renováveis e escassez movimentos ambientalistas e das preocupações eco-
de recursos renováveis, aquecimento global, des- lógicas, criando-se condições para o desenvolvimen-
matamento, contaminação da água e do solo, fome, to de um currículo que seja relacionado com esses
pobreza e superpopulação que constituem um peri- problemas.
go para a saúde e o bem-estar social. Tudo isso tem
Muitos professores, preocupados com os problemas
provocado uma tomada de consciência generalizada
ambientais, acham que a educação ambiental tem
de que o caminho empreendido pela sociedade e o
que ser voltada para a formação de uma consciên-
modo em que se tem enfocado as relações dos se-
cia conservacionista. Uma consciência, portanto, re-
res humanos com o meio que os sustenta, é algo que
lacionada com aspectos naturalistas, que considera
deve ser replanejado, se deseja oferecer um futuro
o espaço natural fora do meio humano. Desta visão,
equilibrado às próximas gerações.
surge a grande maioria das ações educacionais di-
Cumprindo as determinações emanadas das Con- recionadas, de forma predominante, para defesa do
ferências Internacionais e Nacionais, obedecendo a espaço natural de maneira restrita. Em muitos pro-
seus princípios, objetivos e metas, o Brasil, através jetos escolares, a Educação Ambiental se restringe a
dos marcos legais da Constituição Federal de 1988, projetos de reciclagem de lixo, papel e plástico, ações
da Lei 9.795/99, que instituiu a Política Nacional de de plantio de mudas e comemorações em datas pon-
Educação Ambiental – PNEA, dos Parâmetros Curri- tuais, tais como, semana do meio ambiente, dia da
culares Nacionais – PCN’s e a Resolução n.º 2 de 15 árvore, dia da água, entre outras.
de junho de 2012, que estabelece as Diretrizes Cur-
No âmbito das escolas é preciso que fique definido
riculares Nacionais para a Educação Ambiental, as-
como objetivo pedagógico, qual tipo de educação
segura a efetividade desse direito, incumbindo ao
ambiental deve ser seguido: uma educação conserva-
Poder Público, entre outras providências, promover a
cionista, que é aquela cujos ensinamentos conduzem
Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e
ao uso racional dos recursos naturais e à manutenção
a conscientização pública para preservação do meio
de um nível ótimo de produtividade dos ecossiste-
ambiente.
mas naturais ou gerenciados pelo homem, ou uma
A Educação Ambiental é um processo participativo, educação voltada para o meio ambiente, que implica
no qual o educando assume o papel de elemento em uma profunda mudança de valores em uma nova
central do processo de ensino e aprendizagem pre- visão de mundo e uma nova maneira de se ver per-
tendido, participando ativamente no diagnóstico dos tencente ao meio em que está que ultrapassa bastan-
problemas ambientais e na busca de soluções, sen- te o estado conservacionista. É papel fundamental da
do preparado como agente transformador, através escola propiciar mecanismos para diminuir o distan-
do desenvolvimento de habilidades e na formação ciamento entre o que está explícito nos documentos
de atitudes e de uma conduta ética, condizentes ao e leis (Lei 9795/99) e o que está sendo praticado.
exercício da cidadania.
Devemos perceber claramente a tônica da Educação

16 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


Ambiental, direcionada para uma consciência mais • adotar posturas na escola, em casa e em sua co-
abrangente sobre a forma de perceber o que é o munidade que os levem a interações construti-
meio ambiente para as pessoas e o que significa edu- vas, justas e ambientalmente sustentáveis;
cação para preservá-lo.
• compreender que os problemas ambientais in-
A forma de pensar e agir sobre os problemas am- terferem na qualidade de vida das pessoas, tan-
bientais implica na inter-relação da ética, da política, to local quanto globalmente;
da economia, da ciência, da cultura, da tecnologia e
• conhecer e compreender, de modo integrado,
da ecologia, para uma prática da educação ambien-
as noções básicas relacionadas ao meio am-
tal, voltada para a mudança do comportamento das
biente;
comunidades e, até mesmo, para a atuação da escola
como agente transformador da cultura e da conscien- • perceber, em diversos fenômenos naturais, en-
tização das pessoas para os problemas ambientais. cadeamentos e relações de causa/efeito que
condicionam a vida no espaço (geográfico) e
Neste contexto, a Educação Ambiental deve estar
no tempo (histórico), utilizando essa percepção
presente em todos os níveis e modalidades de ensi-
para posicionar-se criticamente diante das con-
no de forma interdisciplinar, garantindo a diferentes
dições ambientais de seu meio;
grupos e faixas etárias, o desenvolvimento da cultura
e cidadania ambiental, de modo que impregne toda • compreender a necessidade e dominar alguns
a prática educativa e, ao mesmo tempo, crie uma procedimentos de conservação e manejo dos
visão global e abrangente da questão ambiental, vi- recursos naturais com os quais interagem, apli-
sando os aspectos físicos, históricos e sociais, assim cando-os no dia a dia.
como a articulação entre a escala local e planetária Neste sentido, deve-se incluir no Projeto Político Pe-
desses problemas. dagógico das Escolas a oferta da Educação Ambien-
Trabalhar de forma transversal significa buscar a tal para todos os níveis e modalidades de ensino e
transformação dos conceitos, a explicitação de valo- em todas os componentes curriculares, de forma que
res e a inclusão de procedimentos, sempre vincula- fortaleça a cidadania ambiental nas escolas e comu-
dos à realidade cotidiana da sociedade, de modo que nidades a partir de uma educação participativa, de-
obtenha cidadãos mais participantes. Cada profes- mocrática, transformadora e crítica, abordando o co-
sor, dentro da especificidade de sua área, deve ade- nhecimento e o exemplo na resolução de problemas
quar o tratamento dos conteúdos para contemplar socioambientais. Devem ser seguidos os seguintes
a Educação Ambiental, estes devem permear todas aspectos na oferta da Educação Ambiental nos níveis
as disciplinas do currículo e contextualizá-los com a e modalidades de ensino:
realidade da comunidade. A escola ajudará o aluno a • Educação Infantil e início do Ensino Fundamen-
perceber a correlação dos fatos e ter uma visão holís- tal: enfatizar a sensibilização com a percepção,
tica, ou seja, integral do mundo em que vive, sendo a interação, o cuidado e o respeito das crianças
capaz de: para com a natureza e cultura destacando a di-
• identificar-se como parte integrante da natureza versidade dessa relação;
e sentir-se afetivamente ligados a ela, perceben- • Anos finais do Ensino Fundamental: desenvol-
do os processos pessoais como elementos fun- ver o raciocínio crítico, prospectivo e interpreta-
damentais para uma atuação criativa, responsá- tivo das questões socioambientais, bem como,
vel e respeitosa em relação ao meio ambiente; a cidadania ambiental;
• perceber, apreciar e valorizar a diversidade natu- • Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos:
ral e sociocultural, adotando posturas de respei- aprofundar o pensamento crítico, contextuali-
to aos diferentes aspectos e formas do patrimô- zado e político e a cidadania ambiental, frente
nio natural, étnico e cultural; às desigualdades sociais que expõem grupos
• observar e analisar fatos e situações do ponto de sociais economicamente vulneráveis em condi-
vista ambiental, de modo crítico, reconhecendo ções de risco ambiental;
a necessidade e as oportunidades de atuar de • Educação do Campo, Educação Indígena e Edu-
modo propositivo, para garantir um meio am- cação Quilombola: nestas modalidades de ensi-
biente saudável e a boa qualidade de vida; no, é importante a revitalização da história e da

17
cultura de cada comunidade, comparando-as principalmente na conscientização dos educandos
com a cultura contemporânea e seus atuais im- sobre o comportamento dos condutores e pedestres.
pactos socioambientais, especialmente os cau-
É fato que o trânsito é um tema que envolve uma
sados por modelos produtivos.
legislação específica, mas o educador não necessita
Nestas modalidades é oportuna a reflexão sobre pro- aprofundar-se nesse fator e sim voltar o seu trabalho
cessos de proteção ambiental, práticas produtivas e para a questão comportamental, ou seja, promover
manejo sustentável. atitudes de respeito, consciência e responsabilidade
no ambiente escolar. O desenvolvimento desta atitu-
de perpassa essa temática, contribuindo com outros
4.2. Educação para o Trânsito temas voltados à cidadania.
A Educação para o Trânsito poderá ser contemplada
A Educação para o Trânsito visa promover uma cul- em todos os componentes curriculares a exemplo:
tura de valorização da vida, de paz no espaço social Língua Portuguesa: As matérias dos jornais e arti-
estimulando a mudança de postura e comportamen- gos de revistas acerca do tema são importantes fon-
tos que resultam em acidentes. Isto permite a refle- tes para a produção de textos e análise gramatical.
xão do aluno sobre a sua conduta e a dos outros, a
Geografia: Á medida que o aluno conhece o espaço
partir de valores e princípios que norteiam a vida em
onde vive, comparando-os com outros locais e pon-
sociedade, tais como: respeito, diálogo, solidariedade
tuando os aspectos observados, este pode identificar
e justiça.
mais claramente os fatores que interferem na carac-
Faz-se necessária a compreensão da importância do terização do trânsito de sua cidade.
Trânsito como parte integrante do cotidiano das pes-
Matemática: Poderão ser analisados estatísticas, in-
soas, visto que todos tem necessidade de se locomo-
dicadores e gráficos, permitindo a identificação dos
ver, de se comunicar e, sobretudo conviver no espaço
crescentes problemas no trânsito, estimulando a bus-
público.
ca de soluções.
O Código Nacional do Trânsito, art. 76, preceitua que
História: Conhecer a evolução das máquinas e do
a educação para o trânsito será promovida na pré-es-
homem, relacionando com o atual cenário, para que
cola e nas escolas de ensino fundamental e médio
sejam compreendidas as transformações no modo
por meio de planejamento e ações coordenadas en-
de locomoção desde os primórdios até os dias atuais.
tre órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trân-
sito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Arte: O cenário das situações ocorridas no trânsito e
Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de o próprio contexto em que ele se encontra, favorece
atuação, sendo assegurada no inciso I desse artigo a as diversas formas de expressão, exteriorizando sen-
adoção, em todos os níveis de ensino, de um currícu- timentos e pontos de vista.
lo interdisciplinar com conteúdo programático sobre
Ciências Naturais: Analisar a relação do homem com
segurança de trânsito.
o meio ambiente, favorecendo a reflexão sobre a sua
Na Resolução nº 07 de 14 de dezembro de 2010 e preservação e promovendo uma consciência das si-
também na Resolução nº 02 de 30 de janeiro de 2012, tuações de agressão, como os gases tóxicos emitidos
ambas do Conselho Nacional de Educação-CNE, a pelos veículos, o desmatamento para abertura de es-
Educação para o Trânsito tem um tratamento trans- tradas e demais fatores que agridem a natureza.
versais, permeando todo o currículo, no âmbito dos
demais componentes curriculares.
TEMÁTICAS:
Sabemos que os problemas que o trânsito brasilei-
ro enfrenta, principalmente nas cidades de médio e
grande porte, são reflexos de um comportamento a) Valores
errôneo que foi se agravando ao longo do tempo.
Verificamos diariamente o desrespeito às leis e às - Respeito, cortesia, cooperação, tolerância e com-
pessoas, prevalecendo a cultura do mais forte. Nesse promisso;
contexto, a escola desempenha um importante pa- - A importância de se ter disciplina e cumprir re-
pel, não só na análise desse fenômeno crescente, mas gras e normas;

18 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


- A importância de cada um no grupo social; máforo, para condutores e pedestres;
- O respeito às limitações; - A importância de conhecer e respeitar as nor-
mas de trânsito;
- Como ser útil nos diferentes grupos;
- As consequências dos comportamentos inade-
- A importância de ajudar, ser solidário;
quados no trânsito: excesso de velocidade e des-
- As emoções: raiva, felicidade, tristeza, alegria, respeito às leis de trânsito, etc.;
etc.;
- A brincadeira e onde é perigoso brincar;
- Família, escola e comunidade.
- Equipamentos de segurança – qual a importân-
b) Orientação no espaço urbano e rural: cia de usá-los corretamente.
- Esquemas referenciais: direita e esquerda, perto, e) Valores, normas e atitudes a serem cultivadas
longe, direção e distância; na escola:
- Noção de velocidade; - Respeito ao espaço público e ao patrimônio cul-
- Percepções visuais, auditivas, olfativas, etc.; tural;

- Localização da residência em relação a escola; - Cumprimento dos deveres como cidadão, com
relação ao trânsito e aos usuários das vias e ani-
- Localização do bairro; mais;
- Meios utilizados para deslocar-se até a escola: a - Reconhecimento e respeito à sinalização;
pé, de ônibus, bicicleta, veículos de tração ani-
mal ou carro, outros meios de locomoção; - Valorização do trabalho do policial de trânsito;

- Meios de transporte de produtos. - Valorização da liberdade;

c) O trânsito - Reconhecimento da importância do cumpri-


mento de regras e de normas;
- Componentes da via pública: calçada ou espaço - Importância da aquisição de limites;
para pedestre não pavimentado, meio-fio, acos-
tamento ou a falta de acostamento, faixa de pe- - Conscientização dos deveres e dos direitos no
destre ou a inexistência dela, semáforo ou a ine- trânsito;
xistência dele, placas, praças, pontes, viadutos, - Valorização da vida humana e dos outros ani-
passarelas e calçadões para pedestres, ciclovias, mais;
pista de rolamento, etc.;
- Respeito ao outro e exigência de respeito para si;
- A importância do conhecimento da realidade do
trânsito que cerca o aluno; - “Cobrança” de comportamento adequado por
parte do adulto no trânsito;
- Trânsito e Comunicação;
- Reconhecimento da necessidade do uso correto
- As placas regulam, avisam e fornecem informa- dos acessórios para a segurança no trânsito;
ções;
- Defesa de medidas de segurança pessoal e cole-
- O trânsito e o meio ambiente; tiva no trânsito;
- A formação do senso crítico por meio da inter- - Apoio a política de preservação ambiental como
pretação da conjuntura em que se insere o trân- promotora da qualidade de vida.
sito.
d) Segurança
5.3. Direitos humanos e Diversidade
- Atitudes seguras;
- Pressa x Atenção;
A Educação em Direitos Humanos está consoante
- A importância de conhecer as placas de sinaliza- com os pressupostos da Organização das Nações
ção; Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNES-
- A importância de conhecer as mensagens do se- CO) e o Instituto Interamericano de Direitos Huma-

19
nos (IIDH), que a partir da II Conferência de Direitos 7. sustentabilidade socioambiental.
Humanos (Viena, 1993), organizada pela ONU, passa-
Art. 7º A inserção dos conhecimentos concernentes à
ram a exigir que os Estados Nacionais implementem
Educação em Direitos Humanos na organização dos
políticas públicas efetivas nessa temática. Assim, em
currículos da Educação Básica e da Educação Supe-
seu Programa de Ação, a Conferência orientou expli-
rior, poderá ocorrer das seguintes formas:
citamente para o desenvolvimento de ações de edu-
cação em direitos humanos. Foi neste contexto que 1. pela transversalidade, por meio de temas rela-
nasceu o Programa Mundial de Educação em Direitos cionados aos Direitos Humanos e tratados in-
Humanos, lançado pela ONU em 2005. Esse conjunto terdisciplinarmente;
de processos internacionais, dos quais o Brasil tem 2. como um conteúdo específico de uma das dis-
sido parte, repercutiram internamente por meio da ciplinas já existentes no currículo escolar;
paulatina preocupação do governo com o desenvol-
vimento de ações e políticas de educação em direitos 3. de maneira mista, ou seja, combinando trans-
humanos, o que se materializou de forma mais explí- versalidade e disciplinaridade.
cita com o lançamento do Plano Nacional de Educa- Parágrafo único. Outras formas de inserção da Edu-
ção em Direitos Humanos (PNEDH, 2006). Por outro cação em Direitos Humanos poderão ainda ser admi-
lado, o Ministério da Educação e a Secretaria Especial tidas na organização curricular das instituições edu-
dos Direitos Humanos e o Ministério da Justiça com- cativas desde que observadas às especificidades dos
prometeram-se no desenvolvimento de políticas de níveis e modalidades da Educação Nacional.
educação em direitos humanos no Brasil.
O compromisso com os Direitos Humanos e a Cida-
A Resolução nº 1/CNE/2012, que Estabelece Diretrizes dania deve estar presente nas ações educativas, pro-
Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, con- motoras de abordagens articuladas dentre educação
templa em alguns de seus artigos: para relações de gênero e diversidade sexual. O reco-
Art. 2º A Educação em Direitos Humanos, um dos ei- nhecimento e o respeito das diversidades de gênero
xos fundamentais do direito à educação, refere-se ao e orientação sexual trazem à tona uma escola plura-
uso de concepções e práticas educativas fundadas lista que ensina a convivência em uma sociedade he-
nos Direitos Humanos e em seus processos de pro- terogênea, e trabalha a educação de forma igualitá-
moção, proteção, defesa e aplicação na vida cotidia- ria, não discriminatória e democrática.
na e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabili- Nesse sentido, faz-se necessário que as escolas pro-
dades individuais e coletivas. movam a valorização e o reconhecimento da diversi-
§ 1º Os Direitos Humanos, internacionalmente re- dade e dos direitos humanos, com garantia de aten-
conhecidos como um conjunto de direitos civis, po- dimento pedagógico que possibilite minimizar os
líticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, conflitos causados pelas diferenças, o preconceito e
sejam eles individuais, coletivos, transindividuais ou a discriminação relacionada ao sexismo, às questões
difusos, referem-se à necessidade de igualdade e de de gênero e identidade de gênero, ao respeito às
defesa da dignidade humana. orientações sexuais, às relações afetivas e homoafe-
tivas, bem como um olhar pedagógico a respeito da
Art. 3º A Educação em Direitos Humanos, com a fi- homofobia e suas implicações assegurando ações de
nalidade de promover a educação para a mudança e cidadania e respeito mútuo no espaço escolar.
a transformação social, fundamenta-se nos seguintes
princípios:
1. dignidade humana; 4.4. Educação Fiscal
2. igualdade de direitos;
3. reconhecimento e valorização das diferenças e A Educação Fiscal visa proporcionar conhecimentos
das diversidades; básicos sobre o que significa ser um cidadão e suas
consequências práticas, em termos de direitos e de-
4. laicidade do Estado; veres; o que é o sistema tributário nacional; o que são
5. democracia na educação; tributos; a relação existente entre o dever de pagar
os tributos devidos e o direito de cobrar a aplicação
6. transversalidade, vivência e globalidade; e
correta dos recursos arrecadados em benefício da

20 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


população, para construção de uma sociedade e um de conhecimento estão envolvidas na construção de
estado forte e equilibrado. ideais de paz, liberdade e justiça social, sendo a cons-
ciência dos direitos e deveres, sua pedra angular.
Podemos fazer uma relação interdisciplinar a partir
da proposta da Educação Fiscal, pois, não se pode Além de estar diretamente ligada à cidadania, a Edu-
desvincular a aprendizagem da formação do cidadão cação Fiscal pode ser utilizada na matemática, levan-
participativo. Os debates resultantes das informa- do o aluno a conhecer e calcular a carga tributária,
ções fornecidas pela temática contribuem em todos o funcionamento do sistema de arrecadação e a ma-
os componentes curriculares, já que levam o aluno a neira como o dinheiro retorna em forma de serviço
conhecer e a partir de então, se tornar sujeito atuante à população. Conhecemos a riqueza da produção de
nos assuntos relacionados ao seu país, estado e mu- textos que resultam da análise da atuação das au-
nicípio. A busca incessante por informações que tra- toridades que fazem uso do dinheiro público. Cabe
tam de direitos e deveres do cidadão, como arrecada- ao educador contextualizar as informações nas suas
ção, aplicação de recursos e mecanismos de controle aulas de Língua Portuguesa, Geografia, Meio Am-
social, leva o aluno à leitura e a pesquisa. Podemos biente, Esporte, Moradia e Segurança, pois, tudo isso
utilizar como ferramenta de aprendizagem, princi- nos fará refletir na qualidade de vida da população
palmente nos componentes curriculares do núcleo e como essas questões estão sendo trabalhadas pe-
comum, os textos produzidos resultantes dos temas los governantes. Com o tema abordado em sala de
voltados à Educação Fiscal. aula iremos favorecer não só uma prática individual
do aluno, mas principalmente este mudará hábitos
O cotidiano de nosso país serve de instrumento para
familiares, como por exemplo, a solicitação da nota
a produção de atividades em sala de aula, já que o
fiscal, além de outros meios de controle social.
professor tem uma rica esfera, nos diferentes cam-
pos: político, social, financeiro, cultural entre outros. O educador deve incentivar principalmente a mu-
O trabalho pode ser realizado a partir dos primeiros dança dentro da escola, para que todos possam par-
anos do Ensino Fundamental e continuar por toda ticipar das decisões que envolvam gastos públicos,
sua vida escolar, já que uma vez despertada a cons- promovendo assim o orçamento participativo e for-
ciência cidadã, esta será uma necessidade cada vez talecendo os Conselhos Escolares. Através da Educa-
mais crescente. ção Fiscal executada na prática, teremos a certeza da
formação do cidadão atuante e da consolidação da
Como é um Tema Transversal, as diversas temáticas
democracia participativa.
da Educação Fiscal podem ser contextualizadas em
sala de aula à medida que se aborde assuntos que tra- Além dos componentes curriculares citados anterior-
tem da prática da cidadania e controle social, função mente, a Educação Fiscal poderá ser desenvolvida na
socioeconômica dos tributos, além de informações História, na Sociologia, na Filosofia e outros compo-
cotidianas do cenário político e social. Todas as áreas nentes afins, com as seguintes temáticas:

21
TEMÁTICA CONTEÚDOS

• Liberalismo econômico x Estado de Bem-Estar Social: concen-


O BRASIL E O MUNDO – tração de renda e enfrentamento da pobreza
UMA SÍNTESE DO CENÁRIO
• Desafios para o Brasil contemporâneo
SOCIOPOLÍTICO
• A questão Ambiental

• Breve retrospectiva
A EDUCAÇÃO COMO • A educação no espaço social
FENÔMENO SOCIAL • A educação e a cultura
• Educação no espaço escolar

• Educar para autonomia


EDUCAÇÃO E AUTONOMIA
• Participação social e Controle Social

• Sociedade
• Estado
• A ideia de Constituição
• Antecedentes da Constituição escrita:
PERSPECTIVA HISTÓRICA -- Pactos, forais e cartas de franquia
DO CONCEITO DE SOCIEDADE
E DE ESTADO -- Contratos de colonização
-- As leis fundamentais do Reino
-- As doutrinas do pacto social
-- O Fisiocratismo e o Liberalismo Clássico
-- Construção histórica dos direitos do homem.

• Cidadania no Brasil, o longo caminho:


-- Período Colonial (1500-1822): a força do passado
-- Período Imperial (1822-1889): os direitos políticos saem na
frente
O ESTADO BRASILEIRO -- A Primeira República (1889-1930)
-- Da Revolução de 1930 ao golpe militar de 1964
-- O Regime Militar
-- Redemocratização no Brasil: 1985 – até hoje

22 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


TEMÁTICA CONTEÚDOS

• Reflexões
• Elementos do Estado
ESTADO DEmOCRÁTICO • Organização do Estado e dos Poderes
DE DIREITO E CIDADANIA • Administração Pública
• Democracia
• Cidadania

• Idade Antiga
• Idade Média
A ORIGEm DOS TRIBUTOS
• Idade Moderna
• Idade Contemporânea

• Época das descobertas e das primeiras expedições (1500-1532)


• Época das capitanias hereditárias (1532-1548)
A hISTÓRIA DO • Época do Governo-Geral (1548-1763)
TRIBUTO NO BRASIL • Época da Corte Portuguesa e do Reino Unido (1808-1822)
• Brasil independente (1822)
• Conceito de tributo

• Características dos tributos


• Classificação dos tributos
• Espécies de tributos
- As figuras previstas na CF
TRIBUTO - Impostos
- Taxas
- Contribuição de melhoria
- Contribuições especiais ou parafiscais
- Empréstimos compulsórios

• Sujeito passivo e ativo


ELEmENTOS DA
• Base de cálculo
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
• Alíquotas e competência tributária

23
TEMÁTICA CONTEÚDOS

• Impostos da União
CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS • Impostos dos Estados e do Distrito Federal
QUANTO AO ENTE TRIBUTANTE • Impostos dos Municípios e do Distrito Federal
• Simples Nacional ou Supersimples

REPARTIÇÃO DAS RECEITAS • Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Bási-


TRIBUTÁRIAS ca e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB

• Elisão Fiscal
• Evasão Fiscal
-- Sonegação Fiscal
FORMAS LEGAIS E ILEGAIS
DE EVITAR O PAGAMENTO DE -- Fraude Tributária
TRIBUTÁRIO
-- Conluio
• Contrabando e Descaminho
• Contrafação e Pirataria

• Importância
DOCUMENTOS FISCAIS
• Exemplos de documentos fiscais

• No mundo
• No Brasil
-- Império
UM BREVE PASSEIO PELA HISTÓRIA
-- República
-- Contemporâneo

• Introdução e conceito geral de orçamento


• Planejamento e Orçamento Público
• Princípios orçamentários
• Instrumentos para elaboração do Orçamento: leis orçamentá-
rias
• Aprovando o Orçamento
• Prazos das Leis Orçamentárias
GESTÃO DEMOCRÁTICA DOS
• Plano Plurianual – PPA
RECURSOS PÚBLICOS
• Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDA
• Lei do Orçamento Anual – LOA
-- Disposições gerais (elaboração do Projeto de Lei Orça-
mentário)
-- Fundamentos para a elaboração da LOA
-- Elaborando o Orçamento
-- Emenda parlamentar ao Orçamento da União

24 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


TEMÁTICA CONTEÚDOS

• Entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal


• Outros controles exigidos pela LRF
• O Portal da Transparência: www.portaldatransparencia.gov.br
• Onde encontrar as informações sobre o uso do dinheiro pú-
blico
• A participação social
• O que é controle social?
• Formas e mecanismos de exercício do controle social
- O controle social exercido pelos conselhos
CONTROLE SOCIAL
- Outras formas de exercer o controle social
- A participação de professores e alunos no controle social
• O direito a informação e o controle social
- A transparência
- O direito a informação sobre os recursos públicos
• Orçamento público e participação popular
- Priorizando as demandas da comunidade
- O Orçamento Participativo (OP)
- Orçamento Participativo na escola

ACOmpANhANDO AS CONTAS • Prestação de contas


pÚBLICAS • Como denunciar

LEI DE RESpONSABLIDADE SOCIAL • O que é

EDUCAÇÃO FISCAL E DEmOCRACIA • Panorama

25
4.5. Educação Alimentar e Nutricional descoberta de antibióticos e com a vacinação em
massa, a diminuição da taxa de fecundidade, a que-
da da mortalidade infantil, com a ampliação da rede
O desenvolvimento da educação alimentar e nutri- de abastecimento de água e esgoto, com a prestação
cional perpassando o Currículo Escolar da Educação de serviços básicos de saúde, com a urbanização das
Básica, abordando o tema alimentação e nutrição, cidades, as mudanças no processo produtivo e a orga-
tem o objetivo de estimular a formação de hábitos ali- nização do trabalho e da vida.
mentares saudáveis em crianças e adolescentes e, em
Esses fatores, associados aos cuidados atribuídos as
suas famílias e comunidade. É hoje, uma necessidade,
pessoas idosas pelo poder público e pela família, são
além de ser uma das diretrizes básicas da alimentação
condições importantes de indicadores sociais que
escolar, conforme o disposto na Resolução CNE/CEB
servem para avaliar a qualidade de vida de uma po-
n. 2 de 30 de janeiro de 2012, Artigo 10 “Em decor-
pulação em um determinado lugar.
rência de legislação específica, são obrigatórios”: inci-
so II - Com tratamento transversal e integradamente, Apesar do aumento positivo no índice social, muitos
permeando todo o currículo, no âmbito dos demais estados brasileiros apresentam grandes disparidades
componentes curriculares: educação alimentar e nu- econômicas, políticas e sociais – a falta de ofertas de
tricional. trabalho, acesso saúde, a educação de qualidade,
água potável, organização e participação social, me-
Em complementação a essa base legal, também a
canismos eficazes de combate à corrupção e punição
Lei nº 11.947/2009 dispõe sobre o atendimento da
por crimes contra a sociedade – são condições que
alimentação escolar com orientações para atender a
refletem no nível de vida da população.
educação alimentar e nutricional.
A velhice não é, portanto, uma questão apenas demo-

gráfica, trata-se também de uma questão social que
4.6. O Processo de Envelhecimento, o Respeito e tem chamado a atenção de organismos internacio-
a Valorização do Idoso nais como a Organização das Nações Unidas – ONU,
que vem discutindo o tema, e elaborou o Plano de
Ação Internacional para o Envelhecimento, instru-
O envelhecimento humano é uma questão inerente mental que fortalece aos dispositivos da Constituição
a todos os povos em todo o tempo e espaço, e dessa Federal de 1988, da Lei 8.842, de janeiro de 1994 - Po-
forma o crescente aumento populacional de pesso- lítica Nacional do Idoso, e a Lei 10.741, de outubro de
as com 60 anos e mais, tem intensificado os desafios 2003- Estatuto do Idoso e da Lei 458 de dezembro de
para todas as sociedades no início do século XXI. 1992 - Política Social do Idoso em Rondônia.
Enfocar o estudo sobre o envelhecimento da popu- Muito embora as leis aprovadas tragam, indiscutivel-
lação e o convívio intergeracional, deve promover o mente, muitas contribuições no que se refere a polí-
debate em torno de questões fundamentais como: ticas de promoção e garantias de direitos da pessoa
o papel exercido pelo Estado e pela sociedade para idosa, ainda não há o estabelecimento de prioridades
garantir condições de vida em comum para todas as para implementá-las, o que transforma essas leis em
pessoas. Essa ideia vem formulando por sua vez, uma instrumentos dependente de uma orientação política
pergunta que, embora ainda não seja frequente, vem firme voltada para a efetividade dos direitos funda-
ganhando terreno no processo de convivência com mentais da pessoa humana.
o outro. Como viver em uma sociedade que a pou-
co tempo era considerada jovem e hoje enfrenta um Em face desta situação, é possível considerar esta
vertiginoso envelhecimento populacional? Trata-se, uma realidade inquietante em função da abundância
portanto de uma pergunta pouco usual e que parece de dispositivos institucionais, além da notoriedade de
apresentar grandes desafios para encontrar a devida que estes direitos se encontrem amplamente respal-
resposta no conjunto da sociedade, bem como em es- dados, fica claro também que se trate de uma produ-
paço específico como a escola. ção que tem mais expressão de cunho legislativo do
que factível.
A conquista do aumento da expectativa de vida dos
brasileiros aumentou, em função de vários fatores Portanto, estando a temática inserida no contexto dos
como: o controle de doenças infectocontagiosas Temas Transversais, a escola se constitui como espaço
fatais, a partir dos avanços na área da saúde, com a de construção e organização dos saberes, através de
temáticas como: o papel do estado e da sociedade

26 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


no processo de garantia de direitos da pessoa ido- nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso;
sa, envelhecimento populacional, o que é a velhice,
4. viabilização de formas alternativas de participa-
mudança na pirâmide etária brasileira, mercado de
ção, ocupação e convívio do idoso com as de-
trabalho, aposentadoria, características individuais e
mais gerações;
coletivas do envelhecimento, valorização, deveres e
direitos individuais e coletivos da pessoa idosa, edu- 5. priorização do atendimento do idoso por sua
cação, saúde e acessibilidade. própria família, em detrimento do atendimento
asilar, exceto dos que não a possuam ou care-
Enquanto universo de promoção do conhecimento a
çam de condições de manutenção da própria
escola poderá trabalhar os diversos temas de forma in-
sobrevivência;
terdisciplinar através dos componentes de história, ge-
ografia, ciências, biologia, língua portuguesa, filosofia, 6. capacitação e reciclagem dos recursos huma-
sociologia, matemática, cabendo à sociedade através nos nas áreas de geriatria e gerontologia e na
da sua organização, construir mecanismos de controle prestação de serviços aos idosos;
democrático como instrumento de consolidação e for- 7. estabelecimento de mecanismos que favore-
talecimento da democracia, condições indispensáveis çam a divulgação de informações de caráter
à qualidade de vida para todas as idades. educativo sobre os aspectos biopsicossociais
A Resolução nº 2, de 30 de janeiro de 2012, que defi- de envelhecimento;
ne as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino 8. garantia de acesso à rede de serviços de saúde
Médio, no inciso II do art. 10, também assegura como e de assistência social local; e
tema transversal, permeando todo o currículo, no
âmbito dos demais componentes curriculares, a te- 9. prioridade no recebimento da restituição do
mática sobre o processo de envelhecimento, respeito Imposto de Renda, conforme Lei n. 11.765, de
e valorização do idoso. 2008.
Para atender a esse contexto tem-se a Lei nº 10.741, de No art. 4º nenhum idoso será objeto de qualquer tipo
1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do de negligência, discriminação, violência, crueldade
Idoso e dá outras providências. O mesmo é destina- ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por
do a regular os direitos assegurados às pessoas com ação ou omissão, será punido na forma da lei. Os
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Conforme parágrafos 1º e 2º ,asseguram que: É dever de todos
art. 2o, o idoso goza de todos os direitos fundamentais prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso
inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção e as obrigações previstas nesta Lei, não excluem da
integral, sendo-lhe assegurado, por lei ou por outros prevenção outras decorrentes dos princípios por ela
meios, todas as oportunidades e facilidades, para pre- adotados.
servação de sua saúde física e mental e seu aperfeiço- Dos artigos 5º ao 10º com os respectivos incisos e pa-
amento moral, intelectual, espiritual e social, em con- rágrafos orientam:
dições de liberdade e dignidade.
Art. 5º A inobservância das normas de prevenção
O art. 3o aponta que é obrigação da família, da comu- importará em responsabilidade à pessoa física ou
nidade, da sociedade e do Poder Público assegurar jurídica nos termos da lei.
ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do
direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à Art. 6º Todo cidadão tem o dever de comunicar à
cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, autoridade competente qualquer forma de viola-
à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência ção a esta Lei que tenha testemunhado ou de que
familiar e comunitária. Em seu parágrafo único, asse- tenha conhecimento.
gura que a garantia de prioridade compreende: Art. 7º Os Conselhos Nacional, Estaduais, do Distri-
1. atendimento preferencial imediato e individu- to Federal e Municipais do Idoso, previstos na Lei n.
alizado junto aos órgãos públicos e privados 8.842, de 4 de janeiro de 1994, zelarão pelo cum-
prestadores de serviços à população; primento dos direitos do idoso, definidos nesta Lei.

2. preferência na formulação e na execução de Dos Direitos Fundamentais - Do Direito à Vida.


políticas sociais públicas específicas; Art. 8º O envelhecimento é um direito personalíssi-
3. destinação privilegiada de recursos públicos mo e a sua proteção um direito social, nos termos
desta Lei e da legislação vigente.

27
Art. 9º É obrigação do Estado, garantir à pessoa n. 9394/96. No § 1º deste artigo preceitua que “o con-
idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efeti- teúdo programático incluirá diversos aspectos da
vação de políticas sociais públicas que permitam história e da cultura que caracterizam a formação da
um envelhecimento saudável e em condições de população brasileira, a partir desses dois grupos ét-
dignidade. nicos, tais como o estudo da história da África e dos
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade. africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no
Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro
Art. 10. É obrigação do Estado e da sociedade, asse- e o índio na formação da sociedade nacional, resga-
gurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dig- tando as suas contribuições nas áreas social, econô-
nidade, como pessoa humana e sujeito de direitos mica e política, pertinente à história do Brasil”.
civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na
Constituição e nas leis. Essas temáticas deverão ser desenvolvidas no âmbito
de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
§ 1º O direito à liberdade compreende, entre ou- educação artística, literatura e histórias brasileiras.
tros, os seguintes aspectos:
I – faculdade de ir, vir e estar nos logradouros pú-
4.8. Música
blicos e espaços comunitários, ressalvadas as restri-
ções legais;
II – opinião e expressão; A Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008 que dispõe
sobre a obrigatoriedade do ensino da música na edu-
III – crença e culto religioso;
cação básica assegura que a mesma deverá ser con-
IV – prática de esportes e de diversões; teúdo obrigatório, mas não exclusivo do componen-
te curricular Arte.
V – participação na vida familiar e comunitária;
Para especialistas, a aprovação dessa Lei, significa
VI – participação na vida política, na forma da lei;
uma formação mais humanística dos estudantes, na
VII – faculdade de buscar refúgio, auxílio e orien- qual serão desenvolvidas habilidades motoras, de
tação. concentração e a capacidade de trabalhar em grupo,
§ 2o O direito ao respeito consiste na inviolabili- de ouvir e de respeitar o outro. Para tanto, a escola
dade da integridade física, psíquica e moral, abran- deverá prever e assegurar no planejamento pedagó-
gendo a preservação da imagem, da identidade, da gico dos professores a inserção de aulas de música.
autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espa- O ensino da música faz parte do Ensino de Arte, tan-
ços e dos objetos pessoais. to no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio,
§ 3o É dever de todos zelar pela dignidade do ido- não se caracterizando como um componente do
so, colocando-o a salvo de qualquer tratamento Currículo, com professor específico. Ao professor de
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou Arte caberá incluir em seu planejamento, obriga-
constrangedor. toriamente, o ensino da música ao lado das outras
manifestações culturais que devem ser trabalhadas,
conforme previstos nos conteúdos básicos comuns
4.7. História, Cultura Afro-Brasileira e Indígena para os anos finais do Ensino Fundamental e Médio.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o professor
deverá trabalhar a música e os demais conteúdos de
A inclusão do ensino da História, Cultura Afro-Brasi- Arte de forma integrada ao processo de alfabetiza-
leira e Indígena nos Currículos do Ensino Fundamen- ção e letramento dos alunos.
tal e Médio, foi feita através da Lei n. 10.639/2003 e
Lei n. 11.645/2008, que alterou o art. 26-A da LDBEN

28 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


5. O CURRÍCULO E AS AVALIAÇÕES ExTERNAS

No Brasil a partir de 1990, é criado um Sistema Nacio- verifica também quais as razões que levaram o aluno
nal de Avaliação da Educação Básica (Saeb) que reali- a obter tal desempenho, principalmente nos compo-
za seu ciclo de avaliação a cada dois anos. O Saeb foi nentes curriculares, como Língua Portuguesa e Ma-
criado tendo por objetivo central promover uma ava- temática, possibilitando assim traçar as metas que a
liação externa em larga escala da educação no Brasil, escola poderá atingir a partir desta avaliação.
visando a construir dois tipos de medidas: a primeira
As avaliações externas têm como propósito, além da
da aprendizagem dos educandos e a segunda dos fa-
avaliação do aluno, a avaliação de toda gestão esco-
tores do contexto correlacionados com o desempe-
lar, o desempenho docente, avaliação do conjunto de
nho escolar. Este toma como um dos indicadores da
ações educacionais relacionadas ao ensino e a socie-
avaliação o desempenho em provas de uma amostra
dade em geral.
de alunos do ensino fundamental e médio, de todas
as unidades federadas. Com a avaliação se preten- Ela se insere em uma nova visão sobre as políticas
de averiguar a eficiência dos sistemas: no processo educacionais, e se propõe a ser um indicador para os
de ensino-aprendizagem e, também, a equidade gestores públicos, educadores e a sociedade em ge-
da educação oferecida em todo país. O Saeb coleta ral. No entanto, deve-se cuidar para não supervalori-
informações características dos educandos, profes- zá-la em substituição do processo pedagógico. É um
sores e diretores, bem como das condições físicas e indicador que reflete aquilo que foi feito em todo um
equipamentos das escolas. processo pedagógico, a considerar todos os aspectos
relacionados à condição de estudo que permeia o
Nestes moldes também foi criado em 1998 o ENEM –
processo educacional pelo qual o aluno passou.
Avaliação Nacional do Ensino Médio com a proposta
de analisar as competências e habilidades fundamen- Há também de se observar as distorções provocadas
tais dos alunos do Ensino Médio, para inserção social pelos resultados dessas avaliações, ou seja, a compa-
e exercício da cidadania. Deve servir como referência rabilidade e o ranqueamento da escola. Há várias rea-
para o professor programar a reforma do ensino mé- lidades diferentes no estado, refletidas nas condições
dio em sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de desiguais de escolarização e as desigualdades indivi-
forma contextualizada e interdisciplinar. duais de grupos específicos.
O Estado de Rondônia criou o sistema de avaliação É importante observar que não podemos avaliar
externa - SAERO (Sistema de Avaliação Educacional tudo, mas é preciso considerar muitos aspectos pe-
de Rondônia), com a proposta de implementar po- culiares e que permeiam este processo para garantir
líticas públicas com foco na eliminação dos pontos a qualidade e a integridade de uma avaliação. Posto
frágeis para a melhoria da educação em todas as es- isso, a escola precisa estar preparada para a utiliza-
colas da rede estadual. A avaliação é aplicada para as ção destes resultados, para que o resultado desta
turmas de 2º, 5º, 6º e 9º anos do Ensino Fundamental avaliação não represente apenas um índice, mas seja
e do 1° ao 3º anos do Ensino Médio, anualmente. O efetivamente, um retomar de ações previstas no Cur-
Sistema avalia cada escola para traçar metas e estra- rículo Escolar e na proposta Pedagógica da, para efe-
tégias, assim como projetos de intervenção que pos- tivamente elevar a qualidade da educação no estado.
sam atuar diretamente na turma e ano escolar que Diante disso, a importância de se ter as avaliações ex-
apresenta defasagem de aprendizagem, o que pos- ternas como objeto de estudo do meio e do contexto
sibilitará a escola aperfeiçoar seu processo de ensino, escolar, traz a oportunidade de identificar avanços
uma vez que a avaliação também analisa o contexto ou retrocessos, assim como determina a escolha das
escolar em que o aluno está inserido, de modo que ações na continuação do percurso.
verifica não apenas o índice de aprendizagem, mas

29
30 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS LÍNGUA PORTUGUESA, LÍNGUA
MATERNA (PARA POPULAÇÕES INDÍGENAS), LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
MODERNAS - INGLÊS E ESPANHOL, ARTE E EDUCAÇÃO FÍSICA.

31
6. ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS

6.1. Caracterização da Área de Linguagens

O Ministério da Educação propôs dispositivos legais com as condições materiais e reais de sua existência
com a criação da Lei n.º 9.394/96, que perpassa a (condições econômicas, sociais, culturais, afetivas e
construção dos Parâmetros Curriculares Nacionais valorativas). E quando assim o fazemos, estamos nos
e das Diretrizes Curriculares Nacionais de 1998 e cul- referindo a um todo único e cheio de matizes e di-
minam na Resolução n.º 04 de 13/07/2010 da Câ- versidades: a linguagem repleta de linguagens, de
mara de Educação Básica do Conselho Nacional de registros diversos, com códigos variados e sensações
Educação - órgão ligado ao Ministério da Educação. heterogêneas. Estamos nos referindo ao trabalho
de colocar um ser complexo e heterogêneo, plural,
Assim, a base na legislação vigente sugere o agru-
multifacetado e inteiro, o educando real e contradi-
pamento de conteúdos curriculares em áreas de
tório, em contato com as práticas sociais de leitura e
conhecimento para tentar, com isso, desenvolver e
escrita, ao mesmo tempo em que lhe deve ser dado
construir saberes, conhecimentos, atitudes, valores,
o direito de escolher as práticas de linguagem com
competências e habilidades e, além de tudo isso, pro-
as quais quer conviver mais assídua e intensamente.
porcionar a formação para a paz, a integridade moral
e para o bem comum. A linguagem manifestada no corpo da língua por-
tuguesa, falada e escrita no Brasil, que é carregada
Sabe-se que a linguagem é a carruagem da cultu-
pelo educando desde sua vivência pré-escolar, assim
ra e que esta manifesta a identidade de um povo.
como os conhecimentos oferecidos dialética e inte-
Desse modo, considerando que o letramento é um
rativamente ao educando, desde os primeiros anos
processo de instrumentalização do sujeito na socie-
escolares, soma-se à linguagem das regras dos jogos
dade da informação, podemos afirmar que existem
que a educação física promove e à linguagem do rit-
vários níveis de letramento. Pois, um sujeito letrado
mo e do gesto que a música e a dança potencializam.
transita por vários gêneros e reconhece o valor do
A linguagem da vida é potencializada pela leitura e
texto na sociedade. Ao contrário, o sujeito um tanto
pela expressão simbólica e performática do ato artís-
quanto alfabetizado é tão somente capaz de decodi-
tico e estético. Do mesmo modo, na língua estrangei-
ficar signos linguísticos, mas não há garantias de que
ra moderna, a linguagem se manifesta como forma
compreenda a função ou funções do texto, ou que
de ampliar as relações socioculturais e interculturais
tenha habilidades para produzir textos em gêneros
no respeito ao outro, com suas diferenças, para a
variados.
partir dessa interação, entender melhor sua própria
Dessa forma, quando falamos sobre letramento, re- cultura.
metemo-nos ao ideal de liberdade, emancipação, va-
lorização dos contextos circunscritos e universais, re-
conhecimento da massa e espírito das comunidades 6.2. Língua Portuguesa – 1º ao 3º Ano
tradicionais - quilombolas, indígenas, ribeirinhos,
extrativistas, pescadores, etc. Assim, o letramento
subjaz a um processo de construção de um mundo CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE
em que o valor da informação possa ser acessado por CURRICULAR
todo e qualquer cidadão independente de sua comu-
nidade e que tenha desenvolvido seu letramento de
modo satisfatório. Quanto mais indivíduos letrados,
mais igualitária, ética e justa será a comunidade hu- “... Já é tempo de a escola assumir que, capacitar o
mana. aluno para bem escrever e ler não é preocupação
Logo, possibilitar ao educando a vivência e a prática exclusiva do professor de português. É uma tarefa
da linguagem escrita, oral, gestual, simbólica, ritualís- que deve envolver todas as disciplinas, deve fazer
tica, onírica, cibernética, eletrônica, muscular, facial, parte de todos os planejamentos e ser prioridade
pictórica e musical é assegurar-lhe o exercício do so- no projeto pedagógico da escola”. (FARACO, 2002).
berano direito de escolher como viver nas relações

32 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


Como pontuam diversos profissionais, ensinar Lín- uma apropriação particular do mesmo. Para formar
gua Portuguesa na escola é, primordialmente, desen- leitores na escola, é preciso responsabilidade e com-
volver um trabalho de “linguagens”, possibilitando promisso ao organizar um projeto educativo para
que o aluno desenvolva a prática de observação, de- intermediar a passagem do leitor de textos simples
dução e reflexão sobre o mundo de modo a interagir para o leitor de textos de maior complexidade. O
com seu semelhante, por meio do uso funcional da ponto culminante do trabalho realizado em Língua
linguagem. O desenvolvimento de conhecimentos Portuguesa é a produção de textos, pois se pressu-
discursivos e linguísticos permitirá que ele saiba se põe que o ato de escrever seja a reflexão do aluno
manifestar em diferentes situações de interlocução. sobre as inúmeras possibilidades que o código lin-
guístico lhe oferece para expressar o conhecimento
A Língua Portuguesa é um componente da área de
de si e da própria realidade. É nessa produção que
Linguagens que, segundo os Parâmetros Curriculares
pode ser percebido se o aluno, realmente, entendeu
Nacionais (PCN), tem a tarefa de desenvolver no edu-
como funciona a Língua.
cando as quatro habilidades básicas: ler, escrever, fa-
lar e ouvir. O Quadro Europeu Comum de Referência Uma discussão bastante salutar que ocorre no meio
para as Línguas (QECR) acrescenta à lista uma quinta acadêmico é a questão dos gêneros textuais. Para
habilidade, que julgamos também indispensável à Marcushi (2004), gênero textual é a realização de
boa formação do educando para a vida em socieda- qualquer texto, seja oral ou escrito, produzido por
de: a de conversar. um usuário de uma língua em certo momento histó-
rico. Assim, os usuários da língua podem reconhecer
Assim sendo, e situando essa quinta habilidade como
textos como exemplares de certos gêneros textuais,
básica, passamos para o nível da interação dialógica,
como uma carta pessoal, uma entrevista, um arti-
em que o sujeito usa a linguagem em contextos e hi-
go de opinião, uma aula expositiva, dentre outros.
pertextos específicos de comunicação.
O estudo do gênero textual não pode prescindir da
Nessa perspectiva, uma proposta para o ensino da contribuição do teórico russo Bakhtin, o primeiro a
Língua deve ser possibilitadora de competências discorrer sobre o gênero do discurso fortemente as-
linguísticas, mobilizando todos os segmentos da so- sociado à ideia da língua como uso social, portanto
ciedade na valorização da Educação no sentido de dialógica. Para dirimir as dúvidas sobre gênero textu-
inserir o aluno num contexto globalizado, formando al e tipologia segue o conceito utilizado atualmente
assim um cidadão crítico, atuante e transformador pelos teóricos que pesquisam sobre gênero e tipo
para a existência de uma sociedade justa. Ao mesmo textual, qual seja:
tempo, a proposta para o ensino da Língua Materna
- Tipo Textual: é um construto linguístico, serve para a
deve contemplar as áreas básicas: leitura, produção
expressão da intenção discursiva e por isso sua ocor-
de textos (oral e escrito) e conhecimentos linguísti-
rência é limitada a 5 tipos: argumentação, injunção,
cos, tomando a linguagem como atividade discursiva
exposição, narração e descrição.
e o texto como unidade básica do ensino.
- Gênero Textual: é uma realização social, histórica e
Além disso, o ensino deve valorizar a variedade lin-
cultural, serve para realizar discursos dentro de uma
guística que reflita as diversidades regionais e sociais.
forma estável, mas não definitiva, circula socialmente
O aluno precisa ter consciência dos diferentes níveis
e determina a formatação do texto. São ilimitados,
de linguagem e saber utilizar o padrão linguístico
pois à medida que a sociedade necessita, novos gê-
adequado a cada situação. Em se tratando do ensino
neros são criados. Os gêneros aparecem na formata-
da linguagem oral, é necessária muita atenção, uma
ção oral ou escrita. Ex.: aula expositiva, blog, crônica,
vez que nas inúmeras situações sociais do exercício
artigo de opinião, carta pessoal, e-mail, palestra, se-
da cidadania, os alunos serão avaliados à medida que
minário, entrevista e inúmeros outros.
forem capazes de responder a diferentes exigências
da fala e de adequação às características próprias dos Como o gênero serve para organizar o discurso, sur-
gêneros da oralidade. ge, então, um terceiro elemento que é o domínio dis-
cursivo, que nada mais é do que a linguagem utiliza-
No que se refere à leitura, um dos pontos funda-
da em cada gênero textual, uma vez que há sempre
mentais na exploração do texto será levar o aluno a
uma relação de linguagem e poder impressa nesses
perceber as marcas deixadas pelo autor. Entretanto,
domínios, estabelecendo uma contextualização en-
o educando não deve ser induzido no seu processo
tre o emissor e o receptor.
de análise e reflexão do texto, para não impedi-lo de

33
A partir dessas três designações, podemos fazer uma Neste contexto, a escola deverá contemplar em suas
classificação tipológica das mais variadas ocorrências ações pedagógicas atividades que possibilitem ao
discursivas: aluno:
Ex.: Domínio Discursivo Literário. • Utilizar a linguagem na escuta e produção de
textos orais e na leitura e produção de textos es-
Gênero: narrativa de ficção
critos, de modo a atender as múltiplas deman-
Subgênero: conto, crônica, romance, piada, novela. das sociais, respondendo a diferentes propósi-
Tipos textuais mais recorrentes: narração, exposição tos comunicativos e expressivos, considerando
e descrição. as diferentes condições de produção do discur-
so;
Ex.: Domínio Discursivo Jornalístico.
• Utilizar a linguagem para estruturar a experi-
Gênero: artigo de opinião, ensaio, entrevista. ência e explicar a realidade, operando sobre as
Tipos textuais mais recorrentes: narração, exposi- representações construídas em várias áreas do
ção, argumentação e descrição. conhecimento:
Além disso, vivemos em plena era da informação, e -- Sabendo como proceder para ter acesso,
o desenvolvimento de novas tecnologias permitem compreender e fazer uso de informações
o contato entre pessoas, mesmo que estejam fisica- contidas nos textos, reconstruindo o modo
mente distantes, um exemplo são os e-mails, blogs, pelo qual se organizam em sistemas coe-
páginas de Orkut, fóruns, chats, videoconferências. rentes;
Todos esses gêneros digitais nascidos do desenvolvi- -- Sendo capaz de operar sobre o conteúdo
mento tecnológico e da inserção digital dos alunos. representacional dos textos, identificando
Nesse aspecto, a Língua Portuguesa não pode ignorar aspectos relevantes, organizando notas,
o avanço tecnológico e a influência desses na evolu- elaborando roteiros, resumos, índices, es-
ção da Língua, uma vez que o “internetês” é uma re- quemas etc;
alidade que não pode ser ignorada e sim trabalhada -- Aumentando e aprofundando seus esque-
pelo professor no intuito de conscientizar/informar os mas cognitivos para ampliação do léxico e
alunos, que a linguagem deve ser usada conforme o de suas respectivas redes semânticas.
seu contexto e lugar social.
• Analisar criticamente os diferentes discursos, in-
Enfim, o ensino da Língua Portuguesa deverá cons- clusive o próprio, desenvolvendo a capacidade
truir um espaço de liberdade para que o indivíduo de avaliação dos textos:
seja sujeito da sua própria história, consciente de que
é através da linguagem que ele poderá saber dizer, -- Contrapondo sua interpretação da realida-
para saber fazer de maneira autônoma, assegurando- de a diferentes opiniões;
lhe a plena participação social. -- Inferindo as possíveis intenções do autor,
ou seja, as intencionalidades linguísticas,
marcadas no texto;
OBJETIVOS
-- Identificando referências intertextuais pre-
sentes no texto;
Os objetivos gerais do Ensino de Língua Portuguesa -- Percebendo os processos de argumentação
representam o ponto de chegada, o que se espera utilizados para atuar sobre o interlocutor/
que o aluno aprenda. A elaboração desses objetivos leitor;
vai direcionar as ações pedagógicas.
-- Fazendo uso dos diversos gêneros textuais
Portanto, o processo de ensino e aprendizagem da que circulam na sociedade e do modo de
Língua Portuguesa deve estar voltado para a am- organização (tipologia textual) desses, favo-
pliação da competência discursiva, proporcionando recendo o exercício da interação humana e
condições de inserção efetiva no mundo da lingua- da participação social, dentro da sociedade;
gem oral e escrita. Além disso, o indivíduo amplia as
possibilidades de participação social no exercício da -- Reafirmando sua identidade pessoal e social.
cidadania.

