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APOSTILA 01

Matemática Básica

Prof. Elias G. Figueira Júnior

UNIFAMINAS
2017
CONTEÚDO PROGRAMADO 01

INTRODUÇÃO A MATEMÁTICA BÁSICA .................................................................................................................

UNIDADE I - POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO ....................................................................................................... 5


1.1. POTENCIAÇÃO .............................................................................................................................................................................5
1.1.1. Propriedades da potenciação ............................................................................................................................ 7
1.1.2. Aplicações de Potências ...................................................................................................................................... 9
1.2. RADICIAÇÃO .............................................................................................................................................................................. 10
1.2.1. PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS FRACIONÁRIAS ............................................................................................................. 12
1.2.2. PROPRIEDADES DA RADICIAÇÃO ....................................................................................................................................... 13
1.2.3. RACIONALIZAÇÃO................................................................................................................................................................. 14

UNIDADE II - OPERAÇÕES COM FRAÇÃO ......................................................................................................... 16


2.1. DEFINIÇÕES ............................................................................................................................................................................... 16
2.1.1. Frações ................................................................................................................................................................ 16
2.1.2. Leitura de frações ............................................................................................................................................. 17
2.1.3. Classificação das frações ................................................................................................................................. 18
2.1.4. Equivalência de frações ................................................................................................................................... 20
2.1.5. Simplificação de frações .................................................................................................................................. 21
2.2 OPERAÇÕES COM FRAÇÃO ........................................................................................................................................................ 21
2.2.1. Adição e subtração frações ............................................................................................................................. 21
2.2.2. Multiplicação de frações.................................................................................................................................. 23
2.2.3. Divisão de frações ............................................................................................................................................. 23
2.2.4. Potenciação (ou exponenciação) de frações ............................................................................................... 24
2.2.5. Radiciação de frações ...................................................................................................................................... 24
2.2.6. Transformações de frações ............................................................................................................................. 25
2.2.6.1. Redução de números inteiros para frações impróprias ............................................................. 25
2.2.6.2. Redução de número misto para fração imprópria ....................................................................... 25
2.2.6.3. Conversão de fração imprópria para número misto ................................................................... 26
2.3. NÚMEROS DECIMAIS ................................................................................................................................................................ 27
2.3.1. Leitura de um número decimal ...................................................................................................................... 27
2.3.2. Conversão de fração decimal para número decimal ................................................................................. 28
2.3.3. Conversão de fração não decimal para número decimal .......................................................................... 28
2.3.4. Conversão de número decimal para fração decimal ................................................................................. 29
2.3.5. Propriedades dos números decimais ............................................................................................................. 30
2.4. OPERAÇÕES ENVOLVENDO NÚMEROS DECIMAIS................................................................................................................ 31
2.4.1. Adição e subtração de números decimais .................................................................................................... 31
2.4.2. Multiplicação de números decimais .............................................................................................................. 32
2.4.3. Divisão de números decimais ......................................................................................................................... 32
2.4.4. Potenciação de números decimais................................................................................................................. 33
2.4.5. Radiciação de números decimais ................................................................................................................... 33
2.4.6. Aplicações de números decimais e frações: porcentagens ........................................................................ 34

UNIDADE III –NOTAÇÃO CIENTÍFICA ............................................................................................................... 40


3.1.1. Mantissa e Ordem de Grandeza Frações ................................................................................................................... 16
3.1.2. Mudando a Posição da Vírgula e Ajustando o Expoente .................................................................................... 17
3.1.3. Adição ..................................................................................................................................................................................... 20
3.1.4. Subtração .............................................................................................................................................................................. 21
3.1.5. Multiplicação ....................................................................................................................................................................... 20
3.1.6. Potenciação .......................................................................................................................................................................... 21
3.1.7. Radiciação............................................................................................................................................................................. 20
3.1.8. Comparação de Números em Notação Científica .................................................................................................. 21
3.1.9. Radiciação............................................................................................................................................................................. 20
3.1.10. Conversão da Notação Científica para a Notação Decimal ............................................................................ 21
UNIDADE IV - PRODUTOS NOTÁVEIS ................................................................................................................ 40
4.1. REVISÃO DE EXPRESSÕES ALGÉBRICAS ................................................................................................................................ 40
4.2. PRODUTOS NOTÁVEIS MAIS COMUNS ................................................................................................................................... 42
4.2.1. Quadrado da soma ........................................................................................................................................... 42
4.2.2. Quadrado da diferença .................................................................................................................................... 43
4.2.3. Produto da soma pela diferença .................................................................................................................... 44
4.2.4. Cubo da soma..................................................................................................................................................... 45
4.2.5. Cubo da diferença ............................................................................................................................................. 47
4.2.6. Quadrado da soma de polinômios em geral ................................................................................................ 48
4.2.7. Trinômio quadrado perfeito ........................................................................................................................... 49
4.2.8. Completar quadrados ...................................................................................................................................... 50
4.2.9. Aplicações de produtos notáveis .................................................................................................................... 52

UNIDADE V - FATORAÇÃO E SIMPLIFICAÇÃO ................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.


5.1. Identificação de fatoração ............................................................................................................................. 16
5.1.1. Fator Comum ....................................................................................................................................................................... 17
5.1.2. Agrupamento ....................................................................................................................................................................... 20
5.1.3. Diferença de dois quadrados ......................................................................................................................................... 20
5.1.4. Trinômio quadrado perfeito- soma............................................................................................................................. 21
5.1.5. Trinômio quadrado perfeito - diferença ................................................................................................................... 20
5.1.6. Cubo Perfeito- soma ......................................................................................................................................................... 21
5.2 Simplificação ........................................................................................................................................................ 20

UNIDADE VI - POLINÔMIOS: DETERMINAÇÃO DAS RAÍZES E FATORAÇÃO PELAS RAÍZES .... ERRO!
INDICADOR NÃO DEFINIDO.
6.1. Raíz exata ............................................................................................................................................................ 16
6.2. Raíz não exata ...................................................................................................................................................................... 17
6.2.1. Radicando primo ................................................................................................................................................................ 20
6.2.2 Radicando não primo ....................................................................................................................................................... 20
6.3. Determinação de raízes de polinômios .................................................................................................................. 21

Introdução

Olá aluno (a)! Bem-vindo a disciplina Matemática Básica!


As aulas compreenderão a parte teórica, confecção de exercícios e avaliações.
Iremos trabalhar os tópicos abordados nessa disciplina numa linguagem bem acessível, usando
as definições acompanhadas de exemplos e exercícios para você fixar melhor os objetivos pretendidos. O
objetivo é revisão da matemática do ensino médio e preparação para as futuras disciplinas,
principalmente de cálculos.
Essa apostila foi preparada com a finalidade de guiar a aplicação do conteúdo e exemplificação
dos assuntos abordados, sendo indispensável a presença e participação do alunos em sala de aula,
principalmente por que a prática é desenvolvida através de exercícios e orientações do professor. A
apostila resulta na compilação de materiais de diversos autores, inclusive o próprio professor.
Espero que você inicie o curso com garra, vontade e persistência. Nunca desista diante das
adversidades. Faça dessas um desafio e verá que uma das melhores coisas da vida será ultrapassar as
barreiras com determinação
Matemática Básica Unidade I

Professor Elias Figueira Jr.

Unidade I - Potenciação e Radiciação

1.1. Potenciação:

Objetivo
 Definir potenciação.

Vamos responder:

a) Numa estrada, encontrei sete mulheres.


Cada mulher tinha sete sacos,
Cada saco tinha sete gatos,
Cada gato tinha sete gatinhos.
Quantos gatinhos eu encontrei na estrada?
Essa brincadeira, adaptada de um verso inglês, é solucionada, usando também a potenciação:

7 x 7 x 7 x 7 = 74 = 2 401

b) Se você lançar uma moeda, quantos e quais resultados você pode obter?
Veja:

1) Se lançarmos uma moeda, são dois resultados possíveis:


2) Se lançarmos duas moedas, são quatro resultados possíveis:

3) Se lançarmos três moedas, quantos serão os resultados possíveis?

Fonte: (GIOVANNI, 2005, p. 8)


Vamos então estabelecer uma relação entre o número de moedas lançadas ao ar e o número de
resultados possíveis.
Veja no quadro:
Nº de moedas Nº de resultados possíveis
1 2 = 21 =2
2 4 = 2x2 = 22
3 8 = 2x2x2 = 23
4 16= 2x2x2x2 = 24
5 32 = 2x2x2x2x2 = 25
... ............
Concluímos então, no lançamento simultâneo de n moedas, o número de resultados possíveis é
dado por 2n. Que também é potenciação.
Resolva você:
1) Ao jogar um dado ao ar podemos ter 6 resultados possíveis, quantos resultados poderemos ter se
lançarmos 3 dados simultaneamente?
2) Em uma colônia, cada bactéria se reproduz dividindo-se em quatro bactérias por minuto.
Partindo de uma só bactéria, quantas serão produzidas em 6 minutos de divisão?

Agora então, podemos definir o que é a operação potenciação de números reais.


Definição

As potências são valores que representam uma multiplicação sucessiva de um


número, ou seja, representam o mesmo número multiplicado algumas vezes
por si mesmo. Uma potência é composta por um número, chamado base, que é
multiplicado sucessivamente por si mesmo; e por um índice, chamado
expoente, que diz o número de vezes que a base é multiplicada por si mesma. As
potências apresentam-se na forma xn, onde n é o expoente e x é a base.

A potência 23, por exemplo, indica que a base, o número 2, será multiplicada sucessivamente 3
vezes por si mesma, ou seja 2x2x2. Se o expoente é 1, então o resultado tem o valor da base (71 = 7),
enquanto que com um expoente 0, devido as propriedades da potência, o resultado é sempre igual a 1 (160
= 1).

1.1.1. Propriedades da potenciação

Objetivo: Aplicar as propriedades da potenciação.

1) Ao multiplicar potências de mesma base, repetimos a base e somamos os expoentes.

x a .x b  x ab

Observe que: 65 x 6³ = 68;


Ou ainda: 27 x 9 = 243 ,
27 = 33 e 9 = 32 , isto implica que 33 x 32 = 243 = 35 = 33+2

2) Ao dividir potências de mesma base, repetimos a base e subtraímos os expoentes.

xa
b
 x a b
x

Usando os mesmos exemplos: 65/63 = 65-3 , ou seja: 6

27 / 9 = 3 então : 33 / 32 = 3 = 33-2

Agora podemos justificar porque 160 = 1


Temos: 16/ 16 = 24 / 24 = 1, usando a propriedade teremos:
24 : 24 = 2 4-4 = 20 = 1

O número real x, diferente de zero,


elevado a zero sempre será 1.
3) Ao elevar uma potência a um outro expoente, repetimos a base e multiplicamos os expoentes.

(xa)b = xab
Observe:

93 = 729 , (32)3 = 729 = 36 = 3 2X3

4) Ao elevar um produto ou um quociente a um expoente, elevamos cada um dos fatores a esse


expoente ou, no caso do quociente, elevamos o dividendo e também o divisor ao mesmo expoente.

