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A Magnitude da Jerusalém Celestial

O texto está escrito no livro de Apocalipse 21.16, “e mediu a cidade com uma cana até doze mil
estádios, e o seu comprimento, largura e altura eram iguais”. O (estádio), antiga medida usada pelos
romanos, equivale a 185,00 metros, convertendo os 12.000 estádios para metros, teremos 2.220.000,00
metros ou 2.220,00 km. No gráfico abaixo, Veja a projeção da Cidade Santa sobre o oriente médio,
considerando que o centro da Jerusalém Celeste está sobre o centro da Jerusalém terrestre.

Figura 01 – mapa do oriente médio com projeção da Cidade Santa.

A área da projeção da Cidade Santa é de 4.928.400.000.000,00 m2 ou 4.928.400,00 km2, essa projeção


corresponde aproximadamente 57,90% da área do Brasil, ou seja, um pouco maior que a metade do
país. Considerando que essa área seja um grande condomínio horizontal que cada casa possuiria uma
área construída de 1.000,00 m2, teríamos aproximadamente umas 2.032.965.000 casas construídas
nessa projeção.

Agora veja que em Apocalipse 21.16, “e mediu a cidade com uma cana até doze mil estádios, e o seu
comprimento, largura e altura eram iguais” a altura também é de 220.000.000 metros de altura. Veja
que esta altura não se refere ao muro, mas sim a cidade, pois a altura do muro possui 144 côvados,
apocalipse 21.17, que equivale a 63,90 metros. Agora imagine entrarmos em uma casa com uma área de
1.000,00m2 e um pé direito de 2.220.000,00 metros de altura. Aqui começa o fundamento de todo o
texto escrito, da grandiosidade da Jerusalém Celestial por Deus apresentada.

Para tentar estipular a quantidade de pavimentos para a cidade, teremos que pré-definir a altura do pé
direito da casa. Fixaremos uma altura, somente para efeito de cálculos, de 3,50 metros. Ao dividirmos a
altura da cidade pela altura do pé direito adotado, teremos aproximadamente 634.285 pavimentos.

Uma construção possuir 2.200.000,00 de altura, implica em ultrapassar as camadas da atmosfera


terrestre. Sabe-se que a camada da atmosfera, estende-se até 600 km de altura e que esta divida em
camadas com alturas e características próprias. A primeira camada, a troposfera, estende até 14,50 km.
A segunda camada, é a estratosfera, e estende de 14,50 km até 64,5 km.

A terceira camada, é a Mesosfera, e estende de 64,5 km até 80 km.

A quarta camada é a termosfera, e estende-se de 80 km até 600 km de altura.

Além das camadas que compõem a atmosfera, existe a Exosfera, que estende-se de 600 km a 1.280 km
de altura, após essa distância começa o espaço sideral.
Veja que a Cidade Santa possui altura de 2.200 km, sendo que quase a metade de sua construção
encontra-se no espaço sideral.

Figura 02 – Planeta Terra, as Camadas que o envolvem e a Cidade Santa, proporcionalmente ao


tamanho real.

Será adotada para efeito de cálculos uma área que corresponda à grandeza da Cidade Santa,
1.000,00m2 por casa.
Essa quantidade de casas na verdade correspondem aos números calculados para cada pavimento, ou
seja: Apenas para o pavimento térreo, para sabermos o total de unidades a serem construídas, teremos
que multiplicar pelos outros pavimentos.

Veja se você é capaz de pronunciar esta quantidade de apartamentos a serem construídos. Outro dado
surpreendente da Cidade Santa é que ao multiplicarmos, o valor da área livre para a construção e pela
quantidade de pavimentos, teremos uma área superior à área do planeta terra, veja o quadro abaixo.

O número encontrado acima, refere-se a quantas vezes a área dos pavimentos da Jerusalém Celestial
corresponde ao valor da área da terra. Isso significa que precisaríamos de 2.988 planetas terra para
receber a população da Cidade Santa. Outro dado surpreendente é o numero de habitantes da Cidade
Santa, considerando que cada pessoa ocupe uma área de 1.000,00 metros teremos um total de
1.523.929.969.575.000 habitantes.

Os 144.000 no Santuário
Ao pesquisarmos de maneira um pouco mais profunda, verificamos que os 144.000 se encontram
exemplificados dentro das próprias medidas do santuário!

Para compreendermos isto, precisamos entender o seguinte:

1 - O santuário terrestre foi construído em figura e sombra do santuário celestial (Hebreus 8:5).
Portanto, as medidas do santuário terrestre são proporcionais às medidas do santuário, ou templo,
celestial.

2 – Na Bíblia, encontramos três ocasiões nas quais Deus dá as medidas para que os homens construam o
santuário terrestre. A primeira é quando as medidas são dadas a Moisés, para a construção do
tabernáculo. A segunda, quando as medidas foram dadas para Davi, objetivando a construção do templo
de Salomão, que permaneceu fixo na cidade de Jerusalém. A terceira vez é dada quando o profeta
Ezequiel recebe as medidas do templo. Nesta terceira vez, o profeta recebe não somente as medidas do
templo, mas também as medidas da cidade são-lhe passadas por inspiração divina. O relato é
encontrado em Ezequiel capítulos 40-48.

As medidas que temos que considerar para verificarmos a razão de proporcionalidade entre o santuário
terrestre e o santuário celestial são as medidas dadas para Davi e Ezequiel, por duas razões:

• Eram as medidas dos templos nos quais os reis da linhagem de Davi, ascendentes de Cristo em
linha genealógica, vinham adorar a Deus;
• Era uma edificação permanente, edificada por rochas, representando também a perpetuidade
do reino de Cristo, a verdadeira rocha, expressa pela pedra de Daniel 2, e estava localizada em
Jerusalém, que era também um “tipo” da “Nova Jerusalém” que está nos céus.

As medidas dadas para o templo de Jerusalém a Davi e à Ezequiel eram as mesmas. Assim sendo,
poderíamos pegar qualquer uma delas como base comparativa. Usaremos as medidas que são dadas no
livro de Ezequiel, por encontrarmos lá mais detalhes, e também porque temos a facilidade de comparar
as medidas da cidade de Jerusalém, dadas por inspiração divina, com as medidas da nova Jerusalém,
encontradas no livro de Apocalipse. Vamos então para a análise:

Apocalipse 21:16, nos dá a medida da Nova Jerusalém, a cidade que descerá dos céus para a Terra:

A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil
estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais.

Segundo a Bíblia, a medida da lateral da Nova Jerusalém, a Jerusalém celestial, onde está o templo
celestial, é de doze mil estádios, o que equivale aproximadamente à 2.200km. Agora, vejamos qual é o
comprimento da Jerusalém literal, dado por inspiração divina a Ezequiel:

30 São estas as saídas da cidade: do lado norte, que mede quatro mil e quinhentos côvados,

31 três portas: a porta de Rúben, a de Judá e a de Levi, tomando as portas da cidade os nomes das tribos
de Israel;
32 do lado oriental, quatro mil e quinhentos côvados e três portas, a saber: a porta de José, a de
Benjamim e a de Dã;

33 do lado sul, quatro mil e quinhentos côvados e três portas: a porta de Simeão, a de Issacar e a de
Zebulom;

34 do lado ocidental, quatro mil e quinhentos côvados e as suas três portas: a porta de Gade, a de Aser e
a de Naftali.

35 Dezoito mil côvados em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O SENHOR Está Ali. Ezequiel
48:30-33

A medida da Jerusalém terrestre, dada por inspiração divina, que portanto tinha medidas proporcionais
às medidas da Jerusalém celestial (Nova Jerusalém), era de quatro mil e quinhentos côvados em cada
uma das suas laterais. Quatro mil e quinhentos côvados equivalem a aproximadamente 2,2km. Agora,
comparemos as medidas da Jerusalém terrena, dada em Ezequiel, com a Nova Jerusalém, dada em
Apocalipse:

Nova Jerusalém = 2.200km

Jerusalém = 2,2km

Vemos que a relação entre elas é 1000, ou seja, A NOVA JERUSALÉM É 1000 VEZES MAIOR QUE A
JERUSALÉM DE ISRAEL. Assim, o santuário celestial ao qual se refere Apocalipse 3:10 também é 1000
vezes maior que o santuário da terra. As colunas do templo do santuário da terra, cujas medidas foram
apresentadas a Ezequiel, tem as seguintes medidas:

• Lugar Santo: quarenta côvados de comprimento e vinte côvados de largura (Ez. 41:2);
• Lugar Santíssimo: vinte côvados de comprimento e vinte côvados de largura (Ez. 41:4);
• Havia duas colunas que ficavam na divisão dos dois compartimentos, com 2 côvados de
comprimento cada uma (Ez. 41:3)

Assim, se somarmos as dimensões das paredes do santuário, teremos:

20 côvados de fundo (compartimento santíssimo) + 2 x 60 côvados de largura para cada parede lateral
(contando os compartimentos santo – 40 côvados - e santíssimo – 20 côvados) + 2 x 2 côvados de
largura das colunas que fazem separação entre os compartimentos = 20 + 120 + 4 = 144 côvados.

Sabemos que o côvado representa a medida de um homem. Assim, o santuário terrestre representava
em seus dois compartimentos mais importantes, internos ao templo, a medida de 144 homens. Como o
santuário celestial é 1000 maior que o santuário terrestre, vemos que o santuário representa a medida
de:

144 x 1000 = 144.000 homens.


“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.6).

“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mt
5.10).

“Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos
profetas que foram antes de vós”(Mt 5.12).

“ Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas
moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar,
virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”(Jo 14.1-
3)

“Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis
no reino dos céus” (Mt 5.20).

(“O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu” I Co 15.47).

“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um
edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando
muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu,” (II Co 5.1-2).

“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus
o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu” (II Co 12.2).

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fl
3.20).

“por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da
verdade do evangelho” (Cl 1.5).

“à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos
espíritos dos justos aperfeiçoados”(Hb 12.23) ainda I Pedro 1.4

OS MAGOS NÃO ERAM REIS NEM VIRAM JESUS NA MANJEDOURA


É interessante como a tradição a respeito dos magos que foram ver a Jesus INVENTOU três coisas que,
de modo algum, fazem parte do fidedigno relato bíblico.A primeira delas

encontramos nas gravuras que aparecem em todo o mundo, tentando retratar a célebre visita. Nelas,
vemos os magos entregando seus presentes diante de um bebê NA MANJEDOURA.

Isto jamais poderia acontecer, pois os magos chegaram em torno de dois anos depois do nascimento de
Jesus. Vemos isto claramente descrito em Mateus 2.16.

"Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos
de Belém e de todos os seus arredores, DE DOIS ANOS para baixo, conforme o tempo do qual COM
PRECISÃO se informara dos magos".

Está vendo? Herodes informou-se "com precisão" dos magos sobre o tempo em que a estrela aparecera
no Oriente. O resto das informações que queria não se obteve porque os magos foram embora para
casa "por outro caminho". (Mateus 2.12).

O fato é que os magos jamais estiveram ao lado daquela manjedoura. Quando viram Jesus, José e Maria,
eles estavam EM UMA CASA!(Mateus 2.11).

A segunda ilusão a respeito dos magos é que eram TRÊS.


A Bíblia jamais revela isto. Existe somente a inferência, deduzida dos presentes que ofertaram (ouro,
incenso e mirra) (Mateus 2.11).

O fato de serem três presentes não quer dizer que eram três magos. Podiam ter sido dois ou quatro, ou
até mais. Também podiam ser três.

O ponto é que não se pode afirmar com certeza, baseado nos presentes. Um deles poderia ter trazido o
ouro, ou então, se fossem quatro ou cinco, dois ou até três, poderiam ter trazido ouro, dois teriam
trazido incenso e um, mirra.

