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com/doc/38478951/CABINE-PRIMARIA-ELETROPAULO

Subestações primárias convencionais
Este fascículo compõe os regulamentos gerais, que têm por objetivo estabelecer as condições mínimas exigidas pela ELETROPAULO Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A., para o fornecimento de energia elétrica em tensão primária de distribuição, através de rede aérea e subterrânea às instalações consumidoras localizadas em sua área de concessão, quanto à maneira de obterem ligação e dar subsídios técnicos necessários para a elaboração do projeto e execução de entradas consumidoras, sempre em obediência às normas da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, bem como à legislação em vigor. Quaisquer sugestões e comentários pertinentes à presente regulamentação serão bem recebidos pela ELETROPAULO. As correspondências deverão ser entregues em qualquer um dos setores de atendimento.

Objetivo
Este Fascículo se destina a orientar os interessados quanto às características das subestações primárias convencionais, quanto à localização, construção, montagem, aplicação dos materiais e equipamentos padronizados e demais detalhes a serem observados para possibilitar o fornecimento de energia elétrica. Devem ser dotadas de subestações primárias convencionais as entradas consumidoras que, dentro dos limites de fornecimento estabelecidos no item 6 do Fascículo das CONDIÇÕES GERAIS PARA FORNECIMENTO, necessitem ser atendidas sem restrição quanto à quantidade e/ou potência dos transformadores a serem utilizados nas instalações As entradas consumidoras com subestações primárias convencionais caracterizam- se pela obrigatoriedade de possuírem medição no lado da média tensão e proteção geral através de um disjuntor com desligamento automático e acionamento por relés.

Nota1: Eventualmente, em função da quantidade e potência dos transformadores previstos na instalação, haverá necessidade de um estudo específico para o atendimento, considerando a disponibilidade técnica do sistema. Nota2: O atendimento de entrada consumidora, na qual seja suficiente a utilização de apenas um único transformador trifásico com potência de no máximo 300kVA, pode ser feito através de subestação primária simplificada, conforme Fascículo das SUBESTAÇÕES PRIMÁRIAS SIMPLIFICADAS.

1. Construção civil
1.1. Localização a) A subestação primária deve ser construída junto ao limite da propriedade com a via pública, em local de fácil acesso e o mais próximo possível da entrada principal. É admitido recuo apenas por exigência dos poderes públicos e, neste caso, a construção deve ser feita até, no máximo, o alinhamento da primeira edificação, sendo que a área compreendida entre a via pública e a subestação não poderá ser utilizada para qualquer tipo de construção ou depósito de qualquer espécie, sendo que, nestes casos, o ramal de entrada deve ser obrigatoriamente subterrâneo;

Nota1: As instalações abaixo do nível do solo devem atender o disposto no item 9. excepcionalmente e mediante justificativa à ELETROPAULO. a subestação primária pode ser construída: ‡ Em locais situados no interior de outras edificações ou a elas agregados.Subestações primárias convencionais b) Atendendo ao prescrito no item ³a´ anterior.3 ± Subestações Subterrâneas da NBR-14039. em pavimento imediatamente acima ou abaixo do pavimento do acesso principal da edificação. em qualquer caso. porém. ‡ Em locais isolados de outras edificações. Nota2: Subestações primárias instaladas em locais sujeitos a inundações devem . a subestação deve ser construída no nível do solo ou.2.

