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Aula 18

Matemática e suas Tecnologias p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professores: Arthur Lima, Hugo Lima

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MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS P/ ENEM
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
Prof. Arthur Lima, Prof. Hugo Lima Aula 18

AULA 18: Representação e análise de dados; medidas de


tendência central (médias, moda e mediana)

SUMÁRIO PÁGINA
1. Teoria 02
2. Resolução de exercícios 30
3. Questões apresentadas na aula 64
4. Gabarito 77

Olá!
Nesta décima oitava aula aprenderemos o tópico “representação e
análise de dados; medidas de tendência central (médias, moda e
mediana)”. Tenha uma excelente aula. Permaneço à disposição e deixo
abaixo meus contatos:

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1. TEORIA

A Estatística divide-se em dois ramos principais:


a) Estatística Descritiva (ou Dedutiva): tem por objetivo descrever
um conjunto de dados, resumindo as suas informações principais. Fazem
parte deste ramo tanto as técnicas para coletar os dados (técnicas de
amostragem) quanto as técnicas para o cálculo dos principais parâmetros
(características) daquele grupo de dados coletados. Também fazem parte
deste ramo da Estatística as técnicas para a apresentação de dados em
tabelas e gráficos, bem como o cálculo de medidas utilizadas para resumir
estes dados (média, moda, mediana, desvio padrão, etc.).

b) Estatística Inferencial (ou Indutiva): tem por objetivo


inferir/induzir, a partir das informações de um conjunto de dados
(amostra), informações sobre um conjunto mais amplo (população). A
teoria da Probabilidade faz parte deste ramo, pois nela o nosso objetivo é,
a partir do conhecimento de um fenômeno (ex.: lançamento de um
dado), inferir possíveis resultados para a ocorrência de um determinado
evento. Também fazem parte da estatística inferencial os testes de
hipóteses, que visam obter conclusões sobre uma população a partir da
análise de um subconjunto desta (amostra).
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1.1 ESTATÍSTICA DESCRITIVA


Para começarmos o estudo da Estatística Descritiva precisamos
conhecer alguns conceitos básicos:

- População: é o conjunto de todas as entidades sob estudo. Possui pelo


menos uma característica em comum que permite delimitar os seus
integrantes. Ex.: População dos moradores de Brasília; população dos
alunos da escola A; população dos animais de estimação do meu bairro;

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- Censo: quando efetuamos o censo de uma população, analisamos todos


os indivíduos que compõem aquela população. Por exemplo: podemos
contar um por um os moradores de Brasília, ou todos os alunos da escola
A, ou todos os animais de estimação de meu bairro. Normalmente o
nosso interesse não é simplesmente contá-los, mas sim verificar um
determinado atributo, ou característica que esses indivíduos possuem.
Exemplificando, pode ser que queiramos saber, de todos os moradores de
Brasília, quantos são Homens, ou quantos tem mais de 1,80m de altura,
ou quantos ganham mais que R$1.000,00 por mês.

- Amostra: em muitos casos é inviável, custoso ou desnecessário,


observar um por um dos membros de uma determinada população. Se
queremos saber qual o percentual de homens na população de Brasília,
podemos analisar um subconjunto daquela população, isto é, uma
amostra. Se a amostra for suficientemente grande (e bem escolhida, de
acordo com o que veremos nesta aula), é possível que o percentual de
homens da amostra seja muito parecido com o que seria obtido se
analisássemos toda a população.

- Variável: é um atributo ou característica (ex: sexo, altura, salário etc.)

dos elementos de uma população que pretendemos avaliar.


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- Observação: trata-se do valor que a variável assume para um


determinado membro da população. Ex.: a observação da variável SEXO
referente a João, membro da população brasiliense, tem valor
“Masculino”.

Uma variável pode ser classificada em:

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o qualitativa, quando não assume valores numéricos, podendo


ser dividida em categorias. Ex.: o sexo dos moradores de
Brasília é uma variável qualitativa, pois pode ser dividido nas
categorias Masculino ou Feminino. Se o objetivo fosse
verificar quantos moradores possuem AIDS, teríamos outra
variável qualitativa, dividida nas categorias SIM e NÃO.

o quantitativa, quando puder assumir diversos valores


numéricos. Ex.: a altura dos moradores é uma variável
quantitativa: 1,80m; 1,55m; 1,20m; 2,10m etc. O mesmo
ocorre com os salários desses moradores. As variáveis
quantitativas podem ser ainda divididas em:

 contínuas: quando não é possível separar o valor de


uma variável em relação ao próximo valor que ela possa
assumir. Ex.: a variável Altura é contínua. Se alguém
tem exatamente 1,80m, qual o valor de altura
imédiatamente seguinte? 1,81m? Errado, pois é possível
que alguém tenha, por exemplo, 1,80000001m. Ou
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1,80000000001m. É impossível saber qual o valor que


vem logo após (ou antes de) 1,80m, ou seja, essa
variável é contínua.

 discretas: quando podemos saber o valor que vem


imédiatamente após (ou antes de) outro. Ex.: se nos
dissessem que só é possível medir as pessoas até a
segunda casa decimal, então a variável Altura torna-se

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discreta. Isso porque sabemos que o próximo valor de


altura é 1,81m, e o valor anterior é 1,79m.

Chamamos uma variável de Variável Aleatória quando ela pode


assumir, de maneira aleatória (“ao acaso”), qualquer dos seus valores.
Em estatística trabalharemos sempre com variáveis aleatórias, que
representamos por letras maiúsculas. Ex.: X pode ser a variável idade dos
moradores de Brasília. Utilizamos letras minúsculas para representar
valores específicos daquela variável. Exemplificando, x = 25 anos é um
dos valores possíveis para a variável aleatória X.

Finalizando, é preciso que você saiba que as variáveis aleatórias


podem ser classificadas em:

- variáveis nominais: são aquelas definidas por “nomes”, não


podendo ser colocadas em uma ordem crescente. Ex.: a variável
“sexo dos moradores de um bairro” é nominal, pois só pode assumir
os valores “masculino” ou “feminino”. Veja que não há uma ordem
clara entre esses dois possíveis valores (não há um valor maior e
outro menor).

- variáveis ordinais: são aquelas que podem ser colocadas em uma


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ordem crescente, mas não é possível (ou não faz sentido) calcular a
diferença entre um valor e o seguinte. Ex.: numa escola onde as
notas dos alunos sejam dadas em letras (A, B, C, D ou E), sabemos
que a menor nota é “E” e a maior é “A”. Porém não podemos
mensurar quanto seria, por exemplo, a subtração A – B.

- variáveis intervalares: são aquelas que podem ser colocadas em


uma ordem crescente, e é possível calcular a diferença entre um

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valor e o seguinte. Ex.: se as notas dos alunos forem dadas em


números (de 0 a 10), sabemos que a nota 5 é maior que a nota 3, e
que a diferença entre elas é 5 – 3 = 2.

Antes de prosseguir, veja este exercício:

1. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO) Classifique as variáveis escolaridade e


número de filhos.
RESOLUÇÃO:
A variável “Escolaridade” pode assumir valores como: Nível
Fundamental, Nível Médio, Nível Superior, Pós-Graduação etc. Trata-se,
portanto, de uma variável qualitativa.

Já a variável número de filhos é quantitativa. Trata-se realmente de


uma variável discreta, uma vez que o número de filhos pode ser {0, 1, 2,
3 ...}, mas não pode assumir qualquer valor entre 0 e 1, ou entre 1 e 2,
por exemplo.

1.1.1 TABELAS
Como já vimos, a estatística descritiva tem por objetivo descrever
um conjunto de dados, resumindo as suas informações principais. Para
isso, as tabelas e gráficos estatísticos são ferramentas muito importantes.
Vamos começar tratando das tabelas. 04178253905

Para descrever um conjunto de dados, um recurso muito utilizado


são tabelas como essa abaixo, referente à observação da variável “Sexo
dos moradores de Brasília”:
Valor da variável Frequências (Fi)
Masculino 23
Feminino 27

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Note que na coluna da esquerda colocamos as categorias de valores


que a variável pode assumir, e na coluna da direita colocamos o número
de Frequências, isto é, o número de observações relativas a cada um dos
valores. Note que foi analisada uma amostra de 50 pessoas, das quais 23
eram homens e 27 mulheres. Estes são os valores de frequências
absolutas. Podemos ainda representar as frequências relativas
(percentuais): sabemos que 23 em 50 são 46%, e 27 em 50 são 54%.
Portanto, teríamos:

Valor da variável Frequências relativas (Fi)


Masculino 46%
Feminino 54%

Se essa amostra foi bem escolhida, ela nos dá uma boa estimativa
de como é distribuída a população brasiliense: cerca de 46% são homens
e 54% mulheres. Quanto maior a amostra (e mais bem escolhida), mais
nos aproximaremos dos percentuais que seriam obtidos na análise de
toda a população.
Note que a frequência relativa é dada por Fi / n, onde Fi é o
número de frequências de determinado valor da variável, e n é o número
total de observações.
Agora, veja a tabela abaixo, referente à observações da variável
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Altura dos moradores de Brasília:


Valor da variável Frequências (Fi)
1,50m 15
1,51m 5
1,53m 4
1,57m 2
1,60m 10
1,63m 8

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1,65m 1
1,71m 20
1,73m 10
1,75m 3
1,83m 2

Quando temos uma variável como esta, que pode assumir um


grande número de valores distintos, é interessante “resumir” os dados,
criando intervalos de valores para a variável (que chamaremos de
classes). Veja um exemplo:
Classe Frequências (Fi)
1,50| – 1,60 26
1,60| – 1,70 19
1,70| – 1,80 33
1,80| – 1,90 2

O símbolo | significa que o valor que se encontra ao seu lado está


incluído na classe. Por exemplo, 1,50| - 1,60 nos indica que as pessoas
com altura igual a 1,50 são contadas entre as que fazem parte dessa
classe, porém as pessoas com exatamente 1,60 não são contabilizadas.
Assim, temos as seguintes formas de criar as classes, onde “li” é o
limite inferior da classe (menor valor, ex.: 1,50) e “Li” é o limite superior
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(o maior valor, ex.: 1,60):


- li| – Li : limite inferior incluído na classe
- li – |Li : limite superior incluído na classe
- li| – |Li : limite inferior e superior incluídos na classe
- li – Li : limite inferior e superior excluídos da classe
Veja abaixo novamente a última tabela, agora com a coluna
Frequências absolutas acumuladas à direita:

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Classe Frequências (Fi) Frequências absolutas


acumuladas (Fac)
1,50| – 1,60 26 26
1,60| – 1,70 19 45
1,70| – 1,80 33 78
1,80| – 1,90 2 80

A coluna da direita exprime o número de indivíduos que se encontram


naquela classe ou abaixo dela. Isto é, o número acumulado de
frequências do valor mais baixo da amostra (1,50m) até o limite superior
daquela classe. Veja que, para obter o número 45, bastou somar 19 (da
classe 1,60| - 1,70) com 26 (da classe 1,50| - 1,60). Isto é, podemos
dizer que 45 pessoas possuem altura inferior a 1,70m (limite superior da
última classe). Analogamente, 78 pessoas possuem altura inferior a
1,80m.
De posse das frequências absolutas acumuladas, podemos calcular as
frequências relativas acumuladas, que nada mais é que o percentual de
indivíduos cujo valor da variável (altura) é inferior a um determinado
limite. Veja isso na coluna da direita da tabela abaixo:

Classe Frequências Frequências Frequências


(Fi) 04178253905
absolutas relativas
acumuladas (Fac) acumuladas (Frc)
1,50| – 1,60 26 26 32,50%
1,60| – 1,70 19 45 56,25%
1,70| – 1,80 33 78 97,50%
1,80| – 1,90 2 80 100%

Portanto, podemos concluir que 32,50% dos indivíduos observados


possuem menos de 1,60m. Já 56,25% possuem menos de 1,70m, e

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97,50% tem menos de 1,80. Por fim, todos os indivíduos (100%) tem
altura inferior a 1,90m, já que o maior valor observado foi 1,83m.
Note que, para calcular o valor das frequências relativas
acumuladas (Frc), bastou dividir o valor das frequências absolutas
acumuladas (Fac) por n, que é o total de observações (n = 80 neste
exemplo).

1.1.2 GRÁFICOS
Gráficos também são muito utilizados no estudo da Estatística
Descritiva. O principal deles, conhecido como Histograma, é um gráfico
de barras que representa, no seu eixo horizontal, as classes de valores
que uma variável pode assumir, e em seu eixo vertical os valores das
frequências de cada classe. Para exemplificar, vamos utilizar os dados da
tabela abaixo, que já usamos anteriormente:
Classe Frequências Frequências Frequências
(Fi) absolutas relativas
acumuladas (Fac) acumuladas (Frc)
1,50| – 1,60 26 26 32,50%
1,60| – 1,70 19 45 56,25%
1,70| – 1,80 33 78 97,50%
1,80| – 1,90 2 80 100%

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O histograma das frequências de cada classe seria assim:

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Note que, de fato, temos 26 frequências na classe 1,50| - 1,60; 19


na classe 1,60| - 1,70; e assim sucessivamente. Podemos traçar ainda o
gráfico das frequências absolutas acumuladas, que normalmente é
representado por uma linha como esta abaixo:

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Este gráfico de frequências acumuladas acima, onde ligamos os


pontos extremos (limites superiores) das classes de valores, é conhecido
como ogiva. Chamamos a figura formada no gráfico de polígono de
frequências.

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Note que no gráfico de frequências acumuladas colocamos apenas o


limite superior de cada classe de dados.
Veja, por exemplo, que o ponto “A” no gráfico nos indica que 78
frequências ocorrem abaixo de 1,80m. Finalmente, veja o gráfico das
frequências relativas acumuladas:

Aqui, o ponto A nos indica que 97,50% das frequências são iguais
ou inferiores a 1,80m.
Observe agora o seguinte Histograma, relativo à observação das
idades dos moradores de um determinado bairro:

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Note que esse gráfico possui um pico na classe de 30 a 40 anos, e à


medida que as classes se afastam desta (para a esquerda ou para a
direita), a quantidade de frequências é igual, dando um aspecto de
simetria (ex.: temos 15 frequências tanto no intervalo 20 - |30 como no
intervalo 40 - |50).
Podemos ter também histogramas assimétricos. Neste abaixo,
temos uma assimetria à direita (assimetria positiva), pois temos o pico
em 10-20 anos e os dados se estendem para a direita (sentido positivo),
assumindo valores de até 70 anos.

Já o histograma abaixo apresenta um caso de assimetria à esquerda


(negativa), onde os dados se estendem para a esquerda (sentido
negativo):
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1.1.3 MEDIDAS ESTATÍSTICAS


Além dos gráficos e tabelas, outro recurso importante para a
estatística descritiva é o uso de medidas estatísticas. Estas medidas tem
por objetivo auxiliar o entendimento de um conjunto de dados,
resumindo-os e apresentando as suas características mais relevantes.
Dividimos as medidas estatísticas em alguns grupos. Temos as medidas
de posição (ou tendência central), medidas de dispersão (ou
variabilidade), medidas de associação e medidas de assimetria. Vejamos
as medidas exigidas pelo seu edital.

1.1.3.1 MEDIDAS DE POSIÇÃO 04178253905

As medidas de posição, ou de tendência central, nos fornecem


pontos de referência para interpretar uma distribuição de dados. Trata-se
de “posições características” que podem ser usadas para resumir toda a
distribuição. A título de exemplo, ao invés de apresentar toda uma
distribuição de idades dos eleitores de uma cidade, eu poderia fornecer-
lhe apenas a idade média destes eleitores. Este valor é um resumo
daquela distribuição – e como todo resumo, ele acaba por omitir algumas
informações.

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As principais medidas de posição são: média, moda e mediana.


Vejamos cada uma delas.

 Média aritmética:
É a soma de todos os valores da variável observada, dividida pelo
total de observações. Vamos usar a tabela abaixo para calcular a altura
média:
Valor da variável Frequências (Fi)
1,50m 15
1,51m 5
1,53m 4
1,57m 2
1,60m 10
1,63m 8
1,65m 1
1,71m 20
1,73m 10
1,75m 3
1,83m 2

Veja que precisaremos somar as alturas de todos os indivíduos


observados, e a seguir dividor pelo número de indivíduos. Temos 15
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indivíduos com 1,50m, portanto a soma de suas alturas é 15 x 1,50 =


22,50m. Analogamente, temos 5 indivíduos com 1,51m, somando 5 x
1,51 = 7,55m. E assim por diante. Somando as alturas de todos os
indivíduos, temos:

Soma = 1,50x15 + 1,51x5 + 1,53x4 + 1,57x2 + 1,60x10 + 1,63x8 +


1,65x1 + 1,71 x 20 + 1,73x10 + 1,75x3 + 1,83x2 = 130,41m

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Dividindo esse valor pelo total de indivíduos (isto é, soma de


frequências Fi), temos a média:
Média = 130,41 / 80 = 1,63m

Portanto, a fórmula para o cálculo da média de uma variável


aleatória X é:
n

 Xi
Média  i 1
n
Caso tenhamos dados em uma tabela de frequências como a que
vimos acima, a média é dada por:
n

 ( Xi  Fi )
Média  i 1
n

 Fi
i 1

Nessas fórmulas, Xi representa cada um dos valores que a variável


X (ex.: altura) pode assumir, e Fi representa a frequência referente a
cada um desses valores.
Já se tivermos os dados agrupados em classes, devemos utilizar a
seguinte fórmula para calcular a média:
n

 ( PMi  Fi )
Média  i 1
n

 Fi
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i 1

Nessa fórmula, PMi é o ponto médio da classe “i”. Por exemplo, se


temos a classe 1,50|---1,60, o ponto médio será o valor PM = 1,55 (que é
justamente a média aritmética entre o limite inferior e superior da
classe).

Vejamos algumas propriedades relativas à média de um conjunto


de dados:

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- somando-se ou subtraindo-se um valor constante em todas as


observações, a média desse novo conjunto será somada ou
subtraída do mesmo valor. Ex.: se somarmos 3cm na altura de cada
pessoa, a média passará de 1,63m para 1,66m.

- multiplicando-se ou dividindo-se todos os valores observados por


um valor constante, a média desse novo conjunto será multiplicada
ou dividida pelo mesmo valor. Ex.: se dividirmos todas as alturas
encontradas por 2, a média também será dividida por 2, tornando-
se igual a 0,815m.

- a soma das diferenças entre cada observação e a média é igual a


zero. Ex.? A diferença entre a observação 1,51m e a média 1,63m é
de –0,12m. Já a diferença entre a observação 1,80m e a média
1,63m é de 0,17m. Somando todas as diferenças, obteremos o
valor zero.

- O valor da média é calculado utilizando todos os valores da


amostra. Portanto, qualquer alteração nesses valores poderá alterar
a média. Assim, costumamos dizer que a média é afetada pelos
valores extremos da distribuição. Ex.: se incluíssemos na amostra
uma pessoa com 2,00m, ou outra com apenas 0,60m, isso alteraria
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a média.

Finalizando o estudo da média, é importante que você conheça:

a) Média Ponderada
Trata-se da média aritmética onde cada valor possui um “peso”,
que desempenha o mesmo papel das frequências de cada valor em uma
distribuição. É esta média que obtivemos ao calcular:

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 ( Xi  Fi )
Média  i 1
n

 Fi
i 1

ou
n

 ( PMi  Fi )
Média  i 1
n

 Fi
i 1

b) Média Móvel
A média móvel é útil para a análise da evolução de uma variável ao
longo do tempo. Imagine a variável “temperatura da cidade de São
Paulo”. Se medirmos esta temperatura diariamente, sempre no mesmo
horário, ao longo de 15 dias, podemos obter algo como:

Temperaturas (ºC): 15, 17, 16, 20, 22, 19, 24, 22, 25, 25, 21, 24, 27,
25, 26

Em um gráfico, temos:

04178253905

Ao invés de representar a temperatura de cada dia, podemos


representar em cada ponto do gráfico a temperatura média dos últimos 3
dias. Trata-se da média móvel de 3 dias. Assim, no primeiro dia vamos

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representar exatamente a temperatura de 15 graus. No segundo dia,


vamos representar a média dos dois primeiros dias, ou seja, (15 + 17) /
2 = 16. No terceiro dia vamos representar a média dos 3 primeiros dias,
isto é, (15 + 17 + 16) / 3 = 16. Nos dias seguintes, vamos sempre
calcular a média de 3 dias. Desta forma, obtemos o seguinte gráfico:

Observe que este gráfico é mais “suave” que o anterior, isto é, ele
apresenta menos oscilações. É para isto que utilizamos a média móvel:
para suavizar o gráfico e, com isso, visualizar com mais facilidade a
“tendência” do mesmo. Observe que este último gráfico permite visualizar
rapidamente que, ao longo dos 15 dias analisados, a temperatura de São
Paulo apresentava uma tendência de elevação.
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c) Média Geométrica
A média geométrica de um conjunto de “n” dados é simplesmente a
raiz de grau “n” do produto destes dados. Exemplificando, veja o conjunto
abaixo:
A = {1, 25}

Temos um conjunto de 2 dados. Assim, a média geométrica é a raiz


de grau 2 (isto é, a raiz quadrada) do produto destes números:
Média  2 1 25  5

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Observe que o valor obtido é bem menor que obteríamos com a


média aritmética (que seria igual a 13). Vejamos este outro conjunto:
B = {3, 3, 81}

Temos 3 dados, de modo que a média geométrica será a raiz de


grau 3 (raiz cúbica) da multiplicação deles:
Média  3 3  3  81  9

A média aritmética deste conjunto seria igual a 29. Assim, podemos


afirmar que a média geométrica de um conjunto de números é sempre
menor ou igual à média aritmética do mesmo conjunto.