A terceira coisa criada pela imaginação popular a respeito dos magos, é que eles eram REIS! Não existe
qualquer evidência bíblica de que aqueles homens sábios, ou magos (no original "magi"), eram
monarcas poderosos.

Não se pode deduzir isto de suas ofertas. Podemos apenas entender que eram ricos, porém reis, não.

Ainda há aqueles que afirmam que eram três reis de países e raças completamente diferentes. Um
branco, um negro e um amarelo.

Quando se trata da Bíblia, não há lugar para muita imaginação.

A Bíblia afirma que "todos os reis se prostrarão perante ele" (Salmo 72.11), mas ainda não foi daquela
vez.
Aqueles homens eram simplesmente estudiosos a quem Deus quis brindar com a gloriosa experiência de
verem Seu Filho ainda criança.

Cogitemos agora um pouco sobre a origem dos Magos de Mateus. O evangelho diz apenas que os
Magos vieram do Oriente. A fonte do evangelho mais antiga que se conhece é a grega. O historiador
grego Heródoto de Halicarnasso (séc.V), conhecido como «o pai da História», deixou escrito que
«magos» (no texto grego a palavra referida é magoi e vem no plural) era o nome dado a uma casta de
sacerdotes eruditos que estudavam os livros sagrados e observavam os céus e que viviam na região de
Média, na Pérsia, que é hoje o Irão. Considera-se que uma grande parte da Pérsia seguia a religião
zoroastriana, fundada por Zaratustra há mais de 3500 anos. Esta religião tinha tradições messiânicas e
seguia ideias de dualismo moral, como o céu e o inferno, semelhantes às da religião judaica, pelo que
algumas teorias apontam para que os Magos tenham sido uma espécie de sacerdotes astrólogos,
seguidores do zoroastrismo.

Falamos de Magos e não de reis. Aliás, Mateus não fala de reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de
Cartago quem no início do sec. III D.C. terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. Mais uma vez, o
motivo pode vir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo (68:29):

Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.

O número dos Magos é variado, nas representações dos primeiros tempos. Algumas imagens mostram
apenas dois, mas na catacumba de Santa Domitilla, em Roma, aparecem quatro e podem chegar a doze
em representações da Idade Média. Pensa-se que o número três terá a ver com as prendas oferecidas:
ouro, incenso e mirra, e também com o facto de se ter estabelecido, talvez por razões populares, que
cada um tivesse uma cor de pele diferente.

Jesus Tinha Cabelo comprido?

Aparência de Jesus.

Jesus tinha o voto de Nazireu?

Jesus era nazareu porque era da cidade de Nazaré; não era nazireu, que é algo completamente
diferente. Este termo (nazireu) prende-se com um voto perante o Senhor Deus quanto ao serviço e
dedicação que alguns fizeram. Foi o caso, por exemplo, de Sansão (cfr. Juízes 13:5; 16:17).

Os nazireus estavam sujeitos a regras muito estritas. E quanto a estas, cumpre notar que o Senhor Jesus
bebeu vinho (Mat. 11;:19) e numa ocasião tocou num cadáver (Mat.9:25) e ambos estes atos eram
proibidos aos que faziam voto de nazireu (Nm.6:3,6).

O cabelo comprido que alguns usam hoje é fruto da cultura moderna. Abramos a Bíblia em 1Cor. 11:14.
Ali lemos: «não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido ?» Se
Paulo assim escreveu era impossível Jesus ter cabelo comprido.
Os que faziam voto de nazireu deixavam crescer o cabelo em sinal de humildade e submissão. Era
precisamente uma vergonha. Por isso, suportavam-na por amor a Deus.

Devemos notar que quando terminava o período do voto, o nazireu devia cortar de imediato o seu
cabelo (Números 6:18).

NÃO. Jesus não tinha cabelo comprido.

O seu aspecto era similar ao de qualquer judeu da sua época. Na noite anterior da Sua crucificação, veio
uma multidão para o prender. Mas esta multidão não reconheceu quem era Jesus dentre os homens
(Jesus e os seus discípulos) que ali estavam. Foi necessário Judas usar um sinal especialmente
combinado para O revelar aos seus inimigos: um beijo na face (Mat. 26:48-49).

Ele não teria necessidade de o fazer se Jesus tivesse um aspecto que o distinguisse dos demais.

Como explicamos acima, o erro que fazem aqueles que pensam que Jesus tinha o cabelo comprido é o
de crer que Jesus Cristo era um Nazireu (um Hebreu que tinha feito o voto de nazireado), o qual
segundo a lei não devia fazer passar navalha sobre a sua cabeça por todo o tempo do seu nazireado
conforme está escrito: "Por todos os dias do seu voto de nazireado, navalha não passará sobre a sua
cabeça; até que se cumpram os dias pelos quais ele se tenha separado para o Senhor, será santo;
deixará crescer as guedelhas do cabelo da sua cabeça" (Num. 6:5).

Mas Jesus não podia ser um Nazireu porque o Nazireu segundo a lei não podia beber nenhuma bebida
feita com uva conforme está dito: "Quando alguém, seja homem, seja mulher, fizer voto especial de
nazireu, a fim de se separar para o Senhor, abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá, vinagre
de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem bebida alguma feita de uvas, nem comerá uvas frescas nem
secas.

Por todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma que se faz da uva, desde os caroços até
as cascas" (Num. 6:2-4), e Jesus bebeu vinagre conforme está escrito: "Depois, sabendo Jesus que já
todas as coisas estavam consumadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.

Estava pois ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope,
lha chegaram à boca. E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça,
entregou o espírito" (João 19:28-30).

O Nazireu depois não podia tocar nenhum morto conforme está escrito: "Por todos os dias da sua
separação para o Senhor, não se aproximará de cadáver algum. Não se contaminará nem por seu pai,
nem por sua mãe, nem por seu irmão, nem por sua irmã, quando estes morrerem; porquanto o
nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça" (Num. 6:6-7), e Jesus tocou o corpo de um morto, mais
precisamente o da filha de Jairo que já estava morta quando ele chegou a casa de Jairo, de facto ele a
tomou pela mão (cfr. Lucas 8:54).

Mais uma vez, quando pois a Escritura chama Jesus Nazareno, não se deve entender que ele era um
Nazireu, mas simplesmente um habitante de Nazaré onde ele foi criado.

Mateus faz perceber bem isto quando diz: "Ouvindo porém, que Arquelau reinava na Judéia em lugar de
seu pai Herodes, temeu ir para lá; mas avisado em sonho por divina revelação, retirou-se para as regiões
da Galiléia, e foi habitar numa cidade chamada Nazaré; para que se cumprisse o que fora dito pelos
profetas: Ele será chamado Nazareno" (Mat. 2:22-23).

“Adão teve dois filhos: Caim e Abel, Caim mata Abel e foge para uma terra distante; lá conhece uma
mulher, e casa-se com ela. Com quem se casou se não havia habitantes na Terra?”

Não diz o texto bíblico que Caim saiu para uma terra distante, e “lá casou-se”, como querem os que
formulam a pergunta.

O relato diz simplesmente: - “ E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, da
banda do oriente do Éden. E conheceu a sua mulher, e ela concebeu, e teve a Enoque.”
Gênesis: 4:16,17.

A região para onde Caim se mudou era chamada terra de Node, mas isto na ocasião em que Moisés
escrevia o fato, isto é, cerca de 2.500 anos depois da criação do mundo.

Mas, surpreenda-se o leitor, o mundo já poderia ter na ocasião em que Caim prostrou morto seu irmão,
segundo cálculos de grandes estudiosos, quase meio milhão de habitantes. Sabia disso? Então vejamos:

Segundo boas autoridades, o assassínio de Abel ocorreu no ano 128 ou 130 da criação do mundo. Ora,
nós sabemos que além de Caim, Abel e Sete, os três primeiros filhos mencionados, Adão e Eva tiveram
“filhos e filhas”. Gênesis 5:4

Quantos poderiam ter sido os descendentes diretos de ambos até o ano 128, quando ocorreu a morte
de Abel?

Não é exagero supor que os primeiros filhos de Adão tenham sido mulheres. Mas para não sermos
rigorosos, vamos supor que somente aos 19 anos o filho primogênito de Adão, Caim, tenha tido uma
irmã em idade de casar-se (não se espante o leitor com o fato de haverem os filhos de Adão casado com
as irmãs. Até o tempo de Davi, isto ainda era comum entre todos os povos do mundo).

Casando-se aos 19 anos, no ano 128 da criação do mundo cada um dos dois filhos de Adão poderia ter
tido 8 filhos, entre homens e mulheres. Mais ou menos no ano 55, poderiam ter procedido deles cerca
de 60 pessoas. No ano 80, haveria cerca de 520. No ano 100, haveria pelo menos 4.100 pessoas. E no
ano 122 esta população estaria elevada a 33.000.

Mas nesta linha de descendência não estamos incluindo os outros filhos de Caim e Abel, nem os filhos
dos filhos destes, mas apenas os 8 que poderiam ter tido até o ano 128 da criação do mundo. Incluindo
os outros filhos de Adão, e os descendentes destes, a população do mundo não seria inferior a 450.000
pessoas no ano em que morreu Abel, isto não incluindo mulheres de idade inferior a 17 anos, e as de
mais de 45.

Se, porém, levarmos em conta que no ano 128, ou 130 da morte de Abel, Adão poderia ter tido mais de
uma centena de filhos, pois foi criado adulto, é fácil de imaginar o vulto da população do mundo quando
Caim, o assassino, saiu “de diante da face do Senhor”, indo habitar a Terra de Node, que ficava “ao
oriente do Éden”. Gênesis 4:16.

Mas esta Segunda hipótese não deve ser considerada, porquanto Sete, o terceiro filho, nasceu aos 130
anos da vida de Adão.” - (Baseado no Comentário de Clark)

Caim ao sair “de diante da face do Senhor”, levou sem dúvida a esposa e filhos. A expressão “conheceu
Caim a sua mulher”, que produz a confusão na mente de alguns, supondo referir-se ao conhecimento
de uma nova pessoa, é uma expressão muito bíblica, um delicado eufemismo para denotar a união da
qual resulta uma nova vida. No caso de Caim, o verbo “conhecer” é aí empregado com o fim de chamar
a atenção para o nascimento de Enoque (não confundir com o Enoque justo, que foi trasladado), de cuja
descendência direta viria de Lameque, o primeiro bígamo e segundo assassino. (ver Gênesis 4:18,19,
5:22 e 30)

O que diz a Bíblia a respeito dos dinossauros? Encontramos dinossauros na Bíblia?

gotquestions.org: O tema dos dinossauros na Bíblia é parte de um debate que se desenvolve dentro da
comunidade cristã a respeito da idade da terra, da interpretação correta do Gênesis e de como
interpretar as evidências físicas que nos cercam. Aqueles que acreditam em uma idade mais antiga para
a terra tendem a concordar que a Bíblia não menciona os dinossauros, pois, de acordo com seu
paradigma, os dinossauros desapareceram milhões de anos antes que o primeiro homem andasse sobre
a terra. Os homens que escreveram a Bíblia não poderiam ter visto dinossauros ainda vivos.

Aqueles que crêem que a terra é mais jovem tendem a acreditar que a Bíblia menciona os dinossauros,
apesar de jamais haver usado a palavra “dinossauro”. Ao invés, usa a palavra tanniyn, vinda do
Hebraico. Tanniyn é traduzida de algumas poucas maneiras diferentes nas Bíblias de língua inglesa; às
vezes como “monstro do mar”, às vezes como “serpente”. É mais comumente traduzida como “dragão”.
Tanniyn parece ter sido algum tipo de réptil gigante. Estas criaturas são mencionadas quase trinta vezes
no Antigo Testamento e são encontradas tanto em terra quanto no mar.

