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AULA INAUGURAL

Curso de Ética como herança do prof. Comparato.


- Sempre termina com uma ADin
Aula de Filosofia com gancho em solução processual: dimensão ética do
pensamento (por que na Ética moderna e não na antiga?)

Qual diferença de ética moderna e antiga?

Ressaltar a dimensão ética, contemporânea e dos Direitos Humanos.


Ex: Weber - como propor uma dimensão dos Direitos Humanos a partir de Weber?

8.00 - 8.45

- Sem ficar preso no contexto histórico

Husserl como hobbesiano? Pensa o Direito como Hobbes pensa o Direito.

Hobbes - há um simbolismo bíblico - do lado esquerdo há uma espada/do lado


direito há um símbolo da Igreja Católica (do bispo). Duas forças nas mãos. É um rei
composto por milhares de “homenzinhos”.
Espada secular/Espada eclesiástica - não existe poder superior na terra que o dele
(cap. 40- Jó)
O que é a paz para Hobbes?
Lado esquerdo - cidade/coroa do rei
Lado direito - igreja/canhão

Todos devem sair com uma teoria do Estado! (Povo/território/etc);

Soberania do Estado é o aspecto revolucionário em Hobbes - oposição a duas


representações filosóficas anteriores: filosofia política medieval-escolástica e antiga
(platão/aristóteles)

- Filosofia política medieval é exatamente a Res publica christiana: é pegar o


ícone do Leviatã e, ao invés do rei, deve estar o papa. Filosofia do Direito
medieval surge a partir da doação de Constantino (doou a soberania do
Imperador romano ao papa). Último capítulo do Leviatã - o Direito da Igreja
Católica Universal é o Direito que une o poder secular e o teológico (é um
reino teocrático).

Ulman - o conceito de lei da Idade média - é exatamente oposto ao conceito de


Hobbes.

Hobbes é monista - teoria rigorosamente monista.


Dante - due soli - sol (imperador) e lua (Igreja)

Ética moderna/ligada a Direitos Humanos.


A ética antiga (Hegel, cap. V, Fenomenologia do Direito) - consciência
infeliz/derrocada de Kant - Filosofia do Direito antiga: Antígona (máxima da ética
antiga) - é substancial. A base do direito é o costume (ETHOS). A ética é a moral
costumeira (não tem nada a ver com a consciência moral). De um lado tem a ver
com religião, de outro lado tem a ver com a norma posta.

Antígona - de acordo com a religião (noturna, dos deuses subterrâneos - Hades e


Dikhé) - queria enterrar o irmão a partir do Ethos antigo.

Weber - ética a partir de Paulo (XIII).

A ética de Creonte proibia o enterro do traidor. Contra isso temos Hobbes. Antígona
invocava physios dikhaios (desejava com base nela enterrar o irmão). Hobbes quer
tirar o homem do estado de natureza. Levá-lo ao direito do cidadão. Só Hegel
entende isso. Após esse capítulo V, Hegel trabalha sobre o status de cidadão
romano (imperador violento que concede direito a seus súditos).

Heidegger - tenta retomar a ética antiga, mas tenta corrigir alguns aspectos de
Hegel. A Ética antiga é uma ética um devir que busca o Sein (natureza das coisas).
Na ética moderna, há uma natureza, mas se tenta fugir do Estado de Natureza
(homem lobo do homem). Ilumina a passagem da ética de Antígona até a ética
moderna.

Hobbes é o autor que pensa a travessia do estado de natureza ao estado de


sociedade civil (civilista - visão orgânica do Estado - Otto Gierke: contrário à visão
de Hobbes). O macro-homo é formado por homens, mulheres e crianças. Em Hegel,
a soberania do Estado moderno garante o status de cidadão. O modelo medieval
gerou a guerra dos 30 anos. Hobbes escreve o Leviatã para curar as feridas da
guerra dos 30 anos e da guerra na Inglaterra (protetorado de Cromwell -
decapitação do rei). Era a favor de um estado autoritário contrário à teocracia
medieval.

A postura de Hobbes (presente em Leo Strauss) tem uma certa indiferença à


religião (tanto faz se fosse anglicano, como Charles I, Charles II (que era tutor) ou
de Cromwell), desde que mantivesse a soberania, logo a paz na cidade.

