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CÁLCULO

TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

VITOR LEANDRO YAMADA


Juiz do Trabalho do TRT da 14ª Região
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

SUMÁRIO

1. CONCEITOS BÁSICOS............................................................................................................................... 14
1.1. PRINCIPAL, ACESSÓRIO E REFLEXOS ...................................................................................................... 14
a) Principal ........................................................................................................................................... 14
b) Acessório ........................................................................................................................................ 14
c) Reflexos .......................................................................................................................................... 14
1.2. BASE DE CÁLCULO ................................................................................................................................. 14
a) Concepção horizontal da base de cálculo ........................................................................................ 14
b) Concepção vertical da base de cálculo ............................................................................................ 15

2. PARÂMETROS DOS CÁLCULOS ............................................................................................................. 15


2.1. CONTRATO DE TRABALHO ....................................................................................................................... 15
2.1.1. Período de vigência do contrato de trabalho ......................................................................... 15
a) Data de admissão ................................................................................................................. 15
b) Modalidade de contratação ................................................................................................... 16
c) Modalidade de ruptura contratual .......................................................................................... 16
d) Data da ruptura contratual .................................................................................................... 16
e) Integração do aviso prévio .................................................................................................... 16
f) Data de saída ......................................................................................................................... 17
2.1.2. Atividade desempenhada pelo empregado............................................................................ 17
a) Espécie de empregado ......................................................................................................... 17
b) Espécie de atividade desempenhada ................................................................................... 17
2.1.3. Salário e remuneração do empregado ................................................................................... 17
2.2. DIAS DE FALTAS E AFASTAMENTOS LEGAIS .............................................................................................. 17
2.3. PRESCRIÇÃO .......................................................................................................................................... 18
2.3.1. Conceito ................................................................................................................................... 18
2.3.2. Causas impeditivas e suspensivas ........................................................................................ 19
2.3.3. Causas interruptivas ............................................................................................................... 19
2.3.4. Prazos prescricionais ............................................................................................................. 19
a) Imprescritibilidade ................................................................................................................. 20
b) Prescrição anual ................................................................................................................... 20

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c) Prescrição bienal ................................................................................................................... 20


d) Prescrição quinquenal .......................................................................................................... 20
e) Prescrição trintenária ............................................................................................................ 20
2.3.5. Termo inicial da contagem da prescrição ............................................................................. 21
a) Parcelas oriundas de sentenças normativas.......................................................................... 21
b) Parcelas de trato sucessivo ................................................................................................... 21
2.3.6. Aplicação da prescrição ......................................................................................................... 21
a) Prescrição bienal .................................................................................................................. 21
b) Prescrição quinquenal .......................................................................................................... 21
c) Prescrição trintenária ............................................................................................................ 22

3. SEQUÊNCIA LÓGICA DOS CÁLCULOS ................................................................................................... 22


a) Período de vigência do contrato de trabalho ........................................................................................... 22
b) Prescrição ................................................................................................................................................ 22
c) Verbas devidas ........................................................................................................................................ 23
d) Ordenação da apuração das verbas devidas........................................................................................... 23

4. ELABORAÇÃO DOS CÁLCULOS ............................................................................................................. 23


4.1. SALÁRIO E REMUNERAÇÃO ..................................................................................................................... 23
4.1.1. Conceitos .................................................................................................................................. 24
a) Salário.................................................................................................................................... 24
b) Remuneração ........................................................................................................................ 24
c) Salário-base ........................................................................................................................... 24
4.1.2. Formas de estipulação............................................................................................................. 24
a) Salário fixo ............................................................................................................................. 24
b) Salário variável ...................................................................................................................... 25
c) Salário misto .......................................................................................................................... 25
4.1.3. Formas de apuração ................................................................................................................ 25
a) Salário por unidade de tempo ................................................................................................ 25
b) Salário por produção ou unidade de obra .............................................................................. 25
c) Salário por tarefa.................................................................................................................... 25
4.1.4. Base de cálculo ........................................................................................................................ 25

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4.1.5. Reflexos .................................................................................................................................... 25


4.1.6. Cálculos .................................................................................................................................... 26
4.2. COMISSÕES E PERCENTAGENS ................................................................................................................ 26
4.2.1. Conceitos .................................................................................................................................. 26
4.2.2. Modalidades.............................................................................................................................. 26
a) Comissionista puro ................................................................................................................ 27
b) Comissionista misto ............................................................................................................... 27
4.2.3. Base de cálculo ........................................................................................................................ 27
4.2.4. Reflexos .................................................................................................................................... 27
4.2.5. Cálculos .................................................................................................................................... 27
4.3. GRATIFICAÇÕES ..................................................................................................................................... 27
4.3.1. Conceito .................................................................................................................................... 27
4.3.2. Origem ....................................................................................................................................... 28
a) Contratuais ............................................................................................................................ 28
b) Normativas ............................................................................................................................. 28
c) Legais .................................................................................................................................... 28
4.3.3. Natureza jurídica....................................................................................................................... 28
a) Antes da Lei nº 13.467/2017 .................................................................................................. 28
b) Após a Lei nº 13.467/2017 ..................................................................................................... 28
4.3.4. Formas de pagamento ............................................................................................................. 28
a) Gratificações fixas.................................................................................................................. 28
b) Gratificações variáveis ........................................................................................................... 28
4.3.5. Base de cálculo ........................................................................................................................ 28
4.3.6. Reflexos .................................................................................................................................... 29
4.3.7. Cálculos .................................................................................................................................... 29
4.4. SALÁRIO IN NATURA OU SALÁRIO UTILIDADE ............................................................................................ 29
4.4.1. Conceito .................................................................................................................................... 30
4.4.2. Natureza jurídica....................................................................................................................... 30
a) Natureza salarial .................................................................................................................... 30
b) Natureza indenizatória .......................................................................................................... 30
4.4.3. Base de cálculo ........................................................................................................................ 30
a) Valor real da utilidade ............................................................................................................ 30

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b) Limites legais incidentes sobre o salário-mínimo, salário contratual ou salário normativo .... 30
4.4.4. Reflexos .................................................................................................................................... 31
4.4.5. Cálculos .................................................................................................................................... 31
4.5. ADICIONAIS ............................................................................................................................................ 31
4.5.1. Conceito .................................................................................................................................... 31
4.5.2. Adicional de periculosidade .................................................................................................... 31
a) Hipóteses legais em que é devido adicional de periculosidade ............................................. 32
b) Percentual do adicional.......................................................................................................... 32
c) Bases de cálculo .................................................................................................................... 23
d) Reflexos ................................................................................................................................. 32
e) Cálculos ................................................................................................................................. 33
4.5.3. Adicional de insalubridade ...................................................................................................... 33
a) Hipóteses legais em que é devido adicional de insalubridade ............................................... 33
b) Percentuais do adicional ........................................................................................................ 33
c) Base de cálculo ...................................................................................................................... 33
d) Reflexos ................................................................................................................................. 33
e) Cálculos ................................................................................................................................. 33
4.6. PERÍODOS DE DESCANSO ........................................................................................................................ 33
4.6.1. Conceito .................................................................................................................................... 33
4.6.2. Intervalos intrajornada ............................................................................................................. 34
a) Conceito................................................................................................................................. 34
b) Intervalos intrajornada comuns e especiais, remunerados e não remunerados .................... 34
c) Supressão dos intervalos intrajornada ................................................................................... 34
d) Base de cálculo...................................................................................................................... 35
e) Reflexos ................................................................................................................................. 35
f) Cálculos .................................................................................................................................. 35
4.6.3. Intervalo interjornadas ............................................................................................................. 35
a) Conceito................................................................................................................................. 36
b) Intervalos interjornadas comuns e especiais ......................................................................... 36
c) Supressão do intervalo interjornadas ..................................................................................... 36
d) Base de cálculo...................................................................................................................... 36
e) Reflexos ................................................................................................................................. 36

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f) Cálculos .................................................................................................................................. 36
4.6.4. Descanso semanal remunerado e feriados ............................................................................ 36
a) Descanso semanal remunerado ........................................................................................... 37
b) Dias de feriados legais........................................................................................................... 37
c) Compensação ........................................................................................................................ 38
d) Perda do repouso .................................................................................................................. 38
e) Remuneração em dobro ........................................................................................................ 38
f) Base de cálculo....................................................................................................................... 38
g) Reflexos ................................................................................................................................. 38
h) Cálculos ................................................................................................................................. 38
4.7. DURAÇÃO DO TRABALHO ........................................................................................................................ 38
4.7.1. Conceitos .................................................................................................................................. 39
a) Horário de trabalho ................................................................................................................ 39
b) Duração do trabalho .............................................................................................................. 39
c) Jornada de trabalho ............................................................................................................... 39
4.7.2. Divisor ....................................................................................................................................... 39
a) Conceito................................................................................................................................. 40
b) Sistema sexagesimal ............................................................................................................. 40
c) Sistema decimal ..................................................................................................................... 40
d) Cálculos ................................................................................................................................. 40
4.7.3. Horário diurno e noturno ........................................................................................................ 40
a) Hora noturna ficta .................................................................................................................. 41
b) Horas noturnas normais ou reduzidas e percentuais do adicional noturno ............................ 41
c) Prorrogação da hora noturna ................................................................................................. 41
d) Cálculos ................................................................................................................................. 41
4.7.4. Adicional noturno ..................................................................................................................... 41
a) Conceito................................................................................................................................. 41
b) Percentual do adicional.......................................................................................................... 42
c) Base de cálculo ...................................................................................................................... 42
d) Reflexos ................................................................................................................................. 42
e) Cálculos ................................................................................................................................. 42
4.7.5. Compensação e banco de horas............................................................................................. 42

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a) Antes da Lei nº 13.467/2017 .................................................................................................. 42


b) Após a Lei nº 13.467/2017 ..................................................................................................... 42
c) Empregado doméstico ........................................................................................................... 43
4.7.6. Horas extras.............................................................................................................................. 43
a) Hipótese de cabimento .......................................................................................................... 43
b) Limites diário, semanal e mensal ........................................................................................... 44
c) Percentual do adicional .......................................................................................................... 44
d) Base de cálculo...................................................................................................................... 44
e) Reflexos ................................................................................................................................. 44
f) Cálculos .................................................................................................................................. 44
4.8. AVISO PRÉVIO ......................................................................................................................................... 44
4.8.1. Conceito .................................................................................................................................... 45
4.8.2. Modalidades.............................................................................................................................. 45
a) Aviso prévio trabalhado ......................................................................................................... 45
b) Aviso prévio indenizado ......................................................................................................... 45
4.8.3. Contagem do prazo do aviso prévio ....................................................................................... 45
4.8.4. Integração do aviso prévio ao contrato de trabalho ............................................................. 45
4.8.5. Número de dias de aviso prévio.............................................................................................. 46
a) Período de prestação de serviços.......................................................................................... 46
b) Prazo mínimo e proporcional ................................................................................................. 46
4.8.6. Base de cálculo ........................................................................................................................ 46
a) Empregado mensalistas ........................................................................................................ 46
b) Empregado comissionista ou tarefeiro ................................................................................... 46
4.8.7. Reflexos .................................................................................................................................... 46
4.8.8. Cálculos .................................................................................................................................... 46
4.9. 13º SALÁRIO .......................................................................................................................................... 47
4.9.1. Conceito ..................................................................................................................................... 47
4.9.2. Integralidade ou proporcionalidade ............................................................................................ 47
4.9.3. Base de cálculo .......................................................................................................................... 48
4.9.4. Reflexos ..................................................................................................................................... 48
4.9.5. Cálculos...................................................................................................................................... 48
4.10. FÉRIAS ................................................................................................................................................ 48

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4.10.1. Conceito................................................................................................................................. 49
4.10.2. Período aquisitivo e período concessivo................................................................................ 49
4.10.3. Férias proporcionais .............................................................................................................. 49
4.10.4. Número de dias de férias ....................................................................................................... 50
4.10.5. Abono pecuniário de férias .................................................................................................... 50
4.10.6. Acréscimo de 1/3 ................................................................................................................... 50
4.10.7. Pagamento em dobro ............................................................................................................ 50
4.10.8. Base de cálculo ..................................................................................................................... 50
4.10.9. Reflexos ................................................................................................................................. 51
4.10.10. Cálculos ............................................................................................................................... 51
4.11. FGTS E INDENIZAÇÃO DE 20% OU 40% ................................................................................................ 51
4.11.1. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ................................................................. 52
4.11.2. Indenização de 40% do FGTS ............................................................................................... 52
4.11.3. Indenização de 20% do FGTS ............................................................................................... 52
4.11.4. Bases de cálculo .................................................................................................................... 52
4.11.5. Reflexos ................................................................................................................................. 53
4.11.6. Cálculos ................................................................................................................................. 53
4.12. SEGURO-DESEMPREGO ........................................................................................................................ 53
4.12.1. Conceito................................................................................................................................. 53
4.12.2. Hipóteses e regras para concessão....................................................................................... 53
4.12.3. Base de cálculo ..................................................................................................................... 54
4.12.4. Cálculos ................................................................................................................................. 54
4.13. MULTA DO ART. 467 DA CLT ................................................................................................................ 54
4.13.1. Base de cálculo ..................................................................................................................... 54
4.13.2. Cálculo ................................................................................................................................... 54
4.14. MULTA DO ART. 477, § 8º, DA CLT ....................................................................................................... 55
4.14.1. Base de cálculo ..................................................................................................................... 55
4.14.2. Cálculo ................................................................................................................................... 55
4.15. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E HONORÁRIOS PERICIAIS ......................................................................... 55
4.15.1. Honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais .................................................. 55
a) Bases de cálculo............................................................................................................... 56
b) Cálculos ............................................................................................................................ 56

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4.15.2. Honorários periciais ........................................................................................................... 56


a) Responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais ............................................ 56
b) Base de cálculo ................................................................................................................ 57
c) Parcelamento .................................................................................................................... 57
4.16. DEDUÇÃO E COMPENSAÇÃO .................................................................................................................. 57
4.16.1. Conceitos ............................................................................................................................ 57
a) Dedução ........................................................................................................................... 57
b) Compensação................................................................................................................... 57
4.16.2. Base de cálculo ................................................................................................................... 57
a) Dedução ........................................................................................................................... 58
b) Compensação................................................................................................................... 58
4.17. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA ........................................................................................ 58
4.17.1. Atualização monetária ........................................................................................................ 58
a) Época própria ................................................................................................................... 58
b) Atualização monetária dos débitos trabalhistas ................................................................ 58
c) Atualização monetária dos débitos não trabalhistas ......................................................... 59
d) Atualização monetária dos débitos previdenciários .......................................................... 59
e) Base de cálculo ................................................................................................................ 59
f) Cálculo ............................................................................................................................... 59
4.17.2. Juros de mora ..................................................................................................................... 59
a) Termo inicial da incidência dos juros de mora .................................................................. 59
b) Termo final da incidência dos juros de mora .................................................................... 60
c) Percentuais dos juros ....................................................................................................... 60
d) Base de cálculo ................................................................................................................ 60
e) Cálculo .............................................................................................................................. 60
4.18. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS ........................................................................................................ 60
a) Competência ................................................................................................................................. 60
b) Fato gerador .................................................................................................................................. 60
c) Responsabilidades e substituição tributária ................................................................................... 60
d) Prazo para recolhimento................................................................................................................ 61
e) Contribuição previdenciária do empregado e base de cálculo ...................................................... 61
f) Contribuições previdenciárias do empregador e base de cálculo ................................................... 61

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g) Forma de apuração ....................................................................................................................... 64


h) Cálculo........................................................................................................................................... 64
4.19. IMPOSTO DE RENDA .............................................................................................................................. 64
a) Competência ................................................................................................................................. 65
b) Fato gerador .................................................................................................................................. 65
c) Substituição tributária .................................................................................................................... 65
d) Responsabilidade e prazo para recolhimento................................................................................ 65
e) Forma de apuração ....................................................................................................................... 66
f) Base de cálculo .............................................................................................................................. 66
g) Cálculo........................................................................................................................................... 66

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ANEXOS
ANEXO 1
Parcelas salariais e não salariais ......................................................................................................... 67

ANEXO 2
Faltas ou ausências justificadas ........................................................................................................... 68

ANEXO 3
Salário .................................................................................................................................................. 69

ANEXO 4
Percentagem ........................................................................................................................................ 70
Comissão ............................................................................................................................................. 70
Salário hora do comissionista............................................................................................................... 70
RSR sobre comissões e percentagens ................................................................................................ 70

ANEXO 5
Gratificação .......................................................................................................................................... 71

ANEXO 6
Salário utilidade ou salário in natura .................................................................................................... 72

ANEXO 7
Adicional de periculosidade .................................................................................................................. 73
Adicional de insalubridade.................................................................................................................... 73

ANEXO 8
Intervalo intrajornada .......................................................................................................................74-75

ANEXO 9
Intervalo interjornadas .......................................................................................................................... 76

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ANEXO 10
Feriados ............................................................................................................................................... 77

ANEXO 11
Conversão do sistema sexagesimal para o sistema decimal ............................................................... 78
Divisor .................................................................................................................................................. 78

ANEXO 12
Hora noturna e percentual do adicional noturno................................................................................... 79
Hora diurna X Hora noturna ................................................................................................................ 79
Hora noturna reduzida .......................................................................................................................... 79
Exemplo ............................................................................................................................................... 80

ANEXO 13
Adicional noturno.................................................................................................................................. 81

ANEXO 14
Jornada de trabalho ............................................................................................................................. 82
Hora extra........................................................................................................................................83-88

ANEXO 15
Aviso prévio .....................................................................................................................................89-90

ANEXO 16
13º Salário ............................................................................................................................................ 91

ANEXO 17
Férias ................................................................................................................................................... 92

ANEXO 18
FGTS e Indenização de 20% ou 40% .................................................................................................. 93

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ANEXO 19
Seguro-desemprego ........................................................................................................................94-95

ANEXO 20
Multa do art. 467 da CLT ...................................................................................................................... 96
Multa do art. 477, § 8º, da CLT ............................................................................................................ 96

ANEXO 21
Honorários advocatícios ....................................................................................................................... 97

ANEXO 22
Atualização monetária .......................................................................................................................... 98

ANEXO 23
Juros de mora ...................................................................................................................................... 99

ANEXO 24
Contribuição previdenciária ................................................................................................................ 100

ANEXO 25
Imposto de renda ............................................................................................................................... 101

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1. CONCEITOS BÁSICOS

1.1. PRINCIPAL, ACESSÓRIO E REFLEXOS

Compreender e distinguir os conceitos de principal, acessório e reflexos é de fundamental


importância na elaboração dos cálculos.

a) Principal: é qualquer verba trabalhista que exista sobre si mesma, abstrata e concretamente
(art. 92 do CC). A verba principal subsiste de forma independente e autônoma em relação a
qualquer outra verba trabalhista. Ex.: salário, aviso prévio, 13º salário, férias, adicionais, horas
extras, etc.

b) Acessório: é qualquer verba trabalhista distinta e não compreendida no principal, que


pressupõe a existência deste e do qual é dependente (art. 92 do CC). A verba trabalhista
acessória não subsiste de forma autônoma em relação à verba principal da qual é dependente.
Ex.: FGTS, correção monetária, juros de mora, etc.

c) Reflexos: é um conjunto de verbas acessórias dependentes de uma verba principal.