Nota4: Às instalações construídas no pavimento imediatamente acima ou abaixo do nível do solo ou afastadas do alinhamento do imóvel com a via pública e na ocorrência de defeitos nos condutores do ramal de entrada.2. 25 metros de percurso de condutor. deve ser previsto um corredor sobre todo o percurso do eletroduto de entrada. subterrâneo e o ponto de entrega situar-se-á na conexão deste ramal com a rede aérea (ligação das muflas). desde que as condições técnicas e de segurança assim o permitir. instalado como primeiro equipamento da entrada. o ramal de entrada deve ser. Na utilização desta alternativa. pode ser admitida construção recuada. quando permitido. As paredes devem ser de alvenaria . 1. Nesses casos. em caráter excepcional. no máximo. Sendo que o recuo.atender ao exposto na nota anterior e possuírem equipamento de manobra com isolamento integral em SF 6. será de. Conforme Art 9º parágrafo II da Resolução 456. Características Qualquer que seja o local de sua instalação (ver item ´1. necessariamente. e sendo previsto no sistema de desligamento atuado pela elevação no nível de água até um patamar seguro de operação dos equipamentos da subestação. Na área compreendida entre a via pública e a subestação primária. a ser projetado e construído segundo orientação da ELETROPAULO.500mm de largura de área não edificante. é sugerida a instalação de duto reserva para o ramal de entrada. Nota3: A critério da ELETROPAULO. a ELETROPAULO poderá prestar atendimento provisório de emergência.1. contados a partir do ponto de entrega até chave seccionadora de entrada instalada no cubículo de medição. com 2. mediante apresentação antecipada de justificativas. exceto para os casos prescritos no item ´bµ acima.bµ acima). onde esta área não pode ser utilizada para depósito de qualquer espécie. a subestação primária deve ser inteiramente construída com materiais incombustíveis.

Nos desenhos 11 e 12. em função do projeto. fora das áreas dos cubículos de segurança. Nota: Para instalação de equipamentos e dispositivos de baixa tensão neste compartimento (inclusive quadros de distribuição). no caso de dois ou mais).e o teto deve ser de laje de concreto. obrigatoriamente. devem ser construídos cubículos de segurança. cubículos para disjuntores auxiliares e suas respectivas chaves seccionadoras. podem ser previstos outros cubículos: para o transformador auxiliar e seu dispositivo fusível de média tensão (este cubículo deve ficar situado física e eletricamente entre o recinto de medição e o do disjuntor geral). e cubículos para os transformadores de serviço (e suas respectivas chaves seccionadoras e fusíveis HH. deve ser construído um cubículo para alojar o disjuntor geral. Obrigatoriamente. Dependendo do projeto elétrico da entrada consumidora. devendo ser construído um cubículo para cada dispositivo mencionado acima. podem ser vistos o recinto de medição e o outro compartimento contendo dois cubículos. de acordo com as prescrições da NBR-14039. situados. os transformadores de potencial e de corrente da proteção. delimitados entre si por muros de alvenaria e providos. b) No outro compartimento. A subestação deve ser constituída de dois compartimentos contíguos e delimitados por divisão até o teto. observando-se o seguinte: a) O primeiro compartimento (recinto de medição) destina-se a receber o ramal de entrada. que ilustram as condições mínimas a serem observadas quando da construção das subestações primárias. na parte frontal. de grades de proteção (anteparos): esses cubículos destinam-se exclusivamente à instalação de equipamentos e dispositivos de média tensão. no caso mais geral. . sua chave seccionadora e. devem ser previstos locais apropriados. ambos com acabamentos apropriados. a instalação da chave seccionadora de entrada e a instalação dos transformadores de potencial e de corrente da medição.