 Mediana:
É a observação “do meio” quando os dados são organizados do menor
para o maior. Abaixo da mediana encontram-se 50% (metade) das
observações, e a outra metade encontra-se acima da mediana. Se temos
n dados em uma distribuição, a mediana será o termo que se encontra na
posição (n+1)/2. Vamos encontrar a mediana para o conjunto de dados
abaixo:
Valor da variável (altura) Frequências (Fi)
1,50m 04178253905
15
1,51m 5
1,53m 4
1,57m 2
1,60m 10
1,63m 8
1,65m 1
1,71m 20
1,73m 10

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1,75m 3
1,83m 3

Observe que temos 81 dados (acrescentei um a mais na altura


1,83m). Além disso, veja que os valores da variável altura estão
ordenados do menor para o maior nessa tabela. Portanto, a mediana será
o valor da posição (81+1)/2 = 41, isto é, a 41ª posição, pois existem 40
valores abaixo dele e outros 40 acima.
Para encontrar o 41º valor, precisamos obter as frequências
acumuladas.

Valor da variável Frequências (Fi) Frequências


absolutas
acumuladas (Fac)
1,50m 15 15
1,51m 5 20
1,53m 4 24
1,57m 2 26
1,60m 10 36
1,63m 8 44
1,65m 1 45
1,71m 04178253905
20 65
1,73m 10 75
1,75m 3 78
1,83m 3 81

Veja que até a altura 1,60m temos 36 pessoas. Temos mais 8


pessoas na altura 1,63m (abrangendo do 37º até o 44º). Portanto, a
posição 41 tem altura igual a 1,63m. Isto é, mediana = 1,63m.
Se tivéssemos um número par de elementos, a conta (n+1)/2 não
teria resultado exato. Nesse caso a mediana seria dada pela média dos

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dois valores centrais da amostra. Veja o exemplo abaixo, no qual temos


listadas a idade de 10 pessoas:
{ 5, 6, 6, 7, 7, 8, 8, 8, 9, 11}

Veja que as idades já estão ordenadas da menor para a maior.


Como temos 10 valores (número par), então (n+1)/2 = (10+1)/2 = 5,5.
Não temos um elemento central, que seria a mediana. Ao invés disso,
vamos utilizar a média dos dois elementos centrais, isto é, o 5º e o 6º
elementos. Eles estão marcados em vermelho:
{ 5, 6, 6, 7, 7, 8, 8, 8, 9, 11}

A Mediana será igual a (7 + 8)/2 = 7,5.

Podemos ter algum exercício cobrando que o aluno conheça o


método de cálculo de mediana através de interpolação linear dos
intervalos de classe. Esse método é utilizado quando temos os dados
distribuidos em intervalos de classes. Vamos aprender a usá-lo através de
um exemplo. A tabela abaixo apresenta os intervalos de alturas de uma
certa população, como já vimos anteriormente nesta aula. Com base
nisso, vamos obter a altura mediana.

Classe Frequências (Fi) Frequências absolutas


04178253905

acumuladas (Fac)
1,50| – 1,60 26 26
1,60| – 1,70 19 45
1,70| – 1,80 33 78
1,80| – 1,90 2 80

1º passo: calcular a divisão n/2, onde n é o número total de frequências,


obtendo a posição da mediana.

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Em nosso exemplo, n = 80 indivíduos, portanto a posição da


mediana é 80/2 = 40. (muito cuidado, pois quando usamos esse método
não calculamos (n+1)/2, como vimos anteriormente).

2º passo: identificar a classe onde se encontra a mediana


Observe a coluna de frequências acumuladas. Veja que o elemento
da posição 40 encontra-se na classe 1,60|--1,70 (pois esta classe vai do
26 ao 45). Portanto, essa é a classe da mediana.

3º passo: montar a proporção entre as frequências acumuladas e os


limites da classe da mediana
Neste passo vamos montar duas retas paralelas, como você vê
abaixo, uma delas com as frequências acumuladas e a outra com os
valores de alturas correspondentes:
Frequências: 26 40 45
|-----------------------------|----------------|
Valores: 1,60 X 1,70
|-----------------------------|----------------|

Repare nas associações feitas (coloquei um abaixo do outro):


- a última frequência da classe anterior (26) com o limite de altura
daquela classe (1,60), que também é o limite inferior da classe da
04178253905

mediana;
- a frequência da mediana (40) com o valor da mediana (X), que
buscamos;
- a última frequência da classe da mediana (40) com o limite de altura
dessa classe (1,70).
Feito isso, basta montar a proporção abaixo:
freq superior - freq mediana valorsuperior - valormediana
=
freq superior - freq inferior valorsuperior - valorinferior

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Neste exemplo, teríamos:

45 - 40 1,70 - X
=
45 - 26 1,70 - 1,60

Feito isso, basta encontrar o valor de X, que neste caso é X =


1,67m. Esta é a mediana pelo método da interpolação linear.

Para finalizar o estudo da Mediana, note que ela é um único número


para um determinado conjunto de observações. Não existem duas
medianas para o mesmo conjunto. Além disso, o seu valor não é afetado
pela troca de algum valor extremo (máximo ou mínimo) na distribuição.
Para exemplificar, veja essas duas distribuições:
3, 5, 6, 7, 8, 9, 9, 12, 12, 13,14, 17, 17, 18, 18, 20, 21, 23, 24, 25, 31, 34, 42
e
3, 5, 6, 7, 8, 9, 9, 12, 12, 13,14, 17, 17, 18, 18, 20, 21, 23, 24, 25, 31, 57, 88

Apesar de eu ter trocado dois termos extremos da primeira para a


segunda distribuição, ambas possuem a mesma mediana. Repare que a
média se altera (neste caso, a média da segunda distribuição certamente
seria maior).

 Moda: 04178253905

A moda é o valor da observação com maior número de frequências,


ou repetições (isto é, é o valor que está “na moda”). Ao contrário da
média e da mediana, que são valores únicos, uma amostra pode ter uma,
duas ou mais modas (ser unimodal, bimodal etc.). Veja este conjunto de
idades:
{ 5, 6, 6, 7, 7, 8, 8, 8, 9, 11}

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Note que a idade 8 é a que aparece mais vezes (3 vezes). Portanto,


a moda deste conjunto é igual a 8. Já na tabela de alturas, que reproduzo
novamente, a moda é a altura de 1,71m, pois ela aparece 20 vezes:

Valor da variável Frequências (Fi)


1,50m 15

1,51m 5
1,53m 4
1,57m 2
1,60m 10
1,63m 8
1,65m 1
1,71m 20
1,73m 10
1,75m 3
1,83m 3

Os problemas mais difíceis envolvendo moda são aqueles onde é


dada uma tabela com classes de valores para a variável, como esta
abaixo (que também já utilizamos nessa aula):
Classe 04178253905

Frequências (Fi)
1,50| – 1,60 26
1,60| – 1,70 19
1,70| – 1,80 33
1,80| – 1,90 2

Para calcular a moda, você precisará seguir os seguintes passos:


1. Descobrir qual é a classe modal (CM). A classe modal é aquela que
apresenta o maior número de frequências. Neste caso, trata-se da

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classe 1,70| - 1,80, que apresenta 33 frequências. Já sabemos que


a moda está ali dentro, isto é, será um valor entre 1,70 e 1,80. Veja
que o limite inferior dessa classe é li = 1,70. Note ainda que todas
as classes tem amplitude de 0,10m, isto é, a diferença entre o
menor (li) e maior (Li) valor da classe é de 0,10m.
2. Identificar a classe posterior (post) e a classe anterior (ant). Neste
caso, a classe posterior é a de 1,80| - 1,90, que possui 2
frequências; e a classe anterior é a de 1,60| - 1,80, com 19
frequências.
3. Aplicar uma das duas fórmulas abaixo, dependendo do método de
cálculo da moda indicado pelo exercício:
a. Moda de King:
  fpost 
Moda  li  c   
  fant  fpost  

Nesta fórmula, li é o limite inferior da classe modal (li = 1,70), c é a


amplitude da classe modal (c = Li – li), fpost é o número de frequências
da classe posterior (fpost = 2) e fant é o número de frequências da classe
anterior (fant = 19). Portanto, a moda será:
  2 
Moda  1, 70  0,10      1, 7095m
  2  19  

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b. Moda de Czuber:
  fcm  fant 
Moda  li  c   
  2 fcm  ( fant  fpost )  

Nessa fórmula fcm é o número de frequências da classe modal, que


neste caso é fcm = 33. Portanto, a moda em nosso exemplo será:

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  33  19 
Moda  1,70  0,10      1,731m
  2  33  (19  2)  

Note que os valores obtidos são diferentes, motivo pelo qual você
precisará saber as duas fórmulas. Se a questão não especificar o método,
sugiro tentar primeiramente o método de Czuber.
E note um grande diferencial do método de Czuber: ele é o único
que leva em conta, no cálculo, as frequências da Classe Modal!

Finalizando o estudo da Moda, veja que o seu valor não é afetado


pelos valores extremos (mínimos e máximos) da distribuição. Isto é, a
moda destas duas distribuições abaixo é a mesma:
{ 5, 6, 6, 7, 7, 8, 8, 8, 9, 11}
e
{ 1, 2, 6, 7, 7, 8, 8, 8, 9, 11}

Conhecendo a média, mediana e moda de uma amostra, podemos


determinar a simetria daquela distribuição de dados. Veja isso na tabela
abaixo:

Simetria Média, Mediana e Moda


Simétrica 04178253905

Média = Mediana = Moda*


Assimétrica positiva (à direita) Média > Mediana > Moda
Assimétrica negativa (à esquerda) Média < Mediana < Moda
* se unimodal.

