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Universidade Federal do Pampa – Campus Alegrete

Eletrostática

Manoel Henrique Alves


Professor Leandro A. Thesing
Física III
Laboratório

Alegrete, Abril
2015
Índice

1.Objetivo ..................................................................................................................................... 3
2.Introdução ................................................................................................................................. 4
3.Fundamentos Teóricos .............................................................................................................. 5

4.Parte Experimental .................................................................................................................... 8

5.Análise...................................................................................................................................... 11

6.Conclusão ................................................................................................................................. 12

7.Fonte Bibliográfica................................................................................................................... 13

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1.Objetivo
 Aplicar os conhecimentos estudados em sala de aula para assim obter
um aprendizado experimental da física; assimilando a teoria com prática.
 Identificar regularidades, associando fenômenos que ocorrem em
situações semelhantes para utilizar as leis que expressam essas
regularidades na análise e previsões de situações do dia-a-dia.
 Verificar a existência de cargas elétricas.
 Identificar os condutores, isolante e processos de eletrização.
 Utilizar detectores eletrostáticos.
 Utilizar os conhecimentos adquiridos, identificando, formulando,
equacionando e resolvendo problemas que possam acontecer na vida
prática, relativo a cargas elétricas.
 Relacionar os conceitos teóricos com a prática.
 Identificar regularidades, associando fenômenos que ocorrem em
situações semelhantes para utilizar as leis que expressam essas
regularidades na análise e nas previsões de situações do dia-a-dia.
 Construir uma visão sistematizada dos diversos tipos de interação e das
diferentes naturezas de fenômenos da física para poder fazer uso desse
conhecimento de forma integrada e articulada.
 Ler e interpretar corretamente tabelas, gráficos, esquemas e diagramas
apresentados em textos.

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2.Introdução

Na aula do dia 31 de março de 2015, os alunos da engenharia mecânica foram


ao laboratório de física para realização de aula experimental; com objetivo de
estudar os fenômenos eletrostáticos, os processos de eletrização e as cargas
elétricas.
Transmitindo assim para os alunos um conhecimento teórico-prático,
aperfeiçoando também o trabalho científico em equipe.

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3.Fundamentação Teórica

ELETROSTÁTICA

Cargas Elétricas
Toda a matéria que conhecemos é formada por moléculas. Esta, por sua vez, é
formada de átomos, que são compostos por três tipos de partículas
elementares: prótons, nêutrons e elétrons.
Os átomos são formados por um núcleo, onde ficam os prótons e nêutrons e
uma eletrosfera, onde os elétrons permanecem, em órbita.
Os prótons e nêutrons têm massa praticamente igual, mas os elétrons têm
massa milhares de vezes menor. Sendo m a massa dos prótons, podemos
representar a massa dos elétrons como:

Ou seja, a massa dos elétrons é aproximadamente 2 mil vezes menor que a


massa dos prótons.
Podemos representar um átomo, embora fora de escala, por:

Se pudéssemos separar os prótons, nêutrons e elétrons de um átomo, e lançá-


los em direção à um imã, os prótons seriam desviados para uma direção, os
elétrons a uma direção oposta a do desvio dos prótons e os nêutrons não
seriam afetados.
Esta propriedade de cada uma das partículas é chamada carga elétrica. Os
prótons são partículas com cargas positivas, os elétrons tem carga negativa e
os nêutrons tem carga neutra.
Um prótons e um elétrons têm valores absolutos iguais embora tenham sinais
opostos. O valor da carga de um próton ou um elétrons é chamado carga
elétrica elementar e simbolizado por e.
A unidade de medida adotada internacionalmente para a medida de cargas
elétricas é o coulomb (C).
A carga elétrica elementar é a menor quantidade de carga encontrada na
natureza, comparando-se este valor com coulomb, têm-se a relação:

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A unidade coulomb é definida partindo-se do conhecimento de densidades de
corrente elétrica, medida em ampère (A), já que suas unidades são
interdependentes.
Um coulomb é definido como a quantidade de carga elétrica que atravessa em
um segundo, a secção transversal de um condutor percorrido por uma corrente
igual a 1 ampère.

Eletrização de Corpos
A única modificação que um átomo pode sofrer sem que haja reações de alta
liberação e/ou absorção de energia é a perda ou ganho de elétrons.
Por isso, um corpo é chamado neutro se ele tiver número igual de prótons e de
elétrons, fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja nula.
Pela mesma analogia podemos definir corpos eletrizados positivamente e
negativamente.
Um corpo eletrizado negativamente tem maior número de elétrons do que de
prótons, fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja negativa.
Um corpo eletrizado positivamente tem maior número de prótons do que de
elétrons, fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja positiva.

Fique atento:
É comum haver confusão sobre corpos positivamente carregados,
principalmente, já que é plausível de se pensar que para que o corpo
tenha carga elétrica positiva ele deva receber carga elétrica positiva, ou
seja, ganhar prótons.
Quando na verdade um corpo está positivamente carregado se ele
perder elétrons, ficando com menos carga elétrica negativa.
Para que durante os cálculos você não se confunda, lembre que a
física vista a nível de ensino médio estuda apenas reações
elementares e cotidianas, como o movimento de elétrons. As reações
onde as partículas intranucleares (nêutrons e prótons) podem ser
modificadas são estudadas na parte da ciência conhecida como Física
Nuclear.