(x.y) a  x a .y a

a
x xa
   a
 y y
Observe:
6 2 = 36 vamos lá, usando o mesmo método:
62 = ( 3x2)2 = 32 x 22 = 9 x 4 = 36

62 = (
12 2
) =
12  144  36
2

2 22 4
E quando o expoente é negativo?
Com esta propriedade e o estudo de frações poderemos compreender a definição se o expoente for um
número real negativo.

Exemplo

9 1 32 1
9 / 27 =   3  323  31 isto implica então que (3)-1 =
27 3 3 3
2 2 3 9
Verifique se é valido para este exemplo: ( ) = ( )2 = .
3 2 4

Então, diremos que se o expoente for negativo


invertemos a base e colocamos o expoente
positivo.

Se a base for um número real negativo é preciso colocar entre parênteses.


Exemplo
(-2)2 = ( -2) x ( -2) = 4 , -22 = - ( 2 x 2 ) = -4

Veja outros exemplos em sala de aula! A


1.1.2. Aplicações de Potências:
1 1
Observe que 0,01 =  2  10 2 e 10000000000 = 1x 1010
100 10

Então, outra aplicação da potenciação é a “notação científica”: A distância entre o planeta Vênus e o Sol é
de 108 000 000 quilômetros. A notação científica permite registrar esse número numa forma mais
simples. Os registros de números na notação científica apresentam um número entre 1 e 10 multiplicado
por uma potência de base 10.
Assim:
108 000 000 Km = 1,08 .108 km

Exemplo:
Certo vírus tem espessura aproximada de 0,000006 milímetros. Expresse esse valor em notação científica.

Veja mais um exemplo de aplicação da potência:


Escrever na forma de produto a expressão 5100 + 5101 + 5102 .
5100 + 5101 + 5102 = 5100(1 + 5 + 52) = 5100(1 + 5 + 25) = 5100(31)
5100 + 5101 + 5102 = 31. 5100
Então agora:

Vamos resolver:
1) A velocidade da luz é de 300.000Km/s. Use a notação científica para escrever esta velocidade.

2) Se x = 0,000011 e y = 0,003. Escreva o produto de x por y usando a notação científica.

18.(10 3 ) 2 .(10 2 ) 3
3) Simplifique a expressão , dizendo o seu valor na forma de número decimal
3.(10 1 ) 2 .(10 2 ) 4

4) Qual é a forma mais simples de escrever a expressão:

(ab) 5 .(ac) 4
a)
(abc) 2

a.b 2 .(a 1 .b 2 ) 4 .(a.b 1 ) 2


b)
(a 2 .b 1 ).(a 1 .b 2 )

Um pouco de história:
Segundo (GIOVANNI, 2005, p. 9) “Os babilônios, (denominação genérica para diversos povos na
antiguidade, que durante 3000 anos, ocuparam sucessivamente a Mesopotâmia, região aproximadamente
correspondente ao Iraque de hoje), usavam as potências como auxiliares da multiplicação, enquanto os
gregos tinham preferência pelos quadrados e pelos cubos.
No século III, o matemático grego Diofante idealizou as seguintes notações das potências: x para expressar
a primeira potência, xx a segunda e xxx para expressar a terceira potência.
No século XVII, o pensador e matemático francês René Descartes ( 1596 -1650) introduziu as notações x ,
x2 , x3, . . . , para potências, notações essas que usamos hoje.”

1.2. Radiciação

Objetivos
 Definir radiação.
 Resolver problemas usando radiciação.

Definição

Radiciação de números relativos é a operação inversa da potenciação. Ou seja,

bn  a  b  n a , n  0

Em outros termos, dado um número relativo a denominado radicando e dado um número inteiro positivo
n denominado índice da raiz, é possível determinar outro número relativo b, denominado raiz enésima de
n
a (ou raiz de índice n de a), representada pelo símbolo a , tal que b elevado a n seja igual a a.
Exemplo

49  7 , pois 7. 7 = 72 = 49  7 = 49
3
 8 = -2, pois (-2) . (-2) . (-2) = (-2)3 = -8  -2 = 3
8

Veja outros exemplos em sala de aula!

Para determinarmos a raiz enésima de um número real a, temos 6 propriedades a examinar:


CASO 1: O ÍNDICE N É PAR

bn = a  a  0 , pois multiplicaremos b n ( par) vezes .


Então a potência “a” será sempre positiva. Assim não se define no conjunto de números reais raiz de índice
par e radicando negativo, pois o radicando será a potência da operação inversa.

Exemplo

 49 = não se define nos números reais, pois (-7) . (-7) = 49

Este fato se estende quando consideramos a raiz quarta, sexta, oitava... e assim por diante, de um número
real negativo.
Mas atenção:

- 49  7   49
E também

(7) 2 = 49  7

Então vamos definir:


n
a n = a , quando n é par

49  (7) 2 =-7 e 49  (7) 2 = +7


Chegaríamos à conclusão que -7 = +7, que é um absurdo!!!!!!!
Generalizando: x o radicando, n o expoente par e k  0 uma constante.

A raiz de um número real com índice


par é sempre um número real positivo.

ATENÇÃO AOS 3 CUIDADOS DADOS EM SALA!

CASO 2: O ÍNDICE N É IMPAR

3
 8 = -2, pois (-2) . (-2) . (-2) = (-2)3 = -8  -2 = 3
8

Então concluímos que:

, isto é, dado um número real a e sendo n um número natural ímpar, a


n
expressão a é o número real b, tal que bn = a .

Sendo n um número natural diferente de zero, define-se:


n
00

Então agora:
Responta se existe ou não existe:

a) 64
b)  64
c) 3
1
d) 6
1
Veja outros exemplos em sala de aula! B

E o expoente fracionário?
Os expoentes racionais relacionam a potenciação e a radiciação da seguinte maneira:

Consideremos um número real x, tal que x =


3
5 2 . Usando a definição, temos:

x=
3
5 2  x3 = 52 (1)
2
Agora, se tivermos outro número y, tal que y = 5 3

Usando as propriedades da potência temos:


2 2 2
3
y=5 3
 y3 = (5 )
3 3
 y3 = 5 3
 y 3 = 52 (2)

Comparando as igualdades (1) e (2) , temos:

x 3  52 

2
 x3  y3  x  y
y 5 
3

2
Então podemos escrever que:
3
52 = 5 3
Sendo a   , m   , n   , m > 0, n > 0, podemos escrever:
m
a  n am
n

As potências de base positiva e expoente racional podem ser


escritas na forma de radical, e os radicais podem ser escritos
na forma de potência com expoente racional.

Veja outros exemplos em sala de aula! C

1.2.1. Propriedades das potências fracionárias:


Objetivo
 Conhecer a aplicar as propriedades de potências fracionárias.
As mesmas propriedades que foram estudadas para expoentes inteiros valem para as potências com
expoentes fracionários.

Vamos resolver:
1) Escreva em forma de uma só potência cada uma das seguintes expressões:

2 1 1 1
a) 2 . 2
3 5
b) 5 : 5
2 8
2 5
2) Determine o valor da sentença: 27 3 + 9 2

1 1
3) Se A = (4 2
+ 81 4
) , determine A-1.

Um pouco de história:

Segundo (GIOVANNI, 2005. p.43), “Contam os historiadores da Matemática que o número 2 foi
responsável pela primeira grande crise entre os matemáticos gregos.

O teorema de Pitágoras garantia que 2 é a medida da diagonal do quadrado de lado unitário. Aí é que as
coisas começaram a se complicar, pois na Antiguidade eram conhecidos apenas os números inteiros

(positivos) e fracionários. Como 2 não é inteiro nem fracionário, que número é então?
Para os Pitagóricos os números regulavam o universo.

Euclides de Alexandria (séc. III a.c) provou que 2 não é racional usando um raciocínio denominado
“redução ao absurdo”.

A palavra radical vem do latim radix ou radicis, que significa raiz.. O símbolo de radical (adotado

talvez porque lembra um r minúsculo, de raiz) introduzido em 1525, por Christoff Rudolff em seu livro de
álgebra intitulado Die coss.”

1.2.2. Propriedades da Radiciação:


Objetivo
 Aplicar as propriedades da radiciação.

1ª propriedade:

Se a  0 , então n
an = a quando a<0, o resultado é em módulo

Ex: 7 2 = 7, x 2 = x, se x  0

2ª propriedade:

n m n:p m:p
a = a , com p  0 e p divisor comum de m e n.
Observe:
12
212 = 2, pela 1ª propriedade

2 2 = 2 , pela 1ª propriedade
12:6
Então,
12
212 = 212:6 = 22 = 2
3ª propriedade:

n p
a  n. p
a , com a    , n  , m  , n1 e p1.
Observe:
1 1 1 1
5 3
7  (3 7 ) 5 = (7 3 ) 5  7 15  15
7

4ª propriedade:
n
a.b  n a . n b , dados a    , b    , n   e n  1
Observe:
1 1 1
3.7  (3.7)  3 . 7  3. 7
2 2 2

5ª propriedade:
n
a a
n  n
, dados a    , b    , n   e n  1
b b
Observe:
1 1 1
3 / 7  (3 / 7) 2  3 2 / 7 2  3 / 7

Adicionando algebricamente dois ou mais radicais:


Se uma expressão contém radicais semelhantes, podemos reduzi-los a um só radical.
Acompanhe:

7 2 5 2 8 2  2 = 2 (7+5–8+1)=5 2

Multiplicando e dividindo expressões com radicais de índices diferentes:


Neste caso, convém transformar dois ou mais radicais de índices diferentes em radicais equivalentes e que
tenham o mesmo índice, que já sabemos calcular:
Observe:
3
35 . 2 3 =
Potenciação de expressões com radicais:

(n a ) p  n a p
Acompanhe:

(3 5 )4  3 5 . 3 5 . 3 5 . 3 5  3 5.5.5.5  3 54

1.2.3. Racionalização:
Objetivos
 Racionalizar frações que envolvem radical no denominador.
 Aplicar a racionalização para facilitar o cálculo de expressões.
Antigamente, quando ainda não existiam as calculadoras, era muito complicado calcular, por exemplo,

1 1
. Teriam que dividir
2 1,414213562...

Então eles multiplicaram o numerador e o denominador por 2

1 2 2 2 2 1,41421. . .
. =   = , esta é uma conta muito mais fácil de fazer.
2 2 2.2 4 2 2
Esta transformação, ou qualquer transformação deste tipo, é dada o nome de Racionalização de
denominadores.
Podemos também, simplificar um radical, retirando fatores do radicando:

500 = 5.100 = 5.10 2 = 5. 10 2 = 10 5

2304 = 2 8.32 = 28 . 32 = 24 .3 = 48
Ou podemos também introduzir um fator externo no radicando:

10 5 = 10 2 . 5 = 10 2.5 = 500

Aplicação de Radiciação:
A figura a baixo é um quadrado cujo lado mede l. A área desse quadrado é 2304 cm 2. Qual é o valor de l em
cm?

l
c
m
Como sabemos, a área do quadrado é l. l = l2

l2 = 2 304  l= 2304 = 24 .3 = 48
Então o valor de l = 48 cm

ANOTAÇÕES:
Matemática Básica Unidade II

Professor Elias Figueira Jr.

