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00030.000458/2021-44
 
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Secretaria de Governo
Secretaria Especial de Assuntos Federativos
 
 
                   OFÍCIO CIRCULAR Nº 2/2021/SAF/AESP/SEGOV/PR
 
 
10 de fevereiro de 2021
 
À Sua Excelência o Senhor
IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR
Governador do Distrito Federal
Palácio do Buriti
70075-900 - Brasília/DF
E-mail: agenda.governador@buriti.df.gov.br; ibaneis.rocha@buriti.df.gov.br

 
Assunto: Resolução nº 12, de 9 de fevereiro de 2021, do Comitê de Crise
para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19.
 
Excelentíssimo Senhor Governador,
               
Cumprimentando-o cordialmente, esta Secretaria Especial de Assuntos
Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República
(SEAF/SEGOV/PR) destaca a importância de uma forte articulação entre os
vários atores da sociedade brasileira para a construção conjunta de
soluções, especialmente diante do atual cenário da pandemia do
coronavírus. Nesse sentido, o Governo Federal tem atuado junto aos
estados e municípios buscando medidas que possam fortalecer os entes
federativos. 
Imbuídos desse propósito, destacamos a atuação do Comitê de Crise para
Supervisão e Monitoramento dos Impactos da COVID-19 da Presidência da
República, instituído pelo Decreto nº 10.277, de 16 de março de 2020, do
qual a Secretaria de Governo da Presidência da República faz parte, cujo
objetivo é articular a ação governamental para o enfrentamento
coordenado das questões decorrentes da pandemia da COVID-19.
Ressaltamos também a atuação específica da SEAF/SEGOV,
particularmente no que se refere às reuniões periódicas realizadas com os
comitês de crise estaduais e também à constante interação com as
entidades municipalistas, que têm sido essenciais para o atendimento dos
entes nesse contexto.
As competências da SEAF/SEGOV estão elencadas no Decreto
10.591/2020:
 
“Art. 8ºÀ Secretaria Especial de Assuntos Federativos compete:
I - acompanhar a conjuntura social, econômica e política dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios;
II - acompanhar o desenvolvimento das ações federais no âmbito dos
entes federativos;
III - gerenciar informações e elaborar estudos e proposições legislativas e
recomendações para o aperfeiçoamento do pacto federativo;
IV - subsidiar e estimular a integração dos entes federativos às políticas
públicas, aos planos e aos programas do Governo federal;
V - contribuir com os órgãos e as entidades da administração pública
federal, estadual, distrital e municipal nas ações que tenham impacto nas
relações federativas;
VI - promover a articulação e a interlocução dos órgãos e das entidades
da administração pública federal com os entes federativos e consolidar
informações e pareceres sobre propostas relacionadas com o
aprimoramento:
a) da relação entre os entes federativos; e
b) do exercício das competências constitucionais dos entes federativos;
VII - contribuir com os órgãos da Presidência da República na criação de
instrumentos de avaliação permanente da ação governamental;
VIII - estimular e apoiar processos, atividades e projetos de cooperação
dos entes federativos;
(...)"
 

Portanto, com o objetivo de complementarmos essa articulação, o Comitê


de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da COVID-19
publicou a Resolução nº 12, de 9 de fevereiro de 2021, (anexo) que dispõe
sobre ações complementares de apoio da Administração Pública Federal
em auxílio aos estados e ao Distrito Federal que o solicitarem, para
enfrentamento da pandemia.
A Resolução tem como escopo o apoio específico aos estados em situação
de insuficiência ou exaurimento de suas capacidades no enfrentamento da
pandemia. Importante frisar que a resolução não altera a competência do
Comitê de Crise definida pelo decreto nº 10.277, de 16 de março de 2020,
nem dos Ministérios envolvidos no enfrentamento à COVID-19.
O texto prevê ações complementares de apoio a estados e ao Distrito
Federal, tais como a disponibilização de recursos humanos, o fornecimento
de materiais e apoio logístico, o assessoramento técnico às autoridades
estaduais ou distrital na contratação de material, de pessoal e capacitação
de recursos humanos, dentre outras medidas.
Essas ações complementares dependerão de solicitação específica do
governador do estado ou Distrito Federal, em conjunto com o Secretário
Estadual de Saúde ou equivalente, e direcionada ao Comitê de Crise para
Supervisão e Monitoramento dos Impactos da COVID-19.
Essa solicitação deverá conter:
Declaração fundamentada reconhecendo a insuficiência ou
exaurimento dos meios do governo estadual em
decorrência da pandemia de COVID-19, acompanhada de
manifestação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
e/ou Resolução do Gabinete de Crise ou estrutura
semelhante;
Delimitação da natureza exata do auxílio necessário, com
proposta de ações e datas; e
Indicação dos agentes públicos que servirão como ponto de
contato com a administração pública federal.
O apoio será formalizado por intermédio de acordos de cooperação
técnica (ACT), dentro das necessidades peculiares de cada estado,
respeitando a autonomia dos governos estaduais e distrital. Dessa forma, o
Governo Federal poderá prestar soluções customizadas para dar maior
eficácia ao apoio aos estados e ao Distrito Federal, propiciando benefícios
para a população, como incremento nas soluções de enfrentamento e
rapidez nas respostas para as situações específicas.
Importa esclarecer que esse apoio complementar não exclui a
cooperação regular já prestada pelos órgãos e entidades da
administração pública federal, estadual e distrital.
Finalmente, coloco esta Secretaria Especial à disposição para
esclarecimentos adicionais por meio do correio eletrônico
seaf@presidencia.gov.br, assim como em nossos telefones (61) 3411-
1084 / 1088.
 
Atenciosamente,
 

DEBORAH VIRGÍNIA MACEDO ARÔXA


Secretária Especial de Assuntos Federativos

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