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AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS

D’AGRELA E VALE DO LEÇA


Escola E. B. 2,3 de Agrel@

A - PREPARAR A LEITURA

¾ A OBRA

1. Repara na obra de onde é extraído este texto.

1.1. Procura o referido livro na biblioteca da escola e completa a informação do esquema


seguinte:

Bibliografia
Autor:

Obras : Data de Publicação:

* *
Século: * *
Biografia * *
* *
* Contos * 1902
* *
* *
Nascimento: ________________ * *
_________________________
Aspectos relevantes:
_________________________
Capítulos Págs. livro
_________________________
_________________________
_________________________ CONTOS
_________________________ * *
_________________________ * *
_________________________ * *
_________________________ * *
_________________________ * *
_________________________ * *
_________________________ * *
_________________________ * A AIA *
Morte: ___________________ * *
_________________________ * *
* *
* *

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1.2. Escolhe o conto que te pareça mais sugestivo (com excepção do conto A AIA) e, sem leres o
texto, preenche o quadro que se segue (sê criativo!):

Personagem Principal
Adjuvantes (quem ajuda a
personagem principal?)
Oponentes (quem a
prejudica?)
Espaço (onde se passa a
acção?)

Tempo (quando?)

Acção Central

Subtítulo

1.3. Parece interessante a tua história ...


No teu caderno diário, tenta desenvolvê-la , escrevendo um texto de pelo menos uma
página.

1.4. Apresenta, oralmente, a tua história à turma.

LEITURA RECREATIVA

Em casa, lê o conto de Eça de Queirós que serviu de ponto de partida para o teu próprio “conto”.

¾ O CONTO

2. Atenta, agora, no título do texto que vais estudar.

2.1. Refere um sinónimo do título.________________________________________________


2.2. Quem é identificado pelo título? ______________________________________________
2.3. Que inferências podes fazer a partir do título?___________________________________
________________________________________________________________________

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3. Observa as imagens:

A3

B2

1.

A3

B2

3.1. Ordena-as de forma a criares uma história.


3.2. Conta oralmente a história que criaste.

1. As imagens que ilustram o conto são originais de Pedro Horta, professor de Educação Visual na Escola E.B. 2º e 3º Ciclos de Agrela.

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4. Completa o esquema que se segue, tendo em consideração a narrativa oral que produziste.

CONTEXTO SITUACIONAL

Quem fala? ___________________ A quem fala? _____________________


Onde? _______________________ Quando? ________________________

LOCUTOR (aquele que produz o discurso) INTERLOCUTOR v.s. OUVINTE

______________________________ _________________ ____________

ENUNCIADO

________________

MEIO (canal de transmissão) CÓDIGO

____________________ __________________

B – LER O TEXTO

1. Lê o texto integral em silêncio.

2. Verifica as semelhanças e diferenças existentes com o texto oral que criaste.

O Teu Texto Oral A Aia

* *
Semelhanças * *
* *

* *
Diferenças * *
* *

3. Ordena novamente as imagens, agora de acordo com as sequências do texto.

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CONCLUI

O texto ____________ foi escrito por ____________________, um autor do século ___________.


O título identifica uma __________________ do texto.

Na comunicação verbal temos de considerar o _______________ _______________ em que o


______________, entidade que produz o discurso, se dirige ao ______________________, aquele a
quem se dirige o discurso e que nele __________ parte; o ____________, aquele que ouve o discurso
sem tomar parte nele; e o ____________ que se refere ao _________ de transmissão dos enunciados.

C - CONHECER O TEXTO

C1. Tipologia Textual

1. Verifica a existência no texto de diferentes sequências tipológicas, preenchendo a tabela que a


seguir se apresenta:
Parágrafos Classe de palavras Tempos verbais
dominante

Sequências narrativas

Sequências descritivas

Sequências dialogais /
conversacionais

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CONCLUI

Neste texto predominam as sequências ________________, ou seja, os momentos em que a acção


avança. Em oposição, nas sequências ________________ a acção avança / pára (risca o que não
interessa), para o ______________, entidade que narra a acção, apresentar características das
______________, do tempo e do ____________ em que a ______________ se desenrola.
Este texto insere-se, portanto, no protótipo textual ______________.

APRENDE MAIS

Os textos que actualizam o protótipo textual narrativo caracterizam-se por representar eventos,
temporalmente correlacionados que configuram o desenvolvimento de uma acção global e que se
ligam de forma lógica, orientada para um desenlace. São textos que apresentam as categorias da
narrativa: acção, personagens, narrador, tempo e espaço.

C2. Categorias da Narrativa


C2.1. Acção

1. Delimita a estrutura tripartida da acção, preenchendo o quadro:


Momentos da acção Delimitação Peripécias

Situação Inicial

Conflito

Resolução do Conflito

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2. De acordo com o levantamento das peripécias que fizeste na resposta anterior, escolhe a opção
correcta:
a) há sequências narrativas que se encaixam dentro de outras.
b) as sequências narrativas estão ordenadas cronologicamente.
c) há várias sequências que vão sendo narradas alternadamente.
3. Sabendo que a cada uma das alíneas anteriores corresponde um dos termos que a seguir se
apresenta, faz a respectiva correspondência:
3.1. Encadeamento alínea______
3.2. Alternância ______________
3.3. Encaixe ________________
4. Repara na frase que termina a acção: «E cravou o punhal no coração.»
4.1. Consideras que a resolução do conflito fica em suspenso ou é definitiva? Justifica.
______________________________________________________________________________
4.2. Será então a acção aberta ou fechada? Justifica, novamente.
______________________________________________________________________________

ESCREVE

O desfecho do conto é trágico e inesperado.