34 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


• Conhecer e valorizar as diferentes variedades da EIxOS NORTEADORES
Língua, procurando combater o preconceito lin-
O ensino da Língua Portuguesa, de acordo com
guístico;
os Parâmetros Curriculares Nacionais, (2001, p.35),
• Reconhecer e valorizar a própria linguagem e a as quatro habilidades: falar, ouvir, ler e escrever
de seu grupo social, como instrumento adequa- - são fundamentais e devem ser trabalhadas em
do e eficiente na comunicação cotidiana, na ela- contínuo. É justamente dessas habilidades que
boração artística e nas interações com pessoas decorrem os eixos organizadores: Uso da Língua
de diferentes grupos que se expressem de ou- (oral e escrita) e Reflexão sobre a Língua. O uso é que
tras maneiras; propicia a aprendizagem sobre a própria língua,
seja ela qual for. Para isso, não basta ler ou escrever
• Usar os conhecimentos por meio da prática de
exaustivamente, é preciso refletir, descobrindo as
análise linguística, expandindo as possibilidades
razões de um dado emprego dos termos linguísticos
de uso da linguagem e ampliando a capacidade
e as relações entre os elementos constitutivos da
de análise crítica. * (PCN, 1998, p.32 e 33).
sentença. Essa reflexão não é espontânea e deve,
portanto, ser uma prática sistemática em que o
professor direciona os pontos a serem analisados, e
instigue a curiosidade dos alunos, utilizando-se, de
preferência, das produções dos alunos.

1º ANO
COmpETêNCIAS
• Ler, produzir e interpretar textos em diferen- • Perceber a própria cultura por meio do conheci-
tes gêneros do discurso, usando as modalida- mento da cultura de outros povos, entendendo
des oral e escrita, adequando-os às diferentes a diversidade linguística e cultural, a biodiver-
exigências do contexto situacional; sidade e necessidade da preservação do meio
ambiente;
• Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul-
tural, bem como promover a interação social; • Conceber as múltiplas linguagens mediante a
leitura de diversos gêneros em língua estran-
• Reconhecer a importância da interação dos
geira, provocando a reflexão e posicionamento
diferentes povos na globalização e na pós-mo-
de ideias;
dernidade, possibilitando o respeito da diversi-
dade social e o exercício da cidadania; • Vivenciar experiências de comunicação huma-
na através das línguas estrangeiras modernas,
apoiando-se em distintas linguagens artísticas.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

A escrita com instrumento de interação - Localizar e relacionar informações em


social: textos, identificando os elementos
composicionais, inferindo sentidos,
- Opiniões e pontos de vista sobre as di-
reconhecendo, interpretando e sa-
ferentes manifestações da linguagem
bendo mobilizar os diferentes recur-
LINGUAGEm E verbal;
sos de argumentação;
INTERAÇÃO - Palavras: emprego e valor semântico-
- Identificar a finalidade de textos, ade-
discursivo;
quando suportes e gêneros, conside-
- Manifestações discursivas: argumen- rando os papéis e posições assumidos
tação; pelos enunciadores ou leitores em con-
textos específicos de enunciação;

35
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- A literatura e a constituição das comu- - Acessar a diversidade de textos e


nidades: mitos, epopeias, romances obras produzidos por autores da lite-
nacionais, dentre outros. ratura brasileira e universal, reconhe-
cendo as características composicio-
A escrita como codificação simbólica:
nais;
- A língua como elemento significativo
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
e integrador da organização do mun-
guagem literária (plurissignificação),
do e da própria identidade;
permitindo que a escrita literária seja
- A palavra da poesia: ritmo, polissemia, aberta e ofereça espaço para a partici-
materialidade do significante e seus pação ativa do leitor;
efeitos poéticos.
- Identificar e fazer uso dos elemen-
Práticas de leitura, produção e tos composicionais de diferentes
Linguagem e interpretação textual: textos (elementos da textualidade,
Interação
- Leitura, produção e interpretação de recursos argumentativos, progressão,
textos (orais, escritos e imagéticos), articulação, não contradição e conti-
privilegiando os de tipologia disserta- nuidade, dentre outros);
tiva e a prosa de caráter poético. - Identificar os sentidos produzidos
por meio de recursos ortográficos,
morfossintáticos e de pontuação ou
outras notações, para a produção tex-
tual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferen-
tes modos de falar e escrever.

Espaços de interação social: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- A Língua Portuguesa como legitima-
composicionais, inferindo sentidos,
dora de acordos e condutas sociais, e
reconhecendo, interpretando e sa-
como representação simbólica de ex-
bendo mobilizar os diferentes recur-
periências humanas manifestadas nas
sos de argumentação;
formas de sentir, pensar e agir na vida
social; - Identificar a finalidade de textos, ade-
quando suportes e gêneros e conside-
- Dimensão social da linguagem: varia-
rando os papéis e posições assumidos
ção linguística;
Práticas pelos enunciadores ou leitores em
Sociais - Caracterização dos diversos gêneros contextos específicos de enunciação;
literários: romance, drama, crônica,
- Acessar a diversidade de textos e obras
conto, letra de música e outros;
produzidos por autores da literatura
- Representações de gênero na Língua brasileira e universal reconhecendo as
Portuguesa e em relação às demais características composicionais;
linguagens;
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
guagem literária (plurissignificação),
permitindo que a escrita literária seja
aberta e ofereça espaço para a partici-
pação ativa do leitor;

36 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Leitura, interpretação e produção de - Identificar e fazer uso dos elementos


textos que tratem dos direitos fun- composicionais de diferentes textos
damentais: Constituição Federal, De- (elementos da textualidade, recursos
claração dos Direitos Humanos, ECA, argumentativos – progressão, articu-
Código de Defesa do Consumidor, Có- lação, não contradição e continuida-
digo de Trânsito, Estatuto do idoso e de, dentre outros);
demais Legislações.
- Identificar os sentidos produzidos por
pRÁTICAS práticas de leitura, produção e meio de recursos ortográficos, mor-
SOCIAIS interpretação textual: fossintáticos e de pontuação ou ou-
- Leitura, produção e interpretação de tras notações; apropriando-se destes
textos (orais, escritos e imagéticos) atra- recursos para a produção textual;
vés de diferentes linguagens e suportes;
- Perceber a língua como variável no
- Gêneros Textuais: currículo, ofício e re- espaço e no tempo, identificando as
querimento etc; variedades linguísticas e os diferentes
- Metodologia cientifica. modos de falar e escrever.

Espaços de preservação: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- As invenções que transformaram o
composicionais, inferindo sentidos,
mundo;
reconhecendo, interpretando e sa-
- A escrita alfabética e a escrita ideogra- bendo mobilizar os diferentes recur-
mática; sos de argumentação;
- A invenção da imprensa e sua impor- - Identificar a finalidade de textos, ade-
tância para a popularização da litera- quando suportes e gêneros e conside-
tura; rando os papéis e posições assumidos
pelos enunciadores ou leitores em
- O respeito nas relações do cotidiano.
contextos específicos de enunciação;
práticas de leitura, produção e - Acessar a diversidade de textos e obras
interpretação textual: produzidos por autores da literatura
- Leitura, produção e interpretação de brasileira e universal, reconhecendo
mEIO textos (orais, escritos e imagéticos) as características composicionais;
AmBIENTE E através de diferentes linguagens e su- - Identificar os efeitos estéticos da lin-
DIVERSIDADE portes. guagem literária (plurissignificação),
CULTURAL permitindo que a escrita literária seja
aberta e ofereça espaço para a partici-
pação ativa do leitor;
- Identificar e fazer uso dos elementos
composicionais de diferentes textos
(elementos da textualidade, recursos
argumentativos – progressão, articu-
lação, não contradição e continuida-
de, dentre outros);
- Identificar os sentidos produzidos por
meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;

37
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Meio - Perceber a língua como variável no


Ambiente e espaço e no tempo, identificando as
Diversidade variedades linguísticas e os diferentes
Cultural modos de falar e escrever.

As diferentes linguagens: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- Os recursos expressivos da linguagem
composicionais, inferindo sentidos,
verbal, relacionando textos / contex-
reconhecendo, interpretando e sa-
tos, mediante a natureza, a função, or-
bendo mobilizar os diferentes recur-
ganização, estrutura, de acordo com
sos de argumentação;
as condições de produção/recepção
(intenção, época, local, interlocutores - Identificar a finalidade de textos, ade-
participantes da criação e propagação quando suportes e gêneros e conside-
de ideias e escolhas); rando os papéis e posições assumidos
pelos enunciadores ou leitores em
- Introdução aos diversos movimentos
contextos específicos de enunciação;
literários: produção contemporânea,
poesia digital, Trovadorismo, Huma- - Acessar a diversidade de textos e obras
nismo, Classicismo, Quinhentismo, produzidos por autores da literatura
Barroco e Arcadismo. brasileira e universal, reconhecendo
as características composicionais;
Práticas de leitura, produção e
interpretação textual: - Identificar os efeitos estéticos da lin-
guagem literária (plurissignificação),
- Leitura, produção e interpretação de
permitindo que a escrita literária seja
textos (orais, escritos e imagéticos) atra-
aberta e ofereça espaço para a partici-
vés de diferentes linguagens e suportes.
pação ativa do leitor;
Múltiplas Prática de análise linguística:
- Identificar e fazer uso dos elementos
Linguagens - Recursos linguísticos: textualidade, composicionais de diferentes textos
coesão e coerência; (elementos da textualidade, recursos
- Estrutura sintático-semântica na leitu- argumentativos – progressão, articu-
ra e na produção textual; lação, não contradição e continuida-
de, dentre outros);
- A linguagem escrita como forma de
organização de informações: a ma- - Identificar os sentidos produzidos por
neira culturalmente adequada para meio de recursos ortográficos, mor-
escrever em função dos propósitos da fossintáticos e de pontuação ou ou-
comunicação. tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
Conhecimentos linguísticos:
- Perceber a língua como variável no
- Figuras de sintaxe; espaço e no tempo, identificando as
- A frase, oração e período; variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.
- Tipos de sujeito;
- Uso do sujeito na construção da coesão;
- Complementos verbais;
- Ortografia.

38 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

percepção e apreciação estética: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- Percepção, recepção, apreciação e
composicionais, inferindo sentidos,
criação em múltiplas e diferentes lin-
reconhecendo, interpretando e sa-
guagens: pintura, desenho, escultura,
bendo mobilizar os diferentes recur-
música, dança, teatro, cinema, televi-
sos de argumentação;
são, informática;
- Identificar a finalidade de textos, ade-
- Introdução à diversidade de culturas
quando suportes e gêneros e conside-
e estilos: cultura europeia, indígena,
rando os papéis e posições assumidos
africana, afro-brasileira e brasileira
pelos enunciadores ou leitores em
(manifestações literárias, musicais e
contextos específicos de enunciação;
gráficas).
- Acessar a diversidade de textos e obras
práticas de leitura, produção e
produzidos por autores da literatura
interpretação textual:
brasileira e universal, reconhecendo
- Leitura, produção e interpretação de as características composicionais;
textos (orais, escritos e imagéticos)
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
através de diferentes linguagens e su-
ESTéTICA DAS guagem literária (plurissignificação),
portes;
mÚLTIpLAS permitindo que a escrita literária seja
LINGUAGENS - Gêneros textuais: artigo científico, re- aberta e ofereça espaço para a partici-
senha, poesia, ensaios, romances, crí- pação ativa do leitor;
tica (literária, musical, cinematográfica
- Identificar e fazer uso dos elementos
etc.).
composicionais de diferentes textos
(elementos da textualidade, recursos
argumentativos – progressão, articu-
lação, não contradição e continuida-
de, dentre outros);
- Identificar os sentidos produzidos por
meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

39
2º ANO
COMPETÊNCIAS
• Ler, produzir e interpretar textos em diferentes • Conceber as múltiplas linguagens mediante a
gêneros do discurso, usando as modalidades leitura de diversos gêneros em língua estrangei-
orais e escrita, adequando-os às diferentes exi- ra, provocando a reflexão e posicionamento de
gências do contexto situacional; ideias;
• Fazer uso das TIC’s para sua formação nos diver- • Vivenciar experiências de comunicação huma-
sos contextos; na através das línguas estrangeiras modernas,
apoiando-se em distintas linguagens artísticas;
• Ampliar o conhecimento linguístico e sociocultu-
ral, bem como promover a interação social; • Compreender e usar a língua portuguesa como
língua materna, geradora de significação e inte-
• Reconhecer a importância da interação dos di-
gradora da organização do mundo e da própria
ferentes povos na globalização e na pós-moder-
identidade;
nidade, possibilitando o respeito da diversidade
social e o exercício da cidadania; • Considerar a língua portuguesa como fonte
de legitimação de acordos e condutas sociais e
• Perceber a própria cultura por meio do conheci-
como representação simbólica de experiências
mento da cultura de outros povos, entendendo a
humanas manifestas nas formas de sentir, pensar
diversidade linguística e cultural, a biodiversidade
e agir na vida social.
e necessidade da preservação do meio ambiente;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

A escrita com instrumento de interação - Localizar e relacionar informações em


social: textos, identificando os elementos
composicionais, inferindo sentidos,
- Opiniões e pontos de vista sobre as di-
reconhecendo, interpretando e sa-
ferentes manifestações da linguagem
bendo mobilizar os diferentes recur-
verbal;
sos de argumentação;
- Palavras: emprego e valor semântico-
- Identificar a finalidade de textos, ade-
discursivo;
quando suportes e gêneros e conside-
- Manifestações discursivas: argumen- rando os papéis e posições assumidos
tação; pelos enunciadores ou leitores em
- A literatura e a constituição das comu- contextos específicos de enunciação;
nidades: mitos, epopeias, romances - Acessar a diversidade de textos e obras
Linguagem e nacionais, dentre outros. produzidos por autores da literatura
Interação A escrita como codificação simbólica: brasileira e universal, reconhecendo
as características composicionais;
- A língua como elemento significativo
e integrador da organização do mun- - Identificar os efeitos estéticos da lin-
do e da própria identidade; guagem literária (plurissignificação)
permitindo que a escrita literária seja
- A palavra da poesia: ritmo, polissemia, aberta e ofereça espaço para a partici-
materialidade do significante e seus pação ativa do leitor;
efeitos poéticos;
- Identificar e fazer uso dos elementos
composicionais de diferentes textos
(elementos da textualidade, recursos
argumentativos, progressão, articula-
ção, não contradição e continuidade,
dentre outros);

40 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

práticas de leitura, produção e - Identificar os sentidos produzidos por


interpretação textual: meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
- Leitura, produção e interpretação de
tras notações; apropriando-se destes
LINGUAGEm E textos (orais, escritos e imagéticos),
recursos para a produção textual;
INTERAÇÃO privilegiando os de tipologia disser-
tativa e a prosa de caráter poético. - Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

Espaços de interação social: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- A Língua Portuguesa como fonte de
composicionais, inferindo sentidos,
legitimação de acordos e condutas so-
reconhecendo, interpretando e sa-
ciais e como representação simbólica
bendo mobilizar os diferentes recur-
de experiências humanas manifesta-
sos de argumentação;
das nas formas de sentir, pensar e agir
na vida social; - Identificar a finalidade de textos, ade-
quando suportes e gêneros e conside-
- Dimensão social da linguagem: varia-
rando os papéis e posições assumidos
ção linguística e acordos ortográficos
pelos enunciadores ou leitores em
na legitimação de uma variante;
contextos específicos de enunciação;
- Análise dos diversos gêneros literá-
- Acessar a diversidade de textos e obras
rios: romance, drama, conto, letra de
produzidos por autores da literatura
música e outros;
brasileira e universal, reconhecendo
- Leitura, interpretação e produção de as características composicionais;
textos que contemplem as questões
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
de gênero;
guagem literária (plurissignificação)
pRÁTICAS - Leitura, interpretação e produção de que permitem que a escrita literária
SOCIAIS textos que tratem dos direitos fun- seja aberta e ofereça espaço para a
damentais: Constituição Federal, De- participação ativa do leitor;
claração dos Direitos Humanos, ECA,
- Identificar e fazer uso dos elementos
Código de Defesa do Consumidor.
composicionais de diferentes textos
prática de leitura, produção e (elementos da textualidade, recursos
interprestação textual: argumentativos, progressão, articula-
- Gêneros Textuais; ção, não-contradição e continuidade,
dentre outros);
- Tipos Textuais;
- Identificar os sentidos produzidos por
- Produção de Textos (Descritivos, Nar- meio de recursos ortográficos, mor-
rativos, Argumentativos, Injuntivos, fossintáticos e de pontuação ou ou-
Dissertativos). tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

41
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Espaços de preservação: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- O avanço da tecnologia no séc. XXI:
composicionais, inferindo sentidos,
prós e contras;
reconhecendo, interpretando e sa-
- O problema da autoria no espaço da bendo mobilizar os diferentes recur-
web: plágio, citação, referência, inter- sos de argumentação;
textualidade, recriação.
- Identificar a finalidade de textos, ade-
Práticas de leitura, produção e quando suportes e gêneros e conside-
interpretação textual: rando os papéis e posições assumidos
- Leitura, produção e interpretação de pelos enunciadores ou leitores em
textos (orais, escritos e imagéticos) contextos específicos de enunciação;
através de diferentes linguagens e su- - Acessar a diversidade de textos e obras
portes. produzidos por autores da literatura
brasileira e universal, reconhecendo
as características composicionais;
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
Meio
guagem literária (plurissignificação),
Ambiente e
permitindo que a escrita literária seja
Diversidade
aberta e ofereça espaço para a partici-
Cultural
pação ativa do leitor;
- Identificar e fazer uso dos elementos
composicionais de diferentes textos
(elementos da textualidade, recursos
argumentativos, progressão, articula-
ção, não-contradição e continuidade,
dentre outros);
- Identificar os sentidos produzidos por
meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

42 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

As diferentes linguagens: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- Os recursos expressivos da linguagem
composicionais, inferindo sentidos,
verbal, relacionando textos/contex-
reconhecendo, interpretando e sa-
tos, mediante a natureza, a função, or-
bendo mobilizar os diferentes recur-
ganização, estrutura, de acordo com
sos de argumentação;
as condições de produção/recepção
(intenção, época, local, interlocutores - Identificar a finalidade de textos, ade-
participantes da criação e propagação quando suportes e gêneros e conside-
de ideias e escolhas) e tecnologias dis- rando os papéis e posições assumidos
poníveis; pelos enunciadores ou leitores em
contextos específicos de enunciação;
- Os diversos movimentos literários:
produção contemporânea, poesia di- - Acessar a diversidade de textos e obras
gital, romantismo, realismo, naturalis- produzidos por autores da literatura
mo, parnasianismo e simbolismo. brasileira e universal, reconhecendo
as características composicionais;
práticas de leitura, produção e
interpretação textual: - Identificar os efeitos estéticos da lin-
guagem literária (plurissignificação),
mÚLTIpLAS - Leitura, produção e interpretação de
permitindo que a escrita literária seja
LINGUAGENS textos (orais, escritos e imagéticos)
aberta e ofereça espaço para a partici-
através de diferentes linguagens e su-
pação ativa do leitor;
portes.
- Identificar e fazer uso dos elementos
prática de análise linguística:
composicionais de diferentes textos
- Recursos linguísticos: textualidade, (elementos da textualidade, recursos
coesão e coerência; argumentativos – progressão, articu-
- A estrutura sintático-semântica na lação, não-contradição e continuida-
produção textual; de, dentre outros);

- Morfologia e Sintaxe. - Identificar os sentidos produzidos por


meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

43
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Percepção e apreciação estética: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- Percepção, recepção, apreciação e
composicionais, inferindo sentidos,
criação em múltiplas e diferentes lin-
reconhecendo, interpretando e sa-
guagens: pintura, desenho, escultura,
bendo mobilizar os diferentes recur-
música, dança, teatro, cinema, televi-
sos de argumentação;
são, informática;
- Identificar a finalidade de textos, ade-
- Diversidade de culturas e estilos: cul-
quando suportes e gêneros e conside-
tura europeia, indígena, africana, afro
rando os papéis e posições assumidos
-brasileira e brasileira (manifestações
pelos enunciadores ou leitores em
literárias, musicais e audiovisuais).
contextos específicos de enunciação;
Práticas de leitura, produção e
- Acessar a diversidade de textos e obras
interpretação textual:
produzidos por autores da literatura
- Leitura e produção de textos (orais, brasileira e universal, reconhecendo
escritos e imagéticos) através de dife- as características composicionais;
rentes linguagens e suportes;
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
Estética das - Gêneros textuais: artigo científico, re- guagem literária (plurissignificação),
Múltiplas senha, romances, poesia, ensaio, críti- permitindo que a escrita literária seja
Linguagens ca (literária, cinematográfica, musical aberta e ofereça espaço para a partici-
etc.). pação ativa do leitor;
- Identificar e fazer uso dos elementos
composicionais de diferentes textos
(elementos da textualidade, recursos
argumentativos – progressão, articu-
lação, não-contradição e continuida-
de, dentre outros);
- Identificar os sentidos produzidos por
meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

44 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


3º ANO
COmpETêNCIAS
• Ler, produzir e interpretar textos em diferentes a diversidade linguística e cultural, a biodiver-
gêneros do discurso, usando as modalidades sidade e necessidade da preservação do meio
orais e escrita e adequando-os às diferentes ambiente;
exigências do contexto situacional. • Conceber as múltiplas linguagens mediante a
• Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- leitura de diversos gêneros em língua estran-
tural, bem como promover a interação social; geira, provocando a reflexão e posicionamento
• Reconhecer a importância da interação dos de ideias;
diferentes povos na globalização e na pós-mo- • Vivenciar experiências de comunicação huma-
dernidade, possibilitando o respeito da diversi- na através das línguas estrangeiras modernas,
dade social e o exercício da cidadania. apoiando-se em distintas linguagens artísticas.
• Perceber a própria cultura por meio do conheci- • Conhecer as opiniões sobre as diferentes lin-
mento da cultura de outros povos, entendendo guagens e suas manifestações.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Texto de divulgação científica. - Reconhecer a literatura como fon-


LINGUAGEm E
te de preservação da memória e da
INTERAÇÃO
identidade nacional.

Espaços de interação social: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- A Língua Portuguesa como fonte de
composicionais, inferindo sentidos,
legitimação de acordos e condutas
reconhecendo, interpretando e sa-
sociais e como representação simbó-
bendo mobilizar os diferentes recur-
lica de experiências humanas mani-
sos de argumentação;
festadas nas formas de sentir, pensar
e agir na vida social; - Identificar a finalidade de textos, ade-
quando suportes e gêneros e conside-
- Dimensão social da linguagem: ade-
rando os papéis e posições assumidos
quação da variante linguística confor-
pelos enunciadores ou leitores em
me os contextos;
contextos específicos de enunciação;
- Crítica dos diversos gêneros literários:
- Acessar a diversidade de textos e
romance, drama, conto, letra de músi-
obras produzidos por autores da lite-
ca e outros;
ratura brasileira e universal, reconhe-
- Pensando no futuro: educação para o cendo as características composicio-
pRÁTICAS trabalho ou para o mundo do traba- nais;
SOCIAIS lho e emancipação intelectual do edu-
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
cando;
guagem literária (plurissignificação),
- Leitura, interpretação e produção de permitindo que a escrita literária seja
textos que tratem dos direitos fun- aberta e ofereça espaço para a partici-
damentais: Constituição Federal, De- pação ativa do leitor;
claração dos Direitos Humanos, ECA,
- Identificar e fazer uso dos elementos
Código de Defesa do Consumidor.
composicionais de diferentes textos
práticas de leitura, produção e (elementos da textualidade, recursos
interpretação textual: argumentativos – progressão, articu-
- Leitura, produção e interpretação de lação, não - contradição e continuida-
textos (orais, escritos e imagéticos) de, dentre outros);
através de diferentes linguagens e su-
portes;

45
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Gêneros textuais em contextos técni- - Identificar os sentidos produzidos por


cos: entrevista, currículo, ofício, reque- meio de recursos ortográficos, mor-
Práticas rimento, entre outros; fossintáticos e de pontuação ou ou-
Sociais tras notações; apropriando-se destes
- Produção de textos de crítica cultural
recursos para a produção textual;
e social na web.

Espaços de preservação: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- Construindo um futuro melhor;
composicionais, inferindo sentidos,
- Biodiversidade e desenvolvimento reconhecendo, interpretando e sa-
sustentável; bendo mobilizar os diferentes recur-
- Diálogos entre mundos: culturas, sos de argumentação;
crenças, etnias diferentes em um mes- - Identificar a finalidade de textos, ade-
mo espaço – a Terra; quando suportes e gêneros e conside-
- Literaturas não-canônicas. rando os papéis e posições assumidos
pelos enunciadores ou leitores em
Práticas de leitura, produção e contextos específicos de enunciação;
interpretação textual:
- Acessar a diversidade de textos e
- Leitura, produção e interpretação de obras produzidos por autores da lite-
textos (orais, escritos e imagéticos) ratura brasileira e universal, reconhe-
através de diferentes linguagens e su- cendo as características composicio-
portes. nais;
Meio - Identificar os efeitos estéticos da lin-
Ambiente e guagem literária (plurissignificação),
Diversidade permitindo que a escrita literária seja
Cultural aberta e ofereça espaço para a partici-
pação ativa do leitor;
- Identificar e fazer uso dos elementos
composicionais de diferentes textos
(elementos da textualidade, recursos
argumentativos – progressão, articu-
lação, não-contradição e continuida-
de, dentre outros);
- Identificar os sentidos produzidos por
meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

46 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

As diferentes linguagens: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- Os recursos expressivos da linguagem
composicionais, inferindo sentidos,
verbal, relacionando textos / con-
reconhecendo, interpretando e sa-
textos, mediante a natureza, a fun-
bendo mobilizar os diferentes recur-
ção, organização, estrutura, de acordo
sos de argumentação;
com as condições de produção/recep-
ção (intenção, época, local, interlo- - Identificar a finalidade de textos, ade-
cutores participantes da criação e quando suportes e gêneros e conside-
propagação de ideias e escolhas); rando os papéis e posições assumidos
pelos enunciadores ou leitores em
- Os diversos movimentos artísticos e
contextos específicos de enunciação;
literários: Vanguardas europeias, Pré
modernismo, Modernismo e Literatu- - Acessar a diversidade de textos e
ra Contemporânea. obras produzidos por autores da lite-
ratura brasileira e universal, reconhe-
práticas de leitura, produção e inter-
cendo as características composicio-
pretação textual:
nais;
- Leitura, produção e interpretação de
- Identificar os efeitos estéticos da lin-
textos (orais, escritos e imagéticos)
mÚLTIpLAS guagem literária (plurissignificação),
através de diferentes linguagens e su-
LINGUAGENS permitindo que a escrita literária seja
portes.
aberta e ofereça espaço para a partici-
prática de Análise Linguística: pação ativa do leitor;
- Recursos linguísticos: textualidade, - Identificar e fazer uso dos elementos
coesão e coerência; composicionais de diferentes textos
- A estrutura sintático-semântica na (elementos da textualidade, recursos
produção textual. argumentativos – progressão, articu-
lação, não-contradição e continuida-
- Sintaxe do período composto; de, dentre outros);
- Concordância verbal e nominal; - Identificar os sentidos produzidos por
- Regência; meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
- Colocação Pronominal. tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

47
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Percepção e apreciação estética: - Localizar e relacionar informações em


textos, identificando os elementos
- Percepção, recepção, apreciação e
composicionais, inferindo sentidos,
criação em múltiplas e diferentes lin-
reconhecendo, interpretando e sa-
guagens: pintura, desenho, escultura,
bendo mobilizar os diferentes recur-
música, dança, teatro, cinema, televi-
sos de argumentação;
são, informática;
- Identificar a finalidade de textos, ade-
- Diversidade de culturas e estilos: cul-
quando suportes e gêneros e conside-
tura europeia, indígena, africana, afro
rando os papéis e posições assumidos
-brasileira e brasileira (manifestações
pelos enunciadores ou leitores em
literárias, musicais e audiovisuais).
contextos específicos de enunciação;
Práticas de leitura, produção e
- Acessar a diversidade de textos e
interpretação textual:
obras produzidos por autores da lite-
- Leitura e produção de textos (orais, ratura brasileira e universal, reconhe-
escritos e imagéticos) através de dife- cendo as características composicio-
rentes linguagens e suportes; nais;
- Gêneros textuais: artigo científico, re- - Identificar os efeitos estéticos da lin-
Estética das senha, romances, poesia, ensaio, críti- guagem literária (plurissignificação),
Múltiplas ca (literária, musical, cinematográfica permitindo que a escrita literária seja
Linguagens etc.). aberta e ofereça espaço para a partici-
pação ativa do leitor;
- Identificar e fazer uso dos elementos
composicionais de diferentes textos
(elementos da textualidade, recursos
argumentativos – progressão, articu-
lação, não-contradição e continuida-
de, dentre outros);
- Identificar os sentidos produzidos por
meio de recursos ortográficos, mor-
fossintáticos e de pontuação ou ou-
tras notações; apropriando-se destes
recursos para a produção textual;
- Perceber a língua como variável no
espaço e no tempo, identificando as
variedades linguísticas e os diferentes
modos de falar e escrever.

48 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


6.3. Língua Inglesa – 1º ao 3º Ano quatro habilidades (ouvir, ler, falar e escrever).
Uma das vantagens do ensino de inglês sobre o
ensino de outras línguas estrangeiras é a sua situ-
CARACTERIZAÇÃO DO
ação como língua internacional. Como se sabe, a
COmpONENTE CURRICULAR
língua inglesa é utilizada em vários campos do co-
nhecimento. Assim, aprender inglês hoje, se tornou
Devido ao imperialismo territorial britânico que em fundamental para qualquer pessoa que deseja se
parte, submeteu diversas regiões do mundo ao seu desenvolver intelectual, social e profissionalmen-
controle econômico, político e administrativo, a lín- te. Como o domínio de uma língua estrangeira au-
gua da metrópole foi usada como ferramenta prin- menta a possibilidade de comunicação e sendo o
cipal para a administração dos referidos espaços inglês uma língua internacional, torna-se cada vez
coloniais. Dessa forma, a língua inglesa passou a ser mais necessário para o estudante desenvolver com-
usada na comunicação oral tanto entre os colonos petências, como também as quatro habilidades de
e os colonizados, quanto nas ações administrativas, qualquer idioma. O estudante, portanto, deve apro-
no tocante às leis, aos códigos, às resoluções e re- priar-se do Inglês para ter acesso a novos conheci-
gulamentações governamentais. Na Amazônia bra- mentos e informações.
sileira, por exemplo, em Porto Velho, cidade nascida
de um empreendimento ferroviário, a língua oficial
OBJETIVOS
era a inglesa, tendo em vista ter sido administrada
por norte-americanos nos primeiros anos de seu
surgimento.
Na formulação dos objetivos, segundo os PCNs, além
Isso posto, devemos prosseguir acrescentando que, das capacidades cognitivas, éticas, estéticas, motoras
com o advento da globalização a língua inglesa pas- e de inserção e atuação social devem ser levadas em
sou a ser considerada uma língua multinacional. conta, as afetivas. É preciso lembrar que a aprendi-
Além disso, diversos fatores sustentam essa afirma- zagem de uma língua estrangeira é uma atividade
tiva em relação ao ensino da língua inglesa: a) é uma emocional e não apenas intelectual. O aluno é um ser
língua multinacional, falada por mais de um bilhão cognitivo, afetivo, emotivo e criativo. Assim, os obje-
e meio de pessoas; b) é usada em mais de setenta tivos precisam ficar claros tanto para os alunos quan-
por cento das publicações científicas; c) é a língua to para o professor, pois o educando precisa saber
do trabalho na maioria das organizações interna- o que está ocorrendo nos diferentes momentos de
cionais; d) é a língua usada em eventos científicos sua aprendizagem e, dessa maneira, sentir-se corres-
internacionais e no mundo tecnológico. Assim, de- ponsável pela mesma. Dessa forma, os objetivos são
vido ao uso do Inglês como língua de comunicação orientados para a sensibilização do aluno em relação
na comunidade científica mundial, acredita-se que à Língua Estrangeira pelos seguintes focos:
os conhecimentos científicos e tecnológicos não
- Conscientizar professores e alunos de que a
podem ser suficientemente adquiridos, se o inglês
aprendizagem de Língua Estrangeira envolve
não for usado.
igualdade dos direitos humanos na comuni-
Dessa forma, no ensino contemporâneo de Língua cação, no multilinguismo, na manutenção de
Estrangeira é preciso que se considere: a) as varie- línguas e culturas e na promoção da educação
dades do Inglês no mundo; b) o ensino do Inglês integral do aluno por meio do ensino de Língua
para a produção; c) o ensino do Inglês para fins es- Estrangeira.
pecíficos.
Assim, levando em conta esses aspectos, o ensino
Em relação ao ensino da língua inglesa nas escolas de Língua Inglesa tem como objetivos gerais:
públicas do Estado de Rondônia, acreditamos que
1. Desenvolver no aluno competências que o
se deva priorizar o ensino da Língua Inglesa para a
tornem apto a, através do engajamento em
produção, tendo em vista que “a Língua Estrangeira
atividades de uso da linguagem, construir sen-
na educação escolar insere-se como uma forma de
tidos, compreender melhor o mundo em que
linguagem diversificada de expressão e comunica-
vive e participar dele criticamente fortalecen-
ção humana”. Assim, quanto ao Inglês para produ-
do a noção de cidadania;
ção, há que se considerar o desenvolvimento das

49
2. Desenvolver no aluno, de modo integrado, ha- 4. Fortalecer o espírito de colaboração do aluno
bilidades linguísticas (compreensão oral e es- em seu processo de aprendizagem;
crita, produção oral e escrita), compreendidas
5. Incentivar o reconhecimento da importância da
como práticas sociais e contextualizadas;
produção cultural em inglês como representa-
3. Promover, através de um trabalho interdisci- ção da diversidade cultural e linguística e,
plinar e contextualização, a articulação entre a
6. Levar o aluno a conhecer e usar a Língua Inglesa
Língua Inglesa e outras áreas do conhecimento
como instrumento de acesso a informações e a
na constituição de um currículo mais amplo, in-
outras culturas e grupos sociais.
serindo na vida social;

1º ANO
COMPETÊNCIAS
• Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- • Conceber as múltiplas linguagens mediante a
tural, bem como promover a interação social; leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa,
provocando a reflexão e posicionamento de
• Reconhecer a importância da interação dos
ideias;
diferentes povos na globalização e na pós-mo-
dernidade, possibilitando o respeito da diversi- • Vivenciar experiências de comunicação huma-
dade social e o exercício da cidadania. na através da Língua Inglesa, apoiando-se em
distintas linguagens artísticas;
• Perceber a própria cultura por meio do conheci-
mento da cultura de outros povos, entendendo • Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti-
a diversidade linguística e cultural, a biodiversi- lizando-a como forma de acesso a informações
dade e a necessidade da preservação do meio em diferentes contextos socioculturais, con-
ambiente; templando a formação do aluno enquanto ci-
dadão.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Análise textual como introdução ao - Utilizar textos, relacionando-os aos as-


estudo da gramática; pectos linguísticos e às funções e usos
sociais da Língua Inglesa;
- Integração de vocábulos e expressões
de textos na Língua Inglesa; - Reconhecer e respeitar as diferentes
variedades linguísticas;
- Compreensão e produção oral e escri-
ta; - Reconhecer auditivamente produções
de discurso em diferentes situações;
- Apreciação crítica de textos;
- Comunicar-se de forma adequada em
- Valorização da leitura literária como
Linguagem e práticas comunicativas;
meio de reflexão crítica de questões
Interação
históricas e político-sociais; - Constituir-se como um leitor autôno-
mo e crítico;
- Uso da Língua Inglesa em contexto
real de comunicação; - Compreender a importância das di-
versas linguagens em diferentes con-
- Ampliação do vocabulário durante a
textos socioculturais;
produção oral e escrita.
- Compreender e produzir discursos
orais em diferentes registros, recor-
rendo aos recursos midiáticos dispo-
níveis;

50 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Importância da Língua Inglesa para - Constituir relações e fazer inferências


o acesso a informações, tecnologias, por meio do uso de textos verbais e
pRÁTICAS culturas, ao mercado de trabalho e es- não verbais;
SOCIAIS tudos posteriores;
- Reconhecer as diferentes formas de
- Diferentes tipos de textos relacionan- comunicação oral e escrita em situa-
do-os com seus usos e funções sociais. ções específicas;

- Discernimento sobre a diversidade de - Recorrer aos conhecimentos sobre as


DIVERSIDADE linguagens como forma de ampliar e
CULTURAL culturas.
valorizar seu conhecimento prévio de
mundo;
- Leitura e interpretação com o uso das - Ler e compreender diferentes gêneros
diversas linguagens midiáticas; textuais, relacionando seus significa-
mÚLTIpLAS
LINGUAGENS - Utilização das TIC integrando as dis- dos ao âmbito sociocultural.
ciplinas de linguagens com temas de - Reconhecer as linguagens verbais e
interesse dos jovens. não verbais como forma de interação
social;
- Concepções artísticas e de procedi-
mentos de construção do texto literá- - Utilizar os recursos midiáticos, apre-
rio; ciando e criando vídeos em Língua
Inglesa;
- Valorização da heterogeneidade ar-
tística existente nas manifestações de - Fazer intercâmbio com pessoas do
ESTéTICA DAS país da Língua Inglesa, por intermédio
LINGUAGENS grupos sociais e étnicos;
da internet;
- Literatura como fonte de estudos só-
cio-históricos e de expressão poética. - Apreciar músicas diversificadas em
Língua Inglesa, interpretando a men-
sagem e identificando os cantores,
bandas, compositores.

2º ANO
COmpETêNCIAS
• Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- • Conceber as múltiplas linguagens mediante a
tural, bem como promover a interação social; leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa,
provocando a reflexão e posicionamento de
• Reconhecer a importância da interação dos
ideias;
diferentes povos na globalização e na pós-mo-
dernidade, possibilitando o respeito da diversi- • Vivenciar experiências de comunicação huma-
dade social e o exercício da cidadania. na através da Língua Inglesa, apoiando-se em
distintas linguagens artísticas;
• Perceber a própria cultura por meio do conheci-
mento da cultura de outros povos, entendendo • Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti-
a diversidade linguística e cultural, a biodiver- lizando-a como forma de acesso a informações
sidade e necessidade da preservação do meio em diferentes contextos socioculturais, con-
ambiente; templando a formação do aluno enquanto ci-
dadão.

51
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Desenvolvimento das habilidades lin- - Utilizar textos, relacionando-os aos as-


guísticas relacionadas a situações pro- pectos linguísticos e às funções e usos
fissionais e do trabalho; sociais da Língua Inglesa;
- Reconhecer e respeitar as diferentes
- Identificação do campo semântico, variedades linguísticas;
morfológico, sintático e fonológico
LINGUAGEM E - Reconhecer auditivamente produções
presente nos textos;
INTERAÇÃO de discurso em diferentes situações;
- Interação comunicativa; - Comunicar-se de forma adequada em
- Tipologias textuais; práticas comunicativas;
- Prática leitora e textual, observando - Constituir-se como um leitor autôno-
mo e crítico;
as técnicas e estratégias de leitura.
- Compreender a importância das di-
- Estudo da diversidade linguística e versas linguagens em diferentes con-
textos socioculturais;
cultural;
- Compreender e produzir discursos
- Utilização das ferramentas tecnológi- orais em diferentes registros, recor-
PRÁTICAS
cas como suporte para aprendizagem rendo aos recursos midiáticos dispo-
SOCIAIS níveis;
da Língua Inglesa;
- Compreensão da função social da Lín- - Constituir relações e fazer inferências
por meio do uso de textos verbais e
gua Inglesa nos textos informativos. não verbais;
- Diferenças e semelhanças culturais en- - Reconhecer as diferentes formas de
tre os povos das línguas em interação; comunicação oral e escrita em situa-
ções específicas;
DIVERSIDADE - Meio ambiente como espaço para in- - Recorrer aos conhecimentos sobre as
CULTURAL tegração de diferentes culturas; linguagens como forma de ampliar e
valorizar seu conhecimento prévio de
- Debates críticos sobre temáticas am- mundo.
bientais.
- Ler e compreender diferentes gêneros
- Desenvolvimento crítico e produção textuais, relacionando seus significa-
dos ao âmbito sociocultural;
de textos, utilizando a linguagem mi-
diática; - Reconhecer as linguagens verbais e
não verbais como forma de interação
MÚLTIPLAS - Múltiplas linguagens presentes no tex- social;
LINGUAGENS to literário e na comunicação social; - Utilizar os recursos midiáticos, apre-
- Utilização das TIC integrando as dis- ciando e criando vídeos em Língua
Inglesa;
ciplinas de linguagens com temas de
interesse dos jovens. - Fazer Intercâmbio com pessoas do
país da língua Inglesa, por intermédio
da internet;
- Concepções artísticas e de procedimen-
tos de construção do texto literário; - Apreciar músicas diversificadas em
Língua Inglesa, interpretando a men-
- Valorização da heterogeneidade ar- sagem e identificando os cantores,
ESTÉTICA DAS bandas, compositores.
tística existente nas manifestações de
LINGUAGENS
grupos sociais e étnicos;
- Literatura como fonte de estudos só-
cio-históricos e de expressão poética.

52 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


3º ANO
COmpETêNCIAS
• Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- • Conceber as múltiplas linguagens mediante a
tural, bem como promover a interação social; leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa,
provocando a reflexão e posicionamento de
• Reconhecer a importância da interação dos
ideias;
diferentes povos na globalização e na pós-mo-
dernidade, possibilitando o respeito da diversi- • Vivenciar experiências de comunicação huma-
dade social e o exercício da cidadania; na através da Língua Inglesa, apoiando-se em
distintas linguagens artísticas;
• Perceber a própria cultura por meio do conheci-
mento da cultura de outros povos, entendendo • Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti-
a diversidade linguística e cultural, a biodiver- lizando-a como forma de acesso a informações
sidade e a necessidade da preservação do meio em diferentes contextos socioculturais, con-
ambiente; templando a formação do aluno enquanto ci-
dadão.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Textos variados com multiplicidade - Utilizar textos, relacionando-os aos as-


de linguagens, utilizando recursos lú- pectos linguísticos e às funções e usos
dicos; sociais da Língua Inglesa;
LINGUAGEm E - Identificação da obra literária como - Reconhecer e respeitar as diferentes
INTERAÇÃO meio de libertação do pensamento do variedades linguísticas;
autor e da apreciação crítica do leitor; - Reconhecer auditivamente produções
de discurso em diferentes situações;
- Engajamento discursivo por meio da
interação verbal. - Comunicar-se de forma adequada em
práticas comunicativas;
- Práticas argumentativas na interlocu- - Constituir-se como um leitor autôno-
ção entre os diferentes tipos de leito- mo e crítico;
res; - Compreender a importância das di-
- Prática analítica e crítica por meio do versas linguagens em diferentes con-
pRÁTICAS estudo comparativo entre discursos textos socioculturais;
SOCIAIS da língua materna e da Língua Inglesa; - Compreender e produzir discursos
orais em diferentes registros, recor-
- Iniciação científica oriunda das ten- rendo aos recursos midiáticos dispo-
tativas de resolução de problemas níveis;
como forma do desenvolvimento dos
- Constituir relações e fazer inferências
talentos potenciais. por meio do uso de textos verbais e
não verbais;
- Senso de cidadania, da heterogenei-
- Reconhecer as diferentes formas de
dade linguística e sociocultural; comunicação oral e escrita em situa-
- Diversidade linguística e cultural, ções específicas;
como forma de desenvolvimento do - Recorrer aos conhecimentos sobre as
DIVERSIDADE país; linguagens como forma de ampliar e
CULTURAL - Diversidade cultural, identitária e lin- valorizar seu conhecimento prévio de
mundo;
guística, de modo a não valorizar a
hegemonia cultural; - Ler e compreender diferentes gêneros
textuais, relacionando seus significa-
- Diversidade semântica dos diferentes dos ao âmbito sociocultural;
gêneros textuais.

53
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Identificação das características so- - Reconhecer as linguagens verbais e


ciais, ideológicas e históricas apresen- não verbais como forma de interação
tadas no discurso; social;
- Utilização das TIC integrando as dis- - Utilizar os recursos midiáticos, apre-
MÚLTIPLAS ciando e criando vídeos em Língua
ciplinas de linguagens com temas de
LINGUAGENS Inglesa;
interesse dos jovens.
- Fazer intercâmbio com pessoas do
- Concepções artísticas e de procedi- país da Língua Inglesa, por intermédio
mentos de construção do texto literá- da internet;
rio.
- Apreciar músicas diversificadas em
Língua Inglesa, interpretando a men-
- Valorização da heterogeneidade ar- sagem e identificando os cantores,
tística existente nas manifestações de bandas, compositores.
ESTÉTICA DAS grupos sociais e étnicos;
LINGUAGENS
- Literatura como fonte de estudos só-
cio-históricos e de expressão poética.

