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AMOR DE PERDIÇÃO

Camilo Castelo Branco


AULA DE LIVROS – Prof. Claudio
ROMANTISMO - Características

• Subjetivismo;
• Predomínio da emoção sobre a
razão;
• Desequilíbrio, anarquia e
ilogismo pelo excesso de
sentimentos;
• Predomínio da imaginação e do
idealismo (idealização) sobre o
real;
• Fantasia como saída do mundo
material;

A alma da rosa (1908), de John William Waterhouse


ROMANTISMO - Características

• Fuga da realidade,
escapismo;
• Fuga para...
• o passado (medievalismo
ou passado remoto),
• a fantasia,
• terras exóticas ou
longínquas,
• a vida boêmia,
• morte;
• Sondagem do mundo
interior; A Liberdade guiando o povo (1830), de Eugène
Delacroix
ROMANTISMO - Características

• Preferência pela paisagem


noturna – sonho, fantasia e noite;
• Mal do século (Mal du Siécle) –
pessimismo, tédio e morbidez;
• Instabilidade emocional –
“estética de adolescentes”;
• Nacionalismo e exaltação da
pátria – Ufanismo;

El Aquelarre (1798), de Francisco de Goya


ROMANTISMO - Características
• Liberdade de expressão formal;
• Uso de figuras de linguagens:
metáfora, hipérbole,
comparação, prosopopeia,
sinestesia;
• Criação dos Romances: textos
narrativos divididos em capítulos
com vários personagens e núcleos
narrativos, mais fáceis de serem
lidos;
• Popularidade dos Folhetins:
publicações semanais, diárias ou
periódicas de capítulos em
jornais e revistas;
FASES/FACES/GERAÇÕES
ROMÂNTICAS PORTUGUESAS
1ª FASE - Nacionalista
• Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Antônio Feliciano de Castilho;
• Resquícios neoclássicos/árcades, romantismo idealista;

2ª FASE - Ultrarromântica
• Camilo Castelo Branco e Soares de Passos;
• Emoção, exagero, escapismo e mal do século;

3ª FASE - Nacionalista
• Júlio Dinis e João de Deus;
• Engajamento social e pré-anúncio do Realismo;
CAMILO CASTELO BRANCO

• Nasceu em 1825 em Lisboa;


• Órfão dos pais aos 10 anos, criado por
uma tia e uma irmã;
• Casa-se aos 16, tendo uma filha;
• Tenta cursar Medicina;
• Aos 23 anos, começa sua carreira
literária;
• Várias aventuras amorosas (inclusive
com uma freira);
• Entre 1850 e 1852, recolhe-se em um
seminário – crise religiosa;
CAMILO CASTELO BRANCO

• Conhece Ana Plácido, mulher casada, e


vive um amor proibido;
• Ela abandona o marido, mas o casal é
preso por adultério;
• Escreve Amor de Perdição (1862);
• Sustenta três filhos e a mulher pela
escrita desenfreada;
• Um filho é desajuizado e outro
acometido pela loucura;
• Descobre-se com sífilis – causa
progressiva cegueira;
• Suicida-se no dia 1º de junho de 1890;
CAMILO CASTELO BRANCO
• Autor copioso;
• Novelas e romances fatalistas;
• Novelas passionais (maturidade literária);
• Sentimentalismo;
• Transformação por amor;
• Tendência ao recolhimento;
• Atitudes tomadas de paixão;
• Romances de denúncia social;
• Projeções autobiográficas;
• Tema recorrente: Amor trágico;
• Domínio da linguagem (variada nas obras);
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)

• Escreveu nos 15 dias que ficou preso na


Cadeia da Relação do Porto, por ter
raptado e tido um caso com Ana
Plácido;
• Narra a história de amor entre Simão
Botelho e Teresa de Albuquerque,
adolescentes de famílias inimigas;
• Descoberto o amor, as famílias fazem
de tudo para separar os jovens;
• Percurso biográfico – Simão/Camilo –
prisão e exílio;
• Injustiça da história trágica: narrador
subjetivo;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Triângulo amoroso
• Caráter heroico dos protagonistas – em nome do amor, enfrentam
os preconceitos e as imposições sociais;
• Onde não há espaço para sentimentos sublimes, mas apenas para a
mediocridade, o materialismo e a hipocrisia;
• História de um triângulo amoroso;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Enredo
• Simão Botelho – filho do juiz Domingos Botelho e D. Rita Preciosa –
violento e arruaceiro;
• Juiz era odiado por Tadeu de Albuquerque;
• Domingos deu causa contrária a Tadeu;
• Simão espancou vários criados – inclusive de Tadeu de Albuquerque;
• Amor: efeito redentor – abandona a vida boémia e passa a estudar;
• Ódio das famílias: impedimento para o amor;
• Imposição a Teresa o casamento com o primo Baltasar Coutinho;
• Teresa: corajosa e obstinada – recusa-se a casar com quem não
ama – é enclausurada em um convento;
• Simão muda-se para Viseu – ficando na casa de João da Cruz, um
ferrador;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Enredo
• João da Cruz (traços realistas): figura protetora para Simão (o
salva de uma emboscada armada por Baltasar Coutinho);
• Mariana – filha de João da Cruz – mulher-anjo do Romantismo;
• Sensata, corajosa e determinada;
• Cuida de Simão, entregando-se à sua paixão;
• Espírito de sacrifício pessoal;
• Figura mais real;
• Teresa – também mulher-anjo (pureza, fragilidade e sofrimento
amoroso);
• Contraste a Mariana: afasta-se de Simão, convertendo-se em uma
figura ideal – vida de resistência passiva ao pai e ao primo;
• Simão perturba-se ao perceber o amor de Mariana;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Enredo