nas montagens eletromecânicas.500mm.4.3. deve permitir a adequada instalação dos equipamentos.000mm em relação ao solo. bem como para livre circulação dos operadores e execução de manobras. conforme indicações (sugestões) nos desenhos 11 e 12.200mm e a área para operação de manobras largura mínima de 1. A porta de entrada da subestação primária deve ser de chapa metálica. em entradas aéreas. no mínimo. e os símbolos indicativos desse perigo. pé-direito. Portas de Acesso Devem ter sentido de abertura para fora. os afastamentos mínimos entre as partes energizadas de todos os equipamentos. Nota1: A altura do muro de alvenaria que delimita cubículos deve ser de 2.8kV 3. . e ter afixado uma placa contendo a inscrição: ´PERIGO DE MORTE ² ALTA TENSÃOµ. A altura livre interna. as dimensões da construção devem permitir que sejam observados. 1.000mm. o pé-direito não pode ser inferior aos seguintes valores: ‡ Até 13. Dimensões As áreas dos compartimentos devem ser suficientes para a instalação dos equipamentos e sua eventual remoção. provida de trinco e cadeado. possuir dimensões suficientes para entrada e saída de qualquer equipamento (mínimas de 800 x 2.500mm ‡ 23kV 4.1. Nota2: De modo geral.100mm) e devem ser adequadamente dispostas. devidamente aterrada. deve ser suficiente para que os dispositivos de fixação do ramal de ligação sejam instalados de modo que os condutores obedeçam ao afastamento mínimo de 5. Em função da tensão nominal. A área para circulação de operadores deve ter largura mínima de 1. tendo em vista suas alturas e as distâncias mínimas a serem observadas.000mm A altura externa. bem como os afastamentos mínimos relativos aos condutores. Vide tabelas 1 e 3 (itens 5 e 6).

ser de tela metálica de resistência adequada. com trincos e batentes. ou alumínio. malha máxima 13mm. deve possuir dobradiças internas e invioláveis. . Nota: Quando instalada em paredes que façam divisa com recintos internos de outras edificações ou de grande circulação de pessoas. Estas janelas devem ser providas de venezianas fixas. ser utilizada somente para movimentação do equipamento. a base destas janelas deve distar 200mm do piso interno e o mínimo de 300mm do piso externo. a menos que nas subestações sejam utilizados unicamente transformadores secos. 1.6. 11 e 12. dois dispositivos para selagem e trinco com cadeado. em relação ao piso. A porta de acesso ao recinto de medição deve ter sentido de abertura para fora. devem ter dimensões mínimas de 500 x 400mm.800mm e. altura mínima de 1. possuir trincos do lado interno. a porta de entrada deve ser do tipo corta-fogo (mínimo P90). estar devidamente aterrada. ter afixado uma placa contendo a inscrição: ´PERIGO DE MORTE ² ALTA TENSÃOµ e os símbolos indicativos desse perigo. esta deve ser de chapa metálica. distância máxima de 300mm. sua parte inferior. os cubículos devem ser providos. 5. As grades devem ter. conforme indicações nos desenhos 11 e 12. de acordo com a finalidade a que se destinam. removíveis e articuláveis a 90° . de grades de tela metálica. ângulo de 60° ). destinadas à ventilação natural permanente. em sua parte frontal. cujas lâminas devem ser de chapas de aço. Vide desenhos 6. As janelas inferiores (´aberturasµ). disjuntores a vácuo ou em SF 6. malha máxima de 25mm e resistência adequada. Janelas para Ventilação e Iluminação Devem atender às condições mínimas indicadas a seguir e ser adequadamente dispostas. Grade de Proteção dos Cubículos Para impedir o livre aceso às instalações de média tensão. dobradas em forma de chicana (V invertido. Vide indicações (sugestões) nos desenhos 11 e 12. 1.Caso seja prevista a instalação de porta de acesso aos equipamentos.

200mm do teto e a sua base. A janela destinada somente à iluminação natural. Esta janela deve ser provida de vidraças fixas. no máximo. telefone. Todas as janelas devem ser protegidas externamente por grades de tela metálica com malha máxima de 13mm e resistência adequada. alimentada pelo transformador de serviço. destinadas à ventilação natural permanente e à iluminação. deve ser instalado. e iluminação de segurança. com autonomia mínima de 2 horas. no máximo. devem ter área mínima de 1.7. exclusiva para acesso .00m2. o topo desta janela deve distar. Nota2: Na impossibilidade de ser conseguida ventilação natural suficiente. ar condicionado. o mínimo de 2. obedecendo aos níveis de iluminamento fixados pela NBR-5413. etc. esgoto. Disposições Gerais a) Na área ocupada pela subestação primária não deve haver passagem de tubulações de gás. formadas por lâminas de vidro de. Nota1: Qualquer janela não pode ser instalada em parede que faça divisa com recintos internos a edificações e áreas de grande circulação de pessoas. Nota3: Além da iluminação natural. sistema de ventilação forçada conforme prescrições das normas específicas da ABNT. deve ter área mínima de 1. exceto quando forem utilizados transformadores a seco e disjuntores a vácuo ou em SF6. também. instalada no cubículo de medição.As janelas superiores.00m2. b) Caso seja necessária a construção de escada ou rampa. a subestação primária deve ser dotada de iluminação artificial. água. 150mm de altura. com sistema de captação e exaustão comunicando-se ao meio externo à edificação. Esta janela deve ser provida de venezianas fixas. formadas por lâminas de vidro de no máximo 150mm de altura.000mm do piso externo. 1.