1.2. BASE DE CÁLCULO

Base de cálculo é a grandeza prevista no ordenamento jurídico por meio da qual se apura o
quantitativo ou valor de uma determinada verba trabalhista.
Para se obter a base de cálculo de uma verba trabalhista principal é necessário interpretar as
normas legais e coletivas aplicáveis à relação de emprego, bem como as cláusulas contratuais expressas
ou tácitas próprias de cada contrato de trabalho.
A base de cálculo das verbas trabalhistas acessórias ou reflexas será sempre a própria verba
principal da qual é dependente.

a) Concepção horizontal da base de cálculo: apenas o salário-base compõe a base de cálculo


dos complementos salariais (adicionais), não incidindo "adicional sobre adicional".

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b) Concepção vertical da base de cálculo: o salário-base e os complementos salariais


(adicionais) compõem a base de cálculo de outros adicionais.

2. PARÂMETROS DOS CÁLCULOS

A primeira providência para se apurar as parcelas trabalhistas devidas é identificar e definir quais serão os
parâmetros utilizados na elaboração dos cálculos.
Algumas informações são essenciais e devem ser observadas.

2.1. CONTRATO DE TRABALHO

Legislação:
 CLT: arts. 13, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 40, 41, 47, 423, 457, § 14, III, e § 16, 474, 477, 479, 480,
481, 482, 483, 484, 484-A, 486, 487, 496, 501 e 502
 Lei nº 12.506/2011

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 225
 TST: Súmulas nº 12, 14, 44, 73, 138, 163, 276, 371, 380 e 443
 SDI-1 do TST: OJs nº 82 e 367
 SDC do TST: PNs nº 5, 24, 98 e 105
 MTE: Portarias nº 397/2002 e nº 41/2007

2.1.1. Período de vigência do contrato de trabalho

Para fixação do período de vigência da relação de emprego deverão ser considerados os


seguintes elementos do contrato de trabalho:

a) Data de admissão: corresponde à data de início da relação de emprego.

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b) Modalidade de contratação: corresponde à espécie de contrato de trabalho celebrado


com o empregado e repercute na data da extinção contratual em razão da obrigatoriedade
ou não de concessão de aviso prévio. São modalidades de contratação:
 prazo indeterminado (art. 443 da CLT);
 prazo determinado (arts. 443, § 2º, e 445 da CLT);
 intermitente (art. 443, caput e § 3º, da CLT).

c) Modalidade de ruptura contratual: corresponde à forma de encerramento do contrato de


trabalho e repercute na data da sua extinção em razão da obrigatoriedade ou não de
concessão de aviso prévio: São modalidades de ruptura contratual:
 pedido de demissão do empregado;
 dispensa pelo empregador;
 rescisão indireta (art. 483 da CLT);
 justa causa (art. 482 da CLT);
 morte do empregado ou do empregador pessoa física (arts. 483, § 2º, e 485 da
CLT);
 culpa recíproca (art. 484 da CLT);
 extinção da empresa ou estabelecimento por motivo de força maior (art. 502 da
CLT);
 extinção da empresa, fechamento ou falência (Súmulas nº 44 e 388 do TST);
 factum principis (art. 486 da CLT);
 distrato contratual (art. 484-A da CLT);
 decisão judicial (art. 496 da CLT).

d) Data da ruptura contratual: corresponde à data em que a outra parte foi comunicada do
rompimento unilateral do contrato de trabalho ou da ocorrência de umas das outras
hipóteses mencionadas no item “c”, que nem sempre correspondem à da efetiva extinção
contratual, devendo ser observada a sua modalidade e verificada a concessão,
indenização ou cumprimento do aviso prévio.

e) Integração do aviso prévio: a depender da modalidade de contratação e de ruptura


contratual é devida a concessão, indenização ou cumprimento do aviso prévio, e a

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integração do respectivo prazo ao período de vigência do contrato de trabalho (art. 487, §


1º, da CLT; OJ nº 82 da SDI-1 do TST).

f) Data de saída: corresponde à data da efetiva extinção da relação de emprego,


computado o prazo do aviso prévio, quando for o caso (art. 487, § 1º, da CLT; OJ nº 82 da
SDI-1 do TST).

2.1.2. Atividade desempenhada pelo empregado

As normas aplicáveis à relação de emprego levam em consideração a atividade


desenvolvida pelo empregado.

a) Espécie de empregado:
 urbano (CLT);
 rural (Lei nº 5.889/1973);
 doméstico (LC nº 150/2015).

b) Espécie de atividade desempenhada:


 categoria profissional;
 categoria diferenciada;
 categoria econômica.

2.1.3. Salário e remuneração do empregado

Para definição do salário e da remuneração do empregado deverá ser observada a natureza


jurídica das parcelas trabalhistas pagas ou devidas no curso da relação de emprego.
Identificar e definir a natureza jurídica das parcelas trabalhistas, se salariais ou
indenizatórias (arts. 457 e 458 da CLT), é de fundamental importância para a elaboração dos
cálculos.
Vide Anexo 1.

2.2. DIAS DE FALTAS E AFASTAMENTOS LEGAIS

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Legislação:
 CLT: art. 130, § 1º, 131, 320, §§ 2º e 3º, 392, § 4º, II, 473, 476 e 822
 Lei nº 8.213/1991: arts. 3º, § 6º, 59 e 60
 Lei nº 605/1949: art. 6º, § 1º

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 46, 89, 155 e 282
 SDC do TST: PN nº 68

As faltas injustificadas e os afastamentos legais do empregado repercutem nos cálculos de diversas


verbas trabalhistas, tais como, repousos semanais remunerados, férias, horas extras, etc.
É necessário, portanto, verificar se houve faltas injustificadas ou afastamentos legais do empregado
durante o período de vigência do contrato de trabalho.
Vide Anexo 2.

2.3. PRESCRIÇÃO

Legislação:
 CRFB: art. 7º, XXIX
 CLT: arts. 11, 11-A, 149, 440, 611-B, XXI, 625-G, 855-E, 884, § 1º, e 916
 LC nº 150/2015: art. 43
 CC: art. 189 a 206

Jurisprudência:
 STF: Súmulas nº 230, 327 e 349
 TST: Súmulas nº 6, item IX, 114, 153, 156, 199, item II, 206, 268, 275, 294, 308, 326, 327,
350, 362, 373, 382 e 452
 SDI-1 do TST: Orientações Jurisprudenciais nº 38, 76, 83, 129, 130, 175, 242, 243, 271, 359,
370, 375, 401 e 417.

2.3.1. Conceito

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Prescrição é a extinção da pretensão, relativa a um direito subjetivo material violado, pelo


decurso dos prazos previstos em lei.

2.3.2. Causas impeditivas e suspensivas

São fatores externos à vontade do titular do direito, tipificados na legislação, que inibem ou
restringem a defesa dos seus interesses.
Podem ocorrer mais de uma vez.

a) Causas impeditivas: impedem o início da contagem da prescrição.

b) Causas suspensivas: sustam a contagem do prazo prescricional já iniciado, preservando


o tempo já transcorrido.

Hipóteses legais de impedimento ou suspensão da prescrição:


 incapacidade civil (menoridade trabalhista – 18 anos – art. 440 da CLT);
 ausência do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios (art.
198, II, do CC – aplicação subsidiária);
 prestação de serviço militar, em tempo de guerra (art. 198, III, do CC – aplicação
subsidiária);
 pendência de condição suspensiva (art. 199, I, do CC – aplicação subsidiária);
 não estar vencido o prazo (art. 199, I, do CC – aplicação subsidiária);
 obstáculo judicial ou legal;
 petição de homologação de acordo extrajudicial, quanto aos direitos nela especificados
(art. 855-E da CLT).

2.3.3. Causas interruptivas

São atos explícitos praticados pelo titular em defesa do seu direito que sustam a contagem do
prazo prescricional já iniciado, eliminando aquele já transcorrido e respeitando apenas a prescrição
consumada.

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Ocorre uma única vez (art. 202 do CC).


Hipóteses legais de interrupção da prescrição:
 ajuizamento de ação trabalhista (art. 202, I, do CC; art. 11, § 3º, da CLT; Súmula nº
268 do TST);
 protesto judicial (art. 202, II, do CC; OJs nº 370 e 392 da SDI-1 do TST – aplicação
subsidiária);
 protesto cambial (art. 202, III, do CC – aplicação subsidiária);
 qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor (art. 202, V, do CC – aplicação
subsidiária);
 qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito
pelo devedor (art. 202, VI, do CC – aplicação subsidiária).

2.3.4. Prazos prescricionais

a) Imprescritibilidade: ações meramente declaratórias não prescrevem (art. 11, § 1º, da


CLT). Ex.: pedido de reconhecimento do vínculo empregatício.

b) Prescrição anual: a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais,


árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários, prescreve em 1
ano (art. 206, § 1º, III, do CC – aplicação subsidiária).

c) Prescrição bienal: os créditos resultantes das relações de emprego urbanas, rurais e


domésticas prescrevem em 2 anos após a extinção do vínculo empregatício (art. 7º, XXIX,
da CRFB; art. 11 da CLT; Súmula nº 308 do TST).

d) Prescrição quinquenal: os créditos resultantes das relações de emprego urbanas, rurais


e domésticas prescrevem em 5 anos, limitados a 2 anos após a extinção do vínculo
empregatício (art. 7º, XXIX, da CRFB; art. 11 da CLT; Súmula nº 308 do TST).

e) Prescrição trintenária: os créditos do FGTS prescreviam em 30 anos (art. 23, § 5º, da


Lei nº 8.036/1990). A prescrição do FGTS foi reduzida para 5 anos a partir do julgamento

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do ARE 709.212 pelo STF, observada a regra intertemporal prevista na Súmula nº 362 do
TST.

2.3.5. Termo inicial da contagem da prescrição

Violado o direito, passa a fluir o prazo prescricional para o seu titular reivindicá-lo
judicialmente (princípio da actio nata).

a) Parcelas oriundas de sentenças normativas: a contagem do prazo prescricional inicia-


se a partir do trânsito em julgado da decisão (Súmula nº 350 do TST).

b) Parcelas de trato sucessivo: a contagem do prazo prescricional inicia-se a partir do


inadimplemento da obrigação (art. 11, § 2º, da CLT; Súmula nº 294 do TST). A
jurisprudência firmou dois entendimentos acerca da prescrição das parcelas de trato
sucessivo:
 ocorre prescrição total da pretensão sempre que a demanda envolver pedidos de
prestações sucessivas decorrentes da alteração do pactuado no contrato de
trabalho, quando as parcelas não forem asseguradas por lei (ato único).
 ocorre prescrição parcial da pretensão sempre que a demanda envolver pedidos
de prestações sucessivas decorrentes da alteração do pactuado no contrato de
trabalho, desde que as parcelas sejam asseguradas em lei (violação reiterada).

2.3.6. Aplicação da prescrição

a) Prescrição bienal: também denominada prescrição total, opera-se quando a ação


trabalhista for ajuizada após 2 anos da data da efetiva extinção contratual (Súmula nº 308,
I, do TST; OJ nº 83 da SDI-1 do TST), atingindo todas as pretensões decorrentes do
contrato de trabalho.

b) Prescrição quinquenal: também denominada prescrição parcial, atinge as pretensões


decorrentes do contrato de trabalho vencidas há mais de 5 anos da data do ajuizamento

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da reclamação, desde que a ação tenha sido proposta até 2 anos da data da efetiva
extinção contratual (Súmula nº 308, I, do TST).

c) Prescrição trintenária: a prescrição trintenária do FGTS foi reduzida para quinquenal a


partir do julgamento proferido pelo STF no ARE 709.212, observada a regra intertemporal
prevista na Súmula nº 362 do TST.

Para fins de cálculo, interessam apenas a prescrição quinquenal e a prescrição trintenária.


A definição das verbas pleiteadas que estarão sujeitas à prescrição considera a data da sua
exigibilidade (vencimento da obrigação) e a data da propositura da ação.
Os vencimentos das principais obrigações trabalhistas são:
 salário e demais parcelas com pagamento mensal – 5º dia útil do mês subsequente ao
da prestação de serviços (art. 459, § 1º, da CLT);
 comissões e percentagens – 5º dia útil do mês subsequente ao de conclusão da
transação a que se referem (art. 459, § 1º, c/c art. 466, caput, ambos da CLT) ou ao de
liquidação da transação quando o pagamento for parcelado (art. 459, § 1º, c/c art. 466,
§ 1º, ambos da CLT);
 férias – dia de término do período concessivo (arts. 134 e 137, § 1º, da CLT);
 13º salário – dia 20 de dezembro de cada ano civil (art. 1º do Decreto nº 57.155/1965).

3. SEQUÊNCIA LÓGICA DOS CÁLCULOS

Para elaboração dos cálculos sugere-se a seguinte sequência lógica que facilita a sua construção e reduz
a incidência de erros.

a) Período de vigência do contrato de trabalho: definir o período exato de vigência do contrato de


trabalho observando a data de admissão, a integração ou não do prazo do aviso prévio, e a data da
extinção contratual.

b) Prescrição: aplicar eventual prescrição observando a data da propositura da ação para delimitar o
período exato dos cálculos.

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c) Verbas devidas: identificar as verbas salariais e indenizatórias devidas pelo empregador.

d) Ordenação da apuração das verbas devidas: iniciar a elaboração dos cálculos pela verba principal, a
mais importante em relação às demais e que dependa menos de outras parcelas para ser apurada,
sugerindo-se a seguinte ordem, não taxativa:
 salário (equiparação salarial, diferenças salariais, comissões, percentagens, salário in natura,
etc.);
 remuneração (gorjetas);
 gratificações (gratificação de função, gratificação de tempo de serviço, etc.);
 complementos salariais relacionados com o trabalho ou com as condições em que ele é
realizado (repouso semanal remunerado do comissionista, adicionais de periculosidade,
insalubridade ou transferência, etc.);
 complementos salariais relacionados com a duração ou o horário de trabalho (adicional noturno,
horas extras, sobreaviso, intervalos intrajornada e interjornadas, etc.);
 aviso prévio, férias e 13º salário;
 parcelas indenizatórias (FGTS, multa de 20% ou 40% do FGTS, vale-transporte, salário-família,
ajuda de custo, devolução de descontos, etc.);
 multas (art. 467 da CLT; art. 477, § 8º, da CLT; multas normativas);
 honorários advocatícios;
 honorários periciais;
 atualização monetária;
 juros de mora;
 contribuição previdenciária;
 imposto de renda.

4. ELABORAÇÃO DOS CÁLCULOS

4.1. SALÁRIO E REMUNERAÇÃO

Legislação:
 CRFB: arts. 7º, IV, VI, VII, X, XXX e XXXI

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 CLT: arts. 58-A, § 1º, 76, 78, 428, § 2º, 452-A, II, 457, 459, 462, 463, 464, 465; 611-A, IX, XIV
e XV e art. 611-B, IV e VII
 Lei nº 13.475/2017: arts. 55 e 56

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 205
 TST: Súmulas nº 91, 93, 101, 143, 173, 247, 318, 354, 358 e 370
 SDI-1 do TST: OJs nº 16, 159, 358 e 393
 SDI-2 do TST: OJ nº 71
 SDC do TST: OJ nº 18, 25 e 26; PNs nº 14, 58, 65, 72, 93 e 117

4.1.1. Conceitos

a) Salário é toda contraprestação, vantagem ou utilidade paga ou fornecida diretamente pelo


empregador ao empregado, por força do contrato de trabalho, visando a retribuir o
trabalho prestado (art. 457 da CLT; Convenção nº 95 da OIT).

b) Remuneração é a totalidade das parcelas salariais pagas ou fornecidas ao empregado


em razão do contrato de trabalho, provenientes do empregador ou de terceiros (gorjetas).

c) Salário-base é o pagamento principal e regular ajustado entre empregado e empregador


para uma jornada normal de trabalho, excluída qualquer outra vantagem.

Para auxiliar na definição da natureza jurídica das verbas trabalhistas vide a tabela do Anexo
1, de natureza meramente exemplificativa, salientando que algumas parcelas transitam de uma
natureza a outra a depender da forma e das condições em que são pagas.

4.1.2. Formas de estipulação

a) Salário fixo é aquele cujo valor é fixo e calculado por unidade de tempo (hora, dia,
semana, quinzena ou mês).

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b) Salário variável é aquele cujo valor é variável e o cálculo depende da atividade ou


produção do empregado.

c) Salário misto é aquele que compreende uma parte fixa e outra variável.

4.1.3. Formas de apuração

a) Salário por unidade de tempo é aquele fixado, calculado e pago de acordo com a
duração do trabalho, isto é, conforme o tempo que o empregado trabalha ou permanece à
disposição do empregador (horista, diarista, semanalista, quinzenalista ou mensalista).

b) Salário por produção ou unidade de obra é aquele fixado, calculado e pago de acordo
com a produtividade do empregado, independentemente do tempo que ele permanece à
disposição do empregador.

c) Salário por tarefa é aquele fixado, calculado e pago de acordo com um tempo
predeterminado, desde que o empregado alcance uma produtividade mínima no
respectivo interregno.

4.1.4. Base de cálculo

A base de cálculo do salário corresponde à somatória de todas as parcelas salariais pagas,


fornecidas ou devidas ao empregado diretamente pelo empregador.
A base de cálculo da remuneração corresponde à somatória de todas as parcelas salariais
pagas, fornecidas ou devidas ao empregado diretamente pelo empregador ou por terceiros.

4.1.5. Reflexos

As parcelas salariais integram a base de cálculo das demais verbas trabalhistas.


As parcelas remuneratórias (gorjetas) nem sempre integram a base de cálculo das demais
verbas trabalhistas, tais como, aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal
remunerado (Súmula nº 354 do TST).

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Última atualização: janeiro de 2019 25
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4.1.6. Cálculos

Vide Anexo 3.

4.2. COMISSÕES E PERCENTAGENS

Legislação:
 CRFB: art. 7º, VII
 CLT: art. 457, § 1º, 459, 466 e art. 611-A
 Lei nº 3.207/1957: arts. 4º, 5º, 6º e 7º

Jurisprudência:
 STF: Súmulas nº 201 e 209
 TST: Súmula nº 340
 SDI-1 do TST:OJ nº 181
 SDC do TST: PN nº 15

4.2.1. Conceitos

As comissões e percentagens constituem espécie de salário por unidade de obra e são


calculadas sobre os negócios ou transações realizadas pelo empregado (art. 457, § 1º, da CLT).
A diferença entre a comissão e a percentagem é que, na primeira, o empregado recebe um
valor fixo pelo negócio ou transação, enquanto na segunda fixa-se um percentual que incidirá sobre
esses.
A Lei nº 13.467/2017 excluiu a percentagem do rol de parcelas salariais previstas no art. 457,
§ 1º, da CLT, não significando, contudo, que essa forma de pagamento de salário tenha sido extinta.
Ao longo dos anos, o conceito de comissão acabou assimilando o de percentagem, passando
aquele a abarcar também esta forma de apuração do pagamento.

