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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO


FACULDADE DE LETRAS
CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS - LÍNGUA PORTUGUESA
MODALIDADE À DISTÂNCIA

GEANE DO SOCORRO ROVERE LEAL PINHEIRO

ELEMENTOS LINGUÍSTICOS DE ATITUDE NA LINGUAGEM DOCENTE EM


FÓRUNS VIRTUAIS EDUCACIONAIS

BELÉM – PA
2016
GEANE DO SOCORRO ROVERE LEAL PINHEIRO

ELEMENTOS LINGUÍSTICOS DE ATITUDE NA LINGUAGEM DOCENTE EM


FÓRUNS VIRTUAIS EDUCACIONAIS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará
como requisito para obtenção da graduação em
Licenciatura Plena em Letras, Língua Portuguesa.
Orientadora: Profª. Drª. Maria Cristina Ataíde Lobato

BELÉM-PA
2016
GEANE DO SOCORRO ROVERE LEAL PINHEIRO

ELEMENTOS LINGUÍSTICOS DE ATITUDE NA LINGUAGEM DOCENTE EM


FÓRUNS VIRTUAIS EDUCACIONAIS

MEMBRO DA BANCA EXAMINADORA

Orientador

___________________________________________________
Profª. Drª. Maria Cristina Ataíde Lobato
Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem
FALE/ ILC/ UFPA

Examinador

___________________________________________________
Profª. Drª Ana Lygia Almeida Cunha
Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem
FALE/ ILC/ UFPA

Apresentado em: 02/04/2016


Conceito: EXCELENTE

BELÉM-PA
2016
DEDICATÓRIA

Aos meus pais Israel e Raimunda por me permitirem estar


hoje aqui, ao meu marido José Pinheiro pelo incentivo e
companheirismo, e aos nossos filhos Izaildo Neto e Gabriel
Rovere, que são o motivo do meu esforço.
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus, pela minha vida, e por me guiar sempre pelos bons caminhos,
estando ao meu lado sempre nos momentos difíceis.

Agradeço aos meus pais, Israel Leal e Raimunda Elena, pelos esforços em me garantir
sempre um futuro brilhante.

Agradeço ao meu marido José, pelo seu incondicional apoio, carinho e amor, foram
extremamente relevantes para conclusão dessa jornada.

Aos meus filhos Izaildo e Gabriel pelo amor e carinho recebido, que foram
fundamentais para vencer mais essa batalha.

Às minhas irmãs Gigliane e Geliane Leal pela amizade e palavras de incentivo. A Geli,
pelo carinho e o auxílio nas traduções.

À minha amiga Rafaela Correia, que iniciou comigo essa jornada, mais não podemos
concluir juntas, mas sei que está torcendo por mim assim como torço por ela.

À Lenilde Ramos, pelo apoio e dedicação com meus filhos durante esse período de
estudo.

A todos os professores que no decorrer da graduação partilharam seus


conhecimentos, conselhos e orientações conosco. Em especial a Drª Fátima do
Nascimento, pelo auxílio na transferência de polo, e a minha orientadora Profª. Drª.
Maria Cristina Ataíde Lobato, pelas suas valiosas orientações que foram fundamentais
para conclusão desse trabalho.

Aos meus tutores à distância e presenciais, que no decorrer dessa jornada foram de
fundamental importância, Antônia Belchior, Remmy Sales e Manoel Alves, e em
especial as minhas queridas amigas e tutoras Alegna Nunes e Ana Cláudia Melo
Soares.

À Drª Fabíola Satrin, pesquisadora da Teoria da Avaliatividade, pelos seus


conhecimentos partilhados e textos esclarecedores.
Enfim, agradeço a todos que direta ou indiretamente colaboraram com essa jornada
de sucesso.
RESUMO

Esta pesquisa tem como objetivo investigar os elementos linguísticos de Atitude nas
mensagens docentes dos fóruns virtuais de duas disciplinas do curso de licenciatura
em letras da Universidade Federal do Pará. As disciplinas foram selecionadas pelo
quantitativo de mensagens, uma com maior e outra com menor número. Ao se
investigar o subsistema de atitude, que integra o sistema de avaliatividade, realizado
nas mensagens docentes dos fóruns, pretendo com esse estudo contribuir para
pesquisas na área de linguística aplicada, sobretudo sobre o sistema de avaliatividade
e EaD. Para tal, foram usados como referencial teórico o sistema da avaliatividade
proposto por Martin (2000), Martin e Rose (2003/2007, 2008) e Martin e White (2005),
o qual tem como origem a Linguística Sistêmico-Funcional de Halliday (1994) e
Halliday e Hasan (1985). Por esse sistema é possível investigar as avaliações
realizadas por meio da língua. A avaliatividade se refere “ao lado interpessoal na
linguagem, à presença subjetiva escritores/falantes no texto, na medida em que eles
se comunicam” (Martin e White, 2005, p.1). As análises realizadas nesta pesquisa
mostraram que a subcategoria apreciação é o recurso avaliativo mais utilizado nas
mensagens analisadas. Os elementos linguísticos usados para realizar atitude, foram
atributos e processos, esses foram usados para expressar sentimentos, realizar
julgamentos e apreciações. O quantitativo de avaliações revelou que houve um
aumento no número de participações discentes, bem como a polaridade das
avaliações que também influenciou as participações discentes.

Palavras-chave: atitude, avaliatividade, fóruns virtuais, EaD.


ABSTRACT

This study aims to investigate the linguistic elements of attitude in the messages
teachers of virtual forums two undergraduate course in Licentiate in letters of the
Federal University of Pará. The subjects were selected by quantitative messages, one
more and one with fewer. To investigate the attitude subsystem that integrates
avaliatividade system performed in messages faculty forums, this study aims to
contribute to research in linguistics applied area, especially on the avaliatividade
system and distance education. For this, were used as the theoretical framework
avaliatividade system proposed by Martin (2000), Martin and Rose (2003-2007, 2008)
and Martin and White (2005), which is to rise to Systemic Functional Linguistics
Halliday (1994) and Halliday and Hasan (1985). By system it is possible to investigate
the evaluations carried out by language. The avaliatividade refers to "interpersonal side
in the language, the presence subjective writers / speakers in the text, in so far as they
communicate" (Martin and White, 2005 p.1). The analyzes in this study showed that
sub-category appreciation resource is the most used in the evaluation in the analyzed
messages. The linguistic elements used to perform action, were attributes and
processes, these were used to express feelings, conduct trials and appreciation. The
quantitative evaluation showed that there was an increase in the number of students
participation, as well as the polarity of the evaluations also influenced the students'
participations.

Key-words: attitude, appraisal, virtual forums, e-learning.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Sistema de Avaliatividade...........................................................................22


Figura 2 - Julgamento e apreciação como afeto institucionalizado. ...........................24
Figura 3 - Subsistema de atitude ................................................................................38
Figura 4 - Subtipos de julgamento ..............................................................................45
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Relação das metafunções da linguagem com contexto de situação .......18


Quadro 2 - Realização do Afeto e exemplos ..............................................................25
Quadro 3 - Julgamento de estima social ....................................................................27
Quadro 4 - Julgamento de sanção social ...................................................................27
Quadro 5 - Tipos de Apreciação .................................................................................29
Quadro 6 - Resumo das mensagens dos fóruns da disciplina CPT ...........................34
Quadro 7 - Resumo das mensagens dos fóruns da disciplina FF ..............................35
Quadro 8 - Apresentação dos tipos de atitude ...........................................................37
Quadro 9 - Ocorrências avaliativas por categoria atitudinal .......................................39
Quadro 10 - Tipo de polaridade por categorias atitudinais .........................................40
Quadro 11 - Resumo por elemento léxico-gramatical e subtipo de afeto ..................42
Quadro 12 - Ocorrências por subtipos de afeto ..........................................................44
Quadro 13 - Ocorrências por subtipo de julgamento ..................................................45
Quadro 14 - Ocorrências por subtipo de apreciação ..................................................49
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Mensagens x Avaliações...........................................................................52


Gráfico 2 - Avaliações por polaridade .........................................................................53
Gráfico 3 - Avaliações x Mensagens discentes ..........................................................53
SUMÁRIO

CONSIDERAÇÕES INICIAIS .....................................................................................12

CAPÍTULO I – FUDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................14

1.1 – Educação à Distância no Brasil ..................................................................15

1.2 – Linguística Sistêmico-Funcional.................................................................17

1.3 – O Sistema de Avaliatividade (‘Appraisal’) ..................................................19

1.3.1 Atitude ........................................................................................................23

1.3.1.1 Afeto .....................................................................................................24

1.3.1.2 Julgamento ..........................................................................................26

1.3.1.3 Apreciação ...........................................................................................28

CAPÍTULO II – METODOLOGIA................................................................................30

2.1 O Corpus ...........................................................................................................30

2.1.1 O Contexto .................................................................................................30

2.1.2 Os participantes ........................................................................................33

2.1.3 Os dados ....................................................................................................33

2.2 Procedimento de coletas e organização dos dados ....................................34

2.2.1 A coleta dos dados ...............................................................................34

2.2.2 A organização dos dados .....................................................................35

2.3 Procedimento de análise dos dados .............................................................35

2.3.1 Etapas de análise dos dados ...................................................................35

2.3.2 Critérios para apresentação dos dados ..................................................36

CAPÍTULO III – APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS ........38

3.1 Apresentação dos dados ................................................................................39

3.1.1 Avaliações de Afeto ..................................................................................40

3.1.2 Avaliações de julgamento ........................................................................44

3.1.3 Avaliações de apreciação .........................................................................48

CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................55


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..........................................................................58

ANEXOS .....................................................................................................................60

Fóruns de Compreensão e Produção de Textos ................................................61

Fóruns de Fonética e Fonologia ........................................................................120


12

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O presente trabalho tem como propósito investigar os elementos linguísticos


de atitudes na linguagem docente, presente nas mensagens dos fóruns de discussão
do Curso de Licenciatura em Letras – Habilitação em Língua Portuguesa, modalidade
à distância, da Universidade Federal do Pará. A investigação se concentrou nos fóruns
das disciplinas de Compreensão e Produção de Texto e Fonética e Fonologia,
ministradas para as turmas de 2011 dos polos de Tucumã e Dom Eliseu.
A presente pesquisa foi motivada pela observação dos fóruns virtuais de
aprendizagem, utilizados como instrumento de ensino e aprendizagem da Educação
à Distância, em decorrência da desigualdade nas participações discentes. A partir de
então, como aluna e participante das duas disciplinas selecionadas, escolhi uma
disciplina na qual continha maior número mensagens totais e outra que não registrou
números tão expressivos. O que coincidentemente, para mim, foi uma das disciplinas
que mais gostei de interagir, e a outra não gostei e pouco participei.
Pretende-se nesta pesquisa colaborar com os estudos na área de Linguística
Aplicada e na de Educação à Distância, investigando na linguagem docentes das
mensagens dos fóruns, os elementos linguísticos de atitude que incentivam a
participação dos alunos, dinamizando as interações nesse contexto. Dessa forma, os
objetivos específicos assim delineiam-se:
- Identificar os tipos e subtipos de atitude.
- Analisar e quantificar o número de avaliações docentes.
- Analisar e descrever a polaridade das avaliações.
A partir desses objetivos cheguei aos questionamentos:

1) Quais elementos linguísticos de atitude, na linguagem docente, podem


contribuir para uma melhor interação nos fóruns das duas disciplinas
pesquisadas?
2) Quais os modos preferenciais para se avaliar, identificados no corpus desse
estudo?
3) O quantitativo de avaliações docentes influenciou a participação discente?
4) A polaridade das avaliações docentes influenciou as participações discentes?
13

Para responder aos questionamentos, foi realizado o mapeamento das


avaliações encontradas, seguindo pela quantificação por tipo e subtipo e polaridade.
Como base teórica utilizei o sistema de avaliatividade, proposto por Martin
(2000) e posteriormente aprofundado por outros pesquisadores, como Martin e Rose
(2003/2007), Martin e White (2005). Esse sistema é baseado na Linguística Sistêmico-
Funcional de Halliday (1985/1994) dentre outros seguidores.
Esta dissertação organiza-se em três capítulos do seguinte modo: no
Capítulo I – Fundamentação Teórica, apresento o arcabouço teórico ao qual essa
pesquisa utilizou como suporte para as investigações. Primeiramente abordo sobre o
cenário da educação à distância no Brasil, seguindo pela Linguística Sistêmico-
Funcional, explicitando suas características e conceitos. Finalizo o capítulo com a
explicação detalhada do Sistema de Avaliatividade, destacando inicialmente de forma
mais geral, seguindo com a explicitação do subsistema de Atitude e seus tipos, afeto,
julgamento e apreciação e subtipos.
No Capítulo II – Metodologia, apresento o contexto e os passos seguidos
para as análises. Descrevo como foram realizadas as análises, afim de contribuir para
futuras pesquisas que porventura utilizem o subsistema de atitude para investigar o
discurso ou elementos linguísticos nos mais variados contextos. São descritos: o
contexto, os participantes e os dados. Seguindo com os procedimentos de coleta e
organização dos dados. Finalizando com as etapas de análises e critérios para
apresentação dos dados.
No Capítulo III – Apresentação, Análise e Discussão dos dados, neste
capítulo apresento os dados com as avaliações encontradas, categorizadas por tipo,
subtipo e polaridade, bem como os elementos linguísticos utilizados. São
apresentados exemplos e discutidos logo abaixo com reflexões sobre as implicações
do uso desses recursos de atitude.
Finalizando com as Considerações Finais, retomo as questões ao qual esse
estudo se propôs, demonstrando o percurso seguido para responder tais
questionamentos.
14

CAPÍTULO I – FUDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Neste capítulo reunirei e explicarei os conceitos teóricos que sustentarão as


análises das mensagens que constituem o corpus da pesquisa. Iniciarei com o atual
cenário da educação à distância no Brasil, seguindo pela Linguística Sistêmico-
Funcional (doravante LSF), proposta por Halliday (1985, 1994) e como teoria
específica, focalizei nesta pesquisa o sistema da Avaliatividade, proposto por Martin
(2000), Martin e Rose (2003/2007), Martin e White (2005), especificamente, o
subsistema de atitude.
O sistema da avaliatividade investiga, por meio dos usos da linguagem, o
modo como falantes/escritores atribuem valores a objetos, fenômenos e eventos. Para
White (2004) a avaliatividade é definida como uma abordagem capaz de explorar,
descrever e explicar a forma pela qual a língua é utilizada para avaliar, adotar uma
postura, construir personas1 textuais e lidar com posicionamento interpessoais.
Constituída de três subsistemas que representam as principais categorias semânticas
pelas quais podemos realizar avaliações: atitude, engajamento e gradação. Atitude
abrange as categorias afeto, julgamento e apreciação; o engajamento engloba
enunciados monoglóssicos e heteroglóssicos; a gradação realiza-se mediante força e
foco.
Nessa pesquisa, enfoquei o subsistema atitude, que para Martin e Rose
(2003/2007), a atitude se preocupa com as avaliações que o falante faz das coisas,
do caráter do indivíduo e dos seus sentimentos. Esse subsistema pode ser atribuído
não apenas ao falante, más aos demais participantes do discurso, com intuito de
avaliar coisas e fenômenos.
Partirei agora para um breve cenário da educação a distância no Brasil,
seguindo pela reflexão teórica dos princípios básicos da LSF. Abordarei o contexto
social e as metafunções. Em seguida, explicitarei o sistema de avaliatividade, recurso
esse que se situa no âmbito da interpessoalidade, por ser núcleo teórico dessa
pesquisa.

1
O termo persona textual é utilizado nesta pesquisa de acordo com o sentido usado por White (2004)
e Martin e White (2005), ou seja, para indicar a identidade autoral que o falante constrói para si próprio
no texto.
15

1.1 – Educação à Distância no Brasil

Para a Leis de Diretrizes e Bases (LDB) a Educação a Distância (doravante


EaD) no Brasil, é considerada uma modalidade de ensino que possibilita a
autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente
organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados
isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Embora está definição oficial, constante no Decreto nº 5.622 de 19 de dezembro de
2005, existem vários conceitos para EaD, entretanto todos apresentam alguns pontos
em comum. Cada autor ressalta e/ou enfatiza algumas características em especial na
sua conceitualização. Deste modo, destaco os conceitos abaixo: (BERNARDO, 2009
apud ALVES, 2011):

• Dohmem em 1967, conceituou enfatizando a forma de estudo na EaD:


Educação a Distância é uma forma sistematicamente organizada de auto-
estudo onde o aluno instrui-se a partir do material de estudo que lhe é
apresentado, o acompanhamento e a supervisão do sucesso do estudante
são levados a cabo por um grupo de professores. Isto é possível através da
aplicação de meios de comunicação, capazes de vencer longas distâncias.

• Moore 1973, ressalta as ações dos professores e a facilidade de comunicação


aluno – professor deve ser facilitada:
Ensino a distância pode ser definido como uma espécie de família de
métodos instrucionais, onde as ações dos professores são executadas à
parte das ações dos alunos, incluindo também situações continuadas que
podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre
o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos,
mecânicos ou outro.

• Chaves 1999, destaca a distância física e o uso de tecnologias de


telecomunicações:
A Educação a Distância, no sentido fundamental da expressão, é o ensino
que ocorre quando o professor (ensinante) e o aluno (aprendente) estão
separados, seja no tempo ou no espaço. No sentido que a expressão
assume hoje, enfatiza-se mais a distância no espaço e propõe-se que ela
seja contornada através do uso de tecnologias de telecomunicação e de
transmissão de dados, voz e imagens (incluindo dinâmicas, isto é, televisão
ou vídeo). Não é preciso ressaltar que todas essas tecnologias, hoje,
convergem para o computador.

Os novos conceitos foram criados à medida que novas tecnologias foram


implementadas, provocando mudanças nas variáveis que definem os cenários
educacionais, interferindo nos papéis de alunos e professores, nas possibilidades e
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modalidades de interação, nas coordenadas espaço-temporais e nos acessos aos


recursos. (COLL, MONEREO et al. 2010)
A EaD no Brasil, nos últimos anos demonstrou expansão vertiginosa,
ganhando novos espaços inexplorados. Os indicadores mostram o aumento de alunos
matriculados na graduação a distância, conforme o último censo da educação superior
de 2013.
Segundo o Inep/MEC, considerando o período de 2010 a 2013 a educação a
distância atingiu seu maior percentual de crescimento, 35,3%. E os números de cursos
ofertados saltaram de 930 em 2010 para 1.258 em 2013. As matrículas também
tiveram crescimento de 24% em relação a 2010 atingindo um total de 1.153.572 alunos
em 2013.
As estatísticas divulgadas pelo último censo, deixam claro o aumento dessa
modalidade de ensino e aprendizagem que por sua vez, abriram novas perspectivas
para o desenvolvimento da educação, tanto para o ensino presencial, quanto a
mediada por tecnologia a distância. O uso de novas tecnologias virtuais, como as
plataformas de aprendizagem virtual, os fóruns temáticos, os chats, os e-mails, as
listas de discussão, etc. possibilita ao aluno e o professor uma aprendizagem ativa e
compartilhada. Essas plataformas de aprendizagem on-line como o Moodle (Modular
Object-Oriented Dynamic Learning Environment), plataforma adotada pela maioria
das Instituições de Ensino Superior integrantes – IES da Universidade Aberta do Brasil
– UAB, dentre elas a Universidade Federal do Pará.
O Moodle é um software de código aberto e distribuído gratuitamente,
possibilita o trabalho em colaboração entre os participantes em um mesmo ambiente
de aprendizagem por meio da internet. São oferecidos aos alunos e professores
características próximas a uma sala de aula real, privilegiando a interação entre
alunos/alunos, alunos/professor, alunos/tutor, etc. além da administração e
monitoramento de materiais didáticos e atividades virtuais.
Para Rice IV (2007 apud Ramos e Medeiros 2009, p. 55), o Moodle é um
sistema de gestão da aprendizagem, permitindo tanto ao professor quanto ao aluno,
criar e vivenciar experiências envolventes, criativas e flexíveis de aprendizagem on-
line. Para Rice IV o Moodle não é simplesmente uma página web que oferece recursos
como imagens, textos em pdf, questionários on-line, mas é principalmente uma
plataforma virtual de aprendizagem que possibilita a realização de atividades de
interação, como os fóruns.
17

No próximo subitem, descreverei a Linguística sistêmico-funcional

1.2 – Linguística Sistêmico-Funcional

A Linguística Sistêmico-Funcional, (doravante LSF) conta com seus princípios


teóricos esboçados em Halliday (1978, 1985, 1994, 2004), Halliday e Hasan (1976,
1989), Eggins (1994), Martin e Rose (2003), Thompson (2004), dentre muitos outros
estudiosos, os quais consideram a importância do ambiente situacional e cultural para
a língua em uso. A partir desse arcabouço teórico diversas outras teorias se
desenvolveram, dentre elas destaco o Sistema de Avaliatividade, de Martin e White
(2005), que será melhor descrito no próximo subitem.
Para Halliday (1994) e seus seguidores, um dos princípios básicos da LSF é
o uso da língua motivado pelas relações sociais, evidenciando, conforme explica
Eggins (1994), as escolhas léxico-gramaticas que os falantes realizam, condicionadas
pelo contexto de cultura e situação. Halliday (1994) considera ainda a língua como
resultado do contexto sociocultural, focalizando seus estudos na linguagem e
preocupando-se em explorar como a língua é estruturada para o uso em diferentes
contextos.
Segundo Halliday (1994), o texto ocorre em dois contextos: o contexto de
cultura e de situação. O contexto de cultura, pode ser entendido como tudo aquilo que
constitui a história cultural dos participantes das interações verbais via língua(gem),
objeto de análise, conforme enfatiza o autor no seguinte trecho.
“O contexto da cultura determina a natureza do código. Como uma língua se
manifesta através de seus textos, a cultura se manifesta através de suas
situações; assim, atendendo ao texto em situação, uma criança compreende
o código e, ao usar o código para interpretar o texto, ela compreende a
cultura. Dessa forma, para o indivíduo, o código engendra a cultura, e isso
proporciona uma inércia poderosa para o processo de transmissão2. ”
(HALLIDAY, 1994, p. xxvii).

O contexto de situação é pré-determinante potencial das escolhas linguísticas,


refere-se não apenas à situação, mas também ao ambiente verbal onde o texto se
insere. Refletindo três metafunções da linguagem: ideacional, interpessoal e textual,

2
Traduzido por mim, trecho original: “The context of culture determines the nature of the code. As a
language is manifested through its texts, a culture is manifested through its situations; so by attending
to text-in-situation a child construes the code, and by using the code to interpret text he construe the
culture. Thus for the individual, the code engenders the culture, and this gives a powerful inertia to the
transmission process” (HALLIDAY, 1994, p. xxvii)
18

que procuram explicar como as funções da linguagem são constituintes dos


enunciados e como as necessidades dos falantes moldaram a forma como a
linguagem evolui. Para tanto, para compreensão do contexto de situação, Halliday
(1985, 1994) aponta três variáveis, as quais constituem o registro: o campo as
relações e o modo.
As metafunções, formam um conjunto que organiza a linguagem
funcionalmente e representam as possibilidades de opções semântico-linguísticas
que está à disposição do usuário da língua para realizar as funções de ação e
informação numa situação de troca, conforme o quadro abaixo:

Quadro 1 - Relação das metafunções da linguagem com contexto de situação


(ALMEIDA, 2008, p. 9)

No quadro 1, observamos o Campo do discurso, que se realiza por meio da


função semântica ideacional, marcada pelos acontecimentos ou pela natureza da
ação social, ou seja, quem está fazendo o quê para quem, onde, porquê e como. As
Relações são realizadas pela metafunção interpessoal que trata da organização da
realidade social das pessoas com quem interagimos. Já o Modo seja escrito ou falado,
é expressado por meio da metafunção textual, que organiza os significados
ideacionais e interpessoais de maneira harmônica e coesa.
A metafunção ideacional, reflete o modo como o usuário da língua organiza
suas experiências e ações no mundo, ou seja, reflete como o usuário fala sobre as
suas ações, as situações, crenças, estados, e as circunstâncias. Está função é
percebida no vocabulário dos textos e está ligada ao contexto de uso por meio da
19

variável Campo. Segundo Halliday e Hasan (1985) nessa metafunção a oração é vista
como representação e seu significado é a expressão de algum tipo de evento, ação,
estado, ou outro fenômeno do mundo real.
A Metafunção Interpessoal é a característica que a linguagem tem de ser
utilizada para estabelecer trocas e relações entre falante e ouvinte, cujos papéis são
definidos durante a interação, ou seja, expressa as interações sociais e a
intersubjetividade. É materializada na linguagem pelo modo como se expressam as
estruturas e pela modalização.
Por fim a Metafunção textual está ligada ao fluxo de informação. Está, por sua
vez, é responsável por organizar estruturalmente as outras duas funções de modo que
o receptor possa reconhecer a mensagem. Porém, essa função não se limita somente
em estabelecer relações entre frases, antes, refere-se à organização interna das
frases, ao seu significado como mensagem, tanto em si mesma quanto na sua relação
de contexto.
Concordando com Eggins (1994), Thompson (1996, apud Almeida, 2008,
p.16), diz que o objetivo mais importante da comunicação é propiciar a interação entre
as pessoas, estabelecendo e mantendo ligações sociais entre elas. Nós falamos com
as pessoas com uma finalidade, como, por exemplo, influenciar suas atitudes e
comportamentos, fornecer ou pedir informações e explicar nossas atitudes e
comportamentos.
Apresento no próximo subitem o Sistema de Avaliatividade.

1.3 – O Sistema de Avaliatividade (‘Appraisal’)

O sistema de avaliatividade está situado na LSF, como um sistema


interpessoal no nível da semântica discursiva. Nesse mesmo nível existe outros dois
sistemas de significados, a saber: negociação e envolvimento, que complementam a
avaliatividade. Tal complementação é explicada por Martin e White (2005, p. 31), isso
se deve ao fato de a negociação abranger as funções de fala destacando as escolhas
entre as preposições (dar e pedir informações), propostas (dar e pedir bens e serviços)
e estrutura de troca. São escolhas que se realizam na léxico-gramática por meio do
modo e pelas perguntas de confirmação. Para o campo fonológico, a negociação é
marcada pela entonação das estruturas.
20

O sistema de avaliatividade contempla três subsistemas: engajamento, atitude


(afeto, julgamento e apreciação) e gradação. Tal sistema como um todo, é realizado
por meio do léxico avaliativo, verbos modais, adjuntos modais, polaridade,
numeração, intensificação entre outros na léxico-gramática. Já no campo fonológico,
ele é evidenciado pela qualidade e volume da voz do falante.
Quanto ao sistema de envolvimento, pode se dizer que complementa a
avaliatividade, pois, foca nos recursos não graduáveis que o falante faz uso para
indicar graus de proximidade com seu interlocutor. Já na léxico-gramática o
envolvimento é realizado pelo uso de formas de nomeação, como os nomes próprios,
o uso de termos técnicos, metáforas gramaticais, gírias, entre outros. Quanto ao
campo fonológico, é representado pelos sotaques, cochichos, entre outros.
O Sistema de Avaliatividade surgiu a partir da Linguística Sistêmico-Funcional
(LSF) de Halliday, no final da década de 1980, proposto por Martin (2000) e
aprofundado por outros pesquisadores como Martin e Rose (2003/2007) e Martin e
White (2005). O sistema de Avaliatividade, foi primeiramente aplicado em trabalhos
no campo da linguística educacional da Austrália em programas de letramento
baseados em gêneros textuais e posteriormente as áreas de interesse para
investigação da avaliação foram sendo ampliadas, passando a abranger vários
campos do conhecimento, que resultaram em novas pesquisas sobre avaliação como
recurso interpessoal no discurso em diversos contextos.
Para os autores, “podemos localizar a avaliação como um sistema
interpessoal ao nível da semântica do discurso”3 (MARTIN; WHITE, 2005, p.33), Desta
forma, esse sistema tem como principal objetivo identificar a avaliação que se faz
presente na linguagem, com focos nos recursos avaliativos utilizados pelo produtor do
texto e no modo como esses recursos são negociados nas relações interpessoais, ou
seja, os tipos de significado interpessoais, que provocam diferenças no teor da
interação social que se materializa por meio dos textos.
Os autores ainda observam que as avaliações presentes nos textos: “são
interessantes não somente porque revelam os sentimentos e valores do
falante/escritor”, mas também porque essas avaliações “podem estar relacionadas ao

3
Traduzido por mim, trecho original: “we can locate appraisal as an interpersonal system at the level of
discourse semantics”.
21

status de autoridade do falante/escritor construído pelo texto”4. (MARTIN; WHITE,


2005, p.2).
Esse sistema subdivide-se em três campos de interação, a saber: ATITUDE,
ENGAJAMENTO e GRADAÇÃO. Martin (2004) considera cada campo como uma
região de significados. A ATITUDE, ocupa lugar central no processo avaliativo, uma
vez que é responsável, pelos nossos sentimentos, incluindo as reações emocionais,
julgamento de comportamento e avaliação de objetos e situações. Para Martin e White
(2005, p. 94), O ENGAJAMENTO, trata dos recursos semânticos discursivos que nos
fornecem os meios para a voz autoral realizar seu posicionamento em relação a, e,
portanto, se “engajar” com as demais vozes e posições alternativas interpretadas,
como parte de um jogo no atual contexto comunicativo. Ainda segundo, Martin e White
(2005, p. 99, 100), o engajamento divide-se em Monoglossia (quando os enunciados
não fazem nenhuma referência a outras vozes e pontos de vista) e Heteroglossia
(quando eles invocam ou permitem alternativas dialógicas).
Já a GRADAÇÃO, composto por dois subsistemas - Força e Foco -, busca
situar os fenômenos de acordo com a intensidade com que ocorrem e tem a ver com
o ajustamento de uma avaliação, em outras palavras: “o quanto forte ou fraco o
sentimento é”5. (MARTIN; WHITE, 2005, p.37).
Ainda segundo Matin e White (2005, p. 37):
A GRADAÇÃO preocupa-se com a gradabilidade. Para a ATITUDE, já que os
recursos são inerentemente graduáveis, a GRADAÇÃO consiste em ajustar
o grau de uma avaliação, o quão forte ou fraco o sentimento é. Este tipo de
GRADAÇÃO recebe o nome de ‘força’; suas realizações incluem
intensificação, morfologia comparativa e superlativa, repetição e vários
aspectos grafológicos (juntamente ao uso do léxico intensificado _’odiar’ para
não gostar, e assim por diante).6

A figura a seguir representa os três sistemas, bem como seus subsistemas,


conforme adaptado do proposto por Martin e Rose (2003/2007, p.28):

4
Traduzido por mim, trecho original: “These attitudinal evaluations are of interest not only because their
expression can be related to the speaker’s/writer’s status or authority as construed by the text […].
5
Traduzido por mim, trecho original: “how strong or weak the feeling is.”
6
Traduzido por mim, trecho original: Graduation is concerned with gradability. For attitude, since the
resources are inherently gradable, graduation has to do with adjusting the degree of an evaluation –
how strong or weak the feeling is.This kind of graduation is called ‘force’; realisations include
intensification, comparative and superlative morphology, repetition, and various graphological and
phonological features (alongside the use of intensified lexis – loathe for really dislike, and so on).
22

Afeto

Atitude Julgamento

Avaliatividade Gradação Apreciação

Engajamento

Figura 1 - Sistema de Avaliatividade

Segundo Almeida (2008), é importante ressaltar que esses três subsistemas


estão fortemente relacionados entre si, porquanto, um sustenta e explica o outro; ou
seja, a atitude abrange as avaliações, o engajamento contempla as fontes ou as
origens da atitude; e a gradação focaliza a intensificação para mais ou para menos
das avaliações.
Para White (2004), o termo avaliatividade compreende todos os usos
avaliativos da linguagem, ou seja, esse sistema exerce a função de realizar, no
discurso, os posicionamentos avaliativos do falante/escritor. Tal posicionamento
acontece quando o falante/escritor emite suas opiniões ou valores sobre algo ou
alguém. Esses posicionamentos integram o processo de avaliação, desde a
construção até a interpretação dos valores já atribuídos. Desta forma cabe ao sistema
de avaliatividade explicar como ocorre esse fenômeno no discurso, ou seja, como
esse processo acontece como um todo, quem avalia, o que avalia, quem ou o que é
se é avaliado, quais foram os recursos léxicos-gramaticais utilizados para realização
das avaliações, e assim por diante.
Ainda segundo White (2004), o sistema da avaliatividade pode ser definido
como uma abordagem que explora, descreve e explica de que maneira a língua é
utilizada nos processos de avaliação. Nos subsistemas estuda-se como o falante e
escritor realizam seus julgamentos sobre pessoas e acontecimentos de um modo
geral.
Para Martin (2002 apud ALMEIDA 2008), ao expressar nossos sentimentos,
esperamos dos nossos interlocutores algum tipo de solidariedade, seja de simpatia ou
antipatia, dessa forma, nós expressamos sentimentos a fim de dividi-los e/ou para
construir relacionamentos.
23

A seguir descreverei o subsistema Atitude, bem como seus subsistemas,


afeto, julgamento e apreciação.

1.3.1 Atitude

Conforme mencionado anteriormente, a atitude integra o sistema de


avaliatividade juntamente com o engajamento e a gradação. A atitude é o subsistema
responsável pela expressão linguística das avaliações, sejam elas positivas ou
negativas, abrangendo três regiões semânticas: emoção, ética e estética. Ocupa
papel central no processo avaliativo, e “está preocupada com os nossos sentimentos,
incluindo reações emocionais, juízos de comportamento e avaliação das coisas”
(MARTIN e WHITE, 2005, p.35)7.
Para Martin e Rose (2003/2007) as avaliações podem ser implícitas ou
explícitas. A atitude implícita é quando as avaliações são indiretas, ou seja, será
necessário a interpretação do ouvinte/leitor. Já a atitude explícita é realizada quando
é codificado um valor seja positivo ou negativo que pode ser intensificado para mais
ou menos.
As atitudes estão relacionadas às avaliações e podem ser mais ou menos
intensas ou mais ou menos ampliadas, segundo Martin (2000 apud Almeida 2008).
Por meio das atitudes, são revelados os tipos e os níveis em que a avaliatividade se
desenvolve e se expressa no discurso. As atitudes ou os sentidos atitudinais dividem-
se em três tipos: afeto, julgamento e apreciação.
Na visão de Martin e White (2005, p. 45) nossas atitudes ao serem expressas,
podem ser vislumbradas como sentimentos institucionalizados, embora o julgamento
refira-se ao universo das propostas sobre o comportamento e a apreciação ao
universo das proposições sobre o valor das coisas. O afeto, sobretudo torna-se centro
das atitudes que expressamos. Os recursos linguísticos utilizados para a realização
da avaliação iniciam nos primeiros estágios do desenvolvimento linguístico. Dessa
forma, o mecanismo da inter-relação entre afeto, julgamento e apreciação pode ser
melhor explicado na figura abaixo, traduzida de Martin e White (2005, p. 45):

7
Traduzido por mim, trecho original: “is concerned with our feelings, including emotional reactions,
judgements of behaviour and evaluation of things”.
24

Figura 2- Julgamento e apreciação como afeto institucionalizado.

O sistema atitudinal, Atitude, explica as escolhas expressivas do autor e dizem


respeito ao grau de envolvimento sentimental de quem enuncia em relação a algo ou
alguém.
Os três tipos de atitudes estão envolvidos com sentimento. Embora, o
julgamento e a apreciação são disposições das emoções que foram
institucionalizadas para que fosse possível participarmos das comunidades uns dos
outros.

1.3.1.1 Afeto

O primeiro tipo de posicionamento de Atitude do Sistema de Avaliatividade,


está o afeto, este que está diretamente ligado às emoções, demonstrando como estão
emocionalmente envolvidos com o objeto ou pessoa da situação em questão.
Segundo Martin (2000, p. 148 apud ALMEIDA, 2008), o afeto é um recurso
semântico para construção das emoções. Diz respeito à avaliação pautada nos
sentimentos dos falantes. Esse recurso indica como os falantes se comportam
emocionalmente, em relação às pessoas, às coisas, aos objetos e aos
acontecimentos.
O afeto pode ser realizado, como qualidade, como processo e como
comentário. Podendo ser realizado nos seguintes itens léxico-gramaticais: nos
epítetos, nos atributos, nos processos e nos adjuntos de circunstância. Os epítetos
acrescentam qualidades podendo ser do tipo experiencial ou atitudinal. Quando indica
25

uma qualidade, o epíteto faz referência à propriedade objetiva do objeto ou a uma


expressão de atitude subjetiva do falante em relação a esse objeto ou coisa.
Os epítetos podem indicar qualidade, sendo de função experiencial ou indicar
a atitude do falante, são de função interpessoal. O atributo pode ser definido como
uma qualidade atribuída ou conferida a uma entidade. Já o adjunto de circunstância
acrescenta uma característica a situação.
No quadro abaixo, podemos observar os aspectos afetivos e exemplos,
adaptados de Martin e Rose (2007, p. 64):

Quadro 2 - Realização do Afeto e exemplos

Um garoto feliz. Epíteto


Afeto como
O garoto estava feliz. Atributo
“qualidade”
O garoto brincava felizmente. Adjunto de circunstância

Afeto como O presente agradou o garoto. Processo (sensorial)

“processo” O garoto sorriu. Processo (comportamental)

Afeto como Felizmente, ele tirou uma


Adjunto de modo.
“comentário” longa soneca.

Para Martin e White, (2005, p. 46), os participantes podem ser classificados


como Emoter (termo utilizado para o participante consciente que sente a emoção), e
Trigger (termo utilizado pelo fenômeno responsável pela emoção).
Martin e Rose (2003/2007, p. 25-26), descrevem as características do afeto,
dizendo que as pessoas possuem bons (afetos positivos) ou maus sentimentos (afetos
negativos), que podem se manifestar de forma implícita ou explícita.
O afeto é classificado pelos autores Martin e White (2005, p. 49) em três
categorias, a saber: felicidade/infelicidade, segurança/insegurança e
satisfação/insatisfação, e são representadas no nível lexical por meio dos adjetivos,
verbos, advérbios e nominalizações.

a) Felicidade/infelicidade: refere-se as emoções ligadas aos “assuntos do coração”


(tristeza, raiva, felicidade e amor).
26

Martin e White (2005, p. 49), afirmam que esses sentimentos abrangem as


emoções, que envolvem formas de sentimentos felizes ou tristes e a possibilidade de
direcionar nossos sentimentos para o fenômeno de gostar ou não gostar. Conforme
exemplo traduzido por mim de Martin e White (2005, p. 49)
• O capitão se sentiu triste/feliz.

b) Segurança/insegurança: refere-se aos sentimentos que cobre as emoções


relacionadas ao bem-estar social, ou seja, ansiedade, temor, confiança. São emoções
que envolvem nossos sentimentos de paz e ansiedade em relação ao ambiente e as
pessoas que nos cercam. Conforme exemplo traduzido por mim de Martin e White
(2005, p. 49)
• O capitão se sentiu ansioso/seguro.

c) Satisfação/insatisfação: refere-se as emoções relacionadas a busca dos objetivos:


tédio, desprazer/desagrado, respeito, curiosidade. São emoções que lidam com
sentimento de alcance ou frustração que estão relacionados às atividades em que se
está engajado, incluindo papeis como participantes/espectadores da ação. Conforme
exemplo traduzido por mim de Martin e White (2005, p. 49)
• O capitão se sentiu ansioso/seguro.