Unidade II - Operações com fração

Introdução

Objetivos
 Definir frações.
 Especificar os tipos de frações.

Tanto as frações como os números decimais apresentam grande importância na nossa vida, pois a
aplicação daqueles está no nosso cotidiano. Quando vamos ao supermercado e compramos ½ Kg de
açúcar ou 1 ½ Kg de café ou ½ dúzia de ovos etc., estamos trabalhando com frações. Ao lidarmos com
nosso dinheiro operamos com frações e números decimais.

2.1. Definições
Vamos inserir alguns conceitos básicos que precisaremos conhecer para, posteriormente, operar com
frações com mais habilidade.

2.1.1. Frações

Definição

Frações são números que: indicam uma ou mais partes iguais de uma unidade ou
expressam quantidades em que os objetos estão partidos (fracionados) em partes
iguais e são representadas como o quociente de dois números.

A
fração é representada por uma das seguintes formas:

A
ou A / B Com A, B  N e B  0
B
Onde:

A é chamado de numerador e indica quantas partes a fração tem.


B é chamado de denominador e indica em quantas partes a unidade foi dividida.

Exemplos

3
a) A fração indica que a unidade foi dividida em 5 partes e nós temos 3 delas. Nesse exemplo o
5
numerador é 3 e o denominador é 5.
b) Podemos representar as frações por meio de figuras. Por exemplo: Júlia comeu 3/8 de um
chocolate. Isso quer dizer que se o chocolate for dividido em 8 partes iguais, Júlia comeu 3 dessas
partes. Veja a figura que representa essa fração:

Na figura acima, as partes amarelas representam aquelas que Júlia comeu (3/8) e a parte branca é a que
sobrou (5/8) do chocolate.

2.1.2. Leitura de frações

Objetivos
 Ler frações.
 Classificar as equações.
As frações recebem nomes especiais de acordo com os numeradores e denominadores usados. Quando o
denominador for maior que 10 acrescentamos a palavra avos1 ao denominador.

Veja alguns exemplos:

1 2 3 3
: um meio : dois terços : três quartos : três quintos
2 3 4 5

5 6 7
: cinco sétimos : seis décimos : sete dezoito avos
7 10 18

11 7 60
: onze quinze avos : sete trinta avos : sessenta centésimos
15 30 100

1
Avos é uma palavra usada na leitura de frações e indica cada uma das partes em que foi dividida a unidade e
cujo denominador é maior que 10.
8 3 16
: oito milésimos : três meios : dezesseis nonos
1000 2 9

Observação: Quando o denominador é múltiplo de 10 podemos acrescentar avos ao denominador ou usar


o substantivo ordinal correspondente ao denominador.

Exemplo
1
: podemos ler essa fração como um vinte avos ou um vigésimo
20

2.1.3. Classificação das frações

Temos três tipos de frações:

a) Frações próprias: são aquelas cujo numerador é menor que o denominador e elas representam
números menores que um inteiro.

1 7 23
Exemplos: , ,
3 9 72

Usando uma representação simbólica:

1
Representa a fração própria
4

Obs: As frações cujos denominadores são potência de 10 (10, 100, 1000,...) são chamadas de frações
decimais.

3 23 435
Exemplos: , ,
10 100 1000

b) Frações impróprias: são aquelas cujo numerador é maior que o denominador e elas representam
números maiores que um inteiro.

5 11 23
Exemplos: , ,
2 6 7

8
A figura abaixo representa a fração imprópria .
6

8
Representa a fração imprópria
6
Obs: As frações impróprias podem ser constituídas de uma parte inteira e uma parte fracionária. Quando
são escritas dessa maneira recebem o nome de frações mistas.

2 1
Exemplos: 1 ,3
6 4

c) Frações aparentes: são as frações cujo numerador é múltiplo do denominador. Se dividirmos os


numeradores dessas frações pelos seus respectivos denominadores iremos obter valores inteiros.
Exemplos:

9 28 6
, , , que, na verdade, representam, respectivamente, os números: 3, 4 e 1.
3 7 6

Usando a representação em figura:

10
Representa a fração aparente que é
5
igual a 2, ou seja, 2 unidades.

Exemplos

1 1
a) 3 b) 5
4 7

Podemos representar uma fração mista através de figuras. Por exemplo, vamos representar a fração do
item (a). Como o denominador é 4, concluímos que a unidade é dividida em 4 partes e pela fração vemos
que temos três unidades mais um quarto da unidade. A fração, representada pela parte colorida, será:

d) Frações decimais: são aquelas frações cujos denominadores são potências de 10 (10, 100, 1000, .
. .).
Exemplos

3 23 237
a) b) c)
10 100 10000
2.1.4. Equivalência de frações
Objetivos
 Estabelecer a equivalência de frações.

Frações equivalentes são aquelas que representam a mesma parte do todo. Quando comparamos uma com
a outra, verificamos que tanto o numerador como o denominador é multiplicado pelo mesmo número.

Exemplo

2 6 30
As frações , , são equivalentes.
3 9 45

A segunda fração acima é obtida multiplicando-se o numerador e o denominador da primeira fração por 3
e a terceira fração acima é obtida multiplicando-se o numerador e o denominador da primeira fração por
15.

Podemos representar por meio de figuras, frações equivalentes.

1
2

2
4

4
8

Na figura acima, as três frações são equivalentes. Observe que qualquer uma delas representa a metade do
todo (esse é o retângulo maior).

As duas últimas frações da figura foram obtidas da seguinte forma:

1x 2 2 1 x4 2
 e 
2x 2 4 2x 4 8

Então podemos deduzir que:

Para determinarmos frações equivalentes a uma fração dada


devemos multiplicar o numerador e o denominador por um mesmo
número natural, diferente de zero.
2.1.5. Simplificação de frações.
Objetivos
 Simplificar frações.
 Efetuar operações de adição e subtração de frações

Para simplificar uma fração devemos dividir, simultaneamente, o numerador e o denominador por um
fator comum. Esse fator comum, na verdade, é o M.D.C. do numerador e denominador.

Exemplos

Simplificar as frações:

3 3 x1 1
a) O M.D.C. (15,3) = 3, então dividimos o numerador e o denominador por 3, obtendo-se: 
15 3x5 5

14 7x2 2
b) O M.D.C. (49,14) = 7, então dividimos o numerador e o denominador por 7: 
49 7x7 7

11
c) O M.D.C. (17,11) = 1, quando isso acontece dizemos então que a fração é irredutível.
17

1 2
Nos itens (a) e (b) acima as frações resultantes da simplificação efetuada, e , também são
5 7
irredutíveis, pois M.D.C. (5,1) = 1 e M.D.C. (7, 2) = 1.

Podemos então definir:

Fração irredutível é aquela que o numerador e o denominador não têm nenhum fator em
comum, ou seja, M.D.C. (denominador, numerador) = 1.

2.2 Operações com fração


As operações básicas com frações que veremos são: adição, subtração, produto, divisão, potenciação,
radiciação e estudaremos também transformações de frações.

2.2.1. Adição e subtração frações


Podem ocorrer dois casos:

I) Os denominadores das frações adicionadas são iguais


a) Para somar frações com denominadores iguais, somamos os numeradores e conservamos o
denominador.
b) Para subtrair frações com denominadores iguais, subtraímos os numeradores e conservamos o
denominador.

Veja outros exemplos em sala de aula! A

II) Os denominadores das frações são diferentes

Quando, ao somar ou subtrais frações, os denominadores forem diferentes, devemos reduzir todas as
frações ao mesmo denominador. Temos então que determinar o M.M.C. dos denominadores para pode
efetuar as operações de adição e/ou de subtração. Se a fração resultante puder ser simplificada, devemos
então fazer a simplificação.

Exemplo; Efetuar as operações:

1 2
a) 
5 7

1 2 5 3
b)   
8 3 12 4
Determinando o M.M.C. dos quatro denominadores:
M.M.C. (3, 4, 8, 12) = 24, esse vai ser o denominador comum de todas as frações.
(24  8) x 1 (24  3) x 2 (24  8) x 5 (24  24) x 3 3 x1 8 x 2 3 x 5 3 x 3
       
24 24 24 24 24 24 24 24
3 16 15 3 3  16  15  3 1
     
24 24 24 24 24 24

4 4 3 7
c)   
14 7 4 28

Determinando o M.M.C. dos quatro denominadores:


M.M.C. (14, 7, 4, 28) = 28, esse vai ser o denominador comum de todas as frações.

(28  14) x 4 (28  7) x 4 (28  4) x 3 (28  28) x 7 2 x 4 4 x 4 7 x 3 1x 7


       
28 28 28 28 28 28 28 28
8 16 21 7 8  16  21 7 6
     
28 28 28 28 28 28

Como a fração resultante pode ser simplificada (pois M.D.C. (28, 6)= 2, dividimos o numerador e o
denominador por 2, obtendo:
62 3

28  2 14
Essa fração é irredutível e é então o nosso resultado.
Veja outros exemplos em sala de aula! B

2.2.2. Multiplicação de frações


Objetivo
 Realizar operações de multiplicação e divisão de frações.

Na multiplicação de frações, devemos multiplicar todos os numeradores das frações envolvidas e


devemos multiplicar também todos os denominadores. Para facilitar as contas, podemos fazer
simplificações com os números envolvidos, antes de efetuarmos as multiplicações.
Exemplos
Efetuar os produtos:
5 4 5 x 4 20
a) x  
7 9 7 x 9 63

1 2 5 1x2x 5 10
b) x x  
9 7 3 9x7x3 189

2 1 7 7
c) x x 
5 2 3 30
Na operação acima, antes de efetuarmos as multiplicações, “cortamos” o 2 do numerador com o 2 do
denominador.
2
3 4 14 3 x 2 6
d) x x  
4 7 11 11 11
Na operação acima “cortamos” o 4 do numerador com o 4 do denominador; cortamos o 7 do denominador
com o 14 do numerador, sobrando 2 (pois 14 / 7 = 2). Obs.: colocamos o 2 em cima do número 14
para mostrar onde foi feita a operação.

Veja outros exemplos em sala de aula! C

2.2.3. Divisão de frações


Na divisão de duas frações, devemos multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda fração.

Exemplo
Efetuar as divisões:
2 5 2 8 2 x 8 16
a)   x  
7 8 7 5 7 x 5 35
Você deve estar se perguntando:
- Por que invertemos a operação e uma das frações?
Vamos dar essa explicação através de um exemplo simples:
5 5 5 5 1 5
5 6   5  (2 x 3)  5  2  3    3  x 
6 2 2 2 3 6
3
5 5 1
Note que na igualdade:  3 = x , passamos de uma divisão para a multiplicação do inverso do
2 2 3
segundo número e não alteramos o valor da fração original. Fazemos então essa inversão para facilitar as
operações.

Veja outros exemplos em sala de aula! D

2.2.4. Potenciação (ou exponenciação) de frações


Objetivo
 Realizar a operação de potenciação de frações.

Na potenciação, quando elevamos um número fracionário a um determinado expoente, devemos elevar o


numerador e o denominador a esse expoente.