4.2.2. Modalidades

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a) Comissionista puro: empregado que recebe exclusivamente comissões ou


percentagens.

b) Comissionista misto: empregado que recebe salário fixo e comissões ou percentagens.

4.2.3. Base de cálculo

A base de cálculo das comissões ou percentagens corresponde ao total dos negócios ou


transações realizadas pelo empregado de acordo com as regras legais e contratuais.

4.2.4. Reflexos

As comissões e percentagens integram o salário para todos os fins, repercutindo nas demais
verbas que tenham essa parcela como base de cálculo.

4.2.5. Cálculos

Vide Anexo 4.

4.3. GRATIFICAÇÕES

Legislação:
 CLT: art. 457, § 1º, 468, § 2º, e art. 611-A

Jurisprudência:
 STF: Súmulas nº 207 e 459
 TST: Súmulas nº 67, 102, 109, 115, 152, 202, 203, 225, 226, 240, 253, 372 e 373
 SDI-1 do TST: OJ nº 56
 SDC do TST: PN nº 103

4.3.1. Conceito

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As gratificações são parcelas contraprestativas pagas ao empregado pelo trabalho prestado


em determinadas condições ou em ocasiões especiais, podendo ser ajustadas de forma expressa
ou tácita.

4.3.2. Origem

a) Contratuais são as gratificações previstas no contrato de trabalho ou regulamento


empresarial.

b) Normativas são as gratificações previstas em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

c) Legais são as gratificações previstas em lei.

4.3.3. Natureza jurídica

a) Antes da Lei nº 13.467/2017, as gratificações ajustadas de forma expressa ou, se tácitas,


desde que habituais, possuíam natureza salarial (art. 457, § 1º, da CLT; Súmula nº 207 do
STF; Súmula nº 152 do TST).

b) Após a Lei nº 13.467/2017, apenas as gratificações legais (arts. 62, parágrafo único, e
224, § 2º, da CLT) têm natureza salarial (art. 457, § 1º, da CLT).

4.3.4. Formas de pagamento

a) Gratificações fixas: são as que possuem base de cálculo e valor ou percentual


determinados ou fixos. Ex.: gratificação por tempo de serviço.

b) Gratificações variáveis: são as que possuem base de cálculo e valor ou percentual


variáveis de acordo com a produtividade, faturamento ou outros critérios assemelhados.
Ex.: gratificação sobre o faturamento.

4.3.5. Base de cálculo

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A base de cálculo das gratificações fixas corresponde ao valor ou percentual fixos estipulados
em lei, norma coletiva ou cláusula contratual, e das gratificações variáveis ao valor ou percentual
aplicados sobre o critério estabelecido.
As gratificações, a depender do caso, também podem compor a base de cálculo de outra
gratificação (Súmula nº 240 do TST).

4.3.6. Reflexos

As gratificações de natureza salarial repercutem nas demais verbas que tenham essa parcela
como base de cálculo, inclusive em outras gratificações (art. 457, § 1º, da CLT; Súmula nº 240 do
TST).

4.3.7. Cálculos

Vide Anexo 5.

4.4. SALÁRIO IN NATURA OU SALÁRIO UTILIDADE

Legislação:
 CLT: art. 458 e art. 611-A
 Lei nº 5.889/1973: art. 9º
 LC nº 150/2015: art. 18
 Lei nº 6.321/1976
 Lei nº 7.418/1985
 Decreto nº 95.247/1987
 OIT: Convenção nº 95

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 241, 258, 367 e 413
 SDI-1 do TST: OJs nº 123, 133

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 29
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Quantificação das Parcelas

4.4.1. Conceito

Salário in natura ou salário utilidade são bens ou serviços fornecidos pelo empregador ao
empregado, por força do contrato de trabalho ou do costume, como retribuição pelo serviço
prestado (arts. 81 e 458 da CLT; art. 9º da Lei nº 5.889/1973; Convenção nº 95 da OIT).

4.4.2. Natureza jurídica

a) Natureza salarial: as utilidades pagas ou fornecidas pelo empregador com caráter


retributivo pelo trabalho prestado e que constituam uma vantagem para o empregado têm
natureza salarial (art. 458 da CLT).

b) Natureza indenizatória: as utilidades pagas ou fornecidas pelo empregador visando a


ressarcir os gastos do empregado com as atividades laborais ou a possibilitar ou viabilizar
a execução da prestação os serviços não tem natureza salarial (art. 458, §§ 2º e 5º, da
CLT; art. 9º, § 5º, da Lei nº 5.889/1973; art. 18, § 3º, da LC nº 150/2015).

4.4.3. Base de cálculo

A base de cálculo das utilidades varia de acordo com o entendimento que se tiver sobre o
tema, podendo ser calculada sobre o seu valor real ou limitada aos percentuais legais incidentes
sobre o salário-mínimo, salário contratual ou salário normativo.

a) Valor real da utilidade: a base de cálculo do salário in natura corresponde ao valor real
da utilidade paga ou fornecida pelo empregador ao empregado (Súmula nº 258 do TST).

b) Limites legais incidentes sobre o salário-mínimo, salário contratual ou salário


normativo: a base de cálculo do salário in natura corresponde ao valor percentual
estabelecido em lei, incidente sobre o salário-mínimo, salário contratual ou salário
normativo de acordo com as condições estipuladas em norma coletiva.
 Empregado urbano (art. 458, §§ 1º, 3º e 4º, da CLT):
 habitação – máximo 25% do salário contratual ou salário normativo;

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 alimentação – máximo 20% do salário contratual ou salário normativo;


 Empregado rural (art. 9º da Lei nº 5.889/1973):
 habitação – máximo 20% do salário-mínimo ou salário normativo;
 alimentação – máximo 25% do salário-mínimo ou salário normativo.

4.4.4. Reflexos

As utilidades de natureza salarial repercutem nas demais verbas que tenham essa parcela
como base de cálculo.

4.4.5. Cálculos

Vide Anexo 6.

4.5. ADICIONAIS

4.5.1. Conceito

Os adicionais são parcelas salariais suplementares legais, normativas ou convencionais que


têm por finalidade remunerar o empregado em virtude da sua exposição ou das circunstâncias mais
gravosas em que é exercido o trabalho.
São devidos apenas enquanto perdurarem as situações de fato que ensejam o seu
pagamento e não se incorporam definitivamente ao contrato de trabalho (salário condição).
Averiguar se a atividade desempenhada pelo empregado enquadra-se em alguma hipótese
de trabalho insalubre (art. 189 da CLT; NR 15 do MTE) ou perigoso (art. 193 da CLT; NR 16 do
MTE).

4.5.2. Adicional de periculosidade

Legislação:
 CRFB: art. 7º, XXII e XXIII
 CLT: arts. 193 a 197, e 611-B, XVIII e XXIII

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 Lei nº 11.901/2009
 Decreto nº 93.412/1986
 NR 16 do MTE

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 212
 TST: Súmulas nº 39, 70, 132, 191, 361, 364, 447 e 453
 SDI-1 do TST: OJs nº 165, 172, 173, 259, 324, 345, 347 e 385

a) Hipóteses legais em que é devido adicional de periculosidade (art. 193 da CLT):


 exposição do empregado a inflamáveis (Anexo 2 da NR 16; Súmula nº 447 do
TST; OJ nº 385 da SDI-1 do TST), explosivos (Anexo 1 da NR 16) ou energia
elétrica (Anexo 4 da NR 16; OJs nº 324 e 347 da SDI-1 do TST);
 exposição do empregado a roubos ou outras espécies de violência física nas
atividades profissionais de segurança pessoal e patrimonial –
vigilantes(Anexo 3 da NR 16);
 trabalhadores em motocicletas (Anexo 5 da NR 16);
 radiações ionizantes ou substâncias radioativas (Anexo* da NR 16 e OJ nº 345
da SDI-1 do TST).

b) Percentual do adicional: 30% (Súmula 364, II, do TST).

c) Bases de cálculo:
 salário base (Súmula nº 191, I, do TST);
 eletricitários: totalidade das parcelas salariais para contratos de trabalho
celebrados até 09/12/2012, conforme Lei nº 7.369/1985 (Súmula nº 191, II, do TST),
e apenas o salário base a partir de 10/12/2012, conforme Lei nº 12.740/2012
(Súmula nº 191, III, do TST).

d) Reflexos: o adicional de periculosidade repercute em outras verbas, exceto naquelas que


compõem a sua base de cálculo (Súmula nº 132 do TST; OJ nº 259 da SDI-1 do TST).

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e) Cálculos: vide Anexo 7.

4.5.3. Adicional de insalubridade

Legislação:
 CRFB: art. 7º, XXII e XXIII
 CLT: arts. 189 a 192, 194 a 197, 611-A, XII, e 611-B, XVIII e XXIII
 Lei nº 7.394/1985
 Decreto nº 92.790/1986
 NR 15 do MTE

Jurisprudência:
 STF: Súmula Vinculante nº 4; Súmulas nº 194, 307 e 460
 TST: Súmulas nº 47, 80, 139, 228 (suspensa), 248, 289 e 293
 SDI-1 do TST: OJs nº 47, 103, 165, 171, 172, 173 e 278

a) Hipóteses legais em que é devido adicional de insalubridade: exposição do


empregado a agentes físicos, químicos ou biológicos nocivos a sua saúde.

b) Percentuais do adicional: 10% (grau mínimo), 20% (grau médio) ou 40% (grau máximo).

c) Base de cálculo: salário mínimo ou salário profissional decorrente de lei, norma coletiva
ou sentença normativa.

d) Reflexos: o adicional de insalubridade repercute em outras verbas, exceto naquelas que


compõem a sua base de cálculo (Súmula nº 132 do TST; OJ nº 259 da SDI-1 do TST).

e) Cálculos: vide Anexo 7.

4.6. PERÍODOS DE DESCANSO

4.6.1. Conceito

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Períodos de descanso são lapsos temporais de sustação da prestação de serviços e da


disponibilidade do empregado perante o empregador, remunerados (interrupção do contrato de
trabalho) ou não (suspensão do contrato de trabalho), visando a sua recuperação física e psíquica,
bem como a sua inclusão familiar e social.

4.6.2. Intervalos intrajornada

Legislação:
 CLT: arts. 4º, 71, 72, 229, 235, 253, 298, 396, 611-A, III, e 611-B, parágrafo único
 Lei nº 5.889/1973: art. 5º
 LC 150/2015: art. 13
 Lei nº 3.999/1961: art. 8º, § 1º
 Decreto nº 73.626/1974: art. 5º, § 1º
 Lei nº 13.475/2017: arts. 61, § 2º, 62 e 64

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 675
 TST: Súmulas nº 118, 346, 360, 437, 438 e 446
 SDI-1 do TST: OJ nº 178

a) Conceito: intervalos intrajornada são períodos de descanso situados dentro do horário de


trabalho que podem ser computados (remunerados) ou não (não remunerados) à jornada
de trabalho (Súmulas nº 118, 346 e 438 do TST).

b) Intervalos intrajornada comuns e especiais, remunerados e não remunerados: vide


Anexo 8 (rol exemplificativo).

c) Supressão dos intervalos intrajornada:


 antes da Lei nº 13.467/2017, a supressão total ou parcial dos intervalos
intrajornada importava o pagamento de todo o período correspondente, com

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acréscimo de 50%, de natureza salarial, conforme estabelecia a antiga redação do


art. 71, § 4º, da CLT (Súmula nº 437 do TST);
 após a Lei nº 13.467/2017, a supressão dos intervalos intrajornada importa o
pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de 50%, de natureza
indenizatória, conforme estabelece a nova redação do art. 71, § 4º, da CLT.

d) Base de cálculo: valor do salário mensal, composto de todas as parcelas salariais


devidas ao empregado.

e) Reflexos:
 antes da Lei nº 13.467/2017, os intervalos intrajornada suprimidos tinham natureza
salarial e repercutiam em outras verbas, exceto naquelas que compunham a sua
base de cálculo;
 após a Lei nº 13.467/2017, os intervalos intrajornada suprimidos passaram a ter
natureza indenizatória.

f) Cálculos: vide Anexo 8.

4.6.3. Intervalo interjornadas

Legislação:
 CLT: arts. 4º, 66, 229, 235-C, §§ 3º e 12, 235-D, § 7º, 235-E, III,239, § 1º, 243,245,
308, 382 e 611-B, parágrafo único
 Lei nº 5.889/1973: art. 5º
 LC 150/2015: art. 15
 Lei nº 7.183/1984: arts. 34 e 37
 Lei nº 4.860/1965: art. 7º, § 4º
 Lei nº 13.475/2017: arts. 48 e 49

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 110
 SDI-1 do TST: OJ nº 355

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a) Conceito: intervalos interjornadas são períodos de descanso situados entre o término de


uma jornada de trabalho e o início de outra.

b) Intervalos interjornadas comuns e especiais: vide Anexo 9 (rol exemplificativo).

c) Supressão do intervalo interjornadas:


 antes da Lei nº 13.467/2017, a supressão total ou parcial do intervalo interjornadas
importava o pagamento das horas suprimidas, com acréscimo de 50%, de natureza
salarial, por aplicação analógica do que estabelecia a antiga redação do art. 71, §
4º, da CLT (OJ nº 355 da SDI-1 do TST);
 após a Lei nº 13.467/2017, a supressão do intervalo interjornadas importa o
pagamento das horas suprimidas, com acréscimo de 50%, de natureza
indenizatória, por aplicação analógica do que estabelece a nova redação do art. 71,
§ 4º, da CLT.

d) Base de cálculo: valor do salário mensal, composto de todas as parcelas salariais


devidas ao empregado.

e) Reflexos:
 antes da Lei nº 13.467/2017, o intervalo interjornadas suprimido tinha natureza
salarial e repercutia em outras verbas, exceto naquelas que compunham a sua
base de cálculo;
 após a Lei nº 13.467/2017, o intervalo interjornadas suprimido passou a ter
natureza indenizatória.

f) Cálculo: vide Anexo 9.

4.6.4. Descanso semanal remunerado e feriados

Legislação:
 CRFB: art. 7º, XV

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 CLT: arts.4º, 59-A, § 1º, 67, 68, 69, 70, 235-C,235-D,235-F, 239, § 1º, 243, 307, 385,
611-A, XI,e 611-B, IX e parágrafo único
 LC nº 150: arts. 2º, § 8º, e 16
 Lei nº 605/1949
 Lei nº 662/1949
 Lei nº 6.802/1980
 Lei nº 9.093/1995
 Lei nº 10.101/2000: arts. 6º e 6º-A
 Lei nº 10.607/2002
 Decreto nº 27.048/1949

Jurisprudência:
 STF: Súmulas nº 201, 461, 462 e 464
 TST: Súmulas nº 15, 27, 113, 146, 172, 225, 351, 360 e 444
 SDI-1 do TST: OJ nº 103, 394 e 410
 SDC do TST: PN nº 68, 87 e 92

a) Descanso semanal remunerado: descanso semanal remunerado (DSR) ou repouso


semanal remunerado (RSR) é o pagamento do descanso semanal de 24 horas
consecutivas, preferencialmente aos domingos (art. 1º da Lei nº 605/1949).
 Empregado semanalista, quinzenalista ou mensalista: para os empregados que
recebem salário por semana, quinzena ou mês o seu valor já contempla o
pagamento dos repousos semanais remunerados (art. 7º, § 2º, da Lei nº 605/1949).
 Empregado diarista, horista ou tarefeiro: para os empregados que recebem
salário por dia, hora, tarefa ou peça, o valor dos repousos semanais remunerados
deverá ser apurado mensalmente (art. 7º da Lei nº 605/1949; Súmula nº 27 do
TST).

b) Dias de feriados legais (Leis nº 9.093/1995 e nº 9.335/1996):


 Feriados civis – são considerados feriados civis:
 os declarados em lei federal;
 a data magna do Estado fixada em lei estadual;

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 os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do


Município, fixados em lei municipal.
 Feriados religiosos: são considerados feriados religiosos os dias de guarda,
declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não
superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão.

c) Compensação: pode ser concedida folga compensatória pelo trabalho nos dias de
repouso semanal e feriados (art. 9º da Lei nº 605/1949), em periodicidade a ser definida
pelo contrato, lei ou norma coletiva (compensação na mesma semana, compensação na
semana subsequente, compensação mensal ou banco de horas).

d) Perda do repouso: o empregado que não tiver trabalhado durante toda a semana
anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho, perde o direito ao repouso
semanal remunerado (art. 6º da Lei nº 605/1949 e art. 12 do Decreto nº 27.048/1949).

e) Remuneração em dobro:
 as horas trabalhadas nos dias destinados ao repouso semanal e feriados que não
forem compensadas poderão pagas em dobro (100% da hora normal) – vide
Súmula nº 444 e art. 59-A da CLT; ou,
 os dias de trabalho realizados naqueles destinados ao repouso semanal e feriados
que não forem compensados poderá ser pago em dobro (RSR em dobro), sem
prejuízo do cômputo das horas trabalhadas nas jornadas diária e semanal para fins
de apuração das horas extraordinárias caso ultrapassados os limites legais.

f) Base de cálculo: todas as parcelas salariais devidas ao empregado.

g) Reflexos: o repouso semanal remunerado repercute em outras verbas, exceto naquelas


que compõem a sua base de cálculo.

h) Cálculos: vide Anexo 10.

4.7. DURAÇÃO DO TRABALHO

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Legislação:
 CRFB: art. 7º, XIII e XIV
 CLT:arts. 4º, 58, §§ 1º e 2º, 58-A, 59-A, 62, 74, 227,235-C,235-F, 244, § 2º,245, 246,
294,318, 432, 452-A, § 1º, 611-A, I, VIII e X, e 611-B, parágrafo único
 LC nº 150/2015:art. 11, § 2º
 Lei nº 5.811/1972: art. 5º, § 1º
 Lei nº 7.183/1984: art. 25
 Lei nº 8.906/1994: art. 20
 MTE: NR 17

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 90, 96, 118, 119, 178, 229, 287, 320, 338, 366, 370, 391, 423, 428, 429,
444 e 449
 SDI-1 do TST: OJs nº 213, 274, 308, 323, 332, 360, 403, 407 e 420
 SDC do TST: PN nº 64

4.7.1. Conceitos

a) Horário de trabalho é o lapso temporal entre o início e o fim de uma jornada de trabalho.

b) Duração do trabalho é o lapso temporal diário, semanal, mensal ou anual que o


empregado presta serviços ou se coloca à disposição do empregador.

c) Jornada de trabalho é o número de horas diárias de trabalho do empregado, incluído o


tempo de efetivo serviço e o tempo à disposição do empregador.

4.7.2. Divisor

Legislação:
 CLT: arts. 64 e 65

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Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 124, 340 e 431
 SDI-1 do TST: OJ nº 396

a) Conceito: o divisor mensal corresponde ao número de horas remuneradas por mês e é


apurado multiplicando-se o número de horas remuneradas por dia vezes 30 dias.

b) Sistema sexagesimal: sistema numérico de contagem das horas e minutos (vide Anexo
11).

c) Sistema decimal: sistema numérico que expressa o valor monetário (vide Anexo 11).

d) Cálculos: vide Anexo 11.