Além de mencionar estes répteis gigantes quase trinta vezes no Antigo Testamento, a Bíblia descreve
algumas criaturas de tal modo que alguns estudiosos acreditam que os escritores poderiam estar
descrevendo dinossauros. Behemoth é descrita como a mais poderosa de todas as criaturas de Deus, um
gigante cuja cauda é comparada à árvore de cedro (Jó 40:15 em diante). Alguns estudiosos tentaram
identificar Behemoth como um elefante ou hipopótamo. Outros dizem que tanto elefantes quanto
hipopótamos têm caudas muito finas, nada que se possa comparar ao cedro. Os dinossauros como o
Braquiossauro e o Diplodocus, por outro lado, tinham caudas enormes que poderiam facilmente ser
comparadas à árvore do cedro.

Quase toda a civilização antiga tem algum tipo de arte descrevendo criaturas répteis gigantes. Desenhos
ou entalhes sobre rocha, artefatos e até pequenas estátuas de barro descobertas na América do Norte
se parecem com representações modernas de dinossauros. Entalhes em rochas na América do Sul
representam homens montando criaturas parecidas com o Diplodocus e, assombrosamente,
assemelham-se com imagens familiares como o Triceratops, Pterodáctilo e Tiranossauro Rex. Os
Mosaicos romanos, a cerâmica maia e muros da cidade babilônica são testemunhos dessa fascinação
cultural e geograficamente sem fronteiras do homem com essas criaturas. Sérias narrativas como as de
Il Milione de Marco Polo se mesclam com fantásticos contos de bestas que acumulam tesouros.
Narrações atuais de observações sobrevivem, apesar de serem tratadas com espantoso ceticismo.

Além do volume substancial de evidências antropológicas e históricas a favor da coexistência de


dinossauros e homens, há outras evidências físicas, como as pegadas fossilizadas de humanos e
dinossauros, descobertas juntas em lugares da América do Norte e oeste da Ásia central.

Para finalizar, encontramos dinossauros na Bíblia? Este assunto está longe de ser resolvido. Depende de
como se interpreta as evidências disponíveis e de como se vê o mundo ao redor. Aqui em
GotQuestions.org, acreditamos na interpretação da terra jovem e aceitamos que os dinossauros e
homens coexistiram. Cremos que os dinossauros desapareceram algum tempo depois do Dilúvio devido
à combinação de dramáticas mudanças ambientais e por terem sido incessantemente caçados pelo
homem, até a completa extinção.

Há níveis diferentes de Céu?"

gotquestions.org: 2 Coríntios 12:2 é o mais próximo que as Escrituras chegam a mencionar a existência
de níveis diferentes de céu: “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei,
se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu”. Alguns interpretam isso como
uma indicação de que há três níveis diferentes de céu divididos da seguinte forma: um nível para
“Cristãos super comprometidos”, quer dizer, Cristãos que obtiveram um nível alto de espiritualidade;
um nível para Cristãos “comuns” e um nível para os Cristãos que não foram fiéis em servir ao Senhor.
Essa concepção não pode ser sustentada biblicamente.

Paulo não está dizendo que há três céus ou três níveis de céu. Em muitas culturas da Antiguidade, as
pessoas usavam o termo "céu" para descrever três tipos diferentes de "esferas" – o firmamento, o
espaço e um céu espiritual. Apesar desses termos não serem especificamente bíblicos, eles são também
conhecidos como céu terrestrial, telestial e celestial. Paulo estava dizendo que Deus o levou ao céu
"celestial", quer dizer, a esfera onde Deus habita. O conceito de níveis diferentes de céu talvez tenha
surgido da Divina Comédia de Dante, onde ele descreve o céu e o inferno como tendo nove níveis
diferentes. A Divina Comédia, no entanto, é um trabalho de ficção. A idéia de níveis diferentes de céu
não pode ser encontrada nas Escrituras.

O Céu é real?

gotquestions.org: O Céu é com certeza um lugar real. A Bíblia nos diz que o céu é o trono de Deus (Isaías
66:1, Atos 7:48-49, Mateus 5:34-35). Depois da ressurreição e aparição de Jesus na terra aos Seus
discípulos, Ele: “...foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus” (Marcos 16:19, Atos 7:55-56).
“Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu,
para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9:24). Jesus não só foi adiante de nós,
entrando a nosso favor, mas Ele está vivo e tem um ministério atual no céu, servindo como nosso sumo
sacerdote no verdadeiro tabernáculo feito por Deus (Hebreus 6:19-20; 8:1-2).

Jesus também nos disse que há muitas moradas na casa de Deus e que Ele foi preparar um lugar para
nós. Temos a garantia de Sua palavra que um dia Ele voltará à terra para nos levar com Ele de volta ao
Céu (João 14:1-4). Nossa crença em um lar eterno no céu é baseada em uma promessa explícita de
Jesus. O Céu com certeza é um lugar real. O Céu realmente existe.
Quando as pessoas negam a existência do céu, negam não só a escrita Palavra de Deus, mas também os
desejos mais íntimos de seu coração. Paulo se dirigiu a esse assunto com os Cristãos da igreja de
Corinto, encorajando a todos eles a se apegarem à esperança do céu para que não se desanimassem:
“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um
edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando
por sermos revestidos da nossa habitação celestial; se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus.
Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser
despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (2 Coríntios 5:1-4). Ele os
encorajou a ter grande antecipação por seu lar eterno no céu, tal perspectiva iria capacitá-los a aguentar
as dificuldades e decepções dessa vida. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós
eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas
que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Coríntios
4:17-18).

Assim como Deus colocou nos corações dos homens o conhecimento de que Ele existe (Romanos 1:19-
20), assim também somos “programados” para desejar o céu. O céu é o tema principal de inúmeros
livros, música e obras de arte. Infelizmente, nosso pecado barrou a nossa entrada ao céu. Já que o céu é
a morada de um Deus perfeito e santo, o pecado não pode entrar lá, e nem pode ser tolerado.
Felizmente, Deus nos providenciou uma Chave para abrir as portas do céu – Jesus Cristo. Todo aquele
que crê em Jesus e pede por perdão do pecado vai ver que as portas do céu vão abrir-se completamete
para sua entrada. “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de
Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande
sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o
coração purificado {purificado: aspergido} de má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hebreus
10:19-22).

Como é o Céu?

gotquestions.org: A Bíblia descreve o Céu como um lugar real. A palavra céu é mencionada 276 vezes
apenas no Novo Testamento. As Escrituras se referem a três céus. O Apóstolo Paulo “foi arrebatado até
ao terceiro céu”, mas foi proibido de revelar o que lá presenciou (2 Coríntios 12:1-9).

Se existe um terceiro céu, então também deve existir dois outros céus. O primeiro é geralmente
chamado no Velho Testamento de firmamento, o qual aparece como um arco que cobre toda a terra.
Esse é o céu que contém nuvens, a área onde os passarinhos voam. O secundo céu é o espaço
interestelar, o qual é a residência de seres angélicos supernaturais e objetos celestiais (Gênesis 1:14-18).

O terceiro céu, cuja localidade não é revelada, é a residência do Deus Triúno. O plano de Deus é de
encher o céu com os seguidores de Jesus Cristo. Não é de estranhar que a palavra céu é usada com o
mesmo sentido que vida eterna! Jesus prometeu preparar um lugar para os Cristãos verdadeiros no céu
(João 4:12). Céu também é o destino dos santos do Velho Testamento que morreram confiando na
promessa de Deus de um Redentor (Efésios 4:8). Aquele que crê em Cristo não vai perecer, mas vai ter
vida eterna (João 3:16).

O Apóstolo João foi muito privilegiado em ver e relatar sobre a cidade celestial (Apocalipse 21:10-27).
João viu que o céu possui a “glória de Deus” (Apocalipse 21:11). Essa é a glória do Shekinah, quer dizer, a
presença de Deus. Porque o céu não tem noite e o Senhor é a luz, o sol e a lua não serão mais
necessários (Apocalipse 22:5).

A cidade é cheia do brilho de pedras preciosas e jaspes claros como os cristais. O céu tem 12 portas
(Apocalipse 21:12) e 12 fundamentos (Apocalipse 21:14). O paraíso do Jardim do Éden é restaurado: o
rio da água da vida corre livremente e a árvore da vida está disponível novamente, dando fruto
mensalmente com folhas que são para “a cura dos povos” (Apocalipse 22:1-2). Por mais eloquente que
João tenha sido em sua descrição do céu, a realidade do céu vai muito além do que um homem finito
pode descrever (1 Coríntios 2:9). No entanto, podemos saber que o céu é mais real do que essa terra
que um dia passará.

O Céu é um lugar de “não mais”. No Céu, não vai ter mais lágrimas, não mais dores e não mais
sofrimento (Apocalipse 21:4). Não haverá mais separação porque a morte vai ser conquistada
(Apocalipse 20:6). A melhor coisa sobre o Céu é a presença do nosso Senhor e Salvador. Estaremos face
a face com o Cordeiro de Deus que tanto nos amou e Se sacrificou para que pudéssemos gozar de Sua
presença por toda a eternidade.

O inferno é real? O inferno é eterno?

gotquestions.org: O inferno é real? Estudos mostram que mais de 90% das pessoas no mundo crêem
em um “céu”, enquanto menos de 50% crêem em um inferno eterno. De acordo com a Bíblia, o inferno
é sim real! A punição dos ímpios no inferno é tão eterna como a felicidade dos justos no Céu. A punição
dos perdidos mortos em pecado é descrita através da Escritura como “fogo eterno” (Mateus 25:41),
“fogo que nunca se apagará” (Mateus 3:12), “vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2), um lugar
“onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44-49), um lugar de “tormentas” e
“chamas” (Lucas 16:23-24), “eterna perdição” (II Tessalonicenses 1:9), um lugar de tormento com “fogo
e enxofre” onde “a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre” (Apocalipse 14:10-11) e “lago de
fogo e enxofre” onde os ímpios “de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Apocalipse
20:10). O próprio Jesus indica que a punição no inferno é eterna, e não meramente a fumaça e as
chamas (Mateus 25:46).

Os ímpios são para sempre sujeitos à fúria e ira de Deus no inferno. Eles sofrem conscientemente de
vergonha, desprezo e das torturas de uma consciência acusadora, juntamente com a veemente ira de
uma divindade ultrajada, por toda a eternidade. Mesmo aqueles que estiverem no inferno reconhecerão
a perfeita justiça de Deus (Salmos 76:10). Aqueles que estiverem no inferno, real como é, saberão que
sua punição é justa e que eles sozinhos têm a culpa (Deuteronômio 32:3-5). Sim, o inferno é real. Sim, o
inferno é um lugar de tormento e punição que dura para todo o sempre, que jamais tem fim! Glória a
Deus, pois através de Jesus podemos escapar deste destino eterno (João 3:16-18-36).

O que são os Novos Céus e Nova Terra?

gotquestions.org: Muitas pessoas têm uma concepção errada de como realmente é o Céu. Apocalipse
(capítulos 21-22) nos dá uma descrição detalhada dos Novos Céus e Nova Terra. Depois do fim dos
tempos, os atuais Céus e Terra serão eliminados e substituídos por Novos Céus e Nova Terra. O lugar de
habitação eterna dos crentes será a Nova Terra. A Nova Terra é o “Céu” onde passaremos a eternidade.
É na Nova Terra, onde a Nova Jerusalém, a cidade celestial, se estabelecerá. É a Nova Terra o lugar onde
haverá portões de pérolas e ruas de ouro.

Céu – a Nova Terra – é o lugar físico onde habitaremos com corpos físicos glorificados (veja I Coríntios
15:35-58). O conceito de que o Céu é “nas nuvens” não é bíblico. O conceito de que seremos “espíritos
flutuando pelo Céu” não é bíblico. O Céu onde os crentes viverão será um novo e perfeito planeta no
qual habitaremos. O Novo Céu será livre de pecado, mal, enfermidade, sofrimento e morte. Será
provavelmente muito parecido com nossa Terra atual, ou talvez até uma recriação de nossa terra atual –
mas sem a maldição do pecado.