Leviatã é uma figura que assusta (Carl Schmitt - totalitários explicam bem as aporias
da filosofia liberal - Teoria Política - Kelsen é inimigo porque é contra teologia-
política [negar a soberania - no lugar da soberania, colocar normas, assim como
Aristóteles “obedeço a leis, e não a homens”] - o herói é Hobbes, que vivia no auge
das guerras de religião, fez uma teoria política não-secular, mas deveria haver um
denominador comum entre todos os governantes - o Estado devia ter um mínimo de
crença, e não devia adotar nenhum símbolo de crença). Schmitt acredita que foi o
único autor que defende essa postura moderna em seu tempo - Rousseau entende
Hobbes como verdadeiramente cristão.

Começou a ser perseguido pelos nazistas - escreve “O leviatã na teoria política de


hobbes…” - o que tem a ver a matéria da pós-graduação com a questão dos
Direitos Humanos? Há uma ambiguidade em Hobbes: o herói dele possuía um
calcanhar de Aquiles - Strauss entende Hobbes como ateu, que não acreditava em
nada - emasculava o Estado poderoso com uma ideia que fragilizava esse Estado.
Ao pensar na solução da guerra civil na Inglaterra é o que acreditam e público, pois
cada qual pode ter sua crença privada, em público devem seguir a religião do
monarca.
Hobbes faz a cisão do Leviatã poderoso (cisão interna do Leviatã) - Schmitt entende
que Spinoza se apropriará da visão cindida do Estado moderno e criará a
democracia/direitos liberais.

Weber - primeiro Direito Humano: direito à religião. Dava espaço a uma reserva
mental. Hobbes acreditava em um Estado mecânico (uma máquina). Strauss
entende que é Maquiavel. Hobbes - meu Leviatã é uma machina machinorum. Há a
vinculação entre Hobbes e Direitos Humanos (não era liberal) - era alguém que num
mundo iliberal pensou numa solução autoritária (e moderna), mas que criava uma
brecha, que Spinoza proclama os Direitos Humanos. Hobbes é moderno por causa
do ateísmo. Criava uma estranheza ao povo anglicano (ligado ao ethos/costumes).
É o puro decisionismo de Carl Schmitt.
Schmitt - Hobbes achou a solução do problema de sua época - tirar a soberania do
papa e passar ao Estado o que era absoluto.
Kelsen ama Hobbes pelo ateísmo/ceticismo - rei é apenas um delegado do papa
(funcionário civil do papa), mas não é autoridade máxima.

Obs: Spinoza está ligado ao pensamento clássico.

Walter Ulman - tratado de Bernardo de Claraval - espelho dos papas (muitos


espelhos dos príncipes) - Das Considerações - para Eugênio III.
Nessa articulação, Bernardo de Claraval avança a noção de que o papa seria, no
fundo, enquanto vicário de Cristo, monarca do povo.
Hans Barion - Hobbes inverte a posição das duas espadas (do cetro e da espada).
Nas cartas de Bernardo de Claraval mobiliza a metáfora do Leviatã para tratar da
emergência popular nos burgos (ameaçava e confrontava) - aparece também em
John de Salisbury. Compreensão de uma realidade que se confronta frontalmente
com a visão de mundo que tinham - se o povo era a base do povo real, então as
revoltas comunais seriam a revolta do próprio corpo. A confusão é capturada
através da figura do Leviatã.
Head or Tail - Brexton - da baleia a cabeça se dê ao rei, e a cauda à rainha.
Hermann Melville - elabora a materialidade por trás da soberania (multidão ou
povo). Choque entre filosofia política medieval (emergência do povo enquanto
sujeito histórico) e a filosofia moderna.
Schmitt - Leviatã tem a ver unicamente com o senso de humor britânico. O que
pode ser Leviatã no contexto da II GM? Inglaterra é um reino pirata (do reino de
Albion) - a Inglaterra não tem soberania estatal, mas dos barcos piratas (basta ser
uma potência econômica, não precisa ter soberania estatal). Inglaterra ganhou a
guerra por ter exportado o símbolo do leviatã - Alemanha e todos os Estados
continentais adotaram o Estado de Direito (Rechtsstaat).
No dia do Juízo Final, haverá luta entre Leviatã e o Behemot. Leviatã
estrangulará o monstro terrestre (embargos econômicos praticados).
1950 reformulou sua teoria de Estado - soberano é o presidente da República (vs.
Kelsen). O presidente que decide no Estado de exceção. Quem é o soberano pós-
1950? São as antenas de rádio (adequação aos tempos atuais em Direito
Societário/Empresarial e Econoômico).
Aula 2 - Hobbes