Você não precisa decorar essa tabela. Inicialmente, veja um


exemplo de distribuição simétrica, e perceba que, de fato, a média,
mediana e moda encontram-se na mesma posição:

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Média,
Mediana e
Moda

Quanto às distribuições assimétricas, basta lembrar que uma curva


com assimetria negativa tem esse nome porque possui uma “cauda” para
o lado esquerdo, isto é, para o sentido negativo do eixo horizontal; e uma
curva com assimetria positiva possui uma cauda voltada para o sentido
positivo do eixo horizontal.
A existência de um prolongamento para um dos lados afeta a
média, “puxando-a” naquele sentido. Por exemplo, na curva com
assimetria negativa, a média é “puxada” para a esquerda, tornando-se a
menor das três medidas de posição. A moda corresponde ao pico da curva
(maior número de frequências), que neste caso é “puxado” para a direita,
tornando a moda o maior dos três valores:
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média mediana moda

No caso da assimetria positiva, a cauda se estende para a direita,


puxando a média para este lado. A moda é puxada para a esquerda, pois
há um pico de frequências à esquerda. Veja:

moda mediana média

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2. RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

Trabalharemos agora alguns exercícios do ENEM e questões de


vestibulares. Lembre-se: é muito importante que você execute os cálculos
à mão, pois é assim que você deverá fazer na hora da prova. Além disso,
é com a prática que vamos ficar cada vez melhores.

1. ENEM - 2009) A tabela mostra alguns dados da emissão de dióxido de


carbono de uma fábrica, em função do número de toneladas produzidas.

04178253905

Os dados na tabela indicam que a taxa média de variação entre a emissão


de dióxido de carbono (em ppm) e a produção (em toneladas) é
A) inferior a 0,18.
B) superior a 0,18 e inferior a 0,50.
C) superior a 0,50 e inferior a 1,50.
D) superior a 1,50 e inferior a 2,80.

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E) superior a 2,80.
RESOLUÇÃO:
Veja bem, ele nos pediu a média das variações e não simplesmente
a média da produção ou a média da emissão de dióxido de carbono.
Portanto, primeiramente devemos calcular a variação que houve em cada
uma dessas grandezas. Veja a tabela abaixo:

Produção Variação da Emissão de Variação da emissão


produção CO2 de CO2
1,1 2,14
1,2 = 1,2 – 1,1 = 0,1 2,30 = 2,30 – 2,14 = 0,16
1,3 = 1,3 – 1,2 = 0,1 2,46 = 2,46 – 2,30 = 0,16
1,4 = 1,4 – 1,3 = 0,1 2,64 = 2,64 – 2,46 = 0,18
1,5 = 1,5 – 1,4 = 0,1 2,83 = 2,83 – 2,64 = 0,19
1,6 = 1,6 – 1,5 = 0,1 3,03 = 3,03 – 2,83 = 0,20
1,7 = 1,7 – 1,6 = 0,1 3,25 = 3,25 – 3,03 = 0,22
1,8 = 1,8 – 1,7 = 0,1 3,48 = 3,48 – 3,25 = 0,23
1,9 = 1,9 – 1,8 = 0,1 3,73 = 3,73 – 3,48 = 0,25
2,0 = 2,0 – 1,9 = 0,1 4,00 = 4,00 – 3,73 = 0,27

Assim, as médias de variação da emissão de dióxido de carbono


(em ppm) e da produção (em toneladas) são dadas pela soma das
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variações dividido pelo número de variações (que são 9 em ambos os


casos). Logo:

- média de variação da emissão de dióxido de carbono:


(0,16 + 0,16 + 0,18 + 0,19 + 0,20 + 0,22 + 0,23 + 0,25 + 0,27) / 9 =
= 0,20

- média de variação da produção: veja que para a produção a variação foi


de 0,1 em todos os casos, o que nos diz que a média será também 0,1.

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Por fim, a taxa média de variação entre a emissão de dióxido de


carbono (em ppm) e a produção (em toneladas) é dada por 0,20 / 0,1 =
2, valor este que é superior a 1,50 e inferior a 2,80.
Resposta: D

2. ENEM - 2014) A taxa de fecundidade é um indicador que expressa a


condição reprodutiva média das mulheres de uma região, e é importante
para uma análise da dinâmica demográfica dessa região. A tabela
apresenta os dados obtidos pelos Censos de 2000 e 2010, feitos pelo
IBGE, com relação à taxa de fecundidade no Brasil.

Disponível em: www.saladeimprensa.ibge.gov.br. Acesso em: 31 de jul.


2013.
Suponha que a variação percentual relativa na taxa de fecundidade no
período de 2000 a 2010 se repita no período de 2010 a 2020.
Nesse caso, em 2020 a taxa de fecundidade no Brasil estará mais
próxima de:
A) 1,14.
B) 1,42.
C) 1,52.
D) 1,70.
04178253905

E) 1,80.
RESOLUÇÃO:
Primeiramente, devemos calcular qual foi a variação percentual
relativa na taxa de fecundidade no período informado pela tabela, de
2000 a 2010. Para isso devemos descobrir a diferença na taxa de
fecundidade e posteriormente calcular o percentual dessa diferença em
relação a taxa informada em 2000.
A diferença entre a taxa de 2010 e a taxa de 2000 é:

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1,90 – 2,38 = - 0,48.

A variação percentual relativa na taxa de fecundidade no período de


2000 a 2010 é a diferença calculada versus a taxa medida em 2000:
-0,48 / 2,38 = -0,20 = -20%

Dado que a variação percentual relativa na taxa de fecundidade no


período de 2000 a 2010 se repita no período de 2010 a 2020, portanto
em 2020 teremos 20% a menos que a última taxa medida em 2010, que
é de 1,90. A variação de 20% da última taxa de 1,90 é 0,38, portanto
1,90 – 0,38 = 1,52.
Resposta: C

3. ENEM - 2013) Uma fábrica de parafusos possui duas máquinas, I e II,


para a produção de certo tipo de parafuso. Em setembro, a máquina I
54
produziu do total de parafusos produzidos pela fábrica. Dos parafusos
100
25 38
produzidos por essa máquina, eram defeituosos. Por sua vez,
1000 1000
dos parafusos produzidos no mesmo mês pela máquina II eram
defeituosos. O desempenho conjunto das duas máquinas é classificado
conforme o quadro, em que P indica a probabilidade de um parafuso
escolhido ao acaso ser defeituoso. 04178253905

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O desempenho conjunto dessas máquinas, em setembro, pode ser


classificado como
A) excelente.
B) bom.
C) regular.
D) ruim.
E) péssimo.
RESOLUÇÃO:
Para sabermos qual será a classificação do desempenho em
conjunto das máquinas, primeiro devemos calcular o desempenho de
cada máquina durante o mês.
Calculando o desempenho da máquina I:
54
Sabemos que a máquina I é responsável pela fabricação de (que
100
25
é igual a 0,54) dos parafusos da fábrica. E que nesta amostra (que é
1000
igual a 0,025) são defeituosos. Portanto o desempenho dessa máquina é
de 0,54 x 0,025 = 0,013;
Calculando o desempenho da máquina II:
Como na questão é mencionado que existem apenas as duas
máquinas, se a máquina I é responsável por 0,54 (ou 54%) da produção,
a máquina II é responsável pelo restante 100% - 54% = 44% = 0,44.
38 04178253905

Sabemos que (que é igual a 0,038) dos parafusos produzidos pela


1000
máquina II são defeituosos. O desempenho dessa máquina é igual a 0,44
x 0,038 = 0,017.
Para calcular o desempenho em conjunto das duas máquinas vamos
somar o desempenho de cada uma delas: 0,013 + 0,017 = 0,03 ou seja
3% ou 3/100 que está entre 2/100 e 4/100, que segundo o quadro de
probabilidade é classificado como BOM.
Resposta: B

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4. FGV – VESTIBULAR – 2015) Para 1 < x < y < x+y, seja S = {1, x,
y, x + y}. A diferença entre a média e a mediana dos elementos de S,
nessa ordem, é igual a
a) 1/2
b) 1/4

c)

d)

e)
RESOLUÇÃO:
Dado que a média dos elementos de um conjunto é a soma de
todos esses elementos dividido pelo número de elementos; e que no
conjunto S representado acima temos 4 elementos, vamos calcular a
média:
[1+x+y+(x+y)]/4
que também pode ser representado por:
Média = (1+2x+2y)/4

Vamos calcular a mediana, sabendo que a mediana é a observação


“do meio” quando os dados são organizados do menor para o maior, no
caso de um número par de elementos, será a média dos dois valores
centrais da amostra. 04178253905

Os valores centrais da amostra são x e y. Calculando a média entre


eles temos: Mediana = (x+y)/2
Calculando a diferença entre a média e a mediana temos:
Média - Mediana = [(1+2x+2y)/4] – [(x+y)/2] =
[(2+4x+4y)-(4x+4y)]/8 = 2/8 = 1/4
RESPOSTA: B

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5. FGV – VESTIBULAR – 2015) Considere o conjunto dos 51 primeiros


múltiplos positivos de 3. Seja µ sua média e M sua mediana.
Podemos afirmar que
a) µ = 75
b) M = 77
c) µ = M
d) |µ - M| = 0,5

e)
RESOLUÇÃO:
Primeiramente vamos pensar que o conjunto formado pelos 51
primeiros múltiplos de 3 pode ser representado por {3x1, 3x2, 3x3, ...
,3x51}. Podemos dizer também representar esse conjunto por:
{3 x (1, 2, 3, ... ,51)}.
Para simplificar, vamos pensar primeiramente na Mediana desse
conjunto:
Sabemos que se temos n dados em uma distribuição, a mediana
será termo que se encontra na posição (n+1)/2. Ou seja, se temos 51
elementos a mediana será o valor encontrado na posição de número
(51+1)/2 = 26. Como esse conjunto são de múltiplos de 3, o número que
se encontra na posição 26 será o número da posição x o múltiplo3: 26x3
= 78, então a Mediana = 78;
Agora, vamos calcular a média desse conjunto, que é a soma de
04178253905

todos os seus elementos divididos pelo número de elementos:


n

 Xi
Média  i 1
. Sabendo que esse conjunto é uma Progressão Aritmética
n
finita, vamos usar a fórmula de cálculo de somatória de PA que é dada
(a1  a n )  n
por: Sn 
2
(a1  a n )  n
S (a1  a n )
Assim para calcular a média teremos   n  2 
n n 2

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Ou seja, a média desse conjunto é [(3x1)+(3x51)]/2 = (3+153)/2


= 78.
Portanto a média e a mediana são iguais.
RESPOSTA: C

6. UFPR – VESTIBULAR – 2015) Em um grupo de 6 pessoas, a média


das idades é 17 anos, a mediana é 16,5 anos e a moda é 16 anos. Se
uma pessoa de 24 anos se juntar ao grupo, a média e a mediana das
idades do grupo passarão a ser, respectivamente:
a) 17 anos e 17 anos.
b) 18 anos e 17 anos.
c) 18 anos e 16,5 anos
d) 20,5 anos e 16,5 anos.
e) 20,5 anos e 20,25 anos.
RESOLUÇÃO:
Sabemos que a média é a soma de todos os elementos de um
conjunto dividido pelo número de elementos do conjunto. No conjunto
acima sabemos que temos 6 elementos e que a média é 17. Ou seja, a
soma dos elementos dividido por 6 é igual a 17. Portanto a soma de seus
elementos é igual a 6x17; assim temos que a soma dos elementos é 102.
Ao adicionarmos um elemento no conjunto com valor de 24,
aumentamos o número de elementos do conjunto para 7 elementos e a
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soma dos elementos será incrementada em 24, assim a soma dos


elementos será 102+24 = 126. Para encontrar a nova média, teremos a
soma dividida pelo número de elementos: 126/7 = 18. Nova média é 18.