Exemplos
Efetuar as seguintes potenciações:

2
2 22 2 x 2 4
a)    2  
5 5 5 x 5 25

3
3 33 3 x 3 x 3 27
b)     
4 4 3 4 x 4 x 4 64

 1  1   1   1 1
2 2
c)     2    x  
 2 2  2   2  4
2
 1 12  1   1  1
Que é o mesmo que:         x  
 2  2    2    2   4
2

 2
d)    
 2    2 x  2 x  2    8
3 3

     
 3 33  3   3   3  27

3
 2 23  2   2   2  8
Que equivale a:       x x 
 3  3   3    3    3  27
3

Veja outros exemplos em sala de aula! E

2.2.5. Radiciação de frações


 Realizar a operação de radiciação de frações.
 Reduzir números inteiros para frações impróprias.

Quando aplicamos uma determinada raiz a um número fracionário, aplicamos essa raiz ao numerador e ao
denominador.
Exemplos

9 9 3
 
49 49 7

64 64 4
3  
27 27 3
125 3  125 5 125 3
125 5
3   3   3  3 
216 216 6 216  216 6
Veja outros exemplos em sala de aula! F
2.2.6. Transformações de frações
2.2.6.1. Redução de números inteiros para frações impróprias
Para reduzirmos um número inteiro a uma fração imprópria multiplicamos o número inteiro por uma
fração com denominador e numerador iguais à quantidade de partes que vai ser dividida a unidade.

Exemplos
a) Reduzir 7 inteiros a terços.
Nesse caso a quantidade de partes é 3, então teremos:
3 21
7x  , ou seja, sete inteiros são iguais a vinte e um terços.
3 3

b) Reduzir 9 inteiros a quartos.


Nesse caso a quantidade de partes é 4, logo:
4 36
9x  , ou seja, nove inteiros são iguais a trinta e seis quartos.
4 4

2.2.6.2. Redução de número misto para fração imprópria

Objetivos
 Reduzir número misto para fração imprópria.
 Converter fração imprópria para número misto.

Para reduzirmos um número misto a uma fração imprópria, multiplicamos a parte inteira da fração dada
pelo denominador dela e adicionamos esse produto ao numerador da fração e mantemos o mesmo
denominador.
Exemplos
Reduzir os números mistos dados a frações impróprias:
1
a) 3
5
Seguindo a regra dada, multiplicamos a parte inteira (3) pelo denominador (5) e somamos com o
numerador (1), obtendo-se: (3 x 5) + 1 = 16. Esse resultado será o numerador da nova fração, cujo
denominador (5) será mantido, ou seja:

1 (3 x 5)  1 15  1 16
3   
5 5 5 5

4
b) 7
9
Usando o mesmo raciocínio do item (a), teremos:
4 (7 x 9)  4 63  4 67
7   
9 9 9 4

5.2.6.3. Conversão de fração imprópria para número misto.


Dividimos o numerador da fração dada pelo denominador. O quociente dessa divisão será a parte inteira
do número misto e o resto será o numerador da fração mantendo-se o mesmo denominador.

Exemplos
Converter as frações abaixo em números mistos:
37
a) Dividimos 37 por 4, o quociente dará 9 e o resto será 1, observe a divisão:
4

denominador

numerador parte inteira


37 1
Assim: 9  nove inteiros e um quarto.
4 4
25
b) Dividimos 25 pelo denominador 7, o quociente dará 3 e o resto será 4, observe a divisão:
7
denominador

numerador parte inteira


25 4
Logo: 3  três inteiros e quatro sétimos.
7 7

2.3. Números decimais


Objetivos
 Conceituar número decimal.
 Ler números decimais.
Existem diversas frações com diversos denominadores distintos, mas vamos nos concentrar num um tipo
especial cujo denominador é uma potência de 10. As frações que têm essa particularidade são chamadas
frações decimais.
São frações decimais:
7 3 11 19
, , , , ...
100 10 103 106
As frações decimais podem ser representadas por um número decimal.

Definição

Número decimal é aquele composto por uma parte inteira e uma


parte decimal, separados por uma vírgula.

O número decimal é obtido de uma fração decimal.

2.3.1. Leitura de um número decimal


Vamos considerar um número decimal genérico composto de três casas antes e três casas depois da
vírgula (por exemplo, consideremos o número 523,769).
A terceira casa depois da vírgula representa os milésimos (o número 9).
A segunda casa depois da vírgula representa os centésimos (o número 6).
A primeira casa depois da vírgula representa os décimos (o número 7).
A primeira casa antes da vírgula representa as unidades (o número 3).
A segunda casa antes da vírgula representa dezenas (o número 2).
A terceira casa antes da vírgula representa as centenas (o número 5).
Na representação abaixo, os componentes da parte decimal estão na cor azul e os da parte inteira estão na
cor vermelha:

..., Centenas Dezenas Unidades , Décimos Centésimos Milésimos,...

Além desses temos, em sequência decrescente da parte decimal, os componentes: décimos milésimos,
centésimos milésimos, milionésimos etc. Também, na sequência crescente da parte inteira, temos os
componentes: unidade de milhar, dezena de milhar, centena de milhar, unidade de milhão etc.
Exemplos: Fazer a leitura dos números decimais abaixo:
a) 37,56

b) 8,4

c) 59,512

d) 0,81

e) 0,7

f) 0,625

g) 0,00023

h) 45000,000005

2.3.2. Conversão de fração decimal para número decimal

Objetivos
 Converter fração decimal para número decimal.
 Converter fração não decimal para número decimal.

Convertemos uma fração decimal para um número decimal da seguinte forma: Primeiro escrevemos o
numerador da fração dada, depois contamos quantos zeros tem o denominador da fração dada e fazemos
com que o número decimal tenha o mesmo número de casas decimais que o número de zeros do
denominador. É, na realidade, a realização da divisão do numerador pelo denominador.

Observação: o número de casas decimais é contado


da direita para a esquerda (do numerador).

Veja outros exemplos em sala de aula! G

2.3.3. Conversão de fração não decimal para número decimal


Para converter uma fração não decimal para um número decimal, dividimos numerador pelo
denominador. Podem acontecer dois casos:

a) O denominador contendo apenas fatores de 2 e 5: nesse caso determinamos um número com


a parte decimal finita.
Exemplos
13 13 21 21
i)  3  0,325 ii)  3 2  0,105
40 2 x5 200 2 x5

b) Denominador contendo qualquer outro fator diferente de 2 e 5: nesse caso encontramos um


número cuja parte decimal são algarismos repetidos (dízima periódica).

Exemplos
3 3
i)   0,2727272727...  0, 27 , os fatores são 1 e 11.
11 1 x 11
5 5
ii)   0,238095238095...  0, 238095 , os fatores são 3 e 7.
21 3 x 7

Veja outros exemplos em sala de aula! H

5.3.4. Conversão de número decimal para fração decimal

Objetivos
 Converter número decimal para fração decimal.
 Aplicar as propriedades dos números decimais.

Aqui podem ocorrer dois casos:


i) O número decimal tem a parte inteira igual a zero: a conversão resultará numa fração, cujo
numerador será igual à parte decimal do número dado e cujo denominador será uma potência de 10 (que
deverá ter zeros quantos forem o número de casas decimais). A fração obtida, caso seja possível, poderá
ser simplificada.
Exemplos
Reduzir os números decimais abaixo para fração decimal:
a) 0,27
R. O denominador é 27 e o número tem duas casas decimais, logo o denominador vai ser uma
potência de 10 que tenha dois zeros.

Parte decimal
27
0,27 
100 Potência de 10 com dois zeros

Duas casas decimais


b) 0,0024
24 24  8 3
R. 0,0024  , simplificando por 8 teremos: 
10000 10000  8 1250
ii) O número decimal tem a parte inteira diferente de zero: a conversão resultará numa fração
imprópria cujo numerador consiste no número decimal dado, sem a vírgula e cujo denominador é um
número formado pelo algarismo 1 seguido de tantos zeros quantos forem os algarismos da parte decimal
do número dado. Como a parte inteira é diferente de zero o resultado será um número misto.

Exemplos
Converter os números decimais para frações:
a) 34,23
R.
3423 Número decimal sem a vírgula
34,23 
100
Duas casas decimais Dois zeros

Observação: poderíamos fazer a conversão também da seguinte maneira:

23 23
R. 34,23  34  0,23  34   34 , que é um número misto.
100 100

b) 531,293
531293 293
R. 531,293   531
1000 1000

2.3.5. Propriedades dos números decimais


Propriedade 1:

Um número decimal não tem seu valor alterado quando acrescentamos ou retiramos
um ou mais zeros à direita do último algarismo diferente de zero da sua parte decimal.

Exemplos
a) 0,7100 = 0,710 = 0,71
b) 23,538000 = 23,53800 = 23,5380 = 23,538

Propriedade 2

Ao multiplicarmos um número decimal por uma potência de 10,


deslocamos a vírgula daquele para a direita tantas casas quantos forem
os zeros da potência usada.

a) 6,789 x 100 =
b) 6,789 x 1000 =
c) 6,789 x 10000 =
Propriedade 3:

Ao dividirmos um número decimal por uma potência de 10, deslocamos


a vírgula daquele para a esquerda, tantas casas quantos forem os zeros
da potência usada.

Exemplos
a) 82,37 ÷ 100 =
b) 82,37 ÷ 1000 =
c) 82,37 ÷ 10 =

2.4. Operações envolvendo números decimais

Objetivo
 Adicionar e subtrair números decimais.
2.4.1. Adição e subtração de números decimais
Ao adicionarmos ou subtrairmos números decimais devemos seguir três regras básicas:

R1. Disposição dos números decimais


Devemos dispor os algarismos de modo que cada coluna tenha um algarismo da mesma posição que
ocupam no número decimal (centésimos debaixo de centésimos, décimos debaixo de décimos, centenas
debaixo de centenas etc.). Também posicionaremos a vírgula de um número decimal exatamente debaixo
da vírgula de outro número decimal.
Exemplos
a) Formas corretas: 234,659 54,56 345,67
+ 56,769 - 31,43 + 23,68
125,87

b) Formas incorretas: 523,56 35,21


+ 43,98 - 8,47

R2. Número de casas decimais


Devemos somar ou subtrair números decimais com iguais quantidades de casas decimais. Caso os
números tenham casas decimais distintas devemos igualar com aquele número que tem maior número de
casas, acrescentando zeros à direita de suas partes decimais.

Exemplos
a) 2,54 + 3,579 =
b) 3,57 + 23,567 + 41,5 =
c) 953,5 – 87,329 =
R3. Efetivação da adição ou da subtração
Igualando-se as casas decimais de todos os números a serem adicionados ou subtraídos e com os
algarismos posicionados corretamente, realizamos a adição e a subtração tal qual é feita com os números
inteiros, não se esquecendo de posicionar, no resultado, a vírgula corretamente.