E quanto aos Novos Céus? É importante lembrar que na mente antiga “céus” se referia aos céus e
espaço sideral, como também à esfera na qual Deus habita. Então, quando Apocalipse 21:1 se refere aos
Novos Céus, está provavelmente indicando que todo o universo será criado, uma Nova Terra, novos
céus, um novo espaço sideral. Parece que o “Céu” de Deus será recriado também, para que seja dado
um “novo começo” a tudo no universo, seja físico ou espiritual. Teremos acesso aos Novos Céus na
eternidade? Possivelmente... mas teremos que esperar para descobrir! Que possamos permitir que a
Palavra de Deus molde nosso entendimento sobre o Céu!

Os cristãos devem guardar o Sabbath (sábado)?

gotquestions.org: Freqüentemente se diz que “Deus instituiu o Sabbath no Éden” por causa de sua
conexão com a criação em Êxodo 20:11. Apesar do descanso de Deus no sétimo dia (Gênesis 2:3) ter
sugerido uma futura lei do Sabbath, não há registro bíblico do Sabbath antes dos filhos de Israel terem
deixado a terra do Egito. Em nenhum lugar das Escrituras há qualquer indício de que guardar o Sabbath
tenha sido praticado de Adão a Moisés.

A Palavra de Deus deixa muito claro que guardar o Sabbath era um sinal especial entre Deus e Israel: “E
subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e
anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de
águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha
aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha”
(Êxodo 19:3-5).

“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua.
Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a
terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se” (Êxodo 31:16-17).

Em Deuteronômio 5, Moisés reafirma os dez mandamentos à próxima geração de israelitas. Aqui, após
ordenar que se guardasse o Sabbath nos versos 12-14, Moisés dá a razão por que o Sabbath foi dado à
nação de Israel: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te
tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia
de sábado” (Deuteronômio 5:15).

Repare na expressão “por isso”. A intenção de Deus em dar o Sabbath a Israel não foi que se
lembrassem da criação, mas que se lembrassem de sua escravidão egípcia e o livramento do Senhor.
Observe os requisitos para se guardar o Sabbath: A pessoa sob a lei do Sabbath não poderia deixar sua
casa no Sabbath (Êxodo 16:29), não poderia acender fogo (Êxodo 35:3) e não poderia fazer ninguém
trabalhar (Deuteronômio 5:14). A pessoa que quebrasse a lei do Sabbath seria colocada à morte (Êxodo
31:15; Números 15:32-35).

Um exame das passagens do Novo Testamento nos mostra quatro pontos importantes: 1) Sempre que
Cristo aparece em Sua forma ressuscitada (e o dia é mencionado), sempre é o primeiro dia da semana
(Mateus 28:1, 9, 10; Marcos 16:9; Lucas 24:1, 13, 15; João 20:19, 26). 2) A única vez em que é
mencionado o Sabbath, desde Atos até Apocalipse, isto é feito para fins evangelísticos aos judeus e
sempre no contexto da sinagoga (Atos capítulos 13-18). Paulo escreveu: “E fiz-me como judeu para os
judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para
ganhar os que estão debaixo da lei” (I Coríntios 9:20). Paulo não foi à sinagoga para ter comunhão com
os santos ou edificá-los, mas para convencer os perdidos e salvá-los. 3) Desde o momento em que Paulo
afirma “e desde agora parto para os gentios” (Atos 18:6), o Sabbath não mais é mencionado. 4) Ao invés
de sugerir que se observe o Sabbath, o restante do Novo Testamento sugere o oposto (incluindo a única
exceção, no ponto 3 acima, encontrada em Colossenses 2:16).

Olhando mais de perto o ponto 4 acima, este revela que não há obrigação para o crente do Novo
Testamento de guardar o Sabbath, e mostra também que a idéia de um domingo (“Sabbath cristão”)
também não se encontra nas Escrituras. Como discutido acima, apenas uma vez o Sabbath é
mencionado depois que Paulo objetiva os Gentios: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo
beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas
futuras, mas o corpo é de Cristo” (Colossenses 2:16-17). O Sábado Judeu (Sabbath) foi abolido na cruz
onde Cristo riscou “o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era
contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz” (Colossenses 2:14).

Esta idéia é repetida mais de uma vez no Novo Testamento: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro
julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz
caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz” (Romanos 14:5-6a).
“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses
rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos”
(Gálatas 4:9-10).

Alguns afirmam, entretanto, que um mandato de Constantino em 321 d.C. “mudou” o Sabbath de
sábado para domingo. Em que dia a igreja primitiva se reunia para adoração? As Escrituras nunca
mencionam o Sabbath (sábado) como dia de reuniões pelos crentes para comunhão ou adoração.
Entretanto, há passagens claras que mencionam o primeiro dia da semana. Por exemplo, Atos 20:7
afirma: “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão.” Em I Coríntios 16:2
Paulo exorta aos crentes coríntios: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que
puder ajuntar, conforme a sua prosperidade.” Uma vez que Paulo designa esta oferta como “serviço”
em II Coríntios 9:12, esta coleta deve ter sido ligada com a adoração do culto de domingo da assembléia
cristã. Historicamente, domingo, não sábado, era o dia normal de encontros dos cristãos na igreja, e sua
prática vem desde o primeiro século.

O Sabbath foi estabelecido para Israel, não para a igreja. O Sabbath ainda é sábado, não domingo, e
nunca foi mudado. Mas o Sabbath é parte da Lei do Velho Testamento, e os cristãos são livres da
servidão da Lei (Gálatas 4:1-26; Romanos 6:14). Guardar o Sabbath não é algo cobrado dos cristãos, seja
um sábado ou domingo. O primeiro dia da semana, domingo, o Dia do Senhor (Apocalipse 1:10) celebra
a Nova Criação, com Cristo como nossa Cabeça ressuscitada. Não somos obrigados a seguir o Sabbath de
Moisés - descansando, mas somos agora livres para seguir o Cristo ressuscitado –servindo. O Apóstolo
Paulo disse que cada cristão deveria decidir se observa ou não o descanso do Sabbath: “Um faz
diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em
sua própria mente” (Romanos 14:5). Devemos adorar a Deus todos os dias, não somente no sábado ou
domingo.

O que diz a Bíblia a respeito do dízimo?

gotquestions.org: A questão do dízimo gera dificuldade e resistência em muitos cristãos. Em muitas


igrejas, o dízimo recebe excessiva ênfase. Ao mesmo tempo, muitos cristãos não se submetem à
exortação bíblica em ofertar ao Senhor. O dízimo e as ofertas deveriam ser uma alegria, uma bênção.
Mas raramente é o que acontece nas igrejas hoje, infelizmente.

Dar o dízimo é um conceito do Velho Testamento. O dízimo era exigido pela lei na qual todos os
israelitas deveriam dar ao Tabernáculo/Templo 10% de todo o fruto de seu trabalho e de tudo o que
criassem (Levítico 27:30; Números 18:26; Deuteronômio 14:22; II Crônicas 31:5; Malaquias 3:8-10).
Alguns entendem o dízimo no Velho Testamento como um método de taxação destinado a prover pelas
necessidades dos sacerdotes e Levitas do sistema sacrificial. O Novo Testamento, em nenhum lugar
ordena, e nem mesmo recomenda que os cristãos se submetam a um sistema legalista de dizimar. Paulo
afirma que os crentes devem separar uma parte de seus ganhos para sustentar a igreja (I Coríntios 16:1-
2).

O Novo Testamento, em lugar algum, determina certa porcentagem de ganhos que deva ser separada,
mas apenas diz “conforme a sua prosperidade” (I Coríntios 16:2). A igreja cristã basicamente tomou esta
proporção (10%) do dízimo do Velho Testamento e a incorporou como um “mínimo recomendado” para
o ofertar cristão. Entretanto, os cristãos não deveriam se sentir obrigados a se prender sempre à quantia
de 10%. Deveriam sim dar de acordo com suas possibilidades, “conforme sua prosperidade”. Às vezes,
isto significa dar mais do que 10%, às vezes, dar menos que 10%. Tudo depende das possibilidades do
cristão e das necessidades da igreja. Cada cristão deve cuidadosamente orar e buscar a sabedoria vinda
de Deus no tocante a sua participação com o dízimo e/ou a quanto deve dar (Tiago 1:5). “Cada um
contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao
que dá com alegria” (II Coríntios 9:7).

Pergunta: "Quem são os 144.000?"

gotquestions.org: O livro do Apocalipse tem sempre sido um desafio para os seus intérpretes. Esse livro
é cheio de imagens vívidas e simbolismo, que muitas pessoas têm interpretado de forma diferente,
dependendo das suas pressuposições do livro como um todo. Há quatro abordagens principais para
interpretar o livro de Apocalipse: 1) Preterista (que vê todos ou quase todos os eventos no livro de
Apocalipse como já tendo ocorrido antes do fim do primeiro século); 2) Historicista (que vê o livro de
Apocalipse como uma análise da história da Igreja dos tempos apóstolicos até o presente); 3) Idealista
(que vê o livro de Apocalipse como uma representação da luta entre o bem e o mal); 4) Futurista (que vê
o livro de Apocalipse como profético dos eventos que hão de vir). Dos quatro, apenas a abordagem
futurista interpreta o livro de Apocalipse com o mesmo método gramático-histórico que o resto das
Escrituras. Esse método também se encaixa melhor com a declaração do livro de Apocalipse de ser
profecia (Apocalipse 1:3; 22:7, 10, 18, 19).
Então, a resposta para a pergunta: “quem são os 144,000?” vai depender de qual abordagem de
interpretação você usa para o livro de Apocalipse. Com exceção da abordagem futurista, todos as outras
abordagens interpretam os 144.000 simbolicamente, como sendo representativos da Igreja, e o número
“144,000” é simbólico da totalidade – quer dizer, do número completo – da Igreja. Mesmo assim, ao ler
a passagem de forma literal: “Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e
quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apocalipse 7:4), não há nada nessa passagem que
encoraje a interpretação dos 144.000 de qualquer outra forma que não seja um número literal de
144.000 judeus, 12.000 tirados de cada tribo dos “filhos de Israel”. O Novo Testamento não oferece
nenhum texto bem definido para substituir Israel com a Igreja.

Esses judeus foram “selados”, o que significa que eles têm uma proteção especial de Deus de todos os
julgamentos divinos e do anticristo para que possam executar a sua missão durante o período da
Tribulação (veja Apocalipse 6:17, em cuja passagem pessoas vão desejar saber quem vai poder suster-se
da ira que há de vir). O periodo da Tribulação é um futuro período de sete anos no qual Deus vai
executar julgamento divino a todo aquele que O rejeitou, e completar seu plano de salvação para a
nação de Israel. Tudo isso acontecerá de acordo com a revelação de Deus ao profeta Daniel (Daniel 9:24-
27). Os 144.000 judeus são uma espécie de “primícias” (Apocalipse 14:4) de um Israel remidido, o qual
tem sido profetizado anteriormente (Zacarias 12:10; Romanos 11:25-27), e sua missão é evangelizar o
mundo após o arrebatamento e proclamar o evangelho durante o período da Tribulação. Como
resultado do seu ministério, milhões (“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém
podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do
Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos”) vão ter fé em Cristo (Apocalipse 7:9).