Sabendo que a mediana de um conjunto par é a média média dos


dois valores centrais da amostra, para um conjunto com 6 elementos, é a
media entre o elemento na posição 3 e 4. E que o valor é 16,5 ou seja
está entre 16 e 17.

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Sabemos também pela moda que o número 16 aparece mais vezes


que os demais números.
Adicionando um elemento a mais no conjunto, a mediana será
termo que se encontra na posição (n+1)/2, ou seja na posição de número
4, que é a 17.
Assim a nova média é 18 e a nova mediana é 17.
RESPOSTA: B

7. FGV – VESTIBULAR – 2015) Em uma prova de História, 20% dos


alunos tiraram 5,0, 45% tiraram 6,0, 20% tiraram 7,5 e os demais
tiraram 10,0.
A diferença entre a média e a mediana das notas dos alunos nessa prova
foi
a) 0,5.
b) 0,1.
c) 0,7.
d) 0,0.
e) 0,3.
RESOLUÇÃO:
Sabemos que a mediana é o elemento do conjunto em que abaixo
dele encontram-se 50% (metade) das observações, e a outra metade
encontra-se acima dele. Assim, precisamos saber dentro da distribuição
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das notas, qual a nota que a soma do percentual dos alunos se encontra.
Para ilustrar melhor veja o quadro abaixo da distribuição desse conjunto:

% Alunos Soma % Notas

20% 20% 5,0

45% 65% 6,0

20% 85% 7,5

15% 100% 10,0

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Assim podemos observar que a distribuição de 50% dos alunos está


na nota 6,0. Portanto podemos afirmar que a mediana desse conjunto é
6,0.
Vamos calcular agora a média ponderada desse conjunto, que é a
média aritmética onde cada valor possui um “peso”, que desempenha o
mesmo papel das frequências de cada valor em uma distribuição. Assim
vamos multiplicar cada nota pelo percentual de alunos que obtiveram
aquela nota:
(20% x 5,0) + (45% x 6,0) + (20% x 7,5) + (15% x 10,0) =
1,0 + 2,7 + 1,5 + 1,5 = 6,7.

Calculando a diferença entre a média e a mediana temos:


Media – Mediana = 6,7 – 6,0 = 0,7.
RESPOSTA: C

8. FATEC – VESTIBULAR – 2015 - adaptada) Considere as seguintes


definições em Estatística:
Sejam x1 ≤ x2 ≤ x3 ≤ ... ≤ xn os valores ordenados de um grupo de n
dados.
Mediana é a medida que consiste no valor que se encontra no centro
desse grupo de dados. Se n é ímpar, a mediana é o elemento central
desse grupo ordenado.
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Moda é a medida que consiste no valor observado com maior frequência


em um grupo de dados, isto é, o valor que aparece mais vezes.

As idades, em anos, de um grupo de sete pessoas são:

16, 8, 13, 8, 10, 8, m

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Sabendo que m é maior que 12 e que a moda, a mediana e a média


aritmética das idades desse grupo de pessoas, nessa ordem, são três
termos consecutivos de uma progressão aritmética, então o valor de m é
a) 17
b) 19.
c) 21.
d) 23.
e) 25.
RESOLUÇÃO:
Lendo o enunciado sabemos que moda, a mediana e a média
aritmética nessa ordem, são três termos consecutivos de uma progressão
aritmética, então podemos afirmar que:
Moda < Mediana < Média aritmética

Sabemos que a moda é o elemento que aparece mais vezes em um


conjunto e sabendo que m é maior que 12, temos que a Moda = 8.

Para sabermos da Mediana, temos que saber qual o número que


está no elemento central, o elemento 4. Sabendo que m é maior que 12,
conseguimos ordenar esse conjunto até o elemento 4:
8, 8, 8, 10, ...
Mediana = 10.
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Sabemos também que o conjunto é formado por 7 elementos.


Portanto a média é igual à soma dos elementos dividido por 7.
média =(16+ 8+ 13+ 8+ 10+ 8+ m)/7 = (m+ 63)/7

Já sabemos também que a moda, a mediana e a média aritmética


das idades desse grupo de pessoas, nessa ordem, são três termos
consecutivos de uma progressão aritmética.

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Para que uma P.A seja crescente a sua razão deve ser positiva.
Sendo a razão uma constante mesma obtida por meio da diferença de um
termo da sequência pelo seu anterior.

Sabemos também os valores da moda = 8 e da mediana = 10.


Calculando a razão da P.A. entre o segundo e primeiro termo temos razão
=2 .
Assim podemos inferir que na P.A. contendo a moda, mediana e
média temos:
(8, 10, média).

Sendo a média = mediana+razão = 10+2 = 12


Para calcular o valor de m, retomamos o cálculo da média =
(m+63)/7. Sendo a média = 12 = (m+63)/7, temos que:
m = (12x7) - 63 = 84 - 63 = 21.
RESPOSTA: C

9. UNB – CESPE – 2013)

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O gráfico acima mostra a quantidade de internações de usuários de


drogas com até 19 anos de idade, no Brasil, no período de 2001 a 2007.
O número médio de internações no período, indicado pela linha em
negrito, foi igual a 6.167.
A mediana da série de valores apresentados no gráfico é inferior à média.
RESOLUÇÃO:

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Para responder se a afirmação acima está certa ou errada


precisamos comparar a mediana e a média. Sabemos que a média é
6.167.
Para sabermos a mediana primeiro temos que observar o número
de elementos do conjunto, que é 7. A mediana é a observação “do meio”
quando os dados são organizados do menor para o maior.
Vamos então organizar os dados e observar o elemento do meio do
conjunto. Sendo o meio do conjunto o elemento de número (n+1)/2 e n
igual ao número de elementos que é 7, devemos observar o elemento de
número (7+1)/2 = 4.
Organizando os dados do menor para o maior temos:
{5.811, 5.822, 5.892, 6.093, 6.331, 6.586, 6.634}

Assim, o quarto elemento do conjunto é 6.093.


Ou seja, a mediana=6.093 é inferior a média=6.167.
A afirmação está certa.
RESPOSTA: CERTO

10. USP – FUVEST – 2014) Examine o gráfico

04178253905

Com base nos dados do gráfico, pode-se afirmar corretamente que a


idade

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a) mediana das mães das crianças nascidas em 2009 foi maior que 27
anos.
b) mediana das mães das crianças nascidas em 2009 foi menor que 23
anos.
c) mediana das mães das crianças nascidas em 1999 foi maior que 25
anos.
d) média das mães das crianças nascidas em 2004 foi maior que 22 anos.
e) média das mães das crianças nascidas em 1999 foi menor que 21
anos.
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar cada uma das alternativas e verificar qual a
verdadeira:
a) mediana das mães das crianças nascidas em 2009 foi maior que 27
anos.
Sabemos que a mediana é o termo em que encontram-se 50%
(metade) das observações, e a outra metade encontra-se acima da
mediana.
Observando apenas o gráfico das mães nascidas em 2009, vamos
encontrar qual a idade em que o percentual observado soma pelo menos
50%. Para encontrar isso vamos somar o percentual de cada grupo de
idade do gráfico das mães nascidas em 2009, até encontrarmos 50%:
0,8% (menos de 15 anos) + 18,2% (15 a 19 anos) = 19%
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19% + 28,3% (20 a 24 anos) = 47,3%


47,3% + 25,2% (25 a 29 anos) = 72,5%

Encontramos então o termo em que 50% do grupo se encontra que


é o de 25 a 29 anos.
Portanto, a mediana das mães nascidas em 2009 NÃO É
necessariamente maior que 27 anos.
Afirmação é falsa.

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b) mediana das mães das crianças nascidas em 2009 foi menor que 23
anos.
Já sabemos que a mediana das mães nascidas em 2009 é o grupo
de 25 a 29 anos.
Portanto a afirmação é falsa.

c) mediana das mães das crianças nascidas em 1999 foi maior que 25
anos.
Observando apenas o gráfico das mães nascidas em 1999, vamos
encontrar a mediana da mesma forma que fizemos anteriormente
somando os percentuais até encontrar 50%:
0,7% (menos de 15 anos) + 20,8% (15 a 19 anos) = 21,5%
21,5% + 30,8% (20 a 24 anos) = 52,3%

Assim temos que a mediana das mães das crianças nascidas em


1999 é o grupo de 20 a 24 anos.
Então a mediana das mães das crianças nascidas em 1999 NÃO É
maior que 25 anos.
Portanto, a afirmação é falsa.

d) média das mães das crianças nascidas em 2004 foi maior que 22
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anos.
Observando apenas o gráfico das mães nascidas em 2004, sabemos
que as idades estão divididas em classes. Sabemos também que se
tivermos os dados agrupados em classes, devemos utilizar a seguinte
fórmula para calcular a média:
n

 ( PMi  Fi )
Média  i 1
n

 Fi
i 1

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Nessa fórmula, PMi é o ponto médio da classe “i”, que é justamente


a média aritmética entre o limite inferior e superior da classe. Então na
tabela abaixo calculamos os pontos médios de cada classe, vamos ignorar
a classe em que a idade não foi informada. E para 40 anos ou mais vamos
continuar com a mesma razão dos limites anteriores.

limite limite
Classes inferior superior PMi
Até 15 anos 0 15 7,5
15 a 19 anos 15 19 17
20 a 24 anos 20 24 22
25 a 29 anos 25 29 27
30 a 34 anos 30 34 32
35 a 39 anos 35 39 37
40 anos ou mais 40 N/A 42
idade ignorada N/A N/A

Agora que temos o ponto médio de cada classe vamos calcular a


média:
Média
% de ponderada
cada (PMi x % de
Classes PMi classe cada classe)
Até 15 anos 7,5 0,7 5
15 a 19 anos 17 19,9 338
20 a 24 anos 22 30,7 675
25 a 29 anos 27 23,7 639
30 a 34 anos 3204178253905

14,8 473
35 a 39 anos 37 7,3 270
40 anos ou mais 42 2,1 88
idade ignorada 0,8

Vamos somar as médias calculadas e dividir pela soma do


percentual de cada classe:
Soma das médias = 5+338+675+639+473+270+88 = 2491
Soma do percentual de cada classe = 0,7 + 19,9 + 30,7 + 23,7 + 14,8 +
7,3 + 2,1 = 99

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Temos, portanto que a média = 2491/99 = 25,1 > 22

Então a média das mães das crianças nascidas em 2004 foi maior
que 22 anos.
Portanto, a afirmação é verdadeira.

e) média das mães das crianças nascidas em 1999 foi menor que 21
anos.