Exemplos
Efetuar as operações;
a) 325,56 + 857,11
b) 638,2 – 54,179
638,200
R. - 54,179
584,021

Ver outros exemplos em sala de aula! I

2.4.2. Multiplicação de números decimais

Objetivo
 Multiplicar números decimais.
Podemos efetuar a multiplicação de números decimais de duas maneiras:
1) Multiplicamos os números decimais da mesma maneira como se fossem inteiros e ao produto
acrescentamos tantas casas decimais quantas forem as casas do multiplicando somadas às do
multiplicador.
Exemplo: Efetuar: 34,62 x 23,5 =
R. Nesse caso o multiplicando tem duas casas e o multiplicador tem uma casa, logo o produto terá (1 + 2),
três casas decimais.
O resultado é 813,570, mas como pode ser desprezado o último zero à direita do número decimal, a
resposta mais correta será: 813,57.
2) Antes de multiplicar, transformamos os números decimais em frações, multiplicamos as frações e
o resultado, transformamos novamente para número decimal.

Efetuar: 5,46 x 7,1


R. Transformando os números decimais em frações e efetuando o produto, teremos:
546 71 38766
x   38,766
100 10 1000
Ver outros exemplos em sala de aula! J
2.4.3. Divisão de números decimais

Objetivo
 Dividir números decimais.
Uma regra básica para facilitar a divisão de números decimais é igualarmos as casas decimais e usarmos
também a seguinte propriedade:

Ao multiplicarmos, tanto o dividendo como o divisor de uma


divisão, pelo mesmo número, o quociente não se modificará.

Essa propriedade é bem fácil de entender, veja o exemplo para números inteiros:
20 20 x 6 120 20 x 10 200
20 ÷ 4 = 5  5  5
4 4x6 24 4 x 10 40
Do mesmo modo usaremos a propriedade também para a divisão dos números decimais. Como visto, não
importa por quais números o divisor e o dividendo é multiplicado e sim que aqueles números sejam
iguais. Para maior facilidade ao operarmos com números decimais, os multiplicadores serão potências de
10.
Observação: Nas operações, caso seja possível, é conveniente usarmos a simplificação dos fatores para
facilitar as contas.
Exemplos: Efetuar as divisões:
a) 8,1÷ 0,3

Veja outros exemplos em sala de aula! L

2.4.4. Potenciação de números decimais

Objetivos
 Efetuar potenciação com números decimais.
 Efetuar radiciação com números decimais.

A potenciação de números decimais ocorre quando a base é um número decimal e o expoente é um


número natural. Nesse caso, basta transformar a potenciação numa multiplicação normal de números
decimais.

Exemplos
a) (2,5)2 b) (0,34)2
c) (0,12)3 d) (0,71)2
e)(2,4)2 f)(1,7)3

2.4.5. Radiciação de números decimais


A radiciação de números decimais é determinada com mais facilidade transformando, primeiramente,
aqueles em frações decimais.
Exemplos

25 25 52 5
a) 0,25      0,5
100 100 102 10

529 529 232 23


b) 5,29      2,3
100 100 102 10

729 3
729 3
93 9
c) 0,729 
3  3    0,9
1000 3 1000 3
10 3 10

Veja outros exemplos em sala de aula! M


2.4.6. Aplicações de números decimais e frações: porcentagens

Objetivo
 Aplicar números decimais no cálculo de porcentagens.

Ao se trabalhar com porcentagem (como o próprio nome já diz: “por cento”) é como operarmos com
frações cujo denominador é 100. O símbolo que simboliza a porcentagem é: “%”.

Exemplos:
34
a) 34% (lê-se: trinta e quatro por cento) equivale a .
100
25
b) 0,25 = = 25%
100
Com isso podemos resolver problemas envolvendo cálculo de porcentagens.

Exemplos
a) Quanto é 20% de R$ 32,00?

b) R$ 5,00 é quantos por cento de R$ 20,00?


Matemática Básica Unidade III

Professor Elias Figueira Jr.

Unidade III – Notação Científica

A notação científica é uma forma de escrevermos números reais recorrendo a potências de 10.

3.1 Mantissa e Ordem de Grandeza

Ao escrevermos um número em notação científica utilizamos o seguinte formato:

Onde o coeficiente a é um número real denominado mantissa, cujo módulo é igual ou maior que 1 e menor
que 10 e o expoente b, a ordem de grandeza, é um número inteiro.

Exemplos de Números Escritos em Notação Científica

Para escrevemos o número real n em notação científica precisamos transformá-lo no produto de um


número real igual ou maior que 1 e menor que 10, por uma potência de 10 com expoente inteiro.

A mantissa é obtida se posicionando a vírgula à direita do primeiro algarismo significativo deste número.

Se o deslocamento da vírgula foi para a esquerda, a ordem de grandeza será o número de posições
deslocadas.

Se o deslocamento da vírgula foi para a direita, a ordem de grandeza será o simétrico do número de
posições deslocadas, será portanto negativa.

Veja como fica 2048 escrito na forma de notação científica:

2048 foi escrito como 2,048, pois 1 ≤ 2,048 < 10.

Como deslocamos a vírgula 3 posições para a esquerda, devemos multiplicar 2,048 por 103 como
compensação.

Veja agora o caso do número 0,0049 escrito na forma de notação científica:


Neste caso deslocamos a vírgula 3 posições à direita, então devemos multiplicar 4,9 por 10-3. Veja que
neste caso a ordem de grandeza é negativa.

Veja o número 1 escrito em notação científica:

Como a vírgula não sofreu deslocamento nem para a direita, nem para a esquerda, a ordem de grandeza é
igual a 0.

Veja outros exemplos em sala de aula! A

Note que em todos os exemplos acima o valor absoluto da mantissa é igual ou


maior que 1 e menor que 10 e que a ordem de grandeza é um número inteiro.

Observe que 12,5 . 10-1 e 4,7 . 102,5 são exemplos de números que não estão escritos corretamente em
notação científica.

No primeiro exemplo a mantissa 12,5 é maior que 10. No segundo exemplo a ordem de grandeza 2,5 não é
um número inteiro.

3.2 Mudando a Posição da Vírgula e Ajustando o Expoente

Como em um número escrito em notação científica a vírgula sempre deve ser posicionada à direita do
primeiro algarismo diferente de zero, se não for este o caso o procedimento a ser realizado é o seguinte:

Se deslocarmos a vírgula n posições para a direita, devemos subtrair n unidades do expoente.

Ao deslocarmos a vírgula n posições para a esquerda, devemos somar n unidades ao expoente.

Como visto acima, 12,5 . 10-1 não está na forma padronizada, então precisamos deslocar a vírgula 1
posição para a esquerda e também acrescentar 1 unidade ao expoente, o que resulta em 1,25 . 100.

No caso do número 0,0078 . 105 precisamos deslocar a vírgula 3 posições para a direita e subtrair 3
unidades do expoente, resultando em 7,8 . 102.

3.3 Adição

Para somarmos diversos números em notação científica é necessário que todos eles possuam a mesma
ordem de grandeza.

Se houver diferença, devemos realizar uma conversão para igualar o expoente das potências de 10.

Para realizar esta soma vamos deixar todas as potências com o expoente 2.

A primeira parcela permanece inalterada:

No caso da segunda parcela precisamos reduzir o expoente de 3 para 2, então a vírgula na mantissa será
deslocada uma posição para direita:
Esta operação é o mesmo que multiplicar a mantissa por 10 e dividir a potência também por 10.

A terceira parcela terá o expoente aumentado em 3 unidades e a vírgula da mantissa será deslocada o
mesmo número de posições para a esquerda:

Isto é equivalente a dividir a mantissa por 1000 ou 103 e multiplicar a potência pelo mesmo valor.

Agora temos todas as parcelas com a mesma ordem de grandeza:

Somamos as mantissas:

Como a mantissa não é menor que 10, precisamos deslocar a vírgula uma posição para a esquerda,
acrescentando também uma unidade ao expoente:

Portanto:

3.4 Subtração

Para a realização da subtração também é necessário que o minuendo e o subtraendo possuam a mesma
ordem de grandeza.

Vejamos a subtração abaixo cujos termos já vimos no caso da adição:

Vamos deixar todas as potências com o expoente 2 e realizar a subtração: Veja que a diferença não está no
padrão desejado, então precisamos deslocar a vírgula 1 posição para a esquerda e adicionar 1 uma
unidade ao expoente:

Logo:

3.5 Multiplicação

A multiplicação é bastante simples. Multiplicamos as mantissas e somamos as ordens de grandeza.

Multiplicando as mantissas e somando os expoentes temos:

Então:
3.6 Divisão

Dividimos as mantissas e subtraímos as ordens de grandeza.

Dividindo as mantissas e subtraindo os expoentes temos:

Portanto:

3.7 Potenciação

Para elevarmos um número em notação científica a um expoente n, devemos elevar a mantissa a n e


multiplicar a ordem de grandeza também por n.

Realizando os procedimentos indicados temos:

Logo:

3.8 Radiciação

Para realizarmos a radiciação é necessário que a ordem de grandeza seja divisível pelo índice, para assim
podermos realizar a retirada do radical.

Note que a ordem de grandeza, que é igual a 2, não é divisível pelo índice 3. Para ser, vamos adicionar 1
unidade a ela, deslocar a vírgula da mantissa 1 posição para a esquerda e realizar a radiciação:

Então:
3.9 Comparação de Números em Notação Científica

Independentemente da mantissa, o número que possuir a maior ordem de grandeza será o número maior:

1,5 . 104 é maior que 3,2 . 102, mesmo sendo a sua mantissa 1,5 menor que a mantissa 3,2, pois a sua ordem
de grandeza 4 é maior que a ordem de grandeza 2.

8,7 . 10-3 é menor que 5,3 . 10-2, ainda que a sua mantissa 8,7 seja maior que a mantissa 5,3, isto porque a
sua ordem de grandeza -3 é menor que a ordem de grandeza -2.

Quando dois números possuem a mesma ordem de grandeza o maior será o que possuir a maior mantissa:

Como ambos os números possuem a mesma ordem de grandeza, 2,45 . 105 é o menor deles, pois é o que
possui a menor mantissa.

Visto que os dois números têm a mesma ordem de grandeza, 4,5456 . 103 é o maior dos dois, pois é o que
tem a maior mantissa.

Nem é preciso dizer que quando tanto a mantissa, quanto a ordem de grandeza forem iguais, os números
também serão iguais:

Os números acima são iguais, já que suas mantissas e as suas ordens de grandeza são iguais.

3.10 Conversão da Notação Científica para a Notação Decimal

Realizamos tal conversão simplesmente deslocando a vírgula da mantissa para a direita ou para esquerda,
em função da ordem de grandeza ser respectivamente positiva ou negativa.

Como neste exemplo a ordem de grandeza é positiva, devemos deslocar a vírgula 3 posições para a direita
e eliminar a potência:

Neste outro exemplo a ordem de grandeza é negativa, devemos então deslocar a vírgula 2 posições para a
esquerda eliminando a potência:
Matemática Básica Unidade IV

Professor Elias Figueira Jr.

Unidade IV - Produtos notáveis

4.1. Introdução

Objetivos
 Definir produtos notáveis.
 Rever conceitos básicos sobre expressões algébricas

Definição
Produtos notáveis são produtos de expressões algébricas que possuem uma forma geral para sua
resolução. Eles são usados para simplificar cálculos algébricos, sem que seja necessária a utilização de
todas as etapas da multiplicação usando a propriedade distributiva. O termo produto é usado porque é a
solução de uma multiplicação e a palavra notável quer dizer que ele é importante, que se destaca o seu
uso.