4.7.3. Horário diurno e noturno

Legislação:
 CRFB: art. 7º, IX e XXXIII
 CLT: arts. 59-A, § 1º, 73, 142, § 5º, 235-C, § 6º, 239, § 3º, 381, 404, 452-A e 611-B, VI
e XXIII
 Lei nº 5.889/1973: arts. 7º e 8º
 LC nº 150/2015: arts. 10, § 1º, e 14
 Decreto nº 73.626/1974: arts. 11, 12 e 14
 Lei nº 8.906/1994: art. 20, § 3º
 Lei nº 4.860/1965: arts. 4º
 Lei nº 13.475/2017: arts. 39 e 59

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 214
 TST: Súmulas nº 60, 65, 112 e 265
 SDI-1 do TST: OJs nº 127, 388

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a) Hora noturna ficta ou reduzida: é o cômputo da hora de trabalho de forma reduzida, o


que influencia a quantificação das horas trabalhadas, mas não o cálculo do salário-hora
noturno (art. 73, § 1º, da CLT).

b) Horas noturnas normais ou reduzidas e percentuais do adicional noturno: vide


Anexo 12 (rol exemplificativo).

c) Prorrogação da hora noturna: para os empregados urbanos, a prorrogação do trabalho


noturno em horário diurno também será considerado noturno (art. 73, § 5º, da CLT;
Súmula nº 60 do TST).

d) Cálculos: vide Anexo 12.

4.7.4. Adicional noturno

Legislação:
 CRFB: art. 7º, IX
 CLT: arts. 73, 142, § 5º, 235-C, § 6º, 239, § 3º, 381, 452-A, II, e 611-B, VI
 Lei nº 5.889/1973: art. 7º, parágrafo único
 LC nº 150/2015: art. 14, § 2º
 Lei nº 8.906/1994: art. 20, § 3º
 Decreto nº 73.626/1974: art. 11
 Lei nº 13.475/2017: art. 59

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 213, 214, 313 e 402
 TST: Súmulas nº 60, 140, 265 e 354
 SDI-1 do TST: OJs nº 97, 127, 259, 360, 388 e 395

a) Conceito: adicional noturno é uma parcela salarial suplementar que tem por objetivo
remunerar o empregado em razão das circunstâncias mais gravosas em que é exercido o
trabalho.

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b) Percentual do adicional: 20%.

c) Base de cálculo: todas as parcelas salariais devidas ao empregado, exceto as gorjetas


(Súmula nº 354 do TST).

d) Reflexos: o adicional noturno repercute em outras verbas, exceto naquelas que compõem
a sua base de cálculo.

e) Cálculos: vide Anexo 13.

4.7.5. Compensação e banco de horas

Legislação:
 CRFB: art. 7º, XIII
 CLT: arts. 58-A, § 5º, 59, §§ 3º, 4º, 5º e 6º, 59-A, § 1º, 59-B, 235-C, § 5º, 235-F, 249,
250, 413, I, 432, e 611-A, II
 Decreto nº 73.626/1974: arts. 7º, § 2º, e 9º
 LC nº 150/2015: arts. 2º, §§ 4º, 5º e 6º, 10, § 1º, e 11

Jurisprudência:
 TST: Súmula nº 85
 SDI-1 do TST: OJ nº 323

a) Antes da Lei nº 13.467/2017 (Súmula nº 85 do TST):


 Compensação: somente era válida se ajustada por acordo individual escrito ou se
instituída por norma coletiva.
 Banco de horas: somente era válido se instituído por norma coletiva.
 Invalidação da compensação ou banco de horas: prestação de horas extras
habituais descaracterizava o acordo de compensação e o banco de horas.

b) Após a Lei nº 13.467/2017 (art. 59, § 6º, da CLT):

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 Compensação: é válida se ajustada por acordo individual, tácito ou escrito, para


compensação no mesmo mês, ou se instituída por norma coletiva.
 Banco de horas: é valido se ajustado por acordo individual escrito, desde que a
compensação ocorra no prazo máximo de 6 meses, ou, se superior a este prazo, for
instituído por norma coletiva.
 Validação da compensação ou banco de horas: a prestação de horas extras
habituais não descaracteriza o acordo de compensação e banco de horas (art. 59-
B, parágrafo único, da CLT).

c) Empregado doméstico (arts. 2º e 11 da LC nº 150/2015):


 Compensação e banco de horas: é valido se ajustado por acordo individual
escrito.

4.7.6. Horas extras

Legislação:
 CRFB: art. 7º, XVI
 CLT: arts. 4º, § 2º, 58, § 1º, 58-A, § 4º, 59, 59-B, 61, 142, § 5º, 227, §§ 1º e 2º, 232,
235, 235-C, 238, § 2º, 241, 242, 249, 251, 305, 487, § 5º, e 611-B, X
 Decreto nº 73.626/1974: arts. 7º, § 1º, e 9º
 LC nº 150/2015: arts. 2º, §§ 1º, 5º e 6º, e 23

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 24, 61, 102, 113, 115, 118, 124, 132, 172, 199, 226, 253, 264, 291
(analogia à Lei nº 5.811/1972), 338, 340, 347, 354, 366, 370, 376, 391, 423, 438, 446 e
449
 SDI-1 do TST: OJs nº 47, 60, 97, 206, 233, 235, 242, 274, 275, 306, 332, 394, 397 e
415

a) Hipótese de cabimento: são devidas horas extras quando a jornada de trabalho do


empregado ultrapassar os limites diário e semanal previstos na lei ou em norma coletiva
(limites constitucionais – 8 horas diárias e 44 semanais).

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b) Limites diário, semanal e mensal: vide Anexo 14 (rol exemplificativo).

c) Percentual do adicional: mínimo 50%.

d) Base de cálculo: todas as parcelas salariais devidas ao empregado, exceto gratificações


semestrais e gorjetas.

e) Reflexos: as horas extras habituais repercutem em outras verbas, exceto naquelas que
compõem a sua base de cálculo.

f) Cálculos: vide Anexo 14.

4.8. AVISO PRÉVIO

Legislação:
 CRFB: art. 7º, XXI
 CLT: arts. 452-E, I, alínea "a", 452-F, 484, 484-A, I, alínea "a", 487, 488, 489, 490, 491 e 611-
B, XVI
 Lei nº 12.506/2011
 LC nº 150/2015: arts. 23 e 24
 Lei nº 5.889/1973: art. 15
 Decreto nº 73.626/1974: art. 22
 Lei nº 8.036/1990: art. 15, § 6º
 Lei nº 8.212/1990: art. 28, IV, § 9º
 Decreto nº 6.727/2009
 Nota Técnica nº 184/2012/CGRT/SRT/MTE

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 10, 14, 44, 163, 182, 230, 253, 276, 305, 348, 371, 380 e 441
 SDI-1 do TST: OJs nº 14, 42, 82, 83, 268, 367 e 394
 SDC do TST: PN nº 24

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4.8.1. Conceito

Aviso prévio é o ato praticado por um dos sujeitos do contrato de trabalho que tem por
finalidade informar ao outro a sua vontade unilateral de romper, sem justa causa, a relação de
emprego.

4.8.2. Modalidades

a) Aviso prévio trabalhado:


 a ser cumprido integralmente pelo empregado nas hipóteses de ruptura contratual
por sua iniciativa, sem justa causa (pedido de demissão);
 a ser cumprido de forma reduzida pelo empregado nas hipóteses de ruptura
contratual por iniciativa do empregador, sem justa causa (dispensa) – redução de 2
horas diárias ou ausência por 7 dias corridos (art. 488, parágrafo único, da CLT).

b) Aviso prévio indenizado:


 a ser pago na rescisão contratual pelo empregador (art. 487, § 1º, da CLT e
Súmula nº 305 do TST), nas hipóteses de ruptura contratual por sua iniciativa, sem
justa causa (dispensa), ou rescisão indireta;
 a ser descontado do salário ou compensado na rescisão contratual do empregado
(art. 487, § 2º, da CLT), nas hipóteses de não cumprimento do aviso prévio
trabalhado.

4.8.3. Contagem do prazo do aviso prévio

A contagem do prazo do aviso prévio inicia-se no dia seguinte ao da sua concessão (art. 132,
caput, do CC e Súmula nº 380 do TST).

4.8.4. Integração do aviso prévio ao contrato de trabalho

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Os dias de aviso prévio, ainda que indenizado, integram o período de vigência do contrato de
trabalho para todos os fins (art. 487, §§ 1º e 6º, da CLT).

4.8.5. Número de dias de aviso prévio

a) Período de prestação de serviços: a cada ano completo de prestação de serviço para o


mesmo empregador adquire-se o direito ao recebimento do aviso prévio proporcional ao
tempo de serviço.

b) Prazo mínimo e proporcional:


 aviso prévio mínimo de 30 dias (art. 7º, XXI, da CRFB; art. 487, II, da CLT; art. 23,
§ 1º, da LC nº 150/2015);
 aviso prévio proporcional de 3 dias por ano de serviço prestado ao mesmo
empregador, inclusive o primeiro, até o máximo de 60 dias (art. 1º, parágrafo único,
da Lei nº 12.506/2011; art. 23, § 2º, da LC nº 150/2015) – vide tabela no Anexo 15.

4.8.6. Base de cálculo

a) Empregado mensalistas: integram a base de cálculo do aviso prévio todas as parcelas


salariais devidas no momento da extinção contratual e aquelas pagas habitualmente.
Exceção: parcelas não salariais e gorjetas.

b) Empregado comissionista ou tarefeiro: a base de cálculo do aviso prévio será apurada


de acordo com a média atualizada das comissões ou do valor das peças relativas aos
últimos 12 meses do contrato de trabalho (art. 487, § 3º, da CLT).

4.8.7. Reflexos

O aviso prévio reflete no FGTS (Súmula nº 305 do TST) e nas contribuições previdenciárias
(art. 28, I, da Lei nº 8.212/1991).

4.8.8. Cálculos

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Vide Anexo 15.

4.9. 13º SALÁRIO

Legislação:
 CRFB: art. 7º, VIII
 CLT: art. 452-A, § 6º, III, e 611-B, V
 CC: art. 132, § 3º
 Lei nº 810/1949
 Lei nº 4.090/1962
 Lei nº 4.749/1965
 Decreto nº 57.155/1965

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 688
 TST: Súmulas nº 46, 50 e 148
 SDI-1 do TST: OJs nº181 e 394

4.9.1. Conceito

O 13º salário, também denominado gratificação natalina, é uma parcela salarial obrigatória
instituída por lei que deve ser paga ao empregado pelo empregador, no equivalente a uma
remuneração devida no mês de dezembro de cada ano ou quando da extinção contratual.

4.9.2. Integralidade ou proporcionalidade

O 13º salário integral ou proporcional deve ser pago de acordo com o número de meses
trabalhados no ano, considerando-se um mês completo sempre que houver labor em pelo menos 15
dias.
Há dois entendimentos acerca do cômputo do número de dias no mês para fins de apuração
do 13º salário:

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 contagem apenas dos dias trabalhados dentro do mesmo mês (corrente majoritária);
 contagem dos dias trabalhados desde a admissão até igual dia do mês subsequente
(mês civil - Lei nº 810/1949).

Excluem-se da contagem do número de dias para fins de apuração do 13º salário apenas as
seguintes ausências ao trabalho:
 faltas injustificadas que ultrapassem os 15 dias necessários para configurar um mês;
 afastamento com percepção de auxílio-saúde a partir do 16º dia;
 aposentadoria por invalidez.

É devido 13º salário proporcional nas rupturas contratuais (art. 3º da Lei nº 4.090/1962),
exceto na resolução do contrato de trabalho por justa causa do empregado (art. 7º do Decreto nº
57.155/1965).

4.9.3. Base de cálculo

A base de cálculo do 13º salário corresponde à remuneração integral devida no mês de


dezembro de cada ano ou na extinção contratual.

4.9.4. Reflexos

O 13º salário reflete no FGTS (art. 15 da Lei nº 8.036/1990), nas contribuições previdenciárias
(art. 28, § 7º, da Lei nº 8.212/1991; art. 214, § 6º, do Decreto nº 3.048/1999) e no imposto de renda
(art. 26 da Lei nº 7.713/1988).

4.9.5. Cálculos

Vide Anexo 16.

4.10. FÉRIAS

Legislação:

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 CRFB: art. 7º, XVII


 CLT: arts. 58-A, §§ 6º e 7º, 129 a 153, 322, 452-A, § 6º, II, §§ 9º e 10, 611-B, XI e XII
 LC nº 150/2015: arts. 3º, § 3º, e 17

Jurisprudência:
 STF: Súmulas nº 198, 199 e 200
 TST: Súmulas nº 7, 14, 46, 81, 89, 149, 171, 253, 261, 328 e 450
 SDI-1 do TST: OJs nº 181, 195 e 394
 SDI-1-T do TST: OJ nº 50
 SDC do TST: PNs nº 100 e 116

4.10.1. Conceito

Férias é o período remunerado de descanso anual em que há sustação da prestação de


serviços e da disponibilidade do empregado perante o empregador visando a sua recuperação física
e psíquica, bem como a sua inclusão familiar e social.

4.10.2. Período aquisitivo e período concessivo

a) Período aquisitivo: o empregado adquire o direito às férias a cada período de 12


meses de vigência do contrato de trabalho (art. 130, caput, da CLT; arts. 3º, § 3º, e 17 da
LC nº 150/2015).

b) Período concessivo: as férias deverão ser concedidas nos 12 meses subsequentes à


data em que o empregado adquiriu o direito.

4.10.3. Férias proporcionais

Na extinção do contrato de trabalho serão devidas férias proporcionais do período aquisitivo


não completado, inclusive nos contratos com menos de um ano de vigência, exceto nas dispensas
por justa causa do empregado (art. 146, parágrafo único, e 147 da CLT; art. 17, § 1º, da LC nº
150/2015; Súmulas nº 171 e 261 do TST; Convenção nº 132 da OIT).

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4.10.4. Número de dias de férias

O número de dias de férias do empregado urbano, rural ou doméstico em jornada normal de


trabalho será proporcional ao número de faltas injustificadas havidas durante o período aquisitivo
(art. 130 da CLT; art. 1º da Lei nº 5.889/1973; art. 17 da LC nº 150/2015).
O número de dias de férias do empregado doméstico em regime de tempo parcial será
proporcional à jornada de trabalho (art. 3º, § 3º, da LC nº 150/2015).
Vide Anexo 17.

4.10.5. Abono pecuniário de férias

O empregado urbano e rural tem o direito potestativo de converter 1/3 das férias em
pecúnia (art. 143 da CLT; art. 1º da Lei nº 5.889/1973), desde que requerido até 15 dias antes do
término do período aquisitivo, cuja natureza será indenizatória (art. 144 da CLT).
Para o empregado doméstico, o prazo para requerer a conversão é de 30 dias antes do
término do período aquisitivo (art. 17, § 4º, da LC nº 150/2015).

4.10.6. Acréscimo de 1/3

O acréscimo de 1/3 é parte integrante da remuneração das férias, tem a mesma natureza
destas e deve ser pago por ocasião da sua concessão ou indenização.

4.10.7. Pagamento em dobro

A não concessão das férias dentro do período concessivo importará o pagamento em dobro
da remuneração devida (art. 137 da CLT; Súmula nº 450 do TST).

4.10.8. Base de cálculo

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Todas as parcelas salariais pagas com habitualidade ao empregado integram a base de


cálculo das férias e o valor da remuneração será aquele do momento da sua concessão ou da
extinção contratual (Súmula nº 7 do TST).

4.10.9. Reflexos

As férias gozadas refletem no FGTS (art. 15 da Lei nº 8.036/1990), nas contribuições


previdenciárias (art. 28, § 7º, da Lei nº 8.212/1991; art. 214, § 6º, do Decreto nº 3.048/1999) e no
imposto de renda (art. 625 do Decreto nº 3.000/1999).
As férias indenizadas não refletem no FGTS (OJ nº 195 da SDI-1 do TST), nas
contribuições previdenciárias (art. 28, § 9º, "d" e "e", item 6, da Lei nº 8.212/1991) e no imposto de
renda (art. 43, II, do Decreto nº 3.000/1999; Súmula nº 125 do STJ).

4.10.10. Cálculos

Vide Anexo 17.

4.11. FGTS E INDENIZAÇÃO DE 20% OU 40%

Legislação:
 CRFB: art. 7º, I e III
 ADCT: art. 10, I
 CLT: arts. 452-E, I, alínea "b", e § 1º, 452-H, 484-A, I, alínea "b", e § 1º, 611-B, III,e 911-A
 LC nº 150/2015: art. 21 e 22
 Lei nº 5.889/1973: art. 14-A, § 10
 Lei nº 8.036/1990
 Decreto nº 99.684/1990

Jurisprudência:
 STF: Súmula nº 593
 TST: Súmulas nº 63, 98, 125, 206, 305, 362, 363 e 461
 SDI-1 do TST: OJs nº 42, 195, 232, 302, 341, 344, 361, 362, 370 e 394

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 SDI-1-T do TST: OJs nº 1, 39 e 42


 SDC do TST: PN nº 93

4.11.1. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)

O FGTS incide sobre a remuneração paga ou devida (arts. 457 e 458 da CLT; 13º salário),
no mês anterior, a cada trabalhador (art. 15 da Lei nº 8.036/1990).

4.11.2. Indenização de 40% do FGTS

É devida uma indenização de 40% do FGTS nas seguintes hipóteses de ruptura contratual
(arts. 18, § 1º, e 19-A da Lei nº 8.036/1990):
 dispensa sem justa causa por iniciativa do empregador;
 rescisão indireta do contrato de trabalho.

Em se tratando de relação de emprego doméstica, o empregador deverá depositar


mensalmente a importância de 3,2% sobre a remuneração devida ao empregado, no mês anterior,
destinada à indenização de 40% (art. 22 da LC nº 150/2017).

4.11.3. Indenização de 20% do FGTS

É devida uma indenização de 20% do FGTS nas seguintes hipóteses de ruptura contratual:
 culpa recíproca e força maior (art. 484 da CLT; art. 18, § 2º, da Lei nº 8.036/1990);
 distrato contratual (484-A, I, alínea "b", e § 1º, da CLT).

4.11.4. Bases de cálculo

A base de cálculo do FGTS abrange todas as parcelas salariais devidas, inclusive aquelas
pagas como verbas rescisórias.
A base de cálculo das indenizações de 20% ou 40% do FGTS corresponde ao montante
total devido ao empregado, inclusive correção monetária e juros.

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4.11.5. Reflexos

O FGTS e as indenizações de 20% ou 40% não refletem nas demais verbas ante a sua
natureza indenizatória.

4.11.6. Cálculos

Vide Anexo 18.

4.12. SEGURO-DESEMPREGO

Legislação:
 CRFB: art. 7º, II, 201, IV, e 239
 CLT: arts. 452-E, § 2º, 484-A, § 2º, e 611-B, II
 LC nº 150/2015: arts. 26, 28, 29 e 30
 Lei nº 7.998/1990
 Decreto nº 99.684/1990
 Resolução CODEFAT Nº 467/2005

Jurisprudência:
 TST: Súmula nº 389

4.12.1. Conceito

O seguro-desemprego é um benefício assistencial que tem por finalidade prover a


assistência financeira temporária do trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa
causa, inclusive a rescisão indireta, e àquele comprovadamente resgatado de regime de trabalho
forçado ou da condição análoga à de escravo (art. 2º, I, da Lei nº 7.998/1990).

