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ACENTUAÇÃO GRÁFICA

1. Proparoxítonas – todas são acentuadas.


• Ônibus – tímpano – crítico – sólido

2. Paroxítonas serão acentuadas quando terminadas em:

a) DITONGO CRESCENTE (seguidas ou não de “s”)


• água – cárie – polícia – espontâneo – mágoa

b) Ã, ÃS, ÃO, ÃOS


• ímã – órfãs – órgão – bênçãos

c) EI, EIS
• jóquei – pônei – fósseis – úteis

d) I, IS
• tênis – biquíni – lápis – júri – íris

e) ON, OM, ONS


• Nélson – próton – nêutrons

f) L, N, R, X, PS
• automóvel – elétron – cadáver – tórax – fórceps

g) UM, UNS, US
• Ônus, álbum, médiuns

3. Oxítonas – serão acentuadas, se terminadas em A, AS, E, ES, O,


OS, EM, ENS, ditongo aberto (ói, éu, éi)
• cajá, café, cipó, também, parabéns, metrô, respeitá-lo, fazê-lo, herói, chapéu,
anéis.

4. Monossílabos – terminadas em a, e, o, ditongo aberto, seguidas ou não de s.


• já, fé, pés, pó, só, ás, dói,
Ant Agora
es
assembléia assemblei
a
idéia ideia
geléia geleia
jibóia jiboia
apóia (verbo apoia
apoiar)
paranóico paranoico

5. Regra dos Hiatos: acentuam-se sempre as palavras que


contenham i, u: tônicas; formam hiatos; formam sílabas
sozinhas ou são seguidos de s; não seguidas de nh; não
precedidas de ditongo em paroxítonas; nem repetidas.
• aí, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo, juízes, Piauí.

6. O acento diferencial foi excluído. Mantém-se apenas nestas


quatro palavras, para distinguir uma da outra que se grafa de
igual maneira:
• pôde (verbo poder no tempo passado) / pode (verbo poder no tempo
presente);
• pôr (verbo) / por (preposição);
• vem (verbo vir na 3ª pessoa do singular) / vêm (verbo vir na 3ª pessoa do
plural);
• tem (verbo ter na 3ª pessoa do singular) / têm (verbo ter na 3ª pessoa do
plural).

7. Hiatos EE e OO: Foram eliminados os acentos circunflexos nos hiatos OO


/ EE:
• oo – enjoo, perdoo, magoo, voo, abençoo;
• ee – creem, deem, leem, releem, veem, preveem

8. Não se usa mais o trema:


• aguento, frequente, tranquilo, linguiça, tranquilizante.
FONÉTICA

1. Fonema

Qualquer unidade sonora capaz de estabelecer distinção entre as palavras de


uma língua.

2. Letra

Representação gráfica do fonema.

3. Comparações entre fonemas e letras

3.1. Uma palavra pode apresentar o mesmo número de


fonemas e letras.
• bar, sofá, banana.

3.2. O número de fonemas de uma palavra pode ser


menor do que o numero de letras.

• horário, arroz, assassino, aquecer.

3.3. O número de fonemas de uma palavra pode ser


maior do que o numero de letras.

• tóxico, fixo.

3.4. O mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra.
Z


a

s
e

X → exame, êxodo

3.5. A mesma letra pode representar mais de um fonema.


Fonema

“zê” →

exame,

exato

Fonema

“chê” →

enxurrad

a, xis

Fonema

“sê” →

aproxima

r,

máximo

Fonema

de sons

“ks” →

sexo, fixo

4. Dígrafo
4.1. Dígrafos consonantais
Encontro de duas letras
representando um só
fonema. São dígrafos
consonantais os seguintes:
C

r
e

r
a

o
G

s
c

XC → excelente

4.2. Dígrafos vocálicos


Ocorre quando as letras M e N não representam consoantes, mas tão-
somente indicam que a vogal anterior é nasal.
AM – AN → amplitude, canto

EM

EN

se

mp

re,

me

nte

IM,

IN

lim

po,

min

to

OM

ON

so

mb

ra,

con

ta

UM

UN

tu

mb

a,

fun

do

Observação:

AM e EM – em final de palavras não são dígrafos.

5. Encontros consonantais
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Agrupamento de consoantes sem vogal intermediária.
• livro, problema, ritmo, absoluto, cooptar, advogado.
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ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS

FAMÍLIA DE PALAVRAS = Palavras que possuem o mesmo radical. (cognatas)

RADICAL ou RAIZ = é o sentido básico de uma palavra.

AFIXOS = são acrescentados a um radical. São subdivididos em prefixos e sufixos.

FORMAÇÃO DE

PALAVRAS

DERIVAÇÃO

1. Prefixal
Acréscimo de um prefixo à palavra já existente.
• antever, conter, impossível, ilegal, desarticular

2. Sufixal
Acréscimo de um sufixo à palavra já existente.
• lealdade, laranjal, menininho, rapidamente

3. Prefixal e Sufixal
Acréscimo de um prefixo e um sufixo à palavra já existente.
• deslealdade, infelizmente, desvalorização, desigualdade

4. Parassintética
Acréscimo simultâneo de um prefixo e um sufixo à palavra já existente.
• empobrecer, amanhecer, desalmado, aportuguesar, apaixonadamente

5. Regressiva
Perda de elemento de uma palavra já existente. Ocorre, geralmente, de
um verbo para substantivo.

• cantar – o canto
• trocar – a troca
• chorar – o choro
• vender – a venda
6. Impró pria
Muda-se a classe gramatical sem alterar a forma da palavra.
• Fez um ai meio estranho.
• O falar dos habitantes desse lugar é estranho!