Muito da confusão em relação aos 144.000 é o resultado das falsas doutrinas das Testemunhas de
Jeová. As Testemunhas de Jeová clamam que 144.000 é um limite ao número de pessoas que vão reinar
com Cristo no céu e passar a eternidade com Deus. Os 144.000 têm o que as Testemunhas de Jeová
chamam de esperança celestial. Aqueles que não são nascidos de novo vão gozar do que eles chamam
de esperança terrestre – um paraíso na terra governado por Cristo e os 144.000. Podemos ver
claramente que o ensinamento das Testemunhas de Jeová funda uma sociedade casta depois da morte
com uma classe dominante (os 144.000) e aqueles que são dominados. A Bíblia não ensina uma doutrina
de “dupla classe”. É verdade que de acordo com Apocalipse 20:4 haverá pessoas reinando no Milênio
com Cristo. Essas pessoas serão da Igreja (seguidores de Jesus Cristo), santos do Velho Testamento
(seguidores que morreram antes do primeiro Advento de Cristo) e os santos da Tribulação (aqueles que
aceitam a Cristo durante o período da Tribulação). Mesmo assim, a Bíblia não coloca nenhum limite
numérico a esse grupo de pessoas. Além do mais, o Milênio é diferente do Estado Eterno, o qual vai
ocorrer no final do Milênio. Naquela hora, Deus vai habitar conosco na Nova Jerusalém. Ele será o nosso
Deus, e seremos o seu povo (Apocalipse 21:3). A herança prometida a nós em Cristo e selada pelo
Espírito Santo (Efésios 1:13-14) será nossa e seremos todos co-herdeiros com Cristo (Romanos 8:17).

O que aconteceu com a Arca da Aliança?

gotquestions.org: O que aconteceu com a Arca da Aliança é uma pergunta que tem fascinado teólogos,
estudantes da Bíblia e arqueologistas por vários séculos. No décimo oitavo ano do seu reino, o rei de
Judá chamado Josias ordenou que aqueles que zelavam pela Arca da Aliança a retornassem ao templo
em Jerusalém (2 Crônicas 35:1-6; veja também 2 Reis 23:21-23). Essa é a última vez que a Arca da
Aliança é mencionada nas Escrituras. Quarenta anos depois, o Rei Nabucodonosor da Babilônia capturou
Jerusalém e assaltou o templo. Menos de quarenta anos depois, ele retornou, levou o que ainda sobrava
no templo, e queimou a cidade e o templo por completo. Então o que aconteceu com a Arca? Foi pega
por Nabucodonosor? Foi destruída com a cidade? Ou foi removida e escondida antes de tudo isso
acontecer, assim como evidentemente foi o caso do Faraó Sisaque no Egito, o qual assaltou o templo
durante o reino do filho de Salomão, o Rei Roboão? (Eu digo evidentemente porque se a Arca não
tivesse sido escondida de Sisaque e ele tivesse tomado posse da arca, como alguns acham – veja o
enredo do filme “Indiana Jones e os caçadores da Arca Perdida” - então por que Josias teria pedido que
os Levitas devolvessem a Arca tantos anos depois, se eles não a tivessem em sua posse em primeiro
lugar?)

O livro não canônico de 2 Macabeus registra que bem antes da invasão babilônica, Jeremias “pela fé da
revelação, havia desejado fazer-se acompanhar pela arca e pelo tabernáculo, quando subisse a
montanha que subiu Moisés para contemplar a herança de Deus[quer dizer, Monte Nebo; veja também
Deuteronomy 31:1-4]. No momento em que chegou, descobriu uma vasta caverna, na qual mandou
depositar a arca, o tabernáculo e o altar dos perfumes; em seguida, tapou a entrada” (2:4-5). No
entanto, “Alguns daqueles que o haviam acompanhado voltaram para marcar o caminho com sinais,
mas não puderam achá-lo. Quando Jeremias soube, repreendeu-os e disse-lhes que esse lugar ficaria
desconhecido, até que Deus reunisse seu povo e usasse com ele de misericórdia. Então revelará o
Senhor o que ele encerra e aparecerá a glória do Senhor como uma densa nuvem, semelhante à que
apareceu sobre Moisés e quando Salomão rezou para que o templo recebesse uma consagração
magnífica” (2:6-8). Não se sabe se essa narrativa de segunda mão é correta, mas se for, não saberemos
de certeza o que aconteceu até que o Senhor retorne, como a passagem fala no final.

Outras teorias sobre onde a Arca perdida pode estar são dadas pelo rabinos Shlomo Goren e Yehuda
Getz, os quais acreditam que a Arca está escondida embaixo da Montanha do Templo e foi lá enterrada
antes que Nabucodonosor pudesse roubá-la. Infelizmente, o Templo do Monte é onde se encontra a
Cúpula da Rocha, mesquita sagrada de Jerusalém, e a comunidade muçulmana local se recusa a deixar
que o território seja escavado para tentar achar a Arca. Por isso não podemos saber se os rabinos estão
corretos ou não.

O explorador Vendyl Jones, entre outros, acredita que um artefato encontrado entre os Pergaminhos do
Mar Morto, o enigmático Pergaminho de Cobre da Caverna 3, é na verdade um mapa de tesouro que
detalha a localização de vários tesouros preciosos tirados to Templo antes da chegada dos Babilônicos,
incluindo a Arca da Aliança. Se isso é verdade ou não, ainda não sabemos, pois ninguém pôde achar
todos os marcos geográficos listados no pergaminho. É interessante que alguns estudiosos especulam
que o Pergaminho de Cobre pode ser o registro ao qual 2 Macabeus 2:1 e 4 se refere e que descreve
Jeremias escondendo a Arca. Enquanto essa pode ser uma especulação interessante, ainda permanece
sem fundamento.

O antigo correspondente da África Oriental para “O Economista”, Graham Hancock, publicou um livro
em 1992 chamado de O Sinal e o Selo: a busca da Arca da Aliança, no qual ele argumentou que a Arca
tinha sido armazenada na Igreja de Santa Maria de Sião em Aksum, uma cidade primitiva da Etiópia. O
explorador Robert Cornuke, do Instituto B.A.S.E. de Colorado, também acredita que a Arca pode estar
em Aksum. No entanto, ela ainda não foi encontrada. Da mesma forma, arqueologista Michael Sanders
acredita que a arca está escondida em um templo primitivo do Egito na vilagem Israelita de Djaharya,
mas ele ainda não a encontrou.

Uma tradição irlandesa bem duvidável acredita que a Arca está enterrada sob o Monte de Tara na
Irlanda. Alguns estudiosos acreditam que essa é a fonte da lenda irlandesa de “um pote de ouro no fim
do arco-íris”. Lendas mais duvidosas ainda são as de Ron Wyatt e Crotser; Wyatt afirmando que já viu a
Arca da Aliança enterrada sob o Monte Calvário, e Crotser afirmando que a viu no Monte Pisgah, perto
do Monte Nebo. Esses dois homens não têm qualquer credibilidade com a comunidade arqueológica,
pois nenhum deles pôde apresentar qualquer evidência para suas teorias.

No fim das contas, apenas Deus realmente sabe onde a Arca está. Teorias interessantes como as que
descrevemos nesse artigo já foram apresentadas, mas ninguém pôde encontrá-la ainda. O escritor de 2
Macabeus talvez estava certo em dizer que talvez nunca saberemos o que aconteceu com a Arca da
Aliança até que o Senhor retorne.

Quem era Melquisedeque?

gotquestions.org: Melquisedeque, cujo nome significa “rei de justiça”, foi um rei de Salém (Jerusalém) e
sacerdote do Deus Altíssimo (Gênesis 14:18-20; Salmo 110:4; Hebreus 5:6-11; 6:20-7:28). O
aparecimento e desaparecimento repentinos de Melquisedeque no livro de Gênesis são misteriosos.
Melquisedeque e Abraão se conheceram pela primeira vez depois da vitória de Abrão contra
Quedorlaomer e seus três aliados. Melquisedeque ofereceu pão e vinho a Abraão e aos seus homens
que estavam muito cansados, demonstrando amizade. Ele abençoou Abraão no nome de El Elyon ("Deus
Altíssimo") e louvou a Deus por ter dado a Abraão vitória na batalha (Gênesis 14:18-20).

Abraão ofereceu a Melquisedeque um dízimo de tudo que tinha conquistado. Ao fazer isso Abraão
indicou que ele reconhecia que Melquisedeque acreditava no Deus verdadeiro e era Seu seguidor, assim
como um sacerdote de posição mais elevada que o próprio Abraão. A existência de Melquisedeque
mostra que outras pessoas além de Abraão e sua família também serviam ao Deus verdadeiro.

Em Salmo 110, um salmo messiânico escrito por Davi (Mateus 22:43), Melquisedeque é visto como um
tipo de Cristo (modelo ou figura de Cristo). O tema é repetido no livro de Hebreus, onde Melquisedeque
e Cristo são considerados reis da justiça e da paz. Ao citar Melquisedeque e seu sacerdócio especial
como um tipo, o autor mostra que o novo sacerdócio de Cristo é superior à ordem levítica e ao
sacerdócio de Arão (Hebreus 7:1-10).

Alguns acreditam que Melquisedeque era uma aparição do Cristo pré-encarnado. Isso é possível mas
pouco provável. Melquisedeque era o rei de Salém. Será que Cristo teria vindo à terra e reinado em uma
cidade? Melquisedeque é semelhante a Cristo porque os dois são sacerdotes e reis; por isso
Melquisedeque pode ser chamado de um “tipo” de Cristo, mas os dois não são as mesmas pessoas.

Por que os judeus e os árabes/muçulmanos se odeiam?

gotquestions.org: Primeiro, é importante entender que nem todos os árabes são muçulmanos, e nem
todos os muçulmanos são árabes. Enquanto a maioria dos árabes é muçulmana, há muitos árabes não-
muçulmanos. Além disso, há significantemente mais muçulmanos não-árabes (em áreas como a
Indonésia e a Malásia) do que muçulmanos árabes. Segundo, é importante lembrar que nem todos os
árabes odeiam os judeus, que nem todos os muçulmanos odeiam os judeus, e que nem todos os judeus
odeiam os árabes e os muçulmanos. Nós devemos ter o cuidado de não estereotipar as pessoas. No
entanto, dito isso, falando em sentido geral, árabes e muçulmanos têm desgosto e desconfiança dos
judeus, e vice-versa.
Se há uma explicação bíblica explícita para esta animosidade, ela remonta aos tempos de Abraão. Os
judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também
filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava (Gênesis 16:1-6) e Isaque sendo o filho
prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma
animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque (Gênesis
21:9), Sara disse para Abraão mandar embora Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21). Isto causou no coração
de Ismael ainda mais contenda contra Isaque. Um anjo até profetizou a Agar que Ismael viveria em
hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12).

A religião do Islã, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou essa hostilidade mais profunda. O
Alcorão contém instruções de certa forma contraditórias para os muçulmanos em relação aos judeus.
Em certo ponto, ele instrui os muçulmanos a tratar os judeus como irmãos, mas em outro ponto, ordena
que os muçulmanos ataquem os judeus que se recusam a se converter ao Islã. O Alcorão também
introduz um conflito sobre o qual filho de Abraão era realmente o filho da promessa. As Escrituras
hebraicas dizem que era Isaque. O Alcorão diz que era Ismael. O Alcorão ensina que foi Ismael a quem
Abraão quase sacrificou ao Senhor, não Isaque (em contradição a Gênesis capítulo 22). Este debate
sobre quem era o filho da promessa contribui para a hostilidade de hoje em dia.