No teu caderno diário, rescreve o final do conto, alterando o desfecho da acção.
(máximo 30 linhas)

CONCLUI

A acção do texto apresenta uma estrutura tripartida designada por ______________ ___________,
conflito e _____________ do _____________. Quanto às sequências narrativas, temos a considerar o
encadeamento, quando as sequências estão ordenadas ________________________; o
_______________, quando uma sequência é encaixada dentro de outra; a ___________________,
quando várias sequências vão sendo narradas ______________________.
Ao nível da delimitação da acção, podemos considerá-la _________________ se o desfecho da história
fica em suspenso, ou __________________ se conhecemos o destino das personagens e o desenlace é
definitivo.

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C2.2. Personagens

1. Completa o quadro que se segue:


Personagens Relevo
* *Principal
* *
* *
* *
* *
* *

2. Retira do texto os elementos caracterizadores da personagem principal, relativos aos seguintes


processos de caracterização:
Caracterização directa: _________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
Caracterização indirecta: ________________________________________________________
______________________________________________________________________________

3. Que entidade apresenta a caracterização directa da personagem?


A própria personagem
O narrador / outra personagem
3.1. Que nome dás a esse processo? _____________________________________________

4. Completa, agora, o quadro comparativo que a seguir de apresenta:


Principezinho Escravozinho
* *
Semelhanças * *
* *
* *
Diferenças * *
* *

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5. Caracteriza as restantes personagens secundárias, com a ajuda do quadro que se segue:


Características Físicas Características Psicológicas
*
Rei * *
* *
*
*
Rainha * *
*
*
* *
Tio * *
* *
*

6. Qual é a classe de palavras que predomina na caracterização das personagens?


__________________________________________________________________________________
7. Procura, numa gramática de Língua Portuguesa, a definição dessa classe e regista a
informação.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
8. Repara no excerto:

Ao lado dele, outro menino dormia noutro berço. Mas este era um escravozinho, filho da
bela e robusta escrava que amamentava o príncipe. Ambos tinham nascido na mesma
noite de Verão. O mesmo seio os criara. Quando a rainha, antes de adormecer, vinha
beijar o principezinho, que tinha o cabelo louro e fino, beijava também por amor dele o
escravozinho, que tinha o cabelo negro e crespo. Os olhos de ambos reluziam como
pedras preciosas. Somente, o berço de um era magnífico e de marfim entre brocados – e
o berço de outro, pobre e de verga. A leal escrava, porém, a ambos cercava de carinho
igual, porque, se um era o seu filho – o outro seria o seu rei.

8.1. Sublinha todos os adjectivos que encontrares neste excerto.


8.2. Em que grau se encontram? _________________________________________________
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8.3. Substituiu os adjectivos que sublinhaste por outros que sejam sinónimos.
8.4. Agora faz o mesmo exercício, colocando os adjectivos no grau superlativo absoluto
sintético.
8.5. Relê o excerto, suprimindo todos os adjectivos que sublinhaste.
8.6. O que concluis?____________________________________________________________
8.7. Repara, agora, na posição que o adjectivo ocupa em relação ao nome:
a) pré-nominal (exemplo): ____________________________________________________
b) pós-nominal (exemplo):____________________________________________________
c) altera a posição do adjectivo na expressão «... cabelo louro...». ____________________
d) O que concluis? __________________________________________________________
8.8. Agora centra-te na função sintáctica que o adjectivo desempenha na frase.
a) Qual é a função sintáctica desempenhada pelo adjectivo em «A leal escrava,...»?
_______________________________________________________________________
b) E em «... o berço de um era magnífico...»? ____________________________

CONCLUI

Utiliza as palavras e expressões que se seguem para completar os espaços em branco.


A Aia, singular, género, qualificativos, modificador adjectival, belo, grau, enriquecimento,
abundante, masculino, predicativo do sujeito, dupla adjectivação, plural, qualificam.

Os adjectivos que __________________ os nomes, contribuindo para o _____________________ do


texto, designam-se por adjectivos __________________. Flexionam-se em ________________,
feminino e ___________________, por exemplo: bela / _________; número, _______________ e
_______________, por exemplo: fino / finos; e ______________. Podem desempenhar a função
sintáctica de ______________ _____________ ou de _______________ ____ ________________.
No conto ______________, Eça de Queirós utiliza adjectivação _________________, em especial a
_____________ ________________, contribuindo para a riqueza vocabular do texto.

Completa a tabela da página seguinte com informação relativa à flexão em grau, que estudaste em anos
anteriores:

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GRAUS DOS ADJECTIVOS EXEMPLOS


NORMAL «...cabelo louro e fino,...»