1.3.1.2 Julgamento

O julgamento, categoria semântica de atitude, corresponde à avaliação das


atitudes das pessoas, relacionadas ao seu caráter e ao modo como se comportam.
Para Martin (2000 apud ALMEIDA, 2008) o julgamento pode ser entendido
como uma institucionalização do sentimento, ou seja, diz respeito às normas de
comportamento que direcionam as pessoas com relação a forma de agir ou não. Para
Martin e White (2005, p. 52), esse recurso semântico observa as qualidades do
falante/escritor, podendo ser divido em julgamentos referente à ‘estima social’ e à
‘sanção social’ (MARTIN e WHITE, 2005).
O julgamento de estima social, envolve admiração e crítica sem implicações
legais, já o de sanção social implica elogio e condenação, na maioria das vezes, com
complicações legais. Em geral esse tipo de julgamento (estima social ou sanção
social) está relacionado com a posição institucional de quem avalia. No entanto, o
27

avaliador possui respaldo, dependendo da posição que ocupa, para poder julgar as
pessoas positiva ou negativamente.
Martin e White (2005, p. 52) retomam (Eggins & Salde, 1997), e afirmam que
os julgamentos de estima social tendem a ser policiados pela cultura oral, seja por
meio de boatos, fofocas, brincadeiras e histórias diversas. Quanto ao de sanção
social, são escritos e codificados como regras, éditos, regulações, leis sobre
comportamento de acordo com o Estado e a igreja, resultando em penalidades e
punições que podem ser aplicados a quem infringe ou quebra determinado código ou
lei.
Os julgamentos de estima social classificam-se em termos de ‘normalidade’,
‘capacidade’ e ‘tenacidade’, conforme o quadro a seguir:

Quadro 3 - Julgamento de estima social


Adaptado de MARTIN e WHITE, 2005.

Os julgamentos de sanção social relacionam-se com o conjunto de regras ou


regulamentos morais ou legais definidos culturalmente, dividindo-se em: ‘veracidade’
e ‘propriedade’, conforme ilustra o quadro a seguir:

Quadro 4 - Julgamento de sanção social


28

Adaptado de MARTIN e WHITE (2005)

A atitude de julgamento, pode ser realizada por meio de advérbios, atributos


e epítetos, grupos nominais ou na forma de verbos.

1.3.1.3 Apreciação

A terceira e última categoria semântica da atitude, a apreciação é responsável


pela expressão das nossas avaliações sobre as coisas, objetos e fenômenos. Ou seja,
está voltada para o objeto da avaliação. A apreciação abrange as reações dos falantes
e as avaliações da realidade. Essa atitude é considerada como um dos maiores
recursos atitudinais disponíveis, pois, refere-se ao modo pelo qual os falantes avaliam
o texto (oral ou escrito) ou o processo (fenômeno).
Martin e White (2005) definem três tipos de apreciação, a saber: reação,
composição e valoração, conforme descrito abaixo:
a) Reação: corresponde às reações que são provocadas nas pessoas pelas coisas,
ou seja, como as coisas chamam atenção das pessoas. Divide-se ainda em: reação-
impacto e reação-qualidade.

b) Composição: corresponde às nossas percepções de proporcionalidade e detalhe


em um texto/processo. Nessa apreciação está concentrado os sentimentos que dizem
respeito à organização, à elaboração e à forma como as coisas e objetos foram
construídos ou elaborados. Semelhante à reação, também é dividida em: Equilíbrio e
complexidade.
29

c) Valoração: corresponde as nossas avaliações da significação social do


texto/processo. Essa apreciação é correspondente ao valor que é atribuído às coisas
ou objetos.

Os subtipos de apreciação, estão distribuídos no quadro abaixo, traduzido e


adaptado por mim de Martin e White (2005, p.56)

Quadro 5 - Tipos de Apreciação

Positivo Negativo
Interessante, cativante,
Maçante, tedioso,
Reação: Impacto encantador...
monótono...
Isso chamou minha atenção? Fascinante, excitante,
Árido, não convidativo...
emocionante...
Bom, amável...
Reação: Qualidade Ruim, sujo, imundo...
Lindo, esplêndido,
Isso me agradou? Feio, grotesco, repulsivo...
encantador...
Composição: proporção Equilibrado, harmonioso, Desequilibrado,
Isso se mostrou uniforme, simétrico, discordante, irregular,
equilibrado/harmonioso? proporcional... falho...
Composição: complexidade Simples, puro, elegante... Excessivamente
Foi difícil de compreender? Claro, preciso, detalhado... enfeitado, extravagante
Superficial, redutivo,
Valoração: Penetrante, profundo...
insignificante,
Isso valeu a pena? Inovador, original, criativo...
convencional, prosaico...
30

CAPÍTULO II – METODOLOGIA

Neste capítulo apresentarei os procedimentos metodológicos, para realização


da pesquisa, bem como a coleta, análise e o curso da análise dos dados.
Está pesquisa classifica-se nas áreas da Linguística Aplicada e da Linguística
Sistêmico-Funcional. Seu caráter exploratório propõe a investigação de como e para
que os significados foram produzidos em um determinado contexto. Para tanto, tomei
como base análises léxico-gramaticais, uma vez que a pesquisa tinha como propósito
destacar os elementos linguístico que caracterizavam a atitude dos professores no
contexto investigado.
Este estudo, conforme explicado na introdução, tem como objetivo geral
analisar as interações nos fóruns virtuais de discussão das disciplinas de
Compreensão e Produção de Texto e Fonética e Fonologia, do Curso de Licenciatura
em Letras – Habilitação em Língua Portuguesa – modalidade a distância, da
Universidade Federal do Pará, dos polos de Tucumã e Dom Eliseu, com o propósito
de identificar, na linguagem dos professores utilizadas durante as interações nos
fóruns, elementos linguísticos de atitude, a fim de constatar ou não o aumento
quantitativo e qualitativo das interações, por meio de comparativo entre os fóruns
supracitados.

2.1 O Corpus

2.1.1 O Contexto

Os dados desta pesquisa foram coletados nos fóruns virtuais de discussão da


disciplina de Compreensão e Produção de Textos (CPT) da turma de 2011 do polo de
Tucumã e Fonética e Fonologia (FF), ministradas aos alunos das turmas de 2011,
polo de Dom Eliseu. Essas disciplinas integram a grade curricular do Curso de
Licenciatura em Letras – Habilitação em Língua Portuguesa – modalidade a distância
(CLLD), ofertado pela Universidade Federal do Pará (UFPA).
As disciplinas selecionadas para a pesquisa, foram escolhidas com base em
observações nas discussões e interações, selecionei uma das disciplinas que houve
maior número de participação por fórum e outra com número de participação menos
31

significativo, afim de constatar por meio de comparativo entre ambas disciplina o


objetivo desta pesquisa.
As disciplinas CPT e FF, fazem parte do eixo Reflexão sobre a Linguagem,
do projeto Pedagógico do Curso, e entre outras competências e habilidades, que
objetivam desenvolver estão: “Identificar, analisar e explicar os processos envolvidos
na organização do texto oral e escrito”, “Analisar, descrever e explicar diacrônica e
sincronicamente a estrutura e o funcionamento de uma língua, em particular da Língua
Portuguesa”, “Descrever e justificar as características fonológicas, morfológicas,
lexicais, sintáticas, semânticas e pragmáticas de variedades da língua portuguesa em
diferentes contextos”, etc. . (CUNHA; LOBATO, 2012, p. 28).
As disciplinas escolhidas fazem parte da estrutura curricular do Curso de
Licenciatura em Letras – Habilitação em Língua Portuguesa – modalidade a distância,
doravante (CLLD), ofertado pela Universidade Federal do Pará (UFPA).
O curso de Licenciatura em Letras é ofertado pela UFPA desde maio de 2008
e segundo consta em seu Projeto Político Pedagógico, tem por finalidade a análise,
reflexão e descrição dos fatos linguísticos e literários, conduzidas numa perspectiva
formativa, de modo que desenvolva no aluno uma atitude investigativa diante da
língua e da literatura (CUNHA; LOBATO, 2005, p. 16). E como objetivo geral, conforme
consta em seu projeto, é “formar profissionais interculturalmente competentes,
capazes de lidar, de forma crítica, com as linguagens, especialmente a verbal, nos
contextos oral e escrito”. (CUNHA; LOBATO, 2005, p. 16).
O CLLD, foi projetado para ser desenvolvido com atividades semipresenciais,
com apoio de material didático impresso, com encontros semanais, que ocorrem nos
polos de apoio presencial aos sábados, mediadas pelos professores ou tutores
presenciais. A equipe profissional do CLLD é composta por um coordenador geral, um
coordenador de disciplina, tutores presenciais (dois em cada polo) e tutores virtuais
(um para cada polo).
Aos sábados são realizadas as tutorias presenciais em cada polo, com
objetivos de discutir as atividades curriculares e a realização de avaliações. Além do
apoio dos tutores presenciais, os tutores à distância, também auxiliam por meio dos
fóruns virtuais de discussão, por e-mail ou telefone.
Os fóruns virtuais de discussão do CLLD desenvolvem-se na Plataforma
Moodle, sistema de gestão de ensino-aprendizagem em ambiente virtual, que permite
a criação, armazenamento e administração de cursos ofertados a distância por meio
32

da internet. Esse sistema disponibiliza diversas ferramentas que permitem interação


síncrona e assíncrona, simulando uma sala de aula presencial, permitindo ações
educacionais potencialmente interativas: “É um aplicativo desenvolvido para ajudar os
educadores a criar cursos on-line ou suporte on-line a cursos presenciais, de alta
qualidade e com muitos tipos de recursos disponíveis” (SABBATINI, 2007, p. 1).
Segundo Sánchez (2005, apud LOBATO, 2012), os fóruns virtuais podem ser
definidos como um espaço de comunicação formado por quadros de diálogo nos quais
as mensagens podem ser inclusas e classificadas tematicamente. Nestes espaços,
especificamente os fóruns educativos, ao qual o autor se refere, os usuários, podem
realizar novas contribuições, esclarecer outras, refutar as dos demais participantes,
etc. de modo assíncrono, possibilitando ainda que essas mensagens permaneçam
disponíveis à todo tempo para os demais participantes.
Os fóruns de discussão podem e devem ser mais agradáveis. De acordo com
Sartori e Roesler (2005 apud LOBATO, 2012), os fóruns podem trazer excelentes
resultados para o desenvolvimento da disciplina, desde que o mediador coordene a
discussão a fim de mantê-la ativa e intervenha de forma criativa para que o grupo se
sinta estimulado a continuar o debate. Os autores ressaltam ainda que a inadequada
utilização dos fóruns pode causar alguns problemas, como o afastamento do assunto
em discussão, a intervenção exagerada em termos numéricos e de extensão das
mensagens, o envio de mensagens de caráter ou de natureza diversa ao objetivo do
fórum. Além do mais representam um espaço que quando bem utilizado, isto é,
quando bem mediado contribuem significativamente com o desenvolvimento da
aprendizagem dos cursistas e também dos professores, visto que podem configurar
um espaço de construção colaborativa do conhecimento.
Os fóruns são abertos no decorrer das disciplinas, são espaços destinados a
discussão e reflexão de conteúdos e temas sobre o capítulo ou assunto que está
sendo abordado. O fórum pode ser classificado como um recurso de extrema
importância para a interação constante seja entre professores-alunos, tutores-alunos
e alunos-alunos. Nesse espaço a interação é assíncrona e as mensagens ficam
armazenadas no decorrer do curso da disciplina.
Em geral a configuração básica dos fóruns é a seguinte: o professor abre as
discussões com uma mensagem, com objetivo de incentivar as interações. O fórum
encerra-se um uma data estipulada pelo professor, que, normalmente, posta uma
mensagem comunicando o encerramento das discussões.
33

A quantidade de fóruns abertos e os temas principais para discussão, ficam a


cargo do professor de cada disciplina.

2.1.2 Os participantes

Os participantes deste estudo serão os alunos graduandos, os professores


coordenadores das disciplinas e os professores tutores a distância das duas
disciplinas supracitadas, do curso de Letras. Neste estudo, a professora coordenadora
da disciplina CPT será chamada de P1 e o tutor de T1. Já a professora da disciplina
de FF será chamada de P2 e o tutor de T2.

2.1.3 Os dados

A escolha dos dados foi motivada pela observação da variação do número de


mensagens durante as interações realizadas nos fóruns das disciplinas de CPT e FF.
Assim sendo, observei que no decorrer da disciplina de CPT, o número de
participações do professor-coordenador da disciplina, tutor a distância e alunos foram
mais elevados, já para a disciplina de FF, foi inferior. Mediante essas observações
surgiram os questionamentos sobre os fatores que influenciaram ou contribuíram para
tal diferença, objetivo esse que este estudo pretende elucidar.
Durante o desenvolvimento da disciplina CPT, foram abertos 6 fóruns: quatro
para discussão do conteúdo das atividades do material didático impresso, um
destinado a divulgar notícias e um destinado a comentários sobre as avaliações
realizadas no decorrer do curso.
Já na disciplina FF, foram abertos 11 fóruns, dos quais oito para discussão do
conteúdo das Atividades do livro didático, um para divulgação das notícias, um
destinado a apresentação do professor coordenador da disciplina e alunos e tutor, e
um último para tirar dúvidas, caso ainda houvesse, dos alunos sobre o conteúdo
ministrado no decorrer da disciplina.
Na próxima seção, descreverei os procedimentos de coletas e análises dos
dados.
34

2.2 Procedimento de coletas e organização dos dados

2.2.1 A coleta dos dados

Os dados foram coletados das mensagens postadas nos fóruns virtuais das
disciplinas supracitadas. Tais fóruns, são como salas de interação da plataforma
Moodle e as mensagens ali postadas ficam registradas e podem ser consultadas a
qualquer momento pelos participantes e pelos administradores do curso. A abertura
dos fóruns é feita pelos professores coordenadores das disciplinas ou pelos tutores.
A coleta dos dados foi realizada nas mensagens dos fóruns de cada disciplina,
as quais foram copiadas e arquivadas em documentos de texto, em computador
pessoal, facilitando o acesso a qualquer momento.
O quadro abaixo ilustra o quantitativo de mensagens dos professores
(professor-coordenador e tutores) e dos alunos, em cada fórum da disciplina CPT.

Quadro 6 - Resumo das mensagens dos fóruns da disciplina CPT

Disciplina CPT
Mensagens
Fórum
Docentes Discentes Tutores Total
Unidade 1 31 44 03 78
Unidade 2 18 29 03 50
Unidade 3 12 33 04 49
Unidade 4 12 27 04 43
Avaliação 03 02 - 05
Totais 76 135 14 225

O quantitativo de mensagens durante o desenvolvimento da disciplina FF está


descrito no quadro 7 a seguir.
35

Quadro 7 - Resumo das mensagens dos fóruns da disciplina FF

Disciplina FF
Mensagens
Fórum
Docentes Discentes Tutores Total
Apresentação 03 11 - 14
Fórum 1 06 18 07 31
Fórum 2 01 14 04 19
Fórum 3 03 19 06 28
Fórum 4 06 13 05 24
As vogais da língua portuguesa 03 09 - 12
As consoantes do português 06 09 - 15
A importância da sílaba 02 04 - 06
Tira-dúvidas 01 - - 01
Atividades 14 e 15 01 01 - 02
Totais 32 98 22 152

Na próxima subseção, descreverei o processo de organização dos dados.

2.2.2 A organização dos dados

Após a coleta dos dados, os mesmos foram organizados da seguinte maneira:


i. Criação de pastas para cada disciplina, CPT e FF;
ii. Arquivamento das páginas dos fóruns de cada disciplina em documentos de textos,
divididos por fórum.

Tal organização foi de relevante importância para as análises, pois possibilitou


a análise dos dados, separadamente, seja por fórum, por disciplina, ou por
participante.
Na próxima subseção, descreverei os procedimentos de análises.

2.3 Procedimento de análise dos dados

2.3.1 Etapas de análise dos dados

A análise dos dados foi feita nas seguintes etapas:


36

i. Análise dos elementos léxico-gramaticas avaliativos;


ii. Classificação e resumo dos itens avaliativos;
iii. Interpretação dos itens avaliativos;

Para realizar a análise dos elementos léxico-gramaticais avaliativos, procurei


identificar nas leituras das mensagens quais elementos indicavam atitudes de afeto,
julgamento e apreciação, que após a análise, permaneceram arquivados em
documentos de texto. Depois da identificação desses elementos, separei o número de
ocorrência de cada elemento avaliativo por tipo de atitude (afeto, julgamento e
apreciação), juntamente com suas subcategorias.
Ainda nessa etapa, após a separação por tipos de atitudes, foi realizada a
subdivisão dos elementos léxico-gramaticais utilizados na realização linguística das
avaliações, conforme proposto por Martin (2000, p.149).
Após a conclusão dessa etapa, apresento e interpreto as avaliações
encontradas nos fóruns escolhidos, para em seguida interpretar e discutir os
resultados obtidos.
Na próxima subseção, apresentarei os dados que compõem o corpus deste
estudo.

2.3.2 Critérios para apresentação dos dados

Para apresentação dos dados, foram adotados os seguintes critérios:


utilização de abreviações para indicar os participantes, P1 e P2 para os professores-
coordenadores, T1 e T2 para os tutores.
As avaliações encontradas serão apresentadas como exemplos e em
algumas delas, usei o símbolo (...), para indicar que as mensagens dos fóruns
coletadas não foram copiadas na íntegra, visto que interessa somente os trechos em
que os tipos de atitude foram evidenciados.
Ao lado dos elementos que realizam atitude, usei colchetes [ ], com a
indicação do tipo de avaliação. Os exemplos são recuados e serão numerados com
letra tamanho 11. O negrito servirá para destacar os itens avaliativos abalizados.
Para indicar o avaliador ou objeto da avaliação destaco nos exemplos a cor
da fonte azul juntamente com o sublinhado.
37

Para apresentação do tipo e subtipo de atitudes, serão usados símbolos (+ e


-) e o nome do tipo de atitude, adaptadas ao português, do inglês, das que são
utilizadas por Martin & White (2005, p.71), conforme quadro 8 abaixo:

Quadro 8 - Apresentação dos tipos de atitude

Tipos de Atitude Apresentação


Atitude positiva +
Atitude negativa -
Afeto: felicidade Felicidade
Afeto: infelicidade Felicidade-
Afeto: segurança Segurança
Afeto: insegurança Segurança-
Afeto: satisfação Satisfação
Afeto: insatisfação Satisfação-
Julgamento: normalidade Julg.: normalidade
Julgamento: capacidade Julg.: capacidade
Julgamento: tenacidade Julg.: tenacidade
Julgamento: veracidade Julg.: veracidade
Apreciação: reação Aprec.: reação
Reação impacto Aprec.: Reação-impacto
Reação qualidade Aprec.: Reação-qualidade
Apreciação: composição Aprec.: Composição
Composição equilíbrio Aprec.: Comp-equilíbrio
Composição complexidade Aprec.: Comp-complexidade
Apreciação: valoração Aprec.: Valoração
38

CAPÍTULO III – APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

Neste capítulo serão apresentados os resultados das análises do subsistema


de atitude identificados nas mensagens dos professores dos fóruns virtuais das
disciplinas pesquisadas, destacando os elementos léxico-gramaticais que foram
usados para realização de atitude.
Primeiramente apresento resumidamente dados gerais das avaliações
encontradas por categorias atitudinais, com valores totais e percentuais
correspondentes, em seguida as categorias atitudinais com as polaridades
encontradas, (se positivas ou negativas). Finalizo com a apresentação das categorias
atitudinais, levando em consideração a organização conforme a ordem que os
autores, Martin e White (2005), utilizam para apresentar a análise de atitude. Assim
sendo, serão apresentados na seguinte ordem: primeiramente o afeto e seus
respectivos subtipos, depois os de julgamento e finalizando com os de apreciação.
Retomo os tipos e subtipos da atitude (Martin, 2000 apud Sartin, 2008),
conforme a figura abaixo:

Figura 3 - Subsistema de atitude


39

Neste estudo, fez-se uso do subsistema de atitude, que serão apresentadas


primeiramente os valores numéricos dos itens avaliativos totais, em seguida por
subtipo de atitude.

3.1 Apresentação dos dados

Nesta seção apresento em valores numéricos os itens avaliativos que foram


encontrados nos fóruns das disciplinas pesquisadas. Para a disciplina de CPT foram
contabilizadas 49 avaliações atitudinais e para a disciplina de FF foram registradas 26
avaliações atitudinais.
Após contabilizadas as avaliações, apresento os dados em valores
percentuais, no qual é relevante destacar quantas dessas avaliações correspondem
a cada categoria atitudinal. Dessa forma, obtive os seguintes valores:

Quadro 9 - Ocorrências avaliativas por categoria atitudinal

Disciplina
CPT FF
Categoria
Afeto 7 14,3% 0 0%
Julgamento 11 22,4% 8 30,8%
Apreciação 31 63,3% 18 69,2%
Total 49 100% 26 100%

Os dados do quadro acima permitem constatar que em ambas as disciplinas


a categoria atitudinal de apreciação foi o modo preferencial para a avaliação dos
alunos pelos professores, sendo que em FF essa opção teve maior proporção com
69,2% dos casos contra 63,3% em CPT. Um fator relevante que cabe ressaltar, é que
não foram encontradas avaliações na categoria afeto nas mensagens dos fóruns da
disciplina de FF.
Conforme descrito no capítulo de fundamentação teórica, os sentimentos
culturalmente são considerados positivos ou negativos. Os sentimentos positivos, são
os agradáveis de se experienciar. Já os negativos, são desagradáveis de se
experenciar. As avaliações podem ser positivas ou negativas, conforme apresentado
40

no quadro abaixo, as categorias atitudinais e a polaridade nas avaliações


encontradas:

Quadro 10 - Tipo de polaridade por categorias atitudinais

Disciplina
Disciplina CPT Disciplina FF
Categoria
Tipo de Polaridade + - + -
Afeto 71,4% 28,6% 0% 0%
Julgamento 72,7% 21,4% 75% 25%
Apreciação 83,9% 16,1% 88,9% 11,1%

Os dados do quadro 10 permitem constatar que nas duas disciplinas, as


avaliações positivas foram majoritárias. Em CPT, as avaliações na categoria afeto,
foram em sua maioria positiva, representando 71,4% e as negativas com 28,6%,
enquanto na FF não foram identificadas avaliações nessa categoria. Com relação a
categoria de julgamento, os itens avaliativos nas duas disciplinas assemelharam-se
numericamente, no entanto, na disciplina FF, o índice de avaliações negativas foi mais
significativo (25%) do que na disciplina CPT (21,4%). Já em relação à categoria de
apreciação, o índice de avaliações positivas foi maior na disciplina FF (88,9%), contra
82,1% na disciplina CPT. Esses resultados demonstram que em ambas as disciplinas
as avaliações de julgamento e apreciação se aproximaram. A categoria de apreciação
foi a categoria com maior percentual de avaliações positivas nas duas disciplinas, o
que demonstra a categoria preterida pelos docentes para realizar avaliações.
Após quantificada a polaridade, as análises se concentraram em cada
categoria atitudinal, apresentadas a seguir.

3.1.1 Avaliações de Afeto

O afeto foi a categoria menos utilizada pelos docentes nas mensagens dos
fóruns da disciplina CPT e não foi encontrada nenhuma avaliação de afeto na
disciplina FF. Embora os fóruns analisados caracterizem-se pela linguagem
acadêmica, foram encontradas avaliações afetivas de polaridade positiva, como
felicidade e satisfação, e negativas, como de infelicidade.
41

Retomando o que foi dito na Fundamentação Teórica deste trabalho, para


Martin e White (2005, p. 59), o afeto pode ser expressado por dois tipos de
participantes, a saber: o emoter (entidade que sente conscientemente determinadas
emoções), e o participante que atua como avaliador adicional, isto é, aquele que diz
o que outra pessoa sente. Nas avaliações da categoria afeto, foram registradas 7
avaliações, das quais 4 os professores foram participantes da emoção e em 3
avaliações, o professor como avaliador adicional.

Exemplos de professores participantes da emoção

Exemplo (01)
P1: O texto, é realmente, um assunto muito interessante. [Aprec.: reação-qualidade]
(...). Eu também gosto [felicidade+] muito... [Fonte: fóruns CPT]

Em 01, P1, usa o atributo “gosto”, para demonstrar seu sentimento de


felicidade com relação ao assunto abordado na mensagem envidada anteriormente
por um aluno, (O texto) P1, responde demonstrando seus sentimentos de felicidade
em resposta solidária ao seu interlocutor, nesse caso o aluno. De acordo com Martin
2002 apud Almeida, 2008), a atitude é utilizada pelo falante/escritor no intuito de
receber de seu interlocutor uma resposta de solidariedade.

Exemplos de professores avaliadores adicionais

Exemplo (02)
T1: (...) Experimente um dia ler “Paca, tatu, cotia, não” de Juraci Siqueira, para os
alunos do 5º ano... Os olhinhos deles brilham! [satisfação+] ... [Fonte: fóruns CPT]

Em 02, T1, utiliza o atributo “brilham”, para dizer como os alunos se sentem,
ou seja, T1, atua como avaliador adicional, expressando sentimento de satisfação,
que os alunos demonstram ao ouvir tais histórias contadas por T1.
Conforme explicado no referencial teórico desse estudo, para Martin e Rose
(2007) o afeto pode ser realizado como qualidade (epítetos, atributos, adjunto de
circunstância), processos (verbos) e comentários (adjuntos modais). Exemplos,
constam na fundamentação teórica, capítulo 2.
42

Nesse estudo, o afeto foi encontrado realizado como qualidade, processo e


comentário, conforme o quadro a seguir em que demonstro as avaliações obtidas são
apresentadas de acordo com o elemento léxico-gramatical.

Quadro 11 - Resumo por elemento léxico-gramatical e subtipo de afeto

Elementos léxicos- Subtipo de Afeto


gramaticais P1 T1 P2 T2
Qualidade 01 01 - -
Processos 02 01 - -
Comentários 02 0 - -
Total 05 02 - -

Exemplos de afeto como qualidade:

Exemplo (03)
T1: [...] Se eu puder contribuir, Fico muito feliz. [felicidade+]. [Fonte: fóruns CPT]

Exemplo (04)
P1: [...] Fico feliz [felicidade+] em saber que você está gostando. [felicidade+].
[Fonte: fóruns CPT]

Nos exemplos apresentados acima, o afeto positivo é realizado pelos


atributos: “feliz” e “gostando”. Em 3, T1 descreve seu sentimento de felicidade, em
poder contribuir com o aprendizado dos alunos, já em 4, P1 demonstra sentimento de
felicidade ao saber que os alunos estão gostando do assunto abordado pela disciplina.

Exemplos de afeto como processo:

Exemplo (05)
P1: [...] Bom saber que você está gostando. [felicidade+]. [Fonte: fóruns CPT]
43

No exemplo 05, o afeto positivo também é expressado pelo atributo


“gostando”, P1 demonstra seu sentimento ao saber que o aluno está gostando da
dinâmica dos fóruns e do assunto abordado.

Exemplos de afeto como comentário:

Exemplo (06)
P1: [...] Quanto a isso, infelizmente [felicidade-] temos a dizer que é grande a
ocorrência de provas cujas repostas parecem ter sido escrita às pressas. [Fonte:
fóruns CPT]

No exemplo 6, P1, expressa sentimento negativo, com relação ao resultado


obtido nas respostas das avaliações da disciplina, realiza pelos alunos.
Conforme observado nos exemplos, P1 e T1, demonstraram seus
sentimentos de felicidade e satisfação em respostas solidária aos seus interlocutores,
nesse caso os alunos.
Nas ocorrências do subtipo afeto encontradas, todas foram em respostas aos
sentimentos expressos pelos alunos, demonstrando solidariedade aos seus
interlocutores. P1 demonstrou sentimentos de felicidade com polaridades positivas e
negativas, demonstrando o quão ficava feliz em saber que os alunos também
demonstravam sentimentos positivos em relação ao conteúdo discutido no fórum e os
negativos com relação ao desempenho dos alunos nas avaliações das disciplinas. Já
T1 demonstrou sentimentos de felicidade e satisfação, deixando claro que se sente
feliz em ajudar os alunos com suas dúvidas e questionamentos que por ventura
ocorressem. E satisfeita com o resultado do seu trabalho ao ver os alunos encantados
com suas técnicas e didáticas.
Com relação ao subtipo de afeto, foram identificados, felicidade, infelicidade
e satisfação, conforme o quadro abaixo, de acordo com a polaridade:
44

Quadro 12 - Ocorrências por subtipos de afeto

Participantes Nº de ocorrência Subtipo de afeto


Felicidade+
P1 05
Felicidade-
Felicidade+
T1 02
Satisfação+
P2 - -
T2 - -

No quadro 12, demonstra-se o número de ocorrência e o subtipo de afeto


encontrado nas avaliações dos professores, nas quais os sentimentos de felicidade
foram mais frequentes. Em se tratando da polaridade, os sentimentos foram mais
positivos. Observamos que os participantes priorizaram os sentimentos de felicidade,
comum aos dois professores, esses sentimentos demonstram o quão feliz ou infeliz o
participante está, ou seja, são expressos os sentimentos ligados à “questão do
coração” (MARTIN E WHITE, 2005).
O quantitativo de avaliações da subcategoria de afeto já era esperado em
menor número que as demais, uma vez que se tratam de fóruns educacionais com
caráter acadêmico. No entanto, ainda assim, foram identificadas avaliações com
emoções relacionadas aos sentimentos do coração – felicidade e infelicidade,
conforme os exemplos 1, 3, 4 e 5. Já o sentimento de satisfação encontra-se no
exemplo 2.

3.1.2 Avaliações de julgamento

Em continuidade com as análises, nesta seção descrevo e discuto os


exemplos referentes ao segundo subtipo de atitude, o julgamento. Segundo Martin e
Rose (2003/2007, p. 62) o julgamento pode ser entendido como uma
“institucionalização dos sentimentos”, ou seja, normas de comportamentos que devem
ou não ser seguida pelas pessoas de acordo com as normas sociais e legais. Analiso
nesta seção as avaliações dos professores com relação ao caráter e ao
comportamento das pessoas (alunos, professores, tutores e outros participantes).
45

Para as análises de julgamento, utilizei as categorias transcritas a seguir:

Normalidade

Estima Social Capacidade

Tenacidade
Julgamento

Propriedade
Sanção Social
Veracidade

Figura 4 Subtipos de julgamento

O julgamento foi a segunda categoria atitudinal mais utilizada pelos


professores, em sua maior parte na modalidade positiva. No quadro a seguir estão as
ocorrências por participantes e subtipos de julgamento encontrados:

Quadro 13 - Ocorrências por subtipo de julgamento

Participantes Nº de ocorrência Subtipo de julgamento


Capacidade+
P1 10 Capacidade-
Tenacidade+
T1 01 Tenacidade+
Capacidade+
P2 06
Capacidade-
T2 02 Capacidade+

As atitudes de julgamento encontradas referem-se ao julgamento da


capacidade de compreensão dos alunos sobre os assuntos abordados. Nas
avaliações encontradas em apenas uma ocorrência o professor realizou julgamento
sobre outros participantes, nas demais foram julgamentos sobre os alunos e auto-
julgamentos. A seguir, apresento exemplos de auto-julgamentos dos professores,
julgamentos dos professores sobre os alunos, e julgamento dos professores sobre
outros participantes do convívio pessoal ou profissional dos professores.
46

Exemplos de auto-julgamentos:

Exemplo (07)
P1: [...] Concordo com o ditado, [...], mas confesso que não compreendi [Julg.:
capacidade-] o seu propósito comunicativo ao utilizá-lo. [Fonte: fóruns CPT]

No exemplo 07, P1 expressa sua avaliação, realizando um auto-julgamento


por meio do atributo “não compreendi”, enquadrado pelo subtipo capacidade. Subtipo
esse, que julga o quão o indivíduo é competente, capaz. Desta forma, P1, realiza um
auto-julgamento, acerca sua competência e julga-se incapaz de compreender o
propósito comunicativo do aluno sobre o emprego do ditado popular.

Exemplo (08)

P2: [...] Se você apenas repete o que está nos materiais lidos, sem nenhuma
interpretação sua, eu não posso avaliar bem a sua compreensão [Julg.:
capacidade] do assunto. [Fonte: fóruns FF].

Em 08, é possível identificar que P2, é ao agente elocutor, representado pelo


pronome “eu”, que expressa avaliações sobre a compreensão do aluno. Da mesma
forma que P1 no exemplo 07, P2, também se julga incapaz de avaliar a compreensão
do aluno acerca do assunto abordado.

Exemplos de julgamentos sobre alunos:

Os exemplos a seguir trazem avaliações de julgamentos dos professores com


relação aos alunos e estão enquadrados no tipo estima social, são avaliações sobre
o comportamento das pessoas, sem implicação legal, envolvendo admiração ou
crítica. Nesses exemplos, são utilizados atributos para realizar seus julgamentos,
acerca das repostas a questionamentos ou contribuições dos discentes postadas nos
fóruns. O atributo “muito bem” foi o mais usado para julgar a capacidade de
compreensão dos alunos acerca do conteúdo da disciplina.

Exemplo (09)
47

P1: Muito bem [Julg.: capacidade+], [...]. Vocês estão indo muito bem [Julg.:
capacidade+], parecem estar alcançando uma boa compreensão [Julg.:
capacidade+] do conteúdo de nosso material. [Fonte: fóruns CPT]

No exemplo 09, P1, faz uso do atributo “Muito bem” e repete seu julgamento
com “estão indo muito bem” com intuito de enfatizar aos alunos mencionados na
mensagem (nome foram suprimidos), que estão no caminho certo para atingir a boa
compreensão da disciplina.

Exemplo (10)
P1: [...] as contribuições postadas por vocês nas últimas 24 horas demonstram que
a nossa disciplina, [...], está fazendo com que vocês percebam [Julg.:
capacidade+] o papel que tem o professor, hoje, na formação de leitores e produtores
de textos. [Fonte: fóruns CPT]

Exemplo (11)
P1: [...] vejo que vocês estão interessados [Julg.: capacidade+] no campo de estudo
da LT (linguística textual). [Fonte: fóruns CPT]

No exemplo 10, P1, novamente menciona a boa compreensão dos alunos


estão alcançando, baseada nas mensagens postadas anteriormente e em 11, avalia
o interesse dos alunos no campo de estudo da linguística textual, como interessados
no assunto abordado pela disciplina. Percebe-se que P1, prioriza as avaliações,
positivas, procurando evidenciar a compreensão dos alunos em suas mensagens.

Exemplo (12)
P2: Muito bem [Julg.: capacidade+], [...]. Ótimo raciocínio. [Fonte: fóruns FF]

Exemplo (13)
T2: Muito bem [Julg.: capacidade+] [...]. [Fonte: fóruns FF]

No exemplo 12, P2, julga a capacidade do aluno por meio do atributo “muito
bem”, finalizando com “ótimo raciocínio”, que enfatiza o quão relevante fora a
postagem do aluno. Já no exemplo 13, T2, utiliza somente o atributo “muito bem”,
48

enfatizando a relevância da postagem realizada pelo aluno, mencionada após a


avaliação.

Exemplos de julgamento sobre outros participantes:


Exemplo (14)
P1: Paulo Freire sempre estava certo [Julg.: capacidade+], [...]. Ele sabia o que
dizia. [Fonte: fóruns FF]

No exemplo 14, P1, realiza o julgamento do subtipo capacidade por meio do


atributo “sempre estava certo”, para evidenciar seu julgamento de capacidade,
complementando com “Ele sabia o que dizia”, em reposta a uma citação realizada por
um aluno.
Nas avaliações de julgamento, podemos observar que P1 expressa
julgamentos positivos sobre a capacidade dos alunos, conforme os exemplos 9, 10 e
11. P1, prioriza o julgamento positivo sobre os alunos e sobre a capacidade de outros
participantes, conforme o exemplo 14. Já P2 e T2, julgam a capacidade dos alunos
por meio de atributos, conforme os exemplos 12 e 13.

3.1.3 Avaliações de apreciação

Nesta subseção, apresento as análises referente ao último tipo de atitude, a


apreciação; são apresentadas as avaliações referente aos objetos, artefatos,
processos e estados das coisas, positivas ou negativas. Trata-se da avaliação da
estética da composição, estrutura e forma, da apresentação e do conteúdo desses
objetos. Essa categoria foi a mais utilizada no corpus desse estudo. Conforme
apresentado no quadro 9.
A apreciação é organizada do seguinte modo: reação, composição e
valoração. Reação subdivide-se em reação impacto e de qualidade, diz respeito à
reação que as coisas provocam nos falantes/escritores. A apreciação do tipo
composição de equilíbrio e complexidade, diz respeito à elaboração dos objetos, e,
por fim, a valoração contempla o valor que é dado às coisas e objetos.
No corpus deste estudo as apreciações foram em sua maior parte acerca das
mensagens dos alunos em respostas a questionamentos, inclusão de exemplos,
dúvidas, etc. postadas nos fóruns. A seguir, apresento as avaliações feitas pelos
49

participantes em suas mensagens nos fóruns, o número de ocorrências e os subtipos


de apreciação.

Quadro 14 - Ocorrências por subtipo de apreciação

Participantes Nº de ocorrência Subtipo de apreciação


Reação-Qualidade+
Reação-Qualidade-
Reação-Impacto+
P1 27 Composição-Complexidade+
Composição-Equilíbrio+
Composição-Equilíbrio-
Composição-Proporção-
Composição-Equilíbrio+
T1 04
Reação-Qualidade+
Composição-Equilíbrio+
Reação-Impacto-
P2 09
Reação-Qualidade+
Reação-Qualidade-
Reação-Impacto+
T2 09
Composição-Equilíbrio+

No quadro 14, são listados os subtipos de apreciação que foram usadas pelos
professores e tutores, observamos que o subtipo composição-equilíbrio+, foi utilizada
por todos os participantes e que P1 foi o participante que fez o maior número (27) de
avaliações, como ilustrado e comentado nos exemplos seguintes.

Exemplo (15)
P1: [...] Um outro exemplo interessante [Aprec.: Reação-qualidade+] é o da piada,
que é um texto nem sempre compreendido. [...]. [Fonte: fóruns CPT]

Exemplo (16)
P1: [...] O texto é, realmente, um assunto muito interessante [Aprec.: Reação-
qualidade+] [...]. [Fonte: fóruns CPT]
50

Nos exemplos 15 e 16, P1 faz uso do atributo “interessante” para avaliar o


gênero “piada” em 15 e o “texto” em 16, ambos exemplos, são do subtipo reação-
qualidade+ e referem-se ao impacto emocional que o objeto provoca no avaliador,
desta forma, a reação de P1 aos exemplos postados pelos alunos, demonstra que
achou interessante avaliando positivamente as contribuições postadas nos fóruns.

Exemplo (17)
P1: Bem oportuno [Aprec.: composição+] o seu exemplo [...] [Fonte: fóruns CPT]

Exemplo (18)
P1: Sábias palavras [Aprec.: Reação-impacto+] as suas, [...] [Fonte: fóruns CPT]

Nos exemplos 17 e 18, P1 avalia as participações dos alunos, por meio dos
atributos “bem oportuno” e “sábias palavras”. Observa-se que P1 em suas avaliações,
prefere apreciar as contribuições dos alunos de forma positiva.

Exemplo (19)
P1: [...] gostei [Aprec.: composição+] de suas colocações sobre os gêneros textuais,
mas não do uso da palavra “apostila” [Aprec.: composição-]. Nosso livro não
pertence ao gênero apostila! [...] [Fonte: fóruns CPT]

No exemplo 19, P1, realiza duas avaliações, uma por meio do atributo “gostei”
apreciando de forma positiva as colocações sobre os gêneros, enviada pelo aluno. E
outra negativa, onde comenta não ter gostado da comparação do material didático
usado pelos alunos com apostila. Uma vez que o material impresso recebido pelos
alunos, não comtempla as mesmas características que o gênero apostila.
Nos exemplos seguintes, as avaliações de P2, podem ser observadas:

Exemplo (20)
P2: [...] Está muito boa [Aprec.: composição+] sua comparação. [Fonte: fóruns FF]

Exemplo (21)
P2: É isso mesmo, [Aprec.: composição+] [...]. Falar é tão simples para nós porque
é uma atividade que fazemos automaticamente [...] [Fonte: fóruns FF]
51

No exemplo 20, P2, avalia a comparação realizada por um aluno, por meio do
atributo “boa”, avaliando de forma positiva sua colaboração ao fórum. Já em 21, avalia
por meio do atributo “isso mesmo” concordando com as mensagens enviadas pelos
alunos.