COMPOSIÇÃO

Formação de uma palavra nova através da união de dois ou mais


vocábulos primitivos. Assim, temos:
1. Justaposiçã o
Formação de uma palavra composta sem que ocorra perde de elementos.
• guarda-chuva, passatempo, girassol, amor-perfeito, pé-de-galinha
2. Aglutinaçã o
Formação de uma palavra composta com perda de elementos.
• plano + alto = planalto
• água + ardente = aguardente
• perna + alta = pernalta

Outros processos

1. Reduçã o ou abreviaçã o
• Cine, Portuga, Neura, Sampa

2. Sigla
• PUC , CPI

3. Estrangeirismo ou empréstimos lexicais


• Stress, Xerox, Surf, Shopping

ORTOGRAFIA

Uso dos porquês

POR QUE → equivale a “pelo qual” ou as variações dessa expressão:


pelos quais, pela qual e pelas quais. Também ocorre quando se pode
acrescentar as palavras “razão” ou “motivo”.
• Não sei por que (razão) ela não veio.

• A situação por que (pela qual) passaste não foi fácil.

POR QUÊ → assim como o porquê acima, pode-se acrescentar a


palavra “razão” ou “motivo”, o acento é justificado por anteceder
um ponto (final ou de interrogação).
• Eles não foram ao jogo e não sabemos por quê. (motivo)
• Poucos estudam. Por quê? (razão)

PORQUE → é uma conjunção, equivalendo a “pois”.


• Não saiam da aula, porque o professor já vem.

PORQUÊ → é um substantivo, equivalendo a “razão”, “motivo” e


normalmente aparece antecedida de palavra determinante (artigo, por
exemplo).
• Dê-me ao menos um porquê para sua atitude.

• É importante o uso dos porquês.

Homônimos

São palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido)


diferente.

Acerca de: a respeito de, Cessão: cedência


Acender: pôr fogo sobre A cerca de: a Seção ou secção: parte de um
Ascender: subir aproximadamente Há cerca todo
de: faz aproximadamente Sessão: reunião de pessoas
Acento: sinal gráfico Mal: Censo: contagem
Assento: local para se advérbio Senso: juízo
sentar Mau:
adjetivo
Afim: semelhante Caçar: perseguir Concerto: sessão musical
A fim de: para, com intuito de Cassar: anular Conserto: ato de arrumar
Tachar: Acusar de defeito,
Incipiente: iniciante
censurar
Insipiente: ignorante
Taxar: regular o preço

Parônimos

São palavras que apresentam significados diferentes embora sejam


parecidas na grafia ou na pronúncia.

A princípio: no início Ao encontro de: favorável Emergir: vir à tona


Em princípio: em De encontro a: contra Imergir: afundar
tese
Amoral: indiferente à moral Delatar: denunciar Descrição: ato de descrever
Imoral: contrário à moral Dilatar: ampliar Discrição: modéstia
Descriminar: inocentar Emigrar: sair da pátria
Eminente: elevado, célebre
Discriminar: separar, Imigrar: entrar em país
Iminente: próximo
segregar, discernir estranho
Tráfego: movimentação de
Flagrante: evidência Ratificar: confirmar
veículos
Fragrante: Retificar: corrigir
Tráfico: negócio ilícito
aromático
Infligir: aplicar pena Mandado: ordem judicial Acidente: desgraça
Infringir: transgredir Mandato: delegação de Incidente: episódio
poder

Conotação e Denotação

Conotação: Sentido mais geral que se pode atribuir a um termo


abstrato, além da significação própria. Sentido figurado, metafórico.
Denotação: Significado de uma palavra ou expressão mais próximo
do seu sentido literal. Sentido real, sentido do dicionário.
• Minha vizinha soltou os cachorros no síndico na reunião de condomínio.

• Soltei os cachorros para correrem no pátio.

 Algumas palavras podem apresentar polissemia (vários sentidos no


contexto), podemos criar neologismos (criações artísticas ou inovadoras),
podemos empregar arcaísmos (palavras em desuso) ou gírias.
Sin

s
S

As palavras que possuem significados próximos são chamadas sinônimos.


• casa – lar – moradia – residência

• longe – distante

• morrer e falecer

• após e depois

Note que o sentido de algumas palavras é próximo, mas não


exatamente equivalentes. Dificilmente encontraremos um sinônimo
perfeito, uma palavra que signifique exatamente a mesma coisa
que outra.
• Feliz, alegre

• Lindo, bonito

Pode existe uma diferença de significado entre palavras sinônimas.


• Comprei uma nova casa. / Comprei um novo lar.
Antônimos

São palavras que possuem significados opostos, contrários.


• mal / bem

• ausência / presença

• fraco / forte

• claro / escuro

MORFOLOGIA

A morfologia (flexão nominal) está agrupada em dez classes, denominadas classes de


palavras ou classes gramaticais.
São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio,
Preposição, Conjunção e Interjeição.

Artigo

Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado
de maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero
e o número dos substantivos.

Detalhe zambeliano 1
Substantivação!
• Ele disse um não bem grosseiro.

Detalhe zambeliano 2

Artigo facultativo diante de nomes próprios.


• André chegou. / O André chegou.

Detalhe zambeliano 3

Artigo facultativo diante dos pronomes possessivos.


• Sua questão está errada.
• A sua questão está errada.