6.4. Língua Espanhola - 1º ao 3º Ano Entende-se que a formação de professores em Língua


Espanhola, especificamente no caso de Rondônia, re-
presenta um caso complexo no que trata a aspectos
CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE linguísticos e metodológicos propriamente ditos.
CURRICULAR
O uso de uma língua abrangendo a sua aprendiza-
Com a assinatura do tratado de Assunção em março gem inclui ações realizadas como indivíduos e como
de 1991, se dá a criação do “MERCOSUL”, possibilitan- atores sociais, desenvolvendo assim um conjunto de
do uma nova realidade histórica: a unidade sul - ame- competências gerais, particularmente, competências
ricana. comunicativas em língua.
O Estado de Rondônia que faz parte de uma região Para executar qualquer tarefa comunicativa os alunos
de fronteira do Brasil trabalha para a adoção de uma de uma língua estrangeira, utilizam certo número de
ação comum na área da cultura e não poderia ficar competências adquiridas ao longo de experiências
indiferente frente a essa integração política, econô- anteriores;
mica e cultural.
Desde o seu nascimento o ser humano vai acumu-
É do aspecto da integração cultural que algumas es- lando uma série de experiências que farão parte de
colas brasileiras começaram a oferecer a disciplina de seu conhecimento, e dentre esses conhecimentos se
língua estrangeira, neste caso a Língua Espanhola, já encontram o vocabulário e a gramática de sua língua
que a disciplina de Língua Inglesa é oferecia desde materna (elas se desenvolvem em função uma da
anos atrás. outra). A partir desses conhecimentos é que o aluno
Com a aprovação da Lei nº 11.161, em 5 de agosto de pode comunicar-se com os seus semelhantes e co-
2005, a formação de professores para o ensino de nhecer o mundo que o rodeia, integrando-se com
Língua Estrangeira: Espanhol (ELE) no ensino médio ele;
passou a ser mais uma prioridade para as Secretarias As pessoas utilizam as competências em vários con-
de Educação Estaduais Brasileiras. Esta situação, por textos, em diferentes condições, sujeitas a diversas
sua vez, deixa claro dois aspectos importantes a se- limitações, com o fim de realizarem atividades lin-
rem considerados. Primeiro, a estruturação e implan- guísticas que implicam processos linguísticos para
tação de programas de ensino da Língua Espanhola produzirem textos relacionados com temas perten-
nas escolas e segundo, a insuficiência de quadro de centes a domínios específicos. Para tal, ativam as es-
professores com proficiência em espanhol para as es- tratégias que consideram mais apropriadas para o
colas de ensino fundamental e médio do Estado de desempenho das tarefas a realizar. O controle destas
Rondônia. ações pelos interlocutores conduz ao esforço ou à

54 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


modificação de suas competências: tas, pedir uma refeição num restaurante, traduzir um
texto escrito em língua estrangeira (neste caso espa-
• Competências são conjuntos de conhecimen-
nhol) ou preparar um jornal da escola em grupo.
tos, capacidades e características que permitem
a realização de ações. Em relação ao ensino de Língua Espanhola, é neces-
sário entender as dificuldades do estudante brasilei-
• As competências gerais não são as específicas
ro em relação a esta língua como língua estrangeira.
da língua, mas aquelas a que se recorre para re-
Quais são os critérios que nos aproximam ou distan-
alizar atividades de todo tipo, incluindo as ativi-
ciam desta língua? É fácil aprendê-la? Que variante
dades linguísticas.
ensinar? Todas estas questões vêm à tona para qual-
• As competências comunicativas em língua são quer estudante ou professor de Língua Espanhola
aquelas que permitem ao indivíduo agir utili- como língua estrangeira. Para muitos brasileiros, a
zando especificamente meios linguísticos ideia de que o espanhol é fácil e não necessita ser es-
• O contexto refere-se à constelação de aconteci- tudado para ser aprendido, tem levado a indiferença
mentos e de fatores situacionais (físicos e outros), desta língua.
tanto internos como externos ao individuo, nos Outro aspecto a ser considerado ao aprender a Lín-
quais os atos de comunicação se inserem. gua Espanhola, foi a influência do espanhol peninsu-
• As atividades linguísticas abrangem o exercício lar em oposição ao falado na América Latina , conside-
da própria competência comunicativa em lín- rado “mal falado” quando se optava por aprendê-lo.
gua num domínio especifico no processamen- Consideramos que o aprendizado de uma língua es-
to (recepção e/ou comunicação) de um ou mais trangeira contribui com o desenvolvimento de com-
textos, com vistas à realização de uma tarefa. petências e habilidades para criar uma inter-relação
• Os processos linguísticos referem-se à cadeia de com pessoas de outras culturas. Acreditamos que o
acontecimentos, neurológicos e fisiológicos, im- melhor lugar para efetuar essa ação é na escola, onde
plicados na produção e recepção orais e escritas. há condições favoráveis à formação para o exercício
da cidadania, onde a formação multicultural deve ter
• Texto, é definido como qualquer sequência dis- prioridade. A globalização e o avanço da tecnologia
cursiva (falada ou escrita) relacionado com um têm ajudado à integração, diminuindo as distâncias.
domínio específico e que, como suporte ou fim, Particularmente no Estado de Rondônia, localizado
como produto ou processo, dá lugar a ativida- em zona de fronteira com a Bolívia, criam-se as con-
des linguísticas no decurso da realização de dições para esta relação cultural, econômica, etc.
uma tarefa.
• O domínio da Língua denomina os vastos setores
da vida social nos quais os atores sociais operam. OBJETIVOS GERAIS
Neste caso foi apenas adotada uma categoria de A Língua Espanhola tem como objetivo que o aluno,
ordem prioritária para o ensino aprendizagem e ao concluir o ensino médio, esteja em condições de
uso das línguas: os domínios educativos, especi- ler, falar, escrever e interpretar textos em Língua Es-
ficamente, nas Escolas de Ensino Fundamental e panhola, haja vista que, na maioria das provas de ves-
Médio do Estado de Rondônia. tibular, os alunos optam por Língua Espanhola pela
• Estratégia é qualquer linha de ação organizada, afinidade com a Língua Portuguesa;
regulada e com uma finalidade determinada pelo Os temas tratados serão os do cotidiano do aluno a
indivíduo para a realização de uma tarefa que ele fim de que estejam familiarizados com a sequência
escolhe, ou com a qual se vê confrontado. dos temas abordados. Entende-se também que no
Uma tarefa é definida como qualquer ação com uma percurso do processo de aprendizagem, haverá pe-
finalidade considerada como necessária pelo indivi- quenos erros gramaticais e de interpretação dos tex-
duo para atingir um dado resultado no contexto na tos por conta dos falsos cognatos que precisarão ser
resolução de um problema, do cumprimento de uma trabalhados;
obrigação ou da realização de um objetivo. Esta de- Quando aprendemos uma língua, aprendemos tam-
finição pode abranger um vasto leque de ações tais bém a cultura inerente a ela. O papel educativo que
como: deslocar um armário, escrever um livro, obter deve ter o ensino do espanhol junto aos estudantes é
certas condições ao negociar um contrato, jogar car- “a inclusão em termo social e étnico, constituição da

55
cidadania, local e global”; Para ouvir:
Estas orientações curriculares não pretendem, no • Perceber o enunciado (capacidade fonética auditiva);
entanto, apresentar uma proposta fechada, com se-
• Identificar a mensagem linguística (capacidade
quenciamento de conteúdos, sugestão de atividade
linguística);
e uma única linha de abordagem, nem muito menos
tem a pretensão de trazer soluções e/ou desafios, já • Compreender a mensagem (capacidade se-
vivenciados e por vivenciar, do ensino em questão. mântica);
Procuram, acima de tudo, proporcionar algumas re- • Interpretar a mensagem (capacidades cognitivas).
flexões de caráter teórico prático que nos levem há
compreender um pouco mais os conflitos inerentes à Para ler:
educação, ao ato de ensinar, à cultura que consolida a • Aprender o texto escrito (capacidades visuais);
profissão do professor, para podermos, quiçá, melhor
lidar com eles. • Reconhecer o script (capacidades ortográficas);

OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Identificar a mensagem (capacidades linguísticas);


• Compreender a mensagem (capacidades se-
Para desempenhar o papel de falante, de escritor, de mânticas);
ouvinte ou de leitor, o aluno deverá ser capaz de:
• Interpretar a mensagem (capacidades cognitivas).
Para falar:
No processo de aprendizagem de Ensino da Língua
• Planejar e organizar uma mensagem (capacida- Espanhola - ELE, qualquer texto é veiculado por um
des cognitivas); determinado canal, normalmente ondas acústicas
• Formular um enunciado linguístico (capacida- ou objetos escritos. Também é possível distinguir
des linguísticas); subcategorias em função das propriedades físicas
do suporte que efetuam os processos de produção
• Articular o enunciado (capacidades fonéticas). e recepção, por exemplo, na realidade, as diferenças
Para escrever: entre fala direta e próxima, um discurso público ou
telefônico, ou na escrita, as diferenças entre manus-
• Organizar e formular a mensagem (capacidades crito e o impresso, ou entre diferentes escritos.
cognitivas e linguísticas)
• Escrever o texto à mão , digitar (capacidades
motoras)ou mesmo transcrevê-lo.

COMPETÊNCIAS GERAIS DO 1° AO 3° ANO

Auditiva Oral
Num processo de comunicação realizado com inter- Num processo de comunicação realizado com inter-
locutor estrangeiro, é necessário que o aluno saiba: locutor estrangeiro, é necessário que o aluno saiba:
• compreender enunciados referentes a informa- • expressar enunciados referentes a informações
ções da atualidade e do cotidiano escolar; do cotidiano;
• identificar expressões de desejos, sensações fí- • expressar opiniões e sentimentos.
sicas e sentimentos;
Leitora
• identificar expressões sobre temas de atualidade;
O aluno deve ser capaz de interpretar o texto e o con-
• compreender mensagens relacionadas com o texto de informações do cotidiano das redes sociais
cotidiano da escola. e informações específicas.

56 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


1° ANO

EIxO TEmÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- história da língua espanhola - Conhecer e usar as línguas estrangeiras


modernas como instrumento de acesso
- Teoria da comunicação. a informações a outras culturas e grupos
Comunicação e sociedade, a sociais;
comunicação humana, a lingua- - Cumprimentar;
gem; - Apresentar-se a alguém;
- morfologia - Dar e pedir informações pessoais;
Estrutura morfológica das pala- - Falar sobre relações familiares;
vras; - Escolher o registro adequado à situação
na qual se processa a comunicação e o vo-
- Sintaxe cábulo que melhor reflita a ideia que pre-
Ralações sintagmáticas; tende comunicar;
- Utilizar os mecanismos de coerências e co-
Relações paradigmáticas; esão na produção oral e/ou escrita;
Análise da conversação diária. - Utilizar as estratégias verbais e não-ver-
Etimologia bais para compensar as falhas, favorecer
a efetiva comunicação e alcançar o efeito
Étimos Gregos; Étimos Latinos. pretendido em situações de produção e
- Semântica leitura;
REpRESENTAÇÃO - Compreender de que forma determinada
E COmUNICAÇÃO Etnolinguistica; expressão pode ser interpretada em razão
INVESTIGAÇÃO A mudança semântica; de aspectos sociais e/ou culturais;
E COmpREENSÃO - Analisar os recursos expressivos da lin-
CONTExTUALIZA-
Sincronia;
guagem verbal, relacionando textos/
ÇÃO Sinonímia e polissemia; contextos mediante a natureza, função,
SOCIOCULTURAL organização, estrutura, de acordo com as
O significado. condições de produção/recepção (inten-
- Aquisição da língua adicio- ção, época, local, interlocutores partici-
nal; pantes da criação e propagação de ideias
e escolhas, tecnologias disponíveis);
- Aspectos sonoros do discurso - Saber distinguir as variantes linguísticas;
oral;
- Compreender em que medida os enuncia-
- Leitura e interpretação de tex- dos refletem a forma de ser, pensar, agir e
tos (falsos cognatos); sentir de quem os produz;
- Expressar sentimentos e expressões de
- Literatura espanhola e hispa- dor, respeitar e preservar as manifesta-
no-Americana. ções da linguagem utilizadas por dife-
rentes grupos sociais em suas esferas de
socialização; usufruir do patrimônio nacio-
nal e internacional com as suas diferentes
visões de mundo e, construir categorias
de diferenciação, apreciação e criação;
- Compreender e usar a Língua Espanhola
como segunda, geradora de significação
e integradora da organização de mundo e
da própria identidade.

57
2° ANO

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

História da língua espanhola - Perguntar sobre atividades profissionais;


- Teoria da comunicação. - Descrever características físicas das pesso-
as;
Comunicação e sociedade, a
comunicação humana, a lingua- - Descrever os ambientes da casa;
gem;
- Pedir informações de endereço, telefone
- Morfologia etc.;
Estrutura morfológica das pala- - Expressar e perguntar por quantidades e
vras; valores;
- Sintaxe - Escolher o registro adequado à situação
na qual se processa a comunicação e o
Ralações sintagmáticas;
vocábulo que melhor reflita a ideia que
Representação Relações paradigmáticas; pretende comunicar;
e Comunicação Análise da conversação diária. - Utilizar os mecanismos de coerência e co-
Investigação Etimologia esão na produção oral e/ou escrita;
e Compreensão
Étimos Gregos; Étimos Latinos. - Utilizar as estratégias verbais e não-ver-
Contextualiza-
ção - Semântica bais para compensar as falhas, favorecer
sociocultural a efetiva comu­nicação e alcançar o efeito
Etnolinguística; pretendido em situações de produção e
A mudança semântica; leitura;
Sincronia; - Compreender, de que forma, determina-
da expressão pode ser interpretada em
Sinonímia e polissemia; razão de aspectos sociais e/ou culturais;
O significado. - Analisar os recursos expressivos da lin-
- Aspectos históricos culturais guagem verbal, relacionando textos/
(MERCOSUL). contextos mediante a natureza, função,
organização, estrutura, de acordo com as
- Leitura e interpretação de tex-
condições de produção/recepção (inten-
tos
ção, época, local, interlocutores partici-
pantes da criação e propagação de ideias
e esco­lhas, tecnologias disponíveis).

58 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Saber distinguir as variantes linguísticas.


- Compreender em que medida os enun-
ciados refletem a forma de ser, pensar,
agir e sentir de quem os produz;
- Compreender e usar a língua espanhola
como segunda língua, geradora de significa-
ção e integradora da organização do mundo
e da própria identidade;
- Conhecer e usar as línguas estrangeiras
modernas como instrumento de acesso
a informações a outras culturas e grupos
sociais;
REpRESENTAÇÃO
E COmUNICAÇÃO - Considerar a linguagem e suas manifesta-
INVESTIGAÇÃO ções como fontes de legitimação de acor-
E COmpREENSÃO dos e condutas sociais, e sua representa-
CONTExTUALIZA- ção simbólica como forma de expressão
ÇÃO de sentidos, emoções e experiências do
SOCIOCULTURAL ser humano na vida social;
- Entender a natureza das tecnologias da infor-
mação como integração de diferentes meios
de comunicação, linguagens e códigos, bem
como a função integradora que exercem na
sua relação com as demais tecnologias;
- Respeitar e preservar as manifestações
da linguagem, utilizadas por diferentes
grupos sociais em suas esferas de socia-
lização; usufruir do patrimônio nacional
e internacional com as suas diferentes vi-
sões de mundo e construir categorias de
diferenciação, apreciação e criação.

59
3° ANO

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

História da Língua Espanhola - Perguntar sobre objetos pessoais;


- Teoria da comunicação. - Falar sobre gostos de alimentos;
Comunicação e sociedade, a - Estabelecer comparações entre distâncias,
comunicação humana, a lingua- quantidades e qualidades;
gem; - Estabelecer comparações em relação ao
- Morfologia tempo: passado-presente;
Estrutura morfológica das pala- - Expressar opiniões sobre o clima;
vras; - Felicitar e expressar agradecimentos;
- Sintaxe - Escolher o registro adequado à situação na
Relações sintagmáticas; qual se processa a comunicação e o vocá-
bulo que melhor reflita a ideia que preten-
Relações paradigmáticas; de comunicar;
Análise da conversação diária. - Utilizar os mecanismos de coerência e coe-
Etimologia são na produção oral e/ou escrita;
Étimos Gregos; Étimos Latinos. - Utilizar as estratégias verbais e não-verbais
- Semântica para compensar as falhas, favorecer a efeti-
Representação va comu­nicação e alcançar o efeito preten-
e Comunicação Etnolinguística; dido em situações de produção e leitura;
Investigação A mudança semântica; - Compreender de que forma determinada
e Compreensão expressão pode ser interpretada em razão
Contextualiza-
Sincronia;
de aspectos sociais e/ou culturais;
ção Sinonímia e polissemia;
sociocultural - Analisar os recursos expressivos da lingua-
O significado. gem verbal, relacionando textos/contextos
- Textos, leituras e suas inter- mediante a natureza, função, organização,
pretações. estrutura, de acordo com as condições de
produção/recepção (intenção, época, lo-
cal, interlocutores participantes da criação
e propagação de ideias e esco­lhas, tecno-
logias disponíveis);
- Saber distinguir as variantes linguísticas;
- Compreender em que medida os enuncia-
dos refletem a forma de ser, pensar, agir e
sentir de quem os produz;
- Utilizar-se das linguagens como meio de
expressão, informação e comunicação em
situações intersubjetivas que exijam graus
de distanciamento e reflexão sobre os con-
textos e estatutos dos interlocutores; e co-
locar-se como protagonista no processo
de produção /recepção.

60 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Respeitar e preservar as manifestações


da linguagem utilizadas por diferentes
grupos sociais em suas esferas de socia-
lização; usufruir do patrimônio nacional
e internacional com as suas diferentes vi-
REpRESENTAÇÃO sões de mundo e construir categorias de
E COmUNICAÇÃO diferenciação, apreciação e criação.
INVESTIGAÇÃO
- Recuperar, através do estudo, as formas
E COmpREENSÃO
instituídas de construção do imaginário
CONTExTUALIZA-
coletivo, o patrimônio representativo da
ÇÃO
cultura e as classificações preservadas e
SOCIOCULTURAL
divulgadas, no eixo temporal e espacial;
- Entender o impacto das tecnologias da
comunicação nos processos de produção
e desenvolvimento do conhecimento e na
vida social.

6.5. Língua materna, para populações Indígenas transmite, produz e divulga conhecimentos: “Porque
as tradições culturais, os conhecimentos acumulados, a
educação das gerações mais novas, as crenças, o pensa-
A língua representa o fortalecimento da identidade mento e a prática religiosa, as representações simbóli-
de um povo, e no contexto indígena, é um instru- cas, a organização política, os projetos de futuro, enfim,
mento usado para a construção, manutenção e trans- a reprodução sociocultural das sociedades indígenas
missão de sua cultura, pois existem conhecimentos são, na maioria dos casos, manifestados através do uso
que não podem ser traduzidos e quando esta língua de mais de uma língua. Mesmo os povos indígenas que
é extinta, junto com elas vão-se os conhecimentos. A são hoje monolíngues em língua portuguesa continu-
escola indígena por sua vez, abre espaço para uma am a usar a língua de seus ancestrais como um símbo-
interlocução entre a educação escolar e a própria lo poderoso para onde confluem muitos de seus traços
vida da comunidade. identificatórios, constituindo, assim, um quadro de bi-
No Brasil são faladas muitas línguas. De acordo com linguismo simbólico importante.” (RCNEI/99).
o Referencial Curricular Para as Escolas Indígenas/RC- Durante muito tempo houve a imposição da Língua
NEI, há muitas etnias indígenas com línguas distin- Portuguesa na educação escolar introduzida nas es-
tas e agrupadas em famílias linguísticas. Acrescer ao colas indígenas provocando a perda total ou parcial
currículo o ensino da Língua Materna, mais do que de suas línguas. Nesse sentido, a introdução da língua
cumprir uma determinação, é reconhecer e respei- materna na escola indígena é um instrumento funda-
tar a diversidade linguística existente: “A inclusão de mental de reconstrução e de valorização da visão de
uma língua indígena no currículo escolar tem a função mundo e dos aspectos específicos do cotidiano das
de atribuir-lhe o status de língua plena e de colocá-la, comunidades indígenas. Em resumo, a inclusão de
pelo menos no cenário escolar, em pé de igualdade com uma língua indígena no currículo objetiva:
a língua portuguesa, um direito previsto pela Constitui-
• Possibilitar que os alunos indígenas usufruam
ção Brasileira.” (RCNEI/99).
dos direitos linguísticos que lhes são assegura-
O ensino de língua materna fundamenta-se em uma dos como cidadãos brasileiros, pela Constitui-
concepção sócio-histórica da linguagem, ou seja, em ção;
uma visão que perceba a língua como um produto
• Atribuir prestígio às línguas indígenas, contri-
cultural construído na interação entre os sujeitos fa-
buindo para que seus falantes desenvolvam ati-
lantes e que é por meio da língua que o mesmo su-
tudes positivas em relação a elas, diminuindo
jeito falante se comunica, tem acesso à informação,
assim, os riscos de perdas linguísticas e garan-
defende pontos de vista, partilha visões de mundo,

61
tindo a manutenção da rica diversidade linguís- arte moderna e as variações criativas da arte contem-
tica do país; porânea, por exemplo, têm muito a ensinar em
termos das formas escolhidas e aperfeiçoadas com
• Favorecer o fortalecimento da identidade;
as técnicas inventadas, os temas significativos, varia-
• Favorecer o desenvolvimento das línguas indí- dos ou recorrentes. De riqueza igual é a investigação
genas no nível oral e escrito. acerca do processo de criação artística que pode ser
pensado teoricamente e, a partir das experiências
de artistas do passado e do presente.
6.6. Arte – 1º ao 3º Ano
Em torno desse manancial de conhecimentos que au-
xiliam na construção da percepção estética do edu-
CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE cando, encontra-se a contraparte indispensável do
CURRICULAR fazer artístico pelo próprio educando. Dito de outra
maneira, conhecimentos estéticos teóricos, concei-
tuais e familiaridade com a história da arte ganham
A arte, com as suas variadas significações, concep- vida, se conjugados ao processo de aprendizagem
ções, nos seus mais diversos conceitos e formas, tem do fazer artístico. O educando passa a poder apre-
sido ao longo dos tempos e na pluralidade das cultu- ender caminhos para fruir das obras de arte e pode,
ras, o testemunho da excepcional delicadeza, poten- igualmente, experimentar o prazer de criar formas,
cialidade e força criadora que há na humanidade. A cores, ritmos, passos e sons. Sendo assim, o ser racio-
arte acrescenta mundos ao mundo e/ou nos faz ver nal e sensível saboreará o prazer estético.
o nosso mundo de um modo nunca antes visto, de Músicas tocadas e cantadas, as danças solitárias e
forma insuspeitada e surpreendente. em grupo, as criações visuais e a atuação teatral em
Considerando-se a organização do processo ensi- cima ou atrás do palco, podem ser criações do pró-
no-aprendizagem, qual é o papel formativo da arte? prio educando, e também produtos culturais da sua
Qual é sua importância e valor? Entre as principais região, seu país, do país ao lado e do país distante. O
forças da arte encontra-se a forma e a cor. Aprender educando pode perceber o pluralismo cultural que
as inúmeras possibilidades com que a arte dá forma há nas manifestações e produções artísticas, e assim
a natureza e ao mundo em geral, aos sentimentos, pode aproximar-se mais de si mesmo e dos outros.
impulsos, imagens e sonhos equivale a encontrar Nesse sentido, além de (re) conhecer-se como parte
o espaço e o tempo redimensionados com cores, de uma cultura, o aluno é convidado a respeitar a cul-
texturas e dobras. Em outras palavras, aciona a nossa tura do outro.
habilidade de dar forma e de criar ordens para po- No trabalho com o pluralismo, há terreno propício
dermos localizar, juntar, fragmentar, colar e multipli- para o professor estimular as relações entre ética e
car elementos da nossa subjetividade e do exterior estética: tanto as que existiram na origem da estética
imediato ou distante. como as que são possíveis e desejáveis hoje, no am-
Ensinar arte equivale, no mesmo sentido, a provocar biente da arte e da sociedade contemporânea mun-
o impulso pela “forma” no educando e a possibilitar dial. Também aí se pode conjugar o exercício de críti-
que este descubra formas possíveis para além da for- ca pelo educando: elaboração e recepção de análise
ma visível do mundo em geral e da realidade cotidia- críticas relativas às obras suas e às alheias.
na. Frequentar, com o educando, as obras de arte, A arte africana e indígena, em especial, falam de mui-
não significa apenas visitar museus e exposições, to perto com as nossas produções culturais e artísti-
assistir a espetáculos e recitais, o que é parte do cas. Mantêm papel de força constituinte da arte bra-
trabalho do professor, mas significa também, apro- sileira pelo vínculo histórico e, muitas vezes, relação
ximar-se assiduamente da arte, frequentá-la, senti-la de confluência, uma vez que, na atualidade, algumas
como um leitor frequenta e sente textos com avidez, remetem-se às outras, seja temática ou formalmen-
certeza e espanto. Tal aproximação também pode te, ou ambas. Dança, música, canto, dramatizações
se dar por meio dos diversos recursos audiovisuais, e imagens dialogam entre dois continentes e entre
o que toda escola deve disponibilizar aos educandos. indígenas e ocidentalizados, fazendo notar que a
O equilíbrio presente na arte clássica, com a sua pro- arte reinventa relações, inclusive aquelas destrutivas
porção e definição, e a transgressão promovida pela e trágicas.

62 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


A arte também possibilita ao educando perceber ria ou Educação Física. Ou, ainda, se reduza a uma
que é possível a sociedade viver em harmonia com série de informações históricas retiradas da História
a natureza. É importante observar a íntima relação da Arte, ou seja, motivo para exercícios de expres-
entre arte e natureza. A arte precisa ser naturaliza- são livre dos educandos. Lembremos a esse respeito
da, ao passo que a natureza deve ser tratada artisti- que interdisciplinaridade não significa perda de uma
camente, procurando-se respeitar as suas formas e das disciplinas ou das suas linguagens específicas. As
belezas próprias. As tantas vozes da natureza relacio- práticas tradicionais do ensino de Arte tomada como
nam-se com as muitas linguagens da arte, e esta só Educação Artística, consolidada na escola, aguardam
existe porque existe primeiro a natureza – com a qual desconstrução e transformação por parte de profes-
estabeleceu relação mimética criadora. sores, diretores e comunidade.
Uma educação estética não é algo que possa ser ga- O professor que trabalha com o ensino de arte preci-
rantido apenas pelo processo de ensino-aprendiza- sa dialogar com o tempo histórico em que vivemos
gem da arte. Educar para a criação da sensibilidade, de modo crítico e aberto a um só tempo. Os desafios
juntamente com as forças racionais do ser, de modo da escola do século XXI também são os seus. O pro-
consonante e harmonioso, é tarefa para todas as áre- fessor de arte tem diante de si a responsabilidade de
as do saber. Como a arte contém, nela mesma, essa tocar o aluno como ente plural, e de modo também
sintonia e esse equilíbrio, ela também possibilita a plural proporcionar-lhe a possibilidade de desenvol-
criação de novos métodos de investigação, novos ver-se como ser integral, em face da fragmentação
modos de construir conhecimento e organizar a so- veloz da informação e das relações humanas de um
ciedade. modo geral. Isso quer dizer: acompanhar o aluno
na formação da sensibilidade, enquanto hábil e
Ensinar arte é provocar no educando a possibi-
criativo receptor de obras de arte visuais, espe-
lidade de explorar os sentimentos e o sentido. A
táculos de dança, shows musicais e peças de teatro,
importância está no sentir, apreciar, pensar e criar,
entre outras.
propiciando-lhe caminhos e possibilidades para
(re)pensar o mundo e a si mesmo e, a partir daí, O professor terá o cuidado de desenvolver um pro-
compreender, valorizar e respeitar a sua cultura e a cesso de ensino- aprendizagem que ofereça ao
cultura do outro. aluno espaço e tempo para aprender lendo, escu-
tando, olhando, observando, interpretando critica-
O universo da arte caracteriza um tipo particular de
mente, analisando e fazendo. Desse modo, lançam-
conhecimento que o ser humano produz a partir do
se as bases do futuro imprevisível: há educandos
seu lugar de enunciação no mundo. Esse lugar de
que serão verdadeiramente artistas e há aqueles que
enunciação pode ser social, econômico, cultural,
serão frequentadores das artes, receptores, querem
político, ideológico ou de gênero. Assim, por meio
produzam obras e objetos artísticos, quer apenas as
da arte, é possível expressar as representações
apreciem e interpretem de forma estética ou cogniti-
culturais das distintas culturas e desse modo (re)cons-
va. Os dois grupos experimentam o prazer estético
truir o percurso da história humana que se renova
e se sentem à vontade para se tornarem seres
através dos tempos.
sensíveis e racionais, simultaneamente.
A arte promove, portanto, seres racionais e sensíveis,
Assim, o sentido do ensino de Arte na escola, deve:
nem frios nem apenas instintivos. Configura seres
Promover no educando a competência para ler o
que, com sensibilidade, percebem a si mesmos nos
mundo e a sociedade através da apreciação, do fa-
outros e vice-versa, e que podem exercer a cidadania
zer e da contextualização do produto artístico. Por
e a ética porque já sabem viver artisticamente. São
meio de sua criatividade, individual ou coletivamen-
criadores de valores, os seus atos são harmoniosos ou
te, o educando poderá experimentar e vivenciar as
desequilibradores, lúdicos, alegres, transformadores,
diversas manifestações das diferentes formas de arte,
sérios ou tristes. Suas ações passeiam desde a arte
a partir de um olhar atento/crítico em que a sensibi-
clássica até a arte social, “popular”.
lidade é utilizada para pensar, olhar, fazer arte e es-
Espera-se que os conhecimentos do componente crever sobre ela.
Arte não sirvam de motivo para enfocar comemora-
A reafirmação desse espaço pedagógico vem im-
ções cívicas apenas, decorar a escola, promover feira
pulsionar o trabalho importante que os profis-
de cultura, ou fiquem de tal forma diluídos que se
sionais de Artes visuais/audiovisuais, Teatro/Arte
prestem tão somente para ensinar Geografia, Histó-

63
circense, Música e Dança, realizam, dentro e fora faz-se necessário organizarmos uma estruturação
das escolas e nas mais diversas esferas do fazer artís- que possa vir a manter viva e constante estes fazeres
tico de um povo, em especial a população do Estado artísticos, dentro e fora dos espaços escolares, utili-
de Rondônia, inseridos no eixo Amazônico, com suas zando-se métodos e técnicas, levantamentos dentro
riquezas naturais e culturais, que são transmitidas do processo de pesquisa e extensão e, principalmen-
de geração a geração de maneira oral, “empírica”, te ,da formação profissional, para que possam trans-
correndo o risco de ser esquecida e mudada sua for- mitir às novas gerações seu legado cultural.
ma original e natural, e para que isto não ocorra,

1º ANO
COMPETÊNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos
que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artísticas.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Significação da Arte e da Estética/ - Analisar formalmente e esteticamente


História da Arte e Arquitetura as obras de Artes Visuais Contemporâ-
neas;
- Estética;
- Elaborar o pensamento crítico a partir
- Leitura e interpretação de obra de
do conhecimento construído em arte,
arte;
posicionar-se individualmente em re-
- Conhecimentos teóricos e práticos lação às produções de Artes Visuais
dos diversos tipos de Desenho (o Contemporâneas;
que é desenho; sua divisão: dese-
- Estabelecer relações entre análise es-
nho de invenção, de imitação à mão
tético-formal, contextualizar o pensa-
livre, geométrico, desenho do natu-
mento artístico e a identidade cultu-
ral e desenho decorativo, desenho
ral;
industrial;
- Perceber as especificidades das diver-
- Renascimento Cultural;
Artes sas linguagens artísticas, as suas pos-
visuais e - Os mestres renascentistas: Leonardo síveis relações, bem como sua articu-
audiovisuais da Vinci; Michelangelo; Rafael diSanzio; lação com os outros componentes;
Donattello; Sandro Botticelli; Albre- - Investigar, contextualizar e compre-
cht Dürer; ender as artes enquanto fenômenos
- Patrimônio artístico: regional, nacio- sóciocultural, histórico e estético;
nal e internacional; - Perceber a responsabilidade própria
- Grafite; como cidadão em preservar os bens
históricos, artísticos patrimoniais e
- Análise formal e estética das obras culturais, bem como, participar na
de Artes Visuais Contemporâneas; conservação, uso, transmissão e per-
- Elaboração de pensamento crítico a petuação dos bens produzidos pelo
partir do conhecimento construído homem;
em arte, posicionando-se individu- - Fomentar arte em contextos de co-
almente em relação às produções munidade, valorizando a diversidade
de Artes Visuais Contemporâneas; cultural;

64 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Estabelecimento de relações entre - Criar obras com linguagem artística


análise estético-formal, contextualiza- própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
ção, pensamento artístico e identida- representar e elaborar imagens visu-
de cultural; Características das obras ais;
de Artes Visuais Contemporâneas pro-
- Interagir com a sociedade na cons-
duzidas no Estado de Rondônia.
trução de conhecimentos científicos
- Entendimento de que as relações e políticos, de modo estético, isto é,
entre as obras de arte das diferentes colocando em ação razão e sensibili-
épocas históricas não se dão somente dade;
por linearidade, mas pela herança cul-
- Compreender que a atitude estética
tural e pelo contexto atual;
procura ver o homem como ser inte-
- Identificação e elaboração de obras gral, racional, sensível e imaginativo.
em que a cor tenha papel de desta-
que;
- Uso adequado da relação cor-luz / cor
-pigmento;
- Elementos estruturais e composicio-
nais das obras de artes visuais;
- Relação entre forma e cor nas obras
de arte locais e regionais.
ARTES - Relação entre os fatos, os bens histó-
VISUAIS E ricos/artísticos/culturais existentes no
AUDIOVISUAIS contexto universal e brasileiro, em es-
pecífico no Estado de Rondônia;
- Compreensão e valorização do ser
humano, levando em consideração
sua capacidade de produção, sua
originalidade e seu ambiente social e
cultural, sem impor-lhe formas ou es-
truturas estranhas;
- Percepção de responsabilidade pró-
pria como cidadão, em preservar os
bens históricos, artísticos, patrimo-
niais e culturais, bem como, de sua
participação na conservação, uso,
transmissão e perpetuação dos bens
produzidos pelo homem;
- Relação entre os fatos e os bens his-
tóricos, artísticos, patrimoniais e cul-
turais existentes, mostrando a impor-
tância deste conhecimento para o
avanço na história universal, brasileira
e do Estado de Rondônia;

65
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Reflexão sobre as possibilidades his-


tórico-artísticas provenientes de bens
patrimoniais, artísticos e culturais, as-
sim como percepção de que a perda
e o uso indevido acarretaria prejuízo à
memória de um povo;
- Pensamento crítico em relação a Arte
Contemporânea;
- Arte na Pré-História: contribuições para
o conhecimento da humanidade no
tocante a arte rupestre representativa
para as pesquisas arqueológicas, antro-
pológicas e reconstituição da história;
- Folclore brasileiro no contexto da ar-
quitetura, pintura, escultura, formas
de registros escritos e pictográficos;
- Conceito de Impressionismo através
do estudo da luz;
- Reflexão e escolha de critérios para críti-
ca de arte atual, a partir das obras de arte
recusadas no início do Impressionismo;
Artes
visuais e - Relação entre os fatos, os bens histó-
audiovisuais ricos/artísticos/culturais existentes no
contexto universal e brasileiro, em es-
pecífico no Estado de Rondônia;
- Compreensão e valorização do ser
humano levando em consideração
sua capacidade de produção, sua
originalidade e seu ambiente social e
cultural, sem impor-lhe formas ou es-
truturas estranhas;
- Percepção de responsabilidade pró-
pria como cidadão, em preservar os
bens históricos, artísticos, patrimo-
niais e culturais, bem como, de sua
participação na conservação, uso,
transmissão e perpetuação dos bens
produzidos pelo homem;
- Relação entre os fatos e os bens his-
tóricos, artísticos, patrimoniais e cul-
turais existentes, mostrando a impor-
tância deste conhecimento para o
avanço na história universal, brasileira
e do Estado de Rondônia;

66 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Reflexão sobre as possibilidades his-


tórico-artísticas provenientes de bens
patrimoniais, artísticos e culturais, as-
sim como percepção de que a perda
e o uso indevido acarretaria prejuízo à
memória de um povo;
- Reconhecimento do papel de propa-
gador e gerador de novos conceitos
históricos, artísticos e culturais;
- Reflexão no tocante a aquisição
de conhecimentos teóricos e prá-
ticos das manifestações históricas/
artísticas/culturais;
- Percepção, pelo educando, de sua in-
serção, participação e responsabilida-
de individual e coletiva na sociedade
contemporânea;
- Pensamento crítico em relação a Arte
Contemporânea;
- Arte na Pré-História:
- Arte Paleolítica – Inferior (aproxima-
ARTES damente 5.000.000 a 25.000 a.C.): o
VISUAIS E antropofagismo, os sistemas de so-
AUDIOVISUAIS brevivência através da caça e coleta,
os primeiros instrumentos de pedra
(lascada), de madeira e osso (facas,
machados e outros utensílios);
- Arte Paleolítica – Superior: Instrumen-
tos de marfim, ossos, madeira e pedra:
machado, arco e flecha, lançador de
dardos, anzol, linha e o desenvolvi-
mento da pintura e da escultura;
- Arte Neolítica: fixação do homem da
Idade da Pedra Polida, cultivo da terra,
manutenção de manadas, aumento
rápido da população, desenvolvimen-
to das primeiras instituições como,
família. Divisão do trabalho, o desen-
volvimento da técnica de tecer panos
e de fabricar cerâmicas; construção
das primeiras moradias (primeiros ar-
quitetos do mundo); a produção do
fogo através do atrito que deu iní-
cio ao trabalho com metais e o apa-
recimento da metalurgia, invenção da
roda e da escrita, da matemática, da
geometria, dentre outras;

67
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Arte da Pré-história brasileira, e Arte


Primitiva Brasileira (a utilização dos
pigmentos naturais em vasos pinta-
dos com tintas de terra);
- Arte indígena no contexto universal
e brasileiro: índios amazônicos, sua
arte plumária, tranças, cerâmicas uti-
litárias (vasos de barro), as cores apli-
cadas em suas artes, as fibras vege-
tais, as sementes, a pintura corporal,
sua arquitetura, seus códigos e leis;
- Arte no Egito, Arte na Grécia, Arte em
Roma, Arte Primitiva Cristã, Arte Ro-
mânica, Arte Gótica, o Renascimento
na Itália, o Renascimento na Alemanha
e nos Países Baixos, A Arte Pré-Colom-
biana e a Arte Pré-Cabralina, Arte Bar-
roca Europeia, Neoclássica Europeia
e Brasileira, Romantismo, Realismo,
Impressionismo, Fauvismo, Expressio-
nismo, Cubismo, Abstracionismo, Da-
daísmo, Surrealismo, Pop Art, Arte
Artes no Brasil, Semana de 22, Modernismo
visuais e Pós Semana de 22;
audiovisuais
- Folclore brasileiro no contexto da ar-
quitetura, pintura, escultura, formas
de registros escritos e pictográficos;
- Arquitetura bizantina, românica e gó-
tica, e ligação com a arte brasileira e
regional;
- Estilo barroco através dos ornamentos
encontrados nas igrejas brasileiras e
sua influência histórica, cultural, artís-
tica e política das diversas regiões;
- Conceito de Impressionismo através
do estudo da luz;
- Técnica Impressionista através de um
tema explorado pelo artista Degas,
tema floral encontrado na obra de
Monet e releitura por meio de ele-
mentos da flora e fauna amazônicas;
- Reflexão e escolha de critérios para
crítica de arte atual, a partir das obras
de arte recusadas no início do Impres-
sionismo;

68 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Escultura do Impressionismo e ex-


pressionismo de forma contextuali-
zada, tecendo paralelo com a Arte
Contemporânea;
- Visitas a museus virtuais e sites es-
pecializados em Arte (Itaú Cultural,
MASP, Museu da Língua Portuguesa,
Pinacoteca);
- Montagem de videoinstalação;
- Criação artística através dos Progra-
mas Fotoshop, Paint.
ARTES
VISUAIS E hISTÓRIA DA ARTE
AUDIOVISUAIS - Relação entre os fatos e os bens his-
tóricos, artísticos, patrimoniais e cul-
turais existentes, mostrando a impor-
tância deste conhecimento para o
avanço na história universal, brasileira
e do Estado de Rondônia;
- Reflexão sobre as possibilidades his-
tórico-artísticas provenientes de bens
patrimoniais, artísticos e culturais, as-
sim como percepção de que a perda
e o uso indevido acarretaria prejuízo a
memória de um povo;

- Desempenho indígena, valorizando - Criar obras com linguagem artística


assim a formação do povo brasileiro, própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
através da criação e vivência da pefor- representar e elaborar imagens visu-
mace de uma lenda, especialmente a ais;
do eixo Amazônico com suas lendas e
- Conhecer o seu corpo e as suas poten-
folclores;
cialidades expressivas;
- Diversas performances existentes no
Brasil, seja a nativa ou a trazida pelos - Interagir com o grupo e a comunidade
milhões de africanos, logo nos primei- por meio de linguagem artística em
ros anos de colonização da costa bra- várias modalidades;
sileira, e as performances dos povos - Perceber as especificidades das diver-
TEATRO indígenas da América com sua varie- sas linguagens artísticas, as suas pos-
dade e teatralidade; síveis relações, bem como sua articu-
- Elementos da dança/teatralidade e lação com os outros componentes;
suas complexas coreografias, o uso - Interagir com a sociedade, na cons-
de máscaras e elaborados desenhos trução de conhecimentos científicos e
corporais, a arte plumária, o canto e a com a política, de modo estético, isto
dramatização de animais selvagens e é, colocando em ação razão e sensibi-
seres mitológicos e o profundo senti- lidade;
do ritualístico;
- Investigar, contextualizar e compre-
- Formas de interpretações teatrais na ender as artes enquanto fenômeno
história da humanidade e sua evolu- sóciocultural, histórico e estético;
ção até a contemporaneidade;

69
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Origem dos Gêneros Teatrais (Tragé- - Interagir com a sociedade, com a cons-
dia, Tragicomédia, Drama Romântico, trução de conhecimentos científicos e
Drama Burguês, Comédia de Ideias, com a política, de modo estético, isto
Comédia de Costumes, Comédia de é, colocando em ação razão e sensibi-
Caracteres, Comédia de Intriga, Farsa); lidade;
- Diversas formas de caracterização dos - Compreender que a atitude estética
atores com sua pintura corporal, ves- procura ver o homem como ser inte-
timentas e adornos utilizados no ato gral, racional, sensível e imaginativo;
teatral;
- Fomentar arte em contextos de co-
- Conhecimento cronológico da evolu- munidade, valorizando a diversidade
ção arquitetônica utilizada nas prin- cultural.
cipais peças teatrais que originaram
os conceitos que formam a arte teatral
da atualidade;
- Formas de interpretações teatrais re-
ligiosas no Egito, no período c.3200 –
a.C.;
- Dramas gregos (a tragédia, a comédia,
e a sátira farsas grotescas - no período
de 500 – 200 a.C.;
TEATRO
- Peças teatrais em homenagens aos
heróis e mitos no período de 320 a.c
(A “comédia Nova” de Manandros, os
costumes sociais aplicados nesta épo-
ca) e sua influência nos dias de hoje;
- Dramas romanos (contexto cronológi-
co c.240 a.c – 100 d.c) adaptados do
original grego através dos dramatur-
gos;
- Peça de Kalidasa Sakuntala (c.400d.c)
e a arte dramática Sânscrito da Índia;
- Companhias Italianas (período 1525-
1750) da Commédia Dell’arte, de con-
texto popular, improvisadas, e sua
influência no Teatro de Molière na
pantomima e na arlequinada inglesa,
bem como sua influência na teatrali-
dade de hoje, visível nas datas come-
morativas brasileiras nos rituais folcló-
ricos e religiosos dos diversos estados.

70 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Aspecto nômade do circo e seu signi- - Criar obras com linguagem artística
ficado para a vida dos artistas; própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
- História da Arte da acrobacia, sua uti- representar e elaborar imagens visu-
lização para o treinamento dos guer- ais;
reiros, e contribuição para o desen- - Conhecer o seu corpo e as suas poten-
volvimento corporal, da agilidade, da cialidades expressivas;
flexibilidade e força;
- Interagir com o grupo e a comunidade
- Contextos sociais e culturais das famí- por meio de linguagem artística em
lias circenses, seu modo de viver em várias modalidades;
lugares diferentes, seu contato com
costumes desconhecidos; - Perceber as especificidades das diver-
sas linguagens artísticas as suas possí-
- Pintura facial e indumentária utiliza- veis relações, bem como sua articula-
das pelos artistas circenses; ção com os outros componentes;
- Conhecimento sobre o circo e vivên-
- Interagir com a sociedade na cons-
cia da atividade circense como desafio
trução de conhecimentos científicos
de superação;
e políticos, de modo estético, isto é,
- História dos palhaços brasileiros e a colocando em ação razão e sensibili-
ventriloquia; dade;
- Diferença cronológica das várias for- - Investigar, contextualizar e compre-
mas estruturais arquitetônicas utiliza- ender as artes enquanto fenômeno
das nos diversos períodos históricos; sóciocultural, histórico e estético;
ARTE - Atividades circenses utilizadas no de- - Compreender que a atitude estética
CIRCENSE senvolvimento físico corporal e sua procura ver o homem como ser inte-
influência nas atividades esportivas gral, racional, sensível e imaginativo;
da atualidade (acrobacias na arte de
esquiar, patinar, dança de rua, dentre - Investigar, contextualizar e compre-
outras); ender as artes enquanto fenômeno
sócio cultural histórico e estético;
- História da Arte Circense aplicada nos
programas de televisão no Brasil. - Fomentar arte em contextos de co-
munidade, valorizando a diversidade
- Conhecimento cronológico da evolu-
cultural.
ção arquitetônica utilizada nas prin-
cipais peças teatrais, que originaram
os conceitos que formam a arte teatral
da atualidade;
- Formas de interpretações teatrais re-
ligiosas no Egito, no período c.3200 –
a.C.;
- Dramas gregos (a tragédia, a comédia,
e a sátira - farsas grotescas - no perío-
do de 500 – 200 a.C.;
- Peças teatrais em homenagens aos
heróis e mitos no período de 320 a.c
(A “comédia Nova” de Manandros, os
costumes sociais aplicados nesta épo-
ca) e sua influência nos dias de hoje;

71
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- (Dramas romanos (contexto cronoló-


gico c.240 a.c – 100 d.c) adaptados do
original grego através dos dramatur-
gos Plauto, Terêncio, Séneca) e sua in-
fluências no conceito dramático atual;
- Peça de Kalidasa Sakuntala (c.400d.c)
e a arte dramática Sânscrito da Índia;
- Diferença cronológica das várias for-
mas estruturais arquitetônicas utiliza-
das nos diversos períodos históricos;
- Atividades circenses utilizadas no de-
senvolvimento físico corporal e sua
influência nas atividades esportivas
da atualidade (acrobacias na arte de
esquiar, patinar, dança de rua, dentre
outras);
- Surgimento da Arte Circense em
Roma (Circo Máximo de Roma - por
volta do ano 70 a.C);
- História e Função do Coliseu Roma-
ARTE
no (Circo de Arena - no ano 40 a.C) e
CIRCENSE
o que influenciou na cultura de arena
de espetáculo nos dias de hoje (prova
de laço, hipismo, dentre outros);
- Função do Circo nos diversos países
(Inglaterra, França, China, e no Brasil);
- Arte Circense utilizada pelos artistas
na Idade Média e no Renascimento
(arte do riso, sátira cultural, carnaval e
cultos cômicos);
- História da Arte Circense aplicada nos
programas de televisão no Brasil;
- Circo canadense Cirque du Soleil e sua
influências na arte corporal e cultural
da atualidade;
- Comparação entre as atividades de
ginástica aplicadas na Educação Fí-
sica e as utilizadas na Arte Circense
(movimentos utilizados nos espetá-
culos do Cirque du Soleil e outros no
Brasil – escolas de Circo Brasileira.

