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ÉRICA MANTOVANI DE OLIVEIRA

DEFINIÇÃO DOS CONDICIONANTES DO MEIO FÍSICO


PARA SUBSIDIAR A ELABORAÇÃO DE CARTAS DE
SENSIBILIDADE AMBIENTAL AO DERRAMAMENTO
DE ÓLEO – MUNICÍPIO DE CUBATÃO (SP).

Monografia apresentada à Comissão do Trabalho de


Formatura do Curso de Geologia do Instituto de
Geociências e Ciências Exatas – UNESP, campus de
Rio Claro, como parte das exigências para o
cumprimento da disciplina Trabalho de Formatura no
ano letivo de 2006

Orientador: Prof. Dr. Leandro Eugenio da Silva Cerri

Rio Claro – SP
2006
553.282 Oliveira, Érica Mantovani de
O48d Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar
cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo –
município de Cubatão (SP) / Érica Mantovani de Oliveira. –
Rio Claro : [s.n.], 2006
61 f., figs., tabs., fots., mapas

Trabalho de conclusão (Geólogo) – Universidade Estadual


Paulista, Instituto de Geociências e Ciências Extas
Orientador: Leandro Eugenio da Silva Cerri

1. Petróleo – Geologia. 2. Dutovia. 3. Carta geológico-


geotécnica. I. Título

Ficha Catalográfica elaborada pela STATI – Biblioteca de UNESP


Campus de Rio Claro/SP
Á minha mãe e irmão,
Teresinha e Arthur, pelo amor e apoio
em todos os momentos
AGRADECIMENTOS

Primeiramente gostaria de agradecer a DEUS pelo dom da vida, pela saúde e força para
superar barreiras.

À minha Família, em especial a minha mãe Teresinha e meu irmão Arthur, pelo apoio e pelas
dificuldades que superamos juntos.

Ao meu orientador, Leandro Eugenio da Silva Cerri (Léo), pela amizade, apoio, orientação e
estímulo na elaboração deste trabalho.

Ao PRH-05 (ANP) pelos dois anos de bolsa. Ao professor Dimas Dias Brito e ao secretário
do PRH-05, José Maria, pelo apoio ao projeto.

Agradeço ao professor Zaine, pela amizade e ajuda nesta pesquisa, principalmente no trabalho
de campo.

Ao Fábio Iwashita, agradeço pela amizade e pelo incentivo neste trabalho.

Ao Marcelo, obrigada pela amizade, cumplicidade, companheirismo e incentivo nas etapas


finais de graduação.

Ao Fábio (FORTEGEO) e Camila pelo apoio nas etapas finais deste trabalho.

Ao Grupo PET Geologia, pelo companheirismo e amizade ao longo de todos estes anos.

À Unesp, em especial ao Professores e Funcionários, do DGA e DPM, que sempre nos


ajudaram, nestes anos de graduação.

Aos funcionários da biblioteca pelo carinho e auxílio em todas as horas.

A todos os amigos que conquistei e aos formandos de 2006, obrigada pela companhia,
viagens, conversas e festas durante esses cinco anos.
De tudo ficaram três coisas: a certeza
de que ele estava sempre começando, a
certeza de que era preciso continuar e a
certeza de que seria interrompido antes
de terminar... Fazer da interrupção um
caminho novo. Fazer da queda um
passo de dança, do medo uma escada,
do sono uma ponte, da procura um
encontro.
Fernando Sabino.
RESUMO

A presente pesquisa propôs um estudo dos condicionantes do meio físico, com o intuito de
subsidiar a elaboração de cartas de sensibilidade ambiental (CSA) ao derramamento de óleo. A
área estudada localiza-se no Município de Cubatão (SP), a qual possui diferentes ambientes
bastante heterogêneos como é o caso da região serrana com remanescentes da Mata Atlântica
(protegida pelo Parque Estadual da Serra do Mar), da região de Planície caracterizada por
manguezais e área urbana. Estes ambientes são cortados por diversas dutovias que transportam
diferentes produtos, principalmente óleo. Apesar dos constantes avanços nos sistemas de
segurança operacional, acidentes envolvendo dutos são muito freqüentes representando uma
grande ameaça à qualidade ambiental. As CSA podem auxiliar na redução das conseqüências
ambientais do vazamento e tornar eficientes os esforços de contenção e limpeza/remoção, além de
servir como suporte técnico a outras atividades socioeconômicas e de gestão ambiental. Como tais
cartas trabalham com três tipos de informações: meio físico, meio biótico e meio socioeconômico,
optou-se por trabalhar apenas com o meio físico, já que um geólogo não está familiarizado com o
trabalho do meio biológico ou meio sócio-econômico. Mesmo com esta familiaridade, o grande
desafio deste trabalho foi definir quais condicionantes do meio físico deveriam estar presentes em
uma CSA para regiões interioranas, pois não há uma metodologia definida para a elaboração de
tais cartas; ao contrário das CSA elaboradas em regiões costeiras e marítimas. O método utilizado
foi composto por: 1ª Etapa: Levantamento dos dados existentes e produção de base topográfica; 2ª
Etapa: Caracterização do meio físico, através do método de Unidades Básicas de
Compartimentação - UBCs e elaboração de carta preliminar das UBCs e quadro síntese com as
características do meio físico; 3ª Etapa: Trabalho de campo para verificar os limites das UBCs e
as características obtidas na etapa anterior; 4ª Etapa: Análise das informações de campo; 5ª Etapa:
Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar as CSA; 6ª Etapa: Elaboração de carta
que reúna os condicionantes do meio físico e a sensibilidade ambiental deste meio. Com estas
informações pretendeu-se, ainda, comparar a sensibilidade do meio físico (Serra e Planície) e ao
mesmo tempo avaliar se as informações que as cartas geológico-geotécnicas possuem podem ser
as mesmas utilizadas na elaboração das CSA.

Palavras chave: Dutovias, Sensibilidade Ambiental, Meio Físico, Cartografia geológico-


geotécnica, Cubatão.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO............................................................................................................11
1.1 Premissas, Hipóteses de Trabalho e Objetivos.......................................................12
2. MÉTODO E ETAPAS DE TRABALHO.....................................................................14
2.1 FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS........................................................................14
2.2 MÉTODO DA UTILIZAÇÃO DE UNIDADES BÁSICAS DE COMPARTIMENTAÇÃO............
PARA A DEFINIÇÃO DE UNIDADES GEOTÉCNICAS..................................................16

2.3 ETAPAS DE TRABALHO.........................................................................................17


2.4 MATERIAIS UTILIZADOS E PROCEDIMENTOS .......................................................17
2.4.1 Principais Fontes de Pesquisa Bibliográfica..............................................17
2.4.2 Material Cartográfico Utilizado.................................................................17
2.4.3 Fotografias Aéreas e Ortofotos..................................................................19
2.4.4 Elaboração do Mapa Base.........................................................................19
2.4.5 Trabalho de Campo...................................................................................19
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES................................................................................21
3.1 BASE TEÓRICA........................................................................................................21
3.1.1 Cartas de Sensibilidade Ambiental para o derramamento de óleo................21
3.1.2 Cartas e/ou Mapas Geológico-Geotécnicos..................................................27
3.2 SELEÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA..................................................................29
3.2.1 Localização....................................................................................................29
3.2.2 Geologia da área............................................................................................30
3.2.3 Geologia Estrutural........................................................................................32
3.2.4 Geomorfologia...............................................................................................33
3.2.4.1 Região Serrana...................................................................................34
3.2.4.2 Morros isolados.................................................................................35
3.2.4.3 Planície Litorânea..............................................................................35
3.2.5 Hidrologia......................................................................................................35
3.2.5.1 Hidrologia de Superfície...................................................................35
3.2.5.2 Hidrologia de Subsuperfície.............................................................36
3.2.5.2.1 Profundidade do Nível Freático.......................................36
3.2.5.2.2 Características Hidrogeológicas do Maciço.....................37
3.2.6 Solos...............................................................................................................37
3.2.7 Clima..............................................................................................................40
3.2.8 Pluviometria...................................................................................................41
3.2.9 Vegetação.......................................................................................................41
3.2.10 Processos do Meio Físico............................................................................42
3.2.10.1 Rastejo (Creeping)...........................................................................43
3.2.10.2 Escorregamento...............................................................................43
3.2.10.3 Corrida de Massa.............................................................................44
3.2.10.4 Queda de Blocos..............................................................................44
3.2.10.5 Erosão pela água..............................................................................45
3.3 COMPARTIMENTAÇÃO E DEFINIÇÃO DA SENSIBILIDADE DO MEIO FÍSICO..............45
4. CONCLUSÕES............................................................................................................52
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................55
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Método para a elaboração de um plano de pesquisa ................................................14


Figura 2: Fluxograma mostrando as etapas de trabalho, para o .........
desenvolvimento do projeto.......................................................................................18
Figura 3: Acidentes Ambientais por dutos registrados pela CETESB, .........
no estado de São Paulo (1980 – set/2006).....................................................................24
Figura 4: Acidentes Ambientais por dutos distribuídos pelo Estado .........
de São Paulo (1980 - set/2006)............................................................................................24
Figura 5: Localização da área de estudos.....................................................................................29
Figura 6: Compartimentação da área mostrando os blocos Norte (Bloco Juquitiba) .........
e Sul (Bloco Litorâneo) – modificado Google Earth......................................................30
Figura 7: Fluxograma mostrando as, para o desenvolvimento do projeto...............................33

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Fotografias aéreas utilizadas (amarelo) para definir as UBCs.................................19


Tabela 2: Níveis de elaboração das cartas de sensibilidade ambiental .........
em regiões costeiras..................................................................................................22
Tabela 3: Tipos de informações incluídas nas cartas de sensibilidade ambiental para .........
derramamento de óleo em regiões costeiras e marítimas..........................................23
Tabela 4: Exemplos de acidentes envolvendo dutos................................................................25

Tabela 5: Conceitos de mapa, planta e carta Geotécnicos.......................................................27


Tabela 6: Definições de termos empregados em mapeamento geotécnico..............................28
Tabela 7: Classificação dos perfis das encostas da Serra do Mar............................................34
Tabela 8: Critérios de classificação de sensibilidade do meio físico.......................................50
LISTA DE FOTOS

Foto 1: Oleoduto rompido, por corrosão, em Campinas (SP).............................................26


Foto 2: Faixa de oleoduto aberta na Mata Atlântica para reparo após vazamento ...............
São Sebastião (SP)..................................................................................................26
Foto 3: Oleoduto rompido na refinaria de São José dos Campos (SP)...............................26
Foto 4: Rompimento de gasoduto, seguido de incêndio, em São Paulo (SP).....................26
Foto 5: Acidente com óleoduto no Paraná, atingindo o Rio Iguaçu....................................26
Foto 6: Rompimento de oleoduto em condomínio de luxo em Barueri (SP)......................26
Foto 7: Rompimento de gasoduto em Barueri (SP).............................................................26
Foto 8: Feição de escorregamento - Estrada Caminho do Mar...............................................
(Serra do Mar - Cubatão)........................................................................................46
Foto 9: Desprendimento de blocos, devido à intensidade de fraturas da................................
rocha Estrada Caminho do Mar (Serra do Mar - Cubatão).....................................46
Foto 10: Seqüência de fotos na estrada Caminho do Mar (Serra do Mar - Cubatão),............
mostrando local onde ocorreu corrida de massa, atingindo a Refinaria..................
PresidenteBernardes (RPBC). Hoje o local encontra-se impermeabilizado............
com piche.............................................................................................................47
Foto 11: Feição de escorregamento (A) no morro Mazagão.............................................48
Foto 12: Áreas de alagamento...........................................................................................48

APÊNDICES

APÊNDICE A – O Contaminante
APÊNDICE B – Mapa de Pontos
APÊNDICE C – Fichas de Campo
APÊNDICE D – Fotos de Campo
APÊNDICE E – Carta de Unidades Básicas de Compartimentação
APÊNDICE F – Carta de Sensibilidade do Meio Físico

ANEXO
ANEXO A – Ortofoto
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

Cartas SAO – Cartas de Sensibilidade Ambiental ao Derramamento de Óleo


CAS – Cartas de Sensibilidade Ambiental
CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental
CTCG – Comissão Técnica de Cartografia Geotécnica e Geoambiental
EMPLASA – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
MARA – Metodologia para Análise de Riscos Ambientais
MMA – Ministério do Meio Ambiente
N.A. – Nível de Água subterrâneo
PMC – Prefeitura Municipal de Cubatão
SP – São Paulo
UBCs – Unidades Básicas de Compartimentação
Unesp – Universidade Estadual Paulista
USP – Universidade de São Paulo
11

1. INTRODUÇÃO

Atualmente o meio ambiente vem sendo o cenário de grandes preocupações de todos


os setores da sociedade, principalmente de pesquisadores e profissionais que atuam
diretamente nesta área. Segundo Castro et al. (2003) existe uma preocupação muito grande em
organizar o espaço, de modo que essas mudanças agridam o mínimo possível o meio
ambiente. A partir dessa preocupação, vários estudos sobre impactos ambientais estão sendo
realizados com o propósito de avaliar e proteger as regiões mais sensíveis em relação às
modificações antrópicas.

Apesar dos constantes avanços nos sistemas de segurança operacional, sejam eles
relativos à exploração ou ao transporte de petróleo e derivados, a ocorrência de acidentes
nesse ramo de atividade ainda é muito freqüente (Noernberg et al., 2002). Derrames de óleo
têm representado uma ameaça importante para a qualidade ambiental tanto de regiões
costeiras quanto de regiões interioranas.

Para as regiões costeiras, estão sendo elaboradas cartas de sensibilidade ambiental


para derramamentos de óleo (cartas SAO). Estas cartas constituem um componente essencial
e fonte de informação primária para o planejamento de contingência e avaliação de danos em
casos de derramamento de óleo (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2002) e podem ser
usadas por governos, portos terminais e empresas de petróleo (Panorama Ambiental, 2005).
Segundo o MMA (2002) as cartas SAO representam uma ferramenta fundamental para
o balizamento das ações de resposta a vazamentos de óleo, pois identificam ambientes com
prioridade de preservação e permitem o direcionamento dos recursos disponíveis e das
equipes de contenção, limpeza e remoção, reduzindo as conseqüências ambientais do
vazamento além de visar à proteção da vida humana.

Nas regiões interioranas, as cartas de sensibilidade ambiental ainda não estão sendo
desenvolvidas, mas já despertam o interesse das empresas de petróleo e de órgãos que
trabalham diretamente com o Meio Ambiente como é o caso da Petrobras e da CETESB. Por
isso a importância em se definir os condicionantes do meio físico para subsidiar tais cartas, já
que acidentes envolvendo dutos são muito freqüentes, sejam eles de petróleo ou de seus
derivados.

O Município de Cubatão insere-se em uma área de ambientes bastante heterogêneos,


como é o caso da região serrana e da região de planície. A região serrana possui
remanescentes da Mata Atlântica protegida pelo Parque Estadual da Serra do Mar e a região
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 12
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

de planície é caracterizada por manguezais e área urbana. Este Município é cortado por
dutovias que transportam petróleo e derivados e já foi alvo de acidentes, como foi o caso
ocorrido na Vila Socó em 1984 (gasolina) e nas escarpas da serra em 2000 (óleo
combustível).

Acidentes envolvendo dutos nesta região ainda podem ocorre,r provocando danos aos
meios físico, biológico e socioeconômico. Desta forma, uma carta de sensibilidade ambiental
nesta área, poderia auxiliar em análises e avaliações ambientais, planos de contingência em
casos de emergência e gerenciamento de riscos, prevenindo acidentes.

1.1 PREMISSAS, HIPÓTESES DE TRABALHO E OBJETIVOS


A partir da definição do tema da pesquisa, ou seja, carta de sensibilidade ambiental ao
derramamento de óleo na Serra do Mar, procurou-se estabelecer as premissas que
contribuiriam para a formulação de hipóteses de trabalho. As premissas estabelecidas são:
9 Apesar dos constantes avanços tecnológicos no setor de transporte de óleo e derivados,
as ocorrências de acidentes envolvendo dutos ainda serão muito freqüentes.
9 As Cartas de Sensibilidade Ambiental (CSA), em ambientes continentais, começaram
a despertar interesse de órgãos ambientais e de empresas que trabalham com o transporte de
óleo e derivados e a elaboração destas tende a aumentar nos próximos anos.
9 Além de serem usadas como ferramenta de identificação das áreas mais sensíveis ao
óleo, as CSA de regiões interioranas poderão ser utilizadas em planos de contingência (em
casos de acidentes), operações de combate ao derramamento de óleo, planejamento ambiental
e gerenciamento de risco, prevendo acidentes.
9 As geociências, em especial a Geologia de Engenharia, podem contribuir na
elaboração das CSA, através do estudo do meio físico com o auxílio de cartas geológico-
geotécnicas.

A partir das premissas formularam-se as seguintes hipóteses de trabalho:


9 A declividade, o Nível da água, o fluxo superficial e subsuperficial e as características
do solo/rocha são os condicionantes do meio físico que devem estar presentes em uma carta
de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo na Serra do Mar.
9 A consideração da dinâmica do meio físico é imprescindível em uma carta de
sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo na Serra do Mar,uma vez que seus
processos podem atingir os dutos e desencadear vazamentos.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 13
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

9 De acordo com os aspectos do Meio Físico da área estudada, o trecho que corta a
planície será mais “sensível” em relação ao trecho que corta a região serrana.
9 As informações que as cartas geológico-geotécnicas apresentam podem ser as mesmas
utilizadas na elaboração das CSA em áreas interioranas.

Para verificar as hipóteses de trabalho formuladas, o objetivo principal da pesquisa


corresponde à definição dos condicionantes do meio físico, o qual é composto por água, solo e
rocha, a fim de subsidiar a elaboração de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento
de óleo, no Município de Cubatão (SP). Deverão ser considerados, também, os processos que
envolvem o meio físico.
Para atingir tal proposta, a pesquisa teve como objetivo complementar, comparar as
características e a sensibilidade do meio físico presentes na área estudada, visto que a região
possui remanescentes da Mata Atlântica e manguezais e, ao mesmo tempo, avaliar se as
informações que as cartas geológico-geotécnicas possuem podem ser as mesmas utilizadas na
elaboração das cartas de sensibilidade ambiental.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 14
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

2. MÉTODO E ETAPAS DE TRABALHO

Este item objetiva apresentar algumas considerações e bases para a fundamentação e


estruturação da pesquisa e ainda, a descrição das diferentes etapas de trabalho.