Procedemos com o cálculo da média da mesma forma que na letra


d, só que agora observando apenas o gráfico das mães nascidas em
1999.
Assim temos que:
% de
cada Media
Classes PMi classe ponderada
Até 15 anos 7,5 0,7 5
15 a 19 anos 17 20,8 354
20 a 24 anos 22 30,8 678
25 a 29 anos 27 23,3 629
30 a 34 anos 32 14,4 461
35 a 39 anos 37 5,7 211
40 anos ou mais 42 1,9 80
idade ignorada 1,4

Soma das medias = 2417


04178253905

Soma dos percentuais com idade informada = 97,6


Média = 2417/97,6 = 24,7 >21
Temos então que a média das mães das crianças nascidas em 1999
NÃO É menor que 21 anos.
RESPOSTA: D

11. USP – FUVEST – 2013) Cada uma das cinco listas dadas é a relação
de notas obtidas por seis alunos de uma turma em uma certa prova.

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Assinale a única lista na qual a média das notas é maior do que a


mediana.
a) 5,5,7,8,9,10
b) 4, 5,6, 7,8,8
c) 4, 5,6, 7,8,9
d) 5, 5,5, 7,7,9
e) 5,5,10,10,10,10
RESOLUÇÃO:
Na tabela abaixo calculamos a média e a mediana de cada conjunto
de notas.

Notas Média Mediana


A 5 5 7 8 9 10 (5+5+7+8+9+10)/6 = 7,3 (7+8)/2 = 7,5
B 4 5 6 7 8 8 (4+5+6+7+8+8)/6 = 6,3 (6+7)/2 = 6,5
C 4 5 6 7 8 9 (4+5+6+7+8+9)/6 = 6,5 (6+7)/2 = 6,5
D 5 5 5 7 7 9 (5+5+5+7+7+9)/6 = 6,3 (5+7)/2 = 6
E 5 5 10 10 10 10 (5+5+10+10+10+10)/6 = 8,3 (10+10)/2 = 10

Perceba que a única lista na qual a média das notas é maior do que
a mediana é a da letra D.
RESPOSTA: D

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12. CEDERJ – CECIERJ – 2016) A tabela abaixo exibe as notas em


quatro provas P1 , P2 ,P3 e P4 , de quatro alunos denominados por X, Y,
Z e W.

Aluno P1 P2 P3 P4
X 4,8 6,0 5,5 5,5
Y 4,5 5,1 5,0 5,2
Z 4,6 5,1 4,3 6,0

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W 4,7 6,0 5,2 4,2

A menor mediana das quatro provas é a do aluno


a) X
b) Y
c) Z
d) W
RESOLUÇÃO:
Calculamos a mediana de cada aluno na tabela abaixo:

Aluno P1 P2 P3 P4 Mediana
X 4,8 6,0 5,5 5,5 (6 + 5,5)/2 = 5,75
Y 4,5 5,1 5,0 5,2 (5,1 + 5)/2 = 5,05
Z 4,6 5,1 4,3 6,0 (5,1 + 4,3)/2 = 4,7
W 4,7 6,0 5,2 4,2 (6 + 5,2)/2 = 5,6

Veja que a menor mediana das quatro provas é a do aluno Z.


RESPOSTA: C

13. USP – FUVEST – 2015) Em uma classe com 14 alunos, 8 são


mulheres e 6 são homens. A média das notas das mulheres no final do
semestre ficou 1 ponto acima da média da classe. A soma das notas dos
04178253905

homens foi metade da soma das notas das mulheres. Então, a média das
notas dos homens ficou mais próxima de
a) 4,3
b) 4,5
c) 4,7
d) 4,9
e) 5,1
RESOLUÇÃO:

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A média das notas das mulheres no final do semestre ficou 1 ponto


acima da média da classe.
Médiamulheres = 1 + Médiaclasse
Notasmulheres / nomulheres = 1 + Notasalunos / noalunos
Notasmulheres / 8 = 1 + (Notashomens + Notasmulheres) / 14
14.Notasmulheres = 14x8 + 8.(Notashomens + Notasmulheres)
14.Notasmulheres = 112 + 8.(Notashomens + Notasmulheres)

A soma das notas dos homens foi metade da soma das notas das
mulheres:
Notashomens = Notasmulheres/2

Substituindo essa informação na expressão que obtivemos


anteriormente temos:
14.Notasmulheres = 112 + 8.(Notashomens + Notasmulheres)
14.Notasmulheres = 112 + 8.( Notasmulheres/2 + Notasmulheres)
14.Notasmulheres = 112 + 8.( 3Notasmulheres/2)
14.Notasmulheres = 112 + 12.Notasmulheres
2.Notasmulheres = 112
Notasmulheres = 56

Assim, a soma das notas dos homens fica sendo:


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Notashomens = Notasmulheres/2
Notashomens = 56/2 = 28

A média das notas dos homens é:


Médiahomens = Notashomens / nohomens
Médiahomens = 28 / 6 = 4,66

A média das notas dos homens ficou mais próxima de 4,7.


RESPOSTA: C

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14. USP – FUVEST – 2015) Um veículo viaja entre dois povoados da


Serra da Mantiqueira, percorrendo a primeira terça parte do trajeto à
velocidade média de 60 km/h, a terça parte seguinte a 40 km/h e o
restante do percurso a 20 km/h. O valor que melhor aproxima a
velocidade média do veículo nessa viagem, em km/h , é
a) 32,5
b) 35
c) 37,5
d) 40
e) 42,5
RESOLUÇÃO:
Vamos calcular o tempo total do deslocamento. Para isso, vamos
supor que o trajeto total tem uma distância de 3x e, portanto, cada terça
parte tem o comprimento de x. Antes de tudo, lembre-se que a
velocidade é igual à distância percorrida dividida pelo tempo gasto, de
forma que podemos dizer que o tempo gasto é igual à distância percorrida
dividida pela velocidade.
- a primeira terça parte do trajeto à velocidade média de 60 km/h,
t1 = distância/velocidade
t1 = x/60

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- a terça parte seguinte a 40 km/h


t2 = distância/velocidade
t2 = x/40

- restante do percurso a 20 km/h


t3 = distância/velocidade
t3 = x/20

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O trajeto total tem uma distância de 3x e foi percorrido num tempo


t = t1 + t2 + t3. Assim, a velocidade média de todo o deslocamento é:
distância _ total
velocidade _ média 
tempo _ total
3x
velocidade _ média 
t1  t2  t3

3x
velocidade _ média 
x x x
 
60 40 20
3x 3x
velocidade _ média  
2 x  3x  6 x 11x
120 120

3x  11x  120 360


Veja que:  3x     3x  
11x  120  11x 11
120
Logo:
360
velocidade _ média   32, 7
11

O valor que melhor aproxima a velocidade média do veículo nessa


viagem, em km/h , é 32,5.
RESPOSTA: A

15. FGV – VESTIBULAR – 2015) Três números formam uma


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progressão geométrica. A média aritmética dos dois primeiros é 6, e a do


segundo com o terceiro é 18. Sendo assim, a soma dos termos dessa
progressão é igual a
a) 18.
b) 36.
c) 39.
d) 42.
e) 48.

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RESOLUÇÃO:
Sejam esses números X, Y e Z, de forma que a PG seja (X, Y, Z).
A média aritmética dos dois primeiros é 6:
(X + Y)/2 = 6
X + Y = 12
X = 12 - Y

A média aritmética do segundo com o terceiro é 18.


(Y + Z)/2 = 18
Y + Z = 36
Z = 36 – Y

Como os números estão em PG, temos que:


Y Z

X Y
Y2  XZ

Y2  (12  Y)(36  Y)

Y2  432  12Y  36Y  Y2

0  432  12Y  36Y

48Y  432

Y9
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X = 12 – Y = 12 – 9 = 3

Z = 36 – Y = 36 – 9 = 27

A soma dos termos dessa progressão é igual a 3 + 9 + 27 = 39.