72 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Cooperação, respeito, diálogo e valori- - Criar obras com linguagem artística


zação das diversas escolhas e possibi- própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
lidades de interpretação e de criação representar e elaborar imagens visu-
em dança que ocorrem em diversos ais;
espaços educacionais, pessoais e de
- Conhecer o seu corpo e as suas poten-
lazer na sociedade;
cialidades expressivas;
- Relação entre corpo dança e socie-
- Interagir com o grupo e a comunidade
dade, principalmente no que diz res-
por meio de linguagem artística, em
peito ao diálogo entre a tradição e a
várias modalidades;
sociedade contemporânea;
- Gestos, movimentos, seu registro e - Interagir com o grupo e a comunidade
utilização em produções de dança por meio de linguagem artística, em
contemporânea; várias modalidades;
- Relações entre a dança contemporâ- - Perceber as especificidades das diver-
nea, contextualização e identidade sas linguagens artísticas, as suas pos-
pessoal; síveis relações, bem como sua articu-
lação com os outros componentes;
- Identificação da relação entre espaço,
tempo, ritmo e movimento nas dan- - Interagir com a sociedade na cons-
ças contemporâneas locais e regio- trução de conhecimentos científicos
nais: Danças Ritualísticas Indígenas, e políticos, de modo estético, isto é,
Quilombola, Ribeirinhas Urbanas e colocando em ação razão e sensibili-
DANÇA Rurais no Estado de Rondônia; dade;
- Improvisações/interpretações coreo- - Investigar, contextualizar e compre-
gráficas; ender as artes enquanto fenômeno
- História da Dança no mundo e no Bra- sóciocultural, histórico e estético;
sil; - Compreender que a atitude estética
- Contribuições da arte da dança para procura ver o homem como ser inte-
o aprimoramento do processo edu- gral, racional, sensível e imaginativo;
cacional das atividades básicas e dos - Fomentar arte em contextos de co-
padrões fundamentais do movimento munidade, valorizando a diversidade
no desenvolvimento das potenciali- cultural.
dades humanas e suas relações com o
mundo;
- Benefícios da dança no desenvolvi-
mento intelectual, cognitivo e filosófi-
co, ocorridos na formação cultural do
povo Brasileiro e dos grupos étnicos
dentro do Estado de Rondônia (dan-
ças ritualísticas e folclóricas);
- Benefícios da Dança para o desenvol-
vimento biológico, conhecimento do
corpo e possibilidades de despertar a
criatividade;

73
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Cooperação, respeito, diálogo e valo-


rização das diversas escolhas e possi-
bilidades de interpretação e de cria-
ção em dança, que ocorrem em sala
de aula e na sociedade;
- Discriminação verbal, visual, cinesté-
sica e de preparo corporal adequado
em relação às danças criadas, inter-
pretadas e assistidas;
- Relações entre corpo, dança e socie-
dade principalmente no que diz res-
peito ao diálogo entre a tradição e a
sociedade contemporânea;
- Organização, registro e documenta-
ção de informações sobre dança em
contato com artistas, documentos,
livros etc, relacionando-os com suas
próprias experiências pessoais como
criadores, intérpretes e apreciadores
de dança;
- Memorização e reprodução de sequ-
ências de movimentos, quer criadas
DANÇA pelos alunos, pelo professor, ou pela
tradição da dança;
- Reconhecimento das transformações
ocorridas no corpo quanto a forma,
sensações, e percepção relacionando
-as as danças criadas e interpretadas
e as emoções, comportamentos, rela-
cionamentos em grupo e em socieda-
de;
- Aquecimento, relaxamento e com-
pensação do corpo, relacionando-as a
noções de anatomia aprendidas;
- Prevenção das lesões mais comuns
nas aulas de dança (torções, luxações,
fraturas etc.);
- Elementos do movimento: partes do
corpo, dinâmicas do movimento, uso
do espaço e das ações;
- Diversas manifestações da dança uti-
lizadas pelos grupos sociais e étnicos,
compreendendo-as como patrimônio
social e em sua dimensão sócio-histó-
rica.

74 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- A música em seus aspectos rítmico, - Criar obras com linguagem artística


melódico, harmônico, formal e ex- própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
pressivo, através da execução de ins- representar e elaborar imagens visu-
trumentos tradicionais, da voz, de ais;
meios eletrônicos e eletroacústicos
- Conhecer o seu corpo e as suas poten-
em interação com atividades de cria-
cialidades expressivas;
ção audiovisual;
- Interagir com o grupo e a comunidade
- Audição ativa de diferentes gêneros
por meio de linguagem artística em
musicais, de diferentes épocas e esti-
várias modalidades;
los, valorizando as criações musicais
tradicionais e atuais (locais, regionais, - Perceber as especificidades das diver-
nacionais e internacionais), ampliando sas linguagens artísticas, as suas pos-
o conhecimento musical dos jovens/ síveis relações, bem como sua articu-
educandos, para que possam apro- lação com os outros componentes;
priar-se da música como bem cultural - Interagir com a sociedade na constru-
significativo para sua formação e frui- ção de conhecimentos científicos e
ção. política de modo estético, isto é, colo-
- Relações entre música, sua contextua- cando em ação razão e sensibilidade;
lização, pensamento artístico e identi-
- Investigar, contextualizar e compre-
dade cultural;
ender as artes enquanto fenômeno
- Análise pessoal das relações harmô- sóciocultural, histórico e estético;
nicas, melódicas e formais a partir das
criações musicais próprias, dos cole- - Compreender que a atitude estética
mÚSICA
gas e em músicas produzidas na atu- procura ver o homem como ser inte-
alidade. gral, racional, sensível e imaginativo;
- Interpretação de músicas vocais e ins- - Investigar, contextualizar e compre-
trumentais; ender as artes enquanto fenômeno
sociocultural, histórico e estético;
- História da música no mundo e no
Brasil. Influências da música clássica - Fomentar arte em contextos de co-
na música moderna; munidade, valorizando a diversidade
cultural.
- Período Clássico (de 1780-1827): prin-
cipais compositores (Haydn, Mozart e
Beethoven);
- Ópera no período clássico: Itália, Fran-
ça, Inglaterra, Alemanha e Áustria;
- Música vocal eclesiástica (missa, ré-
quiem e magnificat);
- Diferenciação de duas tendências mu-
sicais e suas formas de composição
dentro do mesmo período: o Roman-
tismo tardio e o Impressionismo;
- Gênero instrumental. Música para pia-
no (estudos, scherzos, sonatas, danças
e peças de caráter).

75
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Música de câmera (trios e quartetos).


O gênero orquestral (o concerto, mú-
sica incidental, suíte). Música progra-
mática (poema sinfônico, sinfonia des-
critiva, abertura de concerto);
- Música instrumental: o desenvolvi-
mento das formas instrumentais de
Haydn até Beethoven (sinfonia, con-
certos, e sonatas). A música de câ-
mara: trio, quartetos, serenata, diver-
timento e cassação. O classicismo no
Brasil;
- Nacionalismo musical: o grupo dos
cinco (Rússia). A música francesa:
Fauré e a chanson. Os nacionalistas
(Grieg, Sibelius, Ives, Elgar, Albeniz,
Villa-Lobos, Saint-Saëns);
- Características do impressionismo: na
pintura, na literatura e na música. Prin-
cipais representantes do movimento;
- Impressionismo e Simbolismo (o signi-
ficado dado aos termos). De Debus-
Música sy a Ravel: principais composições;
- Formas de expressão musical do Anti-
Impressionismo ou Dadaísmo: Cocte-
au, Satie e o grupo “le six”;
- Atividades musicais da virada do
século e as várias tendências com-
posicionais: a influência jazzística, a
politonalidade, a atonalidade o Ex-
pressionismo, o Pontilhismo, o Seria-
lismo e o Neoclassicismo. Principais
compositores e composições;
- Música brasileira dos séculos XIX e XX.
- A música nas províncias durante o Im-
pério. A música na República. A Sema-
na da Arte Moderna de 1922, o Nacio-
nalismo e o Estado Novo;
- O movimento Música Viva. Os Princi-
pais compositores e composições. Os
grupos de compositores das diversas
regiões brasileiras que influenciam na
arte do entretenimento (grupos de
danças da atualidade).

76 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


2º ANO
COmpETêNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos
que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artísticas.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

hISTÓRIA DA ARTE - Criar obras com linguagem artística


própria: escrever, dançar, cantar, to-
LINGUAGENS DA ARTE (FOTOGRAFIA,
car, representar e elaborar imagens
DANÇA, mÚSICA, CINEmA, ETC)
visuais;
- Valor da Arte como veículo de
- Conhecer o seu corpo e as suas po-
transmissão de sentimentos e emo-
tencialidades expressivas;
ções através dos tempos, com ca-
racterísticas próprias de época e lu- - Interagir com o grupo e a comunida-
gar, gerando os estilos artísticos; de por meio de linguagem artística
em várias modalidades;
- Análise da participação dos diferen-
tes estilos e técnicas artísticas na - Perceber as especificidades das diver-
consolidação da Sociedade Brasilei- sas linguagens artísticas, as suas pos-
ra, percebendo a realidade expres- síveis relações, bem como sua articu-
sa nas obras importadas e naquelas lação com os outros componentes;
construídas no Brasil pela missão
- Interagir com a sociedade, na cons-
francesa;
trução de conhecimentos científicos
- Perceber como os modelos estéticos e com a política, de modo estético,
europeus influenciaram a arte e o fa- isto é, colocando em ação razão e
zer artístico no país até os dias atuais; sensibilidade;
ARTES VISUAIS - Conhecimentos teóricos e práticos - Investigar, contextualizar e compre-
E AUDIOVISUAIS dos diversos tipos de Desenho (o que ender as artes enquanto fenômeno
é desenho; sua divisão: desenho de sóciocultural, histórico e estético;
invenção, de imitação a mão livre, ge-
- Interagir com a sociedade, com a
ométrico, desenho do natural e dese-
construção de conhecimentos cientí-
nho decorativo, desenho industrial;
ficos e com a política, de modo estéti-
- Conhecimentos teóricos e práticos co, isto é, colocando em ação razão e
das técnicas do desenho com ênfase sensibilidade;
nas Produções Midiáticas, compre-
- Compreender que a atitude estética
endendo o desenho publicidade, a
procura ver o homem como ser inte-
representação gráfica do movimen-
gral, racional, sensível e imaginativo;
to, a arte sequencial e o desenho de
animação, as técnicas de ilustração, - Investigar, contextualizar e compre-
o desenho e os meios eletrônicos, as ender as artes enquanto fenômeno
relações entre texto e imagem, o de- sócio cultural histórico e estético;
senho e as diferentes mídias; - Fomentar arte em contextos de co-
- Conhecimentos geométricos de es- munidade, valorizando a diversidade
paço e forma na seleção de argumen- cultural.
tos propostos como solução de pro-
blemas do cotidiano;

77
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Interpretação da localização e da
movimentação de pessoas/objetos
no espaço tridimensional (escultura,
modelagem, maquete, módulos, es-
trutura de encaixe) e sua representa-
ção no espaço bidimensional (dese-
nho, pintura, mural, mosaico, vitral,
gravura);
- Características de figuras planas ou
espaciais;
- Possibilidades plásticas proporcio-
nadas pela fotografia e pelas novas
formas de produção de imagens;
- Diferenciação dos elementos formais
como linha, cor, volume, superfície,
textura, luz e suas potencialidades
simbólicas e expressivas no estudo
da paisagem, fauna e flora em con-
texto universal e comparando com o
contexto amazônico;
- Relação do pontilhismo com os estu-
dos de óptica na Biologia e na Física;
- Relação entre a opção pela cor, seu
Artes visuais estudo na arte e o advento da foto-
e audiovisuais grafia em preto e branco;
- Valor da Arte como veículo de
transmissão de sentimentos e
emoções através dos tempos, com
características próprias de época e
lugar, gerando os estilos artísticos;
- O Barroco no Brasil, século XIX na Eu-
ropa – as inovações na arte, século
XIX no Brasil – as influências estran-
geiras, século XIX na Europa – o Im-
pressionismo, século XIX no Brasil – a
modernização da arte, final do sécu-
lo XIX na Europa, a arte da primeira
metade do século XX, Século XX no
Brasil – o Modernismo, a arte da se-
gunda metade do século XX, Século
XX no Brasil: a arte contemporânea;
- Arte Mesopotâmica na região entre
os Rios Tigre e Eufrates, habitada
por Sumérios, Babilônios, Assírios,
Caldeus e outros povos, e os estilos
artísticos (touros alados, estatuetas
de olhos circulares, relevos em pare-
des (arquitetura), cenas de guerras e
conquistas, a religiosidade;

78 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Arte do Egito Antigo, diversos Estilos


Artísticos e seus Períodos: religiosida-
de impulsionando a criação de vários
estilos (Lei da Frontalidade, Escrita hie-
roglífica, Pintura, Escultura, Arquitetu-
ra, Arte do Baixo e Alto Relevo). Mito-
logia, Filosofia e Matemática dentre
outros saberes;
- Arte na Grécia Antiga e os Estilos Artís-
ticos: a escultura, o estilo da arte Minói-
ca na Ilha Grega de Creta, as pinturas
dos murais com cores diversificadas –
vivas e fortes-, os Desenhos de touros,
imagens abstratas, símbolos marinhos
e animais, as cerâmicas, a Arquitetura
e os Ornamentação dos Templos Reli-
giosos, seus principais escultores, pin-
tores, arquitetos. A Religião, a Filosofia,
a Política, as Ciências da época e suas
influências nos estilos e técnicas artís-
ticas atuais. O Período Helenístico e a
fusão entre as artes e estilos Gregos e
Orientais;
- Arte Romana do Ocidente e do Oriente
ARTES VISUAIS (Arte Bizantina): a Influência dos Etrus-
cos, os modelos e elementos artísticos
E AUDIOVISUAIS
e culturais dos Gregos, as Estátuas
Clássicas, as construções Arquitetôni-
cas de Monumentos Públicos (home-
nagens aos Imperadores Romanos), a
Pintura de Mural e as técnicas da Tridi-
mensionalidade, a Pintura na Técnica
de Afrescos, as Grandes cidades (Pom-
péia, Constantinopla), as fusões dos
estilos Grego, Romano, Bizantino, os
estilos de pintura de murais, os mosai-
cos e ícones religiosos, os manuscritos,
as cores fortes e brilhantes nas obras;
- Arte Renascentista, o Renascimen-
to Cultural (séculos XV e XVI): estilos
artísticos e elementos utilizados nas
composições, a técnica de perspec-
tiva, uso de conhecimentos científi-
cos e matemáticos para reproduzir a
natureza;
- Arte da Estilização, a pintura e as no-
vas técnicas, o uso da tinta a óleo, a
escultura com sua técnica Naturalista
e Renascentista e a Xilogravura, den-
tre outras técnicas e estilos artísticos;

79
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Maneirismo (século XVI), estilo e téc-


nica: rompimento com a arte clássica
por meio do desenho e da pintura de
imagens distorcidas, alongadas e bi-
zarras. Reprodução realista e distor-
ção da Natureza. As Obras e estilos
criados por Michelangelo, Tintoretto,
El Greco;
- Arte Barroca (1600 a 1750), estilos e
técnicas utilizadas: sentido de movi-
mento no desenho, a técnica ressal-
tando a cor e não o formato, os efeitos
de luz e sombra, os temas utilizados
(Paisagens, Natureza Morta, Cenas da
Vida cotidiana da Época, dentre ou-
tros). Principais artistas: Caravaggio,
Peter Paul Rubens, Rembrandt, Gian
Lorenzao Bernini, Diego Velásquez,
Jean Vermeer;
- Arte Rococó (1730 a 1800), sua varia-
ção de estilos (bem decorados e com
Artes visuais sensualidade): técnica do afresco nos
e audiovisuais ambientes internos, com pinturas em
tons claros, linhas curvas e arabes-
cos. Artistas mais importantes: Jean
-Antoine Watteau, Giovanni Battista
Tiepolo, François Boucher e Jean-Ho-
noré Fragonard;Neoclassicismo (1750
a 1820), estilos e elementos: resgate
dos valores da arte clássica (grega e
romana), aplicação e utilização, com
maior incidência, da técnica do dese-
nho e da linha sobre a cor, exploração
da temática do heroísmo e civismo.
Principais artistas: Antonio Canova,
Anton Raphael Mengs, Jacques-Louis
David, Valpinçon, Jean-Auguste-Do-
minique Ingres;
- Romantismo nas Artes (de 1790 a
1850), estilos e técnicas inspirados
na subjetividade e introspecção, sen-
timentos e sensações: literatura ro-
mântica, elementos da natureza e o
passado retratado de forma intensa.
Artista da época: Francisco de Goya y
Lucientes;

80 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Arte do Realismo (de 1848 a 1875),


estilos que destacam a realidade físi-
ca através da objetividade científica
e crua: obras inspiradas pela vida
cotidiana e pela paisagem natural,
críticas sociais e elementos do ero-
tismo. Principais pinturas: Enterro em
Ornans, de Gustave Courbet; Vagão
de Terceira Classe, de Honoré Dau-
mier; e Almoço na Relva, de Édouard
Manet;
- Arte do Impressionismo (de 1880 a
1900), estilo e técnica de desenho e
pintura, a busca pela realidade e a
imitação da natureza: emprego das
técnicas da luz e cor na reprodução
do nascer e entardecer na natureza.
ARTES VISUAIS
Obras de Claude Monet, Edgard De-
E AUDIOVISUAIS
gas, e Auguste Renoir;
- Arte do Pós-impressionismo, estilos
e técnicas que buscam a realidade e
imitam a natureza: emprego de luz
e cor (cromatismo), expressões mais
individuais e pessoais. Artistas que se
destacam: Vincent Van Gogh e Henri
de Toulouse-Lautrec (litogravura);
- Visitas a museus virtuais e sites es-
pecializados em Arte (Itaú Cultural,
MASP, Museu da Língua Portuguesa,
Pinacoteca);
- Montagem de vídeoinstalação;
- Criação artística através dos Progra-
mas Photoshop, Paint.

- História do cinema; - Compreender que a atitude estética


procurava ver o homem como ser in-
- Gêneros cinematográficos;
tegral, racional, sensível e imaginativo;
- Produção cinematográfica: fazendo
- Conhecer o seu corpo e as suas poten-
cinema (curta metragem);
cialidades expressivas;
- Instalação;
TEATRO - Interagir com o grupo e a comunidade
- Romantismo; por meio de linguagem artística, em
- Impressionismo; várias modalidades;

- Pós-Impressionismo; - Perceber as especificidades das diver-


sas linguagens artísticas e as suas pos-
síveis relações, bem como sua articula-
ção com os outros componentes;

81
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Gênero: Autossacramental – ação - Investigar, contextualizar e compre-


dramático-teatral, religiosa, renas- ender as artes enquanto fenômeno
centista (episódios bíblicos, haxio- sóciocultural, histórico e estético;
gráficos, alegóricos e morais);
- Fomentar arte em contextos de co-
- Gênero: Entremés – os tipos textuais munidade, valorizando a diversidade
de seus personagens, suas caracte- cultural;
rizações (estereótipos de figuras de
- Perceber os diferentes estímulos para
estratos sociais populares), a pausa lin-
improvisação teatral;
guística (fala) e gestual (em situações
insólitas, absurdas e grotescas); - Criar obras com linguagem artística
própria: escrever, dançar, cantar, to-
- Gênero: Noh (drama musical clássi-
car, representar e elaborar imagens
co japonês) os estilos das máscaras, a
visuais;
pintura facial, as vestimentas, os ges-
tos dramáticos, expressivos, da cultura - Conhecer o seu corpo e as suas po-
japonesa. Seus Deuses, as imitações tencialidades expressivas;
de animais, arquitetura e a pintura de - Interagir com o grupo e a comunida-
fundo do palco (cenários inspirados na de por meio de linguagem artística,
natureza e no folclore niponico); em várias modalidades;
- Gênero: A COMMEDIA DELL’ARTE (Itá- - Perceber as especificidades das diver-
lia século XVI), a influência que este sas linguagens artísticas as suas pos-
Gênero teatral exerceu sobre o mundo síveis relações, bem como sua articu-
conhecido da época até os nossos dias. lação com os outros componentes;
As composições literárias (com suas
Teatro - Interagir com a sociedade, com a
expressões extraverbais = mímicas,
malabarismo, caretas) e de pintura, as construção de conhecimentos cientí-
formas de expressão gestual (singelas ficos e com a política, de modo estéti-
e meio apáticas) e sua teatralidade so- co, isto é, colocando em ação razão e
bre textualidade. Comédia dos Erros sensibilidade;
de Shakespeare reinterpretada em
1954, pela obra de Ben Johnson, Moli-
ére e Goldoni - na pantomima, a farsa,
e as obras de fantoches;
- Gênero: COMÉDIA GREGA ANTIGA
(século V a.C. e o começo do século IV
a.C), conhecida através de Aristófanes
com a peça: Os Acarneneses que se
representou no ano 425 a.C.;
- Gênero: COMÉDIA NOVA – a temática
do amor (segunda metade do séc. IV
a.C); autor mais conhecido: Menean-
dro;
- O Gênero: FÁBULA PRAETEXTA – (séc.
II a.C) no teatro romano antigo: temas
de história nacional que tinha como
protagonistas herois e dirigentes ro-
manos;

82 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- O Gênero: FARSA – (Idade Média): os


dramas religiosos, personagens mo-
destos (artesão, pastores, criados).
TEATRO Temas abordados: amor, cotidiano,
autoridade, relação amo-criado, cole-
ga-colega. A época, a linguagem, os
costumes, as vestimentas etc.

- Diversas modalidades circenses no - Criar obras com linguagem artística


contexto cultural e social da humani- própria: escrever, dançar, cantar, to-
dade; car, representar e elaborar imagens
visuais;
- Comparação das atividades artísticas
e de expressão corporal na Educação - Conhecer o seu corpo e as suas po-
Física com as praticadas na arte cir- tencialidades expressivas;
cense;
- Interagir com o grupo e a comunida-
- Comparação das estruturas do circo de por meio de linguagem artística
moderno como conhecemos hoje, em várias modalidades;
com a do século XVIII. E o primeiro
- Perceber as especificidades das di-
homem (Philip Astley) a idealizar a es-
versas linguagens artísticas e as suas
trutura de um circo;
possíveis relações, bem como sua ar-
- Legislações atuais sobre o uso de ani- ticulação com os outros componen-
mais no circo; tes;
- Estrutura do Royal Circus em 1782; - Interagir com a sociedade, com a
construção de conhecimentos cientí-
- Modalidades da expressão corporal
ficos e com a política de modo estéti-
ARTE nas atividades circenses: acrobacias
co, isto é, colocando em ação razão e
CIRCENSE de solo, acrobacias no tecido, balan-
sensibilidade;
gandam, figuras de equilíbrio (Pirâ-
mide Humana), malabarismo, mala- - Investigar, contextualizar e compre-
bares e outros; ender as artes enquanto fenômeno
sóciocultural, histórico e estético;
- Escolas de Circo existentes no Brasil e
sua atuação educacional e artística na - Compreender que a atitude estética
atualidade; procura ver o homem como ser inte-
gral, racional, sensível e imaginativo;
- Indumentárias (vestimentas e obje-
tos de adornos) utilizadas nas diver- - Fomentar arte em contextos de co-
sas performances dos atores circen- munidade valorizando a diversidade
ses; cultural.
- Materiais e equipamentos tecnológi-
co-modernos utilizados na atualida-
de, comparando-os com os de outra
época;
- Gêneros do Circo de Cavalinho, forma
de apresentação, contribuição social,
cultural e econômica na metade do
século XIX no Brasil;

83
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Século XIX: mudanças estruturais e


adaptações sofridas pelo circo face às
necessidades da realidade cultural e
social do século;
Arte - Arte Circense da era moderna até
Circense hoje: circo e outras formas de en-
tretenimento como: o teatro, balés,
cinema, televisão, computadores/
internet e music-halls, dentre outras,
que disputam o público.

- Danças de salão com seus ritmos e - Criar obras com linguagem artística
compassos nos Império Grego, Ro- própria: escrever, dançar, cantar, to-
mano, Francês; car, representar e elaborar imagens
visuais;
- Danças Portuguesa e Holandesa du-
rante o período colonial Brasileiro; - Conhecer o seu corpo e as suas po-
tencialidades expressivas;
- Danças Indígenas e Africanas no Bra-
sil; - Interagir com o grupo e a comunida-
de por meio de linguagem artística
- Danças e rituais a partir das questões
em várias modalidades;
históricas, estéticas e conceituais nos
séculos XIX e XX, e os novos horizon- - Perceber as especificidades das diver-
tes que a tecnologia digital aponta sas linguagens artísticas, as suas pos-
neste século XXI; síveis relações, bem como sua articu-
lação com os outros componentes;
- Surgimento da dança como mani-
festação emocional do ser humano: - Interagir com a sociedade, com a
Dança
suas alegrias, tristezas, conquistas, construção de conhecimentos cientí-
prazeres, ostentação social, diversos ficos e com a política, de modo estéti-
rituais (religiosos, comemorativos e co, isto é, colocando em ação razão e
de guerra), bem como as linguagens sensibilidade;
utilizadas;
- Investigar, contextualizar e compre-
- Relação de cooperação, respeito, diá- ender as artes enquanto fenômeno
logo e valorização das diversas esco- sóciocultural, histórico e estético;
lhas e possibilidades de interpretação
- Compreender que a atitude estética
e de criação em dança, nos diversos
procura ver o homem como ser inte-
contextos: familiares, sociais, educa-
gral, racional, sensível e imaginativo;
cionais;
- Fomentar arte em contextos de co-
- Discriminação verbal, visual e sinesté-
munidades, valorizando a diversida-
sica e de preparo corporal adequado
de cultural.
em relação às danças criadas, inter-
pretadas e assistidas;

84 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Relação entre corpo e dança e seu


significado dentro das diversas for-
mas de expressão pessoal, de grupos
e das culturas nas sociedades (indí-
genas, quilombolas, urbanas e rurais
da sociedade Rondoniense, principal-
mente no que diz respeito ao diálogo
entre a tradição e a sociedade con-
temporânea;
- Organização, registro e documenta-
ção de informações sobre dança em
contato com artistas, documentos,
livros etc, relacionando-os as suas
próprias experiências pessoais como
criadores, intérpretes e apreciadores
de dança;
- Surgimento da dança como mani-
festação emocional do ser humano:
suas alegrias, tristezas, conquistas,
prazeres, ostentação social, diversos
rituais (religiosos, comemorativos e
de guerra), bem como as linguagens
utilizadas;
- Relação de cooperação, respeito, diá-
DANÇA logo e valorização das diversas esco-
lhas e possibilidades de interpretação
e de criação em dança, nos diversos
contextos: familiares, sociais, educa-
cionais;
- Discriminação verbal, visual e sinesté-
sica e de preparo corporal adequado
em relação às danças criadas, inter-
pretadas e assistidas;
- Relação entre corpo e dança e seu
significado dentro das diversas for-
mas de expressão pessoal, de grupos
e das culturas nas sociedades (indí-
genas, quilombolas, urbanas e rurais
da sociedade Rondoniense, principal-
mente no que diz respeito ao diálogo
entre a tradição e a sociedade con-
temporânea;
- Organização, registro e documenta-
ção de informações sobre dança em
contato com artistas, documentos,
livros etc, relacionando-os as suas
próprias experiências pessoais como
criadores, intérpretes e apreciadores
de dança;

85
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Memorização e reprodução de sequ-


ências de movimentos criados pelos
alunos, pelo professor ou pela tradi-
ção da dança;

Dança - Transformações ocorridas no corpo


quanto à forma, sensações, percep-
ções, relacionando-as às danças que
cria e interpreta, e às emoções, com-
portamentos, relacionamentos em
grupo e em sociedade.

- Senso rítmico, melódico, harmônico - Criar obras com linguagem artística


e tímbrico que perpassa todas as eta- própria: escrever, dançar, cantar, to-
pas do desenvolvimento do fenôme- car, representar e elaborar imagens
no sonoro e do desenvolvimento do visuais;
fenômeno musical;
- Conhecer o seu corpo e as suas po-
- Expressão musical peculiar de dife- tencialidades expressivas;
rentes regularidades e irregularida-
- Interagir com o grupo e a comunida-
des dos ritmos da natureza, sono-
de por meio de linguagem artística
ridades do mundo natural e animal,
em várias modalidades;
relação som e silêncio, formas de
registro, possibilidades de combina- - Perceber as especificidades das di-
ções sonoras; versas linguagens artísticas e as suas
possíveis relações, bem como sua ar-
- Sonorização de situações criadas a
ticulação com os outros componen-
partir de estímulos plásticos, cênicos
tes;
e/ou corporais ou a partir de textos
poéticos; - Interagir com a sociedade, com a
construção de conhecimentos cientí-
- Expressão pela linguagem musical,
Música ficos e com a política, de modo estéti-
estruturação, organização e realiza-
co, isto é, colocando em ação razão e
ção de fragmentos sonoros expres-
sensibilidade;
sivos;
- Investigar, contextualizar e compre-
- Reconhecimento de grupos instru-
ender as artes enquanto fenômeno
mentais e vocais;
sóciocultural, histórico e estético;
- Reconhecimento da expressão musi-
cal da comunidade;
- Valorização e apreciação da música
brasileira;
- Sensibilidade auditiva, capacidade
crítica, noção rítmica e coordenação
motora;
- Apreciação de diferentes manifesta-
ções musicais através das etnias indí-
genas, quilombolas, ribeirinhas no
Estado de Rondônia;

86 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Estruturas sonoras a partir dos diver- - Compreender que a atitude estética


sos tipos de instrumentos étnicos das procura ver o homem como ser inte-
diversas etnias indígenas do Estado gral, racional, sensível e imaginativo;
de Rondônia;
- Fomentar arte em contextos de co-
- Capacidade de trabalhar em equipe;
munidade valorizando a diversidade
- Expressão através de linguagem não- cultural.
verbal;
- Descoberta das potencialidades so-
noras do próprio corpo: respiração
normal e em diferentes ritmos, pulsa-
ção, experimentação da emissão de
diferentes sons orais, sons falados e
cantados, etc.;
- Descoberta do universo sonoro ex-
terno tendo como fonte de pesquisa
a flora e fauna Amazônicas. Transfor-
mar e descobrir formas próprias de
expressão e produzir ideias e ações
próprias;
- Reconhecimento da expressão musi-
cal da comunidade;
- Valorização e apreciação da música
brasileira;
- Sensibilidade auditiva, capacidade
mÚSICA crítica, noção rítmica e coordenação
motora;
- Apreciação de diferentes manifesta-
ções musicais através das etnias indí-
genas, quilombolas, ribeirinhas no
Estado de Rondônia;
- Estruturas sonoras a partir dos diver-
sos tipos de instrumentos étnicos das
diversas etnias indígenas do Estado
de Rondônia;
- Capacidade de trabalhar em equipe;
- Expressão através de linguagem não-
verbal;
- Descoberta das potencialidades so-
noras do próprio corpo: respiração
normal e em diferentes ritmos, pulsa-
ção, experimentação da emissão de
diferentes sons orais, sons falados e
cantados, etc.;
- Descoberta do universo sonoro ex-
terno tendo como fonte de pesquisa
a flora e fauna Amazônicas. Transfor-
mar e descobrir formas próprias de
expressão e produzir ideias e ações
próprias;

87
3º ANO
COMPETÊNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos
que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artística.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

HISTÓRIA DA ARTE - Criar obras com linguagem artística


própria: escrever, dançar, cantar, to-
LINGUAGENS DA ARTE (FOTOGRAFIA,
car, representar e elaborar imagens
DANÇA, MÚSICA, CINEMA, POESIA,
visuais;
ETC)
- Conhecer o seu corpo e as suas po-
- Conceito de vanguarda e moderno;
tencialidades expressivas;
- Movimentos de vanguarda do século
- Interagir com o grupo e a comunida-
XX;
de por meio de linguagem artística
- Semana de Arte Moderna de 1922; em várias modalidades;
- Artistas modernistas brasileiros; - Perceber as especificidades das di-
- Comparação das imagens produzidas versas linguagens artísticas e as suas
no Período Medieval e as imagens do possíveis relações, bem como sua ar-
Renascimento, analisando os temas, a ticulação com os outros componen-
iconografia, símbolos e alegorias; tes;

- Contextualização, estabelecimento - Fomentar arte em contextos de co-


de paralelo e distinção da arte produ- munidade, valorizando a diversidade
zida no Brasil e na Europa, no período cultural;
do Renascimento; - Interagir com a sociedade, com a
- Papel do artista no período do Renas- construção de conhecimentos cientí-
Artes Visuais cimento – a extensão de sua atuação, ficos e com a política, de modo estéti-
e Audiovisuais status do artista e do ourives, entre co, isto é, colocando em ação razão e
outros; sensibilidade;

- Compreensão do processo de ensi-


no da arte, da condição de mestre e
aprendiz, assim como sua atuação na
produção da arte (arquitetura, escul-
tura, pintura);
- Identificação e reconhecimento das
criações artísticas nacionais e as influ-
ências interculturais;
- Composições artísticas do período
Barroco, com o apelo às emoções;
- Barroco Brasileiro e seus principais re-
presentantes;
- Estabelecimento de paralelo entre o
Barroco Europeu e o Barroco Brasilei-
ro;
- Associação do Rococó com o movi-
mento artístico destinado ao mundo
ocidental e sua elite;

88 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Aproximação ao Neoclassicismo en- - Compreender que a atitude estética


quanto movimento artístico que procura ver o homem como ser inte-
dialoga com a filosofia dos iluminis- gral, racional, sensível e imaginativo;
tas;
- Investigar, contextualizar e compre-
- Identificação das articulações políti- ender as artes enquanto fenômeno
cas e filosóficas, interesses e valores sóciocultural, histórico e estético;
relacionados ao movimento românti-
co;
- Identificação do Romantismo como
movimento que preconiza a ruptura
com o padrão estético clássico;
- Relação entre o Realismo e as injusti-
ças sociais provocadas pela Revolu-
ção Industrial;
- Análise da importância do Impressio-
nismo e do Pós-Impressionismo en-
quanto movimentos precursores do
Modernismo;
- Reconhecimento das diferentes fun-
ções da arte, do trabalho da produção
ARTES VISUAIS dos artistas em seus meios culturais;
E AUDIOVISUAIS - Análise das diversas produções artís-
ticas como meio de explicar diferen-
tes culturas, padrões de beleza e pre-
conceitos;
- Valorização da diversidade artística e
das inter-relações de elementos que
se apresentam nas manifestações de
vários grupos sociais e étnicos;
- Relação de informações sobre con-
cepções artísticas e procedimentos
de construção do texto literário;
- Valores sociais e humanos atualizá-
veis e permanentes no patrimônio
literário nacional;
- Manifestações ou representações da
diversidade do patrimônio cultural e
artístico em diferentes sociedades;
- Papel das tecnologias de comunica-
ção e informação no desenvolvimen-
to das sociedades e o tipo de conhe-
cimento que elas produzem;

89
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Reconhecimento da Art Nouveau e


sua forma singular de arte aplicada
à arquitetura, ao mobiliário e à orna-
mentação;
- Conhecimento da Escola Alemã
Bauhaus, sua importância e singulari-
dade no diálogo interdisciplinar entre
arquitetura, teatro, pintura, design e a
filosofia funcionalista.
- Diferenciação dos movimentos artís-
ticos e o modo como qualificam as
obras produzidas em diferentes esti-
los e épocas: Renascimento (apogeu
no século XVI), Barroco na Europa
(séculos XVII e XVIII), Romantismo
(fim do século XVIII e século XIX), Pri-
mitivismo, desenvolvido por artistas
de origem popular, com pouca ou
nenhuma formação técnica, desvin-
culada de padrões acadêmicos e de
preocupações estéticas ou vanguar-
distas. Refere-se às telas consideradas
Artes Visuais ingênuas ou exóticas;
e Audiovisuais - No Brasil: Heitor dos Prazeres (O Tin-
tureiro) e Mestre Vitalino (Casamento
no Sertão) são representantes da arte
primitiva, Simbolismo (fim do século
XIX), que se caracteriza pelo subje-
tivismo, individualismo e misticis-
mo, Impressionismo (fim do século
XIX) na França – movimento que
se constitui como marco da arte
moderna, e Abstracionismo (início do
século XX);
- Arte do Expressionismo: utilizando
cores patéticas, dá forma plástica ao
amor, ao ciúme, ao medo, à solidão,
à miséria humana, à prostituição. De-
forma a figura, para ressaltar o sen-
timento. Predominância dos valores
emocionais sobre os intelectuais.
Os Precurssores: Goya, Van Gogh,
Gauguin, James Ensor, Edward Mun-
ch, Emil Nolde, Amedeo Modiglia-
ni, Oskar Kokoschka, Egon Schiele,
Chaim Soutine, Alberto Giacometti e
Francis Bacon;

90 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Arte do Cubismo (de 1908 a 1915):


técnicas das formas geométricas apli-
cadas nas obras de figuras humanas,
no desenho e pintura, no recorte e
colagem, na imitação de fotos. Ori-
gem histórica na obra de Cézanne,
com presença da natureza figurada
por meio de cones, esferas e cilindros.
Outros cubistas passaram a repre-
sentar os objetos com todas as suas
partes num mesmo plano. Cubismo
Analítico, Cubismo Sintético. Principais
obras: Les Demoiselles d’Avignon, de
Pablo Picasso, e Casas em L’Estaque,
de Georges Braque;
- Arte do Abstracionismo: técnica de
desenho e pintura com linhas, pla-
nos, cores; significados, sentimentos e
emoções trabalhados. Cores e formas
criadas livremente;
- Arte do Dadaísmo (de 1910 a 1920),
seus estilos e elementos: revolucioná-
rio, anárquico e anticapitalista; empre-
ARTES VISUAIS go do absurdo, do sarcasmo, da sátira
crítica e uso de diversas linguagens,
E AUDIOVISUAIS
como pintura, poesia, escultura, foto-
grafia e teatro. Destacam-se os artis-
tas: Hugo Ball, Hans Arp, Francis Pica-
bia, Marcel Duchamp, Max Ernst, Kurt
Schwitters, George Grosz e Man Ray;
- Arte Surrealista (Década de 1920): ex-
ploração do inconsciente e produção
de imagens que não são controladas
pela razão. Associações irreais, bizar-
ras e provocativas. Rompimento com
as noções tradicionais de perspectiva
e proporcionalidade. Obras: Auto-Re-
trato com Sete Dedos, de Marc Cha-
gall; O Carnaval do Arlequim, de Joan
Miró; A Persistência da Memória, de
Salvador Dalí; A Traição das Imagens,
de René Magritte; e Uma Semana de
Bondade, de Max Ernst;
- Arte do Fauvismo (1905): impulsos ins-
tintivos ou sensações vitais e primárias
sobressaem na criação das técnicas.
Expressão de sensações elementares
de formas e cores mais primárias. Em-
prego da emoção x razão;

91
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Pop Art (Década de 1950): histó-


rias em quadrinhos, mídia visual e
impressa. Humor e crítica ao con-
sumismo. Artistas mais conhecidos:
Richard Hamilton, Allen Jones, Robert
Rauschenberg, Jasper Johns, Andy
Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wes-
selman, Jim Dine, David Hockney e
Claes Oldenburg;
- Arte Conceitual (Década de 1960) e
sua aplicação em textos, imagens e
objetos. A instalação. Uso da televisão
e do vídeo. Destacam-se os seguintes
artistas: Joseph Beuys, Joseph Kosu-
th, Daniel Buren, Sol Le-Witt e Marcel
Broodthaers, Nam June Paik, Vito Ac-
conci, Bill Viola, Bruce Naumann, Gary
Hill, Bruce Yonemoto e William Weg-
man;
- Presença do Barroco na contempora-
neidade. Barroco nas diversas regiões
Artes Visuais do Brasil. Estudo comparativo entre
e Audiovisuais o Barroco Brasileiro e o Barroco Euro-
peu;
- Características gerais de cada ten-
dência. Representantes. Contexto
histórico. Estudo comparativo com os
respectivos estilos na Europa, como o
Neoclássico, o Impressionismo, o Art
Nouveau etc;
- Arte Pré-Histórica Brasileira, suas ca-
racterísticas peculiares, localização e
estudos atuais;
- Arte Indígena, arte encontrada pelos
descobridores. Características gerais:
música, dança, pintura corporal, ce-
râmica, cestaria, lendas, etc. Influên-
cia na cultura brasileira;
- Arte dos Jesuítas: arte própria. Traba-
lho dos Jesuítas junto às comunida-
des indígenas brasileiras;
- Arte Holandesa no Brasil: Represen-
tantes e influência na arte brasileira;

92 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Arte Negra: características, influência


na arte e na cultura brasileira;
- Comparação da produção artística do
século XX na Europa e no Brasil;
- Semana de Arte Moderna de 1922:
ruptura, propostas, linguagens;
- Principais artistas nacionais e euro-
peus;
- Apreciação de obras de arte em pin-
tura, escultura e arquitetura;
ARTES VISUAIS - Aspectos da modernidade e pós-mo-
E AUDIOVISUAIS dernidade que contribuíram para o
enriquecimento da cultura nacional;
- Conhecimento e organização dos es-
tilos de arte em ordem cronológica;
- Visitas a museus virtuais e sites es-
pecializados em Arte (Itaú Cultural,
MASP, Museu da Língua Portuguesa,
Pinacoteca);
- Montagem de vídeoinstalação;
- Criação artística através dos Progra-
mas Photoshop, Paint.

- Arte da Mímica: formas de represen- - Criar obras com linguagem artística


tar cenas por meio de mímica de ges- própria: escrever, dançar, cantar, to-
tos; car, representar e elaborar imagens
visuais;
- Comunicação por meio de gestos
e de expressão facial e corporal, - Conhecer o seu corpo e as suas po-
dramatizações dirigidas, e represen- tencialidades expressivas;
tação cênica de textos próprios ou de
- Interagir com o grupo e a comunida-
outros autores;
de por meio de linguagem artística
- Estrutura e técnicas utilizadas nos em várias modalidades;
TEATRO diversos estilos teatrais, tais como:
- Perceber as especificidades das di-
Teatro do Oprimido, criado pelo Te-
versas linguagens artísticas e as suas
atrólogo Brasileiro Augusto Boal nas
possíveis relações, bem como sua ar-
décadas de 60 e70, e suas publica-
ticulação com os outros componen-
ções nos anos de 1962 e 1973;
tes;
- Comparação das estruturas do teatro
- Interagir com a sociedade, com a
(plateia, palco, palco italiano, palco
construção de conhecimentos cientí-
de arena, palco semiarena, arena de
ficos e com a política, de modo estéti-
serviço, teatro/cenografia, o cenógra-
co, isto é, colocando em ação razão e
fo, etc.);
sensibilidade;

93
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Comparação dos diversos estilos e - Investigar, contextualizar e compre-


tipos de teatro no Brasil compreen- ender as artes enquanto fenômeno
dendo: estilo Luso-Brasileiro (Teatro sóciocultural, histórico e estético;
Municipal de Ouro Preto, Teatro Mu-
- Compreender que a atitude estética
nicipal de Sabará, Teatro São João,
procura ver o homem como ser inte-
Teatro Sete de Setembro, Teatro Mu-
gral, racional, sensível e imaginativo;
nicipal de Pirenópolis), Teatro Estilo
Neoclássico (Teatro São Pedro, Teatro - Fomentar arte em contextos de co-
Arthur Azevedo, Teatro de Santa Isa- munidade, valorizando a diversidade
bel, Teatro da Paz, Teatro Amazonas), cultural.
Teatro Estilo Eclético (Teatro Munici-
pal do Rio de Janeiro, Teatro Munici-
pal de São Paulo), Teatro Estilo – Jar-
dim (Teatro Alberto Maranhão, Teatro
José de Alencar);
- Noções e conceitos de tempo e espa-
ço no teatro, o papel do ator, diretor,
audiência, cenógrafo e outros técni-
cos na história e na constituição do
espetáculo; o papel dos jogos dramá-
ticos na expressão cênica; autoesti-
ma, espírito de grupo, ritmo da peça,
papel da audiência, tema da peça e
Teatro das personagens, o contexto cultural
e histórico de uma peça;
- Conceitos referentes à construção do
texto teatral: exposição, desenvolvi-
mento e desfecho;
- Conceitos referentes à tese/dis-
curso, ação dramática (conflitos,
relacionamentos, causas e conse-
quências, contexto sociocultural, po-
lítico, filosófico, econômico, científico,
tecnológico);
- Conceitos: planos de ação (realida-
de, memória, fantasia); fala (diálo-
go, monólogo); personagens (pro-
tagonista, antagonista e secundário),
perfil (físico, emocional, ético, moral,
social, político, econômico);
- Elementos da estética teatral e sua
interação numa encenação: corpo,
voz, movimento, espaço, figurinos,
maquiagem, máscaras, iluminação,
sonoplastia, cenografia, adereços e
objetos de cena, palavra;

94 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Relação dos diferentes tipos de ence-


nação e formas de utilização dos sig-
nos teatrais (teatro de atores, de bo-
necos, sombra, mímica, dança-teatro,
dança- ritual, circo, TV, vídeo, cinema);
- Modos e meios de interação dos
signos da linguagem para carac-
terizar gêneros teatrais (tragédia,
comédia, farsa, drama, melodrama,
lírico, épico), e relacioná-los com as
diferentes estilísticas atuais do teatro,
da TV e do cinema;
- Surgimento dos profissionais liga-
dos ao fazer teatral: dramaturgo,
ator, encenador, diretor, figurinista,
aderecista, maquiador, iluminador,
sonoplasta, camareiro, contrarregra,
maquinista, carpinteiro teatral e pro-
dutor;
- Identificação das ações inter, multi e
transdisciplinares da produção tea-
TEATRO
tral;
- Elementos estruturais dos textos:
gênero, tema, enredo (exposição,
desenvolvimento e desfecho); tese/
discurso; ação dramática (conflitos,
relacionamentos, causas e conse-
quências; contexto sociocultural, po-
lítico, filosófico, econômico, científico,
tecnológico);
- Projeto de produção teatral que
contemple a análise dos aspectos
e dos problemas sociais da comu-
nidade, de modo a propor soluções e
intervenções;
- Impacto do desenvolvimento socio-
cultural, científico e tecnológico no
processo de representação teatral e
nos elementos da encenação, verifi-
cando sua ação sobre a realização, a
apreciação e a fruição nos espetácu-
los cênicos;

95
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Importância das manifestações cê-


nicas para a formação da identidade
nacional e do patrimônio artístico lo-
cal, regional, nacional e universal;
- Manifestações populares locais que
utilizam a ação dramática como ins-
trumento de comunicação e expres-
Teatro são de valores éticos;
- Elementos da linguagem cênica nos
veículos de comunicação, para mobi-
lizar emoções, valores, atitudes e opi-
niões e influenciar comportamentos
individuais e sociais (teatro, cinema
multimídia, show musical, vídeo, TV,
Internet e outros).

- Atividades artísticas como área de - Criar obras com linguagem artística


conhecimento, tanto no aspecto his- própria: escrever, dançar, cantar, to-
tórico e cultural como na vivência ar- car, representar e elaborar imagens
tística direcionada às práticas da Arte visuais;
Circense;
- Conhecer o seu corpo e as suas po-
- Novas formas de pintura facial dos tencialidades expressivas;
atores do Riso (palhaços) na arte cir-
- Interagir com o grupo e a comunida-
cense;
de por meio de linguagem artística
- Apropriação de diferentes linguagens em várias modalidades;
que favoreçam a socialização e pre-
- Perceber as especificidades das diver-
encham necessidades de expressão
Arte Circense sas linguagens artísticas e as suas pos-
e troca cultural, destacando-se a
síveis relações, bem como sua articula-
atividade circense (cama-elástica,
ção com os outros componentes;
malabares, contorcionismo, equili-
brismo, palhaçaria, trapézio, saltos, - Interagir com a sociedade, com a
laço e chicote; construção de conhecimentos cientí-
ficos e com a política, de modo estéti-
- Indumentária nas diversas culturas:
co, isto é, colocando em ação razão e
panorama do vestuário étnico, suas
sensibilidade;
variações e influências no vestir para
a atuação na arte circense; - Investigar, contextualizar e compre-
ender as artes enquanto fenômeno
- Papel educacional das famílias circen-
sóciocultural, histórico e estético;
ses na transmissão da cultura circense.

96 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Arte circense, ginástica acrobática e - Compreender que a atitude estética


educação física (consciência corporal), procura ver o homem como ser inte-
dentre outras atividades educacionais gral, racional, sensível e imaginativo;
como complemento da formação da
- Fomentar arte em contextos de co-
saúde e entretenimento;
munidade valorizando a diversidade
- Escolas de Circo existentes no Brasil e cultural.
sua atuação Educacional e Artística na
atualidade;
- Indumentárias (vestimentas e objetos
de adornos), utilizadas nas diversas
performances dos atores circenses;
- Materiais e equipamento tecnológicos
e modernos utilizados na atualidade,
comparando-os com os de outra épo-
ca;
ARTE CIRCENSE
- Gêneros do Circo de Cavalinho, sua
forma de apresentação, sua contri-
buição social, cultural e econômica na
metade do século XIX no Brasil;
- O circo como a arte mais antiga do
mundo;
- Surgimento da arte da acrobacia, sua
utilização para o treinamento dos
guerreiros, e contribuição para o de-
senvolvimento corporal, da agilidade,
da flexibilidade e da força;
- Conhecer a infraestrutura do circo nos
dias de hoje;
- Diversos estilos e gêneros de atores do
riso (palhaços) na Arte Circense.

- Origem e função da dança nas cortes - Criar obras com linguagem artística
europeias; própria: escrever, dançar, cantar, to-
car, representar e elaborar imagens
- Elementos que propiciaram o surgi-
visuais;
mento do ballet com seus códigos, re-
gras e formas definidas; - Conhecer o seu corpo e as suas po-
tencialidades expressivas;
- Diferentes ballets de repertório cria-
DANÇA dos ao longo da história dessa téc- - Interagir com o grupo e a comunida-
nica, sua relação com a composição de por meio de linguagem artística,
musical e com as artes visuais da época; em várias modalidades;
- Transição do ballet para a dança mo- - Perceber as especificidades das diver-
derna, advento da dança moderna e sas linguagens artísticas, as suas pos-
aceitação pelo público; síveis relações, bem como sua articu-
lação com os outros componentes;

97
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- O período de transição da dança clás- - Interagir com a sociedade, com a


sica para a dança moderna e novos construção de conhecimentos cientí-
elementos coreográficos trazidos pe- ficos e com a política, de modo estéti-
los coreógrafos desse período, consi- co, isto é, colocando em ação razão e
derados como vanguarda; sensibilidade;
- Relação entre a música e a dança de-
- Investigar, contextualizar e compre-
senvolvida no Brasil, nos séculos XIX
e XX, buscando entender como uma ender as artes enquanto fenômeno
contribuiu para o desenvolvimento sócio cultural, histórico e estético;
da outra; - Compreender que a atitude estética
- Nova maneira de trabalhar o corpo procura ver o homem como ser inte-
na dança moderna com os bailarinos gral, racional, sensível e imaginativo;
dançando descalços, trabalhando
- Fomentar arte em contextos de co-
contrações, torções e desencaixe uti-
lizando movimentos mais livres, em- munidade valorizando a diversidade
bora respeitando técnica fechada; cultural.
- Técnicas da dança moderna;
- Relação entre dança e alteridade: sur-
gimento de técnicas variadas de dan-
ça no século XX;
- A popularização da dança no cine-
ma, no século XX e técnicas de dança
mais exploradas pela sétima arte;
- Importância das danças e da música
Dança dos negros norte-americanos para o
desenvolvimento, a difusão e a popu-
larização da dança;
- Danças disseminadas pela indústria
cultural e análise crítica do conteúdo
estético e artístico;
- Surgimento da dança contemporâ-
nea, sistemas e métodos desenvolvi-
dos pela dança moderna e pós- mo-
derna;
- As várias linguagens que alimentam a
dança contemporânea;
- Danças afro-brasileiras e sua impor-
tância para a formação cultural dos
dançarinos brasileiros;
- Influência das danças indígenas na
construção das diversas técnicas de
dança contemporânea no Brasil e na
diferenciação dos corpos dos dança-
rinos no Brasil;
- Desenvolvimento da dança contem-
porânea no Brasil e técnicas mais uti-
lizadas;
- Construção de roteiro, ensaio e apre-
sentação de espetáculo de dança.