SUPERIORIDADE
COMPARATIVO cabelo tão louro e fino como (quanto)

SINTÉTICO
ABSOLUTO

RELATIVO
INFERIORIDADE

APRENDE MAIS

Os adjectivos qualificativos enunciam as qualidades do nome desempenhando a função


sintáctica de modificador adjectival (ex. Uma noite longa),ou predicativo (do sujeito ou do objecto)
(ex. A noite é longa).
Os adjectivos qualificativos ocorrem à direita e à esquerda do nome. Alguns adjectivos têm uma
posição pós-nominal obrigatória (ex: Ele tinha cabelo louro. - e não - *Ele tinha louro cabelo).

C2.3. Narrador

1. Completa o texto que se segue com informação relativa a esta entidade.


O narrador é a entidade ficcional que __________ a acção. O texto A Aia é narrado na ______
pessoa, portanto o narrador é ______________________, heterodiegético / autodiegético (risca a
opção errada), uma vez que é exterior à ___________. Quanto à focalização, trata-se de um narrador
______________________, pois conhece profundamente as _______________, incluindo a sua maneira
de ser.

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C2.4. Tempo

1. Repara na expressão temporal que inicia o texto «Era uma vez...».


1.1. Que informação te transmite? _______________________________________________
1.2. Em que género discursivo é comum encontrar esta expressão (selecciona a alínea correcta):
e) notícias
f) contos
g) diários
2. Faz, agora, o levantamento das referências temporais que predominam no texto.
3. Que conclusão retiras desse levantamento, quanto à sucessão dos acontecimentos? (selecciona a
opção correcta).

a) as expressões remetem para o tempo vivido pela personagem, de acordo com o seu estado
de espírito.
b) as expressões remetem para a sucessão cronológica dos acontecimentos.
c) as expressões remetem para a época ou momento em que decorre a acção.

4. As alíneas da questão anterior indicam três aspectos distintos do tempo da acção. Faz a
correspondência entre as alíneas e os termos respectivos:
4.1 Tempo histórico ___alínea__________
4.2 Tempo psicológico_________________
4.3 Tempo cronológico_________________
5. Repara nas expressões sublinhadas no seguinte excerto:

Todavia, também ela tremia pelo seu principezinho! Quantas vezes, com ele
pendurado do peito, pensava na sua fragilidade, na sua longa infância, nos anos
lentos que correriam, antes que ele fosse ao menos do tamanho de uma espada, e
naquele tio cruel, de face mais escura que a noite e coração mais escuro que a face,
faminto do trono, e espreitando de cima do seu rochedo entre os alfanges da sua
borda!

a) Indica para que tempo da acção remetem. Justifica a tua resposta.


_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

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6. Observa, atentamente, as modificações que foram introduzidas nas frases que se seguem:
6.1. «Todavia, também ela tremia pelo seu principezinho!»
6.2. Todavia, também ela tremeu pelo seu principezinho!
6.3. Todavia, também ela treme pelo seu principezinho!
7. Em que consistem essas modificações? ___________________________________________
8. Identifica o tempo e o modo verbal utilizado em cada frase.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
9. Faz corresponder as alíneas que se seguem às frases em 6.
a) o tempo verbal exprime factualidade da acção ocorrida no presente. ______________
b) o tempo verbal exprime uma acção totalmente realizada no passado. ______________
c) o tempo verbal exprime continuidade da acção ocorrida no passado. ______________

CONCLUI

A alteração dos _______________ ______________ condiciona a evolução da acção. O


____________ do Indicativo remete para uma _____________ ocorrida no momento. O
______________ _____________ do Indicativo indica ____________________da acção ocorrida no
_______________. O Pretérito Perfeito do _______________ remete para uma acção
________________ _______________ no passado.

10. Repara nas formas verbais que se encontram a negrito, no excerto.


10.1. Substituiu essas formas pelos seguintes tempos verbais do Indicativo:
a) Pretérito perfeito: ________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
b) Presente: ______________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
11. O que concluis dessa alteração?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

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C2.5. Espaço
1. Preenche o esquema que se segue com elementos do texto relativos ao espaço:

ESPAÇO

Características
FÍSICO SOCIAL

«Câmara dos Tesoiros»


Exterior Interior _________
_________
_________
_________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________ _______________
_____________ _____________
_____________ _____________

CONCLUI

Quanto ao relevo as personagens podem desempenhar o papel _________________, secundário ou


________________. Quando a informação sobre a sua caracterização está explícita no texto, o
processo de caracterização é ______________. Se a informação for implícita e tiver de ser deduzida
através do seu _________________ ou atitudes, o processo é _________________.

No que diz respeito ao tempo da acção podemos distinguir __________ aspectos do tempo da acção, a
saber: tempo _____________; tempo ________________ e tempo ___________________. No texto «A
Aia» predomina o tempo__________________, uma vez que os acontecimentos se sucedem numa ordem
____________________.

O ______________ é outra categoria da narrativa. Podemos considerar neste texto o espaço


____________, que se refere ao __________ onde se passa a acção; e o espaço __________, que se
refere ao ___________ ou ambiente onde a acção decorre.

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C3. Figuras

1. Completa o quadro relativo a algumas figuras de discurso retiradas do texto:

Figuras Metáfora Hipérbole Comparação Personificação

Definição

Exemplos

Parágrafos

Significado
da
Expressão

C4. Coesão Textual


C.4.1. Retomas Anafóricas

1. Repara nas frases que se seguem.

A. A escrava amamentava o príncipe.


B. Ela cercava-o de carinho, pois ele seria o seu rei.

a) A frase B retoma elementos da frase A. Concordas com esta afirmação? ___________________


b) Que elementos da frase A são retomados ou repetidos na frase B?___________ e ___________.
c) Indica as palavras que na frase B se referem a elementos da frase A. ______________________
______________________________________________________________________________
d) Indica a classe a que pertencem essas palavras. ______________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
e) Parece-te que o texto apresentado (frases A e B) revela continuidade e progressão? Justifica a
tua resposta. ____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

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2. Atenta agora nos próximos exemplos.

