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ESTUDO DIRIGIDO – FISIOLOGIA RENAL

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – 2019.2

1) Nomeie as estruturas que compõem o néfron.

Esta estrutura é formada por um corpúsculo renal, que compreende o glomérulo e a cápsula
de Bowman e, por túbulos renais, que compreende o túbulo contorcido proximal, alça de
Henle, túbulo contorcido distal e túbulo coletor. Também existe uma porção que é a mácula
densa, consiste em uma aproximação do túbulo contorcido distal e do corpúsculo.

2) Descreva os componentes da barreira de filtração glomerular, suas principais


características e cite sua importância na filtração glomerular.

A barreira possui um endotélio capilar (fenestrado, possui uma seletividade por cargas
elétricas), membrana basal (a seletividade também é por carga elétrica e por tamanho da
molécula, possui colágeno IV e proteoglicanos) e podócitos (tem sítios aniônicos que
aderem a membrana basal e prolongamentos interdigitais, os pedicelos).
Todas essas três estruturas são importantes para evitar perdas excessivas durante a
formação da urina, então não passam macromoléculas do sangue, a membrana também
age como uma barreira eletroquímica já que repele algumas proteínas de carga negativa.

3) Discuta como a taxa de filtração glomerular varia em função da pressão hidrostática


intracapilar e da pressão oncótica do plasma.

A pressão hidrostática no capilar glomerular favorece a filtração e é igual a pressão


sanguínea nos capilares glomerulares, mas a pressão hidrostática na cápsula de Bowman
impede a filtração. A pressão oncótica na cápsula favorece a filtração e a pressão oncótica
glomerular impede a filtração.
Para a efetivação da filtração glomerular deve haver uma força resultante que permita a
passagem do plasma sanguíneo contra a membrana de filtração.. Essa força, a qual origina
a pressão de filtração, é o resultado da soma vetorial de outras forças atuantes no
processo, conhecidas como Forças de Starling.

4) Quais fatores limitam a filtração glomerular?

1- Barreira de filtração glomerular:

2- Pressão de ultrafiltração

3- Coeficiente de ultrafiltração

4- Gradiente de pressão nos vasos renais

5) O que ocorre com a taxa de filtração glomerular e com o fluxo plasmático renal (FPR)
quando há vasodilatação da arteríola eferente? Explique o porque da sua resposta.
Com a vasodilatação da arteríola eferente, a taxa de filtração diminui visto que há uma
diminuição da pressão hidrostática glomerular, ou seja, uma menor quantidade de plasma
consegue chegar até a arteríola. Isso causa uma diminuição do fluxo do plasma renal.

6) Defina o que é reabsorção e secreção de solutos através dos túbulos renais.

Reabsorção: Transferência de água e solutos do lúmen do néfron para o fluído extracelular.


Secreção: transferência de moléculas do fluído extracelular para dentro do lúmen do néfron.

7) A partir das características de cada segmento do néfron, classifique-os quanto à


capacidade de formar urina isso, hipo ou hiperosmótica.

Túbulo contorcido proximal: hipertônico


Parte delgada descendente da alça de Henle: filtrado hipertônico.
Parte espessa ascendente da alça de Henle: filtrado hipotônico.

8) Quais os processos envolvidos na formação e na conservação da hipertonicidade


medular? Qual a sua importância fisiológica?

A parte delgada descendente da alça de Henle é muito permeável e, como o fluido


intersticial é hipertônico, a água do filtrado difunde-se para o interstício, e uma pequena
quantidade de Na+, Cl- e ureia vão por difusão passiva do interstício para a luz
do néfron. O filtrado torna-se hipertônico. A
permeabilidade à água dessa região da alça decorre dos numerosos canais de
aquaporina-1. A parte delgada ascendente é impermeável à água, mas muito permeável
aos íons Cl- e Na+, permitindo a sua difusão
passiva do filtrado para o interstício. A parte espessa ascendente da alça de Henle (ou
túbulo reto distal) é impermeável à água e à ureia, mas realiza o transporte ativo de Cl-
e Na+ para o fluido intersticial. O filtrado torna-se hipotônico. É a saída de eletrólitos e de
ureia da parte ascendente da alça que torna o fluido intersticial da zona medular hipertônico.
A medula ser hipertônica é necessário para que a urina se concentre, já que a
hipertonicidade promove a saída de água livre de sódio, o movimento reabsortivo de água é
passivo que se dá por meio de gradientes osmóticos.

9) Como os rins regulam o pH sanguíneo?

Os rins regulam essa concentração através de três mecanismos fundamentais: secreção de


H+, reabsorção de HCO3 filtrado e pela produção de novo HCO3 através do sistema
tampão de fosfato e o sistema tampão de amônia. Para manter o equilíbrio acido-base é
necessário que ocorra a proporção um para um, ou seja, para cada bicarbonato
reabsorvido, um H+ precisa ser secretado. Quando há uma redução na concentração de H+
do liquido extracelular (alcalose) os rins não conseguem reabsorver todo o bicarbonato
filtrado aumentando, assim, a excreção desse. Como o bicarbonato normalmente tampona
o hidrogênio no liquido extracelular, essa perda de bicarbonato significa o mesmo que
acrescentar H+ ao liquido. Desta forma, na alcalose, a remoção de HCO3- eleva a
concentração de H+ do liquido extracelular para os níveis normais. Na acidose, os rins não
excretam HCO3- na urina, mas reabsorvem todo aquele que foi filtrado e produzem novo
bicarbonato, que é acrescentado de volta ao liquido extracelular. Isto reduz a quantidade de
H+ do liquido extracelular para os níveis normais.
Além disso, como citado, no sistema renal existe a contribuição dos tampões de fosfato e
amônia para a geração de novos HCO3-, por exemplo quando todo bicarbonato tiver sido
reabsorvido e não estiver mais disponível para combinar-se com o H+, qualquer excesso de
H+ pode combinar-se com íons fosfato ou outros tampões. Depois que o H+ se combina
com o HPO4- para formar H2PO4- pode ser secretado como um sal de sódio (NaH2PO4),
carreando o hidrogênio em excesso.

10) Quais fatores são alterados na regulação do volume extracelular e na regulação da


osmolaridade? Quais hormônios regulam o volume extracelular? E a osmolaridade?