98 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Elementos básicos da linguagem mu- - Criar obras com linguagem artística


sical nos diversos gêneros e estilos; própria: escrever, dançar, cantar, to-
car, representar e elaborar imagens
- Diferentes formas de organização do
visuais;
som quanto aos seus parâmetros;
- Conhecer o seu corpo e as suas po-
- Similaridades e diferenças na organi-
tencialidades expressivas;
zação da estrutura formal da música
nos seus diversos gêneros e estilos; - Interagir com o grupo e a comunida-
de por meio de linguagem artística
- Elementos da linguagem musical e
em várias modalidades;
elementos formais da estrutura musi-
cal na criação e improvisação musical; - Perceber as especificidades das di-
versas linguagens artísticas e as suas
- Emprego de instrumentos musicais
possíveis relações, bem como sua ar-
nos diversos estilos, analisando os re-
ticulação com os outros componen-
cursos aplicados no processo de pro-
tes;
dução musical;
- Interagir com a sociedade, com a
- Emprego da voz e do corpo humano
construção de conhecimentos cientí-
como instrumento musical nos di-
ficos e com a política, de modo estéti-
versos estilos, analisando os recursos
co, isto é, colocando em ação razão e
aplicados no processo de produção
sensibilidade;
musical;
- Investigar, contextualizar e compre-
mÚSICA - Emprego da voz e ou instrumentos
ender as artes enquanto fenômeno
na execução musical com fluência,
sóciocultural, histórico e estético;
expressividade e senso de estrutura;
- Compreender que a atitude estética
- Recursos tecnológicos na criação mu-
procura ver o homem como ser inte-
sical;
gral, racional, sensível e imaginativo;
- Diferenciação de obras de diferentes
- Fomentar arte em contextos de co-
estilos musicais a partir da análise dos
munidade valorizando a diversidade
elementos musicais, das estruturas
cultural.
formais, características e recursos uti-
lizados na sua composição;
- Produções musicais em culturas di-
versas;
- Expressão e discussão de sensações,
ideias e sentimentos provocados pela
escuta de diferentes estilos musicais;
- Noções e conceitos do som e seus
elementos formadores, voz, instru-
mentos musicais, música pura, mú-
sica programática, sonoplastia, ex-
pressividade vocal, diversidade das
manifestações sonoras;

99
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Aspectos formais da composição mu-


sical, alteração da expressão musical
de acordo com as diferentes épocas e
culturas;
- Reflexão sobre a assimilação de as-
pectos característicos de uma cultura
por outra, evidenciada na sua produ-
ção musical;
- Diversas possibilidades de agrupa-
mentos instrumentais;
- Relações entre o contexto histórico,
social, político, econômico e cultural
de diferentes épocas e suas produ-
ções musicais;
- Diferentes usos e funções da música
de diversos países e épocas, a partir
do contexto em que está inserida;
- Diferentes usos e funções da música
no cotidiano e nas manifestações cul-
Música turais de diversos grupos
Indicação de filmes de alguns pintores
e suas obras:
- Basquiat – Traços de uma vida
- A vida de Leonardo da Vinci
- Camille Claudel
- Goya
- Pollock
- Modigliani
- Agonia e êxtase
- Os amores de Picasso
- Sede de viver
- Arquitetura da destruição
- Moça com brinco de pérola
- No traço do invisível
- Frida

100 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


6.7. Educação Física – 1º ao 3º Ano e ginásticas advindas das mais diversas manifesta-
ções culturais), e se enxergue como estas atividades
compõem um vasto patrimônio cultural que deve
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE ser valorizado, conhecido e desfrutado, podendo-se
CURRICULAR pressupor que esse conhecimento contribui para a
adoção de uma postura não-preconceituosa e discri-
minatória diante das manifestações e expressões dos
“A Educação Física mudou de objetivo: não procura diferentes grupos étnicos e sociais, bem como, das
futuros campeões, mas quer bons cidadãos” (PCN, pessoas que dele fazem parte.
Vol. 07. p. 12)”.
No âmbito da Educação Física, os conhecimentos
A Educação Física é um componente do currícu- construídos através de abordagens sobre o corpo e
lo escolar caracterizado pela ênfase nos conceitos, seu processo de desenvolvimento, possibilita ao alu-
princípios, valores, atitudes e procedimentos das di- no:
mensões biodinâmicas, comportamentais e sociocul-
turais do movimentar-se humano e da corporeidade. • a consciência com relação à adoção de hábitos
de vida saudáveis;
A Constituição Federal rege no Art. 217 que é dever
do Estado fomentar práticas esportivas formais e não • a análise crítica de valores sociais que se torna-
formais, como direito de cada indivíduo, observando ram dominantes na sociedade, seu papel como
a destinação de recursos públicos para a promoção instrumento de exclusão e discriminação social
prioritária do esporte educacional. Para o cotidiano e a atuação dos meios de comunicação em pro-
escolar, os princípios emanados da Lei de Diretrizes e duzi-los, transmiti-los e impô-los;
Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96), asseguram que • a compreensão de que o lazer, os esportes e as
os indivíduos atendidos pelo Sistema de Educação demais atividades corporais, bem como os lo-
Nacional, recebam a necessária atenção em relação à cais destinados a sua prática são necessidades
educação integral a que têm direito. O Art. 26 §3º ga- básicas, e, por isso, direitos do cidadão.
rante que a Educação Física Escolar é componente
Entendemos que a ampliação das vivências corpo-
curricular obrigatório da Educação Básica, o que asse-
rais deve ser otimizada no Ensino Médio, todavia, ao
gura o acesso a todos.
analisarmos quais saberes escolares devem ser ensi-
Atualmente, a análise crítica e a busca de su- nados e apreendidos nesta etapa de escolarização,
peração dessa concepção, apontam a necessidade verificamos a necessidade de preparar os jovens para
de que, além daqueles, se considere também as di- uma participação política mais efetiva no que se re-
mensões: cultural, social, política e afetiva, presentes fere à organização dos espaços e recursos públicos
no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas as quais para atividade física, bem como percebemos que os
interagem e se movimentam como sujeitos sociais e conhecimentos voltados área da saúde devem ser
como cidadãos. enfatizados, possibilitando sujeitos capazes de agir
O ser humano, desde suas origens, produziu cultura. na manutenção e promoção da mesma.
Sua história é uma história de cultura na medida Sendo assim, apresentamos para a organização do
em que tudo o que faz está inserido num contexto Ensino Médio uma proposta com 3 temas específicos
cultural, produzindo e reproduzindo cultura. de conhecimentos, organizados da seguinte manei-
A cultura é o conjunto de códigos simbólicos reco- ra: Tema Específico I: Linguagens Corporais Específi-
nhecíveis pelo grupo e neles o indivíduo é formado cas; Tema Específico II: Linguagens Corporais na So-
desde o momento da sua concepção. Nesses mes- ciedade; e Tema Específico III: Linguagens Corporais
mos códigos, durante a sua infância, aprende os valo- para Saúde Coletiva.
res do grupo e por eles posteriormente é introduzido Vale informar que a expressão/linguagem foi utili-
nas obrigações da vida adulta, da maneira como cada zada em todos os temas específicos, conforme as
grupo social as concebe. concepções de Darido (2006), que utiliza o termo lin-
A Educação Física abre espaço para que se aprofun- guagem como meio de expressão, informação e co-
dem discussões importantes sobre aspectos éticos municação em situações intersubjetivas que exijam
e sociais, permitindo que se vivenciem diferen- graus de distanciamento e reflexão sobre os contex-
tes práticas corporais (danças, esportes, lutas, jogos tos e estatutos de interlocutores. Mais ainda, refere-

101
se à capacidade de o educando situar-se como pro- 3. Jogos – Atividades físicas de grande valor
tagonista dos processos de produção e recepção de educacional. Devem ter flexibilidade nas suas
textos construídos em linguagem corporal. Abaixo regras e regulamentos, podendo ser adapta-
descrevemos os Temas Específicos. dos às condições locais e materiais disponí-
veis, bem como, ao número de participantes.
Devem ser de baixo nível competitivo, com
LINGUAGENS CORPORAIS ESPECÍFICAS características cooperativas e recreativas, apli-
cados em várias situações como datas festivas,
confraternizações, no cotidiano escolar, volta-
Trata-se de ampliar as vivências corporais em sua ple- dos ao desenvolvimento do lazer e, principal-
nitude. Aqui será possível a utilização dos esportes mente, como conteúdos nas aulas de Educa-
danças, jogos, lutas, ginásticas e manifestações con- ção Física. Objetiva a participação de todos,
temporâneas como a Ginástica de Academia e Treina- oportunizando o desempenho ótimo de cada
mentos de Força como subsídios para esta ampliação. educando com atividades adequadas às suas
No Ensino Médio, itens da ação motora deixam de habilidades.
ser um fim, para tornar-se um meio da prática de 4. Lutas - Disputas entre oponentes que são
atividades físicas. Não será necessário o alunado re- subjugados com técnicas e estratégias combi-
alizar com a máxima eficiência uma habilidade fun- nando ações de ataque e defesa. As regras não
damental do esporte, ou uma técnica perfeita da permitem atitudes de violência e deslealdade.
dança, muito menos realizar com exatidão os golpes Possuem influência de vários povos e culturas
das lutas estudadas, mas sim, conhecer as principais que construíram o Brasil, destacando-se a cul-
oportunidades, possibilidades e maneiras seguras de tura Afro, que aparece também em outras for-
realizá-las para direcionar-se como indivíduo ativo, mas de expressão corporal.
conhecedor dos benefícios fisiológicos, psicológicos
e sociais que estes instrumentos de comunicação, ex- 5. Ginástica – Técnicas de trabalho corporal, ge-
pressão, lazer e cultura nos proporcionam. ralmente individualizado, com finalidades di-
versas. Podem ser desenvolvidas com a utiliza-
Discriminaremos abaixo as funções educativas, para ção ou não de materiais e em espaços abertos
o Ensino Médio, de cada item que compõem este ou fechados. Importante conteúdo da Educa-
tema específico: ção Física que oportuniza o desenvolvimento
1. Esporte - Deve ser abordado em seu aspecto das capacidades físicas de base (velocidade,
educativo. Ressaltamos a necessidade de sua força e resistência) através das suas diversas
prática, análise e sistematização, ser feita em- manifestações voltadas a diferentes finalida-
basada no esporte da escola e não no esporte des tais como, estética corporal, melhoria da
na escola. Desta maneira, deverão ser respeita- condição física, do desempenho esportivo,
das as diferentes formas de possibilidades de da postura e do bem estar geral. Vale salien-
espaço, equipamentos e materiais, bem como tar aqui os modelos de ginásticas construí-
as diferenciações de Referencial Curricular do dos através dos tempos mais utilizados como
Estado de Rondônia e faixas etárias presentes conteúdos da Ed. Física: Ginástica Artística
nos educandos de Ensino Médio, evitando a su- ou Olímpica, Rítmica, Acrobática e Aeróbica,
pervalorização da esportização, e a hipercom- como modelos esportivos; Ginástica Geral
petitividade, uma vez que estes não são o foco como possibilidade pedagógica que utiliza to-
da Educação Física Escolar. dos os elementos das demais em conformida-
de com as condições da escola.
2. Danças – Manifestações da cultura corporal
expressa através dos gestos com a presença 6. Manifestações contemporâneas (Ginástica
de estímulos sonoros como referência para de Academia e Treinamentos de Força) –
o movimento corporal, servindo como base Aqui se pretende propiciar situações e momen-
para propostas de desenvolvimento da cria- tos de ensino onde o educando possa conhecer
tividade e desinibição. São manifestações da opções de atividade física extra-esportes. Visa-
comunicação que combinam ritmos, sons e mos permitir que os educandos tenham pos-
contemplam aspectos histórico-sociais. sibilidades de realizar ginásticas coletivas com
movimentos simples e vivências de treinamen-

102 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


to de força (musculação) com peso do corpo ou esta se torna um meio para a concretização de
de materiais adaptáveis. A proposta é permitir suas pretensões (PCNEM, 1999). Também deve
que, mesmo o educando não tenha condições possibilitar saberes onde os educandos possam
de frequentar uma academia, tenha noções dos reconhecer quais aspectos devem ser prioriza-
exercícios. dos em um programa de treinamento físico.
Ao mesmo tempo precisa contribuir para o reconhe-
cimento da participação efetiva no mundo do tra-
LINGUAGENS CORpORAIS NA SOCIEDADE
balho no que se refere à compreensão do papel do
corpo no mundo da produção, no que tange ao con-
Encontramos nas Orientações Curriculares Nacionais trole sobre o próprio esforço e do direito ao repouso
para o Ensino Médio (2006) considerações referentes e ao lazer (ORIENTAÇÕES CURRICULARES NACIONAIS
à proposta do currículo escolar para este segmento. PARA O ENSINO MEDIO, 2006);
Ou seja, ao final desta etapa o educando deve, dentre Ressaltamos que a Anamnese com informações rela-
outros itens: tivas ao histórico de saúde do educando, associada
1. Ter iniciativa pessoal nas articulações coletivas com as medidas do peso corporal e estatura (cálculo
relativas às práticas corporais; do Índice de Massa Corporal - IMC) e da circunferência
da cintura e do quadril, são ações que, devidamente
2. Intervir em políticas sobre as iniciativas públicas organizadas por sexo e faixa etária, e contextualiza-
de esporte, lazer e organização da comunidade das, podem favorecer o despertar para o tema - Estilo
nas manifestações, vivência e na produção de de vida ativo na escola.
cultura.
Partindo destas concepções, o educando pode ser
incluído como sujeito e pode se tornar um leitor ético OBJETIVO GERAL
e crítico do mundo, com capacidade de intervenção
e de transformação da realidade, quando necessário.
Explorar e analisar o mundo motor por meio das ma-
Este é o principal propósito deste Tema Específico, o
nifestações da cultura corporal, visando o entendi-
educando poder analisar o exercício físico e a ativida-
mento e a autonomia frente aos conhecimentos rela-
de física com um olhar crítico dos acontecimentos e
tivos à prática da atividade física permanente.
tudo que o cerca para a sua realização. Conhecer e re-
conhecer seus direitos, bem como sentir-se como su- OBJETIVOS ESpECÍFICOS
jeito transformador da elitização da atividade física.
1. Estimular vivências e experiências do movi-
mentar-se, desenvolvendo conhecimento e res-
peito ao seu próprio corpo e ao corpo do outro,
LINGUAGENS CORpORAIS pARA SAÚDE COLETIVA
percebendo que o nosso corpo é portador de
linguagens utilizáveis nos processos de intera-
Este Tema Específico permeará sua práxis em dois ção social.
caminhos: o conhecimento sobre o corpo e a saúde 2. Possibilitar vivências e conhecimentos ligados
deste corpo em si e em sociedade. às atividades físicas que permitam a interação
As descrições a seguir serão suporte para entendi- social da Educação Física com a sociedade (fa-
mento de cada caminho. mília, comunidade, bairro, etc.).

1. Conhecimento sobre o corpo – visa a obten- 3. Enfocar a diversidade cultural regional para a
ção e reafirmação dos conhecimentos básicos formação de identidades através da atividade
de anatomia, fisiologia, fisiologia do exercício e física, considerando-se os aspectos de relação
cinesiologia. homem-natureza, percebendo como a Educa-
ção Física pode atuar para respeitar a diversi-
2. Saúde – aborda todas as temáticas indissociá- dade cultural e manutenção e conservação do
veis de um indivíduo sadio. Uma Educação Física meio ambiente.
atenta aos problemas do presente, não poderá
deixar de eleger, como uma de suas orientações 4. Proporcionar vivências e experiências através
centrais, a Educação para a Saúde, visto que da atividade física, a partir da compreensão
das múltiplas linguagens corporais, partindo

103
da diversidade de situações étnicas através da
utilização de jogos, danças, lutas, esporte, mí-
mica, etc.
5. Proporcionar o entendimento da relação en-
tre a atividade física e as diversas linguagens
artísticas, promovendo a formação e o desen-
volvimento do senso estético, possibilitando
o conhecimento crítico aos padrões de beleza
impostos/criados.

1º ANO
COMPETÊNCIA
• Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando
os aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimen-
to, aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para
obtenção e manutenção da saúde.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais: - Vivenciar as manifestações corporais


presentes nos esportes, danças, ginás-
- Conhecimento e percepção das
ticas, lutas e lazer entendendo suas li-
potencialidades e limitações do seu
mitações corporais percebendo estas
próprio corpo e do outro, através de
manifestações como possibilidades
vivências e experiências em ativida-
de práticas corporais.
des físicas com predominância nos
Esportes Básicos Comuns e/ou Espor- - Reconhecer as diversas possibilidades
tes Alternativos. de manter o corpo ativo através de vi-
vências corporais variadas.
Linguagens Corporais na Sociedade:
Linguagem e - Aprofundar o entendimento das
- Compreensão das diferenças de lazer,
Interação questões conceituais que envolvem
recreação e esportes, reconhecendo
a atividade física, esportes, danças,
suas manifestações ao longo da histó-
lazer, jogos e saúde para obtenção de
ria e em dias atuais.
valores corporais.
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva:
- Aprofundamento da anatomia funcio-
nal do sistema esquelético e muscular
e sua resposta à prática de exercícios
relacionadas com as forças aplicadas
(cinesiologia).

104 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais e Especificas - Refletir quanto às necessidades sociais


que vinculem questões relacionadas à
- Vivência de jogos e outras práticas
atividade física e saúde, no sentido de
voltadas ao desenvolvimento do lazer
entender qual o seu papel na socie-
como meio de comunicação e intera-
dade para questioná-la e ser capaz de
ção entre a escola, a família e a comu-
transformá-la;
nidade.
- Atuar como sujeito ativo na sociedade
Linguagens Corporais na Sociedade:
reconhecendo as possibilidades de la-
- Conhecimento da legislação que va- zer de acordo com as leis vigentes;
lida os direitos do cidadão para ob-
pRÁTICAS - Analisar as necessidades coletivas
tenção de lazer, esportes e atividades
SOCIAIS que são promotoras de saúde, re-
físicas como política pública social;
conhecendo a atividade física como
- Linguagens Corporais para Saúde Co- facilitadora destas necessidades.
letiva;
- Noções preliminares de epidemiolo-
gia;
- Conceito e sua aplicação na socieda-
de;
- Epidemiologia da atividade física;
- DSTs.

Linguagens Corporais e Especificas - Diversificar as opções esportivas atra-


vés das ações ecológicas e susten-
- Ampliação dos conhecimentos e vi-
táveis na natureza. As manifestações
vência dos Esportes da Natureza, tais
corporais;
como: Caminhadas Ecológicas, Trilhas,
Ciclismo, Canoagem, bem como ou- - Análise das opções de lazer para uti-
tras atividades praticadas na região, lização, possibilidade de atividade fí-
como instrumentos de respeito às di- sica, bem como, de reconhecimento
mEIO versidades culturais e a necessidade das necessidades de políticas públi-
AmBIENTE E de preservação do meio ambiente. cas;
DIVERSIDADE
CULTURAL Linguagens Corporais na Sociedade - Reconhecer os hábitos alimentares
que contribuem para um estilo de
- A urbanização e suas implicações para
vida saudáveis. Para reconhecer quais
opções de lazer, considerando a uti-
os melhores alimentos á serem consu-
lização dos espaços físicos na comu-
midos durante a atividade física;
nidade para a prática de atividades
físicas em geral, como fator de favo- - Colaborar em situações de primeiros
recimento da socialização entre seus socorros, na ocorrência de urgências
integrantes cardíacas.

105
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais para Saúde


Coletiva
- Conhecimentos ampliados sobre os
tipos de alimentos e sua relação com
algumas doenças da modernidade
Meio como: obesidade, hipertensão e dia-
Ambiente e betes;
Diversidade
- Pirâmide da Atividade Física;
Cultural
- Noções básicas sobre o metabolismo
alimentar e sua relação com a prática
de exercícios;
- Socorros de urgências: massagem car-
díaca; transporte de acidentados.

Linguagens Corporais e Especificas - Criar coreografias com diferentes esti-


los de danças que englobam a diversi-
- Identificação de linguagens cor-
dade brasileira.
porais, considerando as diversidades
étnicas, através de experiências ad- - Analisar a realidade de lazer público e
quiridas com danças, atividades de privado existentes no Estado de Ron-
expressão corporal ou outras manifes- dônia.
tações rítmicas, criando coreografias
- Reconhecimento de princípios indis-
pertinentes a cultura e ao folclore bra-
pensáveis para obtenção de resulta-
sileiro.
dos em programas de treinamento.
Múltiplas Linguagens Corporais na Sociedade
Linguagens - Conhecimento e análise dos diferen-
tes espaços de lazer para as diversas
classes sociais existentes no Estado de
Rondônia.
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Compreensão dos princípios da ativi-
dade física sistematizada: individuali-
dade biológica, sobrecarga, continui-
dade e interação volume/intensidade.

106 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais e Especificas - Vivenciar diferentes possibilidades de


exercício físico realizada em acade-
- Conhecimento das características das
mias como opção de lazer e exercício
diversas modalidades de ginástica
físico;
(esportivas, de academia, geral, etc.),
através da prática dos seus funda- - Refletir sobre as mídias e as atitudes
mentos, ressaltando a importância de consumo;
da participação de todos em busca de
- Reconhecer desvios alimentares que
seus objetivos em conformidade com
causam as doenças da auto imagem.
suas possibilidades.
Linguagens Corporais na Sociedade
ESTéTICA DAS - Análise da influência da mídia nos
mÚLTIpLAS eventos de atividade física e expres-
LINGUAGENS sões culturais, compreendendo a rela-
ção entre mídia e consumo.
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Análise de algumas patologias
(Distúrbios Dismórficos Corporais)
inerentes ao excesso de peso, ma-
greza e prática exagerada de exercí-
cio físico;
- O stress como fator interveniente na
qualidade de vida.

2º ANO
COmpETêNCIA
• Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando os
aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimento,
aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para ob-
tenção e manutenção da saúde.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens corporais e Especificas - Atuar com organização e planejamen-


tos de eventos esportivos;
- Participação no planejamento e orga-
nização de atividades físicas na escola - Reconhecer posturas adequadas den-
que favoreçam a integração dos seus tro das competições e ações esporti-
LINGUAGEm E participantes, com ênfase nos Espor- vas;
INTERAÇÃO tes Básicos Comuns e/ou Esportes Al-
- Reconhecer e compreender o funcio-
ternativos.
namento do corpo entendendo como
a prática da atividade física pode
transformá-la.

107
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais na Sociedade


- A ética dentro e fora das competições
esportivas;
- Vivência e exemplificação de situa-
ções éticas, tanto como atletas em
competições esportivas, assim como
em qualquer outra função que venha
Linguagem e a participar.
Interação Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Compreensão da anatomia do sistema
cardiopulmonar e sua resposta à práti-
ca de exercícios;
- Conhecimento das formas de controle
da atividade através dos cálculos de FC-
máx, Zona Alvo e percepção de esforço.

Linguagens Corporais e Especificas - Ter atitudes colaborativas para possi-


bilitar lazer na comunidade que está
- Participação e organização de ativi-
inserido;
dades voltadas ao lazer, envolvendo
a escola (professores, funcionários e - Entender as ações de Políticas Públi-
educandos), a família e a comunidade, cas Nacionais para o esporte e lazer;
como meio de interação social.
- Tomar atitudes saudáveis para evitar
Linguagens Corporais na Sociedade as doenças epidemiológicas;
- Saber o que são Políticas Públicas; - Reconhecer as diversas possibilidades
de manter o corpo ativo através de vi-
- Quais são as principais Políticas Públi-
vências corporais variadas;
cas Nacionais voltadas ao esporte e ao
lazer. - Reconhecer as implicações que per-
meiam uma gravidez na adolescência.
Linguagens Corporais para Saúde
Práticas Coletiva
Sociais
- Compreensão e análise dos aspectos
epidemiológicos das doenças da mo-
dernidade investigando causas, evo-
lução e consequências (diabetes, dis-
lipidemias, tabagismo, hipertensão,
dentre outras);
- Análise das Políticas Públicas
Nacionais voltadas à saúde;
- A importância da prática da atividade fí-
sica sistematizada para modificações de
padrões epidemiológicos negativos;
- Gravidez na adolescência e suas modifi-
cações: corporais, psicológicas e sociais.

108 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais e Especificas - Vivenciar ações motoras com conota-


- Compreensão da importância da ções sustentáveis e ecologicamente
prática de E.N. e outras atividades re- corretas;
gionais, como instrumento de intera- - Compreender a importância da prá-
ção entre o homem e a natureza tica das atividades físicas, esportivas
focando a preservação do meio am- e expressivas em ambientes naturais
biente.
como forma de valorizar a cultura es-
Linguagens Corporais na Sociedade portiva e o meio ambiente;
- Compreensão sobre a construção - Reconhecer as verdadeiras possibili-
de espaços para a prática da atividade dades de suplementação alimentar e
física, a realização de grandes eventos suas implicações na promoção de re-
e suas relações com impacto ambien- sultados com manutenção da saúde;
tal, cultural e social;
- Promover eventos musicais perten-
- Análise da aplicabilidade de atividades
físicas, tanto na zona urbana como na centes a cultura brasileira;
natureza, com relação ao impacto am- - Reconhecer as diferentes ações que
biental e o respeito às peculiaridades permeiam a mídia nas transmissões
regionais; esportivas;
- Conhecimento e valorização dos es- - Reconhecer as diferentes alterações
portes indígenas.
que a atividade física promove no cor-
Linguagens Corporais para Saúde po humano.
Coletiva
mEIO
AmBIENTE E - Conhecimentos ampliados so-
bre suplementação alimentar e suas
DIVERSIDADE
respostas em organismos de indivídu-
CULTURAL os saudáveis ou portadores de patolo-
gias da modernidade;
- Socorros: estiramento muscular e
queimaduras.
Linguagens Corporais e Especificas
- Participação no planejamento e orga-
nização de eventos com danças, ativi-
dades de expressão e/ou outras mani-
festações rítmicas pertinentes à cultura
e aos folclores brasileiro e mundial.
Linguagens Corporais na Sociedade
- Análise da influencia da mídia e an opi-
nião pública em transmissões esporti-
vas e culturais (campeonatos e torneios
locais, nacionais e internacionais; apre-
sentações folclóricas e festivais).
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Ampliação da percepção corporal du-
rante a prática de atividade física siste-
matizada: a dor aguda, dor tardia, alte-
rações cardíacas e o cansaço.

109
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais e Especificas - Participar de atividades motoras que


se desenvolvem dentro do ambiente
- Compreensão e possibilidades de
de academia;
vivências voltadas às diversas moda-
lidades de ginástica (esportivas, de - Reconhecer a influencia dos patrocí-
academia, geral, etc.) percebendo a nios em eventos esportivos e suas im-
sua importância para o conhe- plicações no mercado de consumo;
cimento do próprio corpo.
- Conhecer as alterações no sistema hor-
Linguagens Corporais na Sociedade monal ocorridas durante a atividade fí-
sica e suas implicações nos resultados.
- Análise do consumismo e suas impli-
Múltiplas cações nos esportes e lazer (as mar-
Linguagens cas e os investimentos para as diver-
sas manifestações da atividade física/
esportes/folclore/danças).
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Desenvolvimento de conhecimentos
básicos sobre as respostas hormonais
diante da atividade física (adrenalina,
noradrenalina, dopamina, endorfi-
nas, serotoninas, HG, ácido lático,
dentre outras).

3º ANO
COMPETÊNCIA
• Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando os
aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimento,
aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para ob-
tenção e manutenção da saúde.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais e Especificas - Reconhecer a necessidade de partici-


pação de indivíduos com deficiência
- Compreensão dos Esportes Básicos
em ações esportivas;
Comuns e Esportes Alternativos como
opções de prática esportiva perma- - Realizar e identificar os testes físicos
nente, analisando seus limites e possi- necessários para aprovação em con-
Linguagem e bilidades na perspectiva de inclusão. cursos públicos;
Interação Linguagens Corporais na Sociedade - Ser capaz de reconhecer seu corpo e
suas alterações provadas pela ativida-
- A atividade física e a relação com o
de física.
mercado de trabalho. A necessida-
de dos TAFs (Teste Aptidão Física) para
obtenção de contratos empregatícios.

110 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais para Saúde


Coletiva

LINGUAGEm E - Conhecimentos ampliados sobre a


INTERAÇÃO anatomia funcional do sistema esque-
lético, muscular e cardiopulmonar e
sua relação com a prática de atividade
física para toda a vida.

Linguagens Corporais e Especificas - Identificar e realizar os jogos como la-


zer para a comunidade;
- Análise dos conteúdos dos jogos
como opções de lazer, e de in- - Realizar atividades de lazer para o en-
teração na comunidade em seu torno escolar;
entorno.
- Reconhecer as dislipidemias como um
Linguagens Corporais na Sociedade problema nacional que necessita de
ações individuais para ameniza os re-
- Promoção de atividades que possi-
curso empregado;
bilitem lazer para a comunidade esco-
lar/geral; - Identificar diferentes padrões que re-
sultem em problemas posturais, para
- Reflexão a cerca do processo de en-
evitá-los.
velhecimento (comunidade, família,
trabalho e lazer);
- Sensibilização para a compreensão
pRÁTICAS crítica da realidade social do entor-
SOCIAIS no escolar.
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Conhecimento de dados epidemioló-
gicos do mundo, do Brasil de Rondô-
nia e de cada município;
- Conhecimentos básicos sobre ativi-
dade física e doenças crônicas dege-
nerativas relacionadas ao processo de
envelhecimento (osteoporose, artro-
se, dentre outros);
- Conhecimentos sobre LER/DORT e
seus aspectos preventivos e terapêu-
ticos.

111
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais e Especificas - Reconhecer as opções de E. N. promo-


vendo vivências no contexto geográ-
- Organização de atividades com ênfa-
fico que o cerca;
se nos E.N, voltadas às questões de
preservação do meio ambiente, res- - Garantir a utilização de eventos sus-
peitando as peculiaridades regionais. tentáveis para a população, possibili-
tando elevar a renda familiar e desper-
Linguagens Corporais na Sociedade
tar noções de ecologia e reciclagem;
- Percepção dos materiais alternativos
- Entender quais são as implicações da
Meio como opção de utilização para garan-
hidratação durante a atividade física.
Ambiente e tir a prática de atividade física, enten-
Diversidade dendo a necessidade de investimen-
Cultural tos financeiros para estes.
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Compreensão da reposição hidroele-
trolítica antes, durante e após a ativi-
dade física (bebidas isotônicas, esti-
mulantes dentre outros);
- Socorros: insolação e crise epilética.

Linguagens Corporais e Especificas - Participar de eventos ligados à dança


e expressão corporal, pertencentes à
- Criação de coreografias vinculadas
cultura brasileira e local;
às danças, atividades de expressão
corporal, dramatização e outras ma- - Reconhecer e analisar os espaços pú-
nifestações rítmicas, que retratam a blicos destinados à prática esportiva
realidade social ou outras temáticas e de lazer como ferramenta para pro-
relacionadas à cultura corporal. moção da saúde e qualidade de vida;
Linguagens Corporais na Sociedade - Reconhecer as diferentes alterações
que a atividade física promove no cor-
- Conhecimento e análise dos diferen-
po humano.
tes espaços públicos de lazer existen-
tes em seu município e sua relação
Múltiplas com as políticas públicas voltadas
Linguagens para esporte e lazer.
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- Contextualizar as diversas modalida-
des esportivas e esportes alternativos
com as especificidades dos trabalhos
aeróbicos e anaeróbicos;
- Tipos de exercícios de alongamento e
flexibilidade;
- Organização de programas básicos de
atividade física.

112 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Linguagens Corporais e Especificas - Participar de atividades motoras que


se desenvolvem dentro do ambiente
- Entendimento da ginástica (Ginástica
de academia;
Esportivas, de Academia, Geral, etc)
como possibilidade para a prática de - Reconhecer a influência dos patrocí-
atividade física permanente, analisan- nios em eventos esportivos e suas im-
do os benefícios e riscos das diferen- plicações no mercado de consumo;
tes modalidades praticadas, levando
- Conhecer as alterações no sistema
em consideração as experiências dos
hormonal ocorridas durante a ativida-
educandos.
de física e suas implicações nos resul-
Linguagens Corporais na Sociedade tados.
- As relações entre estética e sociedade;
ESTéTICA DAS
- As implicações dos padrões de beleza
mÚLTIpLAS
de acordo com a cultura dos diferen-
LINGUAGENS
tes tipos de povos;
- As relações entre padrões de beleza e
o mercado de trabalho.
Linguagens Corporais para Saúde
Coletiva
- A utilização de substâncias ilícitas para
obtenção de resultados estéticos que
atendam aos padrões sociais;
- Termogênicos, esteroides, anaboli-
zantes e medicamentos sem prescri-
ção médica.

113
114 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE CONHECIMENTO: MATEMÁTICA

115
7. ÁREA DE CONHECIMENTO: MATEMÁTICA

7.1. Caracterização da Área de Matemática - 1º ao 3º Ano

O currículo de Matemática no Ensino Médio é for- culturas e a valorização da inter-relação de seus


mado por um conjunto de conteúdos que se somam conhecimentos com outros conhecimentos da
historicamente numa mesma disciplina escolar. Os disciplina. Este tema envolve os seguintes con-
conhecimentos numéricos, algébricos, geométricos, teúdos: geometria ( plana, espacial e analítica) e
medidas e tratamento da Informação são contempla- noções básicas de geometria não euclidiana). E
dos na disciplina com vistas à compreensão das di- o estudo das Funções.
ferenças e inter-relações entre os conteúdos de refe-
• Tratamento da informação - contribuem para
rência que compõem a área de ciências, ditas exatas,
interpretação e organização de dados, informa-
no processo pedagógico.
ções em tabelas e gráficos. Permite a resolução
De forma geral, os conteúdos são tratados na discipli- de situações problemas envolvendo dados e in-
na conforme os seguintes eixos: formações estatísticas, assim como, à compre-
ensão de conceitos de matemática financeira.
• Números e Operações – com a abordagem dos
No ensino médio, este tema envolve os conteú-
conteúdos: Números reais; Números Comple-
dos: analise combinatória, binômio de Newton,
xos.
estatística e matemática financeira.
• Algébrico-Simbólico – Sistemas lineares; Matri-
Os conhecimentos de referência orientam a defini-
zes e Determinantes; Equações e Inequações
ção dos conteúdos significativos na formação dos
exponenciais, logarítmicas e modulares.
alunos, porque oportunizam o estudo de números,
• Grandezas e Medidas – contemplam as noções álgebra, medidas, geometria e Tratamento de Infor-
e os seguintes conceitos científicos: medidas mação, propiciando o conhecimento de problemas
(massa, áreas e volumes, informática, energias, do ambiente, das relações humanas e do universo.
grandezas vetoriais) e trigonometria, orientam Assim como, da tecnologia. Também fornecem sub-
progressivamente na interpretação e compre- sídios para a compreensão crítica e histórica de con-
ensão de ideias abstraídas da natureza e con- ceitos exatos (conteúdo da matemática), do mundo
tribuem para o entendimento das diferentes construído (tecnologia) e da prática social.

1°ANO
EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
-- Linguagem - Ler e interpretar textos - Compreender noções de conjunto,
da Teoria dos matemáticos de interes- inclusão, igualdade, união, interse-
Conjuntos e se cientifico e tecnológi- ção, complemento;
Conjuntos co;
NÚMEROS E OPERAÇÕES

- Entender os conjuntos de números


Numéricos
- Organizar o pensamen- naturais, inteiros e racionais de forma
to lógico matemático; contextualizada;
- Articular o conhecimen- - Efetuar a representação decimal de nú-
to matemático com co- meros racionais e dízimas periódicas;
nhecimento de outras
- Reconhecer números irracionais e re-
áreas do saber cientifico.
ais e representar os números reais na
reta;
- Apreciar a história dos números, es-
pecialmente a “comoção” causada
pela descoberta dos irracionais.

116 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
- Funções: Poli- - Exprimir relações de gran- - Compreender a ideia de
nomiais (1º E 2º dezas variáveis envolvendo função de forma intuitiva,
Graus); o mundo físico, econômico antes da simbologia e da
e etc; linguagem matemática,
- Noção de Funções
conceituando-a por corres-
Modulares; - Expressar algebricamente
pondência entre elemen-
modelos matemáticos que
- Funções Exponen- tos de conjuntos;
representem variações de
ciais e Logarítmi-
grandezas; - Representar coordenadas
cas;
cartesianas no plano;
- Identificar, analisar e apli-
- Sequências e Pro-
car conhecimentos sobre - Compreender as funções
gressões.
valores de variáveis, repre- polinomiais do 1º grau ou
sentando em gráficos, dia- afim e do 2º grau ou qua-
gramas ou expressões algé- drática, logarítmica e expo-
bricas. nencial por meio de defini-
ção e exemplos, gráficos,
zeros e estudo do sinal;
ALGéBRICO-SImBÓLICO

- Entender funções definidas


por mais de uma sentença,
bem como função modu-
lar;
- Construir modelos para
analisar fenômenos;
- Reconhecer, construir e in-
terpretar gráficos de fun-
ções modulares;
- Reconhecer a importância
das funções exponenciais
e logarítmicas;
- Resolver equações e ine-
quações 1º e do 2º graus;
- Compreender potências
com expoentes irracionais;
- Analisar a função exponen-
cial, definindo-a e reconhe-
cendo suas propriedades
e representações em gráfi-
cos.

117
EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
-- Funções: Polino- - Entender as funções com-
miais (1º E 2º Graus); posta e inversa;
-- Noção de Funções - Analisar a função logarítmi-
Modulares; ca, definindo-a e reconhe-
cendo suas propriedades
-- Funções Exponen-
e representações em gráfi-
ciais e Logarítmicas;
cos;
-- Sequências e Pro-
- Resolver equações e ine-
gressões.
ALGÉBRICO-SIMBÓLICO

quações exponenciais e lo-


garítmicas;
- Definir e dar exemplos de
sequências e formulas de
recorrência;
- Entender progressões arit-
méticas e geométricas, re-
lacionando-as com função
afim e função exponencial;
- Utilizar os conceitos de pro-
gressões na resolução de
problemas;
- Comparar as médias arit-
mética e geométrica.

-- Trigonometria no - Relacionar questões geo- - Entender semelhança de


Triângulo Retângu- métricas a situação algébri- triângulos, ligada ao con-
GRANDEZAS E MEDIDAS

lo. cas. ceito de proporcionalidade


já retomado no estudo da
função afim;
- Entender o Teorema de
Pitágoras e as relações tri-
gonométricas no triângulo
retângulo, com análise das
razões seno, cosseno e tan-
gente e da lei dos senos e
cossenos.

118 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
- Estatística: Gráfi- - Interpretar e utilizar dife- - Compreender o conceito
cos e Tabelas de rentes formas de represen- de Estatística, o que é e a
Frequência. tações (tabelas, gráficos, que se propõe, principal-
expressões e etc.); mente verificando que sua
utilidade vai além dos ín-
- Formular hipótese e prever
dices, sendo o conjunto de
resultados.
previsões a partir de dados
TRATAmENTO DA INFORmAÇÃO

numéricos e de cálculos
com estes dados, utilizan-
do o instrumento de comu-
nicação – os gráficos;
- Entender frequências ab-
solutas e frequências relati-
vas;
- Analisar gráficos cartesia-
nos: de barras, colunas,
pontos e linhas;
- Analisar gráficos setoriais;
- Compreender o uso de ta-
belas em outras circunstân-
cias, como na resolução de
problemas e em tomadas
de decisões.

2°ANO
EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
- Porcentagens, Ju- - Ler e interpretar textos de - Aplicar porcentagem na re-
ros, Taxa e Capital. interesse cientifico e tecno- solução de problemas;
lógico;
- Determinar Juros Simples
- Organizar o pensamento ló- de um capital a uma dada
gico matemático; taxa em determinado tem-
NÚmEROS E OpERAÇÕES

po;
- Articular o conhecimento
matemático com conheci- - Determinar juros compos-
mento de outras áreas do tos que rende um capital;
saber cientifico;
- Resolver problemas que
- Exprimir relações variáveis envolvam juros simples e
de grandezas envolvendo o compostos;
mundo físico, econômico e
- Utilizar software com re-
etc.;
cursos de matemática fi-
- Analisar, comparar e iden- nanceira.
tificar a variedade de infor-
mações que recebemos no
cotidiano.

119
EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
-- Matrizes, Sistemas - Expressar algebricamente - Estudar sistemas lineares
Lineares e Deter- modelo matemático que com duas incógnitas, com
minantes. representam variações de interpretação geométrica
grandezas; no plano e passando para o
espaço;
- Identificar, analisar e aplicar
conhecimentos sobre valo- - Definir e operar com matri-
res de variáveis, representa- zes;
do em gráficos, diagramas
- Aprender a resolução pelo
ou expressões algébricas.
método de escalonamento
da matriz do sistema, mos-
trando que é o processo
ALGÉBRICO-SIMBÓLICO

utilizado na resolução de
sistemas nos computado-
res;
- Entender que os sistemas
de determinantes e da Re-
gra de Cramer são utiliza-
dos apenas de forma teóri-
ca, na Geometria Analítica;
- Comparar operações al-
gébricas definidas como
matrizes com aquelas com
números reais;
- Compreender que a nota-
ção matricial surge em ou-
tros campos de aplicações;
- Entender determinante de
matriz quadrada, que será
retomado na Geometria
Analítica.

120 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
- Geometria Plana; - Relacionar questões geo- - Identificar um polígono e
métricas a situações algé- reconhecer seus elemen-
- Poliedros e Cor-
bricas; tos;
pos Redondos;
- Entender e aplicar funções - Nomear os polígonos;
- Trigonometria no
trigonométricas no cotidia-
Circulo. - Resolver situações-proble-
no.
mas com cálculos de áreas;
- Resolver problemas por
meio de semelhanças;
- Iniciar a definição de alguns
sólidos e compreender per-
pendicularismo e paralelis-
mo com faces e arestas de
alguns deles;
- Definir, exemplificar e clas-
sificar poliedros;
- Compreender a relação de
GRANDEZAS E mEDIDAS

Euler;
- Recordar áreas e períme-
tros de figuras planas e pla-
nificações de sólidos;
- Entender o princípio de Ca-
valieri;
- Calcular áreas e volumes de
paralelepípedos, prismas,
pirâmides e corpos redon-
dos;
- Resolver situações proble-
mas que envolvam funções
trigonométricas;
- Entender circunferência
periodicidade, interpreta-
ção geométrica trigono-
métrica daquelas associa-
das a um ângulo, medidas
de arcos e ângulos, funções
seno/cosseno/ tangente;

121
EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
-- Geometria Plana; - Compreender as relações
GRANDEZAS E MEDIDAS

fundamentais da trigono-
-- Poliedros e Cor-
metria;
pos Redondos;
- Resolver situações proble-
-- Trigonometria no
mas que envolvam equa-
Circulo.
ções e inequações trigono-
métricas.

-- Probabilidades; - Interpretar e utilizar dife- - Definir e apontar os objeti-


rentes formas de represen- vos das Probabilidades.
-- Análise Combina-
tação (tabelas, gráficos, ex-
tória. - Calcular probabilidades em
pressões e etc.);
espaço amostral finito.
- Compreender o caráter ale-
- Analisar probabilidade
atório e não determinístico
condicional e independên-
dos fenômenos naturais e
cia de eventos.
sociais no calculo probabi-
lístico. - Compreender a análise
combinatória como a arte
de contar.
- Entender problemas de
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

contagem, utilizando o
princípio fundamental
(multiplicativo) e o princí-
pio aditivo, (mais do que o
uso de fórmulas prontas).
- Utilizar esquemas gráficos
de organização, do tipo
árvore, ou de tabelas, para
a resolução de problemas
de contagem utilizando as
TICs;
- Analisar a utilização da prá-
tica de contagem no cál-
culo de probabilidades em
espaços finitos.
- Compreender fatorial, ar-
ranjos, permutações e
combinações.
- Compreender o binômio
de Newton como produto
notável que terá aplicação
no cálculo de probabilida-
des e de Genética.

122 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


3°ANO
EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
- Matemática Fi- - Ler e interpretar textos de - Aplicar os conceitos a te-
nanceira; interesse cientifico e tecno- mas da vida cotidiana,
lógico; exemplificando com dife-
- Estatística: Medi-
renças entre o que é cobra-
das de Centralida- - Organizar o pensamento ló-
TRATAmENTO DA INFORmAÇÃO

do à vista e a prazo, rendi-


de e Dispersão. gico matemático;
mento de investimentos,
- Articular o conhecimento tributos, impostos, etc.;
matemático com conheci-
- Entender médias, moda e
mento de outras áreas do
mediana, desvios absolu-
saber cientifico;
tos e desvio absoluto mé-
- Exprimir relações variáveis dio;
de grandezas envolvendo o
- Compreender desvios qua-
mundo físico, econômico e
dráticos, variância e desvio
etc.;
padrão.
- Analisar, comparar e iden-
tificar a variedade de infor-
mações que recebemos no
cotidiano.

- Polinômios e - Identificar, analisar e aplicar - Realizar operações e divi-


Equações Algébri- conhecimentos sobre valo- são de polinômios de uma
cas. res de variáveis, ou expres- variável por x – a.
sões algébricas.
- Compreender a regra de
Briot-Ruffini.
- Resolver equações algébri-
cas, utilizando o teorema
fundamental da Álgebra e
ALGéBRICO-SImBÓLICO

calculando raízes múltiplas


e número de raízes. Com-
preender raízes racionais e
complexas.
- Aprender a utilizar algum
software para resolução de
equações;
- Desenvolver o entendi-
mento de que problemas
corriqueiros da matemáti-
ca financeira podem levar
as equações algébricas de
grau bastante elevado, ar-
ticulando os assuntos com
os temas entre si e com a
vida atual.

123
EIXO
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES
TEMÁTICO
-- Geometria Analí- - Relacionar questões geo- - Recordar o plano cartesia-
tica. métricas a situações algé- no, a distância entre dois
bricas; pontos e as equações da
GRANDEZAS E MEDIDAS

reta;
- Reconhecer ângulos, per-
pendicularismo e paralelis-
mo de retas.
- Calcular distância entre
ponto e reta;
- Compreender as equações
da circunferência, da elipse,
da hipérbole e da parábola.

-- Números Comple- - Identificar e analisar a parte - Diferenciar o conjunto dos


xos. real e imaginária dos núme- números Complexos dos
ros complexos; Reais;
- Interpretar e utilizar tecno- - Compreender a definição,
logia para representar a for- forma algébrica e opera-
ma polar. ções com números com-
NÚMEROS E OPERAÇÕES

plexos;
- Realizar operações com nú-
meros complexos;
- Representar geometrica-
mente e na forma trigono-
métrica os números com-
plexos;
- Saber reconhecer o uso
dos números complexos na
aplicação da ciência física:
fabricação de componen-
tes eletrônicos, etc.

124 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA
BIOLOGIA, FÍSICA E QUÍMICA.

125
8. ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA

8.1. Caracterização da Área de Ciências da Natureza

A área de ciências da natureza, no ensino médio, in- tema produtivo e dos serviços, serão tratados como con-
tegra os conhecimentos da Biologia, da Física e da texto em que se desenvolve o conhecimento científico, e
Química. Essas disciplinas apresentam característi- não em separado, como apêndices de uma ciência básica”.
cas comuns e recomenda-se uma articulação didáti-
Essa proposta pode ser considerada consistente e
ca e pedagógica interna à sua área na condução da
atualizada, uma vez que os aprofundamentos nas
aprendizagem, seja em sala de aula ou desenvolven-
questões referentes a cada disciplina servirão de
do outras atividades. As competências gerais que se
base para as muitas reflexões.
pretende alcançar só serão adquiridas se os procedi-
mentos metodológicos comuns e linguagens com-
partilhadas, traduzidas para a especificidade de cada 8.2. Biologia - 1º ao 3º Ano
área, forem desenvolvidos em cada uma das disci-
plinas, organicamente, pelo seu conjunto, facilitando
assim a integração das áreas. “É objeto de estudo da Biologia o fenômeno vida
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para em toda sua diversidade de manifestações”. (PC-
o Ensino Médio. NEM, p. 31).