• Afeto de João da Cruz e Mariana contrasta com a relação de


Teresa e Simão com os seus respectivos pais;
• Tadeu de Albuquerque ama a filha (perceptível quando este a
espera à porta do convento): porém sobrepõe seu ódio e soberba;
• Teresa nutre amor pelo pai, mas este não é maior que o amor que
sente por Simão;
• Relação de Simão com os pais nunca foi pacífica;
• Domingos não intercede quando o filho é condenado e preso;
• D. Rita pede clemência, não tanto por amor ao filho, mas para
contrariar o marido;
• Simão isolado do contexto familiar – amor o salva;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Enredo
• Amor-paixão: tema principal da obra;
• Teresa e Simão: caráter sublime da paixão – liberdade individual
defendida pelo Romantismo;
• Amor como sentimento ideal – se não vivido na Terra, o será no
Céu;
• Mariana e Simão: dedicação ao cuidado do amor;
• Ao contrário da relação com Teresa, por ter caráter mais prático,
Mariana nutre esperança em ser amada em vida por Simão;
• Herói romântico: valores elevados e “humanos” – amor, justiça,
liberdade, idealismo social;
• Conflito com a sociedade – recusa as regras e convenções;
• Rebeldia romântica – termina em desgraça ou frustração;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Herói romântico
• Simão Botelho:
• Dedica a vida a um amor idealizado;
• Elevação de caráter – coragem em seus atos, determinação, conceito
de honra e respeito para com as pessoas de outras condições sociais;
• Entrega-se à justiça depois de matar Baltazar;
• Recusa ser tratado com privilégios no cárcere;
• Move-se por um grande plano: ideal de Amor (por Teresa);
• Complexidade interior: contradições e conflitos;
• Isolamento social: Simão vive em um mundo diferente dos outros;
• Conflito com a sociedade: opõe-se às convenções, regras e ideias-
feitas, contesta os valores hipócritas, vazios e sem caráter ou moral;
• Sucumbe em um ato rebelde e heroico;
• As famílias odeiam-se, sentindo-se superiores aos demais, e o
verdadeiro Amor não encontra espaço para existir nesta sociedade;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Crítica social
• Questão social – falsas virtudes e condição da mulher no séc. XIX;
• Crônica da vida em sociedade e dos costumes da época;
DOIS SISTEMAS DE VALORES
Antigo Regime Absolutista Modernidade Liberal
• Noções de honra; • Valores humanos;
• Privilégio de classes dominantes; • Justiça social;
• Autoridade familiar; • Igualdade;
• (Falsa) virtude cristã; • Liberdade;

• Narrador denuncia e satiriza os valores caducos e contraditórios;


