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PSICOPATOLOGIA ESPECIAL - NP2

AULA 1 22/10/19 – PERSONALIDADE E SUAS ALTERAÇÕES.

Só podemos fechar diagnósticos acerca da personalidade a partir dos


18 anos de idade, antes disso falamos em temperamento que tem relação com
aspectos inatos juntamente com as experiências de vida e fatores genéticos,
que é a base para a construção da personalidade.

O que é personalidade?

Diz respeito ao jeito de ser na vida a forma de se pensar, sentir e agir


diante das demandas do mundo interno e externo, seja de forma adaptativa
(personalidade saudável) ou desadaptativo (personalidade patológica).

Os traços de personalidade não se modificam com facilidade o que


acontece muitas vezes é que o indivíduo desenvolve recursos psíquicos para
lidar com aquele traço.

O sofrimento em si não é algo ruim ou desadaptativo, tudo depende da


intensidade duração e como o indivíduo lida com ele.

Para tratarmos de questões relacionadas a uma personalidade


patológica temos que nos remeter a questões da infância, como o sujeito lida
com a satisfação e insatisfação no sentido daquilo que o mundo lhe oferta,
especificamente da primeira e segunda infância até o início da idade escolar.
Exemplo: bebê com temperamento exigente favorece a construção de um traço
psíquico que pode contribuir na construção de uma personalidade patológica.

Perguntas a serem feitas para identificar um transtorno de


personalidade:

1. Esse jeito de ser comportar traz algum prejuízo na vida do sujeito?


2. Diante de uma situação adversa esse comportamento sempre se
repete?

Apesar do transtorno na maioria das vezes aparecer mediante a uma


situação de sofrimento, o mesmo muitas vezes não é expresso pela pessoa,
apesar de muitas vezes ser o desencadeador do transtorno. Muitas vezes a
própria pessoa portadora do transtorno não o percebe, por isso devemos nos
atentar e investigar as pessoas que estão em seu convívio, como seus
familiares, amigos e vizinhos entre outros, utilizando sempre de dois ou mais
desses contextos.

TRANSTORNOS ESPECIFICOS DA PERSONALIDADE:


Paranoide:

 Jeito de ser desconfiado e persecutório, mas não chega a ficar delirante.


 Excessivamente sensível a críticas (Ex: falou isso por que não gosta de
mim).
 Recebe um elogio (Ex: essa pessoa está querendo alguma coisa).
 Se alguém diz algo que reconhece como insulto, tem dificuldade em
perdoar.
 Auto voltada (Ex: ninguém gosta de mim e todos se aproximam por
interesse).
 O mundo está sempre violando os meus direitos, e eu estou sempre
atrás deles.
Esquizoide:

 Cisão (Ex: Melanie Klein, posição esquizoparanoide, ou seja, seio bom e


seio mal).
 Retraimento social (Ex: preferência por estar sozinho e não se
relacionar)
 Tende a se satisfazer no mundo da Fantasia.
 Apresenta grande dificuldade na expressão de sentimentos e afetos e
em expressar satisfação e insatisfação, não apresenta delírios e alucinações.
 comportamento excêntrico.

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE DISSOCIAL OU ANTISSOCIAL:


Caracteriza-se pelo padrão social de comportamento irresponsável, explorador
e insensível constatado pela ausência de remorsos. Essas pessoas não se
ajustam às leis do Estado simplesmente por não quererem, riem-se delas,
frequentemente têm problemas legais e criminais por isso. Mesmo assim não
se ajustam.
 Apresenta prazer no sofrimento dos outros, uma indiferença insensível
pelo sentimento dos outros.
 Incapacidade de manter relacionamentos, embora não haja dificuldades
de estabelece-los.
 Há uma baixa tolerância frustrações. Incapacidade de experimentar
culpa e de aprender com essas experiencias.
 Baixa capacidade empática.
 Frequentemente manipulam os outros em proveito próprio, dificilmente
mantêm um emprego ou um casamento por muito tempo.
 Ele sempre argumenta racionalmente, a culpa é sempre do outro (EX:
estuprei porque ela estava com uma roupa muito curta me provocando).