Eletrizar um corpo significa basicamente tornar diferente o número de prótons e


de elétrons (adicionando ou reduzindo o número de elétrons).
Podemos definir a carga elétrica de um corpo (Q) pela relação:

Onde:
Q= Carga elétrica, medida em coulomb no SI
n= quantidade de cargas elementares, que é uma grandeza adimensional e
têm sempre valor inteiro (n=1, 2, 3, 4 ...)

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e= carga elétrica elementar ( )
A eletrostática é basicamente descrita por dois princípios, o da atração e
repulsão de cargas conforme seu sinal (sinais iguais se repelem e sinais
contrários se atraem) e a conservação de cargas elétricas, a qual assegura que
em um sistema isolado, a soma de todas as cargas existentes será sempre
constante, ou seja, não há perdas.

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4.Parte Experimental

Experimento 1

Dispondo de papel picado, uma tira de plástico, um pedaço de papel


(jornal, por exemplo) e uma régua.

a) Aproxime a tira de plástico do papel picado e verifique o que acontece.


b) Aproxime a régua do papel picado e verifique o que acontece.
c) Friccione o papel jornal na tira de plástico. Em seguida, aproxime a
tira de plástico do papel picado e verifique o que ocorre.
d) Repita o experimento anterior usando a régua no lugar da tira de
plástico.
4.2 ATRAÇÃO E REPULSÃO

Uma vez que os materiais isolantes podem tornar-se eletricamente


carregados pelo atrito entre dois materiais diferentes, são propostos os
experimentos a seguir.

Experimento 2

Dispondo de um pedaço de meia de náilon, uma tira de plástico flexível,


proceda ao atrito da meia de náilon da parte central da tira de plástico até a
extremidade. Em seguida, após haver eletrizado as duas extremidades da tira
de plástico, suspenda a tira de plástico a partir da sua posição central com o
auxilio de um lápis ou caneta.

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Experimento 3

Dispondo de dois canudos plásticos, um pedaço de papel (jornal) e um


pedaço de náilon:

a) Atrite os dois canudos à folha de papel e, segurando-os com uma das


extremidades juntas, tente aproximá-los para ficarem juntos.
4.3 INDUÇÃO ELETROSTÁTICA

A indução eletrostática pode ser verificada no primeiro experimento, em que


um corpo carregado (régua eletrizada) atrai um condutor neutro (papel
picado).

Experimento 4 - Pêndulo Eletrostático

Dispondo de um pêndulo eletrostático, que possui uma lâmina circular de


papel alumínio presa a ela por uma linha, e de uma régua previamente
eletrizada, é feita a aproximação destes dois materiais. Verifique o que ocorre e
explique o fenômeno.

a) Se o material suspenso fosse um isolante descarregado haveria que


processo? Qual a razão para tal comportamento?
b) Para melhorar a compreensão da indução eletrostática em um corpo
neutro, ilustre a distribuição de cargas na lamina circular de papel
alumínio e régua.
Experimento 5 - Eletroscópio

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Um dos mais simples eletroscópios consiste de uma lâmina de papel
laminado, dobrada ao meio sobre uma haste de cobre no interior de um vidro
transparente ou garrafa pet.

Utilizando um plástico previamente eletrizado, uma régua, por exemplo,


aproxime-o da haste superior do eletroscópio, sem tocá-lo, e verifique o que
acontece.

Experimento 6 GERADOR DE VAN DE GRAAFF

Em essência, o gerador de Van de Graaff consiste em uma esfera


metálica, uma correia de borracha, duas polias e um pequeno motor, conforme
esboçado. Pela rotação da polia inferior, há o atrito da lã que cobre a polia e a
polia. Neste processo a lã fica eletrizada positivamente e a borracha
negativamente. As cargas negativas penetram no interior da esfera, induzindo
cargas positivas na superfície interna e cargas negativas na superfície externa.

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5. Análise
Com base na experiência, percebemos que com a análise da carga
elétrica e da eletrização é bem possível visualizar os efeitos físicos; mesmo
que não consigamos ver a olho nu as cargas, podemos efetivamente ver os
resultados, como a ação de atração e repulsão.

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6. Conclusão

Neste experimento foram estudadas as cargas elétricas, seus efeitos


eletrostáticos e seus processos de eletrização. Através dos experimentos
realizados, podemos visualizar perfeitamente a ação física das cargas, e dos
corpos carregados. É sem sombra de dúvidas que o conhecimento científico-
experimental foi de suma importância para o desenvolvimento de um bom
raciocínio lógico-científico.

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7. Fonte Bibliográfica
Site:
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Eletromagnetismo/Eletrostatica/el
etrizacao2.php > Acessado em 6 de abril de 2015.
Livro:
HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física, v. 3:
eletromagnetismo. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007.

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