“[...] cada área de conhecimento devem envolver, Existem dois conceitos fundamentais que norteiam a
de forma combinada, o desenvolvimento de co- proposta curricular do Ensino Médio segundo os pa-
nhecimentos práticos, contextualizados, que res- râmetros curriculares:
pondam às necessidades da vida contemporânea, • Contextualização: visa retirar o aluno da con-
e o desenvolvimento de conhecimentos mais am- dição de espectador passivo, estabelecendo re-
plos e abstratos, que correspondam a uma cultu- lação entre o que ele aprende na escola e a sua
ra geral e a uma visão de mundo. Para as Ciências vida (seu corpo, seu cotidiano, as práticas polí-
da Natureza[...], isto é particularmente verdadeiro, ticas, culturais e de comunicação da sociedade
pois a crescente valorização do conhecimento e da em que vive etc.).
capacidade de inovar demanda cidadãos capazes
de aprender continuamente, para o que é essencial • Interdisciplinaridade: visa proporcionar que
uma formação geral e não apenas um treinamento se inter-relacionem conhecimentos e que estes
específico”. (PCN, p. 207) produzam um novo conhecimento, mais am-
plo, sem dispensar, entretanto, a especificidade
Dessa forma, o aprendizado das disciplinas que inte- de cada disciplina.
gram a área das ciências da natureza é orientado pe-
las competências gerais que se deseja desenvolver, No ensino de Biologia essa contextualização estabe-
respeitando as particularidades e diversidade das lece que o aprendizado deva ser organizado a partir
ciências e conduzindo o ensino de forma contextua- de situações vivenciais e não da lógica que estrutura
lizada e articulada, oportunizando ao aluno a forma- a disciplina, possibilitando ao aluno adquirir instru-
ção de novos conceitos e habilidades. mentos para agir em diferentes contextos.

O PCN+ dispõe sobre a elaboração do programa de Segundo as orientações para o ensino da Biologia do
ensino das disciplinas que compõem a área das Ciên- PCN+.
cias Naturais. [...] Trata-se, portanto de inverter o que tem sido a nossa
“[...] está se levando em conta o fato de que elas incorpo- tradição de ensinar Biologia como conhecimento descon-
ram e compartilham, de forma explicita e integrada, con- textualizado, independente de vivências, de referências a
teúdos de disciplinas afins, como Astronomia e Geologia. práticas reais e colocar essa ciência enquanto meio para
Da mesma forma, aspectos biológicos, físicos, químicos ampliar a compreensão sobre a realidade, recursos graças
[...], presentes nas questões tecnológicas, econômicas, ao quais os fenômenos biológicos podem ser percebidos
ambientais ou éticas das relações interpessoais e do sis- e interpretados [...]. (PCN, p. 41)

126 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


A interdisciplinaridade, no ensino da Biologia, permi- como alimentação saudável, alterações climáticas,
te uma inter-relação entre os conhecimentos adqui- o uso da genética e da biotecnologia, evidenciada
ridos em outras disciplinas ou no cotidiano, dando nos processos de clonagem, transgenia e produção
possibilidade ao aluno de produzir novos conheci- de células tronco. O conhecimento científico pode
mentos a partir de conceitos estabelecidos. possibilitar uma participação ativa e consenso crítico
numa sociedade como a atual, na qual o fato científi-
O PCN+ aborda sobre o ensino da Biologia no ensino
co está na base de grande parte das opções pessoais
médio.
que a prática social exige. Assim, o pensamento cien-
Uma abordagem por competências recoloca o tífico desenvolvido ajudará o aluno do Ensino Médio
papel dos conhecimentos a serem aprendidos na a compreender e interpretar tais informações e saber
escola. Eles se tornam recursos para que o indiví- relacioná-las. Essas habilidades, portanto, devem ser
duo, diante de situações de vida, tome uma deci- desenvolvidas ainda no Ensino Fundamental.
são, identifique ou enfrente um problema, julgue
O PCNEM traz sobre o sentido do aprendizado na
um impasse ou elabore um argumento. Assim, co-
área:
nhecimentos biológicos, relacionados a citologia e
genética, por exemplo, deverão instrumentalizar o “[...] Nessa nova etapa, em que já se pode contar
aluno para que, diante de uma situação real, como com uma maior maturidade do aluno, os objetivos
a decisão de um ministro de apoiar a clonagem educacionais podem passar a ter maior ambição
terapêutica, publicada no jornal e anteriormente formativa, tanto em termos da natureza das infor-
citada, seja capaz de se posicionar, ou, pelo menos, mações tratadas, dos procedimentos e atitudes
apontar, de maneira fundamentada, argumentos envolvidas, como em termos de habilidades, com-
pró e contra a decisão. É por essa razão. Ou seja, petências e dos valores desenvolvidos. Mais ampla-
porque se aprende e se percebe o aprendido ape- mente integrado à vida comunitária, o estudante
nas em situações reais que, numa abordagem por da escola de nível médio já tem condições de com-
competências, o contexto e a interdisciplinaridade preender e desenvolver consciência mais plena de
são essenciais. (PCN, p. 41) suas responsabilidades e direitos, juntamente com
o aprendizado disciplinar”. (PCN, p. 06)
Neste contexto, o (a) professor (a) deve propiciar
a construção de conceitos e atitudes ao estudante Desta forma, O ensino “conceitual”, de simples me-
ao trabalhar os eixos articuladores, representação morização não traz significado para os educandos
e comunicação, investigação e compreensão, con- e, em consequência, não promove a construção do
textualização sociocultural, nessa área, a partir de conhecimento. O aluno deve ser estimulado a esta-
questionamentos e de problematização daquilo que belecer relações, a compreender “causa e efeito” e
é observado e vivido para compreender o mundo, a perceber o avanço da ciência, mas também a ação do
dinâmica de interdependência entre os sistemas que homem sobre a natureza e as consequências sobre o
o compõe e suas transformações, percebendo o ser contexto social. Envolvendo assim, três aspectos bá-
humano como indivíduo e enquanto parte consti- sicos para o ensino de Biologia: o conceitual, o proce-
tuinte do universo. Desse modo, o estudante desen- dimental e o atitudinal.
cadeia reflexões sobre a forma de seleção e utilização
As atividades ou projetos de estudo que envolvam
de elementos naturais no processo de produção de
realmente os alunos, promovem: a cooperação entre
tecnologias e proporcionando a reconstrução da re-
colegas e a necessidade de organização, a concentra-
lação ser humano-natureza.
ção, a busca de novas informações para a resolução ou
Nesta proposta curricular o aluno deve ser capaz de entendimento de outras situações. Essa situação evita
recriar sua subjetividade interagindo com o meio so- que eles sejam meros espectadores ou receptores pas-
ciocultural e socioambiental, através de temas con- sivos de informações que serão temporariamente me-
textualizados e interdisciplinares para a produção morizadas, oportunizando aos mesmos a organização
do conhecimento científico. Essa produção deve ser de pensamentos para poder expressá-lo oralmente ou
estimulada com a aplicação de metodologias como: graficamente, confrontando e argumentando sobre
aulas práticas experimentais, pesquisa de campo e opiniões diversas. Portanto, associando o conceitual,
bibliográfica e produção e utilização de textos. ao procedimental e atitudinal, formaremos cidadãos
reflexivos participantes da construção do conheci-
O ensino de Biologia traz para o aluno uma grande
mento e agentes ativos da sociedade.
visibilidade de temas atuais que envolvem assuntos

127
OBJETIVOS
Esses objetivos educacionais podem ser resumidos • Preparar o educando para a cidadania no sen-
nos seguintes pontos: tido universal e não apenas profissionalizante,
aprimorando-o como ser humano sensível soli-
• Consolidar e aprofundar o aprendizado iniciado
dário e consciente.
no Ensino Fundamental;
• Propiciar um aprendizado útil à vida e ao traba-
lho, no qual as informações e os conhecimentos
transmitidos se transformem em instrumentos
de compreensão, interpretação, julgamento,
mudança e previsão da realidade;

1º ANO
COMPETÊNCIAS
• Desenvolver a capacidade de comunicação; • Identificar as relações entre o conhecimento
científico e o desenvolvimento tecnológico,
• Compreender a vida, do ponto de vista biológi-
considerando a preservação da vida e as con-
co, como fenômeno que se manifesta de formas
cepções de desenvolvimento sustentável;
diversas, mas sempre como sistema organizado
e integrado, que interage com o meio físico-quí- • Desenvolver o raciocínio e a capacidade de
mico por meio de um ciclo de matéria e de um aprender, questionando processos naturais e
fluxo de energia; tecnológicos.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- A Biologia no dia a dia, suas subdivi- - Ler, interpretar e produzir textos que
sões e a investigação científica; enfoque a interação e a identidade
dos seres vivos de forma contextuali-
- Seres vivos, seus níveis de organiza-
zada e interdisciplinar;
ção e obtenção de alimentos;
- Relacionar fenômenos, fatos, proces-
- Biodiversidade: fenômeno da vida;
sos e ideias, elaborando conceitos,
- Teoria sobre a origem da vida e forma- identificando regularidades e diferen-
ção dos primeiros compostos orgâni- ças, construindo generalizações;
cos;
Identidade - Reconhecer os diferentes tipos de or-
dos Seres - O surgimento do material genético; ganização e a forma de obtenção de
Vivos - Composição química das células. energia dos seres vivos;

- Teoria celular e tipos de células; - Relacionar fenômenos, fatos e ideias,


elaborando novos conceitos e identi-
- Estrutura celular: envoltórios, citoplas- ficando as diferenças dos diversos ní-
ma e núcleo; veis de vida;
- Tipos de cromossomos e a relação - Caracterizar as hipóteses autótrofas e
com os genes; heterótrofas, analisando a origem dos
- Genoma humano, DNA recombinante primeiros compostos orgânicos;
e transgênico;

128 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Divisão celular; - Identificar as substâncias orgânicas e


inorgânicas que compõem a matéria
- Bases da bioenergética: fotossíntese,
viva e saber diferenciá-las;
quimiossíntese, fermentação e respi-
ração aeróbia; - Reconhecer a célula como unidade
morfológica do ser vivo, entendendo
- A biotecnologia no tempo;
sobre sua estrutura, seu funcionamen-
- Estudo dos tecidos, epitelial, conjunti- to, e papel biológico;
vo, muscular e nervoso;
- Identificar os tipos de cromossomos
- Tipos de reprodução assexuada e se- e saber relaciona-los com os genes,
xuada e seus mecanismos de trans- identificando a função biológica des-
missão; sas estruturas;
- Casos especiais de reprodução; - Caracterizar e reconhecer os tipos de
divisão celular, entendendo sua im-
- Desenvolvimento embrionário dos se-
portância para a reprodução dos seres
res vivos; vivos;
- Célula-tronco, descobertas e aplica- - Compreender a importância da mito-
ções. se na renovação celular e crescimento
do organismo e da meiose na repro-
dução sexuada;
- Entender que os processos da fotos-
síntese e respiração celular são pro-
IDENTIDADE cessos inversos que contribuem para
DOS SERES a manutenção da vida;
VIVOS - Entender a morfofisiologia dos teci-
dos animais e vegetais compreenden-
do suas inter-relações;
- Identificar os processos vitais dos se-
res vivos, relacionando forma e fun-
ções;
- Diferenciar os tipos de reprodução,
identificando as formas assexuadas e
sexuadas da transmissão da vida;
- Compreender os processos de repro-
dução, associando ao seu desenvolvi-
mento embrionário;
- Relacionar os tipos de divisão celular
com os tipos de reprodução;
- Entender a reprodução humana em
todas as etapas de desenvolvimento;
- Identificar diferentes formas de obter
informações (observação, experimen-
to, leitura de texto, gráfico, imagem,
meios multimídias e entrevista), se-
lecionando aquelas pertinentes ao
tema em estudo.

129
2º ANO

COMPETÊNCIAS
• Ler e interpretar: esquemas, tabelas, gráficos e • Compreender a estrutura e a fisiologia dos gru-
representações geométricas; pos de seres vivos, relacionando os diversos sis-
temas;
• Desenvolver a capacidade de organizar os co-
nhecimentos adquiridos, entender, contextuali- • Compreender a subjetividade como compo-
zar e refletir as informações surgidas nas práti- nente da realização humana, valorizando a for-
cas humanas; mação de hábito de autocuidado, autoestima e
respeito ao outro.
• Compreender a saúde como resultado do bem
estar físico social, mental e cultural dos indiví-
duos;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Estudos das categorias taxonômicas; - Relacionar fenômenos, fatos, proces-


sos e ideias, elaborando conceitos,
- Estudo sobre os vírus;
identificando regularidades e diferen-
- Classificação dos seres vivos; ças, construindo generalizações;
- Doenças causadas e transmitidas por - Compreender a organização dos seres
seres vivos; vivos e sua classificação biológica;
- Anatomorfofisiologia animal e vege- - Entender a estrutura, reprodução e
tal. importância dos vírus e sua relação
com os seres vivos;
- Identificar as doenças causadas e
transmitidas por determinadas espé-
cie, conhecendo as formas de preven-
ção e controle biológico;
- Entender os mecanismos de funciona-
Morfo-
mento fisiológico dos vegetais e dos
Fisiologia e
animais, compreendendo suas parti-
Diversidade
cularidades e inter-relações;
da Vida
- Entender a ocorrências dos processos
morfofisiológicos dos seres vivos e a
interação entre os processos e o meio
ambiente;
- Conhecer os animais peçonhentos e
os perigos para o homem;
- Reconhecer a influência e a importân-
cia econômica e ecológica dos seres
vivos;
- Ler, interpretar e produzir textos uti-
lizando meios multimídias que enfo-
que a origem, a transmissão e a evolu-
ção da vida de forma contextualizada
e interdisciplinar.

130 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


3º ANO

COmpETêNCIAS
• Desenvolver a capacidade de dominar os ins- • Compreender a vida, do ponto de vista bioló-
trumentos básicos da linguagem científica; gico, como fenômeno que se manifesta de for-
mas diversas, mas sempre como sistema orga-
• Compreender as situações-problemas do coti-
nizado e integrado, que interage com o meio
diano, elaborar hipóteses, interpretar, avaliar e
físico-químico por meio de um ciclo de matéria
planejar intervenções socioculturais e tecnoló-
e de um fluxo de energia;
gicas.
• Compreender a diversificação das espécies
• Relacionar, articular, integrar e sistematizar fe-
como resultado de um processo evolutivo, que
nômenos e teorias dentro das áreas de conhe-
cimento; inclui dimensões temporais e espaciais.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Reprodução humana, métodos con- - Relacionar fenômenos, fatos, proces-


traceptivos, DSTs, câncer de próstata, sos e ideias, elaborando conceitos,
de mama e de colo uterino, amamen- identificando regularidades e diferen-
tação; ças, construindo generalizações;
- Compreender o processo de reprodu-
- Bases da hereditariedade, suas impli- ção humana, os métodos contracepti-
cações, interações e heranças ligada, vos;
influenciada e restrita ao sexo;
- Identificar as doenças sexualmente
- Genes letais e melhoramento genéti- transmissíveis, seus mecanismos de
co; transmissão, agentes patológicos e
formas de prevenção;
- A alteração da frequência gênica por
- Identificar a prevenção dos diversos ti-
determinadas patologias.
pos de câncer relacionados ao sistema
reprodutor;
- Reconhecer os benefícios da ama-
TRANSmISSÃO mentação;
DA VIDA E - Entender os componentes hereditá-
VARIABILIDADE rios, suas aplicações na engenharia ge-
DOS SERES nética e as questões éticas envolvidas;
VIVOS - Compreender a herança genética li-
gada, restrita e influenciada pelo sexo,
identificando as anomalias ligadas a
cada herança;
- Identificar e diferenciar as interações
gênicas que ocorre em determinadas
espécies, analisando as particularida-
des de cada caso;
- Conhecer e diferenciar os tipos san-
guíneos;
- Ler, interpretar e produzir textos que
enfoque a variabilidade gênica utili-
zando recursos hipermidiáticos, suas
ocorrências e as interações com o
meio ambiente de forma contextuali-
zada e interdisciplinar.

131
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Estudo da adaptação das espécies, os - Relacionar fenômenos, fatos, proces-


mecanismos evolutivos, as evidências sos e ideias, elaborando conceitos,
evolutivas e especiação. identificando regularidades e dife-
renças, construindo generalizações;
- Entender a diversidade da vida e re-
lacioná-la com os mecanismos evo-
lutivos envolvidos na adaptação dos
seres vivos nos diferentes ambientes;
Adaptação - Reconhecer as teorias evolutivas e as
Evolução da evidências do processo de evolução
Vida dos seres vivos;
- Entender a ocorrências do processo
evolutivo das espécies e a relação
dessa evolução com a adaptação ao
ambiente;
- Ler, interpretar e produzir textos que
enfoque a origem, a transmissão e a
evolução da vida de forma contex-
tualizada e interdisciplinar utilizando
recursos hipermidiáticos.

- Fatores ecológicos e suas influências - Relacionar fenômenos, fatos, proces-


na vida dos seres vivos; sos e ideias em Biologia, elaborando
conceitos, identificando regularida-
- Estudo dos diferentes Biomas;
des e diferenças, construindo genera-
- Ciclos biogeoquímicos; lizações;
- Potencial biótico e resistência am- - Analisar e diferenciar os fatores eco-
biental; lógicos e identificar a sua importância
- A genética de populações; para a manutenção da vida;

- Desequilíbrios ambientais e princi- - Entender os diferentes tipos biomas


Interação pais formas de poluição; brasileiros correlacionando com o
Entre os mundo e destacando suas importân-
- Causas da extinção das espécies e cias;
Seres Vivos e
principais espécies ameaçadas;
o Ambiente - Diferenciar e compreender o proces-
- Biopirataria; so de transferência de matéria e ener-
- O efeito estufa: causas e consequên- gia dentro dos ecossistemas;
cias; - Reconhecer a importância do ciclo da
- Destinação e formas de reciclagem matéria como transferência de ener-
do lixo. gia para os seres vivos;
- Entender as relações ocorridas en-
tre os seres vivos e o ambiente e se
perceber como parte integrante do
meio;

132 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Conhecer e relacionar a biopirataria e


suas consequências biológicas e eco-
nômicas para a região;
- Reconhecer o ser humano como
INTERAÇÃO agente e paciente de transformações
ENTRE OS intencionais por ele produzidas no
SERES VIVOS E seu ambiente;
O AmBIENTE
- Reconhecer o valor econômico e cultu-
ral das espécies da região amazônica;
- Ler, interpretar e produzir textos que en-
foque as interações ecológicas de forma
contextualizada e interdisciplinar utili-
zando recursos hipermidiáticos.

8.3 - Física - 1º ao 3º Ano


Física é uma linguagem simples de interpretação de conteúdo apurado no 3º ano do ensino médio, po-
fenômenos naturais. E deve ser considerado como dendo se executado com tranquilidade com o núme-
um ensino interessante e apaixonante. A quantidade ro de duas aulas por semana. Percebe-se que foram
imensa de fenômenos torna o estudo da Física uma cortados diversos temas, principalmente aqueles que
das maiores maravilhas do Universo. Quando come- não seriam utilizados em outros temas, ou seja, foram
çamos a desvendar mistérios estamos despertando selecionados conteúdos mais relevantes aos alunos.
curiosidades que seus alunos, com certeza irão sentir
Sabe-se que ela é uma ciência que tem como base as
desejo de estudá-lo minuciosamente. O próprio ser
observações experimentais, e os temas selecionados
humano é um fenômeno, sua origem e existência no
permitem ao professor a utilização de laboratórios ou
imenso universo. Cada respiração que o ser humano
não, pois os referidos temas estão relacionados dire-
executa, outros fenômenos são despertados. Estudar
tamente, ao dia a dia do aluno.
Física fica cada vez mais emocionante e conduz alunos
de todos os países a apresentar os mais inteligentes Este currículo é baseado nas competências: ser, racio-
trabalhos científicos. Levar fenômenos para dentro do cinar e interagir. Assim o aluno será capaz de apro-
laboratório e encontrar respostas a vários questiona- priar-se das diversas linguagens que o possibilitará a
mentos dos seres humanos. Mas com a ajuda de ou- compreensão do conteúdo, e sua interpretação nas
tras ciências, a Física fica mais bem dotada de recursos. aulas (adicionais a da sala de aula) situações que pos-
sibilita sua interação. Além do que, é imprescindível e
A Física é em muitos aspectos, segundo alguns es-
importantíssimo que o aluno conheça os fundamen-
tudiosos da área, a mais básica de todas as ciências
tos da tecnologia atual, já que ela atua diretamente
naturais. Ela possui uma abrangência de tal forma
em sua vida e certamente definirá o seu futuro profis-
que envolve investigações que vão desde a estrutu-
sional. Daí a importância de se fazer uma ponte entre
ra elementar da matéria até a origem e evolução do
a física da sala de aula e a física do cotidiano.
Universo. Usando-se poucos princípios físicos, pode-
se explicar uma grande quantidade de fenômenos
naturais presentes no cotidiano, e compreender o OBJETIVO DO COmpONENTE CURRICULAR
funcionamento das máquinas e aparelhos que estão
à nossa volta. A inclusão da Física no currículo do en- • Contribuir para a formação de uma cultura
sino médio dá aos estudantes uma oportunidade de científica efetiva, que permita ao indivíduo a in-
passar a entender melhor a natureza que os rodeia e terpretação dos fatos, fenômenos e processos
o mundo tecnológico em que vivem. naturais, situando e dimensionando a interação
do ser humano com a natureza como parte da
A proposta curricular apresentada é um mínimo de própria natureza em transformação.

133
1º ANO
COMPETÊNCIAS
• Padronizar o uso adequado de códigos de co- • Facilitar o acesso a utilização de conceitos físi-
municação oral, escrita no acesso à linguagem cos, grandezas, leis e teorias Físicas;
científica de física;
• Destacar a Física como imprescindível na pro-
• Inserir conhecimentos de física em harmonia dução, e na evolução do conhecimento cientí-
com outras áreas do saber; fico.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- História da evolução de Física; - Interpretar teorias e compreender os


diversos fenômenos do universo, sua
- Experiência de Física no dia a dia;
origem e evolução;
- Grandezas e unidades de medida;
- Descobrir e identificar fenômenos re-
- Sistema Internacional de Unidades lacionados ao Universo, à vida huma-
(SI); na, à cultura desde o surgimento;
- Cinemática escalar mecânica, con- - Conceituar e definir grandezas defi-
ceitos básicos de cinemática e movi- nidas pelo Sistema Internacional de
mentos uniformes; Unidades (SI);
- Movimento uniformemente variado; - Realizar minuciosos estudos sobre a
- Grandezas vetoriais; modernização tecnológica;

- Lançamentos verticais e oblíquos; - Estudar os movimentos e as formas,


Símbolos/
e estabelecer definições incontestes
Códigos e - Movimento circular uniforme; sobre esses conteúdos;
Movimentos
com Suas - Dinâmica; - Comentar as leis de Newton fazer de-
Conservações - Princípios da dinâmica e suas aplica- monstrações de seus benefícios na
e Variações ções; carreira estudantil;
com
- Atrito; - Demonstrar e realizar operações com
Aplicações
vetores;
Tecnológicas - Trabalho e potência;
- Reconhecer a lei de conservação dos
- Energia mecânica; movimentos como uma forma de re-
- Gravitação; presentar grandezas;
- Estática dos fluidos. - Elaborar e resolver situações que en-
volvam movimentos utilizando recur-
sos na previsão, avaliação, análise, e
interpretação;
- Destacar a Física como recurso im-
prescindível na ampliação da produ-
ção em todos os níveis;
- Informar a importância da Física na
saúde e no bem estar social;

134 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Demonstrar a Física como uma fonte


natural inesgotável de vida presente a
cada momento com mais importância;
- Incentivar o estudo mais dedicado e
as descobertas de fenômenos úteis
da vida na Terra;
- Assimilar os conceitos de densidade
massa específica e pressão;
- Aprender e aplicar as duas primeiras
leis referentes a fluidos em repouso:
A Lei de Stevin e o princípio de Arqui-
medes;
- Conhecer e aplicar o princípio de Pas-
cal. Reconhecer e utilizar adequada-
mente, na forma oral e escrita, sím-
SÍmBOLOS/
bolos, códigos e nomenclatura da
CÓDIGOS E
linguagem cientifica;
mOVImENTOS
COm SUAS - Reconhecer e identificar as grandezas
CONSERVAÇÕES físicas, bem como suas respectivas
E VARIAÇÕES unidades de medidas usuais e no Sis-
COm tema Internacional de Unidades (SI);
ApLICAÇÕES
- Identificar os movimentos e suas for-
TECNOLÓGICAS
mas, estabelecer definições relevan-
tes a esses conteúdos;
- Elaborar e resolver situações que en-
volvam movimentos utilizando recur-
sos na previsão, avaliação, análise, e
interpretação;
- Compreender e identificar as leis de
Newton e suas aplicações no cotidia-
no;
- Identificar transformações de energia
e a conservação que dá sentido a es-
sas transformações;
- Utilizar programas de simulação e
plotagem de interações físicas com o
uso de recursos multimídias.

135
2º ANO

COMPETÊNCIAS
• Inserir conhecimentos de física em harmonia • Despertar o questionamento e desejo de expli-
com outras áreas do saber; car fenômenos;
• Facilitar o acesso à utilização de conceitos físi- • Reconhecer que a Física está em todos os níveis
cos, grandezas, leis e teorias Físicas; de construção humana.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Termologia; - Compreender o papel do calor na ori-


gem e manutenção da vida;
- Termometria;
- Reconhecer as propriedades térmicas
- Dilatação de corpos e líquido;
dos materiais e os diferentes proces-
- Calorimetria; sos de troca de calor, identificando a
- Mudanças de estado; importância da condução, convecção
e irradiação em sistemas naturais e
- Estudos dos gases; tecnológicos;
- Termodinâmica; - Utilizar o modelo cinético das molé-
Calor,
- Estudos de ondas; culas para explicar as propriedades
Ambiente
térmicas das substancias, associando
e usos de - Óptica geométrica. ao conceito de temperatura e a sua
Energia
escala absoluta;
e Suas
Tecnologias - Identificar o calor como forma de
transferência de energia e a irrever-
sibilidade de certas transformações
para avaliar o significado da eficiência
de máquinas térmicas;
- Identificar objetos, sistemas e fenô-
menos que produzem imagens para
reconhecer o papel da luz e as carac-
terísticas dos fenômenos físicos envol-
vidos utilizando as multimídias;

136 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


3º ANO
COmpETêNCIAS
• Compreender a ciência Física como uma repre- • Compreender os modelos físicos identificando
sentação da natureza baseada na experimenta- suas vantagens e limitações na descrição de fe-
ção e abstração; nômenos;
• Facilitar o acesso a utilização de conceitos físi- • Relacionar fenômenos naturais com os princí-
cos, grandezas, leis e teorias Físicas; pios e leis físicas que os regem.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

CARGA ELéTRICA: Condutores e - Analisar e interpretar de grandezas e


isolantes elétricos; Força elétrica; leis físicas representadas em gráficos e
tabelas;
- Uma força elementar;
- Aplicar o princípio de conservação e
- Como carregar eletricamente um cor-
a quantização da carga em processos
po;
de eletrização;
- Como saber se um corpo está eletriza-
- Empregar as leis que regem o campo
do;
elétrico em análise qualitativa e quan-
- A lei da força elétrica. titativa de fenômenos eletrostáticos;
CAmpO ELéTRICO: O campo - Relacionar corrente e resistência elé-
gravitacional; trica em meios materiais;
- O campo elétrico; - Aplicar as leis que regem o campo elé-
- Campos elétricos gerados por cargas trico e o campo magnético na análise
pontuais; de fenômenos eletromagnéticos;
ELETRICIDADE
E - Campo elétrico devido a várias cargas - Reconhecer circuitos elétricos através
mAGNETISmO pontuais; dos recursos audiovisuais;
ApLICADOS à - Despertar a curiosidade e reconhecer
- Campo elétrico externo criado por
TECNOLOGIA a Física Moderna como um empreen-
uma esfera eletrizada;
dimento humano;
- Campo elétrico interno em uma esfera
condutora em equilíbrio eletrostático; - Identificar diferentes tipos de radia-
ções presentes na vida cotidiana,
- Linhas de força do campo elétrico; reconhecendo a sistematização no
- Como se comportam os condutores espectro eletromagnético e sua uti-
eletrizados. lização através de tecnologias a elas
associadas.
CAmpO mAGNéTICO: Imã;
- Campo magnético;
- Campo magnético terrestre;
- Força magnética;
- Eletro magnetismo;
- Ondas eletromagnéticas.

137
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

POTENCIAL ELÉTRICO: O potencial


gravitacional;
- O potencial elétrico;
- O trabalho da força elétrica;
- Diferença de potencial numa região
de campo elétrico uniforme;
- Diferença de potencial no campo de
uma carga pontual;
- Superfícies equipotenciais e poten-
ciais de um condutor carregado;
Eletricidade - Energia potencial elétrica;
e
Magnetismo - Ajuste de programação.
Aplicados à O MUNDO ELÉTRICO: Corrente elétrica;
Tecnologia Introdução;
- Corrente elétrica nos sólidos, líquidos
e gases;
- Corrente convencional;
- Corrente elétrica contínua e alternada.
TÓPICOS DA FÍSICA MODERNA: Dos
Raios Catódicos a TV de LED;
- Bomba atômica a radioterapia;
- O Núcleo atômico;
- Postulados da teoria da relatividade.

138 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


8.4. Química - 1º ao 3º Ano Os combustíveis utilizados em indústrias e veículos,
são muito importantes na obtenção de várias formas
de energia. No entanto, o lançamento de certos pro-
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE
dutos da combustão no ar, traz sérios problemas para
CURRICULAR
o ambiente e para a vida em geral.
Asseguramos que os conhecimentos da Química
O ensino de Química caracteriza-se pela sua impor- contribuem para uma melhor formação geral da po-
tância na descrição, compreensão e possibilidades pulação, de forma que sejam utilizados a serviço de
de relações com a natureza, devido a seu conjunto um mundo com melhores condições de vida. Isto in-
de conhecimentos e técnicas, que contribuem para a clui com certeza, a preservação do meio ambiente e a
construção, ampliando a capacidade de analisar, re- sustentabilidade da manutenção da vida no planeta.
fletir, agir, e consequentemente promover mudanças
no comportamento através na resolução de proble-
mas que interferem na qualidade de vida, favorecen- OBJETIVOS
do a inclusão do ser humano na sociedade moder-
na e tecnológica. A partir do momento em que o
indivíduo perceber que o conhecimento científico é • Possibilitar ao aluno a compreensão do mundo,
imprescindível para a compreensão das transforma- as substancias, o desenvolvimento tecnológico
ções ocorridas em sua volta, ele passa a ver a Química e suas aplicações no cotidiano;
como uma ciência presente no seu cotidiano e não • Desenvolver a opinião crítica dos educandos
como um produto de laboratório. de forma que participem do processo de ensi-
A Química é uma ciência que se ocupa basicamente no-aprendizagem através de experimentações
do conteúdo dos materiais e de suas transformações. e pesquisas orientadas;
O desenvolvimento desta ciência tem permitido ao • Proporcionar ao aluno compreensão e apro-
homem não só controlar certas transformações co- priação dos conhecimentos de química por
nhecidas, tornando-as mais lentas ou mais rápidas, meio do contato com o objeto de estudo, como
como também obter um número cada vez maior de as substancias, a composição dos materiais e as
novos materiais. transformações da matéria;
O desenvolvimento da Bioquímica, campo da Quími- • Propiciar os conhecimentos de química para a
ca responsável pelo estudo dos processos químicos preparação do aluno, de modo que os mesmos
que ocorrem nos organismos vivos, tem permitido sejam aplicados no cotidiano, caracterizando
não só conhecer certos mecanismos de funciona- uma extensão do conhecimento científico, es-
mento do organismo, como influir neles, o que tem truturado em explicações que venham facilitar
possibilitado o desenvolvimento da Biologia Molecu- o entendimento dos fenômenos que ocorrem
lar e da Farmacologia, fundamentais ao progresso da na natureza.
Medicina.

139
1º ANO
COMPETÊNCIAS
• Compreender cientificamente a química pre- e símbolos próprios da química;
sente nas situações do cotidiano, apropriando-
• Compreender o conceito de modelo e perceber
se da linguagem química;
sua validade para explicação dos fenômenos
• Relacionar a linguagem do senso comum com a em química.
linguagem química e compreender os códigos

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Transformações químicas no dia a - Diferenciar uma transformação quí-


dia: Transformações químicas e fe- mica de um fenômeno físico;
nômenos físicos; transformações
- Reconhecer as transformações quí-
rápidas e lenta e suas evidências
micas por meio de diferenças entre
macroscópicas;
os seus estados iniciais e finais;
- Reagentes, produtos e suas pro-
- Descrever transformações químicas
priedades: mudanças de estados
em diferentes linguagens e represen-
físicos;
tações, traduzindo umas nas outras;
- O ciclo da água na natureza;
- Reconhecer transformações quími-
- Caracterização de materiais e subs- cas que ocorrem na natureza e em
tâncias que constituem os reagen- diferentes sistemas produtivos ou
tes e produtos das transformações tecnológicos;
em termos de suas propriedades;
- Buscar informações sobre transfor-
- Separação e identificação das subs- mações químicas que ocorrem na
tâncias; natureza em diferentes sistemas
Reconhecimento produtivos e tecnológicos;
- Relações quantitativas de massa:
e
Conservação da massa nas transfor- - Identificar, utilizar e visualizar as rea-
Caracterização
mações químicas (Lavoisier); pro- ções químicas no cotidiano experimen-
das
porção entre as massas de reagen- talmente e por meios multimídias;
TRansformações
tes e de produtos (Proust).
Químicas e Suas - Identificar as mudanças no estado
Tecnologias físico da matéria;
- Identificar a participação do ciclo
da água nas mudanças de estados;
- Identificar uma substância, reagen-
te ou produto, por algumas de suas
propriedades características: tem-
peratura de fusão e de ebulição;
densidade, solubilidade, condutivi-
dade térmica e elétrica;
- Utilizar as propriedades para carac-
terizar uma substância pura;
- Representar informações experi-
mentais referentes às propriedades
das substâncias em tabelas e gráfi-
cos e interpretar tendências e rela-
ções sobre essas propriedades;

140 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Elaborar procedimentos experi-


mentais baseados nas proprieda-
des dos materiais, objetivando a
separação de uma ou mais substân-
cias presentes em um sistema (de-
cantação, filtração, flotação, desti-
lação, recristalização, sublimação e
entre outras);
- Identificar e avaliar as implicações
dos métodos de separação de subs-
tância utilizados nos sistemas pro-
dutivos da região;
- Compreender e utilizar a conserva-
ção da massa nas transformações
químicas;
RECONhECImENTO - Compreender e utilizar a proporção
E de reagentes e produtos nas trans-
CARACTERIZAÇÃO formações químicas;
DAS
TRANSFORmAÇÕES - Representar e interpretar informa-
QUÍmICAS E SUAS ções sobre variáveis nas transfor-
TECNOLOGIAS mações químicas por meio de tabe-
las;
- Fazer previsões de quantidades de
reagentes, de produtos e energia
envolvidos em uma transformação
química;
- Buscar informações sobre as trans-
formações químicas que ocorrem
na natureza e nos sistemas produ-
tivos;
- Associar dados e informações sobre
matérias-primas, reagentes e pro-
dutos de transformações químicas
que ocorrem nos sistemas produti-
vos, com suas implicações ambien-
tais e sociais.

141
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Primeiras ideias ou modelos sobre - Representar as substâncias e as


a constituição da matéria: represen- transformações químicas a partir
tação das substâncias, rearranjo dos dos códigos, símbolos e expressões
átomos nas transformações quími- próprios da Química;
cas, símbolos, fórmulas e equações;
- Traduzir a linguagem simbólica da
- Ideias de Dalton sobre transforma- Química, compreendendo seu sig-
ção química e relações entre massas nificado em termos microscópicos;
(Lavoisier e Proust); Modelo de Ru-
- Utilizar fontes de informações para
therford sobre a matéria com carga
conhecer símbolos, fórmulas e no-
elétrica Modelo atômico de Thom-
mes de substâncias;
son;
- Compreender e utilizar as ideias de
- Modelo atômico de Rutherford e a
Dalton para explicar as transforma-
radioatividade, modelo atômico de
ções químicas e suas relações de
Bohr;
massa;
- Número de massa, número de pró-
Modelos - Compreender e utilizar as ideias de
tons e numero de nêutrons; isóto-
Explicativos E Rutherford para explicar a natureza
pos, isóbaros e isótopos; íons.
Representativos elétrica da matéria;
da Constituição - Noções mais detalhadas da estrutu-
- Compreender os modelos explica-
da Matéria ra atômica: Modelo atômico de Bohr,
tivos como construções humanas
aplicações do modelo de Bohr no
num dado contexto histórico e so-
cotidiano, modelo de subníveis de
cial;
energia e a distribuição eletrônica.
- Reconhecer que o conhecimento
químico é dinâmico, portanto, pro-
visório;
- Identificar, utilizar e visualizar os
modelos atômicos através de meios
multimídias;
- Compreender e utilizar o modelo
atômico de Bohr e identificar suas
aplicações no cotidiano;
- Utilizar os níveis e subníveis de
energia e sua distribuição eletrôni-
ca nos átomos.

142 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

A classificação dos elementos - Compreender e identificar a estru-


químicos: tura e os elementos contidos na ta-
bela periódica;
- Estrutura da tabela periódica, dis-
tribuição eletrônica e a tabela pe- - Identificar os elementos químicos
riódica, classificação periódica dos através de sua distribuição eletrôni-
elementos químicos. ca;
- Compreender o parentesco e a clas-
sificação dos elementos químicos e
seus compostos por meio de suas
propriedades periódicas;
- Identificar, utilizar e visualizar a clas-
sificação dos elementos químicos
através de meios multimídias.

ARTICULAÇÃO Ligações químicas interatômicas e a - Compreender as ligações químicas


DOS SÍmBOLOS, estrutura dos elementos químicos: como interações eletrostáticas en-
CÓDIGOS E tre átomos, moléculas e íons;
- Gases nobres e a regra do octeto;
ESTRUTURA ligações iônicas, ligações covalen- - Compreender e identificar o tipo de
DE CIêNCIA E tes e ligações metálicas dos ele- ligação química que ocorre em áto-
TECNOLOGIA mentos químicos. mos, moléculas e íons;
Geometria molecular e ligações - Demonstrar o tipo de ligação quí-
químicas intermoleculares: mica que ocorre em substancias
presentes no cotidiano;
- Geometria molecular, polaridade
das ligações, polaridade das molé- - Identificar a geometria molecular
culas; das moléculas;
- Polaridade e solubilidade; - Compreender a polaridade das li-
gações e das moléculas;
- Força de interações moleculares e o
ponto de ebulição. - Identificar o tipo de ligações inter-
moleculares que ocorrem nas subs-
tâncias;
- Demonstrar experimentalmente a
polaridade das substâncias presen-
te no cotidiano.

143
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Condutividade elétrica das soluções - Identificar a condutividade elétrica


aquosas: das soluções aquosas;
- Algumas soluções que conduzem - Compreender e demonstrar experi-
corrente elétricas, dissociação iôni- mentalmente a dissociação iônica,
ca e ionização; ionização e suas forças eletrolíticas
e não eletrolíticas.
- Soluções eletrolíticas e soluções
não eletrolíticas.

Ácidos, bases, sais e óxidos: - Identificar e compreender a força


dos ácidos e das bases;
- Conceituação de ácidos, bases, sais
e óxidos; - Identificar experimentalmente a di-
ferenciação de ácidos e bases;
- Nomenclatura e condutividade elé-
tricas dos ácidos, bases, sais e óxi- - Compreender e identificar quais
dos. são os principais ácidos, bases, sais
e óxidos presentes no cotidiano;
- Identificar os compostos inorgâni-
cos presentes no cotidiano;
Símbolos, - Identificar experimentalmente os
Códigos e compostos inorgânicos condutores
Nomenclatura de corrente elétrica utilizados no
das Principais cotidiano;
Funções - Reconhecer os principais grupos
Inorgânicas funcionais da química inorgânicas
ao observar as formula dos mes-
mos;
- Nomear alguns dos exemplos mais
significativos de compostos inorgâ-
nicos por meio das regras mais re-
centes da IUPAC;
- Buscar informações sobre a produ-
ção de substâncias químicas inor-
gânicas;
- Compreender a função sais como
resultante da neutralização de um
ácido por uma base, ou vice-versa;
- Relacionar a presença da química
inorgânica no cotidiano;
- Identificar, utilizar e visualizar as
principais funções inorgânicas atra-
vés de meios multimídias.

144 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Algumas reações inorgânicas de im- - Compreender e identificar os princi-


portância: pais tipos de reações inorgânicas;
- Quatro tipos importantes de rea- - Demonstrar experimentalmente
ções; os principais tipos de reações que
ocorrem no cotidiano;
- Reação de deslocamento e reações
CIêNCIA E de dupla troca; equações químicas - Reconhecer transformações quí-
TECNOLOGIA NA na forma iônica. micas inorgânicas que ocorrem na
ATUALIDADE natureza e em diferentes sistemas
produtivos ou tecnológicos;
- Desenvolver no aluno conhecimen-
to teórico sobre equações químicas
e balanceamento de equações quí-
micas.

- A litosfera como fonte de recursos - Compreender as propriedades e


naturais: Obtenção das principais usos de rochas e minerais (óxidos,
rochas; sulfetos, sulfatos, fosfatos, carbo-
natos e silicatos), como matérias de
- Reações de obtenção de minérios e
construção e como fontes de ob-
minerais e seus usos;
tenção de outros materiais, nos sis-
- Implicação socioeconômica dos temas produtivos, agrícola e indus-
principais minerais. trial;
CIêNCIA E - Compreender os processos de mi-
TECNOLOGIA NA neração e produção dos metais,
ATUALIDADE como ferro, alumínio e cobre e suas
ligas e seus usos na sociedade;
- Avaliar a produção, os usos e con-
sumo pela sociedade de materiais e
substâncias obtidas pela mineração;
- Identificar, utilizar e visualizar os
principais minerais na região através
de meios multimídias.

145
2º ANO
COMPETÊNCIAS
• Compreender cientificamente a química, pre- e símbolos próprios da química;
sente nas situações do cotidiano, apropriando-
• Compreender o conceito de modelo e perceber
se da linguagem química;
sua validade para explicação dos fenômenos em
• Relacionar a linguagem do senso comum com a química.
linguagem química e compreender os códigos

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Relações quantitativas envolvidas - Traduzir, em termos de quantidade


na transformação química: rela- de matéria (mol), as relações quan-
ção entre quantidade de matéria e titativas de massa nas transforma-
energia; ções químicas;
- Estequiometria e rendimento, con- - Traduzir as relações de massa nas
centração, titulo, diluição e titula- transformações químicas em ter-
ção ácido-base das soluções. mos de quantidade de matéria;
- Estabelecer relação entre a este-
quiometria e o rendimento das
transformações químicas e prever,
em função dessa relação, quantida-
des envolvidas nas transformações
químicas que ocorrem na natureza
e nos sistemas produtivos, indus-
trial e rural;
Quantificação
- Propor procedimentos experimen-
das Reações
tais para conhecer as quantidades
Químicas e Suas
envolvidas e o rendimento de uma
Tecnologias
transformação química;
- Avaliar possíveis implicações das
relações quantitativas nas transfor-
mações químicas que ocorrem nos
sistemas produtivos, rural e indus-
trial;
- Correlacionar dados relativos, tais
como concentração comum, con-
centração em quantidade de maté-
ria, titulo e porcentagem, diluição e
titulação de certas soluções;
- Compreender e demonstrar expe-
rimentalmente cálculos utilizando
soluções aquosas relacionadas ao
cotidiano.

146 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Propriedades coligativas das solu- - Construir o diagrama de fases da


ções aquosas: Diagrama de fases da água e emprega-lo para fazer pre-
água pura; pressão de vapor de um visões sobre mudança de estados
liquido; físicos envolvendo essa substância;
- Temperatura de ebulição de um li- - Coletar os dados necessários e em-
quido; prega-los para comparar a inten-
sidade dos efeitos coligativos em
- Ebulioscopia;
diferentes soluções feitas com um
- Tonoscopia; mesmo solvente;
- Crioscopia e osmose. - Identificar os efeitos coligativos no
cotidiano;
QUANTIFICAÇÃO - Conhecer a composição das águas
DAS REAÇÕES naturais ( água do mar, de rios, ge-
QUÍmICAS E SUAS leiras, lagos) qualitativa e quantita-
TECNOLOGIAS tivamente, e as diferentes proprie-
dades por essas soluções;
- Comparar as propriedades da água
pura, tais como solubilidade, tem-
peratura de solidificação e de ebu-
lição, condutividade elétrica, densi-
dade, pH, com as de águas naturais;
- Compreender o papel da osmose
em processos biológicos;
- Compreender os efeitos coligativos
e demonstra-lo como tais efeitos
são utilizados no cotidiano.

147
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Produção e consumo de energia - Identificar a produção de energia


elétrica nas transformações quími- elétrica em diferentes transforma-
cas; ções químicas;
- Reações de óxido-redução envol- - Relacionar a energia elétrica produ-
vidas na produção e consumo de zida e consumida na transformação
energia elétrica; química e os processos de oxidação
e redução;
- Potenciais de eletrodo.
- Compreender os processos de oxi-
dação e de redução a partir das
ideias sobre a estrutura da matéria;
- Prever a energia elétrica envolvi-
da numa transformação química
a partir dos potenciais-padrões de
eletrodo das transformações de
Energia, oxidação e redução;
Transformação
Química e Suas - Compreender a evolução das ideias
Tecnologias sobre pilhas e eletrólise, reconhe-
cendo as relações entre conheci-
mento empírico e modelos explica-
tivos;
- Buscar informações sobre transfor-
mações químicas que produzem
energia utilizada nos sistemas pro-
dutivos;
- Avaliar as implicações sociais e am-
bientais do uso de energia elétrica
e provenientes de transformações
químicas;
- Identificar, utilizar e visualizar os
principais tipos de energia na re-
gião através de meios multimídias.

148 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Controle da rapidez das transfor- - Observar e identificar transforma-


mações no dia a dia: Variáveis que ções químicas que ocorrem em di-
modificam a rapidez de uma trans- ferentes escalas de tempo;
formação química, modelos expli-
- Reconhecer e controlar variáveis
cativos.
que podem modificar a rapidez de
uma transformação química (con-
centração, temperatura, pressão,
estado de agregação, catalisador);
ASpECTOS
DINâmICOS DAS - Propor e utilizar modelos explica-
TRANSFORmAÇÕES tivos para compreender a rapidez
QUÍmICAS E SUAS das transformações químicas;
TECNOLOGIAS
- Reconhecer as relações quantita-
tivas empíricas entre rapidez, con-
centração e pressão, traduzindo-as
em linguagem matemática;
- Propor procedimentos experimen-
tais para determinar e controlar a
rapidez de uma transformação quí-
mica.

Solo e vida: - Conhecer as ideias sobre origem,


evolução e composição do solo e
- O solo e o subsolo e suas proprie-
subsolo;
dades; fertilidades dos solos e agri-
cultura; preparação do solo para - Compreender a relação entre pro-
cultivos da região e solo e criação priedades dos solos, tais como aci-
de animais. dez e alcalinidade, permeabilidade
QUÍmICA, ao ar e á água, sua composição e
LITOSFERA E SUAS produção agrícola;
TECNOLOGIAS
- Demonstrar experimentalmente a
preparação de um solo adequado
para cultivos na região;
- Identificar, utilizar e visualizar os
principais tipos de solos na região
através de meios multimídias.

149
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Produção e consumo de energia - Compreender os processos de fu-


nuclear: são e fissão nucleares e a produção
de energia neles envolvida;
- Processos de fusão e fissão nuclea-
res; transformações nucleares como - Reconhecer transformações nucle-
fonte de energia. ares como fonte de energia;
Energia
Nuclear, Ética, - Buscar fontes de informação sobre
Cidadania e Suas geração e uso de energia nuclear;
Tecnologias
- Avaliar os riscos e benefícios dos di-
ferentes usos da energia nuclear;
- Identificar, utilizar e visualizar os
principais tipos de energia na re-
gião através de meios multimídias.

3º ANO

COMPETÊNCIAS
• Compreender cientificamente a química pre- e símbolos próprios da química;
sente nas situações do cotidiano, apropriando-
• Compreender o conceito de modelo e perceber
se da linguagem química;
sua validade para explicação dos fenômenos em
• Relacionar a linguagem do senso comum com a química.
linguagem química e compreender os códigos

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Compostos orgânicos fósseis e seus - Compreender a química do carbo-


usos: no, suas ligações e cadeias carbôni-
cas formadas;
- Cadeia carbônica; classificação dos
carbonos; classificação das cadeias - Identificar os principais hidrocarbo-
carbônicas; combustíveis fósseis e netos, como sua nomenclatura;
sua nomenclatura; indústria petro-
- Compreender as ideias que expli-
química.
cam a origem do petróleo;
Química - Compreender os processos de
Orgânica e Suas transformação do petróleo em ma-
Tecnologias teriais e substâncias utilizadas no
sistema produtivo – refino do pe-
tróleo;
- Avaliar a produção e usos sociais
dos combustíveis fósseis;
- Identificar, utilizar e visualizar os
principais tipos de hidrocarbonetos
através de meios multimídias.

150 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Classes funcionais dos compostos - Compreender a nomenclatura das


orgânicos: principais funções orgânicas.
- Nomenclatura dos álcoois, aldeí- - Identificar as principais funções or-
dos, cetonas e ácidos carboxílicos e gânicas presente no cotidiano.
sua utilização no dia a dia; nomen-
- Demonstrar experimentalmente
clatura dos éteres, ésteres, aminas e
quando possível a fabricação de
amidas e sua utilização no dia a dia.
compostos orgânicos.
- Identificar, utilizar e visualizar as
principais funções orgânicas atra-
vés de meios multimídias.

- Ligações intermoleculares na quí- - Determinar a geometria dos áto-


mica orgânica: geometria molecu- mos de carbono de uma estrutura
lar; orgânica;
QUÍmICA - Polaridade de ligações de molécu- - Empregar a escala de eletronegati-
ORGâNICA E SUAS las, solubilidade e ligações intermo- vidade e conhecimentos sobre ge-
TECNOLOGIAS leculares. ometria molecular para prever sua
polaridade;
- Observar a formula estrutural de
um composto orgânico e prever o
tipo de interação intermolecular
nele presente;
- Perceber que o estudo das proprie-
dades das substâncias químicas se
traduz em aplicações práticas de in-
teresse para a sociedade, que aca-
bam redundando na melhoria da
qualidade de vida;
- Demonstrar experimentalmente a
polaridade dos compostos orgâni-
cos.