AULA 2 29/10/19 - TRANSTORNO DE PERSONALIDADE


EMOCIONALMENTE INSTÁVEL:
(Borderline / Limítrofe)
Caracteriza-se por um padrão de relacionamento emocional intenso, porém
confuso e desorganizado. A instabilidade das emoções é o traço marcante
deste transtorno, que se apresenta por flutuações rápidas e variações no
estado de humor de um momento para outro sem justificativa real.
 Agem por impulsos sem considerar as consequências.
 Impulsivo: uma falta grande de controle dos inibitórios.
 Borderline: instabilidade emocional, sentimentos crônicos de vazio e
ameaça de suicídio e também automutilação. Pessoa se acha feia, um
grande sentimento de dor por causa da tristeza, sentimento de
desamparo.
 Instabilidade de comportamento. Está entre a linha da neurose e da
psicose.
 Pode acontecer episódios de autolesão, existe um movimento de
culpabilização do outro (Ex: estou me mutilando por culpa sua).
 Necessita destacar sua condição de vítima nessas situações.
 Ele vive as relações de uma maneira muito intensa, mas ao mesmo
tempo superficial, no sentido de que não se vê o outro, pois o mesmo só existe
para satisfação dos meus desejos e necessidades.
 O borderline pode apresentar impulsividade ou prejuízos na
autoimagem, mostra um afeto mais caprichoso, no sentido querer as coisas
sempre do seu jeito, buscando constantemente a satisfação de seus desejos.

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE HISTRIONICA:


É o que antigamente já se chamou de histeria. Tendência a ser dramático,
buscar as atenções para si mesmo, ser um eterno "carente afetivo",
comportamento sedutor e manipulador, exibicionista, fútil, exigente e lábil (que
muda facilmente de atitude e de emoções).
 Expressões exageradas de emoções.
 Auto dramatização e afetividade predominante.
 Sedução inapropriada em aparência ou comportamento.
 Busca continua por excitação.
 Busca frequentemente elogios, aprovações e reafirmações dos outros
em relação ao que faz ou pensa.
 Sente-se desconfortável nas situações onde não é o centro das
atenções.
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANSIOSA:
Em poucas palavras, seria o máximo da Fobia Social. Algo tão profundo e
intenso que passa a ser chamado de problema de personalidade. Caracteriza-
se pelo padrão de comportamento inibido e ansioso com autoestima baixa. É
um sujeito hipersensível a críticas e rejeições, apreensivo e desconfiado, com
dificuldades sociais.
 É tímido e sente-se desconfortável em ambientes sociais. Tem medos
infundados de agir tolamente perante os outros. No entanto, os sintomas
causam sofrimento: o paciente anseia pelo contato social.
 Sentimento persistente e invasivo de tensão e apreensão.
 Evitação de atividades sociais. Uma preocupação excessiva de receber
críticas.
 Perspectiva de futuro para eles é extremamente importante.
 Não lida bem com adversidades devido a falta de controle dessas
situações.
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE DEPENDENTE:
Caracterizam-se pelo excessivo grau de dependência e confiança nos outros.
Estas pessoas precisam de outras para se apoiar emocionalmente e sentirem-
se seguras.
 Geralmente não conseguem evoluir na vida produtiva ou afetiva:
permanecem muitas vezes pueris/infantilizadas. Permitem que os outros
tomem decisões importantes a respeito de si mesmas.
 Sentem-se desamparadas quando sozinhas.
 É incapaz de tomar decisões do dia a dia sem uma excessiva
quantidade de conselhos ou reafirmações de outras pessoas.
 O desejo dos outros está sempre à frente do meu.
 Tem que sempre ter uma figura de referencia para poder realizar
atividades.
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE OBSESSIVA (ANANCÁSTICA):
Tendência ao perfeccionismo, comportamento rigoroso e disciplinado consigo e
exigente com os outros. Emocionalmente frio. É uma pessoa formal,
intelectualizada, detalhista.
 Dificilmente está satisfeito com seu próprio desempenho, achando que
deve melhorar sempre mais. Seu perfeccionismo o faz uma pessoa
indecisa e cheia de dúvidas.
 Sentimento de dúvida e cautela excessiva. Preocupação excessiva por
higiene e organização.
 Teimosia e rigidez excessiva.
 As coisas devem ser do jeito da pessoa, de acordo como ele organizou.
 Acreditar que tudo depende dele, para que o mundo seja perfeito ele
tem que providenciar (Ex: para minha mãe não morrer eu preciso fazer
10 polichinelos toda vez que ver um carro preto).
O DSM-5 divide os transtornos de personalidade em clusters de acordo com as
semelhanças em suas características.

ALTERAÇÃO PERMANENTE DA PERSONALIDADE NÃO ATRIBUÍDA A


LESÃO CEREBRAL:

Acontece após uma experiencia catastrófica

 Exemplo: uma pessoa que foi a guerra.


AULA 3 05/11/19 - SINDROMES RELACIONADAS A SUBSTANCIAS
PSICOATIVAS.
Questão de prova e possível Dissertativa: As substâncias Psicoativas
ativam o Sistema Nervoso Central.

 Existem 3 tipos de substâncias: Depressoras, estimulantes e


perturbadoras.

Substâncias Depressoras do Sistema Nervoso Central:

 Álcool, Maconha, Cannabis, Solventes e inalantes, Benzodiazepínico


(tranquilizantes e Ansiolíticos), Calmantes ou sedativos (Barbitúricos),
Heroína e Morfina.