4.12.2. Hipóteses e regras para concessão

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Fará jus ao seguro-desemprego o empregado dispensado sem justa causa, ou em caso de


rescisão indireta do contrato de trabalho, que tenha recebido salários de pessoa jurídica ou de
pessoa física a ela equiparada, observados os requisitos legais.
Vide Anexo 19.

4.12.3. Base de cálculo

A base de cálculo do seguro-desemprego corresponde à média salarial do empregado nos


últimos 3 meses anteriores à dispensa (art. 5º, §§ 1º e 2º, da Lei nº 7.998/1990).

4.12.4. Cálculos

Vide Anexo 19.

4.13. MULTA DO ART. 467 DA CLT

Legislação:
 CLT: art. 467

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 69 e388

A multa do art. 467 da CLT será devida quando houver extinção do contrato de trabalho e, havendo
controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, deixar o empregador de efetuar o pagamento da
parte incontroversa ao trabalhador na primeira audiência.

4.13.1. Base de cálculo

A base de cálculo da multa do art. 467 da CLT corresponde às verbas rescisórias


incontroversas não pagas na primeira audiência.

4.13.2. Cálculo

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Vide Anexo 20.

4.14. MULTA DO ART. 477, § 8º, DA CLT

Legislação:
 CLT: art. 477, §§ 6º e 8º, da CLT

Jurisprudência:
 TST: nº 388 e 462 do TST
 SDI-1 do TST: OJs nº 14, 162 e 238

A multa do art. 477, § 8º, da CLT será devida quando houver extinção do contrato de trabalho e
deixar o empregador de:
 proceder à anotação na CTPS;
 comunicar a dispensa aos órgãos competentes;
 realizar o pagamento das verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecidos no § 6º do
art. 477 da CLT, com redação dada pela Lei nº 13.467/2017.

4.14.1. Base de cálculo

A base de cálculo da multa do art. 477, § 8º, da CLT corresponde a um salário-base do


empregado.

4.14.2. Cálculo

Vide Anexo 20.

4.15. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E HONORÁRIOS PERICIAIS

4.15.1. Honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais

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Legislação:
 CLT: arts. 791-A e 793-C
 Lei nº 8.906/1994: arts. 21 a 25
 CPC: arts. 81, 85, 86, 87, 90, 92, 98, 322, 485, § 2º, e 486, § 2º
 CC: arts. 389, 395 e 404

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 219 e 329
 SDI-1 do TST: OJs nº 348 e 421

a) Bases de cálculo:
 Honorários sucumbenciais: valor que resultar da liquidação da sentença, do
proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, do valor atualizado
da causa (art. 791-A da CLT). Obs.: valor bruto da liquidação (OJ nº 348 da SDI-1
do TST).
 Honorários contratuais: valor ou percentual fixado no contrato de honorários
advocatícios particular celebrado entre cliente e advogado (perdas e danos).

b) Cálculos: vide Anexo 21.

4.15.2. Honorários periciais

Legislação:
 CLT: arts. 790-B e 879, § 6º

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 341 e 457
 SDI-1 do TST: OJ nº 198
 SDI-2 do TST: OJ nº 98

a) Responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais: a responsabilidade pelo


pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da

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perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita (art. 790-B, caput, da CLT, com
redação dada pela Lei nº 13.467/2017).

b) Base de cálculo: a base de cálculo dos honorários periciais corresponderá ao valor


fixado pelo juízo, que observará o limite máximo estabelecido pelo CSJT (art. 790-B, §
1º, da CLT).

c) Parcelamento: os honorários periciais poderão ser parcelados a critério do juiz (art. 790-
B, § 2º, da CLT).

4.16. DEDUÇÃO E COMPENSAÇÃO

Legislação:
 CLT: arts. 78, parágrafo único, 477, § 5º, e 767
 CC: arts. 368 a 380 e 884

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 18 e 48
 SDI-1 do TST: OJs nº 325, 356 e 415

4.16.1. Conceitos

a) Dedução: é o abatimento do valor recebido parcialmente visando a evitar o


enriquecimento sem causa do empregado.

b) Compensação: é um modo de extinção de obrigações recíprocas previsto em lei (art.


368 do CC), quando duas pessoas forem credoras e devedoras uma da outra de dívidas
líquidas, vencidas e fungíveis (art. 369 do CC). É um direito disponível e deve ser
arguido como matéria de defesa (art. 767 da CLT).

4.16.2. Bases de cálculo

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a) Dedução: somente poderão ser deduzidos valores pagos sob as mesmas rubricas.

b) Compensação: somente poderá ser efetuada a compensação de valores caso deferida


na decisão.

4.17. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA

Legislação:
 CLT: arts. 879, § 7º, e 883
 CPC: art. 322, § 1º
 Lei nº 8.177/1991: arts. 12 e 39
 Lei nº 10.192/2001: art. 15

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 187, 200, 211, 304, 307, 311, 368, 381 e 439
 SDI-1 do TST: OJs nº 28, 181, 198, 300, 302, 382, 400 e 408
 SDI-1-T do TST: OJ nº 10
 TP/OE do TST: OJ nº 7
 STF: Reclamação nº 22.012

4.17.1. Atualização Monetária

a) Época própria:
 a atualização incide a partir da data de vencimento da obrigação ou no mês
subsequente ao da prestação de serviços (art. 459, § 1º, da CLT; Súmula nº 381
do TST);
 a atualização monetária relativa à indenização por dano extrapatrimonial incide a
partir da data da última decisão que fixou seu valor (Súmula nº 439 do TST).

b) Atualização monetária dos débitos trabalhistas:


 aplicação dos índices da TR (art. 879, § 7º, da CLT; art. 39 da Lei nº 8.177/1991);

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 aplicação dos índices do IPCA-E a partir de 25/03/2015 (ADIs nº 4.357 e 4.425;


Reclamação nº 22.012 do STF);
 utilização da Tabela Única para Atualização e Conversão de Débitos Trabalhistas
editada mensalmente pelo CSJT.

c) Atualização monetária dos débitos não trabalhistas:


 aplicação dos índices próprios para atualização das complementações de
aposentadoria e benefícios previdenciários (Lei nº 6.899/1981; Decreto nº
86.649/1981; Súmula nº 311 do TST);
 aplicação dos índices próprios para atualização dos créditos do trabalho
autônomo, honorários periciais e honorários advocatícios (Lei nº 6.899/1981;
Decreto nº 86.649/1981; OJ nº 198 da SDI-1 do TST).

d) Atualização monetária dos débitos previdenciários: aplicação dos critérios


estabelecidos na legislação previdenciária para atualização do crédito devido à
Previdência Social (art. 195, I, alínea "a", da CRFB; art. 879, § 4º, da CLT; art. 43 da Lei
nº 8.212/1991; art. 61 da Lei nº 9.430/1996).

e) Base de cálculo: a atualização monetária incide sobre cada verba individualmente


apurada.

f) Cálculo: vide Anexo 22.

4.17.2. Juros de Mora

a) Termo inicial da incidência dos juros de mora:


 data do ajuizamento da ação:
 verbas objeto da condenação (art. 39, § 1º, da Lei nº 8.177/1991);
 verbas decorrentes dos acordos inadimplidos (art. 39, § 1º, da Lei nº
8.177/1991);
 indenizações por danos extrapatrimoniais (Súmula nº 439 do TST).
 data do vencimento da obrigação:

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 multa pelo descumprimento de acordos (juros crescentes);


 prestações sucessivas vincendas após o ajuizamento da ação (juros
decrescentes).

b) Termo final da incidência dos juros de mora: data do efetivo pagamento do débito
(art. 39, caput, da Lei nº 8.177/1991).

c) Percentuais dos juros:


 débitos trabalhistas: para os débitos trabalhistas, inclusive da Fazenda Pública
quando condenada subsidiariamente, incidem juros simples de 1% ao mês, pro
rata die (art. 39, § 1º, da Lei nº 8.177/1991);
 débitos contra a Fazenda Pública: para os débitos contra a Fazenda Pública,
exceto quando condenada subsidiariamente, incidem juros simples de 1% ao
mês até agosto de 2001; 0,5% ao mês de setembro de 2001 a junho de 2009
(art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997; OJ nº 7 do TP/OE do TST); e juros aplicados à
caderneta de poupança a partir de julho de 2009 (art. 1º-F da Lei nº
9.494/1997, com redação dada pela Lei nº 11.960/2009, c/c art. 12 da Lei nº
8.177/1991).
 débitos previdenciários: para os débitos previdenciários, aplica-se a taxa SELIC
(art. 195, I, alínea "a", da CRFB; art. 879, § 4º, da CLT; art. 43 da Lei nº
8.212/1991; art. 61 da Lei nº 9.430/1996).

d) Base de cálculo: os juros de mora incidem sobre o crédito devido já atualizado


monetariamente (Súmula nº 200 do TST).

e) Cálculo: vide Anexo 23.

4.18. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS

Legislação:
 CRFB: arts. 114, VIII, e 201, § 11
 CTN: art. 121, II

VITOR LEANDRO YAMADA


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 CLT: arts. 452-H, 832, § 3º, 876, parágrafo único, 879, §§ 1º-A, 1º-B e 4º, 889-A e 911-A
 Lei nº 8.212/1991: arts. 28, I e § 9º, e 43
 Decreto nº 3.048/1990: art. 214, I e § 9º
 IN RFB nº 971/2009

Jurisprudência:
 TST: Súmulas nº 311, 368 e 454
 SDI-1 do TST: OJ nº 368, 376 e 398

a) Competência:
 a competência da Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias
limita-se às sentenças que proferir ou aos acordos que homologar (art. 114, VIII, da
CRFB; art. 876, parágrafo único, da CLT; Súmula nº 368, I, do TST);
 a Justiça do Trabalho não tem competência para executar as contribuições
previdenciárias incidentes sobre os salários pagos durante a relação de emprego,
tampouco as contribuições de terceiros (art. 240 da CRFB).

b) Fato gerador:
 serviços prestados até 04/03/2009: considera-se fato gerador das contribuições
previdenciárias decorrentes dos créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em
juízo o efetivo pagamento das verbas (Súmula nº 368, IV, do TST);
 serviços prestados a partir de 05/03/2009: considera-se fato gerador das contribuições
previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em
juízo a data da efetiva prestação dos serviços (art. 43 da Lei nº 8.212/1991; arts. 51, 52 e
102 da IN RFB nº 971/2009; Súmula nº 368, IV, do TST).

c) Responsabilidades e substituição tributária:


 o pagamento da contribuição previdenciária devida pelo empregado é de sua
responsabilidade e deverá ser descontada do seu crédito (Súmula nº 368, III, do TST);
 a responsabilidade tributária pela arrecadação e recolhimento das contribuições
previdenciárias devidas é do empregador (art. 30, I e V, da Lei nº 8.212/1991; art. 216 do
Decreto nº 3.048/1999; arts. 77 e 78 da IN RFB nº 971/2009; Súmula nº 368, II, do TST);

VITOR LEANDRO YAMADA


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 nas ações trabalhistas em que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de


contribuição previdenciária, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato
recolhimento das importâncias devidas à Seguridade Social (art. 121, II, do CTN; art. 43
da Lei nº 8.212/1991; art. 276 do Decreto nº 3.048/1999; arts. 100 e 101 da IN RFB nº
971/2009).

d) Prazo para recolhimento:


 serviços prestados até 04/03/2009: as contribuições previdenciárias devem ser
recolhidas até o dia 2 do mês seguinte ao da liquidação (art. 276, § 4º, do Decreto nº
3.048/1999; Súmula nº 368, IV, do TST);
 serviços prestados a partir de 05/03/2009: as contribuições previdenciárias devem ser
recolhidas no prazo de 48 horas da citação para pagamento, sob pena de aplicação da
multa prevista no art. 61, § 2º, da Lei nº 9.430/1996, até o limite legal de 20% (Súmula nº
368, V, do TST).

e) Contribuição previdenciária do empregado e base de cálculo:


 o empregado é segurado obrigatório da Previdência Social (art. 12, I, da Lei nº
8.212/1991; art. 9º, I, do Decreto nº 3.048/1999; arts. 4º, 6º e 8º da IN RFB nº 971/2009);
 a contribuição previdenciária devida pelo empregado será calculada aplicando-se as
alíquotas não cumulativas de 8%, 9% ou 11% sobre o salário de contribuição, observado o
limite máximo deste (arts. 20 e 28 da Lei nº 8.212/1991; arts. 198 e 214 do Decreto nº
3.048/1999; arts. 54, 55, 56, 58 e 63 da IN RFB nº 971/2009).

f) Contribuições previdenciárias do empregador e base de cálculo:


 empresa ou entidade a ela equiparada:
 contribuição previdenciária: 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas
ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados (arts. 15
e22, I, da Lei nº 8.212/1991;art. 201, I e § 1º, do Decreto nº 3.048/1999; arts. 3º, 57,
58 e 72, I, da IN RFB nº 971/2009);
 riscos ambientais do trabalho (RAT): a contribuição social para custeio do seguro
contra acidente de trabalho é de 1%, 2% ou 3% sobre o total das remunerações
pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados, que

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correspondem a, respectivamente, o grau de risco da sua atividade preponderante


ser considerado leve, médio ou grave (art. 22, II, da Lei nº 8.212/1991; art. 202 do
Decreto nº 3.048/1999; art. 72, II, da IN RFB nº 971/2009);
 agroindústria:
 contribuição previdenciária: 2,5% sobre o valor da receita bruta proveniente da
comercialização da produção (art. 22-A, caput e I, da Lei nº 8.212/1991; arts. 201,
IV, e 201-A, caput e I, do Decreto nº 3.048/1999; arts. 3º e 111-F da IN RFB nº
971/2009);
 riscos ambientais do trabalho (RAT): a contribuição social para custeio do seguro
contra acidente de trabalho é de 0,1% sobre o valor da receita bruta proveniente da
comercialização da produção (art. 22-A, caput e II, da Lei nº 8.212/1991; art. 201-A,
caput e II, do Decreto nº 3.048/1999);
 empregador doméstico:
 contribuição previdenciária: 8% sobre o salário de contribuição do empregado
(art. 34, II, da LC nº 150/2015; arts. 24, caput e I, e 28 da Lei nº 8.212/1991; arts. 2º
e 73 da IN RFB nº 971/2009);
 riscos ambientais do trabalho (RAT): contribuição social para custeio do seguro
contra acidente de trabalho é de 0,8% sobre o salário de contribuição do
empregado (art. 34, III, da LC nº 150/2015; arts. 24, caput e II, e 28 da Lei nº
8.212/1991; art. 214 do Decreto nº 3.048/1999)
 bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas
econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de
crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores
mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito,
empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros
privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas:
contribuição adicional de 2,5% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou
creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados (art. 22, I e § 1º,
da Lei nº 8.212/1991; art. 201, § 6º, do Decreto nº 3.048/1999; arts. 3º e 72 da IN RFB nº
971/2009);
 empregador optante pelo simples: a contribuição previdenciária patronal (CPP) será
recolhida juntamente com outros tributos por meio de documento único de arrecadação,

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na forma prevista nos arts. 13, 18 e 21 da LC nº 123/2006, não devendo ser incluída nos
cálculos.

g) Forma de apuração:
 regime de competência: as contribuições previdenciárias devem ser calculadas mês a
mês (art. 43, § 3º, da Lei nº 8.212/1991; arts. 198 e 276, § 4º, do Decreto nº 3.048/1999;
art. 34 da LC nº 150/2015; Súmula nº 368, III, do TST; arts. 102 a 106 da IN RFB nº
971/2009);
 alíquotas progressivas e limite máximo do salário de contribuição: a contribuição
previdenciária do empregado deve ser calculada observando as alíquotas progressivas e
o limite máximo do salário de contribuição (art. 43, § 3º, da Lei nº 8.212/1991; arts. 198 e
276, § 4º, do Decreto nº 3.048/1999; art. 34 da LC nº 150/2015; Súmula nº 368, III, do
TST; arts. 102 a 106 da IN RFB nº 971/2009).

h) Cálculo: vide Anexo 24.

4.19. IMPOSTO DE RENDA

Legislação:
 CTN: arts. 45 e 121, II
 Lei nº 7.713/1988: arts. 3º, 6º, 7º,12-A e 12-B
 Lei nº 8.541/1992: art. 46
 Lei nº 10.833/2003: art. 28
 Decreto nº 3.000/1999: art. 718
 IN RFB nº 491/2005
 IN RFB nº 1.500/2014: arts. 7º, 22, X, 24, 26, 36 a 51 e 52

Jurisprudência:
 TST: Súmula nº 368
 SDI-1 do TST: OJs nº 207 e 400

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a) Competência: compete à Justiça do Trabalho determinar a retenção e recolhimento do imposto


de renda retido na fonte da pessoa física relativamente ao crédito trabalhista, honorários periciais
e honorários advocatícios (art. 3º, §§ 1º e 3º, da IN RFB nº 491/2005; Súmula nº 368, I, do TST).

b) Fato gerador:
 fato gerador do imposto de renda: é a aquisição da disponibilidade econômica ou
jurídica da renda ou provento de qualquer natureza (art. 43 do CTN), a qual ocorre, na
ação trabalhista, somente no mês do pagamento do crédito (art. 12-A da Lei nº
7.713/1988; art. 46 da Lei nº 8.541/1992; art. 24 da IN RFB nº 1.500/2014);
 rendimentos pagos em cumprimento de decisões da Justiça do Trabalho: sujeitam-
se ao imposto de renda retido na fonte com base na tabela progressiva constante do
Anexo II da IN RFB nº 1.500/2014, observadas as disposições relativas aos rendimentos
recebidos acumuladamente (art. 26 da IN RFB nº 1.500/2014);
 rendimentos recebidos acumuladamente:
 anos-calendário anteriores: submetem-se à incidência do imposto de renda com
base na tabela progressiva e serão tributados exclusivamente na fonte no mês do
recebimento ou do crédito, em separado dos demais rendimentos recebidos no mês
(art. 12-A da Lei nº 7.713/1988);
 ano-calendário em curso: serão tributados no mês do recebimento ou do crédito,
sobre o total dos rendimentos, deduzido o valor das despesas decorrentes da
respectiva ação judicial, inclusive honorários de advogado, se tiverem sido pagas
pelo contribuinte, sem indenização (art. 12-B da Lei nº 7.713/1988).

c) Substituição tributária: o imposto de renda incidente sobre os rendimentos pagos em


cumprimento de decisão judicial será retido na fonte pela pessoa física ou jurídica obrigada ao
pagamento (arts. 45, parágrafo único, e 121 do CTN; art. 12-A, § 1º, da Lei nº 7.713/1988; art. 46
da Lei nº 8.541/1992; arts. 24 e 26 da IN RFB nº 1.500/2014).

d) Responsabilidade e prazo para recolhimento:


 incumbe à fonte pagadora, no prazo de 15 dias da data da retenção, comprovar nos autos
o recolhimento do imposto de renda retido na fonte incidente sobre os rendimentos pagos

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em cumprimento de decisões da Justiça do Trabalho (art. 28 da Lei nº 10.833/2003; art. 3º


da IN RFB nº 491/2003; arts. 24, 37 e40 da IN RFB nº 1.500/2014);
 na hipótese de omissão da fonte pagadora relativamente à comprovação do recolhimento
do imposto de renda retido na fonte incidente sobre os rendimentos pagos em
cumprimento de decisões da Justiça do Trabalho, incumbe ao Juízo do Trabalho calculá-lo
e determinar o seu recolhimento à instituição financeira depositária do crédito (art. 28, §
1º, da Lei nº 10.833/2003; art. 3º, § 1º, da IN RFB nº 491/2003; art. 26, § 1º, da IN RFB nº
1.500/2014).

e) Forma de apuração:
 o imposto de renda retido na fonte incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento
de decisão judicial será apurado conforme dispõe o art. 24 da IN RFB nº 1.500/2014;
 quando se tratar de rendimentos recebidos acumuladamente em cumprimento de decisão
judicial, o imposto de renda retido na fonte será apurado conforme estabelecem os arts.
37 e 45 da IN RFB nº 1.500/2014.

f) Base de cálculo: a base de cálculo do imposto de renda é o resultado do rendimento bruto


auferido pela pessoa física (art. 3º da Lei nº 7.713/1988; arts. 106 e 107 do Decreto nº
3.000/1999), subtraídas as parcelas dedutíveis expressamente autorizadas por lei (arts. 74 a 79
e 110do Decreto nº 3.000/1999; art. 52 da IN RFB nº 1.500/2014; OJ nº 400 da SDI-1 do TST).

g) Cálculo: vide Anexo 25.

