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MAGISTRATURA E MPT 2014

Direito Constitucional
Flávia Bahia

MPT E MAGISTRATURA DO TRABALHO Assembleia Legislativa em caso de dupla


2014 vacância desses cargos executivos no último
biênio do período de governo.” (ADI 1.057-MC,
- LEIS DELEGADAS Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento em 20-4-
- DECRETOS LEGISLATIVOS E 1994, Plenário, DJ de 6-4-2001.) No mesmo
RESOLUÇÕES sentido:Rcl 7.759-MC, Rel. Min. Celso de
Mello, decisão monocrática, julgamento em 26-
PODER EXECUTIVO 2-2009, DJE de 4-3-2009.
“São da competência legislativa da União a
1. FORMAS DE GOVERNO definição dos crimes de responsabilidade e o
MONARQUIA estabelecimento das respectivas normas de
REPÚBLICA processo e julgamento." (Súmula 722)
2. SISTEMAS DE GOVERNO
PARLAMENTARISMO “A definição das condutas típicas
PRESIDENCIALISMO configuradoras do crime de responsabilidade e
3. VISÃO GERAL DO PODER EXECUTIVO o estabelecimento de regras que disciplinem o
4. IMUNIDADES E RESPONSABILIDADES processo e julgamento das agentes políticos
A- IMUNIDADES FORMAIS: federais, estaduais ou municipais envolvidos
PRISÃO. Art. 86, §3º são da competência legislativa privativa da
PROCESSO. Art. 86, caput. União e devem ser tratados em lei nacional
B- PRERROGATIVA DE FORO FUNCIONAL. especial (art. 85 da CR).” (ADI 2.220, Rel.
Art. 86, caput. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 16-11-2011,
CRIME COMUM Plenário, DJE de 7-12-2011.)
CRIME DE RESPONSABILIDADE “Oferecimento de denúncia por qualquer
C. O “IMPEACHMENT”. Art. 52, parágrafo cidadão imputando crime de responsabilidade
único. ao presidente da República (...).
D. CLÁUSULA DE IRRESPONSABILIDADE Impossibilidade de interposição de recurso
PENAL RELATIVA. Art. 86, §4º contra decisão que negou seguimento à
E. IMUNIDADES GOVERNADORES E denúncia. Ausência de previsão legal (Lei
PREFEITOS 1.079/1950). A interpretação e a aplicação do
Regimento Interno da Câmara dos Deputados
JURISPRUDÊNCIA DO STF constituem matéria interna corporis,
PODER EXECUTIVO insuscetível de apreciação pelo Poder
PODER EXECUTIVO Judiciário.” (MS 26.062-AgR, Rel. Min. Gilmar
Mendes, julgamento em 10-3-
“O Estado-membro dispõe de competência 2008, Plenário, DJE de 4-4-2008.)
para disciplinar o processo de escolha, por sua
Assembleia Legislativa, do Governador e do "A Corte, no julgamento de cautelar na ADI
Vice-Governador do Estado, nas hipóteses em 1.628-SC, já adotou posição quanto
que se verificar a dupla vacância desses à aplicabilidade
cargos nos últimos dois anos do período do quorum de 2/3 previsto na CF como o a ser
governamental. Essa competência legislativa observado, pela Assembleia Legislativa, na
do Estado-membro decorre da capacidade de deliberação sobre a procedência da acusação
autogoverno que lhe outorgou a própria contra o governador do Estado." (ADI 1.634-
Constituição da República. As condições de MC, Rel. Min. Néri da Silveira, julgamento em
elegibilidade (CF, art. 14, § 4º a § 8º) 17-9-1997, Plenário, DJ de 8-9-2000.)
e as hipóteses de inelegibilidade (CF, art. 14, § "Orientação desta Corte, no que concerne ao
4º a § 8º), inclusive aquelas decorrentes de art. 86, § 3º e § 4º, da Constituição, na ADI
legislação complementar (CF, art. 14, § 9º), 1.028, de referência à imunidade à prisão
aplicam-se de pleno direito, cautelar como prerrogativa exclusiva do
independentemente de sua expressa previsão presidente da República, insuscetível de
na lei local, à eleição indireta para Governador estender-se aos governadores dos Estados,
e Vice-Governador do Estado, realizada pela que institucionalmente, não a possuem." (ADI

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Direito Constitucional
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1.634-MC, Rel. Min. Néri da Silveira, 7) A vedação constitucional à criação de


julgamento em 17-9-1997, Plenário, DJ de 8-9- tribunais, conselhos ou órgãos de contas
2000.) municipais (art. 31, § 4º) não alcança os
estados-membros
TRIBUNAIS DE CONTAS 8) Os Conselheiros dos tribunais de contas dos
estados são julgados perante o Superior
1) O TCU não pode manter no anonimato o Tribunal de Justiça (STJ), e não perante o
autor de denúncias Tribunal de Justiça local
2) O TCU não dispõe de competência para
determinar a quebra do sigilo bancário
3) Contraditório e ampla defesa nos processos
de competência do TCU

“Nos processos perante o Tribunal de Contas


da União asseguram-se o contraditório e a
ampla defesa quando da decisão puder resultar
anulação ou revogação de ato administrativo
que beneficie o interessado, excetuada a
apreciação da legalidade do ato de concessão
inicial de aposentadoria, reforma e pensão.”
S.V.3, STF
4) A denúncia anônima não pode, por si,
justificar a condenação de investigado (ou réu),
mas pode ser aceita para iniciar um
procedimento investigativo sigiloso, voltado a
apurar a existência dos fatos apontados pelo
denunciante.
5) O TCU não tem competência para sustar
diretamente contratos administrativos
irregulares, mas tem competência para
determinar à autoridade administrativa que
promova a anulação do contrato ou da licitação
que o originou.
Súmula nº 653, STF:

“No Tribunal de Contas estadual, composto por


sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos
pela Assembléia Legislativa e três pelo Chefe
do Poder Executivo estadual, cabendo a este
indicar um dentre auditores e outro dentre
membros do Ministério Público, e um terceiro à
sua livre escolha”.
Súmula nº 347, STF:

“O tribunal de contas, no exercício de suas


atribuições, pode apreciar a constitucionalidade
das leis e dos atos do poder público”.

6) A Constituição do estado não pode outorgar


competência para que a assembleia legislativa
julgue as próprias contas e as dos
administradores dos Poderes Executivo e
Judiciário

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