2.1 FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS


Pesquisa é o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo
proporcionar respostas aos problemas que são propostos, a qual é desenvolvida mediante o
concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização de métodos, técnicas e outros
procedimentos científicos (Gil, 1989).
O êxito de uma pesquisa depende fundamentalmente da organização e do método
aplicado. De acordo com Rudio (1989) o método serve de guia para o estudo sistemático do
enunciado, compreensão e busca de solução do referido problema.
Cerri (1993) propõe quatro pontos básicos para a elaboração de um plano de
pesquisa o qual está representado na Figura1.

Figura 1: Método para a


elaboração de um plano de
pesquisa – modificado de Cerri,
1993.

A partir da definição dos quatro pontos básicos, apresentados no capítulo anterior, a


essência da pesquisa científica passa a corresponder à verificação das hipóteses formuladas
(Cerri, 1993), suscetíveis de serem declaradas verdadeiras ou falsas, a fim de solucionar o
problema. Além destes pontos faz-se necessário, ainda, averiguar os recursos disponíveis
(humanos, materiais e financeiros) e elaborar um plano de trabalho.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 15
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

O plano de trabalho é uma ferramenta eficaz que orienta, organiza e traça os


procedimentos que serão adotados na pesquisa, conduzindo ao fim que se pretende atingir,
livrando o pesquisador do perigo de se perder e evitar surpresas.
No campo das geociências, a especialização que enfoca as relações biunívocas entre o
homem e o meio físico geológico recebe a denominação de Geologia de Engenharia.
Segundo Ruiz & Guidicini (1998), a Geologia de Engenharia pode ser entendida como
a ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio
ambiente, decorrentes da interação entre a geologia e os trabalhos e as atividades do homem,
bem como a previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes
geológicos.
De acordo com Santos (1994, segundo Zaine, 2000) a Geologia de Engenharia é
baseada em 3 conceitos:
9 Natureza em contínuo movimento: toda natureza geológica está submetida a
processos e toda intervenção humana interage com a dinâmica desses processos;
9 Sentido de equilíbrio: todos os movimentos inerentes aos processos naturais ou
induzidos explicam-se pela busca de posições de maior equilíbrio e;
9 Imanência das características físicas: materiais com características intrínsecas
diferentes responderão diferentemente a solicitações semelhantes.
Para este mesmo autor, à Geologia de Engenharia cabe a responsabilidade de
investigar e avaliar as características do meio físico bem como dos fenômenos que possam
resultar das solicitações (obras, serviços, atividades humanas) a este meio. Refere-se, ainda, às
cartas e/ou mapas geológico-geotécnicos, os quais são os mais apropriados para o exercício
das geociências, uma vez que durante sua elaboração, passa-se pelos conhecimentos dos
fenômenos e processos da natureza, que dinamizam e alteram as condições do meio físico.
As cartas geológico-geotécnicas correspondem à apresentação das características do
meio físico, bem como, da dinâmica dos processos geológicos, delimitando e
homogeneizando áreas com problemas manifestos e potenciais (Nakazawa et al, 1991
segundo Zaine, 2000).
Com base nestes aspectos, pode-se inserir à proposição desta pesquisa, a aplicação do
método da Utilização de Unidades Básicas de Compartimentação (UBCs) para a definição de
Unidades Geotécnicas o qual consiste na elaboração de carta geotécnica, com base na
interpretação de produtos de sensoriamento remoto.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 16
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

2.2 MÉTODO DA UTILIZAÇÃO DE UNIDADES BÁSICAS DE COMPARTIMENTAÇÃO (UBCS)


PARA A DEFINIÇÃO DE UNIDADES GEOTÉCNICAS

De acordo com Vedovello & Mattos (1998) este método consiste na elaboração de
carta geotécnica, com base na interpretação de produtos de sensoriamento remoto (imagens
orbitais e fotografias aéreas) e na utilização de princípios de Análise de Terreno.
O procedimento compreende etapas de compartimentação fisiográfica, caracterização
geotécnica e cartografia temática final (Vedovello, 2000).
A etapa de Compartimentação Fisiográfica permite definir Unidades Básicas de
Compartimentação (UBCs), as quais constituem a base para a determinação das unidades
geotécnicas. A compartimentação fisiográfica consiste em dividir uma determinada área em
unidades que apresentem homogeneidade quanto às características dos elementos
componentes do meio físico e que, portanto, impliquem em um determinado comportamento
geotécnico frente às ações e atividades antrópicas. Tais unidades devem ser obtidas segundo a
abordagem fisiográfica e a partir da análise sistemática de produtos de sensoriamento remoto
(Vedovello, 2000). Esta compartimentação pode ser efetuada em diferentes escalas sendo
comum a determinação de “classes” de unidades fisiográficas que englobam outras
(Vedovello & Mattos, 1998).
Segundo Vedovello (2000), a identificação de diferentes zonas homogêneas na
imagem é feita a partir das diferenças de homogeneidade, tropia, assimetria dos elementos
texturais (drenagem e relevo) e de suas estruturas.
Como homogeneidade compreende-se a ocorrência em uma dada área de propriedades
texturais constantes (homogêneas) ou não (heterogêneas). Já a tropia refere-se à existência
(anisotropia) ou não (isotropia) de feições texturais orientadas. Finalmente a assimetria diz
respeito à igualdade (simetria) ou não (assimetria) das propriedades texturais de áreas situadas
em lados opostos de uma determinada linha ou feição textural na imagem (Vedovello &
Mattos, 1998).
Em relação a elementos texturais, Soares e Fiori (1976) definem como a menor
superfície contínua e homogênea, distinguível na imagem e passível de repetição. A maneira
de arranjo desses elementos texturais é denominada de textura. Já como estrutura, consideram
como a organização espacial ordenada dos elementos texturais. Assim, um alinhamento
(disposição alinhada de elementos texturais) constitui uma estrutura na imagem.
Para Vedovello (2000) a etapa de Caracterização Geotécnica consiste em
determinar, para cada unidade obtida na etapa anterior, propriedades e características dos
materiais (solos, rochas, sedimentos) e das formas (tipos de relevo e processos
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 17
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

morfogenéticos) do meio físico que sejam determinantes das condições geológico-geotécnicas


relevantes para a aplicação pretendida.
Por fim a etapa de Cartografia Temática Final refere-se à classificação das unidades
de compartimentação quanto à fragilidades ou potencialidades do terreno. Essa classificação é
feita com base na análise das propriedades e/ou características do meio físico obtidas na etapa
de caracterização geotécnica e determinadas por meio de critérios ou regras de classificação
estabelecida para cada aplicação pretendida (Vedovello, 2000).

2.3 ETAPAS DE TRABALHO


As etapas necessárias para o desenvolvimento deste trabalho estão expostas no
fluxograma da Figura 2.

2.4 MATERIAIS UTILIZADOS E PROCEDIMENTOS


Neste item é apresentada a relação e descrição dos materiais utilizados, bem como os
procedimentos seguidos durante o desenvolvimento da pesquisa.

2.4.1 Principais Fontes de Pesquisa Bibliográfica


A reunião dos dados e informações necessárias à execução do projeto foi realizada
junto às bibliotecas do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual
Paulista – Unesp – Campus de Rio Claro; do Instituto de Geociências da Universidade de São
Paulo – USP – Campus de São Paulo e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de
São Paulo – IPT e, também, em base de dados (Probe, Scielo, etc.) e sites de busca na Internet
(Google e scholar.google) com o intuito de enriquecer a pesquisa.
Justifica-se a escolha destes Institutos por desenvolverem importantes estudos na Serra
do Mar do Estado de São Paulo, principalmente o IPT.
Não foi possível obter informações junto a Petrobras, já que esta também desenvolve
trabalhos na área estudada, provavelmente por se tratar de dados estratégicos desta empresa.

2.4.2 Material Cartográfico Utilizado


Foram utilizadas as seguintes Folhas Topográficas 1:10.000 da EMPLASA (Empresa
Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S.A.):
9 (4215) – Caminho do Mar – SF-23-Y-D-IV-3-NO-E
9 (4216) – Vila Parisi – SF-23-Y-D-IV-3-NO-F
9 (4231) – Itutinga – SF-23-Y-D-IV-3-SO-A
9 (4232) – Cubatão (sede) – SF-23-Y-D-IV-3-SO-B
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 18
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Figura 2: Fluxograma mostrando as etapas de trabalho, para o desenvolvimento do projeto.


Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 19
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

2.4.3 Fotografias Aéreas e Ortofotos


De acordo com o método adotado (Método da Utilização de Unidades Básicas de
Compartimentação para a Definição de Unidades Geotécnicas) utilizaram-se fotografias
aéreas Cubatão-Santos (Tabela 1), na escala 1:25.000, que datam de março de 1994.
As fotos aéreas são provenientes de levantamento realizado pela empresa Aerodata
Base S/A e foram obtidas, por empréstimo, por meio do Professor Doutor José Eduardo
Zaine, do Departamento de Geologia Aplicada da Unesp, campus de Rio Claro.
Utilizaram-se, também, Ortofotos, na escala 1:25.000, datadas de 2004, as quais foram
gentilmente cedidas pela Professora Doutora Paulina Setti Riedel, do Departamento de
Geologia Aplicada da Unesp, campus de Rio Claro.

Tabela 1: Fotografias aéreas utilizadas (amarelo) para definir as UBCs


NÚMERO DA FAIXA
FOTO 15 16 17 18
2
3
4
5
6

2.4.4 Elaboração do Mapa Base


As bases topográficas utilizadas na pesquisa foram digitalizadas a partir do material
cartográfico existente, procurando-se obter:
9 Uma base na escala 1:25.000 (com drenagens, vias, área urbana, curvas de nível,
etc.), reduzida a partir das folhas 1:10.000 e atualizadas com dados obtidos nas
ortofotos de 2004.
A base topográfica (Apendice B) serviu como apoio à elaboração dos produtos
cartográficos apresentados neste relatório. Todo o material cartográfico foi digitalizado
através do Programa CorelDraw, versão 12.

2.4.5 Trabalho de Campo


O Trabalho de Campo foi realizado com o intuito de verificar os limites entre as
Unidades Básicas de Compartimentação (UBCs) e suas características.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 20
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

A Coleta de dados foi feita por meio da observação em pontos distribuídos por toda a
área. Em cada ponto, observaram-se os seguintes aspectos: contato entre as UBCs, tipo de
rocha e de solo, presença de descontinuidades, feições do relevo, presença de processos do
meio físico, intervenções antrópicas, situação dos dutos, etc.
Os trabalhos foram desenvolvidos com a definição das informações a serem coletadas,
através da elaboração de uma ficha de campo, preparada com base em bibliografias referentes
à cartografia geotécnica.
Alguns aspectos presentes na ficha de campo, como por exemplo profundidade do
nível d’água, embora não pudessem ser observados, foram incorporadas, pois acredita-se que
devam ser levados em consideração na elaboração da Carta de Sensibilidade Ambiental.
O mapa de pontos, as fichas e as fotos de campo podem ser observados nos apêndices
B, C e D, respectivamente.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 21
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Este capítulo é dividido em três partes: Base teórica, seleção e caracterização da


área e compartimentação e classificação da sensibilidade do meio físico.

3.1 BASE TEÓRICA


Neste item, serão apresentadas algumas considerações da literatura sobre os quais esta
pesquisa se fundamenta, como é o caso das Cartas de Sensibilidade Ambiental para o
derramamento de óleo e as Cartas e/ou mapas Geológico-Geotécnicos.

3.1.1 Cartas de Sensibilidade Ambiental para o derramamento de Óleo (CSAO)


Os derramamentos de óleo são eventos que oferecem riscos ao meio ambiente e à
segurança humana. De acordo com Poffo et al. (2001) o petróleo é considerado perigoso e no
caso de sua liberação, há possibilidades de danos materiais e humanos, enfermidades ou até
mortes, resultante da exposição de pessoas, animais ou vegetais.
Em regiões costeiras os derramamentos de óleo estão relacionados a acidentes
envolvendo navios, píer ou terminais e, segundo Castro et al. (2005) seus impactos
comprometem não só a integridade da paisagem natural, como também as atividades
econômicas, os investimentos realizados pela sociedade e o sustento das comunidades locais.
Diante desta realidade o Ministério do Meio Ambiente (MMA) desenvolveu
especificações e normas técnicas para a elaboração de Cartas de Sensibilidade Ambiental para
Derramamentos de Óleo (Cartas SAO) em regiões costeiras e marítimas.
Para o MMA (2001) as Cartas SAO constituem um componente essencial e fonte de
informação primária para o planejamento de contingência e avaliação de danos em casos de
derramamento de óleo e representam um instrumento fundamental para o balizamento das
ações de resposta a vazamentos de óleo, na medida em que, ao identificar aqueles ambientes
com prioridade de proteção (ambientes mais sensíveis), permitem o direcionamento dos
recursos disponíveis e a mobilização mais eficiente das equipes de proteção e limpeza.
Os principais objetivos da resposta a derramamentos de óleo são: proteger a vida
humana; reduzir as conseqüências ambientais do vazamento e; tornar eficientes os esforços de
contenção e remoção do óleo. Desta forma, as cartas SAO são utilizadas como ferramenta
principalmente nas seguintes situações (MMA, 2002):
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 22
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

9 Planos de contingência: no planejamento de prioridades de proteção,


estratégias de contenção/limpeza e quantificação dos recursos necessários no combate a
derramamentos;
9 Operações de combate a derramamentos de óleo: possibilitando a avaliação
geral de danos e facilitando a identificação dos locais sensíveis, rotas de acesso, áreas de
sacrifício e quantificação e localização de equipamentos de resposta;
9 Planejamento ambiental: na avaliação de recursos que possam estar em perigo,
podendo ser um componente valioso de um estudo de impacto ambiental, auxiliando na
definição de locais de instalação de empreendimentos para a indústria de petróleo. De modo
mais específico, reforça os instrumentos políticos e administrativos de ordenamento
territorial.
As Cartas SAO incluem três tipos de informações principais: meio físico, meio biótico
e meio socioeconômico (MMA, 2005) e devem atender a todos os níveis de derramamentos
de óleo, desde grandes até localizados, para isto foram definidos três níveis de elaboração das
cartas de sensibilidade ambiental (MMA, 2002), os quais podem ser observados na Tabela 2.

Tabela 2: Níveis de elaboração das cartas de sensibilidade ambiental em regiões costeiras.


Nível Escala
Cartas estratégicas (abrangência regional – 1:1.000.000 representando uma área que
bacia marítima) englobe todas as trajetórias que a mancha de
óleo pode seguir.
Cartas táticas (escala intermediária – todo o
1:100.000
litoral da bacia)
Cartas operacionais / de detalhe (locais de Muito grande (até 1:10.000) para
alto risco – sensibilidade) representar a área com grau de detalhe
requerido

A tabela 3 mostra os tipos de informações incluídas nas cartas de sensibilidade


ambiental para derramamentos de óleo em áreas costeiras e marítimas e uma breve descrição
(MMA, 2002).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 23
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Tabela 3: Tipos de informações incluídas nas cartas de sensibilidade ambiental para derramamento
de óleo em regiões costeiras e marítimas segundo o MMA (2002).
Tipo de
Descrição
informações
A costa é classificada de acordo com o índice de sensibilidade do litoral (ISL),
o qual varia em uma escala de 1 a 10 , sendo o índice tanto maior quanto maior
Sensibilidade da
o grau de sensibilidade. A classificação de sensibilidade é baseada nas
costa
características geomorfológicas das áreas do litoral, considerando: grau de
exposição à energia de ondas e marés; declividade do litoral; tipo do substrato.
Habitats submersos: A representação dos habitats submersos é essencial já que estes ambientes
recifes de corais, possuem distintas funções ecológicas, como áreas de criação, reprodução,
bancos de algas, etc alimentação, proteção e produção para diferentes organismos aquáticos.
Recursos biológicos Identificar as áreas de maiores concentrações de espécies, as fases ou
sensíveis atividades mais sensíveis do seu ciclo de vida e as espécies protegidas.
Atividades sócio-econômicas que caracterizam a ocupação dos espaços e os
Informações sócio- usos dos recursos costeiros e marinhos, como o turismo, a pesca, a aqüicultura
econômicas e o extrativismo costeiro. Também são identificados áreas de proteção
ambiental, sítios de mineração e sítios arqueológicos.
Devem ser identificadas as estradas secundárias, importantes para as operações
Informações para
de resposta, assim como locais de atracação, rampas para barcos, aeroportos,
resposta a
heliportos / helipontos, depósitos e locais de concentração para equipamentos
derramamentos
de contenção, limpeza e transporte.
Apresentar a localização de fontes potenciais de poluição por óleo e derivados,
caracterizar o grau de adensamento dos empreendimentos de exploração,
explotação, armazenamento, refino e transporte de petróleo. Incluir tanques de
Fontes potenciais de óleo e derivados, oleodutos, gasodutos e terminais marítimos, fluviais e
poluição por óleo e lacustres, refinarias, complexos ou portos industriais, outros dutos
derivados transportadores de substâncias poluentes, áreas com intenso tráfego de
embarcações e suas características, plataformas, outras instalações flutuantes
de produção e armazenamento, campos de produção de petróleo e indústria
petroquímica.

Nas regiões interioranas, os maiores problemas envolvendo derrames de óleo e


derivados estão associados à dutovias. Apesar da grande tecnologia associada aos dutos,
acidentes relacionados com este meio de transporte de óleo e derivados ainda são freqüentes e
ocorrem em maior proporção (cerca de 91%) em dutos enterrados (Tabela 4).
A CETESB vem registrando acidentes envolvendo dutos no Estado de São Paulo
desde 1980 (Figura 3) com a maior parte concentrando-se na região metropolitana (Figura 4).
Os impactos negativos causados ao meio ambiente por estes vazamentos compreendem, de
maneira geral, a contaminação de solos, águas subterrânea, rios, fauna e flora da área, além de
colocar em risco a vida humana.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 24
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Figura 3: Acidentes Ambientais por dutos Figura 4: Acidentes Ambientais por dutos
registrados pela CETESB, no estado de São distribuídos pelo Estado de São Paulo (1980 -
Paulo (1980 – set/2006) . Fonte: CETESB, 2006. set/2006). Fonte: CETESB, 2006.

Embora as cartas de sensibilidade ambiental, para estas regiões, ainda não estejam
sendo desenvolvidas, já estão despertando o interesse das empresas de petróleo como é o caso
da Petrobras e de órgãos que trabalham diretamente com o Meio Ambiente, como por
exemplo a CETESB.

Mendes et al. (2005) desenvolveram uma Metodologia para Análise de Riscos


Ambientais (MARA) a qual é utilizada para reconhecer áreas que podem ser impactadas por
vazamentos em oleodutos e permitir o suporte ao planejamento da emergência. Nesta
metodologia fica implícito o papel do meio físico (solo, rocha e água), o qual deveria ter
maior relevância, já que as regiões interioranas são muito heterogêneas e os dutos interceptam
diferentes formações geológicas, com os tipos de solos e condições hidrogeológicas e
fenomenológicas a elas associados. Tais materiais apresentam características próprias,
gerando diferentes comportamentos à mesma solicitação.