e devem ter bom acabamento 2. ou rampa. deve ter inclinação adequada e ser provida de proteção nas laterais. c) As subestações primárias devem ser convenientemente protegidas e impermeabilizadas contra a penetração e infiltração de águas em seu interior. Nota: A escada. nem para o lado da porta de entrada da subestação primária e) As subestações primárias devem ser construídas de acordo com as normas e dispositivos regulamentares da Construção Civil. ou rampa. deve possuir declividade e beiral (pingadouro). essa escada. e deve ser convenientemente impermeabilizada. e aos itens a seguir. devem atender aos requisitos técnicos de estabilidade e segurança. as condições indicadas nos desenhos 7. deve ser fixa e constituída de materiais incombustíveis. da ABNT. conforme desenhos 11 e 12. 11 e 12. quando sujeita à ação das chuvas. que não o nível do solo. também. de acesso não deve ter seu desenvolvimento no interior das subestações primárias. Montagem eletromecânica Deve obedecer ao prescrito na norma NBR-14039. sendo que todos os materiais e equipamentos a serem utilizados devem estar de acordo com as . Nota: A declividade da laje de cobertura deve ser direcionada de modo que as águas pluviais não sejam dirigidas para o lado das buchas de passagem. devendo ser observadas. em entradas aéreas. devendo ser observado que não é permitida a utilização de escadas do tipo caracol ou marinheiro (NBR-9077).às subestações primárias localizadas em outro nível. d) A laje de cobertura.

Buchas de Passagem Para passagem dos condutores através da parede da subestação primária e entre os cubículos de medição e do disjuntor. fornecidos e instalados pela ELETROPAULO.especificações contidas no Fascículo dos MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PADRONIZADOS.1. Para fixação do neutro. com instalação de terminais externos (muflas) em poste da ELETROPAULO.1. devem inicialmente ser observadas as seguintes condições: a) A instalação do eletroduto de ferro galvanizado e do ramal de entrada . pode ser utilizado um isolador tipo roldana para baixa tensão. Estes dispositivos devem ser instalados de modo que os condutores do ramal de ligação obedeçam aos afastamentos mínimos indicados na tabela 3 (item 6).2.1. as quais devem ser instaladas de modo que sejam obedecidos os afastamentos mínimos indicados nos desenho 11. Ramal de Ligação 2. 2. desde o ponto de derivação de sua rede até o primeiro ponto de fixação na propriedade particular (ponto de entrega).3. conforme indicado no desenho 7. devem ser empregadas buchas de passagem tipo externo-interno e interno. 2. devem ser empregados isoladores de suspensão tipo bastão.1. com características especificadas no quadro abaixo. Dispositivos de Fixação Para fixação das fases. Ramal de Entrada Subterrâneo Para fornecimento através de ramal de entrada subterrâneo. 2. Condutores Os condutores do ramal de ligação são dimensionados.2. respectivamente. 12 e 15 2.

