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Ser um agente educativo é um desafio.

Ser um agente educativo num contexto escolar é um


desafio acrescido. Diariamente professores, educadores, técnicos sociais, pais e mães (os
vários atores sociais) procuram formas de agir eficazes, inovadoras, práticas e exequíveis para
lidar com todas as necessidades e barreiras que interferem com o desenvolvimento das
crianças e dos jovens.

A escola, espaço concreto da educação formal, é desafiada continuamente a se adequar ao seu


tempo. Mas ela muda a passos lentos, leva-nos a desafios na sua mudança: A sua Dimensão,
Complexidade das mudanças que se pretendem implementar e caraterísticas da sua
organização.

Tendo como base o Plano de Capacitação Digital leva-nos a uma Transformação da


Educação ,“Esta proposta endereça algumas dimensões muito específicas à realidade escolar
(Inclusão e Acessibilidade), reforçando o papel que as tecnologias podem desempenhar na
concretização das medidas de política educativa em curso em Portugal.

No âmbito deste projeto (CD) entende-se que uma boa prática em contexto escolar e na sala
de aula resulta de uma ideia, preferencialmente inovadora, que se apresenta como solução
para um determinado problema. Deverá ser adequada e útil para os alunos, professores e
escola; acessível, apropriável e sustentável ao longo do tempo.

“O modelo de Adkar refere que é essencial a compreensão da razão e a natureza da mudança,


associada à compreensão da mudança, esta ação permite a escolha pessoal e a decisão de
abraçar a mudança, aprender como mudar significa adquirir as novas competências
necessárias à concretização da mudança desejada, seja ela a utilização de novas ferramentas e
recursos de trabalho, sejam novas formas de o realizar. Sabemos que o conhecimento não é
suficiente para a mudança de comportamentos.

Nesta fase, concretiza-se a decisão de fazer parte da mudança associada ao conhecimento


adquirido, Uma das maiores dificuldades dos projetos de mudança é a continuidade das
práticas, após os momentos iniciais de “entusiasmo”. Vemos, em muitos projetos, a alteração
de comportamentos numa primeira fase, mas, ao final de algum tempo, as pessoas voltam aos
seus velhos hábitos.

Para que tal não aconteça, é essencial a adoção de estratégias de reforço e reconhecimento
que alimentem a mudança. Podemos reconhecer que a implementação do Plano de
Capacitação Digital dos professores está alinhado com a fase “formação” do processo, relativa
à aquisição de conhecimentos, neste caso para a mudança das práticas pedagógicas com
integração das tecnologias digitais.
Mas apesar de esta ser uma fase essencial, não garante por si só a concretização dos objetivos,
como tal tem que se assegurar que cada Professor: Compreenda o valor das tecnologias
digitais, para a melhoria do seu trabalho e para os melhores resultados dos seus alunos,
decida abraçar este novo ciclo de transformação das suas práticas pedagógicas, adquira os
conhecimentos necessários para o fazer , seja capaz de os aplicar nas suas práticas diárias e
aplique-os de forma continuada e duradoura no seu dia a dia.

O desafio do momento constrói um novo paradigma educacional, que passa pela melhoria dos
processos de ensino e de aprendizagem com o emprego das tecnologias de informação e
comunicação (TIC), potencializada pelo uso das novas tecnologias .

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