4.2. Revisão de expressões algébricas


 Conceito:

Expressões algébricas são aquelas que apresentam números e letras.

 As letras (parte literal) das expressões algébricas são chamadas de variáveis (pois o valor de cada
letra pode ser substituído por um valor numérico).
Exemplos

5 – 2a, x2 + y2, a  b , 4abxy2


 Os termos semelhantes são aqueles que têm a parte literal idêntica.
Exemplos
Os termos 3ax2y e -5ax2y são semelhantes
Os termos 2ab e -3ba são semelhantes (pois ab = ba).
Os termos 2bxy2 e 7bx2y2 não são semelhantes.

 Chama-se polinômio a toda expressão algébrica racional e inteira (onde não aparecem variáveis
sob radical nem no denominador).
Exemplos
São polinômios: x3 - 2x +1 2a + b - c a2 - a 6ax2y3

3 x  3a 2x  y 2
Não são polinômios: x y
x y x2
 Monômios são os polinômios que têm um só termo.
Exemplo
São monômios: 3x2, 2x3y2, -5a e 7
A parte inteira de um monômio é chamada de coeficiente e a parte literal é composta das letras.
No exemplo acima, respectivamente, são coeficientes: 3, 2, -5 e o 7 e são literais x3, x3y2 e a.
 Só podemos somar ou subtrair termos semelhantes.
Exemplo
Seja efetuar a operação: 2x + x2 + 5x – 3x2
Como os termos em x são semelhantes e os termos em x2 também são, podemos associá-los (fazer
a redução de termos semelhantes) e efetuar as operações entre eles:
(2x + 5x) + (x2 - 3x2) = 7x – 2x2
 Na multiplicação de monômios multiplicamos os coeficientes desses monômios e também suas
partes literais.
Exemplos
(5a²b)(-3ab³) = 5.(-3).a².a.b.b³ = -15a³b4

2 5  4 3 4 2  4 8 4 9
xy .    ax y = .    .a.x.x3.y5.y4 =  ax y
3  5 3  5 15
Repare: Primeiro agrupamos os coeficientes (5 e 3), depois as partes literias semelhantes ( a , b).
O mesmo ocorre no outro exemplo!
 Na divisão de monômios dividimos os coeficientes e as partes literais.
Exemplos
6x3 : 2x = (6 : 3).(x3 : x) = 2 x2

 2 3 4   1 2   2   1   a b 
3 4
 a b  :   a b     :   .  2ab3
3   3   3   3   a 2b 

 A potenciação de monômios envolve diretamente a multiplicação.


Exemplo
3 3 3
 3a 2by3  33 . a 2  .b 3. y3   27a6b3 y9
     

 Na multiplicação de polinômios utilizamos a propriedade distributiva da multiplicação.


Exemplo

(x + 3).(2x – 4) = x.2x + x.(-4) + 3.2x + 3.(-4) = 2x2 - 4x + 6x -12 =

= 2x2 + 2x – 12

3.3. Produtos notáveis mais comuns

Objetivos
 Desenvolver algebricamente o quadrado da soma de dois termos.
 Desenvolver geometricamente o quadrado da soma de dois termos.

Os Produtos Notáveis podem ser desenvolvidos de duas maneiras:


 Utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, que consiste no desenvolvimento mais
detalhado, optando pelo emprego exagerado de cálculos.
 A utilização da regra prática, que vem a ser o uso de uma definição geral para cada caso,
simplificando os cálculos.
Há de se ressaltar que os dois métodos são objetivos e precisos.
Os principais produtos notáveis são:
 Quadrado da Soma
 Quadrado da diferença
 Produto da soma pela diferença
 Cubo da Soma
 Cubo da diferença
 Quadrado de polinômios

3.3.1. Quadrado da soma


Vamos determinar algebricamente o produto (a + b)2.
Utilizando a propriedade distributiva da multiplicação teremos:

(a + b)2 = (a + b).(a + b) = a.a + a.b + b.a + b.b = a2 + 2ab + b2

Ou seja: (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 (A)

A regra prática (A) pode ser escrita como:


O quadrado da soma de dois termos é igual ao quadrado do primeiro
termo, mais o dobro do produto do primeiro pelo segundo termo,
mais o quadrado do segundo termo.

Geometricamente, podemos determinar a relação (A):

Determinando a área do quadrado maior de lado (a + b) da primeira figura acima como o produto dos seus
lados, teremos:

A1 = (a + b).(a + b) = (a + b)2
Determinando a área do quadrado maior da segunda figura acima como a soma dos dois quadrados
menores e os dois retângulos que o compreendem, obtemos:

A2 = a2 + ab + ab + b2 = a2 + 2ab + b2 (C)
Como os dois quadrados maiores têm os mesmo lados, as áreas são iguais, a expressão (B) é igual à (C), ou
seja, A1 = A2, logo:

(a + b)2 = a2 + 2ab + b2

Ver outros exeplos em sala de aula! A

3.3.2. Quadrado da diferença

Objetivos
 Desenvolver algebricamente e geometricamente o quadrado da diferença de dois termos
 Desenvolver algebricamente e geometricamente o produto da soma pela diferença de dois termos
 Desenvolver algebricamente e geometricamente o cubo da soma de dois termos.

Vamos determinar algebricamente o produto (a - b)2.


Utilizando a propriedade distributiva da multiplicação teremos:
(a - b)2 = (a - b).(a - b) = a.a - a.b - b.a + (-b).(-b) = a2 - 2ab + b2

Ou seja: (a - b)2 = a2 - 2ab + b2 (D)

A regra prática (D) pode ser escrita como:

O quadrado da diferença de dois termos é igual ao quadrado


do primeiro termo, menos o dobro do produto do primeiro
pelo segundo termo, mais o quadrado do segundo termo.

Geometricamente, podemos determinar a relação (D):

A área do quadrado maior é igual à soma dos dois quadrados menores mais a soma dos dois
retângulos, ou seja:

a2 = (a – b)2 + b(a – b) + b(a – b) + b2, então:


(a – b)2 = a2 – [b(a – b) + b(a – b) + b2] 
(a – b)2 = a2 – [ ba – b2 + ba – b2 + b2] 
(a – b)2 = a2 – [2ab - b2]
Chegamos finalmente à expressão:

(a - b)2 = a2 - 2ab + b2

Veja outros exemplos em sala de aula! B


3.3.3. Produto da soma pela diferença
Determinando-se algebricamente o produto (a + b).(a – b), utilizando a propriedade distributiva da
multiplicação teremos:
(a + b).(a - b) = a.a + a.(-b) + b.a + b.(-b) = a2 - ab + ab – b2

Ou seja: (a + b).(a - b) = a2 - b2 (E)

A regra prática (E) pode ser escrita como:

O produto da soma pela diferença de dois termos é igual ao


quadrado do primeiro termo, menos o quadrado do segundo
termo.

Geometricamente, podemos determinar a relação (E):

Na primeira figura acima, a área do quadrado maior é a2 e a área do quadrado menor é b2.
Logo a área da região hachurada dessa figura será:

A1 = a2 – b2 (F)
Na segunda figura o retângulo hachurado que estava na horizontal foi transposto para a vertical, ou seja,
as áreas hachuradas das duas figuras são iguais.
Determinando a área da segunda figura teremos:

A2 = (a + b)(a – b) (G)
Como as duas áreas são iguais, A1 = A2, igualamos (G) a (F) e obtemos:

(a + b).(a - b) = a2 - b2

Veja outros exemplos em sala de aula! C


3.3.4. Cubo da soma
Determinando-se algebricamente o produto (a + b)3, utilizando a propriedade distributiva da
multiplicação, teremos:
(a + b)3 = (a + b).(a + b).(a + b) = (a + b)2.(a + b) = (a2 + 2ab + b2).(a + b) =
= a2..a + a2.b + 2ab.a + 2ab.b + b2.a + b2.b = a3 + a2b + 2a2b + 2ab2 + ab2 + b3 =
=a3 + 3a2b + 3ab2 + b3

(a + b)3 = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 (H)


Ou seja:
A regra prática (H) pode ser escrita como:

O cubo da soma de dois termos é igual ao cubo do primeiro termo, mais três vezes o
quadrado do primeiro termo multiplicado pelo segundo, mais três vezes o primeiro
termo multiplicado pelo quadrado do segundo, mais o cubo do segundo termo.

Geometricamente, podemos determinar a relação (H):

| a | b |

Como mostrado
a2 nas figuras acima, o3avolume
2
b do cubo maior é3ab
igual
2 à soma dos volumes
b3 dos dois cubos
menores mais a soma dos seis prismas que o compõe.
Assim:
(a + b)3 = a.a.a + a.a.b + a.a.b + a.a.b + a.b.b + a.b.b + + a.b.b + b.b.b
(a + b)3 = a3 + a2b + a2b + a2b + ab2 + ab2 + ab2 + b3
Encontrando-se o mesmo valor da equação (H):

(a + b)3= a3 + 3a2b + 3ab2 + b3


Exemplos
(x4 + x2)3 = (x4)3 + 3.(x4)2.(x2) + 3.(x4)
1 1 1 1
(a2 + ab )3 = (a2)3 + 3.(a2)2. ( ab ) + 3.a2.( ab )2 + ( ab )3 
2 2 2 2

1 3 3 1
(a2 + ab )3 = a6 + a5b + a4b2 + a3b3
2 2 4 8
Veja outros exemplos em sala de aula! D

3.3.5. Cubo da diferença

Objetivo
 Desenvolver algebricamente e geometricamente o cubo da diferença de dois termos.

Determinando-se algebricamente o produto (a - b)3, utilizando a propriedade distributiva da


multiplicação, teremos:

(a - b)3 = (a - b).(a - b).(a - b) = (a - b)2.(a - b) = (a2 - 2ab + b2).(a - b) =


= a2..a + a2.(-b) + (-2ab).a + (-2ab).(-b) + b2.a + b2.(-b) =

a3 - a2b - 2a2b + 2ab2 + ab2 - b3 = =a3 + 3a2b + 3ab2 + b3

(a - b)3 = a3 - 3a2b + 3ab2 - b3 (I)

Ou seja: A regra prática (I) pode ser escrita como:

O cubo da diferença de dois termos é igual ao cubo do primeiro termo, menos três vezes o
quadrado do primeiro termo multiplicado pelo segundo, mais três vezes o primeiro
termo multiplicado pelo quadrado do segundo termo, menos o cubo do segundo termo.

Geometricamente, podemos determinar a relação (I):

a
a

b __
a-b
a-b b
a-b b
a3 b3
Como é mostrado nas figuras acima, a3 – b3 é a diferença entre o volume do cubo maior e o volume do
cubo menor.