e classe 25kV para as regiões atendidas em 23kV. b) O ponto de entrega deve ser considerado nos terminais da mufla externa. principalmente em subestações primárias que. devendo ser observado que não é permitido o emprego de cabos isolados com papel impregnado a óleo. para instalações em regiões atendidas nas tensões de até 13. Os condutores devem ser de cobre e sua seção deve ser determinada em função da demanda final prevista para instalação. cuja conexão com o ramal de entrada deve ser realizada pelo interessado. prévia autorização e orientação a respeito. Cabos Subterrâneos Devem ser próprios para instalação em locais não abrigados sujeitos à umidade. devendo ser o mais curto e retilíneo possível. e deve ser instalado junto ao cabo principal dentro do mesmo eletroduto. seção mínima de 25mm2. exceto por exigências dos poderes públicos. observando-se. c) O ramal de entrada subterrâneo não pode atravessar o leito carroçável da via pública. não ofereçam à ELETROPAULO . Nota2: Cabo Reserva em Poste da ELETROPAULO É recomendável a instalação de cabo subterrâneo de reserva. que a seção mínima permitida é de 25mm2. podem ser monofásicos (singelos) ou trifásicos. assumindo o consumidor o compromisso de removê-los quando solicitado.8kV. 2. d) Em todo o percurso do ramal de entrada não pode ser instalada caixa de passagem. devem ter isolação classe 15kV. ou o passeio de imóveis de terceiros. ainda.3. por questões de ordem técnica ou de segurança. Nota1: Condutor Neutro Deve possuir isolação para 750V na coloração azul clara.1. cobre. Esta instalação somente pode ser efetuada após o interessado ter recebido.subterrâneo no poste da ELETROPAULO é permitida apenas a título precário. para cada caso.

conforme desenho 7. Para instalação de cabo reserva deve ser observado o seguinte: ‡ Quando o ramal de entrada subterrâneo for constituído de cabos subterrâneos singelos. devendo o terminal interno. . caso ocorra algum defeito no ramal de entrada subterrâneo. o cabo reserva deve também ser trifásico.700mm do piso interno e ser sinalizado com placa de advertência contendo a inscrição: ³PERIGO DE MORTE ± CABO ENERGIZADO´ e os símbolos indicativos desse perigo.condições para efetuar a ligação aérea de emergência. ‡ O terminal externo do cabo reserva deve ser conectado à rede distribuidora da ELETROPAULO. ficar desligado da instalação consumidora. Este terminal deve situar-se em altura mínima de 2. na subestação primária. podendo ser instalado no mesmo eletroduto daquele ou em eletroduto separado. mas sempre no mesmo poste da ELETROPAULO. o cabo reserva deve ser também singelo e instalado no mesmo eletroduto dos demais: ‡ Quando o ramal de entrada for constituído de cabo subterrâneo trifásico.

.

As muflas externas devem ser fixadas às cruzetas de ferro por meio de abraçadeiras de ferro galvanizado.3.3. para instalação interna não há restrição quanto ao tipo. Muflas Devem ser utilizadas muflas (terminais) nas duas extremidades do cabo subterrâneo. qualquer que seja o tipo deste.3.2. Eletrodutos Os cabos do ramal de entrada subterrâneo não devem conter emendas e devem ser protegidos por eletrodutos de diâmetro . devem ser à prova de intempéries. para instalação externa. 2. conforme instrução de cada fabricante.e ser sinalizado com placa de advertência contendo a inscrição: ³PERIGO DE MORTE ± CABO ENERGIZADO´ e os símbolos indicativos desse perigo. 2. As muflas trifásicas ou monofásicas.