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ANEXO 1

PARCELAS SALARIAIS
ANTES DA LEI Nº 13.467/2017 DEPOIS DA LEI Nº 13.467/2017
Salário-base
Comissões
Gorjetas
Prêmios -
Abonos -
Gratificações ajustadas Gratificações legais
Percentagens -
Auxílio-alimentação, salvo se a empresa aderir ao PAT Auxílio-alimentação pago em dinheiro
Ajudas de custo que excedam 50% do salário percebido pelo
-
empregado
Diárias para viagem que excedam 50% do salário percebido
-
pelo empregado
Alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer
habitualmente ao empregado

PARCELAS NÃO SALARIAIS


ANTES DA LEI Nº 13.467/2017 DEPOIS DA LEI Nº 13.467/2017
- Prêmios
- Abonos
Auxílio-alimentação desde que a empresa aderisse ao PAT Auxílio-alimentação, desde que não seja pago em dinheiro
Ajudas de custo que não excedam 50% do salário do
Ajudas de custo
empregado
Diárias para viagem que não excedam 50% do salário do
Diárias para viagem
empregado
Vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do
serviço
Educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula,
mensalidade, anuidade, livros e material didático
Transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público
Assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde
Seguros de vida e de acidentes pessoais, previdência privada e vale-cultura
Assistência prestada por serviço médico ou odontológico,
próprio ou não, inclusive o reembolso de despesas com
medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses,
-
órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares,
mesmo quando concedido em diferentes modalidades de
planos e coberturas

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ANEXO 2

FALTAS OU AUSÊNCIAS JUSTIFICADAS

HIPÓTESES DE FALTAS OU
PERÍODO DE AFASTAMENTO NORMAS LEGAIS
AUSÊNCIAS JUSTIFICADAS
Cônjuge
Ascendente
Falecimento
Descendente 2 dias art. 473, I, da CLT
(empregado comum)
Irmão
Dependente legal
Cônjuge
Falecimento
Pai ou mãe 9 dias art. 320, § 3º, da CLT
(professor empregado)
Filho
Casamento (empregado comum) 3 dias art. 473, II, da CLT
Casamento (professor empregado) 9 dias art. 320, § 3º, da CLT
art. 10, § 1º, do ADCT; art.
1º, II, da Lei nº 11.770/2008,
Licença-paternidade 5 dias a 20 dias
com redação dada pela Lei
nº 13.257/2016
Doação voluntária de sangue 1 dia (a cada 12 meses de trabalho) art. 473, IV, da CLT
Alistamento eleitoral Até 2 dias consecutivos ou não art. 473, V, da CLT
Exigências do serviço militar previstas no art. 65, letra
Pelo tempo que se fizer necessário art. 473, VI, da CLT
"c", da Lei nº 4.375/1964
Nos dias em que estiver
comprovadamente realizando provas
Vestibular art. 473, VII, da CLT
de exame vestibular para ingresso em
estabelecimento de ensino superior
Comparecimento em juízo Pelo tempo que se fizer necessário art. 473, VIII, da CLT
Comparecimento em juízo como testemunha Pelo tempo que se fizer necessário art. 822 da CLT
Participação em reunião oficial de organismo
internacional do qual o Brasil seja membro na Pelo tempo que se fizer necessário art. 473, IX, da CLT
qualidade de representante de entidade sindical
Acompanhamento da esposa ou companheira em
consultas médicas e exames complementares durante Até 2 dias art. 473, X, da CLT
o período de gravidez
Acompanhamento do filho de até 6 anos em consulta
1 dia por ano art. 473, XI, da CLT
médica
Afastamento por motivo de doença ou acidente do Pelo tempo que se fizer necessário até arts. 131, IV, e 476 da CLT;
trabalho a convalescença art. 60 da Lei nº 8.213/1991
art. 7º, XVIII, da CRFB; arts.
392 e 392-A da CLT; art. 1º,
Licença-maternidade ou licença-adotante De 120 a 180 dias I, da Lei nº 11.770/2008,
com redação dada pela Lei
nº 13.257/2016
Dias de falta ou ausência do empregado sem desconto
Todo o período art. 131, IV, da CLT
do salário
Período de suspensão preventiva para responder a
inquérito administrativo ou de prisão preventiva, Todo o período art. 131, V, da CLT
quando for impronunciado ou absolvido
Dias em que não há serviço na empresa Todo o período art. 131, VI, da CLT
Durante a gravidez, para realização de, no mínimo,
seis consultas médicas e demais exames Pelo tempo necessário art. 392, II, da CLT
complementares

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ANEXO 3

SALÁRIO

Cálculo do valor do SALÁRIO MENSAL

salário mensal = soma de todas as parcelas salariais devidas ao empregado no mês

Cálculo do valor do SALÁRIO QUINZENAL

salário mensal
salário quinzenal =
2

Cálculo do valor do SALÁRIO SEMANAL

salário mensal
salário semanal = × 7 dias
30 dias

Cálculo do valor do SALÁRIO DIA

salário mensal
salário dia =
30 dias

Cálculo do valor do SALÁRIO HORA

salário mensal
salário hora =
divisor

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ANEXO 4

PERCENTAGEM

Cálculo do valor da PERCENTAGEM

percentagem por produto = valor do produto × percentual (%)

Com percentuais diferentes para cada produto

total das percentagens = soma do valor da percentagem de cada produto

Com percentual igual para todos os produtos

total das percentagens = valor total dos produtos × percentual (%)

COMISSÃO

Cálculo do valor da COMISSÃO

comissão por produto = valor do produto × comissão (unidade)

Com valores unitários diferentes para cada produto

total das comissões = soma do valor da comissão de cada produto

Com valor unitário igual para todos os produtos:

total das comissões = valor total dos produtos × comissão (unidade)

SALÁRIO HORA DO COMISSIONISTA

Cálculo do valor do SALÁRIO HORA do COMISSIONISTA

total das comissões ou percentagens no mês


salário hora =
quantidade de horas trabalhadas no mês

RSR SOBRE COMISSÕES OU PERCENTAGENS

Cálculo do valor do RSR incidente sobre comissões ou percentagens

total das comissões ou percentagens


RSR e feriados = × quantidade de dias de RSR e feriados no mês
quantidade de dias úteis no mês

VITOR LEANDRO YAMADA


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ANEXO 5

GRATIFICAÇÃO

Cálculo do valor da GRATIFICAÇÃO FIXA em percentual

grati icação = base de cálculo × percentual ixo (%)

Cálculo do valor da GRATIFICAÇÃO VARIÁVEL em percentual

grati icação = base de cálculo × percentual variável (%)

VITOR LEANDRO YAMADA


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ANEXO 6

SALÁRIO IN NATURA OU SALÁRIO UTILIDADE

Cálculo do valor do salário utilidade segundo seu VALOR REAL (FIXO)

salário utilidade = valor real da utilidade

Cálculo do salário utilidade segundo seu VALOR REAL (VARIÁVEL)

salário utilidade = valor real de cada utilidade × quantidade de utilidades fornecidas

Cálculo do salário utilidade conforme LIMITES LEGAIS

salário utilidade = valor do salário mínimo, contratual ou normativo × percentual previsto em lei

VITOR LEANDRO YAMADA


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ANEXO 7

ADICIONAL DE PERICULOSIDADE

Cálculo do valor do ADICIONAL DE PERICULOSIDADE

Empregado mensalista

adicional de periculosidade = valor do salário base × 30%

Empregado horista

adicional de periculosidade = valor do salário hora × 30% × quantidade de horas trabalhadas no mês
(gera re lexos no RSR e feriados)
ou
adicional de periculosidade = valor do salário hora × 30% × (quantidade de horas trabalhadas no mês + RSR e feriados)
(não gera re lexos no RSR e feriados)

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

Cálculo do valor do ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

Empregado mensalista

adicional de insalubridade = valor do salário mínimo ou contratual × 10%, 20% ou 40%

Empregado horista

adicional de insalubridade = valor do salário hora × 10%, 20% ou 40% × quantidade de horas trabalhadas
(gera re lexos no RSR e feriados)
ou
adicional de periculosidade = valor do salário hora × 10%, 20% ou 40% × (quantidade de horas trabalhadas + RSR e feriados)
(não gera re lexos no RSR e feriados)

VITOR LEANDRO YAMADA


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ANEXO 8

INTERVALO INTRAJORNADA

CATEGORIA OU ATIVIDADE TEMPO DE DESCANSO REMUNERADO LEGISLAÇÃO


art. 71, § 1º, da CLT; art. 1º
Empregado urbano, rural e
15 minutos para repouso e alimentação Não da Lei nº 5.889/1973; art.
doméstico comum (4 a 6 horas)
19 da LC nº 150/2015
Empregado urbano comum 1 a 2 horas para repouso e alimentação, art. 71 da CLT; art. 611-A,
Não
(mais de 6 horas) podendo ser reduzido para 30 minutos III, da CLT
art. 5º da Lei nº 5.889/1973
Empregado rural
1 hora para repouso e alimentação Não c/c art. 5º, § 1º, do Decreto
(mais de 6 horas)
nº 73.626/1974
Empregado doméstico 1 a 2 horas para repouso e alimentação,
Não art. 13 da LC nº 150/2015
(mais de 6 horas) podendo ser reduzido para 30 minutos
Mecanografia e digitação 10 minutos a cada 90 de trabalho Sim art. 72 da CLT; NR 17
art. 8º, § 1º, da Lei nº
Médico 10 minutos a cada 90 de trabalho Sim
3.999/1961
arts. 384 e 413, parágrafo
Mulher e menor 15 minutos entre a jornada normal e a extra Não
único, da CLT
Minas de subsolo 15 minutos a cada 3 horas consecutivas Sim art. 298 da CLT
Telefonista 20 minutos a cada 3 horas de trabalho Sim art. 229 da CLT
art. 253 da CLT; Súmula nº
Frigorífico 20 minutos a cada 1 hora e 40 minutos Sim
438 do TST
Amamentação (filho até 6
30 minutos 2 vezes ao dia Sim art. 396 da CLT
meses de idade)
Operador cinematográfico 1 hora entre o turno diurno e noturno extra Não art. 235 da CLT
Empregado rural em atividade art. 10, parágrafo único, do
5 horas Não
intermitente Decreto nº 73.626/1974
Empregado doméstico que art. 13, § 1º, da LC nº
1 a 4 horas Não
reside no local de trabalho 150/2015
1 a 2 horas para repouso e alimentação,
Motorista (mais de 6 horas) Não art. 71, § 5º, da CLT
podendo ser reduzido ou fracionado

Cálculo do valor da hora normal do empregado mensalista

salário mensal
hora normal =
divisor

Cálculo do valor da hora normal do empregado comissionista

total das comissões ou percentagens no mês


hora normal =
quantidade de horas trabalhadas no mês

Cálculo do valor do adicional da hora de intervalo intrajornada suprimida

adicional da hora de intervalo suprimido = hora normal × percentual do adicional (50%)

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 74
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 8

INTERVALO INTRAJORNADA

Cálculo do valor da hora de intervalo intrajornada suprimida com o adicional

hora de intervalo suprimida com adicional = hora normal + adicional da hora de intervalo suprimida

Cálculo do valor total das horas de intervalo intrajornada suprimidas com adicional

total das horas de intervalo suprimidas = quantidade de horas de intervalo suprimidas × hora de intervalo suprimida com adicional

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 75
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 9

INTERVALO INTERJORNADAS

CATEGORIA/ATIVIDADE TEMPO LEGISLAÇÃO


Empregados urbanos em geral 11 horas art. 66 da CLT
Empregados rurais 11 horas art. 5º da Lei nº 5.889/1973
Empregados domésticos 11 horas art. 15 da LC 150/2015
Aeronautas 12/16/24 horas arts. 48 e 49 da Lei nº 13.475/2017
Cabineiros ferroviários 14 horas art. 245 da CLT
Jornalistas 10 horas art. 308 da CLT
Operadores cinematográficos 12 horas art. 235, § 2º, da CLT
Portuários 11 horas art. 7º, § 4º, da Lei nº 4.860/1965
Telefonistas 17 horas art. 229 da CLT

Cálculo do valor da hora normal do empregado mensalista

salário mensal
hora normal =
divisor

Cálculo do valor da hora normal do empregado comissionista

total das comissões ou percentagens no mês


hora normal =
quantidade de horas trabalhadas no mês

Cálculo do valor do adicional da hora de intervalo interjornadas suprimida

adicional da hora de intervalo suprimida = hora normal × percentual do adicional (50%)

Cálculo do valor da hora de intervalo interjornadas suprimida com o adicional

hora de intervalo suprimida com adicional = hora normal + adicional da hora de intervalo suprimida

Cálculo do valor total das horas de intervalo interjornadas suprimidas com adicional

total das horas de intervalo suprimidas = quantidade de horas de intervalo suprimidas × hora de intervalo suprimida com adicional

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 76
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 10

FERIADOS

FERIADOS NACIONAIS LEGISLAÇÃO


1º de janeiro
21 de abril
Lei nº 662/1949
1º de maio
7 de setembro
12 de outubro Lei nº 6.802/1980
2 de novembro
15 de novembro Lei nº 662/1949
25 de dezembro
Dia de eleição geral art. 380 da Lei nº 4.737/1965
FERIADO ESTADUAL LEGISLAÇÃO
Data Magna do Estado, fixada em lei estadual Vide legislação estadual
FERIADOS MUNICIPAIS LEGISLAÇÃO
Dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município e os feriados
Vide legislação municipal
religiosos, não superiores a 4, sendo 1 a sexta-feira da Paixão, fixados em lei municipal

Cálculo do valor dos repousos semanais e feriados

Empregado mensalista

salário mensal
RSR e feriados mensal = × quantidade de dias não úteis no mês (RSR e feriados)
quantidade de dias úteis no mês

salário mensal
RSR e feriados diário =
quantidade de dias úteis no mês

salário mensal
RSR e feriados EM DOBRO = ×2
quantidade de dias úteis no mês

Empregado comissionista

comissão ou percentagem mensal


RSR e feriados mensal = × quantidade de dias não úteis no mês (RSR e feriados)
quantidade de dias úteis no mês

comissão ou percentagem mensal


RSR e feriados diário =
quantidade de dias úteis no mês

comissão ou percentagem mensal


RSR e feriados EM DOBRO = ×2
quantidade de dias úteis no mês

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 77
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 11

CONVERSÃO DO SISTEMA SEXAGESIMAL (SEX.) PARA O SISTEMA DECIMAL (DEC.)

Tabela de CONVERSÃO entre o SISTEMA SEXAGESIMAL (SEX.) e o SISTEMA DECIMAL (DEC.)


SEX. DEC. SEX. DEC. SEX. DEC. SEX. DEC. SEX. DEC. SEX. DEC.
1min 0,017 11min 0,183 21min 0,350 31min 0,517 41min 0,683 51min 0,850
2min 0,033 12min 0,200 22min 0,367 32min 0,533 42min 0,700 52min 0,867
3min 0,050 13min 0,217 23min 0,383 33min 0,550 43min 0,717 53min 0,883
4min 0,067 14min 0,233 24min 0,400 34min 0,567 44min 0,733 54min 0,900
5min 0,083 15min 0,250 25min 0,417 35min 0,583 45min 0,750 55min 0,917
6min 0,100 16min 0,267 26min 0,433 36min 0,600 46min 0,767 56min 0,933
7min 0,117 17min 0,283 27min 0,450 37min 0,617 47min 0,783 57min 0,950
8min 0,133 18min 0,300 28min 0,467 38min 0,633 48min 0,800 58min 0,967
9min 0,150 19min 0,317 29min 0,483 39min 0,650 49min 0,817 59min 0,983
10min 0,167 20min 0,333 30min 0,500 40min 0,667 50min 0,833 60min 1,000

DIVISOR

Cálculo do divisor

Jornada de trabalho fixa

divisor = quantidade de horas de trabalho por dia × 30 dias


ou
quantidade de horas de trabalho por semana
divisor = × 30 dias
6 dias

Jornada de trabalho variável

divisor = quantidade de horas de trabalho por dia × 30 dias

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 78
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 12

HORA NOTURNA E PERCENTUAL DO ADICIONAL NOTURNO

TIPO DE
CATEGORIA HORÁRIO HORA ADICIONAL LEGISLAÇÃO
EMPREGADO
Comum 22h às 5h 52min30s 20% art. 73 da CLT
art. 20, § 3º, da Lei nº
Advogado 20h às 5h 60min 25%
8.906/1994
22h às 5h (trabalho em terra) arts. 39 e 59 da Lei nº
Aeronauta 52min30s 20%
URBANO 18h às 6h (tempo de voo) 13.475/2017
Engenheiro 22h às 5h 60min 25% art. 7º da Lei nº 4.950-A/1966
Petroleiro 22h às 5h 60min 20% Súmula nº 112 do TST
art. 4º da Lei nº 4.860/1965 e
Portuário 19h às 7h 60min 20%
OJ nº 60 da SDI-1 do TST
Agricultura 21h às 5h
RURAL 60min 25% art. 7º da Lei nº 5.889/1973
Pecuária 20h às 4h
art. 14, § 1º, da LC nº
DOMÉSTICO Comum 22h às 5h 52min30s 20%
150/2015

HORA DIURNA X HORA NOTURNA

Cálculo das proporções entre a hora noturna reduzida e a hora diurna

52min30s (SEX. ) = 52,5min (DEC. )


(conversão do sistema sexagesimal para o sistema decimal)