Desta forma, a metodologia para a elaboração das cartas SAO para regiões costeiras e
marítimas e os atributos considerados, devem ser distintos de uma CSA para regiões
interioranas, pois os condicionantes são diferentes.

Para regiões interioranas, as CSA, poderiam auxiliar não só em análises e avaliações


ambientais, definição de áreas sensíveis, planos de contingência e operações de combate, mas,
em gerenciamento de risco, prevenindo os acidentes.
Tabela 4: Exemplos de acidentes envolvendo dutos
Material Tipo de
Local Ano Causa Volume vazado Fonte
envolvido duto
S. B. do Campo (SP) 1982 Óleo Combustível Corrosão Não estimado Enterrado CETESB (2005)
S. B. do Campo (SP) 1983 Gasolina Corrosão 200 m³ Enterrado CETESB (2005)
Cubatão (SP) 1984 Gasolina Corrosão 700 mil litros Enterrado Freitas et al (1995)
Bertioga (SP) 1984 Óleo - 3 milhões de litros Enterrado CETESB (2005)
Guararema (SP) 1987 Óleo Combustível Ação de terceiro 200 m³ Enterrado CETESB (2005)
Campinas (SP) – Foto 1 1990 Óleo Corrosão - Enterrado CETESB (2005)
Cubatão (SP) 1992 Óleo - 10 mil litros Enterrado Bayardino (2004)
São Sebastião (SP) – Foto 2 1994 Óleo - 2.700 m³ Enterrado CETESB (2005)
S. José dos Campos (SP) – Foto 3 1994 Óleo Combustível Corrosão 1.200 m³ Enterrado CETESB (2005)
Baía de Guanabara (RJ) 1997 Óleo Combustível - 2,8 milhões de litros Enterrado Bayardino (2004)
São José dos Campos (SP) 1998 Óleo Combustível Corrosão 1,5 milhão de litros Enterrado CETESB (2005)
São Paulo (SP) – Foto 4 1998 Gás Natural Não apurada Não apurada Enterrado CETESB (2005)
Manaus (AM) 1999 Óleo - 3 mil litros Enterrado Bayardino (2004)
Cubatão (SP) 2000 Óleo Combustível Corrosão 500 litros Exposto CETESB (2005)
Araucária (PR) – Foto 5 Jan / 2000 Óleo - 2,5 milhões de litros Enterrado Bayardino (2004)
Ruptura da junta de
Araucária (PR) Jul / 2000 Óleo 4 milhões de litros Enterrado Bayardino (2004)
expansão
Baia de Guanabara (RJ) 2000 Óleo Combustível Corrosão 1,3 milhão de litros Enterrado Bayardino (2004)
Barueri / Tamboré (SP) – Foto 6 2001 Óleo Combustível Corrosão 200 mil litros Enterrado CETESB (2005)
Acidente com “bate
Barueri (SP) – Foto 7 2001 GLP 259 m³ Enterrado CETESB (2005)
estacas”
Araucária (PR) 2001 Óleo Diesel Falha na manutenção 4 mil litros Enterrado AmbienteBrasil (2001)
São Paulo (SP) 2002 Gás Natural Corrosão 182 m³ Exposto CETESB (2005)
São Sebastião (SP) 2004 Óleo Corrosão Não estimado Enterrado Bayardino (2004)

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Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 26
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 1: Oleoduto rompido, por corrosão, Foto 2: Faixa de oleoduto aberta na Mata
em Campinas (SP). Fonte: CETESB, Atlântica para reparo após vazamento. São
(2005) Sebastião (SP). Fonte: CETESB (2005)

Foto 3: Oleoduto rompido na refinaria de Foto 4: Rompimento de gasoduto, seguido de


São José dos Campos (SP). Fonte: incêndio, em São Paulo (SP). Fonte:
CETESB (2005) CETESB (2005)

Foto 5: Acidente com


óleoduto no Paraná, atingindo Foto 6: Rompimento de oleoduto em
o Rio Iguaçu. Fonte: condomínio de luxo em Barueri (SP).
Bayardino (2004) Fonte: CETESB (2005)

Foto 7: Rompimento de gasoduto


em Barueri (SP). Fonte: CETESB
(2005)
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 27
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

3.1.2 Cartas e / ou mapas Geológico-Geotécnicos


As cartas e/ ou mapas geológico-geotécnicos consistem num instrumento técnico de
grande importância para a conciliação entre as atividades humanas e o meio físico que lhe dá
suporte. De acordo com Prandini et al. (1995 segundo Comissão Técnica de Cartografia
Geotécnica e Geoambiental - CTCG 2004) as cartas geotécnicas expressam, na prática, o
conhecimento geológico aplicado ao enfrentamento dos problemas causados pelo uso e
ocupação da terra, orientando medidas preventivas e corretivas para minimizar os danos
ambientais e os riscos aos próprios empreendimentos.
No Brasil os termos Cartografia Geotécnica e Mapeamento Geotécnico têm sido
utilizados com o mesmo sentido. Segundo Zuquette & Nakazawa (1998) isso se deve à
influência de duas correntes de trabalho distintas: uma de influência da língua francesa,
derivada do termo Cartographie Geotechnique; a outra de influência da língua inglesa,
Engineering Geological Mapping.
Segundo Zuquette (1987) e Aguiar (1994, segundo Cerri 1996) existem diferenças
entre os termos carta, planta e mapa e ambos formulam conceitos para diferenciá-los (Tabelas
5 e 6). Tais autores explicam que um mapa (elaborado em escala pequena) ou uma planta
(elaborada em escala grande) geotécnica correspondem ao registro cartográfico (ou
espacialização) de determinada(s) característica(s) ou atributo(s) do meio físico geológico.
Assim, uma planta é, na verdade, um “mapa de detalhe”. Com base nestes conceitos,
teoricamente, os conteúdos de mapas e plantas geotécnicos independem de quem os elabora.

Tabela 5: Conceitos de mapa, planta e carta Geotécnicos (Zuquette, 1987 segundo Cerri, 1996).
TERMO CONCEITO
MAPA Representação dos atributos geotécnicos levantados, sem realização de
GEOTÉCNICO análise interpretativa e sempre em escalas inferiores a 1:10.000.
Representação gráfica realizada em escalas grandes, maiores que
PLANTA
1:10.000, normalmente voltada para locais onde serão executadas obras
GEOTÉCNICA
específicas.
Representação dos resultados da interpretação dos atributos que estão
CARTA
num mapa. Ex.: carta clinométrica obtida a partir do mapa topográfico,
GEOTÉCNICA
carta de escavabilidade, etc.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 28
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Tabela 6: Definições de termos empregados em mapeamento geotécnico (Aguiar, 1994 segundo Cerri,
1996).
TERMO DEFINIÇÃO
Representação gráfica dos atributos do meio físico em determinada escala, sem
MAPA
análise interpretativa.
Diferencia-se do anterior por incluir análise interpretativa, destinada a fins
CARTA
práticos da atividade humana.
Característica qualitativa ou quantitativa, que identifica o componente de um
ATRIBUTO
sistema observado.
Conjunto de processos sistemáticos de investigação dos
MAPEAMENTO
atributos,imprescindíveis ao estabelecimento de unidades geotécnicas e
GEOTÉCNICO
passíveis de representação em documentos cartográficos.
Distinta do mapeamento geotécnico por apenas estabelecer as unidades
CARTOGRAFIA
geotécnicas, com base em levantamentos executados anteriormente, sem a
GEOTÉCNICA
etapa de investigação.

Para Zuquette & Nakazawa (1998) os termos mapas e cartas geotécnicas referem-se
aos documentos cartográficos que reúnem as informações pertinentes a um ou mais aspectos
do meio ambiente (meio físico) e que são utilizadas para as mais diversas finalidades. Para os
mesmos autores o termo mapa deve ser utilizado para o documento que registra as
informações (atributos), obtidas de um determinado aspecto do meio físico em questão, sem
que sejam realizadas interpretações dessas informações, e o termo carta referir-se a um
documento cartográfico que apresenta interpretações de informações contidas em mapas para
uma finalidade específica.
Apesar das diferentes definições que são apresentadas, para efeito da presente
pesquisa, são utilizados os termos cartas e mapas geotécnicos indistintamente, já que a análise
detalhada da questão terminológica não corresponde aos seus objetivos.
A cartografia geotécnica é uma representação gráfica das limitações e potencialidades
do Meio Físico, em que as informações (de natureza variável em função dos objetivos da
carta) são apresentadas através da delimitação de zonas homogêneas (Augusto Filho et al.
1990).
Dentro da denominação de cartografia geotécnica incluem-se diversos tipos de cartas e
mapas, derivados ou com finalidades específicas, tais como, cartas de suscetibilidade, cartas
de risco, cartas de aptidão e cartas de atributos ou parâmetros.
Os documentos cartográficos podem ser utilizados para as mais diversas finalidades:
obras civis, planejamento urbano, territorial e ambiental, desenvolvimento, conservação e
gestão do meio ambiente, avaliação de eventos perigosos e riscos associados (Zuquette &
Gandolfi, 2004).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 29
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

De acordo com Vedovello (2000) a aplicação da cartografia geotécnica em estudos e


atividades de gestão ambiental contempla a obtenção de diferentes tipos de produtos, os quais
podem ser diferenciados em dois grupos principais: os produtos voltados à avaliação de áreas
naturais e os produtos voltados à avaliação de áreas já ocupadas e antropizadas. No primeiro
grupo, incluem-se as cartas geotécnicas que representam as fragilidades e as potencialidades
do terreno. No segundo grupo estão as cartas geotécnicas que apresentam a situação do terreno
quanto a modificações ou conflitos geoambientais.
Na presente pesquisa, enfatiza-se que o produto gerado inclui-se no primeiro grupo de
cartas geotécnicas (avaliação de áreas naturais – cartas com caráter de fragilidades e
potencialidades do terreno). Tal opção deve-se ao fato de que as informações com esse caráter
são, frequentemente, as primeiras a serem demandadas pelas equipes de gestores ambientais
(Vedovello, 2000).

3.2 SELEÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA

3.2.1 Localização
O município de Cubatão localiza-se no litoral paulista, na área fisiográfica da Baixada
Santista, ao pé da Serra do Mar. Ocupa uma área de 148 km² no paralelo 23° 53’ 30’’ de
latitude sul e no meridiano 43° 25’ 30’’ de longitude oeste de Greenwich (Figura 5).

Figura 5: Localização da área de


estudos. Os dutos estudados estão
representados pelos traçados em
vermelho (dutos enterrados) e em
amarelo (duto exposto). A = manguezal;
B = Serra do Mar; C= área urbana; D =
Refinaria Presidente Bernardes (RPBC).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 30
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Limita-se ao norte com os Municípios de Santo André e São Bernardo do Campo, a


leste e ao sul com Santos e a oeste com São Vicente.
Cubatão fica a 57 km da cidade de São Paulo (percorrendo a Rodovia Anchieta), 12
km de Santos, 15 km de São Vicente, 7 km de São Bernardo do Campo e 25 km de Santo
André.
Segundo o censo IBGE (2000) a população é de aproximadamente 123.000 habitantes,
sendo que desde 1980 apresenta uma taxa de urbanização de 100%. A base da economia
cubatense é a atividade industrial, apresentando, praticamente, diversos setores industriais
(petroquímica, química, de fertilizantes, siderúrgica, etc.), as quais lançam continuamente na
atmosfera e na superfície substâncias químicas sob a forma de gases, líquidos e substâncias
sólidas.

3.2.2 Geologia da área


A Serra do Mar é um conjunto de escarpas festonadas com aproximadamente 1.000
km de extensão, estendendo-se desde o Estado do Rio de Janeiro até o Norte de Santa
Catarina. No Estado de São Paulo impõe-se como uma típica borda de planalto,
frequentemente nivelada pelo topo em altitudes de 800 a 1.200m (Almeida & Carneiro, 1998).
A área de estudo está inserida no Complexo Cristalino do Pré-Cambriano Superior
(Almeida, 1984) e apresenta-se cortada por um grande lineamento (Zona de Falha de
Cubatão), que divide a região em dois blocos: Bloco Norte e Bloco Sul (Figura 6), nitidamente
distintos na litologia e na estrutura (Sadowski, 1974).

Figura 6: Compartimentação
tectônica da área mostrando os
blocos Norte (Bloco Juquitiba) e
Sul (Bloco Litorâneo) –
modificado Google Earth.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 31
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Segundo Sadowski (1974) o Bloco Juquitiba é constituído essencialmente por


migmatitos estromatíticos (com sinais de retrometamorfismo e paleossoma xistoso) e
secundariamente migmatitos oftalmíticos. Ocorrem ainda ectinitos (metapelitos e
calciossilicatadas), granitóides, metabasitos, rochas básicas e sedimentos terciários.
Os ectinitos afloram em zonas estreitas e longas, geralmente em vales de rios,
correspondendo a três faixas distintas, em núcleos de sinclinais. Localmente ocorrem intrusões
ígneas básicas e ácidas, como é o caso de diques de diabásio que ocorrem no alto da serra de
Cubatão no Caminho do Mar e na encosta do túnel TA-13 da rodovia dos Imigrantes
(Sadowiski, 1974).
O Bloco Litorâneo é quase que exclusivamente compostos por migmatitos oftalmíticos
de paleossoma gnáissico e secundariamente ocorrem migmatitos estromatíticos. Podem
ocorrer cataclasitos e suítes graníticas cuja maioria concentra-se nos espigões vizinhos ao
falhamento Cubatão (Sadowski, 1974).
Segundo Rodrigues (1992) no interior dos migmatitos podem ocorrer lentes quartzosas
decimétricas a métricas, com achatamento paralelo à xistosidade e quando alterado, o
migmatito exibe cor avermelhada.
Os gnaisses apresentam granulação média a grossa com gnaissificação bem marcada,
textura orientada, granoblástica e granolepidoblástica de coloração cinza (Rodrigues, 1992).
Os xistos possuem granulação média a grossa, com textura granolepidoblástica, cor
cinza quando sãos e roxos quando alterados. O contato entre xistos e gnaisses na Serra de
Cubatão é gradacional (Rodrigues, 1992).
Entremeados as estas rochas podem ocorrer camadas ou lentes de quartzitos de
espessuras centimétricas a decamétricas (Sadowski, 1974).
De acordo com Rodrigues (1992) há duas variedades de quartzitos:
9 Quartzitos calcossilicáticos com foliação pouco desenvolvida, granulação fina a média,
de cor que varia de branco a cinza, com contatos bruscos, e
9 Quartzito feldspáticos de granulação muito fina, não laminada, coloração branca a
cinza esbranquiçada, associado às rochas xistosas, sob a forma de lentes ou ''boudins''.
Além das rochas metamórficas e magmáticas, pode-se encontrar na área sedimentos
cenozóicos tais como: sedimentos marinhos, depósitos coluviais, depósitos de tálus e
depósitos aluviais (Ribeiro, 2003).
Os sedimentos marinhos (quaternários) são representados por sucessões de areias
claras e argilas escuras orgânicas, com espessuras variáveis, mas de modo geral crescente em
direção ao mar (Machado Filho, 2000).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 32
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Coluviões são depósitos de encostas em que os detritos são transportados por fluxos de
massas densas, formados por cascalhos com fragmentos arredondados ou angulosos em matriz
areno-silto-argilosa e lamitos (Ribeiro, 2003).
Os depósitos de tálus são formações geológicas acumulativas recentes e instáveis,
compostos por fragmentos rochosos angulosos e semi-arredondados de dimensões até
métricas, imersos numa matriz fina areno-silto-argilosa (Machado Filho, 2000). São produtos
de movimentações de massa pretéritas, em geral depositados sob condições mínimas de
estabilidade, sem qualquer estruturação ou cimentação, e de extrema heterogeneidade, tanto
de texturas quanto de resistência e permeabilidade (Magalhães et al., 1995).
Os depósitos aluvionares da região são depósitos detríticos resultante da sedimentação
através dos rios (Ribeiro, 2003), compõem-se de sedimentos grosseiros, formados por seixos e
matacões que representam bem a litologia da região. Seus diâmetros variam de centímetros até
2m, entremeados por areias grosseiras (Machado Filho, 2000).

3.2.3 Geologia Estrutural


A área de pesquisa se insere na Província Ribeira, a qual é caracterizada por rochas
extremamente afetadas pelo metamorfismo e deformação brasilianos, recortados por intenso
cisalhamento transcorrente associado aos estágios de convergência de blocos continentais, no
final do Proterozóico e início do Paleozóico (Machado Filho, 2000).
O intenso cisalhamento transcorrente gerou, na área em questão, um grande
lineamento de direção NE-SW, chamado Zona de Cisalhamento de Cubatão que segundo
Sadowski (1974) se estende na encosta sudeste dos vales dos Rios Mogi, Cubatão e Branco.
Esta zona de cisalhamento separa a área em dois blocos: Bloco Juquitiba (norte) e Bloco
Litorâneo (sul), como observado na Figura 6.
A zona de Falhamento de Cubatão, de acordo com Instituto de Pesquisas Tecnológicas
do Estado de São Paulo – IPT (1986 segundo Braz 2005), foi gerada pelo primeiro episódio
tectônico ocorrido no Pré-Cambriano, cuja primeira etapa é marcada por um regime
compressivo e a segunda por uma zona de cisalhamento dúctil transcorrente de direção NE-
SW.
Durante a separação mesozóica que subdividiu o supercontinente Gondwana,
ocorreram alguns processos no interior do continente, os quais consistiram no movimento de
blocos sob o regime extensional, gerando soerguimentos, alçamentos e abatimentos de blocos
por falhas com formação de altos e baixos estruturais, possibilitando, também, intrusões
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 33
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

magmáticas, derrames vulcânicos, sedimentação e delineação dos grandes traços do relevo


(Ribeiro, 2003).
De acordo com Almeida & Carneiro (1998), durante esta separação inúmeras
descontinuidades mais antigas foram reativadas em pulsos descontínuos que perduraram desde
o Cretáceo até o Terciário. As rochas das falhas reativadas, devido à baixa resistência à erosão
diferencial, controlam o traçado da rede de drenagem. Rochas resistentes sustentam planaltos
e escarpas, enquanto que falhas, fraturas e zonas de cisalhamento condicionam lineamentos
maiores e trechos da rede de drenagem sedimentar.
As rochas metamórficas exibem uma xistosidade paralela e sub-paralela dos minerais
presentes, principalmente os lamelares, como a mica e a clorita. Essa estrutura geralmente se
orienta paralelamente ao plano axial das dobras. As formas de relevo na região, caracterizam-
se pelas manifestações de direções preferenciais, condicionadas à xistosidade ou por sistemas
de diaclases (Rodrigues, 1992).