4. de acordo com a tensão nominal. considerados entre partes vivas e não de centro a centro: a) Até 13. Em poste da ELETROPAULO. sendo que eletrodutos de PVC devem ser envelopados em concreto.8kV 200mm ± entre fases 160mm ± entre fases e terra b)2 3 kV 300mm ± entre fases 200mm ± entre fases e terra Para identificação. b) Na parte enterrada. Vide desenho 7. A profundidade mínima de instalação deve ser de 500mm. devendo sua extremidade superior ficar. construída em torno do poste. garantindo uma espessura mínima de 50mm em torno do eletroduto. deve ser usada a seguinte convenção de cores: Fase A ± Vermelha Fase B ± Branca Fase C ± Marrom Neutro ± Azul clara . no mínimo. firmemente fixados sobre isoladores. Junto ao solo. o eletroduto deve ser protegido por meio de sapata de concreto de 600mm de altura. devendo ainda ser observado o seguinte: a) Na parte exposta.000mm acima do nível do solo e ser vedada com massa apropriada.nominal mínimo de 100mm.4. Barramentos Devem ser de cobre. o eletroduto deve ser de ferro zincado a quente ou PVC. 2. Na montagem dos barramentos. os seguintes afastamentos mínimos. o eletroduto deve ser de ferro zincado a quente. devem ser observados. sua fixação deve ser feita com abraçadeiras de ferro zincadas a quente. em vergalhão ou barra com seção mínima de 70mm2. para proteção mecânica adicional.

5mm2. Nota2: Para a interligação dos transformadores de medição ao medidor. as quais devem ser firmemente fixadas com parafusos. contendo o medidor e seus acessórios. devendo ser observado o seguinte: a) Transformadores de Medição São empregados na medição 3 transformadores de potencial (TP) e 3 de corrente (TC). seção 2.1 do Fascículo dos MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PADRONIZADOS. Proteção na Média Tensão Deve atender às prescrições da NBR-14039. conforme desenhos 11 e 12.5. deve ser instalada de acordo com as indicações mostradas nos desenhos 11 e 12. é fornecido e instalado pela ELETROPAULO. devem ser instalados dois eletrodutos.6. da ABNT. marrom (para as fases) e azul claro (para o neutro). sem emendas.Terra ± Verde ou verde/amarela 2. observando-se a disposição indicada nos desenhos 11 e 12. b) Caixa de Medidor A caixa de medidor. 2. . da ABNT. Medição Os equipamentos de medição (transformadores de potencial. branca. e às determinações estabelecidas nos itens a seguir. de 25mm de diâmetro nominal). especificada no item 5. transformadores de corrente e medidor) são dimensionados e fornecidos pela ELETROPAULO e sua instalação é feita no compartimento selado (recinto de medição) da subestação primária. em cada eletroduto devem ser instalados 4 condutores de cobre. cuja instalação deve ser feita em bases de sustentação (perfilados metálicos para os TC e perfilados metálicos ou alvenaria para os TP). Nota: Proteção das instalações de baixa tensão deve ser feita de acordo com as prescrições da NBR-5410. Nota1: O Painel de medição. rígidos. de aço zincados a quente (um para os TP e outro para os TC. nas cores vermelha.

no local de comando.1. Nota: Caso seja instalado sistema de comando elétrico à distância. para acionamento de disjuntores dotados de mecanismos para esse tipo de operação. mesmo que os circuitos internos de alta tensão sejam protegidos individualmente por disjuntores auxiliares. Vide item 2. convenientemente instalado sobre base de concreto. os quais devem operar o desligamento automático do disjuntor geral quando de ocorrências de curto-circuito. deve ter alimentação derivada do transformador de potencial de proteção ou do transformador auxiliar.2. Relés A proteção geral das instalações deve ser provida de relés.2.6. Disjuntor Geral Deve obrigatoriamente ser instalado disjuntor geral. instalados em entradas consumidoras com potência de transformação instalada maior que 300 kVA.6. Deve . a) Relés de sobre-corrente Devem possuir faixas de ajuste que possibilitem efetuar as graduações necessárias. ‡ Relés Secundários Devem ser de tecnologia digital.9 deste Fascículo. no compartimento contíguo ao recinto de medição. O relé de sobre. sobre-corrente. 2. Deve ser firmemente fixado a suportes rígidos. deve ser observado que a sinalização indicativa para controle do operador. falta de fase e inversão de fase. cujas características estão indicadas no item 4 do Fascículo dos MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PADRONIZADOS. deve ser instalado em cubículo próprio.corrente responsável pela proteção geral da subestação deve possuir as funções de sobre-corrente instantânea e temporizada. para cada fase e neutro (3F+1N). conforme segue: ‡ Relés Primários Não são aceitos relés com princípio de funcionamento com retardo a líquido. conforme discriminado abaixo. máxima tensão. O disjuntor. infratensão.