A. O príncipe dormia sossegado.


B. O futuro rei estava ameaçado de morte.

a) Nestas duas frases há elementos que são retomados? _________________________________


b) Indica-os. ______________________________________________________________________
c) Refere a classe de palavras a que pertencem. ________________________________________
_______________________________________________________________________________
d) Fora do contexto do texto que conheces, seria evidente que o grupo nominal {o futuro rei} retoma
o grupo {o príncipe}? _____________________________________________________________
e) Como percebes, então, esta retoma? ________________________________________________
f) Este processo de fazer progredir o texto é idêntico ao apresentado no exercício C4.1? Justifica.
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

APRENDE MAIS

¾ Quando no texto a interpretação de uma expressão depende de uma outra anterior ou


antecedente, temos uma anáfora. O termo que retoma o antecedente designa-se por termo
anafórico.
¾ Se existirem diversos termos anafóricos dependentes do mesmo antecedente temos uma
cadeia de referência.
¾ Se duas ou mais expressões linguísticas identificarem o mesmo referente, ou seja, a mesma
entidade do mundo, sem dependerem uma da outra, falamos de co-referência não anafórica.

CONCLUI

No exercício 1., os nomes __________ e ___________ são retomados na frase B por três ___________
pessoais, um __________________ possessivo e um _____________ comum, formando uma
_____________ de _____________, uma vez que estas formas indicam o mesmo ________________, ou
seja, a mesma entidade do mundo.
No exercício 2., temos uma ____ - ____________ não ___________, uma vez que é através do
conhecimento do ____________ que sabemos da co-referência entre os dois termos.

APLICA OS CONHECIMENTOS

1. Atenta no 3º parágrafo do texto e faz o levantamento das retomas que aí encontrares.

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3. Observa atentamente as frases que se seguem:

a) A escrava era leal ao príncipe. Ela protegeu-o.


b) Durante a batalha o monarca foi ferido mortalmente. O rei deixou o reino desprotegido.
c) A rainha acorreu ao berço do filho. O berço estava adornado com brocados de seda finíssima.
d) A rainha chorou desoladamente. O choro comoveu a leal aia.

3.1. As alíneas anteriores apresentam diferentes tipos de retomas. Observa-as atentamente e


identifica o fenómeno que ocorreu em cada uma delas.

alíneas
3.1.1. O antecedente é repetido.
3.1.2. O antecedente é substituído por um pronome.
3.1.3. O antecedente é convertido em nome.
3.1.4. O antecedente é substituído por um sinónimo.

3.2. Indica, agora, o termo que refere os fenómenos indicados na questão anterior, de acordo com o
exemplo.

3.2.1. Pronominalização
3.1.1
3.2.2. Repetição
3.2.3. Sinonímia
3.2.4. Nominalização

APRENDE MAIS

¾ A Pronominalização, a Repetição, a Sinonímia e a Nominalização são alguns dos tipos de


retomas anafóricas que contribuem para a coesão do texto, conferindo-lhe continuidade e
progressão.

APLICA OS CONHECIMENTOS

Atente novamente no 3º parágrafo do texto e no levantamento que fizeste das retomas anafóricas.
a) Classifica o tipo de retomas que aí encontraste.

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C.4.2. Conectivos ou Articuladores de Discurso

Depois houve um gemido, um corpo tombando molemente, sobre lajes, como um fardo.
Descerrou violentamente a cortina. E além, ao fundo da galeria, avistou homens, um
clarão de lanternas, brilhos de armas... Num relance tudo compreendeu: o palácio
surpreendido, o bastardo cruel vindo roubar, matar o seu príncipe! Então, rapidamente,
sem uma vacilação, uma dúvida, arrebatou o príncipe do seu berço de marfim, atirou-o
para o pobre berço de verga, e, tirando o seu filho do berço servil, entre beijos
desesperados, deitou-o no berço real que cobriu com um brocado.

1. Repara nas palavras e expressões sublinhadas neste excerto.


a) Para que servem?________________________________________________
b) O que exprimem? (completa os espaços em branco com as palavras e expressões sublinhadas no texto)
a) Ligação temporal: _____________ e _______________
b) Ligação espacial: __________________
c) Modo: _________________
d) Adição: ________________
c) Substitui no excerto transcrito as expressões ou palavras sublinhadas por outras de
sentido equivalente.
d) No texto que a seguir se apresenta, completa os espaços em branco utilizando o
conectivo ou articulador que considerares mais adequado.
como pudemos verificar; e; porque; por isso; Ao contrário; Era evidente que

A rainha chorou de desespero ______________ ficava sozinha com o seu bebé.


_____________________ o irmão bastardo do rei tentaria usurpar o poder _______ matar o
legítimo herdeiro do trono. A nobreza estava fragilizada pela perda na batalha,
________________ facilmente sucumbiria a um ataque do bastado e da sua horda.
________________ da rainha, a aia era uma mulher de fortes convicções e,
____________________ , teve um papel fundamental na defesa do pequeno príncipe.

e) Indica o que cada um deles exprime.