3.2.4 Geomorfologia
O Estado de São Paulo pode ser dividido geomorfologicamente em cinco grandes
províncias: Planalto Atlântico, Província Costeira, Depressão Periférica Paulista, Cuestas
Basálticas e Planalto Ocidental (IPT, 1981), como mostra a Figura 7.

Figura 7: Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo e sua relação com as unidades
litoestratigráficas (IPT, 1981 – modificado)
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 34
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

De acordo com Santos (2004), a Serra do Mar se inclui dentro da Província Costeira,
a qual pode ser subdividida em três zonas: Serrania Costeira, Morraria Costeira e Baixada
Litorânea.
Na área estudada observam-se claramente as três subdivisões da Província Costeira,
as quais, neste trabalho, serão chamadas de Região Serrana, Morros isolados e Planície
Litorânea.

3.2.4.1 Região Serrana


A região serrana compreende a um relevo de transição entre a borda do Planalto
Atlântico e a Baixada Litorânea. Este relevo corresponde às escarpas montanhosas que não
ultrapassam 1.000m e o piemonte 1.
As escarpas da serra assumem perfis mais ou menos retilíneos, com altos declives,
separadas por vales em "V". As principais escarpas da serra são constituídas por gnaisses e
migmatitos. De acordo com Santos (2004) tais escarpas apresentam-se ora de forma abrupta
e festonada, ora em espigões lineares digitados.
As encostas mais altas e resistentes ao processo erosivo são constituídas por
granitos, gnaisses e migmatitos. Já áreas com relevo mais baixo são formadas por xistos e
filitos, rochas menos resistentes aos processos erosivos (Rodrigues, 1992).
O perfil das encostas é constituído por porções com características definidas,
denominadas unidades morfológicas geométricas. Com base nisto, Rodrigues (1992)
classificou os perfis das encostas em retilíneas, convexas e côncavas (Tabela 7). O limite entre
essas unidades, pode ser rígido ou gradual, dependendo das características próprias do local,
como litologias, declividade, etc.

Tabela 7: Classificação dos perfis das encostas da Serra do Mar (Rodrigues, 1992)
Perfil das encostas Características
Possui ângulos aproximadamente constantes;
Retilíneo Possui maiores declividades, variando de 36° a 45°;
Apresentam menores espessuras de solo.
Os ângulos do perfil aumentam para baixo com
declividades menores que 20°;
Convexo
Maiores espessuras de solo;
Formação de depósitos coluvionares.
Ângulos do perfil diminuem para baixo
Côncavas
Solos de espessura mediana

1
Região situada entre a montanha e a planície. 2.Geol. Depósito sedimentar que, formado no sopé das
montanhas, passa gradualmente aos depósitos aluviais, e se constitui, em geral, de blocos não arredondados e mal
selecionados, de mistura com partículas mais finas (Ferreira, 2004).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 35
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

No perímetro do município de Cubatão a Serra do Mar recebe nomes de Serra de


Cubatão, do Poço, do Meio, e do Mogi, numa altitude média de 700 metros acima do nível
do mar. Uma de suas ramificações é a Serra do Morrão atingindo também a altura de 700
metros (Prefeitura do Município de Cubatão - PMC, 1995).
O piemonte constitui uma extensa planície aluvionar que se dispõe em faixas formadas
pelos rios Cubatão, Mogi e Rio das Pedras. Os piemontes são compostos por seixos de gnaisse
e xistos (PMC, 1995).

3.2.4.2 Morros isolados


Os Morros isolados são morrotes e colinas que se destacam da planície costeira.
Segundo PMC (1995) são compostos por rochas cristalinas e correspondem, como é o caso do
Morro Santa Terezinha e o Monte Serrat em Santos, aos antigos blocos falhados e rebaixados
que, no passado constituíam ilhas.
Em Cubatão, os principais morros isolados, com altitude que variam de 100 a até 500m
são: o da Mãe Maria com 500m o do Marzagão com pouco mais de 200m o Cotia-Pará ou
Piaçaguera com perto de 100m, o Areais com pouco mais de 200m, o dos Jesuítas com cerca
de 100m, além de outros menores como o prolongamento da Serra do Morrão, os morros do
Casqueiro e do Casqueirinho, no mangue, com altitudes próximas de 100m.

3.2.4.3 Planície Litorânea


A Planície litorânea é formada por relevo plano quase ao nível do mar, com altitude
máxima de 3m acima do nível do mar.
Esta Planície é entrecortada por vários “braços de mar”, todos muito sinuosos devido a
pouca declividade do terreno e, na sua maior extensão, transportando água salobra graças à
intrusão do mar nas horas de maré alta (Branco, 1984 segundo PMC, 1995).
A área de planície corresponde a uma antiga baía com várias ilhas resultantes de
fragmentos cristalinos isolados da grande frente de falha e rebaixados por erosão, que foi
invadida pelo mar (Cepeu, 1968 segundo PMC, 1995).

3.2.5 Hidrologia
3.2.5.1 Hidrologia de Superfície
A região da Baixada possui uma vasta rede hidrográfica que desemboca no mar em
forma de delta, compondo uma série de canais onde a água do mar mistura-se com a dos rios
(PMC, 1995).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 36
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

A rede hidrográfica é basicamente constituída pela bacia do Rio Cubatão, a qual possui
cerca de 177 km² e de acordo com Rodrigues (1992), esta conserva homogeneidade de padrão
e não se condiciona aos tipos litológicos existentes, mas sofre influência do sistema regional
de fraturas (NE-E).
As drenagens controladas pelas estruturas assumem, predominantemente, um padrão
ortogonal aos taludes da serra, podendo-se atribuí-las ao padrão dendrítico-regular (Rodrigues,
1992).
Todos os rios com exceção do Mãe Maria, pertencem à bacia do Rio Cubatão,
destacando-se os rios Cubatão, Pilões, das Pedras, Perequê, Mogi, Piaçaguera, Perdido e
Cascalho. Além desses cursos de água encontram-se também na área os braços de mar do
Casqueiro, Santana e Paranhos.
Devido à proximidade da Serra do Mar, os rios que banham Cubatão são curtos e
torrenciais, apresentando enchentes de curta duração e pico acentuado, como conseqüência,
ocorre a formação de meandros que resultam do duplo trabalho de erosão e acumulação das
águas fluviais e de mangues.

3.2.5.2 Hidrologia de Subsuperfície


Segundo Rodrigues (1992) na região existem dois tipos de aqüíferos: os granulares nos
quais a circulação e armazenamento de água ocorrem nos vazios intergranulares do solo ou
manto de alteração (freático) e os que ocorrem em rochas consolidadas com a migração da
água através de fraturas, diaclases, juntas, esfoliações ou outras estruturas geológicas de
ruptura (fraturados).

3.2.5.2.1 Profundidade do Nível Freático


Na região serrana, a presença de água subterrânea é constante, a partir da cota
topográfica 310m, sendo que acima desta cota, ocorre eventual saída de água do maciço, a
partir de fendas (Rodrigues, 1992).
Sondagens realizadas na Rodovia dos Imigrantes mostram que o nível freático
encontra-se a profundidades superiores a 40-50 metros (Araujo & Geraldo, 1978). Ao longo
da Via Anchieta, na cota 400m, o nível freático é detectado em profundidade média de 13
metros (Rodrigues, 1992).
Para este mesmo autor, a área de infiltração é representada basicamente pelo topo da
serra, desta forma os fluxos subterrâneos seguem trajetórias orientadas, grosso modo, do
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 37
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

norte para o sul, em direção ao rio Cubatão, propiciando nos aqüíferos que afloram inúmeras
nascentes que mantém vazão a base dos tributários.
Na região de planície, o nível freático encontra-se a uma profundidade média de 0,60
metros de profundidade (Prefeitura do Município de Cubatão, 1995).

3.2.5.2.2 Características Hidrogeológicas do Maciço


As encostas da Serra do Mar possuem um sistema de fraturas, trincas e falhas que
influenciam o fluxo subterrâneo, o qual varia de um local para o outro devido às condições
geológicas peculiares de cada lugar.
Nas encostas da Rodovia dos Imigrantes, tais descontinuidades conferem ao maciço
elevada condutividade hidráulica. Essa condutividade hidráulica foi verificada através de
sondagens, onde ocorria, quase sempre, a absorção de toda água de circulação, sem formação
de coluna d’água no fundo dos furos. Araujo & Geraldo (1978) presumem que, quando a água
da chuva chega a uma das inúmeras trincas existentes na encosta é rapidamente conduzida
para o interior do maciço, em fluxo praticamente vertical, sendo altamente improvável o
desenvolvimento de fluxo paralelo à encosta, na porção superficial do terreno.
Segundo Rodrigues (1992), nas encostas da Rodovia Anchieta, a água se movimenta
seguindo uma rede de fluxo paralelo à superfície do terreno. Além das fraturas e falhas há
corpos de basalto (diques e sills) que influenciam no fluxo de água subterrânea, funcionando
como formação de compartimentos de água.

3.2.6 Solos
A diferenciação dos solos acompanha as distintas formações geomorfológicas entre a
região serrana e região de planície.
A distribuição de solos nas encostas da Serra do Mar não é muito uniforme e é pouco
desenvolvido, sendo praticamente inexistentes em zonas de alta declividade, diferenciando-se
dos morros e colinas do Planalto onde os pacotes podem chegar a dezenas de metros. Nas
encostas da Serra, as maiores espessuras estão nas cristas dos espigões (expressão convexa do
relevo) e nas “saias” das encostas, já próximas ao talvegue (expressão côncava do relevo). As
menores espessuras estão nos trechos retilíneos (entre a crista e a “saia”). É bastante comum,
mesmo nos horizontes mais superficiais, a presença de blocos de rocha centimétricos a
decimétricos (Santos, 2004).
A constituição e as espessuras médias dos diferentes horizontes de solo são bastante
variáveis, respondendo não só ao posicionamento na encosta, como a inclinação da vertente,
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 38
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

ao histórico dos movimentos de massa no local, a pluviosidade, ao tipo, a textura e a estrutura


da rocha matriz (Santos, 2004).
Segundo a classificação pedológica, predominam os cambissolos, com B delgado,
textura argilosa e areno-argilosa. Encontram-se, também, na área solos podzólicos vermelho-
amarelo e litossolos.
Do ponto de vista da Geologia de Engenharia distinguem-se os seguintes horizontes
nas encostas da Serra do Mar:
9 Solo Orgânico: Horizonte superficial do terreno, com espessura que não ultrapassa
0,40 metros. Constituído de material terroso, intensamente alterado e com grande
quantidade de restos vegetais, também decompostos ou em fase de decomposição,
formando uma camada rica em humo. Apresenta-se com cores cinza escura e preto
(Rodrigues, 1992).
9 Solo Superficial: Horizonte logo abaixo da serrapilheira2 e do solo orgânico. Sua
espessura na vertente retilínea varia entre 0,5 e 1 metro. Apresentam uma maior
expressão da fração argilosa, sendo por isso mais coesivo. Normalmente apresenta
alguns fragmentos de rocha imersos na matriz de finos. É escavável por enxadão
(Santos, 2004).
9 Solo Residual: Provêm da decomposição “in situ” das rochas pré-existentes, variando
a constituição de acordo com a rocha que lhe deu origem. Nesta camada os minerais
estão totalmente decompostos, não se observando mais, nenhuma estrutura geológica
da rocha matriz. São solos friáveis, porosos, de textura variável, com baixa capacidade
de troca catiônica e fortemente intemperizados. Na área podem-se observar os
seguintes tipos de solos residuais (Rodrigues, 1992):
Solos residuais de Gnaisse: são horizontes plásticos e homogêneos, apresentam
composição argilo-arenosa, com fração de areia de boa graduação. Teor argiloso
aumenta com o crescente teor de biotita gnaisse. Possuem coloração amarelo-
avermelhado e acompanham aproximadamente a superfície do terreno.
Solos residuais de Xisto: horizontes plásticos e homogêneos que desagregam com
certa facilidade. Apresentam composição argilo-arenosa. Possuem estrutura laminada,
com cores avermelhadas a roxas, chegando, às vezes, a acinzentadas.

2
Serrapilheira: camada de folhas, galhos, etc., de mistura com terra, que cobre o solo da mata (Ferreira, 2004).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 39
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Solos residuais de Basalto 3: apresentam cor vermelha bastante escura, textura


praticamente uniforme em profundidade. Possuem baixa permeabilidade, já que os
teores de argila são elevados.
9 Solos Saprolíticos: Trata-se, também, de um solo “in situ” apresentando orientação e
estruturas remanescentes da rocha matriz. Geralmente apresentam alguns minerais
primários facilmente alteráveis. São predominantemente areno-siltosos e a sua
estrutura é quase maciça e os vestígios de xistosidade, gnaissificação e demais planos
de fraquezas da rocha original nem sempre são de fácil identificação. Na área podem-
se observar os seguintes tipos de solos saprolíticos (Rodrigues, 1992):
Solos saprolíticos de Gnaisse: são horizontes que apresentam composição silto-arenosa
ou areno-siltosa com pouco cimento argiloso (caulim) e às vezes micáceo. Mostram
nítida foliação ou gnaissificação. Suas cores são as mais variadas, desde o cinza com
tonalidades esverdeadas, até roxa esbranquiçada.
Solos saprolíticos de Xisto: horizontes heterogêneos, complexos, de baixa plasticidade
com composição arenosa fina e arenosa fina siltosa. Apresentam estruturas originais,
com dobras e falhas e são constantemente cortadas por intrusões de várias naturezas.
Devido ao intemperismo resultam horizontes bastante espessos. Apresenta-se com boa
foliação ou xistosidade com coloração arroxeada, rosada e variegada.

Além dos solos citados acima, pode-se encontrar, ainda, solos coluvionares, corpos de
tálus e solos aluvionares.
Os solos coluvionares são massas de materiais transportados (solo e rocha) e
depositados de forma caótica com mal selecionamento sobre as encostas e na base das
mesmas, devido à ação combinada da água e por efeito da gravidade. São depósitos
constituídos predominantemente de materiais finos com quantidade variáveis de matacões de
dimensões, forma e composição extremamente diversificadas (Rodrigues, 1992). Apresentam
espessuras variadas podendo atingir dezenas de metros. Na região, apresentam espessura em
torno de 1 metro e têm composição argilo-silto-arenosa com presença de fragmento de rocha.
Os corpos de tálus são depósitos constituídos por grande quantidade de matacões
imersos em matriz fina (argilo-silto-arenosa). Apresentam forma e espessuras variadas
podendo atingir dezenas de metros. Caracterizam-se pela heterogeneidade textural de arranjo
dos blocos de rocha que, normalmente, apresentam-se com forma angulosa e de suas

3
Referência extraída de Rodrigues (1992)
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 40
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

propriedades físicas, o que resulta na existência aleatória de zonas preferenciais de percolação


de água e na sua precária estabilidade.
Os solos aluvionares são solos pouco desenvolvidos, resultantes de deposições
fluviais recentes. Devido à natureza dos sedimentos depositados suas características
morfológicas variam muitos, principalmente com relação à textura, cor, estrutura e
consistência. Na região encontram-se solos aluvionares argilosos que são os solos mais férteis
da planície e recebem o nome “barro-boi” e ainda solos arenosos, com elevada porosidade,
mas muito ácidos e pouco férteis (PMC, 1995).
A maior parte da planície é composta pelos solos dos manguezais, o qual é lodoso,
semi-líquido e ocorrem próximo as embocaduras dos rios e em terrenos baixos atingidos pelas
águas das marés. É um lodo muito fino de cor negra, composto de argila e matéria orgânica
em estado coloidal. Tem extraordinária fertilidade e forma camadas que em Cubatão atingem
de 20 a 40 metros de profundidade (Branco, 1984 segundo PMC, 1995).

3.2.7 Clima
As condições climáticas predominantes nas encostas da Serra do Mar integram as
características macroclimáticas da Baixada Santista (Santos, 2004).
A Baixada Santista está sobre o Trópico de Capricórnio e tem clima tropical quente e
úmido com variações bruscas de temperaturas e amplitudes térmicas diurnas de mais de 15° C
chegando a registrar máximas de 38° C e mínimas de 10° C num mesmo dia (PMC, 1995). De
acordo com Santos (2004) as temperaturas médias anuais ocupam uma faixa de 19°C, com
valores crescentes da borda do Planalto para o sopé da escarpa.
A diferenciação do relevo da região, bem como a interferência do homem, contribui
para que se possam distinguir variedades climáticas locais ou micro climas em uma área
relativamente pequena (Cepeu, 1958 segundo PMC, 1995).
Devido ao fato da Serra do Mar funcionar como barreira climática, a grande umidade
trazida por ventos que vêm do oceano condensa-se em forma de chuvas orográficas e neblina
quando alçada a altitudes onde o ar é mais frio (Santos, 2004). Esta barreira também impede a
dispersão dos poluentes presentes no ar, gerando altos índices de poluição (Moreira-
Nordemann et al., 1986).
Os ventos dominantes são os do Sul no inverno, outono e parte da primavera e os do
leste na primavera e verão (Azevedo, 1964 segundo PMC, 1995).
A elevada umidade também favorece o crescimento da cobertura vegetal, fato que
conjugado com a altitude, diminui em cerca de 2 ou 3 graus a temperatura da serra com
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 41
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

relação planície, a qual possui a temperatura mais elevada do que a orla marítima (Cepeu,
1968 segundo PMC, 1995).

3.2.8 Pluviometria
A Baixada Santista é considerada a área mais chuvosa do Brasil, sofrendo influência
direta dos fatores geográficos locais. São registradas chuvas fortes prolongadas, no verão,
seguindo certa periodicidade (Vargas, 1981 segundo Carvalho, 2003).
Os maiores índices pluviométricos são registrados nas cotas mais elevadas da Serra
(médias anuais de 4.000mm) e os menores, no sopé da escarpa (médias anuais de 2.500mm).
Não existe estação seca e as maiores médias pluviométricas estão concentradas no verão
(janeiro a março) e as menores médias no inverno (junho a agosto).