Morfossintaxe do Adjetivo:

O adjetivo exerce sempre funçõ es sintá ticas relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

Advérbio é uma palavra invariá vel que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do
pró prio advérbio.

Classificação dos advérbios:


Lugar – ali, aqui,
aquém, atrás, cá,
dentro... Tempo –
agora, amanhã, antes,
ontem...
Modo – a pé, à toa, à vontade...
Dúvida –
provavelmente, talvez,
quiçá... Afirmação –
sim, certamente,
realmente... Negação –
não, nunca, jamais...
Intensidade – bastante, demais, mais, menos

Conjunções

Ligam orações ou, eventualmente, termos. São divididas em:

Coordenadas

Aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.


Subordinadas

Concessivas, conformativas, causais, consecutivas, comparativas,


condicionais, temporais, finais, proporcionais.

SINTAXE

Frase: É o enunciado com sentido completo, capaz de fazer uma comunicação. Na


frase é facultativo o uso do verbo.
Oração: É o enunciado com sentido que se estrutura com base em um verbo.

Período: É a oração composta por um ou mais verbos.

SUJEITO – é o ser da oração ou a quem o verbo se refere e sobre o qual se faz uma
declaração.

Que(m) é quê?

Indeterminado – existe o sujeito, mas não pode ser identificado. Ocorre em duas
situações:
1. verbo na 3ª pessoa do plural sem antecedente expresso.
• “E, quando eu esquecer meu próprio nome, que me chamem de velho
gagá...”
• Sempre me perguntam sobre isso.

2. com o verbo na 3ª pessoa do singular ( VI, VTI, VL) + SE.


• Precisa-se de mão de obra nesta construção.

• Vive-se intensamente na juventude.

• É-se muito ingênuo na juventude.

Inexistente (oração sem sujeito) – ocorre quando há verbos impessoais na oração.

4) Orações sem sujeito – são formadas apenas pelo predicado, articulam-se a partir
de um
verbo impessoal.
a) Verbos que indicam fenômeno da natureza
•• Nevou na serra neste ano.
•• Está amanhecendo.
Obs.: quando empregados em sentido conotativo, haverá sujeito.
• As janelas amanheceram cobertas pela neve.
b) Verbo haver – no sentido de existir ou ocorrer
•• “Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.” (Nietzsche)
•• “Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na
loucura.”
(Nietzsche)
•• “Há coisas que melhor se dizem calando.” (Machado Assis)
•• Está havendo ótimos avanços nesta turma.
c) Verbo Fazer – indicando temperatura, fenômeno da natureza, tempo.
•• Amanhã fará trinta dias que me inscrevi na Casa do Concurseiro.
•• Está fazendo 6ºC ali fora!
•• Faz noites quentes nesta época.
d) Verbo ser – indicando hora, data, distância
•• Agora são 10h15min.
•• Hoje são 6 de setembro.
•• São 100km até a praia.
5) Sujeito Oracional
•• “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.” (Carl Jung)
•• Era indispensável que eu voltasse cedo.
•• Vê-se que você não entendeu nada!
•• Seria interessante que todos se envolvessem com a aula.

TRANSITIVIDADE VERBAL

TRANSITIVIDADE

1. Verbo Intransitivo (VI) – verbo que não exige complemento.

• “ É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!”

• “Meu coração já não bate nem apanha.”

2. Verbo Transitivo Direto (VTD) – verbo que precisa de complemento sem


preposição.

• “Não tinha medo o tal João de Santo Cristo.”

• “E ouvia às sete horas o noticiário.”


3. Verbo Transitivo Indireto (VTI) – verbo que precisa de complemento com
preposição.

• “É, me esqueci da luz da cozinha acesa, de fechar a geladeira, de limpar


os pés.”

• Todos assistiam naquela tarde às cenas de violência.

4. Verbo Transitivo Direto e Indireto (VTDI) – precisa de 2 complementos.


(OD e OI).

• Aos alunos dedico esta apostila atualizada.

5. Verbo de Ligação (VL) – não indicam ação. Esses verbos fazem a


ligação entre 2 termos: o sujeito e suas características. Estas
características são chamadas de predicativo do sujeito.

• Tu ficaste nervoso durante a prova?


ser, viver, acha, encontrar, fazer,
parecer, estar, continuar, ficar,
Ficamos felizes com a notícia permanecer, andar, tornar, virar

DICAS ZAMBELIANA:
•• As preposições que geralmente introduzem o objeto indiretos são: de, com, por ,
em, a, para.
•• No caso de você hesitar em classificar em verbo como transitivo direto ou indireto,
lembre-se de que SÓ os diretos têm passiva.
•• É bom lembrar que os pronomes oblíquos O, A, OS, AS funcionam como objeto
direto.

ADJUNTO ADVERBIAL

É o termo da oração que indica uma circunstância(dando ideia de


tempo, instrumento, lugar, causa, dúvida, modo,intensidade,
finalidade, ...). O adjunto adverbial é o termo que modifica o
sentido de um verbo, de um adjetivo, de um advérbio.

Advérbio X Adjunto Adverbial

• Ontem assisti à aula do Zambeli na minha sala confortavelmente


Aposto
Termo que apresenta uma explicação extra a respeito de outro, cujo intuito é
o esclarecimento, detalhamento.
• A pesquisa analisou dois grupos: crianças e adolescentes.

• “A morte, angústia de quem vive, ocorre ao acaso.”


Vocativo

Sua função é interpelar o interlocutor. Termo independente.


• Meu filho, que tal estudar um pouco hoje?