com respectivo carregador. constituído de bateria. fora da área da subestação primária sendo que. a tensão de carga da bateria chegue ao valor do nível mínimo capaz de fazer atuar a bobina de disparo. Esses relés devem ser alimentados por transformadores de corrente. Sua instalação deverá obedecer a normalização específica. Obs: A utilização de sistema de disparo com retificador e capacitor pode eventualmente ser aceita se o referido sistema for usado exclusivamente para disparo da bobina de abertura do disjuntor e desde que seus dispositivos tenham sido previamente testados. Este sistema deve ser dotado de voltímetro indicador. conforme descrito abaixo. não devem possuir aberturas que possibilitem a entrada dos gases no interior das subestações primárias. . a ELETROPAULO solicitará laudo técnico do ajuste e eventualmente efetuará a lacração dos relés nos valores pré-determinados. Esses compartimentos devem ser construídos. próximo ao cubículo do disjuntor geral. em qualquer situação. específicos para essa finalidade. após ter atingido o nível de alarme. O desligamento do disjuntor geral. bem como de sinalização visual e sonora (alarme). o quald eve operar o desligamento do disjuntor caso. de preferência. exclusiva para esta finalidade ou alimentados por sistema de corrente contínua. Nota: Por ocasião da inspeção da entrada consumidora. deve ser efetuado através de bobina de abertura (bobina de disparo). pela atuação dos relés secundários. que acuse eventuais falhas no sistema. Devem ser instalados em painel localizado no posto primário.possuir circuito de auto checagem e fonte de alimentação própria. bem ventilado e provido de piso resistente a ácidos. com alimentação por sistema de corrente contínua de no mínimo 48V. As baterias devem ser alojadas em compartimento apropriado.

2 deste Fascículo e indicação no detalhe B dos desenhos 11 e 12. Assim. em caso de ocorrências atuadas por estes relés. ser retardada de 4 segundos. Obs: Não é permitida a instalação de relés de religamento automático. a proteção de transformadores monofásicos deve ser feita com a instalação de quatro fusíveis. eventualmente. 2.3. Fusíveis A proteção por meio de fusíveis. Nota1: A operação de abertura pode. Nota1: Caso os transformadores de potencial da proteção sejam monofásicos. da ABNT. no máximo. deve ser instalado um sistema de disparo com retificador e capacitor exclusivo para este fim ou sistema de corrente contínua. 47 (seqüência de fase). tanto do lado da média como no lado da baixa tensão.6. Deve ser observado que os transformadores de potencial da proteção e o transformador auxiliar devem ser protegidos por fusíveis de capacidade compatível com a potência desses transformadores. Nota2: Em caso de atuação do sistema com bobina de abertura. Vide item 2. alimentado pelo transformador de potencial da proteção ou pelo transformador auxiliar ou alimentação externa para. mediante prévia consulta à ELETROPAULO.b) Relé de Supervisão Trifásica Deve ser instalado relé de supervisão trifásica com funções nº 27 (mínima tensão).9. a proteção do lado de média tensão deve empregar dois fusíveis por transformador. . deve ser feita de acordo com as prescrições da norma NBR-14039. operar o desligamento do disjuntor geral. alimentado pelo transformador de potencial da proteção ou transformador auxiliar ou alimentação externa. tanto de circuitos internos como de transformadores e outros componentes das instalações elétricas. 59 (máxima tensão).