Strauss

Schmitt - nenhuma figura do Estado engendrou conteúdo tão significativo quanto o


Leviatã. Ideias e Símbolos como formas de poder indiretas.
p. 7 - “civitas ou res publica é indicado como ser gigante…”
p. 26 - “rei mortal…”
p. 196 - “monstro marinho descrito nos dois últimos…”
- Tecnicização tanto da política quanto do corpo humano
- Soberba humana e o papel na política moderna

Strauss e Arendt - Hobbes como fundador do pensamento filosófico-político


moderno.

Hobbes como rompimento da transcendência - monarquia como forma mais perfeita


de um Estado artificial.
Distanciamento da ideia de natural law, mas como demanda/direito natural.
Ordem divina -> ordem humana
Distância da honra para o princípio da morte violenta como princípio de ação.
Antítese entre natural x artificial (labor humano)
Filosofia política - novo método resolutivo-compositivo (como o de Galileu) - justiça e
injustiça - fatos políticos são reduzidos às vontades individuais e a vontade coletiva
emerge (do que antes era visto como irracional).
Individualismo metodológico
Material - psicologia mecanicista (nega a possibilidade de livre arbítrio) e
condicionamento do ser humano às paixões.
Apetite natural e razão natural - mais voraz do que os apetites dos animais; “fome
futura”. Esse desejo pelo infinito só cessa com a morte (origem na
vaidade/soberba… - busca continuamente sua precedência sobre os outros [e
reconhecimento]).
Bem primário - vida / mal maior - morte (impõe limite ao desejo humano)
Bem maior - felicidade
Bem supremo - não existe, pois o espírito humano não comporta repouso

O estado de natureza hobbesiano como a-histórico - buscava o fundamento


filosófico do que o fundamento histórico. Afasta do pensamento aristotélico que é
genético, e abre caminho a Hegel

Soberania baseada na autoridade do Pai (impossível de se evitar) x delegação


involuntária dos sujeitos livres.

Finalidade do Estado - manter a paz a todo preço (Strauss).


- Mortalidade da alma:
- Filósofo político da burguesia (Strauss e Arendt principalmente) - não podem
esquecer da segurança de seu corpo/alma.

Arendt - tratado que capta a mudança no estado econômico das coisas e busca
descrever em um estado político compatível.
Processo de aquisição de propriedade -> aquisição de poder.
Morte do indivíduo como obstáculo.

A verdade em Hobbes
Strauss - pensador conservador de extrema direita (judaísmo)
Schmitt - pensador conservador de extrema direita (catolicismo)
O Leviatã ainda é o transcendente na modernidade?
Hobbes rompe com a antiguidade, e funda a moderna. Ainda é cristã ou é secular?
(Strauss).
Schmitt - a reformação concluída de Hobbes. Hobbes era um partner de Descartes
(o mínimo denominador comum da Commonwealth - “Jesus christ is our savior”). A
ideia luterana do Estado está presente em Hobbes.
Não é possível eliminar a transcendência da modernidade, pois essa é cristã.

Ética de hegel da PhG - luta sangrenta do senhor e do estado surge de Hobbes -


para sair do estado da natureza para o estado civil já estava dada.
Lutero - Leviatã joga xadrez todos os dias (resquício do cristianismo no estado
moderno).
“O nomos da terra” - o direito surge da terra, e terra é gaia.
Arendt - tudo vem da terra (coitado do Schmitt - ele só vê a terra e não vê o
sangue). O DIREITO NÃO VEM DA TERRA. Então de onde vem o Direito?
Hobbes rompe com a ética antiga, mas a retórica dele está baseada na própria
antiguidade (Maquiavel rompe com a antiguidade com base em Tucidides - há um
lado sofista/realista).