+ +

3(a-b)(a-b).b 3(a-b).b.b (a-b)3


Como é mostrado nas figuras acima, do volume do cubo maior tirando o volume do cubo menor, restarão
os volumes dos seis prismas mais o volume do cubo médio, que serão representados algebricamente por:
3.(a – b).(a – b).b + 3.(a – b).b.b + (a – b).(a – b).(a – b) =
= 3.(a2 – 2ab + b2).b + 3.(ab2 – b3) + (a2 – 2ab – b2).(a – b) =
= 3a2b – 6ab2 + 3b3 + 3ab2 – 3b3 + a3 – 3a2b + 3ab2 – b3
= a3 – b3
Comprovando então a regra prática:

(a - b)3 = a3 - 3a2b + 3ab2 - b3

Exemplo
(4x2 – 2xy3)3 = (4x2)3 – 3.(4x2)2.(2xy3) + 3.(4x).(2xy3)2 + (2xy3)3
(4x2 – 2xy3)3 = 64x6 – 96x5y3 + 48x3y6 + 8x3y9

Exercícios
Resolver, usando produto notável:
1) (4x5y3 – 2x2y4)3

2) (
2 a4 - ab5)3
3

3.3.6. Quadrado da soma de polinômios em geral

Objetivo
 Desenvolver algebricamente o quadrado da soma de polinômios.

As regras práticas de produtos notáveis podem ser entendidas para polinômios, bastando para isso:
agrupar os termos dos polinômios formando uma soma implícita de dois termos e aplicar a regra do
quadrado da soma vista nessa unidade.
Exemplo:
a) Quadrado de um trinômio
(a + b + c)2 = ((a + b) + c)2 = (a + b)2 + 2.(a + b).c + c2
Desenvolvendo as operações, teremos:
a2 + 2ab + b2 + 2ac + 2bc + c2
Ordenando os termos, obtemos:

(a + b + c)2 = a2 + b2 + c2 + 2ab + 2ac + 2bc

b) Quadrado de um polinômio de quatro termos


(a + b + c + d)2 = ((a + b) + (c + d))2 = (a + b)2 + 2.(a + b).(c + d) + (c + d)2
Desmembrando as operações teremos:
(a + b + c + d)2 = a2 + 2ab + b2 + 2ac + 2ad + 2bc + 2bd + c2 + 2cd + d2
Ordenando os termos obtemos:

(a + b + c + d)2 = a2 + b2 + c2 + d2+ 2ab + 2ac + 2ad + 2bc + 2bd + 2cd

c) Quadrado de um polinômio de n termos


Generalizando a regra prática para n termos, podemos usar a definição:

O quadrado da soma de um polinômio de n termos é


igual à soma dos quadrados desses n termos mais a soma
do duplo produto desses n termos tomados dois a dois.

Veja outros exercícios em sala de aula! E

3.3.7. Trinômio quadrado perfeito


Objetivos
 Fatorar o trinômio quadrado perfeito.
 Desenvolver a técnica de completar quadrados.

Dizemos que 25 é um quadrado perfeito, pois 25 pode ser obtido elevando-se 5 ao quadrado. Do mesmo
modo, a expressão 32 + 2.(2.3) + 22 pois é obtido elevando-se (3 + 2) ao quadrado, ou seja: 25 = (3 + 2)2,
aquela expressão é o desenvolvimento do produto notável do quadrado da soma de dois termos.
O trinômio x2 + 2xy + y2 é também um quadrado perfeito, pois é obtido a partir do desenvolvimento de (x
+ y)2.
Podemos então definir o trinômio quadrado perfeito para dois termos x e y quaisquer, da seguinte forma:

Um trinômio será um quadrado perfeito se verificar as duas condições:


Dois termos dos seus termos são quadrados: x2 e y2.
O terceiro termo é o duplo produto das raízes desses quadrados: 2.x.y.
Exemplos:
a) Verificar se o trinômio x2 + 2xy + y2 é um quadrado perfeito

x2 + 2xy + y2

x y

x y

2.x.y
Logo esse trinômio é quadrado perfeito
a) Verificar se o trinômio 16a2 + 10ab + 9b2 é quadrado perfeito:

16a2 + 10ab + 9b2


Exercícios
Verificar quais dos trinômios abaixo
são quadrados perfeitos:
16a 2 9b2
4x2 – 8xy + y2

9x2 + 6x + 1
4a 3b

a2 + 9b2 + 6ab

2.4a.3b x2 – 4bx +

24ab
Para ser quadrado perfeito o segundo termo teria que ser 24ab, como é 10ab ele não é quadrado perfeito.

3.3.8. Completar quadrados


O método de completar quadrados usa a representação geométrica dos termos de uma equação do 2º
graus utilizando áreas de retângulos e de quadrados.

Exemplo
Resolver, utilizando o método de completar quadrados, a equação: x2 + 8x = 16 (da forma ax2 + bx = c).
R. Para construir a representação, siga os passos:

1) Desenhe um quadrado de lado "x" para representar o termo x2. Depois, represente o termo 8x por
quatro retângulos de lados 2 e x, como mostra a figura abaixo:
Temos um quadrado de área: x.x = x2 e também quatro retângulos, cada um com área: 2.x = 2x, a área
total dos retângulos será: 4.2x = 8x.

2) Vamos acrescentar quatro quadrados de lado igual a 2, um em cada extremidade da figura acima,
completando o quadrado maior.

Esse quadrado maior será a área anterior, x2 + 8x, adicionada da área dos quatro quadrados que foram
acrescentados 4.(2.2), ou seja:

A = x2 + 8x + 4.(2.2)  A= (x2 + 8x) + 16 (I)

Mas da equação dada temos que: (II)


x2 + 8x = 16

Levando (II) em (I), obtemos:


A = = 16 + 16 = 32

Se a área é 32 então o lado desse quadrado é 32 .


Como o lado também é definido por x + 4, temos:
x+4= 32  x = 32  4  2.4 2  4  4 2  4

Veja outros exercícios em sala de aula! F

3.3.9. Aplicações de produtos notáveis

Objetivos
 Aplicar os produtos notáveis no desenvolvimento do binômio de Newton.
 Aplicar os produtos notáveis na resolução de problemas que envolvem determinação de áreas.
Vamos mostrar algumas das muitas aplicações de produtos notáveis.
I) Binômio de Newton
Pela definição:

Binômio de Newton é todo termo da forma (a + b)n, sendo n um número natural.

Os valores do binômio de Newton para n = 2 e para n = 3 podem ser resolvidos usando as regras já
definidas nessa unidade, ou seja:
Para n = 2, teremos: (a + b)2 = a2 + 2ab + b2
Para n = 3, teremos: (a + b)3 = a3 + 3a2 b + 3ab2 + b3
A partir do termo de ordem 4, para desenvolver o binômio de Newton basta fatorar os termos em
produtos notáveis conhecidos e em seguida é só aplicar as regras práticas que aprendemos e efetuar as
operações usando a propriedade distributiva da multiplicação.
Exemplo
(a + b)4 = (a + b)2. (a + b)2 = (a2 + 2ab + b2).( a2 + 2ab + b2) = ...
(a + b)7 = (a + b)2. (a + b)2. (a + b)3 =
= (a2 + 2ab + b2).( a2 + 2ab + b2).(a3 +3a2b + 3ab2 + b3) = ...

Ver outros exemplos em sala de aula! G


Matemática Básica Unidade V

Unidade V – Fatoração e Simplificação

5. 1.1 Definição de fatoração

A fatoração é a transformação da soma e/ou subtração de vários termos em um produto de diversos


fatores.

Vejamos alguns exemplos onde temos alguns dos principais tipos de fatoração:

Na sequência vemos como tratar cada um destes tipos de fatoração em particular.

A fatoração é um recurso que utilizamos na simplificação de sentenças matemáticas. Quando for o caso,
podemos utilizá-la na simplificação de uma fração ou de uma equação, por exemplo.

5.1.1 FATOR COMUM: AX + BX = X(A + B)

A forma mais básica de fatoração é a colocação de fatores comuns em evidência.

No exemplo abaixo o fator 5 é comum a todos os termos e por isto é possível colocá-lo em evidência:
Colocamos o fator 5 em evidência o destacando e o multiplicando pela a expressão quociente da divisão da
sentença original por tal fator, inserida entre parênteses:

Ver outros exemplos em sala de aula! A

5.1.2 Agrupamento: ax + bx + ay + by = (a + b)(x + y)

No tipo de fatoração por agrupamento não temos um fator que é comum a todos os termos, no entanto
temos fatores que são comuns a alguns termos e outros fatores que são comuns a outros termos.

Vejamos o exemplo :

Note que o fator x é comum aos dois primeiros termos, assim como o fator y é comum aos dois últimos
termos, então podemos colocá-los em evidência:

Veja que ainda temos o fator (4 + 6) em comum e que também pode ser colocado em evidência:

Assim sendo:

Obviamente, como mostrado abaixo, podemos continuar os cálculos somando 4 com 6, mas o foco aqui é a
fatoração em si:

No lugar dos fatores x e y, poderíamos evidenciar os fatores 4 e 6, visto que ambos são comuns ao fatores
4x e 4y, no caso do 4 e 6x e 6y, no caso do 6:

E ao colocarmos o fator (x + y) em evidência, chegamos ao mesmo resultado obtido anteriormente, apenas


com uma mudança na ordem dos fatores, que como sabemos não altera o produto:

Ver outros exemplos em sala de aula! B

5.1.3 Diferença de dois quadrados: a2 - b2 = (a + b)(a - b)

Este os próximos quatro tipos de fatoração que veremos estão relacionados aos produtos notáveis. Aos
estudá-los vimos que o produto da soma pela diferença de dois termos nos leva à diferença de dois
quadrados, então podemos utilizar de forma inversa este conhecimento na fatoração da diferença de dois
quadrados.

Vejamos este exemplo na sequência:

Visto que a2 - b2 = (a + b)(a - b), podemos realizar a fatoração como a seguir:


Tal fatoração foi realizada se encontrando o valor de a e b, que são respectivamente a raiz quadrada do
primeiro e do segundo termo e então os substituindo em (a + b)(a - b).

Logo:

Ver outros exemplos em sala de aula! C

5.1.4 Trinômio quadrado perfeito - soma: a2 + 2ab + b2 = (a + b)2

Quando desenvolvemos o quadrado da soma de dois termos chegamos a um trinômio quadrado perfeito,
que é o que demonstra a sentença acima, só que temos os membros em ordem inversa. Então o quadrado
da soma de dois termos é a forma fatorada de um trinômio quadrado perfeito.

Como fatorar o trinômio abaixo?

Se o pudermos escrever como a2 + 2ab + b2 estaremos diante de um trinômio quadrado perfeito, que
fatorado é igual a (a + b)2.

Obtemos o valor de a extraindo a raiz quadrada de x2 no primeiro termo e o valor de b extraindo a raiz
quadrada de 49 no terceiro termo, portanto a = x e b = 7.

Ao substituirmos a por x e b por 7 nos termos do trinômio a2 + 2ab + b2 devemos chegar a uma variação
do trinômio original:

Realizando a substituição de a e b, vamos então analisar a2 + 2ab + b2 termo a termo para verificar se o
polinômio obtido é igual ao polinômio original.

Quando substituímos a por x em a2 chegamos ao x2 original.

Ao substituirmos a por x e b por 7 em 2ab obtivemos 2 . x . 7, equivalente ao 14x original.

E finalmente substituindo b por 7 em b2 chegamos a 72, equivalente ao 49 do terceiro termo do polinômio


original.