Exemplo (22)
P2: [...] A resposta ao questionamento veio no seu último parágrafo apenas, o
preâmbulo foi bastante longo. [Aprec.: composição-] Preâmbulos muito longos
[Aprec.: composição-] cansam o interlocutor e pode atrapalhar o diálogo. [...]

No exemplo 22, P2 avalia o texto enviado no fórum de forma negativa, por


meio de apreciação do subtipo composição, faz uso do atributo “longo” intensificado
por “bastante”, ao referir-se ao preâmbulo que o aluno escreveu, considerando seu
texto muito longo e cansativo podendo este fator cansar e atrapalhar o diálogo.
Observo que nas avaliações de apreciação encontradas, boa parte das
apreciações foram sobre a colaboração dos alunos ao fórum, ou seja, avaliações
sobre o conteúdo das mensagens dos alunos, essas em sua maior parte em respostas
a questionamentos postados em mensagens anteriores pelos docentes. Quanto a
polaridade das avaliações, a maior parte foram positivas.
Concluindo apresentação dos dados, faço algumas considerações. Realizado
o mapeamento atitudinal dos docentes, identificados por seus respectivos tipos e
subtipos, conforme demonstra no quadro 9, a apreciação foi a categoria mais utilizada
em ambas as disciplinas, correspondendo a 69,2% das avaliações e em FF e 63,3%
em CPT. O subtipo julgamento também obteve números representativos, 30,8% para
as avaliações de FF e 22,4% para CPT.
Conforme observado no quadro 6 e 7, o número de mensagens totais por
disciplina, foi maior para disciplina de CPT, com total de 225 mensagens para 152 de
FF, apesar da disciplina de FF possuir maior número de fóruns. Observou-se também
que em CPT o número de mensagens docentes foi superior (90) aos de FF (54).
Conforme podemos observar no gráfico a seguir:
52

Gráfico 1 - Mensagens x Avaliações

Docentes Discentes Avaliações

135

98
90

54
49

26
CPT FF

Conforme ilustrado no gráfico 1, as mensagens e as avaliações registradas


nos fóruns da disciplina CPT, num total de 49 avaliações, correspondem a 54,4% das
mensagens docentes e as dos fóruns de FF, num total de 26 avaliações,
correspondem a 48,1% das mensagens docentes. Na disciplina de CPT, o número de
mensagens docentes e de avaliações foi superior aos números da disciplina de FF, o
que conferiu a disciplina de CPT, em comparação com a de FF, um número superior
de participações discentes. Embora, a disciplina de CPT tenha tido número de fóruns
abertos, no decorrer da disciplina, inferior (6 fóruns) à de FF (11 fóruns), ainda assim
o número de participações discentes foi superior. De acordo com gráfico acima,
observa-se que na disciplina de CPT onde houve maior número de avaliações,
também houve maior número de participação discente.
Quanto a polaridade das avaliações, os valores percentuais foram
apresentados no quadro 10, distribuído por categoria de atitude e por polaridade,
constatamos que as avaliações positivas foram majoritárias. Na disciplina de CPT de
49 avaliações, 39 foram positivas contra 10 negativas. Já em FF de 26 avaliações, 22
foram positivas e 4 negativas.
No gráfico abaixo, apresento o número de avaliações por categoria atitudinal
de ambas as disciplinas em comparativo com o número de mensagens discentes.
53

Gráfico 2 - Avaliações por polaridade

Afeto Julgamento Apreciação

26

16
8

6
5

5
3
2

2
0

0
CPT - (+) CPT - (-) FF - (+) FF - (-)

No gráfico 2, observamos que disciplina de CPT obteve um número maior de


avaliações positivas em todas as categorias, o que considero um fator influenciador
no número de participações discentes.
No gráfico abaixo, resumo as avaliações por polaridade e quantitativo de
mensagens discentes.

Gráfico 3 - Avaliações x Mensagens discentes

Avaliações ( + ) Avaliações ( - ) Mensagens discentes


135

98
39

22
10

CPT FF
54

No gráfico 3, fica evidente que as participações discentes, foram maiores na


disciplina de CPT, disciplina essa que registou número maior de avaliações positivas.
A disciplina de CPT, registrou um total de 135 mensagens discentes contra 98 da
disciplina de FF. Desta forma, concluo que a polaridade das avaliações influenciou as
participações discentes.
Finalizada a análise e os resultados obtidos, são apresentadas a seguir as
considerações finais deste estudo.
55

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme proposto como objetivos deste trabalho, que constam na


introdução, o questionamento principal foi: quais elementos linguísticos de atitude, na
linguagem docente, podem contribuir para uma melhor interação nos fóruns das duas
disciplinas pesquisadas?
A partir desse questionamento, realizei as análises por meio da teoria de
avaliatividade, fazendo uso do subsistema de Atitude (afeto, julgamento e apreciação),
teoria essa, desenvolvida por Martin (2000) e aprofundado por outros pesquisadores
como Martin e Rose (2003/2007) e Martin e White (2005). O corpus deste estudo foi
composto pelas mensagens dos professores nos fóruns das disciplinas de CPT e FF,
do curso de Licenciatura em Letras – Habilitação Língua Portuguesa, modalidade à
distância ofertado pela Universidade Federal do Pará.
As análises foram direcionadas pelas perguntas desse estudo, elencadas na
introdução, que se retoma, agora, para que possam ser respondidas:
1. Quais os modos preferenciais para se avaliar, identificados no corpus deste
estudo?
2. O quantitativo de avaliações docentes influenciou a participação discente?
3. A polaridade das avaliações docentes influenciou a participação discente?

No corpus analisado, foi identificado avaliações de afeto somente nas


mensagens da disciplina de CPT. Esses foram realizados por meio de elementos
linguísticos, como atributos e processos, usados para expressar as emoções dos
professores nas mensagens. Por meio desse recurso semântico, os docentes
demonstraram o quão gostavam do assunto abordado nos fóruns e o quão são
interessantes práticas didáticas criativas, com objetivo de despertar maior interesse
dos alunos pelo campo de estudo da disciplina e pela inovação nas práticas didáticas,
haja vista, que o fórum abordava assuntos das disciplinas de um curso de licenciatura
em letras, ou seja, de futuros professores e pesquisadores da linguagem. Nas
avaliações encontradas de afeto, os sentimentos foram expressados diretamente em
solidariedade aos seus interlocutores nesse caso os alunos.
Nas avaliações de julgamento, em ambas disciplinas, maior parte das
avaliações foram sobre os alunos e algumas poucas sobre os próprios professores e
em apenas uma ocorrência, sobre outros participantes. Nessas avaliações o elemento
56

léxico-gramatical mais usado foi o atributo. Nos julgamentos dos alunos ambos
docentes concentraram em avaliar o comportamento e capacidade de compreensão
sobre as disciplinas, assuntos ou tópicos abordados. Nas duas disciplinas os
resultados encontrados foram semelhantes, as avaliações foram realizadas por
atributos com auto-julgamento e julgamento sobre os alunos, dos quais em sua maior
parte lhes conferia a capacidade ou não de compreensão do que fora explicado ou
questionado em mensagens anteriores.
Em se tratando da atitude de apreciação, em que são destacadas as
avaliações dos docentes sobre as coisas, os objetos, as performances, etc., o subtipo
composição-equilíbrio+, foi usado por todos os docentes para avaliar as produções
dos alunos, as contribuições, as mensagens, os exemplos postados nos fóruns, etc.
O elemento léxico-gramatical mais usado foi o atributo, em ambas as
disciplinas os docentes apreciaram por meio desse elemento.
Observo que na disciplina de CPT, deteve o maior número de avaliações na
categoria de apreciação. Destaco que em tal disciplina, os docentes responderam, em
boa parte das contribuições postadas pelos alunos, com apreciações sobre as
mesmas, ou seja, os docentes sempre apreciavam o conteúdo das mensagens
postadas pelos alunos, e em sua maior parte com apreciações positivas. Destaco
como um ponto relevante e influenciador na participação dos alunos no fórum da
disciplina.
Com relação a disciplina de FF, os docentes realizaram apreciações somente
sobre algumas mensagens dos alunos, ficando muitas delas sem respostas, conforme
observado no corpus deste estudo. Destaco como um ponto negativo, a falta de
respostas e a ausência de apreciação as mensagens dos alunos, considero um
desestímulo a participação dos discentes.
Com as análises linguísticas deste estudo, é possível observar que os
recursos léxicos-gramaticais preferenciais foram os atributos que expressam os tipos
de atitude. Esses recursos foram usados com intuito de instigar os alunos acerca da
futura profissão (professor).
A investigação das mensagens docentes nos fóruns virtuais, a partir do
subsistema de atitude, propiciou a compreensão mais ampla acerca da função dos
recursos semânticos utilizados pelos professores para realização das avaliações,
revelando o subtipo de apreciação como preterido para as avaliações.
57

Os resultados deste estudo são positivos no sentido de colaborarem para o


conhecimento de aspectos linguísticos importantes na avaliação docente em fóruns
virtuais de aprendizagem. A pesquisa pode ser continuada com uma investigação
sobre as mensagens docentes e discentes, com base nos demais subsistemas da
Teoria da Avaliatividade, engajamento e gradação.
Este estudo, ainda que limitado pela sua própria natureza - Trabalho de
Conclusão de Curso – pode contribuir para a pesquisa da linguagem em educação a
distância, possibilitando reflexões sobre a linguagem docente em fóruns virtuais de
aprendizagem, tão importantes para os cursos na modalidade a distância. O estudo é
uma contribuição também para pesquisas fundamentadas no Sistema de
Avaliatividade, as quais ainda são em número reduzido no contexto educacional.
58

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, F. A. S. D. P. Os recursos léxico-gramaticais de Atitude no discurso de dois


professores universitários. 2008. 376 f. Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. São Paulo, 2008. Disponível em:
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59

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dez. 2015.
60

ANEXOS
61

Fóruns de Compreensão e Produção de Textos

Unidade 1
sexta, 14 Jun 2013, 13:02

Olá, boa tarde, meu nome é [...]

Re: Unidade 1
quinta, 13 Set 2012, 12:50

Eu poderia dizer que competência se refere ao conjunto de conhecimentos disponíveis num


determinado momento a respeito de uma questão?

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Re: Unidade 1
quinta, 13 Set 2012, 21:34

[...], eu diria que a competência comunicativa pode ser compreendida como o conjunto de habilidades
que permitem que alguém use um determinado sistema linguístico de formas apropriadas em
diferentes situações da vida cotidiana, considerando as funções, as variedades da linguagem e as
situações socioculturais em que se dá esse uso. Como você pode ver, a competência comunicativa
vai além dos aspectos estritamente linguísticos do processo de utilização desse sistema, englobando
aspectos socioculturais e psicológicos.

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Re: Unidade 1
sexta, 14 Set 2012, 17:13

Sim, mudou bastante, anteriormente tinha idéia de que texto era somente um conjunto de frases
reunidas. Porém, apartir da leitura do material mudei minha concepção, passando então a entender
que um texto não é medido pela sua extensão e sim avaliando várias condições inclusive o sentido
que esse texto produz ou produzirá.

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Re: Unidade 1
sexta, 14 Set 2012, 21:59

Após a leitura da unidade 1, a noção que tinha sobre a formação de texto passou a ser sim de uma
outra forma. Um bom texto não é defindo pela sua extensão, e nem regido por normas gramaticais. A
estrutura de um texto pode ser formada pela a articulação dos enunciados, que dão coêrencia para
que haja um entendimento por parte do leitor, podendo assim usar o seu conhecimento de mundo
para intrepretá-lo. Já que o texto em sua formação passa por um processo de interação entre o
escritor, o falante, o leitor e o ouvinte.

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Re: Unidade 1
sexta, 14 Set 2012, 22:44

Muito bem, [...] e [...]. Vocês estão indo muito bem, parecem estar alcançando uma boa compreensão
do conteúdo de nosso material. Em caso de dúvidas, postem seus questionamentos e tentaremos
ajudá-las a assimilar os novos conceitos.
62

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Re: Unidade 1
sexta, 14 Set 2012, 23:15

Essa unidade me permitiu repensar sobre o texto e compreender que a noção que eu tinha sobre o
mesmo, já não é capaz de atender as necessidades que se percebe entre os alunos, que é o de
interpretar e não só sobre como ler e escrever corretamente.
A unidade 1, ainda nos mostra com clareza que o texto é uma forma de interação, portanto é preciso
que se organizem as idéias de forma que sua interpretação seja feita adequadamente.
Resumindo, antes o texto era visto apenas como a junção de várias frases. Nesta unidade, passamos
a ver o texto como fonte de comunicação, e para constatar basta ver as resposta dos alunos sobre
essa pergunta, nota – se que a interpretação se dá de forma diferente para cada aluno, mesmo se
tratando da mesma unidade. Isso prova que o texto deve ser estudado de forma ampla e como tal , e
não como palavras soltas.

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Re: Unidade 1
sábado, 15 Set 2012, 16:30

Boa tarde professora, tutores e queridos colegas (saudades de vocês).


Professora, ao deparar com sua indagação no fórum, percebi que ainda não havia parado para
analisar qual a minha noção de texto. Por um tempo pensei que o texto era simplesmente a junção de
várias palavras que constituíam em si um sentido e, com a leitura do material, pude perceber que a
Linguística Textual também teve uma trajetória teórico-metodológica em que a concepção de texto foi
vista sobre três perspectivas.
No primeiro momento, a LT considerou o texto apenas como a organização da superfície textual.
Esse momento representou, para mim, o período fundamental de aprendizagem quando fui orientada
por um ensino tradicional que se preocupava principalmente com as correções e conceitos
gramaticais, deixando de lado critérios indispensáveis numa boa produção.
No segundo momento, a LT buscou o esclarecimento de fatores da textualidade. Tal período, pra
mim, retratou o iniciar a faculdade de letras, um período de orientação em relação a produção,
recepção e funcionamento do texto. Sinto como um grande desafio compreender todos esses
critérios.
Com a leitura desse texto, sobre o terceiro momento histórico (LT) que se propõe a desvendar
aspectos da competência comunicativa do falante/ouvinte, percebi minha enorme necessidade de
mergulhar nesse conhecimento. Ainda que a leitura seja bastante teórica e exija muito de mim, quero
continuar essa busca para melhorar minha formação pessoal e poder transmitir isso para meus
alunos por meio de uma orientação diferenciada da que recebi no Ensino Fundamental e Médio.
Estou disposta a aprofundar meus conhecimentos para desenvolver minhas competências
linguísticas.

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Re: Unidade 1
sábado, 15 Set 2012, 16:59

Boa tarde, professora e a todos os colegas. É bom estarmos de volta com mais uma disciplina. A
leitura do texto “A Linguística Textual” me fez refletir sobre a maneira como tem sido tratado o ensino
da produção textual na sala de aula. Com a leitura de alguns teóricos (desde as orientações que
recebi na disciplina Oficina de textos acadêmicos) venho construindo uma nova concepção de texto,
tal como a retratada na atividade 1 do material didático desta disciplina.
Tendo em vistas os três momentos históricos da LT, nos vemos ainda distante do terceiro momento
que se propõe a desvendar aspectos da competência comunicativa do falante/ouvinte. Durante muito
tempo, as aulas de redação não passaram de correções coesivas dos segmentos do texto. Essa
63

prática gerou a realidade que enfrentamos quando nos deparamos com os resultados de exames
nacionais, concursos e vestibulares: uma grande deficiência na produção textual.
Diante dessa problemática realidade, posso ver a grande responsabilidade que repousa sobre os
nossos ombros, como futuros educadores, que é preparar nossos alunos para se expressarem de
maneira clara e coerente, de posse tanto dos conhecimentos semânticos, léxicos e gramaticais,
quanto das estratégias cognitivas e sociointeracionais.
Como afirma Koch e Elias (2011, p. 13) “O texto é um evento sociocomunicativo, que ganha
existência dentro de um processo interacional.” Essa declaração nos convida a refletirmos na maneira
como nos expomos, como usamos nossas experiências e conhecimentos através de nossos textos, a
fim de que venhamos construir uma relação ideal com nossos interlocutores (leitores). Para isso,
reconheço a importância do planejamento, redação e revisão de uma produção textual.
Referência:
KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever estratégias de produção textual. 2 ed.
– São Paulo: Contexto, 2011.

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Re: Unidade 1
sábado, 15 Set 2012, 17:30

Professora confesso que a partir da Disciplina de enunciação percebi que a língua não cabe mais
somente dentro de um emaranhado de regras, repetições e decorebas, é algo muito maior. Na
enunciação aprendi a ver as frases de outra maneira e agora mais surpreso porque os textos são de
uma riqueza de conteúdos que podem ser explorados. Como diz o texto da nossa Apostila
O surgimento desta disciplina deve-se, sobretudo, a lingüistas anglo-germânicos. A partir deles,
inicia-se a tarefa de expor os princípios constitutivos do texto e os fatores envolvidos em sua
produção e recepção. Não posso negar que me surpreendeu que esses estudos começaram antes do
meu nascimento e ainda hoje, e veja que estou com 42 anos, a escola publica continua excluindo
seus alunos de aprender a pensar com qualidade, de perceber a riqueza da lingua, das frases e dos
textos, de não apenas reproduzir, mas construir. Concordo com a colega Raydilena quando comenta
a fragilidade dos nossos alunos na produção de textos vistos principalmente no fraco desempenho
nas redações.

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Re: Unidade 1
sábado, 15 Set 2012, 22:02

[...], as contribuições postadas por vocês nas últimas 24 horas demonstram que a nossa disciplina,
em continuidade à reflexão iniciada em Estudos da Enunciação, está fazendo com que vocês
percebam o papel que tem o professor, hoje, na formação de leitores e produtores de textos.
Diferente do que acontecia antigamente, não nos basta o conhecimento da gramática. Em tempos em
que a abordagem do sistema linguístico a ser feita em sala de aula, tanto no nível fundamental como
no médio, deve ter como objeto o texto enquanto unidade linguística, muito mais deve saber o
professor de língua materna. Além disso, vejo que vocês estão percebendo a diferença entre o
trabalho historicamente feito, de caráter prescritivo, e o que devemos fazer em consonância com as
orientações de áreas do conhecimento como a Linguística Textual, a Pragmática, a Análise do
Discurso, etc. Estas, por serem científicas (coisa que a gramática normativa está longe de ser),
propõem que façamos uma abordagem que leve em conta muito mais do que as regras da norma
culta.

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Re: Unidade 1
domingo, 16 Set 2012, 10:29
64

Sim, a leitura da Unidade 1 trouxe uma noção diferente de texto porque este, passa a ser analisado
não somente em si, em seu conteúdo sintático e semântico, como também, considerado em seu
contexto sócio-comunicativo, de interação entre os interlocutores, observando tanto a produção
quanto a sua recepção pelo leitor ou ouvinte.
Assim, a produção/recepção do mesmo depende da situação de interação entre os sujeitos e dos
conhecimentos linguísticos e de mundo que estes possuem. Neste sentido, a entonação da voz, a
expressão corporal, o contexto histórico, político e social entre outros, podem ser determinantes no
processo comunicativo.

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Re: Unidade 1
domingo, 16 Set 2012, 14:05

Boa tarde professora,


eu diria que sim, quando lemos um texto, estamos atribuindo-lhe sentido, por meio da interação,
buscamos, no texto sua unidade de significado, embora ás vezes, somos bem-sucedidos, pois
conseguimos construir significados conduzidos pela compreensão plena ou parcial do que lemos ou
ouvimos. Outras vezes não temos muito sucesso, podemos dizer que o leitor (ou o ouvinte) não
apreende bem o que lê (ou escuta), quando sua compreensão distância-se do sentido textual.

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Re: Unidade 1
domingo, 16 Set 2012, 15:40

É isso mesmo, [...]. Boa observação a sua!

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Re: Unidade 1
domingo, 16 Set 2012, 15:46

Você tem razão, [...]. E são vários os fatores que interferem nessa interação e, como você diz, na
compreensão do que alguém lê. Antigamente se pensava que bastava o domínio da norma culta para
que alguém compreendesse um texto escrito, por exemplo. Hoje sabemos que não é bem assim. Um
outro exemplo interessante é o da piada, que é um texto nem sempre compreendido. Logicamente,
para compreender esse gênero de texto não basta conhecer o código, não é?

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Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 13:04

Boa tarde Professora, Tutores e demais colegas,


Depois da leitura da Unidade 1 de nossa apostila, entendi que um texto pode emitir diferentes formas
de interpretação, dependendo da decodificação do leitor ou do ouvinte, e que o conhecimento de
mundo também contribui para o alcance da receptividade da mensagem passada.
O estudo da linguagem foi constituído no século XX, mais precisamente a partir da década de 60, e
podemos afirmar que a Linguística Textual está em alta. Hoje, estudiosos de grande parte das
universidades, tanto as Federais como as Estaduais e particulares, em praticamente toda região do
país, se dedicam ao estudo da ciência da linguística, tanto na escrita como na construção do texto
falado.
Isso contribui significativamente para nós, estudantes de Letras, uma vez que tal conhecimento vincula-
se à boa organização e funcionamento do texto.

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65

Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 13:46

Boa Tarde, Colegas e Professora:

O estudo desta unidade tem me propocionado conhecimentos relevantes.


A linguagem textual começou a se desenvolver na Europa no final da década de 60, o texto era visto
como objeto de análise. O objeto de maior estudo, a sentença era estudado em seu aspecto estrutural.
Paralelamente a esse estudo a linguística tem ampliado estudos da frase, com o texto e o discurso.
Interressadas menos no produtos (unidades linguísticas) e mais nos processos: enunciação,
interlocução e sua condições de produção.
Percebe-se que com o tempo os mecanismos de textualização tem sido reconhecidos como recursos
coesivos. A linguagem textual passa a reconhecer que um texto não é um simples produto mas um
objeto de competência textual.
Quando construimos um texto, vários fatores nos auxiliam nessa compreensão e produção, é
interessante notar que o nosso conhecimento de mundo internalizado na memória nos ajuda nesse
processo de interação, e serve como competência para que um texto seja construído.

Fonte: Abdon, Iaci de Nazaré Silva, Compreensão e Produção de Texto, UFPA, Belém, 2008.

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Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 13:52

[...], vejo que vocês estão interessados no campo de estudo da LT.

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Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 14:13

Boa tarde a todos


Gosto de pensar em texto como as autoras Iaci e Fátima concluem, com observações pessoais. Um
texto pode ser descritivo, narrativo expositivo ou discursivo. Um texto também serve para informar,
divertir, advertir, denunciar, criticar. Os gêneros textuais podem ser os mais diversos, desde uma carta,
bula de rémedio, diário, classificados, histórias em quadrinhos, receitas ou mesmo piadas. Podendo
haver a mescla de gêneros denominada intertextualidade.

Em nosso cotidiano não é trabalhado em sala de aula essa diversidade de textos e gêneros, daí a
dificuldade dos alunos quando se deparam em um concurso e um vestibular, eles ficam atônitos porque
são praticas que deveriam ser cotidianas, contudo eles não trabalharam e não conseguem produzir
redações e nem interpretar textos porque lhes foi ensinado apenas questões gramaticais. Culpa de
quem? Não podemos culpar só o sistema, os professores de Linguística deveriam sim, ter
conhecimento de tudo isso, para enfim trabalharem todas as competências nos alunos, entretanto falta
estudo, atualização e também investimento dos órgãos competêntes na preparação do professor de
Língua Portuguesa.

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Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 14:52

Olá, professora, colegas e tutores!


66

Com certeza. O surgimento dos estudos sobre o texto faz parte de um amplo esforço teórico, com
perspectivas e métodos diferenciados, construindo uma Linguística para alem dos limites da frase. Na
LT, como estudamos em nosso material é possível distinguir três momentos que abrangeram
preocupações teóricas bastante diversas entre si. No primeiro momento, o interesse predominante
voltava-se para a análise transfrástica, ou seja, para fenômenos que não conseguiam ser explicados
pelas teorias sintáticas e pelas teorias semânticas que ficassem limitadas ao nível da frase; em um
segundo momento, com a euforia provocada pelo sucesso da gramática gerativa, postulou-se a
descrição da competência textual do falante, ou seja, a construção de gramáticas textuais; em um
terceiro momento, o texto passa a ser estudado dentro de seu contexto de produção e a ser
compreendido não como um produto acabado, mas como um processo, resultado de operações
comunicativas e processos linguísticos em situações sociocomunicativas; parte-se, assim, para a
elaboração de uma teoria do texto.

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Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 19:07

Boa noite segue contribuição,


Após a leitura da unidade é possível entender que na construção de um texto é necessário a
organização das sequências dos enunciados, a ordem dos elementos coesivos para a criação de
uma estrutura semântica e o aspecto social que explica o funcionamento do texto facilitando um bom
entendimento.

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Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 20:30

Concordo com você, [...]. Para efetivamente ajudar nosso aluno a desenvolver sua competência
textual, tornando-se um bom leitor e produtor de textos, tanto orais quanto escritos, precisamos de
conhecimentos como o que constam do material de nossa disciplina. Uma coisa que, na minha
opinião, seria interessante para todos vocês, que estão entrando em contato com a Linguística
Textual e começam a se questionar sobre o que fazer quando se tornarem professores de níveis
fundamental (5ª a 8ª séries ou 5º a 9º ano) e médio, é a leitura de provas de vestibular. Vocês sabiam
que, no site da UFPA, mais especificamente no link do CEPS (Centro de Processos Seletivos), é
possível acessar as provas de nossos últimos processos seletivos? Por que vocês não dão uma
olhadinha nas de Língua Portuguesa? Podemos conversar, aqui, sobre elas e sua relação com a
nossa disciplina. O que acham?

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Re: Unidade 1
terça, 18 Set 2012, 20:25

É isso mesmo, [...]. Leiam a mensagem que postei em resposta à contribuição de Nubia, sobre a
pesquisa no site do CEPS, e me digam o que acham.

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 12:23

Professora, eu acho interessante discutirmos a prova da CESP. Vou baixar umas para comentarmos.
67

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 13:11

Boa tarde professora,


com certeza, eu diria como o nosso grande mestre Paulo Freire, " Que a leitura de mundo precede a
leitura da palavra".

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 15:45

Boa tarde profª. [...]


A unidade 1, me proporcionou uma nova visão de texto, pude perceber que na trajetória metodológica
abrange três momentos com preocupações teóricas bastante distintas entre si. No primeiro momento
é voltado para a análise tránsfatica onde não conseguiam explicar as teorias sintáticas que ficassem
limitadas ao nivel da frase; no segundo houve a competência textual do falante; no terceiro o texto é
visto não como um produto acabado, mas como um processo, resultado de operações comunicativas
e processos limgüísticos em situações sociocomunicativas.

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 16:47

Podemos fazer isso, sim, [...]. Fique à vontade para fazer suas colocações.

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 16:48

Paulo Freire sempre estava certo, não é, [...]? Ele sabia o que dizia.

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 16:49

[...], observe, também, a complementariedade que guardam entre si esses diferentes momentos.

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 21:02

Gostei da ideia de analisarmos as questões de Língua Portuguesa presente nos exames elaborados
pela Cesp. Assim, busquei acessar as que compõem o processo seletivo especial 2010 1 (disponível
emhttp://www.ceps.ufpa.br/daves/PSE_2010_1/prova%20PSE%202010-1%20PDF.pdf Acesso
19/09/2012).
Foi interessante observar que as alternativas são elaboradas a partir de um texto que requer do leitor
as habilidades pertencentes a cada tipo de conhecimento acionado durante a compreensão e
produção de textos: conhecimento linguístico, conhecimento de mundo e conhecimento
sociointeracional.
Só para exemplificar, vamos a leitura do referido texto.
CARTA DE FREI BETO
68

Irmã Ruth,
A prisão é um fardo leve ao se transformar num testemunho da liberdade. Tenho grande admiração
pelo seu trabalho; imagino-o consistir principalmente em dar todo carinho e amor possíveis a essas
crianças excepcionais. As pessoas podem, às vezes, não aceitar nosso ponto de vista, mas
dificilmente se negam a receber nosso amor.
Como você diz, muitas vezes, no trabalho que realizamos, não existe uma resposta imediata, apenas
esperança. É o que sustenta todos nós que acreditamos na terra prometida onde corre o leite e o mel
– mesmo sabendo que não haveremos de pisá-la. Mas, como Moisés, já podemos contemplá-la,
vemos que ela se estende além desta vida e desta história. Isso nos fortalece e encoraja. Já não há
que ter medo dos príncipes deste mundo, que guardam seus tesouros nos cofres do The First
National City Bank e confiam na imortalidade da General Motors. Se a Fiat falir, o senhor Agnelli irá
ao desespero. Mas, para nós, morrer é lucro. Só é perda para quem vive para si e de ações que
oscilam na Bolsa de Valores. Ora, a morte é inexorável, tudo morre um dia: o Partido Democrata
Cristão, a Rols Royce, a dinastia soviética, o automóvel Renault, o subdesenvolvimento africano, a
20th Century Fox, os ditadores latino-americanos, os filhos e netos de Mr. Nixon e todos aqueles que
têm medo de morrer.
Ninguém pode matar o homem que já não se apega à sua vida e, portanto, não pode mais perdê-la.
Este vive do amor, imortal e eterno.
(BETO, Frei. Cartas da prisão, 1969 a 1973. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 226.)
A compreensão desse texto nos exige não apenas uma competência linguística, mas também um
conhecimento de fatos não imediatos a sua construção – o contexto histórico-sócio-cultural. Esses
conhecimentos a cerca de mundo estão registrados na memória como resultado de experiências ou
informações que nos são formalmente transmitidas na escola e no contato com as notícias atuais.
Caso desconheçamos os acontecimentos nele apresentados, não depreenderemos a sua mensagem
na íntegra.

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 21:12

[...], eu diria que a leitura não só deste texto requer as habilidades que você citou, mas a leitura de
qualquer texto. Vejo que você observou que a UFPA tem preparado provas de leitura, em que são
avaliados, justamente, os aspectos que estamos estudando em Compreensão e Produção de Textos.
Em que vocês acham que esse tipo de prova difere daquelas tradicionais provas de gramática?

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Re: Unidade 1
quarta, 19 Set 2012, 21:14

Professora, gostaria de uma explicação sobre a diferença da fase linguística para a fase textual da
conceituação de Texto.
De acordo com o histórico da LT, a mudança de foco do primeiro para o segundo momento é
conhecido como a diferença da sucessão de formas sintáticas para a integração de elementos
semânticos.
Para Schmidt (1973/1978:163-171), teórico representativo dessa vertente, a textualidade inclui tanto o
aspecto lingüístico (sintático e semântico) quanto o aspecto social.
O que significa a explicação “sintático e semântico” para o aspecto linguístico?

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 11:46

Olá, bom dia professora!


69

Tudo sobre a Língua Portuguesa será bem vindo ao nosso curso, com certeza é uma otima idéia,
toda experiência de aprendizado é de extrema importância para nossa formação como professores.

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 17:19

[...], como vimos no nosso material didático, a evolução da Linguística Textual consistiu em três fases
(não necessariamente em sequência cronológica). Na primeira, os estudiosos se concentravam nos
aspectos sintáticos, ou formais, do texto, que dizem respeito a sua coesão. Na segunda, o centro da
atenção deslocou-se para os aspectos semânticos, referentes aos sentidos que as articulações
sintáticas produzem, ou seja, aspectos que dizem respeito à coerência do texto. Na terceira fase,
finalmente, a preocupação era com a relação que o texto tem com o contexto em que surge, isto é,
com aspectos sociocomunicativos, pragmáticos. Se entendi bem, sua dúvida refere-se à diferença
entre os componentes sintático e semântico. O primeiro diz respeito aos vínculos formais que são
estabelecidos, em um texto, entre os enunciados que o compõem. A reflexão, nesse caso, volta-se,
por exemplo, para a função que determinadas palavras - conjunções, preposições, etc. - têm na
articulação de frases e períodos. O componente semântico, por sua vez, diz respeito às relações de
sentido que o autor de um texto tem a intenção de estabelecer. Diga-me se essa explicação foi
suficiente para tirar suas dúvidas.

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 17:20

Concordo plenamente com você, [...].

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 19:25

Olá colegas, Tutores e Professora.


A Linguítica Textual começou a se desenvolver a partir dos anos 60 e tem se dedicado a estudar os
princípios constitutivo do texto e os fatores envolvidos em sua produção e recepção, adaptando-se ao
meio social, a situação de fala e aos indivíduos participantes deste ato de fala.

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 20:03

É verdade [...], sabendo que o enfoque anterior não é mais ou menos correto que o de agora. Apenas
adotou-se uma perspectiva diferente e que tem nos ajudado bastante nos propósitos de
ensino/aprendizagem de hoje. Mais ou menos como os cegos que falaram coisas diferentes sobre o
elefante, porque cada um analisou uma parte do animal (ver no nosso material).

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 20:12

Obrigada pela explicação. Agora, vou repetir o que entendi e espero sua confirmação.
Quando Schmidt se refere ao aspecto linguístico (1º momento da LT) nesse texto, ele o considera
como momentosintático e semântico. Essa afirmação tem uma variação no sentido da palavra
70

“semântico”, pois de acordo com outros textos da apostila a semântica faz parte do 2º momento da
LT.
Pode explicar assim esse texto?

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 20:35

Legal, [...].
E bom interagir com você. Essa disciplina é maravilhosa.
E a cada momento que a estudo mais me preocupo com o tamanho da responsabilidade que temos
com os nossos alunos. Eles serão o nosso reflexo. Se entendemos a compreensão e produção
textual com o olhar pragmático, contextualizado, certamente teremos melhores resultados nos
exames nacionais futuros!

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Re: Unidade 1
quinta, 20 Set 2012, 21:38

Concordo com você [...], e trabalhar com essa perspectiva requer esforço, prática, labuta, envolve
escrita e reescrita em sala de aula. E o professor de língua materna em formação deve estar atento e
acompanhar o momento em que nossos alunos vivem e trazer esses usos para as nossas aulas.
Assim as aulas se tornam mais significativas para nós professores e para os alunos.

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Re: Unidade 1
sexta, 21 Set 2012, 20:03

Boa noite professora,


pelo pouco tempo que tenho, dedico para fazer a leitura do material didático, e quero que saiba que o
mesmo está sendo imprescindível para meus conhecimentos. Desde já agradeço pelas suas
respostas.
Obrigada!
Abraços

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Re: Unidade 1
sexta, 21 Set 2012, 23:00

Boa noite a todos!


A partir da leitura da unidade 1, observei que o texto pode ter as mais diversas formas de
manifestação e pode tanto ter materialidade fônica (oral) quanto gráfica ( escrita) e , também , o texto
pode ter diferentes estruturas ( formas de organização ) que podem ter extensões muito diferentes:
alguns se constituem de apenas um enunciado como, por exemplo, anúncios publicitários e outros
têm uma grande extensão , como é o caso dos textos apresentados nos livros, por exemplo. Achei
relevante a noção de textualidade, ou seja, sobre o que nos leva a reconhecer um enunciado ou
sequência de enunciados como um texto, e, existem diferentes conceitos de texto, que se devem ao
fato de os linguistas envolvidos com esta área de investigação poderem observar e analisar o texto
de diferentes perspectivas (ora na sua construção material, ora nas operações mentais mobilizadas
no processamento dos sentidos, ora no seu uso em situações reais de interação).

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Re: Unidade 1
71

sábado, 22 Set 2012, 12:23

Concerteza. Antes, eu via um texto, simplesmente, como narração de um acontecimento, como


exposição de uma opinião própria ou não, etc. Olhava apenas o que o texto dizia na sua superfície.
Mas depois que estudei sobre Lingüística Textual, meu pensamento mudou. Vejo um texto como
resultado de um ato intencional do seu autor, que resulta numa produção na qual se transmite uma
mensagem carregada de razões e de sentidos. E aprendi que devemos ir além do que um texto diz na
sua microestrutura.

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Re: Unidade 1
sábado, 22 Set 2012, 12:51

Na questão do objetivo que se busca. As provas de gramatica eram apenas para avaliar o que o
aluno sabia da língua. Em outras palavras, era para avaliar se ele escrevia correto, e se sabia
identificar e classificar as palavras e termos gramaticais dentro de um determinado texto.
Diferentemente, as provas de leitura tem o objetivo de levar o aluno a interpretar o texto. E nesse
momento, elas não deixam de alcançar o objetivo das provas gramaticais. Pois, uma correta
interpretação de um texto requer o imprescindível conhecimento de gramática e de mundo.

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Re: Unidade 1
sábado, 22 Set 2012, 17:29

Boa tarde professora e a todos os colegas.


Sim, mudou bastante, pois ao iniciar a leitura da Unidade 1, percebi que um texto não pode ser
considerado somente como unidade linguística, mas, sobretudo, como atividade pela qual o produtor
e o receptor constroem, conjuntamente, sentidos plausíveis para as manifestações linguísticas.

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Re: Unidade 1
sábado, 22 Set 2012, 23:02

Boa noite a todos!


"Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É, a partir do texto, ser
capaz de atribuir-lhe significação, conseguir relacioná-lo a todos os outros textos significativos para
cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que o seu autor pretendia e, dono da própria vontade,
entregar-se a essa leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo outra não prevista."(LAJOLO apud
GERALDI, 2003, p. 59).Ás vezes ao lermos um livro, por exemplo, achamos o texto sem lógica e sem
sentido mas, na verdade, "o estabelecimento do sentido de um texto depende em grande parte do
conhecimento de mundo dos seus usuários, por que é só este conhecimento que vai permitir a
realização de processos cruciais para a compreensão"( KOCH; TRAVAGLIA,1990, p.60)

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:09

[...], não compreendi sua dúvida. Você poderia reformular a pergunta para que eu tente ajudá-la?

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:11
72

Por nada, [...]. Fico feliz em saber que você está gostando.

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:14

Isso mesmo, [...].

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:17

[...], o texto é isso que você disse, mas não só isso. Continue estudando e, com certeza, você
compreenderá o que quero dizer. Você verá que a participação do receptor (leitor ou ouvinte) também
é imprescindível.

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:20

Concordo com você, [...], mas permita-me fazer uma observação. As antigas provas da disciplina
língua portuguesa avaliavam o conhecimento que os alunos tinham das regras da norma culta, e não
da língua.

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:22

Muito bem, [...].

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:23

[...], diga-nos, agora, o que você entende das palavras que citou.

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 21:36

Através da leitura da I unidade, pude obter conhecimento sobre as diversas características de


um texto: um texto não se identifica por sua extensão, pode ser composto por diferentes tipos de
sequências,(descritiva, narrativa, expositiva etc.) cumpre um propósito comunicativo
identificável,(informar, divertir, advertir, orientar etc.) enquadram-se em classes chamadas de gêneros
textuais e cada gênero de distingue-se por uma forma particular.

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Re: Unidade 1
domingo, 23 Set 2012, 22:25

Isso mesmo, [...].


73

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Re: Unidade 1
terça, 25 Set 2012, 13:06

Boa tarde a todos!


Estou encantada com a leitura da unidade 1 dessa disciplina!
Agora sim estou tendo uma nova visão do que é um texto, estou percebendo toda a relevância do
estudo da linguistica textual, detacando todos os diferentes momentos teóricos metodológicos que nos
levam a reconhecer os recursos coesivos, diferenciar as variações de espécies linguisticas e distinguir
os componentes co-textual e contextual contidos em um texto.
Além de tudo isso, a linguistica textual nos leva a interagir com outras diversas disciplinas e nos faz
observas os inúmeros processos que dão sentido na produção e recepção de um texto,
proporcionando- nos a identificação das estratégias linguisticas utilizadas para que haja êxito nas
relações estabelecidas por meio da linguagem.

