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Chamado

Chamado
JUNIA HAYASHI -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A Primeira e a Segunda Guerra Mundial atraíram os olhos de muitos estudiosos que quiseram compreender
os impactos causados por esses eventos. Como resultado, diversos livros e filmes retratando o tema foram
produzidos nos mais variados países e em diferentes línguas. Observamos que um elemento frequentemente
presente nessas produções, é o de um soldado que exerce o papel do protagonista. Sua história geralmente
caminha em torno de uma vida que foi abandonada para um único objetivo: cumprir sua missão.

Entretanto, muito antes dessa temática se tornar entretenimento, a Bíblia não só fazia menção sobre o
assunto, como também dizia que essa era a verdade que deveria estar o tempo todo diante dos nossos olhos:

Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o


seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. (2 Timóteo 2.4)

Paulo estava ensinando seu discípulo a ser um soldado. Prova disso é que em um versículo antes, Timóteo é
convidado a compartilhar dos sofrimentos da missão, tal como um bom soldado de Cristo (2 Timóteo 2.3). E é
sobre isto que esta aula se trata: esclarecer pela Palavra qual é nossa missão, ou seja, o chamado que Deus nos
deu. Antes, porém, consideramos que não estamos em uma guerra natural. Ao invés disso, nosso alvo é nos
opormos ao reinado das trevas:

Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para


o reino do Filho do seu amor. (Colossenses 1.13)

Visto isso, precisamos diferenciar dois tipos de chamados, o geral e o específico. O chamado geral é aquele
mencionado por Jesus no fim do evangelho de Mateus:

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi


dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-
os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou
convosco todos os dias até à consumação do século. (Mateus 28.18-20)

Nesse trecho temos a certeza de que o motivo de sermos enviados, é porque a autoridade que estava sobre
Jesus enquanto esteve na Terra, agora está sobre nós. Além disso, também encontramos o plano de discipular
nações, que é a conversão de todo o sistema de um lugar aos padrões celestiais, diferente do que está escrito
em outra passagem das Escrituras:

E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e
for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de
acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas
línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará
mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. (Marcos 16.15-18)

2 CHAMADO
O que Jesus expressa nessa passagem é sobre discipularmos pessoas, ou seja, o ensino da conduta cristã
para alguém. Sobretudo, ambas as formas de discipulado estavam unidas com uma direção anterior: a de
sermos capacitados com poder do Alto. Logo, se quisermos fazer parte da edificação de indivíduos ou de nações,
precisamos entender que não teremos sucesso em contar com a nossa própria força. A autoridade entregue a
nós por Cristo e a capacitação do Espírito Santo, relatada no Pentecostes de Atos 2, são nossa credencial para
cumprir o “ide”.

Dessa forma, compreendemos que o chamado específico é aquela função que só pode ser cumprida por
uma única pessoa, e esta, jamais será substituída. Isso porque cada um de nós tem experiências diferentes
daquelas que outras pessoas tiveram ou possam ter. Em geral, elas acontecem em uma linha cronológica
singular, gerando uma combinação exclusiva de dons e talentos naturais e espirituais que nos torna possuidores
de uma personalidade nunca existente antes. E é por isso que Deus usa cada processo desse como uma peça na
construção do Seu Reino. Todavia, não quer dizer que existam “peças” melhores que outras no Reino, mas cada
chamado específico é tão espiritual quanto os demais, uma vez que todos foram criados pelo Senhor.

Quando entendemos que todas as pessoas na Terra existem para cumprir um propósito em suas vidas, o
próximo passo é descobrir a nossa própria missão. Como solução para isso, podemos cumprir o chamado geral,
o ato de anunciarmos as boas notícias do Reino às pessoas do nosso trabalho, faculdade, bairro, família ou
cidade. E enquanto exercemos a função de discipularmos pessoas e nações dessa maneira, as áreas nas quais
temos mais aptidão começarão a ser mais expostas aos nossos olhos. Assim, aquilo que queimar com maior
intensidade em nosso coração, se trata do chamado específico.

Vale ressaltar que é essencial sempre agirmos em obediência, a fim de que a vontade de Deus se torne cada
vez mais nítida. Por isso, tire um tempo para meditar no que vimos até aqui e anote as suas percepções e as
palavras que o Espírito Santo falar ao seu coração. Em seguida responda:

1. O que é chamado?

2. Para você, qual a diferença entre os objetivos que nós


mesmos criamos e aqueles que Deus nos deu?

3 CHAMADO
3. O que significa dizer que nosso chamado não é contra o mundo natural?

4. Como você pode diferenciar o discipulado de nações e de pessoas no seu dia a dia?

5. Qual era o chamado de Jesus, e por que também compartilhamos dele?

6. O que você tem feito para aperfeiçoar seu chamado específico?

4 CHAMADO
O MAIOR CHAMADO
Pela prática da obediência às ordens de Deus, temos revelações profundas da nossa identidade, visto que
antes de pregarmos o Seu amor para as pessoas, nós mesmos necessitamos demonstrá-lo ao Senhor. E para
conseguirmos O amar de forma verdadeira, precisamos experimentá-lo. Podemos afirmar sem erros que esse é o
maior chamado que recebemos nesta vida. Nós fomos criados para estar com o Pai, tal como encontramos em
Gênesis 3.8-9, quando Ele andava pelo jardim do Éden à procura de Adão.