Teoria do Estado de Hobbes - o primeiro que pensou a soberania como a lei dos
mais fortes (Schmitt: nomos é da terra?). O nomos basileus, o rei dos mortais e dos
imortais, que justifica a violência como vemos nos trabalhos de Hércules (Píndaro).
Might is Right - começa em Píndaro; depois em Platão (Cálicles do Górgias).
Heródoto - teoria mais científica.
Hobbes adota a teoria decisionista. Schmitt está errado na fase institucionalista. Por
que abandonou Hobbes?
Arendt - não é possível ser pensador político moderno voltado no decisionismo se é
nazista (institucionalista).
Soberano é aquele que decide no Estado de exceção (Schmitt) -
Precisamos sair do Estado de Natureza e ir à commonwealth.
Erro de Strauss - por que pra Strauss Hobbes é verdadeiramente moderno? p. 28-
29
Spinoza - might = right
Das vollendete reformation - reformação completa
Fé pública é a fé pública do soberano. Dependendo do soberano, segue-se a
religião. É a semente do primeiro direito humano e da liberdade religiosa.
Weber (relativista?) descreve da maneira mais poética: o que os pilgrins norte
americanos foram fazer nos EUA? Freedom constitutions.

Hobbes é hostil ao Leviatã - é a crítica ao totalitarismo da igreja católica (reign of


darkness). Poder nefasto de uma política totalitária. Aceita a reforma.
Lutero invoca o Leviatã.
A premissa da ética moderna (relativismo religioso) - espírito dos direitos humanos.
Max Weber admirava tudo de belo que fez a Reforma (mas também admirava o
capitalismo).

Carl Schmitt - a única imagem do Leviatã é essa imagem dos latifundiários da


Amazônia. Inglaterra é um Estado não-soberano. Inglaterra é um navio pirata: só a
economia que manda na Inglaterra.
Power reckons Power (atrai o poder) - poder imperialista/econômico, etc.
Estado soberano é para o continente europeu.

Schmitt - o que é um Estado continental como a Alemanha face a um Estado como


a Grã-Bretanha (rainha da Índia e da Inglaterra).
Poder econômico já consegue garantir o Brasil. Há uma lógica de poder própria:
desde as capitanias hereditárias, tanto faz se Pedro I ou II.

Thomas Münzer -> Ernst Bloch -> Hegeliano - foram esmagados por Lutero. De um
lado há a religião da teocracia da dominação, e do outro lado há a libertação de
Münzer. É uma luta dos desprivilegiados contra o Estado de exceção.
Gregos estão errados - não há escravidão permanente. O que a ética de Hegel traz
a respeito da ética de reconhecimento.

Aula - Graduação

Escola histórica (Savigny) - Direito é poesia.


Píndaro - poema de Píndaro associado ao Direito (Schmitt é o único comentador
nesse sentido).
Conquista da América pelos Europeus; Imperialismo; etc-
Píndaro - ó nomos, a lei toda soberana, dos mortais e dos imortais, conduz …
Bobbio - Direito é o governo dos homens ou da lei? Píndaro coloca como nomos
basileus (lei é soberana).

A lei é soberana e está errada (Schmitt). Dedução do poema de Píndaro a respeito


de “o que é o Direito?”: Nomos und gesetz.
Nomos não é gesetz, portanto. Nomos como governante: é errada a
interpretação de Platão (Górgias) e é errada a interpretação de Heródoto.
- É o soberano, pois como vemos na Pérsia, havia o costume de devorar os
cadáveres. Na Grécia tinha o costume de enterrar os cadáveres. Nomos é
costume aqui (Heródoto - relativista; costume segundo os povos). Schmitt:
nomos não é relativista.
- No Górgias (Cálicles) - a justiça é a lei dos mais fortes. Schmitt afirma que a
justiça também não é a lei dos mais fortes. Sófocles combateu os sofistas
(nomos é nomos da pátria; não havia diferença entre direito natural e direito
positivo).
Nomos é sagrado, tem a ver com Têmis e Diké. Só em Sólon que abriu o
caminho do nomos arcáico para o nomos legal. Está refletido na época de Péricles
em Sófocles (tem a ver com família/tradição).