- Isomeria - Observar as fórmulas estruturais e


CIêNCIA E concluir se elas representam ou não
TECNOLOGIAS NA isômeros;
ATUALIDADE E NO - Representar os possíveis isômeros a
COTIDIANO partir de uma determinada fórmula
molecular.

151
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Polímeros sintéticos: - Compreender e identificar os prin-


cipais polímeros sintéticos no dia a
- Polímeros de adição; polímeros de
dia;
condensação. Plásticos e fibra têx-
teis no cotidiano. - Demonstrar experimentalmente os
tipos de polímeros e suas diferen-
ças químicas;
- Identificar, utilizar e visualizar os
principais polímeros sintéticos atra-
vés de meios multimídias.

Noções sobre alguns compostos - Reconhecer e demonstrar experi-


orgânicos presentes em seres vivos: mentalmente as propriedades de
sabões, detergentes e desinfetan-
- Carboidratos, lipídios, proteínas e
tes;
ácidos nucleicos, substâncias quí-
Ciência e micas e alimentação, sabões, deter- - Reconhecer os componentes prin-
Tecnologias na gentes, desinfetantes e sua fabrica- cipais dos alimentos – carboidratos,
Atualidade e no ção. lipídeos, proteínas, suas proprieda-
Cotidiano des, funções no organismo e suas
transformações químicas.

Reações orgânicas: - Demonstrar experimentalmente as


principais reações orgânicas pre-
- Adição, substituição, eliminação,
sentes no cotidiano;
oxirredução, entre outras.
- Compreender e identificar as princi-
pais reações orgânicas.
- Compreender e identificar as prin-
cipais reações de oxirredução, desi-
dratação e esterificação;
- Demonstrar experimentalmente as
principais reações de oxirredução,
desidratação e esterificação e ou-
tras.

152 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

A química orgânica e o ambiente: - Compreender e identificar os com-


ponentes do petróleo, carvão mi-
- Conbustível e a atmosfera;
neral e o biogás, e demonstrar sua
- Os alimentos e os resíduos gerados utilização no cotidiano;
no cotidiano;
- Demonstrar os efeitos causados ao
- Os agrotóxicos, seus benefícios e meio ambiente pelo efeito estufa,
suas consequências. tais como suas prevenções;
- Desenvolver um senso crítico aos
alunos quanto a ideia da reciclagem
do lixo;
- Conhecer as características geradas
no meio ambiente pelo uso dos
agrotóxicos;
CIêNCIA E
- Identificar, utilizar e visualizar os
TECNOLOGIAS NA
principais tipos de interações quí-
ATUALIDADE E NO
micas no ambiente através de
COTIDIANO
meios multimídias.

A química e suas tecnologias: - Demonstrar que a química se en-


contra no cotidiano do aluno, fa-
- Produção de materiais que pos-
zendo-o identificar as principais
sibilitam uma vida melhor para a
tecnologias desenvolvidas na atua-
humanidade; produção de medica-
lidade;
mentos e seus efeitos fisiológicos,
energia renováveis e etc. - Compreender a química dos medi-
camentos e seus efeitos fisiológicos
caso ingeridos inadequadamente;
- Identificar, utilizar e visualizar os
principais tipos de tecnologias na
região através de meios multimí-
dias.

153
154 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS
HISTÓRIA E HISTÓRIA DE RONDÔNIA, GEOGRAFIA E GEOGRAFIA DE
RONDÔNIA, FILOSOFIA E SOCIOLOGIA.

155
9. ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS

9.1. Caracterização da Área de Ciências Humanas

As ciências humanas representam uma das áreas ou representatividade, valores e emoção. Assim, tem-se
campo de conhecimento mais recente das ciências “humanidades”.
modernas. Surgiram no século XIX para atender a
Dessa forma, as Ciências Humanas da abertura para
necessidades específicas, ao humano, que não eram
a compreensão do papel do homem no ambiente
explicitadas pelas ciências da natureza surgidas, an-
como um ser que produz e, é produzido nas relações
teriormente, no século XVI. Antes do seu surgimento
interpessoais e intrapessoais.
tentou-se estudar o homem a partir de pressupostos
científico-metodológicos desenvolvidos pelas Ciên- Em termos globais, a área de Ciências Humanas, tem
cias Naturais, como se o homem fosse semelhante por objeto amplo o estudo das ações humanas no
à própria natureza. Até então, não se havia atentado âmbito das relações sociais, que são construídas en-
para a grande diferença que recobre o homem, ser tre diferentes indivíduos, grupos, segmentos e clas-
pensante com poder cognoscível, onde é fundamen- ses sociais, bem como as construções intelectuais
tal estudar a complexidade existente no indivíduo, que estes elaboram nos processos de construção dos
bem como o homem enquanto ser social. Com as Ci- conhecimentos que, em cada momento, se mostram
ências Humanas a centralidade do mundo deixa de necessários para o viver em sociedade, em termos in-
estar na natureza e funda-se no homem que é um ser dividuais ou coletivos.
ativo e, a natureza passou a ser vista como ambiente A caracterização se dá a partir dos Componentes
de possibilidades para a ação humana. Curriculares que compõem a área de Ciências Huma-
O sentido do aprendizado nesta área do conheci- nas, a saber: Sociologia, História, Filosofia e Geografia
mento se dá ao passo que o homem é a agenda cen- com seus objetos próprios, que trazem em seu bojo
tral, assim torna importante, não só explicá-lo, mas aspectos que formam a área como um todo. Os con-
compreendê-lo em sua diversidade, pois cada grupo ceitos estruturadores de uma área estão presentes de
e/ou sociedade apresenta saberes referenciados pe- forma transversal, portanto, de maneira explícita e/
las experiências cotidianas baseados em sua cultura, ou implícita, em todas as disciplinas que a compõem.
economia, política, etc. O trabalho com tais disciplinas afins deve buscar uni-
Assim, a essência do ideal humanista está pautada dade em termos de prática docente independente-
em uma sociedade mais solidária, com respeito às mente dos conteúdos e conceitos tratados em cada
diversidades e a natureza, um compromisso com a disciplina. Tal postura pode criar uma perspectiva de
sustentabilidade ambiental e cultural. trabalho interdisciplinar e multidisciplinar e de ca-
ráter integrador.
Segundo DaMatta1 “as Ciências Humanas são fenô-
menos complexos, que não se repetem, não podem A prática docente comum deve se centrar no traba-
ser reproduzidos em situações de controle, além de lho permanentemente voltado para o desenvolvi-
possuírem causas que nos reportam à subjetividade mento de competências e habilidades, apoiado na
individual, não podendo assim ser isoladas e vistas associação ensino e pesquisa e no trabalho com di-
com objetividade”. Ou seja, o homem é um ser que ferentes fontes expressas em diferentes linguagens,
não se dá a conhecer na sua totalidade, pois a sub- que comportem diferentes interpretações sobre os
jetividade humana representa o “eu transcendental” conteúdos trabalhados em sala de aula.
que possui valores, capacidade, habilidades e atitu- Outro ponto a se considerar é que o trabalho docente
des para superar as adversidades do dia a dia. A re- deve priorizar a postura de mediação em relação aos
siliência é um processo constante na vida humana. E trabalhos realizados com os alunos, em detrimento
a experiência vivida é rica em significados, símbolos, das aulas expositivas, que colocam o professor como
o principal sujeito do processo. Os conteúdos não
1 Roberto DaMatta em seu livro Relativizando, ci-
devem ser vistos um fim em si mesmos, mas como
tado pelo prof. Márcio Secco em Reflexões acerca meios para que os educandos construam conheci-
da Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, 2009, mentos.
Porto Velho-RO.

156 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


É importante, também, a contextualização que deve baseadas em critérios previamente definidos. A sele-
ser encarada como parte necessária da prática docen- ção de conteúdos na história do ensino da área tem
te comum, que alicerça um trabalho, efetivamente in- sido variada, sendo feita geralmente segundo uma tra-
terdisciplinar, garantindo significação aos conteúdos e dição já consolidada, mas permanentemente rearticu-
os conhecimentos prévios dos educandos, no âmbito lada de acordo com temas relevantes a cada momento
do viver em sociedade. Nesse sentido, a noção de con- histórico.
textualização passa a ser compreendida como a soma
Os alunos devem ser preparados para o entendimento
de espaços de vivências sociais diretas e indiretas, nas
do significado do conhecimento histórico e a meto-
quais os educandos identificam e constroem/recons-
dologia para a consecução de tal fim. Assim, como o
troem conhecimentos a partir da mobilização de con-
conhecimento histórico revela as opções teóricas dos
ceitos, competências e habilidades próprios de uma
historiadores, os alunos devem ser orientados para re-
determinada área e/ou componente curricular.
conhecer nos textos historiográficos as concepções de
Entretanto, as ações e elaborações intelectuais huma- História dos autores escolhidos. Recomenda-se, por-
nas são construídas no âmbito de relações sociais va- tanto, ao professor a escolha de textos historiográficos
riadas. Assim, as representações culturais e éticas deri- coerentes na proposição teórica e sobre um mesmo
vam diferentes formas de aproximação e de aceitação fenômeno para garantir a compreensão dos alunos.
que os seres humanos se utilizam para conseguir se Deve-se ainda orientá-los no uso dos documentos
situar socialmente frente às diversas relações sociais. É históricos tais como: fontes escritas; fontes orais; fon-
no âmbito desse processo que se desenvolvem os sen- tes materiais; fontes iconográficas/pictóricas/musicais/
timentos de ser e de pertencer, traduzidos pela identi- tecnológicas; plantas e mapas; biografias; documen-
dade social que cada indivíduo constrói para si e para tários (audiovisuais); diversidades de tecnologias da
a sobrevivência no mundo. informação e da comunicação, dentre outras fontes,
considerando como conteúdos de aprendizagem.
Dessa forma, o dialogo entre outros componentes
curriculares, os temas transversais e a diversidade con- Os documentos históricos devem ser entendidos em
figuram uma contextualização de conhecimentos do sua historicidade, portanto, devem ser contextualiza-
saber fazer, sendo de suma importância para o proces- dos e pensados como produto das relações históricas.
so ensino aprendizagem. Devem ser escolhidos aspectos culturais e lúdicos com
maior incidência do que os econômicos e políticos.
Portanto, a literatura infantil, as cantigas, a visita a mu-
9.2. história – 1º ao 3º Ano seus e locais que guardam resquícios do passado, por
exemplo, são fundamentais. Deve-se estimular o alu-
no a recuperar o passado como uma das escolhas para
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE o entendimento das diferenças e semelhanças entre o
CURRICULAR presente e o passado.
A indicação é para o estudo de acontecimentos histó-
A História cumpre um papel análogo ao da memória ricos sem a prescrição de uma ordem de graduação es-
social e coletiva, trabalhando paralelamente duas di- pacial e sem a ordenação temporal, devendo ser dada
mensões da formação da identidade social, identifi- importância para a construção de relações de trans-
cando aspectos constituintes dessa mesma identidade formação, permanência, semelhança e diferença entre
e podendo, ao mesmo tempo, desconstruir interpre- o presente, o passado e os espaços local (Rondônia),
tações equivocadas, decifrar significados simbólicos regional (Norte), nacional (Brasil) e mundial (América
e desmascarar ideologias e situações de preconceito. e mundo), em processos contínuos ou descontínuos.
Ao incorporar criticamente a noção do tempo, identi-
ficando mudanças e permanências, aponta para o fato Finalmente, espera-se que o aluno desenvolva co-
de que todo objeto de estudo, por mais formal que nhecimentos sobre o lugar, a cidade, o Estado, a re-
seja, é historicamente construído. gião, o país e mundo. A História do Brasil deverá ser
trabalhada como prioritária, aliada a contextos mais
Nas discussões sobre currículo de História tem sido amplos, nos anos finais do Ensino Fundamental. O
consensual a impossibilidade de ensinar a História de currículo deve privilegiar uma abordagem que favo-
todos os tempos e sociedades. Cabe aos professores reça a constituição de uma matriz conceitual a partir
fazer seleções de conteúdos a serem ensinados em da qual os eventos isolados – sejam eles de caráter
cada ano ou semestre letivos. As escolhas precisam ser

157
político, cultural, religioso ou outro – se relacionem e modo crítico a maneira pela qual a realidade social é
se tornem significativos. construída, e o quanto a ação dos sujeitos resulta em
diferentes mo­dos de percepção dessa realidade. Ao
definir e estabelecer como objetivo a busca de com­
OBJETIVO petências, mediante o desenvolvimento de habilida-
des específicas, espera-se que a na­tureza relacional
do saber histórico contribua efetivamente para a for-
Pro­porcionar condições e oferecer ferramentas con-
mação de indivíduos indagadores, criativos, partici-
ceituais para que os alunos possam com­preender de
pantes efetivos na sociedade.

158 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


1º ao 3º ANO
COmpETêNCIAS
• Compreende-se por competências ações que recomendada para fim. Os conteúdos, assim
expressam uma tomada de decisão através da compreendidos, passam a ser eles mesmos,
utilização de ferramentas concretas e intelec- construções sociais e históricas.
tuais, bem como da mobilização de esquemas
• A construção do conhecimento, assim compre-
conceituais, visando a estabelecer relações e
endida, ocorre a partir da formulação, expres-
promover interpretações. Observação, compa-
são e possibilidades de respostas de dúvidas.
ração e argumentação são, por exemplo, ações
Através do exercício da dúvida, o aluno pesqui-
que podem ser compreendidas como compe-
sador e o professor pesquisador consideram
tências. Habilidades, nesse sentido, são formas
seus saberes prévios, mas são produtores de
possíveis de alcance das competências. Portan-
um saber específico que redefine suas relações
to, espera-se que ao longo dos estudos de His-
com o conhecimento histórico e seu processo
tória no Ensino Médio, que os alunos se tornem
de produção. Esse seria o processo durante o
mais capazes de:
qual ocorre a aprendizagem histórica, sendo re-
• Compreender a sociedade, em seu processo de servado a alunos e professores do Ensino Médio
formação e mudanças, e os múltiplos fatores o desenvolvimento do pensar histórico. Livros,
que nela intervêm como produtos da ação hu- fontes orais, relatos, jornais, revistas, lendas,
mana, considerando a si mesmo como agente música, literatura, obras de arte, fotografia, pa-
social e aos processos sociais como orientado- trimônio, vídeo e cinema, monumentos, docu-
res da dinâmica dos diferentes grupos de indi- mentos oficiais, datas comemorativas, objetos
víduos. e museus e outros, apresentam-se como boas
escolhas para o ensino e aprendizagem dos
• Compreender a produção e o papel histórico
conteúdos históricos.
das instituições sociais, políticas e econômicas,
relacionando-as às práticas dos diferentes gru- • A organização do trabalho pedagógico em
pos e atores sociais, aos princípios e valores que História deve articular fatos, fontes, conceitos
regulam a convivência em sociedade, aos direi- e sujeitos que se integram e utilizam diferen-
tos e deveres da cidadania, e à justiça. tes alternativas metodológicas, que apontem
para a pesquisa como ensino e aprendizagem
• Considerar a importância das tecnologias con-
e para a problematização do presente a partir
temporâneas de comunicação e informação
do estabelecimento de relações entre as dinâ-
para a produção de bens, serviços e conheci-
micas temporais: permanências e mudanças,
mentos, aplicando-as em planejamento, ges-
continuidades e descontinuidades, sucessão e
tão, organização e fortalecimento do trabalho
simultaneidade, passado/presente/futuro.
de equipe e de ações na vida cotidiana.
• A organização dos conteúdos por temas requer
• Estabelecer relações entre continuidade/per-
cuidados específicos com a escolha dos méto-
manência e ruptura/transformação nos proces-
dos e dos critérios de definição dos conteúdos.
sos históricos.
Trabalhar com temas variados em épocas diver-
• Os conteúdos básicos e complementares da sas, de forma comparada e a partir de diferen-
História ensinada (conteúdos conceituais, pro- tes fontes e linguagens, constitui uma escolha
cedimentais e atitudinais) são compreendidos pedagógica que contribui de forma significa-
como uma articulação entre as habilidades e tiva para o desenvolvimento de competências
competências (selecionadas pelo professor de e habilidades relacionadas, principalmente, à
acordo com o nível de ensino), entre os tópicos/ representação e comunicação, investigação e
conteúdos eleitos para o alcance das habilida- compreensão, contextualização sociocultural e
des e competências e, tal entre a metodologia seus desdobramentos.

159
1º ANO

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Cultura material e imaterial; - Interpretar fontes documentais de


natureza diversa, considerando o
- Patrimônio e diversidade cultural
papel das diferentes linguagens,
no Brasil;
agentes sociais e contextos envolvi-
- História, tempo e memória; dos em sua produção;
- Pré-história: o homem na evolução - Compreender as diversas produ-
das espécies; ções da cultura nos contextos his-
tóricos de sua constituição e signi-
- Primeiros povos da América e a Pré
ficação;
-História brasileira;
- Posicionar-se criticamente diante
- Revolução Agrícola; de fatos presentes a partir da in-
- As civilizações do Rio Nilo e da Me- terpretação de suas relações com o
sopotâmia; passado;
- Organização das sociedades da - Compreender e organizar os con-
Grécia e Roma; ceitos como representações da rea-
lidade organizadas pelo pensamen-
- Mundo Islâmico, reinos e povos afri- to;
Diversidade canos;
Cultural, - Utilizar e elaborar textos interpreta-
Conflitos - Idade Média Ocidental: reinos ger- tivos sobre o processo histórico;
Representações mânicos, feudalismo e sua transpo- - Compreender que as temporalida-
do Mundo sição, igreja e cultura medieval; des e as periodizações são constru-
Social - Idade Moderna: Renascimento Co- ções socioculturais e, portanto, his-
mercial e Urbano, Renascimento tóricas;
Cultural e Científico, Reforma Pro- - Reconhecer que as formações so-
testante e Contra Reforma, Expan- ciais são resultado de várias cultu-
são Europeia e conquista da Améri- ras;
ca; - Compreender a transformação so-
- Formação dos Estados nacionais. ciocultural dos povos indígenas
para inserção no mundo contem-
porâneo;
- Valorizar a memória histórica e sua
preservação como um direito do ci-
dadão;
- Exercitar o conhecimento histórico
de forma autônoma e crítica;
- Reconhecer o papel das lutas so-
ciais nas conquistas e mudanças na
legislação e nas políticas públicas.

160 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


2º ANO

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- História dos povos indígenas: cultu- - Reconhecer o papel das lutas so-
ra, contribuições regionais, locais e ciais nas conquistas e mudanças na
a formação sociocultural brasileira; legislação e nas políticas públicas;
- A colonização das Américas; - Construir sentidos para os fatos his-
tóricos, relacionando-os aos pro-
- Organização político-administrati-
cessos históricos.;
va nas colônias: espanhola e portu-
guesa; - Problematizar o presente nas di-
mensões individuais e sociais, com-
- A escravidão e formas de resistên-
parando com outros contextos his-
cia indígena e africana na América;
tóricos;
- História cultural dos povos africa-
- Respeitar as diversidades reconhe-
nos;
cendo-as como construções históri-
- A luta dos negros no Brasil e o ne- cas e manifestações culturais;
gro na formação da sociedade bra-
- Fazer uso de textos analíticos e in-
sileira;
terpretativos sobre os históricos
- Formação da sociedade colonial processos;
brasileira.
- Desenvolver noções de tempo his-
- Religiosidade e sociedade na Amé- tórico percebendo-os como cons-
FORmAS DE rica portuguesa; trução cultural;
ORGANIZAÇÃO
- Produção açucareira e cafeeira e or- - Atuar sobre os processos de cons-
SOCIAL,
ganização social e cultural no Brasil; trução da memória social, partindo
CONSOLIDAÇÃO
DA CIDADANIA, - A mineração no Brasil colonial; da crítica dos diversos “lugares de
pENSAmENTO memória” socialmente instituídos;
- Invasões estrangeiras no Brasil;
pOLÍTICO E AÇÃO - Situar os acontecimentos históricos
DO ESTADO - Política de ocupação territorial bra- nos diversos ritmos de duração;
sileiro;
- Utilizar os conceitos históricos de
- Formação e características do Esta- forma analítica;
do Absolutista na Europa Ocidental;
- Compreender os impactos ambien-
- Estado e direito cidadão a partir da tais e socioculturais decorrentes do
modernidade; processo da colonização.
- A Europa e o Novo Mundo: relações
econômicas, sociais e culturais do
sistema colonial;
- O Iluminismo e o Liberalismo;
- As Revoluções Burguesas na Europa;
- O império Napoleônico e o Con-
gresso de Viena;
- Corte portuguesa no Brasil e mu-
danças geradas;
- O movimento operário e o advento
do Socialismo;

161
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- A Independência das Américas in-


Formas de glesa e espanhola;
Organização
Social, - O processo de Independência da
Consolidação América portuguesa;
da Cidadania, - A expansão dos Estados Unidos;
Pensamento
Político e Ação - O Império no Brasil (I e II Reinados);
do Estado - Os países hispano-americanos na
transição do século XIX para o sécu-
lo XX.

3º ANO

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- O Brasil na Primeira República; - Compreender a sociedade e a natu-


reza, reconhecendo suas interações
- Transformações nas estruturas pro-
no espaço em diferentes contextos;
dutivas no século XX (fordismo,
toyotismo, novas teorias da produ- - Analisar as interações da sociedade
ção e seus impactos); com o meio físico, levando em con-
sideração aspectos históricos e ou
- O imperialismo na África e na Ásia; geográficos;
- A Primeira Guerra Mundial; - Relacionar o trabalho com as for-
- Revoluções socialistas: (Russa, mas de poder, compreendendo sua
Cubana, Chinesa); importância nas transformações
históricas;
- A crise do capitalismo nos anos 20 e
ascensão do nazifascismo; - Fazer uso de argumentação crítica
sobre os processos históricos.
- Totalitarismo na Europa.
- Reconhecer e utilizar diferentes lin-
Características e - A revolução de 1930 no Brasil; guagens.;
Transformações
das Estruturas - A política do Estado Novo; - Relacionar o uso das tecnologias
Produtivas com os impactos socioambientais
- O contexto entre as duas Guerras
em diferentes contextos;
Mundiais;
- Utilizar diferentes procedimentos
- A Segunda Guerra Mundial; metodológicos na construção do
- A Guerra Fria; conhecimento histórico;
- Governos populistas na América - Reconhecer os fatos do passado
Latina e no Brasil; como processos sociais, resultados
de posicionamentos diante de dife-
- As experiências de esquerda na rentes possibilidades;
América Latina;
- Compreender e relacionar as dife-
- A ditadura militar na América Latina rentes formas de organização da
e no Brasil; vida social e das relações de poder;
- Lutas pela redemocratização no - Identificar as relações de poder nas
Brasil; diferentes instâncias da sociedade.

162 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- República Nova no Brasil; - Considerar a pluralidade das me-


mórias históricas, valorizando-as;
- A nova ordem mundial e os impac-
tos da globalização; - Participar dos processos de cons-
CARACTERÍSTICAS E trução e preservação da memória
TRANSFORmAÇÕES - O fim do socialismo; social.
DAS ESTRUTURAS - Conflitos e tensões no mundo atual - Avaliar as relações entre preserva-
pRODUTIVAS ção degradação da vida no planeta
- Desafios sociais e ambientais do sé-
culo XXI. nas diferentes escalas;
- Posicionar-se diante das questões
do presente a partir de interpreta-
ções críticas do passado.

9.2.1. história de Rondônia

3º ANO
COmpETêNCIAS
• Compreender a ocupação Portuguesa na re- • Saber utilizar as tecnologias na busca do conhe-
gião Amazônica; cimento histórico;
• Compreender os conceitos básicos relativos ao • Reconhecer que a formação da sociedade ron-
tempo histórico no contexto especifico regional; doniense é resultado de interações e conflitos
de caráter econômico, político e cultural;
• Estabelecer relações com outros contextos his-
tóricos desenvolvendo noções de semelhanças • Compreender as características essências das
e diferenças, continuidades e descontinuidades, relações de trabalho ocorridas historicamente
rupturas e permanências e de tempo histórico; no espaço rondoniense.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Rondônia e seus antepassados: Os - Conhecer o processo de ocupação hu-


sítios arqueológicos; mana e de colonização das terras que
constituem o Estado de Rondônia, ini-
- A Amazônia e o imperialismo: ex-
ciada em meados do século XVII;
ploração da Amazônia no contexto
do antigo regime colonial; - Analisar, interpretar e criticar fontes
documentais de natureza históricas
hISTÓRIA- - A atuação dos missionários na Ama-
e diversas; produzir textos analíti-
mEmÓRIA E zônia nos séculos XVII e XVIII;
cos sobre os processos históricos,
CIDADANIA - Expedições Bandeirantes; compreendendo as diferentes lin-
- Os tratados de demarcação de limi- guagens: escrita, pictórica, fotográ-
tes coloniais na Amazônia; fica e oral e gêneros textuais;

- A população indígena dos rios - Reconhecer os diferentes agentes so-


Guaporé, Mamoré e Madeira; ciais e os contextos envolvidos na pro-
dução do conhecimento histórico;

163
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Transformações sociais, diferentes - Entender que o objeto da História


temporalidades, modo de vida das regional são as relações humanas
etnias, identidade, sociedade, reli- no tempo e no espaço;
gião, economia, História, intercultura-
- Compreender o passado como
lidade, sustentabilidade e autonomia;
construção cognitiva que baseia
- A sociedade e a economia do vale em registros deixados pela huma-
do Guaporé no período colonial; nidade no tempo e no espaço;
- Ouro no Guaporé e a sociedade mi- - Captar as relações de poder, nas
neradora na região aurífera; diversas instâncias da sociedade,
como as organizações de trabalho
- A política de fortificação lusitana na
e as instituições da sociedade orga-
Amazônia – o Forte Príncipe da Beira;
nizada: sociais, políticas, étnicas e
- O Primeiro Ciclo da Borracha; religiosas;
- Os tratados: Ayacucho, Petrópolis e - Identificar as várias formas de resis-
a questão do Acre; tência escrava, bem como o proces-
- Migração nordestina do século XIX; so de escravidão;

- A construção da EFMM; - Relacionar a importância do negro


no desenvolvimento regional do
- Comissão Rondon e as linhas Tele- Guaporé, bem como a sua influ-
gráficas; ência na cultura local e ressaltar a
- Segunda Guerra mundial - Segun- importância das comunidades qui-
História- do Ciclo da Borracha; lombolas remanescentes na histó-
Memória e ria atual;
- Criação do Território Federal do
Cidadania Guaporé 1943; - Entender a importância da memó-
ria histórica para a vida da popula-
- Mudança para Território Federal de ção e de suas raízes culturais;
Rondônia 1956;
- Aprimorar atitudes e valores indivi-
- Garimpo de cassiterita e seus im- duais e sociais;
pactos sociais e o fluxo migratório;
- Compreender a cultura como um
- Abertura da BR-29, atual BR-364; conjunto de representações sociais
- Projetos de colonização do INCRA; que emerge no cotidiano da vida
social;
- Ouro no Rio Madeira na década de
80 e 90; - Analisar, interpretar e criticar fontes
documentais de natureza históricas
- Criação do Estado de Rondônia;
e diversas.
- Política e economia atual do esta-
do: Construção das Usinas Hidrelé-
tricas de Samuel, Jirau e Santo An-
tônio custos, benefícios e impactos
ambientais e sociais à região;
- Rondônia e a diversidade étnico-racial;
- As vastas culturas populares do Es-
tado de Rondônia
- Relações Diplomáticas fronteiriças.

164 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


9.3. Geografia - 1º ao 3º Ano na constituição do espaço. Os pressupostos básicos
eram a criticidade e o engajamento do espaço geo-
gráfico comprometido com a justiça social.
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE
CURRICULAR Essa geografia se enraizou e floresceu num contex-
to de revisão de ideias e valores. Representou uma
abertura e um entrelaçamento com os movimentos
Os estudos geográficos remontam ao pensamento sociais. Neste contexto surge a necessidade de um
grego da antiguidade. Por isso, a Geografia, pode ser ensino pluralista voltado a desenvolver a criticidade
considerada como um dos saberes mais antigos que no educando, ou seja , o senso de cidadania plena.
existem no mundo. Esta, enquanto ciência é produ- Uma Geografia crítica e humanística. Humanística
to dos grandes embates políticos e científicos que porque estuda os aspectos do homem, sendo que as
dominaram as relações de poder entre os alemães noções de espaço e lugar adquirem uma tendência
e franceses nos séculos XVIII e XIX. A Geografia se- geográfica muito importante, possui uma relação in-
gundo Capel (1981) e Christofoletti (1985), percorreu trínseca com a vida na realidade dos grupos sociais.
longos caminhos, enquanto história natural ou filo-
Os estudos relacionados ao componente Curricular
sofia natural, tendo iniciado sua estruturação com as
de Geografia estão presentes no dia a dia do aluno
obras de Alexandre Von Humboldt (1769-1859) e de
de toda a educação básica. Portanto é fundamental
Carl Ritter (1778-1859). Foram imensos os debates nos
que o estudo dessa ciência proporcione aos alunos
séculos XVI, XVII, XVIII e XIX para que a Geografia pu-
práticas e pesquisas, onde estes reflitam sobre sua
desse tornar-se independente adquirindo conceitos
realidade, contextualizando-a com o mundo.
próprios e específicos.
O objetivo maior dessa disciplina é fazer com que os
A Geografia descrevia as sociedades e paisagens,
alunos compreendam a dinâmica social, espacial e
logo depois seguiu caminhos nos métodos quantita-
temporal em uma escala do local ao global em uma
tivos tentando explicar os fenômenos que acontece-
perspectiva multidisciplinar com incorporação de
riam na superfície. Porém foi com o questionamento
conceitos/conteúdos que vão além dos conceitos
crítico que as mudanças aconteceram na contextuali-
geográficos: paisagem, espaço e tempo, sociedade,
zação geográfica. Era preciso que esta ciência não se
lugar, região e território. Abrangendo, portanto, a di-
tornasse mercadoria, mas estabelecesse estudos nas
versidade e os temas transversais.
relações sociais, pensando a sociedade de forma que
não fosse para se defender da guerra ou domínio de A Geografia escolar do século XXI, deve estar voltada
territórios. Sendo preciso entender os processos de para o desenvolvimento de competências, habilida-
apropriação, exclusão, dominação entre os grupos e/ des e atitudes entre educandos e educadores, onde
ou sociedades. o aprender a aprender, o aprender a fazer, aprender
a conhecer e o aprender a ser seja uma constante no
Em conseguinte as mudanças no mundo globalizado
processo ensino-aprendizagem.
e tecnológico, as transformações econômicas, cultu-
rais, ambientais e políticas mundiais faz-se necessário
uma geografia que se baseia na intensa relação com OBJETIVOS
outras áreas do conhecimento para promover cami-
nhos que não separa o humano do habitat, não sepa-
ra o ser e suas relações. Dentro dessa ação complexa As Diretrizes Curriculares Nacionais apontam como
da sociedade, o fazer geográfico, procura analisar, objetivo do Ensino de Geografia para o Ensino Médio
e compreender o lócus de vida correlacionando ao que:
mundo. Onde esta ciência está a serviço do desenvol-
vimento humano. “O ensino de Geografia deve fundamentar-se em
A geografia que surge em meados da década de 70, um corpo teórico-metodológico baseado nos
nasceu inicialmente na França e posteriormente Es- conceitos de natureza, paisagem, espaço, territó-
panha, Itália, Brasil denominada como geografia Crí- rio, região, rede, lugar e ambiente, incorporando
tica, busca nas teorias marxistas sua base epistemo- também dimensões de análise que contemplam
lógica. Traz uma nova interpretação das categorias tempo, cultura, sociedade, poder e relações eco-
de espaço geográfico, território e paisagem focando nômicas e sociais e tendo como referência os pres-
a pluralidade. Trabalha investigando as interações supostos da Geografia como Ciência que estuda as

165
formas, os processos, as dinâmicas dos fenômenos compreensão do significado, possibilitando o reco-
que se desenvolvem por meio das relações entre nhecimento do conhecimento prévio e que provo-
as sociedades e a natureza, conquistando o espaço quem uma atividade mental para assegurar a funcio-
geográfico”. (DCN, p.43) nalidade e a significância para o sujeito;
2- Conteúdos procedimentais – é o procedimento de
transposição do conhecimento para a resolução de
O professor e o aluno precisam desenvolver compe- problemas do dia a dia. É o fazer, a partir do conhecer.
tências e habilidades que os ajudem a comparar, ana- As técnicas e estratégias estão presentes para que os
lisar relacionar, identificar compreender e articular os conteúdos aprendidos tenham sentido para o aluno;
conteúdos e atividades didáticas para o entendimen-
to do espaço geográfico, objeto de estudo da Geo- 3- Conteúdos atitudinais – Abarca o campo afeti-
grafia, do lugar de vivência à esfera mundial. vo, cognitivo e de condutas. As Inter-relações entre
professores e alunos estabelecem atitudes, valores e
Sendo que os saberes e experiências do ensino de comportamentos. Neste campo é importante intro-
Geografia deverão estar pautados em Competências duzir a reflexão-crítica, partindo do contexto social
e Habilidades da escola, do aluno e da família.
Para a formação do sujeito não é imperioso somente Trabalhar dentro desses preceitos é estabelecer uma
os conteúdos curriculares, faz-se necessário dimen- relação com os 4 pilares da educação: Saber conhe-
sionar a relação dos conteúdos com as competências cer, saber fazer, saber conviver e saber ser. Despertan-
e habilidades no processo ensino-aprendizagem. do, assim o aluno para exercer seu papel de cidadão.
Esta relação implica fundamentar os tipos de conteú- O Aprender a conhecer é aprender a ler o ambiente
dos em que Zabala (1998) se apoia: onde se está inserido: a sala de aula, o lugar para po-
1 - Conteúdos conceituais – são os conceitos concer- der construir o mundo. Aprender o novo, construir e
nentes aos objetos de estudo, tendo como objetivo reconstruir.
a descrição e a objetividade do conteúdo. Requerem

166 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


1° ANO

CONCEITO ESTRUTURANTE – pAISAGEm E ESpAÇO GEOGRÁFICO

COmpETêNCIAS

• Capacidade de operar com os conceitos básicos guagens geográfica e cartográfica na interpre-


da Geografia para análise e representação do tação de mapas, gráficos e tabelas para a com-
espaço em suas múltiplas escalas. preensão de fatos socioeconômicos, políticos e
ambientais na escala local a mundial;
• Compreender a sociedade e a natureza, reco-
nhecendo suas interações no espaço em dife- • Desenvolver o senso crítico, problematizando o
rentes contextos históricos e geográficos. espaço geográfico em suas diversas dimensões:
cultural, política, econômica e ambiental.
• Aplicar os conhecimentos e conceitos das lin-

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Introdução à Geografia e os seus - Entender a importância do estudo


principais conceitos; da Geografia como ciência;
- Estrutura, forma e Dinâmica da Ter- - Estabelecer relações entre as trans-
ra e a ação antrópica; formações naturais e sociais na pai-
sagem;
- Formações vegetais, domínios mor-
fológicos, Clima e a hidrografia; - Diferenciar clima e tempo, reconhe-
cendo os principais tipos de clima
- Os problemas ambientais e o des-
no Brasil e no mundo;
pertar da consciência ecológica;
- Relacionar e reconhecer a ação hu-
- Geografia na era da informação:
mana sobre o ciclo da água, às mu-
Tecnologia e os meios de comuni-
danças climáticas e da litosfera;
DINâmICA cação;
SOCIOAmBIENTAL - Reconhecer e relacionar a impor-
- Cartografia: sensoriamento remoto,
DO ESpAÇO tância da biosfera, litosfera, atmos-
geoprocessamento e as representa-
NATURAL E fera e hidrosfera com a ação huma-
ções gráficas e cartográficas.
GEOGRÁFICO na;
- Analisar e interpretar informações a
partir de mapas de diferentes proje-
ções e escalas, perfis topográficos,
blocos-diagramas, gráficos e repre-
sentações importantes para o ma-
peamento da superfície terrestre;
- Articular os conceitos da Geografia
com a observação, descrição, orga-
nização de dados e informações do
espaço geográfico considerando as
escalas de análise;

167
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Modo de produção capitalista e a - Compreender o processo histórico


sociedade industrial no mundo: di- de industrialização mundial e as
ferentes processos de organização revoluções industriais ocorridas no
espacial; tempo e no espaço;
- As revoluções industriais e a resis- - Caracterizar os diversos tipos de in-
tência dos trabalhadores. dústrias e a tecnologia usada com-
parando seu papel nos países cen-
trais e periféricos;

DINÂMICA - Relacionar a modernização da in-


POLÍTICA E dústria ao aumento da exploração
ECONÔMICA da força de trabalho, a resistência à
DO ESPAÇO exploração e a acumulação do ca-
GEOGRÁFICO pital nos diversas atividades econô-
mica;
- Compreender o processo de ma-
nutenção dos empregos dos tra-
balhadores, em relação às políticas
salariais, condições de trabalho e
mudanças tecnológicas da mão de
obra.

- As transformações da paisagem - Identificar como as técnicas e tec-


ocasionadas pelas diferentes for- nologias alteram a organização do
DINÂMICA mas de trabalho humano; trabalho humano;
DEMOGRÁFICA
- O espaço geográfico produto do - Associar as mudanças tecnológicas
E CULTURAL
trabalho humano na natureza; às transformações no modo de uti-
DO ESPAÇO
lização dos recursos naturais e as
GEOGRÁFICO - A força de trabalho e o capital na
profundas transformações da pai-
era da tecnologia;
sagem.

Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais.

168 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


2° ANO

CONCEITO ESTRUTURANTE – pAISAGEm, LUGAR, TERRITÓRIO E ESCALA

COmpETêNCIAS

• Reconhecer o desenvolvimento da sociedade • Apreender os elementos culturais que consti-


como processo de ocupação do espaço e a rela- tuem as identidades;
ção com a vida humana em seus desdobramen-
• Capacidade de compreender os fenômenos
tos políticos, culturais, econômicos e humanos;
locais, regionais e mundiais expressos por suas
• Compreender as transformações dos espaços territorialidades, considerando as dimensões
geográficos como produto das relações socio- de espaço e tempo.
econômicas e culturais de poder;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- O mundo contemporâneo: espaço - Comparar o processo de urbaniza-


rural e espaço urbano; ção em países periféricos, centrais e
emergentes;
- A urbanização mundial e brasileira;
- Apreender o processo de urbaniza-
- Rede hierárquica de cidades e suas
ção brasileira, a rede hierárquica de
especificidades;
cidades, considerando os aspectos
- O espaço agrário, a agropecuária e socioespaciais;
a indústria;
- Reconhecer o espaço urbano como
- Regiões produtivas agrícolas no o espaço das diferenças;
Brasil e no mundo;
- Entender a organização do espaço
DINâmICA - A fome e o mercado de produção; agrário e urbano das regiões geo-
pOLÍTICA E econômicas sob a ótica da divisão
ECONÔmICA - Processo de modernização da ativi-
dade agropecuária; internacional do trabalho;
DO ESpAÇO
GEOGRÁFICO - As fontes de energia, produção e - Relacionar o problema da fome ao
comércio; papel das tecnologias agrícolas;

- Os complexos regionais: nordeste, - Entender o papel da ONU na resolu-


centro-sul e o espaço amazônico, ção da fome mundial;
potencial econômico, metropoliza- - Entender a estruturação dos es-
ção e os problemas urbanos. paços urbano-industrial sua inter
-relação com o espaço rural e sua
influência sobre a dinâmica popula-
cional;
- Comparar o potencial energético
do Brasil e do mundo;

169
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Compreender a importância geo-


política e as relações de poder que
Dinâmica envolvem as matrizes energéticas;
Política e
Econômica - Compreender as diferenças econô-
do Espaço micas, políticas, sociais, regionais e
Geográfico a metropolização dos complexos
regionais.

- A questão agrária nas várias regiões - Compreender o processo histórico


do mundo e no Brasil; das questões fundiárias e a da luta
pela terra;
- Estrutura fundiária e a luta pela ter-
ra; - Correlacionar à questão agrária nas
Dinâmica
escalas: mundial, nacional, regional
Socioambiental - Questões ambientais nas regiões
e local;
do Espaço produtivas mundiais;
Geográfico - Analisar, interdisciplinarmente os
- Expropriação de terras e urbaniza-
problemas ambientais e a preserva-
ção na Amazônia;
ção da vida no planeta;
- Questões ambientais na Amazônia.
- Compreender a importância da
biodiversidade Amazônica para o
mundo.

- O Brasil: construção do território e a - Compreender a diversidade socioe-


formação do povo brasileiro; conômica e cultural brasileira como
resultante do processo diferencia-
- A economia do pau Brasil e da cana
do de ocupação do território;
de açúcar;
- Diferenciar a dinâmica populacio-
Dinâmica - Formação étnica cultural;
nal de diferentes países;
DemogrÁfica
- Conceito de nação e identidade so-
e Cultural - Caracterizar a estrutura demográfi-
ciocultural;
do Espaço ca brasileira;
Geográfico - Crescimento populacional, transi-
- Identificar os principais fluxos mi-
ção e evolução demográfica;
gratórios;
- Fluxo migratório nos processos de
- Associar as manifestações culturais
urbanização.
do presente aos processos históri-
cos.

Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais.

170 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


3° ANO

CONCEITO ESTRUTURANTE - TERRITÓRIO, REGIÃO, REDES, GLOBALIZAÇÃO E ESCALA

COmpETêNCIAS

• Entender as transformações técnicas e tecno- tensificação pelo avanço técnico-científico;


lógicas e seu impacto nos processos de produ-
• Compreender as transformações dos espaços
ção, no desenvolvimento do conhecimento e na
geográficos como produto das relações socioe-
vida social;
conômicas e culturais de poder;
• Compreender o papel dos conflitos geopolíticos
• Problematizar o mundo em escala local a global
e étnicos na reconfiguração do espaço mundial
considerando a complexidade das relações so-
e o processo de globalização como resultante
ciais, políticas, ambientais e econômicas.
da expansão das fronteiras capitalistas e sua in-

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Organização do espaço mundial, - Comparar o significado histórico-


aspectos históricos e geopolíticos geográfico das organizações polí-
do século XX e XXI; ticas e socioeconômicas em escala
local, regional ou mundial;
- O mundo bipolar e a nova ordem
multipolar; - Analisar a ação dos estados nacio-
nais no que se refere a dinâmica
- Fluxos e redes de negócios em dife-
dos fluxos populacionais e no en-
rentes escalas: circulação, estradas,
frentamento de problemas de or-
comunicação e informação;
dem econômico-social;
DINâmICA - A importância da ciência e da tec-
pOLÍTICA E - Relacionar o geoprocessamento e a
nologia no mundo globalizado;
ECONÔmICA utilização de SIG ao avanço tecno-
- O espaço mundial e sua regionali- lógico;
DO ESpAÇO
zação;
GEOGRÁFICO - Identificar as novas tecnologias
- Globalização, meio ambiente e blo- nas relações da vida social local ao
cos econômicos; mundo global;
- A globalização e as desigualdades - Explicar as consequências da ex-
socioespaciais do Brasil; pansão da globalização no espaço
- O cenário geopolítico do mundo político-econômico, expressas na
contemporâneo; dinâmica das organizações interna-
cionais;
- Os sistemas econômicos no espaço
mundo.

171
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Analisar o arranjo geopolítico mun-


Dinâmica dial em diferentes contextos histó-
Política e ricos, associando e diferenciando
Econômica sistemas político-econômicos e o
do Espaço papel dos estados nacionais e dos
Geográfico organismos internacionais.

- A degradação ambiental e as mu- - Diagnosticar e interpretar os pro-


danças ecológicas globais; blemas sociais e ambientais da so-
ciedade contemporânea;
- A sociedade de consumo e o meio
ambiente – local ao global; - Entender os interesses econômicos
e a responsabilidade do consumi-
Dinâmica - Sustentabilidade ambiental e so-
dor com relação aos problemas am-
Socioambiental cial.
bientais em diversas escalas;
do Espaço
Geográfico - Reconhecer e correlacionar os im-
pactos causados no meio ambiente
pelas atividades econômicas em es-
cala global;
- Caracterizar o modelo de desenvol-
vimento sustentável.

- Desigualdades sociais e exclusão - Reconhecer e contextualizar os gru-


socioespacial; pos étnicos e sociais, respeitando as
diferenças entre os diferentes paí-
- Fluxos migratórios de trabalhado-
ses;
res;
Dinâmica
- Relacionar as noções de espaço, ter-
DemogrÁfica - Lutas territoriais, terrorismo e zona
ritório, fronteira, cultura e etnia na
e Cultural de fronteira.
interpretação dos conflitos geopo-
do Espaço
líticos e étnicos mundiais;
Geográfico
- Analisar e associar o a intensificação
dos fluxos migratórios de trabalha-
dores em decorrência do processo
de globalização.

Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais.

172 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


9.3.1. Geografia de Rondônia
3° ANO
COmpETêNCIAS
• Compreender os fenômenos locais e regionais tos políticos, culturais, econômicos e humanos;
expressos por suas territorialidades, conside-
• Tomar decisões diante de situações concretas,
rando as dimensões de espaço e tempo;
recorrendo aos conhecimentos geográficos,
• Reconhecer o desenvolvimento da sociedade demonstrando capacidade de observação, per-
como processo de ocupação do espaço e a rela- cepção e de estabelecimento de relações com a
ção com a vida humana em seus desdobramen- vida cotidiana.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

Dimensão Geopolítica e Econômica: - Analisar os significados histórico-


geográficos das relações de poder
- Ocupação e povoamento dos va-
na ocupação Amazônia e do povo-
les dos rios madeira, Mamoré e
amento de Rondônia; Interpretar
Guaporé;
geograficamente e historicamente
- A exploração da borracha (I e II ci- em fontes documentais e na vivên-
clos); cia os aspectos culturais do espaço
- A construção da EFMM; rondoniense;

- O território Federal do Guaporé/RO; - Avaliar criticamente os conflitos so-


ciais, culturais, políticos, econômi-
DINâmICA - A construção da rodovia 029/364; cos e ambientais;
DO ESpAÇO
- Projeto de Colonização do Incra; - Reconhecer as transformações tec-
GEOGRÁFICO DE
RONDÔNIA - Os ciclos econômicos: mineração, nológicas que determinam a apro-
extrativismo, agropecuária, agro- priação e uso dos espaços urbano e
negócios e as hidrelétricas; rural;
- A criação do Estado de RO e as divi- - Reconhecer as interações da socie-
sões regionais - Localização, Limites dade com o meio físico e o processo
e Área. de transformação da paisagem;
- Produção econômica atual: Interes- - Entender a importância do elemen-
se na apropriação e na decisão so- to cultural, respeitar a diversidade
bre o uso do Solo; étnica e desenvolver a solidarieda-
de;
- Rondônia na Rota Globalização.
- Diagnosticar e interpretar os pro-
Dimensão sociocultural: blemas sociais e ambientais da so-
ciedade rondoniense.
- A população de RO: distribuição,
composição, densidade e mobilida-
de espacial;
DINâmICA
DO ESpAÇO - População tradicional: seringueiros,
GEOGRÁFICO DE ribeirinhos, quilombolas e pomera-
RONDÔNIA nos;
- População indígena;
- Segregação e exclusão da popula-
ção;

173
EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- A urbanização e a especulação imo-


biliária;
- A infraestrutura territorial: Malha
viária, hidroviária e aérea, rede de
telecomunicações.
Dinâmica
do Espaço Dimensão física e ambiental:
Geográfico de
Rondônia - Políticas públicas socioeconômicas
e ambientais;
- Questões ambientais e sustentabili-
dade;
- Relevo, vegetação, clima e hidro-
grafia.

9.4. Filosofia - 1º ao 3º Ano

CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

Filosofia, do grego, etimologicamente, amor à sa- ser humano”. (ARANHA e MARTINS, P.3). Nessa pers-
bedoria, surge por volta dos séculos VII e VI a. C. nas pectiva a Filosofia é apontada como uma disciplina
cidades gregas situadas na Ásia Menor. É a designa- crítico-reflexiva capaz de alargar a visão de mundo
ção dada à nova forma de conhecimento, racional e do aluno, levando-o a ver para além da mera aparên-
sistematizada, utilizada pelos primeiros pensadores cia e agir mais coerentemente, pautado nos ditames
gregos para fazer frente aos mitos cosmogónicos da razão.
difundidos pelas religiões gregas. Essa forma de co-
Neste contexto, a Filosofia proporciona ao aluno de-
nhecimento criada e desenvolvida pelos gregos se
senvolver-se como um ser, eminentemente, político;
solidifica ao longo dos tempos e chega ao Brasil por
entenda-se aqui a política em sua origem, grega,
volta do século XVI trazida pelos jesuítas
como o exercício da cidadania. Em outras palavras, o
Em 2006, o Parecer 38 do CNE/CEB garante a obriga- aluno passa a se interessar pela vida em comunidade
toriedade da Filosofia no Ensino Médio e, somente buscando os seus direitos e deveres.
com a promulgação da lei nº 11.684 de 02 de junho
de 2008, em seu inciso IV, que modifica o art. 36 da
Lei de Diretrizes e Base (LDB Lei nº 9.394/96), é que OBJETIVOS
recebe a seguinte redação: “serão incluídas a Filosofia • Proporcionar ao educando uma visão crítica da
e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas realidade que o cerca;
as séries do ensino médio.”
• Promover a passagem da consciência mítico-re-
Dentre outras “a intenção primeira do ensino de Fi- ligiosa para a consciência racional - reflexiva;
losofia não é a de formar filósofos – embora, eventu-
almente, algumas vocações possam ser despertadas • Desenvolver no educando a capacidade para
-, mas provocar a reflexão filosófica, inerente a todo responder as questões advindas das mais varia-
das situações.