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Re: Unidade 1
terça, 25 Set 2012, 21:29

Boa Noite Colegas e Professoras

Os comentários dos colegas me fizeram refletir na leitura feita da resenha da professora Marcilene
Oliveira Sampaio (UFES/UNEB) que mostram como deveriam ocorrer as produções textuais nas
escolas.
A atividade de produção textual na escola hoje está sustentada pelo discurso oral do professor que
concretiza uma forma de organização própria um modelo social de ensino, reflexo de concepções
construídas ao longo da história. Assim o processo de escrita na escola torna-se
uma estratégia previamente definida, segundo qual os alunos escrevem e o professor lê e corrige.
Ao que parece restringem-se a tarefas que dão margem ao aluno apenas apresentar ideias prontas,
respostas convencionais necessitando de exercícios que exijam fluência de ideias, que permitam a
estes alunos criar soluções possíveis.

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 01:24

Professora, eu acredito que a leitura conduz o leitor às mais diversas compreensões sobre um texto,
mas para que se tenha êxito na leitura, é necessário levar em conta: as experiências e conhecimentos
prévios (conhecimento linguístico, textual e de mundo), ou seja, o conhecimento adquirido durante a
vida. A leitura deve ser entendida como um processo de produção de sentido, que se constrói
mutuamente entre o autor e o leitor, que se dá a partir das interações sociais e dialógicas entre ambos.

É necessário, um comprometimento de todos nós com a leitura, pois, é a partir desta que, nós leitores
adquirimos uma bagagem de conhecimento pleno, ampliando nossa visão sobre o mundo e nos
tornando bons produtores de texto.

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 09:36

Bom dia professora e caros colegas é um prazer enorme iniciar mais uma disciplina nesse Curso
maravilhoso...
74

Respondendo a Vossa pergunta...Digo sim, pois esta unidade me fez refletir


sobre o texto e compreender que o mesmo é uma forma de interação, entre
os interlocutores, também um conjunto de habilidades que favorece à alguém
o uso de uma linguagem de acordo com as situações da vida cotidiana e a cultura alí estabelecida, no
qual pode ser determinante no processo comunicativo.

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 17:43

Sim professora. E concordo plenamente com a senhora.

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 17:59

É verdade professora. Eu tinha isso em mente. Mas errei ao usar a palavra "língua" no lugar de
"regras da norma culta".

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 17:49

O texto é, realmente, um assunto muito interessante, [...]. Eu também gosto muito. Para escrever
minha dissertação de mestrado estudei muito a LT.

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 17:53

Vai ser proveitoso.

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 17:55

Concordo com você, [...]. Há quem diga que a atividade de produção textual, nas aulas de língua
portuguesa, diferentemente do que acontece nas demais disciplinas, é artificial. Quem diz isso é o
professor João Wanderley Geraldi, da Unicamp. Para ele, nas outras disciplinas, os alunos escrevem
para expressar a sua compreensão dos conteúdos estudados, mas escrevem para o professor de
português para terem seus textos corrigidos. Além disso, fala-se no gênero redação escolar. O que
você acha disso?

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 18:05

Tem razão, [...]. Mas para sermos capazes de fazer um trabalho realmente bom na formação de
leitores devemos conhecer em que consiste o processamento do texto, tanto na produção quanto na
recepção (oral ou escrita).

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Re: Unidade 1
75

quarta, 26 Set 2012, 18:10

[...], para que não fiquem dúvidas sobre a sua opinião, você pode nos explicar o que quer dizer com
"conjunto de habilidades que favorece a alguém o uso de uma linguagem de acordo com as situações
da vida cotidiana e a cultura ali estabelecida, no qual pode ser determinante no processo
comunicativo"? Não consegui entender e talvez seus colegas também tenham dificuldade.

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Re: Unidade 1
quarta, 26 Set 2012, 22:09

Boa noite a todos. através da leitura do cap. 1 consegui fortalecer a minha ideia sobre produção
textual, onde penso que o texto deve ser um expressão mútua de conhecimento, sentimento e uma
pitada de questionamentos, mas, o locutor precisa adaptar o seu texto a cultura ou nível intelectual do
receptor. Seja num texto didático, poético, etc, o autor sempre deve visar o aspecto do meio onde sua
obra será difundida e simultâneamente os receptores que vão usufruir desta obra. Por isso deve-se
ter uma atenção especial a toda e qualquer produção textual a ser produzida, afinal, nem sempre a
nossa pura e simples expressão dos fatos poderá ser bem absorvida pelo leitor, precisamos
despertar o senso comum do receptor para que o mesmo encontre um sentido mais íntimo na obra.

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Re: Unidade 1
quinta, 27 Set 2012, 11:13

Bom dia professora, na minha postagem quis dizer que para que possamos entender um texto é
necessário termos conhecimento da linguagem que estar sendo usada, seja ela culta ou formal e
também à quem é direcionado o mesmo. Caso minha resposta não tenha sido relevante ao assunto
me responda que farei o possível para reformulá-la novamente...

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Re: Unidade 1
quinta, 27 Set 2012, 19:19

Ok, [...]. Agora seu raciocínio ficou mais claro. Mas quero chamar sua atenção para a diferença entre
as noções de linguagem e língua. Você, na verdade, está falando de língua, e não de linguagem.
Para relembrar essa diferença, sugiro a releitura da atividade 1 de Estudos da Enunciação, mais
especificamente da seção que trata da diferença entre linguagem, língua e fala.

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Re: Unidade 1
quinta, 27 Set 2012, 19:23

[...], você fala do processamento textual sempre do ponto de vista do produtor, como se receptor
simplesmente recebesse algo que está pronto. O nosso material didático nos mostra que, na verdade,
trata-se de uma atividade bilateral. O leitor ou ouvinte também participa ativamente do processo.
Atenção a isso!

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Re: Unidade 1
quinta, 27 Set 2012, 22:06

Boa noite, colegas, tutores e professora.


76

Com o estudo da unidade I, vimos a grande importância da linguistica textual pra nossa formação
acadêmica, pois ela nos mostra que a textualidade é um conjunto de caractrísticas que fazem com
que um texto seja considerado como tal e não como um amontoado de palavras e frases.
A LT, é a fonte de investigação, visto que o homem se comunica por meio de textos e que existem
diversos fenômenos linguísticos que só podem ser explicados no inerior do texto.

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Re: Unidade 1
sexta, 28 Set 2012, 10:14

[...], na verdade, como vimos em nosso material, a Linguística Textual é uma das áreas de
conhecimento que se preocupam com o texto.

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Re: Unidade 1
sexta, 28 Set 2012, 22:44

Olá professora e caros colegas, boa noite.


É interessante após a leitura do material da unidade 1, a reflexão da importância do estudo da língua
materna, e principalmente para nós que já em sala de aula, testemunhamos dia a dia as dificuldades
que os alunos tem em desenvolver e produzir um texto, e mais ainda compreender. Pode se observar
que em geral a deficiência começa desde a pré escola, onde professores se preocupam em ensinar a
criança a reproduzir a escrita e não a construir a escrita. Os leitores não tem uma relação próxima
com o escritor, muitos não reconhecem o enunciado no texto, nem o gênero, muito menos os
elementos que compõem o texto. Acredito que isso acontece por falta de formação, pois a minha
visão de texto hoje é muito diferente da que eu tinha antes.

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Re: Unidade 1
sábado, 29 Set 2012, 11:32

Olá [...],
Só complementando o que você disse, o problema que enfrentamos em sala de aula vai muito além
de "produzir" ou "construir" textos, passar mesmo pela falta de práticas de letramentos que sejam
significativas para os alunos e que além disso, os textos feitos pelos alunos das séries iniciais, por
menores que sejam, devem ser levados em consideração, principalmente o seu aspecto singular,
sabendo que escrita é treino, implica fazer e refazer, e consequentemente, mais trabalho para o
professor comprometido com um trabalho sério. Riolfi (2009:123-
129)(http://www2.videolivraria.com.br/pdfs/23911.pdf)

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Re: Unidade 1
sábado, 29 Set 2012, 11:58

Olá professora bom dia, acabei da realizar a primeira disciplina, quebrei um pouco a cabeça, más
consegui responder e espero ter acertado. Estudando o material ditático percebi a diferença com
relação a textos e texto, de hoje em diante quando me deparar com alguma escrita, terei um olhar
crítico e também farei análise da idéia do autor, não julgando somente o que está escrito, pois percebi
na leitura que o texto não é somente o que está escrito em uma página que pode ser considerado um
texto, e sim observar as formas linguisticas que ele apresenta.

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Re: Unidade 1
77

sábado, 29 Set 2012, 12:42

Após a leitura da unidade 1, ficou claro a importância da LT para os estudos da linguagem, já que
segundo Marcuschi(1998), o objetivo a ser alcançado é a análise e explicação da unidade texto em
funcionamento e não a depreensão das regras subjacentes a um sistema formal abstrato.
http//daysaeregoeclebercastro.blogspot.com.br/

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Re: Unidade 1
sábado, 29 Set 2012, 13:15

Boa Tarde, Professora, Tutores e Colegas!

Agora, compreendo a importância de conhecer os fenômemos linguüística e estudar cada um deles.


Compreendo melhor o dizer que cada autor e escritor diexa sua marca dentro de suas obras.
Um texto não é somente as frases ligadase organizadas, este deve ser construido através de um
formato, segundo Conte (1997), primeiro - componentes sintáticos do texto relativos a sua coesão;
segundo - estruturação semântica, constitutiva da coerência; terceiro - estuda o funcionamento
sociocumunicativo e progmático.

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Re: Unidade 1
domingo, 30 Set 2012, 17:11

PESSOAL, ACHO QUE JÁ DISCUTIMOS SUFICIENTEMENTE O CONTEÚDO DAS PRIMEIRAS


UNIDADES DO LIVRO DE COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS. VAMOS, ENTÃO,
PASSAR À DISCUSSÃO SOBRE A UNIDADE 3. AGUARDO-OS POR LÁ!

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Unidade 2
terça, 18 Set 2012, 20:10

Pessoal, vamos dar início, agora, à discussão sobre o conteúdo da Unidade 2 de nosso material
didático, sobre o processamento textual. Esta atividade está cheia de novos conceitos, não é? Então,
vamos lá. Postem seus questionamentos, suas impressões, etc. Vamos interagir!

Responder
Re: Unidade 2
quarta, 19 Set 2012, 12:40

Ao tentar conceituar processamento textual, cheguei a várias observações importantes. O


conceito de processamento textual mudou conforme os estudos foram avançando nesta área,
inicialmente obtiveram-se conceitos diferentes de acordo com a concepção de linguagem adotada. No
qual se levava em consideração a construção dos sentidos e os sujeitos envolvidos no processo de
construção. Após essa concepção, o texto passou a ser considerado como um processo, no qual o
desenvolvimento e o momento em que o texto tem seu sentido construído pelo produtor ou pelo
ouvinte/leitor foram considerados.
A partir desta concepção levou-se em consideração um conjunto de conhecimento, que
segundo Heinemann e Viechweger (1991) são da seguinte natureza: conhecimento linguístico,
conhecimento de mundo e conhecimento sociointeracional.
78

Conclui-se assim que o processamento do texto, não depende apenas do que está escrito e
sim desses conhecimentos ditos acima, para se entender o texto com todos seus sentidos, o que se
está explícito e implícito.
A imagem abaixo demonstra esse conhecimento de mundo que se faz necessária para
entender a intenção do autor da mesma.
Fonte da Imagem:
http://www.piadas.com.br/piadas-engracadas?page=5
Acessada em: 19/09/2012
Unidade_II_-_Processamento_Textual.docx
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Re: Unidade 2
quarta, 19 Set 2012, 16:36

Profª. [...]
Não paramos para obsevar mas no nosso dia a dia convivemos com uma variedade muito grande de
textos, na rua nos deparamos com cartazes, painés. panfletos, na televisão assistimos jornais. E
percebemos que cada um possui uma importância para nós, e mais importante possuem
características próprias quanto á linguagem e quanto a forma que os compõem. Por exemplo um
anúncio possui uma linguagem com o objetivo de convencer, de estimular a compra de um
determinado produto.

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Re: Unidade 2
quarta, 19 Set 2012, 16:44

Bem oportuno o seu exemplo, [...]. Vamos esperar para ler o que os seus colegas têm a dizer sobre
ele e a sua relação com o conteúdo da Unidade 2 e com o que você destacou em sua mensagem?

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Re: Unidade 2
quarta, 19 Set 2012, 16:46

É isso mesmo, [...]. Estamos cercados de textos que se apresentam em diferentes gêneros, não é?
Você já parou para pensar no que nos faz capaz de reconhecê-los como textos e como pertencentes
a diferentes gêneros textuais?

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Re: Unidade 2
por Raidylena Sousa - quarta, 19 Set 2012, 21:28

Professora e colegas, enquanto estive lendo a descrição detalhada de cada tipo de conhecimento
acionado durante o processamento de textos, percebi que o conhecimento linguístico IDEAL vai muito
além do que aprendemos em nossa escolaridade. Só a falta desse domínio, traz um grande vazio de
significado às nossas produções.
Quero convidar os colegas para analisarmos uma das questões de Língua Portuguesa, proposta no
exame elaborado pela CESP para um processo seletivo especial. O exemplo está baseado no texto
que coloquei como anexo no fórum da Unidade 1.
04. Considerando o emprego dos sinais de pontuação em vista do conteúdo do texto, é correto
afirmar:
(A) No enunciado “Este vive do amor, imortal e eterno” (linha 17), a pontuação feita concorre para
expressar a ideia de que o amor é, intrinsecamente, imortal e eterno.
79

(B) No trecho “[...] É o que sustenta todos nós que acreditamos na terra prometida onde corre o leite
e o mel” (linha 7), se fosse empregada a vírgula entre a penúltima e a última oração, o sentido do
enunciado não seria modificado.
(C) Na passagem “Ora, a morte é inexorável, tudo morre um dia: o Partido Democrata Cristão, a Rols
Royce, a dinastia soviética, o automóvel Renault, o subdesenvolvimento africano, a 20th Century Fox,
os ditadores latino-americanos, os filhos e netos de Mr. Nixon e todos aqueles que têm medo de
morrer” (linhas 12, 13, 14 e 15), os dois pontos precedem uma paráfrase.
(D) Em “Já não há que ter medo dos príncipes deste mundo, que guardam seus tesouros nos cofres
do The First National City Bank” (linhas 9 e 10), a vírgula concorre para sinalizar a ideia de que, no
mundo, somente uma parte dos afortunados procura guardar cuidadosamente seus bens.
(E) Em “É o que sustenta todos nós que acreditamos na terra prometida onde corre o leite e o mel –
mesmo sabendo que não haveremos de pisá-la” (linhas 7 e 8), o travessão antecede uma citação de
fala.
Só para garantirmos a resposta da questão correta, precisamos dominar os conceitos básicos sobre
as orações adjetivas explicativas e restritivas (questões B e D), a paráfrase (questão C) e o uso
adequado da pontuação (questões A e E). Nesse caso, a pergunta se baseia apenas na primeira das
competências. E, quantas são as nossas dificuldades quanto ao conhecimento de mundo explorado
nesse texto?!

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Re: Unidade 2
quarta, 19 Set 2012, 21:35

Professora e colegas, achei interessante o exemplo que a [...] coloca, pois confirma um conceito
importante de texto, de acordo com a pragmática, que é a possibilidade de um mesmo texto
possibilitar leituras diferentes dependendo de quem faz a leitura. Sem esquecer da carga ideológica
que está implícita na piada.

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Re: Unidade 2
quinta, 20 Set 2012, 16:26

Bem pertinente o exemplo que a [...] nos deu, e confirma o que está no nosso material na página 35,
citação de Kock (1992), a qual afirma que a escolha de elementos linguísticos na manifestação
verbal, se dá a critério do falante no momento da interação verbal. No caso da piada, a combinação
inesperada de palavras ao mesmo tempo que causa humor, serve também para uma reflexão. O que
garante o objetivo do gênero.

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Re: Unidade 2
quinta, 20 Set 2012, 17:27

[...], observe que essa questão exige do candidato o conhecimento de regras gramaticais, mas foi
elaborada de forma a ser uma questão de leitura. Ou seja, não basta ao candidato ter mentalizado as
regras. Se ele não for um bom leitor, certamente terá dificuldades para identificar a resposta correta.

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Re: Unidade 2
quinta, 20 Set 2012, 20:26

É verdade, professora.
80

Seu comentário me fez lembrar quantas vezes, no período em que fiz o Ensino Médio, enfrentei
dificuldades para conhecer os aspectos linguísticos analisando um texto. Principalmente as classes
gramaticais, quando inseridas no texto.
Só consegui entender melhor essa diferença quando tive umas aulas sobre estratégias de leitura, que
me ajudaram bastante a entender o que o autor de um texto está querendo expressar por meio dele.
Sinceramente, estou amando essa disciplina. É maravilhosa e indispensável!

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Re: Unidade 2
quinta, 20 Set 2012, 22:36

O texto é uma ocorrência linguistica que possui um sentido completo, composto de algumas
formalidades, que seja possível estabelecer uma comunicação ente o autor e o destinatario. Com a
função de estabelecer uma comunicação entre estes dois sujeitos, uma vez que são inúmeros os
gêneros textuais. Ou seja o texto é uma sequência verbal(palavras) oral ou escrita, uma frase ou um
conjunto maior de enunciados, mas obrigatoriamente necessita de um contexto signigativo para
existir.

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Re: Unidade 2
sexta, 21 Set 2012, 08:22

Bom saber que você está gostando, [...].

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Re: Unidade 2
sexta, 21 Set 2012, 08:23

É isso mesmo, [...].

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Re: Unidade 2
sexta, 21 Set 2012, 19:53

Olá professora [...] e caros colegas,


Como sabemos, o texto é "uma representação do imaginário e construção do patrimônio cultural"
(PCN), sendo assim, por meio de textos confrontam-se opiniões e pontos de vista sobre diferentes
manifestações da linguagem. Portanto, processar um texto é, assim, recorrer a esses sistemas de
conhecimentos de forma estratégica, para alcançar propósitos comunicativos, nas diferentes
situações socioculturais em que nos relacionamos por meio da linguagem.

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Re: Unidade 2
sábado, 22 Set 2012, 00:27

O processamento textual ocorre quando os elementos lingüísticos são combinados juntamente com
práticas sociais e culturais e conhecimentos obtidos anteriormente, em uma relação fundamental para
o direcionamento que o faz garantir que todos os envolvidos (autor/leitor) nesse processo, participem
de forma ativa da construção dos sentidos, e para isso são utilizados determinadas estratégias, assim
o propósito da comunicação seja alcançada de forma eficaz.

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Re: Unidade 2
81

sábado, 22 Set 2012, 05:17

Para uma boa compreensão de um texto é importante atentarmos não somente para a sua “ponta de
iceberg”, o que o compõe de forma explícita, como também, todo o seu processo de construção, ou
seja, além dos conhecimentos linguísticos necessários ao seu entendimento, devemos analisar o seu
sentido com coerência, conforme a situação de interação e de nossos conhecimentos mais
universais, de mundo.

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Re: Unidade 2
sábado, 22 Set 2012, 05:46

A postagem feita pela [...], do mapa do Brasil "moderno", é muito interessante e oportuna uma vez
que cria o humor/indignação diante do caos em que vivemos, num infeliz cenário brasileiro de
corrupção.
Para a sua compreensão são necessários o conhecimento linguístico, da língua portuguesa, da
situação de interação, no caso o cenário político de corrupção e de mundo por ex. o nordeste
brasileiro como uma eterna vítima da seca (Ceará possível? Rio de grana do Norte).

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Re: Unidade 2
domingo, 23 Set 2012, 00:40

Boa noite!
o processamento textual é uma atividade tanto do leitor/ouvinte quanto do produtor, num esforço
conjunto para que a interlocução seja bem sucedida. No exemplo dado pela [...] é possível notar que
o produtor do texto humorístico, utilizou como recurso: o mapa do Brasil e conhecimento de mundo (
um problema existente e constante nosso Brasil :Corrupção ,que infelizmente é uma realidade
presente, e, provavelmente em todos os Estados do País). Com humor, estabeleceu nomes
persuasivos (roubo,propina e etc), aos nomes dos Estados. E , para que possamos compreender o
texto, é preciso dispormos de conhecimentos de mundo e construir de maneira geral, conhecimento
prévio necessário para que o texto faça sentido para nós leitores.
fonte consultada: A apostila (compreensão e produção de textos).

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Re: Unidade 2
domingo, 23 Set 2012, 21:26

Isso mesmo, [...].

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Re: Unidade 2
domingo, 23 Set 2012, 21:27

Muito bem, [...].

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Re: Unidade 2
domingo, 23 Set 2012, 21:32

Exatamente, [...]. O mapa postado pela [...] é uma piada. Tem, portanto, a intenção de nos fazer rir
(dizem que brasileiro ri da própria desgraça, não é?). Para isso, apela para uma série de
82

conhecimentos que vão muito além do linguístico. Veja que um estrangeiro, por exemplo, mesmo que
falasse o português, teria mais dificuldade para reconhecer a "graça" do texto.

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Re: Unidade 2
segunda, 24 Set 2012, 15:49

Boa tarde caros colegas e Professora [...],

Do meu ponto de vista, o mapa postado pela [...], reforça a ideia de que o processamento textual
acontece com a mobilização de elementos linguísticos, somados a práticas socioculturais e
conhecimentos já adquiridos, compreendendo assim que o sentido de um texto não se percebe apenas
no que está explícito, mas em toda sua relação com elementos contextuais, os quais também lhe
atribuem significados.

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Re: Unidade 2
segunda, 24 Set 2012, 21:29

Sábias palavras as suas, [...].

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Re: Unidade 2
terça, 25 Set 2012, 19:17

Segue comentário,
De acordo com a leitura da unidade, para o processamento textual é indispensável ter o
conhecimento linguístico, o conhecimento de mundo e o interacional. Através desses conhecimentos,
estabelecendo um conjunto de pistas, possibilitando o encadeamento dos enunciados e finalmente a
compreensão.
Em relação ao texto que a [...] postou, é possível a organização dessas pistas que permite o processo
de comunicação e naturalmente com o conhecimento gramatical, a memória do indivíduo a respeito
dos fatos do nosso país e o conhecimento sobre a interação da linguagem, reconhecemos facilmente
o propósito e o objetivo do texto.

[...]

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Re: Unidade 2
terça, 25 Set 2012, 22:11

Boa noite a todos

Após ler os cometários dos colegas e professoras vamos interagir sobre processamento textual.

Primeiramente notamos que o sentido de um texto não está no próprio material linguístico, mas na
junção dos conhecimentos linguísticos, nas intenções do autor e nos conhecimentos do leitor, ou seja,
encontra-se no contexto, na interação que vai direcionar o sentido dos discursos.
Segundo Koch esses dois elementos não são totalmente distintos, mas "existem zonas de imbricação
entre eles", pois a construção textual é essencial o uso de elementos coesivos e também de coerência
para que a interpretação e a intenção do texto tenham seus sentidos completados.
Assim, entende-se como o processamento textual se realiza, mobilizando para isso elementos de cunho
linguísticos atrelados com práticas sócio-culturais e conhecimentos anteriores, compreendendo-se,
83

pois, que o sentido de um dado texto não está apenas no concreto, no material linguístico, mas na sua
inter-relação com elementos contextuais, que lhes atribui significado.

Bibliografia consultada: Koch, Ingedore. Coerência Textual.

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Re: Unidade 2
quarta, 26 Set 2012, 11:36

Olá, professora [...]!

Nas interações verbais, informações de ordem social e cognitiva relacionam-se em um processo de


compreensão do discurso, ou seja, o conhecimento da situação social e de normas comunicativas,
juntamente com informações cognitivas, tais como: crenças, opiniões, conhecimentos prévios e
enciclopédicos são estrategicamente acionados pelos participantes com o intuito de se
compreenderem mutuamente.

O texto é uma forma da pessoa expressar seus sentimentos, comunicar, interagir, socializar, com
objetivo de compreender e ser compreendido .
Existem vários gêneros textuais, com estrutura e linguagem específica.

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Re: Unidade 2
quarta, 26 Set 2012, 18:16

[...], compreendi bem seu primeiro período, mas não o segundo: "através desses conhecimentos,
estabelecendo um conjunto de pistas, possibilitando o encadeamento dos enunciados e finalmente a
compreensão". O seu comentário sobre o texto postado por [...] me dá a impressão de que você
entendeu o conteúdo que desejava comentar, mas não soube expressar isso em palavras no período
que eu menciono. Que tal explicar de outra forma o que você compreendeu?

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Re: Unidade 2
quarta, 26 Set 2012, 18:20

[...], não estou certa quanto ao que você quis dizer em sua mensagem. Por exemplo: "a construção é
essencial o uso de elementos coesivos e também de coerência para que a interpretação e a intenção
tenham seus sentidos completados". Você não quer reformular a sua mensagem para termos certeza
do que você está pensando?

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Re: Unidade 2
quarta, 26 Set 2012, 18:23

[...], concordo com a primeira parte de sua mensagem, mas acho que a segunda merece
complementação, você não acha? Talvez as coisas estejam sendo colocadas de maneira simples
demais. Para termos certeza de que você compreendeu, é importante apresentar suas ideias de
maneira completa.

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Re: Unidade 2
quarta, 26 Set 2012, 19:26
84

Boa noite profª,


Pretendia dizer, que o conjunto de pistas são representadas pelos conhecimentos linguísticos,
enciclopédico e o interacional, que no caso contribui para compreensão do texto. E baseado nesses
conhecimentos o leitor consegue perceber o objetivo e a intenção do autor, que é demonstrar os
problemas socioculturais das regiões do nosso país em forma de piada.

[...]
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Re: Unidade 2
quarta, 26 Set 2012, 20:16

Professora,
Agradeço por seus comentários esclarecedores e importantes para o nosso aprendizado.
Confesso que é melhor rir do que chorar, pois, como diz o ditado, o que parece ruim sempre
pode piorar.

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Re: Unidade 2
quinta, 27 Set 2012, 12:16

Bom dia professora,


A construção de sentido de um texto não depende apenas da capacidade de
conhecimento lingüístico, mas também que outros conhecimentos anteriores sejam acionados para
que a interação possa ser clara e alcançada de forma eficaz.

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Re: Unidade 2
quinta, 27 Set 2012, 14:14

Olá [...], concordo com você quando diz que texto é uma forma de comunicar, interagir, socializar.
Mas também sabemos que não é só isso. O texto é o lugar da interação e é por meio dele que os
gêneros se realizam, conforme a necessidade dos interlocutores.

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Re: Unidade 2
quinta, 27 Set 2012, 16:44

Boa tarde, [...]!

Obrigada pela sua contribuição, e continui assim, pois essa interação dos colegas nos ajuda a
compreender melhor e tira muitas dúvidas.

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Re: Unidade 2
quinta, 27 Set 2012, 18:23

Obrigada, [...].
Estou aqui para ajudar na construção da nossa compreensão sobre as unidades. Se eu puder
contribuir, fico muito feliz. Estava on line lá na UFPA, mas deu problema na energia, por isso só estou
respondendo agora.

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Re: Unidade 2
85

quinta, 27 Set 2012, 19:32

Ok, [...]. Agora ficou mais fácil entender o que você quis dizer. Mas, veja bem: as pistas textuais não
são "representadas pelos conhecimentos linguístico, enciclopédico e interacional". Na verdade, os
três tipos de conhecimento que compartilhamos com nosso interlocutor é o que permite que este
compreenda as pistas que lhe damos como indícios de nossas intenções e de nossos objetivos ao
interagir. Você percebe a diferença?

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Re: Unidade 2
quinta, 27 Set 2012, 19:34

Concordo com o ditado, [...], mas confesso que não compreendi o seu propósito comunicativo ao
utilizá-lo (rsrsrs). Você não quer me explicar?

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Re: Unidade 2
quinta, 27 Set 2012, 19:36

[...], eu diria ainda que não só os conhecimentos anteriores ao linguístico são acionados.

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Re: Unidade 2
sexta, 28 Set 2012, 10:22

Bom dia a todos

Um texto para fazer sentido para quem ouve ou lê, não depende só do que está escrito, mas sim de
outros fatores, da existência de esquemas mentais, enunciados da língua, partilhado por falantes da
mesma língua e sociedade.

[...]

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Re: Unidade 2
sexta, 28 Set 2012, 11:45

Olá, professora [...]


Estou encaminhando a revisão do conteúdo sobre Texto.
TEXTO
Texto é uma das formas de interação social. O texto tem muitas características e diversos
tamanhos, e se expressa de forma verbal ou não verbal.
O texto se estrutura da seguinte forma:
Tem o CONTEXTO: que é a maneira de como ocorrem as formas de comunicação, são dados
comum ao emissor e ao receptor.
A INTERTEXTUALIDADE: que mostra a forma de fazer ligações de um texto sobre outro, pois
quando lemos um texto temos a necessidade de uma série de informações externas para ter um bom
entendimento do texto.
O PARÁGRAFO: é a separação de informações do texto, e um texto pode ser formado de diversos
parágrafos, e os parágrafos são formados por frases, que expressa sentido e podem ser:
interrogativas, afirmativas, negativas, exclamativas e imperativas.
No texto há coerência e temos os fatores de construção que são:
86

A Coerência, que é muito importante na construção e na estruturação do texto, pois o texto todo tem
que está coerente.
A Coesão se encontra quando fazemos o uso correto da gramática, pois a coesão é uma conexão
interna entre várias partes do texto.
A Organização do texto: Organizar um texto é fundamental, pois primeiro busca-se uma finalidade,
depois decide uma seqüência, que podem ser narrativas, descritivas, dissertativas, instrutivas e com
diálogos.
Os textos têm vários Gêneros, que são grupos de textos com características e formatos muito
parecidos, e eles são:
Textos Científicos: que como o próprio nome já fala, são divulgações científicas que podemos ler
em revistas, livros didáticos, dicionários e em enciclopédias.
Textos correspondências: estes textos têm como objetivo outra pessoa ler, são textos de bilhete,
carta, cartão-postal, email e telegrama.
Textos Instrucionais: São textos que informam instruções de usos, sugere a função apelativa da
linguagem, e podem ser encontrados em bulas de remédios, receitas de cozinha, manuais de
instruções, guias de cidades, regras de jogos, entre outros.
Textos Jornalísticos: são textos direcionados a: anúncios, cartas, editorial, entrevistas,
notícias e reportagens.
Textos Literários: são textos onde se solta a imaginação e a criatividade, onde se tem o mix de
imagens e figuras. Dividem-se em textos de contos, crônica, fábulas, novelas, peças teatrais, poemas
e romances. No texto literário é comum o uso de linguagem visual e verbal que podem ser: Charge,
cartum, histórias em quadrinhos, etc.
Textos Publicitários: estes textos têm o objetivo conquistar o leitor, seduzir e convencer o
consumidor de algo e tem como características: o uso de vários adjetivos, verbos no imperativo
(apelativos), argumentativos e o uso de metáforas.

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Re: Unidade 2
sexta, 28 Set 2012, 21:02

O propósito comunicativo é por causa da frase ”(...) dizem que brasileiro ri da própria desgraça, não
é?.”
Ao informar que nada é tão ruim que não possa piorar, tendo em vista o ilustre mapa postado pela
nossa colega [...], da piada feita sobre a corrupção no Brasil e que conseguimos achar graça da
forma como o assunto foi exposto. Levando-se em conta o fato de, apesar do problema do roubo aos
cofres públicos (ao dinheiro que pagamos - em impostos, juros altos e outros - com o suor do nosso
trabalho de cada dia), facilitado normalmente por aqueles a quem confiamos o nosso digno voto,
ainda podermos sobreviver num país “pacífico” e também, sem maremotos ou fortes terremotos.

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Re: Unidade 2
sábado, 29 Set 2012, 14:16

Boa Tarde, Professora, Tutores e Colegas!


Pesquisei outras fontes e encontrei este material, podemos dizer que resume adequadamente o
contéudo estudado?
«O texto é prototipicamente uma sequência autónoma de enunciados, orais ou escritos, de extensão
variável – um texto pode ser constituído por um único e curto enunciado ou por um número
elevadíssimo de enunciados —, com um princípio e um fim bem delimitados, produzido por um ou por
vários autores, no âmbito de uma de uma determinada memória textual e de um determinado sistema
semiótico, isto é, em conformidade, em tensão criadora ou em ruptura com as regras e as
convenções desse sistema, e cuja concretização ou actualização de sentido é realizada por um
leitor/intérprete ou por um ouvinte/intérprete. A coesão, a coerência, a progressão, a
87

metatextualidade, a relação tipológica, a intertextualidade e a polifonia são as principais propriedades


configuradoras da textualidade.»

Fonte:http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=28706
Autor: Carlos Rocha: 30/09/2010.
Acesso: 29/09/2012, ás 14:00.

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Re: Unidade 2
domingo, 30 Set 2012, 17:15

[...], o conceito que você encontrou é interessante, mas o de nosso material é, sem dúvida, mais
completo e está mais afinado com os princípios da LT.

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Re: Unidade 2
domingo, 30 Set 2012, 17:15

PESSOAL, ACHO QUE JÁ DISCUTIMOS SUFICIENTEMENTE O CONTEÚDO DAS PRIMEIRAS


UNIDADES DO LIVRO DE COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS. VAMOS, ENTÃO,
PASSAR À DISCUSSÃO SOBRE A UNIDADE 3. AGUARDO-OS POR LÁ!

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Re: Unidade 2
terça, 2 Out 2012, 23:07

Para pensar: Lendo todas as reflexões postadas na plataforma fica claro o esforço de colocar em
prática o nosso conhecimento da língua escrita para produzirmos textos coesos e coerentes com os
recursos linguísticos, o processamento dessas informações lidas na apostila com o conhecimento
que adquirimos até aqui para que os textos sejam mais do que repetições sejam compreensão do
que se reflete, para que assim possamos ter certeza de que estamos interagindo alunos e
professores.

Como diz a Apostila na pag. 65 "..., os textos não trazem somente informações explicitas, isso quer
dizer que os textos são lacunares, precisam de um leitor/ouvinte que os complete, com base no
conhecimento que tem do contexto imediato e do contexto sociocultural, ou de outros textos que se
entrecruzam com aquele que está em processamento."

Vamos continuar lendo a apostila e processando.

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Re: Unidade 2
quarta, 3 Out 2012, 11:41

Podemos dizer que o processamento textual é a estruturação da significação do texto? Ou seja, é o


momento de construção de sentidos do texto, da compreensão de quem constrói e de quem o ler. É
a troca entre o escritor- leitor-ouvinte, que é chamada de interlocução. Também é a aplicação dos
conhecimentos lingüísticos e sociointeracional, ou seja, é fazer uso do conhecimento lingüístico, para
adequar o texto no sentido do contexto social ao qual se objetiva escrever.

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Re: Unidade 2
quarta, 3 Out 2012, 22:38
88

Professora o texto é uma ocorrência linguística que tem um sentido completo, sendo assim como lemos
acima, não tem nada a acrescentar no seu sentido. Esse texto é tomado de algumas formalidades, que
é possível estabelecerem uma comunicação ente o autor e o destinatário. Com a função de estabelecer
uma comunicação entre estes dois sujeitos, fazendo assim uma ligação, uma vez que são inúmeros os
gêneros textuais. Ou seja; o texto é uma seqüência verbal oral ou escrita, uma frase ou um conjunto
maior de enunciados, mas obrigatoriamente necessita de um contexto significativo para existir e de fato
ser o texto.

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Re: Unidade 2
terça, 9 Out 2012, 18:01

Boa tarde Professra [...] e demais colegas de curso!

De acordo com os temas da unidade 2, podemos afirmar que a escrita e a leitura são atividades
regidas pelo pricípio da interação, ambas requerem a mobilização de conhecimentos referentes a
língua, a textos, a coisas do mundo e situações de comunicação.

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Re: Unidade 2
terça, 23 Out 2012, 10:58

Na unidade dois vemos que o processamento textual é uma atividade que envolve compreensão e
produção de textos, onde buscamos a construção do sentido ou sentidos do texto, tendo a participação
do produtor e do receptor do texto. Atividade que se desenvolve corretamente quando temos e usamos
os conhecimentos linguísticos, de mundo e sociointeracionais. Atividade que também envolve o
conhecimento e uso de estratégias textuais que contribuem na compreensão e produção textual.

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Re: Unidade 2
quarta, 24 Out 2012, 21:57

Boa noite professora e colegas.


Poderia dizer que a construção de sentidos do texto não depende apenas do que está expresso nas
palavras do texto, ou seja, o sentido não está no texto inteiramente, mas, que se constrói a partir
dele, no curso de uma interação.

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Unidade 3
domingo, 30 Set 2012, 16:36

Caros alunos, a partir de hoje vocês devem estudar o conteúdo da unidade 3 de nosso material
(atividades 4 e 5), intitulada "Os gêneros textuais". Estou à disposição para responder a
questionamentos que vocês queiram fazer.

Responder
Re: Unidade 3
segunda, 1 Out 2012, 11:56
89

Os gêneros textuais com o passar do tempo foram sendo modificados em consequência principalmente
das novas tecnologias que hoje estão cada vez mais presente em nosso dia a dia e influenciado
diretamente o processo comunicativo. Este fato foi notado por Bakhtin (1997), quando o mesmo falava
em transmutação dos gêneros e na assimilação de um gênero por outro gerando novos.
Os gêneros textuais ao surgem e integram-se nas culturas em que são desenvolvidos e caracterizam-
se bem mais pelas funções comunicativas, cognitivas e institucionais do que por suas características
linguísticas e estruturais.
Desta forma podemos observar que é impossível nos comunicar verbalmente sem fazer uso de algum
gênero, bem como não seria possível se comunicar verbalmente por algum texto.
Conforme frisou Bakhtin (1997) os gêneros são modelos comunicativos e servem muitas vezes para
criar uma expectativa no interlocutor e prepará-lo para determinada reação. Operam prospectivamente,
abrindo o caminho da compreensão.
Contudo os vários gêneros disponíveis, vejamos alguns exemplos:

Gênero Piada
E então colegas, a 2ª imagem podemos considerar do gênero piada e receita culinária?

Fonte:
http://boaspiadas.blogspot.com.br/2007/03/mineiros-receita-mineires-culinaria.html
http://insightspedagogicos.blogspot.com.br/2010/10/generos-textuais-piada-essae-boa.html

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Re: Unidade 3
segunda, 1 Out 2012, 23:54
90

Deparamos em quase todos os momentos ao longo de nossas atividades diárias com vários textos,
sejam eles verbais e não verbais, com o objetivo de passar informações entre os interlocutores. Ou
seja, os interlocutores são as peças centrais em um dialogo ou em um texto escrito. É comum
relatarmos em nossas atividades diárias algum acontecimento importante, ou presenciarmos um
algum fato inusitado, descrevermos algum lugar que achamos belo. São mediante essas situações
comuns, que podemos classificar os textos na seguinte ordem : Narração, Descrição e Dissertação.

Podemos conceituar os gêneros textuais as diversas e variadas situações sócio comunicativas que
participam da vida na sociedade, como exemplos temos: receita culinária, e-mail, reportagens, a
carta, a bula de remédio entre tantos outros.