RESPOSTA: C

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16. FGV – VESTIBULAR – 2015) O domínio da função real definida

por f ( x)  6  2 x  7 é {x IR / m ≤ x ≤ n}. Em tal condição, a média

aritmética simples entre o menor valor possível para m e o maior valor


possível para n é igual a
a) 5,8.
b) 5,5.
c) 5,0.
d) –4,6.
e) –4,8.
RESOLUÇÃO:

Para que a função f ( x)  6  2 x  7 esteja definida nos reais não

podemos ter raiz quadrada de número negativo. Logo, devemos ter:


2x  7  0

x  7 / 2

x  3,5

6  2x  7  0

6  2x  7

36  2 x  7

29  2 x
x  14,5
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Assim, -3,5 ≤ x ≤ 14,5. Portanto, a média aritmética simples entre


o menor valor possível para m e o maior valor possível para n é igual a
(3,5)  14,5 11
média    5,5
2 2
RESPOSTA: B

17. FGV – VESTIBULAR – 2015) Um professor de matemática aplica


três provas em seu curso (P1 , P2 , P3 ), cada uma valendo de 0 a 10

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pontos. A nota final do aluno é a média aritmética ponderada das três


provas, sendo que o peso da prova Pn é igual a n2. Para ser aprovado na
matéria, o aluno tem que ter nota final maior ou igual a 5,4. De acordo
com esse critério, um aluno será aprovado nessa disciplina,
independentemente das notas tiradas nas duas primeiras provas, se tirar
na P3, no mínimo, nota
a) 7,6.
b) 7,9.
c) 8,2.
d) 8,4.
e) 8,6.
RESOLUÇÃO:
Suponha que esse aluno tirou zero nas provas P1 e P2. Quanto ele
precisa tirar na P3 para ser aprovado? Veja que a nota dele será dada por:
P1  4 P2  9 P3
nota 
1 4  9
9 P3
nota 
14
Como a nota tem que maior ou igual a 5,4, temos:
9 P3
nota   5, 4
14
9 P3  5, 4 14

9 P3  75, 6
04178253905

P3  8, 4

Esse aluno precisa tirar no mínimo 8,4 para conseguir a média para
ser aprovado nessa disciplina.
RESPOSTA: D

18. UFG – VESTIBULAR – 2014 - adaptada) As médias aritmética e


geométrica de dois números inteiros positivos x e y são definidas por

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(x+y)/2 e √(xy) , respectivamente. Sabendo-se que a área de um


retângulo mede 144 u.a. e que as médias aritmética e geométrica das
medidas dos comprimentos de seus lados são iguais, os lados do
retângulo medem
a) 12 e 8
b) 12 e 12
c) 12 e 18
d) 16 e 9
e) 18 e 8
RESOLUÇÃO:
Sejam x e y os lados do retângulo. Logo, sua área é dada por xy =
144 u.a. (unidades de área), ou seja, x = 144/y.
Para esse retângulo as médias aritmética e geométrica das medidas
dos comprimentos de seus lados são iguais, ou seja:
(x + y)/2 = √(xy)

Substituindo xy = 144 e x = 144/y na igualdade acima, temos:


(144/y + y)/2 = √144
(144/y + y)/2 = 12
144/y + y= 24
y2 – 24y + 144 = 0

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Temos uma equação de segundo grau. Calculando o delta, temos:


Delta = b2 – 4ac
Delta = (-24)2 – 4(1)(144)
Delta = 576 – 576
Delta = 0

Utilizando a fórmula de Baskara, temos:


y = (-b ± √delta)/2a
y = -(-24)/2

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y =12

x = 144/y
x = 144/12
x = 12

Portanto, tanto x quanto y medem 12 u.c. (unidades de


comprimento).
RESPOSTA: B

19. UEG – VESTIBULAR – 2014) Duas turmas, A e B, responderam a


uma prova de matemática. A média das notas da turma A foi de 6,2
enquanto a da turma B foi de 7,0. A média das notas das duas turmas
juntas foi de 6,4. Sabendo que as duas turmas possuem juntas 100
alunos, a turma A, então, é composta de
a) 25 alunos.
b) 50 alunos.
c) 60 alunos.
d) 75 alunos.
RESOLUÇÃO:
Estamos diante de uma questão de média ponderada.
Seja XA o número de alunos da turma A, XB o número de alunos da
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turma B; MédiaA a média dos alunos da turma A; MédiaB a média dos


alunos da turma B e MédiaAeB a média dos alunos das turmas A e B
juntas.
A média dos alunos das turmas A e B juntas é a média ponderada
dos alunos das turmas A e B, e é dada por:
Média A  XA  Média B  XB
Média AeB 
X A  XB

Substituindo os valores que o enunciado nos forneceu, temos:

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6, 2  X A  7  XB
6, 4 
X A  XB

6, 4  ( X A  XB )  6, 2  X A  7  XB

Sabendo que as duas turmas possuem juntas 100 alunos, a turma


A, então:
X A  XB  100

XB  100  X A

Substituindo as informações acima na expressão que tínhamos


anteriormente temos:
6, 4  ( XA  XB )  6, 2  XA  7  XB

6, 4  (100)  6, 2  X A  7  (100  X A )

640  6, 2  X A  700  7 X A

0,8 X A  60

X A  75

RESPOSTA: D

20. UNESP – VUNESP – 2014) Considere os dados aproximados,


obtidos em 2010, do Censo realizado pelo IBGE.

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A partir das informações, é correto afirmar que o número aproximado de


mulheres com 18 anos ou mais, em milhões,era
a) 70.
b) 52.
c) 55.
d) 59.
e) 65.
RESOLUÇÃO:
Pelo gráfico temos que 52% da população pesquisada é formada
por mulheres com 18 anos ou mais. 04178253905

Da tabela, temos que o número de pessoas com 18 anos ou mais é


dado por 23.900.000 + 90.000.000 + 20.600.000 = 134.500.000 =
134,5 milhões.
Logo, o número de mulheres com 18 anos ou mais era 52% x 134,5
= 69,94 milhões, que é aproximadamente 70 milhões.
RESPOSTA: A

21. ENEM – 2016) Um vendedor de assinaturas de TV a cabo teve, nos


7 primeiros meses do ano, uma média mensal de 84 assinaturas
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vendidas. Devido a uma reestruturação da empresa, foi exigido que todos


os vendedores tivessem, ao final do ano uma média mensal de 99
assinaturas vendidas. Diante disso, o vendedor se viu forçado a aumentar
sua média mensal de vendas nos 5 meses restantes do ano. Qual deverá
ser a média mensal de vendas do vendedor, nos próximos 5 meses, para
que ele possa cumprir a exigência da sua empresa?
A) 91
B) 105
C) 114
D) 118
E) 120
RESOLUÇÃO:
Durante os 7 primeiros meses a média mensal foi de 84 assinaturas
vendidas. Durante os 5 últimos meses a média deverá ser Y, de forma
que a média do ano inteiro seja 99. Assim, temos:

Resposta: E 04178253905

22. ENEM – 2016) Uma pessoa está disputando um processo de seleção


para uma vaga de emprego em um escritório. Em uma das etapas desse
processo, ela tem de digitar oito textos. A quantidade de erros dessa
pessoa, em cada um dos textos digitados, é dada na tabela.

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Nessa etapa do processo de seleção, os candidatos serão avaliados pelo


valor da mediana do número de erros. A mediana dos números de erros
cometidos por essa pessoa é igual a
A) 2,0.
B) 2,5.
C) 3,0.
D) 3,5.
E) 4,0.
RESOLUÇÃO:
Colocando os dados em ordem, temos:
0, 2, 2, 2, 3, 4, 5, 6

Como temos um número par de observações, não existe um


observação que corresponda à metade dos dados. A metade nesse caso
04178253905

está entre a 4ª e a 5ª observações. Assim, a mediana é obtida pela média


entre essas observações, que é dada por (2 + 3)/2 = 2,5.
Resposta: B

23. ENEM – 2016) O gráfico mostra a média de produção diária de


petróleo no Brasil, em milhão de barris, no período de 2004 a 2010.

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Estimativas feitas naquela época indicavam que a média de produção


diária de petróleo no Brasil, em 2012, seria 10% superior à média dos
três últimos anos apresentados no gráfico.
Disponível em: http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 2 ago. 2012.
Se essas estimativas tivessem sido confirmadas, a média de produção
diária de petróleo no Brasil, em milhão de barris, em 2012, teria sido
igual a
A) 1,940.
B) 2,134.
C) 2,167.
D) 2,420.
E) 6,402.
RESOLUÇÃO:
A média dos três últimos anos apresentados no gráfico é dada pela
04178253905

soma dos valores correspondentes a cada um dos anos, dividido pelo


número de observações (ou dados), que nesse caso é três. Assim:
Média = (1,85 + 1,97 + 2)/3
Média = 1,94 milhões de barris

Para obter um valor 10% superior à média anteriormente calculada,


basta calcular 10% dessa média e somar a ela mesma. Assim, a produção
de 2012 teria sido igual a:
Produção_2012 = Média + 10%Média

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Produção_2012 = 1,94 + 10% . 1,94


Produção_2012 = 1,94 + 0,194
Produção_2012 = 2,134 milhões de barris
Resposta: B

24. ENEM – 2016) O procedimento de perda rápida de “peso” é comum


entre os atletas dos esportes de combate. Para participar de um torneio,
quatro atletas da categoria até 66 kg, Peso-Pena, foram submetidos a
dietas balanceadas e atividades físicas. Realizaram três “pesagens” antes
do início do torneio. Pelo regulamento do torneio, a primeira luta deverá
ocorrer entre o atleta mais regular e o menos regular quanto aos “pesos”.
As informações com base nas pesagens dos atletas estão no quadro.

Após as três “pesagens”, os organizadores do torneio informaram aos


atletas quais deles se enfrentariam na primeira luta.
A primeira luta foi entre os atletas 04178253905

A) I e III.
B) I e IV.
C) II e III.
D) II e IV.
E) III e IV.
RESOLUÇÃO:
O atleta mais regular é aquele cujos pesos apresentaram menor
desvio padrão (III). Já o atleta menos regular é aquele cujos pesos

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apresentaram maior desvio padrão (II). Portanto, a primeira luta foi entre
os atletas II e III.
Resposta: C

Fim de aula!!! Até o próximo encontro.


Abraço,
Prof. Arthur Lima
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3. QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA

1. ENEM - 2009) A tabela mostra alguns dados da emissão de dióxido de


carbono de uma fábrica, em função do número de toneladas produzidas.

Os dados na tabela indicam que a taxa média de variação entre a emissão


de dióxido de carbono (em ppm) e a produção (em toneladas) é
04178253905

A) inferior a 0,18.
B) superior a 0,18 e inferior a 0,50.
C) superior a 0,50 e inferior a 1,50.
D) superior a 1,50 e inferior a 2,80.
E) superior a 2,80.

2. ENEM - 2014) A taxa de fecundidade é um indicador que expressa a


condição reprodutiva média das mulheres de uma região, e é importante
para uma análise da dinâmica demográfica dessa região. A tabela

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apresenta os dados obtidos pelos Censos de 2000 e 2010, feitos pelo


IBGE, com relação à taxa de fecundidade no Brasil.

Disponível em: www.saladeimprensa.ibge.gov.br. Acesso em: 31 de jul.


2013.
Suponha que a variação percentual relativa na taxa de fecundidade no
período de 2000 a 2010 se repita no período de 2010 a 2020.
Nesse caso, em 2020 a taxa de fecundidade no Brasil estará mais
próxima de:
A) 1,14.
B) 1,42.
C) 1,52.
D) 1,70.
E) 1,80.