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
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APRENDE MAIS

Os conectivos ou articuladores servem para exprimir diferentes ideias ou circunstâncias. Porque ajudam
muito, aqui vai uma pequena lista de conectivos e articuladores que poderás utilizar.

IDEIA A EXPRIMIR CONECTIVOS / ARTICULADORES


ADIÇÃO e, pois, além disso, e ainda ...
CAUSA pois, por causa de , porque, dado que ...
CERTEZA é evidente que, certamente, de certo, naturalmente, evidentemente...
CONSEQUÊNCIA portanto, logo, por tudo isto, de modo que, tanto...que ...
CONCLUSÃO enfim, resumindo, de tal forma que, em conclusão, concluindo ...
CHAMAR A ATENÇÃO notemos bem que, reparemos, veja bem que ...
DÚVIDA talvez, não sei bem, é provavel, possivelmente ...
ENFATIZAR efectivamente, com efeito, como vimos ...
ESCLARECER, EVITAR EQUÍVOCOS não é que, longe de ...
EXEMPLIFICAR, CITAR por exemplo, isto é, aqui se apresenta, como se pode ver em ...
FIM para que, com o intuito de, a fim de ...
HIPÓTESE OU CONDIÇÃO se, por pouco que, a menos que, salvo se, supondo, admitindo ...
LIGAÇÃO ESPACIAL ao lado, sobre, sob, à esquerda, no meio ...
LIGAÇÃO TEMPORAL OU SEQUÊNCIALIZAÇÃO antes, depois, em seguida, até que, quando ...
OPINIÃO PESSOAL quanto a mim, acho, penso que, na minha opinião ...
OPOSIÇÃO, RESTRIÇÃO mas, apesar de, contudo, todavia, porém, no entanto, por outro lado ...
REAFIRMAÇÃO, RESUMO por outras palavras, ou seja, em resumo, na verdade, de facto ...
SEMELHANÇA do mesmo modo, tal como, assim como ...

1.

ESCREVE

Numa gramática de Língua Portuguesa, procura as características do resumo.


Anota-as no teu caderno diário e faz o resumo do conto. Serve-te dos conectivos ou articuladores para
realizares o teu trabalho.

1. In Saber Português, Amélia Pinto Pais, Areal Editores

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C.5. Classificação de Frases Complexas


C.5.1 Subordinação

1. Repara em algumas das possibilidades de ocorrência da palavra que:


Que
Conjunção Conjunção Conjunção Conjunção
subordinativa subordinativa subordinativa subordinativa Pronome relativo
causal final consecutiva completiva

2. Observa atentamente as frases seguintes:


a) «Senhores, aias, homens de armas, seguiam, num respeito tão comovido, que apenas se ouvia
o roçar das sandálias nas lajes.»
b) Salva-o rapidamente, que ele corre perigo.
c) «...deitou-o no berço real que cobriu com um brocado.»
d) A rainha fez-lhe sinal que escolhesse um tesouro.
e) «... um velho de casta nobre lembrou que ela fosse levada ao Tesoiro real...»
3. Sublinha em cada uma das frases as formas verbais dos verbos principais.
4. Como classificas cada uma das frases em relação ao número de formas verbais pertencentes à
classe dos verbos principais. ________________________________________________________

CONCLUI

As frases que apresentam mais do que uma forma ________________ pertencente à classe dos verbos
________________ designam-se por frases _____________________, pois são constituídas por duas ou
mais frases simples.

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A ______________________ é um processo de ligação de frases simples através de uma


_____________________subordinativa, uma locução conjuncional subordinativa, ou de um
_______________ relativo, dando então origem a uma frase complexa.

Na subordinação estabelece-se uma relação de _____________________ entre a frase principal e


aquela que lhe fica subordinada. A frase principal designa-se por frase __________________ e a
dependente por frase _____________________.

5. Divide as frases complexas anteriores, identificando a frase subordinada, de acordo com o


exemplo:
a) ___________________________________________________________________________
b) ... que ele corre perigo.
c) ___________________________________________________________________________
d) ___________________________________________________________________________
e) ___________________________________________________________________________

6. Aponta a relação que cada frase subordinada estabelece com a frase subordinante (insere a alínea
correspondente):

alínea
6.1 exprime o propósito, a intenção da realização da situação descrita na frase
subordinante. ______________
6.2. é introduzida por um pronome relativo associado a um antecedente que
ocorre na frase subordinante. ______________
6.3. exprime a consequência de um facto apresentado na frase subordinante. ______________
6.4. exerce a função de completar a estrutura do núcleo verbal. ______________
6.5. exprime a razão, o motivo do evento descrito na frase subordinante. ______________

7. Completa, agora, o quadro da questão 1 com as frases subordinadas da questão 2.

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APRENDE MAIS

As frases subordinadas são frases encaixadas em outras frases – segundo o tipo de encaixe que se
verifica e o tipo de função sintáctica da subordinada, definem-se três tipos de subordinadas:
substantiva, adjectiva e adverbial.
Tendo por referência o objecto de estudo deste guião (frases subordinadas introduzidas por que),
considera a seguinte informação:
1. As frases subordinadas completivas são substantivas pois desempenham as funções do
nome: sujeito e complemento directo.
2. As frases subordinadas adjectivas desempenham uma função sintáctica própria do
adjectivo, exercem, então, a função sintáctica de modificadores do nome.
3. As frases subordinadas adverbiais exprimem circunstâncias próprias dos advérbios,
desempenhando a função de modificadores frásicos (da frase).
4. As frases subordinadas adverbiais comparativas e consecutivas exercem a função de
complementos frásicos, uma vez que são consideradas construções de graduação.