Adjunto adnominal

É o termo que caracteriza e/ou define um substantivo. As classes de


palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal
são adjetivos, artigos, pronomes, numerais, locuções adjetivas.
Portanto se trata de um termo de valor adjetivo que modificara o
nome ao qual se refere.

Aquele curso de Porto Alegre prepara, durante os concursos, os melhores alunos.

Artigo – Os alunos concurseiros estao esperando esta prova.

Adjetivos – A questão anulada será discutida no site.


Pronome – Aquele simulado da Casa do concurseiro...!
Numeral – Dezoito questões devem ser feitas nesta prova.
Locução adjetiva – O problema dos enunciados é a interpretação.

Concordância verbal

Regra geral

“Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou

parecem inúteis e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las, elas parecem
não servir. Então a gente não diz, apenas sente.” (Freud)
Verbos impessoais
1. Verbo Haver

O verbo haver é impessoal (permanecendo na 3ª pessoa do singular)

quando significa: existir, acontecer, ocorrer. Formando locução com

outro verbo, a impessoalidade a ele se estenderá.


• Comentam que vai haver questões anuladas na prova!
• Havia cinco pessoas na fila.
• Aqui houve modificações.

2. Verbo Fazer
Esse verbo é impessoal, mantendo-se na 3ª pessoa do singular e não
apresentando sujeito, quando indicar: tempo e temperatura. A
impessoalidade será transmitida para o outro verbo, quando houver
locução.

• Está fazendo cinquenta anos que casei.


• Já fez mais de cinco minutos que ela saiu.

3. Expressões de tratamento = verbo fica sempre na 3ª pessoa(eles/eles)


• Vossa Excelência, seu aniversário foi ontem? Não vai comemorar com
seus amigos?

4. Expressões fracionárias ou partitivas = o verbo poderá ficar


no singular ou ir para o plural.

• "A maioria das pessoas, quando conversa, tem pressa em

expressar sua opinião e por isso só ouve o som da própria voz."


(Tsai Chih Chung)

• Três quintos do teste foi de questões objetivas.

• Mais da metade dos professores utiliza o quadro-branco.

5. SE
a) Pronome apassivador – o verbo (VTD ou VTDI) concordará com o sujeito
passivo.
b) Índice de indeterminação do sujeito – o verbo (VL, VI ou VTI) não terá sujeito
claro! Terá um
sujeito indeterminado.
Pronome Apassivador Índice de Indeterminação do Sujeito
A voz passiva sintética Como o sujeito é indeterminado, o verbo não
pode concordar com ninguém, devendo
Em expressões do tipo “vendem-se casas”, o sempre permanecer na 3ª pessoa do singular.
ver- bo deve concordar com a palavra que o
acompa- nha, porque ela é o sujeito. • Naquele setor bagunçado, ainda se
Assim, na frase “vendem-se casas”, a palavra
acredita em milagres.
casa não é objeto direto, como se poderia
pensar ao primeiro exame, mas sujeito. A
frase deve ser en- tendida assim: • Precisa-se de materiais sobre pontuação.
Casas são vendidas.
• Nunca se assistiu a tanta corrupção nos
• Aluga-se uma bicicleta.
te- lejornais.

• Alugam-se duas bicicletas.


• Vive-se melhor no litoral.
• Consertam-se motores.
• Sempre se fica nervoso durante as provas.

• Ainda que se vejam as luzes e se ouçam

os berros dos alunos, não há sinais de

negocia- ção nas escolas invadidas.

6. Sujeito posposto ao verbo (faltar, restar, sobrar, existir, ocorrer,


acontecer, bastar, etc...)

• Faltam poucas vagas para o simulado.


• Existem pessoas desagradáveis nesta turma!

Concordância Nominal

Regra geral

Os artigos, os pronomes, os numerais e os adjetivos concordam com o substantivo a que eles


se referem.

Casos especiais
1. Adjetivo + substantivos de gênero diferente:
concordância com o termo mais próximo.
• André Vieira conheceu belos caminhos e ruas em Roma.

• André Vieira conheceu belas ruas e caminhos em Roma.

2. Substantivos de gênero e número diferentes +


adjetivo: concordância com o termo mais próximo
ou uso do masculino plural.
• Aluno e aluna compreensivos.

• Aluno e aluna compreensiva.

3. ANEXO
Seguem anexos os contratos.

4. SÓ
• Joana ficou só em casa. (sozinha)

• Lúcia e Lívia ficaram sós. (sozinhas)

• Depois da guerra só restaram cinzas. (apenas)

• Eles queriam ficar só na sala. (apenas)

Observação

A locução adverbial a sós é invariável.

5. OBRIGADO
• “Muito obrigada”, disse a aniversariante aos convidados!

6. BASTANTE
• Recebi bastantes flores.

• Estudei bastante.

7. TODO, TODA, TODO O , TODA A


• Todo aluno tem dificuldades nos estudos.

• Todo o clube comemorou a chegada do jogador.

8. É BOM, É NECESSÁRIO, É PROIBIDO, É PERMITIDO


• Vitamina C é bom para saúde.

• É necessária muita paciência.

9. MEIO
• Tomou meia garrafa de champanhe.
• Isso pesa meio quilo.

• A porta estava meio aberta.


• Ele anda meio cabisbaixo.

