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MASTER “DE CONFLITOS E MEDIAÇÃO”

Aluno

DD092-ENFOQUES PSICOLÓGICOS NA
ABORDAGEM DO CONFLITO
Master “Resolução de Conflitos e Mediação”

DD092-Enfoques psicológicos na abordagem do conflito

Caso Prático

1) Sob que perspetiva teórica que é melhor interpretar o conflito Trump–Peña?

R: De acordo com o material de estudo disponibilizado pela funiber, para se fazer uma
análise correta do conflito, temos que ter em conta as pessoas, processo e o
problema:
 As pessoas devem ter presente que cada uma que se apresenta perante um
conflito tem interesses, valores, necessidades e uma forma de perceber o
problema que vai motivar as suas ações.
 O processo é a forma como o conflito se desenvolve e as pessoas resolvem
para o bem e para o mal, tendo presente o modo da tomada de decisões e
como as pessoas se sentem sobre essas mesmas decisões.
 O problema é a raiz do conflito sobre as quais cada parte interveniente toma
uma posição que vai colidir com os interesses, necessidades do outro.

Segundo o Modelo de Pruitt e Rubin a escolha das estratégias perante o conflito


são determinadas pelas circunstancias mais os interesses, Para haver um conflito tem
que haver pelo menos dois intervenientes, no caso em apreço, trata-se de uma
desavença de dois responsáveis que representam as respetivas nações com
diferentes pontos de vista sobre a construção do muro na fronteira dos dois países
(EUA e México), trata-se de um conflito que no meu entender não pode ser analisado
apenas numa perspetiva psicológica. Partindo da análise da teoria dos jogos e da
perspetiva social, os estados EUA e o seu presidente, apenas tem um discurso de
ganhar/perder tenta tirar o maior proveito possível monetariamente e estrategicamente
satisfazendo os seus eleitores anti- emigração, não se importando o que essa sua
posição, pode acarretar ao México. Existe uma interdependência de condições sociais
em que a ação de uns, vai prejudicar outros, promovendo concorrência e não a
cooperação entre os dois países.
Trump tem na abordagem cognitiva ilusões e manifestando-se na sua ilusão de
controle, de superioridade e otimismo irreal. Analisando numa perspetiva psicológica
do campo e o conceito do clima, tem um ponto de vista deveras negativo criando
estereótipos em relação ao povo Mexicano, tal como ficou demostrado na campanha
eleitoral, o que vem dificultar a resolução de forma positiva do conflito. O diferendo

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numa perspetiva das relações humanas no que se observa o presidente dos EUA
Trump tem umas disposições psicológicas básicas que determinam um estilo de
competição

perante presidente do México Peña, não demonstra qualquer abertura ao dialogo, com
uma atitude prepotente e irredutível dando mais importância ao tema em disputa que
propriamente a relação entre os países e mesmo entre os dois presidentes.
Por vez Peña utiliza um estilo evasivo e uma perspetiva do conflito centrada na
estabilidade através do tempo, uma vez que percebe que a posição de Trump perante
a questão do muro a construir na fronteira dos dois países não deixa possibilidades de
um resultado positivo ante o conflito, deixando que o tempo faça pensar Trump e o
acalme. Peña defende aos interesses do seu país, e dos migrantes, referindo no
Twitter que: “Os 50 consulados do México nos Estados Unidos se tornarão
verdadeiros defensores dos direitos dos migrantes”

2) Elabore uma análise do conflito Trump – Peña utilizando referencias Americanas


e Mexicanas.