174 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


1º ANO
COmpETêNCIAS

• Compreender como se deu a passagem da vi- • Entender a importância da filosofia conheci-


são mítica para a visão filosófica; mento crítico, reflexivo e sistemático em rela-
ção às verdades produzidas pelo homem em
• Analisar a Filosofia como pensamento questio-
meio às múltiplas transformações sociais.
nador e instaurador de uma nova percepção
sobre o mundo e os problemas humanos;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Das vantagens de estudar filosofia. - Ler textos filosóficos e não filosófi-


O por quê? cos de modo significativo;
- A Origem da Filosofia: do mito à ra- - Produzir textos a partir de reflexões
zão; realizadas;
- Mitos regionais (Indígenas e Afro- - Promover discussão e debate sobre
descendentes). a visão ingênua do mundo moder-
no;
- A verdade segundo o mito e a Filo-
sofia; - Compreender as noções básicas da
filosofia grega;
- Características do conhecimento:
crítico, reflexivo e sistemático; - Identificar as várias acepções da pa-
lavra filosofia;
- A atitude filosófica: Thauma, ques-
tionamento e reflexão filosófica. - Articular conhecimentos filosóficos
e diferentes conteúdos e modos
- Filosofia pré-socrática;
INTRODUÇÃO discursivos com as ciências naturais,
AO ESTUDO DA - Os sofistas; O discurso e a virtude; artes e outras produções culturais;
FILOSOFIA - Filosofia clássica: Sócrates, Platão e - Identificar a diferença entre pensa-
Aristóteles. mento filosófico e mitológico.
- Filosofia Medieval; - Ler mitos de diversos povos a fim
- Patrística: Filosofia e religião; de identificar as diferentes cosmo-
visões;
- Escolástica: Fé e Razão.
- Refletir a distinção que há entre
o pensamento filosófico e pensa-
mento sofistas;
- Compreender a busca da verdade a
partir da fé
- Conhecer o pensamento dos Pré-
socráticos e dos três primeiros fi-
lósofos que compõe o importante
legado ocidental dos mais produ-
tivos períodos da filosofia grega: o
antropológico e sistemático.

175
2º ANO

COMPETÊNCIAS

• Compreender o Conhecimento como relação • Entender a importância da filosofia conheci-


entre sujeito e objeto a partir da experiência mento crítico, reflexivo e sistemático em rela-
dos indivíduos no mundo; ção às verdades produzidas pelo homem em
meio às múltiplas transformações sociais.
• Compreender o problema do conhecimento
em diferentes correntes filosóficas;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Relação sujeito-objeto; - Conceituar filosoficamente o co-


nhecimento;
- Teoria do Conhecimento: Ceticis-
mo, Dogmatismo, Idealismo, Empi- - Caracterizar o conhecimento no
rismo, Pragmatismo, Racionalismo, pensamento dos primeiros filóso-
Criticismo; fos;
- Tipos de Conhecimento; - Conhecer as diferentes formas de
pensar a possibilidade, a origem, e
- Filosofia da religião; O sagrado e o
a essência do conhecimento;
profano;
- Articular o conhecimento filosófico
- O conhecimento do senso comum;
com as demais formas de conheci-
- O conhecimento científico; mento;
- O conhecimento filosófico; - Reconhecer o valor das diversas
O Conhecimento - A lógica: Noções de lógica: Clássica manifestações religiosas.
e Simbólica, A lógica dialética. - Compreender a lógica filosófica
como meio para organizar o pensa-
mento;
- Conhecer e analisar as diferentes
correntes do pensamento filosófi-
cos;
- Conhecer a origem da lógica e elen-
car as principais ferramentas do
pensamento lógico;
- Conceituar a verdade como cons-
trução do pensamento e busca
pelo conhecimento.

176 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- O conceito de Ética e Moral; - Conceituar ética e filosofia moral;


- Autonomia e heteronomia; - Relacionar Ética e Moral compreen-
dendo a diferença entre as mesmas;
- Normas morais e normas jurídicas.
- Utilizar esses conceitos para reco-
- Identidade, igualdade, diversidade
nhecer o grau de vivência demo-
e tolerância;
crática;
- Filosofia da arte: o feio e o belo, arte
- Analisar a fruição do belo;
e cultura, beleza subjetiva e univer-
sal. - Discutir sobre o sentido da obra de
arte;
éTICA, mORAL E - Compreender a definição de beleza
ESTéTICA e refletir sobre as diversas manifes-
tações do belo;
- Analisar a indústria cultural a partir
de uma visão filosófica contempo-
rânea;
- Estabelecer a relação entre moral e
costumes nas correntes filosóficas;
- Articular conhecimentos filosóficos
e diferentes conteúdos e modos
discursivos com as ciências naturais,
artes e outras produções culturais.

177
3º ANO
COMPETÊNCIAS

• Compreender a política como busca e realiza- • Compreender os conceitos ideológicos e suas


ção do bem comum social; implicações na vida pessoal e social do indiví-
duo.
• Debater de que forma a política e o poder po-
dem transformar uma sociedade em todos os
seus aspectos;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Ética, Ciência e Tecnologia; - Analisar as diferentes formas de lin-


guagem;
- Linguagem: o pensamento e a cultura;
- Compreender o conceito de lingua-
- Os diversos tipos de linguagem;
gem;
- A linguagem e sua função social;
Linguagem e - Identificar a construção de sentido a
Tecnologia - O existencialismo: a relação homem e partir da linguagem;
mundo;
- Discutir sobre liberdade de escolha,
- A liberdade e suas consequências; liberdade de expressão, liberdade de
- A Fenomenologia; política e de liberdade de existência.

- Tecnologia e seus limites.

-- O que é política; - Conceituar política a partir da concep-


ção grega de polis;
-- O público e o privado;
- Diferenciar política de politicagem;
-- Os direitos humanos;
- Compreender a relação entre liberda-
-- Democracia, Liberdade e Participa-
de e responsabilidade;
ção;
- Reconhecer que a luta pela conquista
-- Ideologia - Conceitos:
dos Direitos Humanos se dá a partir da
1. Naturalização, Universalização, Abs- necessidade de melhorias das condi-
tração, Lacuna, Realidade investida; ções de vida do homem;
Filosofia Formas de Ideologia;
- Reconhecer o conflito ideológico exis-
Política e 2. Ideologia do opressor (dominante), tente entre as classes sociais;
Cidadania Ideologia do Oprimido (dominado);
- Estabelecer as relações entre os concei-
3. Alienação; tos de Estado, cidadania e liberdade;
4. A Cidadania; - Compreender os conceitos de política,
5. O Cidadão e a Lei. relações de poder e democracia.
- Debater algumas teorias de Estado;
- Debater os limites do público e o priva-
do;
- Analisar questões envolvidas na cons-
trução da cidadania.

178 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


9.5. Sociologia – 1º ao 3º Ano As orientações curriculares destacam o papel central
do pensamento sociológico na educação que é o de
observação dos fenômenos sociais, aliando-as outras
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE disciplinas na área das Ciências Humanas. Sendo as-
CURRICULAR sim descrita:
(...) o estranhamento. No caso da Sociologia, está
A Sociologia, lentamente, foi ocupando seu espaço em causa observar que os fenômenos sociais que
nos currículos escolares. Somente em 2006, com a rodeiam a todos e dos quais se participa não são de
aprovação do Parecer 38/CNE/CEB e a promulgação imediato conhecidos, pois aparecem como ordiná-
da lei nº 11.684 de 02 de junho de 2008, ela, assume rios, triviais, corriqueiros, normais, sem necessidade
o caráter de obrigatoriedade como componente cur- de explicação, aos quais se está acostumada, e que
ricular no ensino médio, retomando o seu lugar de na verdade nem são vistos. Assim como a chuva é
destaque na formação cidadã do jovem brasileiro. um fenômeno que tem uma explicação científica,
Desde então vem sendo utilizada como instrumento ou uma doença também tem explicações mesmo
de inserção do jovem na sociedade, capacitando-o que não se tenha chegado a terapias totalmente
para dialogar com a sua geração acerca dos proble- exitosas para sua cura; ou do mesmo modo que as
mas sociais contemporâneos, tornando-o partícipe guerras, as mudanças de governo podem ser estu-
do processo de discussão e resolução dos mesmos. da das pela História ou os cataclismos naturais, pela
Geografia; os fenômenos sociais merecem ser com-
Dentre as várias manifestações da importância da preendidos ou explicados pela Sociologia. Mas só é
Sociologia como Ciência, a ser ministrada no ensino possível tomar certos fenômenos como objeto da
médio, destacam-se os seguintes: Sociologia na medida em que sejam submetidos a
1. Estuda as relações sociais e/ou o convívio entre um processo de estranhamento, que sejam coloca-
as pessoas; dos em questão, problematizados. (Brasil, 2006, p.
106-107).
2. Considera as várias redes de relações sociais,
da mais simples: uma pequena família a mais
complexas: grandes grupos étnicos, religiosos e Neste sentido, a proposta do componente curricular
geopolíticos etc. de Sociologia traz como eixo o pressuposto de que o
3. Considera a subjetividade, a ação e os conhe- jovem possa construir uma sensibilidade sociológica
cimentos humanos como sociais e constituídos em relação à realidade vivida.
em meio a negociações, traduções, lutas e dis-
putas, às vezes, consensuais, às vezes, conflitu-
osas, em torno da organização e ocupação do OBJETIVOS
espaço e do tempo e pelo reconhecimento sim- - Problematizar os fenômenos sociais;
bólico e material.
- Sensibilizar o educando para os fenômenos So-
4. A Sociologia, através do seu estudo, deve pos- ciais;
sibilitar ao aluno, por meio da investigação e
do diálogo como contribuição teórico-metodo- - Valorizar o educando como agente de transfor-
lógico do campo, o desenvolvimento de uma mação da vida social;
“atitude sociológica” voltada para a análise e a - Comparar e analisar a realidade;
problematização do vivido nos contextos coti-
- Estudar atitudes e crenças;
dianos, contribuindo para que ele compreenda
a sociedade em que está inserido, ao mesmo - Desenvolver no educando habilidade cognitiva
tempo, como produto e produtor. como repertório de gestões sociais.
A Sociologia, oferece ao professor instrumentos para
a mediação pedagógica, formando um enlace entre
o conhecimento dos alunos e a leitura/tradução do
conhecimento científico sobre a sociedade, assim o
aluno assume uma postura de investigação sobre a
realidade em que está inserido.

179
1º ANO

COMPETÊNCIAS

• Alcançar a capacidade crítica como forma de • Compreender o papel das instituições sociais
superar ideologias, preconceitos e o pensa- enquanto instâncias reguladoras da convivên-
mento baseado no senso comum; cia dos indivíduos, dos seus interesses e neces-
sidades na vida social e cidadã.
• Entender a pesquisa como instrumento de
compreensão da realidade social e da produção
e conhecimento;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Introdução ao estudo de sociologia; - Compreender e analisar a historicidade


do pensamento sociológico (surgimen-
- Iniciação à Pesquisa Científica;
to e processo de organização);
- As relações e interações sociais;
- Conhecer as teorias sociológicas: AU-
- Conteúdos simbólicos da vida huma- GUSTO COMTE, DURKHEIM, MAX WE-
na; BER, KARL MARX;
- As diferenças e igualdades dos rela- - Compreender os conceitos: positivismo,
cionamentos sociais. fatos sociais, ação social, luta de classes;
- A natureza e cultura: pluralidade so- - Conhecer métodos e técnicas de pes-
ciocultural. quisa e elaboração de textos científicos
- As instituições sociais e a organização (resumo e fichamentos);
da sociedade. - Refletir sobre Consciência Coletiva e
A Sociologia Consciência individual relacionada aos
como fatos sociais;
Ciência: - Compreender os modos de vidas e
Conceitos, transformações socioculturais a partir
Reflexões e da relação entre homem e natureza;
Atuações
- Refletir sobre o processo de socialização
para a aquisição da cultura, a formação
e a integração à personalidade e adap-
tação do indivíduo ao ambiente social;
- Identificar as diferentes manifestações
culturais de etnias, raças (negra, indíge-
na, branca) e os segmentos sociais.
- Compreender a dinâmica de funciona-
mento das instituições sociais;
- Analisar as raízes socioculturais dos
precon­ceitos (étnico-raciais, de gênero,
sexualidade e de idade) e avaliar as pro-
postas formuladas para combatê-los.

180 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


2º ANO
COmpETêNCIAS
• Compreender a relação entre a sociedade e na- • Entender o conhecimento político a partir da
tureza; polis grega aplicando-o a realidade local con-
temporânea e ao entendimento das experiên-
• Entender o conceito de cidadania como condi-
cias coletivas vividas cotidianamente.
ção do indivíduo diante de seus direitos e obri-
gações;

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Desigualdade Social; - Compreender e relacionar as desi-


gualdades sociais como resultantes
- Os movimentos sociais;
dos sistemas sociopolíticos e eco-
- Populações tradicionais de Rondô- nômico;
nia: Ribeirinhos, quilombolas e indí-
- Compreender o que e quais são os
genas;
movimentos e suas funções sociais;
- Problemas sociais no Brasil;
- Conhecer, respeitar e valorizar os
- Identidade e cidadania: os tipos de modos de vida das populações tra-
violência; dicionais de Rondônia;
A COmpREENSÃO - Relações de trabalho. - Contextualizar as desigualdades
DOS FENÔmENOS compreendendo os problemas so-
SOCIAIS E DOS ciais no Brasil;
mOVImENTOS
SOCIAIS: O pApEL - Identificar, compreender e analisar
TRANSFORmADOR de forma crítica como os tipos de
DA CONSCIêNCIA violência são exercidos em suas di-
CRITICA versas formas (simbólica física e psi-
cológica);
- Perceber nas relações as diferentes
formas de trabalho e de produção
que estão envolvidas nas ativida-
des humanas em suas dimensões:
sociais, econômicas, culturais e po-
líticas.

181
3º ANO
COMPETÊNCIAS
• Conhecer os processos de organização política sociais e suas práticas;
e os processos desencadeantes de formação de
• Reconhecer as minorias políticas como articula-
pensamento critico, social e político;
doras de demandas por direitos práticos.
• Identificar os diferentes tipos de movimentos

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- Sociologia contemporânea; - Conhecer as teorias contemporâ-


neas e estabelecer relações com as
- Cultura e ideologia; questões atuais: Pierre Bourdieu,
- Indústria cultural; Gilles Deleuze, Michel Foucault, Zyg-
munt Bauman, Florestan Fernandes,
- Diversidade cultural em Rondônia; Roberto DaMatta, Darcy Ribeiro.
- Organização dos espaços rural e ur- - Refletir sobre a noção de cultura
bano e de suas relações; como instrumento de poder e como
construção social;
- A organização política do Estado;
- Conhecer, interpretar e analisar tre-
- Direitos humanos; chos do Estatuto da Criança e do
Adolescente, do Código de Defesa
- Sociedade tecnológica e seus efei-
do Consumidor e do Estatuto do
tos sociais. Idoso e as Leis de Acessibilidade
para as pessoas com deficiência;
- Contextualizar e diferenciar o con-
ceito de poder (institucional e sim-
bólico) dos conceitos de autoridade
e força;
Direitos, - Compreender a dimensão do con-
Cidadania e ceito de democracia nas sociedades
Diversidade atuais;
Cultural - Contextualizar as desigualdades so-
ciais entre nas nações, América Lati-
na e no Brasil;
- Desenvolver uma compreensão ini-
cial sobre a relação entre a formação
do Estado brasileiro e a constituição
dos direitos civis, políticos, sociais e
humanos no Brasil;
- Compreender a realidade social bra-
sileira a partir da organização dos
espaços rural e urbano e de suas re-
lações (Conflito social, socioespacial
e territorialidade);
- Entender como os meios de trans-
missão cultural foram desenvolvidos
e suas influências nas relações so-
ciais;
- Desenvolver a atitude investigativa
a fim de perceber nas informações
virtuais as ideologias.

182 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


10. mODALIDADES DE EDUCAÇÃO - A DIVERSIDADE NA FORmAÇÃO hUmANA

10.1. Educação Especial

A Educação Especial integra o Sistema de Ensino diante das possibilidades existentes. Essa proposta
como modalidade e, em consonância com a Política é possível na medida em que ocorra a promoção de
Nacional, organiza-se de modo a aperfeiçoar os pres- situações diversificadas que permitam ao aluno se
supostos da prática pedagógica social e da educação expressar livremente na sala de recursos multifun-
inclusiva, a fim de cumprir os dispositivos legais, po- cionais e na sala de aula. A oferta dessas diferentes
líticos e filosóficos que fundamentam o atendimento opções de atividades tem influência no desenvolvi-
ao aluno que apresentam necessidades educacionais mento da autonomia e na independência do aluno
especiais. Constitui uma modalidade que perpassa frente às diferentes situações de aprendizagem.
todos os níveis, etapas e modalidades de ensino; é
definida como proposta pedagógica que assegura
recursos e serviços de atendimento educacional es- ATENDImENTO EDUCACIONAL ESpECIALIZADO
pecializado, organizado, para apoiar a educação nas -AEE
classes comuns, de modo a garantir a escolarização
e a promoção do desenvolvimento das potencialida-
des dos alunos que apresentam necessidades educa- O Ministério da Educação, com o objetivo de apoiar
cionais especiais. as redes públicas de ensino na organização e na ofer-
ta do AEE e contribuir com o fortalecimento do pro-
FONTE: SEESP/MEC cesso de inclusão educacional nas classes comuns de
ensino, instituiu o Programa de Implantação de salas
de recursos Multifuncionais, por meio da Portaria nº.
13, de 24 de Abril de 2007.
EDUCAÇÃO SUPERIOR São atendidos, nas salas de recursos Multifuncionais,
alunos público-alvo da Educação Especial, conforme
EDUCAÇÃO BÁSICA

ENSINO MÉDIO estabelecido na Política Nacional de Educação Espe-


cial na perspectiva da Educação Inclusiva e no Decre-
EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL to N.6.571/2008. O espaço da sala de recurso é parte
integrante do Projeto Político Pedagógico (PPP) e visa
EDUCAÇÃO INFANTIL à formação do aluno, visando a sua autonomia den-
tro e fora da escola.
O Atendimento Educacional Especializado-AEE é or- De acordo com a Nota Técnica Nº 09/2010 GAB/SEESP,
ganizado para suprir as necessidades de acesso ao o poder público deve assegurar às pessoas com defi-
conhecimento e à participação dos alunos com de- ciência o acesso a um sistema educacional inclusivo
ficiência e dos demais que são público alvo da Edu- em todos os níveis. Os sistemas de ensino devem ga-
cação Especial, nas escolas comuns. Constitui oferta rantir o acesso ao ensino regular e a oferta do atendi-
obrigatória dos sistemas de ensino, muito embora mento educacional especializado aos alunos público
que participar do AEE seja uma decisão do aluno e/ alvo da educação e especial; alunos com deficiência,
ou de seus pais/responsáveis. transtornos globais do desenvolvimento e altas habi-
O acompanhamento no AEE visa, também, à supera- lidade/superdotação.
ção de atitudes de dependência que comumente o Considera-se atendimento educacional especializa-
aluno com deficiência intelectual apresenta em situ- do o conjunto de atividades e recursos pedagógicos
ações em que ele é desafiado a resolver uma deter- e de acessibilidade organizados institucionalmente,
minada situação problema. Desse modo, é importan- restados de forma complementar ou suplementar à
te que o professor do AEE proponha atividades que formação dos alunos alvo da educação especial, ma-
promovam a vinculação do aluno com o êxito, bem triculados no ensino regular.
como organize situações de aprendizagem a partir
dos interesses manifestados pelo aluno e escolhas As instituições com o Atendimento Educacional Es-

183
pecializado - AEE, deverão prever a oferta desse aten- tureza física, intelectual/mental ou sensorial. (Defici-
dimento no Projeto Político Pedagógico, conforme ência auditiva, Deficiência visual).
art. 11 da Resolução CNE/CEB nº 4/2009.
II- Alunos Com Transtornos globais do desenvolvi-
O atendimento educacional especializado é realizado mento: aqueles que apresentam um quadro de alte-
prioritariamente nas salas de recursos multifuncio- rações no desenvolvimento neuropsicomotor, com-
nais da própria escola ou em outra escola de ensino prometimento nas relações sociais, na comunicação
regular, no turno inverso da escolarização, podendo ou estereotipias motoras.
ser realizado também em centros de atendimento
a) Incluem-se nessa definição alunos com au-
educacional especializado público e em instituições
tismo clássico, síndrome de Asperger, Síndrome de
de caráter comunitário, confessional ou filantrópico
Rett, Transtorno desintegrativo na Infância (psicoses)
sem fins lucrativos conveniadas com a secretaria de
e transtornos invasivos sem outras especificações.
Educação, conforme art. 5º da resolução CNE/CEB nº
4/2009. III- Alunos com Altas Habilidades /superdotação são
aqueles que apresentam um potencial elevado e
grande envolvimento com as áreas de conhecimento
ART 3º DO DECRETO PRESIDENCIAL 7611 humano, isolada ou combinada, são elas: intelectual,
liderança, psicomotora, artes e criatividade.
A Educação Especial direciona suas ações para o
I - Prover condições de acesso, participação e apren-
atendimento às especificidades desses alunos no
dizagem no ensino regular e garantir serviços de
processo educacional e, no âmbito de uma atuação
apoio especializados de acordo com as necessi-
mais ampla na escola, orienta a organização de redes
dades individuais dos estudantes.
de apoio, a formação continuada, a identificação de
II- Garantir a transversalidade das ações da educa- recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas
ção especial no ensino regular. colaborativas.
III- Assegurar condições para a continuidade de es- A Educação Especial, além de perpassar todos os ní-
tudos nos demais níveis, etapas e modalidades veis, etapas e modalidades, realiza o atendimento
de ensino. educacional especializado (AEE), disponibiliza servi-
A Política Nacional de Educação Especial na Perspec- ços próprios desse atendimento e orienta os alunos
tiva Inclusiva tem como objetivo promover respostas e seus professores quanto a sua utilização nas tur-
às necessidades educacionais especiais, garantindo mas comuns do ensino regular. Esses alunos deverão
o atendimento educacional especializado, compre- ser atendidos, nas salas de recursos multifuncionais,
endido como o conjunto de atividades recursos de Atendimento Educacional Especializado - AEE.
acessibilidade e como apoio permanente e limitado
no tempo e na frequência dos estudantes às salas de
Caracterização do alunado com
recursos multifuncionais, devendo integrar a propos-
Deficiência Visual
ta pedagógica da escola, envolver a participação da
família para garantir pleno acesso, participação dos
estudantes, atender às necessidades específicas do
Cegueira Congênita
público alvo da educação especial e ser realizado de
forma articulada com as demais políticas públicas. A cegueira congênita pode ser causada por lesões ou
enfermidades que comprometem as funções do glo-
bo ocular. Dentre as principais causas, destacam-se
Caracterização do aluno público alvo a retinopatia da prematuridade, a catarata, o glauco-
da Educação Especial ma congênito e a atrofia do nervo óptico. Trata-se de
uma condição orgânica limitante que interfere signi-
ficativamente no desenvolvimento infantil;
De acordo, e Resolução nº 02/2001/CNE e Portaria
1281/2010/GAB/SEDUC considera-se público alvo da
educação especial: Cegueira Adventícia
I-alunos com Deficiência: aqueles que apresentam A cegueira adventícia caracteriza-se pela perda de
um quadro de impedimentos de longo prazo de na- visão ocorrida na infância, na adolescência, na fase

184 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


adulta ou senil. Dentre as principais causas, desta- oportunidade de contato com as pessoas e objetos do
cam-se as doenças infecciosas, as enfermidades sistê- meio, melhor a criança com baixa visão desempenhará
micas e os traumas oculares. O conhecimento destas atividades e desenvolverá habilidades e capacidades
causas é relevante para a identificação de possíveis para explorar o meio ambiente, conhecer e aprender.
comprometimentos ou patologias que demandam
tratamento e cuidados necessários. Além disso, é
preciso contextualizar e compreender esta situação CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm
em termos da idade, das circunstâncias, do desenvol- DEFICIêNCIA AUDITIVA
vimento da personalidade e da construção da iden-
tidade.
A Deficiência Auditiva se caracteriza por perda total
A ausência da visão é uma condição que deve ser ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de
concebida como fator ou indício de dependência ou compreender a fala por intermédio do ouvido, mani-
de tutela. A superestimação da cegueira como déficit, festando-se como:
falta ou incapacidade, e a supremacia da visão como
referencial perceptivo por excelência são barreiras -Surdez leve/moderada: perda auditiva de até 70 de-
invisíveis que travam ou dificultam o desenvolvimen- cibéis, que dificulta, mas não impede o indivíduo de
to da independência, da autonomia, da confiança, se expressar oralmente, bem como de perceber a voz
da autoestima e de segurança. Portanto, é preciso humana, com ou sem a utilização de um aparelho au-
acreditar e compreender que a pessoa com cegueira ditivo;
e a que enxerga tem potencialidades para conhecer, -Surdez severo-profunda: perda auditiva acima de 70
aprender e participar ativamente da sociedade. decibéis, que impede o indivíduo de entender, com
ou sem aparelho auditivo, a voz humana, bem como
de adquirir, naturalmente, o código da língua oral. Tal
Baixa Visão fato faz com que a maioria dos surdos opte pela lín-
A baixa visão é uma deficiência que requer a utilização gua de sinais.
de estratégias e de recursos específicos, sendo muito
importante compreender as implicações pedagógicas
dessa condição visual e usar os recursos de acessibili- ATENDImENTO EDUCACIONAL
dade adequados no sentido de favorecer uma melhor ESpECIALIZADO-AEE pARA pESSOAS SURDAS
qualidade de ensino na escola. Quanto mais cedo for
diagnosticada, melhores serão as oportunidades de
desenvolvimento e de providências médicas, educa- O AEE para alunos com surdez, na perspectiva inclu-
cionais e sociais de suporte para a realização de ativi- siva, estabelece como ponto de partida a compre-
dades cotidianas. A baixa visão pode ser causada por ensão e o reconhecimento do potencial e das capa-
enfermidades, traumatismos ou disfunções do sistema cidades dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno
visual que acarretam diminuição da acuidade visu- desenvolvimento e aprendizagem. O atendimento as
al, dificuldade para enxergar de perto e/ou de longe, necessidades educacionais específicas desses alunos
campo visual reduzido, alterações na identificação de é reconhecido e assegurado por dispositivos legais,
contraste, na percepção de cores, entre outras alte- que determinam o direito a uma educação bilíngue,
rações visuais. Trata-se de um comprometimento do em todo o processo educativo.
funcionamento visual, em ambos os olhos, que não De acordo com o Decreto 5.626, de 5 de dezembro de
pode ser sanado, por exemplo, com o uso de óculos 2005, as pessoas com surdez têm direito a uma edu-
convencionais, lentes de contato ou cirurgias oftalmo- cação que garanta a sua formação, em que a Língua
lógicas. Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferen-
De acordo com a estimativa da Organização Mundial cialmente na modalidade escrita, constituam línguas
de Saúde - OMS, cerca de 70% da população conside- de instrução, e que o acesso às essas línguas ocorra
rada cega possui alguma visão residual aproveitável. de forma simultânea no ambiente escolar, colabo-
Nesse ponto, há necessidade de uma avaliação quanti- rando para o desenvolvimento de todo o processo
tativa e qualitativa que vise a possibilitar o uso eficien- educativo, com uma proposta de educação bilíngue
te e a funcionalidade de qualquer percentual de visão. pautada na organização da prática pedagógica na
A função visual é aprendida e, por isso, quanto mais escola, na sala de aula e no AEE.

185
Caracterização do alunado com Em suma, a deficiência intelectual não se esgota na
Deficiência Intelectual sua condição orgânica e ou intelectual, nem pode ser
definida por um único saber. Ela é, como próprio con-

ceito de pessoa, uma interrogação e um objeto de in-
A definição de deficiência intelectual atualmente ado- vestigação para todas as áreas de conhecimento.
tada foi proposta pela Associação Americana de Re-
Esta dificuldade em definir de forma clara o conceito
tardo Mental-AAMR, sendo aceita internacionalmente
de deficiência intelectual tem tido consequências mui-
e preconizada nos textos e documentos oficiais em
to marcadas no modo como as pessoas em geral e as
nosso país. Sendo caracterizada por limitações signi-
organizações e instituições sociais têm lidado com a
ficativas no funcionamento intelectual da pessoa e no
deficiência. O medo face à diferença e ao desconheci-
seu comportamento adaptativo, habilidades práticas,
do é responsável, em grande parte, pela discriminação
sociais e conceituais, originando-se antes dos dezoito
que a escola e a sociedade promoveram relativamente
anos de idade. (AAMR, 2002, p.8).
às pessoas com deficiência em geral, mas muito parti-
Esta última revisão da definição de deficiência inte- cularmente às pessoas com deficiência intelectual.
lectual da AAMR propõe que se abandonem os graus
de comprometimento intelectual pela graduação de
medidas de apoio necessário às pessoas com déficit Caracterização do alunado
cognitivo e destaca o processo interativo entre as limi- com Transtornos Globais do
tações funcionais próprias dos indivíduos a as possibi- Desenvolvimento
lidades adaptativas que lhes são disponíveis em seus
ambientes de vida. Essa nova concepção de deficiên-
cia intelectual implica transformações importantes no Os Transtornos Globais do Desenvolvimento caracteri-
plano de serviços e chama atenção para as habilidades zam-se por um comprometimento grave e global em
adaptativas, considerando-as como um ajustamento diversas áreas do desenvolvimento, como: Habilidades
entre as capacidades dos indivíduos e as estruturas e de interação social e recíproca, habilidades de comuni-
expectativas do meio em que vivem, aprendem, tra- cação ou presença de estereotipias de comportamen-
balham e se aprazem. to, interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos
que definem essas condições representam um desvio
A identificação dos perfis de apoio leva em conta, não
acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou
apenas os tipos e a intensidade de tais apoios, mas os
idade mental do indivíduo. Esta seção abarca Transtor-
meios pelos quais a pessoa pode aumentar sua inde-
no Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegra-
pendência, produtividade e integração no contexto
tivo da Infância, Transtorno de Asperger e Transtorno
comunitário e entre seus pares da mesma idade.
Global do Desenvolvimento sem outra especificação.
A deficiência intelectual é definida na Política Nacional Esses transtornos em geral se manifestam nos primei-
de Educação Especial do MEC, como: Funcionamento ros anos de vida e frequentemente, estão associados
intelectual geral significativamente abaixo da média, com algum grau de Retardo Mental que, se presente,
oriundo do período de desenvolvimento, concomi- deve ser codificado no Eixo II.
tante com limitações associadas a duas ou mais áreas
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento são ob-
da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo
servados, por vezes, acompanhando um grupo de
em responder adequadamente às demandas da socie-
várias outras condições médicas gerais (p. ex., anor-
dade, nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados
malidades cromossômicas, infecções congênitas e
pessoais, habilidades sociais, desempenho na família
anormalidades estruturais do sistema nervoso central).
e comunidade, independência na locomoção, saúde e
Caso essas condições estejam presentes, elas devem
segurança, lazer e trabalho.
ser registradas no Eixo III. Embora termos como “psico-
Não tem sido possível estabelecer diagnósticos preci- se” e “esquizofrenia da infância” já tenham sido usados
sos da deficiência intelectual exclusivamente a partir com referência a indivíduos com esses transtornos,
de causas orgânicas, nem tão pouco a partir da avalia- evidências consideráveis sugerem que os Transtornos
ção da inteligência: quantidade, supostas categorias, Globais do Desenvolvimento são distintos da Esquizo-
ou tipos de inteligência. Nem todas as teorias juntas, frenia (entretanto, um indivíduo com Transtorno Glo-
conseguem definir um conceito único que traduza de bal do Desenvolvimento ocasionalmente pode, mais
forma satisfatória a complexidade da questão da defi- tarde, desenvolver Esquizofrenia).
ciência intelectual.

186 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm car-se e desfrutar das atividades propostas.
DEFICIêNCIAS FÍSICA E mÚLTIpLAS
Necessidades específicas das pessoas com surdoce-
gueira e com deficiências múltiplas:
A variedade de condições não sensoriais que afetam o O corpo é a realidade mais imediata do ser humano. A
indivíduo em termos de mobilidade, de coordenação partir e por meio dele, o homem descobre o mundo
motora geral ou da fala, como decorrência de lesões e a si mesmo. Portanto, favorecer o desenvolvimento
neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou, ain- do esquema corporal do aluno com surdocegueira ou
da, de malformações congênitas ou adquirida e carac- com deficiências múltiplas é de extrema importância.
terizada como Deficiência Física.
Para os alunos com surdocegueira e com deficiências
São consideradas pessoas com deficiências múltiplas múltiplas, que não apresentam graves problemas mo-
aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. tores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para
É uma condição heterogênea que identifica diferentes servir como tentativa de minorar as eventuais estere-
grupos de pessoas, revelando associações diversas de otipias motoras e pela necessidade do uso de ambas
deficiências que afetam, mais ou menos intensamen- para o desenvolvimento de um sistema estruturado
te, o funcionamento individual e o relacionamento so- de comunicação.
cial” (MEC/SEESP, 2002).
Devido às dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou
As características específicas apresentadas pelas pes- mesmo neurológicas, é comum nesses alunos algum
soas com deficiências múltiplas lançam desafios à tipo de limitação na comunicação e no processamen-
escola e aos profissionais que com elas trabalham no to e elaboração das informações recolhidas do seu
que diz respeito à elaboração de situações de apren- entorno. Isso pode resultar em prejuízos no processo
dizagem a serem desenvolvidas para que sejam al- de simbolização das experiências vividas, por acarretar
cançados resultados positivos ao longo do processo carência de sentido para as mesmas.
de inclusão. Esses alunos constituem um grupo com
Prioritariamente deve-se, portanto, disponibilizar re-
características específicas e peculiares e, consequen-
cursos para favorecer a aquisição da linguagem estru-
temente, com necessidades únicas, por isso, faz-se
turada no registro simbólico, tanto verbal quanto em
necessário dar atenção a dois aspectos importantes: A
outros registros, como o gestual, por exemplo.
comunicação e o posicionamento.

CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm ALTAS


COmUNICAÇÃO
hABILIDADES/SUpERDOTAÇÃO

Todas as interações de comunicação e atividades de


Alunos que apresentam notável desempenho e eleva-
aprendizagem devem respeitar a individualidade e
da potencialidade em qualquer dos seguintes aspec-
a dignidade de cada aluno com deficiência múltipla.
tos, isolados ou combinados:
Quando o contato com o meio se estabelece, passam
a se comunicar, ainda que em diferentes níveis de sim- • Capacidade intelectual geral;
bolização; assim, é preciso estar atento ao contexto no • Aptidão acadêmica específi ca;
qual os comportamentos, as manifestações ocorrem e
sua frequência, para assim compreender melhor o que • Pensamento criativo ou produtivo;
o aluno tem a intenção de comunicar e responder. • Capacidade de liderança;
• Talento especial para artes;
pOSICIONAmENTO • Capacidade psicomotora.

É indispensável uma boa adequação postural. Colo-


car o aluno na cadeira de rodas ou em uma cadeira
comum ou, ainda, deitado de maneira confortável em
sala de aula para que possa fazer uso de gestos ou mo-
vimento com os quais tenham a intenção de comuni-

187
Articulação entre o ensino comum e o mente, sensibilidade ao ritmo musical.
atendimento Educacional Especializado
6. Capacidade Psicomotora: A marca desses estu-
dantes é o desempenho superior em esportes e
atividades físicas, velocidade, agilidade de movi-
A organização de sistemas educacionais inclusivos
mentos, força, resistência, controle e coordena-
demanda a inter-relação de ações entre a educação
ção motora fina e grossa.
comum e a educação especial. O processo de identifi-
cação de alunos com altas habilidades/superdotação,
realizado em sala de aula comum com suporte no
A proposta educacional, derivada desses pressu-
atendimento educacional especializado – AEE, fun-
postos favorece aos alunos com altas habilidades/
damentado na concepção e nas práticas pedagógicas
superdotação a superação de possíveis dificuldades
inclusivas, contribui para o planejamento e execução
na construção do conhecimento de forma individual
de propostas de enriquecimento curricular nesses dois
e coletiva, no reconhecimento de características de
ambientes.
aprendizagem distintas e individuais, reconhecendo a
Ao promover o debate sobre as concepções de Altas importância da interação e da participação de todos
habilidades/Superdotação, entre os professores e a os alunos nos espaços comuns de aprendizagem. A
comunidade escolar, é necessário definir quais asser- aprendizagem colaborativa contribui para a autono-
tivas estão em consonância com as práticas desenvol- mia cognitiva dos alunos com altas habilidades/su-
vidas na perspectiva da educação inclusiva, de forma perdotação, desafiando-os não somente compartilhar
que estas expressem a importância de ambientes de conhecimentos na sala de aula, mas beneficiar-se dos
aprendizagem integrados e da manifestação do co- processos de aprendizagem coletivos.
nhecimento nas diferentes áreas de interesse destes
alunos.
Como acompanhar o aluno na sala de
Os superdotados, não são iguais e se dividem em vá-
Recursos Multifuncionais
rios perfis. Especialistas ressaltam que nem sempre es-
ses alunos são os mais comportados e explicam que as
Altas Habilidades são divididas em seis grandes blocos: A função do professor do AEE consiste em propor ati-
1. Capacidade Intelectual Geral: Crianças e jovens vidades que permitam eliminar barreiras na aprendi-
assim têm grande rapidez no pensamento, com- zagem e aperfeiçoar a aprendizagem dos alunos e sua
preensão e memória elevada, alta capacidade de inclusão no ensino regular. Essa ação, certamente, terá
desenvolver o pensamento abstrato, muita curio- uma repercussão positiva no desempenho do aluno
sidade intelectual e um excepcional poder de ob- na sala de aula comum.
servação. O acompanhamento do AEE se organiza a partir de um
2. Aptidão Acadêmica Específica: Nesse caso, a dife- plano de atendimento educacional especializado que
rença está na concentração e motivação por uma o professor deve elaborar com base nas informações
ou mais disciplinas, capacidade de produção aca- obtidas sobre o aluno e a problemática vivenciada por
dêmica, alta pontuação em testes e desempenho ele através do estudo de caso. De posse de todas as
excepcional na escola. informações sobre o aluno, bem como dos recursos
disponíveis na sala de aula, na escola, na família e na
3. Pensamento Criativo: Aqui se destacam originali-
comunidade, o professor do AEE elabora seu plano.
dade de pensamento, imaginação, capacidade de
resolver problemas ou perceber tópicos de forma Para elaborar o plano, o professor mobiliza os diferen-
diferente e inovadora. tes recursos disponíveis (escola, comunidade etc.) e faz
uma articulação com o professor do ensino comum. O
4. Capacidade de Liberação: Alunos com sensibili-
professor do AEE prevê um determinado período para
dade interpessoal, atitude cooperativa, capacida-
o desenvolvimento do seu plano, ao término do qual
de de resolver situações sociais complexas, poder
ele fará uma avaliação no sentido de redimensionar
de persuasão e de influência no grupo.
suas ações em relação ao acompanhamento do aluno.
5. Talento Especial para Artes: Alto desempenho em O acompanhamento é, essencialmente, o desenvolvi-
artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou mento e a avaliação do plano de AEE.
ciências, facilidade para expressar ideias visual-

188 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


AVALIAÇÃO pEDAGÓGICA ambientes nos quais ele está implicado (família, esco-
la, sala de recursos multifuncionais). Nesta avaliação,
o professor do AEE considera os diferentes aspectos
A avaliação pedagógica é essencial para o reconheci- implicados no desenvolvimento do aluno, tal como já
mento das diferenças na escola. Ela pode ser conside- citado.
rada um obstáculo quando compreendida como um
Em relação aos aspectos motores, é importante que
elemento sancionador e qualificador, em que os sujei-
o professor observe se o aluno é capaz de manipular
tos da avaliação são somente os alunos, e o objeto da
objetos de diferentes texturas, formas e tamanho, se
avaliação, as aprendizagens realizadas por eles. Entre-
ele é capaz de pegar no lápis para pintar, desenhar,
tanto, a avaliação tem um sentido construtivo, quando
bem como para fazer o traçado das letras. No caso do
deixa de focar exclusivamente os resultados obtidos
aluno apresentar acentuadas dificuldades motoras
pelos alunos e passa relacioná-los com as práticas pe-
que impeçam o movimento necessário para realizar
dagógicas, possibilitando a problematização dos pro-
desenhos ou o traçado das letras, o professor deve co-
cessos de ensino e aprendizagem e identificação das
meçar a avaliação utilizando folhas de papel madeira
diferentes formas da construção do conhecimento pe-
e ir diminuindo gradativamente o tamanho do papel
los alunos de uma mesma turma.
até chegar a usar o papel ofício para realizar pintura a
Na perspectiva da educação inclusiva, a avaliação dedo dentre outras atividades de escrita ou de pintura,
constitui-se basicamente de três momentos: o primei- pois são muitas as possibilidades que o aluno pode ter
ro busca verificar os conhecimentos prévios dos alunos para expressar sua representação do mundo. O com-
sobre os conteúdos a serem trabalhados pedagogica- putador se constitui em um recurso importante para
mente, suas hipóteses e referências de aprendizagem; expressão do aluno, além de outros recursos que o
o segundo se relaciona ao processo de aprendizagem, professor pode lançar mão para permitir a manifesta-
ao acompanhamento e aprofundamento dos temas ção do conhecimento adquirido pelo aluno.
estudados; e o terceiro momento diz respeito ao que
os alunos aprenderam em relação à proposta inicial e
as novas relações estabelecidas. A AVALIAÇÃO NA SALA DE AULA
Ao ingressar no AEE, deve ser realizada uma avaliação
através de estudo de caso do aluno, que será concreti-
Em sala de aula, o professor avalia como o aluno se
zada pelo professor da sala de recursos com a partici-
relaciona com o conhecimento, como ele responde às
pação e colaboração do professor do ensino comum e
solicitações do professor, se ele manifesta atitude de
equipe técnica que atua com esse aluno no contexto
dependência ou autonomia e se é necessário o uso de
da escola.
recursos, equipamentos e materiais para acessibilida-
de ao conhecimento. Ele avalia, também, se o aluno
apresenta melhor desempenho em atividades indivi-
A AVALIAÇÃO NA SALA DE RECURSOS
duais, em pequenos grupos ou em grupos maiores e a
mULTIFUNCIONAIS
forma como ele interage com seus colegas.

Na sala de recursos multifuncionais, o aluno com defi-


ciência intelectual poderá ser avaliado em função dos 10.2. Educação Do Campo
aspectos motores, do desenvolvimento da expressão
oral e escrita, do raciocínio lógico matemático, do fun- A Educação do Campo está sendo delineada a partir de
cionamento cognitivo, da afetividade (comportamen-
um conjunto de discussões, experiências e lutas que
to e interação) e da relação que o aluno estabelece
são construídas em nível nacional, pois, historicamen-
com o saber. Esta avaliação deve ser realizada prefe-
te, vinha sendo marginalizada quanto à construção
rencialmente através de situações lúdicas, as quais de-
de políticas públicas. Tratada como política compen-
vem permitir a livre expressão do aluno.
satória, suas demandas e especificidades raramente
O professor do AEE acolhe a queixa trazida pela família têm sido objeto de pesquisa no espaço da academia
ou pelo professor do aluno a respeito das dificuldades e na formulação de currículos, nos diferentes níveis e
enfrentadas por este no contexto escolar. Como já re- modalidades de ensino. A educação para os povos do
ferido anteriormente, ele avalia o aluno nos diferentes campo é trabalhada a partir de um currículo essencial-

189
mente urbano, geralmente deslocado das necessida- um pequeno incremento nas matrículas das séries ini-
des e da realidade do campo. Além disso, os saberes, a ciais do Ensino Fundamental. Este incremento, todavia,
cultura e a dinâmica dos trabalhadores do campo, ra- pode ser decorrente mais da implantação do Fundef do
ramente são tomados como referência para o trabalho que propriamente da priorização de políticas públicas
pedagógico, bem como na organização do sistema de para o povo do campo.
ensino, na formação de professores e na produção de
O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secre-
livros didáticos.
taria de Estado da Educação, objetivando garantir a ex-
Esta visão que tem permeado as políticas educacio- pansão do Ensino Médio do Campo, iniciou no ano de
nais, parte do princípio de que o espaço urbano serve 2003 o atendimento à demanda educacional do campo
de modelo ideal para o desenvolvimento humano. Tal com características próprias e específicas, e a partir do
perspectiva contribui para a desapropriação da identi- ano de 2007, com vistas atender a legislação vigente,
dade dos povos do campo, no sentido de se distancia- ampliou esse atendimento com abrangência também
rem do seu universo cultural. aos povos que ocupam os espaços da floresta, quilom-
bolas, pesqueiros e extrativistas. O Ensino Médio do
O campo tem sido pensado a partir de uma lógica eco-
Campo é desenvolvido em parceria com as Secretarias
nômica, e não como um espaço de vida, de trabalho, de
Municipais de Educação quanto à estrutura física das es-
construção de significados, saberes e culturas. Como
colas “polos” e convênio do transporte escolar.
consequência das contradições desse modelo de de-
senvolvimento temos, por um lado, a crise do empre-
go e a migração campo/cidade e, por outro, a reação 10.2.1. Componente Curricular de Noções Básicas
da população do campo que, diante do processo de de Agroecologia e Zootecnia - NBAZ
exclusão, organiza-se e luta por políticas públicas cons-
truindo alternativas de resistência econômica, política e
cultural que também incluem iniciativas no campo da OBJETIVO
educação.
Segundo o IBGE, em dados divulgados pelo Censo De-
Pro­porcionar condições e oferecer ferramentas con-
mográfico 2000, apesar da intensa urbanização ocorri-
ceituais e práticas para que os estudantes do cam-
da nas últimas décadas, cerca de um quinto da popula-
po possam com­preender de modo crítico a maneira
ção do País encontra-se na zona rural, ou seja, 18,77%.
pela qual a realidade social é construída, e o quanto
No estado de Rondônia, a população é de 1.379.787
a ação dos sujeitos resulta em diferentes mo­dos de
habitantes, sendo que 495.264 habitantes residem na
percepção e mudança dessa realidade. Ao definir e
zona rural, correspondendo a 35,89% da população do
estabelecer como objetivo a busca de com­petências,
estado no campo. mediante o desenvolvimento de habilidades especí-
Dados e informações, ainda do IBGE 2003 que, agrega- ficas, espera-se que a na­tureza relacional do saber de
dos aos estudos do INEP/MEC, revelam a realidade do Noções de Agroecologia e Zootecnia contribua efeti-
campo e indicam que não houve alteração significativa vamente para a formação de indivíduos indagadores,
na histórica defasagem do atendimento da população transformadores, criativos, participantes efetivos no
do campo em todos os níveis e modalidades. Exceto campo e na sociedade.

190 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


1º ANO
COmpETêNCIAS
• Saber articular dados e informações referentes • Aplicar os conhecimentos sobre o processo
ao surgimento da agricultura; produtivo da soja e do algodão, bem como seus
efeitos na sociedade e na economia do país;
• Compreender a transformação nas relações so-
ciais, como produtos de ação humana a partir da • Considerar a importância das tecnologias da
modernização agrícola e as questões fundiária; agricultura orgânica e familiar, aplicando-as em
planejamento, gestão, organização e fortale-
• Valorizar e entender a diversidade de produção
cimento do trabalho de equipe e de ações na
agropecuária e suas transformações;
vida cotidiana.
• Compreender as mudanças na sociedade, ad-
• Estabelecer relações entre agricultura conven-
vindas com o processo de crescimento do agro-
cional, (suas vantagens e desvantagens), mono-
negócio brasileiro;
cultura, custos de produção, descapitalização
• Compreender o papel histórico da superprodu- do produtor rural, alta dependência de recursos
ção mecanizada e suas influencias sociais, políti- financeiros) e melhorias das técnicas da produ-
cas e econômicas, na vida do homem campesino; ção agrícola como forma de divisas para o mer-
cado nacional.

EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES

- O Surgimento da Agricultura; - Entender o processo de mudanças pe-


- Modernizações agrícolas (histórico, es- los quais passou a agricultura no Bra-
trutura fundiária e o estatuto da terra); sil;
- Noções de produção agropecuária - Reconhecer os diferentes agentes so-
(Bovinocultura de corte), apicultura, ciais oriundos da modernização agrí-
ovinocultura, avicultura e Sistemas cola e os contextos envolvidos na pro-
Agroflorestais; dução agrícola nacional;
- Solo vivo;
- Perceber como ocorreu os diversos
- O processo do agronegócio brasileiro;
ciclos da produção agropecuária e
- A dinâmica da superprodução no Bra-
como ocorreram as relações de do-
sil. (Agricultura de subsistência, agri-
minação e subordinação neste setor
cultura camponesa, segunda guerra
DOS produtivo;
mundial, revolução verde, tecnifica-
pRImÓRDIOS ção da agricultura); - Reconhecer as transformações ocor-
DA - A agropecuária no Brasil; ridas no campo com o processo pro-
AGRICULTURA - A produção do álcool e do açúcar; dutivo da monocultura da soja e do
AOS DIAS - O processo produtivo da soja e do algodão; algodão;
ATUAIS - As técnicas da agricultura orgânica - Identificar as mudanças ocorridas no
práticas conservacionistas, quebra campo com o advento das modernas
ventos, biodiversidade, consórcios técnicas da produção agrícolas no
agrícolas, sistemas agroflorestais, ro- Brasil;
tação de culturas, diversificação de - Perceber e respeitar as tendências da
culturas, controle biológico de pragas produção orgânica e da agricultura fa-
e doenças, defensivos naturais, home- miliar como elemento de manutenção
opatia, e outras, e familiar; do homem no campo;
- Mão de obra, agregação de valores,