Schmitt cita Hölderlin: que traduziu nomos basileus como lei enquanto maior
de todas. Como Hölderlin entrou na linha dos sofistas, do velho testamento? Nomos
tem a ver com três significados: a) apropriação da terra; b) nomos é divisão da terra
(Aristóteles); c) pasto/pastor - nômade.
O nomos é o direito que vem da terra, da deusa Gaia. O direito é telúrico, tem
a ver com a terra.
Hölderlin, quando traduz, faz um comentário (Schmitt acusa o autor de um erro): por
que traduz nomos como gesetz e não como nomos sagrado? Porque a lei é uma
mediação, e a lei sagrada é revelação.

Píndaro como fundador da teoria moderna (ao invés de Jean Bodin)?


2 dos 12 trabalhos de Hércules: sem ter um motivo, rouba o gado de um
gigante e leva até o portal até hoje em Gibraltar. Ius publicum europeo é fundado
em Hércules. Fundação no ato do herói que realizar um ato violento.

Arendt - Schmitt só via a exposição territorial, mas não via a exposição racial. Em
nenhum lugar, o nomos é territorial. É uma ideia imperialista, de conquista.
O poema fala de justiça, não de terra. Qual a justiça de Píndaro? É um poeta
aristocrático, que escrevia elegias aos heróis das Olimpíadas. Como Sófocles,
queria retornar à ideia religiosa: nomos basileus é a lei sagrada, de deus, de
Antígona, não o direito positivo.

- Kant - Moral está no Direito de Família.


- Hegel - Amor está no amor do irmão pela irmã.

Aula - Hegel

Problemas filosófico-religiosos - invasão de Napoleão.


Filosofia hegeliana metafísica: causa da existência de tudo, além da matéria.
Apenas o todo enquanto ideia/uno/indivisível é real. A realidade existe apenas no
todo, e não na singularidade.
Ser enquanto espírito/razão/absoluto - por isso o nome da obra phG.
Ontologia do ser que é o espírito.
O caminho da consciência do ser humano para a história. Desde sua consciência
subjetiva até o objetivo. É a própria história da filosofia dos gregos a Hegel, e
também é a história do Direito.
Percorrer e descrever os estágios do desenvolvimento da mente, desde a
percepção pelos sentidos até uma concepção filosófica.
O que é o espírito?
Razão é espírito. Real como consciência e consciência em si.
O espírito é um ser real, absoluto e auto-sustentável.
Realidade é metafísica, pois reside na mente.
Real = Racional
Espírito é o puro pensamento, é o todo que encerra a realidade e é a
realidade em-si e a para-si.
Idealismo alemão? Resolução de brechas deixadas por Kant. Além da
contraposição ao empirismo inglês.

Dialética do senhor e do escravo

Dependência e independência entre senhor e escravo. Dialética é o processo lógico


no qual o espírito ingressa no ser humano e produzem o conhecimento.
Tese/antítese/síntese - categorias que definem o mundo.
Relação de auto-consciências - luta que incorre no arriscar da vida - existem como
duas formas de consciências opostas. Consciência independente (senhor/para-si) e
a consciência que Hegel chama de escravo.

Estado natural do ser humano (Hobbes) - dialética do senhor e do escravo (Hegel)


Devir da justiça no curso da história, pelos direitos humanos, que acaba culminando
com sua afirmação e depois com sua positivação.
Ação só o é se for universal.
Ordem ética é manifestação do próprio espírito (espírito é a vida ética da nação) - o
mundo ético vivo é o espírito na sua verdade.

Família é o elemento da nação.


Parece claro que quando Hegel diz que o conceito do direito é sua realização.
Conceito de direito positivo que constitui a aplicação de conceitos gerais a situações
particulares.
O Estado é um ser totalmente independente, com existência própria e que realiza
tudo o que sabe. É uma unidade substancial em-si e para-si. Racional fim absoluto.
Não encontra limitação.
Espírito em Hegel - evolução do espírito subjetivo ao objetivo.
O Fim da História é em 1806 - espírito objetivo cavalgando a cavalo em frente a ele.
Direito real: moralidade abstrata se transforma em moralidade concreta.
Antígona é um exemplo de que há primórdios de uma moralidade concreta
(pensador da coletividade). É o direito da família, das mulheres, da religião
ancestral. Casamento não é um contrato, mas tem a ver com amor.
Filósofo de Direito vivencial. Parte da antropologia modernista de Hobbes. Apóstolo
Paulo introduziu essa antropogênese (luta do homem pelo reconhecimento).
Caminhar da história concretiza o espírito (é a realidade histórica). É a
universalização dos princípios jurídicos/direitos humanos.
A dialética do senhor começa com o direito grego (senhorial) - na Ilíada há uma
igualdade formal - é uma noção de justiça de Têmis.
Os romanos não nos deram nada de presente, só o Direito romano (noção de
personalidade jurídica e contrato). Sem cristianismo (jesus) não há direito romano.
O que recebemos de presente foi o direito bizantino (autonomia da personalidade).
Esse é o direito de Paulo. Não há senhor e não há escravos. Proclama
utopicamente o fim da escravidão.
A síntese envolve a cidadania. Não é mais senhor, mas tem a noção de igualdade
formal dos gregos, não é mais escravo, mas tem a noção de contrato entre
escravos.
Direito do consumidor - epiekeia diferente daquela do senhor do escravo. Passa
pelo cristianismo e pela dialética do senhor e do escravo.