8. Insere as frases do exercício cinco na tabela que se segue:


Exemplos Função Sintáctica

Frases subordinadas
* *
substantivas

Frases subordinadas
* *
adjectivas
* *
Frases subordinadas
* *
adverbiais
* *

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9. Para concluir a classificação das frases subordinadas, resta acrescentares o nome da palavra que
introduz cada frase à classificação feita na tabela anterior. Segue o exemplo e a ordem das alíneas
no exercício 5.
a) __________________________________________________________________________
b) Frase subordinada adverbial causal
c) ___________________________________________________________________________
d) ___________________________________________________________________________
e) ___________________________________________________________________________

APLICA OS CONHECIMENTOS

1. Considera as frases que a seguir se apresentam:

a) O rei, que partira para a batalha, não regressou.

b) A Aia, leal, amava o príncipe já que ele seria o seu futuro rei.

c) A Aia trocou os bebés para que o príncipe fosse salvo.

d) O bastardo julgou que raptara o príncipe.

e) O tio era um homem de tal maneira cruel que teve coragem de matar a criança.

f) A Aia pertencia a uma raça que acreditava que a vida da terra continuava no céu.

g) A rainha pegou no príncipe que despertara para que fosse visto por todos.

2. Sublinha, a lápis, as formas verbais de cada uma das frases.


3. Sublinha, a tinta, os elementos de ligação entre as frases simples.
4. Preenche o quadro da página seguinte, tendo em conta as aprendizagens que adquiriste sobre
este assunto.

As frases subordinadas adjectivas relativas com antecedente devem ser objecto de análise mais detalhada num outro guião.

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Elementos de ligação Nome das frases Funções sintácticas das


Alíneas Frase subordinante Frases subordinadas
entre as frases subordinadas frases subordinadas
*
a) *que partira para a batalha * *

* *Frase subordinada
b) * *
adverbial causal
*
c) * * *Modificador frásico

*
d) *O bastardo julgou * * *

*
e) * * *

*
* * * Modificador do nome
f) *
* * * Complemento directo

* Pronome relativo
* * *
g) * Locução conjuncional
* * *
subordinativa final

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D – ESCREVER O TEXTO

A Aia, personagem principal do conto, apresenta um comportamento evolutivo ao longo da acção,


surpreendendo-nos por mais de uma vez. No teu caderno diário, faz um comentário às atitudes da Aia,
no decorrer dos acontecimentos.
Depois de concluída esta tarefa, completa o quadro-síntese que se apresenta de seguida. Deves
também considerar os textos que produziste nos momentos anteriores de ESCREVE deste guião.

E – SIMULAR O REAL

Pelos motivos que já conheces, a Aia decide suicidar-se no final da acção. O suicídio é um dos muitos
problemas que afectam os adolescentes dos nossos dias. Poderá, então, o suicídio ser entendido como
um acto de cobardia ou um acto de valentia? E a personagem principal do texto, terá ela sido
corajosa ou cobarde ao optar por esta solução?
O que pensas sobre o assunto e sobre a atitude final da personagem?

Organiza um debate na turma onde manifestes a tua opinião sobre estes aspectos, levantados nas
questões anteriores.

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QUADRO SÍNTESE DAS APRENDIZAGENS REALIZADAS

D - ESCREVER O TEXTO E - SIMULAR O REAL


PROTÓTIPO TEXTUAL DIALOGAL /
NARRATIVO ARGUMENTATIVO NARRATIVO / DESCRITIVO
CONVERSACIONAL

GÉNERO DISCURSIVO RESUMO COMENTÁRIO CONTO DEBATE

TEMPOS VERBAIS
PREDOMINANTES

CONECTIVOS /
ARTICULADORES

RETOMAS ANAFÓRICAS

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(continuação)

IDEIAS-CHAVE ________________________ _________________________ _______________________

EXPRESSÕES OPINATIVAS ________________________ ________________________

FIGURAS DE ESTILO ________________________

FORMAS DE TRATAMENTO ________________________ ________________________ _________________________

NÚMERO DE LINHAS 20 (máximo) 10 (máximo) 30 (máximo) 10 minutos (mínimo)

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A AIA
Eça de Queirós, Contos

Era uma vez um rei, moço e valente, senhor de um reino abundante em cidades e
searas, que partira a batalhar por terras distantes, deixando solitária e triste a sua rainha
e um filhinho, que ainda vivia no seu berço, dentro das suas faixas.

A lua cheia que o vira marchar, levado no seu sonho de conquista e de fama,
começava a minguar, quando um dos seus cavaleiros apareceu, com as armas rotas,
negro do sangue seco e do pó dos caminhos, trazendo a amarga nova de uma batalha
perdida e da morte do rei, trespassado por sete lanças entre a flor da sua nobreza, à
beira de um grande rio.