No entanto, a antiga raiz de hostilidade entre Isaque e Ismael não explica toda a hostilidade entre os
judeus e os árabes de hoje. Na verdade, por milhares de anos durante a história do Oriente Médio, os
judeus e os árabes viveram em relativa paz e indiferença entre si. A causa primária da hostilidade tem
uma origem moderna. Após a Segunda Guerra Mundial, quando as Nações Unidas deram uma porção da
terra de Israel para o povo judeu, a terra na época era habitada principalmente por árabes (os
palestinos). A maioria dos árabes protestou veementemente contra o fato da nação de Israel ocupar
aquela terra. As nações árabes se uniram e atacaram Israel em uma tentativa de exterminá-los da terra
– mas eles foram derrotados por Israel. Desde então, tem havido grande hostilidade entre Israel e seus
vizinhos árabes. Se você olhar num mapa, Israel tem uma pequena faixa de terra e está cercado por
nações árabes muito maiores, como a Jordânia, a Síria, a Arábia Saudita, o Iraque e o Egito. O nosso
ponto de vista é que, biblicamente falando, Israel tem o direito de existir como uma nação em sua
própria terra – Deus deu a terra de Israel aos descendentes de Jacó, neto de Abraão. Ao mesmo tempo,
nós acreditamos que Israel deveria buscar a paz e mostrar respeito pelos seus vizinhos árabes. Salmos
122:6 declara: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.”

As mulheres deveriam servir como pastoras e pregadoras?

gotquestions.org: Talvez não haja assunto mais debatido nas igrejas hoje do que a questão das
mulheres servindo como pastoras e pregadoras no ministério. Por este motivo, é muito importante que
não se veja esta questão como uma competição entre homens e mulheres. Há mulheres que acreditam
que mulheres não devam servir como pastoras e que a Bíblia coloca restrições ao ministério das
mulheres - e há homens que crêem que as mulheres podem servir como pregadoras e que não há
restrições quanto à atuação das mulheres no ministério. Esta não é uma questão de machismo ou
discriminação. É uma questão de interpretação bíblica.

I Timóteo 2:11-12 proclama: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém,
que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.” Na igreja,
Deus designa papéis diferentes a homens e mulheres. Isto é resultado da forma como a humanidade foi
criada (I Timóteo 2:13) e da forma pela qual o pecado entrou no mundo (II Timóteo 2:14). Deus, através
do que escreveu o Apóstolo Paulo, estabelece que as mulheres não sirvam em papéis de autoridade em
ensino espiritual acima dos homens. Isto impede as mulheres de servirem como pastoras, o que
definitivamente inclui pregar a homens, ensinar a homens e ter autoridade espiritual sobre eles.

Há muitas “objeções” a esta visão em relação às mulheres no ministério ou mulheres pastoras. Uma
objeção comum é que Paulo restringe as mulheres de ensinar porque, no primeiro século, as mulheres,
tipicamente, não possuíam uma educação formal. Entretanto, I Timóteo 2:11-14, em nenhum momento
menciona o status educacional. Se a educação formal constituía em qualificação para o ministério, a
maioria dos discípulos de Jesus, provavelmente, não teria sido qualificada. Uma segunda objeção
comum é que Paulo restringiu apenas as mulheres de Éfeso quanto à questão do ensino. (I Timóteo foi
escrito a Timóteo, que era pastor da igreja em Éfeso). A cidade de Éfeso era conhecida por seu templo a
Ártemis, a falsa deusa greco-romana. As mulheres eram autoridade na adoração a Ártemis. Entretanto,
o livro de I Timóteo, em momento algum, menciona Ártemis, tampouco Paulo menciona a adoração a
Ártemis como razão para as restrições em I Timóteo 2:11-12.

Uma terceira objeção comum é que Paulo está se referindo apenas a maridos e esposas, não a homens
e mulheres em geral. As palavras gregas em I Timóteo 2:11-14 poderiam se referir a maridos e esposas.
Entretanto, o significado básico das palavras é homem e mulher. Além disso, as mesmas palavras gregas
são usadas nos versos 8-10. Apenas os maridos devem levantar as mãos santas em oração sem iras ou
contendas (verso 8)? Somente as esposas devem se vestir com recato, com boas obras e adoração a
Deus (versos 9-10)? Claro que não! Os versos 8-10 se referem claramente a homens e mulheres em
geral, não apenas a maridos e esposas. Não há nada no contexto que possa indicar uma mudança para
maridos e esposas nos versos 11-14.

Mais uma objeção freqüente a esta interpretação sobre mulheres pastoras/pregadoras é em relação a
Miriã, Débora, Hulda, Priscila, Febe, etc. – mulheres que ocuparam posições de liderança na Bíblia. Esta
objeção falha em perceber alguns fatores relevantes. Em relação a Débora, ela era a única juíza entre 13
juízes homens. Em relação a Hulda, era a única profeta mulher entre dúzias de profetas homens
mencionados na Bíblia. A única ligação de Miriã com a liderança era devido ao fato de ser irmã de
Moisés e Arão. As duas mulheres mais importantes do tempo dos reis foram Atalia e Jezebel – péssimos
exemplos de boa liderança feminina.

No Livro de Atos, capítulo 18, Priscila e Áquila foram apresentados como ministros fiéis a Cristo. O nome
de Priscila foi mencionado primeiro, provavelmente indicando que era mais “importante” no ministério
que seu esposo. Entretanto, Priscila, em lugar algum, é descrita como participante em uma atividade
ministerial que esteja em contradição com I Timóteo 2: 11-14. Priscila e Áquila trouxeram Apolo até sua
casa e ambos o discipularam, explicando a ele a Palavra de Deus de modo mais preciso (Atos 18:26).

Em Romanos 16:1, mesmo que Febe seja considerada uma “diaconisa” ao invés de “serva”, isto não
indica que fosse uma professora na igreja. “Apto a ensinar” é um título dado aos anciãos, mas não aos
diáconos (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:6-9). Anciãos/bispos/diáconos são descritos como “maridos de uma
só esposa”, e “um homem no qual os filhos crêem” e “homem digno de respeito”. Além disso, em I
Timóteo 3:1-13 e Tito 1:6-9, apenas pronomes masculinos são usados para se referir a
anciãos/bispos/diáconos.

A estrutura de I Timóteo 2:11-14 faz a “razão” ser perfeitamente clara. O verso 13 inicia com “porque” e
dá o “motivo” do que Paulo afirmou nos versos 11-12. Por que não devem as mulheres ensinar ou ter
autoridade sobre os homens? Porque “primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado,
mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” Este é o motivo. Deus criou Adão primeiro, e
depois criou Eva para ser uma “ajudadora” de Adão. Esta ordem da Criação tem aplicação universal para
a humanidade na família (Efésios 5:22-33) e na igreja. O fato de Eva ter sido enganada também é dado
como razão para as mulheres não poderem servir como pastoras ou ter autoridade espiritual sobre os
homens. Isto leva alguns a crerem que as mulheres não devem ensinar por serem mais facilmente
enganadas. Este conceito é duvidoso... mas se as mulheres são mais facilmente enganadas, por que se
deveria deixar que ensinem a crianças (que são facilmente enganadas) e outras mulheres (que
supostamente são mais facilmente enganadas)? Não é isso que diz o texto. As mulheres não devem
ensinar ou ter autoridade espiritual sobre os homens porque Eva foi enganada. Como resultado, Deus
deu aos homens a autoridade primária de ensinar na igreja.

As mulheres são excelentes em dons de hospitalidade, misericórdia, ensino e ajuda. Muito do ministério
da igreja depende das mulheres. As mulheres na igreja não estão restritas ao ministério de orar e
profetizar (I Coríntios 11:5), mas o estão em relação à autoridade de ensino espiritual sobre os homens.
A Bíblia, em nenhum lugar, faz restrições quanto a mulheres no exercício de dons do Espírito Santo (I
Coríntios capítulo 12). As mulheres, tanto quanto os homens, são chamadas a ministrar aos outros, para
demonstrar o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e a proclamar o Evangelho aos perdidos (Mateus 28:18-
20; Atos 1:8; I Pedro 3:15).

Deus ordenou que somente homens servissem em posições de autoridade de ensino espiritual na igreja.
Isto não é porque os homens sejam necessariamente professores com melhor qualificação ou porque as
mulheres sejam inferiores ou menos inteligentes (o que não é o caso). É simplesmente a maneira que
Deus designou para o funcionamento da igreja. Os homens devem dar o exemplo na liderança espiritual
– em suas vidas e através de suas palavras. As mulheres devem ter um papel de menos autoridade. As
mulheres são encorajadas a ensinar a outras mulheres (Tito 2:3-5). A Bíblia também não faz restrição a
que as mulheres ensinem crianças. A única atividade que as mulheres são impedidas de fazer é ensinar
ou ter autoridade espiritual sobre homens. Isto logicamente inclui mulheres servindo como pastoras e
pregadoras. Isto não faz, de jeito algum, com que as mulheres sejam menos importantes, mas, ao invés,
dá a elas um foco ministerial mais de acordo com o dom dado a elas por Deus.

O que diz a Bíblia sobre o consumo de bebidas alcoólicas/vinho?

gotquestions.org: Vários versículos encorajam as pessoas a que se mantenham longe do álcool (Levítico
10:9; Números 6:3; Deuteronômio 14:26; 29:6; Juízes 13:4,7,14; I Samuel 1:15; Provérbios 20:1; 31:4,6;
Isaías 5:11,22; 24:9; 28:7; 29:9; 56:12; Miquéias 2:11; Lucas 1:15). Entretanto, as Escrituras não
necessariamente proíbem que um cristão beba cerveja, vinho ou qualquer outra bebida alcoólica. Aos
cristãos se ordena que evitem a embriaguez (Efésios 5:18). A Bíblia condena a embriaguez e seus efeitos
(Provérbios 23:29-35). Aos cristãos também se ordena que não permitam que seus corpos sejam
“controlados” por coisa alguma (I Coríntios 6:12, II Pedro 2:19). As Escrituras também proíbem que os
cristãos façam qualquer coisa que possa ofender outros cristãos ou que possa encorajá-los a pecar
contra sua consciência (I Coríntios 8:9-13). À luz desses princípios, seria extremamente difícil para um
cristão dizer que esteja consumindo bebidas alcoólicas para a glória de Deus (I Coríntios 10:31).

Jesus transformou a água em vinho. E em algumas ocasiões, muito provavelmente bebeu vinho (João
2:1-11; Mateus 26:29). No tempo do Novo Testamento, a água não era muito limpa. Sem as modernas
conquistas no campo sanitário, a água era cheia de bactérias, vírus e todos os tipos de impurezas (o que
ainda acontece na maioria dos países de terceiro mundo). Como resultado, freqüentemente as pessoas
bebiam vinho (ou suco de uva), pois era muito mais improvável que estas bebidas estivessem
contaminadas. Em I Timóteo 5:23, Paulo instruiu Timóteo a parar de beber água (que provavelmente
estaria causando seus problemas estomacais) e ao invés, beber vinho. Na Bíblia, a palavra grega para
vinho é a mais corriqueira. Naqueles dias, o vinho era fermentado, mas não tanto quanto hoje. É
incorreto dizer que era suco de uva, mas também é incorreto dizer que era o mesmo vinho que usamos
hoje em dia. Repetindo, as Escrituras não necessariamente proíbem que os cristãos bebam cerveja,
vinho ou qualquer outra bebida alcoólica. O álcool em si não é pecaminoso. Mas é da bebedeira e do
vício do álcool que o cristão deve se afastar (Efésios 5:18; I Coríntios 6:12). Entretanto, na Bíblia há
princípios que fazem difícil que se aceite que o consumo de bebidas alcoólicas pelo cristão, em qualquer
quantidade, agrade a Deus.

É o papa o vigário de Cristo?

gotquestions.org: O termo “vigário” vem do latim vicarius, que quer dizer “ao invés de”. Na Igreja
Católica, o vigário é o representante de um oficial de posição superior, com toda a autoridade e poder
do oficial. Chamando o papa de “vigário de Cristo”, estaremos dizendo que ele tem o mesmo poder e
autoridade que Cristo teve sobre a Igreja. O título deriva das palavras de Jesus a Pedro em João 21:16-
17: “Apascenta as minhas ovelhas...Apascenta as minhas ovelhas.” Isto, de acordo com o raciocínio
católico, define Pedro como o Príncipe dos Apóstolos, o primeiro papa, e satisfaz as palavras de Jesus
em Mateus 16:18-19 (quando chamou Pedro a rocha sobre a qual Jesus edificaria Sua igreja).