3.2.9 Vegetação
A vegetação da região é constituída de extensos manguezais nas partes mais baixas
(planície) e florestas nas partes mais elevadas (região serrana).
A vegetação da serra é constituída pela Mata Atlântica, que de acordo com o
Ministério do Meio Ambiente - MMA (1992) possui uma parte protegida pelo Parque
Estadual da Serra do Mar - Núcleo Cubatão. Possui matas densas, latifoliada, típicas de solos
férteis bem drenados e de regiões quentes de alta pluviosidade, destacando-se as árvores de
grande porte, chegando a 20 ou 25 metros de altura, abrigando fauna e flora variada e rica
(PMC, 1995).
Da vegetação original, os remanescentes são escassos e a grande maioria das
florestas ainda existentes são secundárias (Leitão Filho, 1993), a qual já se encontra
degradada, devido à ação antrópica e a ação crônica dos poluentes atmosféricos oriundos de
intensa atividade industrial (Rodrigues, 1992).
A Mata Atlântica exerce um importante papel na dinâmica das vertentes da Serra do
Mar, atuando como um agente estabilizador (Valeriano & Ponzoni, 1989), refreando os
processos erosivos e de escorregamentos. Segundo Domingues (2001), a degradação das
florestas e a perda de cobertura vegetal acentuam os movimentos de massa generalizados e
simultâneos.
De acordo com a Prefeitura do Município de Cubatão (1995), a vegetação da planície
arenosa é muito intricada e de menor porte, predominando as árvores finas. A área do mangue
é marcada por uma vegetação muito característica adaptada ao terreno lodoso e a água salobra
e que no seu conjunto, dá origem ao manguezal, o qual é formado por um ecossistema de
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 42
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

elevada produtividade de elementos nutritivos orgânicos, fonte de suprimento para o


desenvolvimento de peixes e camarões da costa marítima.

3.2.10 Processos 4 do Meio Físico


O meio físico é a base onde são desenvolvidos todas as atividades antrópicas e eventos
perigosos. Trata-se da parcela do meio ambiente constituída pelos materiais rochosos e
inconsolidados, as águas e o relevo que estão combinados e arranjados de diversas maneiras
em espaços tridimensionais (Zuquette, 1993). Pode ser entendido como o conjunto do meio
ambiente definido pelas interações de componentes predominantemente abióticos, quais
sejam, materiais terrestres (solo, rocha, água e ar) e tipos naturais de energia (gravitacional,
solar, energia interna da Terra e outras), incluindo suas modificações decorrentes da ação
biológica e humana (Fornasari Filho et al., 1992; Bitar,1995). Pode ser encarado como uma
totalidade estruturada em equilíbrio dinâmico, com seus vários aspectos guardando relações
de interdependência em termos causais, de gênese, evolução, constituição e organização
(Bitar, 1990).
De acordo com Fornasari Filho (1992) e Bitar (1990) os processos do meio físico
consistem em uma série de fenômenos sucessivos com relação de causa e efeito, que resulta
da interação de componentes materiais e tipos de energia, podendo ser deflagrado, acelerado
ou retardado por agentes físicos, químicos e biológicos (fauna e flora) ou humanos, em
determinado ambiente.
São vários os processos do meio físico, os quais, no conjunto, expressam a própria
dinâmica do meio. Dentre eles pode-se citar: movimentos de massa (erosão, escorregamento,
rastejo, subsidência, etc.), processos pedogenéticos, inundação, movimento da água em
superfície, entre outros.
Na Serra do Mar, região de Cubatão, os principais processos do meio físico referem-se
basicamente aos denominados movimentos de massa relacionados à rastejos,
escorregamentos, corridas de massa e queda de blocos. Segundo Gallardo et al. (2000) na
Estrada Caminho do Mar, pode-se encontrar feições erosivas e outras feições como trincas,
soerguimentos e abatimentos que podem indicar a ocorrência de movimentos de massa.

4
Processo: Sucessão de estados ou de mudanças; Seqüência de estados de um sistema que se transforma;
evolução. (FERREIRA, 2004)
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 43
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

3.2.10.1 Rastejo (Creeping)


Os rastejos consistem no movimento descendente, lento e contínuo da massa de solo
de um talude. Corresponde a uma deformação de caráter plástico, cuja geometria não é bem
definida e que também não apresenta o desenvolvimento de uma superfície definida de ruptura
(Fornasari Filho, 1992).
Quanto ao tipo de material, considera-se o rastejo em solo superficial de encosta e
rastejo em massa de tálus. Pode ser identificado através de indícios indiretos como
“encurvamento” de árvores, deslocamento de muros e outras estruturas, pequenos abatimentos
ou degraus na encosta (Infanti Jr. & Fornasari Filho, 1998).
Nas encostas da Serra do Mar é freqüente a observação de feições de “encurvamento”
de árvores, indicando a presença deste tipo de processo. Segundo Magalhães et al. é muito
comum a presença de depósito de tálus nas porções inferiores das encostas, os quais podem se
mover lentamente na forma de rastejos, seja constantemente, com ligeiro aumento de
velocidade nas épocas chuvosas, ou de modo pulsante, associado a sazonalidade
pluviográfica.

3.2.10.2 Escorregamento
Segundo Fornasari Filho (1992) consistem no movimento rápido de massas de solo ou
rocha, geralmente bem definidas quanto ao seu volume, cujo centro de gravidade se desloca
para baixo e para fora de um talude (natural, de corte ou aterro).
Para este mesmo autor, o principal elemento regulador do processo é a água, a qual
atua de diversas formas na instabilização dos taludes:
9 Aumenta o grau de saturação dos solos, diminuindo a resistência;
9 Aumenta o peso específico do solo devido à retenção de parte da água infiltrada e;
9 Introduz pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas em descontinuidades do maciço
(vazios, fissuras, trincas, juntas, etc.).
De maneira simples, a cobertura vegetal atua no sentido de reduzir a infiltração da
água, aumentando a resistência deste pela presença de raízes.
De acordo com Infanti Jr & Fornasari Filho (1998) podem-se identificar diferentes
tipos de escorregamento em função de sua geometria e da natureza do material que
instabilizam. Os tipos são: translacionais ou planares, circulares ou rotacionais e em cunha.
Nas regiões serranas, como é o caso da Serra do Mar, os escorregamentos mais
freqüentes são os translacionais ou planares, mas podem ocorrer os escorregamentos
circulares de ocorrência localizada (Magalhães et al., 2005).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 44
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

3.2.10.3 Corrida de Massa


O processo corrida de massa é a forma rápida de escoamento de uma massa de solo ou
de solo e rocha onde a sua forma de deslocamento lembra a de um líquido viscoso, com
deformações internas e inúmeros planos de cisalhamento (Fornasari Filho, 1992).
Segundo Infanti Jr. & Fornasari Filho (1998) a corrida de massa caracteriza-se por uma
dinâmica híbrida regida pela mecânica de sólidos e fluídos, pelo grande volume de material
que mobilizam e pelo extenso raio de alcance que possui, resultando num grande potencial
destrutivo.
Para Fornasari Filho (1992) a massa é composta por uma matriz viscosa, composta por
água, argila e silte fino, e uma massa granular de material mais grosseiro (areia, grânulos,
seixos ou matacões dependendo do caso), podendo receber diferentes denominações
dependendo do material mobilizado e das velocidades de deslocamento do processo.
Pode-se classificar como:
9 Corrida de lama (mud flow): solo com alto teor de água;
9 Corrida de terra (earth flow): predominantemente solo, mas com menor teor de água e;
9 Corrida de detritos (debris flow): predomina o material grosseiro, envolvendo
fragmento de rocha de vários tamanhos.
Na Serra do Mar este processo é pouco freqüente, mas ocorrem como cadastrados por
Gallardo et al. (2000) em três pontos na Estrada Caminho do Mar, sendo que em 1994 uma
corrida de massa atingiu as Instalações da Refinaria Presidente Bernardes, da Petrobrás,
envolvendo materiais como matacões, blocos e solo.

3.2.10.4 Queda de Blocos


Este processo consiste no deslocamento, por gravidade, de blocos de rocha. Envolve
materiais rochosos de diversas litologias que se destacam de taludes ou encostas íngremes e se
deslocam em movimentos tipo queda livre (Infanti Jr. & Fornasari Filho, 1998) com ausência
de superfície de movimentação.
Segundo Magalhães et al. (2005), este tipo de instabilização está diretamente
relacionado às condições de fraturamento do maciço rochoso e a alta declividade das encostas.
Na Serra do Mar o maciço rochoso apresenta uma variação de fraturamento o qual pode
se apresentar muito fraturado a pouco fraturado, e há locais onde as encostas apresentam
declividades acima de 30°, podendo levar à ocorrência deste tipo de processo, como é o caso
na Estrada Caminho do Mar constatado por Gallardo et al. (2000).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 45
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

3.2.10.5 Erosão pela água


Erosão é o processo de desagregação e remoção de partículas do solo ou fragmentos e
partículas de rochas, pela ação combinada da gravidade com a água precipitada e de
escoamento (Fornasari Filho, 1992).
Segundo Infanti Jr. & Fornasari Filho (1998) a erosão pode ser laminar (causada pelo
escoamento difuso das águas das chuvas, resultando na remoção progressiva e uniforme dos
horizontes superficiais do solo) ou linear (causada pela concentração das linhas de fluxo das
águas de escoamento superficial resultando em pequenas incisões na superfície do terreno).
Na Serra do Mar, dos processos erosivos reconhecidos há o predomínio do tipo erosão
linear, causada pela concentração do fluxo d’água do escoamento superficial. Este tipo de
erosão também pode evoluir, passando de pequenos sulcos até grandes ravinas, podendo,
inclusive, induzir fenômenos de escorregamentos (Gallardo, 2000).

3.3 COMPARTIMENTAÇÃO E DEFINIÇÃO DA SENSIBILIDADE DO MEIO FÍSICO


Por meio da utilização do método proposto por Vedovello (2000), o qual consiste na
elaboração de carta geológico-geotécnica, com base na interpretação de produtos de
sensoriamento remoto (imagens orbitais e fotografias aéreas) e na utilização de princípios de
análise de terreno, elaborou-se uma carta contendo 6 Unidades Básicas de Compartimentação
(UBCs), 10 Sub-Unidades e um quadro síntese com as características de cada UBC
(Condicionantes do Meio Físico) – Apêndice E.
Na porção NE da carta, observa-se uma porção do Planalto Paulistano. A passagem
entre as escarpas da serra e o planalto limita a área estudada.
A UBC 1 é uma unidade com elevada declividade (inclinação aproximada de 70°),
apresentando topos extensos, arredondados e vertentes côncavas. Possui alta densidade de
drenagem com padrão dendrítico, as quais se encontram encaixadas nas fraturas. O
escoamento superficial é elevado, entretanto, devido à grande quantidade de fraturas, há boa
infiltração da água, recarregando o aqüífero fraturado, embora a porosidade e a
permeabilidade sejam baixas. É uma área que abriga os únicos recursos hídricos disponíveis e
economicamente viáveis para o abastecimento da população da Baixada Santista (PMC,
1995), além de possuir remanescentes de Mata Atlântica. Os processos do meio físico
presentes são: escorregamento (Foto 8), rastejo e queda de blocos (Foto 9). Apresenta 2 sub-
unidades (1b e 1m).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 46
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 8: Feição de escorregamento -


Estrada Caminho do Mar (Serra do Mar -
Cubatão)

Foto 9: Desprendimento de blocos, devido a


intensidade de fraturas da rocha Estrada
Caminho do Mar (Serra do Mar - Cubatão).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 47
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

A Unidade 2 (UBC 2) possui declividade moderada, com topos extensos, arredondados


e vertentes côncavas. Apresenta densidade de drenagem moderada com padrão subdendritico
seguindo a direção das fraturas. O escoamento superficial, a porosidade e a permeabilidade
também são moderados com boa capacidade de recarga do aqüífero fraturado e bom potencial
de retenção do contaminante. Abriga vegetação de pequeno a grande porte, característica de
Mata Atlântica. Entre os processos do meio físico, verificam-se escorregamento, rastejo e
corrida de massa (Foto 10). Apresenta 2 sub-unidades (2a e 2b).

Local da corrida
de massa
Refinaria - RPBC

Foto 10: Seqüência de fotos na estrada Caminho do Mar (Serra do Mar - Cubatão), mostrando local
onde ocorreu corrida de massa, atingindo a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC). Hoje o local
encontra-se impermeabilizado com piche.

A UBC 3 representa uma área de planície, com relevo suave e baixa densidade de
drenagem. É cortada pelo Rio Cubatão, o qual, em uma parte, encontra-se retangular
(seguindo a Falha de Cubatão), e em outra parte encontra-se meandrante. Apresenta alta
porosidade e permeabilidade e, desta forma, baixo escoamento superficial. O potencial de
recarga do aqüífero, a sua vulnerabilidade à contaminação e o potencial de retenção do
contaminante são elevados. O N.A. do local é muito raso (cerca de 0,60 metros – PMC, 1995),
podendo ser atingido rapidamente, em caso de derrames de óleo. Apresenta quase 100% de
urbanização, incluindo área industrial. A maior parte da vegetação é secundária de pequeno
porte (gramíneas). Com relação aos processos do meio físico, verificou-se alagamento (áreas
de acúmulo de água). É dividida em 2 sub-unidades (3a e 3b).
A Unidade 4 (UBC 4) apresenta declividade moderada, com topos restritos,
arredondados e vertentes côncavas, com baixa densidade de drenagem. O escoamento
superficial é baixo, já a porosidade e a permeabilidade são moderadas. A área possui Mata
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 48
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Atlântica e, também, vegetação secundária, como eucaliptos. Observaram-se escorregamentos


(Foto 11) e rastejos, como processos do meio físico.

Foto 11: Feição de escorregamento (A) no


morro Mazagão.

As UBCs 5 e 6 representam uma área de depósitos marinhos, com relevo suave e alta
densidade de drenagem com padrão meandrante. A UBC 5 apresenta material argiloso, com
porosidade alta, porém permeabilidade baixa. Já a UBC 6 apresenta bolsões de areia com
porosidade e permeabilidade alta. A vegetação é representada por mangues, para ambas as
Unidades. Estas áreas apresentam alta vulnerabilidade de contaminação e bom potencial de
retenção do contaminante. Observam-se áreas de alagamento (Foto 12). Apresentam-se
subdivididas em 2 unidades (5a e 5b, 6a e 6b).

Foto 12: Áreas de alagamento.


Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 49
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Com relação às sub-unidades, estas foram demarcadas para verificar a influência de


suas características na sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo de uma mesma
unidade (UBC), sendo representadas por algarismos arábicos de 1 a 6, seguidos por uma letra
minúscula indicando o grau de sensibilidade (a = alto, m= médio e b = baixo).
Apesar das diversas pesquisas desenvolvidas sobre o tema sensibilidade ambiental,
observou-se que não há uma preocupação se definir este conceito. Este fato gerou dificuldades
na definição da sensibilidade do meio físico, pois havia confusão em relação aos conceitos
vulnerabilidade, sensibilidade e fragilidade, os quais se entendiam por sinônimos. Para esta
pesquisa admitiu-se que a sensibilidade ambiental é a condição de determinado ambiente em
ter diminuída a sua qualidade quando afetado por ação antrópica ou natural, no caso deste
estudo, derramamento de óleo. O grau de sensibilidade aumenta para as áreas com menor
resiliência 5.
A sensibilidade do meio físico foi expressa em alta, média e baixa, diferentemente da
classificação das cartas de sensibilidade ambiental em áreas costeiras, a qual classifica a
sensibilidade em uma escala de 1 a 10 e, também, da Metodologia proposta por Mendes et al.
(2005) - MARA, que classifica em uma escala de 1 a 8.
A definição da sensibilidade foi diferenciada, pois os critérios e condicionantes
utilizados são distintos e só abordaram um aspecto do meio ambiente (meio físico). Para uma
classificação em diversas classes, seria necessário um estudo mais detalhado, com escalas
maiores.
A expressão da sensibilidade, nesta pesquisa, poderia ter se baseado na metodologia
proposta por Mendes et al. (2005), todavia, nesta metodologia, fica implícito o papel do meio
físico (solo, rocha e água), o qual deveria ter maior relevância, já que as regiões interioranas
são muito heterogêneas e os dutos interceptam diferentes formações geológicas, com os tipos
de solos e condições hidrogeológicas e fenomenológicas a elas associados. Tais materiais
apresentam características intrínsecas distintas, gerando diferentes comportamentos à mesma
solicitação (3° conceito da Geologia de Engenharia, proposto por Santos, 1994 segundo Zaine,
2000).

Esta expressão da sensibilidade é uma abstração, ou seja, um exercício mental no qual


foram atribuídos diferentes graus de sensibilidade a distintos elementos de um único
componente ambiental, no caso o meio físico. Este exercício mental objetivou verificar como
as diferentes características do meio físico poderiam influenciar a sensibilidade de uma carta
5
Capacidade de um ecossistema retornar às condições originais ou ao estado estável, após ter sofrido uma
alteração ou agressão (Pereira, 2002).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 50
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

de sensibilidade ambiental da área de estudo. Entretanto, entende-se que para a elaboração de


uma carta de sensibilidade ambiental deve-se expressar esta sensibilidade analisando-se o
meio físico, o meio biótico e o meio socioeconômico.

Para definir a sensibilidade do meio físico, neste estudo, atribui-se critérios (Tabela 8)
baseados nas características das UBCs (condicionantes do meio físico) como: declividade,
escoamento superficial (faixa atingida pelo óleo), características dos materiais presentes
(descontinuidades, porosidade, permeabilidade, capacidade de recarga do aqüífero e potencial
de retenção do contaminante) e fluxo subterrâneo (a grosso modo).
Para representar os graus de sensibilidade adotou-se cores semafóricas: vermelho =
alto; amarelo = médio; verde = baixo.

Tabela 8: Critérios de classificação de sensibilidade do meio físico


Sensibilidade Critério de sensibilidade Exemplo UBCs

Local vulnerável à contaminação, com declividade


moderada a baixa, moderado a baixo escoamento
Alta superficial, permeável ou não, com capacidade de recarga 1, 2, 3, 5 e 6
do aqüífero ou não, bom potencial de retenção do
contaminante.

Local vulnerável a contaminação, declividade moderada a


Média alta, elevado escoamento superficial, permeável ou não, 1
com capacidade de recarga do aqüífero.

Local com nula ou baixa vulnerabilidade 6 de


Baixa 2, 3, 4, 5 e 6
contaminação.

Observa-se que todas as UBCs, com exceção da 4, possui diferentes sensibilidades.


Essa diferença ocorre devido ao posicionamento do duto e da vulnerabilidade ao
derramamento de óleo de cada área. Por isso a necessidade em se definir sub-unidades.