A rainha chorou magnificamente o rei. Chorou ainda desoladamente o esposo, que


era formoso e alegre. Mas, sobretudo, chorou ansiosamente o pai, que assim deixava o
filhinho desamparado, no meio de tantos inimigos da sua frágil vida e do reino que seria
seu, sem um braço que o defendesse, forte pela força e forte pelo amor.

Desses inimigos o mais temeroso era seu tio, irmão bastardo do rei, homem
depravado e bravio, consumido de cobiças grosseiras, desejando só a realeza por causa
dos seus tesoiros, e que havia anos vivia num castelo sobre os montes, com uma horda
de rebeldes, à maneira de um lobo que, de atalaia no seu fojo, espera a presa. Ai! a
presa agora era aquela criancinha, rei de mama, senhor de tantas províncias, e que
dormia no seu berço com seu guizo de oiro fechado na mão!

Ao lado dele, outro menino dormia noutro berço. Mas este era um escravozinho,
filho da bela e robusta escrava que amamentava o príncipe. Ambos tinham nascido na
mesma noite de Verão. O mesmo seio os criara. Quando a rainha, antes de adormecer,
vinha beijar o principezinho, que tinha o cabelo louro e fino, beijava também por amor
dele o escravozinho, que tinha o cabelo negro e crespo. Os olhos de ambos reluziam
como pedras preciosas. Somente, o berço de um era magnífico e de marfim entre
brocados – e o berço de outro, pobre e de verga. A leal escrava, porém, a ambos cercava
de carinho igual, porque, se um era o seu filho – o outro seria o seu rei.

Nascida naquela casa real, ela tinha a paixão, a religião dos seus senhores.
Nenhum pranto correra mais sentidamente do que o seu pelo rei morto à beira do grande
rio. Pertencia, porém, a uma raça que acredita que a vida da Terra se continua no Céu. O
rei seu amo, decerto, já estaria agora reinando num outro reino, para além das nuvens,
abundante também em searas e cidades. O seu cavalo de batalha, as suas armas, os
seus pajens tinham subido com ele às alturas. Os seus vassalos, que fossem morrendo,
prontamente iriam, nesse reino celeste, retomar em torno dele a sua vassalagem. E ela,
um dia, por seu turno, remontaria num raio de lua a habitar o palácio do seu senhor, e a
fiar de novo o linho das suas túnicas, e a acender de novo a caçoleta dos seus perfumes;
seria no céu como fora na terra, e feliz na sua servidão.

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Todavia, também ela tremia pelo seu principezinho! Quantas vezes, com ele
pendurado do peito, pensava na sua fragilidade, na sua longa infância, nos anos lentos
que correriam, antes que ele fosse ao menos do tamanho de uma espada, e naquele tio
cruel, de face mais escura que a noite e coração mais escuro que a face, faminto do
trono, e espreitando de cima do seu rochedo entre os alfanges da sua borda! Pobre
principezinho da sua alma! Com uma ternura maior o apertava nos braços. Mas se o seu
filho chalrava ao lado, era para ele que os seus braços corriam com um ardor mais feliz.
Esse, na sua indigência, nada tinha a recear da vida. Desgraças, assaltos da sorte má
nunca o poderiam deixar mais despido das glórias e bens do mundo do que já estava ali
no seu berço, sob o pedaço de linho branco que resguardava a sua nudez. A existência,
na verdade, era para ele mais preciosa e digna de ser conservada que a do seu príncipe,
porque nenhum dos duros cuidados com que ela enegrece a alma dos senhores roçaria
sequer a sua alma livre e simples de escravo. E, como se o amasse mais por aquela
humildade ditosa, cobria o seu corpinho gordo de beijos pesados e devoradores – dos
beijos que ela fazia ligeiros sobre as mãos do seu príncipe.

No entanto, um grande temor enchia o palácio, onde agora reinava uma mulher
entre mulheres. O bastardo, o homem de rapina, que errava no cimo das serras, descera
à planície com a sua horda, e já através de casais e aldeias felizes ia deixando um sulco
de matança e ruínas. As portas da cidade tinham sido seguras com cadeias mais fortes.
Nas atalaias ardiam lumes mais altos. Mas à defesa faltava disciplina viril. Uma roca não
governa como uma espada. Toda a nobreza fiel perecera na grande batalha. E a rainha
desventurosa apenas sabia correr a cada instante ao berço do seu filhinho e chorar sobre
ele a sua fraqueza de viúva. Só a ama leal parecia segura – como se os braços em que
estreitava o seu príncipe fossem muralhas de uma cidadela que nenhuma audácia pode
transpor.

Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão, indo ela a adormecer, já despida,
no seu catre, entre os seus dois meninos, adivinhou, mais que sentiu, um curto rumor de
ferro e de briga, longe, à entrada dos vergéis reais. Embrulhada à pressa num pano,
atirando os cabelos para trás, escutou ansiosamente. Na terra areada, entre os
jasmineiros, corriam passos pesados e rudes. Depois houve um gemido, um corpo
tombando molemente, sobre lajes, como um fardo. Descerrou violentamente a cortina. E
além, ao fundo da galeria, avistou homens, um clarão de lanternas, brilhos de armas...
Num relance tudo compreendeu: o palácio surpreendido, o bastardo cruel vindo roubar,
matar o seu príncipe! Então, rapidamente, sem uma vacilação, uma dúvida, arrebatou o
príncipe do seu berço de marfim, atirou-o para o pobre berço de verga, e, tirando o seu
filho do berço servil, entre beijos desesperados, deitou-o no berço real que cobriu com
um brocado.