Pronome Relativo
•• QUE:
Retoma pessoas ou coisas.
•• O filme que eu vi ontem no cinema merecia um prêmio.
•• “Revisamos com mais disposição uma disciplina em que acreditamos, com que
simpatizamos e de que precisamos”
•• QUEM:
Só retoma pessoas. Ele somente deve ser utilizado antecedido de preposição, inclusive
quando funcionar como objeto direto.
Teremos só uma possibilidade de o pronome quem não ser precedido de preposição:
quando funcionar como sujeito. Isso só ocorrerá, quando possuir o mesmo valor de o
que, a que, os que, as que, aquele que, aquela que, aqueles que, aquelas que.
•• Foi ela quem gabaritou Português. = Foi ela a que gabaritou Português.
•• A amiga em quem tu acreditas está ao seu lado.
•• O irmão de quem Pedro precisará não mora mais nesta casa.
•• O professor a quem abracei no concurso foi muito importante na minha vitória.
•• O QUAL:
Existe flexão de gênero e de número: OS QUAIS, A QUAL, O QUAL, AS QUAIS.
•• O médico pelo qual fomos assistidos é um dos envolvidos em fraude.
•• Este é o jogador ao qual sempre faço referência.
•• A prova à qual me refiro foi anulada.
•• CUJO:
Indica uma ideia de posse. Concorda sempre com o ser possuído.
•• A árvore cujos frutos são venenosos foi plantada perto da minha casa?
O rapaz era um amigo de cujo nome não se lembra.
•• As pessoas em cujas dicas financeiras acreditei estão presas.
•• ONDE:
Só retoma lugar. Sinônimo de EM QUE.
•• Quero passar em uma cidade tranquila, onde possa ter bons momentos.
•• Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência reina entre nós.

Regência de alguns verbos:


1. Assistir
(A) = ver – é VTI.
•• Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida.
(B) = ajudar– é VTD.
•• Assistindo a criatura que morria, perdeu-lhe o ódio!
2. Esquecer / lembrar
(A) quando desacompanhados de pronome oblíquo, são VTD.
•• Esqueci aqueles cadernos.
•• Lembramos o problema.
(B) quando acompanhado de pronome oblíquo, são VTI.
•• Tu te esqueceste do compromisso.
•• Lembro-me daquela triste história!
3. Implicar
(A)= acarretar, causar – é VTD.
Várias crendices implicam comportamentos e gestos especiais para a passagem do
ano.
(B)= embirrar, ter implicância. É VTI.
•• Implicas pouco com teus colegas, né?
4. Pagar/perdoar
(A) Paga-se o que se deve. Perdoa-se alguma coisa.
•• O prefeito paga suas contas. Só perdoou a briga porque eram amigas!
(B) Paga-se a quem se deve. Perdoa-se a alguém.
•• Paguei o pão ao padeiro! (VTDI)
5. Preferir
Prefere-se A a B ( não “ mais A do que B”)
•• Prefiro leite a café.
•• Todos nós preferimos uma vida estável a uma vida tumultuada.
6. Querer
(A) VTD = no sentido de “desejar”
•• “ Eu quero uma casa no campo...”
(B) VTI = no sentido de “ gostar de, amar, querer bem”
•• Ele quer a seus colegas.
Regência nominal
É o nome da relação existente entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivos e
seu
respectivo complemento nominal. Essa relação é sempre intermediada por uma
preposição.
Deve-se considerar que muitos nomes seguem exatamente a mesma regência dos
verbos
correspondentes. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o
regime
dos nomes cognatos. Por exemplo, obedecer e os nomes correspondentes: todos
regem
complementos introduzidos pela preposição a: obedecer a algo/a alguém; obediência
a algo/a
alguém; obediente a algo/a alguém; obedientemente a algo/a alguém.

admiração a, por - horror a


atentado a, contra - impaciência com
aversão a, para, por - medo a, de
bacharel em, doutor em - obediência a
capacidade de, para - ojeriza a, por
devoção a, para com, por - proeminência sobre
dúvida acerca de, em, sobre - respeito a, com, para com, por

Crase

Ocorre crase
•• Eles foram à praia no fim de semana. (A prep. + A artigo)
•• A aluna à qual me refiro é estudiosa. (A prep. + A do pronome relativo A Qual)
•• A minha blusa é semelhante à de Maria. (A prep. + A pronome demonstrativo)
•• Ele fez referência àquele aluno. (A prep. + A pronome demonstrativo Aquele)
Crase obrigatória
1. Antes de nomes femininos que admitem o artigo A ou As e quando o
verbo pede
a preposição A.
•• Vamos à escola.
•• O menino não obedeceu à professora.
2. Na marcação das horas ou de partes do dia
•• Encontramo-nos à uma hora.
•• Chegaste às 15h.
•• Sairemos à tardinha.
3. Nas locuções
à frente de, à espera de, às claras, à procura de, à noite, à tarde, à esquerda, à direita,
às vezes,
às pressas, à medida que, à proporção que, à toa, à vontade, etc.
•• Às vezes, distraímo-nos.
•• Ele saiu às pressas.
•• À medida que uns entravam, outros saíam.
4. Com a letra A dos demonstrativos
•• Aquele: Refiro-me àquele rapaz.
•• Aquela: Dei as flores àquela moça!
•• Aquilo: Refiro-me àquilo que me contastes.
5. Crase com os pronomes relativos “que” e “qual”
•• A situação em que me encontro é igual À QUE suportaste.
•• Esta é a situação À QUAL aspiro.
Crase proibida
1. Diante de nomes masculinos
•• Ando sempre a pé.
•• Não sabemos andar a cavalo.
2. Antes de palavra feminina que não aceite artigo
•• Irás a Santa Catarina.
3. Diante de verbos
•• A mocinha pôs-se a chorar.
4. Quando houver o A (singular) antes de palavra no plural
•• Não assistimos a cenas violentas.
5. Entre palavras repetidas: face a face, cara a cara, lado a lado, frente a
frente, gota
a gota, etc
•• No altar eles ficaram lado a lado.
•• O médico recomendou-me tomar o remédio gota a gota.
6. Depois de preposição
•• Ontem compareci perante a banca examinadora.
7. Diante do artigo indefinido UMA
•• Levei o carro a uma oficina.
8. Antes da palavra casa, significando lar, residência, domicílio (próprio),
terra,
tomada em sentido indeterminado e distância também tomada em sentido
indeterminado
•• Vou a casa buscar meus livros.
•• Os marinheiros voltaram a terra.
•• Vimos um carro a distância.
Crase Facultativa
1. Diante de um nome próprio feminino
•• Enviei um presente a/à Cláudia.
2. Após a preposição até
•• Cheguei até a /à rua.
3. Diante dos pronomes possessivos femininos que estiverem no singular
•• Dirija-se a/à sua mãe.
No entanto, se o pronome possessivo feminino substituir um nome, a crase será
obrigatória.
•• Não me refiro a sua tia, mas à minha.