Modernista - rejeitar a ideia a-histórica da physis. Humanidade homogênea e que


não sofre transformação.

Hegel é o secretário do espírito objetivo. Em-si de Napoleão.


Alexandre destruiu os muros das pólis gregas. Superou os limites
territoriais/cidadania da pólis grega. Gregos aceitavam escravidão e tudo que estava
além dos muros gregos era bárbaro. Propunha o reino da miscigenação (casou com
princesas indianas). Contra-Aristóteles - que defendia o ideal da polis grega.

A verdade é o todo e sujeito é personalidade.


Spinoza - panteísmo - não ver o mundo como algo separado de Deus. Deus está
em tudo (mais moderna que a visão de Platão/Bíblia). Einstein como spinozista (not
kantiano).

Negação dos direitos humanos em Arendt, por ex.


Correntes que defendem a ética antiga e são contra os direitos humanos.
A natureza humana é aquilo que Aristóteles fala: quem nasceu escravo, morrerá
escravo. É contra a ética modernista de Hobbes, de Hegel, etc.
Como direitos humanos sem o direito subjetivo dos romanos?
Não tem como falar de direitos humanos na antiguidade.
Direito humano - é o que napoleão trouxe à Alemanha.
Curso de Direito Romano - Moreira Alves

HUSSERL

Rigor, este termo pode apresentar a um termo estrito da fenomenologia.


Formas - acesso da consciência aos sentidos.
Ordem, fatores, resultado - relação de sentido entre o matemático e essas
categorias. É nesse vínculo que está presa a análise fenomenológica.
Redução fenomenológica - busca entender a lógica das coisas. Refere-se à
consciência transcendental, não ao ego cartesiano.
Rigor implica liberdade.
Merleau-Ponty - “paisagens do pensamento às palavras”

Ética da ciência - vínculo com o concreto - prática intersubjetiva e realizada


concretamente - ética que leva à institucionalização da ciência.
Ciência como corpo - ator dos sentidos - é o que torno o outro possível (apresenta
ao pensamento um outro ao meu eu, antes de o meu eu mesmo aparecer).
A linguagem como casca - eideticamente -, mas fator de aproximação do eu com o
outro e do eu com o mundo (insere no mundo como sentido).

Sem Husserl não há Heidegger. A fenomenologia de Husserl prepara terreno para a


hermenêutica de Heidegger.
Husserl extrairá da parte ética alguns caracteres presentes em Hobbes/Hegel.

Kelsen - norma é um deutung-schema - esquema doador de significado.


Prefácio de Merleau-Ponty - sujeito com o corpo.
Husserl, com a investigação lógica, busca fazer uma filosofia sem psicologismo.
Auge do positivismo no XIX (tudo com psicologia/psicologismo/naturalismo). Coloca-
se entre parênteses a natureza e inclui a essência das coisas.
Afasta-se o psicologismo, jusnaturalismo, etc, mas busca a Wesenschau (intuir as
essências).
Usou pela primeira vez a Ciência pura (abertura ao infinito). É possível fazer filosofia
intuindo as essências.

Poucos falam do sentimentalismo jurídico (Ihering).