• Analisa e critica a sociedade de seu tempo – antecipa valores
modernos;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Narrador, tempo e espaço
• Narrador em terceira pessoa – narrador onisciente
• Em alguns momentos observador (sabe dos fatos pelas cartas de
Simão e Teresa);
• Confessa ser sobrinho de Simão Botelho por parte de pai;
• Narração com juízos sobre personagens e sobre a sociedade;
• Leitor cúmplice – narrador dirige-se ao leitor;
• Linguagem corrente e variada;
• Texto por vezes irônico e metafórico;
• Diálogos vivos (relembrando cenas dramáticas);
• Enredo linear e alguns momentos de flashbacks ou analepse;
• Tempos cronológico e psicológico;
• Espaço: Viseu e Porto;
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Personagens
• Bem (Amor) contra o Mal (atrapalhar a relação);
• Simão Botelho:
• no início da obra, apresenta-se como um adolescente de 17 anos de
temperamento difícil, encrenqueiro. Esse caráter é posteriormente
transformado pelo amor a Teresa, prenunciando que o amor é uma
virtude transformadora. Simão é transformado em herói do
ultrarromantismo. Nem o sofrimento abala os sentimentos nobres que
ele nutre pela amada Teresa. É importante notar que a ação cabe a
Simão e a reação, a Teresa. Ao tentar raptar Teresa, mata Baltasar
durante uma discussão, sendo preso e condenado à forca, sendo
comutado ao exílio nas Índias. Na sua partida, do porto, vê Teresa na
torre do convento acenando. Ao saber da morte da amada, tem uma
febre inexplicável e morre.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Personagens
• Teresa de Albuquerque:
• ela reage às atitudes do amado, endossando-as e revelando a
distinção dos papéis masculino e feminino da sociedade da época; a
fragilidade feminina ampara-se na agressividade masculina. Teresa
simboliza a perfeição do caráter na mulher romântica. Socialmente
nivelados, Simão e Teresa têm como obstáculo ao amor o ódio de seus
familiares. Vizinha de Simão, é responsável pela mudança nas
atitudes do rapaz. Quando o amado foi enviado para Coimbra, conta
com a ajuda de Mariana e de uma mendiga para trocas de
correspondências. Teresa rejeita casar-se com o primo e é enviada
para o convento de Monchique, no Porto. Já bem enfraquecida e
doente, pede para ir ao mirante ver Simão partir. Após acenar
dizendo adeus, morre.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Personagens
• Mariana:
• filha de um ferreiro, João da Cruz, esta personagem aponta para a
distinção social que impede a concretização do amor. Contenta-se
com seu amor secreto, disfarçado em bondade e cortesia. Sabe sua
condição; mesmo assim, o amor não lhe é menos intenso. Ainda que
ame Simão, ajuda Teresa – encarnando o amor abnegado. Procura
estar sempre ao lado de Simão, se afastando inclusive de seu pai no
período da prisão do amado. Mariana acompanha Simão no barco que
o leva para o exílio e lhe mostra a última carta de Teresa. Quando
Simão morre, no dia seguinte, seu corpo é atirado ao mar – Mariana
não suporta a perda e se lança também, abraçando o cadáver do
amado.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Personagens
• Baltasar Coutinho:
• funciona como reforço da posição familiar de Teresa. Representa o
que de pior existe na covardia burguesa: arma emboscada, contrata
facínoras. Opõe-se ao caráter de Simão, ou seja, sempre “joga sujo”,
como o faz a sociedade burguesa, hipócrita guardiã de princípios
inexplicáveis.
• João da Cruz e mendiga:
• símbolos das classes inferiores, dotados de valores naturais,
independente da classe social. São sinais do Bem, face as dificuldades
do Mal, auxiliam na concretização do amor de Simão e Teresa.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Considerações finais

• Amor que salva x Amor que faz perder-se;


• “Meu pai diz que me vai encerrar num convento por tua
causa. Sofrerei tudo por amor de ti. Não me esqueças
tu, e achar-me-ás no convento ou no céu, sempre tua
do coração, e sempre leal. Parte para Coimbra. Lá irão
dar as minhas cartas; e na primeira te direi em que
nome hás de responder à tua pobre Teresa.”
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Considerações finais