2.7. seção mínima de 25mm2.4.8 deste Fascículo. Aterramento O valor da resistência de terra. Nota3: Para instalação de dispositivos fusíveis. devem ser instalados três pára-raios (um por fase) diretamente ligados aos condutores no interior do recinto de medição da subestação primária. devem ser observadas as indicações do item 2. devem ser instaladas em conformidade com os tipos de fabricação desses transformadores. c) A ligação dos pára-raios à malha de aterramento deve ser feita com cabo de cobre. os pára-raios devem ser instalados ajusante à chave seccionadora de entrada. da ABNT. observando-se que no eletrodo (haste) da malha utilizado para essa ligação não devem ser conectados quaisquer outros condutores de aterramento. observando-se que a malha de . com isolação na cor verde para 750V. e o seguinte: a) Em ramal de entrada subterrâneo. 2. tão curto e retilíneo quanto possível e sem emendas ou quaisquer dispositivos que possam causar sua interrupção. específicas para transformadores de potencial utilizados.Nota2: As bases-fusíveis. observando-se o prescrito na NBR-14039.6. ou em eletroduto de PVC. Pára-raios A proteção de componentes das instalações elétricas contra sobretensões transitórias (surtos) deve ser feita com a utilização de páraraios. em qualquer época do ano. b) Em locais de distribuição subterrânea. não deve ser superior a 10 (ohms). logo após o terminal interno do cabo subterrâneo. independente dos demais condutores de aterramento. conforme indicado no desenho 9. cujas características estão indicadas no item 3 do Fascículo ² MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PADRONIZADOS.

Os cabos isolados ou os barramentos devem ser identificados pela cor azul clara. ou no mínimo 50mm2. devem ser utilizados eletrodos revestidos com cobre.000mm para distâncias entre eletrodos de comprimento inferior a este valor. para esse fim. um condutor de cobre com isolação para 750V na coloração azul clara até um terminal de cobre tipo barra. no mínimo. com 15mm de diâmetro e 2. interligados a um condutor de aterramento de mesmo tipo e seção.400mm de comprimento no mínimo. sendo que ambas extremidades dos cabos do ramal de entrada sejam ligadas ao neutro da ELETROPAULO. da ABNT. com seção igual a do condutor de aterramento de maior bitola. não sendo permitido o uso de solda mole. Os condutores de aterramento devem ser tão curtos e retilíneos quanto possível. As conexões entre os condutores de aterramento e sua malha devem ser feitas no interior de caixas de inspeção (vide desenho 5). três eletrodos (hastes) de aterramento. interligados por condutor de cobre nu. O neutro deve ser interligado com a malha de aterramento. Todas as partes metálicas (massas) não destinadas a conduzir corrente devem ser aterradas por meio de condutores de cobre. onde deve ser conectado. empregando-se. Vide desenhos 11 e 12. e às recomendações do fabricante.aterramento deve ser composta de. sem emendas ou quaisquer dispositivos que possam causar sua interrupção. sob a caixa de medidores. seção mínima de 25mm2. obedecendo ao prescrito na norma NBR-14039. Nota1: As blindagens metálicas dos cabos subterrâneos devem ser devidamente aterradas. e deve ser ligado diretamente à malha de aterramento. por meio de conectores apropriados. observado o mínimo de 3. Na malha de aterramento. As distâncias de instalação entre os eletrodos de aterramento devem ser iguais ou maiores que o comprimento dos eletrodos. Este terminal de interligação neutro-terra deve ser instalado fora do recinto de medição. .

deste Fascículo. por meio de punho ou bastão de manobra. As chaves devem ser tripolares e dotadas de dispositivo para comando simultâneo das três fases.Nota2: O aterramento dos pára-raios deve ser feito conforme indicado no item precedente. No quadro a seguir. 2.8. de acordo com a tensão nominal: . 2. são apresentadas as características das chaves a serem utilizadas. Chaves-Fusíveis e Chaves Seccionadoras.4.c.6. Devem dispor de engate seguro que impeça sua abertura acidental.

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