Bruscamente um homem enorme, de face flamejante, com um manto negro sobre


a cota de malha, surgiu à porta da câmara, entre outros, que erguiam lanternas. Olhou,
correu ao berço de marfim onde os brocados luziam, arrancou a criança como se arranca
uma bolsa de oiro, e, abafando os seus gritos no manto, abalou furiosamente.

O príncipe dormia no seu novo berço. A ama ficara imóvel no silêncio e na treva.

Mas brados de alarme atroaram, de repente, o palácio. Pelas vidraças perpassou o


longo flamejar das tochas. Os pátios ressoavam com o bater das armas. E desgrenhada,
quase nua, a rainha invadiu a câmara, entre as aias, gritando pelo seu filho! Ao avistar o
berço de marfim, com as roupas desmanchadas, vazio, caiu sobre as lajes num choro,
despedaçada. Então, calada, muito lenta, muito pálida, a ama descobriu o pobre berço de
verga... O príncipe lá estava quieto, adormecido, num sonho que o fazia sorrir, lhe
iluminava toda a face entre os seus cabelos de oiro. A mãe caiu sobre o berço, com um
suspiro, como cai um corpo morto.

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E nesse instante um novo clamor abalou a galeria de mármore. Era o capitão das
guardas, a sua gente fiel. Nos seus clamores havia, porém, mais tristeza que triunfo. O
bastardo morrera! Colhido, ao fugir, entre o palácio e a cidadela, esmagado pela forte
legião de archeiros, sucumbira, ele e vinte da sua horda. O seu corpo lá ficara, com
flechas no flanco, numa poça de sangue. Mas, ai! dor sem nome! O corpozinho tenro do
príncipe lá ficara também, envolto num manto, já frio, roxo ainda das mãos ferozes que
o tinham esganado!... Assim tumultuosamente lançavam a nova cruel os homens de
armas, quando a rainha, deslumbrada, com lágrimas entre risos, ergueu nos braços, para
lho mostrar, o príncipe que despertara.

Foi um espanto, uma aclamação. Quem o salvara? Quem?... Lá estava junto do


berço de marfim vazio, muda e hirta, aquela que o salvara! Serva sublimemente leal!
Fora ela que, para conservar a vida ao seu príncipe, mandara à morte o seu filho...
Então, só então, a mãe ditosa, emergindo da sua alegria extática, abraçou
apaixonadamente a mãe dolorosa, e a beijou, e lhe chamou irmã do seu coração... E de
entre aquela multidão que se apertava na galeria veio uma nova, ardente aclamação,
com súplicas de que fosse recompensada magnificamente a serva admirável que salvara
o rei e o reino.

Mas como? Que bolas de oiro podem pagar um filho? Então, um velho de casta
nobre lembrou que ela fosse levada ao Tesoiro real, e escolhesse de entre essas
riquezas, que eram as maiores da Índia, todas as que o seu desejo apetecesse...

A rainha tomou a mão da serva. E sem que a sua face de mármore perdesse a
rigidez, com um andar de morta, como um sonho, ela foi assim conduzida para a Câmara
dos Tesoiros. Senhores, aias, homens de armas, seguiam, num respeito tão comovido,
que apenas se ouvia o roçar das sandálias nas lajes. As espessas portas do Tesoiro
rodaram lentamente. E, quando um servo destrancou as janelas, a luz da madrugada, já
clara e rósea, entrando pelos gradeamentos de ferro, acendeu um maravilhoso e
faiscante incêndio de oiro e pedrarias! Do chão de rocha até às sombrias abóbadas, por
toda a câmara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro, as armas
marchetadas, os montões de diamantes, as pilhas de moedas, os longos fios de pérolas,
todas as riquezas daquele reino, acumuladas por cem réis durante vinte séculos. Um
longo «Ah!», lento e maravilhado, passou por sobre a turba que emudecera. Depois
houve um silêncio, ansioso. E no meio da câmara, envolta na refulgência preciosa, a ama
não se movia... Apenas os seus olhos, brilhantes e secos, se tinham erguido para aquele
céu que, além das grades, se tingia de rosa e de oiro. Era lá, nesse céu fresco de
madrugada, que estava agora o seu menino. Estava lá, e já o Sol se erguia, e era tarde,
e o seu menino chorava decerto, e procurava o seu peito!... Então a ama sorriu e
estendeu a mão. Todos seguiam, sem respirar aquele lento mover da sua mão aberta.
Que jóia maravilhosa, que fio de diamantes, que punhado de rubis ia ela escolher?

A ama estendia a mão – e sobre um escabelo ao lado, entre um molho de armas,


agarrou um punhal. Era um punhal de um velho rei, todo cravejado de esmeraldas, e que
valia uma província.

Agarrara o punhal, e com ele apertado fortemente na mão, apontando para o céu,
onde subiam os primeiros raios do Sol, encarou a rainha, a multidão, e gritou:

– Salvei o meu príncipe – e agora... vou dar de mamar ao meu filho!

E cravou o punhal no coração.

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