6
Vulnerabiliade: estado de vulnerável. Sujeito à determinada ameaça ou agressão.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 51
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

As sub-UBCs foram demarcadas através da observação das fotografias aéreas, das


ortofotos e do mapa topográfico e, de acordo com a declividade, do fluxo superficial e
subsuperficial da água (a grosso modo), imaginando-se as áreas atingidas por óleo, em caso de
acidente (vulnerabilidade). Assim, destaca-se que é evidente que a localização do oleoduto é
fator determinante para a definição da sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo.
Definiu-se desta forma, pois não existe nenhuma metodologia para se determinar a
faixa de domínio do duto. Contudo entende-se que esta deva ser traçada de acordo com as
características cada área estudada, considerando-se que cada local possui materiais diferentes,
com características distintas.
No Apêndice F pode-se observar a carta de sensibilidade do meio físico, elaborada
para a área estudada.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 52
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

4. CONCLUSÕES

Os acidentes envolvendo dutos constituem uma fonte potencial de contaminação dos


componentes do meio físico (solo, rocha e água). Este fato está intimamente relacionado com
a peculiaridade que os dutos apresentam quanto ao aspecto longitudinal, interceptando
diferentes formações geológicas, com os tipos de solos e condições hidrogeológicas e
fenomenológicas a elas associados. Podem, ainda, atravessar várias cidades, propriedades
rurais, estradas, diversas bacias hidrográficas e extensas áreas de recarga.
As cartas de sensibilidade ambiental constituem fonte de informação primária para o
planejamento de contingência e avaliação de danos em casos de derramamento de óleo.
Representam uma ferramenta fundamental para o balizamento das ações de resposta a
vazamentos de óleo, na medida em que, ao identificar aqueles ambientes com prioridade de
preservação (ambientes sensíveis), permitem o direcionamento dos recursos disponíveis e a
mobilização mais eficiente das equipes de proteção e limpeza.
Com a aplicação do método proposto por Vedovello (2000), obteve-se uma carta
contendo os condicionantes do meio físico que podem subsidiar a elaboração de cartas de
sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo (Apêndice E).
A declividade, fluxo superficial e subsuperficial, características do solo/rocha
(descontinuidades, porosidade, permeabilidade, capacidade de recarga do aqüífero e potencial
de retenção do contaminante) e o fluxo subterrâneo são os condicionantes do meio físico que
devem estar presentes em uma carta de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo, em
ambiente continental.
A permeabilidade do substrato estabelece uma correlação direta com a infiltração,
portanto, com a permanência do óleo no meio; quanto maior o diâmetro das partículas dos
sedimentos do substrato, sua esfericidade e a sua uniformidade, tanto mais profunda será a
infiltração do contaminante. Associando-se estes fatores com a declividade e os fluxos da
água (superfície e subsuperfície), maior a área atingida pelo óleo.
A consideração da dinâmica do meio físico é imprescindível em uma carta de
sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo, uma vez que seus processos podem atingir
os dutos e desencadear vazamentos. Desta forma, as cartas de sensibilidade ambiental em
áreas interioranas não devem ser documentos usados apenas depois do acidente mas, também,
para prevení-los.
Além dos condicionantes do meio físico e dos processos associados, é de suma
importância conhecer as características físico-químicas do material liberado e o seu
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 53
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

comportamento de acordo com os materiais e as estruturas geológicas presentes na área em


questão, bem como as possíveis interações entre as partículas do solo e o contaminante.
Em relação à metodologia adotada para a elaboração de cartas de sensibilidade
ambiental em áreas costeiras e marítimas, observa-se que o meio físico tem menor relevância,
ao contrário do que se imagina para áreas interioranas. Desta forma, o procedimento seguido
para elaborar cartas SAO para regiões costeiras e marítimas e os atributos considerados,
devem ser distintos de uma CSA para regiões interioranas, pois os condicionantes são
diferentes.
Apesar de todos os trabalhos desenvolvidos no tema sensibilidade ambiental, verifica-
se que não há um cuidado em se definir este conceito. Acredita-se que seja difícil realizar um
estudo sem ter uma definição dos conceitos diretamente relacionados à pesquisa e que podem
gerar dificuldades no desenvolvimento desta.
Para esta pesquisa admitiu-se que a sensibilidade ambiental é a condição de
determinado ambiente em ter diminuída a sua qualidade quando afetado por ação antrópica ou
natural, no caso deste estudo, derramamento de óleo. O grau de sensibilidade aumenta para as
áreas com menor resiliência.
Com base nestes aspectos e em alguns critérios adotados, obteve-se uma carta com os
graus de sensibilidade do meio físico (Apêndice F). Observa-se que a sensibilidade aumenta
com a diminuição da declividade; Como a sensibilidade aumentou em direção a planície,
pode-se dizer que a região de planície é mais sensível que a região de serra, mais íngrime. Esta
afirmação aplica-se apenas à área considerada vulnerável ao derramamento de óleo.
Analisando-se a sensibilidade do meio físico das UBCs em relação ao derramamento
de óleo, pode-se avaliar que materiais com características intrínsecas distintas apresentarão
diferentes sensibilidades à mesma solicitação.
O método adotado nesta pesquisa é um procedimento utilizado para a elaboração de
cartas geológico-geotécnicas, o qual se baseia na interpretação de produtos de sensoriamento
remoto (imagens orbitais e fotografias aéreas) e no princípio de análise de terreno. O
procedimento compreende etapas de compartimentação fisiográfica, caracterização geotécnica
e cartografia geológico-geotécnica final.
Este método trouxe grande contribuição à pesquisa em termos de custos, tempo e
aplicabilidade, pois não requer uma multiplicidade de produtos (mapa geomorfológico,
pedológico, geológico, etc.) os quais são cruzados diretamente ou em associações específicas,
sucessivas, por vezes com atribuições e pesos, até chegar a um mapa final. O método
apresenta uma análise integrada dos elementos ambientais (relevo, solo, rocha, etc.), os quais
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 54
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

são individualizados em unidades únicas que refletem limites concretos no espaço, gerando
um mapa final.
Considerando-se os produtos obtidos e segundo esta metodologia, acredita-se que as
informações contidas em cartas geológico-geotécnicas podem ser as mesmas utilizadas na
elaboração das cartas de sensibilidade ambiental. Isso porque o mapeamento geológico-
geotécnico analisou de forma conjunta o comportamento e as propriedades do meio físico
(características geotécnicas) com os materiais presentes na área (geologia).
De forma geral, conclui-se que todos os objetivos foram alcançados plenamente,
havendo mudanças apenas na metodologia adotada, pois, inicialmente, pretendia-se utilizar a
multiplicidade de produtos.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 55
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

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metodológica. Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Campinas. 135p.

9 Poffo, I. R. F.; Xavier, J. C. M.; Serpa, R.R. 2001. A História dos 27 anos de Vazamento
de Óleo no Litoral Norte do Estado de São Paulo (1974-2000). Rev. Meio Ambiente
Industrial (30): 98-104
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 60
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

9 Prefeitura do Município de Cubatão; FUPAM/FAUUSP. 1995. Plano Diretor de


Desenvolvimento do Município de Cubatão.

9 Ribeiro, R. R. 2003. Evolução Geomorfológica da Serra de Cubatão, em São Paulo.


Dissertação de Mestrado. Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo.

9 Rodrigues, R. 1992. Características geológicas e geotécnicas intervenientes na


estabilidade de massas coluviais da Serra do Cubatão – SP. Dissertação de Mestrado
Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, 116p.

9 Rudio, F. V. 1989. Introdução ao Projeto de Pesquisa científica. Editora Vozes, 32ª ed.
144p.

9 Ruiz, M. D.; Guidicini, G. 1998. Introdução. In: Oliveira, A. M. S.; Brito, S. N. A.;
Geologia de Engenharia. São Paulo: ABGE, pp. 1-5

9 Sadowski, G. R. 1974. Tectônica da Serra de Cubatão, SP. Tese de Doutorado. Instituto


de Geociências. Universidade de São Paulo, 160p.

9 Santos, A. R. 2004. A Grande Barreira da Serra do Mar. Da trilha dos Tupiniquins à


Rodovia Imigrantes. Editora: O nome da Rosa Ltda.. 122p.

9 Soares, P.C.; Fiori, A. P. 1976. Lógica e Sistemática na análise e interpretação de


fotografias aéreas em geologia. Rev. Notícias Geomorfológicas, 32 (6): 71-104.

9 Vedovello, R.; Mattos, J. T. 1998. A utilização de Unidades Básicas de Compartimentação


(UBCs) como base para a Definição de Unidades Geotécnicas. Uma Abordagem a partir
de Sensoriamento Remoto. In: SBCG. Simpósio Brasileiro de Cartografia Geotécnica, 3.
Anais (CD).

9 Vedovello, R. 2000. Zoneamentos Geotécnicos Aplicados à Gestão Ambiental, a partir de


Unidades Básicas de Compartimentação – UBCs. Tese de Doutorado. Instituto de
Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista, Rio Claro.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração 61
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

9 Zaine, J. E. 2000. Mapeamento geológico-geotécnico por meio do detalhamento


progressivo: ensaio de aplicação na área urbana do município de Rio Claro (SP). Tese de
Doutorado. Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista,
Rio Claro, 149p.

9 Zuquette, L. V. 1993. Importância do mapeamento geotécnico no uso e ocupação do meio


físico: fundamentos e guia para a elaboração.Tese de Livre-Docência. Escola de
Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. v. 1, 246 p.

9 Zuquette, L. V.; Nakazawa, V. A. 1998. Cartas de Geologia de Engenharia. In: Oliveira,


A. M. S.; Brito, S. N. A.; Geologia de Engenharia. São Paulo: ABGE pp. 283 – 300.

9 Wikipédia. Petróleo. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leo>


Acesso em 27 de out. de 2006
APÊNDICE A

O Contaminante
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

O CONTAMINANTE

1. CARACTERIZAÇÃO DO CONTAMINANTE

Segundo referências históricas, o conhecimento do petróleo pelo homem remonta


desde 4.000 a. C. Os povos antigos utilizavam-se do betume para a pavimentação de estradas,
aquecimento e iluminação das casas, como material de liga nas construções, embalsamento
dos mortos, forma bélica, etc. Hoje, é base para fabricação dos mais variados produtos, dentre
os quais se destacam: solventes, benzina, óleos combustíveis, óleo diesel, gasolina, querosene,
lubrificantes, asfalto, alcatrão, polímeros plásticos e até mesmo medicamentos (WIKIPÉDIA,
2006).
O Petróleo (do latim petrus – pedra e oleum – óleo) é uma substância oleosa,
inflamável, geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que
pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e marrom
(WIKIPÉDIA, 2006).
Apresenta milhares de compostos diferentes, formando uma mistura muito complexa.
Entre os principais constituintes estão os hidrocarbonetos que, de acordo com a CETESB
(2005), chegam a atingir 98% da composição total. Os outros constituintes são compostos
contendo elementos químicos como nitrogênio, enxofre, oxigênio e metais, principalmente
níquel e vanádio (WIKIPÉDIA, 2006). Os óleos crus podem, também, conter pequenas
quantidades de restos de material orgânico como fragmentos de esqueletos silicosos, madeira,
esporos, resina, carvão e vários outros remanescentes de vida pretérita (CEPA, 2006).

Tabela 1: Composição do Petróleo Bruto


Composição Porcentagem (%)
Carbono 81 a 88
Hidrogênio 10 a 14
Oxigênio 0,01 a 1,2
Nitrogênio 0,002 a 1,7
Enxofre 0,01 a 5,0
Fonte:PETROBRÁS (2001), segundo Lamas (2003)

Os hidrocarbonetos podem ser agrupados em três séries químicas básicas: parafinica,


naftênica e aromática. A maioria dos óleos crus compõe-se de misturas dessas três séries em
proporções variáveis e amostras de petróleo retiradas de dois diferentes reservatórios não
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

serão completamente idênticas. A série parafínica de hidrocarbonetos (também chamada como


série do metano – CH4) compreende os hidrocarbonetos mais comuns entre os óleos crus, já a
série naftênica é, geralmente, a de maior densidade. (CEPA, 2006).
As maiorias dos óleos brutos não contêm concentrações abundantes de
hidrocarbonetos aromáticos, isto é, BTEX (Benzeno, tolueno, etil-benzeno e xilenos), pois
estes são produzidos durante o processo de destilação (Ferreira & Zuquette, 1998).

2. PROPRIEDADES DOS HIDROCARBONETOS

O comportamento do contaminante no ambiente é influenciado, principalmente, por


suas propriedades físico-químicas. De acordo com Ferreira & Zuquette (1998), essas
propriedades, descritas a seguir, definem o tipo de transporte, a partição e o destino do
contaminante.
9 Solubilidade: esta propriedade controla a quantidade de soluto que sofre partição na
fase aquosa e, assim, ser transportado em solução (Cardinali, 2004). Segundo Ferreira
& Zuquette (1998) a solubilidade dos compostos orgânicos decresce com o aumento
do peso molecular e a presença de outros compostos co-dissolvidos na água pode
afetar a solubilidade total do produto orgânico.
9 Pressão de Vapor: parâmetro que pode estimar a tendência de um composto sofrer
volatilização e partição para a fase gasosa. Quanto maior a pressão de vapor, maior a
taxa de volatilização da substância (Cardinali, 2004).
9 Solubilidade: processo em que uma substância pode se dissolver em um dado
solvente. A solubilidade de um óleo em água é muito baixa. Nos óleos menos densos,
a fração hidrossolúvel é, geralmente, maior se comparada à dos óleos mais densos
(CETESB, 2005).
9 Densidade: propriedade que varia com as interações entre as substâncias, a estrutura
molecular e o peso molecular (Ferreira & Zuquette, 1998). A principal razão em se
conhecer a densidade de uma substância, é determinar se esta flutuará, ou não, sobre a
água (densidade > 1mg/l). Para a CETESB (2005), praticamente todos os óleos tem
densidade específica menor que 1, porém o processo de intemperismo pode alterar as
propriedades do óleo tornando-o mais denso e provocando o seu afundamento na água.
A densidade do óleo cru a 15° C varia entre 0,8 a 0,95 mg/l.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

9 Tensão interfacial: a tensão interfacial é numericamente igual à energia interfacial


formada no contato entre uma substância (sólido, líquido imiscível ou gás) e um
líquido (Cardinali, 2004).
9 Viscosidade: é a resistência ao fluxo. Depende diretamente da temperatura e
quantidade de frações leves na mistura (CETESB, 2005). A viscosidade do óleo cru
pode variar entre 20 a 1000 cs a 38°C.
9 Tensão superficial: força de atração entre as moléculas de superfície de um líquido. A
tensão superficial decresce com a temperatura (CETESB, 2005).

3. INTEMPERISMO DO ÓLEO

Após o acidente envolvendo óleo, este sofre alterações da sua composição original, a
taxas variáveis dependendo do tipo de óleo e condições ambientais, devido a uma combinação
de processos físicos, químicos e biológicos (CETESB, 2005). Para este mesmo autor, o óleo
derramado está sujeito a:
9 Espalhamento: um dos mais significantes processos nas primeiras horas do derrame.
Depende da força gravitacional, da viscosidade, da tensão superficial e das
características do material que compõe o meio.
9 Evaporação: depende da volatilidade do óleo.
9 Dispersão: consiste em quebrar a mancha de óleo em gotas de diversos tamanhos,
devido à agitação da água.
9 Emulsificação: processo em que um líquido é disperso em outro líquido na forma de
gotículas. A maioria dos óleos crus tende a absorver água formando emulsões água +
óleo, aumentando o volume de poluentes em até 4 vezes.
9 Dissolução: a dissolução do óleo depende de sua composição, do espalhamento,
temperatura e turbulência da água e da taxa de dispersão. Os componentes pesados do
óleo cru não se solubilizam, ao passo que os mais leves têm maior solubilidade (cerca
de 5 ppm) em água. Outros constituintes do óleo como compostos de enxofre e sais
minerais tem grande solubilidade.
9 Oxidação: combinação química dos hidrocarbonetos com o oxigênio, formando
compostos solúveis. Sais minerais dissolvidos em água aceleram a taxa de oxidação.
Metais traço agem como catalisadores da reação de oxidação, ao passo que compostos
de enxofre na mistura, faz decrescer essa taxa.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

9 Sedimentação: ocorre principalmente devido à adesão de partículas de sedimento ou


matéria orgânica ao óleo. A sedimentação depende do grau de dispersão, sólidos
suspensos na água e da contaminação do meio ambiente (lixo).
9 Biodegradação: degradação do óleo por bactérias e fungos naturalmente presentes no
meio. A taxa de biodegradação é influenciada pela temperatura e disponibilidade de
nutrientes principalmente nitrogênio e fósforo. Em águas bem oxigenadas com
temperaturas variando de 20 a 30°C, por exemplo, bactérias podem oxidar 2 g/m2 de
óleo ao dia.

4. ASPECTOS TOXICOLÓGICOS

O contato dos organismos com frações tóxicas do óleo pode levar a morte por
intoxicação, especialmente associadas às frações de compostos aromáticos. Entre os
componentes mais tóxicos está o benzeno, tolueno e xileno, as quais apresentam considerável
solubilidade em água (especialmente o benzeno), tornando os organismos aquáticos mais
vulneráveis uma vez que absorvem estes contaminantes pelos tecidos, brânquias, por ingestão
direta da água ou de alimento contaminado (CETESB, 2005).
Um grupo especial dentro dos aromáticos agrupa os Hidrocarbonetos Policíclicos
Aromáticos, conhecidos como HPA's ou PAHs. Sabe-se que estes compostos, formados por
múltiplos anéis de benzeno, são mais resistentes a biodegradação microbiológica e bastante
persistente no ambiente, já que são fortemente adsorvidos nos sedimentos. Alguns exemplos
mais comuns de HPA's presentes no petróleo e derivados são o Naftaleno, Antraceno,
Fenantreno e Benzopireno e seus vários isômeros. Os HPA's são especialmente tóxicos e
potencialmente carcinogênicos ao homem e aos organismos aquáticos (CETESB, 2005).

5. FORMAS DE TRANSPORTE DO PRODUTO

O comportamento do contaminante no meio físico depende da sua composição, das


suas propriedades físico-químicas e das características dos materiais sólidos que compõem o
meio (Ferreira & Zuquette, 1998).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

No caso de um derrame em superfície (rompimento de um duto exposto, por exemplo)


pode haver escoamento superficial, conduzindo o produto para cotas mais baixas ou
infiltração, que é a passagem da substância para o interior do terreno.
A infiltração pode ocorrer através de fraturas ou da porosidade do material (solos ou
rochas sedimentares). Segundo Mancini (2002) a infiltração em meio poroso ocorre
primeiramente pela zona não saturada e posteriormente pela zona saturada. A zona não
saturada ou zona de aeração corresponde à zona que possui uma parte dos espaços
intergranulares preenchidos com água e a outra parte por ar; já a zona saturada corresponde
àquela onde todos os espaços intergranulares estão preenchidos por água (Azevedo &
Albuquerque Filho, 1998).
De acordo com Mancini (2002) na zona não saturada existe um sistema trifásico (ar,
água e sólido), mas pode ocorrer o desenvolvimento de uma quarta fase representada pelo
contaminante. Na zona saturada existe um sistema bifásico (o ar é substituído pela água), mas
pode advir o sistema trifásico, na presença do contaminante (Figura 1).