Como foi possível escrever x2 + 14x + 49 na forma a2 + 2ab + b2, então estamos mesmo diante de um
trinômio quadrado perfeito que pode ser fatorado assim:

Portanto:

Se o polinômio em questão não fosse um trinômio quadrado perfeito, não poderíamos realizar a fatoração
desta forma, visto que a conversão de x2 + 14x + 49 em a2 + 2ab + b2 levaria a um polinômio diferente do
original. Por exemplo, se o trinômio fosse x2 + 15x + 49, o segundo termo 15x iria diferir do segundo termo
obtido via substituição de a e b que é 14x, portanto não teríamos um trinômio quadrado perfeito.

Note que realizamos uma verificação termo a termo para verificar se realmente tínhamos um trinômio
quadrado perfeito, mas você não precisará fazer tal verificação quando no enunciado da questão estiver
explícito que os polinômios realmente são trinômios quadrados perfeitos.

Ver outros exemplos em sala de aula! D


5.1.5 Trinômio quadrado perfeito - diferença: a2 - 2ab + b2 = (a - b)2

Assim como o caso da soma visto acima, de forma análoga temos o caso da diferença.

Vejamos este outro trinômio:

Como 2x é a raiz quadrada de 4x2, do primeiro termo, e 5 é a raiz quadrada de 25 do terceiro termo,
podemos reescrevê-lo como a seguir, substituindo a por 2x e b por 5 temos:

Como os respectivos termos do polinômio original e do polinômio acima são iguais, temos um trinômio
quadrado perfeito:

Portanto, temos realmente um trinômio quadrado perfeito que pode ser escrito na forma a2 -
2ab + b2 = (a - b)2:

Logo:

Ver outros exemplos em sala de aula! E

5.1.6 CUBO PERFEITO - SOMA: A3 + 3A2B + 3AB2 + B3 = (A + B)3

Na sentença acima temos um polinômio e a sua forma fatorada, que nada mais é que o cubo da soma de
dois termos.

Se temos um polinômio a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 podemos fatorá-lo como (a + b)3.

Vamos analisar o polinômio abaixo:

Nosso objetivo é escrevê-lo na forma a3 + 3a2b + 3ab2 + b3, substituindo a por 7 que é a raiz cúbica de 343
e substituindo b por 3y que é a raiz cúbica de 27y3:

Como visto nos dois tipos anteriores, também neste tipo e no próximo, se não estiver claro no enunciado
da questão que realmente se trata de um cubo perfeito, precisamos verificar se todos os membros do
polinômio original são iguais aos termos do polinômio obtido via substituição de a e b em
a3 + 3a2b + 3ab2 + b3. Como os respectivos termos do polinômio original e do polinômio acima são iguais,
temos de fato um cubo perfeito:
Então temos um cubo perfeito que é fatorado como:

5.1.7 CUBO PERFEITO - DIFERENÇA: A3 - 3A2B + 3AB2 - B3 = (A - B)3

A forma fatorada do polinômio no primeiro membro da sentença acima é o cubo da diferença de dois
termos. O polinômio a3 - 3a2b + 3ab2 - b3 é fatorado como (a - b)3.

Vamos fatorar a sentença abaixo de forma análoga a que fizemos no tipo de fatoração anterior:

Extraímos a raiz cúbica de 8a3 que é 2a e de 343b3 que é 7b e então substituímos a e b respectivamente
por 2a e 7b em a3 - 3a2b + 3ab2 - b3:

Como os respectivos termos do polinômio original e do polinômio acima são iguais, temos um cubo
perfeito:

Então:

5.2 SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÃO ALGÉBRICA

Objetivo
 Por meio da simplificação de fração algébrica, é possível estender o método de simplificação de
frações numéricas para frações que possuem incógnita.

Sempre que a palavra “algébrica” for utilizada para uma expressão numérica, significa que essa expressão
possui pelo menos uma incógnita, isto é, uma letra ou símbolo utilizado para representar um número
desconhecido. Desse modo, uma fração algébrica, por sua vez, nada mais é do que uma fração que possui
pelo menos uma incógnita no denominador (parte de baixo da fração). Portanto, a simplificação de
frações algébricas segue o mesmo fundamento da simplificação de frações numéricas.

São exemplos de frações algébricas:

1) 2x 2) 4y2 – 9x2
4y 2y + 3x

Veja outros exemplos em sala de aula! F


Matemática Básica Unidade VI

Unidade VI - Polinômios: determinação das raízes e fatoração pelas raízes

Note: Raiz de um polinômio é o valor da icógnita que faz


com que o valor numérico da equação seja igual a 0.

6. 1 Raiz exata

Apenas quando se tratar de raiz quadrada (índice 2) podemos deixar o espaço destinado ao índice em
branco. O índice da fração indica quantas vezes é necessário multiplicar o número da potência por si
mesmo até obter o valor do radicando, como vimos na Unidade 1 em Radiciação. Exemplo: Raiz 9 = 3

Ao lidar com radicandos maiores, podem surgir dúvidas, pois o valor da raiz não aparecerá tão facilmente.
Para situações como essas, devemos utilizar o processo de fatoração para obter a raiz. Vale lembrar que na
fatoração há um número que deve ser dividido pelo menor número primo possível sucessivas vezes até
que o quociente seja um. Vejamos como encontrar a raiz quadrada de 729:
Nessa fatoração, começamos com o número do radicando, o 729, à esquerda. À direita, colocamos o menor
primo que o dividirá. Novamente, à esquerda, coloca-se o número do quociente da divisão e repete-se esse
processo até que o quociente seja 1. Como estamos procurando o resultado de uma raiz cujo índice é 2,
agrupamos os números da direita em potências de expoente 2. Em seguida, colocamos essa multiplicação
de potências dentro do radical, e aqueles números cujo o expoente é o mesmo do índice da raiz podem sair
do radical sem o expoente.

Vamos ver outros exemplos em sala de aula! A

6.2 RAÍZES NÃO EXATAS


As raízes que não possuírem como resultado um número inteiro positivo, terá como resultado um número
irracional. Por exemplo: Raiz 18 = 4,242640...

6.2.1 RADICANDO PRIMO


Se o radicando pertence ao conjunto dos números primos, é preciso procurar por valores aproximados
para sua raiz. Esse cálculo é feito procurando-se por raízes exatas próximas ao radicando e,
posteriormente, aproximando a raiz do radicando tendo como base a raiz exata mais próxima. Por
exemplo, calculemos a raiz cúbica de 31:

Na imagem anterior, vimos que a raiz cúbica de 31 tem um resultado decimal entre 3 e 4. Para descobrir
uma aproximação de L, é necessário definir quantas casas decimais ele deve ter e procurar pelo número
que, elevado ao cubo, mais se aproxime de 31. No exemplo, usaremos uma aproximação com duas casas
decimais. Portanto, L = 3,14, pois:

3,143 = 30,959144

6.2.2 RADICANDO NÃO PRIMO

Quando o radicando não é primo, decomponha-o em fatores primos e agrupe esses fatores em potências
cujo expoente seja igual ao índice do radicando. Isso permitirá o cálculo imediato de todos os fatores cujo
expoente é igual ao índice e resumirá os cálculos às raízes dos menores números primos possíveis para
aquela raiz.

Exemplo:

Sabendo que a raiz cúbica de 2 é aproximadamente 1,26, calcule a raiz cúbica de 256. Em outras palavras,
calcule:
Solução: Primeiramente, obtenha a decomposição em fatores primos de 256:

256|2
128|2
64|2
32|2
16|2
8|2
4|2
2|2
1

256 = 23·23·22

Agora, reagrupe os fatores em potências de expoente 3 dentro do radical. Observe:

Por fim, é possível utilizar uma das propriedades dos radicais para simplificar a raiz acima. Portanto,
reescreva a igualdade da seguinte maneira para obter o resultado indicado:

Para encontrar o valor numérico da expressão acima, note que o resultado traz uma raiz cúbica de 2
elevado ao quadrado. Podemos reescrever da seguinte maneira:

Substitua as raízes cúbicas de 2 pelo valor dado no exercício e realize a multiplicação.

4·1,26·1,26 = 6,35

Vamos ver outros exemplos em sala de aula! B

6. 3 DETERMINAÇÃO DE RAÍZES DE POLINÔMIOS

Polinômio é um caso particular de equação não-linear, portanto o que foi visto para raízes de equações
não-lineares pode ser estendido para polinômios. Será visto algumas características específicas de
polinômios. Como viu-se, para a solução de raízes procura-se dividir o processo em duas fases: localização
de raízes e determinação de raízes.

Localização das Raízes


Anotação:
ANEXO 1- CONJUNTOS NUMÉRICOS

1) Conjunto dos Números Naturais


São todos os números inteiros positivos, incluindo o zero. É representado pela letra maiúscula N.
Caso queira representar o conjunto dos números naturais não-nulos (excluindo o zero), deve-se
colocar um * ao lado do N:

N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, ...}
N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11, ...}

2) Conjunto dos Números Inteiros


São todos os números que pertencem ao conjunto dos Naturais mais os seus respectivos opostos
(negativos).
São representados pela letra Z:

Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...} O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos, eles são:

- Inteiros não negativos


São todos os números inteiros que não são negativos. Logo percebemos que este conjunto é igual ao
conjunto dos números naturais.
É representado por Z+:

Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...}

- Inteiros não positivos


São todos os números inteiros que não são positivos. É representado por Z -:

Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}

- Inteiros não negativos e não-nulos


É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se esse subconjunto por Z*+:

Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}

Z*+ = N*

- Inteiros não positivos e não nulos


São todos os números do conjunto Z- excluindo o zero. Representa-se por Z*-.

Z*- = {... -4, -3, -2, -1}

3) Conjunto dos Números Racionais


Os números racionais é um conjunto que engloba os números inteiros (Z), números decimais
finitos (por exemplo, 743,8432) e os números decimais infinitos periódicos (que repete uma
sequência de algarismos da parte decimal infinitamente), como "12,050505...", são também
conhecidas como dízimas periódicas.
Os racionais são representados pela letra Q.

4) Conjunto dos Números Irracionais


É formado pelos números decimais infinitos não-periódicos. Um bom exemplo de número
irracional é o número PI (resultado da divisão do perímetro de uma circunferência pelo seu
diâmetro), que vale 3,14159265 .... Atualmente, supercomputadores já conseguiram calcular
bilhões de casas decimais para o PI.
Também são irracionais todas as raízes não exatas, como a raiz quadrada de 2 (1,4142135 ...)
5) Conjunto dos Números Reais
É formado por todos os conjuntos citados anteriormente (união do conjunto dos racionais com os
irracionais).
Representado pela letra R.

Contato do Professor:
E-mail: elias.junior@unifaminas.edu.br
eliasjuniorfigueira@gmail.com

Referências
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ALENCAR FILHO, Edgard de. Iniciação a lógica matemática. São Paulo: Nobel, 2002. 203 p. ISBN 85-213-0403-X.

ANDRINI, A.; VASCONCELLOS, M. J. Novo praticando matemática. São Paulo: Brasil, 2002. p. 13.

BALIELO, D.F. & SODRÉ, U. Ensino fundamental: Aplicações das razões e proporções. 2004. Disponível em:
http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/fundam/razoes/razoes-aplic.htm#m108b05. Acesso em: março
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