Essas substancias se interagem no organismo, levando ao desaceleramento


das funções.

Substâncias Estimulantes do Sistema Nervoso Central:

 Anfetamina (remédios para emagrecer, etc.), cocaína/crack (estimulante


do SNC), nicotina (presente no cigarro), cafeína, tamina (presente nos
energéticos), metilfenidato/ritalina (um psicoestimulante que muitas
pessoas usam para concentração ou para criança hiperativa.

Substâncias Perturbadoras do SNC/ alucinógenos:

 Cogumelos, cactos e outras plantas, perturbadores sintéticos (LSD),


MDAM/êxtase. Geram perturbações e alucinações.

Vale lembrar que a maioria das vezes o uso de substâncias está ligado a
vulnerabilidade do sujeito como:

 Aspectos Individuais, personalidade, genética, aspectos sociais,


aspectos programáticos (se não existem programas de políticas
públicas, sujeito fica mais vulnerável a situação social e seu contexto).

Questão de Prova: Em quais aspectos se faz o uso de substâncias Nocivas?

 Sociais, contexto familiar/estrutural, personalidade.

O QUE SÃO AS DROGAS?

São elementos que provocam alterações psíquicas, fisiológicas e


comportamentais, modificando a percepção do sujeito, a sua sensibilidade e
humor, prejudicando-o na sua sociabilidade.

TERMINOLOGIA DAS SUBSTÃNCIAS:

Uso: ingestão ou contato com as substâncias.


Intoxicação: contato que gera perturbação no organismo.

Abuso: uso em grandes quantidades.

Uso nocivo: uso num quadro que já está sendo agravado, gerando mais
danos ao sujeito.

Dependência: envolvem vários sintomas como a diminuição do seu repertório


comportamental, sujeito deixa de fazer suas tarefas para fazer o uso das
substâncias.

Tolerância: a mesma dose da substância já não faz mais efeito nenhum, aí a


pessoa toma mais na tentativa de sentir algum efeito.

Fissura: vontade de usar, busca constante das substâncias, aspecto


psicológico.

Síndrome de Abstinência: falta da substância no organismo, pode causar até


queda da consciência, aspectos fisiológicos.

O QUE É SÍNDROME DE DEPENDENCIA? (QUESTÃO DE PROVA).

O uso continuado e intenso de substâncias psicoativas pode levar ao quadro


clínico de dependência. Esta síndrome é caracterizada por um padrão mal
adaptado de consumo da substância gerando diversos problemas na vida da
pessoa.

 O indivíduo com esta síndrome pode necessitar de quantidades


gradativamente maiores da substância utilizada a fim de obter os efeitos
desejados, pois o uso continuado determinou redução do efeito
provocado.

COMORBIDADE:

A presença de uma patologia qualquer em um indivíduo em concomitância com


outra doença, com a possibilidade de potencialização recíproca entre estas, é
definida como comorbidade.

 Ocorre quando duas ou mais doenças estão etiologicamente


relacionadas.
 Exemplo: Transtorno do humor, déficit, conduta, ansiedade e pânico.

Transtornos por uso de substâncias pode causar um conjunto de sintomas


cognitivo, comportamental e físico. O uso das substâncias está a despeito de
problemas significativos, há também uma dependência farmacológica.
ASPECTOS CULTURAIS QUE INFLÊNCIAM O USO DE SUBSTÃNCIAS:

São substâncias aceitas e também incentivadas.

 Também relacionada ao tráfico e a estigmatização.

Os sujeitos fazem o uso como uma forma de escape da realidade em que vive.

 Tornar a realidade um pouco mais suportável.

‘’Tudo vale a pena se o prazer não é pequeno’’.

 Necessidade de evitar conflitos, dores e faltas.


 Busca de prazer, lazer e liberdade.

É importante saber que os sujeitos nessas situações não conseguem se


reconhecer como sujeitos de direitos.
AULA 3 12/11/19 – SÍNDROMES RELACIONADAS AO CONSUMO DE
ALIMENTOS.

Comportamento alimentar:

A oralidade é importante na compreensão psicodinâmica dos sujeitos.

 O transtorno alimentar está ligado a aspectos genéticos, psicológicos,


afetivos e culturais.

Conduta Alimentar: motivada conscientemente pelas sensações básicas de


fome, sede e saciedade.

 Controlada por diversas áreas do organismo (hipotálamo).

3 DIMENSÕES IMPORTANTES:

Fisiológica – nutritiva: relacionada a aspectos metabólicos, endócrinos


e neurais.

Psicodinâmica afetiva: prazer na alimentação oral, para psicanalise


existe uma conotação libidinal, ou seja, se satisfação de desejos.