A Bíblia sempre nos levará a um relacionamento de amor com o Criador:

A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam
eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido
a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu
em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça
que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. (João 17.21-23)

Assim como aconteceu no Éden, Jesus Cristo expressa novamente Sua busca de nos conectar a Deus, gerando
em nós uma resposta a esse sentimento. Não porque somos capazes de fazer isso por nós mesmos, mas porque
ao experimentarmos primeiro Seu amor, somos capacitados para amar. Jamais provaremos da oração feita por
Jesus em João 17, enquanto não nos rendermos totalmente a um relacionamento de constante crescimento e
entrega a Ele.

Nas Escrituras encontramos um mandamento ativo sobre esse chamado:

Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda


a tua alma e de toda a tua força. (Deuteronômio 6.5)

No momento em que perguntaram a Jesus qual seria o maior mandamento da Lei, Ele faz uma referência a
um texto do Antigo Testamento:

Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração,


de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. (Mateus 22.37)

A repetição desses versículos, em intervalos de tempo tão distantes, deixa clara a necessidade que temos
de amar ao Senhor. Quando desejamos obedecer essas instruções, Ele derrama do Seu amor e expande o nosso
coração para recebermos mais do que tem para nos dar. É por isso que precisamos aprender a sermos um com
Deus primeiramente, para então podermos viver nosso chamado específico.

Outro ensino que aprendemos quando nos tornamos um com Deus, é o de que somos filhos, e assim, não
precisamos ter medo. Uma pessoa não precisa cumprir uma lista de obrigações dadas pelo pai, para então se
tornar filho. Ela já está coberta pela paternidade, e por isso vive em obediência. Logo, alguém que recebe essa
verdade, antes de ser um bom cônjuge, pai e profissional, sabe que é filho, e por isso é excelente em tudo que
lhe foi confiado.

5 CHAMADO
Sabendo disso, responda o que se pede a seguir:

1. Qual o chamado mais importante que temos em nossas vidas?

2. O que nos capacita a amarmos ao Senhor?

3. Qual a importância de um relacionamento saudável com


Deus para cumprirmos nosso chamado?

4. Qual motivação devemos ter para obedecermos ao chamado de


Deus? preparação do Senhor para cumprirmos Sua vontade?

6 CHAMADO
UMA SANTA VOCAÇÃO
Todo potencial de excelência que recebemos da parte de Deus tem um objetivo:

O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para
pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados
de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os
algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança
do nosso Deus; a consolar todos os que choram. (Isaías 61.1-2)

Essa passagem é citada por Jesus em Lucas 4.18-19, como uma profecia do Antigo Testamento, sendo
cumprida por Ele. Isso, para que fosse revelado nosso propósito: perpetuar o trabalho que Cristo iniciou, edificar
na Terra o Reino de Deus. Essa, na verdade, é a unção de capacitação que precisamos para cumprir tanto nosso
chamado geral, de pregar a todas as pessoas e nações, quanto o específico, aquele no qual demonstramos maior
aptidão e que queima em nossos corações.

Na primeira carta de Pedro compreendemos claramente a afirmação de um plano divino sobre nossas vidas:

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de
propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele
que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1 Pedro 2.9)

Observe que quando esse versículo diz sobre alguém escolhido como “sacerdócio real, nação santa e povo
de propriedade exclusiva de Deus”, está apontando para nós. Ao recebermos o direito de nos tornarmos filhos,
também assumimos a missão de proclamarmos as virtudes d’Aquele que nos tirou das trevas para a luz. Esse
não é um privilégio para poucos, mas uma missão para todos os nascidos em Cristo Jesus.

Diante disso, não há espaço para pensarmos que fomos esquecidos, nem de que somos incapazes de desenvolver
nossos talentos. O Senhor nos criou com características exclusivas, mesmo dentre bilhões de pessoas. A digital
em nossos dedos é uma das provas que comprovam nossa unicidade. Logo, precisamos confiar que existe uma
porção no Reino que só cabe a nós fazermos.

Esse chamado não tem seu fim na construção de uma boa casa, promoção no trabalho dos sonhos ou na
aquisição de um carro. Embora os bens materiais possam fazer parte da totalidade, nosso alvo sempre será
cumprir a vontade do Pai. Não por obrigação ou medo da condenação, porque no amor não há medo (1 João
4.18), mas obedecemos por conhecermos Aquele que nos chamou.

Para finalizar, responda o que se pede:

7 CHAMADO
1. O que a Palavra diz sobre nossa capacidade de cumprirmos o chamado de Deus?

2. Como o entendimento de que somos seres únicos interfere em nosso chamado?

3. Qual a função dos bens materiais na execução do nosso chamado?

DESAFIO PESSOAL: Desenvolva o hábito de mensalmente colocar objetivos para cumprir, relacionados tanto
com o seu chamado geral como também o específico. Descreva algumas metas reais e que estão no seu alcance
atualmente. Por exemplo, se você sente a causa de justiça social como uma das suas pautas, pode ser um bom
começo ler livros relacionados à área, participar de eventos e palestras, se envolver em algum projeto ou instituição.

8 CHAMADO

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