(a) (b)

Figura 1: Diferentes fases presentes na zona não saturada sem contaminação (a) e
zona saturada com presença do contaminante (b) – baseado em Mancini (2002).

Para Ferreira & Zuquette (1998) as formas de transporte do contaminante em meio


poroso pode ocorrer através de fluxo aquoso (quando o meio de transporte é a água) ou de
fluxo não aquoso (quando os produtos permanecem em fase separada durante o transporte,
como é o caso dos hidrocarbonetos que são pouco solúveis na água).
A fase líquida não aquosa (NAPL) em meio poroso, pode deslocar o ar e a água
presentes nos poros dos sólidos e assim atingir a zona saturada (Ferreira & Zuquette, 1998).
Segundo estes mesmos autores existem fatores do meio físico que afetam o transporte do
contaminante nesta fase, os quais estão descritos abaixo:
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

9 Grau de Saturação: a ocupação dos poros de um meio poroso por diferentes líquidos
implicará em um grau de saturação e um coeficiente de permeabilidade diferente de
um meio ocupado por um único líquido. Tais diferenças influenciam
significativamente o transporte e a distribuição dos compostos dos NAPLs.
9 Saturação residual: volume de hidrocarboneto (ou qualquer outro tipo de NAPL)
armazenado nos poros, em relação ao volume total de poros. No contexto da
contaminação das águas subsuperficias, a saturação residual tem sido descrita como o
grau de saturação no qual o NAPL torna-se descontínuo e é imobilizado por forças de
capilaridade 7. Na zona saturada, a água forma uma cobertura ao redor dos sólidos,
enquanto o NAPL ocupa a parte central dos poros, entretanto na zona não saturada, o
NAPL se comporta como a água e espalha-se para os poros adjacentes. Este
espalhamento resulta em uma redução ao nível de concentração residual, significando
que uma quantidade maior de NAPL é sorvida na zona não saturada.
9 Permeabilidade relativa: Como a água forma uma cobertura ao redor do sólido e o
NAPL ocupa a parte central dos poros, nem a água nem o hidrocarboneto ocupa o
volume total dos poros (diferente de um meio comum totalmente saturado por um
único fluido). Isto significa que a permeabilidade do meio poroso em relação a dois
líquidos será diferente, menor do que seria em um meio ocupado por um único líquido.
Esta redução no coeficiente de permeabilidade é denominada de permeabilidade
relativa e é definida como a taxa de permeabilidade para um fluido a uma dada
saturação igual a 100%. A permeabilidade relativa situa-se em um intervalo de 1,0
para a completa saturação e 0,0 para não saturado. Na presença de duas fases, a
permeabilidade zero não necessariamente corresponde a uma saturação de 0%. Quando
o meio está saturado em NAPL, os valores de permeabilidade para o NAPL e a água
são 1,0 e 0,0 respectivamente. O aumento de água nos poros provoca a expulsão do
hidrocarboneto dos poros devido à imiscibilidade destes dois líquidos, reduzindo a
permeabilidade relativa do NAPL para zero. O valor de permeabilidade zero não
ocorre quando o volume de NAPL nos poros torna-se zero, mas em um nível de
saturação residual próxima de zero, correspondente ao ponto Sm. Este ponto é
denominado saturação residual do NAPL e reflete o fato de que num volume de 20%
de NAPL nos poros, o coeficiente de permeabilidade relativa para o NAPL é

7
Efeito de adesão do líquido com uma superfície sólida, fazendo com que este ascenda nos poros (BRAGA,
2000 segundo CARDINALI, 2004).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

efetivamente zero, que significa que nestas condições o NAPL é imóvel, favorecendo a
sorção. O mesmo ocorre com o coeficiente de permeabilidade relativa para a água.

O transporte de NAPL através das zonas não saturada e saturada do solo depende da
quantidade desse líquido liberado no meio.
Segundo Ferreira e Zuquete (1998), quando o volume liberado é pequeno a NAPL flui
pela zona não saturada até atingir o estado de saturação residual. A água infiltrada no solo
dissolve os componentes solúveis que compõe a NAPL e os transporta até a zona saturada.
Esses contaminantes dissolvidos formam uma pluma que se distribui por difusão 8 e
advecção 9.
As substâncias voláteis encontradas na NAPL sofrem partição de modo que uma parte
fica no solo e a outra no ar e são transportadas para outras partes do aqüífero por difusão
molecular. Os voláteis movem-se pela zona não saturada até atingirem a camada superficial
do solo, os quais podem retornar para a fase líquida, dependendo das condições físico-
químicas. Esses processos de volatilização, transporte e liquefação provocam o transporte de
contaminantes sobre áreas muito extensas.
Quando um grande volume de hidrocarboneto é eliminado, este se dirige à franja
capilar, próximo à zona saturada. Os componentes solúveis do contaminante ultrapassam os
componentes menos solúveis. No topo da franja capilar, onde a água satura um grande volume
de poros, o material acumulado causa uma diminuição na permeabilidade relativa do NAPL,
impedindo de mover-se para baixo. O contaminante se espalha pelo topo da franja capilar e se
o volume acumulado for suficientemente grande, o NAPL tende a migrar na mesma direção
do fluxo da água subsuperficial (Cardinali, 2004).
Em derrames com fornecimento grande e contínuo, há um enorme acúmulo do
contaminante sobre a franja capilar, formando uma depressão na interface NAPL - zona
saturada (Figura 2 a). No caso de remoção ou esgotamento da fonte poluidora, o NAPL
presente na zona saturada continua a migrar para níveis mais profundos, estacionando quando
a concentração atinge o nível de saturação residual e, portanto, não pode mais avançar. A
lixiviação do NAPL existente na zona não saturada reduz grande parte da frente de
contaminação na interface NAPL – zona saturada, fazendo com que essa zona retroceda
(Figura 2 b). Este retrocesso faz com que a água subsuperficial desloque o NAPL que se

8
Processo pelo qual, constituintes iônicos ou moleculares, se movimentam na direção de seus gradientes de
concentração (CARDINALI, 2004).
9
Mecanismo onde os contaminantes seguem coincidentemente os vetores de fluxo (MANCINI, 2002).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

encontra em estado de saturação residual. Parte das águas subsuperficias e superficiais podem
dissolver os materiais residuais, criando assim um nível elevado de contaminação dos solos,
das rochas e da água subterrânea (Ferreira & Zuquette, 1998).
O bombeamento das águas subterrâneas e as mudanças sazonais fazem com que ocorra
um rebaixamento do nível d’água. Quando o NAPL está localizado no topo do nível saturado,
a depressão associada causa também um rebaixamento do nível da NAPL. Quando a zona
saturada retorna a sua condição normal, parte do contaminante é empurrada para cima, mas
não totalmente; em razão da saturação residual uma parte permanece nos poros abaixo do
novo nível da zona saturada. Desta forma o NAPL pode ocupar uma grande espessura da zona
saturada, provocando a contaminação de um grande volume de água (Ferreira & Zuquette,
1998).

(A)

(B)

Figura 2: Depressão do Nível de água subterrânea resultando


grande frente de contaminação (A) e elevação do nível d’água
(B). Modificado de Ferreira e Zuquette (1998)
APÊNDICE B

Mapa de Pontos
APÊNDICE C

Fichas de Campo
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 1 Data: 17/ 08 / 2006 Hora:13: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Zaine; João Paulo; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.321 Cota: 670 metros
Y: 7.359.871
Local: Estrada Caminho do Mar – Cubatão (SP) – Serra do Mar
Tipo do Afloramento: Corte de estrada

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 1: Afloramento em corte de estrada mostrando milonito gnaisse.

Substrato Rochoso: ( X ) Rocha sã ( X ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( X ) Baixo
Litologia e Mineralogia: Milonito gnaisse de coloração esbranquiçado / Quartzo, Feldspato e Biotita.
Granulação/ Granulometria: média Textura: milonítica
Porosidade/Permeabilidade: permeabilidade baixa
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Fraturas: 240/60
Lineação: 124/83

Materiais Inconsolidados: ( X ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade: pouco espesso


(com ~10 cm)
Distribuição em área: o material é contínuo por todo o afloramento
Porosidade / Permeabilidade: elevada devido ao fraturamento da rocha Textura: argilosa
Observações: permeabilidade baixa

Água
( X ) Escoamento superficial ( X ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( X ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações: Ocorre escoamento superficial, porém a maior parte da água infiltra através de fraturas da rocha

Outras Observações:
Processos: (X) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( )
Outro_____________
Indícios de escorregamento, como rachaduras no asfalto

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


O local possui uma inclinação aproximada de 70°.
Vegetação de pequeno (gramíneas, samanbáias, etc.) e médio porte (árvores baixas).
A estrada Caminho do Mar é asfaltada, e é um local turístico
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 2 Data: 17/ 08 / 2006 Hora:13: 30 Condições Atmosféricas: neblina
Equipe: Érica; Vanessa; Zaine; João Paulo; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.610 Cota: 620 metros
Y: 7.359.761
Local: Estrada Caminho do Mar km 44 – Cubatão (SP) – Serra do Mar
Tipo do Afloramento: Corte de Estrada – Aquedutos da Enry Border e gasoduto da Congás

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 2: Visão lateral dos Aquedutos da Enry Border.


Foto 3: Visão frontal dos Aquedutos da Enry Border.
Foto 4: Visão lateral dos Aquedutos da Enry Border e gasoduto da Congas.

Substrato Rochoso: ( X ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade: baixa
Profundidade / Espessura:
Observações: a permeabilidade é baixa, devido à Medidas estruturais:
impermeabilização da rocha com piche.

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área:
Porosidade / Permeabilidade: Textura:
Observações:

Água
( X ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações: Ocorre escoamento superficial devido à impermeabilização da rocha com piche.

Outras Observações:
Processos: (X) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( )
Outro_____________
Indícios de escorregamento, como rachaduras no asfalto

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo

O local possui uma inclinação aproximada de 60°.


Vegetação de pequeno (gramíneas, samanbáias, etc.) e médio porte (árvores baixas).
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 3 Data: 17/ 08 / 2006 Hora:14: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Zaine; João Paulo; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.637 Cota: 600 metros
Y: 7.360.045
Local: Estrada Caminho do Mar – Cubatão (SP) – Serra do Mar
Tipo do Afloramento: Corte de estrada

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Fotos 5: Desprendimento de blocos, devido ao intenso fraturamento da rocha.


Fotos 6: Detalhe do milonito gnaisse avermelhado mostrando a direção da foliação
(subvertical).

Substrato Rochoso: ( X ) Rocha sã ( X ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( X ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia: Milonito gnaisse de coloração avermelhada / Quartzo, Feldspato e Biotita.
Granulação/ Granulometria: média Textura: milonítica
Porosidade/Permeabilidade: permeabilidade baixa
Profundidade / Espessura:
Observações: foliação subvertical Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( X ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade: pouco espesso


(com ~10 cm)
Distribuição em área: o material é contínuo por todo o afloramento
Porosidade / Permeabilidade: baixa Textura: argilosa
Observações:

Água
( X ) Escoamento superficial ( X ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( X ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações: Ocorre escoamento superficial, porém a maior parte da água infiltra através de fraturas da rocha

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro: queda de
bloco

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


O local possui uma inclinação aproximada de 60°.
Vegetação de pequeno (gramíneas, samanbáias, etc.) e médio porte (árvores baixas).
A estrada Caminho do Mar é asfaltada, e é um local turístico
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 4 Data: 17/ 08 / 2006 Hora:15: 20 Condições Atmosféricas: neblina
Equipe: Érica; Vanessa; Zaine; João Paulo; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 352.198 Cota: 510 metros
Y: 7.360.555
Local: Estrada Caminho do Mar km 47 – Cubatão (SP) – Serra do Mar
Tipo do Afloramento: Leito de drenagem e corte de estrada

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Fotos 7: Drenagem encaixada com vale em “V”. A rocha aflorante pode ser migmatito
gnaisse.
Foto 8: Feição de escorregamento.
Foto 9: Encurvamento de árvores, indicando rastejo
Foto 10: Visão Geral da Refinaria RPBC, Cidade de Cubatão, Mangue, Planície, Morros
isolados, relevo côncavo.

Substrato Rochoso: ( X ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia: Migmatito gnaisse
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: A rocha encontra-se no leito da drenagem Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( X ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade: pouco espesso


Distribuição em área: o material acompanha todo o afloramento
Porosidade / Permeabilidade: permeabilidade baixa Textura: argilosa
Observações:

Água
( X ) Escoamento superficial ( X ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( X ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações: Ocorre infiltração devido ao fraturamento da rocha.

Outras Observações:
Processos: (X) Escorregamento ( X ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( )
Outro_____________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Relevo côncavo-convexo, Morros isolados na Planície Sedimentar e drenagens encaixadas em vales com forma
de “V”.
A vegetação é de Mata Atlântica, porém no horizonte observa-se mangue.
A cidade de Cubatão encontra-se na planície sedimentar.
Há feições de escorregamentos na área. Em alguns pontos, há presença de plástico preto nas encostas para
minimizar a infiltração da água.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 5 Data: 17/ 08 / 2006 Hora:16: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Zaine; João Paulo; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 353.635 Cota: 130 metros
Y: 7.360.434
Local: Estrada Caminho do Mar km 49 – Cubatão (SP) – Serra do Mar
Tipo do Afloramento: corte de estrada

Representação: Tipo de representação: Foto ( ) Esquema ( ) Amostras

Substrato Rochoso: ( X ) Rocha sã ( X ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( X ) Médio ( X ) Baixo
Litologia e Mineralogia: Xisto, calcio-silicatada e filito.
Granulação/ Granulometria: fina Textura: xistosa
Porosidade/Permeabilidade: permeabilidade média
Profundidade / Espessura:
Observações: O xisto apresenta coloração avermelhada Medidas estruturais:
com 2 direções de foliação e crenulações milimétricas. A
cálcio-silicatada apresenta intercalação de cores amarela Foliação da cálcio-silicatada: 325/70
e branca, podendo ser uma lente intercalada no xisto. O
filito possui coloração cinza escuro, é sedoso e
apresenta-se intercalado no xisto e na cálcio-silicatada,
também, podendo ser uma lente.
Observa-se que estas são menos fraturadas que o gnaisse
observado anteriormente

Materiais Inconsolidados: ( X ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade: pouco espesso


Distribuição em área: o material é contínuo por todo o afloramento
Porosidade / Permeabilidade: permeabilidade média Textura: areno-argiloso
Observações:

Água
( X ) Escoamento superficial ( X ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( X ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( X ) Outro: queda de
bloco

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo

Mata Atlântica.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 6 Data: 17/ 08 / 2006 Hora:16: 40 Condições Atmosféricas: neblina
Equipe: Érica; Vanessa; Zaine; João Paulo; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 354.048 Cota: 60 metros
Y: 7.360.148
Local: Estrada Caminho do Mar – Cubatão (SP) – Serra do Mar
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 11: Visão Geral da Refinaria RPBC. Observa-se, também, morro isolado e pedreira
no fundo
Foto 12: seqüência de fotos mostrando local onde ocorreu corrida de massa, atingindo a
Refinaria Presidente Bernardes (RPBC). Hoje o local encontra-se impermeabilizado
com piche. Observa-se, também, a mudança de UBC.
Foto 13: Dutos subindo a Serra do Mar em meio a Mata Atlântica

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área: ocorre por toda a planície sedimentar
Porosidade / Permeabilidade: alta / alta Textura: arenosa
Observações: o material inconsolidado representa um depósito sedimentar arenoso. Apresenta coloração
marrom.

Água
( ) Escoamento superficial ( X ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( X ) Outro: corrida
de lama
Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo

Relevo côncavo com presença de Mata Atlântica.


Área de acúmulo de material. Este local foi alvo de corrida de lama, o qual atingiu a RPBC.
Observa-se nitidamente a mudança de Unidade Básica de Compartimentação.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 7 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:08: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 356.169 Cota: 4 metros
Y: 7.354.015
Local: Rodovia Santos – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 14: Faixa do duto. Do lado direito presença da ferrovia e do lado esquerdo rodovia
Santos-Cubatão. Observa-se, também, toda a sinalização da faixa do duto com os
marcos da Petrobrás.
Foto 15: Detalhe do marco da Petrobrás, o qual sinaliza a faixa de duto e, no fundo, a
Ferrovia.
Foto 16: Solo encontrado na faixa de duto

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( X ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área: Encontrado na faixa de duto
Porosidade / Permeabilidade: Textura: argilosa
Observações: solo orgânico de cor negra, mole e fofo.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________
Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo

Relevo plano, com presença de manguezais.


Área de acúmulo de material.
Presença de gramíneas na Faixa de duto
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 8 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:08: 20 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 355.124 Cota: 4 metros
Y: 7.355.343
Local: Vila São José – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 17: Faixa do duto, a qual se implantou uma ciclovia para a população. Do lado
direito presença da área urbana e do lado esquerdo ferrovia e manguezal. Observa-se,
também a sinalização da faixa.
Foto 18: Vegetação característica do mangue. Solo orgânico, escuro, mole, argilo-
arenoso. Observa-se lixo jogado pela população.

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área: Encontrado na faixa de duto
Porosidade / Permeabilidade: Textura: argilo-arenoso
Observações: solo orgânico de cor negra, mole e fofo.
Há porções que o solo apresenta-se mais arenoso de coloração marrom. Estas porções são solos antrópicos.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________
Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo
Relevo plano, com presença de manguezais.
Presença de área urbana.
A faixa de duto é bem sinalizada e nesta, implantou-se uma ciclovia para a população. Não há presença de
árvores dentro da faixa, apenas gramíneas.
No mangue, observam-se caranguejos, vegetação característica e lixo jogado pela população.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 9 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:09: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 355.192 Cota: 2 metros
Y: 7.355.570
Local: Vila São José – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 19: Duto abandonado no meio do mangue. Vegetação característica


Foto 20: Detalhe do duto abandonado, mostrando pontos de corrosão
Foto 21: Visão geral da faixa do duto abandonado e sua sinalização.
Foto 22: Detalhe da sinalização do duto abandonado
Foto 23: Morador de Cubatão, que retira mariscos e caranguejos do mangue como fonte
de renda.

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área: Encontrado no mangue
Porosidade / Permeabilidade: baixa Textura: argilo-arenoso
Observações: solo orgânico de cor negra, mole e fofo. Há porções com grãos tamanho areia fina a média e
outros que chegam até 1cm.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Relevo plano, com presença de manguezais.
Observa-se duto abandonado, o qual ainda possui a sua faixa e sinalização.
No mangue, observam-se caranguejos, vegetação característica e lixo jogado pela população.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 10 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:09: 15 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 355.642 Cota: 4 metros
Y: 7.357.509
Local: Próximo à Rua Bernardino de Pinho Gomes – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 24: Gretas de contração.