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Re: Unidade 3
terça, 2 Out 2012, 01:13

Os gêneros textuais têm caráter sócio-histórico, conforme Marcuschi (2002), a noção de gênero textual
diz respeito, a eventos textuais que contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas
do dia a dia e estão sempre ligados às necessidades de comunicação e de ação dos sujeitos em
sociedade.
Os gêneros textuais são considerados modelos de textos que servem a determinadas funções em
situações comunicativas e que, portanto, atendem à realização das ações que os sujeitos praticam
conjuntamente.
Por estarem estreitamente vinculados à vida social dos sujeitos, os gêneros textuais são em número
ilimitado, de difícil classificação e altamente flexíveis e dinâmicos, o que significa dizer que estão
constantemente em transformação, podendo surgir e desaparecer conforme as necessidades da
sociedade contemporânea. Marcuschi (2002, p. 23) lista alguns exemplos de gêneros textuais, que
apresentaremos a seguir:
Alguns exemplos de gêneros textuais seriam: a conversação espontânea, o telefonema, a piada, a aula
expositiva, o sermão, o inquérito policial, a palestra,o bate-papo por computador, o horóscopo, o bilhete,
a carta, a lista de compras, a receita culinária, a bula de remédio, o cardápio do restaurante, a
reportagem jornalística, o outdoor, o edital de concurso, o romance, a resenha e assim por diante.
fonte consultada: A apostila ( Compreensão e produção de textos)

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GÊNEROS TEXTUAIS
terça, 2 Out 2012, 11:08

Gêneros textuais, são formas de funcionamento da lingua e linguagem, sendo criados conforme as
diferentes esferas da sociedade lingüística textual em que o individuo circula
O gênero textual está associado a inumeras situações sociocomunicativas que circundam pelo nosso
cotidiano, todos possuem uma finalidade em comum, ou seja, uma intencionalidade pretendida pelo
discurso que as compõe, tais finalidade se divergem, dependendo do objetivo proposto pelo emissor
madiante ao ato comunicativo, ex. piadas, anuncios poemas, romances..., são gêneros de texto que
circulam por ai, são as situações que definem qual utilizar, mas em todas as situações usamos
gêneros textuais( a definição de texto, é um enunciado verbal que faz sentido para alguem em
determinada situação), situações diversas, finalidades diversas, diferentes gêneros, todo texto pode
ser analisado sob três caracteristicas.
O assunto- o que pode ser dito através daquele gênero
O estilo- as palavras, expresões, frases selecionadas e o nodo de organiza-las
O formato- a estrutura em que cada agrupamento textual é apresentado.

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91

Re: Unidade 3
terça, 2 Out 2012, 16:56

[...], gostei de suas colocações sobre os gêneros textuais, mas não do uso da palavra "apostila".
Nosso livro didático não pertence ao gênero apostila! Pense bem: quais são as características desse
gênero?

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Re: Unidade 3
terça, 2 Out 2012, 16:58

Estou esperando postagem de respostas ao questionamento de [...]. Afinal, ela dirigiu a pergunta a
vocês!

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Re: Unidade 3
terça, 2 Out 2012, 17:07

[...], nosso objetivo, ao produzir textos, não é somente informar, como explica o nosso material
didático. Observe ainda, também com base no conteúdo do material, que a categorização em tipos
textuais (narração, descrição e dissertação) leva em consideração apenas aspectos linguísticos,
deixando de lado os aspectos cognitivos, contextuais e sociointeracionais, que estudamos por meio
da LT. Por isso é considerada problemática e os linguistas propuseram a classificação dos textos em
gêneros, cujas superestruturas conhecemos em nossa vivência social e permitem que identifiquemos
os gêneros aos quais pertencem os textos com os quais entramos em contato.

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Re: Unidade 3
terça, 2 Out 2012, 18:57

Todo texto se organiza dentro de um determinado gênero. Os vários gêneros existentes, por sua
vez, constituem formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura, caracterizados
por três elementos: conteúdo temático, estilo e construção composicional. Pode-se ainda afirmar que
a noção de gêneros refere-se a "famílias" de textos que compartilham algumas características
comuns, embora heterogêneas, como visão geral da ação à qual o texto se articula, tipo de esporte
comunicativo, extensão, grau de literariedade, por exemplo, existindo em número quase ilimitado.
(Parâmetros Curriculares Nacionais-Língua Portuguesa .Vol 2- pág 26)

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Re: Unidade 3
terça, 2 Out 2012, 19:38

[...], achei interessante sua postagem, acredito que o texto não poderia ser classificado como piada
se fosse uma receita escrita por uma pessoa de pouca instrução e cuja finalidade fosse repassar
essa receita, só que com o nosso conhecimento, percebemos que o texto se trata de uma piada,
onde o autor utilizando de uma linguagem engraçada (ái, em vez de alho e ói, em vez de óleo,
respectivamente ), retrata um caipira, personagem muito usado pelos humoristas em seus
trabalhos, para isso o autor ainda utiliza uma figura para chamar ainda mais a atenção. Por isso neste
caso, apesar do formato do texto, como a quantidade dos ingredientes e o modo de preparo, não
podemos classificá-lo como uma receita.

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Re: Unidade 3
92

terça, 2 Out 2012, 23:23

Sim. Temos uma receita que gera risos, mas que é funcional se compreendida corretamente. Chamo
aqui a nossa atenção, professores de língua portuguesa para o que lemos na apostila, pag. 82:
"A tarefa do professor de língua portuguesa, na formação de leitores e produtores de textos, implica
levar os alunos a relacionar as competências desenvolvidas na escola aos conhecimentos adquiridos
nas interações de que fazem parte cotidianamente, como nas conversas em família ou com amigos,
nos contatos que estabelecem nos ambientes de trabalho, nos momentos em que assistem à
televisão ou leem o jornal etc."

Aqui na nossa cidade temos um rico histórico sociocultural onde experimentamos essa interação de
regionalismos, de conhecimentos de mundo, de linguagens. No meio de textos que consideramos
engraçados precisamos aprender a compreender as informações.

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Re: Unidade 3
quarta, 3 Out 2012, 00:37

Olá professora!
Reconheço que não foi correto a minha colocação com o uso da palavra apostila, esse termo sempre
foi muito usual, mas não corresponde em significado a livro didático. Agradeço à sua atenção a esses
detalhes importantes.

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Re: Unidade 3
quarta, 3 Out 2012, 01:32

Cada gênero textual distingue-se por uma forma particular, mas pode acontecer de um texto de um
dado gênero expressar-se por meio de formato de outro gênero. Acredito que o exemplo dado pela
nossa colega [...] retrata isso. O texto é enquadrado funcionalmente, no gênero piada (receita cazêra
minêra), pois, as palavras usadas para construção desse texto, tem a intenção de mostrar a
"pronúncia" das palavras, numa linguagem caipira típica de Minas Gerais. Satirizando o vocabulário
do Estado(MG). Pelo nosso conhecimento de mundo , podemos reconhecer as palavras no texto e
assim, compreende-lo.
O texto apresentado pela [...], é enquadrado no gênero piada e apresenta-se na forma de receita
culinária. Esse fenômeno em que se mistura os gêneros, neste caso, pode ser chamado de
intertextualidade de gêneros?

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Re: Unidade 3
quarta, 3 Out 2012, 07:14

Exatamente, [...]. Trata-se de um exemplo de ocorrência de intertextualizade de gêneros. É uma


piada que foi construída com base na superestrutura do gênero receita culinária.

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Re: Unidade 3
quarta, 3 Out 2012, 09:56

Bom dia Professora,

Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos.
Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com
93

características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em


situações específicas, estão intimamente ligados à nossa situação cotidiana e existem como
mecanismo de organização das atividades sociocomunicativas.
Exemplo de um gênero textual em forma de crítica, o qual transmite ao interlocutor a mensagem da
corrupção, que é uma grande demanda em nosso país.

imagem.docx
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Re: Unidade 3
quarta, 3 Out 2012, 14:13

[...], na verdade, o texto que você postou pertence ao gênero charge, que tem como característica,
entre outras coisas, a crítica (política, de costumes, etc.). Já que você nos trouxe um texto desse
gênero, que tal nos dizer quais as outras características dele?

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Re: Unidade 3
quarta, 3 Out 2012, 19:10

Boa noite segue comentário,


Os gêneros textuais de acordo com Marcuschi (2002, p-19) "contribuem para ordenar e estabilizar as
atividades comunicativas do dia a dia. São entidades sócios discursivas e formas de ação
incontornáveis em qualquer situação comunicativa". Assim é a tirinha de jornal, charge, piadas que
possuem atividades comunicativas presente no cotidiano das pessoas. Isso também quer dizer que
os gêneros fazem parte de nossa vida conforme diz Marcuschi (2002, p-19) "os gêneros textuais são
fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultura e social". Portanto podemos concluir
que o homem à medida que transforma seu meio, interfere nas mudanças dos gêneros textuais.

[...]

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Re: Unidade 3
quarta, 3 Out 2012, 22:12

Isso mesmo, [...].

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 10:56

Bom dia, professora [...] e colegas!


Usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie de construção teórica definida
pela natureza lingüística de sua composição {aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações
lógicas}. Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como:
narração, argumentação, exposição, descrição, injunção. Usamos a expressão gênero textual como
uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida
diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades
funcionais, estilo e composição característica. Se os tipos textuais são apenas meia dúzia, os gêneros
são inúmeros. Alguns exemplos de gêneros textuais seriam: telefonema, sermão, carta comercial, carta
pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, notícia
jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante,
94

instruções de uso, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação
espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo por computador, aulas virtuais e assim por diante.
Para uma maior visibilidade, vamos ver o seguinte quadro sinóptico:

TIPOS TEXTUAIS GÊNEROS TEXTUAIS


1. constructos teóricos definidos 1. realizações lingüísticas
por propriedades lingüísticas concretas definidas por propriedades
intrínsecas; sócio-comunicativas;
2. constituem seqüências 2. constituem textos
lingüísticas ou seqüências de empiricamente realizados cumprindo funções em
enunciados e não são textos empíricos situações comunicativas;
3. sua nomeação abrange um 3. sua nomeação abrange um
conjunto limitado de categorias teóricas conjunto aberto e praticamente
determinadas por aspectos lexicais, ilimitado de designações concretas
sintáticos, relações lógicas, tempo determinadas pelo canal, estilo, conteúdo,
verbal; composição e função;
4. designações teóricas dos tipos: 4. exemplos de gêneros:
narração, argumentação, descrição, telefonema, sermão, carta comercial,
injunção e exposição. carta pessoal, romance, bilhete, aula
expositiva, reunião de condomínio, horóscopo,
receita culinária, bula de
remédio, lista de compras, cardápio,
instruções de uso, outdoor, inquérito
policial, resenha, edital de concurso,
piada, conversação espontânea, conferência,
carta.eletrônica, bate-papo virtual, aulas virtuais
etc.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 11:49

Os gêneros textuais estão presentes no dia a dia e nos são apresentadas como formas de nos
orientar em situações de comunicação.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 11:55

Bom dia, caros Colegas e Professoras

Com o florescimento da cultura impressa iniciada no século XVIII, multiplicaram-se os gêneros típicos
da escrita. Hoje estamos vivenciando a fase da cultura eletrônica, com os celulares, as Redes Sociais,
os E-mails, presenciamos hoje inúmeras formas de comunicação oral e escrita. Contudo alguns
gêneros textuais continuam em evidência, um exemplo de algo que surgiu no passado mas que hoje
continua em evidência é a carta. Durante muito tempo este instrumento vigorou como única alternativa
das pessoas se comunicarem.
Percebe-se que a carta hoje cedeu lugar ás inúmeras formas de comunicação principalmente as
difundidas pela internet e os celulares. Toda essa diversidade tem dinamizado o contato entre as
pessoas.
95

Será entretanto que a carta foi abolida? Não mesmo, com tanta diversidade observamos que existem
pessoas que ainda não tiveram oportunidade de compartilhar esse desenvolvimento, e continuam a
utilizar a carta como meio de comunicação. E na qualidade de gênero textual a carta compõe também
um dos conteúdos mais requisitados de concursos públicos e vestibulares.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 13:28

Tipos e gêneros textuais


Ao longo de nossa vivência enquanto falantes temos a oportunidade de convivermos com
uma enorme diversidade de textos. Basta sairmos às ruas que tão logo está confirmada esta
ocorrência. São panfletos, outdoors, cartazes, dentre outros.
Ao enfatizarmos sobre os tipos textuais, esta classificação relaciona-se com a natureza linguística
expressa pelos mesmos. Classificando-se em narrativos, descritivos e dissertativos. Um texto
narrativo caracteriza-se pela sucessão de fatos ligados a um determinado acontecimento, seja ele
real ou fictício, o qual pressupõe-se de todos os elementos referentes à modalidade em questão,
como narrador, personagens, discurso, tempo e espaço.
O descritivo pauta-se pela descrição minuciosa de uma determinada pessoa, objeto, animal ou lugar,
no qual as impressões são retratadas de maneira fiel.
O dissertativo conceitua-se pela exposição de ideias, reforçadas em argumentos lógicos e
convincentes acerca de um determinado assunto.
Já os gêneros textuais estão diretamente ligados às situações cotidianas de comunicação,
fortalecendo os relacionamentos interpessoais por meio da troca de informações.
Tais situações referem-se à finalidade que possui cada texto, sendo estas, inúmeras. Como por
exemplo:
A comunicação feita em meio eletrônico é um gênero textual que aproxima pessoas de diferentes
lugares, permitindo uma verdadeira interação entre as mesmas.
Existem gêneros textuais do cotidiano jornalístico, cuja finalidade é a informação. É o caso da notícia,
da entrevista, do artigo de opinião, do editorial, dentre outros.
Há também os chamados instrucionais, como, por exemplo, o manual de instrução, a bula de um
remédio, e outros.
Outros que se classificam como científicos, os quais são oriundos de pesquisas e estudo de casos,
como a monografia, tese de doutorado, ligados à prática acadêmica.
Enfim, seja qual for o gênero utilizado, torna-se de fundamental importância sabermos que todos
possuem uma finalidade específica perante a comunicação estabelecida, e como fazem parte da
modalidade escrita da língua, são regidos de normas específicas no que se refere à sua composição.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 13:34

Eu também somo à colega meu reconhecimento de que a palavra "apostila" não soa tão adequada,
mas é algo sociocultural que entendemos. Entretanto, a partir de agora usarei o termo material
didático, é mais chique.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 13:57
96

Professora confesso que na área da informática nunca gostei de games, jogos eletrônicos, esse
negócio nas redes sociais de fazenda, etc. Até mesmo no shopping não frequentava as áreas de
jogos informatizados, nem da linguagem minuscula dos internautas como "vc, pc, etc.", mas agora
com o texto do material didático na pag. 82 " É na escola que os alunos devem desenvolver a
competência exigida para compreender e produzir textos nas mais variadas situações do dia-
a-dia e, também na escola, os alunos devem reconhecer que a aquisição desse conhecimento
os torna mais preparados para enfrentar os desafios postos hoje em nossa sociedade
contemporânea." Entendo que o papel do professor de Letras requer todo esse aprendizado para
ter competência de orientar os alunos na compreensão e produção de textos. Aqui está
a importância da competência gênero textual. Como diz no material didático "A noção
de gênero textual diz respeito, conforme Marcuschi (2002), a eventos textuais que contribuem
para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia."

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 14:24

Os alunos hoje não conseguem compreender e produzir textos com competência porque lhes falta
conhecimento dos gêneros textuais.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 14:19

Olá [...],
Vale lembrar que os tipos textuais são sequências que podem ocorrer em vários gêneros textuais.
Inclusive, podemos tê-los em um mesmo Gênero. Por exemplo, uma carta de exposição de motivos,
97

os tipos textuais serão determinados de acordo com a necessidade do escritor, que poderá usar só
dissertação, ou também narrar e descrever, se julgar adequado.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 14:49

É verdade [...], a lista de gêneros textuais é imensa, mas que bom que não está fechada. Ainda hoje
podemos ter gêneros se constituíndo, como também podemos ter aqueles que estão entrando em
desuso.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 14:52

[...], entendi a sua brincadeira, mas preciso deixar claro, aqui, que a questão não é considerar um
gênero "mais chique" do que o outro. A postila é um gênero de texto que tem características que não
observamos no material didático de nosso curso. Que tal aproveitarmos a oportunidade para pensar
em quais são as característica do gênero que chamamos de apostila?

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 14:58

Concordo com você [...],


A internet está aí, e é uma pratica social já inserida na vida de nossos alunos. Esquecer disso nas
nossas atividades de letramento só faz com que os alunos encarem a disciplina como algo de outro
planeta. Trabalhar com gêneros que já dominem é uma forma de conquistar a adesão do nosso
aluno, que muitas vezes entra na aula de português e sai mais desmotivado ainda.

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Re: Unidade 3
quinta, 4 Out 2012, 14:59

Exatamente, [...]. Conforme Marcuschi, devemos aproveitar a vivência do aluno com os gêneros
eletrônicos em nossa sala de aula. Podemos, por exemplo, mostrar a eles que as marcas que você
mencionou são bem aceitas em chats e sites de relacionamento, mas não em outras situações, pois
trata-se de aspectos peculiares a estes gêneros digitais e não a outros.

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Re: Unidade 3
sexta, 5 Out 2012, 14:59

Professora tanto a Apostila como o Livro Didático expressam os pensamentos dos seus autores e são
reconhecidos como formas de comunicação social. A diferença que considero entre eles são: que a
Apostila mais superficial no conteúdo devido a sua estrutura que é geralmente um periódico para ser
usado em um espaço de tempo bem menor do que o Livro Didático que é de uma estrutura mais
substancial no conteúdo, o material é para um espaço de tempo mensal, bimestral, etc., o acabamento
é mais resistente e estético. Baseado nesse entendimento realmente Apostilas não tem nada a ver com
nosso Livro Didático. Como diz BAKHTIN “A riqueza e a diversidade dos gêneros do discurso são
infinitas porque são inesgotáveis as possibilidades da multiforme atividade humana e porque
em cada campo dessa atividade é integral o repertório de gêneros do discurso, que cresce e se
diferencia à medida que se desenvolve e se complexifica.” (BAKHTIN, 2010, p. 262).
98

Fonte: www.ileel.ufu.br/anaisdosielp/pt/arquivos/sielp2012/410.pdf

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Re: Unidade 3
sábado, 6 Out 2012, 14:35

Muito bom, [...]!

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Re: Unidade 3
domingo, 7 Out 2012, 15:29

“As palavras existem para a expressão das ideias e não para seu aprisionamento em fôrmas; logo, os
gêneros textuais não podem ser modelos rígidos: eles se alteram, se misturam, se renovam, se criam,
tanto porque acompanham a contínua renovação da vida na dimensão cultural e a dinâmica interna
de certas situações sociais, quanto porque respondem à variedade de fatores envolvidos no processo
de comunicação verbal.” (Gramática Houaiss)
As necessidades sociocomunicativas podem ser atendidas pelas múltiplas construções textuais
possíveis. Para mim, conseguir adentrar esses universos regionais ou mundiais, é perceber a
diversidade cultural existente. É somar aprendizados e edificar o nosso conhecimento, sejam
enciclopédicos, acadêmicos ou interacionais.

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Re: Unidade 3
segunda, 8 Out 2012, 10:36

Bom dia professora,

É uma crítica político-social onde o artista expressa graficamente sua visão sobre determinada
situação cotidiana através do humor e da sátira.
Mas há uma contradição, pois certamente a professora não iria ter essa atitude e sim explicaria
ao aluno, porque que acontece esses jogos políticos no nosso país.

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Re: Unidade 3
terça, 9 Out 2012, 18:20

Boa noite a todos!

Para a Linguística, o gêneros textuais englobam todos os tipos de textos produzidos por usuários de
uma língua, sejam eles de forma oral ou escrita e são caracterizados por funções epecíficas e
organização retórica, isto é saber passar uma mensagem com eficiência.

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Re: Unidade 3
quarta, 10 Out 2012, 21:34

[...], eu diria mais: a charge - pelo menos a dessa modalidade - tem como características, além da
crítica, a representação não verbal (além, é claro, da verbal) e o humor.

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Re: Unidade 3
quinta, 11 Out 2012, 14:31
99

Boa tarde, Professora,Tutores e Colegas!


Percebo, que os gêneros textuais está ligado ao cotidiano, tem o objetivo de transmitir mensagens, é
estruturado de acordo com o público envolvido. Como diz (Marcuschi) "os gêneros contribuem para
ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia. São entidades sócio-discursivas e
formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa".

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Re: Unidade 3
sexta, 12 Out 2012, 16:21

Olá Professores e Colegas,


Os gêneros textuais são em número ilimitado, de difícil classificação e altamente flexíveis e
dinâmicos, o que significa que estão constantemente em transformação, podendo surgir ou
desaparecer conforme as necessidades da sociedade contemporânea.

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Re: Unidade 3
terça, 16 Out 2012, 18:32

Boa tarde professora e colegas .


GêNEROS TEXTUAIS
Os gêneros textuais constitui-se por meio das ações linguageias dos sujeito em interações sociais,e
são ilimitados por seres ligados a vida social dos sujeitos.Aguns exemplo de gêneros textuais ,(
telefonema,piada,aula exportiva,sermão,bilhete,carta,bula de remedio palestra,etc.
Gêneros textuais é a transformação pela qual passam os gêneros em razão da mudança na vida
social dos interlocutores.Exemplodisso é o e-mail, pois através dele as pessoas mantem contato
distante e rapido.

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Re: Unidade 3
quinta, 18 Out 2012, 08:30

Olá bom dia a todos.


Lendo os comentários postados no forum sobre Gêneros textuais, fiquei refletindo o quanto é
interessante a compreensão e produção de textos, pois podemos observar os inúmeros acervos
impressos que existem para todos os gostos, por exemplo as revistas, jornais, livros e tantos outros,
principalmente o gênero eletronico, se assim podemos dizer?, é maravilhoso viajar por todos esses
textos. Nós futuros professores de lingua materna, temos essa responsabilidade de oferecer essa
vivencia desses inumeros textos aos nossos alunos, para que eles se sintam tão encantados pela
produção textual que temos tao imensa para todos os gostos.

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Re: Unidade 3
terça, 23 Out 2012, 11:40

Não. Porque no gênero culinária a intenção é transmitir uma receita culinária. O que aconteceu na 2ª
imagem foi o uso de um texto do tipo receita culinária com a intenção de gerar humor na piada.
Podemos dizer que a receita culinária foi utilizada fora do seu contexto de gênero. Então, conclui-se
que não é, basicamente, o tipo de texto que determina um determinado gênero textual.
Então, o que é mais importante: Saber das características de um gênero textual, ou ter conhecimento
dos tipos de texto que fazem parte de um determinado gênero?
100

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Re: Unidade 3
quinta, 25 Out 2012, 08:46

[...], certamente, devemos observar os textos dos dois pontos de vista, que, pode-se dizer, são
complementares. A questão não é decidir se uma proposta de categorização é mais importante do
que a outra, e sim compreender ambas as propostas.

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Re: Unidade 3
quarta, 24 Out 2012, 21:32

Isso mesmo, [...].


É papel nosso também,como professores, apresentarmos os alunos aos textos que vão levá-los ao
deleite, ao devaneio. Como houve alguém no passado, ou mesmo no presente, que nos permitiu essa
vivência. Por que não repassá-la? Experimente um dia ler o livro "Paca, tatu, cotia, não." de Juraci
Siqueira, para alunos do 5º ano... Os olhinhos deles brilham! É uma poesia de cordel com tema dos
bichos da Amazônia. Você, assim como eu, vai gostar de ver o resultado do encantamento deles.

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Re: Unidade 3
quarta, 24 Out 2012, 22:42

Boa noite professora e colegas.


Os gêneros textuais são constituídos por meio das ações linguageiras dos sujeitos em interações
sociais autênticas, sempre ligados as necessidades de comunicação e de ação dos sujeitos em
sociedade. Portanto, tem um caráter sócio-histórico, pois não se constituem apenas como formas
mais ou menos estabelecidas que servem de modelo a produção de novos textos. Os gêneros
textuais são considerados modelos de textos que servem a determinadas funções em situações
comunicativas e que, portanto, atendem a realização das ações que os sujeitos praticam
conjuntamente.

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Re: Unidade 3
quinta, 25 Out 2012, 15:24

Modalidade de expressão dos gêneros: Oralidade.

Luiz Antônio Marcuschi (2001, p.25) estabelece que a “A oralidade seria uma prática social
interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas e gêneros textuais fundados
na realidade sonora”.
Como exemplos de gêneros orais temos: conversação espontânea, conversação telefônica,
entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou TV, devate, exposição acadêmica, palestra etc. Conhecer
e dominar essa diversidade de gêneros na modalidade oral é essecial para uma boa interação social e
isso vai desde a forma informal á mais formal.

Exemplo texto falado

Opinião sobre o veículo de comunicação


101

L2 bom... o... eu tenho impressão que o rádio provocou uma revolução...no país
na medida que::... ahn principalmente o rádio de pilha né? quer dizer o rádio
de pilha representou a quebra de um isolamento do homem do campo principalmente
quer dizer então o homem do campo que NUNca teria CONdição de
ouVIR:: faLAR:: de outras coisas... de outros lugares... de outras pessoas entende?
através do rádio de pilha... ele pôde se ligar ao resto do mundo saber que
existem outros lugares outras pessoas que existe um governo que existem atos
do governo... de modo que:: o rádio eu acho que tem um papel até... numa certa
medida... ele provocou pelo alCANce que tem uma revolução até maiOR do que
a televisão... o que significou a QUEbra do isolamento... entende?
de certas pessoas... a gente vê hoje o operário de obra com o rádio de pilha debaixo do braço
durante todo o tempo que ele está trabalhando... quer dizer se esse canal que é o
rádio fosse usado da mesma forma como eu mencionei a televisão... num sentido
cultural educativo de boas músicas e de... numa linha realmente de crescimento
do homem se o Ministério da Educação cuiDAsse realMENte de que Estes
veículos... de telecomunicações se colocassem a serviço da cultura e da educação
seria uma beleza né?

Verificamos que o texto acima apresenta características próprias da língua falada, como:

a - Marcadores conversacionais (elementos típicos da fala que não integram o


conteúdo do texto, apresentando valor tipicamente interacional): bom, eu acho
que, quer dizer, então, entende? né?).
b - Marcas prosódicas (de pronúncia), tais como:
alongamentos: ouVIR:: faLAR:: (marcado com :: ) ;
entonação enfática (exemplo anterior, marcado com letra em caixa alta);
hesitações: na medida em que... ahn (uso do marcador ahn associado ao alongamento).
c - Repetição: o rádio de pilha né? quer dizer o rádio de pilha.
d - Correção: o rádio eu acho que tem um papel até... numa certa medida... ele
provocou pelo alCANce que tem uma revolução até maiOr do que a televisão...
e - Paráfrase (relação de equivalência semântica): através do rádio de pilha... ele
pôde se ligar ao resto do mundo saber que existem outros lugares outras pessoas
que existe um governo...
diversidade
Fonte:
http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/40355/1/01d17t04.pdf

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Re: Unidade 3
segunda, 29 Out 2012, 21:54

Boa noite Professora [...] e demais colegas.

Para participar deste fórum, segue a seguinte postagem referente Atividade 5. Oralidade e Escrita.

Segundo Marcuschi, tanto a fala quanto a escrita são contextualizadas, pois assim como precisamos
de uma série de contextos para entender quando lemos um texto escrito, também necessitamos de
uma série de contextos para entendermos o que as pessoas estão falando, conhecendo o que elas
falam, de quem elas falam, etc.
102

A oralidade sempre existiu, já a escrita é mais recente, porem ambas são muito importantes. Hoje
existem cerca de cinco mil línguas falada no mundo e a minoria delas tem sua escrita. Uma coisa é
fato! Todos falam e poucos escrevem.Todas as pessoas, desde o momento que acordam, até a hora
de irem dormir novamente, até mesmo as mais letradas, certamente usam 90% de seu tempo em fala,
ficando os outros 10% para a escrita. Nos dias atuais a inscrita já está mais inserida na sociedade, mas
ainda assim, continuamos falando bastante. Mas já damos maior importância para a escrita. Tanto que
temos o hábito de definir uma pessoa educada como alguém melhor escolarizado, ou seja, um cidadão
que não domina a escrita é reconhecido como de segunda categoria. Entende-se com isso que a escrita
tem uma grande supremacia. Todavia, é de suma importância ressaltar que tanto a escrita quanto a
oralidade são fundamentais, pois cada uma delas são práticas discursivas complementares que não
concorrem no dia-a-dia.

A oralidade conta com um conjunto de elementos que não podem passar para a escrita, como é o caso
do tom de voz e sua velocidade, a gestualidade, etc. Da mesma sorte que a escrita também conta com
vários recursos que não podem estar presentes na oralidade, como é o exemplo das letras maiores ou
menores, coloridas ou não, etc. Isso significa que tanto a oralidade quanto a escrita, ambas são
maneiras de representação da língua, cada uma com sua relevância.

Fonte de Pesquisa: www.youtube.com/watch?v=XOzoVHyiDew

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Re: Unidade 3
quinta, 8 Nov 2012, 11:06

Certo professora.

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Unidade 4
domingo, 7 Out 2012, 09:54

Queridos alunos, vamos discutir, a partir de agora, o conteúdo da Unidade 4 de Compreensão e


Produção de Textos. Eu e os tutores estamos a sua disposição para tirar suas dúvidas.

Responder
Re: Unidade 4
segunda, 8 Out 2012, 08:51

Cara Professora e/ou Tutora,


Se compreendi bem, os estudos feitos por Bronckart inserem o contexto sociodiscursivo, a interação
entre o meio social e os seus participantes comunicativos, como agentes que influenciam a estrutura
e o funcionamento da língua.
Então, assim como encontramos variações linguísticas estruturais em uma mesma língua, por
exemplo, entre o português lusitano e o português do Brasil, o inglês britânico e o inglês
estadunidense;
podemos observar particularidades de gêneros textuais entre as regiões brasileiras ou outras
localidades, e o que de repente causa estranheza para alguns será claramente justificado para outros
que conhecem aquele contexto interacional.
Ou seja, a diversidade linguística e de gênero textual pode se justificar conforme o seu contexto de
produção e refletem as pesquisas feitas por Bronckart.

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Re: Unidade 4
103

segunda, 8 Out 2012, 10:40

[...], se bem entendi sua questão, a resposta é sim, existe diversidade no nível dos gêneros textuais,
já que, como já vimos, a escolha do gênero a ser utilizado depende das condições em que
produzimos o texto assim como dos nossos propósitos comunicativos, os efeitos que pretendemos
causar com ele.

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Re: Unidade 4
segunda, 8 Out 2012, 10:43

Que tal começarmos a nossa conversa sobre as duas últimas atividades discutindo as respostas de
vocês à questão posta pelas autoras do nosso livro no início da atividade 6? Os termos gênero
textual e texto são equivalentes? Por quê?

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Re: Unidade 4
segunda, 8 Out 2012, 12:37

Pesquisei alguns autores para melhor compreender a diferença entre os termos expostos pelas
autoras:
Para Marcuschi, Tipologia Textual é um termo no qual podemos utilizar para designar uma espécie
de sequência teoricamente definida por sua natureza linguística de sua composição. Geralmente, os
tipos textuais são abrangidos por categorias como a narração, argumentação, exposição, descrição e
injunção (Swales, 1990; Adam, 1990; Bronckart, 1999). Segundo ele, o termo Tipologia Textual é
utilizado para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de
sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas)(p. 22).
Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados
encontrados no cotidiano no qual apresentam características sócio-comunicativas que são definidas
pelos conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.
Travaglia define Tipologia Textual como algo que pode instaurar um modo de interação, uma
maneira de interlocução, segundo perspectivas que são variáveis. Conforme o autor, essas
perspectivas podem estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao
fazer/acontecer, ou conhecer/saber, e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. Pode ser
possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como
alguém que concorda ou não com o que ele diz. Surge, assim, o discurso da transformação, quando
o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. Se o produtor vir o receptor como
alguém que concorda com ele, surge o discurso da cumplicidade. Tem-se ainda, na opinião de
Travaglia, uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. Da mesma
forma, é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou
não. Resumindo, cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Assim,
a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição, dissertação, injunção enarração. A segunda
perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu e não argumentativo stricto
sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a
textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado(não comprometimento)
(Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no
tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação.
Travaglia diz que o Gênero Textual é caracterizado por exercer uma função social específica. Para
ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que,
intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a
função social dele.
Fonte:
DA SILVA, Sílvio Ribeiro. Gênero textual e tipologia textual
104

http://www.algosobre.com.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual.html

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Re: Unidade 4
segunda, 8 Out 2012, 17:01

Abaixo a distinção entre gênero e tipo textual.


Os gêneros textuais são categorias que classificam os textos conforme a função comunicativa que
exercem. Por exemplo, uma bula de remédios cumpre a função de informar o paciente sobre as
propriedades de um medicamento e a forma de utilizá-lo. Os tipos textuais, por sua vez, são
categorias que classificam segmentos de texto, conforme suas propriedades linguísticas, ou seja, a
ocorrência de certas estruturas morfossintáticas.
Por isso, é muito importante, que o professor leve os alunos a perceberem as marcas formais dos
segmentos textuais ( narrativa, descritiva, dissertativa, etc.) que compõem os diferentes gêneros,
estando ciente de que são indissociáveis essas duas dimensões na organização de todo e qualquer
texto.
Fonte consultada: Livro didático( Compreensão e produção de textos)

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Re: Unidade 4
segunda, 8 Out 2012, 21:37

Boa noite a todos!

Cara [...] e demais colegas,


Concordo com seu comentário. Permita-me acrescentar que os gêneros textuais podem ser entendidos
como tudo que tem comunicação entre emissor e receptor, cuja função é a de regular nossa vida em
sociedade, ou seja, tudo que está a nossa volta e nos permite uma comunicação, pode ser entendido
como gênero textual. Por exemplo: Se vou a uma entrevista de emprego, não posso usar a mesma
roupa que usaria para ir à feira no domingo pela manhã, pois a roupa que uso também é uma forma de
comunicação, e essa roupa vai fazer a diferença, regulando assim, minha vida na sociedade.
Já a tipologia textual é um conjunto de traços linguísticos que formam uma sequencia lógica, ou seja,
é um conceito, algo que não se toca, e não uma realidade. Ex: Uma crônica que conta uma história faz
parte de uma tipologia textual, que é a narração. E esses tipos de textos, antes citados em sua
postagem, cada um deles tem um objetivo específico. A narração conta uma história, a descrição vai
dizer como é um lugar, um objeto, uma pessoa, etc. E a dissertação é o texto que tenta me convencer
de alguma coisa.

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Re: Unidade 4
terça, 9 Out 2012, 11:39

Olá professra,
com base na leitura referente os gêneros textuais, percebe-se que os gêneros estão relacionados
com as atividades humanas e ao uso da língua. Na concepção de Bakthin (2003,p.261), "toda
atividade se concretiza em forma de enunciados(orais e escritos) concretos e únicos, que emanan
dos integrantes duma ou outra esfera da atividade humana".

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Re: Unidade 4
terça, 9 Out 2012, 19:22
105

Sobre a equivalência entre gênero textual e texto, segundo as definições: o texto são as mais
diversas formas de manifestação linguística que pode ter tanto materialidade fônica quanto gráfica. É
uma sequencia linguística. (Material Didático, pag. 26, p.01) e os gêneros textuais são realizações
linguísticas concretas, que definem por propriedades sócio-comunicativas, profundamente marcadas
por determinações históricas, sociais e culturais, que se caracterizam muito mais por suas funções
comunicativas, que por suas peculiaridades linguísticas e estruturais. (Material Didático, pag. 83,
p.01). Percebe-se nas colocações uma similitude entre os termos, e também segundo Bachktin
"Aprendemos a moldar nossa fala às normas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de
imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão
aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o
inicio, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas
diferenciações." (Bachktin, 1992:302). Baseado nestes argumentos que falam do texto como o dito e
o gênero textual como uma marca do texto, que na verdade é o próprio texto, concordo com a
equivalência, apesar de entender que é possível separá-los.

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 10:26

Bom dia Profª; [...].


Gêneros textais, percebe-se que são formas sociais de comunicação no dia a dia entre individuos,
que constituem pratica discursivo, onde se podem identificar gêneros textuais, usados em momentos
especificos conforme a sua função social.
ex. bilhete, e-meio, bula de remédio, receita culinaria, romance. etc...
O texto, é definido pela sua composição lingüistica e modo de interação, os tipos textuais abrangem,
narração, argumentação descrição exposição.
Segundo Bronckart (1990 p.22), a tipologia textual é usada para designar uma espécie de sequência
teoricamente definida pela natureza lingüistica de sua composição.( aspecto lexícais, sintáticos,
tempo verbais, relações logicas)

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 13:37

Boa tarde a todos

Hoje muito tem se falado sobre o trabalho docente em sala de aula. Percebemos que o trabalho do
professor está seguindo os moldes da produção econômica, do capitalismo, o livro didático muitas
vezes impõe atribuições que antes eram exclusivas do professor, ou seja o planejamento das ações
didáticas.
Com isso o ensino da língua materna nas escolas é comprometido, pois a língua não pode ser ensinada
acima das práticas do sujeito produtor.
Antes o ensino ocorria de forma tradicional (e ainda hoje) dedicava-se a ortografia, produção e a
sintaxe. Essas teorias passaram a ser contestadas já algum tempo pelo surgimento do
sociointeracionismo, a teoria da enunciação e do discurso, e na linguística do texto.

Fonte: BAKHTIN, M, Khail. Os gêneros do discurso, São Paulo, Martins Fontes, 1992.
Sergio Roberto Costa: Práticas da leitura e escrita na sala de aula.

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 13:56
106

Boa Tarde

A produção de um texto é o espelho do conteúdo da alma, o homem como sujeito pensante e criador
sempre possui algo a dizer a alguém. Para muitas pessoas se torna um entrave, mas ele só existe
quando a produção textual não é uma prática cotidiana.

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 21:36

Obrigada por partilhar conosco a sua pesquisa, [...].

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 21:38

Isso mesmo, [...].

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 21:44

[...], observe, ainda, um aspecto de suma importância na distinção de gêneros e tipos textuais: o
aspecto pragmático (contexto, intenções, etc.), que é levado em consideração na classificação dos
gêneros e não dos tipos. Além disso, seria salutar evitar termos como comunicação, emissor,
receptor, mensagem, que pertencem a uma outra área de conhecimento, a teoria da comunicação,
que observa a troca comunicativa por um outro prisma. A LT trabalha com a perspectiva
sociointeracional (e não comunicativa), como já vimos.

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 21:47

[...], então você considera que texto e gênero textual são a mesma coisa?

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 21:50

[...], concordo com sua definição de gênero textual, mas não com a de texto. Na verdade, você definiu
tipo textual na segunda parte de sua mensagem. A pergunta que as autoras nos propuseram foi
quanto a texto e gênero textual.

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Re: Unidade 4
quarta, 10 Out 2012, 21:53

Isso mesmo, [...]. Como discutimos em nosso encontro, a ortografia, a morfossintaxe, etc., deve
continuar sendo estudada, mas não da maneira e com o mesmo objetivo de antigamente.

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Re: Unidade 4
107

quarta, 10 Out 2012, 21:54

[...], que tal explicar melhor o que você quer dizer?

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Re: Unidade 4
quinta, 11 Out 2012, 00:07

Os termos gêneros textuais e textos não são equivalentes, pois ambos não tem o mesmo sentido,
enquanto o texto é um produto que pode ser variado e serve para os usuários de uma determinada
língua interagir. O gênero textual são sequências que tambem podem ser variadas, só que estes
podem se relacionarem. Portanto o gênero textual funciona como um esquema de um texto.

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Re: Unidade 4
quinta, 11 Out 2012, 17:07

Olá, professora [...], tutores e colegas!


Chamamos de GÊNEROS TEXTUAIS a diversidade de textos que ocorrem nos
ambientes discursivos de nossa sociedade, os quais são materializações lingüísticas de
discursos textualizadas, com suas estruturas relativamente estáveis, conforme Bakhtin,
disponíveis no intertexto para serem atualizados nos eventos discursivos que ocorrem em
sociedade; em outras palavras os Gêneros Textuais são unidades triádicas relativamente
estáveis, passíveis de serem divididas para fim de análise em unidade composicional,unidade
temática e estilo, disponíveis num inventário de textos (arquitexto ou intertexto), criado
historicamente pela prática social, com ocorrência nos mais variados ambientes discursivos,
que os usuários de uma língua natural atualizam quando participam de uma atividade de
linguagem, de acordo com o efeito de sentido que querem provocar nos seus interlocutores.