52,5min(DEC. )
proporção da hora noturna reduzida em relação à hora diurna = = 𝟎, 𝟖𝟕𝟓 (𝐃𝐄𝐂. )
60min(DEC. )

1h(DEC. )
proporção da hora diurna em relação à hora noturna reduzida = = 𝟏, 𝟏𝟒𝟑 (𝐃𝐄𝐂. )
0,875h(DEC. )

HORA NOTURNA REDUZIDA

Cálculo das horas noturnas reduzidas

quantidade total de horas trabalhadas em período noturno (DEC. ) × 60min (DEC. )


horas noturnas reduzidas (DEC. ) =
52,5min (DEC. )
ou
total de horas noturnas reduzidas (DEC. ) = quantidade total de horas trabalhadas em período noturno (DEC. ) × 1,143 (DEC. )
ou
quantidade total de horas trabalhadas em período noturno (DEC. )
total de horas noturnas reduzidas (DEC. ) =
0,875 (DEC. )

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 79
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 12

EXEMPLO: CÁLCULO DA QUANTIDADE DE HORAS NOTURNAS REDUZIDAS

HORAS HORAS JORNADA


DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA HORA FICTA
DIURNAS NOTURNAS TOTAL
DOM REPOUSO SEMANAL
SEG 17:10 22:10 23:10 5:10 4:50 6:10 7:02 11:52
TER 17:05 22:05 23:05 6:05 4:55 7:05 8:06 13:01
QUA 17:15 22:15 23:15 5:15 4:45 6:15 7:09 11:53
QUI 17:00 22:00 23:00 6:00 5:00 7:00 8:00 13:00
SEX 17:20 22:20 23:20 5:20 4:40 6:20 7:14 11:54
SAB DIA ÚTIL NÃO TRABALHADO
TOTAIS 32:50 37:31 61:40

𝟑𝟐𝐡𝟓𝟎𝐦𝐢𝐧 (𝐒𝐄𝐗. ) = 𝟑𝟐, 𝟖𝟑𝟑𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )


(conversão do sistema sexagesimal para o sistema decimal)

32,833h (DEC.) × 60min (DEC.)


total de horas noturnas reduzidas (DEC)= = 37,52h (DEC.)
52,5min (DEC.)

ou

32,833h (DEC. )
total de horas noturnas reduzidas (DEC. ) = = 𝟑𝟕, 𝟓𝟐𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
0,875 (DEC. )

ou

total de horas noturnas reduzidas (DEC. ) = 32,822h (DEC. ) × 1,143 = 𝟑𝟕, 𝟓𝟐𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )

𝟑𝟕, 𝟓𝟐′ (𝐃𝐄𝐂. ) = 𝟑𝟕′𝟑𝟏" (𝐒𝐄𝐗. )


(conversão do sistema decimal para o sistema sexagesimal)

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 80
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 13

ADICIONAL NOTURNO

Cálculo do valor do adicional noturno hora

salário mensal
adicional noturno hora = × 20%
divisor
ou
salário mensal
hora normal diurna =
divisor
e
adicional noturno hora = hora normal diurna × 20%

Cálculo do valor do adicional noturno mensal

adicional noturno mensal = quantidade de horas noturnas reduzidas trabalhadas no mês × adicional noturno hora

EXEMPLO

HORAS HORAS HORAS JORNADA


DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA
DIURNAS NOTURNAS REDUZIDAS TOTAL
DOM REPOUSO SEMANAL
SEG 17:10 22:10 23:10 5:10 4:50 6:10 7:02 11:52
TER 17:05 22:05 23:05 6:05 4:55 7:05 8:06 13:01
QUA 17:15 22:15 23:15 5:15 4:45 6:15 7:08 11:53
QUI 17:00 22:00 23:00 6:00 5:00 7:00 8:00 13:00
SEX 17:20 22:20 23:20 5:20 4:40 6:20 7:14 11:54
SAB DIA ÚTIL NÃO TRABALHADO
TOTAIS 32:50 37:30 61:40

Salário: R$ 1.320,00 Divisor: 220 CÁLCULOS


R$ 1.320,00
Cálculo do valor da hora diurna: hora normal diurna = = 𝐑$ 𝟔, 𝟎𝟎
220
adicional noturno hora = R$ 6,00 × 20% = 𝐑$ 𝟏, 𝟐𝟎
ou
Cálculo do valor do adicional noturno (20%):
R$ 1.320,00
adicional noturno hora = × 20% = 𝐑$ 𝟏, 𝟐𝟎
220
Quantidade de horas noturnas reduzidas
nº de horas noturnas reduzidas = 37h30min = 37,5h
trabalhadas:
Cálculo do valor total do adicional noturno
total do adicional noturno mensal = R$ 1,20 × 37,5 horas = 𝐑$ 𝟒𝟓, 𝟎𝟎
mensal:

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 81
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 14

JORNADA DE TRABALHO

TIPO DE EMPREGADO/CATEGORIA DIÁRIO SEMANAL/MENSAL LEGISLAÇÃO


Empregado Urbano, Rural e Doméstico Comum 8 horas 44 horas semanais art. 7º, XIII, da CRFB
Advogado (sem dedicação exclusiva) 4 horas 20 horas semanais
art. 20 da Lei nº 8.906/1994
Advogado (com dedicação exclusiva) 8 horas 40 horas semanais
Aeronauta - art. 5º, I, da Lei nº 13.475/2017
9 horas
(tripulação mínima ou simples)
Aeronauta - art. 5º, I, da Lei nº 13.475/2017 44 horas semanais e
12 horas arts. 36 e 41 da Lei nº 13.475/2017
(tripulação composta) 176 horas mensais
Aeronauta - art. 5º, I, da Lei nº 13.475/2017
16 horas
(tripulação de revezamento)
Aeronauta - art. 5º, II, III, IV e V, da Lei nº
11 horas
13.475/2017 (tripulação mínima ou simples)
Aeronauta - art. 5º, II, III, IV e V, da Lei nº 44 horas semanais e
14 horas arts. 37 e 41 da Lei nº 13.475/2017
13.475/2017 (tripulação composta) 176 horas mensais
Aeronauta - art. 5º, II, III, IV e V, da Lei nº
18 horas
13.475/2017 (tripulação de revezamento)
art. 7º, XIII, da CRFB e art. 10 do
Aeroviário 8 horas 44 horas semanais
Decreto nº 1.232/1962
Aeroviário
6 horas 36 horas semanais art. 20 do Decreto nº 1.232/1962
(em serviço de pista)
art. 7º, XIII, da CRFB e art. 11,
Agente Comunitário de Saúde 8 horas 40 horas semanais
parágrafo único, da Lei nº 11.350/2006
Aprendiz 6 horas 36 horas semanais art. 432 da CLT
Atleta Profissional 44 horas semanais art. 28, § 4º, VI, da Lei nº 9.615/1998
art. 224 da CLT; Súmula nº 124, I, a,
Bancário 6 horas 30 horas semanais
do TST
12 horas de trabalho
Bombeiro Civil 36 horas semanais art. 5º da Lei nº 11.901/2009
X 36 de descanso
Empregados de Minas e Subsolo 6 horas 36 horas semanais art. 293 da CLT
art. 7º, XIII, da CRFB e art. 1º da Lei nº
Fisioterapeuta 8 horas 30 horas semanais
8.856/1994
Jornalista 5 horas 30 horas semanais arts. 303 e 307 da CLT
Músico 5 horas 30 horas semanais arts. 41 e 46 da Lei nº 3.857/1960
Operador Cinematográfico 6 horas 36 horas semanais art. 234 da CLT
art. 7º, XIII, da CRFB e art. 3º da Lei nº
Peão de Rodeio 8 horas 44 horas semanais
10.220/2001
4 aulas consecutivas
- art. 318 da CLT (até 16/02/2017)
6 aulas intercaladas
Professor
art. 7º, XIII, da CRFB e art. 318 da CLT
8 horas 44 horas semanais
(a partir de 17/02/2017)
Radialista
5 horas 30 horas semanais
(autoria e locução)
Radialista
6 horas 36 horas semanais art. 18 da Lei nº 6.615/1978
(produção e técnica)
Radialista
7 horas 42 horas semanais
(cenografia e caracterização)
art. 7º, XIII, da CRFB e art. 30 do
Técnico em Radiologia 8 horas 24 horas semanais
Decreto nº 92.790/1986
Telegrafista e Telefonista 6 horas 36 horas semanais art. 227 da CLT
art. 7º, XIII, da CRFB e art. 1º da Lei nº
Terapeuta Ocupacional 8 horas 30 horas semanais
8.856/1994

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 82
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 14

HORA EXTRA

Cálculo do valor da hora normal

salário mensal
hora normal =
divisor

Cálculo do valor do adicional da hora extra

adicional da hora extra = hora normal × percentual do adicional (50%, 100% ou outro)

Cálculo do valor da hora extra com o adicional

hora extra com adicional = hora normal + adicional da hora extra

Cálculo do valor das horas extras com adicional

horas extras com adicional = quantidade de horas extras × hora extra com adicional

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 83
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 14

HORA EXTRA

EXEMPLO 1: HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 8ª DIÁRIA E 44ª SEMANAL


JORNADA JORNADA EXCED. 8ª EXCED. 44ª
DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA
NORMAL TOTAL DIÁRIA SEMANAL
DOM REPOUSO SEMANAL
SEG 8:10 12:10 13:10 17:10 8:00 8:00 0:00 0:00
TER 8:05 12:05 13:05 18:05 8:00 9:00 1:00 0:00
QUA 8:15 12:15 13:15 17:30 8:00 8:15 0:15 0:00
QUI 8:00 12:00 13:00 18:00 8:00 9:00 1:00 0:00
SEX 8:20 12:20 13:20 18:20 8:00 9:00 1:00 0:00
SAB 8:00 13:15 4:00 5:15 0:00 1:15
TOTAIS 48:30 3:15 1:15

Salário: 1.320,00 Divisor: 220 CÁLCULOS


R$ 1.320,00
Valor da hora normal: hora normal = = 𝐑$ 𝟔, 𝟎𝟎
220
adicional da hora extra = R$ 6,00 × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
Valor do adicional da hora extra ou
(50%): R$ 1.320,00
adicional da hora extra = × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
220
Valor da hora extra com
hora extra com adicional = R$ 6,00 + R$ 3,00 = 𝐑$ 𝟗, 𝟎𝟎
adicional:
nº horas extras excedentes à 8ª diária = 3h15min (SEX. ) = 𝟑, 𝟐𝟓𝐡(𝐃𝐄𝐂. )
Quantidade de horas extras
nº horas extras excedentes à 44ª semanal = 1h15min (SEX. ) = 𝟏, 𝟐𝟓𝐡(𝐃𝐄𝐂. )
trabalhadas:
nº horas extras excedentes à 8ª diária e 44ª semanal = 3,25h(DEC. ) + 1,25h(DEC. ) = 𝟒, 𝟓𝐡(𝐃𝐄𝐂. )
Valor total das horas extras com
total das horas extras com adicional = 4,5h (DEC. ) × R$ 9,00 = 𝐑$ 𝟒𝟎, 𝟓𝟎
adicional:

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 84
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 14

HORA EXTRA

EXEMPLO 2: HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 8ª DIÁRIA E 44ª SEMANAL COM FERIADO


JORNADA JORNADA EXCED. 8ª EXCED. 44ª
DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA
NORMAL TOTAL DIÁRIA SEMANAL
DOM REPOUSO SEMANAL
SEG 8:10 12:10 13:10 17:10 8:00 8:00 0:00 0:00
TER 8:05 12:05 13:05 18:05 8:00 9:00 1:00 0:00
QUA 8:15 12:15 13:15 17:15 8:00 8:00 0:00 0:00
QUI FERIADO 8:00 8:00 0:00 0:00
SEX 8:20 12:20 13:20 18:20 8:00 9:00 1:00 0:00
SAB 8:00 13:00 4:00 5:00 0:00 1:00
TOTAIS 47:00 2:00 1:00

Salário: 1.320,00 Divisor: 220 CÁLCULOS


R$ 1.320,00
Valor da hora normal: hora normal normal = = 𝐑$ 𝟔, 𝟎𝟎
220
adicional da hora extra = R$ 6,00 × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
Valor do adicional da hora extra ou
(50%): R$ 1.320,00
adicional da hora extra = × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
220
Valor da hora extra com
hora extra com adicional = R$ 6,00 + R$ 3,00 = 𝐑$ 𝟗, 𝟎𝟎
adicional:
nº horas extras excedentes à 8ª diária = 2h (SEX. ) = 𝟐𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
Quantidade de horas extras
nº horas extras excedentes à 44ª semanal = 1h (SEX. ) = 𝟏𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
trabalhadas:
nº horas extras excedentes à 8ª diária e 44ª semanal = 2h (DEC. ) + 1h (DEC. ) = 𝟑𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
Valor total das horas extras com
total de horas extras com adicional = 3h (DEC. ) × R$ 9,00 = 𝐑$ 𝟐𝟕, 𝟎𝟎
adicional:

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 85
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 14

HORA EXTRA

EXEMPLO 3: HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 8ª DIÁRIA, COM ACORDO DE COMPENSAÇÃO VÁLIDO


JORNADA JORNADA EXCED. 8ª EXCED. 44ª
DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA
NORMAL TOTAL DIÁRIA SEMANAL
DOM REPOUSO SEMANAL
SEG 8:10 12:10 13:10 17:10 8:00 8:00 0:00 0:00
TER 8:05 12:05 13:05 18:05 8:00 9:00 1:00 0:00
QUA 8:15 12:15 13:15 18:15 8:00 9:00 1:00 0:00
QUI 8:00 12:00 13:00 18:00 8:00 9:00 1:00 0:00
SEX 8:20 12:20 13:20 18:20 8:00 9:00 1:00 0:00
SAB COMPENSAÇÃO 4:00 0:00 0:00 -4:00
TOTAIS 44:00 4:00 -4:00

compensação regular = quantidade de horas trabalhadas na semana − limite máximo de horas semanais = 𝟎

EXEMPLO 4: HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 44ª SEMANAL, COM ACORDO DE COMPENSAÇÃO VÁLIDO
JORNADA JORNADA EXCED. 44ª
DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA
NORMAL TOTAL SEMANAL
DOM REPOUSO SEMANAL
SEG 8:10 12:10 13:10 17:10 7:20 8:00 0:40
TER 8:05 12:05 13:05 18:05 7:20 9:00 1:40
QUA 8:15 12:15 13:15 17:15 7:20 8:00 0:40
QUI 8:00 12:00 13:00 18:00 7:20 9:00 1:40
SEX 8:20 12:20 13:20 16:20 7:20 7:00 -0:20
SAB 8:00 12:20 7:20 4:20 -3:00
TOTAIS 45:20 1:20

Salário: 1.320,00 Divisor: 220 CÁLCULOS


R$ 1.320,00
Valor da hora normal: hora normal = = 𝐑$ 𝟔, 𝟎𝟎
220
adicional da hora extra = R$ 6,00 × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
Valor do adicional de hora extra ou
(50%): R$ 1.320,00
adicional da hora extra = × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
220
Valor da hora extra com
hora extra com adicional = R$ 6,00 + R$ 3,00 = 𝐑$ 𝟗, 𝟎𝟎
adicional:

Quantidade de horas extras nº horas extras excedentes à 44ª semanal = 1h20 min(SEX. ) = 𝟏, 𝟑𝟑𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
trabalhadas: (apenas as horas extras não compensadas)
Valor total das horas extras com
total das horas extras com adicional = 1,33h (DEC. ) × R$ 9,00 = 𝐑$ 𝟏𝟏, 𝟗𝟕
adicional:

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 86
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 14

ADICIONAL DE HORA EXTRA

EXEMPLO 5: HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 8ª DIÁRIA E NÃO EXCEDENTES À 44ª SEMANAL, COM ACORDO DE
COMPENSAÇÃO INVÁLIDO (ART. 59, § 6º, DA CLT; SÚMULA Nº 85, III E IV, DO TST)
JORNADA JORNADA EXCED. 8ª EXCED. 44ª
DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA
NORMAL TOTAL DIÁRIA SEMANAL
DOM REPOUSO SEMANAL
8:10 12:10 13:10 17:10 8:00 8:00 0:00 0:00
TER 8:05 12:05 13:05 18:05 8:00 9:00 1:00 0:00
QUA 8:15 12:15 13:15 18:15 8:00 9:00 1:00 0:00
QUI 8:00 12:00 13:00 18:00 8:00 9:00 1:00 0:00
SEX 8:20 12:20 13:20 18:20 8:00 9:00 1:00 0:00
SAB COMPENSAÇÃO 4:00 0:00 0:00 -4:00
TOTAIS 44:00 4:00 -4:00

Salário: 1.320,00 Divisor: 220 CÁLCULOS


R$ 1.320,00
Valor da hora normal: hora normal normal = = 𝐑$ 𝟔, 𝟎𝟎
220
adicional da hora extra = R$ 6,00 × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
Valor do adicional de hora extra ou
(50%): R$ 1.320,00
adicional da hora extra = × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
220
Quantidade de horas extras nº horas extras excedentes à 8ª diária = 4h (SEX. ) = 𝟒, 𝟎𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
trabalhadas: (horas extras compensadas que não ultrapassam a 44ª semanal)
Valor total do adicional das
total do adicional das horas extras compensadas = 4h (DEC. ) × R$ 3,00 = 𝐑$ 𝟏𝟐, 𝟎𝟎
horas extras compensadas:

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 87
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 14

HORA EXTRA E ADICIONAL DE HORA EXTRA

EXEMPLO 6: HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 8ª DIÁRIA E 44ª SEMANAL, COM ACORDO DE COMPENSAÇÃO INVÁLIDO
(ART. 59, § 6º, DA CLT; SÚMULA Nº 85, III E IV, DO TST)
JORNADA JORNADA EXCED. 8ª EXCED. 44ª
DIA ENTRADA INTERVALO SAÍDA
NORMAL TOTAL DIÁRIA SEMANAL
DOM REPOUSO SEMANAL
SEG 8:10 12:10 13:10 18:10 8:00 9:00 1:00 0:00
TER 8:05 12:05 13:05 18:05 8:00 9:00 1:00 0:00
QUA 8:15 12:15 13:15 18:15 8:00 9:00 1:00 0:00
QUI 8:00 12:00 13:00 18:00 8:00 9:00 1:00 0:00
SEX 8:20 12:20 13:20 18:20 8:00 9:00 1:00 0:00
SAB COMPENSAÇÃO 4:00 0:00 0:00 -4:00
TOTAIS 45:00 5:00 -4:00

Salário: 1.320,00 Divisor: 220 Cálculos


R$ 1.320,00
Valor da hora normal: hora normal = = 𝐑$ 𝟔, 𝟎𝟎
220
adicional de hora extra = R$ 6,00 × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
Valor do adicional de hora extra ou
(50%): R$ 1.320,00
adicional de hora extra = × 50% = 𝐑$ 𝟑, 𝟎𝟎
220
Valor da hora extra com
hora extra com adicional = R$ 6,00 + R$ 3,00 = 𝐑$ 𝟗, 𝟎𝟎
adicional:

Quantidade de horas extras nº horas extras excedentes à 8ª diária compensadas = 4h (SEX. ) = 𝟒, 𝟎𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
trabalhadas: nº horas extras excedentes à 44ª semanal não compensadas = 1h (SEX. ) = 𝟏, 𝟎𝐡 (𝐃𝐄𝐂. )
Valor das horas extras não
horas extras não compensadas com adicional = 1,0h (DEC. ) × R$ 9,00 = 𝐑$ 𝟗, 𝟎𝟎
compensadas com adicional:
Valor do adicional das horas
adicional das horas extras compensadas = 4,0h (DEC. ) × R$ 3,00 = 𝐑$ 𝟏𝟐, 𝟎𝟎
extras compensadas:
Valor total das horas extras com
adicional não compensadas e do
total das horas extras e adicional = R$ 9,00 + R$ 12,00 = 𝐑$ 𝟐𝟏, 𝟎𝟎
adicional das horas extras
compensadas:

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 88
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 15

AVISO PRÉVIO

MODALIDADE DE RUPTURA CONTRATUAL


Aviso Prévio (Devido de forma Integral) Responsável
Dispensa sem justa causa por iniciativa do empregador Empregador
Pedido de demissão do empregado Empregado
Rescisão indireta do contrato de trabalho Empregador
Extinção antecipada do contrato a termo com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão (art. Empregado ou
481 da CLT e Súmula nº 163 do TST) Empregador
Cessação da atividade da empresa (Súmula nº 44 do TST) Empregador
Falência Empregador
Aviso Prévio (Devido pela Metade) Responsável
Culpa recíproca (art. 484 da CLT e Súmula 14 do TST) Partes
Distrato contratual (art. 484-A, I, alínea "a", da CLT) Partes

AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL


Tempo de Serviço Dias
Menos de 1 ano 30
1 ano 33
2 anos 36
3 anos 39
4 anos 42
5 anos 45
6 anos 48
7 anos 51
8 anos 54
9 anos 57
10 anos 60
11 anos 63
12 anos 66
13 anos 69
14 anos 72
15 anos 75
16 anos 78
17 anos 81
18 anos 84
19 anos 87
20 anos 90

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 89
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 15

AVISO PRÉVIO

Cálculo da quantidade de dias do aviso prévio

aviso prévio mínimo = 30 dias

aviso prévio proporcional = 3 dias × cada ano complero de prestação de serviços (máximo 60 dias)

quantidade de dias de aviso prévio = aviso prévio mínimo + aviso prévio proporcional

Cálculo do valor da remuneração no mês da extinção do contrato

remuneração no mês de extinção do contrato = salário base + parcelas salariais ixas e variáveis

salário base = valor nominal do salário no mês da extinção contratual


parcelas salariais ixas = valor nominal da parcela no mês da extinção contratual
parcelas salariais variáveis = média dos últimos 12 meses anteriores à extinção contratual

Cálculo do valor do aviso prévio

remuneração do mês de extinção do contrato


aviso prévio = × quantidade de dias de aviso prévio
30 dias

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 90
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 16

13º SALÁRIO

Cálculo da integralidade ou proporcionalidade do 13º salário

quantidade de meses inteiros ou fração igual ou superior a 15 dias no ano


13º salário integral ou proporcional =
12 meses

Cálculo do valor da remuneração de dezembro

remuneração no mês de dezembro ou da extinção do contrato = salário base + parcelas salariais ixas e variáveis

salário base = valor nominal do salário no mês de dezembro ou da extinção contratual


parcelas salariais ixas = valor nominal da parcela no mês de dezembro ou da extinção contratual
parcelas salariais variáveis = média dos meses de trabalho no ano

Cálculo do valor do 13º salário

13º salário = 13º salário integral ou proporcional × remuneração no mês de dezembro ou da extinção do contrato

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 91
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 17

FÉRIAS

TEMPO INTEGRAL E TEMPO PARCIAL (EMPREGADO URBANO E RURAL)

NÚMERO DE FALTAS INJUSTIFICADAS DIAS DE FÉRIAS


Até 5 faltas 30
De 6 a 14 faltas 24
De 15 a 23 faltas 18
De 24 a 32 faltas 12

TEMPO PARCIAL (EMPREGADO DOMÉSTICO)

JORNADA DE TRABALHO NÚMERO DE DIAS


superior a 22 (vinte e duas) horas, até 25 (vinte e cinco) horas 18 dias
superior a 20 (vinte) horas, até 22 (vinte e duas) horas 16 dias
superior a 15 (quinze) horas, até 20 (vinte) horas 14 dias
superior a 10 (dez) horas, até 15 (quinze) horas 12 dias
superior a 5 (cinco) horas, até 10 (dez) horas 10 dias
igual ou inferior a 5 (cinco) horas 8 dias

Cálculo da integralidade ou proporcionalidade das férias

quantidade de meses inteiros ou fração igual ou superior a 15 dias no período aquisitivo


Férias integrais ou proporcionais =
12 meses

Cálculo do valor da remuneração das férias

remuneração no mês de concessão ou da extinção do contrato = salário base + parcelas salariais ixas e variáveis

salário base = valor nominal do salário no mês de concessão ou da extinção contratual


parcelas salariais ixas = valor nominal da parcela no mês de concessão ou da extinção contratual
parcelas salariais variáveis = média dos 12 meses de trabalho do período anterior à concessão

Empregado comissionista (art. 142, § 3º, da CLT; OJ nº 181 do TST)

valor atualizado das comissões dos últimos 12 meses anteriores à concessão


média das comissões =
12 meses

Cálculo do valor do acréscimo de 1/3 de férias

férias integrais ou proporcionais × remuneração do mês da concessão ou da extinção


Acréscimo de 1/3 de férias =
3

Cálculo do valor das férias acrescidas de 1/3

Férias = (férias integrais ou proporcionais × remuneração no mês de concessão ou da extinção) + acréscimo de 1/3

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 92
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 18

FGTS E INDENIZAÇÃO DE 20% OU 40%

Cálculo do valor do FGTS

FGTS = parcelas salariais devidas ou deferidas × 8%

Cálculo o valor das Indenizações de 20% ou 40%

indenização de 40% = valor total do FGTS depositado na conta vinculada do empregado × 40%
e/ou
indenização de 40% = valor devido ou deferido a título de FGTS × 40%

indenização de 20% = valor total do FGTS depositado na conta vinculada do empregado × 20%
e/ou
indenização de 20% = valor devido ou deferido a título de FGTS × 20%

Cálculo do valor do FGTS e indenização de 40% (empregado doméstico)

FGTS = parcelas salariais devidas × 11,2%

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 93
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 19

SEGURO-DESEMPREGO

REGRAS PRIMEIRA SOLICITAÇÃO SEGUNDA SOLICITAÇÃO DEMAIS SOLICITAÇÕES


Mínimo de 12 (doze) meses nos Mínimo de 9 (nove) meses nos Mínimo de 6 (seis) meses
PERÍODO DE VIGÊNCIA DO últimos 18 (dezoito) meses últimos 12 (doze) meses imediatamente anteriores à data
CONTRATO DE TRABALHO imediatamente anteriores à data imediatamente anteriores à data de dispensa.
de dispensa. de dispensa.

1) Estiver em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada previsto no Regulamento


dos Benefícios da Previdência Social, exceto auxílio-acidente, auxílio suplementar previstos na Lei nº
TRABALHADOR QUE NÃO 6.367/1976, abono de permanência previsto na Lei nº 5.890/1973 e pensão por morte
TEM DIREITO AO BENEFÍCIO
2) Estiver em gozo do auxílio-desemprego.
(Fatos que impedem a
percepção do seguro- 3) Possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.
desemprego)
4) Não estiver matriculado e frequentando curso de formação inicial e continuada ou de qualificação
profissional habilitado pelo Ministério da Educação, nos termos da lei e regulamento.

3 (TRÊS) PARCELAS, se o 3 (TRÊS) PARCELAS, se o


NÚMERO DE PARCELAS trabalhador comprovar vínculo trabalhador comprovar vínculo
empregatício de, no mínimo, 9 empregatício com pessoa jurídica
(Considerando o tempo de
(nove) meses e, no máximo, 11 ou pessoa física a ela equiparada
serviço do trabalhador nos 36
(onze) meses, no período de de, no mínimo, 6 (seis) meses e,
(trinta e seis) meses que
referência. no máximo, 11 (onze) meses, no
antecederem a data de
período de referência.
dispensa que originou o
requerimento do seguro-
desemprego, vedado o 4 (QUATRO) PARCELAS, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa
cômputo de vínculos física a ela equiparada de, no mínimo, 12 (doze) meses e, no máximo, 23 (vinte e três) meses, no período
empregatícios utilizados em de referência.
períodos aquisitivos
anteriores) 5 (CINCO) PARCELAS, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa
física a ela equiparada de, no mínimo, 24 (vinte e quatro) meses, no período de referência.

PERÍODO AQUISITIVO O período aquisitivo para a concessão de um novo benefício é de 16 (dezesseis) meses, contado da data
(Carência) da dispensa que deu origem à última habilitação.

MÉDIA DOS SALÁRIOS DOS ÚLTIMOS 3 (TRÊS) MESES ANTERIORES À DISPENSA, não podendo
ser inferior ao valor do salário mínimo.

CÁLCULO DO VALOR DO
BENEFÍCIO Faixa salarial até R$ 1.480,25: multiplica-se o salário médio por 0,8 (80%).
(2018) Faixa salarial de R$ 1.480,25 a R$ 2.467,33: o que exceder R$ 1.480,25 até R$ 2.467,33, multiplica-se por
0,5 (50%), e soma-se R$ 1.184,20, o equivalente a 0,8 (80%) de R$ 1.480,25.
Faixa acima de R$ 2.467,33: o valor será igual a R$ 1.677,74.

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 94
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 19

SEGURO-DESEMPREGO

Cálculo da média salarial

soma dos salários dos últimos 3 meses anteriores à extinção do contrato


média salarial =
3

Cálculo do valor do benefício do seguro-desemprego (2018)

Faixa salarial até R$ 1.480,25: multiplica-se o salário médio por 0,8 (80%)

valor do bene ício = média salarial × 80%

Faixa salarial de R$ 1.480,25 a R$ 2.467,33: o que exceder R$ 1.480,25 até R$ 2.467,33,


multiplica-se por 0,5 (50%), e soma-se R$ 1.184,20, o equivalente a 0,8 (80%) de R$1.480,25

valor do bene ício = [(média salarial − R$ 1.480,25) × 50%] + R$ 1.184,20

Faixa acima de R$ 2.467,33: o valor será igual a R$ 1.677,74

valor do bene ício = R$ 1.677,74

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 95
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 20

MULTA DO ART. 467 DA CLT

Cálculo do valor da multa do art. 467 da CLT

multa do art. 467 da CLT = verbas rescisórias incontroversas × 50%

MULTA DO ART. 477, § 8º, DA CLT

Cálculo do valor da multa do art. 477, § 8º, da CLT

multa do art. 477, § 8º, da CLT = salário base do empregado

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 96
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 21

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

Cálculo do valor dos honorários advocatícios sucumbenciais

honorários advocatícios sucumbenciais = valor bruto da liquidação × percentual deferido (5% a 15%)
honorários advocatícios sucumbenciais = valor do proveito econômico obtido × percentual deferido (5% a 15%)
honorários advocatícios sucumbenciais = valor atualizado da causa × percentual deferido (5% a 15%)

Cálculo do valor dos honorários advocatícios contratuais

honorários advocatícios contratuais = valor ou percentual ajustado entre o cliente e o advogado

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 97
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 22

ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA

EXEMPLO

DIA DE VALOR ÍNDICE DE VALOR


VENCIMENTO DEVIDO ATUALIZAÇÃO ATUALIZADO
05/01/2015 R$ 1.000,00 1,044639348 R$ 1.044,64
05/02/2015 R$ 1.000,00 1,043722960 R$ 1.043,72
05/03/2015 R$ 1.000,00 1,043547644 R$ 1.043,55
05/04/2015 R$ 1.000,00 1,042196956 R$ 1.042,20
05/05/2015 R$ 1.000,00 1,041078838 R$ 1.041,08
05/06/2015 R$ 1.000,00 1,039879856 R$ 1.039,88
VALOR TOTAL DO CRÉDITO ATUALIZADO R$ 6.255,07

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 98
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 23

JUROS DE MORA

Cálculo do valor do crédito trabalhista atualizado com juros de mora

1% ao mês
juros 𝑝𝑟𝑜 𝑟𝑎𝑡𝑎 𝑑𝑖𝑒 =
30 dias
ou
1% ao mês
juros 𝑝𝑟𝑜 𝑟𝑎𝑡𝑎 𝑑𝑖𝑒 =
número de dias do mês

PARCELAS VENCIDAS

Juros crescentes a partir da data da propositura da ação.

EXEMPLO 1

DIA DE ÍNDICE DE VALOR


VALOR DEVIDO
VENCIMENTO ATUALIZAÇÃO ATUALIZADO
05/01/2015 R$ 1.000,00 1,044639348 R$ 1.044,64
05/02/2015 R$ 1.000,00 1,043722960 R$ 1.043,72
05/03/2015 R$ 1.000,00 1,043547644 R$ 1.043,55
05/04/2015 R$ 1.000,00 1,042196956 R$ 1.042,20
05/05/2015 R$ 1.000,00 1,041078838 R$ 1.041,08
05/06/2015 R$ 1.000,00 1,039879856 R$ 1.039,88
VALOR TOTAL DO CRÉDITO ATUALIZADO R$ 6.255,07
DATA DO AJUIZAMENTO 05/01/2016
JUROS 1% AO MÊS (26 MESES) R$ 1.626,32
VALOR DO CRÉDITO ATUALIZADO ATÉ 05/03/2018 R$ 7.881,38

PARCELAS VINCENDAS

Juros decrescentes a partir da data da propositura da ação.

EXEMPLO 2

MÊS DE ÍNDICE DE VALOR JUROS VALOR


VALOR DEVIDO
COMPETÊNCIA ATUALIZAÇÃO ATUALIZADO (%) JUROS
05/02/2016 R$ 1.000,00 1,024860901 R$ 1.024,86 13% R$ 133,23
05/03/2016 R$ 1.000,00 1,023881047 R$ 1.023,88 12% R$ 122,87
05/04/2016 R$ 1.000,00 1,021666075 R$ 1.021,67 11% R$ 112,38
05/05/2016 R$ 1.000,00 1,020335558 R$ 1.020,34 10% R$ 102,03
05/06/2016 R$ 1.000,00 1,018773777 R$ 1.018,77 9% R$ 91,69
05/07/2016 R$ 1.000,00 1,016696666 R$ 1.016,70 8% R$ 81,34
VALOR TOTAL DO CRÉDITO ATUALIZADO R$ 6.126,21
DATA DO AJUIZAMENTO 05/01/2017
JUROS 1% AO MÊS (DECRESCENTE) R$ 643,54
VALOR DO CRÉDITO ATUALIZADO ATÉ 05/03/2018 R$ 6.769,75

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 99
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 24

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO EMPREGADO

EXEMPLO

ANO CALENDÁRIO 2017


SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) ALÍQUOTA
até 1.659,38 8%
de 1.659,39 até 2.765,66 9%
de 2.765,67 até 5.531,31 11%

MÊS DE SALÁRIO DE TETO CONTRIBUIÇÃO CONTRIBUIÇÃO CONTRIBUIÇÃO DÉBITO


VALOR DEVIDO VALOR PAGO ALÍQUOTA SELIC
COMPÊTÊNCIA CONTRIBUIÇÃO RGPS DEVIDA PAGA RECOLHER ATUALIZADO
01/2017 200,00 1.000,00 1.200,00 8% 608,44 96,00 80,00 16,00 9,62% R$ 17,54
02/2017 500,00 1.000,00 1.500,00 8% 608,44 120,00 80,00 40,00 8,57% R$ 43,43
03/2017 700,00 1.000,00 1.700,00 9% 608,44 153,00 80,00 73,00 7,78% R$ 78,68
04/2017 1.000,00 1.000,00 2.000,00 9% 608,44 180,00 80,00 100,00 6,85% R$ 106,85
05/2017 2.000,00 1.000,00 3.000,00 11% 608,44 330,00 80,00 250,00 6,04% R$ 265,10
06/2017 100,00 6.000,00 6.100,00 11% 608,44 608,44 608,44 0,00 5,24% -

CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DO EMPREGADOR

EXEMPLO
MÊS DE VALOR SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO CONTRIBUIÇÃO CONTRIBUIÇÃO DÉBITO
VALOR PAGO ALÍQUOTA RAT SELIC
COMPETÊNCIA DEVIDO CONTRIBUIÇÃO DEVIDA PAGA RECOLHER ATUALIZADO
01/2017 200,00 1.000,00 1.200,00 20% 3% 276,00 230,00 46,00 9,62% R$ 50,43
02/2017 500,00 1.000,00 1.500,00 20% 3% 345,00 230,00 115,00 8,57% R$ 124,86
03/2017 700,00 1.000,00 1.700,00 20% 3% 391,00 230,00 161,00 7,78% R$ 173,53
04/2017 1.000,00 1.000,00 2.000,00 20% 3% 460,00 230,00 230,00 6,85% R$ 245,76
05/2017 2.000,00 1.000,00 3.000,00 20% 3% 690,00 230,00 460,00 6,04% R$ 487,78
06/2017 100,00 6.000,00 6.100,00 20% 3% 1.403,00 1.380,00 23,00 5,24% R$ 24,21
Atenção: sobre o débito das contribuições previdenciárias incide taxa SELIC e multa, conforme art. 61 da Lei nº 9.430/1996 e Súmula nº 368 do TST.

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 100
CÁLCULO TRABALHISTA
Quantificação das Parcelas

ANEXO 25

IMPOSTO DE RENDA

IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF)

EXEMPLO

ANO CALENDÁRIO 2017


BASE DE CÁLCULO MENSAL ALÍQUOTA (%) PARCELA A DEDUZIR
Até 1.903,98 Isento -
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5% 142,80
De 2.826,66 até 3.751,05 15,0% 354,80
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5% 636,13
Acima de 4.664,68 27,5% 869,36

MÊS DE ALÍQUOTA CONTRIBUIÇÃO BASE DE ALÍQUOTA VALOR DO


VALOR DEVIDO VALOR PAGO RENDIMENTO BRUTO VALOR LÍQUIDO
COMPETÊNCIA INSS EMPREGADO CÁLCULO IRRF IRRF
01/2017 200,00 1.000,00 1.200,00 8% 96,00 1.104,00 Isento 0,00 1.104,00
02/2017 500,00 1.000,00 1.500,00 8% 120,00 1.380,00 Isento 0,00 1.380,00
03/2017 2.500,00 1.000,00 3.500,00 11% 385,00 3.115,00 15% 112,45 3.002,55
04/2017 2.400,00 1.000,00 4.400,00 11% 484,00 3.916,00 22,5% 244,97 3.671,03
05/2017 2.000,00 1.000,00 3.000,00 11% 330,00 2.670,00 7,5% 57,45 2.612,55
06/2017 100,00 6.000,00 6.100,00 11% 608,44 5.491,56 27,5% 640,81 4.850,75

VITOR LEANDRO YAMADA


Última atualização: janeiro de 2019 101