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área: Encontrado no mangue
Porosidade / Permeabilidade: baixa Textura: argilo-arenoso
Observações: material argiloso, de cor cinza escuro, apresentando gretas de contração.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo

Relevo plano, com presença de vegetação de médio porte.


Observa-se lixo jogado pela população.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 11 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:09: 40 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 356.242 Cota: 3 metros
Y: 7.358.208
Local: Rio Cubatão, próximo à Carbocloro – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: Leito de drenagem

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 25: Rio Cubatão, observando-se o relevo montanhoso com Mata Atlântica e a
Carbocloro SA

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área:
Porosidade / Permeabilidade: média Textura: areno-argilosa
Observações: material areno-argiloso, de cor marrom.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Relevo plano, com presença de mata ciliar na drenagem.
No fundo o relevo é montanhoso (côncavo)
Observa-se atuação antrópica nas margens da drenagem, o qual houve implantação de paredes de pedra para
conter as margens.
Local de pesca da população.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 12 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:10: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 356.242 Cota: 5 metros
Y: 7.358.208
Local: Rio Cubatão, próximo à Carbocloro – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: Leito de drenagem

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 26: Rio Cubatão, observando-se o relevo montanhoso com Mata Atlântica e as
pilhas de sal da Carbocloro SA

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área:
Porosidade / Permeabilidade: média Textura: areno-argilosa
Observações: material areno-argiloso, de cor marrom.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Relevo plano, com presença de mata ciliar na drenagem.
No fundo o relevo é montanhoso (côncavo)
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 13 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:10: 20 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 354.850 Cota: 4 metros
Y: 7.358.829
Local: Próximo à Rodovia Piaçaguera – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 27: Morro isolado cercado pela Petrobrás.

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área:
Porosidade / Permeabilidade: média Textura: areno-argilosa
Observações: material antrópico de coloração marrom escuro, arenoso.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Relevo plano com presença de área urbana.
Observa-se um dos morros isolados presentes na área, o qual se encontra cercado pois é uma área da Petrobrás.
No morro isolado, a vegetação é fechada com a presença de eucaliptos e samambaias, além de outras árvores.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 14 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:10: 50 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 354.492 Cota: 4 metros
Y: 7.359.082
Local: Entrada da Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras


Foto 28: Visão da Refinaria RPBC, com a faixa de dutos. Notar a presença dos
aquedutos da Enry Border e dos dutos que sobem a Serra.
Foto 29: Visão da Faixa de dutos com a sua respectiva sinalização; notar a presença da
vegetação de pequeno porte. A Refinaria encontra-se no fundo, juntamente com a Serra
do Mar.
Foto 30: Detalhe do local, onde passa o oleoduto.

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área:
Porosidade / Permeabilidade: média Textura: areno-argilosa
Observações: A faixa de duto possui um solo orgânico, cinza escuro, mole e areno-argiloso.

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações: Este ponto parece ser um local onde se acumula água, pois se apresenta muito úmido, mole,
impossível de se pisar (apenas na parte concretada).
Viram-se formigueiros acima do solo, indicando que o NA está muito próximo da superfície.

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Relevo plano com presença de área urbana.
Na faixa de dutos encontra-se uma vegetação de pequeno porte como gramíneas e uma vegetação que se
assemelha a de uma lagoa.
Observam-se morros isolados, com formato côncavo. Um dos morros isolados apresenta-se cercado pela
Petrobrás e a sua vegetação é fechada com a presença de eucaliptos e samambaias, além de outras árvores. O
outro morro apresenta-se bem vegetado, porem com uma faixa desmatada, assemelhando-se a uma faixa de
dutos.
Contato entre duas UBCs.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 15 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:11: 20 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 353.151 Cota: 4 metros
Y: 7.358.782
Local: Morro isolado próximo à Petroquímica da Petrobrás – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: Trincheira

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 31: Faixa do Gasoduto em morro isolado

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( X ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( X ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia: Xisto
Granulação/ Granulometria: fina Textura:
Porosidade/Permeabilidade: média
Profundidade / Espessura:
Observações: Presença de foliação subvertical Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( X ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:


Distribuição em área:
Porosidade / Permeabilidade: média Textura:
Observações: solo argiloso (presença de cutans) com, aproximadamente 1 m de espessura. Este solo encontra-se
acima de um solo saprolítico areno-siltoso, com blocos de rocha preservando a estrutura xistosa.

Água
( X ) Escoamento superficial ( X ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( X ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Contato entre duas Unidades Básicas de Compartimentação (relevo montanhoso côncavo e relevo plano –
planície).
No pé do Morro e na Faixa do Gasoduto encontra-se vegetação de pequeno porte como samambaias e gramíneas.
À medida que se sobe o Morro há vegetação de grande porte.
Na faixa do gasoduto, canaletas para auxiliar no escoamento superficial, além de estruturas que minimizam a
força da água.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 16 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:13: 30 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 352.680 Cota: 5 metros
Y: 7.358.491
Local: Próximo à Usina Enry Borden – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: Leito de drenagem

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 32: Ruptura do solo na borda da drenagem. Presença de bambus


Foto 33: Leito de rio com presença de seixos a matacões. Visão da Serra do Mar, da
Usina e dos aquedutos da Enry Borden. Notar que uma parte da drenagem possui
paredes de pedra e em outra, paredes de terra.

Substrato Rochoso: ( X ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia: gnaisse
Granulação/ Granulometria: seixos a matacões Textura:
Porosidade/Permeabilidade: alta
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade: pouco espesso


Distribuição em área:
Porosidade / Permeabilidade: média Textura: arenosa
Observações: solo antrópico, arenoso com presença de blocos de rocha.

Água
( X ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( X ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo

Leito de drenagem canalizada com estruturas laterais de concreto e de terra com presença de drenos. Na porção
de terra observam-se feições de rastejo e ruptura do solo. Não há mata ciliar, apenas bambus, em um dos lados do
leito e gramíneas.
Presença de aves pesqueiras.
Observa-se relevo montanhoso côncavo com presença de Mata Atlântica.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 17 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:14: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 352.498 Cota: 5 metros
Y: 7.358.396
Local: Próximo à Usina Enry Borden – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: Leito de drenagem

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras

Foto 34: Drenagem retificada, com taludes de pedra

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade: alta
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: média Textura:


Observações:

Água
( X ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo

Leito de drenagem canalizada com estruturas laterais de pedra. Não há mata ciliar, apenas gramíneas.
Observa-se relevo montanhoso côncavo com presença de Mata Atlântica.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 18 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:14: 20 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.681 Cota: 60 metros
Y: 7.358.262
Local: Rodovia Anchieta – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras


Foto 35: Dutovia em Manutenção. Observar faixa desmatada, moradias, vegetação
(Mata Atlântica) e, no canto inferior direito, corpo diferenciado o qual pode ser um
depósito de talus
Foto36: Faixa do duto enterrado. Observar área urbana e no fundo a Estação de
distribuição da Petrobrás e o Morro Mazagão
Fotos 37 e 38: blocos de xisto na faixa de duto

Substrato Rochoso: ( X ) Rocha sã ( X ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( X ) Baixo
Litologia e Mineralogia: Xisto
Granulação/ Granulometria: fina Textura:
Porosidade/Permeabilidade: média
Profundidade / Espessura:
Observações: matacões de xisto no meio da zona urbana Medidas estruturais:
e blocos e seixos no meio do solo.

Materiais Inconsolidados: ( X ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade: pouco espesso

Porosidade / Permeabilidade: média Textura: areno-siltos


Observações: o material observado apresenta coloração marrom, areno-siltoso. Provem da alteração do xisto.
Na faixa do duto encontra-se este mesmo solo, com blocos em seu interior e apresentando estrutura colunar.

Água
( X ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica e área urbana.
Nesta área o duto encontra-se de duas formas: exposto e enterrado. Na área exposta o duto apresenta uma faixa
desmatada e impermeabilizada, ao lado desta faixa há moradias e vegetação. Viu-se que o duto estava em
manutenção
Na área enterrada, o duto apresenta uma faixa cercada com concreto (algumas partes é depredada pela
população) e com gramíneas em seu interior. A sua volta há área urbana.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 19 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:15: 00 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.752 Cota: 8 metros
Y: 7.357.261
Local: Favela - Cubatão (SP) - Sem Acesso
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( ) Esquema ( ) Amostras

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: Textura:


Observações:

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área urbana (favela).
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Não houve acesso à área.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 20 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:15: 10 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.366 Cota: 8 metros
Y: 7.356.831
Local: Favela - Cubatão (SP) - Sem Acesso
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( ) Esquema ( ) Amostras

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: Textura:


Observações:

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área urbana (favela).
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Não houve acesso à área.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 21 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:15: 20 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.082 Cota: 8 metros
Y: 7.356.231
Local: Favela - Cubatão (SP) - Sem Acesso
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( ) Esquema ( ) Amostras

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: Textura:


Observações:

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área urbana (favela).
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Não houve acesso à área.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 22 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:15: 30 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 350.524 Cota: 8 metros
Y: 7.356.231
Local: Entrada do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Pilões – Próximo à Rodovia Imigrantes – sem
acesso
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras


Foto 39: Rodovia Imigrantes

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: Textura:


Observações:

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área urbana (favela).
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Não houve acesso à área.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 23 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:15: 40 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 351.662 Cota: 8 metros
Y: 7.357.156
Local: Favela - Cubatão (SP) - Sem Acesso
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras


Foto 40: Feição de escorregamento no Morro Mazagão

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: Textura:


Observações:

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área urbana (favela).
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Não houve acesso à área.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 24 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:15: 45 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 352.096 Cota: 8 metros
Y: 7.357.805
Local: Estação de Distribuição da Petrobrás - Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: Leito de drenagem

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras


Foto 41: Duto enterrado passando sob a drenagem
Foto 42: Blocos, lixo, acúmulo de matéria orgânica e pássaros na drenagem

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: alta Textura: arenosa


Observações: solo arenoso de coloração marrom

Água
( X ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações: a drenagem apresenta blocos e aluvião.

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área urbana (favela).
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
A drenagem apresenta-se poluída.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 25 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:16: 10 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 352.096 Cota: 4 metros
Y: 7.357.805
Local: Portaria da Carbocloro – Cubatão (SP) - sem acesso
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( ) Esquema ( ) Amostras

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: Textura:


Observações:

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área industrial
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 26 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:16: 50 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 354.268 Cota: 4 metros
Y: 7.356.156
Local: Vila Caíque – Cubatão (SP)– sem acesso
Tipo do Afloramento:

Representação: Tipo de representação: Foto ( ) Esquema ( ) Amostras

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: Textura:


Observações: solo de coloração cinza escuro (observado do carro)

Água
( ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações: observado do carro

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície aluvionar com presença de área urbana (favela).
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 27 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:17: 10 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 354.268 Cota: 3 metros
Y: 7.356.156
Local: Parque Ecológico Cotia Pará – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: chão

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras


Foto 43: Faixa das linhas de alta tensão. Observam-se Manguezais (esquerda e direita da
faixa).
Foto 44:Visão geral do morro isolado. Contato entre duas UBCs.

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: permeabilidade baixa Textura: argilosa


Observações: material de coloração cinza escuro, argiloso, mole e muito pegajoso.

Água
( X ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície com presença de mangue.
Observa-se relevo montanhoso côncavo, com presença de Mata Atlântica.
Contato entre 2 UBCs.
Este Parque abriga os Sambaquis e possui trilhas para a visitação, a qual ocorre atravessando-se o mangue.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

FICHA DE CAMPO

Nome do Projeto: Trabalho de Formatura


Ponto: 28 Data: 18/ 08 / 2006 Hora:17: 30 Condições Atmosféricas: nublado
Equipe: Érica; Vanessa; Paco.
Coordenadas (UTM): X: 354.268 Cota: 3 metros
Y: 7.356.156
Local: Rodovia Anchieta próximo ao Parque Ecológico Cotia Pará – Cubatão (SP)
Tipo do Afloramento: chão

Representação: Tipo de representação: Foto ( X ) Esquema ( ) Amostras


Foto 45: Manguezal com vegetação característica

Substrato Rochoso: ( ) Rocha sã ( ) Rocha alterada


Grau de intemperismo: ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo
Litologia e Mineralogia:
Granulação/ Granulometria: Textura:
Porosidade/Permeabilidade:
Profundidade / Espessura:
Observações: Medidas estruturais:

Materiais Inconsolidados: ( ) Residual ( X ) Retrabalhado Variação em profundidade:

Porosidade / Permeabilidade: permeabilidade baixa Textura: argilosa


Observações: material argiloso, de coloração cinza escuro a preto, mole e muito pegajoso.

Água
( X ) Escoamento superficial ( ) Infiltração ( X ) Áreas de acumulo de água (temporais e
permanentes)
( ) Áreas de recarga ( ) Poços existentes Profundidade do
NA______________________

Observações:

Outras Observações:
Processos: ( ) Escorregamento ( ) Rastejo ( ) Erosão ( ) Assoreamento ( ) Outro:
________________

Características Morfológicas e Morfométricas,Vegetação, Atuação antrópica, Usos do solo


Área de planície com presença de mangue.
APÊNDICE D

Fotos de Campo
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 1: Afloramento em corte de estrada Foto 2: Visão Lateral dos Aquedutos da Enry
mostrando milonito gnaisse. Border. Observar neblina, dificultando a visão.

Aqueduto

Gasoduto

Foto 3: Visão Frontal dos Aquedutos da Enry


Border. Observar neblina, dificultando a visão.

Foto 4: Visão Lateral dos Aquedutos da


Enry Border e gasoduto da Congas.

Foto 5:
desprendimento
de blocos,
devido as
Fotos 6: Detalhe do milonito gnaisse
fraturas da
avermelhado. A Caneta mostra a
rocha.
direção da foliação (subvertical)
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 7: Drenagem encaixada em vale em “V”.


Foto 8: Feição de escorregamento na
Acredita-se que a rocha aflorante possa ser
Serra do Mar.
migmatito gnaisse

mangue
cidade
morro
isolado

Foto 9: Encurvamento do troco da árvore Foto 10: Refinaria Presidente Bernardes


indicando rastejo (RPBC) observada da Serra do Mar.

Pedreira Concretex

morro isolado

Foto 11: Visão Geral da Refinaria. Observa-se,


também, morro isolado e pedreira no fundo.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 12: Seqüência de fotos mostrando local onde ocorreu corrida de massa, atingindo a Refinaria
Presidente Bernardes. Hoje o local encontra-se coberto por piche, para minimizar a infiltração da
água.

Sinalização

Faixa do duto

Foto 13: Dutovia subindo a Serra do Mar, em Foto 14: Faixa do duto. Do lado direito
meio a Mata Atlântica há a ferrovia e do lado esquerdo presença
da rodovia Santos-Cubatão.

Ferrovia

Sinalização

Foto 15: Sinalização da faixa de duto e, no fundo, Foto 16: Solo encontrado na faixa de duto
a Ferrovia e residências.
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Lixo

Faixa do duto Foto 18: Vegetação característica do mangue.


Solo orgânico, escuro, mole, argilo-arenoso.
Observa-se lixo jogado pela população.

Foto 17: Faixa do duto, a qual se implantou


uma ciclovia para a população. Do lado direito
presença da área urbana e do lado esquerdo
ferrovia e manguezal. Observa-se, também a
sinalização da faixa.

Foto 20: Detalhe do duto abandonado, mostrando


pontos de corrosão

Foto 19: Duto abandonado no meio do mangue.


Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Duto
Sinalização abandonado

Faixa do
duto

Foto 21: Visão geral da faixa do duto abandonado no


meio do mangue e sua sinalização.
Foto 22: Detalhe da sinalização do
duto abandonado

Foto 23: Morador de Cubatão que retira Foto 24: Gretas de contração.
mariscos e caranguejos do mangue como
fonte de renda

Carbocloro S.A.

Foto 25: Rio Cubatão. Observa-se o


relevo montanhoso com Mata
Atlântica e a Carbocloro S.A
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 26: Rio Cubatão. Observa-se


o relevo montanhoso com Mata
Atlântica e as pilhas de sal da
Carbocloro S.A

Foto 27: Morro isolado cercado pela


Petrobrás

Foto 28: Visão da


Refinaria RPBC, com
a faixa de dutos. Notar
a presença dos
aquedutos da Enry
Border e dos dutos que
sobem a Serra (seta)
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 29: Visão da Faixa de dutos com a sua respectiva


sinalização; notar a presença da vegetação de pequeno
porte. A Refinaria encontra-se no fundo, juntamente
com a Serra do Mar
Foto 30: Detalhe do local, onde
passa o oleoduto

Foto 31: Faixa do Gasoduto em morro isolado

Foto 33: Leito de rio com presença de seixos a


matacões. Visão da Serra do Mar, da Usina e dos
aquedutos da Enry Borden. Notar que uma parte
Foto 32: Ruptura do solo na borda da da drenagem possui paredes de pedra e outra
drenagem. Presença de bambus, gramíneas, parte apresenta paredes de terra.
samambaias e lixo
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Foto 34: Drenagem retificada, com taludes de


pedra

Moradias

Manutenção Foto 35: Dutovia em


Manutenção. Observar
faixa desmatada, moradias,
vegetação (Mata Atlântica)
e, no canto inferior direito,
corpo diferenciado o qual
pode ser um depósito de
talus.

Morro Mazagão

Petrobrás

Faixa do
Foto 36: Faixa do
duto duto enterrado.
Observar área
urbana e no fundo
a Estação de
distribuição da
Petrobrás e o
Morro Mazagão
Oliveira, E. M. Definição dos condicionantes do meio físico para subsidiar a elaboração
de cartas de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – Município de Cubatão (SP)

Fotos 37 e 38: Blocos de xisto na faixa de duto

Foto 40: Feição de escorregamento no Morro Mazagão


Foto 39: Rodovia Imigrantes

Foto 41: Duto enterrado passando sob a Foto 42: Blocos, lixo, acúmulo de matéria
drenagem orgânica e pássaros na drenagem
Foto 43: Faixa das
linhas de alta tensão.
Observam-se
Manguezais (esquerda
e direita da faixa).

Foto 44: Visão geral do


morro isolado. Contato
entre duas UBCs.

Foto 45: Manguezal com vegetação característica


APÊNDICE E

Carta de Unidades Básicas

de Compartimentação
APÊNDICE F

Carta de Sensibilidade do

Meio Físico
ANEXO A

Ortofoto

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