As conjunções podem ser classificadas em:


Coordenativas: ligam orações independentes, ou seja, que possuem
sentido
completo.
1. aditivas: expressam ideia de adição, soma, acréscimo.
São elas: e, nem, não só... mas também, mas ainda, etc.
•• A corrupção atinge todas as camadas da sociedade e incide em alguns
comportamentos.
•• “De repente, a dor de esperar terminou, e o amor veio enfim.” (Tim Maia)
•• Não estudei Português, nem cheguei perto de Constitucional ainda.
2. adversativas: expressam ideia de oposição, contraste.
São elas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante, etc.
•• “Hoje não tem boca pra se beijar, não tem alma pra se lavar, não tem vida pra se
viver, mas
tem dinheiro pra se contar”. (Criolo)
•• “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” (Vinícius de Moraes)
3. alternativas: expressam ideia de alternância ou exclusão.
São elas; ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, etc.
•• “Toda ação humana, quer se torne positiva, quer negativa, precisa depender de
motivação.”
(Dalai Lama)
•• Ora estuda com disposição, ora dorme em cima das apostilas
4. conclusivas: expressam ideia de conclusão ou uma ideia consequente do que se
disse
antes. São elas: logo, portanto, por isso, por conseguinte, assim, de modo que, em
vista
disso, então, pois (depois do verbo), etc.
•• “Meu bem, eu não suporto mais você longe de mim, por isso eu corro demais.”
(Roberto Carlos)
•• “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o
outro se chama
amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente
viver.” (Dalai Lama)
5. explicativas: a segunda oração apresenta a explicação sobre a razão do que se
afirmou na
primeira oração. São elas: pois, porque, que.
•• “Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar. Nessa
hora,
fique firme, pois tudo isso logo vai passar.” (Jeneci)
•• “Socorro! Alguém me dê um coração, que esse já não bate e nem apanha.” (Arnaldo
Antunes)
•• Edgar devia estar nervoso, porque não parava de gritar na aula.
Subordinativas: ligam orações dependentes, de sentido incompleto,
a uma oração principal que lhe completa o sentido. Podem ser
adverbiais,
substantivas e adjetivas. Neste caso, estudaremos as conjunções
que introduzem as orações subordinadas adverbiais.
1. causais: expressam ideia de causa, motivo ou a razão do fato expresso na oração
principal.
São elas: porque, porquanto, posto que, visto que, já que, uma vez que, como, etc.
•• “O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca, porque, quando vira nó, já
deixou de
ser laço.” (Mário Quintana)
•• “Que eu possa me dizer do amor (que tive): que não seja imortal, posto que é
chama.
•• Mas que seja infinito enquanto dure. “ (Vinícius de Moraes)
2. comparativas: estabelecem uma comparação com o elemento da oração principal.
São
elas: como, que (precedido de “mais”, de “menos”, de “tão” ), etc.
•• “O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho.”
(Machado de Assis)
•• “Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas.”
(Provérbio popular)
3. condicionais: expressam ideia de condição ou hipótese para que o fato da oração
principal
aconteça. São elas: se, caso, exceto se, a menos que, salvo se, contanto que, desde
que, etc.
“Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...” (Mário Quintana)
•• “Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.” (Vinícius de
Moraes)
4. consecutivas: expressam ideia de consequência ou efeito do fato expresso na
oração
principal. São elas: que (precedido de termo que indica intensidade: tão, tal, tanto,
etc.), de
modo que, de sorte que, de maneira que, etc.
•• “Eu te amo, Maria, eu te amo tanto que o meu peito me dói como em doença.”
(Vinícius de Moraes)
•• “Ninguém é assim tão velho que não acredite que poderá viver por mais um ano.”
(Cícero)
5. conformativas: expressam ideia de conformidade ou acordo em relação a um fato
expresso
na oração principal. São elas: conforme, segundo, consoante, como.
•• Segundo apontam os noticiários, a corrupção não é só no meio político do país.
•• Como chegamos a acreditar, algumas pessoas cometem pequenos atos infracionais.
6. concessivas: expressam ideia de que algo que se esperava que acontecesse,
contrariamente
às expectativas, não acontece. São elas: embora, conquanto, ainda que, se bem que,
mesmo que, apesar de que, etc.
•• “Mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem.” (Renato Russo)
•• “É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela e aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou.” (Bidê ou Balde)
7. finais: expressam ideia de finalidade. São elas: a fim de que, para que, que, etc.
•• “Você vai rir, sem perceber,
Felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar
para que receba o sol quando voltar “ (Marcelo Jeneci)
•• As questões devem ser feitas para que todos revisem a matéria.
8. proporcionais: expressam ideia de proporção, simultaneidade. São elas: à medida
que, à
proporção que, ao passo que, etc.
•• À medida que o tempo passava, mais ele queria o celular!
9. temporais: expressam anterioridade, simultaneidade, posteridade relativas ao que
vem
expresso na oração principal. São elas: quando, enquanto, assim que, desde que, logo
que,
depois que, antes que, sempre que, etc.
“E João não conseguiu o que queria,
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter.
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer (Renato Russo)
“Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar.” (Teatro
Mágico)
10. integrantes: introduzem uma oração que integra ou completa o sentido do que foi
expresso
na oração principal. São elas: que, se.
•• “Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais.” (Lulu Santos)

PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são usados para darmos ritmo, entoação e pausas e indicarmos
os
limites sintáticos e unidades de sentido.
Para começo de conversa!
Temos duas ordens diretas importantes para compreender vírgula
Oração simples – Sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial
Oração composta – Oração principal + oração subordinada adverbial
Não se usa vírgula
Sujeito do predicado – “Ter sucesso, é falhar repetidamente”
Objeto do verbo –“Todo problema é, um prego para quem só sabe usar martelo”
(Maslow)
Adjunto adnominal do nome – “A razão é como uma equação, de matemática: tira a
prática de sermos um pouco mais de nós!” (Teatro Mágico)
Oração principal da oração subordinada substantiva – Dizem, que eu não devia
estudar tanto.

Use vírgula para


1) Separar elementos de mesma função sintática
•• “O melhor trabalho político, social, espiritual que podemos fazer é parar de projetar
nossas
sombras nos outros” (C. G. Jung)
•• “Deixa eu cheirar esse cabelo loiro, lindo, fino e gringo” (Armandinho)
2) Assinalar supressão de um verbo.
•• Nós queremos comer chocolate; e vocês, pizza.
•• Grande parte dos alunos estava focada na matéria; o câmera, na aula.
3) Separar apostos e vocativos em uma oração
•• André Vieira, o professor destaque do curso, sempre nos surpreende!
•• O tempo, meus amigos, é o senhor da verdade.
•• “Pensei numa canção, meu bem, que falasse de amor.” (Liniker)
•• “Tua risada, minha paixão, me bate, queima, aperta, cheira, marca.” (Vanguart)
4) Separar um adjunto adverbial antecipado ou intercalado entre
o
discurso.
•• “E até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei.” (Los
Hermanos)
•• “Um homem, na estrada, recomeça sua vida” (Racionais)
•• “Diversão, hoje em dia, não podemos nem pensar,
pois, até lá nos bailes, eles vem nos humilhar.
Ficar lá, na praça, que era tudo tão normal,
Agora virou moda a violência no local.”
4.1) Não é recomendável o uso da vírgula quando o adjunto adverbial for
um simples
advérbio.
•• “Pode falar que nem ligo. Agora eu sigo o meu nariz. Respiro fundo e canto mesmo
que um
tanto rouca.” (Mallu Magalhães)
"O sucesso normalmente vem para quem está ocupado demais para procurar por ele"

Henry Thoreau, filósofo
•• “Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual” (Humberto
Gessinger)
5) Separar expressões explicativas, retificativas, continuativas,
conclusivas
ou enfáticas (aliás, além disso, com efeito, enfim, isto é, em suma,
ou
seja, ou melhor, por exemplo, etc).
•• Quero o meu suco com gelo e açúcar, ou melhor, somente gelo.
•• “Os empreendedores falham, em média, 3,8 vezes antes do sucesso final. O que
separa os
bem-sucedidos dos outros é a persistência” – (Lisa M. Amos, executiva)
•• O vício em celular, por exemplo, pode atrapalhar os estudos.
Virgula entre as orações
1) Separar orações coordenadas assindéticas (isentas de conectivos
que
as liguem)
•• “Seu amor me pegou, você bateu tão forte com o teu amor, nocauteou, me
tonteou, veio à
tona, fui à lona, foi K.O.” (Pablo Vittar)
•• “Comece onde está. Use o que você tem. Faça o que puder.”
•• “Não encosta, não me beija, só me olha, me deseja, quero ver se você vai aguentar
a noite
inteira sem poder me tocar” (Anitta)
2) Separar as orações coordenadas sindéticas (exceto E)
•• “Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-
te.”
(Friedrich Nietzsche)
•• “Você me encantou demais, mostrou seu coração do que ele é capaz, por isso eu
quero te
dizer que a flor dessa canção sempre será você.” (Natiruts)
•• “Garçom, troca o DVD, que essa moda me faz sofrer, e o coração não “guenta””.
(Maiara e Maraisa)