• “Considero-te perdida, Teresa. O sol da manhã, pode ser que eu


não o veja. Tudo, em volta de mim, tem uma cor de morte. Parece
que o frio da minha sepultura me está passando ao sangue e aos
ossos.
• Não posso ser o que tu querias que eu fosse. A minha paixão não se
conforma com a desgraça. Eras a minha vida: tinha a certeza de
que as contrariedades me não privariam de ti. Só o receio de
perder-te me mata. O que me resta do passado é a coragem de ir
buscar uma morte digna de mim e de ti. Se tens força para uma
agonia lenta, eu não posso com ela.”
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Exercícios
1- (UEL) Sobre Amor de perdição, do escritor português Camilo Castelo
Branco, assinale a alternativa INCORRETA:
(A) Amor de perdição é uma novela ultrarromântica, marcada pelo
sentimento passional e pelo idealismo amoroso, confirmando, assim, duas
das principais características do período, que foram o subjetivismo e a luta
individual do herói.
(B) Narrada em terceira pessoa, a novela segue as convenções tradicionais
da narrativa de ficção, como a sequência temporal dos acontecimentos e a
linearidade do enredo, apresentando também referências históricas e
biográficas.
(C) O ultrarromantismo da novela é quebrado por tendências realistas
observadas no posicionamento da personagem Mariana e na forma pouco
subjetiva como a realidade é tratada numa ficção documental.
(D) Mariana é a principal agente de comunicação entre Simão e Teresa,
figurando como personagem auxiliar que promove a união amorosa entre os
dois adolescentes apaixonados, embora não possa dela participar.
(E) A personagem Mariana, encarnando o amor romântico, com pureza e
resignação, e a personagem Teresa, representando a mulher inacessível e
idealizada, encontram na morte a plenitude do amor idealizado, nesta
novela da segunda fase romântica da literatura portuguesa.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Exercícios
2- (Mackenzie-SP) É uma característica da obra de Camilo Castelo
Branco:
a) a influência rica, em sua poesia, de símbolos, imagens alegóricas
e construções.
b) a oscilação entre o lirismo e o sarcasmo, deixando páginas de
autêntica dramaticidade, vibrando com personagens que comumente
intervêm no enredo, tecendo comentários piedosos, indignados ou
sarcásticos.
c) a busca de uma forma adequada para conter o sentimentalismo do
assado e das formas românticas.
d) o fato de deixar ao mundo um alerta sobre o mal-estar trazido
pela civilização moderna e industrializada.
e) o apego ao conto como principal realização literária, através do
qual se tornou um dos autores mais respeitados na literatura
portuguesa.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Exercícios
Texto para as questões de 4 a 6
Amava Simão uma sua vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira,
regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a
vira a primeira vez, para amá-la sempre. Não ficara ela incólume da ferida
que fizera no coração do vizinho: amou-o também, e com mais seriedade
que a usual nos seus anos.
Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze
anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores de
romances dizem o mesmo. Enganam-se ambos. O amor dos quinze anos é
uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a
tentativa da avezinha que ensaia o vôo fora do ninho, sempre com os olhos
fitos na ave-mãe, que a está da fronde próxima chamando; tanto sabe a
primeira o que é amar muito, como a segunda o que é voar para longe.
Teresa de Albuquerque devia ser, porventura, uma exceção no seu amor.
Camilo Castelo Branco – Amor de perdição
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Exercícios
3 – (Mackenzie) De acordo com o texto,
a) o amor de Simão e Teresa é visto pelo narrador como uma
brincadeira de criança.
b) o amor de Simão e Teresa, caracterizado como “amor à primeira
vista”, foi intenso no início, mas não durou muito.
c) Teresa, aos quinze anos, amava como uma avezinha que ensaia o
vôo fora do ninho.
d) o caso de amor entre Simão e Teresa quebrou as expectativas do
narrador com relação a namoros de juventude.
e) o amor de Simão e Teresa é prova de que os poetas e prosadores
estão enganados com relação aos relacionamentos juvenis.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Exercícios
4 – (Mackenzie) Assinale a alternativa correta.
a) A divergência do narrador com relação à concepção de amor veiculada
pela ficção é
prova de que o texto pertence ao Realismo.
b) No contexto, a crítica a poetas e prosadores funciona como estratégia
para o narrador obter credibilidade dos leitores.
c) A temática do amor não correspondido, implícita no texto, revela-nos um
ponto de vista narrativo comprometido com a fidelidade aos fatos da
realidade.
d) O estilo romântico do texto é comprovado pela linguagem rebuscada com
que o narrador comenta a fragilidade do amor entre Simão e Teresa.
e) O aproveitamento de temática amorosa nos moldes de Romeu e Julieta,
de Shakespeare, atesta o estilo clássico de Camilo Castelo Branco.
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Exercícios
5 – (Mackenzie) Assinale o fragmento que, embora pertencendo ao mesmo
estilo de época de Camilo Castelo Branco, apresenta ponto de vista irônico
sobre a aventura amorosa.
a) Eu te amo, Maria, eu te amo tanto / Que meu peito me dói como em
doença / E quanto mais me seja a dor intensa / Mais cresce na minha alma
teu encanto. - Vinicius de Morais
b) O Amor enganoso, que fingia, / Mil vontades alheias enganando, / Me
fazia zombar de quem o tinha. - Camões
c) E o eco ao longe murmurou – é ela! / E a vi – minha fada aérea e pura – /
A minha lavadeira na janela! - Álvares de Azevedo
d) Cansei-me de tentar o teu segredo: / No teu olhar sem cor, – frio
escalpelo –, / O meu olhar quebrei, a debatê-lo, / Como a onda na crista
dum rochedo. - Camilo Pessanha
e) Ai! Se eu te visse, Madalena pura, / Sobre o veludo reclinada a meio, /
Olhos cerrados na volúpia doce, / Os braços frouxos – palpitante o seio! ...-
Casimiro de Abreu
AMOR DE PERDIÇÃO (1862)
Gabarito - Exercícios
1- C) 2- B) 3- D) 4- B) 5-C)