Qual é a Wesenschau do Estado? (Stein) - Empatia de Max Scheler


- Soberania
- Direitos Humanos
- Direito e religião
Segundo Kelsen, para fazer filosofia do Direito não podemos reduzir o direito
ao naturalismo/cientificismo, mas devemos buscar o significado do Direito. Como
Husserl fala do significado? A cor vermelha não é algo sensível, mas surge da
Wesenschau. Ari - indicação formal da cor vermelha: chama a atenção para certas
coisas, não se reduz à natureza/sensação empírica.
Meditação cartesiana - tem aspectos da relação de Hobbes (apesar do
materialismo, o Estado não pode ser explicado como uma máquina, mas é o
Leviatã).
1916- transformou o realismo em transcendentalismo (contato com Kant)
Antes disso, havia contato com a matemática.

Noção de Husserl: lógica da matemática.


Intuição das essências. A priori do Direito Civil (Reinach).
Contrato é uma essência, como número é uma essência.

Bartolo - intuição fenomenológica - princípio da redução (afastava preconceitos).


Intuição mística enquanto busca da infinitude.

Edith Stein - o ser não é finito, mas infinito (busca da infinitude) - o caminho da
fenomenologia de Husserl é a busca do infinito (mais próxima de Hobbes do que de
Descartes). Descartes - corpo esgota a matéria.
Wesenschau - existe uma dimensão da realidade humana que é a intersubjetividade
(réel) - que não é o idealismo platônico nem o realismo aristotélico.

História da doxa/episteme - próximo de 1937 - sem filosofia não tem ciência.


Fazer uma filosofia rigorosa não importa em fazer uma filosofia
fática/naturalista/biologizante, mas é preciso buscar o Sinn.
Norma é o esquema doador de significado - experiência coletiva intersubjetiva, não
a meditação cartesiana.

Busca por uma Wesenschau


Dante

Qual a representação da realidade na literatura (do Direito)?

Direito é política? Dante como exilado. Nostalgia da Grécia e ódio para com os
atuais moradores.

Dante ama Beatrice, e essa ama Dante, mas há locais que só cristãos podem
entrar. É a guia de Dante nos céus (Sophia na Rússia; Rená, na Cabalá). Não vive
mais, mas imprime conhecimento.

Visão realista de Dante sobre seres humanos (Dasein - Heidegger - realidade


humana).

Experiência fenômeno divino no mundo concreto?


Dante é a favor da ideia do império (Kant - Monarquia universal). Império romano
de Augusto como forma providencial de governo do mundo (Kelsen - primeira tese
foi sobre Dante).

É político e teológico: sintonia perigosa (Cristo aparece na Terra sob o império de


Augusto - pax romana). Junção de Cristo e Augusto.

Dante - imperadores romanos do Deutschreich como sucessores legítimos do


Império romano de Augusto. Desejava a expulsão dos tirânicos (estava no exílio).
Gibelino - apoia o partido dos imperadores romanos (contra Geldings - apoiavam o
papa).
Poder unicamente espiritual (Dante), o poder teológico deve estar separado do
poder político; (Hobbes defende a junção).

Dante inspira-se em Virgílio. Há uma alma christianna, pois profetizou na quarta


ec… o nascimento de Cristo.

Ideia política universal como novidade de Dante - Europa unida!

Por que Divina Comédia e não Divina Tragédia?


Canto (1;9) - o povo é tratado na Comédia. Com a mudança do título, conseguiu
tratar da vida humana de carne e osso.

Obs: gênio de Kant - combinação que uns homens têm e outros não têm.
“Quanto mais as almas descem na Terra, mais elas sobem aos céus” - na medida
em que a Vida e História.
Aula - Weber

Salvação e ascese nas religiões.

1904 -
1905 -
Religião como razão que as sociedades oriental e ocidental se desenvolveram de
modo diverso. Formação da burocracia em cada local.

Espírito do capitalismo - “sermão de B. Franklin” - trabalho como ética

Conquista de Canaã - ruptura do Judaísmo (passagem de uma religião mágica a


uma religião ética)

Redução sociológica - abandono da sociologia enciclopédica; aplicação das


categorias sociológicas para captarmos nossos problemas.

Compreensão/explicação
Vocação profissional - Weber aplica o sentido de missão dada a Deus (traçado a
partir de indícios de Lutero).

Aula - Heidegger

Fenomenologia hermenêutica de Heidegger -


Entscheidung - está em Hölderlin - o que é uma decisão justa.

Weber conhece Evangelho, mas não faz sua filosofia com base nos evangelos
como Heidegger.

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