Chamamos de TEXTOS as unidades básicas de ensino que se organizam sempre


dentro de certas restrições de natureza temática, composicional e estilística, o que os
caracteriza como pertencentes a um determinado gênero textual. Para os PCN, por exemplo,
o texto e a noção de gênero textual, constitutiva do texto.

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Re: Unidade 4
quinta, 11 Out 2012, 17:36

Boa tarde [...],


Está claro para você o que é gênero textual e o que é tipo textutal?

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Re: Unidade 4
quinta, 11 Out 2012, 17:57

Olá [...],
Você está certa quando diz que gênero e texto não são equivalentes. Mas não podemos esquecer
que são os tipos textuais que são definidos por critérios linguísticos. Já os gêneros, pela natureza
social, são definidos pela situação comunicativa, pela necessidade e atividades socioculturais dos
interlocutores. Por isso, são maleáveis.

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108

Re: Unidade 4
quinta, 11 Out 2012, 20:08

Boa noite profª,

Segue comentário,

De acordo com Bronckart, o plano geral do texto é determinado pelos tipos de discursos e se
distingue nas sequências da ordem de narrar e as sequências da ordem de expor. Discursos estes
que, se articulam diferentemente, gerando os gêneros textuais. E esses gêneros são usados
conforme a necessidade comunicativa, cognitivas e institucionais, do que pelos detalhes linguísticos.

[...]

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Re: Unidade 4
quinta, 11 Out 2012, 20:30

Boa noite [...],


Obrigada pelos esclarecimentos, estava confusa sobre o texto, pelo que entendi podemos dizer
que texto e tipos textuais são a mesma coisa?

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Re: Unidade 4
sexta, 12 Out 2012, 12:25

boa tarde prof.ª [...]


Gêneros textuais- São fenomenos historicos, vinculado a vida social e cultural, são tipos literários ou
não na forma oral ou escrita, são as variadas as formas que as pessoas e as organizações utilizam
para se comunicar.
Definição de texto- É uma sequencia verbal, a sua função é estabelecer a comunicação entre dois
sujeitos, ou um grupo, em uma determinada situação,pode ter uma expressão variavél; uma palavra
ou um conjunto maior de enunciados, mais ele precisa ter um contexto para existir, a sua linguagem
pode ser, formal, coloquial, informal

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Re: Unidade 4
sexta, 12 Out 2012, 17:28

BOA TARDE PROFESSORA TUTORES E COLEGAS.


O TEXTO PODERÁ TER SOMENTE UM ENUNCIADO,PODE SER FALADO OU ESCRITO,E OS
GÊNEROS TEXTUAIS ESTÃO DENTRO DO TEXTO NA FORMA DE DISERTAÇÃO, NARRAÇÃO E
DESCRIÇÃO. PORTANTO GÊNERO TEXTUAL E TEXTO ESTÃO LIGADOS E SÃO
EQUIVALENTES.

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Re: Unidade 4
sábado, 13 Out 2012, 20:45

Achei essa imagem muito interessante, e gostaria de compartilhar com todos, pois, está imagem
demonstra que para a construção do sentido de um texto faz necessário analisarmos o contexto como
um todo.
109

A primeira vista nosso conhecimento linguístico é acionado e nos remete que o autor desta imagem
cometeu um erro ao grafar a palavra que ao invés de Brasil, grafou Barzil.
Em uma segunda análise podemos por em prática nosso conhecimento de mundo e perceber que não
se trata da palavra Brasil, e sim de Barzil mesmo, pois, a primeira sílaba nos é familiar "Bar". Porém
para termos certeza devemos analisar o contexto da imagem, pois a mesma encontra-se em
estabelecimento comercial denominado "Bar" e pertence a alguém que em seu nome tem a sílaba zil.
Daí a imagem e o texto fará todo sentido.

E então pude perceber que para entendermos o real sentido de um texto é necessário analisar o
contexto também, no caso onde a imagem estava. Se esta imagem estive em um estádio em pleno
jogo do Brasil, o mais óbvio seria que ocorreu realmente um erro de grafia. Contudo em um Bar que
fora batizado com este nome faz todo sentido.

E então colegas, alguém com alguma percepção diferente?

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Re: Unidade 4
segunda, 15 Out 2012, 20:07

O texto é uma ocorrência lingusitica que possui um sentido completo, composto de algumas
formalidades, que seja possível estabelecer uma comunicação entre autor e destinatário, com
a função de estabelecer uma comunicação de ação dos sujeitos em uma sociedade. Já os
gêneros textuais são fênomenos históricos, uma vez que são formados pelo o uso coletivo
que se faz da linguagem com o passar do tempo já que surgem e se transformam ou
simpilismente desaparecem, ligados às demais esferas da vida social, histórica, política e
cultural dos sujeitos. Os gêneros textuais também nos servem de orientação para a
composição dos textos que são constituidos cotidianamente, mas que permitem também
várias adaptações, todas elas ligadas as necessidades comunicativas daqueles que produzem
os textos.
110

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Re: Unidade 4
terça, 16 Out 2012, 10:13

Olá [...]!
Realmente essa imagem é bem interessante e de fato a compreensão dela só pode ser
alcançada através do contexto.
Também faria uma análise como a sua; na primeira observação diria que se tratava de
um erro de grafia, mas ao observar mais atentamente teria a mesma percepção de se tratar da
união, não só de duas sílabas,mas de duas palavras; a primeira sendo a palavra "BAR" e a
segunda "ZIL" (pois "zil" poderia ser um apelido), chegando a conclusão que poderia ser o nome
de um estabelecimento comercial.
Porém, em se tratando de uma imagem, não poderia afirmar ser, realmente, o nome de
um estabelecimento comercial, pois já que necessito do contexto, essa imagem fornece apenas
a informação da placa e não visualizo o local onde ela está afixada (pelo menos eu não consigo
ver), precisaria ver mais que simplesmente o teto para saber que se fala de um bar; logo posso
apenassupor a intenção do autor, que seria nomear seu estabelecimento dessa forma.
Reafirmando que concordo com você de que o contexto é essencial para apreendermos
o maior número de informações possíveis de um texto, mas não pode-se deixar de analisar o
contexto extra-verbal que acompanha as imagens (fatores históricos, sociais, culturais,
ambientes físicos, como no seu exemplo) que podem possibilitar, condicionar ou determinar um
ato de enunciação e sua interpretação.

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Re: Unidade 4
terça, 16 Out 2012, 11:03

Bom dia [...],


Com relação a sua pergunta sobre os tipos textuais e os gêneros textuais, compreendi a sua
diferenciação da seguinte forma:
Tipo textual é a forma como um texto se apresenta, ou seja, é uma sequência de textos com
determinadas características línguisticas, determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações
lógicas, etc. As tipologias existentes são:
Texto narrativo
Tipo textual em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo
e lugar, envolvendo personagens. Refere-se a objetos do mundo real ou fictício. Há uma relação de
anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado.
Texto descritivo
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um
objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua
função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou
sentimentosNão há relação de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem
do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se
pega.
Texto argumentativo
Esse texto tem a função de persuadir o leitor, convencendo-o de aceitar uma ideia imposta pelo
texto. É o tipo textual mais presente em manifestos e cartas abertas, e quando também mostra fatos
para embasar a argumentação, se torna um texto dissertativo-argumentativo.
Texto dissertativo (ou expositivo)
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o
texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o texto de apresentação
científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está
111

preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto
informativo. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu
comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.
Texto injuntivo
Indica como realizar uma ação. Também é utilizado para predizer acontecimentos e
comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados no
modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do presente do modo
indicativo. Ex: Previsões do tempo, receitas culinárias, manuais, leis, convenções, regras, e eventos.

Os Gêneros textuais são tipos específicos de textos de natureza literária ou não-literária. São
modalidades discursivas utilizadas como formas de organizar a linguagem. Dessa forma, podem ser
considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites, atas, avisos, programas de auditórios,
bulas, cartas, comédias, contos de fadas, circulares, contratos, decretos, discursos políticos, instruções
de uso, letras de música, leis, etc. Todos esses gêneros possuem estrutura e função específicas e são
utilizados de acordo com a ação social à qual estão relacionados.
Segundo Marcuschi (2002), a função é a característica mais relevante para a definição do gênero que
está sendo utilizado. O autor enfatiza esse aspecto ao dizer que, “quando dominamos um gênero
textual, não dominamos uma forma lingüística e sim uma forma de realizar linguisticamente objetivos
específicos em situações particulares.” (MARCUSCHI, 2002, p. 29). Sendo assim, quando utilizamos
um gênero textual, estamos utilizando-o para uma função social específica.

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Re: Unidade 4
terça, 16 Out 2012, 18:47

A produção de um texto não é uma atividade mecãnica.A produção de um texto é uma atividade de
reflexão sobre o recurso que vamos utilizar da expressãoda lingua e repertorio a ser usado se e
adequado aos objetivos que pretendemos atingir na linguagem que estamos envolvidos.Os discurso
são formas dependente dos recurso da lingua natural e estão disponiveis na produção dos textos.

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Re: Unidade 4
quinta, 18 Out 2012, 11:30

Bom dia Professora,


Sim eles são equivalentes, pois osGeneros textuaissão considerados modelos de textos que servem
a determinadas funções em situações comunicativas e atendem a realização das ações que os
sujeitos praticam conjuntamente.

Texto...pode ser concebido como resultado parcial de nossa atividade comunicativa, que
compreende processos e estratégias que têm lugar ma mente humana e que são postos em ação em
situações concretas de interação social.

Tanto Gênero textual quanto o Textoé um conhecimento acerca do mundo, os quais estão
registrados na memória como resultado de experiências que vivemos e de informações que nos são
formalmente transmitidas pela escola ou no nosso dia-a dia.

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Re: Unidade 4
quinta, 18 Out 2012, 16:46

Isso mesmo [...]. Apesar de os gêneros se concretizarem nos textos, eles não são a mesma coisas,
como bem você colocou.
112

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Re: Unidade 4
quinta, 18 Out 2012, 17:26

Boa tarde, [...].


Gêneros textuais e Tipos textuais realmente estão ligados. Mas enquanto o primeiro é construído
socialmente pela necessidade coletiva, o segundo é uma sequência que se define por características
formais. Ver pag. 80 e 90 do nosso material.

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Re: Unidade 4
quinta, 18 Out 2012, 19:55

Bem, pessoal, estamos a menos de 48 horas da nossa segunda avaliação em Compreensão e


Produção de Textos. Considerando que vocês estão, a essa altura, se preparando para realizar a prova
de sábado (20) e também a do sábado seguinte (27), precisamos chegar a uma conclusão quanto à
questão proposta pelas autoras no início da atividade 6: os termos gênero textual e texto são
equivalentes? Alguns de vocês acertaram e outros não, afinal, os termos se referem a conceitos
diferentes, lembram? As autoras nos dizem, na atividade 2, que “não é tarefa simples formular um
conceito do que é o texto, no campo da linguística. Parece ser mais fácil decidir se um conjunto de
enunciados é um exemplo de texto do que dizer precisamente o que esta palavra significa.” De qualquer
maneira, não é difícil perceber que o termo texto se refere a uma unidade linguística que ocorre em
uma determinada situação comunicativa e cumpre um propósito comunicativo. Por outro lado, a
expressão gêneros textuais designa, conforme Marcuschi (2002), “realizações linguísticas concretas,
que se definem por propriedades sociocomunicativas, profundamente marcadas por determinações
históricas, sociais e culturais, que se caracterizam muito mais por suas funções comunicativas, que por
suas peculiaridades linguísticas e estruturais.” Em outras palavras, os gêneros são categorias a que
pertencem unidades linguísticas (os textos) conforme suas funções comunicativas. Podemos concluir,
então, que os termos gênero textual e texto não são equivalentes, apesar da estreita e óbvia relação
que têm entre si seus significados.

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Re: Unidade 4
sexta, 19 Out 2012, 00:38

Professora é exatamente isso que o nosso material didático diz "Os gêneros textuais são
considerados modelos de textos que servem a determinadas funções comunicativas e que, portanto,
atendem, à realização das ações que os sujeitos praticam conjuntamente." (pag. 83 p.03). O texto
veio primeiro e depois o gênero textual, o texto é caracterizado pelo gênero, o gênero modela o texto.
Mas esse negócio parece com o enigma quando começamos a ler, pois todo texto é um modelo, e
todo modelo é um texto. Entretanto, o texto é uma realização comunicativa e o gênero é uma
realização linguística concreta. Assim, entendemos que não são equivalentes. Mas, eu cheguei a
pensar que eram equivalentes, pois não percebi conceitualmente essa linha fina de diferença.

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Re: Unidade 4
sexta, 19 Out 2012, 08:33

Pois é, [...]. Não foi à toa que as autoras nos fizeram refletir sobre isso.

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Re: Unidade 4
113

quinta, 25 Out 2012, 18:30

Saudações à todos,
Podemos classificar a diversidade de unidades linguísticas comunicativas em determinados gêneros
textuais conforme a predominância de características (estruturais, tipológicas, discursivas, modais,
suportes) que cada texto realiza, em um processo interativo de produção e recepção dessas
unidades.

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Re: Unidade 4
sexta, 26 Out 2012, 13:53

Como diz o nosso material didático [...] na pag. 137 no p. 03 "..., as propriedades específicas das
condutas humanas, entre elas a faculdade de linguagem, são resultados de um processo
histórico-social, em que processos cognitivos e sociais são considerados elaborações
coletivas, constituídas a partir de interações entre os sujeitos ao longo do tempo." Até mesmo
no estádio de futebol os conhecedores do bar não achariam estranha a palavra na bandeira. Mas, os
não conhecedores desse processo histórico-social poderiam até enviar ao Jô Soares uma imagem
dizendo ser um assassinato da língua. Como diz o nosso material didático na pag. 140, p. 02 "A
formação de um produtor de textos e de um leitor proficientes implica a formação de um
sujeito que tem autonomia para refletir sobre os recursos de expressão que a
sua língua oferece, sobre a adequação desses recursos à situação em que se encontra e sobre
os efeitos de sentido que a sua escolha acarretará."

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Re: Unidade 4
sexta, 26 Out 2012, 14:40

A construção do texto sempre é baseada dentro de uma unidade de sentido. Agora o leitor precisa
conhecer essa construção para se posicionar diante do texto.
114

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Re: Unidade 4
sábado, 27 Out 2012, 03:25

Saudações a todos os participantes do fórum!


Apesar de não ter feito postagens, tenho acompanhado diariamente as colocações dos colegas,
tutora e professora e, através delas, consegui sanar algumas de minhas dúvidas, sendo assim, não
julguei conveniente fazer uma postagem que, de certa forma, seria redundante, no entanto, gostaria
de compartilhar com todos esta ilustração que achei pertinente ao assunto em questão.

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Re: Unidade 4
29 Out 2012, 20:41

Boa noite professora e colegas.


O conceito de tipo textual, por sua vez, diz respeito a sequências de texto teoricamente definidas pela
natureza linguística de sua composição. Diferentemente do conceito de gênero textual, o conceito de
tipo textual não corresponde a um texto completo, mas a sequências textuais, o que implica dizer que
um texto pode atualizar mais de um tipo textual.

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Avaliação
terça, 15 Jan 2013, 22:11

Caros alunos,
Depois de concluídos os trabalhos de oferta da disciplina Compreensão e Produção de Textos
(CPT) e de avaliação do seu desempenho nas provas realizadas, considero importante que
tenhamos um espaço e um tempo para discutirmos os critérios observados nessa avaliação e
os problemas encontrados durante sua realização.
O nosso fórum me parece um meio eficiente para a realização dessa discussão. Por isso, a
partir deste momento, vocês podem ficar à vontade para postar comentários, opiniões e
dúvidas sobre a avaliação e/ou sobre os comentários que apresento sobre cada questão.
Informo que as provas já foram entregues à secretaria do curso e logo deverão ser enviadas
para os polos.
Assim, em breve, com base nos comentários que apresento nesta mensagem inicial de nossa
discussão, vocês poderão verificar a observação dos critérios em suas provas.
Antes de explicar o que esperávamos que vocês fizessem com relação a cada uma das
questões das provas
de Compreensão e Produção de Textos, é importante deixar claro que sempre levamos em
conta, na avaliação de seu desempenho, os problemas que suas respostas por ventura
apresentem no que diz respeito à obediência a regras da escrita(pontuação, ortografia,
115

acentuação, etc.) e da norma culta colocação pronominal, concordância nominal e verbal,


regência nominal e verbal, etc.), à coesão, à coerência e à pertinência e relevância de suas
respostas aos comandos das questões. Em um curso de Licenciatura em
Letras tais aspectos não poderiam ser negligenciados. Então, que fique claro que as suas
respostas às questões de provas e aos comandos de trabalhos não só devem estar corretas, mas
também expressas por meio de textos dotados de clareza e correção. Quanto a isso,
infelizmente, temos a dizer que é grande a
ocorrência de provas cujas respostas parecem ter sido escritas às pressas, sem nenhum
planejamento, sem o devido cuidado. O resultado são textos cheios de problemas quanto aos
aspectos acima mencionados, o que dificulta a compreensão do raciocínio que muitos de
vocês fizeram para elaborar suas respostas, apesar
do cuidado que tive em alertá-los para a necessidade de observar esses aspectos. Para ajudá-
los a superar esse tipo de dificuldade, sugiro que aproveitem bem a oferta das Oficinas de
Compreensão e Produção de Textos (I e II), que têm o propósito de ajudá-los a
desenvolverem-se enquanto leitores e produtores de bons textos, não só acadêmicos. Temos
alunos que precisam de maneira especial desse apoio. A realização das atividades propostas
na oferta das oficinas deve ser encarada por todos com seriedade, mas principalmente por
aqueles cujos textos são especialmente problemáticos.
Devo dizer, ainda, que os comentários a seguir são feitos com base no que observamos de
modo geral, nas
provas realizadas pelos alunos de todos os polos, sem levar em consideração as
especificidades de cada polo. Há polos em que o rendimento foi superior ao de outros.

Passo, então, à apresentação dos critérios de avaliação utilizados em cada uma das questões
de cada uma de
nossas provas.

PRIMEIRA AVALIAÇÃO

1- Na primeira questão, esperávamos quevocês discorressem, por meio de um texto claro e


adequado ao nível de
formalidade exigido pela situação em que se inseriam, e com as próprias palavras, sobre os
três segmentos da Linguística Textual (LT). Em seu texto, eu e as tutoras a distância, que me
ajudam no trabalho de avaliação, deveríamos poder reconhecer a sua compreensão do que
caracteriza cada um desses segmentos
e do que os diferencia. Em suas respostas, vocês poderiam fazer citações (do material ou de
outros textos), desde que estas fossem feitas de acordo com as orientações formais, que vocês
estudaram na Oficina de Textos Acadêmicos. A maioria de vocês parece ter compreendido as
características das três vertentes
da LT, mas devo dizer que muitos dos textos em que expressavam tal compreensão deixaram
a desejar no que diz respeito aos aspectos já mencionados, referentes à clareza e à correção.
2- Na segunda questão, de caráter objetivo, a correspondência numérica correta era 1; 3; 2.
Nesse tipo de questão, está em jogo a sua competência de leitura. Apesar de a maioria ter
116

acertado essa questão, um número significante (além do esperado) não conseguiu fazer uma
leitura correta dos itens apresentados.
3- A terceira questão continha uma afirmação verdadeira e, além de identificar a veracidade
de tal afirmação, era necessário expressar, com clareza e correção, a compreensão de que o
sentido de um texto não está nele mesmo, mas é construído na interação, pelos participantes,
que põem em ação conhecimentos de diferentes tipos.

PRIMEIRA AVALIAÇÃO – SEGUNDA CHAMADA


1- Na primeira questão, a resposta correta era progressão com tema constante. Esperávamos
que vocês expressassem a compreensão desse conceito por meio de um texto claro e correto
em que constasse uma justificativa adequada para a sua resposta.
2- O texto a ser analisado continha mais de um exemplo de inserção de pergunta retórica e
explicação e de inserção de justificativa.
3- O primeiro fragmento do texto em questão continha uma ocorrência de catáfora (ele →
Eduardo). O segundo apresentava exemplos de anáfora (lá → colégio interno; a menina →
Laura) e de catáfora (o que → a solidão). No terceiro enunciado ocorriam exemplos de
catáfora (ali → pequena Rio Doce) e de
anáfora (onde → Rio Doce).

SEGUNDA AVALIAÇÃO
1- Em sua resposta à primeira questão da segunda avaliação, esperávamos que vocês
identificassem no texto analisado o gênero crônica. Muitos o consideraram como um exemplo
do gênero piada e aceitamos
essa resposta. O fato de alguns de vocês (infelizmente, como pudemos observar, muito
poucos) saberem que Verissimo é um cronista ajudou-os a fazer essa identificação, além do
humor presente no texto. Mas vocês deveriam ser capazes também de observar que o texto em
questão é híbrido, pois apresenta traços de
outro gênero, a prece ou oração (alguns de vocês utilizaram um termo coloquial, a “reza”,
que também foi aceito, apesar de ser salutar evitar esse tipo de termo). Como características
deste gênero vocês poderiam apontar, por exemplo, o vocativo “Senhor” no início e a
expressão “que assim seja” no final, o imperativo em forma de súplica (dê-me, ajude-me) e a
formação dos parágrafos, característica de textos do gênero. No que diz respeito às estratégias
utilizadas pelo autor, poderiam apontar – embora não obrigatoriamente –, além da mistura de
gêneros, a paródia da Oração da Serenidade (poucos parecem conhecê-la) e o efeito de humor
produzido pela relação entre a serenidade que é pedida e a expressão dos sentimentos de uma
pessoa extremamente estressada. Comentários sobre o conteúdo da crônica de Verissimo, ou
seja, interpretações subjetivas (sobre o que alguns consideraram falta de respeito a Deus, por
exemplo) não foram consideradas, já que o meu objetivo ao elaborar a questão não era levá-
los a esse tipo de reflexão, e sim
observar a sua capacidade de analisar o texto com base na teoria que estudamos em CPT.
2- Para responder à segunda questão, vocês deveriam proceder à elaboração de um texto com
o mesmo conteúdo informacional do primeiro, observando as alterações necessárias quanto à
mudança de modalidade – da oral para a escrita. Para isso, segundo nossas expectativas,
117

necessariamente, vocês
utilizariam o discurso indireto em vez do direto e confeririam ao novo texto (a
retextualização) uma maior formalidade, substituindo expressões de baixo calão e gíria, além
de fazer alterações de outros tipos, devidas à mudança de modalidade (evitar repetição de
palavras, ter maior cuidado com os tempos
verbais, etc.). Um número significativo de respostas continha apenas uma transcrição do
mesmo diálogo e trazia pouquíssimas alterações quanto à formalidade, apesar de muitas delas
mencionarem esse aspecto na terceira questão. Muitas respostas apontavam os travessões
como característicos da oralidade, o que não é correto. Outras falavam de “vícios de
linguagem”, um conceito proposto pela abordagem prescritiva da língua, normalmente não
utilizado pela linguística.
3- Para responder à terceira questão, vocês deveriam demonstrar ter consciência das
modificações feitas na questão anterior (algumas possibilidades foram mencionadas acima)
em nome da mudança da modalidade oral para a escrita. A maioria, para nossa surpresa,
apontou como única diferença entre o seu texto
e o original o uso de expressões de gíria e de baixo calão (os chamados popularmente de
palavrões), desconsiderando, por exemplo, a ocorrência do discurso indireto e a mudança no
nível de formalidade. Nessa questão, foi marcante a argumentação frágil, que não levava em
consideração o conteúdo estudado em CPT. Tivemos a impressão de que muitos de vocês a
responderam mais por intuição do que com
base no que estudaram, revelando uma postura pouco acadêmica.
SEGUNDA AVALIAÇÃO – SEGUNDA CHAMADA

1- Nas respostas à primeira questão, esperávamos que vocês fossem capazes de, com base no
conteúdo do material didático e das discussões no fórum, explicar os conceitos de texto e de
gênero textual, observando aspectos indicados, por exemplo, por Marcuschi em texto citado
no material didático, e conforme discussão por meio da ferramenta de interação. Muitos
demonstraram não ter compreendido a diferença entre os conceitos, que, nesses casos,
precisam ser revistos. Alguns fundamentaram suas respostas exclusivamente citando este ou
outro autor, sem argumentação própria, demonstrando a fragilidade de sua compreensão.
2- Para responder à segunda questão, vocês deveriam explicar, também com base no que
estudaram sobre o assunto, os fundamentos das propostas de classificação dos textos em
gêneros e em tipos. Muitos parecem não ter consultado o material, redigindo respostas mais
intuitivas (e, na maioria das vezes, equivocadas) do que teoricamente fundamentadas.
3- Para responder à terceira questão, vocês deveriam analisar a crítica feita por Koch e
expressa no quadro
que consta do material didático para leitura complementar. Era importante que citassem
aspectos mencionados pela autora em sua crítica, mas em um texto próprio, que poderiam
conter citações, desde que estivessem de acordo com a norma.

TERCEIRA AVALIAÇÃO
Na terceira avaliação, esperávamos que vocês identificassem, no texto analisado, o
gênero notícia de jornal (ou notícia jornalística ou, ainda, reportagem), os
tipos narrativo (predominante) e expositivo e a modalidade escrita. Mas, logicamente, só a
118

identificação de tais características do texto não garantia a vocês um bom desempenho na


resposta à questão. Aliás, mais importante, para nós, era observar a sua capacidade de
justificar sua resposta, utilizando o conteúdo estudado (o que caracteriza os tipos textuais
narrativo e expositivo e a modalidade escrita), que consta do material didático, e também o
seu conhecimento de mundo (o que caracteriza a notícia de jornal ou reportagem –
compromisso com a verdade, descrição exata dos locais em que ocorreram os fatos, ausência
de opiniões do autor, além de aspectos formais, como a ocorrência de título, lead, data, etc.)
para argumentar. Consideramos as respostas que apontavam a descrição como um dos tipos
textuais presentes no texto, dependendo da argumentação que fundamentasse sua
identificação. Não consideramos correta a indicação do gênero noticiário. Muitos de vocês
afirmaram que o texto analisado pertencia ao gênero notícia por relatar um fato, o que está
longe de ser verdade. Mais uma vez, na argumentação ficaram patentes a pressa e a resistência
ao planejamento do texto e à consideração do conteúdo estudado.

TERCEIRA AVALIAÇÃO – SEGUNDA CHAMADA

Na segunda chamada da terceira avaliação, como na primeira, esperávamos que vocês


identificassem, no texto analisado, o gênero ao qual pertencia, o(s) tipo(s) textual(is)
ocorrentes e a sua modalidade de expressão, que, no caso, eram o gênero (explicação de)
regra gramatical, o tipo injuntivoe a modalidade escrita. Além disso, como na primeira
chamada, vocês deveriam ser capazes de justificar sua
resposta, utilizando o conteúdo estudado (o que caracteriza o tipo textual injuntivo e a
modalidade escrita), que consta do material didático, e também o seu conhecimento de mundo
(o que caracteriza a regra gramatical – explicação da regra, apresentação de exemplos, etc.)
para argumentar. Não consideramos
correta a indicação do gênero aula, muito recorrente entre as respostas. As respostas de
muitos revelaram, uma vez mais, a pressa e a resistência ao planejamento do texto e à
consideração do conteúdo estudado na argumentação.
Para finalizar esta longa
mensagem inicial da nossa discussão no fórum, eu insisto em dizer que faltam estudo prévio,
cuidado e seriedade da parte de muitos na realização das provas. O resultado disso é a alta
incidência do conceito Insuficiente.
Estou à disposição para responder
a suas mensagens a esse respeito.

Responder
Re: Avaliação
segunda, 21 Jan 2013, 15:24

Boa Tarde

Agradeço as observações professora, sei que nos ajudarão nas avaliações futuras, e entendo a sua
importância.

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Re: Avaliação
119

domingo, 27 Jan 2013, 19:18

Boa noite professora,


obrigada por se colocar a nossa disposição, abrindo esse fórum de discursão e apontando onde se
concentra nossas dificuldades, nas próximas avaliações seremos mais cuidadosos, pois além da
pressa temos também o problema da concentração, "né galera? "

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Re: Avaliação
quarta, 30 Jan 2013, 16:05

Pessoal, poderemos fazer a revisão de provas por meio do fórum ou de e-mail, sem a interferência da
coordenação do Polo. Isso tornará o processo mais rápido e desburocratizado. Se vocês acharem
que cometemos algum erro, digitalizem suas provas, acompanhadas das fichas com a minha rubrica,
e mandem-nas para mim, para eu revisá-las.

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Re: Avaliação
quinta, 31 Jan 2013, 18:48

Meninos, hoje o núcleo docente estruturante do curso se reuniu para definir o formato de reoferta de
disciplinas para alunos que, por ventura, não consigam o aproveitamento mínimo exigido para
aprovação. Ficou acordado que haverá dois tipos de reoferta: a recuperação, para alunos reprovados,
e a reoferta, propriamente dita, para alunos que não cursaram a disciplina. No primeiro caso, teremos
um período - a ser definido, mas provavelmente nos meses de janeiro e julho - em que os alunos com
pendência poderão rever o conteúdo estudado, com tutoria on line por meio do fórum, e deverão
realizar uma nova avaliação. No segundo caso, o aluno deverá aguardar a oferta da disciplina em seu
polo, ou em outro, para participar das atividades nos mesmos moldes em que se deu a oferta para
sua turma. A coordenação do curso, oportunamente, explicará aos tutores como esse trabalho vai ser
feito, a fim de que eles possam explicar tudo a vocês. Então, aqueles que não foram aprovados em
Compreensão e Produção de Textos, como em qualquer outra disciplina, terão oportunidade de fazer
a recuperação. Quem, por algum motivo, não cursou a disciplina, terá de cursá-la na próxima oferta,
para a turma que dará início ao curso no mês de agosto de 2013, nos municípios de Tailândia,
Paragominas e Redenção.

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120

Fóruns de Fonética e Fonologia

Apresentação
sábado, 8 Mar 2014, 01:10

Olá, pessoal!
Iniciamos hoje o nosso estudo sobre os sons da linguagem humana. Este é o momento de
ambientação no curso: leitura do planejamento, primeiro contato com o nosso Manual e também de
nos conhecermos. Portanto, vamos começar nos apresentando.
Eu sou [...] e coordeno esta disciplina junto com a professora [...]. Sou doutora em Ciências da
Linguagem, minha área de estudo é Teoria e Análise Linguística com concentração em Descrição e
Documentação de Línguas Indígenas da Amazônia. Quem é o próximo?

Responder
Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 09:00

Meu nome é [...], moro em Dom Eliseu, tenho 19 anos e essa é minha primeira graduação. Estou
ansiosa pra iniciar os estudos sobre Fonética e Fonologia, portanto, seja bem vinda Professora.

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Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 11:09

Obrigada, [...]. Espero que tenhamos bons momentos de interação, troca de informações e
aprendizagem de modo geral. Até breve.

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Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 13:47

Olá professora, meu nome é [...], resido em Itinga do Maranhão, esta é minha primeira graduação e
espero aprender bastante com vocês.

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Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 14:36

Meu nome é [...], moro em Dom Eliseu, tenho 21 anos e esta é minha primeira graduação. Espero ter
muito aproveitamento nessa disciplina, pois de início ela me pareceu muito interessante de se
estudar.

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Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 15:08

Eu sou [...], moro na zona rural de Itinga do Maranhão. Estou aqui por que quero aprender mais.

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Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 20:35
121

Olá professora,meu nome é [...] e moro em Dom Eliseu,esta é minha primeira graduação e espero
aprender bastante nesta disciplina que estamos iniciando,quero me esforçar ao máximo para isso.

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Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 20:37

Olá professora,
Me chamo [...], e esta é minha primeira graduação. Minha expectativa quanto a esta disciplina é ter a
oportunidade de ampliar meus conhecimentos, e conseguir superar os desafios que porventura
venham a surgir ao longo desse "trajeto".

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Re: Apresentação
segunda, 10 Mar 2014, 22:25

Boa noite,
Professora e colegas,

Sou [...], era aluna do pólo de Tucumã e desde 2013 ingressei no pólo de Dom Elizeu. A disciplina de
Fonética e Fonologia era a que mais aguardava desde o início do nosso curso, pois, sempre tive
fascínio pela aquisição da fala, sempre achei o assunto interessantíssimo, e espero no decorrer desta
disciplina adquirir conhecimento e sanar minhas dúvidas e questionamentos que por ventura existam.

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Re: Aoresentação
terça, 11 Mar 2014, 13:24

Olá professora

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Re: Apresentação
terça, 11 Mar 2014, 18:52

Olá professora
Meu nome é [...] e esta é minha primeira graduação.Estou curiosa para conhecer mais a fundo os
processos que envolvem a linguagem e o seu meio de expressão. Espero tornar-me proficiente nesta
disciplina.

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Re: Apresentação
terça, 11 Mar 2014, 23:21

o meu nome é [...],resido na cidade de Itinga do Maranhão,espero nessa disciplina aprender cada vez
mais, para que futuramente possa me tornar uma exelente professora de língua portuguesa.

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Re: Apresentação
quarta, 12 Mar 2014, 23:53

Olá,
Sejam todos bem vindos! Um abraço.
122

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Re: Apresentação
sexta, 14 Mar 2014, 10:00

Meu nome é [...], moro na cidade de Paragominas/PA, esta é minha primeira graduação e espero
aprender bastante nesta disciplina.

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Fórum 1 - Os sons da linguagem e o aparelho fonador


terça, 8 Abr 2014, 14:06

PESQUISE, REFLITA E DISCUTA COM SEUS COLEGAS E TUTORES NO FÓRUM E NO


PRÓXIMO ENCONTRO PRESENCIAL.
- Uma pessoa privada de audição e de visão pode desenvolver a linguagem?

Responder
Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quarta, 12 Mar 2014, 07:24

Bom dia,
Professoras e colegas,
Está reflexão é muito importante, sempre tive fascínio pela aquisição da linguagem e este tema nos
dias de hoje é de fundamental importância, principalmente para nós futuros educadores.
Se uma pessoa privada de audição e visão estiver inserida em um meio social adequado que o
possibilite adquirir e desenvolver a linguagem, poderão desenvolvê-la naturalmente, ou seja, os
privados de audição tiver contato com língua de sinais e os privados de visão com o braile, por exemplo,
podem desenvolver não só a capacidade comunicativa mas também terão a possibilidade de
desenvolver escrita e leitura.
Achei um artigo muito interessante que gostaria de compartilhar. Este artigo de tema: O FATOR
LINGÜÍSTICO NA APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DA CRIANÇA SURDA,
embasado em alguns teóricos retrata bastante sobre está questão. Espero que gostem.
http://editora-arara-azul.com.br/novoeaa/revista/?p=120

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quarta, 12 Mar 2014, 16:59

Olá Professora.
Sabemos que uma pessoa com deficiência auditiva utiliza da forma de comunicação linguística
Libras e uma pessoa com deficiência visual utiliza de Braile , porém no enunciado acima a proposta
apresentada é se uma pessoa portadora de surdo-cegueira pode vir ou não a desenvolver linguagem.
A resposta é sim. Essas pessoas que possuem tal tipo de deficiência podem se comunicar por meio
da tadoma, que consiste basicamente numa adaptação da já conhecida linguagem de sinais
desenvolvida para os surdos .Fazendo algumas adaptações com a utilização do tato do deficiente , é
possível que ele entenda o que está sendo dito, colocando a mão sobre os lábios do locutor e alguns
dedos sobre o pescoço. Existe ainda o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo
e o sistema pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.Logo a pessoa
portadora dessa deficiência pode sim desenvolver linguagem e se comunicar com outras pessoas.
Fonte: REDE SACI http://saci.org.br/?modulo=akemi&parametro=1659 (11.03.2014)
123

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quinta, 13 Mar 2014, 00:04

Olá, [...]
Obrigada por compartilhar esses conhecimentos conosco. É verdade, o ser humano é um ser de
linguagem, por isso mesmo nas condições adversas ele desenvolve a linguagem. Continuando a
nossa discussão, convido todos a fazerem uma breve pesquisa sobre as "crianças selvagens". Em
seguida reflitam sobre a seguinte questão:
O que podemos concluir sobre o desenvolvimento da linguagem a partir dos casos de crianças
selvagens?
Aguardo vocês.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quinta, 13 Mar 2014, 17:14

Quando nos referimos a linguagem logo nos vem à cabeça, fala e escrita, pois são os principais
meios de comunicação e de interação dos seres humanos. Então surge a seguinte questão, tendo
como base esses dois principais meios comunicativos, é possível que um deficiente auditivo ou visual
desenvolva a capacidade de comunicação e faça uso da linguagem? Sim, pois para superar essas
limitações foram criados mecanismos que permitem aos portadores das deficiências acima
mencionadas a oportunidade de se comunicar.
No entanto antes de relacionarmos os meios utilizados para superar os obstáculos das carências
auditivas e visuais, temos que analisar o grau das mesmas, pois elas variam de parcial a total. No
caso da surdez, aqueles que são apenas parcialmente surdos podem resolver ou amenizar o
problema com o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares, o que lhes permite aprender e
utilizar a linguagem normalmente são os chamados surdos oralizados, há aqueles que são totalmente
surdos, porém não se utilizam da linguagem de sinais, fazem leitura labial e se comunicam
verbalmente, se encaixando também na categoria anteriormente mencionada, outros cuja surdez é
total, porem não dominam a leitura labial, se utilizam da linguagem de sinais para interagir em
sociedade são chamados de surdos sinalizados.
A linguagem brasileira de sinais (libras) permite ao deficiente auditivo o convívio e a inclusão social
por meio de uma linguagem própria desenvolvida para utilizar as mãos como forma de transmissão
de conteúdos significativos ao invés de palavras.
Para os deficientes visuais de baixa ou nenhuma visão o método utilizado para o aprendizado da
leitura e escrita é o Braille, um sistema de leitura com o tato inventado pelo francês Louis Braille no
ano de 1827 em Paris com o qual a partir de seis pontos relevantes é possível fazer sessenta e três
combinações que podem representar letras simples, acentuadas, pontuações e números.
Em se tratando dos portadores da surdo-cegueira deve-se distinguir que a sua deficiência não se
assemelha a surdez nem a cegueira, seu grau de dificuldade é ainda maior, para eles foram
especialmente desenvolvidos métodos para lhes permitir acesso a linguagem, o sistema Libras foi
adaptado de maneira que os surdo-cegos utilizam o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço
de um intérprete, o portador da surdo-cegueira pode sentir a vibração de sua voz e entender o que
esta sendo dito, esse método de comunicação é chamado de Tadoma. Também é possível a eles
escreverem na mão de seu intérprete utilizando o alfabeto manual ou redigir suas mensagens em
sistema Braille, existe ainda o alfabeto moon que substitui as letras por desenhos em relevo, além do
sistema pictográfico que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quinta, 13 Mar 2014, 17:23
124

Sim, uma pessoa privada de audição e de visão pode desenvolver a linguagem de maneira bastante
significativa, basta receber estimulo e viver em ambiente propicio a linguagem de sinais e a leitura em
braile.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
sexta, 14 Mar 2014, 11:12

Olá, [...] Muito boa a sua resposta. Agradecemos, as informações que você nos trouxe. Agora, como
orientadora solicito que você exercite a objetividade ao responder um questionamento, um exercício
ou outra atividade didática qualquer. A resposta ao questionamento veio no seu último parágrafo
apenas, o preâmbulo foi bastante longo. Preâmbulos muito longos cansam o interlocutor e pode
atrapalhar o diálogo. Então, precisamos dosar a nossa fala entre não se alongar demais e não ser
breve demais a ponto de faltar informações relevantes. Pense nisso.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
sexta, 14 Mar 2014, 11:22

Caros alunos,
Leiam a resposta dos colegas e os comentários feitos a elas; vejam também as sugestões de leitura
feitas e se tiverem dúvidas sobre a questão levantada, perguntem. Se não há mais questionamentos,
direcionem a sua reflexão para a segunda questão que eu fiz:
O que podemos concluir sobre o desenvolvimento da linguagem a partir dos casos de "crianças
selvagens"?