3. ENEM - 2013) Uma fábrica de parafusos possui duas máquinas, I e II,


para a produção de certo tipo de parafuso. Em setembro, a máquina I
54
produziu do total de parafusos produzidos pela fábrica. Dos parafusos
100
25 38
produzidos por essa máquina, eram defeituosos. Por sua vez,
04178253905

1000 1000
dos parafusos produzidos no mesmo mês pela máquina II eram
defeituosos. O desempenho conjunto das duas máquinas é classificado
conforme o quadro, em que P indica a probabilidade de um parafuso
escolhido ao acaso ser defeituoso.

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O desempenho conjunto dessas máquinas, em setembro, pode ser


classificado como
A) excelente.
B) bom.
C) regular.
D) ruim.
E) péssimo.

4. FGV – VESTIBULAR – 2015) Para 1 < x < y < x+y, seja S = {1, x,
y, x + y}. A diferença entre a média e a mediana dos elementos de S,
nessa ordem, é igual a
a) 1/2
b) 1/4

c)
04178253905

d)

e)

5. FGV – VESTIBULAR – 2015) Considere o conjunto dos 51 primeiros


múltiplos positivos de 3. Seja µ sua média e M sua mediana.
Podemos afirmar que
a) µ = 75
b) M = 77

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c) µ = M
d) |µ - M| = 0,5

e)

6. UFPR – VESTIBULAR – 2015) Em um grupo de 6 pessoas, a média


das idades é 17 anos, a mediana é 16,5 anos e a moda é 16 anos. Se
uma pessoa de 24 anos se juntar ao grupo, a média e a mediana das
idades do grupo passarão a ser, respectivamente:
a) 17 anos e 17 anos.
b) 18 anos e 17 anos.
c) 18 anos e 16,5 anos
d) 20,5 anos e 16,5 anos.
e) 20,5 anos e 20,25 anos.

7. FGV – VESTIBULAR – 2015) Em uma prova de História, 20% dos


alunos tiraram 5,0, 45% tiraram 6,0, 20% tiraram 7,5 e os demais
tiraram 10,0.
A diferença entre a média e a mediana das notas dos alunos nessa prova
foi
a) 0,5.
b) 0,1.
c) 0,7. 04178253905

d) 0,0.
e) 0,3.

8. FATEC – VESTIBULAR – 2015 – adaptada) Considere as seguintes


defInições em Estatística:
Sejam x1 ≤ x2 ≤ x3 ≤ ... ≤ xn os valores ordenados de um grupo de n
dados.

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Mediana é a medida que consiste no valor que se encontra no centro


desse grupo de dados. Se n é ímpar, a mediana é o elemento central
desse grupo ordenado.
Moda é a medida que consiste no valor observado com maior frequência
em um grupo de dados, isto é, o valor que aparece mais vezes.
As idades, em anos, de um grupo de sete pessoas são:

16, 8, 13, 8, 10, 8, m

Sabendo que m é maior que 12 e que a moda, a mediana e a média


aritmética das idades desse grupo de pessoas, nessa ordem, são três
termos consecutivos de uma progressão aritmética, então o valor de m é
a) 17
b) 19.
c) 21.
d) 23.
e) 25.

9. UNB – CESPE – 2013)

04178253905

O gráfico acima mostra a quantidade de internações de usuários de


drogas com até 19 anos de idade, no Brasil, no período de 2001 a 2007.
O número médio de internações no período, indicado pela linha em
negrito, foi igual a 6.167.
A mediana da série de valores apresentados no gráfico é inferior à média.

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10. USP – FUVEST – 2014) Examine o gráfico

Com base nos dados do gráfico, pode-se afirmar corretamente que a


idade
a) mediana das mães das crianças nascidas em 2009 foi maior que 27
anos.
b) mediana das mães das crianças nascidas em 2009 foi menor que 23
anos.
c) mediana das mães das crianças nascidas em 1999 foi maior que 25
anos.
d) média das mães das crianças nascidas em 2004 foi maior que 22 anos.
e) média das mães das crianças nascidas em 1999 foi menor que 21
anos. 04178253905

11. USP – FUVEST – 2013) Cada uma das cinco listas dadas é a relação
de notas obtidas por seis alunos de uma turma em uma certa prova.
Assinale a única lista na qual a média das notas é maior do que a
mediana.
a) 5,5,7,8,9,10
b) 4, 5,6, 7,8,8
c) 4, 5,6, 7,8,9
d) 5, 5,5, 7,7,9

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e) 5,5,10,10,10,10

12. CEDERJ – CECIERJ – 2016) A tabela abaixo exibe as notas em


quatro provas P1 , P2 ,P3 e P4 , de quatro alunos denominados por X, Y,
Z e W.

A menor mediana das quatro provas é a do aluno


a) X
b) Y
c) Z
d) W

13. USP – FUVEST – 2015) Em uma classe com 14 alunos, 8 são


mulheres e 6 são homens. A média das notas das mulheres no final do
semestre ficou 1 ponto acima da média da classe. A soma das notas dos
homens foi metade da soma das notas das mulheres. Então, a média das
notas dos homens ficou mais próxima de
04178253905

a) 4,3
b) 4,5
c) 4,7
d) 4,9
e) 5,1

14. USP – FUVEST – 2015) Um veículo viaja entre dois povoados da


Serra da Mantiqueira, percorrendo a primeira terça parte do trajeto à

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velocidade média de 60 km/h, a terça parte seguinte a 40 km/h e o


restante do percurso a 20 km/h. O valor que melhor aproxima a
velocidade média do veículo nessa viagem, em km/h , é
a) 32,5
b) 35
c) 37,5
d) 40
e) 42,5

15. FGV – VESTIBULAR – 2015) Três números formam uma


progressão geométrica. A média aritmética dos dois primeiros é 6, e a do
segundo com o terceiro é 18. Sendo assim, a soma dos termos dessa
progressão é igual a
a) 18.
b) 36.
c) 39.
d) 42.
e) 48.

16. FGV – VESTIBULAR – 2015) O domínio da função real definida por

é {x IR / m ≤ x ≤ n}. Em tal condição, a média aritmética


simples entre o menor valor possível para m e o maior valor possível para
04178253905

n é igual a
a) 5,8.
b) 5,5.
c) 5,0.
d) –4,6.
e) –4,8.

17. FGV – VESTIBULAR – 2015) Um professor de matemática aplica


três provas em seu curso (P1 , P2 , P3 ), cada uma valendo de 0 a 10

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pontos. A nota final do aluno é a média aritmética ponderada das três


provas, sendo que o peso da prova Pn é igual a n2 . Para ser aprovado na
matéria, o aluno tem que ter nota final maior ou igual a 5,4. De acordo
com esse critério, um aluno será aprovado nessa disciplina,
independentemente das notas tiradas nas duas primeiras provas, se tirar
na P3, no mínimo, nota
a) 7,6.
b) 7,9.
c) 8,2.
d) 8,4.
e) 8,6.

18. UFG – VESTIBULAR – 2014) As médias aritmética e geométrica de


dois números inteiros positivos x e y são definidas por x+y/2 e √x' y ,
respectivamente. Sabendo-se que a área de um retângulo mede 144 u.a.
e que as médias aritmética e geométrica das medidas dos comprimentos
de seus lados são iguais, os lados do retângulo medem
a) 12 e 8
b) 12 e 12
c) 12 e 18
d) 16 e 9
e) 18 e 8
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19. UEG – VESTIBULAR – 2014) Duas turmas, A e B, responderam a


uma prova de matemática. A média das notas da turma A foi de 6,2
enquanto a da turma B foi de 7,0. A média das notas das duas turmas
juntas foi de 6,4. Sabendo que as duas turmas possuem juntas 100
alunos, a turma A, então, é composta de
a) 25 alunos.
b) 50 alunos.
c) 60 alunos.

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d) 75 alunos.

20. UNESP – VUNESP – 2014) Considere os dados aproximados,


obtidos em 2010, do Censo realizado pelo IBGE.

A partir das informações, é correto afirmar que o número aproximado de


mulheres com 18 anos ou mais, em milhões,era
a) 70.
b) 52.
c) 55.
d) 59. 04178253905

e) 65.

21. ENEM – 2016) Um vendedor de assinaturas de TV a cabo teve, nos


7 primeiros meses do ano, uma média mensal de 84 assinaturas
vendidas. Devido a uma reestruturação da empresa, foi exigido que todos
os vendedores tivessem, ao final do ano uma média mensal de 99
assinaturas vendidas. Diante disso, o vendedor se viu forçado a aumentar
sua média mensal de vendas nos 5 meses restantes do ano. Qual deverá

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ser a média mensal de vendas do vendedor, nos próximos 5 meses, para


que ele possa cumprir a exigência da sua empresa?
A) 91
B) 105
C) 114
D) 118
E) 120

22. ENEM – 2016) Uma pessoa está disputando um processo de seleção


para uma vaga de emprego em um escritório. Em uma das etapas desse
processo, ela tem de digitar oito textos. A quantidade de erros dessa
pessoa, em cada um dos textos digitados, é dada na tabela.

Nessa etapa do processo de seleção, os candidatos serão avaliados pelo


valor da mediana do número de erros. A mediana dos números de erros
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cometidos por essa pessoa é igual a


A) 2,0.
B) 2,5.
C) 3,0.
D) 3,5.
E) 4,0.

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23. ENEM – 2016) O gráfico mostra a média de produção diária de


petróleo no Brasil, em milhão de barris, no período de 2004 a 2010.

Estimativas feitas naquela época indicavam que a média de produção


diária de petróleo no Brasil, em 2012, seria 10% superior à média dos
três últimos anos apresentados no gráfico.
Disponível em: http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 2 ago. 2012.
Se essas estimativas tivessem sido confirmadas, a média de produção
diária de petróleo no Brasil, em milhão de barris, em 2012, teria sido
igual a
A) 1,940.
B) 2,134.
C) 2,167.
D) 2,420.
E) 6,402.
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24. ENEM – 2016) O procedimento de perda rápida de “peso” é comum


entre os atletas dos esportes de combate. Para participar de um torneio,
quatro atletas da categoria até 66 kg, Peso-Pena, foram submetidos a
dietas balanceadas e atividades físicas. Realizaram três “pesagens” antes
do início do torneio. Pelo regulamento do torneio, a primeira luta deverá
ocorrer entre o atleta mais regular e o menos regular quanto aos “pesos”.
As informações com base nas pesagens dos atletas estão no quadro.

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Após as três “pesagens”, os organizadores do torneio informaram aos


atletas quais deles se enfrentariam na primeira luta.
A primeira luta foi entre os atletas
A) I e III.
B) I e IV.
C) II e III.
D) II e IV.
E) III e IV.

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22 B 23 B 24 C

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