Dimensão relacional: é importante lembra nesta dimensão o primeiro


vinculo relacional que seria mãe e bebê.

Transtornos alimentares: Obesidade, anorexia e bulimia.


Obesidade: Come-se mais do que o necessário, mas existem múltiplos
fatores que devem ser consideramos: genética, ambiente social e ações
bioquímicas.

 Tendência a compulsão: falta de controle inibitório.


 Pode gerar ou estar associada tanto a ansiedade quanto a depressão,
mas não é porque a obesidade existe que a pessoa necessariamente tenha
baixa autoestima, depressão ou ansiedade.
 Em comparação as outras é a menos disfuncional.
 Lembrando que só pode considera-la um transtorno se houver
prejuízos significativos no psiquismo da pessoa.

Como tratar:

1. Identificar demandas ou prejuízos possíveis.


2. Fortalecimento do ego.
3. Atendimento multiprofissional.
4. Educação e reflexão, fazendo com que a pessoa reflita sobre as suas
demandas e a sensibilizando.

Bulimia nervosa: está é a segunda menos disfuncional entre as três


existentes, esse transtorno é mais difícil de diagnosticar, pois as pessoas que o
tem geralmente escondem muito bem os efeitos do mesmo.

 Compulsão: se relaciona ao descontrole.


 Sentimento de culpa por comer em excesso, cometendo atos de
expurgação através do uso de chás diuréticos, laxantes ou
vômitos provocados.
 Geralmente está no peso normal.

Intervenções:

 Avaliação sobre o que aquilo representa o próprio individuo


intra-psiquicamente para a família (em casos que envolvam
adolescentes).
 Atendimento interdisciplinar.
 Fortalecimento do ego que geralmente é rígido, portanto,
psicólogo tem um papel de ego auxiliar de forma que o
paciente introjete e aprenda a lidar com seu ego rígido.
 Pode estar em cenário neurótico: ID VS REALIDADE
EXTERNA.

Anorexia Nervosa: distorção da imagem corporal, perda de peso,


comportamentos de vômitos para emagrecer, exercícios excessivos, etc.

 É mais comum em mulheres.


 Estão envolvidas questões sociais e culturais.
 O sujeito não come com medo de engordar, relaciona-se ao vinculo mal
feito de mãe e bebe.
 Pode levar a morte por complicações endócrinas, metabólicas e
cardiovasculares.
 A compulsão aqui condiz a ordem da insatisfação, portanto, rejeita o
alimento.
 Pode ocorrer a automutilação pela culpa de ter vontade de comer.

TRANSTORNOS ORGÂNICOS E MENTAIS:

Síndromes Mentais Orgânicas: a causa é orgânica, por isso chamamos de


uma doença, não um transtorno, pois é observado no cérebro através de
equipamentos.

 Aqui todo fenômeno psíquico tem uma correlação orgânica.

Aula 3 19/11/19 - Transtorno Mentais Orgânicos:

Doenças como, Alzheimer, Demência Vascular Cerebral, Síndrome Amnésica


Orgânica, Delirium.

Demência: ligada a perda da memória.

 Pensamentos, compreensões, linguagem, julgamentos prejudicados.


 Perda da vida psíquica. Sentida também por pessoas próximas do
paciente que sofre junto com ele pela perda da memória.
 É progressivo e quase sempre irreversível.
 Pode ser causada por AVC, Alzheimer, Parkinson, Traumatismo
Craniano ou abusos de substâncias psicoativas.

Qual a principal função alterada na Demência?

 É a alteração da memória e é irreversível.


Delirium: alteração da consciência e é reversível.

 Paciente confuso, psicose tóxica, estado confusional agudo, etc.


 A instalação geralmente aguda ou subaguda.
 É uma síndrome orgânico cerebral.
 Alteração da percepção do paciente.
 Alucinações visuais ou táteis.
 Ansiedade intensa.
 Apresenta-se mais intensivo a noite.

3 Subtipos de Delirium:

Hiperativo: caracteriza-se por inquietação, agitação e labilidade emocional,


sendo mais facilmente detectado.

Hipoativo: é definido pela presença de apatia e redução da capacidade de


respostas. Há evidências de que esteja relacionado a maior mortalidade.
Infelizmente, é o tipo menos diagnosticado e, muitas vezes, é confundido com
depressão.

Misto: é caracterizado pela alternância entre os tipos hipo e hiperativo.

QUESTÃO DE PROVA DISSERTATIVA:

Qual a diferença de Delírio e Delirium?

O Delirium é um transtorno de base orgânica associado a alterações


quantitativas de consciência, possibilitando o desenvolvimento de estado
confusional. Enquanto o Delírio é uma alteração do juízo de realidade
caracterizado por apresentar uma convicção subjetivamente irracional.

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