R: O que esta em causa verdadeiramente no conflito não é os divergentes


pontos de vista sobre a construção do muro na fronteira dos dois países, nem tão
pouco quem realmente vai pagar a sua construção, como é referido nos mais variáveis
meios de comunicação social, o que realmente esta em causa são as vidas humanas
dos migrantes que ilegalmente entram nos Estados Unidos, todos os anos, na procura
do sonho Americano.
Trump de forma irracional, autoritária com as suas exigências na construção do
muro, desponta o conflito, referindo no seu discurso seu discurso que vai erradicar os
imigrantes ilegais por completo no seu país. Existem diferentes formas de solucionar o
problema, as ações ou no caso em apreço o comportamento de do presidente dos
Estados Unidos, tem implicações ou consequências no seu homólogo Mexicano Peña
Nieto que utiliza uma estratégia pragmática e clara, sendo os interesses opostos, uma
vez que a exigência de um (Trump), vai colidir com os interesses de outro (Peña).
Assim ambos os intervenientes avaliam a situação a luz dos seus valores e das
suas crenças, fazendo uma interpretação do que é dito e a influência histórica entre os
dois países, interpretando as mensagens de um lado e de outro de acordo com as
suas referências, tendo cada um uma visão diferente sobre o mesmo assunto, sendo o

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diferendo no fundo prejudicial aos dois, contudo, ambos têm em mente os interesses
dos respetivos países.
Assim, pese embora a comunicação tenha dado um passo de gigante na forma
de interagir entre os estados, penso que não é o Twitter o canal próprio para conduzir

este diferendo, ambos os presidentes deveriam ter escolhido canais diplomáticos


adequados para resolver este conflito, ao invés de utilizar uma rede social, ao utilizar a
rede social Twitter como canal para efetuar fazer chegar a mensagem ao opositor, vai
fazer com que haja uma escalada do conflito. Além do atrás referido, salienta-se que
este diferendo entre os Estados Unidos e o México repercute-se ainda em outros
países, como por exemplo o Canadá. A nível humanitário dá para pensar o desespero
que leva a que milhares de mexicanos, tentam mesmo com todas as adversidades,
entrar nos Estados Unidos sem saber o futuro que lhes é reservado.

3) Quais os elementos do âmbito da psicologia social podes mencionar como


ponto de partida para chegar a uma possível negociação entre o México e os
Estados Unidos sobre a questão da ampliação da fronteira?

R: No âmbito da psicologia social podemos referir que o caso em analise é um


conflito entre duas nações, que pode vir a alterar as congruências entre grupos de
estratégias adotadas pelos estados a nível global, para administrar os seus territórios,
processando informação, num processo que a tomada de decisão que deve visar o
bem comum.
As novas problemáticas, individuais e grupais, que se têm vindo a registar nas
sociedades contemporâneas derivadas da globalização, da mobilidade das
populações e da multiculturalidade, tanto no caso em apreço México e Estados
Unidos, como noutros países e continentes, colocam novas questões às sociedades,
às diferentes instituições e serviços e às políticas do século XXI. Ramos, N (2014). No
mundo globalizado de hoje, apesar de continuarem a existir muitos migrantes que são
objeto de medos, preconceitos, violência e exclusão, e sendo estes indivíduos vítimas
de exploração e tráfico humano, mulheres e homens continuam a deslocar-se dentro
ou para fora dos seus territórios, por motivos económicos, políticos, laborais, de
desigualdades sociais e de género, de guerras ou conflitos étnicos e religiosos.
Ramos, N (2014).
Assim para que esta problemática se resolva ou pelo menos seja minimizada
deve utilizar-se novos caminhos que sejam conceptuais e novas políticas de

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prevenção e intervenção, por parte dos estados, intervindo socialmente. Estas
intervenções devem ser baseadas numa perspetiva global e multidisciplinar centrada
nas pessoas, nas relações sociais e nos processos ambientais, culturais e políticos,
conseguindo gerir a diversidade e promover de forma harmoniosa a saúde física e
psíquica, o bem-estar

psicológico e social dos indivíduos, das famílias e dos grupos, maioritários ou


minoritários, nacionais ou migrantes, promovendo a igualdade de direitos e garantias.
No caso das Nações Americana e Mexicana e dos seus lideres estarem em
conflito sobre a construção do muro na sua fronteira e o seu pagamento, para que se
entendam e deem enfase a comunicação entre os estados, banindo a descriminação,
xenofobia promovendo a integração, sabendo de antemão que o mais importante que
é a “humana”. Deve ser adotada uma estratégia de ganhar/ganhar através de canais
diplomáticos, em que a cooperação seja a linha de conduta que os respetivos estados
e os seus parlamentos criem legislação de forma a controlar estas quezílias e
provocações, dando condições de bem-estar social as respetivas populações,
evitando assim a violência e a desintegração como forma de resolver o diferendo.