ATENÇÃO! Embora a conjunção "e" seja aditiva,


há três casos em que se usa a vírgula antes de sua ocorrência:
1) Quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes.
•• “Eu lembro de nós em nosso quarto e meu coração fica todinho apertado.
•• Eu conto os dias de voltar e poder te reencontrar, porque eu quero acordar com
você todos os dias” (Ponto de Equilíbrio)
2) Quando a conjunção "e" vier repetida com a finalidade de dar ênfase
(polissíndeto).
•• E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) Quando a conjunção "e" assumir valores distintos que não seja da adição
(adversidade, consequência, por exemplo)
Por Exemplo:
•• Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.
3) Separar orações subordinadas adverbiais na ordem direta,
especialmente quando forem longas.
•• “Não importa o quão devagar você vá, desde que você não pare” (Confúncio)
•• “É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de
me
achar, mesmo que me achar seja de novo a mentira de que vivo.” (Clarice Lispector)
•• “Nada sei dessa tarde, se você não vem. Sigo o sol na cidade para te procurar.”
(Marcelo Camelo – Vermelho)
4) Separar orações adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas),
sobretudo,
quando estas se antepuserem à oração principal.
•• “Quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a
pessoa muda”
(Freud)
•• “Se tiver que ser na bala, vai
Se tiver que ser sangrando, vai
Se você quiser, eu vou” (Vanguart)
•• Por saber de tudo, aceitou friamente a mentira!
5) Orações subordinadas Adjetivas
5.1) Restritivas: restringem o significado do antecedente e não são separadas
da
oração principal por vírgulas.
•• “Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.”
(Clarice Lispector)
•• “Nessa cidade, tem uma rua que eu não ouso mais passar.
Nessa cidade, tem uma rosa de pálida agonia a me esperar.
Nessa cidade, tem uma casa que eu não posso mais entrar.
Nessa cidade, tem outra casa cheia de flores para você.” (Vanguart)
•• “Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só
perceber isso
quando não pode mais voltar atrás.” (A Menina que Roubava Livros)
5.2) Explicativas: acrescentam uma qualidade acessória ao antecedente e são
separadas da oração principal por vírgulas.
•• “Felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos.” (Machado de Assis)
•• “Sede se mata com água, que não tem calorias”
•• A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnóstico e em
avaliações de
risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas ‘inteligentes’: impedir a
formação de tumores”

Dois-pontos ( : )
a) Iniciar fala de personagens:
•• O candidato gritou:
– Comecem logo a prova!
b) Apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que
explicam e/
ou resumem ideias anteriores.
•• Esse é o problema dos caixas eletrônicos: não tem ninguém para auxiliar os mais
idosos.
•• Por favor anote o seu número de protocolo: 171171
c) Citação direta:
•• Como já dizia Carl Jung: Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma
melhor
compreensão de nós mesmos.

Ponto e vírgula
1) O ponto e vírgula é usado na separação de orações extensas e relacionadas entre
si,
principalmente quando já subdivididas com vírgulas.
•• Dos autores brasileiros, homenagearam Machado de Assis; dos portugueses,
Fernando
Pessoa; dos moçambicanos, Mia Couto.
•• Dos trinta alunos do curso, vinte aceitaram a aula no domingo; os restantes
discordaram.
•• Gosto de estudar Português ; minha colega, de estudar Constitucional.
2) É também usado na separação de conjunções adversativas, podendo, assim,
substituir a
vírgula.
•• Acreditei que conseguiria fazer o tema; porém, só passei o olho nele.
•• Terei aula no sábado; contudo, não tenho minhas dúvidas em relação à presença.
3) O ponto e vírgula é usado ainda na separação de orações sindéticas, quando o
verbo
estiver antes da conjunção conclusiva ou adversativa
•• Jamais fiz um resumo; esperava, contudo, passar naquele concurso.
•• Rezei muito; esperava, portanto, gabaritar Português.

Tempos verbais do Indicativo


1. Presente – é empregado para expressar um fato que ocorre no momento em que se
fala;
para expressar algo frequente.

2. Pretérito perfeito – revela um fato concluído, iniciado e terminado no passado.


3. Pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato ocorrido no passado, antes de
outro
também passado.
•• Quando o pai chegou do trabalho, as crianças já tinham dormido.
Futuro do presente – indica um fato que vai ou não ocorrer após o momento em que
se
fala.
6. Futuro do pretérito – expressa um fato futuro em relação a um fato passado,
habitualmente
apresentado como condição. Pode indicar também dúvida, incerteza. Cordialidade.
Tempos verbais do Subjuntivo
1. Presente – expressa um fato atual exprimindo possibilidade, um fato
hipotético.
2. Pretérito imperfeito – expressa um fato passado dependente
3. Futuro – indica uma ação hipotética que poderá ocorrer no futuro. Expressa
um fato futuro
relacionado a outro fato futuro.
•• Se tudo der certo, passarei neste concurso e de outro fato passado.

Uso dos Porquês


1) Por que
•• Utiliza-se para introduzir perguntas;
•• Utiliza-se quando se troca por “motivo” “razão”;
•• Utiliza-se quando se troca por “pelo qual”
--Ainda não se sabe por que houve o rompimento das barragens de rejeito de minério
em Mariana.
2) Por quê
•• utiliza-se no fim da frase.
•• “Já não me preocupo se eu não sei por quê.
•• Às vezes, o que eu vejo quase ninguém vê.” (Legião Urbana)
3) Porque
•• introduz ideia de causa e explicação. Equivale a “pois”, “já que”.
4) Porquê
•• usa-se como substantivo. Vem acompanhado de um artigo, pronome, numeral.
•• Você tem seus porquês para estar aqui!
•• Preciso de cinco porquês neste caso!

Denotação e Conotação
A Denotação é a palavra utilizada em seu sentido literal, original, real, objetivo;
enquanto a
Conotação é o uso figurado, subjetivo ou expressivo da palavra e depende do
contexto em que
é empregado.