Para compreendermos melhor se é ou não bíblico considerar que um mero homem seja o representante
de Cristo, viramos as páginas das Escrituras para encontrarmos o que dizem sobre o papel de Jesus em
nossas vidas, quando Ele andava sobre a terra e o que Ele continua fazendo agora. A carta de Hebreus
faz a comparação entre Jesus e o sumo sacerdote Melquisedeque (Gênesis capítulo 14), e contrasta isto
com o velho sacerdócio levítico. A pergunta que se propõe é: se a perfeição pudesse ser obtida pelo
cumprimento da lei, por que um outro sacerdote deveria vir (Hebreus 7:11)?

O escritor diz: “Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo
nunca Moisés falou de sacerdócio. E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque
se levantar outro sacerdote, Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a
virtude da vida incorruptível. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a
ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é abrogado por causa da sua fraqueza e
inutilidade (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança,
pela qual chegamos a Deus” (Hebreus 7:14-19).

Isto faz de Jesus superior aos sacerdotes, e principalmente, aos sumo sacerdotes. Este é o texto-chave:
“E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram
impedidos de permanecer, Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para
interceder por eles” (Hebreus 7:23-25).

Isto significa que Jesus é nosso sumo sacerdote para sempre. Por ser “santo, inocente, imaculado,
separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” (Hebreus 7:26), Ele é diferente dos outros
sacerdotes: “Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios,
primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez,
oferecendo-se a si mesmo” (Hebreus 7:27). Os homens são constituídos pela Lei, e os homens são
fracos. Mas o Filho foi constituído pela Nova Aliança, e Ele foi constituído perfeito para sempre”
(Hebreus 7:28). O ministério de Jesus é superior ao antigo, e é fundado em melhores promessas
(Hebreus 8:6).

A Bíblia diz de Jesus que não há outro nome pelo qual os homens possam ser salvos (Atos 4:12). Há
somente um mediador entre Deus e os homens, e este é Jesus Cristo (I Timóteo 2:5). Podemos agora ver
que não há qualquer base bíblica para se afirmar em ser um representante de Cristo na terra. Nenhum
homem poderia fazer o que Cristo já fez, ou o que Cristo está agora fazendo em benefício da
humanidade. Mas o título de vigário também carrega consigo uma outra implicação: aquele que o
carrega tem o mesmo poder jurisdicional do oficial que representa. Em Mateus 16:18, Jesus Cristo é
aquele que diz que edificará Sua igreja; Ele nunca delega este poder. Ao clamar para si o título de vigário
de Cristo, o papa em vigor está, de fato, prometendo fazer o que Cristo prometeu.

Jesus, sim, prediz um “vigário”, no sentido de um “substituto” para Sua presença física aqui na terra.
Entretanto, este “vigário de Cristo” não é um sacerdote, sumo sacerdote, bispo ou papa. O único
“Vigário de Cristo”, biblicamente falando, é o Espírito Santo. João 14:26 declara: “Mas aquele
Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos
fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:16-18 proclama: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos
dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não
pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará
em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” O Espírito Santo é o “substituto” de Cristo na terra.
O Espírito Santo é nosso Consolador e Mestre (João 14:26), e guia à verdade (João 16:3).

Ao alegar que o papa é o “vigário de Cristo”, a Igreja Católica rejeita a suficiência e supremacia do
sacerdócio de Cristo, e concede ao papa papéis que o próprio Cristo declarou que seriam do Espírito
Santo. É, portanto, blasfêmia atribuir ao papa o título de “vigário de Cristo.”

O Catolicismo é uma falsa religião? Os católicos são salvos?

gotquestions.org: O mais urgente problema com a Igreja Católica Romana é sua crença de que somente
a fé em Cristo não é suficiente para a salvação. A Bíblia claramente e consistentemente afirma que
recebendo a Jesus Cristo como Salvador, pela graça através da fé, nos é concedida a salvação (João 1:12;
3:16,18,36; Atos 16:31; Romanos 10:9-10,13; Efésios 2:8-9). A Igreja Católica Romana rejeita isto. A
posição oficial da Igreja Católica Romana é que uma pessoa deve crer em Jesus Cristo E ser batizada E
receber a Eucaristia junto com os outros sacramentos E obedecer aos decretos da Igreja Católica
Romana E fazer boas obras E não morrer com qualquer pecado mortal E etc., etc., etc... A divergência do
Catolicismo com a Bíblia nestes assuntos tão importantes como a salvação faz com que sim, o
Catolicismo seja uma falsa religião. Se uma pessoa crê no que a Igreja Católica oficialmente ensina, ela
não será salva. Qualquer afirmação de que obras ou rituais devem ser acrescentados à fé para se
alcançar a salvação é uma afirmação de que a morte de Jesus não foi suficiente para comprar
completamente a salvação.

Enquanto a salvação pela fé é a questão mais importante, se compararmos o Catolicismo Romano com a
Palavra de Deus, há também muitas outras diferenças e contradições. A Igreja Católica Romana ensina
muitas doutrinas que estão em contradição com o que a Bíblia declara. Entre elas estão a sucessão
apostólica, a adoração a santos ou Maria, a oração a santos ou Maria, o papa/papado, o batismo de
bebês, a transubstanciação, as indulgências plenárias, o sistema de sacramentos e o purgatório. Apesar
da afirmação dos católicos de que há base nas Escrituras para estes conceitos, nenhum destes
ensinamentos tem base sólida e clara nos ensinamentos das Escrituras. Estes conceitos são baseados em
tradição católica, não na Palavra de Deus. De fato, todos eles claramente contradizem os princípios
bíblicos.

A segunda pergunta, “Os católicos são salvos?”, é mais difícil de responder. É impossível dar uma
afirmação universal a respeito da salvação de todos os membros de alguma denominação do
Cristianismo. NEM TODOS os Batistas são salvos. NEM TODOS os Presbiterianos são salvos. NEM TODOS
os Luteranos são salvos. A salvação é determinada pela fé pessoal somente em Jesus Cristo para a
salvação, não por títulos ou identificação denominacional. Apesar das crenças e práticas não-bíblicas da
Igreja Católica Romana, há crentes genuínos que freqüentam as Igrejas Católicas Romanas. Há muitos
católicos que verdadeiramente colocaram sua fé somente em Jesus Cristo para a salvação. Entretanto,
estes cristãos católicos são crentes, apesar do que a igreja católica ensina, e não por causa do que
ensina. Em graus variáveis, a Igreja Católica ensina a partir da Bíblia e mostra às pessoas Jesus Cristo
como o Salvador. Como resultado, as pessoas são às vezes salvas nas Igrejas Católicas. A Bíblia tem
impacto sempre que proclamada (Isaías 55:11). Os cristãos católicos continuam na Igreja Católica por
ignorância do que a Igreja Católica realmente significa, por motivo de tradição familiar e pressão de
pessoas próximas, ou por desejo de alcançar outros católicos para Cristo.

Ao mesmo tempo, a Igreja Católica também leva muitas pessoas para longe de um genuíno
relacionamento de fé com Cristo. As crenças e práticas não-bíblicas da Igreja Católica Romana têm
frequentemente dado aos inimigos de Cristo oportunidade para blasfemar. A Igreja Católica Romana
não é a igreja que Jesus Cristo estabeleceu. Ela não é a igreja que é baseada nos ensinamentos dos
Apóstolos (como descrito no Livro de Atos e nas epístolas do Novo Testamento). Apesar das palavras de
Jesus em Marcos 7:9 terem sido direcionadas aos fariseus, elas descrevem com precisão a Igreja Católica
Romana: “Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.”

Qual a origem da Igreja Católica?

gotquestions.org: A Igreja Católica Romana declara que sua origem é a morte, ressurreição e ascensão
de Jesus Cristo em aproximadamente 30 d.C. A Igreja Católica proclama a si própria como a Igreja pela
qual Jesus Cristo morreu, a Igreja que foi estabelecida e construída pelos Apóstolos. É esta a verdadeira
origem da Igreja Católica? Pelo contrário. Mesmo uma leitura superficial no Novo Testamento irá revelar
que a Igreja Católica não tem sua origem nos ensinamentos de Jesus, ou de Seus apóstolos. No Novo
Testamento, não há menção a respeito do papado, adoração a Maria (ou a imaculada concepção de
Maria, a virgindade perpétua de Maria, a ascensão de Maria ou Maria como co-redentora e mediadora),
petição por parte dos santos no Céu pelas orações, sucessão apostólica, as ordenanças da igreja
funcionando como sacramentos, o batismo de bebês, a confissão de pecados a um sacerdote, o
purgatório, as indulgências ou a autoridade igual da tradição da igreja e da Escritura. Portanto, se a
origem da Igreja Católica não está nos ensinamentos de Jesus e Seus apóstolos, como registrado no
Novo Testamento, qual a verdadeira origem da Igreja Católica?

Pelos primeiros 280 anos da história cristã, o Cristianismo foi banido pelo Império Romano, e os cristãos
foram terrivelmente perseguidos. Isto mudou depois da “conversão” do Imperador Romano
Constantino. Constantino “legalizou” o Cristianismo pelo Edito de Milão, em 313 d.C. Mais tarde, em 325
d.C., Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, em uma tentativa de unificar o Cristianismo.
Constantino imaginou o Cristianismo como uma religião que poderia unir o Império Romano, que
naquela altura começava a se fragmentar e a se dividir. Mesmo que isto aparente ser um
desenvolvimento positivo para a igreja cristã, os resultados foram tudo, menos positivos. Logo
Constantino se recusou a abraçar de forma completa a fé cristã, mas continuou com muitos de seus
credos pagãos e práticas. Então, a igreja cristã que Constantino promoveu foi uma mistura de
verdadeiro Cristianismo e paganismo romano.

Constantino achou que, com o Império Romano sendo tão grande, vasto e diverso, nem todos
concordariam em abandonar seus credos religiosos e abraçar o Cristianismo. Então, Constantino
permitiu, e mesmo promoveu a “cristianização” de crenças pagãs. Crenças completamente pagãs e
totalmente não-bíblicas ganharam nova identidade “cristã”. Seguem-se alguns claros exemplos disso:

(1) O Culto a Ísis, deusa-mãe do Egito e esta religião, foram absorvidas no Cristianismo, substituindo-se
Ísis por Maria. Muitos dos títulos que eram usados para Ísis, como “Rainha dos céus”, “Mãe de Deus” e
“theotokos” (a que carregou a Deus) foram ligados a Maria. A Maria foi dado um papel exaltado na fé
cristã, muito além do que a Bíblia a ela atribui, com o fim de atrair os adoradores de Ísis para uma fé
que, de outra forma, não abraçariam. Na verdade, muitos templos a Ísis foram convertidos em templos
dedicados a Maria. A primeira indicação clara da Mariologia Católica ocorre nos escritos de Origen, que
viveu em Alexandria, Egito, que por acaso era o lugar principal da adoração a Ísis.