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
sábado, 15 Mar 2014, 11:24

Crianças Selvagens
São crianças que foram privadas do convívio social, ou seja, viveram em completo isolamento da
sociedade desde os primeiros anos de vida, sem ter contatos com seres vivos, ou tiveram contato
insignificante. Podemos equiparar a vida dessas crianças a animais, pois, seus comportamentos são
em tudo semelhantes, são crianças que não falam, não se deslocam como seres normais e não
possuem hábitos de seres humanos. Quanto à linguagem geralmente conhecem apenas a mímica e
os sons dos animais, em particular os de sua “família de acolhimento”. Embora regressando a
sociedade e envoltas em um meio propício ao desenvolvimento da linguagem, muitas dessas
crianças não aprendem nenhuma palavra, outras aprendem algumas e em alguns casos são capazes
de aprender a falar quase corretamente, o que mostra que é muito relativo. Os que aprendem quase
corretamente a falar, só é possível se essas crianças não tiveram isolamento humano total, ou se já
soubessem algo antes do isolamento. Podemos concluir que para o desenvolvimento adequado da
linguagem o meio social é fundamental. A natureza forneceu-lhes a herança genética que as torna
humanas, os traços físicos e as parecenças, contudo o meio não as estimulou para se tornarem
verdadeiros seres humanos, a nível comportamental, afetivo e cognitivo. Desta forma essas crianças
são exemplo de que não basta a herança genética para nos tornarmos seres humanos, o meio no
qual somos inseridos e fundamental.
Fonte:
http://psicologiad09.blogspot.com.br/2012/04/criancas-selvagens-os-casos-de-genie-e.html
Acessado em: 15/03/2014 as 10:45 h.
125

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
sábado, 15 Mar 2014, 22:55

Interessante sua pesquisa, [...]! Observe que para desenvolvermos a linguagem necessitamos do
convívio social.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
sábado, 15 Mar 2014, 23:02

Mas então, por que essas meninas depois de inseridas em convívio social não desenvolveram a
linguagem normalmente?

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
domingo, 16 Mar 2014, 08:41

Pode ser pela falta de estimulo, pois podemos perceber que uma criança dita normal mesmo vivendo
com outras pessoas se ela não for estimulada por meio da fala dos gestos da brincadeira, do lúdico,
não desenvolve uma linguagem adequada ao meio social, ou muitas vezes é uma criança ou adulto
calado, quase sem possibilidade de dialogar com os seus pares. As meninas vieram de um ambiente
totalmente avesso ao mundo social, há a necessidade de fazer um trabalho específico.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
domingo, 16 Mar 2014, 15:34

Muito boa reflexão, meninas. O cérebro humano precisa receber os estímulos adequados para
desenvolver as capacidades/habilidades para a qual ele foi talhado e a linguagem é uma delas.O
caso é que parece haver um tempo delimitado para o desenvolvimento de determinadas habilidades.
Esse tempo é chamado de "período crítico". Segundo alguns teóricos, o período crítico para a
aquisição da linguagem seria a puberdade, ou seja, por volta dos 14 anos de idade. Isso significa que
um ser humano privado dos estímulos necessários para desenvolver a linguagem até esse período,
dificilmente vai desenvolver plenamente as habilidades linguísticas, o seu aprendizado estará
prejudicado. Os casos de "crianças selvagens" apresentados na literatura sobre o assunto parecem
corroborar isso. A menina Isabelle (EUA) resgatada aos seis anos de idade, desenvolveu
normalmente a linguagem; Já Genie, resgatada aos 14 anos, desenvolveu a linguagem, mas com
dificuldades e apresentando problemas na sua fala e Chelsea, resgatada aos 31 anos, não
desenvolveu a linguagem em toda a sua plenitude, ela se comunica, mas a sua linguagem é
agramatical, ou seja, ela não conseguiu aprender as regras da gramática da língua que lhe foi
ensinada (o inglês).

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
domingo, 16 Mar 2014, 15:40

Estamos iniciando, hoje, a nossa segunda semana de discussão. Chegou o momento de nos
voltarmos para o estudo dos sons da linguagem. Vamos começar falando sobre o aparelho fonador,
sua constituição e função. Vamos lá!

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
126

segunda, 17 Mar 2014, 15:02

Agradeço a sugestão e procurarei colocar em pratica de maneira a não repetir o mesmo erro no
futuro.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 17 Mar 2014, 16:15

Os órgãos que formam o aparelho fonador não tem como função principal a produção da fala, mas
outras atividades como a respiração, a deglutição e etc. O aparelho fonador é dividido em três
sistemas: respiratório, fonatório e articulatório.
O sistema respiratório
É formado basicamente por: traqueia, pulmões, brônquios e diafragma.
Esse sistema além de produzir a respiração (função principal), faz um fole que dá início a corrente de
ar que se move atrás dos brônquios e da traqueia, levando o ar para a laringe.

Sistema Fonatório
Formado pela laringe. A Laringe é um anel cartilaginoso situado na parte superior da traqueia. Dentro
da laringe encontra-se um órgão fundamental a fonação: as cordas vocais. As cordas vocais são
como dois lábios esticados e flexíveis. Na frente das cordas está presa a tireóide, e atrás são ligadas
as aritenóides.
A tiroide é visível nos homens, conhecido também como pomo de adão.
As aritenóides são responsáveis por uma mobilização das pregas que resultam numa diferença de
vibração.
Quando em repouso as cordas vocais são separadas uma da outra e exibem a glote.
Existe ainda acima das cordas a epiglote que evita que a comida e líquido entrem na laringe e
chegue aos pulmões.
Sistema Articulatório

O sistema articulatório é composto pelas caixas de resonância (oral e nasal), e pelos


órgãos: faringe, língua, palato, nariz, dentes e lábios. A mobilização dessas estruturas modifica o
fluxo do ar e consequentemente o som resultante.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 17 Mar 2014, 16:55

O aparelho fonador é constituído de Sistema respiratório e sua função é produção da respiração,


o sistema fonatório que é constituído pela laringe local onde localiza os músculos estriados que
podem obstruir a passagem da corrente de ar e são denominados cordas vocais. e a função primária
da laringe é atuar como uma válvula que obstrui a entrada de comida nos pulmões por meio do
abaixamento da epiglote. O sistema articulatório consiste da faringe, da língua, do nariz, dos
dentes, e dos lábios que tem várias funções primárias desempenhadas, estas funções relacionam-se
principalmente com o ato de comer, morder,mastigar, sentir o paladar, cheirar, sugar, engolir.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 17 Mar 2014, 21:20

É isso mesmo querida [...]. Todos os órgão tem suas funções na produção dos sons no ato da fala e
a faringe exerce seu papel como órgão principal realizando os movimentos necessário para o bom
caminho do bolo alimentar e possa chegar ao destino certo.
127

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
terça, 18 Mar 2014, 15:03

O Aparelho Fonador é o conjunto de órgãos que são necessários para a produção dos sons da fala.
Esses órgãos têm suas funções principais e como secundária a função de produzir sons da fala.
Esse conjunto de órgãos é dividido em três sistemas:
Respiratório: Formado pelos pulmões, brônquios, os músculos pulmonares e traqueia, sua principal
função é a respiração, e como função secundária o fornecimento de ar necessário para produção da
fala.
Fonatória: Constituído pela Laringe, que está localizada entre a faringe e a traqueia, permitindo a
passagem de ar. Na laringe há vários músculos e cartilagens como a tiroide e epiglote entre elas
encontram-se as cordas vocais responsáveis pela obstrução da corrente de ar na laringe. A epiglote é
responsável por separar a faringe da glote evitando problemas ao ingerir os alimentos.
Como função na produção da fala, é responsável pela ressonância, quanto mais largo o canal maior a
ressonância.
Articulátorio: formado pela faringe, cavidade oral e cavidade nasal.
Faringe: Transporta o alimento para o estômago, tem como função secundária desempenhar o papel
de ressoador.
Cavidade Oral e Nasal: envolve o palato, véu palatino, bochechas, língua, chão da boca e lábios.
Além do processo de deglutição esses órgãos tem função secundária na diferenciação dos sons da
fala que produzimos.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quarta, 19 Mar 2014, 16:07

Sem dúvidas uma pessoa com deficiência auditiva e/ou visual pode desenvolver a linguagem, apesar
claro, das dificuldades que ainda há nas escolas. Sabemos que já há mecanismos a serem utilizados
para facilitar a realização dessa atividade (a linguagem), como o alfabeto Moon (inclusive, fiquei
inteirada desse alfabeto através da plataforma, com a postagem do nosso colega Antônio), que é um
alfabeto onde as letras são substituídas por desenhos em relevos, os jogos de sinais (libras),muito
utilizado até e o Braille, que é voltado mais para aqueles que possuem baixa ou visão alguma. Essa é
uma prática voltada para a escrita e leitura da criança.
Mas como a nossa colega Josélia mencionou, a criança precisa ser estimulada e esse estímulo não
deve partir apenas da escola, do professor, mas de casa também. Dos pais, da família. A criança
precisa se sentir capaz e pra isso precisa ser estimulada, sem dúvidas

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quarta, 19 Mar 2014, 17:38

Aparelho Fonador --> É o conjunto de órgãos do nosso corpo responsáveis na produção dos sons da
fala. Os órgãos que constituem o aparelho fonador desempenham funções específicas na produção
dos sons (cavidade nasal, cavidade oral, faringe, laringe, taqueia, pulmões, brônquios e o
diafragma). É constituído por três partes: respiratória, fonatória e articulatória. A parte respiratória do
aparelho fonador é constituída pelos seguintes órgãos: pulmões, músculos pulmonares, brônquios e a
traquéia. Sua função primária consiste na produção da respiração e sua função secundária é
fornecer a corrente de ar necessária para a produção dos sons da fala.
A parte fonatória é constituída pela laringe, que faz a comunicação entre a traquéia, permitindo a
passagem do fluxo do ar. A laringe é formada por cartilagens, músculos e ligamentos e está ligada à
traquéia, por meio da cartilagem cricoide. A laringe é um órgão móvel que se movimenta para cima
128

quando inspira e para baixo na expiração. É em seu interior que estão as cordas vocais.
A parte articulatória é formada por três cavidades situadas acima da laringe, por onde flui a corrente
de ar em direção à saída do aparelho fonador: a faringe, a cavidade oral ou bucal e a cavidade nasal.
Faringe é o canal que faz a conexão entre a laringe e as cavidades oral e nasal. Tem como função
primária realizar os movimentos peristálticos necessários para o transporte do bolo alimentar da boca
para o esôfago e como função secundária, estreitar ou alargar o canal faringal, causando diferenças
acústicas nos sons produzidos. A cavidade oral tem como função primária fazer a ingestão,
mastigação, digestão inicial e finalmente, o ato de engolir os alimentos. A língua é o principal órgão
do sabor e em decorrência de sua grande flexibilidade e mobilidade, a língua desempenha uma
função importante na classificação dos sons da fala. O popular céu da boca é a parte final e móvel do
palato.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
quarta, 19 Mar 2014, 17:50

Fonador quer dizer aquele que produz voz, sendo a fala o resultado da junção, da articulação de
sons.Os órgãos que utilizamos para produzir os sons da fala não têm como função principal a
articulação dos sons. Eles servem primeiramente para respirar, mastigar, engolir, cheirar.o aparelho
fonador dividido nas regiões subglótica e supraglótica. Essa divisão acontece a partir da glote, em
função de ser acima dela que se encontram as cavidades responsáveis pelas ressonâncias vocais. A
glote é o espaço entre as pregas vocais localizadas na laringe.
Abaixo da glote, encontram-se a traqueia, dois pulmões e o diafragma, responsáveis pelo suprimento
da fonte de energia que gera os sons da fala. O diafragma constitui-se em uma estrutura em forma de
abóbada
que separa a cavidade torácica da abdominal. Acima do diafragma, estãodois pulmões que
acompanham os movimentos da caixa torácica. Quando ela se expande, os pulmões fazem o
mesmo, enchendo-se de ar, a
inspiração. No movimento contrário, de saída de ar, a expiração o ar pulmonar nunca é totalmente
expelido. A traqueia é um tubo de estrutura fibrocartilaginosa que vai da cavidade torácica à laringe.

Acima da glote, localizam-se as cavidades faríngea, oral e nasal. A cavidade faríngea é constituída da
faringe, que é dividida em três porções: nasofaringe, orofaringe, laringofaringe. Essa cavidade pode
ter seu tamanho modificado a partir do levantamento ou abaixamento da laringe. A cavidade oral é
composta pela boca, na qual estão localizados a língua, o palato duro e mole (ou véu palatino), a
úvula, os alvéolos, os dentes e os lábios. Na cavidade nasal, encontram-se as narinas.Os órgãos
articuladores envolvidos na produção da fala dividem-se em ativos e passivos. Os articuladores
ativos, aqueles que se movimentam para a realização dos diferentes sons da fala, são constituídos:
pela língua (que se divide em ápice (ponta), lâmina e dorso) e lábio inferior, que alteram a cavidade
oral; pelo véu do palato, que é responsável pela abertura e fechamento da cavidade nasal; e pelas
pregas vocais. Os articuladores passivos compreendem o lábio superior, os dentes superiores, os
alvéolos (região crespa, logo atrás dos dentes superiores), o palato duro região central do céu da
boca) e o palato mole (final do céu da boca).

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
por Iraneide Sousa - quinta, 20 Mar 2014, 15:35

O aparelho fonador é o conjunto de órgãos responsáveis pela produção da nossa fala, e é composto
por três partes.O articulatório,fonatório e o respiratório.
Articulatório é a parte constituída pela língua,nariz,lábios,faringe e dentes e são encontradas na parte
superior da glote.
129

Fonatório é constituído pela laringe onde é encontrado os músculos estriados que podem impedir a
passagem da corrente de ar.
Respiratório é constituído pela traqueia,pulmões,brônquios e diafragma e é encontrado na parte
inferior da glote,sua função é a respiração.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
sábado, 22 Mar 2014, 11:49

Sim, pois pessoas desprovidas de visão e audição consegue desenvolver através do tato uma forma
de comunicação, o portador de surdo-cegueira pode sentir a vibração da voz através das cordas
vocais e do contado dos dedos com os lábios do locutor entendendo assim o que está sendo dito,
esse método de comunicação é chamado de Tadoma.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
sábado, 22 Mar 2014, 15:39

Sim, a linguagem humana pode se manifestar de várias formas, não exclusivamente pelo canal vocal
auditivo,então dentre as formas de comunicação existentes podemos destacar o tadoma, onde as
pessoas privadas de audição e de visão desenvolvem o sentido através do tato, fazendo uma leitura
labial aproximando sua mão aos lábios do transmissor, fazendo que assim haja uma interação entre
as partes.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
domingo, 23 Mar 2014, 10:38

Sem dúvidas o ser humano pode se comunicar no meio social, mesmo que esse não consiga ouvir ou
se expressar por meios vocais. Como bem sabemos, principalmente nos dias de hoje temos meios
para que a pessoa com deficiência na comunicação consiga interagir com seu semelhante sem
grandes dificuldades. Dentre os mais conhecidos no momento, temos os programas de inclusões
sociais que eles se encontram principalmente nas escolas, seu principal objetivo é levar as crianças e
adultos com essas deficiências para se desenvolver no meio social, então podemos dizer que as
escolas podem ser o ambiente propicio para iniciar esse trabalho, pois nesse ambiente as pessoas
com alguma deficiências na comunicação podem vir se desenvolver melhor com o auxilio de
profissionais qualificados para desempenhar essa função.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 24 Mar 2014, 08:48

Isso mesmo, [...]! É necessário estímulo e um ambiente propício à produção da linguagem, é


necessário um convívio
social.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 24 Mar 2014, 08:50

Bom resumo [...]!


130

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 24 Mar 2014, 09:05

Você tocou em um aspecto muito importante, [...]! A criança precisa ser estimulada não só na escola,
mas em casa pela família também, e esse é um dos principais problemas enfrentados por crianças
portadoras de necessidades especiais, pois os familiares procuram a cura para o problema ao invés
de se adaptarem as especificidades da criança. Obteve essa informação em uma visita ao lnstituto
Felipe Smaldone, que é uma instituição que trabalha com a educação de crianças com problemas
auditivos até o quinto ano do fundamental e dá suporte para os que avançam esse nível.

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 24 Mar 2014, 09:08

Isso mesmo [...]!

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Re: Fórum 1 - 09 - 22/03
segunda, 24 Mar 2014, 21:02

Caros alunos e tutores,


Encerramos aqui este fórum de discussão, mas antes tenho algumas considerações e solicitações a
lhes fazer para o bom andamento das nossas discussões. Vamos a elas:
1º - Vamos evitar repetição da mesma informação retirada do Manual sem qualquer interpretação,
questionamento ou acréscimo de informação; quando alguém iniciar um assunto, nós deveremos dar
continuidade a ele acrescentando nossas interpretações, questionamentos ou novas informações a
serem partilhadas; não esqueçam que o fórum é uma interação entre nós;
2º - vamos prestar atenção no que está sendo discutido e quando houver mudança de tópico (feita
pela coordenadora da disciplina ou pelo tutores) todos devem seguir, pois nós temos tempo para
discutir os assuntos e não dá para esperar o tempo particular de cada um; além disso, as discussões
propostas e a ordem em que elas são apresentadas tem como objetivo auxiliar na aprendizagem,
portanto só voltem aos assuntos passados se houver uma razão que justifique (solicitar
esclarecimento de dúvidas ou chamar a atenção de um aspecto que não foi devidamente discutido,
por exemplo);
3º - Atentem para os prazos e procurem segui-los.
Passemos agora para o fórum da próxima atividade.
Até lá!

Fórum 2 - A produção dos sons da fala


terça, 8 Abr 2014, 14:07

Até o momento, aprendemos como está constituído o aparelho fonador e qual a função que cada
parte dele desempenha na produção dos sons da linguagem humana. Vamos, agora, aprofundar um
pouco mais nosso conhecimento sobre o modo como os sons são produzidos. Para começar, vamos
refletir sobre a questão abaixo:
Como o ar que respiramos e os processos de expiração e inspiração são utilizados pelos seres
humanos para produzir os sons da fala?

Responder
131

Re: A produção dos sons da fala


terça, 25 Mar 2014, 22:47

A través de modulações do fluxo de ar que ocorrem devido a presença de obstáculos que a corrente
de ar encontra em seu trajeto, baseando-se em dois parâmetros de direções: o trajeto de fora para
dentro do corpo (inspiração) através da corrente de ar ingressiva, e o trajeto de dentro para fora do
corpo (egressiva) iniciada nos pulmões, a qual é majoritariamente utilizada na produção dos sons da
fala.

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Re: A produção dos sons da fala
quinta, 27 Mar 2014, 15:00

Isso mesmo, [...]!


Mas turma, quais são tipos de sons gerados na produção da fala e quais são utilizados na nossa língua
materna?

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Re: A produção dos sons da fala
quinta, 27 Mar 2014, 18:05

A fala é o som produzido pelo ser humano, Os movimentos vibratórios das cordas vocais, localizados
na laringe, são responsáveis pela produção de sons. Chegando a boca, o som é articulado graças à
ação da língua, dos lábios, dos dentes, do véu palatino e da cavidade da boca. Através da voz a
pessoa comunica com sons vocálicos e sons consonantais, os sons vocálicos são produzidos sem
qualquer dificuldade à saída da corrente de ar pelo trato vocal por serem sons naturalmente vozeados
( produzidos com a vibração das cordas vocais).. Já os sons consonantais são necessários haver
uma aproximação, ou toque dos articuladores de modo a causar algum tipo de interferência à
passagem da corrente de ar. Para isto há alguns critérios para a classificação que são o modo de
articulação, o ponto de articulação e o papel das cordas vocais.

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Re: A produção dos sons da fala
quinta, 27 Mar 2014, 21:10

Boa noite,
Professora e colegas,

A produção sonora é influenciada pelo véu palatino. Ele é responsável pela produção dos sons nasais.
Quando levantado, fecha a cavidade oral, assim sendo produzidos os sons orais, que constituem a
maioria dos sons da fala. Porém se o véu palatino estiver baixado, o ar sai simultaneamente pelas
cavidades oral e nasal, produzindo-se sons nasais.
Exemplo:
Sons Orais: [p], [b], [k], etc.
Sons Nasais e Oclusivas Nasais: [m], [n] e [N].
Na língua portuguesa temos os sons consonantais e vocálicos.
Pessoal encontrei um site interessante e achei o quadro fonêmico do português e o alfabeto
internacional de fonética, entre outras artigos interessantes. Segue em anexo.
http://www.fonologia.org

tb_ipa_chart.pdf
tb_quadro_fonemico_pt.pdf
132

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Re: A produção dos sons da fala
sexta, 28 Mar 2014, 09:03

Os tipos de sons gerados na produção da fala podem resultar de quatro mecanismos de corrente de
ar:
pulmonar egressivo: som plosivo,
glotal egressivo: som ejetivo,
glotal ingressivo: som implosivo
velar ingressivo: cliques.
Os cliques não fazem parte do conjunto de sons da nossa língua, esses sons são usadas em outras
línguas.

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Re: A produção dos sons da fala
sexta, 28 Mar 2014, 09:15

Como o [...] acabou de comentar, a corrente de ar é um fator importante para a produção de sons que
produzimos na nossa fala, e é de extrema importância para o professor de línguas, conhecer todo o
processo envolvido na produção dos sons da fala, pois, como sabemos é necessário que os nossos
alunos desenvolvam além da escrita a oralidade, ou seja, que professor ensine em suas aulas
também os gêneros orais, como a entrevista por exemplo.

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Re: A produção dos sons da fala
sexta, 28 Mar 2014, 19:02

Nunca imaginei que falar se tornaria um ato tão complexo! Quanta coisa envolvida para que, ao falar,
saia sons da nossa boca. A respiração, a inspiração, o movimento de abrir e fechar a boca,
movimentar a língua para baixo e para cima, os dentes, os lábios, os movimentos das cordas vocais...
Tudo isso implica na produção dos sons da fala.
Existem os sons consonantais, formados pelas consoantes e os sons vocálicos, formados pelas
vogais. Para que haja um som consonantal é necessário que haja alguma interferência na passagem
da corrente de ar, causado pelo toque ou aproximação dos articuladores (faringe, lábios, língua, céu
da boca). Já o som vocálico é produzido por meio dos sons naturalmente vazados, produzidos com a
vibração das cordas vocais.

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Re: A produção dos sons da fala
sábado, 29 Mar 2014, 08:26

Professora, não estava tendo acesso à disciplina. Farei de tudo pra acompanhar.

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Re: A produção dos sons da fala
sábado, 29 Mar 2014, 20:02

Baa noite
De acordo com a fonética articulatória, os sons produzidos na linguagem humana são chamados
fones ou segmentos. Esses sons podem ser divididos basicamente em três grupos: consoantes,
vogais e semivogais (ou glides). e em nossa lingua materna produzimos os sons das vogais e
consoantes.
133

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Re: A produção dos sons da fala
sábado, 29 Mar 2014, 23:17

É isso mesmo, [...]. Falar é tão simples para nós porque é uma atividade que fazemos
automaticamente e muito do que fazemos nesse processo é inconsciente. Contudo, como
profissionais da linguagem, devemos adquirir um outro tipo de conhecimento, um conhecimento
consciente sobre os processos envolvidos nessa produção, pois só assim poderemos compreender o
funcionamento da linguagem humana no que diz respeito ao componente sonoro e esse
conhecimento é importante para o nosso desempenho profissional, tanto no ensino como na
pesquisa.

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Re: A produção dos sons da fala
segunda, 31 Mar 2014, 16:16

Olá Professora

A produção de sons feita por nós envolve inúmeros órgãos , como já foi falado , formando o aparelho
fonador. Nele existem o que chamamos de articuladores. Eles podem ser passivos ( quando não se
movimentam até outro articulador) e ativos ( quando se movimentam até algum articulador). Um
exemplo claro para que identifiquemos melhor qual é ativo e qual é passivo basta pronunciarmos
alguma palavra como o substantivo foca. Ao fazer isso o lábio inferior encosta nos dentes superiores,
ou seja o lábio mexeu-se até os dentes que se mantiveram imóveis para a produção do som, por
esse motivo o lábio inferior é considerado articulador ativo e os dentes superiores articuladores
passivos.

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Re: A produção dos sons da fala
terça, 1 Abr 2014, 23:28

A nossa inspiração e expiração está ligada à produção dos sons da fala. A partir do momento que
inspiramos, o ar circula por nossos pulmões e depois é expirado. Pela expiração pode se dar o
processo de produção dos sons da fala. Este ar expelido passa pela traqueia, laringe, faringe. Chega
até a nossa glote e faz vibrar as nossas cordas vocais. Ao vibrarem, produz som, suas
características e tonalidades vai depender dos articuladores passivos e ativos.

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Re: A produção dos sons da fala
por Ana Claudia Melo Soares - quarta, 2 Abr 2014, 11:51

Correto, [...]!

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Re: A produção dos sons da fala
quarta, 2 Abr 2014, 13:03

os sons da fala depende muinto de uma variação, tanto nasal quanto da posição da nossa lingua,dai
saem sons parecidos , deferentes ou muinto semelhantes.

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Re: A produção dos sons da fala
quinta, 3 Abr 2014, 14:20
134

Correto, [...]!

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Re: A produção dos sons da fala
sexta, 4 Abr 2014, 19:17

Parte dos sons que produzimos ao falar são feitos com a corrente de ar pulmonar´egressiva, isto é
uma corrente de ar que dar inicio nos pulmões e se direciona para parte exterior ou seja fora do
corpo. Além da corrente de ar pulmonar egressivo a principal na realização dos sons da fala, existem
também outros mecanismo como; ejetivo,ingressivo e implosivo como vimos na pag. 69 do nosso
material.

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Re: A produção dos sons da fala
sábado, 5 Abr 2014, 13:36

Os sons da fala são produzidos quando o ar sai do pulmão vindo em direção a boca vai passando por
diversos órgãos e estruturas as quais vão agindo e formando correntes de ar e deliberando os sons
da fala. Se houver mudanças nas correntes de ar, os órgãos e estruturas formam um conjunto que
produzem os sons da fala se tornando o aparelho fonador, isto é, quando os sons são executado.

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Re: A produção dos sons da fala
sábado, 5 Abr 2014, 16:33

A atividade 4 nos trás uma reflexão sobre a produção e classificação dos sons vocálicos e
consonantais. Os sons vocálicos se caracterizam por serem sons naturalmente vozeados, ou seja,
produzidos com a vibração das cordas vocais, são três os critérios de classificação do sons vocálicos:
a altura da língua, posição anterior e posterior da língua e posição dos lábios. Por exemplo ao
pronunciamos a vogal [u] ela será classificada como alta, posterior, arredondada, porque a língua
é posicionada na região próxima ao palato(alta)e com o recuo a língua para a parte posterior da
cavidade bucal( posterior) e arredondados com lábios para frente, fazendo o biquinho. Achei muito
interessante os diversos sons que produzimos ao movimentar os articuladores ativos e passivos em
que uma mesma letra poder apresentar diferentes sons.Hoje na tutoria a turma só treinando a
pronúncia dos sons. Alguém poderia falar da classificação dos sons consonantais?

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Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias


quarta, 9 Abr 2014, 11:12

Agora iremos discutir sobre os elementos fonéticos presentes em nossa fala, os chamados
suprassegmentos, como também sobre as modificações que os sons podem sofrer na cadeia da fala
em decorrência da dinâmica própria do aparelho fonador.

Responder
Re: Fórum 3 - Segmentos, supra-segmentos e articulações
terça, 8 Abr 2014, 16:56
135

Achei interessante o estudo dos segmentos e suprassegmentos, apesar de encontrar dificuldade de


entender a questão dos graus de duração na articulação das vogais [a:] [a.] [ã] Tanto que não
consegui responder o exercício 1 identificação das articulações secundárias. Espero melhorar meu
entendimento.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, supra-segmentos e articulações
quarta, 9 Abr 2014, 13:03

Olá, [...]
A duração tem a ver com o tempo que a gente gasta emitindo um determinado som. Nós vimos que
as vogais são sons produzidos sem impedimento à saída da corrente de ar. Então, você pode
prolongar ou abreviar a emissão de um som vocálico. Você pode falar [a] rapidamente ou você pode
segurar e ficar falando [a] durante alguns segundos, não é verdade? Tente fazer isso. Isso é duração.
Se nós falarmos a expressão "olha!" com admiração ou espanto, provavelmente vamos demorar mais
tempo na primeira sílaba, prolongando a articulação da vogal 'o'. Treine e aguce a sua atenção
quando alguém estiver falando para perceber essas mudanças na articulação dos sons. Até mais.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, supra-segmentos e articulações
quarta, 9 Abr 2014, 14:32

Obrigada professora! Vou estudar um pouco mais.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
segunda, 14 Abr 2014, 13:57

Boa tarde caros colegas e estimadas professoras!


Estudar fonética e fonologia não tem sido fácil. As escritas ideográficas jogam muito com a habilidade
lexical do leitor, e as escritas fonográficas com o poder de interpretação semântica.
Como já vimos anteriormente o sistema de escrita da língua portuguesa, usa vários tipos de alfabeto;
e além das letras, outros caracteres de natureza ideográfica, como os sinais de pontuação e os
números. vejamos alguns segmentos fonéticos como em pata [pata]. faca [faka], vaca [vaka], etc.; p,
a , t, f, c, v nos exemplos são letras e o sistema de escrita é o alfabético. E ainda há casos em que
uma mesma letra pode estar relacionada com diferentes segmentos fonéticos: x em próximo, exame,
táxi
m em mato, vem tampa E um mesmo segmento fonético pode ser representado por diferentes letras:
[k] em casa, queijo [s] em cedo, sapo, passeio. ( Cagliari p. 103)

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
segunda, 14 Abr 2014, 17:24

Olá, [...]! Embora esse não seja o tema de nossa discussão, penso que seria interessante você
pesquisar o significado de escrita ideográfica e compartilhar aqui neste fórum de discussão. No mais,
é preciso também compreender a ideia de alfabeto ortográfico, que utilizamos no sistema de escrita da
língua portuguesa (letras e pontuações) e de alfabeto fonético.
136

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
segunda, 14 Abr 2014, 17:26

Caros alunos, o que difere o alfabeto ortográfico do alfabeto fonético? Vamos lá! Quem pode
começar?

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
segunda, 14 Abr 2014, 22:04

Boa noite alunos e professores.


Basicamente a diferença se dá, em que um tem maior precisão na representação gráfica do som das
línguas faladas, tendo um único símbolo para cada sons vocálicos, consonantais e
suprassegmentais, não tendo ambiguidade como no alfabeto ortográfico, exemplo: aço, asso, são
escritos diferentemente, porem foneticamente tem o mesmo som: [asu].

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
terça, 15 Abr 2014, 16:34

Acredito que estou na proa do barco enfrentando muitas adversidades. Não consigo entender direito
o que seja segmentos e suprassegmentos , após ler e reler o material entendi que os segmentos são
as vogais e as consoantes e os suprassegmentos são os sinais gráficos e as pontuações será que
cheguei num consenso?

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
terça, 15 Abr 2014, 20:03

Boa noite,
Professoras, colegas e tutores,
Quando falamos, emitimos sons continuamente que são decorrentes da movimentação dos
articuladores responsáveis pela execução dos gestos articulatórios que produzem os sons.
Os sons consonantais ou vocálicos que são produzidos por gestos articulatórios específicos, quando
constituem uma palavra produzimos esses sons de maneira coordenada, ou seja, coordenamos os
gestos articulatórios de modo que a explosão das consoantes e vogais seja simultânea.
Além das sequências dos sons consonantais e vocálicos, também emitimos outros elementos fonéticos
como acento muito comum em nossa língua.
Achei muito interessante os padrões entoacionais, usamos esses recursos e as vezes não nos damos
conta. O quanto é importante para oralidade esse padrão, podemos perceber o que realmente se quer
dizer pelo interlocutor somente pela entoação.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
137

quinta, 17 Abr 2014, 10:39

[...], os segmentos são os sons (vogais e consoantes) e os suprassegmentos são os outros elementos
acústicos ou traços fonéticos que são pronunciados juntos com os segmentos, e não são pronunciáveis
sem os segmentos, como, por exemplo, a intensidade, o tom e a duração representados pelos acentos.
Observem que os sinais gráficos não são segmentos e sim a representação deles.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
quinta, 17 Abr 2014, 10:17

Correto, [...]!

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
quinta, 17 Abr 2014, 10:42

[...], a diferença é que os segmentos são elementos segmentáveis e os suprassegmentos não, estes
são sobrepostos aos segmentos.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
quinta, 17 Abr 2014, 16:47

Sabemos que a língua exerce vários seguimentos que são chamados de fonemas, estes sons sãos
feitos durante a fala, mediante os sons articuladores pelo aparelho fonador, observando que os
seguimentos não possuem significação, devido serem os sons da fala, os mesmos são finitos porque
dependem da estruturação fonológica da fala.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
quinta, 17 Abr 2014, 17:18

O alfabeto fonético é um sistema de letras, algumas não existem na Língua Portuguesa, são
semelhantes aos sinais para os brasileiros, vindo facilitar a leitura de qualquer palavra dentro do
idioma que é usado no momento da fala. Já o alfabeto fonológico é a estrutura dos sons que é o
inventário dos fonemas, dependendo da entonação dos sons, maiores ou menores no momento da
expressão da fala.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
quinta, 17 Abr 2014, 19:00

Querida tutora [...], não estou conseguindo fazer a diferença de seguimento e supraseguimento e
exemplos. Já pesquisei, já li o material didático e não entendi a diferença dos dois seguimentos.
138

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
quinta, 17 Abr 2014, 23:08

Obrigado pela explicação professora, apesar de ler


o material, preciso aprimorar meu entendimento quanto a teoria nessa
materia seria bom se tivessemos um acompanhamento mais presencial, pois é ela tem uma
exigencia de exercicio pratico que encrementaria o aprendizado.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sexta, 18 Abr 2014, 14:51

Por segmentos entendemos os sons da vogais e das consoantes produzidos por gestos articulatórios
específicos de forma simultânea para produção das palavras, os suprassegmentos são sinais
acústicos que são pronunciados juntos com os segmentos.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sexta, 18 Abr 2014, 22:23

O Alfabeto fonético é um sitema linguistico que representa os sons da língua, tendo como principal
articulador o aparelho fonador humano para sua execução, quanto que, o alfaberto ortográfico é a
representação gráfica dos sinais que se escreve uma lingua.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sexta, 18 Abr 2014, 22:24

*supra-segmentos

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sábado, 19 Abr 2014, 07:48

professora eu não sei transcrever foneticamente as palavras do português, nosso material quase não
tem exemplos, estou perdida na atividade 6. Agora que estamos tendo contato com o alfabeto muitas
letras que representa os sons é desconhecida, sei que está difícil, alguém posta exemplos?

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sábado, 19 Abr 2014, 11:05

Bom dia professora, No quadro 07, da página 67, do livro de Fonética e Fonologia, o "ɱ" é uma
consoante com ponto de articulação lábio-dental e modo de articulação oclusiva. Em alguns sites que
139

pesquisei o "ɱ" sempre aparece com ponto de articulação lábio-dental e modo de articulação nasal.
Qual está correto? Aguardo resposta e agradeço desde já!

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sábado, 19 Abr 2014, 11:21

Socorro, a professora [...] já deixou clara essa diferença nesse fórum, olhe logo acima e verás a
resposta que ela deu à um de nossos colegas. Engraçado com pesquisamos tanto e temos a
resposta no fórum. Boa sorte na atividade e continue com sua dedicação.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sábado, 19 Abr 2014, 11:50

Marliane encontrei esses exemplos.Veja se eles suprem sua necessidade.


http://www.fonologia.org/arquivos/exercicios_transcricao1_respostas.pdf

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
sábado, 19 Abr 2014, 20:30

Na tradição fonética, além dos segmentos que correspondem a sons definidos pelo alfabeto fonético,
há elementos supra-segmentais que podem ser de dois tipos : elementos que modificam segmentos
como a labialização, a palatalização, a nasalização, ou seja elementos tidos como portadores de uma
articulação secundária.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
domingo, 20 Abr 2014, 12:27

As articulações secundárias são as formas que caracterizam os sons em decorrência dos sons
vizinhos. Está dividido em dois grupos; dos sons consonantais abordando a labialização, palatização
e a velarização e dos sons vocálicos abordando a duração, desvozeamento e a nazalização, os quais
formam a cadeia da fala. Alise-se a eles os segmentos e supra-segmentos compostos por acentos de
intensidade e tom.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
terça, 22 Abr 2014, 18:14

Oi, [...]
Foi bom você chamar a atenção. Esse erro passou despercebido. Esse som não é oclusivo é nasal.

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Re: Fórum 3 - Segmentos, suprassegmentos e articulações secundárias
terça, 22 Abr 2014, 18:24

Oi, [...]
140

Você tem exemplos nas páginas: 32, 33, 55, 56, 57, 64 e 65. Além disso, todos os exercícios sobre
os sons e o conhecimento do alfabeto fonético preparam você para transcrever qualquer palavra de
qualquer língua. Transcrever é usar o alfabeto fonético para representar os sons como a gente fala.
Lembre que cada símbolo fonético corresponde a um gesto articulatório, o gesto articulatório que
fazemos ao emitir o som. Tente!

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Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico


domingo, 4 Mai 2014, 22:54

Caros alunos,
Vamos iniciar, neste momento, uma outra etapa em nossos estudos sobre os sons da linguagem. O
seu desafio agora é compreender porque existe um ramo de estudo dos sons chamado de Fonologia.
Por que não existe só a Fonética? O que caracteriza o estudo fonológico dos sons da linguagem?