4) Descreva os atributos individuais, características situacionais e cite um ou


mais processos cognitivos que é possível identificar nos políticos Trump e
Peña.

R: Os processos cognitivos, analisandos do ponto de vista da teoria prospetiva,


pode se observar que os dois responsáveis políticos Trump e Peña buscam os seus
interesses, procuram o seu próprio bem e esquecem o bem comum, fazendo com que
a resolução e a própria negociação do conflito, se torne muito difícil. Kahneman e
Tversky (1979) no inicio Teoria prospetiva referem que os indivíduos tratam maneira
diferente os ganhos e as perdas, sendo contrários a assumir riscos (aversão ao risco)
no terreno dos ganhos, contudo, procuram tendencialmente o risco no terreno das
perdas.
Trump com os seus traços autoritários e narcisistas entrou, no conflito com
excesso de confiança, como descreveu no Twitter, determinando sem qualquer
negociação que a construção do muro era uma certeza e que quem acarretava com os
custos seria o México, após a negação de Peña, dispôs-se até a enfrentar até o
congresso do seu país. Assim o excesso de confiança é o processo pelo qual uma

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pessoa valoriza mais a hipótese favorável, atribuído demasiadas probabilidades a
essa hipótese, impedindo assim de efetuar um julgamento correto.

Peña estrategicamente comportou-se neste conflito em apreço com uma


postura positiva, no início com um estilo de acomodação com um desejo de harmonia,
contudo, com as provocações de Trump passou para um estilo competitivo, firme e
decisivo, com

uma forte abertura ao dialogo, não se deixando contagiar pela estratégia hostil de
Trump.

Os atributos do presidente dos Estados Unidos Trump, são:

 Autoritário, tenta que todos obedeçam as suas pretensões, que é o que tenta
fazer com a construção e o pagamento do muro na fronteira México / EUA.
 Não tem empatia, demonstra nos seus discursos dificuldade em entender as
minorias.
 Faz declarações sobre os Mexicanos onde revela racismo, demostrando uma
atitude de segregação e exclusão.
 Tem traços de narcisista.
 Adora ser o centro das atenções.
 Revela ideias de grandeza como sendo o centro do mundo.
 Agressivo e intolerante.
 Preconceituoso.
 Tem falta de humildade o que faz com que tenha dificuldade em negociar com
rivais políticos.
 Arrogante lidando com as pessoas com desprezo, julgando-se um ser muito
superior.

Os Atributos do Presidente do México, Pena Nieto, são:

 É um líder carismático.
 Inteligente consegue delegar, sabe até onde pode ir, conhece as regras.
 Tem capacidade de diálogo e humanista, com os jornalistas e especialistas que
opinem sobre áreas que lhe sejam próximas.

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 Sabe planear a sua estratégia de intervenção.
 Pragmático, demostra frieza e é calculista.

Bibliografia

Bernardes, J.e Medrado, B.(2009).”Psicologia Social e Politicas de Existência:


Fronteiras e Conflitos”. 1ª ed, Edições Abrapso. Marceió

Funiber.(2020). “Enfoques Psicológicos na Abordagem do Conflito” - DDO92.


Edição do Autor. Espanha.

Kahneman, D. e Tversky, A. (1979). “Prospect Theory: An Analysis of Decisions


Under Risk”, Volume 47, nº2, marzo. Editora Econometrica.

PANAL. (2020). Plataforma de estudo. Materiais obrigatórios e materiais


recomendados.

Ramos, N. (2014) “Migração, Tráfico de Pessoas e Trabalho Doméstico”. Revista


Pol. Pública, São Luis, V 18, nº 2. Universidade Aberta.

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