(2) O Mitraísmo foi uma religião no Império Romano do 1º ao 5º século d.C. Foi muito popular entre os
romanos, em particular entre os soldados romanos, e foi possivelmente a religião de vários imperadores
romanos. Mesmo que jamais tenha sido dado ao Mitraísmo um status “oficial” no Império Romano, foi
de fato religião oficial até que Constantino e imperadores romanos que o sucederam substituíram o
Mitraísmo pelo Cristianismo. Uma das principais características do Mitraísmo era a refeição sacrificial,
que envolvia comer a carne e beber o sangue de um touro. Mitras, o deus do Mitraismo, estava
“presente” na carne e no sangue do touro, e quando consumido, concedia salvação àqueles que
tomavam parte da refeição sacrificial (teofagia, comer o próprio deus). O Mitraísmo também possuía
sete “sacramentos”, o que faz com que as semelhanças entre o Mitraísmo e o Catolicismo Romano
sejam tão numerosas que não as podemos ignorar. Constantino e seus sucessores encontraram um
substituto fácil para a refeição sacrificial do Mitraísmo no conceito da Ceia do Senhor/Comunhão Cristã.
Infelizmente, alguns cristãos primitivos já haviam ligado o misticismo à Ceia do Senhor, rejeitando o
conceito bíblico de uma simples e adorativa rememoração da morte e sangue derramado de Cristo. A
romanização da Ceia do Senhor completou a transição para a consumação sacrificial de Jesus Cristo,
agora conhecida como a Missa Católica/Eucaristia.

(3) A maioria dos imperadores romanos (e cidadãos) era henoteísta. Um henoteísta é alguém que crê na
existência de muitos deuses, mas dá atenção especial a um deus em particular, ou considera um deus
em particular como supremo e acima dos outros deuses. Por exemplo, o deus romano Júpiter era
supremo acima do panteão romano de deuses. Os marinheiros romanos eram freqüentemente
adoradores de Netuno, o deus dos oceanos. Quando a Igreja Católica absorveu o paganismo romano, ela
simplesmente substituiu o panteão de deuses pelos santos. Assim como no panteão romano de deuses
havia um deus do amor, um deus da paz, um deus da guerra, um deus da força, um deus da sabedoria,
etc, da mesma forma, na Igreja Católica havia um santo “responsável” por cada uma destas coisas, e
muitas outras categorias. Assim como muitas cidades romanas tinham um deus específico para ela,
também a Igreja Católica providenciou “santos padroeiros” para as cidades.
(4) A supremacia do bispo romano (o papado) foi criada com o apoio de imperadores romanos. Com a
cidade de Roma sendo o centro do governo para o Império Romano, e com os imperadores romanos
vivendo em Roma, a cidade de Roma alcançou proeminência em todos os aspectos da vida. Constantino
e seus sucessores deram apoio ao bispo de Roma como governante supremo da Igreja. Logicamente é o
melhor para a unidade do Império Romano que o governo e estado religioso sejam centralizados no
mesmo lugar. Mesmo a maioria de outros bispos (e cristãos) resistindo à idéia da supremacia do bispo
romano, o bispo romano ascendeu à supremacia, por causa do poder e influência dos imperadores
romanos. Quando houve a queda do Império Romano, os papas tomaram para si o título que
anteriormente pertencia aos imperadores romanos - Máximo Pontífice.

Muitos outros exemplos poderiam ser dados. Estes quatro devem ser suficientes para demonstrar a
verdadeira origem da Igreja Católica. Logicamente a Igreja Católica Romana nega a origem pagã de seus
credos e práticas. A Igreja Católica disfarça suas crenças pagãs sob camadas de teologia complicada. A
Igreja Católica desculpa e nega sua origem pagã sob a máscara de “tradição da igreja”. Reconhecendo
que muitas de suas crenças e práticas são em essência estranhas à Escritura, a Igreja Católica é forçada a
negar a autoridade e suficiência da Escritura.

A origem da Igreja Católica é a trágica mistura de Cristianismo com religiões pagãs que o cercavam. Ao
invés de proclamar o Evangelho e converter os pagãos, a Igreja Católica “cristianizou” as religiões pagãs
e “paganizou” o Cristianismo. Embaçando as diferenças e apagando as distinções, sim, a Igreja Católica
se fez atraente às pessoas do Império Romano. O resultado foi que a Igreja Católica se tornou a religião
suprema no “mundo romano” por séculos. Contudo, um outro resultado foi a mais dominante forma de
apostasia cristã do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo e da verdadeira proclamação da Palavra de
Deus.

II Timóteo 4:3-4 declara: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E
desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”

Qual foi a primeira igreja, a igreja original? É a primeira igreja, a igreja original, a verdadeira igreja?

gotquestions.org: A capacidade de desenhar uma linha no tempo que volte ao passado até a “primeira
igreja” através da “sucessão apostólica” é um argumento usado por várias igrejas diferentes para
afirmar que sua igreja é “a única igreja verdadeira”. A Igreja Católica Romana faz tal alegação. A Igreja
Ortodoxa Grega faz esta alegação. Algumas denominações protestantes fazem esta alegação. Alguns dos
cultos “cristãos” fazem esta alegação. Como saberemos que igreja é a correta? A resposta bíblica é: isto
não importa!

A primeira igreja, seu crescimento, doutrinas e práticas foram registradas para nós no Novo Testamento.
Jesus, assim como Seus apóstolos, previram que falsos mestres se levantariam, e sim, é visível em
algumas epístolas do Novo Testamento que estes apóstolos tiveram que lutar contra falsos mestres
ainda no passado. Ter um pedigree de sucessão apostólica ou ser capaz de encontrar as raízes de uma
igreja no passado, na “primeira igreja”, não é algo que esteja dito em lugar algum das Escrituras como
um teste para ser a verdadeira igreja. Mas as Escrituras registram repetidas comparações entre o que
um falso mestre ensina e o que a primeira igreja ensinava. Se uma igreja é a “igreja verdadeira” ou não,
é determinado se compararmos seus ensinamentos e práticas com os da igreja do Novo Testamento,
como registrado nas Escrituras.
Por exemplo, em Atos 20:17-38, o Apóstolo Paulo tem uma oportunidade de falar aos líderes da igreja
na grande cidade de Éfeso uma última vez, face a face. Nesta passagem, ele os adverte que falsos
mestres não somente surgirão entre eles, mas também DENTRE eles (versos 29-30). Paulo não expressa
o ensino de que eles deveriam seguir a “primeira” igreja organizada como segurança para a verdade,
mas ele os encomenda a segurança de “Deus e à palavra de Sua graça” (verso 32). Por esta razão, a
verdade poderia ser determinada ao se depender de Deus e da “palavra de Sua graça” (ou seja, as
Escrituras; veja João 10:35).

Esta confiança na Palavra de Deus, ao invés de seguir certos “fundadores” individuais, é vista mais uma
vez em Gálatas 1:8-9, onde Paulo afirma: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie
outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos,
agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes,
seja anátema.” Por isto, a base para se diferenciar a verdade da mentira não é baseada em QUEM está
ensinando, “nós mesmos ou um anjo do céu”, mas se é o mesmo evangelho que eles já receberam: e
este evangelho está registrado nas Escrituras.

Outro exemplo desta confiança na Palavra de Deus é encontrado em II Pedro. Nesta epístola, o Apóstolo
Pedro está em luta contra falsos mestres. Fazendo isto, Pedro começa mencionando que nós temos
“mui firme palavra” para confiar, mais do que até ouvir a voz de Deus dos céus como aconteceu na
transfiguração de Jesus (II Pedro 1:16-21). Esta “mui firme palavra” é a escrita Palavra de Deus. Pedro diz
a eles novamente para serem cuidadosos “das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos
profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador” (II Pedro 3:2). Tanto as
palavras dos santos profetas quanto os mandamentos que Jesus deu aos apóstolos estão registrados nas
Escrituras.

Como determinamos se uma igreja está ensinando a correta doutrina ou não? O único padrão infalível
que temos, segundo as Escrituras, é a Bíblia (Isaías 8:20; II Timóteo 3:15-17; Mateus 5:18; João 10:35;
Isaías 40:8; I Pedro 2:25; Gálatas 1:6-9). A tradição faz parte de qualquer igreja, mas esta tradição deve
ser comparada com a Palavra de Deus, sob pena de ir contra o que é verdadeiro (Marcos 7:1-13).
Mesmo sendo verdade que os cultos e às vezes as igrejas ortodoxas torçam a interpretação das
Escrituras para apoiar suas práticas, as Escrituras, quando tomadas em contexto e estudadas com fé, são
capazes de guiar-nos à verdade.

A “primeira igreja” é a igreja que está registrada no Novo Testamento, especialmente no Livro de Atos e
nas Epístolas de Paulo. A igreja do Novo Testamento é a “igreja original” e “a igreja verdadeira”.
Podemos saber disto porque ela está descrita, em grandes detalhes, nas Escrituras. A igreja, como
registrada no Novo Testamento, é o padrão de Deus e base para Sua igreja. Sobre esta base, vamos
agora examinar a alegação dos católicos romanos de que constituem a “primeira igreja”. Em nenhum
lugar do Novo Testamento encontraremos a “única igreja verdadeira” fazendo qualquer das seguintes
coisas: orando a Maria, orando aos santos, venerando Maria, submetendo-se ao papa, tendo um
sacerdócio selecionado, batizando um bebê, observando as ordenanças do batismo e a Ceia do Senhor
como sacramentos ou passando a autoridade apostólica a sucessores dos apóstolos. Todos estes são
elementos centrais da fé católica romana. Se a maioria dos elementos centrais da Igreja Católica
Romana não são praticados pela Igreja do Novo Testamento (a primeira e única igreja verdadeira), como
então pode a Igreja Católica Romana ser a primeira igreja? Um estudo do Novo Testamento claramente
revelará que a Igreja Católica Romana não é a mesma igreja descrita no Novo Testamento.
O Novo Testamento registra a história da igreja desde aproximadamente 30 d.C. a aproximadamente 90
d.C. No segundo, terceiro e quarto séculos, a história registra várias doutrinas e práticas católicas
romanas entre os cristãos primitivos. Não é lógico que fosse mais provável que os cristãos primitivos
entendessem o que os apóstolos queriam realmente dizer? Sim, é lógico, mas há um problema. Os
cristãos do segundo, terceiro e quarto séculos não eram realmente os primeiros. Repetimos, o Novo
Testamento registra a doutrina e prática dos primeiros cristãos... e o Novo Testamento não ensina o
Catolicismo Romano. Qual é a explicação para que a igreja do segundo, terceiro e quarto séculos tivesse
começado a mostrar sinais do Catolicismo Romano?

A resposta é simples: a igreja do segundo, terceiro e quarto século (e em diante) não possuía o Novo
Testamento completo. As igrejas tinham partes do Novo Testamento, mas o Novo Testamento (e a Bíblia
completa) não estava comumente disponível até depois da invenção da imprensa em 1440 d.C. A igreja
primitiva fez o melhor que pode em passar adiante os ensinamentos dos apóstolos através da tradição
oral, e através de uma disponibilidade extremamente limitada da Palavra na forma escrita. Ao mesmo
tempo, é fácil ver como as falsas doutrinas puderam se infiltrar em uma igreja que tinha acesso apenas
ao Livro de Gálatas, por exemplo. É muito interessante observar que “A Reforma Protestante” se seguiu
logo depois à invenção da imprensa e tradução da Bíblia nas linguagens comuns às pessoas. Uma vez
que as pessoas começaram a estudar a Bíblia por si mesmas, tornou-se muito claro quão longe a Igreja
Católica Romana tinha se afastado da igreja descrita no Novo Testamento.

As Escrituras nunca mencionam “que igreja veio primeiro” como a base para determinar qual a
“verdadeira” igreja. O que elas ensinam é que se deve usar as Escrituras como o fator determinante para
sabermos qual igreja está pregando a verdade e desta forma é fiel à primeira igreja. É especialmente
importante comparar as Escrituras com os ensinamentos de uma igreja em termos dos assuntos
centrais, como a total divindade e humanidade de Cristo, a expiação pelo pecado através de Seu sangue
no Calvário, a salvação do pecado pela graça por meio da fé e a infalibilidade das Escrituras. A “primeira
igreja” e “a igreja verdadeira” estão registradas no Novo Testamento. Esta é a igreja que todas as outras
igrejas devem seguir, tentar igualar ou superar e ter como modelo.