Responder
Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quinta, 24 Abr 2014, 18:04

Após ler o material é possível dizer que a fonologia estuda os sons para compreender a organização
dos sons em uma língua de um modo particular e geral. A fonética estuda os sons da fala sem
depender das funções que possa desempenhar nas línguas, ela descreve os sons da fala em termos
de suas características físicas. A fonologia interpreta os resultados obtidos por meio da descrição
fonética.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
sexta, 25 Abr 2014, 12:09

Bom dia Caros colegas e tutores! Iniciei a leitura da atividade, e busquei alguns textos para
complementar. Consegui os documentos abaixo: * Livro de Fonética e Fonologia do Português
Brasileiro ( Izabel Christine Seara/ Vanessa Gonzaga Nunes / Cristiane Lozzarotto
http://ppglin.posgrad.ufsc.br/files/2013/04/Livro_Fonetica_e_Fonologia.pdf *Fonética e Fonologia
http://portal.virtual.ufpb.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/07/Fonetica_e_Fonologia.pdf Em
ambos vocês irão encontrar um um capítulo falando sobre fonologia. Achei importante coloca-los aqui
por conta da linguagem de ambos que é de fácil compreensão e pelos vastos exemplos presentes.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
sexta, 25 Abr 2014, 12:23

Fonologia: descrição "sônico-gramatical de uma determinada língua" ( Câmara Jr.,1977, p.16) A


fonologia se interessa pela função linguística dos sons da fala. E os estudos fonológicos surgiram no
início do sec. XX depois dos estudos fonéticos. A fonologia está ligada aos sistemas e padrões que
os sons possuem. Todas as línguas tem os seus próprios padrões sonoros. Um fonólogo pode
estudar os sistemas de sons e os mais diversos possíveis, como os encontrados nas línguas
africanas, nas variedades do português brasileiro e do português. Esses conhecimentos dos
141

diferentes falares atrelado ao conhecimento da fonologia da língua poderá ser utilizado para
compreensão dos processos variáveis da língua, a partir daí pode-se utilizar tais conhecimentos para
amenizar atitudes preconceituosas em relação às diferentes formas de dizer a mesma coisa.
Exemplos disso são comuns no Brasil, pois há quem acredite que existe determinada região que fale
melhor português que outra.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
segunda, 28 Abr 2014, 16:58

Olá Professora como a nossa colega [...] falou acima, enquanto a fonética é voltada para a as
características dos sons da fala , a fonologia preocupa-se com a interpretação dos sons que a
fonética apresenta.
Um importante e curioso fato sobre o estudo fonológico, são os alofones . Essas variantes
fonológicas são muito comuns no nosso país, por causa da diversidade cultural existente nele. Um
exemplo disso são os sons [s] e [ S ] encontrados na pronuncia da palavra "biscoito", no Pará ela é
representada pelo segundo som, diferentemente dos outros estados onde a pronuncia é feita
utilizando o primeiro, assim como acontece em misto e cisto.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
terça, 29 Abr 2014, 12:22

A fonética é a ciência que ocupa-se do aspecto material dos sons da linguagem humana, ela estuda os
aspectos físicos da fala, ou seja, as bases acústicas relacionadas com a percepção e as bases
fisiológicas relacionadas com a produção. Esses sons são estudados independentemente da função
que possam desempenhar em uma determinada língua. Suas unidades básicas de estudos são os
fones.
A fonologia por outro lado, ocupa-se da diferença fônica correlacionadas com as diferenças de
significado, ou seja, estuda os fones relacionados às diferenças de significado e sua inter-relação
significativa para formar sílabas, morfemas e palavras.
A fonologia é importante, pois, um de seus objetivos está relacionado com o desenvolvimento da
ortografia, ou seja, o emprego de um alfabeto para representar a escrita de uma língua. Porém as
aplicações da teoria fonológica não se restringem apenas à elaboração de ortografias, também auxiliam
no conhecimento do sistema fonológico da língua materna.

Fonte:
MORI, Angel Cordera. Fonologia. In MUSSALIN, Fernanda & BENTES, Anna Christina. Introdução à
Linguística I: Domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quarta, 30 Abr 2014, 09:33

Isso mesmo, [...]! De acordo com Santos e Souza (2007), a fonética trabalha com os sons propriamente
ditos, isto é, como são produzidos e que aspectos físicos estão envolvidos em sua produção, e a
fonologia trabalha com a função e a organização desses sons em sistemas.
Referência
SANTOS, Raquel Santana e SOUZA, Paulo Chagas de. Fonética. In: FIORIN, José Luiz (org).
Introdução à linguística II: princípios de análise.4.ed. 1ª reimpressão - São Paulo: Contexto, 2007

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142

Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico


por Ana Claudia Melo Soares - quarta, 30 Abr 2014, 09:33

Obrigada por compartilhar sua pesquisa, [...]!

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
por Ana Claudia Melo Soares - quarta, 30 Abr 2014, 09:48

Muito bem, [...]!

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quarta, 30 Abr 2014, 10:02

Muito bem, [...]! Só faltou a referência logo após o texto.


Referência
SEARA, Izabel Christine; NUNES, Vanessa Gonzaga e LOZZAROTTO, Cristiane. Fonética e
Fonologia do Português Brasileiro. 2º Período. Florianópolis – 2011, Disponível
em: http://ppglin.posgrad.ufsc.br/files/2013/04/Livro_Fonetica_e_Fonologia.pdf, acesso em abril de
2014.
OLIVEIRA, Demerval da Hora. Fonética e Fonologia. Disponível
em: http://portal.virtual.ufpb.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/07/Fonetica_e_Fonologia.pdf,
acesso em abril de 2014.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quarta, 30 Abr 2014, 10:52

Bem observado, [...]!


Os alofones são as realizações fonéticas de um mesmo fonema, variação essa que é condicionada p
or fatores contextuais (inerentes à vizinhançafonética ou coarticulação), dialetais (em função da varie
dade geográfica que é falada) ou que simplesmente decorre de opções estilísticasindividuais. (Dispon
ível em: http://www.infopedia.pt/$alofone, acesso em abril de 2014).
Alofones são sons foneticamente semelhantes que ocorrem em contextos exclusivos: no contexto em
que um som ocorre o outro não ocorre. Identifica-se alofones através do método de distribuição
compelementar. Quando dois ou mais alofones se relacionam a um fonema qualquer pela distribuição
complementar opta-se por representar tal fonema com o símbolo do alofone que ocorrem de maneira
mais abrangente, em mais contextos. (Disponível em:
http://www.fonologia.org/fonologia_modelos_estruturalismo_fonemica.php, acesso em abril de 2014).

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quarta, 30 Abr 2014, 10:56

Muito bem, [...]


Procure agora exemplificar o que você está dizendo.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quarta, 30 Abr 2014, 11:01

Olá, [...]
143

Faço pra você a mesma observação que fiz para a [...] e que deve ser seguida por todos: sempre
exemplifique as afirmações que você faz. Você poderia nos dizer o que entendeu por "descrição
sônico-gramatical de uma língua"? Aguardamos.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quarta, 30 Abr 2014, 11:11

Olá, [...]
A alofonia decorre da variação na pronúncia dos sons e essa variação se deve a vários fatores.
Assim, ela é parte do sistema fonológico de qualquer língua e não é determinada somente pela
diversidade cultural. Muito da variação na pronúncia dos sons se deve a própria dinâmica da fala.
Reflita sobre a primeira premissa da análise fonológica do Pike: "os sons tendem a ser modificados
pelo ambiente em que se encontram". Após essa reflexão, partilhe conosco as suas conclusões. Até
lá.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quinta, 1 Mai 2014, 14:22

Professora! Vou tentar exemplificar:


Fonema é a menor unidade sonora e distintiva de uma língua. Os fonemas dividem-se em vogais,
semivogais e consoantes. Convém reforçar que o fonema é uma realidade acústica.
Letra é o sinal gráfico que, na escrita, representa o fonema. A letra é uma realidade gráfico-visual do
fonema.
Exemplos:
a) Uma mesma letra pode representar fonemas diferentes. É o que ocorre com a letra “x” em palavras
como sexo (x = ks), feixe (x = ch), exato (x = z) e próximo (x = ss).
b) Um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes. É o que ocorre em flecha (ch = x)
e lixo (x = ch).
c) Uma única letra pode representar dois fonemas. A esse fenômeno, chama-se dífono. Exemplo: táxi
(lê-se “táksi” – x = ks).
d) Duas letras podem representar um único fonema. A esse fenômeno, chama-se dígrafo. Exemplo:
chave (lê-se “xávi” – ch = x).
Como as letras da escrita não conseguem representar fielmente os fonemas criou-se símbolos
especiais para a representação fiel dos sons formadores dos vocábulos. Esses símbolos formam o
alfabeto fonético, utilizado na transcrição fonética dos sons da linguagem.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
quinta, 1 Mai 2014, 15:30

Muito bem, [...]


Você fez a seguinte afirmação na sua participação anterior:
"... fonologia estuda os sons para compreender a organização dos sons em uma língua de um modo
particular e geral. A fonética estuda os sons da fala sem depender das funções que possa
desempenhar nas línguas, ela descreve os sons da fala em termos de suas características físicas. A
fonologia interpreta os resultados obtidos por meio da descrição fonética."
A exemplificação que eu solicitei é com relação a isso. O que é estudar o som sem levar em
consideração a função que ele desempenha na língua? O que significa dizer que a fonologia estuda a
organização dos sons em uma língua particular? É para demonstrar isso que eu pedi exemplos. Se
você apenas repete o que está nos materiais lidos, sem nenhuma interpretação sua, eu não posso
144

avaliar bem a sua compreensão do assunto. Por isso, escolher e explicar exemplos é importante, é
uma forma de eu saber até onde você compreendeu.
Estudar os sons sem levar em conta a função que ele possa desempenhar em uma língua foi o que
fizemos até agora: é demonstrar e explicar as características articulatórias, o modo como os sons são
produzidos e classificados. É o que faz a Fonética quando diz que [p] é uma consoante, é um som
oclusivo, é um som bilabial e desvozeado. Quando eu analiso um som assim, estou fazendo
Fonética. Veja que nós não precisamos fazer referência à língua nenhuma para fazer este estudo.
Agora, quando fazemos fonologia a abordagem é diferente. A fonologia não vai classificar os sons
como faz a Fonética, ela vai se valer desta classificação para explicar como o som [p], por exemplo,
funciona em uma determinada língua (Como você disse no seu texto: a fonologia interpreta os
resultados obtidos por meio da descrição fonética). Assim, a Fonologia vai estudar como os sons se
organizam e funcionam em uma determinada língua. Aí você está vendo a dependência, não se faz
fonologia independente de língua. A Fonologia estuda a estrutura ou a organização sonora das
línguas naturais, ou seja como os sons se estruturam para veicular significados e, nessa primeira
teoria que vocês estão aprendendo isso significa entender como os sons se constituem em fonemas
e explicar a alofonia. O som [p], nosso exemplo aqui, é um fonema na estrutura fonológica do
português porque ele tem a função de distinguir significado (exemplo: ['patu]/[batu]).
Na resposta que você nos deu agora, você está comparando fonema ou fone com letra (da escrita
ortográfica). Esse é um outro eixo de reflexão. Está muito boa a sua comparação, mas você está
usando fone e fonema como se fossem sinônimos, mas veja bem que não são. Fone é sinônimo de
som, o que estuda a Fonética, por isso dizemos que a unidade mínima de estudo da Fonética é o
fone. Fonema é uma unidade de estudo da fonologia, fonema é fruto de um interpretação fonológica.
Nem todo fone/som de uma língua é fonema. Se assim fosse, nós não precisaríamos de uma outra
disciplina para estudar os sons, a Fonologia.
Sua tarefa agora é estudar o que é fonema e nos dizer o que você compreendeu, utilizando os
exemplos adequados.
Até lá.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
sexta, 2 Mai 2014, 22:52

A fonética está ligada às características físicas e articulatórias da língua. Já a fonologia tem uma
preocupação mais detalhista e minuciosa de uma língua em particular. E para fazer uma análise
fonológica, primeiro precisamos fazer uma descrição fonética. Sem essa descrição, dificilmente
faremos uma análise fonológica correta.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
sábado, 3 Mai 2014, 08:39

Fonética se responsabiliza pelo estudo dos sons da fala, buscando a compreensão de como as
características são perceptíveis aos ouvidos humanos, independentemente das funções que esses
sons venham desempenhar e em qualquer língua. A fonética se divide em três áreas, a fonética
auditiva, a fonética articulatória e a fonética acústica. A fonologia por sua vez estuda os sons visando
sua compreensão e organização em uma determinada língua,e nas línguas de maneira geral,se
encarregando de interpretar os resultados obtidos pela fonética.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
sábado, 3 Mai 2014, 17:51

Boa tarde professora,


145

De acordo com Saussure", a fonética é uma ciência histórica, que analisa acontecimentos,
transformações e se move no tempo". Já a fonologia se coloca fora do tempo, pois o mecanismo da
articulação permanece estável de acordo com a estrutura da língua em questão.
mesmo não sendo uma concepção contemporânea foi Saussure quem primeiro fez a distinção entre
as duas ciências.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
sábado, 3 Mai 2014, 18:56

Do ponto de vista do ensino tradicional, conhecer a fonologia e saber o português inclui, dentre outras
habilidades, "ler corretamente" - sem tropeçar nas palavras, ou seja, ler sem gaguejar - a conhecida
"boa leitura"; saber escrever relaciona-se, especificamente, ao domínio da gramática, isto é, não se
pode cometer "erros ortográficos e de concordância" etc. Essa visão proporciona às escolas e ao
professor a garantia de que estão formando leitores e produtores de texto.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
sábado, 3 Mai 2014, 21:46

Nesta disciplina aprendemos que a fonética e a fonologia estão intimamente ligadas, ambas estudam
os sons da fala, no entanto as duas tem foco de estudo diferente, mas, que se completam. A fonética
por sua vez estuda os diferentes sons ou fonema, preocupando se apenas com a articulação do
fonema. Já a fonologia observa o sistema sonoro de uma língua, ou seja,a maneira como os sons se
organizam dentro de uma língua.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
domingo, 4 Mai 2014, 13:58

[...], não estou conseguindo fazer a questão 5 da atividade de entrega da página 83. As
características dos casos de variação livre e variação condicionada. Se possível passe um exemplo.
Obrigada.

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
terça, 6 Mai 2014, 13:19

Olá, [...]
O gabarito do exercício de análise que foi enviado para os tutores discutirem com vocês é para
auxiliar na análise. Nós sempre enviamos os gabaritos dos exercícios do livro para serem discutidos
no encontro presencial, por isso é importante que todos estejam lá. È mais uma oportunidade de você
desenvolver os seus conhecimentos.
Variação livre ocorre toda vez que dois sons ocorrem no mesmo ambiente, se alternando, sem causar
diferença de significado e não há nenhum contexto na língua em que esse par de sons sirva para
distinguir significado. Nesse caso, os sons em questão não constituem fonemas distintos. São
alofones de um mesmo fonema. Por exemplo: na língua kaxuyâna, como mostrado no texto, os sons
[ts] e [s] estão em variação livre porque se alternam no mesmo ambiente e não mudam o significado
da palavra, tanto ['sa?ne] quanto ['tsa?ne] significam mãe. São duas pronúncias possíveis para a
mesma palavra.
Para a variação condicionada, releia as páginas 80/81 e complemente com os exemplos da página
91.
146

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Re: Fórum 4: Estudo fonético vs estudo fonológico
terça, 6 Mai 2014, 17:04

Basicamente a fonética estuda os sons no aspecto físico- articulatório, analisando suas partes e
perceptivas, independemente da relação línguística de construir as formas da fala. A Fonologia no
entanto apesar de studar os sons da fala, sua particularidade estar como estes sons se organizam, se
estruturam na lingua, para formar as palavras e frases.Sua unidade de análise é o morfema.

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As vogais da língua portuguesa.


sexta, 9 Mai 2014, 15:45

Iniciamos agora o estudo da fonologia da língua portuguesa. A partir deste momento vamos colocar
em prática os conceitos e princípios aprendidos nas atividades anteriores para aprendermos como
estão organizados os sons em nossa língua.
Vamos começar tentando responder a seguinte questão: que traço fonético das vogais médias sofreu
modificação de maneira que o que era meramente fonético no latim se tornou fonológico na língua
portuguesa?
Para auxiliar o seu estudo, postamos na plataforma um vídeo sobre as vogais latinas. Assistam e
prestem bem atenção à pronúncia das mesmas.

Responder
Re: As vogais da língua portuguesa.
quinta, 15 Mai 2014, 16:39

Professora! Tem sido muito difícil a compreensão desta disciplina,mas, vou tentar responder o
questionamento de acordo com o que entendi. As modificações foi na redução do sistema vocálico
que no latim clássico eram 12 vogais em posição tônica e que após as transformações, passaram a
sete referentes a posição tônica. No latim a quantidade de vogais apresenta traço distintivo no
português é diferente as vogais não apresentam traço distintivo e sim o sistema acentual.

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Re: As vogais da língua portuguesa.
sábado, 17 Mai 2014, 06:56

Olá, [...]
Nas páginas 101 e 102 do seu livro há um quadro mostrando as vogais latinas. Reconte e veja que
não são 12 e sim 10. Como você afirma na sua resposta, a quantidade era um traço distintivo das
vogais latinas: as vogais se diferenciavam pela duração. Você estudou isso em Filologia Românica.
Veja no seu Manual de Filologia alguns exemplos como ŏs [os] ‘osso’ e ōs [o:s] ‘boca’. Esse exemplo
mostra que há oposição entre vogais longas e breves no latim, pois a diferença entre vogal breve ou
longa é suficiente para distinguir o significado das palavras. A duração é, portanto, fonológica no
latim. Veja que no latim há uma série de vogais longas e uma série de vogais breves, pois para cada
vogal breve existe uma correspondente longa o que resulta nas dez qualidades vocálicas.
Na passagem do latim para o português, esse quadro de vogais foi reduzido de 10 para 7, pois houve
um rearranjo dos traços distintivos: a duração deixou de ser fonológica (as vogais do português não
se diferenciam pela duração) e a diferenciação entre as vogais médias (fato destacado na pergunta
feita) se faz por meio do traço 'altura', veja a exemplificação abaixo:
[e] vogal anterior, média-alta, não arredondada
[E] vogal anterior, média-baixa, não arredondada
147

O traço fonético que diferencia essas duas vogais é a altura e essa distinção é fonológica como
podemos constatar pela oposição entre estes dois sons exemplificada no par
mínimo seco (adj.) [‘sekU] e seco (verbo) [‘sEkU]. A alternância entre [e] e [E] é suficiente para
distinguir o significado das palavras em português. O traço [alto] é, portanto, fonológico em nossa
língua. O mesmo raciocínio você deve aplicar às vogais médias posteriores [o] e [•].

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Re: As vogais da língua portuguesa.
sábado, 17 Mai 2014, 10:03

Professora quero agradecer pela correção e esclarecimento sobre o assunto. Realmente são 10
vogais , o que ocorreu foi uma confusão, escrevi o quadro do Paulino (1987) da página 111.De
qualquer forma estou procurando aprender e melhorar meu desempenho este é meu objetivo, apesar
das dificuldades de compreensão. Quero postar algo que li agora pela manhã que pode melhorar um
pouco.
Para as vogais portuguesas, o acento ou intensidade, e a elevação da voz( tom) é que constitui
posição boa para caracteriza-las. Então quando você fala que a distinção se faz pela altura poderia
ser citado como exemplo [e] [o] 'ipê' 'capô'[Ɛ] [ ɔ] 'pé' 'pó'?

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Re: As vogais da língua portuguesa.
sábado, 17 Mai 2014, 16:33

Retornando ao material de Filologia Românica da disciplina anterior, onde compreendemos um


"pouco" sobre o sistema fonológico do latim clássico constituído de dez vogais: cinco longas e cinco
breves. As cincos vogais do latim clássico (a,e,i,o, u) correspondiam dez vogais em seu sistema
fonológico, desde que fossem usados como longos ou breves de acordo com sua duração. Na
passagem para o sistema fonológico português, a duração perdeu essa característica distinta,
deixando assim de ser fonológica. É importante que se esclareça o que anteriormente se chamava de
perda de vogais latinas, diz respeito somente a duração como valor fonético.

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Re: As vogais da língua portuguesa.
sábado, 17 Mai 2014, 16:44

No latim vulgar as vogais médias longas eram pronunciadas constantemente de forma aberta (é)
como na palavra café,onde o som é aberto,no português a vogal média ganhou um som mais
fechado,como na palavra (você),no português algumas modificações de pronuncia fizeram com que
os sons fechados fossem mais pronunciados,sobretudo as vogais médias.

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Re: As vogais da língua portuguesa.
domingo, 18 Mai 2014, 07:19

Olá, [...]
Quando se diz que a diferença entre esses dois sons é a altura, isso é um dado fonético que nós já
estudamos. A diferença entre [e] e [E] é a altura, como vemos na classificação explicitada na resposta
anterior. Pronuncie estas duas e vogais e observe a posição da língua: [e] é mais alto do que [E].
Para sabermos se esta diferença fonética é fonológica, ou seja, para sabermos se [e] e [E] são
fonemas em português temos de ver se estes sons tem função distintiva, se servem para distinguir o
significado das palavras. Você aprendeu um método para verificar isso: encontrar um par mínimo de
palavras que demonstre esta função. Então estes dois sons tem de estar no mesmo ambiente e servir
para distinguir significado. É o que ocorre nos exemplos que eu lhe dei anteriormente [‘sekU] 'seco'
148

e [‘sEkU] 'seco' (eu seco - v. secar). Veja que a diferença entre estas duas palavras são as vogais [e]
e [E], então alternando essas vogais na palavra você altera o significado do que está sendo dito. Isso
mostra que essas vogais funcionam para distinguir o significado das palavras em português (você
pode encontrar vários exemplos como este), por isso são fonemas distintos e o traço fonético altura é
fonológico por esse motivo. Temos, portanto dois fonemas em português: o fonema /e/ e o fonema
/E/. Um par mínimo para as vogais médias posteriores seria: [‘sokU] 'soco' e [‘s•kU] 'soco' (de eu
soco - verbo socar).

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Re: As vogais da língua portuguesa.
domingo, 18 Mai 2014, 13:59

Mais uma vez obrigada! Tenho certeza que em algum momento vou entender. Voltei a disciplina
anterior e estou estudando, continuando seu exemplo [' selU] 'selo' e ['sElU] selo ( de eu selo a
carta).

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Re: As vogais da língua portuguesa.
terça, 20 Mai 2014, 19:55

Segundo Netto (2001), a duração vocálica era um fato distintivo no latim, parecia associar-se uma
variação em alguns traços de qualidade vocálica, o que estabeleceu no latim a diferença de altura do
articulador ativo. Desta forma, as vogais longas alcançaram o articulador ativo o que diminuiu a
distância em relação ao passivo, as breves abaixaram-no e provocaram o efeito inverso.
Na formação fonológica da língua portuguesa, estes traço vocálico, não se manifestou, assim as formas
intermediárias das vogais médias e altas fundem-se na mesma altura, estabelecendo o sistema
vocálico do português. Embora a duração vocálica para distinção das palavras não seja regular na
língua portuguesa, assemelha-se a variação da altura com as vogais latinas.

Referência:
FERREIRA NETTO, Waldemar. Introdução à fonologia da língua portuguesa. São Paulo: Hedra, 2001.

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Re: As vogais da língua portuguesa.
sexta, 23 Mai 2014, 14:34

A diferenciação entre as vogais médias se faz por meio do traço "altura" . Então o traço alto é
fonológico em nossa língua. Há uma diferença fonética entre as vogais e para sabermos se essa
diferença é ou não fonológica, é preciso observarmos se essas vogais servem para distinguir o
significado das palavras , estando no mesmo ambiente. É exemplo de [e] e [E]. São as mesmas
vogais, porém uma possui um traço alto e a outra um traço baixo.

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Re: As vogais da língua portuguesa.
sexta, 23 Mai 2014, 16:26

professora ainda não consegui compreender porque são apenas 5 vogais na posição pretônica.

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Re: As vogais da língua portuguesa.
segunda, 2 Jun 2014, 13:48
149

O traço é decisivo para repartir as vogais em dois grupos e diferenciar-las quanto as variações de
timbre o qual é de prioridade fonológica.

As consoantes do português
quarta, 21 Mai 2014, 11:45

Dando continuidade ao nosso estudo, vamos agora tratar das consoantes. Contudo, como os
assuntos estão todos interligados, as dúvidas relacionadas ao estudo dos sons vocálicos que ainda
persistirem podem ser trazidas para esta discussão.
Ao estudarmos as mudanças sofridas pelas consoantes, constatamos que há um fator
importantíssimo que influenciou muito as mudanças que ocorreram. Qual é este fator e como ele
influenciou a evolução do sistema consonantal do latim ao português?

Responder
Re: As consoantes do português
quarta, 21 Mai 2014, 23:59

Boa noite professora, de acordo com leitura do material e também de pesquisas, pude perceber
que houve sim um fator de contribuição para as mudanças das consoantes chamado de
metaplasmos.
Metaplasmos são alterações sofridas nas palavras no período da evolução do latim para o português,
sendo que as mudanças são apenas fonéticas, permanecendo o mesmo significado.

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Re: As consoantes do português
sábado, 24 Mai 2014, 16:23

Boa tarde à todos. As articulações de que resultam os fonemas consoantes podem ser ilimitados. A
mínima modificação da boca irá alterar a natureza dos fonemas, e o número de tais modificações se
multiplicará se os considerarmos produzidos por diversos indivíduos, principalmente se de raças e
línguas diferentes. O interessante é que costumam ser reduzidas tais consonâncias aos caracteres
gráficos denominados de "consoantes".

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Re: As consoantes do português
domingo, 25 Mai 2014, 14:43

Exatamente, [...]. Metaplamo é o nome técnico que damos para as mudanças fonéticas que
comumente ocorrem em uma língua e para que estas mudanças ocorrem existem certos fatores que
interferem. Então eu estou propondo que vocês vejam que fator é importante para nós entendermos e
explicarmos as mudanças fonéticas ocorridas no processo de evolução do latim para o português.
Na sua compreensão, qual é ou quais são estes fatores?

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Re: As consoantes do português
domingo, 25 Mai 2014, 18:59
150

Possivelmente o fator que influenciou foi a origem de segmentos que não existiam no latim e que
passou a integrar o quadro consonantal português, por exemplo no latim não tinha os segmentos
sonoros /v/, /z/ outros grupos sofreram alterações e outros se mantiveram sem modificações e
ainda o enfraquecimento pela troca de segmentos surdos por segmentos sonoros. Com as
mudanças ocorridas na passagem do sistema fonológico do latim vulgar para o português, alguns
fonemas foram acrescentados e com o conjunto de mudanças e a ocorrência de variações
posicionais, surgimento de uma série de constritivas anteriores e posteriores, surgimento das médios
palatais que antes não existiam no latim vulgar.

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Re: As consoantes do português
quarta, 28 Mai 2014, 21:10

Oi, [...]
Esses segmentos de que você fala são resultado das mudanças ocorridas e um fator importante para
entendermos as mudanças sofridas pelas consoantes é a posição que elas ocupam na palavra, o
ambiente onde elas estão inseridas. Veja que o texto do seu livro está didaticamente organizado
mostrando as mudanças ocorridas com as consoantes em posição inicial, medial e final de palavra.

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Re: As consoantes do português
quinta, 29 Mai 2014, 09:16

Olá professora.

O livro didático propõe uma discussão interessante sobre rotacismo. Esse fenômeno que consiste
basicamente na troca do /r/ pelo /l/ ou vise-versa, é muito presente em algumas regiões brasileiras.
Apesar de muita gente tratar como um erro, esse fenômeno não pode ser considerado assim, já que
se concordamos com esse pensamento estaríamos afirmando então, que as palavras que antes eram
pronunciadas assim no latim, estariam portanto erradas.
No caso do latim por exemplo, palavras como : clavu , que passou a ser cravo em português,também
se encaixam no processo de rotacismo, com a diferença que a variação é diacrônica e não
sincrônica como vemos atualmente. Podemos concluir então que rotacismo consiste na troca de sons
na hora da pronuncia de alguma palavra, pelo menos atualmente, esse fenômeno linguístico é
comum em diversos lugares do país, quando se fala bicicreta ao invés de bicicleta, chicrete ao invés
de chiclete entre outras.

FONTE: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA


CATARINA neg.cce.ufsc.br/files/2011/10/rotacismo.pdf acessado em 28.07.2014

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Re: As consoantes do português
sexta, 30 Mai 2014, 06:33
151

No latim as vogais se diferenciam pela duração, sendo então considerada fonológica. Quando houve
a passagem do latim para o português, a duração deixou de ser fonológica, já que as vogais do
português não mais se diferenciam pela duração. A diferenciação entre as vogais médias se faz por
meio do traço "altura" . Então o traço alto é fonológico em nossa língua. Há uma diferença fonética
entre as vogais e para sabermos se essa diferença é ou não fonológica, é preciso observarmos se
essas vogais servem para distinguir o significado das palavras , estando no mesmo ambiente. É
exemplo de [e] e [E]. São as mesmas vogais, porém uma possui um traço alto e a outra um traço
baixo.

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Re: As consoantes do português
sexta, 30 Mai 2014, 22:18

As consoantes do latim cada vez que caminhavam para a direita enfraqueciam e isso ajudava na sua
transformação. Principalmente se essa consoante ficava entre vogais. Como por exemplo a
palavra vita do latim que em português o /T/ sofreu uma sonorização das vogais e se transformou
numa consoante sonora /D/, e o vocábulo que antes era vita, agora é vida. Então podemos perceber
que dependendo da posição na palavra, as consoantes iam enfraquecendo e se transformando em
uma outra consoante simétrica, ou não.
Apesar das consoantes finais do latim sumirem no português, ainda encontramos em nossa língua
palavras terminadas com consoantes, principalmente o /s/ e o /r/. Uma das explicações para esse
fenômeno é que algumas palavras do latim tinham como último fonema uma vogal, como por
exemplo: amare -- amar; male-- mal. E quando passaram para o português, a última vogal caiu e uma
consoante ficou em posição final.

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Re: As consoantes do português
sábado, 31 Mai 2014, 17:08

Olá professora,
Como se sabe ao longo do tenpo, o quadro fonológico do latim clássico sofreu inúmeras
transformações em decorrência das impressões que os falantes imprimiam à língua. Isso refletiu na
Língua Portuguesa que é derivada do latim vulgar. Como o sistema vocálico, o sistema consonatal
sofreu alterações. Em algumas posições as mudanças nas consoantes foram mais ou menos
intensas. Na posição inicial, a tendência foi a manutenção das consoantes, enquanto na posição
medial e final as modificações foram mais frequentes.

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Re: As consoantes do português
sábado, 31 Mai 2014, 20:15

Assim como o sistema vocálico,o consonantal desenvolveu-se por meio de perdas e ganhos de
fonemas,nas posições mais frágeis os segmentos sofrem mais modificações,enquanto os localizados
em posições mais fortes sofrem menos, na posição inicial da palavra a manutenção foi
predominante,enquanto nas demais foi enfraquecendo na medida que caminhavam para o meio e fim
das palavras por exemplo a palavra aurifice=ourives.

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Re: As consoantes do português
152

sábado, 31 Mai 2014, 23:32

Boa noite,
Professoras, colegas e tutores,
É muito interessante como há explicação para muitos aspectos da língua que ainda não tínhamos
contato. Nesta atividade pude entender bastante questões que até então não tinha respostas.
No entanto fiquei com uma dúvida, essas perdas e ganhos fonológicos podemos dizer que ocorreram
todas em função das impressões que os falantes imprimiram à língua?
Na página 130 no último parágrafo consta: ... A sibilante /s/ manteve-se no plural dos nomes, nos
advérbios, em alguns nomes próprios. Esse fonema, diferentemente de /t/, indicador de número e
pessoa verbal, como em amat, manteve-se como desinência verbal.
stá correto, o /t/ manteve-se como desinência verbal?

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Re: As consoantes do português
segunda, 2 Jun 2014, 15:22

Com a evolução do latim para o português o metaplasmo veio dar-se às varias espécies de
transformações ou alterações que os vocábulos sofrem sem que alterem o seu sentido.Essas
transformações, também denominadas "figuras de dicção", não são feitas de qual quer modo e sim
são feitos pelo uso generalizados, podem ser restritos a certas palavras.Exemplo: afigurar (figurar),
arrenegar (renegar), arrodear (rodear), assoalho (soalho)...

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Re: As consoantes do português
quarta, 4 Jun 2014, 07:29

É isso mesmo, [...].


O rotacismo é um fenômeno linguístico que ocorre naturalmente em muitas línguas e dialetos e como
fenômeno linguístico ele é investigado e explicado pela Linguística. Como você sabe a Linguística é
uma ciência e sua tarefa é explicar os fenômenos e não fazer juízo de valor sobre eles, por isso a
Linguística não vai julgar se é certo ou errado falar 'bicicreta', por exemplo. Ela vai constatar que ele
ocorre e vai descrevê-lo e explica-lo mostrando como ele ocorre, na fala de quem ele ocorre, se há
fatores que condicionam a sua ocorrência, etc. A noção de erro vem da norma que está estabelecida
na sociedade. A norma existe em toda comunidade sancionando determinados modos de falar e
proibindo outros e é baseado na norma estabelecida que o falante julga determinados modos de falar
como certo ou errado. Assim, nós sabemos que falar 'bicicreta' não é considerado certo em nosso
país.

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Re: As consoantes do português
quarta, 4 Jun 2014, 08:01

Muito bem, Edjane[...]. Ótimo raciocínio, você só não deve dizer que [e] e [ɛ] são a mesma vogal
porque não são. Você aprendeu estudando Fonética que uma é média-alta e a outra é média-baixa,
se diferenciando, portanto, pela altura. Contudo, como você deve ter observado em seu livro, as duas
vogais são caracterizadas com o mesmo valor em relação ao traço altura, pois ambas são
153

marcadas pelo traço [- alto], já que somente as vogais altas são marcadas como [+alto]. É pelo traço
[baixo] que estas vogais se diferenciam sendo que [e] é [-baixo] e [ɛ] é [+baixo]. Veja o quadro da
página 109. Percebeu? Você deve usar sempre o mesmo traço para diferenciar os sons utilizando os
valores positivos [+] e negativo [-] para fazer a diferença. Se utilizássemos o traço alto para
diferenciar estas vogais, diríamos que [e] é [+alto] e [ɛ] é[-alto]. A altura entre as vogais é um valor
relativo, perceba que na linha vertical as vogais intermediárias podem ser altas ou baixas em relação
umas às outras. A vogal [e], por exemplo é mais baixa do que [i] e mais alta do que [ɛ]. Reflita sobre
isso.

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Re: As consoantes do português
quarta, 4 Jun 2014, 08:17

Olá, [...]
Primeiramente, esclareça o que você quer dizer com "impressões" para eu poder esclarecer melhor
este ponto. Com relação ao último parágrafo da página 130, você está fazendo uma interpretação
errada. O que está dito é que o /s/ se manteve como desinências verbal (veja a forma amas, -s é
desinência de 2ª pessoa do singular), enquanto o /t/, não. A forma latina amat (na qual o /t/ é marca
de 3ª pessoa do singular) deu em português ama, com a queda da consoante final, o que resultou
para o português na falta de uma marca explícita para esse morfema, gerando um morfema zero para
a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo.

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Re: As consoantes do português
quarta, 4 Jun 2014, 20:21

Olá Professora,
Na página 125, tem o seguinte trecho [...] O latim clássico, variedade da qual o latim vulgar derivou,
sofreu diversas modificações em decorrência das impressões que os falantes imprimiram à língua. [...]
Minha dúvida está com relação a essas impressões que os falantes imprimiram à língua, no caso da
língua portuguesa os ganhos e perdas fonológicas ocorreram da mesma maneira?

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A importância da sílaba
quinta, 5 Jun 2014, 03:32

Olá!
Estamos caminhando para o final do nosso curso e muito já aprendemos sobre o componente sonoro
das línguas naturais. Vamos agora sistematizar tudo o que já falamos sobre a sílaba. Comecemos
falando sobre o que é a sílaba e qual a sua importância para a organização fonológica das línguas.

Responder
Re: A importância da sílaba
quinta, 5 Jun 2014, 13:36

Olá! A sílaba é uma entidade fonológica. Ela é a parte fundamental das representações fonológicas
que nos dá informações sobre como estão organizados, combinados os fonemas em nossa língua.
154

Pelo que entendi há níveis de representação: o segmental, o nível CV ( consoante e vogal) ou CCV,
CVC, que forma o conjunto de unidades para categorizar a sílaba.

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Re: A importância da sílaba
segunda, 9 Jun 2014, 08:52

Olá, [...]
Isso que você está tentando explicar é a estrutura da sílaba e os padrões silábicos. Primeiramente,
leia o Manual e estude as partes que compõem a sílaba (ataque, núcleo e coda). Cada parte da
sílaba é preenchida por segmentos e a maneira como os segmentos estão organizados dentro das
sílabas fazem surgir os padrões silábicos de uma língua. Na palavra 'acordo' /a'kohdu/ temos três
sílabas. Note que a primeira sílaba é composta por um segmento apenas: a vogal /a/. Na segunda
sílaba, já há três segmentos: a consoante /k/, a vogal /o/ e a consoante /h/ e a última sílaba tem dois:
a consoante /d/ e a vogal /u/. Temos aí exemplos de três padrões silábicos comuns em português:
V sílaba /a/;
cvc sílaba /koh/
cv sílaba /du/
Agora relacione cada sílaba com a estrutura que você estudou e explique-nos cada uma delas.

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Re: A importância da sílaba
terça, 10 Jun 2014, 17:48

Boa tarde Professora! Aprendi que só os fracos desiste no meio do caminho, e eu, não quero ser
fraca eu quero aprender por isso não vou desistir até pelo menos aproximar da resposta. OK?
V sílaba /a/ ; Vogal central, apresenta alta sonoridade e vozeamento, é sílaba simples constituída de
apenas um núcleo.
CVC sílaba /koh/ A consoante K é oclusiva velar surda labializada e na sílaba fechada está em
posição de ataque.
A vogal /o/é média e apresenta sonoridade por que faz parte do núcleo da sílaba, e esta posicionada
em sílaba fechada.
/h/ consoante fricativa glotal e na posição após o núcleo da sílaba é denominada de coda.Sílaba
fechada.
/d/ Consoante oclusiva alveolar vozeada e está em sílaba aberta complexa.
/u/ vogal alta posterior velar posicionada em sílaba aberta com núcleo precedido por consoante..
Lembrando que a vogal é sempre o núcleo da sílaba as rimas são associadas a uma sílaba e as
consoantes que vem antes do núcleo recebe a posição de ataque e as que estão depois do núcleo
recebe a denominação de coda. É assim mesmo professora?

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Re: A importância da sílaba
quinta, 12 Jun 2014, 21:03

Boa noite,
Professora, tutores e colegas,
A sílaba, de acordo com a gramática normativa possui características bem diferentes ao se comparar
o ponto de vista fonético e fonológico. Uma vez que podem ser definidas por vários critérios, seja o
efeito auditivo, força expiratória, encadeamento articulatório, etc.
A sílaba é estruturada de maneira que a vogal constitui o coração da sílaba em que se encontra, são
denominadas o núcleo. Já as consoantes podem ser ataque e coda.
As sílabas também possuem diferentes tipos, como as simples, complexas, abertas e fechadas. Além
das combinações silábicas, que são: (V), (CV), (CVC), (CCV), etc.
155

Também podem ser classificadas baseadas em sua posição: sílaba inicial, medial e final.

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Re: A importância da sílaba
domingo, 22 Jun 2014, 11:08

As palavras requerem, para a sua exata pronunciação, conhecimento de todos os sons que, um a
um, concorrem para a sua formação. Mesmo que os sons das vogais ou consonantes desses sons
obtêm-se, primeiramente as "sílabas", que se pronunciam de uma só emissão de voz; sílaba é, o som
ou a reunião de sons que se pronunciam da reunião das sílabas que depois se pronunciam o
vocábulo: au-tor, ca-iu, ca-be-lo.... Os sons reunidos constitui o objeto da prosódia.

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Reta final: Atividades 14 e 15


segunda, 23 Jun 2014, 13:18

Caros alunos,
Estamos chegando ao final do nosso curso de Fonética e Fonologia. Foi um longo percurso, algumas
vezes, com dificuldades, mas sempre procurando soluções por meio de explicações, esclarecimentos
e ferramentas didáticas.
Neste espaço queremos que vocês se manifestem sobre a previsibilidade acentual da língua
portuguesa e sobre que processo fonológico apresenta maior dificuldade de entendimento, e Por que.
Último fórum! Quem vai ser o primeiro?

Responder
Re: Reta final: Atividades 14 e 15
domingo, 29 Jun 2014, 15:19

Boa tarde,
Professora,
Fiquei com uma dúvida na alternativa f) do exercício da página 168, ele pede para explicarmos porque
encontramos na escrita dos alunos derrepente, por exemplo.
Essa construção se dar ao fato de termos dois vocábulos formais e apenas um fonológico, por esse
motivo os alunos escrevem junto?

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Tira-dúvidas
quarta, 18 Jun 2014, 15:36

Caros alunos,
Este espaço destina-se à discussão dos assuntos referentes às atividades 7 - 12 a fim de
esclarecermos as dúvidas que ainda persistem.

Responder